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O ninho da recessão: como a economia brasileira perdeu o rumo, por André Araújo

Foto: Ricardo Stuckert

A ABERTURA COLLOR E O PLANO REAL

Os ensinamentos da História Econômica são essenciais para entender a atual e profunda crise da economia brasileira. Essa crise não advém de erros da gestão Dilma apenas. Esses erros existiram, mas de modo algum são a raiz primeira da atual crise, uma recessão que já dura três anos e não aponta para nenhum horizonte de solução à vista. Se os erros da gestão Dilma fossem a única causa da crise, a simples correção apontaria para uma rápida saída, o que não está acontecendo. Os equívocos do governo Dilma foram de operação, enquanto as causas da crise são mais profundas,  de natureza estrutural e de correção muito mais complexa.

A recessão brasileira de 2014 a 2017, vem por um longo caminho de grandes enganos e equívocos na condução da macro politica econômica cujas sementes estão no desmonte da indústria brasileira, provocada por uma reversão completa de um sólido sistema de incentivos e proteção que vinha desde o Estado Novo, reversão operada no primeiro momento do Governo Collor e depois  aprofundada pela nova política de estabilidade monetária artificial implantada pelo Plano Real em 1994.

O sistema brasileiro de incentivo à indústria é o mesmo e até mais leve daquele praticado pela Alemanha quando se industrializou  atrás da Inglaterra, pelo Japão quando passou rapidamente de uma economia agrícola feudal para uma potencia industrial agressiva, em um espaço de tempo mais rápido do que potencias europeias, pelos “tigres asiáticos” quando despontaram para ser economias industriais depois da Segunda Guerra, pela India pós independencia. Todos os países industriais fizeram nascer e impulsionar sua indústria com sistemas de proteção e incentivo em diversos graus, o Brasil praticou a regra,  não foi exceção, praticou de forma racional e cuidadosa, criou empregos excelentes na indústria, abasteceu a população com produtos adequados ao nível econômico do Pais e com isso gerou receita para o Estado e serviços de saúde e alimentação para os trabalhadores.

O Brasil viveu economicamente de sua agricultura desde os primórdios do descobrimento até o começo do século XX  com a criação da indústria têxtil,  mas foi a partir da Era Vargas que a revolução industrial brasileira deslanchou SOB A PROTEÇÃO DO ESTADO. O solido sistema de incentivo à indústria nasceu da substituição de importação de produtos manufaturados e esse sistema foi se estruturando de forma escalonada através de leis e organismos, sendo o seu epicentro a partir da década de 50 a CACEX-Carteira de Comercio Exterior do Banco do Brasil, braço de Governo a quem cabia emitir licença de importação de produtos industriais.

Um sofisticado sistema de grupos setoriais procurava  condicionar a emissão de licenças a não existência de similar nacional mas ia além. Em milhares de casos incentivava o fabricante nacional a produzir pela primeira vez produtos que até então demandavam importação.

Uma indústria nascida exclusivamente por causa do sistema de proteção foi a automobilística, nos anos JK, através da atuação do GEIA, comandada pelo Almirante Lucia Meira. Para fazer nascer essa indústria FECHOU-SE A IMPORTAÇÃO de todo tipo de veiculo, de automóveis a caminhões e tratores., também de peças, motores e componentes.

Fui testemunha de todo esse processo primeiro como empresário do setor de bens de capital e depois como dirigente de sindicato patronal nacional do setor e de outra associação  brasileira das empresas fabricantes de equipamentos elétrico (ABINEE), interagindo com a CACEX  de forma continua, especialmente com a sua Divisão Industrial. Essa foi a época da construção do grande  parque hidroelétrico brasileiro que deu um saldo na indústria de bens de capital.

Produtos como laminadores de siderurgia, hidrogeradores, compressores de grande porte, bombas centrifugas de todos os tipos, excitatrizes para navios, trocadores de calor, injetoras, prensas para indústria automobilística, válvulas para indústria de petróleo,  passaram a ser fabricadas no Brasil porque a CACEX  examinava o pedido de licença e consultava os fabricantes nacionais para ver a possibilidade de produção local, em grande parte dos casos era possível produzir no Btasil, assim nasceu uma grande variedade de novas industrias absorvendo a melhor tecnologia disponível do mercado mundial. Era a época em que engenheiros recém formados já saiam da faculdade com emprego garantido tal era a demanda da indústria nacional.

O mesmo processo foi seguido pela indústria de auto peças, toda ela nascida sob a proteção da CACEX, sem o que ela simplesmente não existiria. Fui o primeiro fabricante de motores de arranque para a prioneira Willys ,uma das  primeiras  fabricas nacionais de automóveis.

As reuniões na Divisão Industrial da CACEX eram tensas entre importadores e potenciais fabricantes e foi delas que nasceu o primeiro produto de uma serie que poderia ser fabricado no Brasil e este primeiro produto deu inicio a uma linha inteira posterior mas que começou pelo apoio da CACEX. Sem esse processo, amparado pela Lei do Similar Nacional, não haveria indústria de bens de capital no Brasil e também em outa plataforma a CACEX incentivou a fabricação de matérias primas e metais antes importados, especialmente em metais não ferrosos , produtos químicos e petroquímicos, papel e celulose.

Foi esse amplo  e sofisticado  sistema, operado na cúpula pelo Ministerio da Industria e Comercio que criou as bases da grande indústria  brasileira , o que fez o Brasil ser uma das dez maiores economias do mundo, o que não era antes da industrialização.

Foi  Vargas quem extraiu como reciprocidade pela participação do Brasil na 2ª Guerra a primeira indústria siderúrgica nacional de grande porte, a Companhia Siderurgica Nacional, inicio da segunda fase da industrialização brasileira, depois do tecido e da farinha.

Todo esse grande edifício construído a partir da Era Vargas e consolidado no Governo Geisel como o II Plano Nacional de Desenvolvimento foi desmontado do dia para a noite nos primeiros meses do Governo Collor,  sem nenhum cuidado, a machado e martelo, com a desculpa de que “nossos carros são carroças”, uma lenda, nossa indústria automobilística já era a 6ª do mundo  em 1990 e a Volkswagen em São Bernardo tinha 48.000 empregados  sob o mesmo teto, hoje tem  menos de 4.000 porque de fabricante virou montadora de conjuntos importados da Coreia, do Vietnam, de Singapura, da Malasia, de 100% do veiculo o Brasil recuou para não mais de 40% do carro , importando conjuntos prontos de cambio e motor que antes eram fabricados no Brasil. Por ser um paraiso das importadoras-montadoras o Brasil é o Pais do mundo que tem o maior numero de fabricantes de veículos estabelecidos no Pais, cerca de 60, evidentemente que a grande maioria simples montadoras com pouca  fabricação local, já que no atual modelo industrial brasileiro se permite a completa  importação CKD indiscriminada de conjuntos prontos, basta um galpão aqui para montagem, retroagimos aos anos 40, quando a Ford e a GM já montavam veículos no Brasil.

Com isso a indústria que ocupava 23% do PIB em 1990 tem hoje uma participação de 9% com a perda de 10 milhões de empregos industriais, enorme perda de arrecadação  que empobrece o Estado brasileiro em impostos diretos, indiretos e contribuições previdenciárias. Empobrece o Tesouro mas não os encargos porque as pessoas mesmo desempregadas continuam existindo e requerendo escolas para os filhos e hospitais para os adultos, caia arrecadação mas não cam as obrigações do Estado, essa a tragédia da desindustrialização provocada pela abertura irresponsável e leviana em nome de uma suposta sofisticação do consumo de importados.

Seria possível uma reforma da Lei do Similar mas  com analiise da relação custo-beneficio, todo sistema precisa de evolução mas sem a implosão de todo um modelo solido que deu resultado esquecendo que as grandes potencias industriais asiáticas até hoje tem fortíssimos sistemas de proteção à indústria e empregos, como a China, por exemplo,  um Pais fechado que importa do Brasil soja em grãos, mas  não aceita processamento da soja no Brasil porque precisa preservar empregos industriais na China. Todos os países industriais asiáticos protegem a ferro e fogo seus empregos e só importam alguma coisa quando são absolutamente obrigados por razões de contrapartida, NINGUEM ABRIU SEU MERCADO DE GRAÇA como o Brasil  irresponsalvemente praticou com a ABERTURA COLLOR, confirmada e continuada sob uma visão neoliberal inocente que veio com a “equipe do Real” que passou a usar a importação como forma de combater a inflação, um troca estupida, joga-se fora empregos aqui para combater a inflação com brinquedo chinês e café da Italia, como se isso fosse a modernização, largando pelo caminho os desempregados e suas carências.

Ve-se por esse operação  da economia que a perda de empregos no Brasil tem muito a ver com a obsessão fanática pelas metas de inflação, mais um custo cobrado pela  estabilidade artificial da moeda, preferencia pela importação em beneficio da estabilidade sem pensar no custo concreto e direto dessa pratica na geração de empregos e perda de arrecadação.

Um grande mercado nacional tem enorme valor econômico, ninguém abre mercado de forma descuidada como fez o Brasil em 1990, abriu com leviandade, como se importar agua mineral francesa e chocolate  suíço fosse um sinal de modernidade e não apenas uma caricatura de pais emergente e frívolo, sem projeto nacional, como um resort de pessoas despreocupadas.

Os “economistas do mercado” que surgiram na vida politica a partir do Governo Collor e passaram a comanda inteiramente a economia desde o Plano Real fizeram circular a “lenda” de que para o Brasil ser moderno deveria abrir a importação completamente  e desproteger a indústria nacional. É FALSO. As grandes economias dinâmicas de nossos tempos, Japão, Coreia do Sul, China, Tailandia, Vietnam, Malasia, India  tem POLITICA INDUSTRIAL DE LONGO PRAZO  e  dispnsam extremo cuidado com a proteção e incentivo às suas industrias.

