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Luis Nassif Online

A cada dia que passa fica mais nítida a participação de forças dos Estados Unidos no golpe do impeachment.
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Autor analisa os impactos geopolíticos da nova ordem legal anticorrupção manobrada pelos Estados Unidos
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Santa Rita do Passa Quatro comemora o centenário de uma das mais conhecidas músicas brasileiras da história

Embaixadores de 12 países apoiam Parlamento venezuelano

Da Agência Brasil com EFE

Embaixadores de 12 países compareceram hoje (19) à sede do Parlamento venezuelano, de maioria opositora, para expressar apoio após a Assembleia Constituinte ter assumido as competências do órgão para legislar.

Compareceram à sede da entidade em Caracas representantes das embaixadas da Espanha, Holanda, Chile, Itália, Alemanha, Áustria, Argentina, Polônia, México, França, Reino Unido e Portugal.

Esta é a maior presença até o momento de embaixadores no Parlamento venezuelano, que já recebeu a visita de apoio de diplomatas de vários países críticos à Constituinte instalada pelo governo.

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A velhice não é a pior parte parte da vida, por Giuliano Cedroni

 
Jornal GGN - "O envelhecimento da população é um dos maiores triunfos da humanidade e também um de seus grandes desafios. (...) Ainda assim, a publicidade conseguiu convencer bilhões de pessoas de que ser considerado velho é das piores coisas que podem acontecer a um ser humano", resumiu Giuliano Cedroni.
 
O jornalista passou a refletir sobre o tema ainda durante uma pesquisa extensa na biografia da fotógrafa Maureen Bisilliat, após analisar a série televisita "Outros Tempos Velhos", e se espelhar na vida de Ney Matogrosso, além de outros casos que vai desenhando em sua coluna publicada na Ilustríssima, da Folha de S. Paulo.
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Governo brasileiro e ONU repudiam atentado na Finlândia

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Foto: AFP

Por Mariana Branco

Da Agência Brasil

O governo brasileiro e a Organização das Nações Unidas (ONU) manifestaram-se hoje (19) sobre o atentado a faca na cidade finlandesa de Turku, que deixou dois mortos e oito feridos. Em nota, o Itamaraty repudiou o ataque e solidarizou-se com as famílias atingidas e os cidadãos finlandeses. A ONU também expressou repúdio e deu “sinceras condolências” à Finlândia.

Segundo o Itamaraty, uma italiana casada com um brasileiro está entre os feridos e recebe atendimento médico. O governo destacou que a Embaixada do Brasil em Helsinque, capital da Finlândia, está em contato com a família para prestar assistência e acompanhará de perto a situação.

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Curta da Semana: gnose durante a morte em Bullet In The Brain, por Wilson Ferreira

Dizem que à beira da morte assistimos a um filme sobre as nossas vidas. O curta “Bullet in The Brain” (2001), adaptação do conto homônimo do escritor norte-americano Tobias Wolff, mostra que talvez isso seja verdade, mas não da forma como imaginamos. Um professor de Literatura cínico e amargo permite que a sua metodologia de crítica profissional se estenda para sua própria vida cotidiana, mesmo no meio de um assalto a um banco e com o cano de um revólver no seu queixo. A velocidade da bala é menor que a velocidade das sinapses cerebrais, o que lhe proporcionará surpreendentes segundos finais: a descoberta de coisas que foram esquecidas na vida e a gnose durante a morte.

O escritor norte-americano Tobias Wolff (1945-) é conhecido pelo seu estilo chamado de “realismo sujo”. Com uma impecável técnica literária, principalmente através dos seus contos, Wolff tem a capacidade de ver na trivialidade da vida, e através dela, aspectos ao mesmo tempo sombrios e sublimes da condição humana.

 

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Por que ser contra o pagamento do ensino universitário público?

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Foto: Reprodução

Por Roberto Kraenkel

O pagamento de mensalidades pelo ensino universitário público no Brasil sempre vem à tona quando as universidades enfrentam problemas financeiros.  A pergunta  retórica que se ouve amiúde é : por que não cobrar de quem pode pagar? Pois bem, aqui vão algumas razões.

