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Luis Nassif Online

Quando as normas e leis passam a ser atropeladas, há algo de profundamente doente com a democracia; por Luis Nassif
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Os ataques a Lula são destituídos de sentido lógico e Lula não está se aproveitando dessa circunstância para se defender
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No passado já não era fácil diferenciar o Jornalismo da chamada “imprensa marrom”, calcula hoje; por Wilson Ferreira
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Lula e a defesa que não houve, por André Araújo

Por André Araújo

Conheço Lula há 35 anos, quando ele presidia o Sindicato dos Metalúrgicos de São Bernardo e eu era diretor tesoureiro do SINAEES, um dos sindicatos patronais que se contrapunha ao dos trabalhadores metalúrgicos, com a diferença que o meu sindicato era nacional e o do Lula era municipal. Na grande greve do final do governo militar, sendo Ministro do Trabalho Murilo Macedo, assinei pelo Grupo 14 o acordo final na Delegacia do Trabalho em Santa André, com Lula do outro lado da mesa.

Acompanhei de perto todo o processo de "acochambramento" do Lula sindicalista por um grupo da FIESP que se posicionava como "moderno", chefiado por Luis Eulálio Vidigal, então presidente, mais Claudio Bardella, Paulo Francini e outros, ao que se contrapunha o grupo mais tradicionalista de Mário Amato. Era "moda" ser amigo de Lula e Mário Amato era do grupo antagônico que não acompanhava esse modismo, não era do fã clube de Lula na FIESP, que levavam Lula para almoçar no Ca D’Oro, no Gallery, para se mostrar" olha como somos democratas e avançados".

 Gerenciei um dos comitês que trabalharam a candidatura Amato, ficava ao lado do antigo bar Pandoro, nos Jardins. Não sou, portanto, admirador de Lula e posso dar meus palpites sobre sua postura nesse último lance da operação anti-Lula.

Os ataques a Lula são destituídos de sentido lógico e Lula não está se aproveitando dessa circunstância para se defender, parece que se esconde em vez de responder diretamente e duramente a essas admoestações da mídia.

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A minimização da pedofilia e a bizarra matéria do G1, por Matê da Luz

Por Matê da Luz

Precisei respirar por uns 10 minutos no saco de pão pra me reintegrar e conseguir finalizar este post.

Que a pedofilia é minimizada no Brasil - e, creio eu no mundo - culpabilizando a vítima - "isso não é roupa de criança"; "com 12 anos já dá pra saber bem o que quer"; "se não falou nada pra ninguém não era tão incômodo assim" - já é sabido. Que estes "argumentos" profanam o emocional de qualquer pessoa que tenha passado pela infeliz situação, deixando marcas que desestruturam formações tão profundas quanto importantes para a própria existência do indivíduo, bem, é algo que deveria ser sabido.

Mas, se fosse, como aceitar a matéria jornalística, assim mesmo, em itálico, publicada sobre um caso e estupro de menor realizado pelo padrasto - pedofilia -, grávida (!!!) no portal G1?

Alguns pontos discutidos pela página  Empodere duas mulheres

1) "Os encontros amorosos entre a criança de 11 anos e o padrasto de 40 anos": "estupro de vulnerável" no lugar de "encontros". Sério que vocês acham que isso era um encontro?;

2) "O padrasto confirmou que mantinha relação sexual com a menina": não existe relação sexual com criança;

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O clube das 'notas negativas', por Daniel Gros

Jornal GGN - Em boa parte da década, os bancos centrais tem feito progressos apenas limitados na redução das forças deflacionárias globais. Após 2008, o Federal Reserve (o Banco Central dos Estados Unidos) manteve as taxas de juro zero, enquanto seguem as múltiplas ondas de expansão do balanço através de compras de títulos em grande escala. O Banco da Inglaterra, o Banco do Japão e o Banco Central Europeu têm seguido o exemplo, cada um com sua própria versão do chamado "quantitative easing" (QE). No entanto, a inflação não se recuperou sensivelmente em qualquer lugar.

