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O consumidor ainda não sentiu os efeitos maiores da recessão, mas o governo Dilma gastou seu arsenal, por Luis Nassif
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Filme mostra a articulação, depois de 25 anos, em todos as esferas, que tenta dar respostas a desaparecidos políticos
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Projeto original do PROSUB tinha um valor de € 6,7 bilhões; submarino de propulsão nuclear deve ser entregue em 2025
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Brasil precisa rever modelo de licitação para concretizar investimentos chineses

Jornal GGN – Caso se concretize, a promessa de investimentos da China na infraestrutura brasileira pode resolver uma crise do mercado ocasionada pelos desdobramentos da Operação Lava Jato e pelo contingenciamento dos gastos da União previstos pelo ajuste fiscal.

O mercado tem brutal necessidade. De acordo com estudo da Empresa de Planejamento e Logística (EPL), para solucionar o déficit de infraestrutura, o país precisa investir R$ 100 bilhões por ano durante sete anos. Atualmente, investimos R$ 15 bilhões.

Leia também: Os dólares chineses na infraestrutura brasileira 

Só que por enquanto a vinda dos dólares chineses é apenas uma possibilidade. Cabe ao Brasil criar as condições para que se torne realidade.

De acordo com Francisco Américo Cassano, professor de Comércio Exterior da Universidade Presbiteriana Mackenzie, há uma série de ajustes que precisam ser feitos, a começar pelo modelo de licitação das concessões.

“Ontem [28], o ministro de Planejamento [Nelson Barbosa] já se manifestou a respeito de uma nova reorganização do programa de concessões. Isso tem a ver exatamente com a disponibilidade dos chineses em investir na infraestrutura brasileira”, acredita Cassano.

Ele entende que o critério de menor preço nas licitações diminui o apetite da iniciativa privada, pois limita os lucros, mas também os investimentos em melhorias.

“Se eu sempre tiver o menor preço como referência eu não vou poder ter um lucro de acordo com o desenvolvimento do meu negócio. O governo vai me policiar, me restringir a expandir o negócio, a melhorar os meus resultados etc”, argumentou.

Para ele, essa é uma barreira séria, a primeira a ser superada, mas há questões mais profundas, que vão dar na própria política externa brasileira.

Abaixo, os principais trechos da entrevista:

Jornal GGN - O primeiro-ministro chinês se reuniu com a presidente Dilma e fez promessa de investimentos no Brasil na casa de US$ 50 bilhões. Isso em meio à crise deflagrada pela Operação Lava Jato e pelos cortes orçamentários do ajuste fiscal. Esses dólares chineses devolvem perspectiva ao mercado nacional de infraestrutura?

Francisco Américo Cassano - Em primeiro lugar a gente tem que fazer uma consideração importante. Os investimentos chineses no Brasil, da forma como agora estão formulados, já são de longa data e o que se tem percebido é que isso tem sido muito mais uma promessa do que efetivamente uma ação concreta.

Se você relaciona com os dois pontos que você mencionou, Lava Jato e ajuste fiscal, é mais um motivo para que os chineses fiquem em uma situação de espera para ver como essas coisas serão decididas.

De qualquer maneira, o governo brasileiro já está com um procedimento. Ontem [28], o ministro de Planejamento [Nelson Barbosa] já se manifestou a respeito de uma nova reorganização do programa de concessões. Acho que isso tem a ver exatamente com a disponibilidade dos chineses em investir na infraestrutura brasileira.

Isso é uma necessidade, não temos a menor dúvida. Por outro lado, isso alavancaria a atividade econômica, também não há dúvida. Mas daí a dizer que estaremos em um novo patamar, estaremos em uma nova frente, vai uma distância muito grande até que efetivamente se confirme essa participação chinesa aqui no Brasil. Até que o investimento se concretize.

O indicador disso, no meu entendimento, deverá ser exatamente a oferta da concessão. Para aí sim a participação chinesa se concretizar.

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O poderio de J. Hawilla nos direitos de transmissão de jogos

Sete anos após ser criada, a empresa de J. Hawilla, Traffic, assume a organização e a comercialização de direitos de TV da Copa América
 
Foto: Ciro Boro
 
Jornal GGN - A empresa de J. Hawilla, Traffic Sports, comercializa hoje com exclusividade os direitos internacionais de TV das principais competições de futebol de seleções e clubes da América Latina. O ramo inclui as Eliminatórias da Copa do Mundo da FIFA Brasil 2014 e a Copa Libertadores, a Copa América, as Eliminatórias da Concacaf, a Copa Total Sudamericana, a Copa do Brasil, a Copa Total Sudamericana e a NASL.
 
