newsletter

Pular para o conteúdo principal

Luis Nassif Online

Ganhando as eleições, Rede lança o país em uma incógnita. Perdendo, será dona da agenda de modernização; por Luis Nassif
170 comentários
País é citado no programa da pessebista como referência na adoção de fontes renováveis, mas passa sufoco com tarifas
40 comentários
Na próxima 4a feira, em São Paulo, Ideli anunciará a retomada dos trabalhos de identificação dos mortos da Vala de Perus
4 comentários

Desvendando Marina, por Rogério Cezar de Cerqueira Leite

da Folha

Rogério Cezar de Cerqueira Leite: Desvendando Marina

A inesperada candidatura da sra. Marina Silva à Presidência da República deixa perplexos tanto a população como a opinião pública, inclusive os mais avisados. Todos reconhecem sua honestidade e inquestionável obstinação pelo progresso do homem brasileiro. Mas, por que então esse embaraço? Essa inquietação? Detecto, em casos extremos, cidadãos bem-intencionados que dizem que votarão em Marina, mas que, consciente ou inconscientemente, preferem que ela perca. Por que essa ambivalência?

Não é por causa de seu apego a questões ecológicas, certamente, pois percebemos que as circunstâncias e as necessidades materiais imporão limites realistas a eventuais ações nesse campo. Não é por medo de inadequação em gestão, pois sua equipe, principalmente aquela que a assistia quando montava o seu partido, a Rede, inclui executivos, economistas e intelectuais reconhecidamente competentes.

Resta considerar suas crenças mais íntimas, inclusive religiosas, por que não? Minha convicção é a de que o comentarista não tem o direito de especular sobre a religião das pessoas que analisa. Todavia, há exceções quando se suspeita que essas crenças possam ter influência no bem-estar do povo. É o caso de fundamentalismos, inclusive o criacionismo. Marina Silva, no passado, admitiu essa sua convicção. Ultimamente, evita discussões sobre o problema.

Leia mais »

Média: 4.2 (15 votos)

Maluf tem candidatura barrada pelo TRE

Jornal GGN – O pedido de candidatura de Paulo Maluf (PP-SP) foi indeferida ontem, dia 1, pelo Tribunal Regional Eleitoral de São Paulo. Maluf tenta se reeleger deputado federal. A Corte eleitoral aplicou a Lei da Ficha Limpa na impugnação da candidatura do ex-prefeito.

O desembargador Antonio Carlos Mathias Coltro, presidente da Corte eleitoral, deu o voto final, já que o julgamento estava empatado por 3 votos a 3. Maluf foi condenado pelo Tribunal de Justiça do Estado, por suposto ato de improbidade administrativa, em 2013. E este foi o motivo para que sua candidatura fosse barrada.

Como prefeito de São Paulo, entre 1993 e 1996, Maluf autorizou a contratação das obras do Túnel Airton Sena, zona Sul da capital. O Ministério Público Estadual levantou problemas: superfaturamento e pagamentos ilegais relativos à medição 72, ou consolidação do solo. Atualizando os valores para 2013, os desembolsos representaram R$ 21 milhões de prejuízos ao Tesouro. O Tribunal de Justiça entendeu que Maluf agiu com “culpa grave”, mas não com dolo.

A Lei da Ficha Limpa prevê que o candidato seja barrado quando age com dolo que implique em dano do erário e em enriquecimento ilícito. São seis condições previstas, e cumulativas, não sendo alternativas. No julgamento em questão, o dano foi reconhecido, mas não o enriquecimento ilícito de Maluf.

Leia mais »

Média: 3.5 (6 votos)

Comissão da Verdade pede demissão de general Peri, por zombar da democracia

Jornal GGN -  O general Enzo Peri conseguiu se tornar uma unanimidade. Um abaixo-assinado endossado por entidades de defesa dos direitos humanos, ex-presos políticos e familiares de mortos e desaparecidos na ditadura militar exige a demissão do comandante do Exército general Enzo Peri pois que ele "afronta os poderes da República aos quais deve obediência". O documento chegará às mãos da presidente Dilma Rousseff nos próximos dias.