Apesar das lutas contra a inflação deflacionada, as políticas monetárias (e o desempenho econômico) agora mostram-se divergentes. "Enquanto os Estados Unidos e o Reino Unido estão crescendo com força suficiente para sair de suas políticas expansionistas e aumentar a taxa de juros, a zona do euro e o Japão estão em queda mesmo com o pacote de ajuda, e empurram para baixo as taxas de juros de longo prazo", diz o economista Daniel Gros, diretor do European Policy Studies, sediado em Bruxelas, em artigo publicado no site Project Syndicate.

Para o articulista, o que ajuda a explicar essa diferença é a dívida. "Os EUA e o Reino Unido têm acumulado déficits em conta corrente por décadas e são, portanto, os devedores, enquanto que a zona do euro e o Japão apresentaram superávits externos, tornando-os credores, porque as taxas negativas beneficiam devedores e credores de riscos, introduzindo-os após a crise econômica global e estimulando uma recuperação nos EUA e no Reino Unido, mas com pouco efeito na zona do euro e no Japão".

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Clipping do dia

As matérias para serem lidas e comentadas.

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Fora de Pauta

O espaço para os temas livres e variados.

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Multimídia do dia

As imagens e os vídeos selecionados.

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A Lava Jato e a bolivarização das instituições

No ano passado, o Procurador do Ministério Público Federal de Goiás entrou com uma representação contra a publicidade do governo na Copa do Mundo. O mesmo Procurador entrou com medida exigindo que o Itamaraty investigasse informações de que a Venezuela estaria cooptando crianças brasileiras para trabalhos de propaganda política. O que motivou o Procurador foi um trabalho do governo da Venezuela na Vila Brasil, subúrbio de Caracas. Expôs o Ministério Público Federal a galhofa de jornais do mundo inteiro.

Agora outro Procurador de Goiás exigiu a suspensão imediata do comercial do governo sobre as Olimpíadas. A razão apresentada é que campanha se presta a desinformar os brasileiros sobre a "verdade" e estimular no "inconsciente coletivo" um sentimento favorável à Olimpíada e à presidente Dilma Rousseff.

Para quem quiser avaliar o nível do comercial: http://bit.ly/1SKN1jo.

A mesma tolice repetida no mesmo local, denotando que falta ao MPF o primeiro e mais importante fator de contenção de abusos: a rejeição da corporação a atos que deponham contra o órgão.

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Funcionários cobram ação do Estadão contra Aedes

Do Portal Imprensa

Mosquitos da dengue invadem prédio do "Estadão"; funcionários aguardam medidas

Vanessa Gonçalves
 
A guerra contra o mosquito Aedes aegypti — causador da dengue, zika e chikungunya — agora faz parte também da redação do jornal O Estado de S. Paulo. A luta contra o inseto saiu das páginas do jornal e se transformou em uma questão de saúde para os funcionários da publicação.
 
IMPRENSA apurou que uma infestação do mosquito da dengue invadiu a redação do jornal desde a última semana, quando foi descoberto um criadouro no fosso dos elevadores. Apesar da questão ter um caráter emergencial, nenhuma medida concreta teria sido tomada pelo veículo para proteger seus trabalhadores. Reclama-se que nem um e-mail corporativo informando sobre o problema ou com medidas para prevenir as picadas do insetos teria sido enviado.
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A República dos Hipócritas, por Sérgio Saraiva

Oh, sim, eu estou tão cansado, mas não para dizer que eu não acredito mais em você

honra ao mérito

Por Sérgio Saraiva

Cansaço.

É o sentimento que me ocorre já há algum tempo quando leio as manchetes referentes a Lula e a Lava Jato. Não há mais nada a dizer, só o mesmo ramerrão do ensopado de Lula – amigo de Lula, filho de Lula, sobrinho de Lula, tríplex de Lula, sítio de Lula, barco de Lula. Quem quiser atualize a lista.

Tudo é nada. Escandalização e fumaça engarrafada.

Agora, novamente o repetido sarcasmo do juiz Moro: o anúncio da investigação sobre Lula foi “lançado automática e inadvertidamente”. Mas, já que está, fica. Prisioneiros cumprindo pena por presunção de culpa. Prova ilícita vale, escuta em cela de prisioneiro vale e o juiz natural nada vale. Ao “supremo” é dada a prerrogativa de errar por último. E quem erra por último, ri melhor.

