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Comemorando a recessão, por André Araújo

Comemorando a recessão

por André Araújo

A pergunta é clássica, estão comemorando o que? A inflação ficou dentro da meta por causa de uma gigantesca recessão e qual é a vantagem disso?  Para os que têm renda certa e segura, como funcionários concursados, rentistas que vivem de aplicação financeira, é ótimo inflação zero mesmo com o Pais em ruína econômica, são os beneficiários da economia improdutiva, aquela que nada produz e só consome e não precisa competir no mercado, o grupo chamado de "férias em Miami".

Mas para a economia da produção a famosa inflação "dentro da meta" foi conseguida a custa de muito sofrimento, 13 milhões de empregos sacrificados, empresas quebradas, milhares de lojas fechadas, aumento da criminalidade, lares destruídos, suicídios, jovens fora da escola.

A longo prazo, a queda da arrecadação que é decorrente da crise, pode colocar em risco os salários dos concursados e os juros dos aplicadores. Mas serão os últimos a perder.

A inflação de 6,29% foi conseguida pela derrocada da economia, é um resultado vicioso e não virtuoso, não há vantagem, mérito ou impulso ao crescimento nesse resultado, é a dieta por falta de comida e não por recomendação médica e não tem comida porque não tem dinheiro para comprá-la.

Estabilidade monetária com prosperidade é a meta virtuosa, aquilo que os estatutos do Federal Reserve, o banco central americano, exigem de sua direção. Mas se tiver que ser feita uma escolha exclusiva, o emprego vem à frente da estabilidade monetária porque a prosperidade significa emprego e este preserva a sobrevivência da população mesmo com alguma inflação. A inflação incomoda, a fome mata.

Como é possível tantos economistas endossarem essa politica?  Os cânones da ciência econômica ensinada nas escolas de economia dos países centrais seguiram cartilhas majoritariamente ortodoxas nos anos do pós guerra, porém com algumas correntes minoritárias de grande solidez intelectual que apontavam caminhos fora do mainstream da ortodoxia, especialmente até os anos 70, destacando-se nesse grupo Albert Hirschman, Gunnar Myrdal, Raul Prebish, o nosso Celso Furtado. O grupo dos economistas do desenvolvimento ganhou prestígio e a eles devemos a industrialização do Brasil, fortemente combatida por ortodoxos da época como Eugenio Gudin, criador do primeiro curso de economia no País.

Com o advento do neoliberalismo de Friedrich von Hayek nos anos 70 e do monetarismo de Milton Friedman com sua expressão política nos governos Thatcher-Reagan, a escola do desenvolvimento perdeu força e uma nova e grande safra de "economistas de mercado" emergiu das faculdades americanas, um grupo de economistas de países emergentes que fizeram pós graduação no MIT, Chicago, Northwestern, Cornell, especialmente.

Outras escolas como Harvard, Stanford e New School of Social Research mantiveram-se mais equilibradas, mas os centros universitários do mainstream ortodoxo moldaram a cabeça dos nossos "economistas de mercado" que, aqui voltando, passaram a ensinar e propagar o "evangelho" monetarista cujo apóstolo foi Milton Friedman com seguidores importantes como Alan Meltzler, hoje sucessor do legado de Friedman. A escola de economia da PUC Rio, depois suas derivações como a economia da FGV, o Ibmec e o Insper se encarregaram de propagar o credo Hayek-Friedman até hoje. Sobre a construção ideológica na alma mater dos "economistas de mercado" brasileiros escrevi em 1995 o livro " A Escola do Rio", narrando a trajetória, influência e importância da escola de economia da PUC Rio, dominante no Brasil desde o Plano Real até hoje, é força central do "mainstream" que controla a economia brasileira mesmo nos anos do PT.

Nos EUA apos a mega crise de 2008, o credo cego no monetarismo e no neoliberalismo foi revisto profundamente nas catedrais da ortodoxia, como a Universidade de Chicago. O que se ensinava antes foi considerado como uma receita da crise de 2008, um excesso de poder do mercado financeiro sobre a macroeconomia que quase líquida com a economia americana, só salva pelo plano TARP, uma profunda intervenção do Estado na economia, o que desmontou todos os argumentos de que o mercado deixado livre faz funcionar sozinho a economia.

Wall Street perdeu prestígio, os grandes fundos de investimento como Black Rock (ativos de 6 trilhões de dólares) Fidelity Johnson (4 trilhões) e outros 19, com ativos de mais de 1 trilhão, mais os grandes fundos de pensão e gestores de fortuna como Bessemer Trust, Norhtern Trus, State Street, U.S.Trust, as grandes casas de administração de patrimônio dos EUA, Canadá e Holanda, passaram a desconfiar de Wall Street, que lhes empurrou ardilosamente os papéis subprime, sabendo que eram "podres". Esses fundos passaram a desprezar a assessoria dos bancos de investimento e a operar diretamente com seus departamentos de pesquisa, desprezando também agências de rating, uma mudança substancial do mundo financeiro, algo QUE NÃO FOI CAPTADO NO BRASIL por preguiça, acomodação, estupidez e elitismo de muitos economistas sentados em seus louros.

Os "economistas de mercado", do qual o líder hoje é o presidente do Banco Central, continuam com o evangelho de Chicago dos anos pré-crise de 2008, seu capital politico é aquilo que aprenderam numa cartilha hoje SUPERADA mas que continuam a aplicar aqui porque é o que eles sabem, é o aparelhamento intelectual que eles adquiriram antes de 2008 nos EUA e que continuam transmitindo a seus alunos e é esse evangelho que os comentaristas da mídia brasileira conhecem e propagam. Estão todos completamente defasados.

Hoje o conceito de austeridade foi revisado até pelo Fundo Monetário Internacional que,  no seu relatório anual sobre a Grécia em 2016, foi crítico da política de austeridade que,  segundo o próprio relatório do FMI, aprofundou a crise, exatamente o que estamos vendo no Brasil.

http://www.telegraph.co.uk/business/2016/12/12/greece-faces-permanent-cr...

O mesmo Fundo Monetário Internacional REVIU para baixo, em 16 de janeiro deste ano,  a previsão de crescimento do Brasil para 2017, de 0,5% para 0,2%, quer dizer, a política econômica é um ABSOLUTO FRACASSO porque não produz prosperidade. Só estabilidade monetária era a meta do regime de Salazar em Portugal por 40 anos e fez dois terços da população masculina emigrar para não morrer de fome.

