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Luis Nassif Online

Ao longo do século, sempre houve um conflito entre prioridades nacionais e as do capital financeiro; por Luis Nassif
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Relação entre as doações de campanhas de grandes grupos empresarias a candidatos políticos extrapola a Lava Jato
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Entenda o processo de desindustrialização precoce da indústria no Brasil
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Janot pede votos para terminar investigação da Lava Jato

O atual procurador-geral posicionou-se em debate com outros candidatos a assumirem o cargo. O evento foi marcado por alfinetadas
 
 
Jornal GGN - O processo de escolha do novo procurador-geral da República teve seu primeiro debate entre os candidatos marcado por duras críticas, ironias e discussões. Um dos pontos polêmicos discutidos foi a forma como a Operação Lava Jato está sendo conduzida pelo atual PGR, Rodrigo Janot. O representante do MPF defendeu a sua atuação, pediu votos para "terminar o que começou" e disse que o Brasil vive um "grave momento", com o "descomunal caso de corrupção", ao se referir ao esquema de desvio na Petrobras.
 
O evento, organizado pela Associação Nacional dos Procuradores da República (ANPR), nesta segunda-feira (29), contou com o debate dos quatro candidatos: além de Janot, o procurador Carlos Frederico Santos - principal adversário do PGR na disputa, e os procuradores Mário Bonsaglia e Raquel Dodge.
 
A polarização ficou concentrada entre Janot e Carlos Frederico. Sobre a estratégia que o atual procurador-geral pretende levar à frente, se reconduzido ao cargo, disse que tentará fortalecer o apoio aos procuradores-chefes que conduzem o caso nos estados, para aumentar o poder de investigação e para que o MPF possa enfrentar "com tranquilidade" o desafio de "desvendar crimes e encontrar os seus autores".
 
Já Carlos Frederico considerou importante a consolidação do poder de investigação do MPF, mas de forma "mais autônoma" do STF, e que o PGR "poderia ter amadurecido" mais as provas contra os políticos, antes de apresentar os pedidos de abertura de inquérito. "Por que levamos à Polícia Federal se poderíamos ter resolvido isso dentro da nossa casa?", questionou.
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Parlamentarismo? Mas com estes parlamentares?, por Ricardo Kotscho

Do Balaio do Kotscho

Sempre que o país entra numa crise, surgem logo as duas soluções mágicas: reforma política e parlamentarismo. Um arremedo de reforma política já está em curso, sob o comando do presidente da Câmara, Eduardo Cunha, e suas bancadas amestradas, que, sem ouvir a sociedade, até agora praticamente só aprovaram medidas de interesse dos próprios parlamentares.

Agora, o mesmo Cunha vem com a proposta de colocar logo em votação a volta do parlamentarismo, uma experiência que já não deu certo no Brasil, durante o governo de João Goulart,  e foi rejeitada por ampla maioria, em 1993, num plebiscito que manteve o presidencialismo.

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Com críticas aos jornais, Luciano Martins Costa se despede do Observatório

Por Luciano Martins Costa

No Observatório da Imprensa

Isto é uma despedida

Este observador vai interromper por tempo indeterminado suas análises diárias da imprensa brasileira através deste canal. Uma crise de gestão torna insustentável a manutenção desse trabalho, que vem sendo feito quase ininterruptamente, desde o dia 16 de julho de 2007. Ainda antes disso, este colaborador participou dos esforços para a criação e consolidação deste espaço para a crítica democrática da mídia desde seus primórdios, há mais de quinze anos.

Os motivos que levam à interrupção desta jornada são muitos, entre os quais não é possível fazer uma hierarquia de relevâncias. Talvez fosse possível contornar alguns deles, mas há uma causa que não pode ignorada: não há muito mais o que se analisar na mídia informativa brasileira.

Os principais veículos da imprensa se transformaram em panfletos políticos e vasculhar o noticiário em busca de jornalismo que valha uma referência tem sido como buscar um fio de cabelo no palheiro.

Naquela data de estreia, 16 de julho de 2007, uma segunda-feira, o Brasil já estava imerso em um escândalo político, mas o observador destacava que a Folha de S.Paulo era o único dos grandes diários de circulação nacional que ainda apontava o dedo para suspeitos de todos os matizes. Nas edições daquele final de semana e da segunda-feira, o jornal paulista havia aberto espaços proporcionalmente adequados tanto para os acusados que eram da aliança governista quanto para os da oposição.

