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Petrobras, a privatização branca, por André Araújo

 
Petrobras, a privatização branca
 
por André Araújo
 
A Petrobras foi criada em 1953 como um projeto de País, após  grande batalha política que mobilizou a população e o Congresso.
 
O objetivo era conseguir autonomia em petróleo, setor que até então era dominado pelas importadoras e distribuidoras estrangeiras Esso, Shell, Texaco, Gulf e Atlantic, antes havia também a Anglo Mexican, que foi grande fornecedora de gasolina ao Brasil nos anos 30.
 
O projeto foi portanto desde seu início estratégico e não financeiro, não havia ainda ideia da existência de grandes reservas de petróleo no País, a visão geral é a de que não havia jazidas importantes mas uma empresa estatal poderia ao menos fazer importação, a tancagem e o refino no País, que até então importava o combustível refinado, era o maior gasto em divisas de nossa balança de importação, sob controle exclusivo das "majors".
 
Ess DNA da Petrobras é histórico e parte da sua inspiração vinha da nacionalização do petróleo mexicano em 1938 pelo Presidente Lazaro Cardenas com a constituição da PEMEX, primeira estatal petrolífera do mundo.
 
A Petrobras manteve esse papel estratégico durante toda sua história, reforçado no governo militar de 1964 quando se deu  grande expansão através da construção de grandes refinarias, vasta rede de oleodutos, formação de uma frota de petroleiros, as primeiras incursões internacionais na América Latina e Oriente Médio, entrada na área petroquímica e especialmente pela pesquisa de petróleo no mar, todas realizações na época do regime militar, quando a Petrobras quadruplicou de tamanho, entrando em novos setores.
 
Os militares, especialmente no Governo Geisel, atribuíram enorme importância à Petrobras, a ponto do próprio General Geisel ter sido presidente da empresa. Nesse período a Petrobras tornou-se também a maior cliente da indústria nacional de equipamentos, sendo indutora da criação de novas fábricas e produtos pela primeira vez produzidos no Brasil.
 
A completa descaracterização do papel estratégico da Petrobras se deu no Governo FHC.
 
A política econômica desse governo aderiu de corpo e alma ao chamado "Consenso de Washington" e aos canones neoliberais levados ao seu paroxismo, pensando-se em vender todas as estatais, ideia que o Presidente FHC mais tarimbado e experiente não aderiu em relação a três empresas simbolos, Petrobras, Banco do Brasil e Caixa Econômica Federal, excluídas expressamente dos dois Planos de Desestatização, o primeiro do Governo Itamar e o segundo do próprio Governo FHC (Leis 8031/90 e 9491/97). O Governo FHC fez essas exclusões por evidentes razões políticas, haveria muita resistência e desgaste, além do que no caso da Petrobras a privatização seria politicamente impossível, teria que ser derrubada a Lei que criou a empresa e isso não passaria no Congresso da época. A Petrobras tem uma simbologia muito forte para o povo brasileiro, FHC resistiu sempre a essa ideia embora pressionado por forças dentro de seu governo. Creio que havia também o respeito à memória de seu tio, o General Felicissimo Cardoso, líder nacionalista do Exército e um dos chefes da campanha "O Petroleo é Nosso" . A familia militar dos Cardoso, descendente de um Marechal do Império e com dois Ministros da Guerra na República tem, portanto, vinculação histórica com a criação da Petrobras, que foi resultado de uma ampla campanha patriótica.
 
 A Petrobras não entrou nos planos de privatização mas chegou-se perto por via indireta, ao se abrir o capital para investidores estrangeiros e adotar padrões de companhia internacional de capital aberto, o que significava uma mudança de lado, de objetivos e de governança, abandono de seu papel estratégico dentro do qual foi fundada em 1953.
 
O objetivo a partir de então não era mais de atender esse papel de Estado e sim o de aparesentar resultados aos acionistas nacionais e internacionais, especialmente a estes, que passaram a ser vistos como o futuro da empresa, agia-se pensando neles. A Petrobras seria mais uma multinacional de petróleo nos moldes da Shell do que uma empresa estatal.
 
Há  todavia uma incompatibilidade visceral entre uma companhia petrolífera que executa uma política de Estado, como todas as petroleiras estatais e uma empresa que visa atender ao mercado financeiro internacional, são dois papeis que não combinam e costumam ser antagônicos. Por essa razão a Petrobras é a unica grande petroleira estatal do mundo que tem ações na Bolsa de Nova York, até a comportada e organizada Noruega não abriu capital de sua petroleira , a STATOIL, que tem objetivos exclusivamente nacionais estratégicos.
 
Ao listar a empresa na Bolsa de Nova York todo o compromisso  com o Brasil foi deslocado para o compromisso com o mercado financeiro, razão pela qual o Governo FHC colocou à frente da empresa personagens vinculados a esse mercado, como Francisco Gross, diretor do banco de investimentos Morgan Stanley no Brasil, que não entendia nada de petróleo mas muito de mercado financeiro, já denotava o viés pró-mercado do Governo.
 
Anterior a Gross, o Governo FHC tinha nomeado para presidente da Petrobras o frances Henri Phelippe Reichstul, cuja única familiaridade com petróleo era encher o tanque no posto.
 
Certo ramos exigem tal volume de conhecimentos acumulados que a regra é preencher seus cargos de topo com experientes executivos após décadas de vivencia no setor. O petróleo é um desses ramos, os executivos principais da Exxon Mobil, da Shell, da BP, da Conoco, da Total, costumam ser pessoas formadas na empresa com trinta ou mais anos de carreira.
 
Foi muito estranho o Governo FHC colocar executivos inteiramente alheios a petróleo no comando da Petrobras, o que denotava um sinal de desprezo pelo futuro da empresa.
 
O Governo Lula trouxe novamente a Petrobras ao seu papel estratégico, embora cometesse muitos erros de gestão e o maior erro de todos foi não preservar a empresa do aparelhamento partidário que gerou o caso "petrolão".  Uma empresa do porte e das características da Petrobras jamais poderia ter diretores indicados por "bancadas estaduais" de tal partido, que designavam tipos inteiramente despreparados e mal intencionados para gerir uma enorme  e complexa companhia. Mas, ao lado dos erros, a companhia manteve por todos esses anos uma visão estratégica de empresa integrada de petróleo em expansão.
 
