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O mundo sem ninguém, a série

Por Tamára Baranov - Rio Claro/SP

‘Life After People’ é uma série de documentários exibidos pelo ‘The History Channel’ em 2008. A série que começa com o sinistro slogan ‘bem-vindos a Terra...população zero’, não especula como a humanidade poderá desaparecer mas, mostra como seria a Terra, as nossas maiores construções e a arquitetura, e como ficariam os nossos animais sem o cuidado do homem. Os vários eventos que podem ocorrer depois que as pessoas desaparecessem de repente são retratados usando imagens geradas por computador. Engenheiros, botânicos, ecologistas, biólogos, geólogos, e climatologistas se reúnem em uma equipe de especialistas para dar resposta a uma única pergunta: como será a Terra quando a raça humana desaparecer? Os edifícios entrarão em colapso, as baratas sucumbirão de frio, os ratos morrerão de fome e aparecerão milhares de espécies novas. Voltarão os homens a povoar a Terra para iniciar o ciclo novamente? Estas são apenas algumas das previsões e inquietações apresentadas neste impressionante documentário.

Os episódios da série são divididos tematicamente e oferecem exemplos da decadência urbana e biológica. O que ocorreria com os corpos humanos enterrados, mumificados, embalsamados e congelados criogenicamente? E também com os sêmens congelados que a humanidade deixaria para trás? Ou o único legado da humanidade seriam obras como a Estátua da Liberdade e a Capela Sistina? 

As forças selvagens herdarão o controle. Milhares de animais domésticos escaparão. Grandes obras de engenharia se autodestroem. O que aconteceria com os vírus mortais, como a raiva, em um mundo sem ninguém? Plantas invasivas tomam o controle da cidade, enquanto arranha-céus até pontes, todas as estruturas começarão a entrar em colapso. Neste contexto, as cervejarias poderiam se transformar em armadilhas mortais. E o que será dos cavalos domesticados quando não existirem humanos para cuidar deles? O planeta sem seres humanos será invadido por forças depredadoras. As serpentes, que antes eram criaturas exóticas, lutarão contra a fauna natural da região para ganhar o controle do território. Plantas invasoras tirarão o oxigênio de rios e lagos, enquanto o deserto invadirá acidade de Phoenix com enormes tempestades de areia. Xangai afundará sob o peso de seus enormes arranha-céus, enquanto Miami terá que lutar contra a força do Oceano Atlântico.

Em meio ao caos da natureza, as armas que deixaríamos não serviriam para nenhuma espécie. Um submarino nuclear afundado terá um final explosivo no fundo do oceano. Os barcos de guerra sofrerão novos ataques provocados pelo seu próprio descontrole. A neve se acumulará sobre os prédios causando avalanches urbanas, e as indefesas vacas leiteiras enfrentarão surpreendentes ameaças. E Las Vegas será arrasada por um ‘rat pack’ com ratos reais, enquanto as figuras de cera derreterão e hotéis icônicos entrarão em colapso. Em Atlantic City, o oceano partirá os edifícios pela metade, enquanto o ‘boulevard’ se negará a desaparecer.

Em meio ao caos da natureza, a chuva e a corrosão começam a derrubar edifícios simbólicos como a Torre de Seattle. As refinarias continuariam bombeando petróleo, mas se transformariam em bombas-relógio. Os invernos rigorosos destruiriam as grandes fábricas de automóveis. A água é a fonte da vida e ainda existem criaturas na Terra que dependem dela e não há mais nenhum ser humano para ajudá-las. Os barcos de guerra sofrerão novos ataques provocados pelo seu próprio descontrole. Animais domésticos redescobririam seus naturais instintos assassinos. A chuva inunda cidades inteiras.

E como seria a nossa América Latina se não existíssemos mais?

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Brasileiro aguerrido

O que há de verdade no documentário

O que há de verdade no documentário.