O monetarismo de Chicago está hoje morto e enterrado no mundo mas vivíssimo no Brasil, tal qual o positivismo, enterrado na França e sobrevivo no Brasil. Temos o curioso hábito nacional de acolher doutrinas velhas, agasalhá-las,  ressuscitá-las, incensá-las e mantê-las vivas. É o que o Brasil faz hoje com o monetarismo e o neoliberalismo. Pior ainda, recepciona tais doutrinas mal e porcamente por retalhos e não pela sua integridade, privatiza-se o presídio de Manaus apenas para justificar um custo-preso três vezes maior que em São Paulo, algo sem lógica econômica alguma mas usando a privatização como capa e trem pagador da política.

O monetarismo praticado pelo Banco Central é uma completa aberração intelectual. Fazer política sueca em um País emergente e cheio de carências, pior ainda uma política que nem sequer tem como desculpa ser eficiente do ponto de vista das elites produtivas, é ruim para todos menos para rentistas de dois tipos: os pendurados na folha do Estado com altos salários e os que vivem de juros de aplicações financeiras, ambas classes improdutivas mas que drenam recursos escassos de toda a população. São estas castas que pilotam o Banco Central desde o Plano Real e representam nele a economia improdutiva cujo porta voz é o Boletim FOCUS e a sua assessoria de comunicação é a GLOBONEWS, que se congratula (Programa Fatos e Versões de 14 de janeiro) com duas vitórias, a inflação dentro da meta e a baixa da taxa Selic, completando com "Henrique Meirelles, o esteio do governo", na opinião da âncora (Cristiana Lobo) e dos dois convidados. A inflação dentro da meta foi conseguida pelo desemprego e paralisia econômica e a baixa da Selic não é vitória, é ato de vontade do BC.

https://www.thestar.com/opinion/commentary/2015/01/17/monetarism-is-dead...

Há no mundo hoje um claro ciclo "anti-globalização" cujos símbolos são o BREXIT e a eleição de Trump. Enquanto isso o Brasil aprofunda seu atrelamento negativo à globalização cujo símbolo é a PETROBRAS convidar 30 empreiteiras estrangeiras e nenhuma nacional pra completar as obras do Comperj, ao mesmo tempo a mesma PETROBRAS refuta veemente a ideia de comprar equipamentos no Brasil, como se isso fosse pecado mortal. No mesmo momento a plataforma Trump é na linha do protecionismo e no "buy american".

Estamos portanto na contramão da História e da economia mas, aqui dentro,  aparentemente ninguém sabe disso, nem o Governo, nem a academia, nem a Globonews, nem a Jovem Pan e nem o grupo social dos ricos, uma vez que hoje na prática inexiste uma elite brasileira, só há ricos de Miami, pelo menos podiam ser ricos obcecados por Florença ou Salamanca em busca de cultura e refinamento e não apenas nas bolsas Prada para suas peruas.

https://www.nytimes.com/2016/07/29/upshot/helicopter-money-why-some-econ...

Os economistas realmente inteligentes, não são muitos, sabem que o CUSTO DA RECESSÃO é infinitamente maior do que o custo da expansão monetária para criar demanda. No artigo acima do New York Times está a ideia de que JOGAR DINHEIRO DE HELICÓPTERO para o povo é mais barato para a economia do que ter milhares de fábricas operando a 30% da capacidade, milhões de desempregados, arrecadação de tributos em queda livre.

Quanto custa para o Tesouro Nacional e para os Tesouros Estaduais a atual recessão brasileira? 500 bilhões de Reais? Muito mais. A queda de 3,8% do PIB de 2015 sobre  R$ 7 trilhões do ano anterior (grosso modo) representa R$ 280 bilhões de perda de riqueza real. Mas tem mais, se o crescimento fosse de 3%, que é a media mundial de 2015, haveria mais R$ 210 bilhões de PIB não gerado, portanto o Brasil perdeu quase R$ 500 bilhões de riqueza real, sobre a qual seria gerada uma arrecadação (carga fiscal) de 38% ou seja R$ 190 bilhões, fora receita da previdência, estaria aí completamente coberto o déficit fiscal de 2015, com sobra.

Já para 2016 a queda de 3,5% do PIB significa R$ 245 bilhões de perda de riqueza e se houvesse crescimento de 3% (ainda abaixo da média mundial) seriam mais R$ 210 bilhões de riqueza não criada.

Somadas as duas quedas do PIB mais os dois crescimentos não havidos, temos  R$ 915 bilhões de perda de riqueza em dois anos, sobre a qual a arrecadação perdida seria de R$ 347 bilhões.

Então o custo da recessão é muito superior ao custo de evitar a recessão pela expansão monetária a ser aplicada em um mega plano de obras de infra estrutura. Enquanto isso os Samuéis, as Monicas, os José Márcios, os Luis Robertos, os Mansuetos e os demais entrevistados de sempre da mídia econométrica da GLOBONEWS, estão obcecados com o "ajuste fiscal", que fica absurdamente mais difícil POR CAUSA DA RECESSÃO, ajuste que seria manejável com crescimento. Mas para entender isso precisa massa cinzenta e a decoração de cartilhas da velha economia das universidades americanas pré-2008 não é suficiente para entender, e muito menos resolver, a crise econômica, que exige visão geopolítica muito acima e além da economia de cartilha.

O "helicopter money" foi em primeiro lugar proposto por ninguem menos que Milton Friedman e a ideia hoje tem apoiadores nos países centrais, incluindo Ben Bernanke, o anterior Chairman do Fed, o principal articulista do FINANCIAL TIMES, Martin Wolff,  o economista chefe do CITIGROUP Willem Butler, economistas de grande reputação como Brad DeLong, da Universidade da Califórnia, outros como William Butler e John Muelbauer (Oxford), Steven Keen, Mark Blyth, Roger Farmer, Eric Longerman, todos de universidades top.

Mas no Brasil não precisamos jogar dinheiro de helicóptero, basta investir em infraestrutura, dinheiro público, R$1 trilhão em 40 meses, R$ 25 bilhões por mês, para isso precisa mandar Meirelles de volta à Nova York e Goldfajn para o Itaú e trocar toda a diretoria do Banco Central, os que aí estão nem amarrados vão aprovar qualquer expansão monetária, gostam de tirar sangue da economia, que já perdeu nos últimos dois anos R$1 trilhão de liquidez, é o que fez nascer e aprofundar a recessão que não terá fim sem expansão monetária.

