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A democracia custa caro no mundo dos coroinhas, por André Araújo

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Imagem: MICHELANGELO Buonarroti Last Judgment
 
Por André Araújo
 
A DEMOCRACIA NÃO É PARA SANTOS
 
A Democracia moderna é um regime político imperfeito e pleno de problemas, um deles é o financiamento de campanhas, mecanismo onde não há nenhum bom modelo, todos tem defeitos, cabe escolher o menos  ruim porque bom não há.
 
Os EUA montaram um modelo simples e aberto: doações sem limites por pessoas físicas e empresas, desde que declarados. No caso de empresas há um atalho, doa-se a um Comitê (Political Action Committee), um simples jogo de espelhos, o Comitê é  teoricamente destinado a uma causa ou bandeira política, e esse Comitê que recolhe o dinheiro, dá recibo e repassa para candidatos simpáticos à causa do Comité, tudo isso SEM LIMITE, o dinheiro acaba bancando candidaturas sob o pretexto de que elas servem a causa originária do Comitê.
 
O financiamento de campanhas nos EUA é um oceano de dinheiro, háincontáveis críticos do modelo de financiamento, tanto na esquerda como na direita, consideram um sistema VICIADO, CORRUPTO e REACIONÁRIO que beneficia as grandes corporações e os candidatos que defendem seus  interesses  contra o interesse público, o contexto é antigo e renovado.
 
É claro, claríssimo, só algum santelmo não deve enxergar, que esse modelo visa a comprar apoio no Congresso para os interesses do doador ou alguém acha que a Northrop, a Grumman, a Boeing, a Lockheed, a Rockwell, a Halliburton doam dinheiro sem interesse  para congressistas? Ou que tal a bancada dos remédios, poderosíssima, bancada pela Pfizer, Abott, Lilly e outros grandes laboratórios que interagem com o Estado nas cruciais questões de patentes e fundos para pesquisa?  Cada empresa farmacêutica vale entre U$ 100 e 200 bilhões de dólares, são as mais valiosas da Bolsa de Nova York e precisam de apoio político.
 
Há casos notórios de aprovação de verbas controversas para projetos bélicos ruins e inúteis, mas que garantem benefícios para regiões de onde vem esses congressistas. Fábricas de mísseis e aviões são grandes doadoras, tem escritório de lobby em Washington.
 
No Congresso americano  há notórios representantes do setor de energia, do setor de medicamentos, do sistema financeiro além do famoso lobby da indústria bélica.
 
Há também uma enorme bancada pró-Israel, das mais bem financiadas, reunidas pelo AIPAC, American Israel Political Action Committee, um dos mais ricos lobbies de Washington.
 
Há enorme críticas a esse bloco, que prioriza o interesse de Israel contra o interesse geopolítico do próprio EUA, que é atado aos caprichos da direita bélica israelense.
 
É capaz  que os coroinhas da GLOBONEWS achem que nos EUA os doadores são altruístas e filantropos, doam pela bandeira, são bilhões de dólares a cada dois anos, as eleições congressuais americanas  são bianuais, o giro político-financeiro é imenso e alvo de ativistas de movimentos de transparência  que pretendem uma política menos mercenaria.
 
Além disso, há a imensa indústria do lobby, a maior indústria de Washington, com 1.200 firmas e 110.000 empregos, faturando bilhões de dólares, cuja função é influenciar o Congresso e a Administração para os interesses de quem paga, podem ser empresas e países, só a China tem nove  escritórios de lobby em Washington a contrato.  A Venezuela de Chavez chegou a ter 16 escritórios trabalhando pelo seu governo. O Equador de Rafael Correa teve a seu serviço o maior de todos os escritórios, o SPB, o mesmo da Arábia Saudita, Qatar e China.
 
Todos os contratos de lobby são REGISTRADOS no Departamento de Justiça, e no contrato consta qual a finalidade, para qual interesse específico esta se pagando, TUDO ÀS CLARAS, no Brasil não só é proibido como seria visto como corrupção, perseguido e punido, dentro do modelo de FINGIR que somos todos beatos, o Brasil prefere o faz de conta à realidade.
 
Há e sempre houve no Brasil um JOGO DE INTERESSES em torno da política, SEMPRE. Nos tempos do Império, os Embaixadores do Brasil em Londres ganhavam comissão dos banqueiros quando assinavam empréstimos paro o Brasil, fato bem descrito nas memórias do Embaixador Heitor Lyra (dois volumes pela Editora da Universidade de Brasília). No Governos Vargas e JK, um grupo politicamente bem entrosado do Rio de Janeiro ficou sócio da Volkswagen e da Klabin sem por dinheiro porque conseguiu vantagens no Governo para esses grupos, todos fatos públicos que todo mundo sabe, porque o escândalo agora com as ”LISTAS”, como se caíssem em um santuário  de noviços?  Ninguém sabia, porque o espanto? Ao tempo de Dom João VI já havia corrupção a céu aberto, os historiadores da nova safra relatam com detalhes o que se cobrava por fora na Alfândega do Rio antes da Independência, a tabela era em torno de 17%. Na República Velha o financista Percival Farquhar nadava de braçada com suas concessões de ferrovias, eletricidade, bondes, telefone, portos, mineração e Farquhar era notório pagador de propinas da época e bajulado aliciador de jornais, ver sua interessantíssima biografia O TITÃ, edição da Livraria Cultura, mais de 700 páginas.
 
Na construção de Brasília, a corrupção foi imensa, maior em escala que a corrupção do Mensalão e do Petrolão. Ninguém acreditava que Brasília pudesse ser construída em cinco anos, mas foi contra tudo e contra todos, a peso de ouro para as empreiteiras.
 
Foi atingido o alvo a partir de cataratas de dinheiro no processo de construção da cidade.
 
Mas consolem-se, nos demais países da América Latina o jogo é MUITO MAIS PESADO, porque incluem também assassinatos na luta pelo poder e os valores do jogo financeiro são proporcionalmente muito maiores que no Brasil, a política espanhola e francesa também tem grandes áreas de dinheiro  no jogo de interesses, sem falar da Itália. Na Ásia, Oriente Médio e África, o jogo pesado do dinheiro na política é histórico, o maior corrupto do Século XX foi o Generalíssimo Chiang Kai Shek,  Presidente da China até 1949, que roubava o soldo dos soldados chineses pagos pelos EUA, dando aos soldados autorização para saquear no lugar de soldos, Chiang vendeu ao Exército japonês munição de artilharia enviada pelos EUA para que a China a usasse contra os japoneses, esse era seu nível de corrupção, os soldados andavam descalços porque ele embolsava o dinheiro das botas enviado pelos trouxas americanos.
 
Com isso, Madame Chiang Kai Shek morreu em Manhattan aos 105 anos em 2008 em um apartamento duplex com 29 empregados, então sejamos  mais realistas e menos espantados.
 
Na substituição de um modelo político por outro, o novo cairá no mesmo jogo de interesses em questão de tempo, porque esse jogo é da essência da Democracia, que é um regime de composição de interesses e esse entroncamento entre governo e empresas lembra sempre corrupção, seja com propinas, alto salários, mordomias, favorecimento a projetos, abertura de concessões, relações externas de comércio e investimentos, o campo desse imbricamento é infinito e sempre existirá sob formas abertas ou disfarçadas.
 