 
Criada em 1980, a Traffic era uma empresa de anúncios em pontos de ônibus. Sete anos depois, em 1987, a empresa de J. Hawilla assume a organização e a comercialização de direitos de TV e patrocínio da Copa América. Em 1996, a Traffic foi a responsável por intermediar a negociação entre a Nike e a CBF, tornando-se a patrocinadora oficial da Seleção Brasileira. Em 2008, os negócios se expandem ainda mais e a Traffic passa a administrar fundos de sociedades de investimentos, adquirindo o chamado "passe" de jogadores profissionais de futebol. Em 2011, também fechou parceria com a SE Palmeiras e tornou-se responsável pela comercialização de camarotes da Nova Arena.
 
Para a Concacaf, a Traffic detém os direitos mundiais de transmissão, incluindo TV aberta, paga e pay-per-view, por internet, celular e IPTV. Da Libertadores e da Sudamericana, a empresa de Hawilla detém todos os direitos, exceto para as Américas. Da Copa do Brasil, os direitos de TV são para o mundo todo, exceto para o Brasil. Já com a NASL, a Traffic detem a transmissão de todos os jogos para o mundo. Já para a Copa América não só é detentora mundial dos direitos a empresa de Hawilla, como também é a organizadora da competição. 
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Mulher de Pimentel é investigada pela PF em esquema de lavagem de dinheiro

Jornal GGN - A Polícia Federal de Brasília confirmou na tarde desta sexta-feira (29) que a primeira-dama de Minas Gerais, Carolina Pimentel, esposa de Fernando Pimentel (PT), é investigada na Operação Acrônimo, que apura esquema de lavagem de dinheiro e desvio de recursos públicos, envolvendo colaboradores da última campanha do governador petista. A informação é do jornal Valor Econômico.

Carolina, antes de se casar com Pimentel, trabalhava como sua assessora de imprensa no Ministério do Desenvolvimento, Indústria e Comércio Exterior. Segundo informações de O Globo, ela era contratada por meio do Banco Nacional de Desenvolvimento Econômico e Social (BNDES), órgão vinculado ao ministério liderado, na época, pelo petista.

Nesta manhã, a Polícia Federal encampou uma operação de busca e apreensão no antigo endereço de Carolina, em Brasília. Ainda segundo O Globo, Pimentel apenas disse, por meio da assessoria, que ele não é alvo da investigação. Carolina, por sua vez, prometeu que se manifestaria posteriormente, também por meio da assessoria de imprensa. Ela comanda, hoje, o Serviço Voluntário de Assistência Social e mora em Minas Gerais.

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Impeachment, golpe de Estado e ditadura de “mercado”, por Samuel Pinheiro Guimarães

Por Samuel Pinheiro Guimarães

Impeachment, golpe de Estado e ditadura de “mercado”

O impeachment é a tentativa de anular, por via legislativa, pelo voto de 513 deputados e 81 senadores, os resultados das eleições de novembro de 2014 que refletiram a vontade da maioria do povo brasileiro ao reeleger a Presidenta Dilma Rousseff, por 53 milhões de votos.

Desde 2003, as televisões, em especial a TV Globo; os maiores jornais, como o Estado de São Paulo, a Folha de São Paulo e o Globo; e as principais revistas, quais sejam a Veja, Isto É e Época, se empenham em uma campanha sistemática para desmoralizar o Partido dos Trabalhadores e os partidos progressistas e para tentar “provar” a ineficiência, o descalabro e a corrupção dos Governos do PT, inclusive de seus programas sociais, que retiraram 40 milhões de brasileiros da miséria e da pobreza.

Agora, com a ajuda de membros do Poder Judiciário, do Ministério Público e da Polícia Federal, os meios de comunicação, tendo seu candidato perdido as eleições, tentam criar um clima político e de opinião que venha a derrubar ou imobilizar a Presidenta e, assim, anular a vontade da maioria do povo brasileiro.

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TCU vai avaliar responsabilidade de Dilma na compra de Pasadena

Sugerido por Lair Amaro

Do Estado de Minas

Pasadena volta a assombrar Dilma

O ministro do Tribunal de Contas da União (TCU) Vital do Rêgo determinou que a área técnica do tribunal reavalie a responsabilidade da presidente Dilma Rousseff e de demais ex-integrantes do Conselho de Administração da Petrobras em prejuízos na compra da refinaria de Pasadena, no Texas, Estados Unidos. O ministro também requereu que se analise eventual culpa de representantes da Astra Oil, antiga sócia da estatal brasileira no negócio. Um comunicado sobre os novos passos da investigação seria feito ainda nessa quarta-feira (27) por Vital aos demais ministros da corte de contas.

Vital é relator dos processos que apuram dano ao erário na compra da refinaria norte-americana. A inclusão de Dilma e demais conselheiros entre os responsáveis é um pedido do ministro substituto André Luís de Carvalho. Já a implicação da Astra foi solicitada pelo presidente do tribunal, Aroldo Cedraz, em despacho do fim do ano passado. Questionado, Vital explicou que a avaliação da área técnica a respeito não foi concluída. Os pareceres vão subsidiar futura decisão da corte sobre a entrada, ou não, de novas pessoas na lista de responsáveis.