Novamente às favas os pruridos da consciência e o Estado democrático de direito.

O "japonês da Federal" e os procuradores sapateiros indo além das suas tamancas.

Cansaço.

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Ligações perigosas de Marinho com Paulo Roberto Costa

A mansão de Marinho está registrada em nome de empresa que tem como sócia a offshore Murray Holdings LLC, investigada pela Lava Jato
 
 
Jornal GGN - Além de apresentar irregularidades com as leis ambientais, como relatado em reportagem do Diário do Centro do Mundo, a mansão da família de Roberto Marinho, dona da TV Globo, tem documentos em nome da empresa Agropecuária Veine, que traz entre o quadro de sócios a Vaincre LLC: supostamente outro nome para a Murray Holdings LLC, a offshore dona de um apartamento tríplex no Guarujá e alvo da Operação Lava Jato. A informação é do blog de Helena Sthephanowitz.
 
Ao contrário das tentativas dos grandes veículos de tentarem associar o apartamento triplex no Guarujá, de propriedade da OAS e com a compra cancelada por Lula, e o sítio em Atibaia, que supostamente teve reformas pagas pela empreiteira, ao nome do ex-presidente como hipotético proprietário, a mansão de fato é da família Marinho. Mas estaria registrada, tecnicamente em nome da empresa que tem como sócio a offshore. Entretanto, não há inquéritos da equipe da Lava Jato para investigar o caso.
 
Não é o único ponto em comum com as operações investigadas pela Lava Jato. Em junho de 2014 o ex-diretor da Petrobras, Paulo Roberto Costa, em depoimento à Lava Jato, afirmou que criou uma consultoria, em agosto de 2012, a Costa Global, após ter saído da Petrobras, que teria como missão fazer o "casamento" de investidores com donos de projetos. Entre eles, estaria a venda do terreno da família Marinho, onde está a mansão.
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Para historiador, leitor da Veja é "absolutamente fascista"

Jornal GGN - Em dezembro de 2015, o historiador Leandro Karnal fez uma palestra na Universidade Federal de Uberlândia na qual falou sobre as transformações tecnológicas e as mudanças na linguagem. 

Um dos destaques da sua fala foi a análise do discurso da revista Veja. Para ele, a publicação entende a história com "um sentido teleológico", e seus recursos persuasivos querem fundamentar que "a história nos ensina que não deu certo".

Abaixo, matéria da Carta Campinas sobre o assunto e íntegra do vídeo da palestra do historiador.

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Os grupos políticos da PF e a omissão de Dilma, por Weden

Por Weden

Os grupos políticos que hoje atuam na Polícia Federal já anunciavam sua atuação enviesada desde o segundo semestre de 2014. Pouco antes das eleições, delegados e agentes portavam claro discurso eleitoral, mostrando que a intenção era utilizar a operação Lava Jato de forma a interferir no resultado do pleito. Dilma nada fez. E continuou nada fazendo, ao manter um ministro da Justiça inerte e inépto após o 26 de Outubro.

A omissão pode custar muito caro para o governo, para o PT e para o país. Poder  paralelo em grupamentos armados é como um câncer. Não há como extirpá-lo sem prejuízo para o corpo. Embora a ação seja necessária.

Hoje Monica Bergamo afirma em sua coluna que Lula reclamou da  ação de grupelhos políticos na corporação e no Ministério Público. Ora, pelo menos na PF, estes grupelhos são bem conhecidos; eles próprios, confiando na permissividade do governo, não tentaram ser discretos.

Pelo contrário. Quanto mais o ministro da Justiça usava de sua demagogia característica, ao evocar um suposto republicanismo, mais a  PF era tomada de assalto por agentes e delegados opositores ao governo, sem nenhuma responsabilidade republicana.

Dilma não mexeu um dedo para evitar que o pior acontecesse. Tentou capitalizar politicamente junto a seu ministro a sua não ação. Pensou que poderia passar à história como aquela que deixou livre o "combate à corrupção". Não vai. Junto à opinião pública, mesmo injustamente, vai passar à história como um dos governos mais corruptos da história, carregando para a lama o seu antecessor.