Nos termos dos reis absolutistas anteriores à Revolução Francesa o jogo de interesses era às claras, com a Democracia passou a ser encoberto, mas, na sua essência, pouco mudou desde os Imperadores Romanos , nas eleições de Papas o ouro corria solto, na Era Moderna o Príncipe de Talleyrand, Ministro do Exterior desde a Convenção da primeira fase da Revolução até a Restauração Bourbon de 1814, vendeu a independência da Polônia por 4 milhões de francos ouro, os regimes da Convenção, do Diretório, do Consulado, do Imperio e ao fim da Restauração se estruturavam sobre composição de interesses que eram pagos em cada caso.
 
No regime do absolutismo, o Tesouro nacional se confundia com a fortuna do Rei e dos seus Ministros, o Ministro da Fazenda de Luís XIV, Nicolas Fouquet, ficava com um terço dos impostos arrecadados, construiu o palácio de Vaux-le-Vicomte, para o qual convidou o Rei para um banquete de três dias, o Rei Luís XIV ficou de tal forma impressionado que mandou construir Versailles para superar seu Ministro. Fouquet conseguiu o cargo de Superintendente de Finanças de Luís XIV por compra, tendo antes vendido seu cargo anterior no Parlamento.
 
O célebre Primeiro Ministro Cardeal de Richelieu (Armand Louis du Plessis) se tornou o homem mais rico da França por conta de seu cargo e isso era considerado normal.
 
Nas monarquias do Oriente Médio, o tesouro dos Estados se confunde com a fortuna do soberano, não se sabe onde acaba uma e começa a outra. O Emir do Qatar, Hamad al Thani depos seu pai, Emir Khalifa al Thani em 1995, o pai deposto fugiu e se exilou, levando o tesouro nacional de 8 bilhões de dólares. Graças à intermediação do governo dos EUA, foi feito um acordo e se acertaram as contas, toda a operação foi organizada por um grande escritório de advocacia de Washington, com honorários a peso de ouro.
 
A Democracia moderna é muito nova, só tomou forma após o fim da Grande Guerra de 1914-1918. Antes disso a Democracia era censitária em todo os grandes países, era só para ricos.
 
A qualificação de eleitores dependia da propriedade e  da renda, o voto não era universal, as mulheres só votaram nos EUA a partir de 1920, no Brasil  a partir de 1932.
 
A primeira Democracia moderna foi a República de Weimar, nos escombros da derrota alemã de 1918, quando o Príncipe von Baden passou o poder ao primeiro presidente eleito, o socialista Friedrich Ebert,  essa Democracia idealista foi um caos econômico, social e político.
 
Portanto a chamada “democracia moderna” só tem CEM ANOS, é um regime muito novo no tempo histórico, cheia de riscos e imperfeições e por todo esse período de um século a Democracia é uma coleção de acidentes, convulsões, riscos, golpes e lutas violentas pelo Poder.
 
Nos EUA, a política sempre foi muito pior, a corrupção na política americana é lendária e superava qualquer outra democracia moderna chegando até nossos tempos, quando a eleição de Kennedy de 1960 foi garantida pela ultra corrupta família Daley, que controlava a política de Chicago desde 1955 e chega a nossos dias. Richard Daley pai foi Prefeito de Chicago de 1955 a 1976 e seu filho de 1989 a 2011, reeleito cinco vezes.  A eleição de Kennedy dependeu dos votos de Chicago que evidentemente não foram de presente, tendo todo o cheiro de fraude eleitoral ou votos comprados, sem esses votos Kennedy perderia a eleição de 1960.
 
Já o sucessor de Kennedy,  Lyndon Johnson, deveu sua carreira política desde o início pelo apoio financeiro da empreiteira texana Brown & Root’s , que hoje faz parte do grupo Halliburton, também texano e profundamente enraizado na política interna e externa, sendo um dos seus controladores o Vice Presidente de George W.Bush,  Dick Cheney.  Após a guerra do Iraque, a Halliburton fornecia ao exército desde água a munição, era dona dos fornecimentos ao Iraque, vastíssima corrupção em escala sideral, foi multada, pagou e hoje está limpinha.
 
Lyndon Johnson deixou para a esposa vasta herança, tendo sido exclusivamente político toda a vida, era notoriamente corrupto e não fazia muita questão de esconder. A biografia mais importante de Lyndon Johnson THE PATH TO POWER, de Robert Caro, editora Vintage Books (Random House), com 882 páginas, narra com detalhes saborosos e escabrosos, de novela, o ambiente de corrupção onde vicejou a carreira política do futuro Presidente Johnson.
 
Esses fatos são importantes no atual clima político brasileiro, porque muitos jornalistas citam os EUA como contraponto à corrupção da vida política brasileira, obviamente por completa ignorância do que foram e do que são os Estados Unidos e sua política interna, onde um pesadíssimo jogo de interesses é a regra em Washington até hoje, considerado algo normal.
 
Compensar doadores de campanha com Embaixadas, corrupção de baixo nível, um terço das Embaixadas americanas, algumas em países importantes, fundamentais sâo “mimos” reservadas para “doadores” de campanha, em Brasília nos últimos anos os Embaixadores dos EUA John Danilovitch e Clifford Sobel não eram diplomatas, eram ricos homens de negócios que deram dinheiro para campanhas presidenciais, algo que inexiste no Brasil, portanto nesse campo e em muitos outros somos mais éticos que os americanos, apresentados pelos jornalistas da direita como exemplo da moral na política.
 
Um exemplo dessa leviandade foi a nomeação da notória Pamela Harriman, ex-nora de Churchill e depois casada com um dos homens mais ricos dos EUA. W. Averrel Harriman, sendo ela inglesa, foi nomeada Embaixadora dos EUA na França, pelo Presidente Reagan, Pamela não era diplomata, não era americana, tinha uma vida pessoal nada puritana  e ganhou de presente uma das mais cobiçadas Embaixadas dos EUA, faleceu no cargo nadando na piscina do Hotel Ritz.
 
Nos países da América Latina, a corrupção é historicamente muito maior que no Brasil. No México, os Presidentes do partido hegemônico de 1929 a 2000, o PRI, seguiam o roteiro de apontar o sucessor (“el dedazo”), elegê-lo, depois sair do México para não atrapalhar o sucessor, essa era uma regra não escrita e ao deixar a Presidência poderia levar até 2 bilhões de dólares. O mais notório corrupto foi  o Presidente Miguel Alemán, que no resto sempre apesar de corrupto fez um bom  governo. No Peru há uma longa tradição de alta corrupção, assim como na Argentina. São exceções no continente o Chile e o Uruguai. Em alguns dos países andinos, a corrupção tem uma vertente ainda pior, é mesclada com o tráfico de drogas, que também atinge o México, é corrupção combinada com extorsão, sequestros e assassinatos por atacado, ainda pior, envolvendo por vezes as forças armadas.
 
No Brasil a tradição é de Presidentes saírem pobres ou remediados do cargo, não deixaram herança os Presidentes da Primeira República. Getúlio Vargas. Café Filho, Juscelino Kubitschek, Jango deixou a mesma fazenda que já era dele, os Presidentes militares retornaram às suas vidas de classe média, Tancredo não deixou fortuna, nem FHC, o Brasil tem LONGA TRADIÇÃO DE  BAIXA CORRUPÇÃO em comparação com outros países emergentes, mas esqueceram de avisar os jornalistas brasileiros que ainda falam na maior corrupção do mundo POR COMPLETA IGNOR NCIA DO QUE É O MUNDO, não tem informação ou cultura para olhar fora do Brasil.
 