Agora, após o impeachment, os antigos privatistas e seu tradicional apoio na mídia conservadora, que foi contra a Petrobras desde sua criação, a Petrobras significava um projeto de Brasil desenvolvido  a que esse círculo conservador tinha horror, eles sempre tiveram a ideia de um Brasil como coadjuvante do sistema internacional. Esses privatistas encontraram uma fórmula nova e sutil para privatizar a Petrobras, que não depende de derrubada da Lei de 1953, impossível politicamente e, ao contrário, é um método que pode ser executado silenciosamente, é a PRIVATIZAÇÃO BRANCA.
 
Significa vender os ATIVOS da Petrobras invés de vender o controle acionário como se fez com as teles, a Vale, as elétricas. Retalhar as empresas e vender a grande distribuidora BR, uma das maiores do mundo pelo volume vendido, os oleodutos e gasodutos, as empresas de gás, como a Liquigás, já vendida, poços já em produção e áreas para exploração, a participação na Braskem, maior petroquímica da América Latina, as subsidiárias internacionais como a Petrobras Argentina, tudo está à venda e rapidamente, ao fim restará um saco vazio como a outrora poderosa Telebras, hoje um fantasma corporativo..
 
Uma das "narrativas" usadas como razão da liquidação de ativos é a necessidade de pagar dividas da gestão anterior. Parece à distância boa razão, mas precisa ser analisada com lupa.
 
A Petrobras tradicionalmente cresceu por endividamento e não por emissão de ações, seu fluxo de caixa é tão gigantesco que suporta  alavancagem em alta escala. Ah, dirão, mas a dívida era tanta que havia risco de quebra.  Esse risco foi remoto antes e agora porque o caixa da Petrobras sempre foi elevado, mesmo nas épocas de maior crise. Nunca houve ameaça de não pagamento ou não renovação de dívida a vencer que justificasse a liquidação apressada de ativos e venda de uma forma altamente discutível, negociação direta e fechada sem nenhuma transparência quanto ao valor. modelagem de venda e quanto ao impacto estratégico da alienação do ativo.
 
Uma prova? Em dezembro do ano passado a Petrobras lançou uma emissão nova de bonds no valor de US$4 bilhões, houve "oversubscription"  excesso de demanda do papel para US$20 bilhões, quer dizer havia compradores para 20 bilhões de dólares desses bônus, a Petrobras só vendeu US$4 bilhões. O que isso significa?  Se a Petrobras estivesse em crise financeira real o mercado jamais teria apetite para cinco vezes o valor primário da emissão, não venderia nem esses US$4 bilhões, como não está em crise teve fila para comprar 5 vezes mais do que ela precisava. O risco Petrobras tem a garantia não formal mas implícita da República,  sua acionista controladora. Assim como com os bonds do BNDES, o mercado percebe que jamais o governo brasileiro deixaria a Petrobras ir a quebra. As dívidas externas da Petrobras tem vencimentos bem distribuídos, as domésticas tem cobertura folgada da geração interna de caixa do grupo, a Petrobras sempre teve ofertas de linhas de créditos para suas necessidades porque tem faturamento garantido, seu poder de controlar o mercado é enorme e esse grande País dela depende para ser abastecido de combustível, produz 2 milhões de barris/dia, o que a coloca na primeira liga de produtores mundiais, além de importantes reservas no pré-sal que são lastro garantidor futuro.
 
Ah, dirão, mas o mercado tem confiança na gestão atual e não tinha na gestão passada, pode ser em parte verdade mas uma gigantesca empresa à beira da quebra não muda em seis meses, leva anos para recuperar, se a Petrobras melhorou tão rapidamente é porque a situação não era tão grande como a mídia conservadora alardeava, empresa desse tamanho em dificuldades não saiu do burado em poucos meses;
 
 A PDVSA,  petroleira da Venezuela, em péssima situação financeira, obteve nos últimos 3 anos linhas de crédito em dinheiro de bancos chineses no valor de US$ 53 bilhões, que já sacou, isso para uma empresa quebrada em um país quebrado, o que demonstra o potencial de crédito de uma petroleira mesmo em super crise, que nunca foi o caso da Petrobras, notando-se que a PDVSA produz hoje menos que a Petrobras e refina muito menos, tampouco tem uma grande base petroquímica.
 
Portanto a desculpa para fazer saldão de ativos, agora o mercado já fala que a Petrobras quer vender refinarias, seu "core business", seu negócio-base, é desculpa para ir vendendo tudo com a justificativa que precisa pagar dívidas, tudo é não explicitado e fica-se na nuvem das insinuações, nuvem que também encobre qual é a verdadeira situação da empresa, quais são as avaliações reais dos ativos vendidos e qual o método de venda, os ativos estão sendo vendidos por negociação direta e não em leilão, o que é estranho em uma empresa pública, embora legal por uma exceção especial que a Petrobras tem de não obedecer à lei de licitações, exceção essa que foi estabelecida no Governo FHC.
 
Se vende a  distribuição, refinarias, navios e campos sobra o quê? O prédio da Av. Chile que ao fim será posto à venda. Pronto. Õ controle acionário da Petrobras continua com a União como manda a lei mas será  só uma casca vazia, que pode ir se arrastando por décadas como a Rede Ferroviária Federal S.A. ou a Siderbras S.A.
 
E porque o mercado valorizou as ações da Petrobras com esse projeto em curso? Por razões óbvias, quanto mais vende ativos mais aumenta o caixa, o que signfica que a companhia terá mais dinheiro para distribuir aos acionistas, como dividendo especial ou redução de capital. Só uma venda, de uma linha de gasodutos, vai fazer entrar no caixa US$ 5,2 bilhões mas já foram muitas vendas em apenas seis meses, parece que há pressa.
 
É a formula clássica de Wall Street e do capitalismo selvagem americano, tão bem demonstrado no filme do mesmo nome "Wall Street" com Michael Douglas. Compra-se uma empresa produtiva que vale mais retalhada do que operando como conjunto, manda-se os empregados embora e com a venda dos ativos se faz um caixa maior que o valor das ações, o financista tem enorme lucro com esse jogo, que foi aplicado a 7.000 empresas americanas, liquidando 4 milhões de empregos e boa parte da base industrial dos EUA.
 
A Petrobras já abriu programas de demissão voluntária, que é uma preparação da venda de ativos, visando liquidar potenciais passivos trabalhistas.
 
A liquidação silenciosa de ativos tem a equipe certa hoje no comando da Petrobras, privatistas históricos, com currículo conhecido, estão fazendo a feira com extrema rapidez na linha "está tudo à venda" antes que as forças contrárias percebam. No fundo da alma eles detestam uma Petrobras estatal ou talvez a própria Petrobras como ideia e história.
 