Politica econômica é escolha, é opção, um Pais precisa escolher qual a melhor relação custo beneficio de cada politica, não existe politica só boa, todas tem aspectos negativos e positivos.

Inflação baixa é boa? Sim MAS A QUE CUSTO? Essas perguntas não são feitas por mentes simplórias, fanáticas ou mal intencionadas que sacrificam um Pais inteiro para obter uma vitória estatística a ser mostrada na reunião anual do FMI e garantir um futuro emprego em Washington no próprio Fundo ou em algum banco de Wall Street, sonho dos “economistas de mercado” que usam países como laboratórios para embelezar seus currículos.

O PLANO REAL E A ESTABILIZAÇÃO ARTIFICIAL DA MOEDA

O segundo equivoco nas raízes da atual crise econômica secular no Brasil foi um plano de estabilização artificial da moeda que eliminou a inflação apenas na sua feição gráfica sem resolver antes os desequilíbrios que causavam a inflação. Eliminou-se o sintoma inflacionário sem eliminar as causas da inflação, abaixa-se a febre sem curar a infecção que lhe deu origem Mas para manter a moeda estável artificialmente era preciso ampara-la com muletas sem as quais a moeda não fica de pé,  ANCORAS para segurar o que é mera aparência de estabilidade.

Foram usadas DUAS ancoras, a CAMBIAL  e a de JUROS ALTOS

Usou-se desde o inicio a mais custosa das ancoras, a ANCORA CAMBIAL, amarrar o Real ao dólar, mantendo-se este artificialmente baixo através da intervenção permanente do Banco Central, a um custo estratosfrico. Apenas no primeiro semestre de 2016 a ancora cambial, representada por swaps cambiais vendidos pelo BC, custaram R$201 bilhões em UM SEMESTRE. Nos 23 anos do Plano Real estima-se o custo da ancora cambial em R$7 trilhões de Reais, dinheiro  subtraido da economia produtiva para manter a FICCÇÃO de uma moeda estável. Para lastrear artificialmente uma moeda que não tem nenhum dos elementos para ser estável, o Banco Central precisa ampara-la com imensas reservas externas, hoje chegando a perto de 400 bilhões de dólares, rendendo 1% ao ano ou pouco mais que isso e custeada com títulos que pagam juros reais de 6% ao ano, um imenso custo de carregamento além do custo dos seguros cambiais vendidos ao mercado. Seguro cambial e carregamento de altas reservas internacionais  são apenas parte do  custo da existência do Real como moeda estável de ficção.

A segunda ancora foi a de juros muito acima da média mundial, varias vezes acima dessa media. Essa segunda ancora engordou a divida publica federal em títulos, algo  que era quase inexistente em 1994 e hoje está em R$3,3 trilhões, dos quais ¾, ou seja R$2,4 bilhões são compostos pela agregação de juros apenas rolados e não pagos desde 1995.

Outra parte da divida publica, estimada em 11% do total é pela incorporação na divida publica federal de 43 moedas podre tipo SUNAMAM que existiam antes de 1994, dividas velhas sem liquidez e na maioria em processos e sob contestação judicial,  absurdamente declaradas boas  trocadas por títulos líquidos federais, as Notas do Tesouro Nacional-NTN tão bons como dinheiro  vivo. O grosso dessas moedas podres foram compradas antes por  bancos, como se soubessem que iriam ser trocadas, largamente beneficiados  com essa perda do Pais..

Para completar o CUSTO DO PLANO REAL, foam privatizados  grande parte dos bons ativos da União, acumulados desde  a Primeira Republica, como a Itabira Iron (Vale do Rio Doce) Vendeu-se a Vale do Rio Doce, 40% das ações da Petrobras ,  toda a telefonia, rodovias, as Light São Paulo e Rio, petroquímicas, toda a siderurgia, etc. obtendo a União US$109 bilhões que se dissiparam em despesas correntes e pagamento de juros, na linha “vender a mobília para pagar o almoço”, o ativo se foi e as despesas e juros continuam.

Os autores do Plano Real bem definiram seu trabalho como  “o fim da Era Vargas”, de fato, desmontaram todo o ativo acumulado tijolo a tijolo por grandes Presidentes do Brasil.

O ENFRAQUECIMENTO DO ESTADO NACIONAL APÓS OS ANOS 90

Uma causa e também consequência dos processos históricos que estão na raiz da Abertura Collor e do Plano Real e que permanecem até nossos dias é o enfraquecimento do Estado nacional brasileiro com notável perda de soberania e foco no interesse nacional.

As mentes e almas dos dirigentes brasileiros até 1990 eram, com seus erros e acertos,profundamente eraizadas  na construção histórica o Brasil, políticos de brasilidade forjados nas lutas pela formação desse grande Estado nacional, o maior da America Ibérica, o único que manteve intacto o legado do Descobrimento , da cultura e do território.

 Essas gerações de políticos que chegaram à Era Vargas, moldados pela Primeira Republica, eram uma elite de alta densidade nacionalista, expressa na rica literatura do Seculo XIX e da primeira metade do Seculo XX, na riqueza de nossa arquitetura , pintura e musica desse período formativo de um grande Pais e sua população distinta da America Espanhola.

Já especialmente o Plano Real teve como equipe e direção personagens com formação nos Estados Unidos, alguns com vivencia e atividade naquele Pais, outros com ligação com bancos e  fundos estrangeiros, com uma visão alienada de qualquer sentido nacional, com projetos pessoais mas não de Pais. No Governo FHC a predominância desse biótipo foi preponderante, perdeu-se aquela ligação profunda com as raízes do Brasil que vinha da Era Vargas para uma elite alienada de alma e visão, com um pé no exterior maior do que o pé no Brasil.

Nessa esteira chegamos até nossos  dias como dirigentes   culturalmente  ligados ao estrangeiro no comando da economia ,  mesmo sem desvio de interesse faz com que sua ação se desligue dos anseios mais arraigados do povo brasileiro para se vincular a uma visão globalizada no seu sentido mais perverso, não naquele visão que procura inserir o Pais no movimento  global  sem perder a raiz nacional, como faz a China,  mas sim na  percepção colonizada de que o estrangeiro é sempre melhor, bm a é ser da  metropole e o Brasil apenas uma terra de passagem e saque para viver no exterior, o pior tipo de elite que um pais pode produzir,  elite de mente colonizada e envergonhada de seu próprio Pais.

O enfraquecimento do Estado  tornou o Brasil apenas uma moldura  geográfica que cerca o território sem a liderança de um projeto nacional, de uma visão de futuro, um dos maiores países do planeta sem postura e presença internacional e sem explicar sua presença no mundo, seu papel regional e civilizatório, seu lugar nas relações internacionais, sem se orgulhar de ser  a maior civilização multiétnica do mundo atual, de ter o maior  patrimônio ecológico do planeta em fase de dilapidação pelo desprezo com seu próprio futuro.

Esse ausência de raiz nacional está claramente presente na atual politica econômica brasileira com toda a ação voltada para os “mercados”, eufemismo que significa voltada para fora do Brasil e para os interesses e  sensores que estão no exterior , como se o Brasil , seu governo e população,  fossem um detalhe e não um grande Estado, um dos dez maiores do planeta.

Todos esses fatores se refletem na economia, no apequenamento da função de Ministro da Fazenda e de Presidente do Banco Central, o primeiro sem sequer tocar na questão nacional, na qustão do emprego , na questão da sobrevivência das comunidades miseráveis pelo Brasil afora, nos 20 milhões de jovens sem emprego, sem educação e sem futuro empilhados nas periferias , arsenal de montagem do crime que assola o Brasil de hoje, um Ministro que se liga mais do que nada a Wall Street e nada ao ethos profundo da nacionalidade.

No mundo moderno há um ESPAÇO PARA O ESTADO e um ESPAÇO PARA O MERCADO, não são excludentes e sim complementares. Nos países centrais de alta renda per capita o Estado pode ser  menor que o mercado, como nos EUA, 28% do Estado e 72% do mercado. Na Europa o Estado  é maior porque  o pensar coletivo é equilibrado com o individual, o Estado tem 40 a 50% da conomia, trata-se de opção politica do Estado de bem estar social e zelador do patrimônio cultural. No geral a qualidade de vida na Europa é melhor do que nos EUA, em serviços públicos, cultura, educação e saúde, são opções de sociedades formadas de forma distinta, os EUA mais para o individualismo e o europeu mais para o pensar no coletivo.

 Nos países de renda per capita baixa, como o Brasil, o espaço do Estado precisa ser maior porque cabe a ele tarefas que o mercado não irá suprir. É compatível com o estagio da economia brasileira um Estado com 45% da economia e um mercado com 55%, não é estranho  às necessidades do Pais que um mercado voltado mais para a classe media não vai atender   as comunidades carentes, hoje 70% da população, cabe ao Estado ampara-las.

Estado e Sociedade dependem de estágios e estes de cultura e educação, cada Pais deve criar as estrutturas de Estado adequadas a sua realidade, sem tentar copiar outras realidades.

A DIFICIL  SAIDA DA CRISE ECONOMICA

A crise econômica brasileira é estrutural e o Plano Real transformou erros que poderiam ser consertados com relativa facilidade  em defeitos  permanentes  cuja reversão é politica.