A expansão monetária para mega investimentos em infraestrutura fará o Brasil sair da recessão e com isso os problemas sociais terão maiores chances de solução, a tensão nas ruas e nas periferias diminui, o Estado passa a ter mais recursos para a saúde e a educação,  a economia deve ser manejada por mentes com visão politica e não por bitolados de um prato só, de uma visão estratificada do mundo, justamente agora que Trump nos lembra que não há fórmulas prontas, que a História não é racional, que os ciclos econômicos e políticos não são gerais, o mundo não é todo certinho, o mundo é um caos e o político deve agir dentro do caos porque a ordem das cartilhas só existe no papel, a realidade é fluida, é preciso navegar na tempestade.

 

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Rogério Assis

Inflação com recessão só com

Inflação com recessão só com Dilma!

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Li de Brusque

Eu as vezes fico tirando o

Eu as vezes fico tirando o sarro do André Araújo, mas entendo as posições dele.

Só que ele erra quando ele acha que a recessão brasileira, assim como a inflação são decorrentes apenas da política economica, esquecendo de um fator, que no círculo de militares, eles chamam de moral da tropa, no caso moral do povo brasileiro.

O moral do povo brasileiro estava simplesmente "na chom" como diria a Dna Armenia.

Não foi a selic quem fez o país entrar em depressão, foi que o povo brasileiro estava com a moral mais baixa da história.

Tinha sido enganado na eleição presidencial e eleito para mais quatro anos uma presidente que já tinha ferrado tudo.

É como se chamassem para operar um paciente ferido por uma bala o atirador que deu o tiro.

A moral da tropa (povo) brasileiro estava o pior possível.

Isso ainda com dia após dia ver o que esse pessoal dos governos petistas tinham feito nas empresas, bancos, petrobrás, etc, etc.

Volto a repetir. No governo FHC os juros reais da selic eram o dobro ou o triplo do atual. Mesmo assim havia crescimento economico em todos os anos de FHC.

Só a Selic não explica a recessão. E nem se diga que foi a Lava jato. Ela poderia influenciar em zero virgula alguma coisa, mas jamas levar o país à depressão, com dois anos de menos 3,5%.

O ajuste fiscal com a Dilma em 18 meses não trouxe resultado algum.

Com Temer, como por um milagre ela foi debelada em apenas 6 meses.

Com a Dilma o dólar não parava de subir.

A medida que o impeachment avançava o dólar não parou de cair.

Agora teremos a selic em queda, queda expressiva de 0,75 em janeiro e provavel repeteco da dose em fevereiro.

Com a desmontagem desses grandes grupos de corrupção que se apossaram do Brasil no governo Lula e Dilma, veremos um pais com moral alta iniciando a sua reconstrução.

É o que veremos em 2017 e sem as soluções magicas do AA.

 

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Rui Ribeiro

Pô, Li de Burro, eu não acredito que você crê no que vc disse

Você acha que o Temer é um jênio porque em apenas seis meses de governo ele conseguiu, com o seu ajuste fiscal, fazer o que a Dilma em 18 meses não conseguiu: trazer a inflação para a meta?

Que ajuste fiscal foi esse, já que a PEC do teto dos gastos foi aprovada há pouco mais de um mês?

Você nem suspeita que a inflação oficial está dentro da meta por dois motivos e nenhum deles é efeito da recente aprovação da PEC do teto dos gastos sociais. Um dos motivos para a inflação voltar para a meta foi a redução da demanda, a qual foi causada pelo desemprego de 12 milhões de pessoas e pela desvalorização do salário mínimo. Elementar, meu caro Watson.

O outro motivo do desaquecimento da inflação foi a aprovação da PEC do teto dos gastos sociais. Como os gastos públicos vão ficar congelados, sendo apenas repostos pela inflação do ano anterior, a inflação oficial vai ficar aquém da inflação real, para que a reposição dos gastos fiquem aquém da inflação real.

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gabi_lisboa

André, aproveita o ótimo texto e

depois comenta sobre o que você achou da lambada que o Meirelles levou da Lagarde em Davos e a postura do Ilan contando para todo mundo que temos 20% do PIB em reservas para queimar para segurar o preço do dólar. Com estes dois jênios comandando a economia, em quanto tempo você acha que estaremos batendo na porta do FMI?

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Queimar reservas para

Queimar reservas para rebaixar artificialmente o dolar para o que mesmo? Para trazer o "infrasson para o centrrro da meta",

arrebentando com as exportaçõs, estimulando importação e barateando as excusões de compras em Miami, no hospicio tem gente mais racional.

Lagarde fala a lingua dos racionais e ve aquilo que qualquer pessoa de bom senso ve.

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Li de Brusque

Temos de dar o parabéns ao

Temos de dar o parabéns ao nosso presidente Temer.

Isso porque ele, em apenas seis meses de governo conseguiu com o seu ajuste fiscal, fazer o que a Dilma em 18 meses não conseguiu: trazer a inflação para a meta.

Agora o banco Central já começa a cortar os juros de forma agressiva, 0,75% em janeiro com a perspectiva de repetir a dose em fevereiro.

Eu insisto sempre dizendo que no governo FHC a selic era o dobro da de hoje, e mesmo assim o país nunca teve sequer 1 ano de recessão.

Eu já falei em outros post. Uma pessoa errada mesmo fazendo as coisas certas não dá resultado positivo.

Muito pior com a Dilma que era a pessoa errada fazendo as coisas erradas e de forma errada. Triplo negativo. Catástrofe, caos total.

Agora com o corte agressivo dos juros e com a pessoa certa no comando, eu aposto. O Brasil vai crescer muito mais do que esses 0,5%.

Pode printar e cobrar.

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gabi_lisboa

Me passa a marca

 dos seus cigarros mágicos.

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Artig de PCR...

"Why is the entire liberal-progressive-left helping the entrenched CIA Establishment demonize president-elect Donald Trump, whose stated goal is to normalize relations with Russia? Is this an indication that the liberal-progressive-left is a CIA front?"

http://www.paulcraigroberts.org/2017/01/12/ten-aircraft-carriers-aligned...

Os EUA descobriram, ao chegar a fronteira da Rússia, que eles(Russos) tem capacidade tecnológica para desabilitar apenas 100% dos navios de sua marinha.
Que situação desagradável!