A campanha anti-corrupção no Brasil já cobrou e vai cobrar um alto preço na economia, negócios são paralisados pelo risco altíssimo de ser enredado em  investigações e escracho na mídia,  por mera suposição, o que pode acontecer em  negócios que envolvam o Governo.
 
O custo da corrupção pode ser alto, mas muito mais altos são outras formas de desvios de dinheiro público como ineficiência e incompetência que grassam na Administração Pública de todos os níveis, excesso de pessoal generalizado, salários absolutamente fora de proporção com o  serviço prestado, aluguéis e prédios extravagantes, as perdas monumentais da política cambial, um só semestre custou 207 bilhões de Reais de prejuízos ao Banco Central, milhares de prédios públicos abandonados , Embaixadas desnecessárias, a missão brasileira junto a OEA tem 21 brasileiros na folha do Tesouro,  além da Embaixada junto ao Governo americano, mais  as Comissões militares, mais a Junta Interamericana de Defesa, mais a Corte Interamericana de Direitos Humanos em San Jose, muita gente para pouco serviço, salários em dólar, a carga fiscal do Brasil custa 39% do PIB, se juntarmos o déficit vai a 41%, contra 22% no México e 23% nos EUA, que com essa carga, sustentam forças armadas espalhadas pelo mundo inteiro incluindo, 7 frotas,  10 porta aviões nucleares , 800 bases militares , auxílio militar em dinheiro a mais de 18 países, a maior cota da OTAN.
 
A propina é a forma mais primitiva de corrupção, há muitas outras mais sofisticadas e que nem se cogita em tocar, aliás a presente campanha deixou enormes setores intactos enquanto se implode o sistema político como um todo sob aplausos da mídia suicida, o que virá acabará  com a mídia tal qual ela existe hoje, essa é a experiência histórica, a República de Weimar era uma bagunça total?  A imprensa alemã atacava todo dia essa frágil democracia.
 
Para consertá-la chegou Adolf Hitler.
 
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49 comentários

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Andre, mandei uma mensagem pra vc aqui pelo GGN

Da uma olhada lá.

Sobre este documentário, com os bastidores da Conferencia de Yalta:

Da uma olhada nessa atualizaçao sobre a França tb:

http://www.romulusbr.com/2017/04/eleicoes-na-franca-entra-em-cena-o.html

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evandro condé de lima

Agradeço piamente

Não ter colocado um documentário em alemão. Brincadeiras à parte, sei que foi direcionado ao André, vou reviver meu parco francês.

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Clever Mendes de Oliveira

Bom post, mas eu guardo sempre uma resistência aos seus textos

 

Andre Araujo,

Antes de mais nada, André, o seu nome e sobrenome possuem acento? Ou perguntando de modo diferente, os corretores automáticos corrigem seu nome corretamente ou é preciso que o corretor seja corrigido?

Há muita coisa a falar sobre corrupção. Não vou, entretanto, prolongar-me mais do que o habitual porque se se deixar contagiar não haverá como parar.

Uma forma fácil de não se falar muito é indicar links onde esse assunto tenha sido abordado em abundância. E é uma pena que muitos posts onde já se comentou bastante sobre corrupção e que poderiam ser indicados aqui tenham de repente desaparecidos do blog e de outros blogs também.

Exagerei em dizer muitos, pois para um passado mais recente, eu só me lembro do post “Nunca se roubou tão pouco, por Ricardo Semler” de sexta-feira, 21/11/2014 às 11:51, publicado aqui no blog de Luis Nassif e que por sugestão de Paulo Penido dos Anjos transcrevia texto de Ricardo Semler que está disponível no site da Folha de S. Paulo no seguinte endereço:

http://www1.folha.uol.com.br/opiniao/2014/11/1551226-ricardo-semler-nunca-se-roubou-tao-pouco.shtml

E aqui no blog de Luis Nassif era visto no endereço indicado a seguir:

http://jornalggn.com.br/noticia/nunca-se-roubou-tao-pouco-por-ricardo-semler

Atualmente quando se vai pelo link chega-se a uma página em que se diz que o acesso está negado.

De todo modo deixo, ainda, outro link para post sobre corrupção que vale por dois aspectos. Primeiro o texto é muito bom e segundo o título do post é praticamente o mesmo do seu. Trata-se do post “A política não é para candidatos a santo, por Válber Almeida” de sexta-feira, 01/07/2016 às 09:41, publicado aqui no blog de Luis Nassif com texto de um comentário de Válber Almeida e que pode ser visto no seguinte endereço:

http://jornalggn.com.br/noticia/a-politica-nao-e-para-candidatos-a-santo-por-valber-almeida

Além disso, eu enviei sexta-feira, 01/07/2016 às 13:35, um comentário lá que já apresenta um pouco do que eu tenho a dizer sobre corrupção. E, não é só isso, pois junto ao meu comentário há dois bons contrapontos ao que eu dissera. Um de Renato Lazzari, enviado sexta-feira, 01/07/2016 às 17:49, e outro de Cristiane N. Vieira enviado sexta-feira, 01/07/2016 às 20:41, reforçando o contraponto de Renato Lazzari ainda que também o mitigasse um pouco.

Os elogios que faço lá a Válber Almeida, eu faço também a você. Faço os elogios já reconhecendo que elogios são uma prática de cabotinismo. O elogio é uma forma de dizer que quem elaborou ou expressou determinada ideia é muito bom, pois pensa como quem elogia.

Assim em vez de elogios, eu prefiro a crítica. É como dizer, eu penso diferente. Daí só se tem a ideia de que o que se pensa não é igual, mas pode ser uma ideia inferior. É verdade que quem critica só expõe a sua crítica porque avalia a ideia que defende como superior.

Não vou estender muito. Vou apenas lembrar que a minha resistência aos seus textos com esse tema origina de eu perceber em você uma tendência a transferir a responsabilidade pelos malfeitos às pessoas, e de modo mais enfático aos políticos, sendo que esses são tratados na sua generalidade.

Você atribui responsabilidade também aos empresários, mas ai você se apega a cada caso específico. E há também certo desdém pelo burocrata subalterno. É claro que as pessoas, políticos, empresários e burocratas possuem grande parcela de culpa. O problema dessa sua transferência é que ela serve mais para escamotear a responsabilidade pela corrupção que cabe ao sistema capitalista.

Você não mostra nem a estreita ligação do sistema capitalista com a corrupção nem a essência ou natureza comum que ambos possuem. E nesse sentido, você praticamente esconde que a corrupção sendo da mesma natureza do sistema capitalista não pode ser considerada como causa das crises do sistema capitalista. Na sua visão, entretanto, a corrupção aparece quase que como um dado aleatoriamente se espalhando pela máquina estatal.

Tenho insistindo muito em lembrar que o que faz o capitalismo como o sistema superior a todos os demais no alcance do objetivo de aumentar a produção é a possibilidade que existe no sistema capitalista em acumular capital via trabalho de terceiro. Se uma lei proibisse que parte do trabalho de alguém fosse apropriado por outro, nem existiria o sistema capitalista.

E os estudiosos do sistema capitalista reconhecem que quanto mais restrição você cria sobre a possibilidade de acumular capital via trabalho de terceiro mais você reduz o ímpeto de acumular capital e com isso você reduza a capacidade de produção capitalista. É claro que se sabe também que a acumulação sem peias é de tal forma concentradora de riqueza que, à medida que a concentração vai-se intensificando, a acumulação por si só cria barreiras ao desenvolvimento do próprio sistema capitalista. Daí a presença sempre crescente do Estado para de um lado criar facilidades para que a acumulação ocorra e de outro criar mecanismos que reduzam a concentração dessa acumulação.