O ciclo de alta de commodities mascarou a crise por vários períodos, dando a impressão de uma evolução da economia que era só aparente, a prova da não evolução é a estagnação da renda per capita e pior ainda, sua má distribuição, um Pais com uma classe media estagnada em  30 milhões de brasileiros e 170 milhões de pobres e remediados, a chamada classe media baixa. O enorme crescimento das “comunidades”, oceanos de periferias sem estrutura urbana, aglomerações de casebres sem títulos de propriedade, sem serviços de saneamento e coleta de lixo, dominados por gangues e milícias é a expressão da disfuncionalidade do ilusorio crescimento de renda em ilhas de alto padrão nas cidades medias e nas metrópoles, nos condomínios fechados e nos núcleos do luxo cercados pela miséria, desesperança e criminalidade, uma sociedade se tornando disfuncional pela desarticulação de seus segmentos, há uma linha de harmonia onde a pobreza é tolerada porque vislumbra um futuro ainda que remoto MAS quando a pobreza não vê futuro a não ser mais pobreza essa sociedade rompe seus vínculos de classes e se torna disfuncional rumando para uma implosão.

O Brasil está nessa disjuntiva que só a politica no seu nível mais alto pode resolver.

O Brasil não sairá da crise econômica com a atual politica monetária e cambial que esgota qualquer possibilidade de investimento publico, única ferramenta para reversão do processo recessivo. É uma simples questão aritmética. Não há no horizonte um vislumbre nem a longo prazo da possibilidade de um superávit primário e muito menos um superávit suficiente para pagar os juros da divida publica. Nessa conta a única forma de pagar os juros é aumentar a divida publica com a agregação dos juros. Esse processo é insustentável. Tem que ter um fim.

A divida publica não pode crescer indefinidamente. Há duas saídas simultâneas e somadas:

1.Aumentar rapidamente o investimento publico com emissão de moeda e assim reativar a economia e aumentar a arrecadação uma vez que com a  redução substancial do gasto publico  é  impossível a curto prazo a economia crescer. Para isso o modelo de meta de inflação tem que ser abandonado porque haverá algum  risco de inflação, embora pequena e o Governo não pode ser amarrado a essa meta como eixo de toda a politica econômica, uma só variável não pode reger toda a economia, nenhum banco central se coloca em tal camisa de força, o Federal Reserve tem meta de esatibilidade conjugada com meta de pleno emprego, meta de inflação sozinha é uma “moleza” para o Banco Central, derruba tudo e consegue a meta, é um modelo irresponsável, ridículo, irracional, um Pais não é só isso.

De qualquer modo, dado a capacidade ociosa de mão de obra e capacidade instalada  de maquinas e equipamentos  há grande espaço para reativar a economia sem inflação.

2.Rebaixa dos juros básicos para inflação + 2% ao ano, se não houver tomadores pagar a divida com emissão de moeda, como fez o Fed no modelo “quantitative easing” Para controlar a expansão monetária aumentar o compulsório dos bancos SEM remuneração,

é um absurdo um compulsório remunerado, como gosta de fazer o Banco Central para alegria do sistema bancário, docemente obrigado a receber juros, não há algo igual no mundo.

O certo é que o atual modelo fracassou, está fracassando e fracassará no futuro porque só atende ao publico rentista e não ao conjunto da população brasileira para o qual existe Governo.

Ao contrario do que dizem as cassandras da mídia econômica, “os mercados” convivem com qualquer modelo, se adaptam, a capacidade de conversão  é ilimitada, assim mostra a Historia.

A economia brasileira merece mais inteligência do que a atual que a serve com desprezo.

CONSEQUENCIAS DA RECESSÃO

Uma recessão duradoura já tocando em pisos de depressão traz como consequência duradoura a destruição das esperanças de uma ou mais gerações de jovens pobres entre 14 e 15 anos. Sem o primeiro emprego não haverá o treinamento para a vida econômica e o Brasil corre o risco de perder20 milhões de jovens sem perspectivas a não ser no crime.

A segunda consequência é a concentração de capital. Enquanto no andar de baixo há uma devastação nas micro e pequenas empresas, na plataforma do financismo está ocorrendo uma rápida concentração de capital por meio de fusões e aquisições bilionárias o que é algo negativo para o conjunto da população, para o equilíbrio da economia competitiva e para o poder do Estado brasileiro. Ao lado desse fator outro ainda pior, a continua venda de grandes ativos como hidroelétricas, distribuidoras de energia, aeroportos, portos, empresas de agua a grupos estrangeiros, saudados como salvadores da economia estagnada, completando com a cereja do bolo, a venda de largas extensões de terra a multinacionais, consequências da depreciação do valor dos ativos brasileiros causada pelo atual modelo econômico.

Assim, enquanto a recessão causa danos imediatos pela perda decorrente da ociosidade da mão de obra e do aparelho  produtivo da economia, ao mesmo tempo gera efeitos duradouros no longo prazo pela mudança de posição nos grandes conjuntos da micro economia, pela perda d espaço da pequena e media empresa, pelo fechamento de pequenos negócios, exatamente aquele que dá o primeiro emprego e o primeiro treinamento para a vida econômica ao mesmo tempo em que favorece a criação de grandes oligopólios e carteis em todos os setores.

O revigoramento da economia pelo estimulo monetário tem o condão de romper com amarras de uma economia bloqueada pelo financismo que surfa na recessão, mais moeda em circulação dinamizará todos os circuitos de industria pelo aumento da demanda, ativando a micro economia com uma nova corrida pela produção onde a moeda é menos valiosa do que os ativos reais e produtos físicos,  valorizando a mão de obra e enfraquecendo o rentismo paralisante.

A QUESTÃO POLITICA

A governabilidade do Brasil com qualquer partido ou Governo no poder é INSUSTENTAVEL com a permanência da atual estagnação da economia com claros sinais de DEPRESSÃO. É muito difícil sair de uma depressão, muito mais difícil do que acabar com a inflação, quadro cujo remédio é muito bem conhecido a partir do Plano Schacht que acabou com a hiperinflação alemã de 1923 m seis meses, plano esse do qual o Plano Real é uma cópia total.

O mundo econômico sabe como acabar com uma inflação mas não com a depressão.

O Brasil está INOVANDO a economia mundial, é a única grande economia na historia que às voltas como uma recessão tem uma politica econômica PARA AUMENTAR A RECESSÃO e provocar a depressão na sequencia, de forma deliberada. É o caso de um Pais e suas classes dirigentes cometendo suicídio. O Governo não procura sair da recessão, procura aumenta-la com um modelo pro-recessão chamado METAS DE INFLAÇÃO e com juros vezes acima da media internacional. Não se ve nos programas dos potenciais candidatos nenhuma proposta para sair dessa caminhada para o abismo, o Brasil mais uma vez inovando para o mundo ver.

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Elite anti nacional e ausência de unidade e de povo

André, seu texto é tão primoroso quanto coerente. 

Identifico dois problemas sérios no Brasil, que são como motores iniciais de todos os problemas sociais, econômicos e políticos que se vislumbra neste artigo: Nossa cultura anti nacional, tão arraigada tanto no povão quanto na elite social; e a desunião, falta de ligação patriótica entre os vários grupos que formam o país e a própria idéia de país.

No Brasil, se vivencia um patriotismo frouxo, de se torcer pra seleção na Copa, de se xingar adversários estrangeiros na olimpíada e de se cantar errado e por imposição o hino nacional. Não se ama, se respeita ous e acredita no Brasil genuinamente. Logo, toda população, povão, elite, jovens, do Sul, do Nordeste, negros, índios, brancos, não temos a coesão social que nos uniria sob a mesma causa: Nosso país. Não temos a consciência de "estamos juntos nessa", ma sim a sensação de "cada um por si", de "todo mundo é meu adversário", de "vale tudo pra me dar bem", e assim morre o nacionalimso e nasce o jeitinho como modo de viver.

E nossa eleite desprteza o brasil, tem vergonha de ser brasileira, se considera inferior, no fundo detesta o país e seus conterrâneos. Em outros países, a elite local sonha em ser elite mundial, em pasar a oprimir tambe´m os pobres do resto do mundo. Nossa elite foi acostumada a comodamente e covardemente, sem uma elite local  subtenente à elite mundial do Império do momento. Assi, Lula fez o projeto dos campeões nacionais, pretendendo criar nossa multinacionais, mas nosa eleite covarde e antinacionalista, traiu o projeto de país e o líder desta luta por independencia real. Síndrome de vira lata.

Não temos povo. Temos um amontoado de pessoas das mais variadas etnias que foram jogadas neste lugar distante e cruel, por necessidade pou mesmo seqeustrada. Forçados a viver aqui. os que vieram por livre escolha, nunca quiseram  viver um sonho brasieliro: queriam explorar este paisinho, enriquecer, e voltar pro seu pverdadeiro povo. 

Estes deois problemas são fruto claro do projeto de país e de colonizaçãoq eu formou o brasil: projetado e feito pra ser um colônia de exploração e nada mais que isso. Isso moldou nosso povo, nosa elite, nossa socidedade, nossa cultura, nosso suposto patriotismo.

Como e quebrar este ciclo? Como inserir nacionalismo real? Como incutir senso de união entre povo, elite sob um ideal de país?