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Sob investigação, triplex dos Marinhos em Paraty não está na imprensa

Casa Marinho
 
Jornal GGN - Também às margens de uma praia, um triplex está sob a mira de investigação pelo Ministério Público Federal. A propriedade, que na verdade é uma mansão em Paraty, foge da publicidade dos jornais e tem sua investigação caminhando em ritmo mais lento que o supostamente do ex-presidente Luiz Inácio Lula da Silva, no Guarujá. Totalmente irregular de acordo com leis ambientais, o casarão erguido em área desmatada de um parque federal, é da família de Roberto Marinho. Um repórter do Diário do Centro do Mundo foi conhecer a mansão:
 
 

Por Renan Antunes de Oliveira, de Paraty (RJ)

A mansão de veraneio dos herdeiros do magnata da Globo Roberto Marinho também é um triplex e também está sendo investigada pelo Ministério Público Federal, mas num processo em ritmo bem mais light e sem publicidade.

Os arquitetos que a projetaram e os engenheiros que a ergueram zombaram das leis ambientais: ela está totalmente irregular.

Das fundações ao teto, localiza-se em área desmatada de um parque federal. E parte sobre terra pública, grilada logo por quem não precisa – a família mais rica do Brasil.

A mansão tem um andar quase subterrâneo e outros dois empilhados de forma engenhosa, parece que não se tocam. Fica na baía de Paraty, na costa do Rio. 

Ela foi alvo de fiscais do Ministério de Meio Ambiente (MMA) desde o início da construção, em 2008.

A batalha parecia terminada quando a Vara Federal de Angra dos Reis mandou demolir a mansão, em 2010, poucos meses depois de concluída.

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Jornais pressionam para Lula falar sobre sítio de Atibaia

 
Jornal GGN - Apesar de repetidas notas do Instituto Lula já manifestarem que o ex-presidente e sua esposa, Dona Marisa, "frequentam o sítio de amigos da família em seus momentos de lazer", jornais desta sexta-feira (12) pressionam para Lula falar sobre o caso da propriedade de Atibaia, como se fosse a primeira declaração. 
 
Nesta sexta, o Conselho do Instituto Lula, formado por 36 integrantes, se reúne em São Paulo, com o objetivo de definir planejamentos para 2016. Mas a reunião da entidade, que se tornou o principal porta-voz do ex-presidente - diante do arrolado de notícias repercutidas de investigações em menos de dois meses do início do ano -, está sendo esperada como uma oportunidade para Luiz Inácio Lula da Silva prestar maiores esclarecimentos sobre o caso. 
 
Contudo, reportagem do Estadão denotou a expectativa para outro sujeito: "o PT e o Palácio do Planalto aguardam uma resposta do ex-presidente Luiz Inácio Lula da Silva sobre o sítio usado por ele em Atibaia, no interior paulista, alvo de inquérito da Operação Lava Jato".
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Cuidado pra não pegar o bonde errado!

Por Luciano Hortencio

É como diz o dito. Faça o que eu digo, mas não faça o que eu faço. Dessa vez quem pegou o bonde errado fui eu. Claro que por esse motivo me atrasei e estou publicando um post cujo material guardei carinhosamente para apresentar antes ou durante o carnaval.

Tendo em vista que amanhã terá comemorações por parte das agremiações vencedoras do carnaval  e que o carnaval atualmente termina mesmo no domingo, aqui vai a composição interpretada por Jayme Vogeler, ganhadora do primeiro prêmio no Concurso Carnavalesco de 1931.

O Bonde Errado, de acordo com o jornalista pesquisador Nirez, é de autoria única e exclusiva de Lamartine Babo, porém esse inscreveu a composição sob o pseudônimo, apresentando como autoras Célia Borchet e Áurea Borges de Souza.

Junto cópias de jornais da época e apresento, com prazer, o BONDE ERRADO.

Fontes:

www.arquivonirez.com.br

http://bonavides75.blogspot.com.br/2013/08/jayme-vogeler-47-anos-de-saud...

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