E a importância em aumentar a produção decorre da ligação estreita que existe entre o aumento de produção e o desenvolvimento econômico e também do reconhecimento de que do desenvolvimento econômico decorrem muitas das melhorias nas próprias condições de vida do ser humano.

No seu texto você trata o trabalho do lobby como algo natural e ao mesmo tempo como exemplo de prática indevida. Primeiro é preciso lembrar o lobby nos Estados Unidos é bem regulamentado de tal forma que muitas vezes alguns lobistas americanos são condenados a pagar penas elevadas exatamente por não se cadastrar como lobista.

E mais, nos Estados Unidos se qualquer empresa for pega dizendo que dá qualquer trocado via doações legais para um político fazer uma lei assim, esse político será acusado de corrupto. Ainda que a doação tenha sido feita de forma transparente e de acordo com os parâmetros legais. É bem verdade que para não se sujeitar a essa acusação basta evitar dizer que tal ou qual doação é para que se faça tal ou qual lei.

De todo modo, a corrupção na forma que ela apareça ou no modo como ela é denominada deve ser combatida porque é crime. E aí não cabe passar a mão na cabeça de alguém que é corrupto porque outros aqui e alhures também o são. É crime e pronto e quem o praticou deve ser julgado por isso. Só que o fato de ser crime e que como tal deva ser combatido enfrenta dois problemas de grande monta e de difícil solução.

Um crime de fácil identificação e de atribuição de responsabilidade pode ter a pena de acordo com o grau de reprovação que a sociedade acredita que o crime praticado seja merecedor do repúdio. Um crime de difícil identificação pode estar bastante distribuído na sociedade ou pode ser prática de apenas alguns. Se são muitos que praticam o crime é muito difícil que nesta sociedade a esse crime seja aplicada uma pena pesada.

Além disso, é preciso pensar que todo o aparato estatal vem sendo desenvolvido pelo homem em um ideal civilizatório se opondo à barbárie. Quando se pensa na ideia de justiça, a sociedade à medida que evolui evita condenar de modo muito drástico aqueles que são pegos quando há a percepção de que muitos que cometeram o mesmo crime não sofrerão cominação nenhuma. Esse é um problema que se torna ainda mais espinhoso não só em razão da forma como o crime se espraia na sociedade como também em razão da dificuldade de constatar o crime.

Assim, não bastasse ser crime, um grande problema da corrupção na política é sua ocorrência sob diversas formas. E formas que podem assumir valores quase absurdo. E formas que não são detectáveis. Sabe-se que ela foi praticada, mas não há como provar que a corrupção existiu.

Aqui cabe destacar o que ocorreu com o julgamento da ação Penal 470 no STF. Ninguém foi condenado pela prática do ato pelo qual se acusa de se ter corrompido. A condenação foi só pelo recebimento de vantagem indevida, ou seja, foi só pelo crime de caixa dois que foi considerado corrupção porque quem recebeu, no caso da corrupção passiva, a vantagem indevida tinha na sua esfera de competência um poder muito grande.

Houve no julgamento da Ação Penal 470 no STF um novo entendimento com repercussões muito maiores do que se deixou antever enquanto havia o julgamento. Até porque nunca o novo entendimento do STF foi apresentado como novo. Só que no caso o crime de caixa dois transformado em crime de corrupção foi em muitos casos bem rastreado. Agora aqui e alhures, entretanto, crimes semelhantes estão ocorrendo sem que se possa ter a mínima percepção da sua ocorrência.

Um exemplo maior da dificuldade em constatar o crime de corrupção pode-se inferir do que aconteceu com a dívida pública americana. Ela era de mais de 100% do PIB no final da Segunda Grande Guerra. No final da década de 70 era ela inferior a 30% do PIB americano. O que fez ele cair foi o crescimento da economia associado com uma inflação superior à taxa de juro.

Pois bem, vamos supor agora que os banqueiros tenham se reunidos com Jimmy Carter e tenham dito a ele que se Jimmy Carter reduzisse a inflação os banqueiros financiariam para sempre o Partido Democrata. Jimmy Carter então indica Paul Volcker que sobe o juro até que ele fica quase o dobro da inflação (A inflação chegou a 12% e o juro a 21%).

A dívida pública americana passa desde então a subir. A dívida pública americana só deixou de subir no período de Bill Clinton, quando há aumento de receita não só pelo maior crescimento econômico como em virtude do aumento de tributação que Bill Clinton realizou. Lembro aqui que George Herbert Walker Bush, o pai, que era responsável ficou estigmatizado porque aumentou os impostos, sendo que ele havia prometido em campanha não aumentar os impostos com a expressão: “read my lips: no more tax”. Era uma forma velada de criticar o oponente democrata, Michael Dukakis, que insistia em defender o aumento da carga tributária para combater o elevado déficit público que Ronald Reagan havia deixado como herança.

Para não ser depois desacreditado pela opinião pública, Bill Clinton que sabia da necessidade de se aumentar os tributos, mas já vacinado pela derrota do discurso democrata de necessidade de aumento de impostos apenas imitava com movimentos labiais o que George Herbert Walker Bush dissera sobre o aumento de tributos em eleição anterior.

Então é de se imaginar ou se poderia dizer que a diferença entre uma dívida pública decrescente e uma dívida pública crescente seria fruto da corrupção. Em 35 anos (1945 a 1980) a dívida pública americana cai de 70 pontos percentuais e em 36 anos ela cresce outros 40 pontos percentuais (Se hoje ela for em torno de 70% do PIB). Quer dizer a corrupção nos Estados Unidos nos últimos (36 anos) corresponderia a mais de 100% do PIB. E assim mesmo só a parte visível da corrupção, sendo que visível é modo de dizer, pois se trata de parte que nem é vista como corrupção. O mesmo vale para a implantação do Plano Real no Brasil e o fim da inflação elevada que não deixava a dívida pública crescer.

Um exemplo antigo que eu menciono várias vezes aqui e também em outros blogs é o da contratação pela Vale de Nizan Guanaes como publicitário da empresa. Penso que desde o post “Os bilhetes aéreos de Ciro” de terça-feira, 19/05/2009 às 08:09, publicado aqui no blog de Luis Nassif eu venho repetindo a história.

O post “Os bilhetes aéreos de Ciro” é daqueles posts que desapareceram. Fiz várias referências a ele e é bom aqui indicar meu comentário enviado quinta-feira, 06/05/2010 às 01:21 para Luis Nassif lá no post “Os dez anos da Lei de Responsabilidade Fiscal” contendo o texto do jornal Valor Econômico “Licença para gastar”. O endereço do post “Os dez anos da Lei de Responsabilidade Fiscal” é:

http://jornalggn.com.br/blog/luisnassif/os-dez-anos-da-lei-de-responsabilidade-fiscal?page=1

No exemplo que eu imaginei na época em função de uma notícia da contratação de Nizan Guanaes pela Vale eu dizia que a empresa de mineração podia estabelecer como condição de contratação a cláusula de que Nizan Guanaes faça por preço módico a campanha publicitária de qualquer político que defenda a não tributação de exploração mineral.

Clever Mendes de Oliveira

BH, 20/04/2017

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Meu caro Clever : A simples

Meu caro Clever : A simples existencia de seus solidos e minuciosos comentarios a meus artigo já são uma honra para mim, não é necessario qu vc concorde, vejo que vc estuda profundamente os temas e só traz boas contribuições.

Vou ler com atenção a sua analise e voltarei ao tema.