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Caro Gy Francisco O texto de

Caro Gy Francisco

O texto de André Araújo é magnífico, além de ser um relato de quem vivenciou a era de nossa industrialização

Seu comentário é muito bom também, mas permita uma observação:

Havia patriotismo no Brasil, mas foi destruído por duas forças nefastas (verdadeiros agentes das trevas), que são complementares; e agem de modo global há 20 anos:

1 - O individualismo feroz e agressivo, pedra basilar desse neo-liberalismo selvagem que transforma em merda tudo em qu põe a mão. Esse individualismo (manifestado em sub-produtos como "meritocracia", publicações como "Você SA", indiferença para com sindicatos e outros movimentosw sociais) dizimou a consciência crítica porque responsabiliza VOCÊ (e não as condições ambientais desfavoráveis) pela sua situação. Quer dizer, vc e 14 milhões de pessoas estão desempregadas porque são incapazes e incompetentes; não porque há uma ação deliberada de política econômica para destruir a massa salarial

 

2 - Esse individualismo (e suas "vantagens") são disseminados (numa lavagem cerebral punk) 24 horas por dia, há 30 anos; por uma mídia porca e vendida (o portal Cinegnose tem várias análises das ferramentas utilizadas pela mídia para induzir esses conceitos imbecis no sub-consciente de todo mundo). Vc fica 30 anos ouvindo a arenga de que "não há outro caminho"; vem um pilantra como Armínio Fraga expor um discurso obsoleto e retrógrado de que "sem as reformas (que são feitas[há 30 anos) não vamos superrar a crise".

Havia patriotismo, sempre houve. Ele foi esgraçado por esses fatores

 

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Somebody

Comentário perfeito.

Comentário perfeito.

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Paulo F.

Nicholas Brady

Bem Andy , justiça seja feita. O plano economico que como um zumbi se nega a morrer, o Real,  tem paternidade, nem Itamar ( o padrinho local) nem FHC ( o que o abduziu). Ele deve sua existencia , de facto e de direito ao Sr.Nicholas Frederick Brady , político estadunidense que. era Secretário do Tesouro dos Estados Unidos da América nas administrações Reagan e Bush Senior. Ao criar o Plano Brady em março de 1989, deu condições reais para a redução das expectativas inflacionárias não só no Brasil, mas em boa parte dos países geopoliticamente ligados aos interesses estadunidenses.

E parece óbvio que as expectativas de déficit sempre serão crescentes, pois a população cresce ! E não só cresce , mas também envelhece, criando automaticamente uma demanda maior para os "serviços do Estado". E desta forma parece ponto pacífico que congelar o orçamento nacional cria uma camisa de força que impede a retomada do desenvolvimento e do crescimento economico nacional.

Notável que Brady , originário da Ivy League, era um POLITICO. Não essa mistificação brasileira positivista de "governo pelos técnicos".

Enfim o buraco parece ser muito, mas muito mais fundo do que a comum percepção das ruas transparece.

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Logo que Lula foi eleito mas

Logo que Lula foi eleito mas ainda antes da posse, em dezembro de 2002, Brady veio ao Brasil e queria encontrar a cupula do PT para dar suas lições. Jose Dirceu pediu a mim e ao Luciano Coutinho para recebe-lo na sede da campanha de Lula na Rua Borges Lagoa, na Vila Clementino. Brady trazia uma mensagem para Lula obedecer ao mercado na linha que todos sabem.

 

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Uma curiosidade:

Foi antes ou depois do dia 10 daquele mês? Mais direto ao assunto: Ele viajou com o ministro da fazenda já esolhido para "captar" a mensagem?

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Pão ☭ Paz ✮ Terra ☀

Meu caro, não me lembro da

Meu caro, não me lembro da data exata mas Brady pelo que eu conheço não se encontrou com ninguem do futuro governo Lula.

Ele veio ao Brasil tambem para ver seus negocios aqui, através de seu fundo de investimentos DARBY que tinha participação em boas empresas brasileiras, inclusive a Livrarias SARAIVA.

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Por um projeto nacional popular e democrático

É hora da esquerda fazer uma profunda revisão política, não só econômica. É preciso formular um projeto para o país. A direita também não tem, o que estamos vendo no governo golpista, como vimos antes nos governos Collor e FHC, é a entrega da condução econômica aos organismos internacionais que expressam os interesses do capital financeiro e dos EUA. Esta é o projeto da direita. A questão, antes de ser econômica, é política.

Nem Lula nem Dilma foram muito diferentes disso, basta ver a presença do Meirelles no governo Lula. Era um pacto: vocês mandam, a gente obedece, mas quer uns trocados para programas sociais. Pra gene ver como o Brasil (o povo brasileiro) é carente: uns trocados começaram uma revolução.

Agora, sem o PT, sem os trocados, o projeto dos golpistas é claro, como foi no governo FHC: entregar as riquezas para exploração pelo capital internacional, mantendo a condição subalterna para elites associadas (Fiesp, agronegócio e mais alguma coisa) e os privilégios das castas dos serviços públicos (juízes, procuradores, polícia federal, políticos), os serviçais do capital. O Brasil volta a ser colônia e os brasileiros, escravos.

A esquerda precisa ter um projeto nacional. Já teve dois, nunca próprios: o primeiro, desenvolvimentista, junto com Getúlio Vargas e seus herdeiros, de várias matizes, mas principalmente jotakaístas; o segundo, socialista, com os marxistas, também de vários matizes, mas principalmente stalinistas.

O socialismo é uma desgraça, porque joga a política num futuro intangível e não propõe solução para o presente, mantendo a esquerda subordinada a políticas capitalistas, esperando o futuro maravilhoso que nunca virá.

O desenvolvimentismo que vingou -- sem um projeto nacional apoiado na democracia, na vontade popular -- nos deu estradas, indústria automobilística, cidade monstruosas no mais rápido crescimento urbano mundial e a destruição acelerada do Cerrado e da Amazônia. A ditadura continuou JK e o PAC retomou a ditadura.

A esquerda precisa formular um projeto nacional e democrata.

Meio ambiente precisa estar no centro das preocupações -- ao contrário do que parece pensar Ciro Gomes, o mais lúcido político brasileiro.

Não um meio ambiente místico como o da confusa Marina Silva, mas uma política ambientalista que considera a catástrofe ambiental do século XXI.

A riqueza do Brasil sempre foi e é ainda natural. Quando o capital internacional acabar de explorar o Brasil, terá nos transformado num bagaço de laranja, cujo exemplo cabal é a morte do Rio Doce. De que mais precisamos para formular um projeto de desenvolvimento que tenha o ambiente como centro?

O projeto político da esquerda não pode promover o desenvolvimento com migalhas que caem da mesa do capital, precisa ser afirmativo.

É preciso afirmar um Estado forte para investir no desenvolvimento que contemple as necessidades populares: educação pública universal de qualidade em tempo integral, saúde pública de qualidade, transporte público de qualidade, previdência igual para todos os brasileiros, renda mínima, apoio a empresas brasileiras de tecnologia, crescimento com distribuição de renda e recuperação do ambiente.

A esquerda precisa tomar o poder, com apoio do povo, defendendo um programa de afirmação nacional e democrático, que seja um exemplo para o mundo, porque um país do tamanho do Brasil e com sua riqueza é um exemplo quando faz uma coisa certa. E alinhado não com os EUA, mas com os países capitalistas mais avançados e menos desiguais, como os escandinavos.

Esse processo só pode ser democrático, porque é preciso afirmar o Estado e o povo brasileiro. O projeto da direita subalterna ao capital internacional começa destruindo nossa autoestima, dizendo que somos um país de ladrões (quando os verdadeiros ladrões são eles), que somos um povinho desqualificado que não merece as riquezas nacionais que herdou, deve portanto entregá-las aos competentes e superiores estrangeiros. A direita subalterna não se considera brasileira, quer ser europeia ou americana. O projeto nacional brasileiro tem que ser um projeto popular e democrático. A esquerda precisa sustentar esse projeto e precisa afirmá-lo tendo o povo e a democracia como base.

 

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Calbercan

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Marcos K

Excelente artigo, Só lanço um

Excelente artigo,

Só lanço um desafio: tente enfiar um pouco dessa lógica econômica na cabeça de um neoliberal monetarista ultra-fanático. Desses, que infestam as academias e são consultados todos os dias no GloboNews, e que fazem a cabeça dos milhões de imbecis que infestam esse país de retardados.

Não vai conseguir. Para eles as suas teorias obtusas são uma questão religiosa nas quais tem fé cega. São dogmas. Eles preferem destruir o país a mudar de ideia. E mesmo depois de arruinar a economia não vã admitir JAMAIS que erraram e foi culpa deles.

Como disse: é uma questão de fé.

 

 

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Nossas escolas de economia

Nossas escolas de economia não ensinam pensar e sim oferecem formulas prontas. Se vc critica a atual politica economica a resposta é uma só: então vc quer a economia da Dilma? Na cabeça deles só existem duas opções em economia, ou Dilma ou Mirelles. ISSO É FALSO. Existem infinitas combinações de politica economica, essa a grande lição de Keynes mas para isso é preciso pensar, inovar, usar o raciocinio. Nos EUA esse percepção já é compreendida depois da crise de 2008 mas aqui ainda não chegoaram esses ventos iluministas do pensamento economico, ainda estão na fase neoliberal de Thatcher.

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Marcos K

Sim, existem várias

Sim, existem várias alternativas, nem estava me referindo a isso e nem sei de onde tirou essa ideia. Mas se a questão é entre o que ofereceu Dilma e que os ultra-fanáticos neoliberais estão oferecendo me responda com honestidade: qual você escolheria?

 

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Boeotorum Brasiliensis

não se trata apenas das escolas de economia

Em meus comentários tenho pontuado com frequência o que parece ser um ataque esquizofrênico, onde o paciente vive dissociado da realidade. Fala com empresários e executivos da indústria todos os dias e o discurso não muda "as vendas estão em estagnadas, as margens sumiram e a culpa é (adivinhe): do descalabro econômico herdado do PT, da Dilma e Lula; do peso do Estado por gigantismo, ineficiência e sanha arrecadadora: e da mão-de-bra, cara, incompetente e superprotegida. Como resolver? Continuar apostando na Pinguela do postiço, aprofundar as reformas e segurar o Dream Team no comando da Economia. Qual o maior risco? Lula, the return.