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Cunha pretende aprovar redução da maioridade na Câmara hoje

Jornal GGN - Eduardo Cunha (PMDB) pretende aprovar no plenário da Câmara dos Deputados, nesta terça-feira (30), a proposta de emenda à Constituição (PEC) que reduz a maioridade penal de 18 para 16 anos nos casos de crimes hediondos (esturpo, latrocínio, etc), homicídio e roubo qualificado. A ideia não conta com apoio do governo federal nem de entidades e movimentos sociais que defendem a preservação dos direitos dos adolescentes.

Pela proposta (PEC 171/93), o jovem também poderá ser considerado imputável em casos de lesão corporal grave ou lesão corporal seguida de morte e roubo agravado (quando há sequestro ou participação de dois ou mais criminosos, entre outras circunstâncias). A pena dos adolescentes será cumprida em estabelecimento separado dos maiores de 18 anos e dos menores inimputáveis.

A proposta foi aprovada no último dia 17 na comissão especial, na forma do relatório do deputado Laerte Bessa (PR). Ele incluiu dispositivo sugerido pelo deputado Weverton Rocha (PDT) para aperfeiçoar a estrutura do sistema socioeducativo e proibir a retenção de recursos destinados ao atendimento socioeducativo e à ressocialização.

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PROTESTE vai ajudar consumidores do Rio a economizar na tarifa de celular

O consumidor brasileiro, que já paga a tarifa de celular mais cara na América do Sul, segundo pesquisa recente feita em oito países pelo aplicativo Weplan, pode ser ainda mais penalizado se não souber escolher o plano adequado ao seu perfil de uso. Conforme a pesquisa, 94,2% dos brasileiros poderiam pagar menos na conta do celular (ou na compra de créditos) se alterassem o atual plano. Essa constatação reforça a tese de outro estudo, realizado pelo site Pricez em parceria com a Teleco, empresa de inteligência em comunicação, que aponta que 87% dos brasileiros estão no plano de celular errado. 

Para ajudar o consumidor a otimizar o custo de sua conta de telefone, a PROTESTE Associação de Consumidores está lançando a campanha "Poupe na Conta", voltada inicialmente para os moradores do Rio de Janeiro. Serão coletados os dados de hábitos de uso (quantos minutos a pessoa fala, quanto usa de dados, quanto paga atualmente), e após análise do perfil de consumo em comparação os planos existentes no mercado, serão indicados os planos adequados e será calculada a economia de cada um. Veja detalhes da campanha neste vídeo Leia mais »

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Brasil tem mais patentes em setores que vendem para o Estado

Recursos naturais precisam ser vistos como indutores para capacitação tecnológica
 
 
Jornal GGN - A política de inovação para incentivar pesquisa e desenvolvimento (P&D) na indústria brasileira, através da oferta de recursos financeiros desembolsados pelo governo, não foi suficiente para ampliar a proporção de empresas inovadoras no Brasil, é a avaliação do diretor do Instituto de Economia da Universidade Federal do Rio de Janeiro, Carlos Frederico Rocha, que participou hoje (30) do 60º Fórum Brasilianas.org, em São Paulo, sobre os desafios para a recomposição da indústria no país.
 
Como base do seu argumento, ele mostrou que, em 2005, do total de empresas que existiam no Brasil, cerca de 33% eram inovadoras; 17% delas faziam pesquisa e desenvolvimento e 19% recebiam apoio do governo para realizar inovação. Já, em 2011, cerca de 36% das empresas eram tidas como inovadoras, sendo que 14% realizavam P&D e 35% recebiam apoio.
 
"Por esses dados vemos que a política de inovação não foi suficiente, porque o percentual de empresas que fazem P&D praticamente não mudou [passando de 14% e 17%], e estamos falando de uma política bem agressiva mas que beneficiou as indústrias que já faziam inovação", observou.
 

IE-UFRJ; Carlos F. Rocha
 
O professor também fez um levantamento de patentes depositadas por cientistas que residem no Brasil (ver tabela abaixo), para determinar quais setores o país teriam mais vantagens competitivas em relação ao resto do mundo e descobriu que os nichos onde ocorreram mais P&D e, portanto, são mais competitivos, têm como características serem fornecedores de uma demanda governamental e estarem ligados aos recursos naturais.
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Por que jornalistas estão migrando para programas de entretenimento?