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Paulo F.

Tirem o olho do meu Lebesraum!

Political Action Committee?

O mesmo sistema espinafrado pelo John Kenneth Galbraith (o pai) em seu nromance "O Professor" (https://en.wikipedia.org/wiki/A_Tenured_Professor).

Democracia de araque. Onde todos podem sufragar, desde que o indesejável ( o PCI, o PCF, a Front National, os seguidores de Sir Oswald Ernald Mosley, as alas reds do Labour, dentro em breve no Brasil o PT) seja "impedido" pelas clausulas "regulatorias". Traduzindo: o 1% por cima da carne seca não abre mão de um milimetro de seu Lebesraum.

De vez enquando o andar de cima da uma cochilada e acontece como em 1917 .

Creio que mais do que a queda do Muro, o desmonte do PCI ( este Eurocomunismo ! Aliar Marx com democracia, onde já se viu!) garantiu ao Hegemon a supremacia do 1% sobre o resto!

Já se perguntaram porque na China o PCC é muito bem sucedido?

 

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Rubs

Países Nórdicos

Quanto à resposta do André sobre os países nórdicos, aceito o conceito de complexidade, mas o André reforçou meu comentário de que a corrupção não deve ser entendida como algo inerente da democracia, e sim inerente da condição humana (o que é no mínimo meio óbvio). Vale lembrar que os países Nórdicos não são riquísssimos (nenhum deles está entre as 10 maiores economias). Entretanto, devido à social-democracia, não há pobreza extrema. Eles não tem plantação boa pois o clima restringe muito. Já foram muito pobres, houve um tempo que os suecos praticamente só comiam batata (até hoje o prato principal que não falta na mesa dos suecos) e properaram com a industrialização (Ericsson, Scania, Eletrolux, Volvo, etc...) e a descoberta de Petróleo na Noruega. A islândia vive do mercado financeiro e a Dinarmaca é plana e dá para atravessar o pais de bicicleta :).      

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Os paises nordico são ricos

Os paises nordico são ricos em RENDA PER CAPITA, a Noruega tem a maior do planeta e a tambem a melhor qualidade de vida. Seu Fundo Soberano formado com os roylaties do petroleo tem investido mais de US$1 trilhão para as gerações futuras.

Em escala um pouco menor os demais nordicos tambem tem excepcional qualidade de vida e nesse sentido são ricos.

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ze sergio

países....

Caro sr. Araujo, se me permitir, pensam que o país nunca teve visão de longo prazo e estratégia? Ilusões no meio de muita fumaça. Aqui mesmo neste canal, companhia estrangeira lançando carro a partir de 210.000,00 (duzentos dez mil reais ou algo próximo a 60.000/sessenta mil dólares). Indústria secular, quanto teve prejuízo em terras tupiniquins? Em Terra de pobreza, atraso e  e miséria?  O paraíso de alguns e o inferno de muitos. Nossa auto-limitação é ue nos leva a isto. 

Seu voto: Nenhum
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joel lima

Pra mim, é claro que a

Pra mim, é claro que a família Marinho sabe como funciona o mundo real. A questão é que ela está pagando seus jornalistas pra terem a indigançaõ da virgem que descobre que estava não num albergue da juventude mas num bordel para chegar ao seu objeto, que é implementar reformas que acabem com o estado - que já é mínimo no brasil - pra aqueles que mais precisam dele, os mais fragilizados socialmente. O segundo passo é assegurar que em 18 entre um candidato que não desfaça o estrago que está sendo feito. Por isso, os Marinhos não abrem mão de um ponto = Lula não chega nem morto a presidência de novo. O melhor é fazer isso com a fachada de democracia, via urnas. Se não der, arranjarão um outro caminho - mesmo que signifique flertar com uma guerra civil.

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O mesmo tipo de imprensa

O mesmo tipo de imprensa esteve na linha de frente na campanha que levou Getulio ao suicidio, O GLOBO já era o mais importante jornal do Rio de Janeiro, sua campanha ao apontar Getulio como mandante do crime da Rua Toneleros,  que

depois conclui-se no Inquerito que ele nem sabia da armação de Gregorio Fortunato,, essa campanha teve o sentido e o tom dado "time" da GLOBONEWS  de hoje, não contavam com o suicidio do Presidente que revertou todos os objetivos da campanha, permitindo a continuidade do varguismo por mais dez anos.

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Por isso acho que os Marinhos

Por isso acho que os Marinhos não querem Lula vá pra cadeia até a definição da eleição de 18. Prender Lula agora poderia ter o mesmo efeito de tiro que saiu pela culatra que teve com a morte de Getúlio. A prisão de Lula é uma jogada que provavelmente criaria reações que fugiriam ao controle e aí teriam que apelar pra bala das forças armadas e a fachada de democracia se derreteria de vez. 

Agora um país que fica nas mãos de uma rede de tv é um paiseco. 

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joel lima

Por isso acho que os Marinhos

Por isso acho que os Marinhos não querem Lula vá pra cadeia até a definição da eleição de 18. Prender Lula agora poderia ter o mesmo efeito de tiro que saiu pela culatra que teve com a morte de Getúlio. A prisão de Lula é uma jogada que provavelmente criaria reações que fugiriam ao controle e aí teriam que apelar pra bala das forças armadas e a fachada de democracia se derreteria de vez. 

Agora um país que fica nas mãos de uma rede de tv é um paiseco. 

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Coroinhas e Jograis!

Desviar porcentuais de grandes obras é mais palatável socialmente do que não fazer obras! Mesmo que, na falta de regulamentação mais efetiva, concentre mais ainda o capital nas mãos de poderosos anti-sociais.

Sem obras, entregando tudo para estrangeiros, mais corruptos ainda que os locais, não existe desenvolvimento. Não existe a possibilidade de que sobre alguma migalha para os trabalhadores.

Perfeita a imagem de coroinhas e jograis dada aos curitibanos que buscam as luzes da ribalta como mariposas tontas. Incocentes e infantis demais para ser só isso. A imagem de Moro se abaixando submissamente na frente o Golpista Mor diz tudo. Quem muito se abaixa, aparece-lhe o cu...

Pior do que perder alguns trocados nos meandros da falha Democracia é perder tudo! E estamos perdendo tudo, enquanto a mídia canalha faz loas a santos do pau oco.

 

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Três questões, André: Que

Três questões, André:

Que interesses israelenses vão contra interesses estadunidenses? Que interesses estadunidenses vão contra os interesses israelenses? Não querem ambos, afinal, o extermínio da resistência árabe ao modo de viver israelo-estadunidense? Onde há inconciliações?

Qual a diferença entre candidatos eleitos pela iniciativa privada, nos EUA, e a tal "democracia censitária"? Depois de um artigo tão realista, ninguém pode se arvorar inocente a ponto de desconsiderar o poder da mídia, um setor privado, na decisão do eleitor, não é? Pode-se chamar a democracia dos EUA de praticamente "censitária" sem estar errado?

Que vem sendo assim, como você brilhante e ricamente expos, parece verdade, pelo menos desse ponto de vista. Mas será que precisa continuar sendo conservada assim? A História terá mesmo acabado, e pior, dessa trágica forma opressiva? Será que para sempre estamos fadados a ser o pior dos algozes de nós mesmos? Não há nada, na sua opinião, que se possa fazer para reverter tais tiranias? Se há, o que seria?

 

Grato.