O estopim para o abaixo-assinado foi um ofício que Peri enviou aos quartéis, proibindo a colaboração com investigações sobre violências que teriam acontecido em dependências militares durante o período da ditadura. O teor do ofício veio a público há pouco mais de 10 dias, em reportagem do jornal O Globo, assinada por Chico Otávio.

O documento pede a demissão do general, que afronta a democracia, bem como a Comissão Nacional da Verdade. Será entregue à presidente que deverá decidir. O Ministério da Defesa ainda não se pronunciou.

Leia a reportagem de Roldão Arruda, do Estadão.

Do Estadão

Vítimas da ditadura querem que Dilma demita general

ROLDÃO ARRUDA

Em abaixo-assinado, entidades de defesa dos direitos humanos e ex-presos afirmam que general zomba da Comissão da Verdade e da presidente da República

Deve chegar às mãos da presidente Dilma Rousseff, nos próximos dias, abaixo-assinado solicitando a demissão do comandante do Exército, general Enzo Peri. Endossado por entidades de defesa dos direitos humanos, ex-presos políticos e familiares de mortos e desaparecidos nos anos da ditadura, o documento afirma que o general afronta “os poderes da República, aos quais deve obediência”. Entre as entidades que já assinaram o pedido aparecem a Rede Social de Justiça e Direitos Humanos, o Grupo Tortura Nunca Mais Rio de Janeiro e o Movimento Nacional de Direitos Humanos.

Leia mais »

Média: 4.7 (12 votos)

Em evento, Lewandowski fala sobre influência da mídia e 'domínio do fato'

Jornal GGN - O presidente do Supremo Tribunal Federal, Ricardo Lewandowsk, durante o Congresso Internacional de Direito Penal, afirmou que a é uma grande preocupação dele e de magistrados a "influência da mídia nos julgamentos penais". Lewandowski participou, neste Congresso, da homenagem a Claus Roxin, estudioso da tese do domínio do fato e que teria expressado também sua preocupação quanto à influência da mídia.

“Pelo que fui informado", disse Lewandowski, "Sua Excelência, professor Claus Roxin, tem dedicado seus últimos estudos a esse complexo tema que é a relação entre a publicidade dos julgamentos criminais, que é algo que garante a imparcialidade, mas as distorções que isso pode causar numa sociedade de massas".

A teoria do domínio do fato foi o mote para grandes embates entre Lewandowski e Joaquim Barbosa, por ocasião do julgamento da AP 470, o dito mensalão. José Dirceu foi o grande atingido pela teoria. Lewandowski explicou, aos presentes, que quando o professor Claus Roxin, veio ao Brasil, por ocasião do julgamento do mensalão, "esclareceu algo importante, que a teoria do domínio do fato não pode ser empregada no regime democrático, não pode ser empregada para uma organização que esteja atuando dentro da lei, mas só pode ser utilizada num momento de exceção ou para organizações criminosas, que atuem à margem da ordem jurídica.”

Leia mais »

Média: 4.7 (13 votos)

O que dificulta no Brasil é a existência de fragmentação partidária

Jornal GGN - André de Carvalho Ramos, Procurador regional eleitoral de São Paulo, concedeu extensa entrevista ao Conjur (Consultor Jurídico). O tema mais que necessário ao debate atual traz elementos que podem levar a um passo adiante. André critica a facilidade com que se cria partido político no Brasil, bem como a facilidadade com que se muda de partido sem qualquer punição. Alerta ainda para a necessidade de, a exemplo de países com ampla liberdade partidária, de cláusulas de barreira ou mesmo exigência de número mínimo de votos para conseguir cadeira.

Para André, a criação de novos partidos se daria somente se houvesse realmente um novo conjunto de propostas que o diferenciasse dos existentes e defende o voto facultativo. Diz ser necessário que o país encare uma ampla Reforma Política. “Se temos coligação proporcional, então essas diferenças não existem. No país, ocorre simplesmente uma acomodação de interesse para criar tantos partidos”, afirma ele.