 

Em 1983 Sérgio Chapelin deixou a Globo para apresentar o “Show Sem Limites” no SBT. Mas depois voltou ao telejornalismo global. Agora a migração para o entretenimento não tem mais volta: tudo começou com Fausto Silva nos anos 80 e atualmente a tendência cresce com Fátima Bernardes, Pedro Bial, Patrícia Poeta, Britto Jr., Ana Paula Padrão, Zeca Camargo e o recente anúncio da saída definitiva de Tiago Leifert do jornalismo esportivo para um programa de entretenimento na TV Globo. Como explicar essa onda migratória? Maneira mais fácil de ganhar dinheiro com merchandising? Mas também pode representar o sintoma de um duplo fenômeno que assola um jornalismo terminal diante do crescimento das tecnologias de convergência: o infotenimento (informação + entretenimento) e o tautismo (tautologia + autismo). Leia mais »

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A eficiência energética e a iluminação residencial e pública

Do Blog Infopetro

Por Renato Queiroz

A crise no setor elétrico brasileiro ainda está presente. A situação da Petrobras diariamente debatida na mídia acaba por encobrir as dificuldades que o setor de eletricidade vem passando. Há termos como rombos financeiros, preços altos das contas de luz, riscos hidrológicos, racionalização no uso da eletricidade, entre outros, que circulam na maioria das análises sobre a situação do setor elétrico.  Cada um desses termos pode dar origem a um ou mais artigos. Afinal o setor elétrico brasileiro passa por uma série de fatos negativos que se encadeiam, dando margem a diversas análises.

Como a situação futura do abastecimento energético é um ponto de interrogação, as ações para economizar energia devem ser consideradas como medidas estratégicas e urgentes da política energética.

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Delator da Lava Jato diz que doou a Paulinho da Força para evitar greves

Jornal GGN - A delação premiada do empresário Ricardo Pessoa, da UTC, no âmbito da Operação Lava Jato, expõe o funcionamento do lobby político na prática: doações eleitorais para garantir créditos com os congressistas, que podem retornar em forma de benefícios mais tarde. Segundo informações da Folha desta terça (30), Pessoa admitiu que doou R$ 500 mil ao expoente da Força Sindical, Paulinho da Força (Solidariedade), para evitar que o sindicato continuasse incentivando uma greve que prejudicava seus negócios. Em 2010, Paulinho concorria à Prefeitura de São Paulo pelo PDT.

No mesmo sentido, Pessoa apontou doações eleitorais para o deputado federal Luiz Sérgio (PT), atual relator da CPI da Petrobras. A Folha escreveu que o objetivo dos repasses, segundo o réu delator, "era garantir acesso aos congressistas, que são ligados aos movimentos sindicais."

No depoimento, Pessoa contou que, em 2011, "houve uma grande paralisação na construção da hidrelétrica de Jirau, em Rondônia, (...) o que deixou as empreiteiras preocupadas. Na época, a greve provocou uma mobilização de trabalhadores também em outras obras do PAC (Programa de Aceleração do Crescimento), num efeito dominó", relatou o jornal.

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Calma, é só uma estratégia!

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Barbosa sugere que fala de Dilma atenta contra o funcionamento do Judiciário

Jornal GGN - Joaquim Barbosa, ex-ministro do Surpremo Tribunal Federal, decidiu dar as caras novamente no Twitter para criticar a fala da presidente Dilma Rousseff sobre a Operação Lava Jato. Nesa segunda (29), em passagem pelos Estados Unidos, Dilma disse que não "respeita" o delator Ricardo Pessoa, presidente da UTC, sugerindo que este tem feito acusações contra a campanha petista em troca de benefícios, sem apresentação de provas. Pessoa disse que doou R$ 7,5 milhões para a reeleição de Dilma por pressão de agentes supostamente envolvidos em esquemas de corrupção na Petrobras.

"Nunca vi um Chefe de Estado tão mal assessorado como a nossa atual presidente", disparou Barbosa. "A Constituição não autoriza a presidente a investir politicamente contra as leis vigentes", acrescentou o ex-ministro. Segundo ele, o instituto da delação premiada é previsto em lei, e Dilma, ao dizer que não respeita um delator, está comentendo "crime de responsabilidade".

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Ministério Público quer responsabilização de Beto Richa e Francischini

 
Jornal GGN - Para o Ministério Público do Paraná, devem ser responsabilizados o governador Beto Richa (PSDB) e o ex-secretário de Segurança Fernando Francischini, além de ex-comandantes e militares envolvidos na operação que deixou 200 manifestantes feridos, entre eles professores e servidores públicos, no dia 29 de abril, no Centro Cívico de Curitiba. 
 
O MP-PR ajuizou uma ação civil pública nesta segunda-feira (29), solicitando a responsabilização por atos de improbidade administrativa no confronto da Polícia Militar e os professores, que estavam em greve e protestavam em frente à Assembleia Legislativa do Paraná. 
 
