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A Odebrecht conseguiu 6 meses de prazo, a partir das delações, com sigilo das informações de corrupção em outros países
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O Brasil é macunaímico não por quem não assinou a carteira para receber a BF, mas do Ministro que contou o caso
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A grande armação visando ou a prisão ou acelerar a condenação de Lula é ridiculamente frágil.
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CUT-RS usa outdoors para divulgar deputados que apoiam reformas de Temer

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Jornal GGN - A Central Única dos Trabalhadores do Rio Grande do Sul (CUT-RS) está usando outdoors para divulgar o rosto e nome dos deputados gaúchos que apoiam as reformas da Previdência e Trabalhista propostas pelo governo Temer: Alceu Moreira (PMDB), Yeda Crusius (PSDB) e Daniel de Deus (PSD). 
 
Segundo informações do portal Sul21, a campanha foi espalhada em dezenas de outdoors da Capital e interior do Estado com a frase “Traidores: querem acabar com a aposentadoria e a CLT” e chamando a população para a greve geral marcada para o dia 28 de abril. 
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Carta aberta do advogado Cristiano Zanin a Merval Pereira

"Avalio, Merval, que o senhor jamais conseguirá esconder um outro verdadeiro “segredo de polichinelo” — o mal que a Globo faz ao País e à democracia"
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Jornal GGN - O advogado de defesa do ex-presidente Lula, Cristiano Zanin Martins, divulgou uma carta aberta ao jornalista do Jornal O Globo, Merval Pereira, rebatendo sua última coluna publicada na sexta-feira (21), denunciando a aliança entre a empresa de comunicação e os agentes públicos que integram a Lava Jato para inviabilizar a atuação política de Lula.
 
"As afirmações de Pinheiro, que é corréu na ação e por isso depôs sem o compromisso de dizer a verdade, foram, no entanto, suficientes para que sua coluna concluísse que “Lula é o verdadeiro dono do tríplex e do sítio de Atibaia”. E o senhor foi além: fez ataques diretos e levianos a mim e ao advogado Roberto Teixeira", destacou Zanin, arrematando em seguida que, muito provavelmente, o jornalista da Globo jamais se dispôs a assistir o vídeo da audiência que o ex-diretor da OAS deu à Lava Jato na última quinta-feira (20).
 
"Se tivesse assistido, saberia que Léo Pinheiro respondeu às minhas perguntas dizendo que Lula jamais teve as chaves ou usou o imóvel; jamais manteve qualquer pertence pessoal no local; jamais usou ou teve qualquer título da propriedade do apartamento. Ou seja, Pinheiro ao responder às minhas questões — independentemente da versão que havia combinado para ter sua delação premiada aceita — reconheceu que o ex-Presidente jamais praticou qualquer ato que pudesse indicar posse, uso ou gozo do apartamento, que são os atributos necessários para a configuração da propriedade segundo o artigo 1.228, do Código Civil", completou. 
 
A seguir, a carta na íntegra:
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A campanha de imprensa que levou Getulio ao suicídio, por André Araújo

A campanha de imprensa que levou Getulio ao suicídio

por André Araújo

A crise politica que levou o Presidente Vargas ao suicídio em 24 de agosto de 1954 foi em grande parte montada pela imprensa carioca, naquela época a mais importante do Pais pela quantidade e peso dos jornais, pela alta qualificação dos colaboradores, parte deles grandes escritores da nata da literatura brasileira do século passado. Os donos e diretores dos jornais estavam no centro da elite social e econômica do Pais e sua influencia era proporcionalmente maior que hoje, havia uma interpenetração da politica no jornalismo e vice-versa.

A linha de frente da imprensa carioca era anti-Vargas por uma serie de razões históricas, o terceiro tempo desse grande estadista da politica brasileira era voltado para uma linha que poderia se chamar de centro esquerda, nacionalista e desenvolvimentista, que desagradava aos chamados “setores conservadores” da sociedade e da politica brasileiras, que curiosamente apoiaram fortemente o mesmo Vargas nos quinze anos entre 1930 e 1945 e o temiam especialmente no período ditatorial do Estado Novo, quando Vargas era reverenciado.

