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Problemas vão ganhando sobrevida e se acumulando pela incapacidade da presidente de limpar a agenda negativa, por Luis N
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Os jornalões estão incorrendo em um ridículo intencional ao estimar a corrupção em R$ 88 bilhões; por Luis Nassif
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Vai ser cada vez mais duro a Globo competir com a Netflix e com as séries norte-americanas; por Luis Nassif
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Cunha representa a si mesmo, o que é mais problemático, por Janio de Freitas

da Folha

Janio de Freitas

Um ou outro, lá e cá

Alguém disse que Cunha representa o 'PMDB do mal'. Ele representa a si mesmo, o que é mais problemático

Hoje, quando o Congresso recebe os senadores e deputados para iniciar a nova legislatura, promete ser o dia mais interessante da vida parlamentar neste ano. A disputa pela presidência da Câmara vale a atenção que receba, não propriamente pela rivalidade entre Eduardo Cunha e Arlindo Chinaglia, com Júlio Delgado esperançoso de uma surpresa, mas, sim, pelos reflexos que a eleição lançará para fora da Câmara.

Poucas vezes, desconsiderados os tempos de ditadura, o contraste entre as perspectivas representadas pelos dois principais candidatos terá sido tão acentuada. Alguém disse que Eduardo Cunha representa "o PMDB do mal". Eduardo Cunha representa Eduardo Cunha. O que é muito mais problemático, pela permanente e sempre aumentada incógnita, do que qualquer parcela peemedebista, todas sujeitas a limites e negociações.

A possível presidência de Eduardo Cunha será uma dificuldade grande e constante para o governo, sem que isso assegure vantagem para a oposição. Nada a ver com independência do deputado. É que os direcionamentos de Eduardo Cunha determinam-se por motivações variáveis que não costumam ser claras, ou induzem a impressão de que sob o propósito exposto há intenções inconfessáveis, seja lá pelo que for. Imprevisível e ousada, desafiadora e passível de suspeitas diversas, assim tende a ser a presidência da Câmara por Eduardo Cunha. À imagem do próprio.

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Alckmin busca argumentos em vez de saídas para a água

Jornal GGN - Alckmin continua na mesma ladainha da época de campanha pela reeleição ao governo do Estado de São Paulo.

Reportagem da Folha retrata bem o perfil administrativo de Alckmin. Ele só consegue olhar uma árvore de cada vez, sem nenhuma capacidade de enxergar a floresta.

Em vez de conduzir planos macro para enfrentar a crise, limita-se a perguntar sobre o consumo de alguns prédios estaduais  e a acompanhar o noticiário. Está literalmente travado, enquanto a crise vai se aprofundando.

A publicação evidencia a preocupação atual do governador ao instalar um aplicativo em seu celular que anuncia se existe ou não probabilidade de chuva, ou ainda quando cobra de seu subordinados esta ou aquela medida de economia. A campanha rumo a 2018 começou. Acompanhe.

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Capital estrangeiro na saúde, uma discussão

Sugestão de Aracy

Matéria da Agência Fiocruz alerta para a necessidade de discutirmos a abertura dos serviços de saúde ao capital estrangeiro. 

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Capital estrangeiro na saúde: ter ou não ter?

Daniele Souza / PenseSUS



A polêmica sobre a necessidade de investimento na saúde e a abertura ao capital estrangeiro é antiga. No âmbito do debate, a preservação do Sistema Único de Saúde, de áreas estratégicas da saúde no Brasil, o direito à saúde, a relação de público x privado e a fiscalização. Recentemente, o assunto voltou à discussão com a aprovação da Medida Provisória 656 (MP 656) que versava sobre isenção fiscal para aerogeradores, mas passou a incluir outros tópicos, como a autorização para o capital estrangeiro investir na saúde.

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As séries do cabo estão devorando as novelas da Globo

Assistindo a série "Good Wife" pude entender melhor o fascínio que essas séries da TV a cabo provocam nas minhas caçulas e nos seus coleguinhas. Tempos atrás, essas séries eram o tema único nas reuniões do grupo.

A série, no caso, é sobre a esposa de um Procurador Geral que é temporariamente preso com uma falsa acusação de crime em cima de uma acusação verdadeira de escândalo sexual.

Injuriada, com o caso do marido correndo todas as TVs e redes sociais, a esposa vai à luta. Formada em direito, sem nunca ter advogado, acaba no escritório de um ex-namorado, por quem volta a se apaixonar.