A Lava Jato serviu como uma luva a esse projeto de privatização, não poderia haver desculpa melhor. Além disso o projeto obviamente conta com o amplo apoio do Departamento de Justiça dos EUA que quer dinheiro grosso da Petrobras, com a venda de ativos aumenta o caixa e deixa folga financeira que garante o pagamento de "multas" ao Departamento de Justiça, de alguns bilhões de dólares. O Departamento de Justiça ao fazer acordo para finalizar o processo anti-corrupção vai estar de olho no caixa volumoso criado com a venda de ativos para tentar extrair o máximo, uma oportunidade única oferecida ao Governo dos EUA, nenhuma outra petroleira estatal  do mundo se prestou a ser processada pelo Governo americano e ao fim pagadora de indenizações ao Tesouro dos EUA, que agradece o cheque.
 
Outra consequência dessa visão não estratégica é o completo desprezo da atual diretoria por compras de equipamentos no Brasil, na dúvida preferem o estrangeiro como produto ou como prestador de serviços, já deixaram isso claro. É uma insanidade. A Petrobras foi a desenvolvedora de uma larga faixa de produtos, equipamentos e tecnologias criadas no Brasil. O fator preço NÃO é central nessa visão porque um produto 20 ou 30% mais caro fabricado no Brasil gera aqui dentro efeitos que superam em muito esse diferencial. São salários e impostos pagos aqui, assim como contribuições previdenciárias, sub-fornecedores que geram muitos empregos, a Petrobras sempre foi parceira da indústria brasileira, toda uma gama de efeitos que compensam largamente diferenças de preços que não sejam absurdas e de fato raramente são, em sondas o diferencial está em tono de 20 a 30% no preço de contrato. Mas o estrangeiro tem outros custos extra preço que não se consideram,desde o transporte da Ásia até aqui, depois a assistência técnica vem também de fora e é mais cara, os manuais precisam ser traduzidos, há todo um plus que não se avalia apenas no preço de pedido.
 
O Presidente Trump tem exatamente essa visão quando pretende relançar uma politica de "buy american act" com um protecionismo dirigido e racional para certos setores de ponta de interesse estratégico. Aliás os EUA sempre tiveram essa visão de interesse nacional, não privatizam por exemplo usinas hidroeletricas, são seis conjuntos de represas e usinas, todos bens federais, como a Tennessee Valley Authority, imprivatizáveis, tampouco privatizam aeroportos, metrôs, rodovias, portos, linhas de ônibus municipais, tem especial cuidado com a construção naval através da Maritime Commission que trata de manter um mínimo de estaleiros em operação no País, até por questões de segurança da Marinha de Guerra e todo o navio construído nos EUA tem altos subsídios federais.
 
Enquanto isso por causa da atual gestão da Petrobras o grande polo naval da cidade de Rio Grande, que chegou a ter 21.000 empregados em estaleiros, hoje tem apenas 600, graças ao cancelamento de encomendas de sondas que a Petrobras resolveu fazer, transferindo os pedidos para a China. Praticamente 20 mil desempregados porque resolvem comprar na China o que aqui pode ser feito, aliás os estaleiros de Rio Grande já entregaram 3 sondas da encomenda de 8 que a Petrobras tinha colocado, agora tem zero de encomendas.
 
Lembrando que toda a tecnologia de exploração marítima de petróleo foi desenvolvida no Brasil, poucos países tem essa tecnologia, basicamente Reino Unido, Noruega e Brasil, o desenvolvimento foi da própria Petrobras em parceria com o COPPE da UFRJ, nos áureos tempos em que se pensava a Petrobras como líder de todo um projeto nacional.
 
O desmonte da Petrobras e na velocidade em  está ocorrendo é assustador, para alegria dos comentaristas da mídia econômica que sempre sonharam com um país globalizado e dependente, puxando pela memória de seus avós que nos longínquos anos 50 demonizavam nascimento da Petrobras, criada após verdadeiras batalhas contra o grupo conservador do Rio de Janeiro, com Eugenio Gudin à frente e os jornais O GLOBO e ESTADÃO vociferando diariamente contra esse projeto dito por eles como "nacionalista", algo detestável.
 
Para mostrar a importância do controle nacional do petróleo, todos os grandes produtores mundiais tem empresa estatal no controle, SAUDI Aramco, a maior petrolífera do mundo na Arábia, Kuwait Oil, Iraq National Oil, National Iranian Oil Co.NIOC, SONANGOL, Angola, PEMEX, Mexico, SONATRACH, Argelia, RUSSNEFT, Russia, SINOPEC e China National Oil, China, ECOPETROL, Colombia, NIGERIAN National Petroleum, Nigeria,  STATOIL da Noruega, todas empresas que são braços de Estados e executam sua política.
 
As empresas estatais de petróleo são uma CATEGORIA de empresas, das maiores do mundo em volume de receitas, reconhecidas como representantes de seus países, dispondo de crédito em abundância para suas necessidades porque tem como lastro  reservas de petróleo embaixo da terra ou do mar. A Petrobras se colocou em uma situação híbrida ao aparecer no mercado como uma estatal de alma e tendo ao mesmo tempo acionistas estrangeiros, que agora a acossam com processos de natureza extorsionista, uma situação que não pode dar certo, grande erro estratégico do Governo FHC, um erro tão óbvio que dá a impressão ter sido uma preparação para a venda futura do controle da empresa em leilão internacional.
 
A Petrobras era uma S/A anteriormente mas com caráter nacional, acões somente em bolsas brasileiras e capital pulverizado no Brasil, não é nem de longe a mesma coisa que ter ações na Bolsa de Nova York, submetendo a empresa à jurisdição americana invasiva, controladora e destrutiva.
 
Hoje as petrolíferas estatais controlam 92% das reservas mundiais de petróleo, dados da Cambridge Energy Research, principal consultoria de petróleo do mundo. A OPEP por sua vez é constituída exclusivamente por empresas estatais de petróleo, que são consideradas na cena internacional como sendo vanguardas de seu Estados, uma categoria à parte.
 
Na importação de combustíveis, a Petrobras teve uma queda brutal de 2015 para 2016, de 83% do total importado em gasolina em 2015 passou para 59% em 2016, no diesel a queda foi ainda maior, a Petrobras importou em 2015, 84% do total e em 2016, apenas 16%.
 
E quem se beficiou da redução da fatia da Petrobras na importação e distribuição? Basicamente a Ipiranga, do grupo Ultrapar e a Raizen, do grupo Shell.
 