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Glauber Rocha e a Teoria do Choque, por Jota A. Botelho

Glauber Rocha e a Teoria do Choque, por Jota A. Botelho

Glauber explica o filme A Idade da Terra

Nesta entrevista a Luis Fernando Silva Pinto, realizada no Festival de Veneza em 1980, data do lançamento do filme A Idade da Terra, Glauber Rocha além de explicar o longa-metragem, fala sobre o sequestro de Cristo pela Europa importando um Deus para si, razão pela qual o leva a resgatar este Cristo para o Terceiro Mundo nas figuras de um Cristo Negro, um Cristo Pescador, um Cristo Branco como se fosse o Rei Dom Sebastião, o conquistador português, e um Cristo Guerreiro-Ogum de Lampião, ambos interpretados por Antonio Pitanga, Jece Valadão, Tarcísio Meira e Geraldo Del Rey respectivamente, que segundo Glauber, representam os quatros Cavaleiros do Apocalipse que ressuscitam o verdadeiro Cristo no Terceiro Mundo, cuja identidade nos é revelada como se fosse um Terceiro Testamento, recontado através do mito dos quatro Evangelistas: Mateus, Marcos, Lucas e João. Sendo assim, afirma Glauber Rocha, o longa assume um tom profético, bíblico e religioso. Mas fazemos aqui uma leitura completamente livre, apenas através de imagens extraídas do próprio filme, sem quase nada para explicá-las, pois pensamos que elas falam por si mesmas, desta que foi a última obra do cineasta considerada por muitos, tanto pelo público quanto pela crítica, chatíssima e incompreensível, como tudo que sempre pensaram quando vinha de Glauber Rocha.  



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Coreia do Norte, guerra nuclear e guerra mundial, por Gustavo Gollo

Coreia do Norte, guerra nuclear e guerra mundial, por Gustavo Gollo

Estamos sob o risco de uma guerra mundial devastadora. Não conhecemos em detalhes as consequências exatas de tal catástrofe, sabemos apenas que nada bom advirá dela; a dúvida obscurece tão somente o tamanho da tragédia. Podemos temer um inverno nuclear após o escurecimento dos céus, consequência da poeira venenosa suspensa pela profusão de bombas nucleares. Tal catástrofe eliminaria as colheitas, esfriaria e escureceria o planeta por certo período, sob intensidade e duração ignoradas. 

Por que nos meteríamos em absurdo tão devastador, em uma guerra apocalíptica? Só por uma decisão idiota nos meteríamos em tamanho disparate, mas temos sido absurdos assim, basta olhar, por exemplo, para o Oriente Médio, imerso em guerras insensatas e nos consequentes sofrimentos para tantos. Assim, embora a abominável façanha viesse a ser absurda, insana, não seria a primeira vez que nos veríamos emaranhados em insensatez tão alarmante.  Leia mais »

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O Brasil sob a ditadura Globo-Lava Jato, por Jeferson Miola

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O Brasil sob a ditadura Globo-Lava Jato
 
Por Jeferson Miola
 
É difícil aceitar a dolorosa realidade, mas o Brasil está, efetivamente, sob um regime ditatorial. O golpe de 2016 e o regime de exceção evoluíram para a ditadura jurídico-midiática da Rede Globo com a Lava Jato e setores da PF, judiciário e STF. Assim como na ditadura instalada com o golpe de 1964, a engrenagem desta ditadura também contou com a participação decisiva da Rede Globo.
 
O editorial do jornal O Globo deste 22 de abril, por ironia o dia que marca 517 anos da descoberta do Brasil pelos dominadores portugueses, revela a simbiose estratégica entre a Globo e a força-tarefa da Lava Jato. Ambos, a serviço de interesses estrangeiros, adotam idêntica linguagem, empregam os mesmos métodos, e partilham do mesmo ódio fascista aos seus inimigos.
 
No editorial “Cerco de depoimentos confirma Lula como o chefe”, o Globo conclui existir “estridente evidência de que Lula não poderia desconhecer aquilo tudo”. No dicionário do regime de exceção, “estridente evidência” é sinônimo de “não temos provas, mas temos muita convicção”.
 
A imputação da Globo – “Lula como o chefe” – é variante daquela acusação leviana, apresentada no power-point do fanático procurador Deltan Dallagnol: “Lula é o comandante máximo do esquema de corrupção”.
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Todos os bandidos morreram e o Brasil continuou o mesmo, por Mário Lima Jr

Todos os bandidos morreram e o Brasil continuou o mesmo

por Mário Lima Jr

Os marginais do Brasil (exceto políticos corruptos) morreram no dia 22/04/2017 de uma só vez, por milagre. Deus, que é brasileiro, ouviu as preces do cidadão de bem que ensina o respeito à Lei e à Ordem aos seus filhos e representa a família, a religião e os bons costumes.