Um estudo prevê q o CO² aumenta em 3 ppm por ano, (estamos em 400 ppm). Em 100 anos teremos 700 ppm (300+400). Em 1000 anos teremos 3400 ppm (3000+400). O resumo da história é que o limite da respiração humana está entre 5000 ppm (limite confortável para curtos períodos) e 30000 ppm (limite quase q absoluto para respiração humana).

5000 = 400+3x

4600=3x 

 X= 1533 anos

 2013+ 1533= 3546

 

 

30000= 400+ 3x

29600=3x

X=9866 anos

9866+2013= 11879

 A extinção da humanidade por asfixia respiratória estaria calculada em algum ponto entre os anos de 3546 e 11879. Com o plâncton decaindo a 1% ao ano, 70% das florestas do planeta q já foram derrubas e os outros 30% com forte lobby para serem também, este cálculo tem quase 100% de chances de se concretizar. Com pouca vegetação fotossintetizante, a Terra não conseguirá contrabalancear as emissões de C0², q se acumulará até a asfixia. Provavelmente os teóricos do capitalismo dirão q o destino das futuras gerações não é importante, pois p eles apenas o lucro imediato faz sentido. Poderiam escrever um Livro sobre isto, mas a indústria do petróleo boicotaria.

De uma forma ou de outra, mais cedo ou mais tarde virá. Nada pode ser retirado infinitamente sem ser reposto ou contrabalanceado e um dia não acabar. É matemática. 

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Nessa série, a única

Nessa série, a única especulação sobre qual seria o seu fim, quanto tempo duraria à inclemências do tempo, é a estátua da Liberdade, já o Cristo Redentor do Rio, a exemplo de muitos outros simbolos e monumentos mundo afora, também não conseguiu escapar das especulações do Mundo sem ninguém.

Seu voto: Nenhum

"Just when I thought I was out... they pull me back in"

Daqui a milhões de anos,

Daqui a milhões de anos, haverá em certos locais do planeta uma camada geológica não muito profunda mas muito fina com alta concentração de carbono, ferro e calcário.

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Nessa série, a única

Nessa série, a única especulação sobre qual seria o seu fim, quanto tempo duraria à inclemências do tempo, é a estátua da Liberdade, já o Cristo Redentor do Rio, a exemplo de muitos outros simbolos e monumentos mundo afora, também não conseguiu escapar das especulações do Mundo sem ninguém.

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"Just when I thought I was out... they pull me back in"

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Ivan de Union

Logico!  Concreto em pais

Logico!  Concreto em pais tropical, Mahabarata!  Nao dura muito, a erosao estrutural eh brava.  (O maior inimigo da estatua da Liberdade eh sal no bronze, enquanto isso,depois ela cai aos pedacos.)

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É uma boa série. Ela nos leva

É uma boa série. Ela nos leva a pensar sobre os efeitos do tempo e a transitoriedade das coisas.

Normalmente não pénsamos nisso mas se deixadas sem ninguém simplesmente todas as construções humanas pereceriam. Tudo seria retomado pela natureza e os sinais da nossa civilização seriam completamente apagados em meros mil anos, um tempo irrisório comparado à idade do planeta ou à história da vida na Terra.

Esse tipo de especulação é feito para isso, levar o espectador a refletir sobre fatos que não conseguimos observar no nosso dia-a-dia.

É verdade que a dica sobre essa série já foi postada aqui, mas eu acho que é uma dica legal que vai agradar a uma parte dos leitores.

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Em lavras largadas lagartas são larvas largas

 

De novo essa série aqui? Já é

De novo essa série aqui? Já é a quarta ou quinta vez que ela aparece no blog... É apenas uma série especulativa e sensacionalista, como todas as desse canal. A série faz um dramalhão enorme que basicamente se resume a questionar quanto tempo nossas construções sobreviveriam. Qual a relevância de discutir o futuro de construções e obras humanas num mundo sem seres humanos, se não haverá nenhum ser humano para lamentar isso?

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