Mais uma privatização branca por outro caminho, a redução da fatia de mercado. O que disse a Petrobras sobre isso?  "Considera positiva a presença de outros agentes paticipando do suprimento da demanda brasileira" e que seu foco é maximizar  os resultados e a geração de caixa;  (FOLHA  , 17/02/2017-pag.A20). Ora, se outros ocuparam o lugar da Petrobras e são empresas lucrativas é porque a fatia que a Petrobras abriu mão dá lucro, como então perder mercado ajuda o resultado e a geração de caixa? Parece um contrasenso na falta de explicação melhor, porque abrir mão de graça de larga fatia do mercado?
 
Não havendo uma explicação lógica parece mais uma batida em retirada do que outra coisa.
 
A privatização por dentro da Petrobras uniu politicamente dois grupos, em uma aliança de conveniências, os moralistas e os privatistas, ambos por razões diversas são inimigos das estatais e especialmente da Petrobras. Ambos estimulam a desintegração da Petrobras que vêem como um antro de corrupção e ineficiência, desprezando sua história e sua importância como geradora de empregos na indústria e na tecnologia do País, na construção civil e na construção naval, fatores que para os dois grupos nada valem pois eles não tem consciencia do que é um Estado nacional como ente superior de agregação da história do passado, da sobrevivência da população atual e da garantia das gerações futuras.
 
O grande risco é que antes a Petrobras era atacada de fora, agora o inimigo está dentro e a grande empresa corre o risco real de desaparecer levando junto 64 anos de História econômica do País da qual nesse longo período foi parte fundamental.
 
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Comentários

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Lima Gb

FHC

Prezado AA,

 

Ja me desculpando pelo comentário tardio, discordo quanto à questão FHC. Ele "comeu pelas beiradas" e arriscou, sim, uma tentativa de preparo para privatização. O símbolo mais famoso foi a tentativa de mudança de nome da empresa, para Petrbrax. Houve forte reação popular e o projeto foi engavetado. Já comentei que vejo a atuação do governo de facto como realizando uma blitzkrieg, de modo a deixar o adversário atônito e sem reação. Essa "privatização branca" está ocorrendo sob a cortina de fumaça do combate à corrupção. Na surdina mesmo, enquanto o povo vê novela e se informa (?) através do jornal televisivo.

Um fato que observo é o tempo. A privatização da CVRD ocorreu nos anos 90. Não havia nem 10 anos de promulgação da CF de 88, e a memória da ditadura, Diretas Já e do próprio O Petróleo é Nosso ainda estavam enraizadas naquela geração, que lutou muito por aquilo. Porém, agora, temos o que tenho chamado de geração BBB. O que (acham que) sabem de história, aprenderam (?) vendo filmes e novelas, e valorizam mesmo é dólar barato para fazerem compras em Miami. Não há mais o sentimento ncionalista, a noção de pátria. Esse cenário, eu vejo como tendo sido a oportunidade, a janela para essa mega operação de destruição da indústria brasileira, voltando o país ao modelo colonial, escravocrata (fim das aposentadorias, tornando a contribuição à Previdência um imposto), e agrário exportador, rico em recursos naturais e com a população miserável e contida pelos meios do oligopólio de comunicação.

Em tempo, esse preparo também não foi acidental. Como também já comentei aqui, foram décadas de campanha anti-Brasil por parte do oligopólio de comunicação, nitidamente em subserviência a quem, agora, tira vantagens do golpe.

Abraço.

 

 

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Breno César

PETROBRÁS

Apesar de reconhecer todos os avanços do Brasil durante o governo Lula reconheço nele o perfil político para impedir uma privatização, mas não para estatizar o que em 2018 já estará privatizado pelos golpistas.

Para fazer isso precisamos de um líder "peitudo", que não tenha receio da confrontação e com uma clara visão de projeto nacional-desenvolvimentista. Seu nome ???

CIRO GOMES !!!!!

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Zocolotti

BR Distribuidora já nasceu estratégica

Leiam também a entrevista com Sylvio Massa de Campos com a AEPET (Associação dos Engenheiros da Petrobras).

http://www.aepet.org.br/noticias/pagina/14247/BR-Distribuidora-j-nasceu-estratgica

 

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Marco Xin Lha Lee

Só sei que ...

... minhas ações da Petrobras agora valem alguma coisa.

 

Obrigado Pedro Parente. Sou eternamente grato por você salvar as minha economias.

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Mauro S

Pensa q engana quem?

O cidadão aí, está pensando q engana alguém?
As ações da Petrobrás chegaram à cotação minima, no auge da "guerra do petróleo", de $4,45, por aí.
Barril a us$28.00.
Só q a produção e o retorno dos investimentos não permitiram esse ataque especulativo por muito tempo.
Subiu o petróleo, subiu o barril, subiram as ações.
Não falta jumento, como bem apontou André Araújo, a emitir opinião nesse assunto que requer um certo nível de entendimento..
Sei não: esse indivíduo aí tem jeito de fake.

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WELINTON NAVEIRA E SILVA

Impune traição e corrupção

 

A muito antiga diversificada corrupção é poderosa alavanca do ilícito e do roubo. De natureza capitalista, tragicamente presente em todo o mundo. Com a devida ressalva para a poderosa China e para a emergente potência Coréia do Norte, onde corruptos e traidores costumam ter vida curta. Nas demais partes do mundo, na prática, continuam ricos, livres e felizes. Só um baixo percentual acaba realmente atrás das grades.

A fantástica e imbatível artimanha da corrupção viabiliza a possibilidade “legal”, para rapidíssimos enriquecimentos de desonestas elites. Dentre essas possibilidades, estão as privatizações, capazes de tornar muitos de seus comandantes, ricos da noite para o dia sem o menor trabalho. A prova dessa gigante roubalheira que não foi possível esconder do mundo ficou evidenciada nas privatizações de riquíssimas empresas estatais soviéticas, a preços de bananas, mas por fora, fazendo modestos antigos burocratas da ex URSS, verdadeiros bilionários, da noite para o dia logo após as privatizações russas.

Sem dúvida alguma, as maiores perdas de dinheiro público que o Brasil já teve desde o Império foi por conta das privatizações a preços de bananas do governo FHC/PSDB. Graças à corrupção, tornou-se possível o entreguista governo FHC/PSDB realizar inaceitáveis entregas de setores bilionários, altamente estratégicos, como a venda da antiga CVRD privatizada pela bagatela de R$ 3,5 bilhões, cerca de metade em moedas podre. Na avaliação de especialistas da época, por conta de suas imensas e diversificadas jazidas de minérios por todo o Brasil, mais as grandes e variadas instalações industriais e prediais, preciosas ferrovias e grande frota naval, o preço justo teria sido por volta de R$ 1 trilhão. Isso, para não falar de seu formidável corpo técnico qualificado e altamente experiente, treinado ao longo de décadas de muito trabalho e de cursos de especializações.