Católicos disseram que Nossa Senhora Aparecida intercedeu, evangélicos repudiaram a ideia, mas os dois lados concordaram que foi maravilhoso ouvir os uivos dos assaltantes, assassinos, traficantes e estupradores dentro dos presídios e celas do país.

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Cronologia mostra o que fez Léo Pinheiro mudar delação

Recusa de acordo de delação premiada da OAS, novo pedido de prisão e aumento de pena estão por trás da mudança de ex-executivo
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Jornal GGN - Uma cronologia a respeito dos depoimentos do ex-diretor da OAS, Léu Pinheiro, levantada pelos advogados de defesa de Lula, e reproduzidas no site Tijolaço, aumenta os indícios de que o instrumento jurídico 'delação premiada' foi utilizado para pressionar ex-executivo. 
 
Em junho de 2016, por exemplo, Pinheiro não tocou no nome do ex-presidente para explicar os acordos ilícitos entre a construtora e políticos o que, segundo informações levantadas na época pela Folha de S.Paulo, levou seu acordo de delação a ser recusado pela justiça de Curitiba. Poucos meses depois, em agosto, a procuradoria pediu por nova prisão de Léo Pinheiro. Em outubro, um blog que atua como assessoria clandestina de promotores da Lava Jato publicou uma nota alertando que o objetivo da prisão do ex-dirigente da OAS era obter informações para corroborar a tese de que o Triplex do Guarujá pertencia a Lula. Em novembro, Pinheiro continuou não informando que o ex-presidente seria dono da apartamento, e sua pena foi aumentada em dez anos, até que, recentemente, em abril de 2017, o executivo finalmente incriminou Lula.
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Haddad, Avritzer e Singer discutem democracia e Estado de Direito no Brasil

Os professores Leonardo Avritzer, André Singer e o ex-prefeito Fernando Haddad se reúnem no primeiro encontro do ciclo Pensando a Democracia a ser realizado em São Paulo.

A crise por que passam o Brasil e o mundo em termos políticos e de valores republicanos exige um esforço extra de cientistas políticos no sentido de repensar as formas democráticas. Com isso em mente, o coordenador do Projeto Democracia da Fafich-UFMG, prof. dr. Leonardo Avritzer, com apoio do BDMG e com parceria do Cenedic-USP e do Cedec-USP, idealizou o ciclo Pensando a Democracia. Serão encontros mensais em Belo Horizonte e em São Paulo, que reunirão intelectuais renomados para debater o tema, democratizando a discussão para fora dos muros da universidade. Leia mais »

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Eleições e plebiscito revogatório Já, por Roberto Requião

Estamos sendo escravizados por um governo fraco que cede a toda e qualquer exigência do capital estrangeiro
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Marcos Oliveira/Agência Senado
 
Eleições e plebiscito revogatório Já
 
Por Roberto Requião
 
Para se mudar uma realidade, é preciso que a conheçamos em profundidade. A realidade do Brasil, hoje, que é exposta nas redes de televisão, nos jornais e nas rádios é terrível.  Mas ela não é uma realidade completa e fielmente representada por essa mídia.
         
A mídia presta serviços a setores da sociedade. A mídia está a serviço, dos banqueiros, do capital financeiro e dos rentistas. A mídia quer realizar uma involução no Brasil, em favor do livre mercado, do Estado Mínimo e do fim do Estado Social.
 
Vou dar um exemplo para deixar mais claro.
      
Temer dá uma entrevista à TV Bandeirantes, e durante esta entrevista diz, com todas as letras e absoluta clareza, que a ex-presidente Dilma foi cassada porque o PT se recusou a vender três votos favoráveis a Eduardo Cunha na Comissão de Ética.
         
Eduardo Cunha é velho conhecido e parceiro de Temer. Foi uma marionete do processo de impeachment, admitindo-o somente por terem negado sua absolvição, o que era esperado, visto se tratar de um notório criminoso. Cunha foi o principal instrumento do impeachment de Dilma Rousseff. 
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O impacto do desastre de Mariana na vida dos índios Krenak

Lama tóxica trouxe fim da pesca e caça, alterando drasticamente estilo de vida na aldeia indígena 
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Para os índios Krenak que vivem às margens do rio Doce, a lama proveniente da mina da Samarco trouxe o fim da pesca e da caça e o ocaso de um estilo de vida. A empresa não responde se há salvação para aquelas águas
 
por Luísa Torre, Patrik Camporez 
 
“Não fale a palavra Samarco. É amaldiçoada, assim como o rio está amaldiçoado.” O recado veio de um agente da Funai, pouco antes de a reportagem pisar nas aldeias indígenas Krenak, localizadas às margens do rio Doce, no município de Resplendor, em Minas Gerais.
 