Isso não tem escola de economia que resolva, burrice não se cura na escola.

Quer um exemplo prático da burrice? Em junho estavamos com um défict primário acumulado em 12 meses de 170 bi nas contas do governo. Não há fontes de recursos expecionais relevantes, a receita ordinária está e vai continuar anêmica, as despesas do segundo semestre são maiores do que as do primeiro e não há mais onde cortar. Então por que cargas d´água alguém pode crer que daqui até 31 de dezembro é possível gerar superávit suficiente para absorver 11 bilhões?

E, quanto à afirmação de que as escolas de economia não ensinam a pensar, discordo. Sou administrador, tenho mestrado em Engenharia Econômica pela UFSC e posso dizer que lá me ensinaram a pensar. Poss não ter aprendido, mas ísso é outra coisa. Há dezenas de Universidade nos Brasil que o fazem o problema é a quem se dá voz e espaço na mídia. Isso é pinçado em meio à alguns acadêmicos da USP (grifo em alguns), setores da UFRJ, principalmente ligado ao Coppe (engenheiros que pensam saber economia) e junto às escolas onde o pensamento neoliberal é dogma como FGV/Ibre e o Insper. Contrapondo a isso, podemos encontrar ainda a Unicamp e o seu Instituto de Economia.   

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Muito boa analise. O Brasil

Muito boa analise. O Brasil está ficando para trás nos debates sobre o pensamento economico, ficamos estacionados no

Consenso de Washington, privatizações + juros altos + ajuste fiscal + meta de inflação, dogmas superados pelo "novo pensamento economico" da "flexibilidade das circunstancias", apreendida pelo FMI após o desastroso fracasso de oito anos

de ajustes ruins na Grecia. Hoje o Insitutte of International Finance, catedral do Conenso de Washington, perdeu prestigio e vale o Institute for New Economic Thinking, de NOva York, uma nova visão do pensamento economico.

A nossa atual politica é "fake", não vale nada, é receita velha e cansada, não chega a lugar nenhum.

O "dream team" é um desastre completo, Meirelles é um saco de vento, Goldfajn é adorador da moeda como um fim em si mesmo, Mansueto quer ser serviçal aos mestres da Casa Grande, que "time do pesadelo" ou "time do butim Focus",

o simbolo dessa gente é o XP Investimentos, o anuncio mais macabro e tenebroso da historia da propaganda brasileira.,

um negocio que não produz um pé de alface e foi vendido por seis bilhões, um simbolo do afundamento da economia

brasileira, hoje um jogo de luzes chinesas, atrás da cortina não há nada.

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C.Poivre

Economia russa cresce sob sanções dos EUA

Enquanto isso a economia russa cresce mais rápido do que nunca, segundo o diário alemão Frankfurter Allgemeine Zeitung:

 

https://mundo.sputniknews.com/economia/201708131071534562-economia-rusa-...

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Sérgio Lamarca

Parabéns, AA pelo excelente

Parabéns, AA pelo excelente artigo.

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Caro André,    Excelente

Caro André, 

 

Excelente artigo. 

Apenas um comentário. 

O item 1 é complicado de se executar devido, principalmente, a um fator, que se chama INDEXAÇÃO. 

Isso, essa inflação de contratos, que o real não eliminou, talvez deliberadamente, garante, no dia seguinte a qualquer retomada da economia ou mesmo a qualquer aumento grande de investimento ou emissão de moeda, que a inflação volte forte, fortíssima, pois ela é retroalimentada por.....ela própria. É um absurdo completo. 

Outro ponto é o atual imenso poder de TCUs, TCEs, MPU e etc, da vida. Que garantem que o País não poderá ter grandes investimentos em obras de infra-estrutura. 

Ou seja, na minha visão, para se implantar o seu modelo de Governo, que talvez seja algo que o Ciro e o Professor Bresser-Pereira vem proponto, teria também que serem implantadas, ainda que concomitantemente esses dois pontos que comentei. 

 

Mudando de assunto, creio que seria interessante uma iniciativa, seja sua ou do blog, uma compilação de artigos para a edição de um livro. São tantos temas interessantes, sejam históricos,de poder, de economia, que não deveriam se perder. 

Abraço

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Meu caro, concordo com vc, as

Meu caro, concordo com vc, as instancias de controle NÃO podem ter o poder de parar obras. Auditem  os contratos MAS não podem interromper obras por isso causa um caos e aumento de custos muito maior do que qualquer irregularidade, Quanto se para uma obra o canteiro não pode ser fechado e a folha de salarios continua a ser paga. Belo Monte foi interrompida mais de DEZ vezes, isso duplicou o custo, ´uma loucura total, hoje qualquer autorizade pode interromper uma mega obra, isso não logica em pais algum do mundo.

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evandro condé de lima

Prezado

Tendo em vista tua memória enciclopédica, por que não aproveitar, já que falou em obras e governos militares, e mostrar o que se gastou em obras gigantescas também naquele período - e que se estenderam. Que me vêm à cabeça rapidamente, Ferrovia do Aço, Transamazônica, Tucuruí.

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Severino Fernandes

Sem dúvida alguma, essa

Sem dúvida alguma, essa postura suicida de Tribunais de Contas (sic) e do Ministério Público (sic) em nada ajudam o Brasil a encontrar novos rumos. Ao contrário, afundam-nos cada vez mais...

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J.marcelo

André vc é o único q desde o

André vc é o único q desde o começo desta política econômica do Meireles denuncia q não ela não vai resolver é nada e q ela é maldosa,mas parece q ninguém dá atenção,vc está cantando a bola faz tempo, todos aceitam,até os mais entendidos ficam omissos,QUE PAÍS DOENTE (mas o amo!)

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Meu caro, agradeço o

Meu caro, agradeço o reconhecimento, na verdade já venho registrando a má politica do AJUSTISMO e das METAS DE INFLAÇÃO desde a gestão Joaquim Levy, que já era uma previa do Meirelles.

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A proposito, apenas uma

A proposito, apenas uma lembrança, JOAQUIM LEVY, ex-Ministro da Fazenda e ALEXANDRE TOMBINI, ex-Presidente do Banco Central até 2016, , os DOIS, estão morando em Washington, foram para lá dias depois de largarem os cargos, é IMPRESSIONANTE, o Levy com emprego no BANCO MUNDIAL e o Tombini no FUNDO MONETARIO.

Aliás os dois são criaturas do "Consenso de Washington", os atuais se e quando cairem provavelmente voarão para a matriz, onde os dois já moraram, o Brasil será sempre uma escala de passagem para os "economistas de mercado".

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Octavio Pires 1

reservas do país

Afinal, quem e de que modo, são controladas as reservas internacionais?

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As reservas em moeda

As reservas em moeda estrangeira conversivel pertencem ao BANCO CENTRAL e não ao Tesouro, estão no balanço  do Banco

Central como um ativo, estão aplicadas basicamente em titulos do Tesouro dos EUA , ouro (pouco) e depositos no Fundo Monetario Internacional que podem ser sacados a qualquer momento., hoje estão em US$387 bilhões.

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Eugenio Nonato

LA VEM NOVAMENTE O ANDRE

LA VEM NOVAMENTE O ANDRE ARAÚJO COM A MESMA CANTILENA DE SEMPRE.

O que acaba com a credibilidade deste POST é o imenso BURACO NEGRO DE 8 ANOS DO GOVERNO LULA.

Oras a crise foi provocada pelo Plano Real e pela Dilma.

Se o Plano Real foi um equívoco, PORQUE LULA NÃO OS CORRIGIU?

Porque ele colocou a gerenta Dilma pra fazer tudo errado?

Pode pegar todos os post do André. ele fala de FHC e da Dilma, Lula é um grande Buraco Negro.

Aí, com o país em crise por causa do governo catastrófico da DILMA ele quer que o Temer corrija o país em 1 ano?????

16 anos o PT estragando tudo e quer que o Temer faça o conserto em 1 ano?

É isso?

O que um governo de transição pode fazer em 1 ano ou 2?

Pelo menos deixar a inflação controlada, os juros em patamares civilizados e o país fora da recessão.

O resto é pro próximo governo.

Quando o IBGE anunciou uma significativa queda do desemprego há 2 semanas atrás o Andre disse que foi algum erro.

Depois o CAGED divulgou a criaçao de 40 mil empregos com carteira assinada que sequer foi noticiado no GGN, que é um jornal que só se interessa em dar notícias negativas do governo Temer.

Pela primeira vez em 2 anos o setor de construção civil voltou a contratar mais do que demitir.

Fundos imobiliários baseados em aluguéis de shoppings e lajes de escritório estão reportando diminuição da inadimplencia e vacancia em seus imóveis. Cotações de grandes contrutoras em alta nas bolsas.

Setor de varejo, Riachuelo, Magazine Luiza, Americanas, Submarino, Hering, Portobelo todos reportanto aumento das vendas.

André, não dirija olhando pelo retrovisor. O Bonde do Brasil é capaz de passar por cima de você.

Una, André, o antigo com o novo, e não apenas critique o novo.

 

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Cara o que vc fumou para te

Cara o que vc fumou para te deixar tão doido?

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Jackson da Viola

..................

I social media danno diritto di parola a legioni di imbecilli che prima parlavano solo al bar dopo un bicchiere di vino, senza danneggiare la collettività. Venivano subito messi a tacere, mentre ora hanno lo stesso diritto di parola di un Premio Nobel. È l’invasione degli imbecilli”.

 

 

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Paulo C Teixeira

QUEM bota o guizo no pescoço

QUEM bota o guizo no pescoço da onça?

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O globo

Carrefour Brasil tem queda de 3.4% no lucro do segundo trimestre.

