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Luis Nassif Online

Blogs e sites independentes estão sendo sufocados por uma onda de ações judiciais comandada pela própria velha mídia
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É evidente que na sociedade há discriminação. Mas que os bem sucedidos sejam tratados como iguais; por Luis Nassif
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Elas estão se tornando mais comuns, e a sociedade precisa acompanhar e cobrar transparência do administrador
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Poltergeist 2015 e o terror da hierarquização geográfica

Há alguns dias publiquei aqui algumas referências ao filme Poltergeist de 1982 e ao terrorismo político diariamente praticado por uma certa rede de TV. Hoje falarei um pouco sobre a nova versão do filme de terror.

Poltergeist 2015 segue o roteiro do filme de Spielberg. Algumas alterações foram feitas na história, mas no geral os dois filmes são bem parecidos. Os efeitos especiais digitais conferem realidade ao irreal mundo paralelo dos mortos para o qual a menina é atraída e do qual ela é enfim salva. Quando tudo parece terminado, bum… o terror recomeça. Mas no fim tudo acaba bem.

A única coisa que me chamou atenção neste filme foi um diálogo. Durante um jantar, uma personagem secundária diz ao chefe da família que acabou de se mudar para a nova casa, que naquele local havia um cemitério. Esclarece que os mortos foram transferidos para um “bairro melhor”.

A referência ao “bairro melhor” é interessante. A expressão lembra os famosos “bairros nobres” exaltados pela imprensa brasileira em oposição às depreciadas “periferias” ou às “comunidades” (eufemismo politicamente correto que substituiu o termo favelas).

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O rock e o blues de Maggie Bell

Natural da Escócia, Maggie Bell inicia a sua carreira de cantora no meio dos anos 60 em bandas, mas sua voz chamava a atenção de muita gente. Era um período complicado para uma cantora como ela de rock e blues, pois  uma grande estrêla brilhava, Janis Joplin; e comparações para o bem ou para o mal eram inevitáveis. De qualquer forma, sua carreira seguiu com sucesso, grava junto com outros artistas a segunda versão da ópera rock "Tommy" de Pete Townshend do The Who, como a mãe do personagem principal. Os artistas nessa versão são acompanhados pela  London Symphony Orchestra.

Logo depois grava seu álbum solo "Queen Of The Night", da música As "The Years Go Passing By", em seguida assina com o sêlo Swan Song, marca da versão empresarial do Led Zeppelin.

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Ainda existem compositores de Jazz?

Enviado por Galileo Galilei

Quando foi a última vez que algum entre vocês presenciou um novo compositor de Jazz que não esteja apenas improvisando, mais criando algo que possa a vir a ser considerado no futuro, quem sabe, um standard?

E se este compositor for mulher?

E se também cantar?

E se, além de cantora, for portuguesa?

E se for acompanhada por uma nova geração de instrumentistas?

...Portugueses?

E se cantar em inglês... sem sotaque?

E se for afinada e tiver boa presença de palco?

Então prestem atenção na moça que já cometeu seu segundo álbum: Luisa Sobral.

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O tempo é uma ilusão?

Enviado por Gomes Tobias

Autor desconhecido

Também publicado em Epoch Times

Nós tendemos a acreditar que o destino não é fixo e que todo o passado desaparece no esquecimento, mas poderia o movimento ser uma mera ilusão? Um renomado físico britânico explica que em uma dimensão especial, o tempo simplesmente não existe.

“Se você tentar agarrar o tempo com as mãos, ele estará sempre deslizando por entre seus dedos”, disse Julian Barbour, físico britânico e autor de “O fim do tempo: a próxima revolução na física”, em uma entrevista com a Fundação Edge. Embora esta afirmação poética ainda ressoe na sala, Barbour e o jornalista, provavelmente, não tenham qualquer ligação consigo mesmos um segundo atrás.

Barbour acredita que as pessoas não podem capturar o tempo, porque ele não existe. Mesmo isso não sendo uma teoria nova, ela nunca teve a popularidade que a teoria da relatividade de Einstein ou a teoria das cordas teve.