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Sobre Israel : No geral ambos

Sobre Israel : No geral ambos tem o mesma visão mas há nuances estrategica e taticas diferentes. Obama fez um acordo com o Irã CONTRA a opinião do Governo de Israel, a politica de assentamentos é no geraL CONTRARIA à politica do Governo dos EUA, tando do Partido Democrata como do Republicano porqu aumenta a tensão na faixa da Gaza e isso aumenta o potencial de terorismo na região. Há muitos outros pontos em que as politicas de Washington e Tel Aviv não coincidem.

A Democracia censitaria limita o direito de voto, nos EUA não há qualquer limite ao direito de voto, vota quem quer, então não é censitaria. Quanto à influencia de interesses é exatamente o que afirmo no artigo, é da NATUREZA da Democracia o jogo de interesses, a influencia de grupos economicos ou de sindicatos ou de movimentos, não existe Democracia pura, só na cabeça de ingenuos, onde há eleição há sacanagens, manobras, engodos, até em eleição para sindico de condominio ou presidente de clube ou presidente de associação de classe, de academia de letras, de circulo de escritores, etc.

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IA2

Esses boçais da Lava Jato e

Esses boçais da Lava Jato e admiradores são uns cretinos, acreditam que dando o c* a virgindade tá preservada.

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André, e o palpite para domingo??

Empate técnico... quádruplo!

Extrema direita, Centro, direita, extrema-esquerda.

Numa eleiçao que teve direito a tudo:

- lawfare contra o candidato da direita;

- montagem de um candidato de papel ("papel jornal", bem entenddo);

- invençao de "atentado" na ultima hora.

Qual seu palpite?


http://www.romulusbr.com/2017/04/alerta-na-franca-e-brasil-quando-midia.html

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Paulo F.

3ª via?

Historicamente a 3ª era o Facismo!

A 1ª era o Capitalismo ( dentro de seus variados graus de regulamentação) e a 2ª o Socialismo ( indo do rosa esmaecido ate o vermelho sangue revolução). A vitória duradoura da 3ª via se deu na Peninsula Ibérica: Salazar e Franco (ninguém merece!).

Então quando me falam em Terceira Via,  respondo: ai vem empulhação!

Na França hoje aguarda-se, anciosamente  a  VI República, e Marianne não quer usar burca!

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Não tenho palpite nessa

Não tenho palpite nessa eleição tão complicada,  desta vez não existe um grande nome como De Gaulle, Auriol, Giscard,

Mitterand, Chirac, e o pais está muito conturbado e o contexto europeu mais ainda, tempos caoticos.

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A verdadeira terceira via não vinga

Me simpatizei pela Rama Yade, mas ela não passou. Pena. 

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Ivan de Union

"o maior corrupto do Século

"o maior corrupto do Século XX foi o Generalíssimo Chiang Kai Shek,  Presidente da China até 1949, que roubava o soldo dos soldados chineses pagos pelos EUA, dando aos soldados autorização para saquear no lugar de soldos, Chiang vendeu ao Exército japonês munição de artilharia enviada pelos EUA para que a China a usasse contra os japoneses, esse era seu nível de corrupção, os soldados andavam descalços porque ele embolsava o dinheiro das botas enviado pelos trouxas americanos":

Pra quem acredita em propaganda ta um prato cheio.  Mas eu nao acredito em nada disso.  E a China era subindustrial aa epoca.  Mesma epoca em que os soldados PM brasileiros ganhavam 25 dolares por mes.

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Esses fatos e muitos mais

Esses fatos e muitos mais estão minuciosamente narrados na biografia do Representante Militar dos EUA na China durante a Segunda Guerra, o General Joseph Stilwell, STILWELL AND THE AMERICAN EXPERIENCE IN CHINA 1911-1945, de autoia da celebre historiadora Barbara Tuchman ( autora da Marcha da Insensatez), editora Grove Press, tem em pocket e paperback, agora tambem em audio. Ele conta centenas de espisodios de corrupção das familias Chiang e Soog. Uma vez Chiang foi sequestrado por um dos 16 warlords, que de fato eram os donos do poder nas provincias, pediram um avião c-47 com ouro

para liberta-lo, Chinag ficou duas semanas sequestrado, o avião com ouro chegou e ele foi solto. Continuou amigo do sequestrador que fzia parte de seu circulo de cortesãos. Chiang era um coordenador dos "donos da guerra" locais.

Há tambem a monografia sobre a familia Soog, da Madame Chiang Kai Shek, já escrevi aqui um artigo sobre essa familia.

Uma das irmãs Soong foi mulher do fundador da Republica da China, Sun Yat Sen, a outra irmã era um dos cinco componentes do Politburo do Comité Centrl do Partido Comunista Chines, de Mao Tse Tung. A Madame e seu irmão banqueiro, Ministro da Fazenda do Governo Nacionalista e Presidente do Banco da China, T.V.Soong roubaram volumes incalculaveis que fariam o petrolão parecer gorjeta ver THE SOONG DYNASTY, de Sterling Seagrave,, editora Harper & Row. Tambnem ler

 a monumental biografia do Generalissimo Chiang Kai Shek  CHIANG KAI-SHEK por Jonathan Henby, editora Carrol & Graf,

New York, quase 600 paginas. Tenho todos esses livros e me espanta alguns chucros aqui dizeram que o petrolão é o maior caso de corrupção da historia da humanidade, não tem a menor noção do que falam.

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Lendo o histórico copilado...

... pelo André a questão é: democracia para quem?

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A Democracia é um regime

A Democracia é um regime muito ruim mas as alternativas costumam ser piores, era o que dizia Churchill.

O mau caratismo, a roubalheira e a demogofia são quase inevitaveis nas Democracias.

Quem chega ao poder nas Democracias é o mais audacioso, o mais aventureiro, o mais debochado, o mais sem vergonha.

Gente caseira e correta não entra nas corridas eleitorais , o terreno da Democracia sobrea os corajosos de todo tipo.

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Para o pobre a democracia funcionou...

...enquanto existia o medo do comunismo. Nos países socialmente desenvolvidos a educação pública de qualidade, a assistência universal à saúde, os direitos trabalhistas e previdenciários tornaram-se a regra. Nos últimos trinta anos em todos esses lugares a infraestrutura equalizadora está sendo desmontada. A geração que chegou a idade adulta neste milênio vive com menor segurança social e financeira que os seus pais, embora os gadgets tecnológicos  proporcionem uma falsa sensação de riqueza. No nosso caso estamos retornando à barbárie antes de atingirmos uma civilização plena.

Para a grande manada dos colarinhos azuis é indiferente se o governo de plantão é chefiado por Mussolini, Stalin ou um Kim qualquer, (mesmo assim: AVANTE CORÉIA DO NORTE!), a sua bovina vida não prescinde de um F. Roosevelt, um Carter, um Helmut Schimidt ou Olof Palme. Questões ideológicas e filosóficas não fazem parte do seu dia a dia, apenas a existência estável importa. Vivam eles nos EUA ou na China. A realidade dos próximos anos está mais para mini jobs e ocupações de jornada zero (no Reino Unido já são mais de um milhão nesta última modalidade) que um emprego decente. O futuro será da mão para a boca. Democracia para o 1% NÃO IMPORTA!

Quanto tempo até o governo coxinha propor a revogação da lei 3.353?

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Paulo F.

Retornando à barbárie?

Prezado

Alguma vez saimos dela?

Mas acho que acertou na mosca.  O mundo bipolar era muito mais confortável.....

Para gregos e troianos!