Tudo obsoleto. Que situação ....
E agora?

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João Jorge

Para o André Araújo

http://www.brasil247.com/pt/247/economia/275800/Em-preven%C3%A7%C3%A3o-a...

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Agradeço o link. Venho

Agradeço o link. Venho falando aqui há mais de um ano que a China vem diminuindo nos ultimos seis anos seu portfolio de T-Bills, enquanto isso o Ricardo Amorim disse há 15 dias no Manhattan Connection que os EUA dependem da China para financiar seu deficit, algo que jamais aconteceu, o maximo que a China teve de titulos do Tesouro americano foi de US$1,4 trilhão, o que é menos do movimento diario do mercado desses titulos, o Tesouro americano faz leilões periodicos de T-Bills e a demanda é dez ou quinze vezes maior que a oferta, vende-se tudo em dois ou tres minutos e se o mercado não comprar o Federal Reserve compra , a carteira do Fed em T-Bills é de US$7 trilhões, um terço da divida do Tesouro.

É impressionante a ignorancia de comentaristas sobre fatos tão banais pois o Amorim disse há duas semanas que o Tesouro americano depende da China para financiar seus deficit e pagam para ele fazer palestras.

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Carlos Sergio

Recessão

A febre está baixando não enxergam que o motivo é paciente estar morrendo e não superando a enfermidade.

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adolpho

Então, o senhor advoga que o

Então, o senhor advoga que o Brasil volte ao cenário pré-Real, onde nada era previsível, não se podia planejar nadica de nada, a classe média se protegia nos over nights da vida (lembra da conta remunerada?), os ricos imobilizavam o que podia e o pobre se fodia (botei essa palavra só pra rimar, kkk)?

Espantoso!

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Mas nada vida nada é

Mas nada vida nada é previsivel, as variaveis são infinitas, é uma ilusão dos bem pensantes querer tudo certinho na vida, o mundo e um caos, a economia é uma imensa confusão aqui e no planeta, é preciso aprender a sobreviver no aqui e agora a sobrevivencia do Pais depende do emprego para dez milhões, agora e não daqui a vinte anos com todos os "fundamentos" no lugar.

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Qu coisa e nesse caos o

Qu coisa e nesse caos o Brasil teve de 1945 a 1980 a MAIOR taxa de crescimento de PIB do mundo, construiu toda sua infra estrutura energetica, abriu a exploração maritima do petroleo, fez 11 refinarias, 4 aeroportos internacionais, dois metrôs, 4 das melhores rodovias do Pais, a EMBRAPA, a EMBRAER, a integração da rede telefonica, a integração da rede de TV,

a industria petroquimica, a industria de bens de capital, 3/4 da siderurgia, a 2ª industria de aluminio do mundo, a maior mineração de ferro do planeta, a abertura do cerrado para o agronegocio e mais 50 coisas.

Depois do Plano Real fez pouco ou nada, crescimento pifio, MAS com os "fundamentos" no lugar, não é mesmo?

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Romeo RJ

Caro Andre

Caro Andre Araujo,

Agradecemos os dados elencados, eu apenas faço uma pergunta: apesar de tudo isso, somos um dos países mais desiguais do mundo, níveis altíssimos de pobreza. Razão de tudo isso? Descalabro fiscal e inflação nesses "anos de ouro" citados pelo caro articulista André Araújo. Valeu a pena? Poderíamos ter feito tudo isso num passo correto, respeitando o orçamento, e seríamos um país muito mais forte. Reveja seus conceitos, caro André. Forte abraço.

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adolpho

Creio que o pior que pode

Creio que o pior que pode haver é fazer comparações em momentos históricos tão diferentes. Podemos dizer que em 1700 o Piauí, por exemplo, era o carro chefe econômico do Brasil, por conta de seu grande rebanho de bovinos; que em 1800, Minas era o grande carro chefe, por conta da exploração de minérios -  e tudo isso em meio ao mercantilismo, um sistema altamente execrado pela sua falta de eficiência. Mesmo assim, não se pode advogar essa volta ao passado. Da mesma forma, as condições econômicas no pós 2ª guerra, no pós anos 30, eram outras, muito diferentes... As grandes obras infraestruturais ocorreram em quais circunstâncias, a que preço de insumos, incluindo aí o custo de mão de obra e de energia? Como era o arcabouço regulatório? Tinham de se haver com licenças ambientais? Foram feitas, em sua grande maioria, num ambiente ditatotial, que bastava  a palavra do general da vez para que acontececem e que se lascassse o resto dos fatores. Isso pode ser repetido?

Até onde se sabe, tentou-se reviver esse ciclo de desenvolvimentismo - com a escolha de players agragadores de demandas, PAC 1/2/3,  com a manipulação dos preços administrados, com a implantação de uma tal de contabilidade criativa - e terminamos por esculhambar toda a lógica econômica criada faz uns 20 anos. Tal lógica, apesar de sua crítica, foi a que permitiu a grande inclusão social que o lulismo propaga e que se deu em meio a um ambiente de austeridade e de responsabilidade, de cuidado mesmo, ocorrido no 1º governo do Lula e que continuou em seu 2º e que destrambelhou completamente com a Dilma, justamente pela falta de cuidado com a questão fiscal.

Ambiente inflacionário só gera ineficiências econômicas. Quando a empresa é chamada a conhecer seus verdadeiros números, a gente vê o grande grau de enganação que existe, como aconteceu com os bancos, logo após a implantação do Real.Aqueles que julgávamos estarem bem, sólidos, simplesmente sobreviviam às custas de floating, mais nada.

Nosso estado é gastador; pior, mau gastador. Isso é o que tem de ser mudado. Gastamos em miudezas, que terminam - no agregado -representando milhões; gastos que em países mais responsáveis fiscalmente simplesmente não acontecem. Mordomias de republiqueta de banana, para o conforto do dono do poder da vez. Isso é que tem de ser mudado.

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Concordo 100% que o Estado é

Concordo 100% que o Estado é pessimo gastador, é irracional, o FNDE-Fundo Nacional do Desenvolvimento de Edução tem 73 Coordenadorias, 19 com o titulo de "Gestão", com 10% do pessoal se toca o Governo, apoio totalmente racionalidade de gastos MAS o mais irracional dos gastos são os R$600 bilhõs de juros da divida publica, frutos de uma politica monetaria e uma politica cambial absurda, não há opção para titulos federais para deixar liquidez em caixa, com metade da Selic se podia girar a divida publica porque os bancos, fundos, seguradoras, estatais não tem outro titulo para trocar por NTN e LFT, tem que segurar esses titulos com qualquer juro, para que pagar 14 e agora 13%?