Dos irreparáveis aspectos estratégicos mais os imediatos e nebulosos das privatizações, nota-se a pronta valorização monumental de muitas dessas empresas logo a após serem privatizadas - doadas a preços de bananas. Foram privatizadas empresas federais do setor siderúrgico (8), petroquímico (27), fertilizantes (5), elétrico (3), ferroviário (7), mineração (2), portos (7), bancos (4), telecomunicações (sistema Telebrás), e outros (5). Nos Estados foram vendidas empresas e participações minoritárias do setor elétrico (30); ferroviário (1), financeiro (8), gás (5), seguros (1), transporte (4), telecomunicações (3), saneamento (3).

A inconcebível privatização da Embratel, estratégica gigante empresa estatal de telecomunicações brasileira, fez de nossa telecomunicação das mais caras, ruins e vulneráveis do mundo. Jamais poderia ficar sob o controle dos gringos e da empresa privada. Idem, com a inaceitável venda de grande parte do nosso parque gerador, transmissor e distribuidor de energia elétrica, resultando numa das mais caras energia elétrica do Planeta.

Se contabilizar todos os prejuízos causados por conta dessas privatizações, a dinheiro de hoje, atualizado, muito provavelmente, passa dos R$ 10 trilhões. Dez trilhões de reais!

Por outro lado, temos que admitir que a devastadora política externa dos EUA direcionada para o Brasil, no âmbito econômico, financeiro, tecnológico, científico e militar, não causaria o estrago que causa, se eles não pudessem contar com políticos, juízes, funcionários de empresas públicas e de estatais, empresários, militares, professores, cientistas, profissionais liberais e outros mais, facilitando a entrega das riquezas de nosso Brasil. Contam com traidores da Pátria. Acreditem.

Novamente, tudo de novo, retomado agora no governo golpista, na mesma rota de entrega de bilionários ativos, como o já visto com o campo petróleo de Carcará, no Pré-Sal, da Petrobras, recentemente vendido a preços de nada para a norueguesa Statoil. Em silêncio, outros bilionários ativos da Petrobras seguirão o mesmo destino. Em mais algum tempo, teremos milhares de engenheiros e de técnicos no olho da rua, com incontáveis falências e incontida violência urbana. A cada dia maior. Tudo, decorrente da impune gigantesca traição a Pátria. E ninguém faz nada para impedi-la. Nem mesmo, as nossas Forças Armadas. Até quando?

 

 

 

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ze sergio

impune....

Acordemos e pelo menos aprendamos a fazer contas. Querem repassar as Telefônicas cerca de 200 bilhões em patrimônio do Sistema Telebrás e Telesp. Se este sistema ainda tem hoje 200 bilhões para que precisava ser privatizado? Se privatizado, porque a fabulosa disponibilidade de ganhos não ficou nas mãos de brasileiros com investimentos sendo garantidos em Bolsa de Valores? Como fizeram os chineses por exemplo? Quem ganhou e quem perdeu, e continua perdendo? Precisa responder? Paremos de ser tão rasteiros nas nossa discussões e visão de Mundo. É inacreditável nossa auto-imposta limitação.

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andre r st

Apesar da pressão para a

Apesar da pressão para a entrega total da rede de Petroleo e Gas à rapinagem, no governo Dilma o desinvestimento manteve o controle acionário, outras empresas foram reestruturadas. O que há agora é entrega total, rapinagem, crime de lesa-patria

Desinvestimento da Petrobras e reestruturação da indústria de gás no Brasil, em 10/8/2015

 

http://www.abegas.org.br/Site/?p=49877

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Romanelli

Texto bom, mas longo A

Texto bom, mas longo

A valorização recente da Petrobrás tem muito mais a ver com o preço do Barril, que de mais de 130, bateu em menos de 30, e que hoje esta em 55 US$, do q qq outro fato  ..tanto é que ela ainda esta longe do pico 

Sem duvida que a indução ao desenvolvimento, distribuição de renda e riqueza que esta empresa carrega, só teve paralelos com a VALE ..outra negociata que ofereceu retornou em MENOS de cinco anos pros corsários que dela, IMPUNEMENTE, se apossaram

Lamentável como depois de 3 mandatos e um coito interrompido de DILMA, os tais progressistas não tiveram VISÂO pra amoldarem nem que parte das nossas Instituições (vide agencias, CADE,CARF etc) pra se prevenirem e se defenderem destes ASSALTOS rotineiramente dirigidos contra o patrimônio do país.

 

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John J.

BRASIL, PAÍS EM LIQUIDAÇÃO A PREÇO DE SUCATA

 

BRASIL, PAÍS EM LIQUIDAÇÃO A PREÇO DE SUCATA, POIS A BANANA ESTÁ MUITO CARA.

http://www.brasil247.com/pt/247/brasil/281364/Leonardo-Stoppa-explica-co...

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foo

AA, Quando voce vai publicar

AA,

Quando voce vai publicar um livro com todas as suas analises dos ultimos anos?

Adoraria da'-lo de presente para algumas pessoas...

Abraco,

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Agradeço a sugestão, é uma

Agradeço a sugestão, é uma possibilidade, o debate de ideias é o que mais falta no Brasil.

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Tem que anular todas as medidas do governo golpista usurpador

Tem que anular todas as medidas do governo golpista usurpador. Desde já precisa anunciar que iremos anular todas as medidas que lesam a pátria e os trabalhadores. E quem comprar esses ativos que perca tudo o que pagou aos usurpadores, simples assim. Quero ver quem irá se arriscar a perder dinheiro.

E ai é trabalhar para a sociedade entender o verdadeiro ROUBO contra a Petrobrás. As pessoas não sabem que a Petrobrás lucro 300 bilhões de dólares antes da Lava-jato e após esta, os prejuízos começaram. A dívida da Petrobrás é devido aos imensos investimentos que esta faz, não devido a corrupção. Mas o leigo acha que foram os R$6 bilhões do Caganol que quebraram o gigante..

Os entreguistas tem sorte de não irem parar no PAREDÃO!

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Romanelli

só mais uma reflexão.. Ai

só mais uma reflexão..