A série é semanal. Assisti a temporada 2009 de uma golfada só no Netflix.

Antes do comentário, uma ressalva: um dos produtores executivos é Riddley Scott, figura maior da indústria de entretenimento dos EUA.

O primeiro ponto a chamar a atenção é a maneira como as tramas se entrelaçam.

No caso das novelas brasileiras, há uma trama central e tramas menores que vão sendo esticadas sem muita disciplina.

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A outorga para captação de água e a crise hídrica atual, por Cláudio Di Mauro

Jornal GGN -  Cláudio Di Mauro foi, em 2004, o Presidente do CBH-PCJ e coordenou o acordo com o Estado de São Paulo, DAEE, ANA e Sabesp. Segundo Di Mauro, realmente a Sabesp não cumpriu com as condicionantes estabelecidas na outorga, ou seja, não cumpriu as exigências que permitiram o acordo. Para a concessão da outorga, em agosto de 2004, a Sabesp deveria reduzir a dependência de captação no sistema Cantareira. Era uma condição primordial. Era indispensável e nada aconteceu. Segundo Di Mauro, “a crise é de gestão com investimentos”. Leia o artigo a seguir.

 XIII SIMPÓSIO IBEROAMERICANO DE REDES DE ÁGUA, ESGOTO E DRENAGEM

03 a 06 de Novembro de 2014, Fortaleza – Brasil

OUTORGA PARA CAPTAÇÃO DE ÁGUA NO SISTEMA CANTAREIRA E A CRISE NO ABASTECIMENTO DA REGIÃO METROPOLITANA DE SÃO PAULO – RMSP

CLÁUDIO ANTONIO DI MAURO

do Instituto de Geografia - Universidade Federal de Uberlândia, claudiodimauro@ig.ufu.br

RESUMO - No inverno e na primavera de 2014, a Região Metropolitana de São Paulo (RMSP) vive a maior crise de desabastecimento de água de toda a sua história. Desde o mês de julho, a metrópole é submetida a racionamento camuflado. Há redução de pressão na distribuição da água, há redução da quantidade de água distribuída; o racionamento não é explícito, mas os consumidores sentem, em suas residências e nas atividades profissionais, o controle estabelecido. Diariamente, os órgãos de comunicação informam as dificuldades de parcelas da população para concretizar suas atividades domésticas e empresariais. É evidente que, durante todo o ano de 2013, os reservatórios vinham caindo, houve baixa pluviosidade e não foi usado, adequadamente, o “Banco de Águas”, para exercer a função reguladora. Houve, também, falta de investimentos em novos reservatórios. Na concessão da outorga, em agosto de 2004, ficaram expressas as condicionantes que deveriam ser respeitadas. Reduzir a dependência de captação pela SABESP, no sistema Cantareira, seria indispensável. A crise é de gestão com investimentos.

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Três feras da MPB "Pertinho do céu" e do "Senhor do corcovado"

A partir da foto (acima) publicada no Grupo Arquivo Confraria do Chiado (Facebook), pelo coordenador do grupo Adilson Santos, vários comentários foram feitos, inicialmente, envolvendo o compositor Roberto Martins por conta do seu aniversário de 106 anos de nascimento e da sua inestimável contribuição à Música Brasileira. Sua filha Elizabeth Martins, como participante da Confraria, também, se manifestou.

Quem vê a foto pela primeira vez fica pensando o que os compositores Roberto Martins / Wilson Batista e o cantor Gilberto Alves estavam fazendo na subida do Corcovado.

No decorrer dos comentários nossas indagações foram respondidas/esclarecidas por alguns dos confrades presentes, a exemplo do escritor Rodrigo Alzuguir que registrou na sua recente biografia, ‘Wilson Baptista - O samba foi sua glória’ - que “Roberto Martins, Wilson Baptista e Gilberto Alves subiram até o Cristo Redentor para tirar fotos de divulgação da música ‘Senhor do Corcovado’” [autoria dos dois compositores gravada pelo Gilberto]. Ele, Rodrigo, ainda informa que na foto também “aparecem o motorista de praça que os conduziu e um amigo de Roberto”.

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Série "Mundo da Lua" previu crise atual da água em 1991?