O Procurador lembra que esta é a segunda eleição sob os auspícios da Le da Ficha Limpa. Apesar do avanço neste setor, o desafio continua, que é o de agir dentro do prazo legal, já que após os registros de candidaturas tem-se cinco dias para barrar ou não o candidato.

Leia mais »

Média: 3 (4 votos)

Ideli, uma Ministra de boa vontade

 
A Ministra Ideli Salvatti saiu desgastada do cargo de coordenadora política do governo e assumiu a Secretaria de Direitos Humanos com apenas 9 meses pela frente. Em tese, não haveria mais como inventar a roda. Muitos temas tinham dinâmica própria.
 
Mas Ideli trouxe uma dose de boa vontade inédita nos últimos anos nos trabalhos na SDH, em uma secretaria amorfa, com sua antecessora, Mária do Rosário, sofrendo críticas de diversos setores pela falta de competência e excesso de exposição ligeira na mídia.
 
Na próxima 4a feira, em São Paulo, Ideli anunciará a retomada dos trabalhos de identificação dos mortos da Vala de Perus - um tema quase totalmente abandonado por sua antecessora Maria do Rosário.
 
Com pouco tempo à frente do órgão, sem maiores conhecimentos da matéria, Ideli logrou ouvir as partes, identificar os nós e buscar soluções definitivas.

Leia mais »

Média: 4.4 (7 votos)

A eleição de Marina é um risco; sua candidatura, um avanço

Por varias razões, a candidatura de Marina Silva é um risco. Não dispõe de uma estrutura partidária, montou uma frente ampla de interesses muitas vezes conflitantes que terão que ser mediados por ela.

Como bem definiu o velho e sábio Plínio de Arruda Sampaio em 2010, Marina tem opiniões taxativas sobre todos os temas que são de consenso. E nenhuma opinião formada sobre temas polêmicos. Não entra em divididas. E a função de presidente exige, acima de tudo, discernimento e capacidade de mediação e de decisão.

Isto posto, vamos ao seu plano de governo e às circunstâncias políticas que viabilizaram a frente política que montou.

Trata-se de um divisor de águas, a primeira candidatura - não dela, especificamente, mas do PSB e da Rede Solidariedade - a entender, no plano político, os novos tempos - paradoxalmente, remetendo a tempos antigos, da base da fundação do PT. Mas, no plano econômico, trazendo de volta um liberalismo que se julgava sepultado que enterrará todos os ensaios de política industrial.

O modelo PT

Nos anos 80, como agora, havia o descrédito em relação às estruturas políticas existentes, um movimento vital saindo das entranhas da sociedade e buscando canais de participação

O PT foi montado em cima de três forças distintas. Havia o sindicalismo de Lula, a visão aparelhista dos ex-guerrilheiros, de José Dirceu, e os movimentos de base, de fundo católico mas com comando difuso. 

Pairando sobre os grupos, intelectuais de diversas procedências.

Os sindicatos garantiam a mobilização e a estrutura nacional controlada; os ex-guerrilheiros, as estratégias políticas internas e externas. E a imagem simbólica de Lula, a coesão.

Foi essa soma de fatores que permitiu a Dirceu conduzir a unificação das ações do PT - necessária para a institucionalização do partido, mas que sufocou as manifestações dos movimentos autônomos – sem que a frente implodisse.

Leia mais »

Média: 3.4 (36 votos)

A 2ª Grande Guerra: o dia-a-dia, quadro-a-quadro

Com trechos de discursos dos principais líderes das nações envolvidas.

 

Média: 5 (5 votos)

Fora de Pauta

O espaço para os temas livres e variados.

Média: 4 (4 votos)

Clipping do dia

As matérias para serem lidas e comentadas.

Média: 3 (2 votos)

Multimídia do dia

As imagens e os vídeos selecionados.

Média: 3 (2 votos)

Dilma Roussef diz que homofobia deve ser criminalizada

Declaração feita a jornalistas após o término do debate no SBT:

http://eleicoes.uol.com.br/2014/ao-vivo/2014/09/01/debate-uolsbtfolhajov...