Ai muitos não entendem como MONTEZUMA, numa época de sombras, com um império de MILHÔES, perdeu a guerra pro "exercito" de 500 espanhóis de Cortez

UAI, hoje, Temeroso, sob a LUZ do mundo e da MULTI mídia, desbancou um governo  eleito e, tá lá, satisfeito em poder governar

 

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Romanelli

pior que a imensa maioria

pior que a imensa maioria desinformada, mal intencionada e mal agradecida

https://www.youtube.com/watch?v=h4zW9z_2wws

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Romanelli

Ciro Gomes falou isso ..um

Ciro Gomes falou isso ..um dia ..mas agora já calou

Paredão ?! Colega, acho que se fizermos as contas, nem CINCO mil gatos pingados deram o GOLPE (muitos sexagenários) e o BRASIL, de mais de 200 milhões, não teve UMA INSTITUIÇÃO sequer pra defender a Constituição (a começar pelas Forças Armadas  ..e o STF que, pra variar, ta aproveitando pra aumentar seu raio de influência e de beneces)

..convenhamos  ..somos medíocres mesmo

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Mais um pequeno reparo,

Mais um pequeno reparo, André, à guisa do que postou o colega Paulo Pedreira. Vejo também problemas no penúltimo parágrafo, mas não os mesmos que Paulo. Vejamos:

"Ambos [privatistas e moralistas] estimulam a desintegração da Petrobras que vêem como um antro de corrupção e ineficiência"...

Ninguém que conheça minimamente a Petrobras e até outras empresas estatais atuais - BB é exemplo eloquente disso - e que, ao mesmo tempo tenha familiaridade com o setor privado é capaz de sinceramente acreditar que as primeiras são antro de corrupção e ineficiência, e até pior: negar que empresas privadas são corruptas ou pelo menos afirmar que sejam eficientes. Digo "sinceramente" por que é claro que é isso que se tem como dogma e como desculpa esfarrapada para tecer loas ao liberalismo ao mesmo tempo que denegrir o estatismo. E para ganhar dinheiro e poder, claro.

Senão vejamos; corrupção: excetuados movimentos muito recentes, restritos e ainda sem comprovação, de compliance, promovidos por empresas como a Siemens e a Alston (que cito por estarem em evidência), ninguém é capaz de dizer que um grande império privado se contrói sem ser através da corrupção dos governos locais. A iniciativa privada não é especialmente conhecida pela legalidade com que toca suas ações. Pelo contrário, seja para gerar lucro ou para tentar superar concorrente a última coisa que se leva em consideração é se o movimento é legal ou não. E se não for, bota advogados, auditores e contabilistas para dar uma "maquiada" de legalidade.

E em relação à eficiência, bem... na iniciativa pública há concursos e planos de carreira. Funcionário público pontua e se promove por titulação, trabalho acadêmico, cursos, seminários assistidos e dados etc. Já a iniciativa privada manda quem é "peixado". Há até um nome da moda, fashion, para isso: "personal network". Isso sem falar nos puxa-sacos, nas gostosas e gostosos e nos filhos dos amigos, a quem se confia a tarefa de, de uma forma ou de outra, manter o capital - de poder político e econômico - na família. Não que não haja "indicações" no serviço público e nem que não coincida de um indicado na iniciativa privada ter realmente alguma competência. Mas isso é raro, não é regra. Assim a subordinação hierárquica na iniciativa pública é muito mais justa e menos cruel do que na privada. As carreiras, na vida pública, dependem muito mais de cada funcionário do que na privada. É só ver se funcionários na iniciativa pública processam com mais frequência suas chefias do que na iniciativa privada. Na iniciativa privada só se põe a firma "no pau" uma vez que a pessoa tenha saído.

E disso tudo só não sabe quem é ingênuo. Ou quem quer manter o mito.

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Defender-se de inimigos, qualquer um sabe. Quero ver quem é que sabe se defender dos amigos.

(Nunca ninguém me engana. Eu é que eventualmente, por ignorância, me deixo enganar.)

Meu caro Renato, mas eu

Meu caro Renato, mas eu absolutamente NÃO acho isso, o que digo é que muitos (não todos) privatistas fanaticos acham isso, eu sou formado na cultura do Banco do Brasil e lá foi minha escola de uma grande instituição do Estado brasileiro,   esses usam essa desculpa para advogar a saida do Estado da economia vendendo as estatias.

Tem muita gente que pensa assim no meio empresarial, na classe media, na academia.

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Serjão

Putin

Cede, empresta uma, só uma, bomba atômica!

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A elite que aprendeu a pensar em inglês e o corretor esperto

Acho engraçado esse pessoal que se acha esperto falando mal do apartamento que querem vender.

E por que se acham espertos?

Porque reproduzem o discurso do americano rico que quer comprar o ap.

Ah, um detalhe. O corretor é exxxpéééérto. É melhor embolsar a comissão de uma "pechincha" do que deixar de realizar a venda.

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O Brasil precisa de líderes políticos ousados que tivessem a ...

O Brasil precisa de líderes políticos ousados que tivessem a ambição de estatizar todas as empresas da cadeia do petróleo que foram privatizadas e aquelas empresas estratégicas privadas que assegurasse a soberania nacional.

E isso se aplica não só ao setor do petróleo, como também de defesa. O Estado brasileiro deveria estatizar parte da odebrecht responsável pela área dedefesa, que produz sofisticados mísseis e submarinos, e que está na mira do MPF e do departamento de estado americano.

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Ele está aí, aqui

Todas as semanas na Veja, na IstoÉ, na globo.......

Ele tá vivo, aqui e agora. 

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O Lula é um conciliador...

O Lula é um conciliador, se eleito em 2018 é capaz de manter o Meireles no Banco Central como fez antes...

Infelizmente ele não tem coragem de estatizar as empresas privatizadas por esse governo golpista. Inclusive ele não sinalizou nada nesse sentido...

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Petroleiros. Vcs sabem o que

Petroleiros. Vcs sabem o que acontece com os funcionários de empresa privatizada? Terceirizações, perseguições, aumentos abaixo da inflação. Os cargos bons são imediatamente substituidos, ficando apenas o chão de fábrica, até repuserem com empreiteiras.

Voces que achavam que tinham uma carreira sólida pela frente, agora tem mais que motivos pra mobilização.

Ah, e a Petros, acho que as empresas não gostam muito destes fundos de pensão!

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Petrobras, dormindo com o inimigo?

Post alentado, interessante, gostoso de ler. Faço algumas considerações com as quais  autor não é obrigado a concordar.

1) A ideia de projeto estratégico e não financeiro não se sustenta. Estratégia era independência e autonomia. Para isso era preciso agir como as majors. Importar, armazenar, refinar e distribuir. Tomar parte dos lucros das multis para financiar a estratégia.