Assistir ao episódio “Esquadrão do Sabonete” da série de TV brasileira “Mundo da Lua” apresentado em 1991 é a oportunidade de ter uma desconcertante experiência de "dèjá vu": teria lá no passado o protagonista Lucas previsto a atual crise da água? O episódio reserva estranhas conexões entre passado e futuro – coincidências ou sincronicidades? Essas possíveis conexões trazem a discussão sobre as fronteiras entre ficção e realidade tal como propostas por escritores como Charles Bukowski e Philip K. Dick: para o primeiro, a realidade consegue superar a ficção em bizarrice, por isso a literatura deve ser mais estranha que o real; para o segundo, a realidade é o futuro como profecia auto-realizável. É a hipótese sincromística: haveria um subtexto com linhas sincrônicas que dariam um sentido (natural ou conspiratório) a uma realidade aparentemente caótica? Pauta sugerida pelo nosso leitor Carlos Vinícius. Leia mais »

Vídeos

Veja o vídeo
"Esquadrão do Sabonete" - "Mundo da Lua" (1991)
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Argentina: o caso Nisman e a ação da imprensa blindando Lagomarsino

Por Marcus Vinícius Coelho

Ref. ao post: Apenas o DNA de Nisman foi encontrado em arma

Estou em Buenos Aires desde 26/01 e venho acompanhando o caso Nisman, mesmo porque a imprensa argentina, além de tendenciosa, é monotemática e o caso da moda, atualmente, é esse. Acompanhei, inclusive, uma coletiva de Lagomarsino, cujas declarações vou usar neste comentário.

Antes de mais nada, me espanta que seja publicado, sem maiores comentários, um texto de Ariel Palacios, da Globo. Ambos, indivíduo e empresa, são altamente tendenciosos. Tanto isso é verdade que o tuíte postado por Lagomarsino, mencionado por Ariel, e altamente ofensivo a Cristina Kirchner ("andate a la reconcha de tu putísima madre") foi confirmado, hoje, por La Nación, que também é de oposição.

Se esse caso tivesse acontecido num país de justiça e, principalmente, imprensa sérias (portanto não é o caso da América Latina, em geral) Lagomarsino seria, unanimente, considerado o principal suspeito e já teria sido submetido a interrogatório e, possivelmente, indiciado, devido aos seguintes fatores, todos amplamente noticiados pela própria imprensa opositora:

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Os alertas solitários de Paulo Massato dentro da Sabesp

Paulo Massato

Paulo Massato

Enviado por Mara L. Baraúna

no Diário do Centro do Mundo


“Saiam de São Paulo porque aqui não vai ter água”: a espantosa sinceridade de um diretor da Sabesp

por Kiko Nogueira

O diretor metropolitano da Sabesp, Paulo Massato Yoshimoto, é um espécie de grilo falante de uma empresa cheia de segredos. Foi ele quem admitiu, nesta semana, a adoção de um rodízio “muito drástico” na região metropolitana e a formulação dos dois dias com água para cinco dias sem.

Esta seria a solução “no limite”. No ritmo atual, o volume disponível para captação no Sistema Cantareira deve se esgotar em março e a terceira cota de 41 bilhões de litros do volume morto termina em maio.

Massato está há cerca de dez anos nesse cargo (entrou na Empresa Paulista de Planejamento Metropolitano, Emplasa, em 1975). Foi assessor de um irmão de Alberto Goldman, ex-governador. Entre 1996 e 2003, segundo o site da estatal, gerenciou “programas de redução e controle de perdas, entre outras coisas”.

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Sertão sem fim pelas lentes de Araquém Alcântara

Enviado por JNS

As vacas e os cavalos de Guimarães Rosa

Sertão sem fim

"Eu queria que o mundo fosse habitado apenas por vaqueiros. Então tudo andaria melhor."

Fotos do cracasso Araquém Alcântara

"... não se esqueça de meus cavalos e de minhas vacas. As vacas e os cavalos são seres maravilhosos. Minha casa é um museu de quadros de vacas e cavalos. Quem lida com eles aprende muito para sua vida e a vida dos outros."

"Isto pode surpreendê-lo, mas sou meio vaqueiro, e como você também é algo parecido com isto, compreenderá certamente o que quero dizer. Quando alguém me narra algum acontecimento trágico, digo-lhe apenas isto: “Se olhares nos olhos de um cavalo, verás muito da tristeza do mundo!"