Um ano e meio após um mar de lama e rejeitos de minério vazar das barragens de Fundão, em Mariana, a vida às margens do rio Doce se transformou completamente. Se antes caçar, pescar, beber água do rio e irrigar as plantações era parte do dia a dia, as 126 famílias indígenas que viviam da agricultura nas sete aldeias Krenak agora se acostumam a buscar as compras nos supermercados da cidade e a ver, diariamente, caminhões-pipa rodando pelas frágeis estradas de barro, cortando a calmaria. Os sons de galinhas, cachorros e passarinhos se misturam ao vai e vem dos carros e motos que muitos índios aproveitaram para comprar com a indenização paga pela Samarco.

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Muito além de um copo de vidro, por Alfeu

Muito além de um copo de vidro, por Alfeu

Com as grandes navegações, o continente europeu se lança ao mar na conquista de regiões desconhecidas, longíquas e inimagináveis. A exploração das imensas riquezas naturais agora disponíveis necessitou de mão de obra na mesma proporção, principalmente escrava que podia ser local ou traficada de outras regiões.

Entre idas e vindas, nesses últimos seis séculos, sistemas econômicos e políticos se transformaram, nessas regiões surgiram países que mesmo independentes politicamente mantiveram o mesmo papel a eles designados, mantendo as antigas e introduzindo novas  práticas, a mão de obra mesmo se tornando assalariada, continuava sendo explorada.

Atualmente podemos ver que de maneira global que tudo isso acabou resultando na degradação ambiental e na extrema miséria.

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IMS lança site com 40 músicas inéditas de Pixinguinha

Portal de acesso gratuito cruza informações de mais de 500 músicas e 3 mil recordações de críticas e reportagens sobre artista
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Jornal GGN - Para celebrar os 120 anos de Pixinguinha, o Instituto Moreira Salles lança neste final de semana um site que traz 40 músicas inéditas do cantor, compositor, instrumentista e arranjador. O portal - www.pixinguinha.com.br - pode ser acessado gratuitamente e conta com mais 500 músicas e 3 mil recordações de críticas e reportagens, cruzando informações sobre o trabalho e vida de um dos maiores artistas da música brasileira. 
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VIDA, uma tragédia de jardim encenada na Estação Espacial, por Fábio de Oliveira Ribeiro

VIDA, uma tragédia de jardim encenada na Estação Espacial

por Fábio de Oliveira Ribeiro

A exemplo de todos os filmes norte-americanos lançados no Brasil, VIDA também recebeu críticas elogiosas e favoráveis. (no G1 e na Folha)

Nenhuma novidade. As empresas de comunicação recebem rios de dinheiro dos distribuidores e da Embaixada dos EUA para promover qualquer porcaria que é levada às telas de cinema no Brasil.

Vida chama a atenção por ser diametralmente oposto ao filme Gravidade (2013). Um começa mal e termina bem, o outro começa bem e termina mal. Num deles o divino interfere para produzir o bem, no outro o mal prevalece por causa das deficiências emocionais, dos erros e das falhas de caráter dos personagens.

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Deus joga dados em não-acontecimento da Champ Élysées, por Wilson Ferreira

por Wilson Ferreira

Nas imagens da CNN estranhamente a câmera parece dar a deixa para as ações na Champs Élysées: quando veem a câmera bombeiros e paramédicos começam a correr não se sabe para onde, enquanto cruza a cena policiais antimotim com escudos, capacetes fortemente armados em fila – para onde estão indo se a área foi isolada e o atirador já  está morto? Inúmeras anomalias marcaram mais um não-acontecimento às vésperas das eleições presidenciais na França. E como sempre (Londres, Berlim, Nice, Bataclan, Charlie Hebdo etc.) mais recorrências e sincronismos. Enquanto a Ciência tenta compreender a realidade a partir de fenômenos recorrentes e eventos sincrônicos, o Jornalismo ainda crê em acidentes, no acaso e nas fatalidades. Para a grande mídia, fora desse mundo no qual Deus parece jogar dados com os acontecimentos, estão à espera os paranoicos teóricos da conspiração. Mas dessa vez a “coincidência” entre os tiros no boulevard mais famoso do mundo e o debate eleitoral num estúdio de TV foi além da conta...

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