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Boa analise, a Democracia é

Boa analise, a Democracia é um regime intrinsicamente ruim que só existe por falta de opção melhor, essa é a razão pela qual regimes autoritarios medianamente eficientes e que dão certa propsperidade podem se aguentar por muito tempo.

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Andre Luiz RRR

André, você citou como

André, você citou como exceção o Chile, mas o governo Pinochet além de assassino, era super corrupto.

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O artigo é relacionado à

O artigo é relacionado à DEMOCRACIAS, estão fora do contexto periodos ditatoriais.

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Um reparo: não é por ignorância, falta de cultura ou preparo

A partir de 2005, no Jornal Nacional, invariavelmente o Bonner referia-se ao Mensalão como "...o maior escândalo de corrupção da História do Brasil". Com ênfases ensaiadas. Era assim das 7 da manhã até o Waack, fechando a noite. Ignorância? Despreparo? Jamais, nem por um segundo, eram ordens editoriais, era preciso pregar no PT a pecha de "maior partido corrupto da história", sedimentar no imaginário popular essas palavras e imagens, até desaguar em 2016, com a maciça rejeição à sigla que houve. Ordens do Ali Kamel. 

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...um só semestre custou 207

...um só semestre custou 207 bilhões de Reais de prejuízos ao Banco Central 

Custou ao Banco Central não, custou a todos nós.

Se esse dinheiro fosse do BC ele não o queimaria desse jeito, só o faz porque é grana dos outros. E esses outros somos nós.

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Como pouca gente compreende a

Como pouca gente compreende a questão, todos se chocam com 10 bilhões de corrupção em nove anos e deixam passar 207 bilhões de premios a especuladores em um semestre, sobre isso não há nenhum BO.

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Rubs

Corrupção não se acaba, se minimiza.

O  André (sinto-me íntimo de tanto ler seus textos) faz um histórico de casos de corrupção fora do Brasil e, se entendi direito, coloca a corrupção como algo inerente à democracia. Algo do tipo "faz parte do jogo". Para isso lista, corretamente, vários casos passando pela america do norte, do sul, Asia e parte da Europa (outras vezes citou países africanos como a Angola). Além disso, novamente se entendi direito, comenta que não deveríamos nos chocar com isso. Entretanto, como contra ponto, vale dar uma olhada nos países nórdicos (Suécia, Noruega, Finlândia, Dinamarca e Islândia), todas democracias de fazer inveja e com corrupção em níveis aceitáveis (corrupção não se acaba, se minimiza).  É com eles que temos que aprender e não com os EUA. Por fim, jamais deveríamos parar de nos chocar com o que é errado, mesmo que haja banalização pela alta ocorrência do erro em questão. É muito perigoso para uma sociedade começar a achar que crimes são naturais e fazem parte do jogo. 

 

 

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francisco pinheiro

corrupção

Sabe-se que o conjunto de bancos da Suiça abriga e protege centenas de bilhões de dólares de grandes corruptos de todo o mundo, e que parte disso é revertida em beneficio da população suiça.No entanto, nem a mídia global, nem a midia suiça alardeia o fato incontestável de que os suíços usufruem alegremente da corrupção geral no mundo. Ninguém diz que todos os suiços são corruptos.Já na impoluta Suécia a  lucrativa exportação clandestina de armas vai bem e obrigado sob as vistas complacentes do governo e da população, ambos beneficiados pela circulação de dinheiro gerada pelo negócio do tráfico de armas.

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Voce citou cinco paises

Voce citou cinco paises nordicos riquissimos que nunca tiveram escravidão e somados tem 34 milhões de habitantes, menos que um unico Estado brasileiro. São incomparaveis co o Brasil pela Historia, geografia, demografia, economia.

O Brasil é um Pais gigante, complexo, com 500 anos dos quais 300 como colonia, não tem a mais remota semelhança com os paises nordicos, o que fa comparações serem inuteis porque os vetores não tem nada em comum.

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joel lima

Aliás, há uma parte da

Aliás, há uma parte da esquerda que acha que aqui é uma Holanda e aí quebra a cara e não entende o porquê. Aliás, pensar que aqui é um Uruguai também cai no mesmo erro (rs). O Brasil tem que tentar ver as soluções que dão certo em países grandes. Um país de 200 milhões de pessoas significa, na prática, que são vários países dentro de um só. 

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Os grandes paises emergentes

Os grandes paises emergentes de fato tem problemas especificos gerados por seu proprio tamanho, que não se comparam a paises medios e pequenos, nesse sentido o Brasil é unico na America Latina, sequer o Mexico tem a diversidade geografica do Brasil, tampouco a a Argentina rem tantas regiões completamente diferentes como tem o Brasil, alem de ter uma população que é um quinto da brasileira. Os grandes paises são incomparaveis e erram as "tabelas" onde quer se comparar Brasil com Holanda, Coreia do Sul, Noruega ou Chile. Somos para o bem ou para o mal um dos paises-unicos do mundo.

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Antonio Uchoa Neto

A democracia moderna ainda é

A democracia moderna ainda é censitária, em minha opinião.

Certamente, hoje, o pobre pode votar, mas, submetido à sua própria falta de instrução, semi-analfabetismo, ou analfabetismo funcional, e total desconhecimento sobre o que é o jogo político, seu voto jamais terá qualidade.

O voto de um pobre favelado das periferias jamais será tão refletido e consciente quanto o voto de um homem de classe média, ou classe média alta, consumidor de informação - ainda que seja leitor da veja ou espectador da globonews.

Percebi isso em 1986, quando a Rocinha - que havia sido beneficiada, pela primeira vez, pelo poder público, durante a primeira gestão de Brizola à frente do estado - votou em peso em Moreira Franco.

Vide a periferia de SP, recentemente, elegendo joão dória.

Moro em bairro pobre. O povo daqui - e mesmo aqui, dentro de minha casa - já absorveu o mantra global, de que todo político é ladrão, mesmo. Tanto faz votar em um, ou em outro. O único raciocínio que conseguem fazer é "esse rouba, mas faz", outro mantra já incutido em suas mentes.

E aí ficaremos eternamente nessa de escolher "o menos ruim".

A democracia não é o "menos ruim" dos sistemas, e a corrupção não é endêmica, outro mantra global. A democracia é inviável onde a desigualdade é endêmica. E é essa desigualdade endêmica que está na base da nossa democracia, do nosso peculiar e desenfreado patrimonialismo - de resto, comum a diversos outros países, especialmente os de passado colonial - que é filho bastardo da sociedade escravocrata, e razão da corrupção sistêmica que temos em nosso país.

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O "inventor" da Democracia,

O "inventor" da Democracia, ou seja, o Estado Democratico de Direito, Charles Louis de Secondat, o Barão de Montesquieu,

achava que a Democacia só funcionaria bem na Inglaterra e em pequenas cidades suiças, ele diz isso no seu livro

O Espierito das Leis. A Democracia funciona MUITO MAL em grandes paises com passado e presente de miseria, o

problema e não haver outra opção a não ser o Despotismo Esclarecido mas ai quem será o déspota?

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Antonio Uchoa Neto

As alternativas disponíveis,

As alternativas disponíveis, hoje, são Bolsonaro ou Dória, mas já seria um elogio à capacidade intelectual dos dois chamá-los déspotas, quanto mais esclarecidos.

Democracia, portanto, não é opção para um país como o Brasil a menos que seja uma democracia capitalista dependente, como nos sonhos molhados do FHC (que estão se realizando, ao que parece).

O anarquismo, como entendido por gente como Noam Chomsky, me parece da mesma forma irrealizável, pelos mesmos motivos, basicamente, em que pese ser moralmente o mais defensável.