2) Empresa do tamanho da Petrobras não poderia se contentar com ações só em bolsas nacionais. Não tem nada de submissão a controles invasivos ter as açoes na bolsa de NY. Temos a nossa CVM e eles algo equivalente. A questão é visibilidade num mercado "n" vezes maior que o doméstico e possibilidade de lançar ações, dividir risco, em vez de emprestar dinheiro pagando juros. Dessa forma sem investe em novas plantas, plataformas, sondas, etc.

3) A justificativa para a nomeação de Francisco Gross (do mercado financeiro) foi exatamente pela familiaridade com o tal mercado investidor, fundos americanos, etc. Isso foi em 1997, mandato FHC. Entender de petroleo não erao caso. Geisel tambem não entendia. Maria das Graças Foster foi nomeada por entender de petroleo......e ser mulher. 

4) É estranha a afirmação de que a venda de ativos exacerba  grupos de acionistas por engordar o caixa que pagará os dividendos. Bem, dividendos saem do lucro final. Baixa de ativo sai do imobilizado para disponível. Vendido açodadamente, como se questiona, normalmente gera um resultado....sempre de prejuizo, que vai afetar justamente os dividendos.

5) O penúltimo parágrafo compromete todo o post. Porque é uma denúncia, ou digamos, suspeita muito grave e sem nenhuma fundamentação. É jogada no ar sem nomes, sem fontes. Particularmente não quero acreditar. É um informação privilegiada?  Que grupos? Quem lidera? É real? Isso precisa ser esclarecido. É perigosamente questionável.

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Quanto ao seu comentario

Quanto ao seu comentario sobre dividendos, é perfeitamente possivel pagar dividendos extraordinarios com lucro de vendas de ativos, são classificados como RECEITAS EVENTUAIS.  No setor de petroleo existe a depreciação acelerada de ativos, uma instalação de 20 anos já foi quase toda depreciada e o valor de venda vai quase todo para RECEITA EVENTUAL, ou seja, lucro. Esse lucro pode ser distribuido aumentado o dividendo periodico ou como dividendo especial.

Isso é perfeitamente de acordo com regras contabeis e fiscais, presumo que nas vendas de ativos da Petrobras a RECEITA EVENTUAL será enorme porque os ativos estão com valor contabil residual muito baixo.

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Agradeço o comentario. Na

Agradeço o comentario. Na geopolitica do petroleo mundial as ESTATAIS detem 92% das reservas comprovadas, a PETROBRAS está entre as DEZ grandes estatais mundiais do petroleo é a UNICA com ações no mercado internacional.

As outras NOVE estarão erradas e a Petrobras´é a unica certa?

As ESTATAIS são instrumentos da geopolitica do petroleo de forma distinta das "majors" privadas, tem outra função.

não é serão "darlings" de bolsa, seu objetivo maior não é remunerar o acionista, é atender às necessidades do Pais como um todo e não só de seus acionistas.

Quanto ao que vc chama de denuncia, não há nenhuma denuncia, algo que exige provas, o que trago aqui é uma OPINIÃO,

quem faz denuncia é o Ministerio Publico.

Minha critica ao METODO de venda de ativos da Petrobras não é apenas minha, é do TRIBUNAL DE CONTAS DA UNIÃO,

que da mesma forma que eu aponto MANIFESTA completa estranheza pela ligeireza e pouca transparencia com que sse processo está sendo conduzido.

Quem trata da venda de ativos da Petrobras não é a Diretoria, é uma Gerente que entrega à Diretoria o processo pronto, processo que se inicia por uma carta convite ( quem seleciona os convidados?), NÃO HÁ LICTAÇÃO E NEM LEILÃO.

O TCU achou ERRADO o modelo de venda de ativos e mandou suspender essas transações.

Abaixo noticia sobre a decisão do TCU.

 

http://agenciabrasil.ebc.com.br/economia/noticia/2017-02/tcu-adia-decisa...

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Petrobras   tem seus caso de

Petrobras   tem seus caso de corrupção desde o tempo  de iShigeaki Ueki. Existiram feudos,menores e maiores. Quem tratava de dutos, não se metia com manilhas ,parafusos ou  registros.  Contudo, foi o pre´-sal que alavancou a voracidade de quem já estava lá e conhecia o terreno.A massa de recursos,jamais visto,continua e abundantemente,  com dead lines apertados,"extração para ontem",clima  generalizado de urgência, fizeram a festa  de quem  dominava em em escala modesta os intestinos da  grande empresa.  Nessa conta,após a criação oportuna  do "Lava Jato",inflaram-se números, delitos,criaram-se ilegalidades onde não havia e criminosos sem crimes.Fórmula perfeita para conduzir  a empresa um  desejável  corner,todavia ,impossível dado sua situação real distante da narrativa criada. Desafortunadamente,criou-se uma conjunção   de forças e oportunidades,jamais alcançadas,antes,nesses  64 anos ameaçando objetivamente  sua integridade,quiça, sua sobrevivência. 

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snaporaz

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Jus Ad Rem

O homem que está vendendo a Petrobras

Daqui a pouco a Chevron processa Serra por estelionato:  prometeu a Petrobras à Chevron mas entregou à Shell.

Ele até parece um santo, mas não podemos dizer isso. A Odebrecht já revelou que o Santo é o Geraldo Merendão.

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Jus Ad Rem

Uma aula

Excelente artigo, na verdade, uma aula. Parabéns ao autor.

Essa sanha privatista da tucanalha ainda vai acabar com o Brasil.

Alias, para quem compara a economia nacional com a economia de uma dona de casa, vender a geladeira e o fogão deve ser um ótimo negócio.

Triste é constatar que além dos que sabem e dos que não sabem, há uma imensa maioria que não quer saber.

 

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Laerte Idal Sznelwar

sobre a Petrobrás e os antissemitas

Nossa, é chocante encontrar, após ler um artigo bem escrito e argumentado sobre o desmonte da Petrobrás, uma excrescência escrita por este “senhor” que destila um antissemitismo primitivo e atroz. Parece que já se esqueceu que este tipo de ódio já causou milhões de mortes em um episódio dos mais horrendos, infelizmente não o único, da história. Chega, será que temos que manter sem respostas adequadas este tipo de colocação que, em nada, engrandece o debate político proposto por este importante jornal. Acredito que seria fundamental, se a equipe editorial do GGN respondesse a este tipo de impropério com a elegância e firmeza necessárias para combater o que, por lei, é considerado como crime - dos mais graves, portanto inafiançável - o racismo. 

 

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É a história da Alemanha pré 1933, se repetindo no Brasil.

O mesmo tipo de gente que sabotou a Alemanha está agindo aquí.

Eram alemães de araque a serviço do programa sionista de dominação mundial.

A ferramenta mais comum  de desmonte lá como aqui são as sociedades secretas

cuja hieraquia se afunila no capital sionista.

