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Luis Nassif Online

Ganhando as eleições, Rede lança o país em uma incógnita. Perdendo, será dona da agenda de modernização; por Luis Nassif
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País é citado no programa da pessebista como referência na adoção de fontes renováveis, mas passa sufoco com tarifas
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Na próxima 4a feira, em São Paulo, Ideli anunciará a retomada dos trabalhos de identificação dos mortos da Vala de Perus
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Portugal e a crise europeia: uma experiência pessoal, por Vico Melo

Portugal, Grécia, Espanha e Irlanda ao longo da crise econômica vêm experimentando a perversidade dos programas de ajustamento estrutural – aplicados durante décadas nos países periféricos, a exemplo da América Latina com o Consenso de Washington – e suas incongruências sociais, levando ao desmonte passo a passo do chamado Estado de bem estar social. Esse desmonte não se restringe somente a esses países relatados, mas também a França, Itália, Inglaterra, Alemanha etc., países atingidos pela crise financeira, mesmo que com intensidades diferentes.  Esse relato que escrevo se baseia principalmente por aquilo que vivenciei ao longo desses últimos três (03) anos, vivendo em Portugal devido a um curso de doutorado pleno em Coimbra, com experiências trocadas com amigos/as portugueses, espanhóis, dentre  outros lugares na Europa.

A crise de 2007/08 foi provocada principalmente pelos chamados títulos podres – ou subprime, para quem ache mais glamorosa essa palavra, mas não menos imoral – e espalhada pelo mercado financeiro devido a sua completa desregulação. Com o quebra-quebra bancário, governos europeus e estadunidense aprovaram planos bilionários de resgates dessas instituições, devido a proximidade depravada entre o Capital e o Estado, elevando sobremaneira as dívidas públicas em seus países. Construía-se a partir daí as desculpas para as intervenções do mercado nas políticas nacionais (sejam elas sociais ou econômicas) e demonstrando a incapacidade, a ineficiência e o peso do Estado de bem estar social.

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Aniversário de Maria Lúcia Godoy, celebre com Bachianas nº 5

Há 90 anos nascia Maria Lúcia Godoy. E falar desta grande soprano mineira é lembrar da famosa gravação das Bachianas brasileiras nº 5, de Villa-Lobos. Ela se notabilizou por interpretar o maestro brasileiro, e entrou para o Olimpo das boas lembranças com a belíssima nº 5.

Maria Lúcia começou a trilhar o caminho da música no Rio de Janeiro, estudando com Pasquale Gambardella. Voou alto e fez o aperfeiçoamento na Alemanha, graças a uma bolsa de estudos.

Foi a solista principal do Madrigal Renascentista, regida pelo maestro Isaac Karabtchevsky, com quem foi casada. E o caminho foi percorrido, tornando-se cantora de câmara e solista sinfônica, com recitais em grandes metrópoles do Brasil e do mundo.

A soprano teve algumas participações especiais em filmes. Os Senhores da Terra, Navalha na Carne e Poeta de Sete Faces são alguns deles. No último entoou a Cantiga do Viúvo, música de Villa-Lobos sobre o poema de Drummond.

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Dilma faz mas não consegue se comunicar, por Janio de Freitas

Jornal GGN - Artigo de Janio de Freitas na Folha desta terça (2/9) admite: "Por maior que seja o esforço para negá-lo, o governo [Dilma Rousseff] tem muito o que mostrar em resultados importantes do seu trabalho." Mas, por erro de estratégia comunicacional, para dizer o mínimo, muito pouco ou nada disso chega ao conhecimento do público. Os ruídos no discurso da candidata à reeleição pelo PT persistem nos debates, nas entrevistas, nas propagandas veiculadas nos meios eletrônicos. "Comunicar-se com a opinião pública revelou-se a mais ampla incapacidade do governo Dilma", sentencia Janio.