O que está em jogo quando se fala da cobrança pelo ensino público é muito mais do que uma questão financeira, que - de toda forma -  é sempre momentânea. Trata-se, antes de mais nada,  de aumentar o campo de influência dos valores (neo)liberais. Explico-me:  ao tornar as  universidades pagas, faz-se com que nelas se introduza uma nova escala de valores, uma escala monetária. Assim, com o passar do tempo certamente as melhores universidades quererão cobrar mais caro que outras – pois na ética neoliberal isto é absolutamente natural. Haverá diferença de preço entre cursos. E, internamente, haverá valorização de atividades que atraiam mais dinheiro para a universidade. Docentes mais populares ou que atraiam mais verbas tornam-se mais prestigiados. Estudantes transformam-se em clientes. Valores passam, portanto, a ser monetizados. O conteúdo ideológico é óbvio, levando a uma naturalização do conceito de que o valor em dinheiro é um fundamento ético adequado para todo tipo de decisões, não só universitárias.

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A eterna compulsão brasileira em destruir seus ídolos, por Rui Daher


Foto: Rafael Ribeiro / CBF

Por Rui Daher

Não mais pelo complexo de vira-latas, como quis Nélson Rodrigues, mas por espírito malévolo, de ódio, inveja e implicância.

Chega-me às mãos a edição impressa desta semana de CartaCapital, com Henrique Meirelles na capa. Nela a matéria “Por que não gostamos de Neymar”, assinada por Nirlando Beirão.

Vou à leitura, pois a lide repete o que, um dia, falou o técnico Raul Simões: “estamos criando um monstro”. O jornalista vai na mesma levada, “é o único craque brasileiro, dizem os hermeneutas da bola. Pode ser, mas não basta para construir um ser humano”.

Diante da má construção do texto de Beirão, unanimidade ente quem milita no jornalismo, penso possível Neymar ser um urso, uma formiga, caranguejo das praias santistas.

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Quatro canções paradigmas, por Aderaldo Luciano

Quatro canções em quatro discos brilhantes detonaram minha vida. Detonaram não no sentido de terem me levado à lona financeira, ao chão da mendicância. Detonaram porque expandiram-me em mim mesmo, levaram-me além para meu próprio além. Foi assim que se deu: fui fazer um concurso em Campina Grande, levei o dinheiro de ir, voltar e, possivelmente, almoçar. Era um concurso importante, eu estava preparado, cheio de aprendizado, afiadíssimo, tudo estava na ponta da língua, na ponta do lápis. Eu seria o primeiríssimo lugar. Dentro de dois meses estaria muito bem empregado no Tribunal de Justiça, ganhando a grana que garantiria minha aposentadoria, coçando o pé da barriga, inflada de chopp e cana brejeira.

Peguei uma carona e poupei a passagem de ida. Tudo começara dando certo. Bom sinal. Aumentou minha certeza e minha positividade. A carona deixou-me ali no Bompreço. Ao invés de subir direto para a Praça da Bandeira, desci pelo beco e caí na rua que vai dar na rodoviária velha. Passaria na Olacanti pra paquerar um violão, subiria cortando até o Calçadão, tomaria um café com um pedaço de bolo e queijo de coalho, atravessaria a avenida e faria as provas no Alfredo Dantas. Mas Deus tem sempre um plano melhor para nossas vidas. Para a minha não tenho nenhuma dúvida. No Calçadão estava um cara com uma caixa com uns 100 lps. Era vinil a dar com o pau. Os urubus já em cima. E eu me aproximei.

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Xadrez da influência dos EUA no golpe, por Luís Nassif

A cada dia que passa fica mais nítida a participação de forças dos Estados Unidos no golpe do impeachment. Trata-se de tema polêmico, contra o qual invariavelmente se lança a acusação de ser teoria conspiratória. O ceticismo decorre do pouco conhecimento sobre o tema e da dificuldade óbvia de se identificar as ações e seus protagonistas. Imaginam-se cenas de filmes de suspense e de vilões, com todos os protagonistas  orientados por um comitê central.

Obviamente não é assim.

Um golpe sempre é fruto da articulação das forças internas de um país, não necessariamente homogêneas, e, em muito, da maneira como o governo atacado reage. No decorrer do golpe, montam-se alianças temporárias, em torno do objetivo maior de derrubar o governo. Há interesses diversos em jogo, que provocam atritos e se acentuam depois, na divisão do butim.

A participação gringa se dá na consultoria especializada e no know-how da estratégia geral.