Titulo publico tem tomador obrigatorio até com juro negativo, estamos pagando a toa duas vezes mais que o deficit do orçamento das demais despesas.

Quanto a historia comparativa, não tem valor absoluto, apenas valor ilustrativo, nada igual entre passado e presente, apenas se usa como demonstrativo, pode-se utilizar varias combinações de politica economica, grandes economistas do presente não usariam essa receita de ""SÓ AUSTERIDADE E NADA MAIS", é AUSTERIDADE + EXPANSÃO MONETARIA, as duas coisas juntas, a economia brasileira perdeu R$1 trilhão de liquidez nos ultimos dois anos, é preciso reinjetar essa liquidez atraves de investimento publico.

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WELINTON NAVEIRA E SILVA

Infalíveis indicadores

 

Uma das providências para quem compra carro usado é procurar uma pista bem inclinada dotada de boa extensão. Se o carro é capaz de subir e descer sem maiores problemas, já sinaliza bom funcionamento.

Semelhante simplificação pode ser aplicada na avaliação do estado geral da economia. Por exemplo, no Rio de Janeiro, aqui no Centro, nos tempos da florescente economia Lula/PT e Dilma/PT, na hora do almoço, os restaurantes ficavam lotados e não era simples encontrar lugar para sentar. Tentar andar rápido pelas calçadas cheias de trabalhadores indo e vindo, era ginástica quase impossível. Lojas com placas “Aluga” e ou “Vende”, não havia. Para os formando de engenharia, o emprego era coisa garantida em incontáveis oportunidades, a escolher.

Agora, nos tempos de governo golpista - tudo ao contrário. Na hora do almoço, as calçadas aqui do Centro estão ficando a cada dia mais livres para caminhar, com menos trabalhadores trafegando. Restaurantes fechando, ou com cadeiras vazias, anúncios de “Aluga” e “Vende” aparecendo por todos os lados. Quanto aos formando em engenharia, por melhor que sejam suas faculdades, estão sem a menor possibilidade de arranjar um emprego. Esses e outros indicadores, somados as notícias de corrupções e privatizações a preços de bananas, sinalizam bem claro, a decadência econômica e moral do governo golpista e entreguista. Com o povão, politicamente abestalhado, sem entender nada.

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Vamos ver se entendi

Vamos ver se entendi: um dia antes do afastamento de Dilma, as calçadas estavam cheias, os restaurantes do centro estavam repletos e todos tinham emprego. Um dia depois do Temer assumir, as calçadas ficaram vazias, os restaurantes ficaram às moscas e todos perderam o emprego. Foi isso?

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Romanelli

Faça as contas ..apesar dos

Faça as contas ..apesar dos erros, o governo de DILMA (1o mandato) foi o que apresentou o MENOR, o menor INDICE de inflação acumulada pra um madato presidencial no REAL  ..e antes deste também  ..ainda, foi o que apresentou o MENOR nível de desocupados e de desempregados.

..isso apesar da NAMARIA  e seu loro com seus tomates na Globo  ..e da seca inclemente tb

Problema do BRASIL se chama INDEXAÇÃO  ..e a PERMISSIVIDADE corporativa que permite com que contratos, taxas e tarifas, SALÁRIOS e preços administrados, sejam reajustados UMA VEZ a cada ano, não permitindo aqui com que mecanismo de correção de preços ajam no médio prazo.

MAIS, enquanto o BRASIL estiver preso a manipulações de analistas que, por exemplo, veem a dívida BRUTA ao invés da líquida (BRUTA que sobe à medida que se acumulam divisas cambiais) a "aparente" incerteza permanerá artificialmente pra deleite da banca ..ela, incerteza, que somada à miopia que vê nesta SELIC o antigripual que a tudo cura, sinceramente, eu não trago esperanças

SELIC é pra contrabalançar INVESTIMENTOS ..pra crédito de consumidor, empresas e infra de LP, são outros quinhentos

 

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Paulo Coelho

Só esqueceu de citar paul

Só esqueceu de citar paul Krugman. O mais ilustre dos apoiadores de distribuição de dinheiro por helicoptero. 

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Falsa Dicotomia

O André Araújo continua fiel ao dogma: inflação igual a desenvolvimento, moeda estável igual a recessão. Então, se quisermos sair da recessão, tem que haver inflação.

Ignora solenemente os longos anos 80, quando a inflação alta coexistiu anos a fio com a estagnação econômica e altas taxas de desemprego. Ignora igualmente os inúmeros exemplos mundo afora de crescimento acelerado com moeda estável, deixando claro que a segunda premissa é condição para a primeira. O máximo que a experiência ensina é que deflação pode coexistir com recessão. Não se deve confundir deflação com inflação sob controle.

A inflação foi durante décadas um componente essencial do modelo econômico desenvolvimentista, daí que tanta gente até hoje sinta saudades dela. Era prático, sem dúvida. Bastava girar a manivela da prensa da Casa da Moeda e a mágica estava feita: os rombos das contas do governo estavam cobertos e a fatura ia para a população, que a pagava com a perda de seu poder aquisitivo. Era como um imposto invisível, com a vantagem de poder ser criado sem a aprovação do legislativo e sem aquela chatice de comprar deputados. Bastava emitir mais moeda. Muitos ingênuos bem intencionados até acreditavam nisso, como JK, citado por Roberto Campos, que foi ministro dele. Em uma conversa privada, JK afirmou ser contra emitir moeda para inchar a folha do funcionalismo, mas a favor quando se tratava de obras produtivas. Como se a nota que sai da prensa da Casa da Moeda estivesse ciente de servir ou não a uma finalidade produtiva, comentou o Bobby Fields. Atualmente existem chips que permitem controlar o saldo de um cartão, mas um chip que julga se o dinheiro serve ou não a uma finalidade produtiva, isso por enquanto está além das possibilidades da tecnologia...