Aécio Neves (PSDB) também não foi poupado de críticas por Janio. Na visão do jornalista, o candidato tucano perde os preciosos minutos de propaganda fazendo o "desnecessário": desconstruir Dilma. "Isso a imprensa, a TV, o rádio já faziam por ele, desde muito antes de iniciar-se a campanha, e com muito mais eficácia". Enquanto os candidatos do PT e PSDB erram no discurso, sobrou a Marina Silva (PSB) o papel mais fácil: "para estar por cima, não precisou fazer campanha, não precisou dizer o que pensa."

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PSB esteve alheio à compra do jato de Campos, afirma presidente

Jornal GGN - Na noite desta segunda-feira (1/9), o presidente nacional do PSB, Roberto Amaral, enviou um comunicado à imprensa para afirmar que o partido "esteve alheio" às negociações de compra do jato Cessna Citation, que caiu em 13 de agosto, provocando a morte de sete pessoas. Entre elas, do então presidenciável Eduardo Campos, substituído por Marina Silva. Segundo o informe, o uso do jato será declarado ao Tribunal Regional Eleitoral pelo comitê de Campos, até o final da campanha. 

Desde que o avião sofreu um acidente em Santos, no litoral paulista, a Polícia Federal tenta chegar aos proprietários. A corporação suspeita que o avião tenha sido adquirido com dinheiro de caixa 2. Essa semana, a imprensa revelou que o suposto contrato de venda do avião para empresários pernambucanos, conhecidos de Campos, não têm nome do comprador. Na semana anterior, também veio à tona que empresas laranjas foram usadas para efetuar pagamento de parcelas do equipamento.

Marina Silva, pressionada pela imprensa, disse que explicaria tudo que sabe em entrevista ao Jornal Nacional. A candidata, contudo, apenas reafirmou que não sabe da procedência do avião, que apenas pegou uma carona. O candidato a vice-presidente, Beto Albuquerque, chegou a declarar que o grupo não deve nenhuma explicação sobre o episódio.

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Waldir Azevedo e Odete Amaral na raríssima gravação de Cachopa no Frevo

Como diz o dito popular, de hora em hora, Deus Melhora. A cada dia que passa venho recebendo mais apoio e força na tarefa que me impus de resgatar a boa música que estava esquecida e empoeirada em um canto qualquer.

Ontem à noite recebi uma solicitação do amigo moreiranochoro (youtube) para que eu postasse a gravação acima, em que o instrumentista e compositor Waldir Azevedo, além de tocar seu maravilhoso cavaquinho, também canta na referida gravação, o que, por si só já é um fato inusitado.

Mais uma vez apelei para os amigos do Grupo "Arquivo Confraria do Chiado" (Facebook) e em menos de uma hora recebi aceno positivo dos pesquisadores e colecionadores Miguel Nirez Azevedo, Vinícius Uebe e Miguel Bragioni. Nirez, ao enviar-me o arquivo, alertou-me para o fato de que a parte cantada era um dueto e indagou-me quem seria a intérprete feminina. Por um lance de sorte descobri ser a voz da cantora Odete Amaral que, ao passar coincidentemente pelo estúdio na hora da gravação, gostou do que ouviu e disse que poderia participar em dueto com Waldir.

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Associação BB debate questões estratégicas para o desenvolvimento do País

Jornal GGN - A Associação Nacional dos Funcionários do Banco do Brasil (ANABB) reunirá acadêmicos, parlamentares, gestores do BB, representantes do governo e das entidades ligadas ao funcionalismo do setor para debater questões estratégicas para o desenvolvimento do País. O debate acontecerá nos dias 04 e 05 de setembro, em Brasília, com o seminário "Repensando Estrategicamente o Banco do Brasil".

Segundo Sergio Riede, presidente da instituição, a intenção é contribuir para a reflexão e a formatação de diretrizes que auxiliem o desenvolvimento sustentável nacional, em função da característica eleitoral de 2014. "Diante do papel econômico e político que o Banco do Brasil exerce no país, a ANABB entende como propícia a realização desse debate no atual contexto nacional. Queremos ouvir as opiniões e fundamentações de diferentes agentes da sociedade interessados em contribuir para alavancar a competitividade brasileira", declarou ele.

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A abertura das Olimpíadas Juvenis na China, momento inesquecível!