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Cidadão percebeu que não se compra cidadania no feirão da Caixa, diz Rolnik

Sugestão de Almeida

do Brasil de Fato

“Antes tínhamos os sem-casa, agora estamos criando os ‘sem-cidade’”

Reprodução

Urbanista Raquel Rolnik fala sobre a crise das cidades no Brasil e como a ideia de estruturá-la a partir do transporte público pode ser algo revolucionário

Bruno Pavan,

De São Paulo (SP)

 A urbanista e professora Raquel Rolnik, da Universidade de São Paulo (USP), é inquieta por natureza. Desde o seu modo agitado de responder as perguntas dessa entrevista até a sua inquietação com os problemas das cidades modernas, zona de conforto não é algo com que ela trabalhe.

 Apesar dos avanços da entrada de milhares de pessoas no mercado consumidor, Raquel reforça a tese de que “da porta pra fora, nada mudou”. Ela também critica a gestão do Ministério das Cidades. “Num momento em que era absolutamente necessário fazer uma revolução nas cidades [...], estamos colocando no comando da política urbana no Brasil quem historicamente se beneficiou dela como ela sempre foi.”

 Ela também considera que as prefeituras devem comprar a briga da crise da água no estado de São Paulo. “Isso não pode ser uma decisão da empresa que vende a água, isso é uma decisão política, e como decisão política ela deve ser tomada pelos cidadãos liderados pela prefeitura”, criticou.

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O ódio no Brasil, ou "o inferno são os outros", por Leandro Karnal

Enviada por Mailson

Uma palestra relativamente longa (1:56 h), mas que no final você fica desejando que não acabe. O professor Leandro Karnal fala dessa coisa grandiosa, ridícula, patética, iracunda, agressiva e mortal que é o ser humano. Nada escapa de suas observações. Conhece um pouco a ti mesmo e não te esqueça nunca: tu és, nós somos, animais bestiais.

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Abaixo do volume morto sempre esteve uma crise política, por Sérgio G. Reis

 
É preciso lembrar que, até há menos de um mês, o dito racionamento de água era considerado estratégia absolutamente inadequada para gerir a crise, tendo-se em vista que os "cortes de fornecimento produziriam pressões negativas nos encanamentos, os quais, então, poderiam sugar as impurezas do solo a partir de pequenos furos que poderiam se formar".

Vale lembrar também que os encanamentos também estão sob gestão da SABESP: a falência na política de troca e renovação seria responsável não só pela considerada inviabilidade do racionamento, mas também pelas perdas de cerca de 36% de toda a água que é produzida.

É óbvio, portanto, que se configura o maior estelionato eleitoral da história de São Paulo. Postergado durante todo o ano de 2014, quando o Cantareira perdeu 500 bilhões de litros (250 dias de abastecimento de acordo com o nível de vazão pré-crise), o racionamento agora será imensamente mais drástico: se antes foi considerado inadequado "dois dias com abastecimento e um sem", agora se planeja "dois dias com abastecimento e cinco sem".

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Imprensa é fator de instabilidade política, por Carlos Castilho

do Observatório da Imprensa

CÓDIGO ABERTO

Os leitores não são idiotas

Por Carlos Castilho

Vocês já notaram que quando alguém é atingido por uma bala perdida, a polícia invariavelmente atribui o fato a um tiroteio entre facções rivais do narcotráfico? A explicação até pode ser verdadeira em casos pontuais, mas a frequência com que é usada gera algumas suspeitas de que passou a ser um clichê para explicar o que dá trabalho justificar, ou esconder a participação de PMs no incidente.

O exemplo é apenas um dos que aparecem com regularidade suspeita nos nossos noticiários envolvendo episódios de violência urbana, que hoje são a base dos telejornais e páginas web de empresas jornalísticas. O crime só não bate o escândalo da Operação Lava Jato, o pessimismo econômico e as fofocas anti-Dilma no noticiário dos jornais impressos, que se especializaram no jogo do poder deixando para as televisões o filão do sensacionalismo.

O recurso regular a explicações batidas e quase automatizadas põe em evidência o fato de que a questão central não é buscar uma solução para o problema, mas simplesmente dar uma satisfação ao leitor, ouvinte, telespectador ou internauta. O público passou a ser um conjunto de idiotas a serem anestesiados por explicações triviais, para não dizer simplesmente enganosas.

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Multimídia do dia

As imagens e os vídeos selecionados.

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