A inflação como fomento do desenvolvimento funcionou enquanto o país era jovem, crescia a altas taxas e podia-se manter a ilusão de que o crescimento econômico gerado pela moeda emitida sempre iria se realimentar e compensar a desvalorização da moeda. De fato, nos anos dourados do nacional-estatismo, o país passou por sucessivos "voos de galinha", quando os benefícios obtidos pelo trabalhador com o crescimento e o pleno emprego logo eram anulados pela inflação que destruia seu salário. Nos anos 80, a conta chegou e a mágica nunca mais funcionou. Veio o Plano Real e a economia mudou seus paradigmas, mas até hoje muita gente tem saudade dos tempos em que se podia recorrer ao imposto inflacionário para meter a mão no bolso do trabalhador. O último surto de crescimento com melhora das condições de vida dos trabalhadores, como se sabe, aconteceu nos anos Lula, e ao contrário dos surtos anteriores, baseou-se na estabilidade da moeda, o que permitiu uma enorme expansão das vendas a crédito com juros minimamente razoáveis. Se a inflação voltar, você sabe tão bem quanto eu o que vai acontecer: os milhões que passatram à classe C vão voltar à classe D. Não vai dar mais para tirar uma geladeira nas Casas Bahia pagando em 15 vezes. O salário mínimo vai voltar a valer merreca. As bolsas e benefícios não serão cancelados, mas seu valor se tornará irrisório. Tudo em prol do "desenvolvimento".

 

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Meu caro Pedro, não proponho

Meu caro Pedro, não proponho inflação como metodo MAS não se pode perder toda a flexibilidade no manejo da politica monetaria por causa de META DE INFLAÇÃO, em determinadas circunstancias a expansão monetaria MESMO COM O RISCO DE INFLAÇÃO deve ser um instrumento para saida da recessão. A inflação pode inclusive não acontecer mas o PAVOR da inflação impede que se use ferramentas essenciais para sair da recessão. Inflação não é o Diabo, é um ciclo ou fase de FACIL SOLUÇÃO, como fez Schacht na Alemanha em 1924, em seis meses acabou com uma hiperinflação de 1.000% ao dia, o nosso Plano Real, copia do Plano Schacht tambem acabou com a inflação, MAS não se conhece ferramenta para acabar com uma DEFLAÇÃO, RECESSÃO ou DEPRESSÃO, é muito mais dificl do que acabar com inflação.

O Japão está tentando há  anos provocar inflação sem sucesso, a deflação continua.

Com essa obsessão doentia na META DE INFLAÇÃO o Brasil nunca sairá da recessão, investimentos privados não virão porque não há demanda, ninguem vai investir no Brasil porque há teto dos gastos ou reforma da previdencia.

O Brasil cresce as mais altas taxas de crescimento do PIB do planeta entre 1945 a 1980, nenhum outro Pais teve taxa acumulada de crescimento como o Brasil nesse periodo, em meio ao caos macroeconomico.

Crescimento e prosperidade NÃO dependem dos chamados "fundamentos", o crescimento pode nascer no desequilibrio,

a economia não precisa estar toda ajustada para crescer, essa é uma crença dos economistas ortodoxos que não conseguem operar fora de planilhas bem organizadas, "by the book", precisam previsibilidade MAS o mundo é e será sempre imprevisivel, eles tentam encontrar o cenario perfeito que nunca existirá mas não conseguem operar fora desse cenario onde tudo deve estar arrumadinho, a realidade se encarrega de desarrumar e ai eles tentam de novo colocar o quartoem ordem, é uma corrida sem fim atras do impossivel.

Trum foi um bom recado de que o mundo e a economia jamais serão previsiveis, Trump vai fazer crescer a economia americana saindo fora dos trilhos ortodoxos, vai chutar o balde dos gastos e ai quero ver os economistas certinhos se virarem no Brasil.

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Não sei se entendi...

O Brasil continua jovem. Existe um atraso tecnológico de 50 anos e um atraso de desenvolvimento social de 100 anos em comparação ao primeiro mundo. Não é a toa que o salário foi impactado positivamente e na inflação durante o boom da construção cívil no governo Lula. A demanda interna está reprimida e é gigante. Não tem como atender os anseios da população sem impactar a inflação.

Neste quesito o cálculo da inflação deve ser modificado, retirando itens altamente "inflacionáveis" como alimentos perecíveis e itens de estímulo do governo, salários, etc...

Capitalismo é o ganho em cima da força de trabalho. No Brasil o ganho maior é em cima da especulação monetária. Por isto que sempre afirmo que o Brasil é uma colônia disfarçada. Enquando não resolver este dilema ficaremos tendo "voos de galinha".

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Não, o Brasil não é mais jovem

Não, o Brasil não é mais jovem. No tempo de Vargas e JK, nos primórdios do nacional-estatismo, a previdência social era superavitária porque havia muitos jovens e poucos velhos, e essa foi a principal fonte de financiamento do Estado. Agora há muitos velhos, e a previdência é deficitária.

Eliminar ítens do cálculo da inflação é simplesmente falsificar esse cálculo. Uma falsificação que qualquer trabalhador percebe indo ao supermercado e verificando os preços.

Note que durante o boom da construção civil no governo Lula, a inflação esteve ainda menor que a média do tempo de FHC. O atendimento de uma demanda reprimida não impacta necessariamente a inflação, se você acredita nisso está caindo na mesma armadilha mental do AA, que vê a inflação como condição para o progresso. A inflação é sinal de descontrole das contas do governo.

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Alimentos na inflação...

Reza a lenda que em alguns países produtos alimentícios não compõem o cálculo da inflação. No Brasil recentemente temos a cebola, o tomate, o feijão que frequentemente impactam a inflação. Acho uma insanidade incluir itens de baixo controle pelo ser humano ou que estão influenciados pelo governo no cálculo da inflação. Claro que irá impactar aumentando a inflação neste período. Não é falsificar pois o momento é de condição incontrolável. Até o governo importar o Trigo para balancear a inflação a vaca já foi pro brejo.

No período do Boom da construção civil o que impactava era o salário mínimo, a inflação ficou dentro da meta mas existiu a inflação.

O que coloco é a insanidade econômica sobre a inflação sobrepondo outras influências monetárias mais devastadoras que é o elevado juros Selic.

O Brasil possui demanda reprimida crescente e robusta, não é cuba, venezuela ou grécia. O governo é que fica com o freio de mão puxado...

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Excelente texto

André descreve muito bem a situação. Parabéns!

Sobre o helicóptero com dinheiro isso tem muita lógica para quem conhece o jogo do "Mercado Imobiliário"

A cada volta pelo tabuleiro, o "Banco" distribui dinheiro para os jogadores. Sem isso acaba o jogo. Essa é a lógica correta aplicada por Lula na crise anterior, as tais medidas anti-cíclicas.