Agora é ver como isso será trabalhado pela mídia, se haverá um compromisso com o PLC 122/06 no programa e como isso repercutirá no eleitorado.

Por ora a a fala de Dilma remete mais ao apensamento no Código Penal. Se for isso não é a reivindicação de LGBTs.

Se Dilma vier a falar: "Eu vou orientar minha bancada a pôr em votação e aprovar o PLC/122 imediatamente" é outra coisa. Aliás, o Senado não está em recesso, isso pode ser feito já.

  Leia mais »

Média: 2.6 (18 votos)

Blairo Maggi sobre Marina: messiânica, teimosa e dissimulada

AGRONEGÓCIOS / CRÍTICAS À PRESIDENCIÁVEL31.08.2014 | 18h02 - Atualizado em 31.08.2014 | 18h10Tamanho do texto  Leia mais »

Média: 4.2 (12 votos)

Os debates televisivos sofrem com a interferência da pauta midiática

 

O oligopólio midiático, sobretudo a televisão, influi decisivamente na construção da agenda pública. Valores, ideias, vozes e temas privilegiados pelo noticiário permitem enquadrar o que merece ser debatido na sociedade. Obscurece tantos outros assuntos, ideias e vozes, tornados invisíveis e desimportantes. Outros tantos demonizados. O oligopólio midiático revela também forte incidência na definição dos programas político-eleitorais dos partidos. Questões como a receptividade e a baixa capacidade de gerar controvérsia, frente aos meios massivos de comunicação, entram na mesa da escolha dos temas a serem abordados por muitos candidatos. Comumente, incidem na própria escolha dos candidatos pelos partidos políticos. Como bem frisa o sociólogo Pierre Bourdieu, a preocupação em “passar bem na TV”, em buscar alguém que se “adapte melhor ao formato televisivo”, constituem critérios levados em conta pelos partidos na escolha dos seus candidatos.

Às vezes, as coisas ganham proporções muito grandes, como foi a interferência do oligopólio na opção do PSB por Marina Silva, após a trágica morte de Eduardo Campos. Uma pressão midiática que não pretendia dar espaço à reflexão política interna ao próprio partido. Mas, os debates televisivos que têm ocorrido nessa e na anterior campanha eleitoral à Presidência (2010), têm mostrado um grau de ingerência do oligopólio sobre as eleições, que reserva escassa possibilidade de liberdade e reflexão autônoma para os candidatos. Refiro-me às perguntas feitas por jornalistas. O apriorismo na formulação das perguntas aos candidatos tem sido a tônica, desde 2010. É o que se pode afirmar já realizado o segundo debate ocorrido na atual corrida eleitoral.

Leia mais »

Média: 4 (4 votos)

Sobre o segundo debate entre os presidenciáveis

 

No debate de hoje Dilma Rousseff foi mais incisiva. Seu desempenho melhorou em relação ao debate anterior. Marina Silva continuou ambígua, incapaz de abandonar aquela pose de estar acima de partidarismo, apesar de ter sido criada por intermédio de um partido e ser sustentada atualmente por outro. A candidata do PSB não conseguiu explicar seu recuo em relação ao casamento gay depois que foi enquadrada pelo Malafaia no Twitter. Sob intenso ataque de vários adversários, Marina não conseguiu esconder sua fragilidade política.

Aécio Neves foi o grande derrotado no debate do SBT. O tucano ficou sem iniciativa, agiu como se fosse uma bandeirinha de escanteio. Sumiu diante das câmeras. Levy Fidelix e Eduardo Jorge conseguiram ser mais interessantes do que o candidato tucano. Aécio parece sofrer de um grave problema. Ele está tão acostumado a ser paparicado pela imprensa simpática à sua candidatura que se tornou incapaz de superar qualquer adversidade. Pobre menino rico… Aécio será derrotado facilmente e no primeiro turno. José Serra pode até ser considerado asqueroso por seus adversários, mas nas eleições presidenciais que disputou ele demonstrou muito mais fibra do que o neto de Tancredo Neves.

Leia mais »

Média: 3.9 (31 votos)