Mas a moral não tem valor de mercado, não movimenta a economia.

Bakunin, Kropotkin, todo esse pessoal, ainda que relevantes filosoficamente, foram todos atropelados pela realidade.

Quando jovem, desprezei Hobbes e seu contrato social. O de Rousseau era mais atraente, e nos fazia mais populares, tinha um apelo mais humanista.

Acho que enveredei pelo contrato social errado.

Só nos deixa mais melancólicos, creio eu.

Como disse um amigo meu, leitor do Leviatã, há muitos anos atrás, Deus devia ter descansado já no sexto dia.

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Belo espetáculo

E eu assistindo hoje de manhã na BBC debate ao vivo do Parlamento Inglês, onde "trizamê" debatia eleições e "brzit" com "jirmicorbn", sem ouvir as palavras "cow", "rascall", "thief" ... e com trilha sonora de "yeay", "nay" "Mr Speaker"...

A democracia é porca e suja, mas faz um belo espetáculo. BBC sendo BBC...

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Os ingleses tem mais milhagem

Os ingleses tem mais milhagem de Democracia do que qualquer outro povo e eles sabem manejar razoavelmente bem.

embora historicamente tenham derrapado muitas vezes, por exemplo com os Primeiros Ministros mediocres como Stanley Baldwin e Neville Chamberlain e depois derrotando Churchill semanas depois dele vencer a Segunda Guerra, colocando no seu lugar o pigmeu Attlee. Ingleses tambem erram, não há Democracia perfeita.

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ze sergio

a....

Caro sr. André Araujo, nossas discussões são rasas,  amadoras e ingênuas. Chega a ser ridiculo. A Petrobras supostamente mal gerenciada. A solução? Entregá-la a algum concorrente estrangeiro. E aos interesses do país que tal concorrente representa. Bilhões de dólares, milhares de empregos altamente remunerados e abrir mão de tamanho poder, por que um tal diretor deve ser corrupto ou alguns gerenciaram  nossos recursos de forma incompetente. Mas também já tivemos Ministros de Estado, candidatos à Presidência da República que atentaram contra nossa própria soberania. Indicaram que parte do território seria melhor administrado por forças estrangeiras. Soberania e nacionalismo são tratados como abominação. A maior diferença nossa com os exemplkos citados. Mesmo que interesses empresariais ou difusos podem comprar opiniões em parte do Poder Público e Politico destes países, seus interesses nacionais são sempre colocados à frente. Aqui quando queremos preservar nosso Meio Ambiente é para salvar a Humanidade. Na maior parte desta Humanidade, nós brasileiros somos tratados como cidadao de 2.a classe com vistos restritos. 

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adolpho

O que tu propões, caríssimo?

O que tu propões, caríssimo? Uma plutocracia e não uma democracia? O envio do código penal ao lixo? O banimento das palavras "propina", "corrupção" , "caixa dois", dos léxicos?

Pessoalmente, creio que o lobby deveria ser legalizado, que todos pudessem doar à vontade e a quem bem entendessem... a política se faria na base da pressão, da organização e do poder econômico e quem não fosse competente em suas searas que se explodisse. Se disso tudo resultasse uma sociedade em que apenas o poder econômcio imperasse, paciência...

Claro que os pequenos não teriam vez, a menos que se organizassem MESMO e aí só existiriam duas forças políticas: a do capital e a do resto.

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Em nenhum lugar e em nenhuma

Em nenhum lugar e em nenhuma época o capital é um bloco uno e indossoluvel, há um natural fracionamento entre diferentes forças DENTRO do capitalismo, há o capitalismo agricola, o financeiro, o industrial, o mercantil, nunca houve essa unidade como um comité central do capitalismo, a historia não é e nunca foi esquematica. Roosevelt era um aristocrata riquissimo

e  mais à esquerda do que qualquer Presidente americano. Kennedy era igualmente rico e "liberal" no sentido anti-conservador,

em todo a Europa há uma completa clivagem ideologica entre cinco ou seis matizes, não há essa de plutocrassia x pobre e ponto final, o mundo é caotico, anarquico, imprevisivel, , as forças ideologicas são cambiantes e mutantes, Historica em quadrados bem definidos só existe em livros didaticos muito medianos.

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Punir os corruptos sem

Punir os corruptos sem destruir as empresas e arrasar com a economia já seria um bom começo.

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Como a história se repete

Como a história se repete como Farsa, nosso hitler será Bolsonaro. Que desgraça.

André, na parte de corrupção dos presidentes americanos, li num livro do Paulo Francis que o Nixon [ que eu brinco dizendo que é um Eduardo Cunha que chegou a presidência rs ] entrou no escândolo do Watergate porque ele pegou 100 mil dolares de Howard Huges , dinheiro de mafioso cubano. E tinha um cara no partido democrata que conhecia o Howard Huges e o Nixon, em sua eterna paranoia, achava que esse cara sabia desse dinheiro mafioso e por isso mandou invadir a sede do partido democrata pra dar fim a documentos que provassem isso. Só que o cara não tinha. 

Você que entende muito de política internacional, e sobre Roosevelt = houve alguma acusação contra ele de corrupção?

André, não sei se é abusar de você, mas quando puder nos dê um artigo sobre Roberto Campos, aproveitando o seu centenário. Um personagem interessante, cheio de lances geniais e calhordas - enfim, um ser humano de carne e ossorss. Se eu não me engano, você falou que o visitou. 

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Sobre Roosevelt nunca se

Sobre Roosevelt nunca se soube de corrupção mesmo porque era um aristocrata riquissimo, já nasceu rico.

Sobre Nixon, tinha antiga fama de corrupto, não ligavaa para questões ético-morais.

Quanto a Robero Campos conheci-o bem, no seu periodo final de fina o visitava todo mês, era um personagem

unico pela simplicidade e despretensão. Pensar que dois grandes brasileiros, Celso Furtado e Roberto Campos,

moravam perto e se cruzavam no calçadão da praia, representavam duas visões de Brasil mas era gente de alta estirpe,

intelecto privilegiado, patriotas e cavalheiros,  um outro Brasil que parece que se perdeu nos tempos.

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Ah, André, o fato de alguém

Ah, André, o fato de alguém nascer podre de rico não significa que ele, por causa disso, não vai se corromper. Veja o caso do Paulo Maluf. Nascido de família riquíssima e nem por isso deixou de pegar uns por fora (rs). E até perigoso esse pensamento, pois tem muita gente da periferia que vota num cara super-rico com a certeza de que ele não vai roubar porque não precisa. 

Mas mesmo um Nixon foi capaz de um feito importante, que foi trazer a China pro cenário mundial, nos anos 70. 

O que mais me deixa triste é perceber que contando, no passado, com gente da qualidade intelectual de Roberto Campos, Delfim, Simonsen, Celso Furtado, Oswaldo Aranha e etc o Brasil não conseguiu cortar a principal trava do país = crescer sem gerar uma desigualdade que é pornográfica. Se nem com esse grupo seleto o país conseguiu sair dessa prisão, imagina com a pobreza de pensamento de hoje= Mailson, Nelson Barbosa, Arnon Agustini, Gustavo Franco  - é de chorar. 

E qual é sua opinião de Mario Henrique Simonsen? 

 

 

 

 

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serralheiro 70

Perfeito.

André Araujo, perfeito, nada como colocar pingos nos "is". Nossa sacristia confundiu tudo a ponto de dar desmesurado valor a moro.

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