Folha : Afundado em dívidas consórcio que administra Viracopos vai devolve-lo ao governo.

Exame : Ford demite mais de 300 trabalhadores em São Bernardo.

A 40 mil empregos por mes levar-se-á, como quer o Michel, 25 anos para repor 12,5 milhões de desempregados.

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Meu caro, não estou isentando

Meu caro, não estou isentando o Lula e nem achando que o Temer vai corrigir o rumo em pouco tempo, apenas registro que erros da politica economica são muito mais antigos do que parecem.

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Eugenio Nonato

Desculpe meu post ter

Desculpe meu post ter parecido ofensivo a você, que é uma pessoa que eu, sinceramente, admiro.

Mas é que jamais vi uma crítica sequer sua ao governo Lula.

Você falou do Tombini e do Levy, mas o Meirelles foi presidente do Banco Central por 8 anos, durante o governo Lula, e o próprio Lula no pior momento de aperto da Dilma, recomendou a ela pegar o Meirelles para ministro da Fazenda.

Quando um avião está caindo, a melhor notícia do mundo é o piloto informar que ele conseguiu estabilizar o nivel de voo do avião e essa meta foi atingida pelo governo Temer.

Se você for um paramédico, e estiver atendendo um acidentado, a primeira coisa a fazer é manter o paciente vivo, respirando, cuidar do ESSENCIAL, para depois as equipes de resgate tirarem o acidentado das ferragens e transporta-lo até um hospital.

Temer é um piloto que conseguiu deter a queda do avião, e um paramédico que estabilizou um acidentado e ele até abriu os olhos e consegue agora até andar sozinho.

Selic já está na casa de 1 digito, 9,25%, e a sinalização e consenso do mercado é que ela chegue, até o final do ano a 7%.

Isso está impactando os balanços degrandes empresas empresas pela expressiva diminuição de despesas financeiras. Repondo as margens de lucro, diminuindo a alavancagem, e permitindo a volta dos investimentos.

Se com a selic em 10% no último trimestre a situação era essa, imagina quando ela descer para a faixa dos 7%?

E agora, mudando um pouco de assunto, o CAGED mostrou que o emprego está retomando. Você ainda vai negar os numeros do IBGE ?

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trovinho

A Virgínia Confederada é Aqui!

As dinâmicas sociais têm força e podem ser dialeticamente virtuosas mesmo numa formação social escravocrata. Peguemos o exemplo da colonização da região de Americana em São Paulo que recebeu cerca de 300 famílias de imigrantes escravocratas tangidos pela perda da Guerra de Secessão nos EUA. Eles tinham uma visão selvagem dos pioneiros colonizadores escoceses do sul dos EUA – a madrinha de meu irmão, uma Mac Knight oriunda dali, acreditava na história que seus tios contavam de que os negros choravam de tristeza com a derrota confederada que ceifou um terço de seus jovens amos, levados pelos mesmos ideais medievais nazistas que, nessa semana, mostraram a cara. Antes da guerra civil, da Virgínia ao Texas, os escravocratas forneciam algodão para ser processado pelos impérios inglês e francês; mas, ao encontrarem estímulos, como a ferrovia Paulista e os canais maçônicos, tornaram-se pioneiros em inverter o lucro da melancia, cana e algodão em equipamentos agrícolas e de tecelagem, fundando a indústria têxtil e de implementos, para processar o algodão aqui, dando àquela região base para uma riqueza industrial só destruída pela abertura indiscriminada neoliberal “collorida”. Nessa época, o desemprego grassava à taxa de 5000 ao mês na região, sendo que nem mesmo essa favelização genocida sensibilizou os “coxinhas”, como não sensibiliza agora. Pensando bem, a idiotia de nossa classe dominante e seus alucinados apoiadores tornou verossímil a história que os parentes de “tia Belinha” contavam sobre os negros que choravam revoltados contra a própria libertação!  

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Bobby Jr.

Indústria 4.0

Refletindo sobre mais um texto essencial do André Araújo, pensei a respeito da nova revolução industrial, com automação extrema e eliminação de grande parte dos empregos industriais.

Acompanhem meu raciocínio e vejam se faz sentido (feedback de qualquer tipo é mais do que bem-vindo):

Em um contexto de automação quase total e espalhada pelas economias mais avançadas, há uma redução de custo generalizada e uma uniformização da cadeia de valor das empresas, inclusive entre empresas de ramos diferentes.

Numa situação dessas, como gerar diferencial competitivo?

Só existem duas formas: melhoria no atendimento ao cliente (aftersales), que atualmente já é commoditizado e terceirizado para "Atentos" da vida, ou reduzindo o poder de barganha de fornecedores de matéria-prima.

Esse barateamento/sucateamento + desindustrialização de países como o Brasil, Ucrânia e Venezuela se encaixa perfeitamente em uma estratégia de enfraquecimento/incorporação de fornecedores de matéria-prima, ao mesmo tempo em que ergue uma barreira de entrada gigantesca para empresas de economias emergentes: o erro de deixar a China se tornar um monstro é algo que definitivamente não vai se repetir...

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aço

Quando eu era criança pequena, me diziam que a famigerada dívida externa com que tinhamos pesadelos todas as noites, tinha sido contratada para fazer as obras de infraestrutura indispensáveis para que um dia o Brasil fosse grande.  Essa infraestrutura era a Vale do Rio Doce, as fábricas de aço da Siderbrás, a Petrobrás, etc. Depois falavam que era preciso esperar o bolo crescer para depois dividir.

Hoje as fábricas de aço foram doadas para particulares. Pior, A COSIPA, outrora gloriosa (4,5 milhões de toneladas de aço/ano), já desativou a sua máquina básica, ambos alto-fornos. Junto a estes suas aciarias. Fazer aço para que? Produto sem nenhuma aplicação ou utilidade! mais barato comprar da China!

Vemos que o bolo cresceu e está sendo dividido. Entre os mesmos. O povo? daqui a pouco não vai ter mais panelas para bater. Para preservar o seu ódio de classe vai abrir mão até do território nacional!

...Aqui no Brasil varonil todos, até os próprios, odeiam os pobres! 

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PêTê

http://hariovaldo.cartacapital.com.br/site/2017/08/11/o-importante-e-que...

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O Império assim o ordena

Excelente artigo, caro Araújo. Porém faço um comentário:

Todo este desmonte criminoso de nossa indústria, vem ordenado antes de mais nada de fora, do Império Americano. foi facilitado, pois nossos políticos de direita, se vendem fácil, mas o Império assim o exigiu, e caso não fosse atendido, provavelmente, teriam feito sanções, embargos, ou até mesmo estariam falando em invasão ao Brasil, como estão falando da Venezuela.

Isto porque, o Brasil, de dimensões continentais, tem tudo para se tornar uma potência, com autonomia econômica plena e poderia até fazer frente aos EUA, fato que eles conhecem muito bem, e tentam evitar a qualquer custo, asfixiando nosso desenvolvimento. Um país como o Brasil, com muita terra fértil, com clima bom, sem terremoitos, sem furacões, sem tsunamis, sem guerrras, tem oportunidades imensas de se tornar uma potência, o que os EUA não querem de maneira alguma, tão perto de sua esfera de influência.

Todos os países grandes na esfera de influência direta dos EUA, com o Canadá por exemplo, acabam por ter de se contentar em serem meros coadjuvantes no cenário internacional, se tornam apenas exportadores de matérias primas que faltam ao Império. Os EUA provavelmente tem os mesmos planos para nós.

Lamento dizer, mas ninguém até hoje venceu os EUA. O que eles determinam, ninguém contesta por muito tempo. Os países que os americanos permitiram que se desenvolvessem, era por um propósito específico, como a Coréia do Sul ( para rivalizar com a Coréia do Norte ),  A Alemanha ( Ocidental ) para rivalizar com a alemanha oriental comunista , O Japão ( para rivalizar com a China Comunista ). Os EUA não dão ponto sem nó.

Para América Latina e África, simplesmente, os EUA não vêem motivos para permitir um desenvolvimento a ponto de seus países se tornarem potências, e ameaçar a hegemonia de seu Império.

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Ze Guimarães

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Paulo C Teixeira

O mais interessante é que

O mais interessante é que para países como a Coréia do Sul, os americanos, através do General MacArthur, impuseram políticas públicas semelhantes às que sonhamos implantar aqui e eles não deixam: uma reforma agrária radical, planejamento quinquenal com ênfase na industrialização e na educação universal e de qualidade, tudo financiado por um banco semelhante ao nosso BNDES. Eles sabem muito bem do que precisamos, mas os nossos coxinhas parece que não sabem...

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Eles tem privilégios e nós não

Exatamente, caro Teixeira.

Como eu disse, a Coréia do Sul pode, pois os americanos deixam. Nós não podemos, póis os americanos não permitem.

A difernça é que a Coréia do Sul nunca tentou entrar para o BRICS, o que os americanos consideraram uma traição sem tamanho, uma vez que os americanos são arqui inimigos de Rússia e China.

E a Coréia do Sul tem algo valiosíssimo que os americanos precisam : São aliados em caso de uma guerra atômica com a Coréia do Norte. Os EUA precisam de um aliado militar forte e com economia robusta. Os americanos vềem na Coréia do Sul uma base militar aliada.
 

E nós o que temos para entregar aos EUA ? Petróleo... Soja... Carne bovina... coisas que os EUA podem nos forçar a vender,  pelo preço que eles quiserem, bastando algum político comprado por eles aprovar alguma lei aqui. Coisas de pouco valor. Cooperação militar isto sim, é de extremo valor para o Império.