O conceito de um universo sem tempo não é apenas irresistivelmente atraente para um punhado de cientistas, mas tal modelo pode pavimentar o caminho para explicar muitos dos paradoxos que a física moderna enfrenta em explicar o universo.

Nós tendemos a pensar e perceber a hora de forma linear na natureza, curso que, inevitavelmente, flui do passado ao futuro. Esta não é apenas uma percepção pessoal de todos os seres humanos, mas também o contexto em que a mecânica clássica analisa todas as funções matemáticas dentro do universo. Sem esse conceito, ideias como o princípio da causalidade e nossa incapacidade de estarmos presentes simultaneamente em dois eventos começariam a ser abordadas a partir de um nível completamente diferente.

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105 anos de Artie Shaw

Por Mara L. Baraúna

Arnold Jacob Arshawsky (Nova Iorque, 23 de maio de 1910 — Thousand Oaks, 30 de dezembro de 2004)

Filho único de imigrantes judeus, a austríaca Sarah e o russo Harry Arshawsky, que trabalhavam como costureira e fotógrafo, Arnold foi uma criança tímida. Sua introversão natural foi aprofundada pelo anti-semitismo local e daí veio seu interesse pela literatura e pela música. Seu aprendizado foi totalmente autodidata: tocava ukulele aos 10 anos, saxofone aos 12 e  clarineta em sua adolescência.

Quando seu pai abandonou a família, Shaw deixou a escola, aos 15 anos. Sua insegurança ao longo da vida parecia vir a partir de então. Para ganhar dinheiro saiu em turnê com uma banda tocando saxofone alto e foi quando mudou seu nome para Artie Shaw. 

De volta a Nova Iorque, ele se tornou um músico de estúdio até o início da década de 1930.

A partir de 1925, Shaw toca com muitas bandas e orquestras. Entre 1926 e 1929, ele trabalhou em Cleveland e conseguiu grande reputação como diretor musical e arranjador para a orquestra liderada pelo violinista Austin Wylie.

Em 1929 e 1930, ele tocou com "Irving Aaronson's Commanders", onde fez contato com a música sinfônica, que mais tarde viria a incorporar em seus arranjos.

Em 1934, ele comprou uma fazenda em Bucks County, Pensilvânia, e teve como objetivo se tornar um escritor. Escreveu um livro sobre o legendário trompetista  Bix Beiderbecke, que morreu muito jovem, totalmente bêbado. Mas Shaw logo estaria cansado de sua vida rural e voltaria ao trabalho em Nova Iorque

Seguindo o exemplo de Paul Whiteman, a primeira banda de Artie Shaw contou com uma mistura de cordas e de sopro, criando uma inovadora mistura de jazz e elementos clássicos. Shaw chamou a atenção com seu "Interlude em B-flat" em um show no Teatro Imperial em Nova Iorque, em 1935.

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Sem justificativas para impeachment, PSDB tenta investigação sobre "pedaladas fiscais"

Enviado por Polengo
 
Da Carta Capital
 
 
Aécio Neves afirma que partido "não tomará medida precipitada"; nova estratégia tem pedido de investigação sobre "pedaladas fiscais"
 

Naufragrou a estratégia do PSDB de obter o impeachment de Dilma Rousseff (PT), presidenta eleita em outubro passado com 54,5 milhões de votos. Diante da realidade demonstrada pelo jurista Miguel Reale Jr. de que não há justificativas jurídicas para remover a chefe do Executivo do cargo, os tucanos desistiram da ideia "neste momento". A ideia foi substituída por um pedido de ação penal contra Dilma por conta das chamadas "pedaladas fiscais".

Ex-ministro da Justiça de Fernando Henrique Cardoso (PSDB), Reale Jr. fora destacado pelo PSDB para elaborar um parecer jurídico sobre as acusações contra Dilma, mas informou o partido de que não há elementos para sustentar a remoção do governo. 