Foram apontados pelo Ministério o excesso de força e gastos exorbitantes na operação policial, também incluindo os nomes do ex-comandante da Polícia Militar César Vinícius Kogut, o ex-subcomandante Nerino Mariano de Brito e o tenente-coronel Hudson Leôncio Teixeira.
 
A Procuradoria-Geral do Estado (PGE), que atuará em favor do governador e dos denunciados, disse em nota que "lamenta o comportamento da comissão nomeada pelo Ministério Público para investigar os fatos, que não permitiu ao Estado ter acesso aos autos da investigação". "A Procuradoria estranha o fato de o Ministério Público ter optado, primeiramente, em expor o caso à imprensa, sendo que, até o presente momento, não lhe foi possibilitado o acesso às conclusões. Tão logo a PGE tome conhecimento do teor da investigação agirá em defesa dos interesses do Estado", informou.
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Sistema financeiro promoveu maior crise dos últimos 75 anos, por Delfim Netto

Do Valor

O futuro está mais opaco do que costumava ser

por Antonio Delfim Netto

A economia mundial enfrenta uma desarticulação só experimentada nos anos 30 do século passado. A crise de 2007-­09 teve origem em causas que não são, o  as das flutuações cíclicas do capitalismo. Numa larga medida, trata­-se das mesmas ­ ou muito parecidas ­ que geraram a de 1929, que, nos EUA, o governo Roosevelt combateu com profundas intervenções na economia (o "New Deal"). 

Uma delas foi a resposta do Congresso, que sob estímulo do Executivo, aprovou o Glass-­Steagal Act, de 1933. Proibiu-­se os bancos comerciais de financiar investimentos: foram limitados à recepção de depósitos e a empréstimos de curto prazo. Aos bancos de investimento foram reservadas as negociações com as ações e bônus, formas típicas de financiamentos de longo prazo.

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Em 1ª reação enérgica à Jato Jato, Dilma promete "tomar medida" contra delator

Jornal GGN - Em passagem pelos Estados Unidos, nesta segunda-feira (29), a presidente Dilma Rousseff (PT) reagiu de maneira enérgica, pela primeira vez, às declarações que implicam sua campanha à reeleição, no âmbito da Operação Lava Jato. No fim de semana anterior, a imprensa havia publicado trechos vazados da delação premiada do empresário Ricardo Pessoa, da UTC, dando conta de que Dilma recebeu, em 2014, valores vultosos que só foram repassados ao caixa do PT por pressão de agentes supostamente envolvidos em esquemas de corrupção na Petrobras.

"Eu quero dizer algumas coisas sobre isso. Primeira coisa: a minha campanha recebeu dinheiro legal, registrado [e aprovado pelo Tribunal Superior Eleitoral], de R$ 7,5 milhões. Na mesma época em que recebi os recursos, pelo menos em uma das vezes, o candidato que concorreu comigo recebeu também, com uma diferença muito pequena de valores. Eu estou falando de Aécio Neves [PSDB]", disparou Dilma.

A presidente ainda rebateu a fala do delator da UTC com outros três pontos: garantiu que nunca recebeu Ricardo Pessoa "em toda a minha passagem pelo primeiro mandato"; depois, que não tem "esse tipo de prática", referindo-se à possível leniência em relação à formação de caixa 2 para campanha. Por fim, Dilma disse: "Eu não aceito e jamais aceitarei que insinuem sobre mim ou minha campanha qualquer irregularidade. Primeiro, porque não houve. Segundo, porque se insinuam, [é porque] alguns têm interesses políticos."

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Lei da Mediação é sancionada pelo Executivo

Conciliação. Foto: Agência CNJ

Jornal GGN - Foi sancionada na segunda-feira(29), a chamada Lei de Mediação, que disciplina a mediação judicial e extrajudicial como alternativa para resolução de conflitos. O objetivo do marco legal é evitar a judicialização deste tipo de conflito, determinando que os tribunais criem centros judiciários de solução consensual de conflitos, de acordo com a Resolução 125/2010, do Conselho Nacional de Justiça, que estabelece uma metodologia para resolução de conflitos de forma não litigiosa. 

Desde 2006, o CNJ organiza o Movimento pela Conciliação, que pretende alterar a cultura da litigiosidade e promover a busca por soluções mediante a construção de acordos, dando origem à Semana Nacional da Conciliação.

A lei entra em vigor em seis meses e deverá ajudar na tramitação de processos no Judiciário, além de evitar novas demandas que podem ser resolvidas através de conciliação. O número de processos em trâmite na Justiça brasileira chegou a 95,14 milhões em 2013, segundo o Relatório Justiça em Números.

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