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Fora de Pauta

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A resposta de Dilma aos ataques de Veja


Foto: Jose Cruz/ Agência Brasil
 
Jornal GGN - "Depois de 36 anos, 10 meses e 21 dias de serviços prestados – comprovados documentalmente – aos 68 anos de idade, Dilma Rousseff se aposentou com vencimentos pouco acima de R$ 5 mil — o teto do INSS. Ela nada recebe como ex-presidenta da República ou anistiada política. O benefício segue os rigores da lei. Tampouco se valeu de subterfúgios para o recebimento de valores indevidos ou excessivos, como ocorre com Michel Temer e ministros do governo golpista", disse em nota a assessoria da ex-presidente Dilma Rousseff.
 
A manifestação é sobre reportagem supostamente exclusiva da revista Veja, de que uma sindicância do governo "constatou que petista furou a fila do INSS com ajuda de servidores e obteve benefício sem ter a documentação necessária na ocasião". Em resposta, a assessoria narra que além de ter sido presa pela ditadura no início dos anos 70, Dilma foi obrigada a se afastar de seu trabalho na Fundação de Economia e Estatística, desde 1977, por "integrar a chamada lista do General Frota". "Só no final dos anos 1980, foi anistiada".
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Feminismo e a paranoia sexual, por Francisco Bosco


Foto: Getty Images

Sugerido por Ricardo Cavalcanti-Schiel

Por Francisco Bosco

Da Revista Cult

Há alguns meses foi publicado nos Estados Unidos um livro tão interessante quanto preocupante: Unwanted advances: sexual paranoia comes to Campus, da professora feminista Laura Kipnis. O livro é uma mistura de ensaio e relato de tribunal; no caso, o tribunal em curso nas universidades americanas, fruto de uma mudança recente numa legislação específica para os campi. Um tribunal que só produz julgamentos de exceção, mantidos na obscuridade porque se revelam insustentáveis sob o escrutínio público. Laura Kipnis compara o que está acontecendo nessas universidades a momentos inglórios da história americana, períodos de delírio coletivo em que perseguições e punições são instauradas por meras delações, os indivíduos perdem direitos fundamentais, as instituições fraquejam e reina uma violência arbitrária e oficialmente sancionada.

O livro nasceu de um caso concreto, que envolveu a própria autora. No começo de 2015, ela publicou, num veículo de sua universidade, Northwestern (onde dá aulas de cinema), um artigo sobre o que ela identificava como uma onda de paranoia sexual nas universidades americanas. A autora criticava uma recente mudança na legislação, que, combinada a certa perspectiva feminista, vinha “infantilizando os estudantes”, subindo o “clima de acusação” e “aumentando largamente o poder dos administradores da universidade sobre nossas vidas”. Explico. Já há várias décadas existe nos Estados Unidos uma legislação chamada Title IX, sob responsabilidade do Departamento de Educação, e originalmente criada para regular questões de igualdade de gênero nas universidades americanas. Em 2011, entretanto, promoveu-se uma mudança na lei, que passou a abranger também problemas de relações sexuais nos campi: desde estupros, passando por qualquer forma de avanços sexuais indesejados, até, como veremos, o mero uso de linguagem sexual.

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Brejo da Cruz, Chico Buarque

Enviado por Cris Kelvin

Comentário ao post "Um best-seller no Piauí, por Rui Daher"

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Procuradores escancaram todas relações de Gilmar com empresários presos


Reprodução do Diagrama feito pelo MPF-RJ em ofício enviado à Procuradoria-Geral da República

Jornal GGN - Os procuradores da República do MInistério Público Federal do Rio de Janeiro emitiram nota pública sobre o pedido para que Gilmar Mendes, ministro do Supremo Tribunal Federal (STF), declare-se suspeito de julgar casos relacionados ao investigado em primeira instância Jacob Barata Filho, empresário de transporte público. Com novas informações, procuradores confirmam "estreita relação [do investigado] com o Ministro Gilmar Mendes, haja vista a quantidade de vínculos sociais e profissionais".

Como se não bastassem as proximidades societária e de advogados, os procuradores do Rio de Janeiro afirmaram que dias antes da prisão de Jacob Barata Filho, o empresário de ônibus preso teve um diálogo que comprovou "íntimo relacionamento pessoal" com Francisco Feitosa de Albuquerque Lima, o cunhado de Gilmar, "tratando-se como amigos e compadres":


Reprodução do Ofício do MPF-RJ

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