O senador Aécio Neves (MG) disse à imprensa na quarta-feira 20 que o "impeachment não está na pauta neste momento" e que seu partido "não vai tomar nenhuma medida precipitada". Ainda assim, Aécio disse ver "indícios crescentes" de crimes cometidos por Dilma. Em reunião nesta quinta-feira 21, líderes opositores decidiram seguir a recomendação de Reale Jr. e querem abrir uma ação  penal contra Dilma na Procuradoria-Geral da República por conta das chamadas "pedaladas fiscais"

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Ninguém cuida da política econômica, por André Araújo

Por André Araújo

A tradição brasileira é de colocar sob o guarda chuva do Ministério da Fazenda a política econômica do País. A sua liderança se subordina ao Banco Central, o Banco do Brasil e todos os bancos públicos. A política monetária, cambial e de comércio exterior estão sob essa guarda chuva.

Mas não é o que acontece agora. Não há um gestor de política econômica, não há uma liderança que comande as ações coerentes entre as várias peças da política econômica. Descobre-se que o Ministro Levy é um administrador apenas da política fiscal, impostos e pagamentos. Não se vê por parte dele nenhuma narrativa sobre política econômica como um todo, emprego, crescimento, desenvolvimento. O Ministro é apenas um caixa.

O Banco Central se apresenta como ABSOLUTAMENTE INDEPENDENTE e o Ministro Levy parece que gosta assim.

Os demais Ministros da área econômica não têm política ou pelo menos não demonstram ter.

Assim fica a política econômica que dá o RUMO ao País órfã de pai e mãe, ninguém sabe qual é e para onde o País caminha. Ter como meta tantos bilhões de economia não é uma política econômica, mesmo porque essa economia e comida pelo aumento do gasto de juros provocado pelo Banco Central, que ao que tudo indica tem seu mundo próprio inteiramente desligado do que poderia ser uma política econômica de Pais, com começo, meio e fim.

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A ameaça à liberdade de imprensa

Doutrinariamente, a imprensa é vista como o instrumento de defesa da sociedade contra os esbirros do poder, seja ele o Executivo, outro poder institucional ou econômico.

Não se exija dos grupos de mídia a isenção. Desde os primórdios da democracia são grupos empresariais com interesses próprios, com posições políticas nítidas, explícitas ou sub-reptícias.

***

Tome-se o caso brasileiro. É óbvio que os grupos de mídia têm lado. Denunciam o lado contrário e poupam os aliados.

Doutrinariamente, procuradores entendem que qualquer denúncia da imprensa deve virar uma representação. Mas só consideram imprensa o que sai na velha mídia. Doutrinariamente, o CNJ (Conselho Nacional de Justiça) criou um grupo para impedir o uso de ações judiciais para calar a mídia. Mas só consideram jornalismo a velha mídia.

Cria-se, então, um amplo território de impunidade para aqueles personagens que se aliam aos interesses da velha mídia. E aí entra o papel da nova mídia, blogs e sites, fazendo o contraponto e estendendo a fiscalização àqueles que são blindados pela velha mídia.

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Multimídia do dia

As imagens e os vídeos selecionados.

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Clipping do dia

As matérias para serem lidas e comentadas.

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Fora de Pauta

O espaço para os temas livres e variados.

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A defesa ou o fim da publicidade infantil?

 
Jornal GGN - A proibição de publicidade para crianças foi assunto de audiência pública na Comissão de Constituição e Justiça e Cidadania (CCJC) da Câmara dos Deputados, nesta quinta-feira (21). O Projeto de Lei 5921, texto do deputado Luiz Carlos Hauly (PSDB-PR) e sob relatoria de Arthur Oliveira Maia (SD-BA), deve ser votado nas próximas semanas.
 