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amjr

Parabéns pela lucidez!

Parabéns pelo belo texto. Pena que tais esclarecimentos devam passar à larga da opinião publicada do Brasil, pois não urge despertar consciências adormecidas. Elas poderiam tornar-se indóceis, e isto não coaduna com os objetivos dos donos do poder. Só senti falta dos determinantes sociais das atitudes econômicas, a saber, o horror atávico da nossa oligarquia (concordo que não temos elite, os nossos endinheirados são cafonas) ao Brasil, de onde só aceitam retirar os frutos de sua predação mas não querem sequer declarar-se nacionais, e abjuram até a língua materna. Como vivem de frente para o norte e de costas para o País, não lhes compraz nenhum remorso ou escrúpulo, rapinam sem dó aqueles que julgam inferiores. Tal sentimento nutre muitos, senão todos, os arautos do atraso econômico e social brasileiro. Eis um bom mote para responder a questão inicial "estão comemorando o quê?". Comemoram a própria ignorância truculenta, suficiente para destruir uma Nação politicamente frágil, mas suficiente também para impedi-los de perceber que, lá fora, são vistos como vêem seus compatriotas aqui. Com condescendência hipócrita enquanto dura o processo de exploração, e com desprezo quando deixam de ser úteis aos desígnios de quem manda.

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Nabucodonosor

A Escola Inflacionista

A Escola Inflacionista Brasileira não desiste nunca. É bonito de se ver.

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Marcelo33

Tanto que perderam as

Tanto que perderam as eleições, não desistiram, e agora lograram êxito !!!

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O brizolista

A escola recessiva também não

A escola recessiva também não desiste nunca. E não chega a ser bonito de se ver.

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André fez a pergunta e já

André fez a pergunta e já respondeu no primeiro parágrafo. Não há menor lógica na nossa economia, assim como não havia lógica na escravidão. O rentismo é maior praga brasileira. Aumenta-se a taxa de juros para combater a inflação, puro sofisma. Aumenta-se a taxa de juro para manter a margem do ganho financeiro. Qual país do mundo tem uma relação inflação/taxa de juro tão díspares? Duvido que encontre entre as maiores economias do mundo. Vejam abaixo alguns exemplos:

País Inflação/taxa juros anuais praticadas pelos BC Brasil 6,288% / 13,000 % Países de Economias emergentes Chile 2,715 % / 3,500 %África do Sul 6,873 % / 7,000 %mÉXICO 3,360 % / 5,750 %Turquia 8,533 % / 8,000 % Países de economias consolidadas Canada 0,500 % / 1,180 %Grã-Bretanha 1,097 % / 0,250 % EUA 1,693 % / 0,750 %Noruega 3,473 % / 0,500 % Qual a lógica brasileira, senão a manutenção do rentismo?

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Miguel F

O que se pode esperar em um

O que se pode esperar em um país onde canalhas discaradamente são contra aumento real do valor do salário mínimo.

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Bom texto.

Bom texto.

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Cesar Cardoso

Uma observação sobre a onda anti-globalização

Há no mundo hoje um claro ciclo "anti-globalização" cujos símbolos são o BREXIT e a eleição de Trump.

Aliás, só quem defende a globalização abertamente, em público, é... Xi Jinping.

Tem os idiotas nativos daqui, mas ninguém os leva a sério.

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Aleandro Chavez

Lendo este texto do Andre

Lendo este texto do Andre Araujo eu me senti de volta aos anos 90, quando se discutia as vantagens do plano real.

O PSDB dizia que o fim da inflação seria benéfica aos mais pobres, enquanto o PT minimizava os efeitos adversos da inflação. O debate foi vencido pelo PSDB, pois o Plano Real retirou milhões da pobreza como consequência do fim da inflação. Não houve sequer um ano do governo FHC com aumento da pobreza. Houve uma redução enorme, jamais vista, no primeiro mandato, e no segundo ficou praticamente estável. Para Lula se eleger em 2002, teve que fazer uma carta se compromentendo com o controle da inflação e chamar para Ministro da Economia um nome oriundo do PSDB.

André Araujo fala que os funcionários concursados e os rentistas ficam felizes com inflação zero. Nada mais equivocado.

Funcionário concursado tem aplicações à disposição com rentabilidade diária e sem carência. É o pobre que mais sofre com a inflação, pois a maior parte de seus ganhos são destinados ao consumo. A inflação funciona na prática como um imposto regressivo. Em relação aos rentistas, nada melhor do que inflação, pois gera uma bola de neve onde os investimentos não produtivos concorrem com o aumento dos preços, e nunca perdem.

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O Brasil teve inflação SEM

O Brasil teve inflação SEM meta entre 1945 e 1994, cinquenta anos. Nesse periodo se formaram as grandes cidades brasileiras com a migração de milhões de nordestinos sem oportunidade de emprego na suas regiões, se tornaram operarios em são Paulo especialmente. Nesse periodo 600 bairros foram formados em São Paulo, ABC, Guarulhos, Osasco, Barueri, Foram construidas dois milhões de casas, a maioria com lotes comprados a prestação e a casa em regime de  mutirão. Grande parte desses operarios comprou o primeiro fusquinha e formou os filhos. Nesse periodo tive empresa industrial com 600 empregados, muitos formaram filhos engenheiros, um formou uma filha medica, sei porque fui a muitas formaturas, TUDO ISSO EM PERIODO DE INFLAÇÃO. Como faziam? No dia do pagamento compravam toda a "

"compra do mês", os mantimentos basicos e o material de construção, NÃO FICAVAM COM DINHEIRO NO BOLSO, como

dizem os bocós economistas monetaristas, eles são mais espertos que os economistas imaginam.

É claro que os altos dalarios e os rentistas preferem inflação zero, o ganho deles está garantido e quantos menos inflação maior poder de compra terão. Quem tem aplicação em liquidez, em moeda, prefere inflação zero, não é preciso comprovar.

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Aleandro Chavez

Explique como 10 milhões de

Explique como 10 milhões de pessoas saíram da pobreza em decorrência do plano real. Não foi por causa do fim da inflação?

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Li de Brusque

Outch!

Outch!