O fato é que a partir  dos anos setenta o petróleo esta mudando dos árabes e quetais

para os judeus. Agora chegou nossa vez. Só que eles já não querem só o petróleo ou 

isso e aquilo em particular, mais tudo. Imprensa,terras férteis, indústrias, o poder financeiro

e político. Não há solução a vista para o brasil pois a própria Alemanha e os EUA estão hoje

subjugados da mesma forma. O texto do AA traz uma enormidade de detalhes descritivos

dessa porcaria, más não vai ao ponto principal. Provavelmente na sua gigantesca biblioteca sobra

muito do mesmo e falta um pouco do que não aparece nos seus artigos.

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SS não é o Silvio Santos não, tá?

Oscar2,

Chame a SS..... Tenha paciência!...... Tá delirando? Programa Sionista de Dominação Mundial? Fumou maconha vencida?

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Elvys

Mais um artigo magistral do

Mais um artigo magistral do Sr André Araujo. Enquanto uns ficam discutindo o sexo dos anjos, ele vai direto ao ponto. Acho que o grande desafio dos verdadeiros Brasileiros é como mostrar ao nosso povo a importância da Petrobrás e quais as consequências da redução da mesma.

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Panorama bem traçado, caro

Panorama bem traçado, caro André, inclusive - como é de seu feitio - com considerações históricas importantes. Esse tipo de privatização, bem nomeada de "branca", está em pleno curso em todas as áreas. Chegou a ver o vídeo de propaganda comercial em que a prefeitura de São Paulo, sob a batuta de Doria - totalmente alinhado com os verdadeiros golpistas -, oferece a cidade toda a investidores internacionais?

Apenas como breves reparos colocaria que não apenas o governo Lula mas qualquer governo, desde a fundação da Petrobras, ou aceita nomear prepostos de outros partidos para as empresas nacionais ou não se mantém no poder. Não verdade são duas as condições propícias à perda do poder: recusar nomeações para empresas estatais ou aceitar essas nomeações para depois implicar nomeados em casos reais - e não pretextos - de corrupção. No caso do PT deu-se a segunda forma.

Além disso convido a uma reflexão: O que é que mantém grupos como esse do "Golpe do Corruptos" dispostos a entregar o país à iniciativa privada internacional, no geral, e especificamente aos EUA, país em cuja bolsa de valores estão ações da Petrobras? Será que é crença na superioridade estadunidense em relação a nós? Será que é a perspectiva deles próprios ganharem algum tipo de comissão nessa entrega, senão em espécie mesmo, na forma de tapinhas nas costas, elogios a um inglês "quase sem sotaque"? Será apenas idiotia causada por assistirem a filmes e propagandas comerciais-ideológicas dos EUA sem critério nem crítica? Que mais? Enfim, ma sua opinião, o que leva os dirigentes do "Golpe dos Corruptos" a entregarem nossas possibilidades de soberania, independência e prosperidade aos "gringos"?

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Defender-se de inimigos, qualquer um sabe. Quero ver quem é que sabe se defender dos amigos.

(Nunca ninguém me engana. Eu é que eventualmente, por ignorância, me deixo enganar.)

Meu caro Renato, a historia

Meu caro Renato, a historia da Petrobras desde 1953 registra nomeações politicas por acordos com partidos mas mesmo dentro desse campo há modos e modos de fazer, no perido pre 1964 no geral os diretores tinham bom nivel, no perido militar idem, muitos generais, lembro que o General Stenio de Albuquerque Lima foi quem dirigiu a construção da Rfinaria de Cubatão, a maior do Pais na época, terminou antes do prazo, não trocou sequer um sofá da casa de classe media onde ele vivia. Havia muito idealismo na Petrobras, tambem havia corrupção mas era pequena em escala.

Eu acompanho a Petrobras há muitas decadas e posso dizer que infelizmente os dirigentes da era PT no geral foram de nivlel mais baixo que a media historica da empresa.

Na minha visão para empresas do porte da Petrobras pode-se aceitar indicação de partidos, essa é lamentavelmente a regra do jogo, MAS quem faz a nomeação pode exigir ficha boa do indicado, se for ficha ruim é vetado, o partido que indique outro até ser aceito. Muitos governos fazem assim e tenho experiencias pessoais de como isso funcionou em varios governos, a mensagem é "pode indicar mas não mande rato velho".

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ze sergio

petrobras....

Nada como um dia após o outro. A verdade vos libertará. Nacionalismo. Agora podemos encher a boca para falar. Militares. Nem tanto o céu, nem tanto o inferno. Depois de você criar um enredo encima de uma fantasia de anticapitalismo, como dar sequencia à história, sem industrialização, sem capital, sem recursos para o futuro, se o Estado não comporta mais tamanha elite incorporada a ele? TRAIÇÃO. Você pega a soberania de um país, sua economia e empresas exclusivamente nacionais e as vendem. Nada em troca. Injeção de capital que naturalmente entraria pela venda de seus produtos e não do seu controle. Mas aí, ações ao portador, vendidas no mercado exterior, longe do controle, politica e justiça nacionais. Quem é dono de S/A's. Sociedades Anônimas. Deixe o dinheiro do trabalhador brasileiro apodrecendo em Fundo de Garantia, que não remunera nem a inflação, enquanto ações de gigantes nacionais fazem a felicidade de "anônimos" (não é mesmo Poder Público?) e estrangeiros, que dão garantia à transação enquanto enriquecem com o futuro da nação brasileira. Nunca na história brasileira houve tamanho crime contra o país. Tamanho roubo só poderia ser completado com a notícia de venda de território brasileiro para estrangeiros. Seremos estranhos, seremos invasores, seremos lacaios dentro da nossa própria casa. Nem na Ditadura, nem no Governo Sarney ou outros corruptos e vendilhões tinha visto tamanha vulgaridade na Politica Nacional. Estrapolou qualquer limite.   

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joel lima

Se essa corja que tomou conta

Se essa corja que tomou conta do Brasil tomasse conta dos EUA, André, até a NASA era privatizada rss 

Lula nunca poderia ter permitido que o petrobrás tivesse postos de importância tomadas pela escumalha política, que, como severino cavalcanti, vê a petrobrás só como uma empresa que fura poço.  E não sei se é o caso, o governo Dilma tentou abaixar a inflação congelando os preços da petrobras - e no final a inflação não foi contida e pra ferrar de vez o plano Dilma-Levy teve a ideia de gerico de dar um aumento monstro nas tarifas, o que deu combustível pra recessão maldita em que estamos. 

 

 

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