Enviado por Free Walker

A bela abertura da Olimpiada Juvenil  na China...

Alvissaras, grande amigo meu está lá com com seu filho numas de seleções nacionais nos representando..

 

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CNBB une-se à sociedade civil por Reforma Política

Enviado por Marcelo Luiz

da CNBB

Bispos emitem mensagem sobre Reforma Política no Brasil

Durante coletiva de imprensa, que marcou o encerramento da reunião do Conselho Episcopal de Pastoral (Consep), a presidência da Conferência Nacional dos Bispos do Brasil (CNBB) divulgou mensagem sobre a Reforma Política. Os bispos reconhecem que “uma verdadeira reforma política melhorará a realidade política e possibilitará a realização de várias outras reformas necessárias ao Brasil, por exemplo a reforma tributária”.

A CNBB recorda que “várias tentativas de reforma política foram feitas no Congresso Nacional e todas foram infrutíferas”. Diante disso, une-se a outras entidades e ao povo brasileiro na mobilização Reforma Política Democrática no país.

Abaixo, a íntegra do texto:

Brasília, 29 de agosto de 2014

Mensagem sobre a Reforma Política

A Presidência da Conferência Nacional dos Bispos do Brasil - CNBB, atenta à sua missão evangelizadora e à realidade do Brasil, reafirma sua convicção, como muitos segmentos importantes da sociedade brasileira, de que urge uma séria e profunda Reforma Política no País. Uma verdadeira reforma política melhorará a realidade política e possibilitará a realização de várias outras reformas necessárias ao Brasil, por exemplo a reforma tributária.

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Desvendando Marina, por Rogério Cezar de Cerqueira Leite

da Folha

Rogério Cezar de Cerqueira Leite: Desvendando Marina

A inesperada candidatura da sra. Marina Silva à Presidência da República deixa perplexos tanto a população como a opinião pública, inclusive os mais avisados. Todos reconhecem sua honestidade e inquestionável obstinação pelo progresso do homem brasileiro. Mas, por que então esse embaraço? Essa inquietação? Detecto, em casos extremos, cidadãos bem-intencionados que dizem que votarão em Marina, mas que, consciente ou inconscientemente, preferem que ela perca. Por que essa ambivalência?

Não é por causa de seu apego a questões ecológicas, certamente, pois percebemos que as circunstâncias e as necessidades materiais imporão limites realistas a eventuais ações nesse campo. Não é por medo de inadequação em gestão, pois sua equipe, principalmente aquela que a assistia quando montava o seu partido, a Rede, inclui executivos, economistas e intelectuais reconhecidamente competentes.

Resta considerar suas crenças mais íntimas, inclusive religiosas, por que não? Minha convicção é a de que o comentarista não tem o direito de especular sobre a religião das pessoas que analisa. Todavia, há exceções quando se suspeita que essas crenças possam ter influência no bem-estar do povo. É o caso de fundamentalismos, inclusive o criacionismo. Marina Silva, no passado, admitiu essa sua convicção. Ultimamente, evita discussões sobre o problema.

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Maluf tem candidatura barrada pelo TRE

Jornal GGN – O pedido de candidatura de Paulo Maluf (PP-SP) foi indeferida ontem, dia 1, pelo Tribunal Regional Eleitoral de São Paulo. Maluf tenta se reeleger deputado federal. A Corte eleitoral aplicou a Lei da Ficha Limpa na impugnação da candidatura do ex-prefeito.

O desembargador Antonio Carlos Mathias Coltro, presidente da Corte eleitoral, deu o voto final, já que o julgamento estava empatado por 3 votos a 3. Maluf foi condenado pelo Tribunal de Justiça do Estado, por suposto ato de improbidade administrativa, em 2013. E este foi o motivo para que sua candidatura fosse barrada.

Como prefeito de São Paulo, entre 1993 e 1996, Maluf autorizou a contratação das obras do Túnel Airton Sena, zona Sul da capital. O Ministério Público Estadual levantou problemas: superfaturamento e pagamentos ilegais relativos à medição 72, ou consolidação do solo. Atualizando os valores para 2013, os desembolsos representaram R$ 21 milhões de prejuízos ao Tesouro. O Tribunal de Justiça entendeu que Maluf agiu com “culpa grave”, mas não com dolo.