Nenhuma ameaça nuclear aqui na América do Sul, por isto não temos tanto valor assim para o Império. Por isto eles bloqueiam nosso desenvolvimento, para que não possamos nos tornar uma potência e tirar o sono deles.

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Ze Guimarães

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evandro condé de lima

Se me permite

O dito complexo de barata que nos é atribuído inclui, em meu parco entender, em acreditar que nossas mazelas são devidas a um império externo, como fôssemos incapazes de nos auto destruirmos. Um pouco de história veremos o que fizemos em 500 anos sem precisar dos americanos. Só para lembrar, como disse amigo meu, a escravidão só acabou - oficialmente- quando deu-se às empregadas domésticas os mesmos direitos de um trabalhador comum.

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Se me permite

Caro Sr. Lima

Permito, e até concordo que somos capazes mesmo de nos auto destruirmos. Mas percebo que o Sr. não deve conhecer o telefonema que Lula e Dilma receberam de Putin, alertando-os sobre um golpe que se aproximava .

Não só Putin, mas Erdogan, os avisou, antes de 2013. Não deve conhecere também a história da embaixadora americana que assessorou o golpe no Paraguai, e depois veio para o Brasil, assessorar nosso golpe.

O golpe viria mesmo que todos os brasileiros fossem patriotas e não se vendessem. Mesmo que os EUA precisassem invadir isso aqui e dar um sossega leão em  todo mundo, tenha certeza de que eles fariam.

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A critica aos 500 anos de Brasil não procede. O século XIX foi marcado por um dos Imperadores mais abolicionistas que já viveram neste país, Dom Pedro II. Naquela época eramos mais poderosos militarmente  do que os EUA, eramos a quinta maior economia da Terra, e a maior do hemisfério Sul.

Quase todo o século XIX foi de batalhas em prol do povo, criação do banco do Brasil, de Universidades, Lei Áurea, etc, o país ia bem, até que depuseram dom Pedro II. Realmente naquela época nosso maiores inimigos eram apenas nossa elite. Se pudessemos marcar uma data na qual a nossa elite em quase unanamidade passou a trabalhar contra seu país foi a proclamação da república.

 

Até a década de 1960, os EUA pouco interviram em nossos golpes de Estado. Mas hoje não é assim, os EUA realmente não toleram que lhes desafiem a autoridade. A nossa  elite continua no mesmo nível de quando depôs Dom Pedro II, mas agora obedecem ordens do Império

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Ze Guimarães

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evandro condé de lima

Grato pelo comentário

Realmente não sabia dos telefonemas, quanto a termos um poderio no império este era a base de quê? Com certeza não era devido a nossas indústrias. Pedro II foi um ponto fora da curva - vá la´, Mauá também, mas como você mesmo confirmou, demos conta de nós mesmos.

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Dom Pedro II Herói Nacional

Caro Sr. Lima

Lula e Dilma receberam os telefonemas de Putin alertando-os de que o golpe viria de fora de nosso país - leia-se EUA - e mesmo assim nada fizeram, não levaram a sério.

Ao contrario de Evo Morales, que expulsou a embaixadora dos EUA logo que ela chegou à Bolívia- a mesma que esteve no Paraguai ajudando a derrubar Lugo e no Brasil, assessorando a derrubada de Dilma - por isto Evo está no poder até hoje.

Nossa elite são sim contra o país, mas são a parte mais fácil do problema, a mais difícil vem de fora.

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Sobre Dom Pedro II, um post que fiz há pouco tempo

A Beleza, Elegância e o Capricho do século XIX

A Novela “ Novo Mundo “ nos remete ao século XIX no Brasil.

O Esplendor do Brasil Imperial no século XIX:

O século XIX é marcado pelo extremo recato das mulheres e dos homens.

Esteticamente, tudo naquele século era marcado pelo extremo capricho, e esmero, evidente nas construções e arquitetura, nas roupas, na etiqueta social esmerada. Beleza no mobiliário, nos pratos e talheres. A beleza e elegância em tudo o que faziam ou criavam era questão de extrema importância.

Era fácil ao Brasil ser potência, pois tinhamos 10 milhões de habitantes no começo do século XIX, e 20 milhões no final do século. Por isto defendo um controle de natalidade voluntário no Brasil hoje, pois é mais fácil administrar um estado de pequena população.

Economia a base de exportação de café. A marinha brasileira era equiparável a marinha britânica, a maior do mundo na época. Nossas Forças Armadas eram mais poderosas que a dos EUA, que aliás só virou potência após a segunda guerra mundial.

Foi uma época de grandes escritores, como Machado de Assis. De grandes e heroicos Estadistas, como José Bonifácio de Andrada, o Patriarca da Independência. De mulheres heroicas como a Imperatriz Leopoldina, a verdadeira artífice de nossa Independência de Portugal. Muito do que o Brasil produziu de melhor, em todas as áreas veio desta época. Como pano de fundo, a Moral e os bons costumes, não estes de aparência apenas, mas também legítimos, vividos por pessoas de valor.

Haviam pouquíssimos divórcios.

Havia confiança entre as pessoas, a tal ponto que negócios eram fechados apenas pela palavra de um comerciante.

Não se ouvia falar em corrupção, nem em escândalos.

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Havia naquele século baixíssima criminalidade, os rios eram limpos a tal ponto que se costumava nadar no rio Tietê, e a maior parte do país ainda era coberta de matas.

Quase não haviam favelas
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Dom Pedro II

Nada mais natural que numa época em que um povo tudo fazia com capricho e esmero, que tivessem também o melhor Governante de todos os tempos deste país.

Dom Pedro II, filho da Imperatriz Leopoldina, que foi a responsável direta pela Independência do Brasil. Leopoldina foi uma Imperatriz imensamente amada pelo povo brasileiro.

 “A infância e a adolescência do monarca Dom Pedro II passaram-se numa severa disciplina, na finalidade de forjar, mediante o estudo e a educação, um ‘príncipe perfeito’, diferente em tudo o que tinha sido seu pai”

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No final do Século XIX o Brasil era uma das maiores economias do mundo, e a maior do Hemisfério sul . O Brasil ainda era Primeiro Mundo. Dom Pedro II era abolicionista e foi um dos melhores governantes que o Brasil já teve, tendo alta popularidade entre o povo.

Muitas realizações foram iniciativa de Dom Pedro II, criação do Banco do Brasil, da Previdência, de Colégios e Escolas. Dom Pedro II quase sempre indultava a pena de morte, quando alguém era condenado. No fim do Governo de Dom Pedro II, o analfabetismo havia diminuido drasticamente.

Sobre o seu governo, o Brasil se transformou de um estado à beira do colapso em uma potência emergente, respeitado no cenário internacional

O país se diferenciou das outras nações latino-americanas por sua forma de governo monárquica e a sua grande estabilidade política, de 1848 até o golpe que exilou o imperador do poder e deu início a um conturbado período na história brasileira, a Primeira República.

O Imperador era visto como Herói, um modelo de cidadão, um monarca bondoso e a fonte da unidade e bem-estar nacional.

Ele cresceu gradualmente dentro do Brasil ao longo das décadas para vir a representar o arquetípico governante benevolente, modesto e eficiente que se preocupava apenas com o bem-estar de seu país.
Além da prosperidade e modernização que Pedro deixou ao Brasil, também houve um legado de valores políticos e pessoais.

" Sentimentos surpreendentes de culpa após a deposição do Monarca foram manifestados entre os republicanos e eles tornaram-se cada vez mais evidentes com a morte de Pedro II durante seu exílio na em dezembro de 1891.A chegada no Brasil da notícia sobre a morte do imperador "despertou um genuíno sentimento de pesar entre aqueles que, embora não simpatizantes da restauração da monarquia, reconheciam tanto os méritos quanto as realizações de seu finado governante".A derrubada da monarquia ainda estava fresca na lembrança dos brasileiros, a qual se adicionou um sentimento de remorso sobre aquilo que era visto como um exílio injusto seguido por um fim solitário. Alguns republicanos "reconsideravam o longo banimento e ponderavam sobre a severidade da atitude".Até mesmo eles achavam que Pedro II merecia um fim melhor, com a nostalgia espalhando-se enquanto esses "começavam a ver na época Imperial um tempo feliz, uma era de ouro, perdida para sempre".Os novos governos começaram a enxergar o Império do Brasil com mais tolerância e suas realizações consideráveis foram abertamente reconhecidas. Estava aparecendo "um sentimento de que uma vez houve uma época em que o Brasil era mais respeitável, mais honesto e mais poderoso". (fonte: wikipedia )

A causa do golpe de Estado que depôs Dom Pedro II foi a abolição da Escravidão, a assinatura da Lei Áurea. A nossa elite, já começava naquela época a inaugurar um vício do qual não nos livramos até hoje, de depor presidentes honestos, que estavam lutando pelo bem da Nação e por no lugar, patifes, que só pensam em si mesmos e até agem contra o país. Motivados por mesquinahrias, por orgulho criminoso, e egoismo feroz, nossa elite abortou naquela época um futuro glorioso que nosso país poderia ter tido, se não dessem o golpe de Estado. Se fossemos destacar um ponto onde o Brasil começou a se desviar da rota certa, este ponto foi este, da deposição de Pedro II, daí por diante, salvo raras excessões, como JK, ou Vargas, o país foi dominado por uma elite na qual o interesse próprio viria sempre antes dos da Nação. .

 

Quando Dom Pedro II faleceu em seu exílio, dormia e estava com semblante de tamanha serenidade, tranquilidade e paz interior, que duvidaram que ele pudesse estar morto.

O governo de Dom Pedro II é considerado entre os melhores e a sobrevivência do país no século XIX é resultado direto de sua competência como imperador e administrador.