“A publicidade brasileira vem cuidando dos consumidores com responsabilidade. A propaganda brasileira está submetida a regras mais rigorosas que a maioria dos países desenvolvidos”, destacou Presidente do Conselho Nacional de Autorregulamentação Publicitária (CONAR), Gilberto Leifert, enfatizando os avanços na área. Lembrou, ainda, que o CONAR desed 1977 analisa todas as denúncias e atua com eficácia.
 
Por outro lado, uma consumidora, Mariana Sá, mãe e representante do Movimento Infância Livre de Consumismo (MILC), disse que tentou recorrer ao CONAR, mas não conseguiu. “A gente fez uma denúncia ao CONAR, que demorou três meses para ser analisada. Isso não é rápido o suficiente”, afirmou. Ela pediu que os deputados levassem em consideração o apelo de grande parte da sociedade, "que não são atendidos em suas demandas pelo modelo de autorregulação que existe hoje".
 
O desenhista Ziraldo também compôs a mesa de debate e defendeu que o Brasil não precisa de mais leis sobre a publicidade infantil, e que a responsabilidade deve partir dos pais. “O Brasil é de longe o que mais aprova regulações, autorregulamentações e leis nesse sentido, por isso essa lei é inútil. Deixa a sociedade, deixa o pai decidir. Filho não exige nada do pai que tem consciência de como educar seu filho”, argumentou Ziraldo.
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BNDES vai abrir sigilo das operações financeiras voluntariamente

Jornal GGN - Voluntariamente, o BNDES (Banco Nacional do Desenvolvimento Econômico e Social) pretende abrir, na próxima semana, o leque de informações sobre operações financeiras realizadas no exterior. Segundo apurou o GGN, a iniciativa ampliará sensivelmente o acesso a dados sobre financiamentos de obras em Cuba e Angola, retirando o carimbo de "secreto" dessas negociações. Seguirão protegidos dados sob sigilo bancário e fiscal.

O movimento do BNDES ocorre após pressão do Ministério Público Federal (MPF) por transparência. Em abril, o órgão de fiscalização recomendou ao Ministério do Desenvolvimento que torne públicos os documentos referentes a financiamentos externos. Em entre as investigações promovidas pelos procuradores está o financiamento do porto de Mariel, em Cuba, envolvendo 680 milhões de dólares (dois terços do valor são provenientes do BNDES). 

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As possibilidades abertas pela China

A ascensão dos Estados Unidos, em fins do século 19, provocou uma explosão nos preços das commodities beneficiando as exportações brasileiras de algodão e café.

A consolidação do poderio geopolítico norte-americano, no pós-guerra, com o acordo de Bretton Woods e os financiamentos internacionais para a reconstrução da Europa e para a infraestrutura na América Latina, ajudaram no salto seguinte da industrialização brasileira.

Na década anterior, Getúlio Vargas dera início à constituição do Estado brasileiro, com a criação do DASP (Departamento de Administração do Serviço Público), a instituição do concurso público, a aprovação do Código das Águas. Leia mais »

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Ciro: Qualquer bodega no Ceará tem projeto, mas o Brasil não

“Brasília está dominada por uma coalizão de gatunos”, diz Ciro Gomes

Da CartaCapital

Agora na iniciativa privada, como chefe da ferrovia Transnordestina, o ex-ministro da Integração Nacional e ex-governador do Ceará Ciro Gomes não poupou o Congresso Nacional e as coligações partidárias durante sua participação na 3ª edição do Fórum Brasil promovido por CartaCapital, cujo tema neste ano é "Crescer ou crescer”. Para Ciro, o parlamento está dominado por ladrões.

Ciro participou de uma mesa de debate com o ex-ministro da Defesa e das Relações Internacionais Celso Amorim e o presidente da Agência Brasileira de Promoção de Exportações e Investimentos (Apex-Brasil), David Barioni Neto. Os três se reuniram na tarde desta sexta-feira 22 para falar sobre o tema “Exportações, o Caminho para Sair da Crise”. Segundo a falar, Ciro revelou seu pessimismo em relação à retomada do crescimento econômico: “O Brasil não tem projeto”, afirmou.

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