A Lei da Ficha Limpa prevê que o candidato seja barrado quando age com dolo que implique em dano do erário e em enriquecimento ilícito. São seis condições previstas, e cumulativas, não sendo alternativas. No julgamento em questão, o dano foi reconhecido, mas não o enriquecimento ilícito de Maluf.

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Comissão da Verdade pede demissão de general Peri, por zombar da democracia

Jornal GGN -  O general Enzo Peri conseguiu se tornar uma unanimidade. Um abaixo-assinado endossado por entidades de defesa dos direitos humanos, ex-presos políticos e familiares de mortos e desaparecidos na ditadura militar exige a demissão do comandante do Exército general Enzo Peri pois que ele "afronta os poderes da República aos quais deve obediência". O documento chegará às mãos da presidente Dilma Rousseff nos próximos dias.

O estopim para o abaixo-assinado foi um ofício que Peri enviou aos quartéis, proibindo a colaboração com investigações sobre violências que teriam acontecido em dependências militares durante o período da ditadura. O teor do ofício veio a público há pouco mais de 10 dias, em reportagem do jornal O Globo, assinada por Chico Otávio.

O documento pede a demissão do general, que afronta a democracia, bem como a Comissão Nacional da Verdade. Será entregue à presidente que deverá decidir. O Ministério da Defesa ainda não se pronunciou.

Leia a reportagem de Roldão Arruda, do Estadão.

Do Estadão

Vítimas da ditadura querem que Dilma demita general

ROLDÃO ARRUDA

Em abaixo-assinado, entidades de defesa dos direitos humanos e ex-presos afirmam que general zomba da Comissão da Verdade e da presidente da República

Deve chegar às mãos da presidente Dilma Rousseff, nos próximos dias, abaixo-assinado solicitando a demissão do comandante do Exército, general Enzo Peri. Endossado por entidades de defesa dos direitos humanos, ex-presos políticos e familiares de mortos e desaparecidos nos anos da ditadura, o documento afirma que o general afronta “os poderes da República, aos quais deve obediência”. Entre as entidades que já assinaram o pedido aparecem a Rede Social de Justiça e Direitos Humanos, o Grupo Tortura Nunca Mais Rio de Janeiro e o Movimento Nacional de Direitos Humanos.

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Em evento, Lewandowski fala sobre influência da mídia e 'domínio do fato'

Jornal GGN - O presidente do Supremo Tribunal Federal, Ricardo Lewandowsk, durante o Congresso Internacional de Direito Penal, afirmou que a é uma grande preocupação dele e de magistrados a "influência da mídia nos julgamentos penais". Lewandowski participou, neste Congresso, da homenagem a Claus Roxin, estudioso da tese do domínio do fato e que teria expressado também sua preocupação quanto à influência da mídia.

“Pelo que fui informado", disse Lewandowski, "Sua Excelência, professor Claus Roxin, tem dedicado seus últimos estudos a esse complexo tema que é a relação entre a publicidade dos julgamentos criminais, que é algo que garante a imparcialidade, mas as distorções que isso pode causar numa sociedade de massas".

A teoria do domínio do fato foi o mote para grandes embates entre Lewandowski e Joaquim Barbosa, por ocasião do julgamento da AP 470, o dito mensalão. José Dirceu foi o grande atingido pela teoria. Lewandowski explicou, aos presentes, que quando o professor Claus Roxin, veio ao Brasil, por ocasião do julgamento do mensalão, "esclareceu algo importante, que a teoria do domínio do fato não pode ser empregada no regime democrático, não pode ser empregada para uma organização que esteja atuando dentro da lei, mas só pode ser utilizada num momento de exceção ou para organizações criminosas, que atuem à margem da ordem jurídica.”