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Ciro Medeiros

o senhor está se esquecendo

o senhor está se esquecendo de uma coisa chamada correção monetária; e de que seus funcionários compravam tudo no dia em que recebiam o salário porque a correção dos preços nos supermecardos era quase diária; o provo sofria sim com a inflação que, por sua vez, era um trambique da elite.

Com o real, um trambique foi trocado por outro.

Por outro lado, se não há emissão nenhuma de moeda e a quantidade de produtos e serviços disponíveis no mercado aumenta, qual empresário vai tomar a iniciativa de baixar os preços pra esperar que a sociedade como um todo o faça também?

 

Maior quantidade de serviços com mesma quantidade de moeda circulante...  ?  Alguem pode explicar como isto pode dar certo?    

Ah, explicação com exemplos históricos, obviamente; não com equações fundamentadas em premissas sobre cognição humana criadas do nada - como a premissa de que seres humanos fazem escolhas racionais sempre ou na maioria das vezes...

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Simples assim, em poucas palavras

Mas, esse sempre foi o debate, a luta entre dois grupos. Um que pretendia o desenvolvimentismo e o outro que pregava uma maior concentração de riqueza, que é gerada pelo desemprego, pela recessão e pelo direcionamento de uma política concentracionista.

Simples assim,

Enquanto alguns verborragiavam teorias acadêmicas.

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Júnior Sertanejo

Encontrei Assis Ribeiro,JB

Encontrei Assis Ribeiro,JB Costa e Sérgio Saraiva na porta do Blog do Nassif em um empurra empurra desgraçado para ver quem primeiro adentrava as dependências do Blog,que nem cadeira tinha.Nesses tempos aureos Luís ainda debutava.Cada hum tomou seu rumo.Assis fundou um blog,e faz concorrencia leal a Nassif,visto que,aparece vez por outra,para se aconselhar com André Araujo.Saraiva continua ousando pensar,que pensar é só pensar.De pensar morreu um burro,reza a lenda.JB Costa empreendeu viagem aos Estados Unidos,onde se encontrará com Ivan de Union,para juntos apuparem ate ficarem sem voz o emperucado exótico e Presidente eleito dos EUA Donald Trump,por ocasião de sua posse.Esperam contar com a presença da atriz Meryl Streep.Vida que segue.

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Rui Ribeiro

Alguns efeitos da crise estão patenteados

“A longo prazo, a queda da arrecadação que é decorrente da crise, pode colocar em risco os salários dos concursados e os juros dos aplicadores. Mas serão os últimos a perder.”

Mas as perdas dos salários dos concursados decorre justamente do aumento da massa de juro dos aplicadores.

Vc aponta prováveis efeitos da crise. Aponte as suas causas. O que você acha que causou e está causando essa crise?

A causa é política ou economica?

Obrigado, AA. Mesmo que não se digne a responder. Obrigado pelo texto bem tecido. Você não é um dos tecelões que despiram o rei. É?

Valeu, Camarada

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Realmente ,Davos  , está em

Realmente ,Davos  , está em decadencia.O que se pode esperar ,quando um Janot,qualquer  ,presume, pensa,supõe, que seu discurso de conteúdo moralista -punitivo  é imã  para  atrair  a legião de  presumíveis ou supostos "ávidos" investidores?

Possivelmente, a neve,  a opulência  que   transpira dos   Alpes, a vilegiatura  ao centro do  capitalismo anacrônico, o  tenha influenciado,crédulo de sua  condição   de   portador da higidez ,concebida por seus pares e afins ,que esparge como bençãos sobre o território nacional e agora ao alcance da comunidade cosmopolita  ali presente,por seu divino intermédio. Aleluia !

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snaporaz

Estou ansioso esperando

Estou ansioso esperando repercussão na imprensa não brasileira desse novo encantamento com o Brasil.

Qualquer discurso, evento, entrevista importante sobre um Pais em Davos sai na midia internacional.

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André STK

Estou ansioso esperando o Big

Estou ansioso esperando o Big Bang.

Ainda mais com esse monte de desempregados e o que estão por vir.

Aleluia irmão

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Esperando ansioso, mas

Esperando ansioso, mas sentado.

Imagino que a turma de Davos está satisfeita com o Brasil baratinho. Mas isso é página virada, missão cumprida. Não há razão para entusiamos com nossos palestrantes.

 

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Rui Ribeiro

O ctrl da desinfladinha visa manter o poder de compra dos salari

Aqui sacrifica-se o valor do salário para manter a inflação sob controle, ainda mais depois que os gastos sociais do ano seguinte serão reajustados pela inflação. Inflação oficial baixa, ponto pro governo. Inflação real alta, ponto contra o trabalhador que produz toda a riqueza artificial

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Muito bom!

Muito bom!

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"O que fazemos na vida, ecoa na ETERNIDADE!" (Máximus - Gladiador)

"Os dois mais importantes dias em sua vida são o dia em que você nasceu e o dia em que você descobrir o porquê... - M

Faz parte do plano

Aí é que está Sr. Araújo, este "plano econômico " foi planejado nos EUA, e eles não são tolos, muito ao contrário, são as mentes mais Maquiavélicas e brilhantes da face da Terra. Os EUA não seriam inteligentíssimos para manter um Império dos mais poderorsos da História da Humanidade e tolos para fazer um mero plano econômico para um país de terceiro mundo.

Aí é que está, o plano econômico deles não apenas parece ser feito para destruir o Brasil, mas foi feito para isto mesmo!

Se alguém perguntasse qual a lógica de Roma Antiga, ao salgar o solo de Catargo, sua colônia rebelde, após ter destruido todos os edifícios, alguém diria que não faria sentido, pois parecia que o intento era destruir Catargo completamente. Não apenas parecia, o intento era este mesmo.

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Após o Brasil ter tentado se aliar aos Brics, os arqui-inimigos dos EUA, os EUA não vão perdoar, irão salgar o nosso solo, economicamente falando. Não darão ao Brasil uma segunda chance de desagradar ao Império.

Só se um novo presidente dos EUA reverter esta política, ou se um novo grupo político que entra no poder dos EUA decidir diferentemente, e interromper a salga do nosso  solo.

Mas isto seria de se duvidar, pois para o novo presidente dos EUA nos somos "porcos latinos".

 

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No caso da conquista de um pais que possuía leis próprias, existem apenas três  formas de dominá-lo:  destruir o pais, ir morar nele, ou deixá-lo viver com suas leis exigindo-lhe um tributo,


Maquiavel

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Ze Guimarães

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