Quanta diferença entre dom Pedro II e a maioria dos que lhe sucederam no governo, depois ! Nunca mais tivemos um Governante como dom Pedro II.

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Ze Guimarães

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ciro medeiros

Esse comentário diz tudo;

Esse comentário diz tudo; daria um ótimo texto...

 

quanto ao Canadá: é um país continental, mas tem menos 40 milhões de pessoas (e é parte da Commonwealth - leia-se: serve de base territorial e reserva de recursos humanos e naturais para as multinacionais anglo-americanas);

quanto à Austrália & Nova Zelândia: menos de 30 milhões (e é parte da Commonwealth...)

quanto a Escandinávia: menos de 30 milhões também;

quanto aos países da Europa Central (ao sul da Alemanha): tem umas poucas dezenas de milhões habitantes (juntos); o mesmo para Bélgica, Holanda e outros países desenolvidos de peso geopolítico menor.  

 

De modo geral, os países desenvolvidos são aqueles que não tem população suficiente para fazer frente ao Império das multinacionais do Eixo City-Wall Street, ou, como bem dito pelo comentarista, foram estimulados a se desenvolver por razões geopolíticas específicas. 

Há algumas excessões: França, por exemplo, é um império antigo e dotado de bomba atômica; Itália é um quasi-império antigo e um tanto cambaleante, mas eles não chegam perto do pontencial do Brasil e, "pior", da América do Sul, como um todo.

Como Sul-Americanos, temos 400 milhoes de habitantes e as condições naturais mais favoráveis do mundo; nosso continente poderia ser uma "grande ilha" do ponto de vista estratégico-militar (similar ao que é os EUA enquanto o México for fraco, uma vez que o Canadá é uma extensão da City) e poderíamos, ainda, sermos o melhor player para se aliar aos países da África Austral, sinergizando nosse desenvolvimento com o boom populacional e o desenvovimento deles - uma sinergia que poderia se estender ao resto da África Subsariana.

Isto significa que nós estamos condenados a sermos eternamente vistos como um dos piores rivais do Eixo; e se levarmos em conta que a Rússia e a China tem potenciais nulos no que tange a soft power, nós passamos a ser o pior rival em potencial para as multinacionais anglo-americanas - eles irão nos sabotar sempre.

Portanto, estamos condenados, enquanto Continente, a sermos uma super-potência ou nada.        

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Exatamente.

Exatamente, caro Sr. Medeiros.

Faço alguns comentários adicionais ao seu comentário:

Estariamos condenados ao sub desenvolvimento " para sempre", não é bem a frase. Nada é para sempre, o Império romano durou milênios, mas acabou um dia, o mesmo se diz dos Impérios atuais que nos dominam. Mas os EUA são fortes e também  podem durar milênios ainda. E com certeza não seremos nós que os derrubaremos, pois geralmente um Império rui de dentro pra fora.

A França é poderosa, por questões estratégicas do interesse americano. Na segunda guerra mundial os EUA ficaram convictos de que ter aliados como França, Inglaterra na Europa é um bom negócio. No caso de uma terceira guerra mundial dos EUA com a Rússia, a França, e a Inglaterra, como aliados dos americanos fariam um " tampão " que atrasaria os russos até os americanos se prepararem o suficiente para a guerra.

Canadá e Austrália, com populações pequenas não incomodam os EUA. Servem mais como bases americanas e como fornecedoras de matérias primas ( O Canadá produz madeira e petróleo, e a Austrália produz Carvão ).

Se os EUA pudessem, transformariam todos os países do globo em perfis similares aos do Canadá e Austrália, pequena população, sem grandes  expressões militares, enfim, satélites da economia americana. Países medíocres na política, mas com alta qualidade de vida. São quase que estados dos EUA de tão submissos que são.

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No momento o que melhor poderíamos fazer é tentar nos enquadrar nos perfis de " Canadá e Austrália " mesmo. Reduzir população, através de controle de natalidade voluntário, talvez até uns 20 milhões de habitantes, prosperar nas empresas que os americanos permitirem aqui. É a lei da flexibilidade. Você se adapta aos golpes do adversário, para sobreviver.

Com menos população, não há margem para desemprego. Se o país diminui sua população, a reação da elite é quebrar mais empresas, para voltar a elevar o desemprego, aí reduzimos a população de novo com controle de natalidade voluntário, chega num limite, que eles não tem muito mais o que quebrar, então o desemprego estabiliza em níveis baixos. E o salário sobe.

Se tivermos sorte teremos a qualidade de vida de Canadá e Austrália, se tivermos azar, teremos a qualidade de vida do México; Se tentarmos a rebeldia, teremos o destino da Líbia, ou do Iraque, arrasados quase que por completos.

Vivendo nas barbas do Império não dá pra pensar em rebeldia ou atitudes impensadas. Talvez um dia, daqui a milênios quando o império se for, isto seja possível.

Talvez, se estivessemos no lugar dos americanos, faríamos o mesmo que eles fazem, um Império vive com medo e paranóia de ser atacado, e tenta desarmar todos que estão perto.

 

Como dizia Saruman " Contra a força de Mordor, não pode haver vitória ".

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Ze Guimarães

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Mauro Silva 2

Opa!!!

O autor, finalmente, faz um elogio à política​ getulista de industrialização.
Só um país como o Brasil poderia executa-la. não fosse o golpe de 64 e todos os bandidos que tomaram o controle do Estado desde então, o Brasil, hj, teria PIB maior que o dos EUA e China.

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Sobre a Vale, André, agora terminam o que FHC começou:

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Alerta: Golpe “reprivatiza” Vale, agora desnacionalizada

Por Romulus

Golpe: numa tacada só os gringos passam a ter METADE dos votos na Vale!

Evidentemente, os seus interesses convergem com os do Bradesco, outro grande acionista:

·                Corte de custos;

·                Maximização dos lucros e do pagamento de dividendos no curto prazo;

·                Investimentos apenas nas atividades mais lucrativas, de rápido retorno.

E, assim, juntos, formam a maioria!

*

- Espoliação do futuro do Brasil

Tudo isso, é claro, desconsiderando:

·                Interesses de longo prazo da empresa;

·                Interesses econômicos e estratégicos do Estado brasileiro.

·                Interesses dos trabalhadores e das comunidades afetadas pelas atividades da empresa.

Em suma: como adiantado no título, é o golpe da “reprivatização” desnacionalizante.

 

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Paulo F.

pregando no deserto

Em um país no qual a atividade política foi devidamente criminalizada, e as polianas (com mestrado e doutourado nos paises centrais, subsidiados pelos "humanitários") insistem em entregar qualquer resquício de soberania nacional, via "acordos cooperativos" como exemplo, Andy voce soa co João Batista: pregando em um vasto deserto!

Retrocedemos celeremente aos anos pré-Vargas, estamos na iminencia de retornar a ser o "Fazendão".

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O milagre

Então o milagre brasileiro dos anos 70 tenha veio através de políticas de proteção a industria nacional que começaram bem antes dos anos 60?

Se for assim, os resultados serão terríveis agora, assim como no pós era Colllllor que se estendeu até fhc parte 2 com desemprego maciço de engenheiros. Tudos isso pelo desprezo com a industria nacional.

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ze sergio

o milagre....

Caro Marcelo, está completamente certo. Caro sr. André, sobre o dólar está equivocado. A dolarização da Economia, cerne do tal Plano Real, que insistem dizer que não existe, se fosse apenas para facilitar a importação de produtos, traria Preços Baixos e Competitividade ao Brasil, com aumento de qualidade e maior Poder de Compra dos Salários. Absolutamente nada disto aconteceu, porque não era este o foco da dolarização. Nunca se baseou em preços baixos do dólar. Baseou-se em lastrear os preços em dólar e saber em qualquer canto do Globo, o quanto as multinacionais estavam ganhando em preços reais e instantâneos. Não existe Economia sem Politica. E nos dois nos sujeitamos Anão Diplomático. Falamos da Coréia. A Coréia é uma escrava dos EUA, que teve que se submeter a ter seu território dividido entre este e a China. Ou o Japão? Outro escravo, que não compra um "clips" sem autorização do 'Dono'. A Rússi, a Coréia do Norte ou China ameaçam o Japão ou a Coréia do Sul (como se houvessem 2 Coréias), quem responde é o 'Dono' Yankee. Vamos ser realistas. Impor nossa Economia, impondo nosso peso. Não somos Guatemala, Uruguai ou Costa Rica. Vamos dar cérebro a este Elefante. Mas como impor sua vontade, se nossa Elite é contra a Industrialização, o Nacionalismo, a formação de Classe Média através de salários ( que necessitam de Empregos e por consequência de Indústrias e Comércio, que alavancaráo nível educacional e formação profissional), da Meritocracia (sem a qual não existe a competitividade, o desenvolvimento profissional, tecnológioco e industrial)? Ou seja, desde o início amarramos as próprias pernas e mesmo assim falamos em ganhar a corrida. É Surreal!! O Brasil se explica. E se lamenta.          

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O Plano Real existiu e

O Plano Real existiu e continua existindo PORQUE está lastreado em um DOLAR barato, que sufoca a industria nacional,

permitindo a importação em grande escala de macarrão italiano, pasta de dente do Mexico, chocolate belga,, café da Italia, ervilha da França, tecidos da China. A industria textil brasileira tinha em 1990 cerca de 700 fabricas, hoje tem 50, uma industia que empregava muita mão de obra.

O DOLAR BARATO só é possivel com uma politica de JUROS ALTOS que atraem capital especulativo do exterior.

Foi o PLANO REAL que barateou artificialmente a importação e liquidou com 2/3 da industria nacional e 10 milhões de empregos. No ABC paulista existem hoje 600 galpões vazios, onde em cada um existia uma industria.

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