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O que dificulta no Brasil é a existência de fragmentação partidária

Jornal GGN - André de Carvalho Ramos, Procurador regional eleitoral de São Paulo, concedeu extensa entrevista ao Conjur (Consultor Jurídico). O tema mais que necessário ao debate atual traz elementos que podem levar a um passo adiante. André critica a facilidade com que se cria partido político no Brasil, bem como a facilidadade com que se muda de partido sem qualquer punição. Alerta ainda para a necessidade de, a exemplo de países com ampla liberdade partidária, de cláusulas de barreira ou mesmo exigência de número mínimo de votos para conseguir cadeira.

Para André, a criação de novos partidos se daria somente se houvesse realmente um novo conjunto de propostas que o diferenciasse dos existentes e defende o voto facultativo. Diz ser necessário que o país encare uma ampla Reforma Política. “Se temos coligação proporcional, então essas diferenças não existem. No país, ocorre simplesmente uma acomodação de interesse para criar tantos partidos”, afirma ele.

O Procurador lembra que esta é a segunda eleição sob os auspícios da Le da Ficha Limpa. Apesar do avanço neste setor, o desafio continua, que é o de agir dentro do prazo legal, já que após os registros de candidaturas tem-se cinco dias para barrar ou não o candidato.

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Ideli, uma Ministra de boa vontade

 
A Ministra Ideli Salvatti saiu desgastada do cargo de coordenadora política do governo e assumiu a Secretaria de Direitos Humanos com apenas 9 meses pela frente. Em tese, não haveria mais como inventar a roda. Muitos temas tinham dinâmica própria.
 
Mas Ideli trouxe uma dose de boa vontade inédita nos últimos anos nos trabalhos na SDH, em uma secretaria amorfa, com sua antecessora, Mária do Rosário, sofrendo críticas de diversos setores pela falta de competência e excesso de exposição ligeira na mídia.
 
Na próxima 4a feira, em São Paulo, Ideli anunciará a retomada dos trabalhos de identificação dos mortos da Vala de Perus - um tema quase totalmente abandonado por sua antecessora Maria do Rosário.
 
Com pouco tempo à frente do órgão, sem maiores conhecimentos da matéria, Ideli logrou ouvir as partes, identificar os nós e buscar soluções definitivas.

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A eleição de Marina é um risco; sua candidatura, um avanço

Por varias razões, a candidatura de Marina Silva é um risco. Não dispõe de uma estrutura partidária, montou uma frente ampla de interesses muitas vezes conflitantes que terão que ser mediados por ela.

Como bem definiu o velho e sábio Plínio de Arruda Sampaio em 2010, Marina tem opiniões taxativas sobre todos os temas que são de consenso. E nenhuma opinião formada sobre temas polêmicos. Não entra em divididas. E a função de presidente exige, acima de tudo, discernimento e capacidade de mediação e de decisão.

Isto posto, vamos ao seu plano de governo e às circunstâncias políticas que viabilizaram a frente política que montou.

Trata-se de um divisor de águas, a primeira candidatura - não dela, especificamente, mas do PSB e da Rede Sustentabilidade - a entender, no plano político, os novos tempos - paradoxalmente, remetendo a tempos antigos, da base da fundação do PT. Mas, no plano econômico, trazendo de volta um liberalismo que se julgava sepultado que enterrará todos os ensaios de política industrial.

O modelo PT

Nos anos 80, como agora, havia o descrédito em relação às estruturas políticas existentes, um movimento vital saindo das entranhas da sociedade e buscando canais de participação

O PT foi montado em cima de três forças distintas. Havia o sindicalismo de Lula, a visão aparelhista dos ex-guerrilheiros, de José Dirceu, e os movimentos de base, de fundo católico mas com comando difuso. 

Pairando sobre os grupos, intelectuais de diversas procedências.

Os sindicatos garantiam a mobilização e a estrutura nacional controlada; os ex-guerrilheiros, as estratégias políticas internas e externas. E a imagem simbólica de Lula, a coesão.

Foi essa soma de fatores que permitiu a Dirceu conduzir a unificação das ações do PT - necessária para a institucionalização do partido, mas que sufocou as manifestações dos movimentos autônomos – sem que a frente implodisse.

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