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O ninho das ratazanas do futebol na mídia, por Luciano Martins Costa

Por Luciano Martins Costa

O ninho das ratazanas

No Observatório da Imprensa

A imprensa brasileira se regozija com a prisão, na Suíça, do ex-presidente da Confederação Brasileira de Futebol (CBF), José Maria Marin, por conta das investigações de autoridades americanas sobre corrupção na organização internacional do futebol profissional. Nas edições de sexta-feira (29/7), um dos destaques é a fuga do atual presidente da CBF, Marco Polo Del Nero, que deixou a conferência da Fifa em Zurique e preferiu se refugiar no Brasil.

O noticiário equivale a uma bomba num ninho de ratazanas.

Os jornais abrem algumas frentes para abordar o assunto, e a principal delas é a chance de retomar as apurações da CPI da Nike, aberta no ano 2000 e concluída no ano seguinte. O relatório (ver aqui) já apontava irregularidades nas relações da CBF com a empresa de material esportivo e o Grupo Traffic, cujo dono, José Hawilla, fez um acordo de delação com o FBI.

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A turnê do Quinteto Violado em homenagem a Dominguinhos

 
Quinteto Violado realiza turnê em homenagem a Dominguinhos
 
Grupo pernambucano vai percorrer 11 capitais com apresentações do espetáculo
 
Quinteto Violado canta Dominguinhos. Pernambucano Cezzinha também participa.
 
Dia 07 de junho (domingo), em São Paulo, no Auditório Ibirapuera, às 19h
 
O Quinteto Violado (Dudu Alves, Marcelo Melo, Roberto Medeiros,Ciano Alves e Sandro Lins)cai na estrada para homenagear um dos maiores nomes da música regional do Brasil. Com patrocínio dos Correios e Produção Geral da Pentagrama, o espetáculo Quinteto Violado canta Dominguinhos vai percorrer 11 capitais brasileiras mostrando a história de Dominguinhos e a versatilidade musical do grupo Quinteto Violado, que assina a Direção Musical. Os shows também contarão com a participação do sanfoneiro Cezzinha, herdeiro musical de Dominguinhos.

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Reeleito presidente, Blatter diz que sua missão é colocar Fifa no caminho

Por Alex Rodrigues

Da Agência Brasil

O suíço Joseph Blatter, de 79 anos, foi reeleito hoje (29), para seu quinto mandato à frente da principal entidade do futebol mundial, a Federação Internacional de Futebol (Fifa). Nem mesmo as recentes denúncias de corrupção envolvendo alguns dos principais dirigentes da federação foram capazes de alterar os rumos da eleição. A votação foi para o segundo turno, mas o concorrente o príncipe jordaniano Ali bin Al Hussein, 39 anos, desistiu da candidatura.

Na primeira rodada, Blatter obteve 133 votos e Al Hussein conseguiu 73. Por 6 votos a menos do que o mínimo necessário para vencer a eleição em um única rodada, o suíço Joseph Blatter, 79 anos, teria que disputar um segundo turno com o príncipe jordaniano, que acabou desistindo. Um segundo turno não ocorria desde 1974. "Tomo a responsabilidade de voltar a botar a Fifa no caminho", disse Blatter, após ser reeleito. "Precisamos de maior representatividade das federações, de mulheres, precisamos que suas vozes repercutam na Fifa", acrescentou.

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OAB e 63 deputados vão ao Supremo contra manobras de Eduardo Cunha

Jornal GGN - A aprovação em primeiro turno na Câmara da emenda constitucional que permite o financiamento empresarial de campanha será contestada no Supremo Tribunal Federal por deputados de seis partidos que votaram contra a medida. Nesta sexta-feira (29), a OAB (Ordem dos Advogados do Brasil) também entrará com mandado de segurança contra a aprovação do projeto após uma manobra do presidente da Casa, Eduardo Cunha (PMDB).

Essa semana, Cunha iniciou a PEC (Proposta de Emenda à Constituição) da reforma política pelo ponto que tratava do financiamento de campanhas. A proposta inicial, que permitia doações de pessoas físicas e jurídicas a candidatos e partidos, foi rejeitada pela maioria dos deputados. Mas, em menos de 24 horas, Cunha reuniu nanicos e partidos de oposição para contornar a derrota. Ele aprovou o financiamento de pessoas físicas e jurídicas para partidos, por 330 votos a favor contra 141. 

Ao todo, 63 deputados de PT, PCdoB, PSB, PPS, Pros, PSOL assinaram o ofício que será remetido ao Supremo, que também discute, por provocação da OAB e CNBB, uma ação direta de inconstitucionalidade acerca das doações de empresas para campanhas. O julgamento está travado há um ano graças a um pedido de vistas de Gilmar Mendes - único ministro do grupo que julga a ação que demonstra-se favorável ao financiamento privado.

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A crise política e econômica atual e suas conexões internas

Por Carlos Aguedo Paiva

Do Brasil Debate

O que me parece fundamental entender na “luta contra a corrupção” que está nas ruas hoje é que ela está dizendo o seguinte: “o governo está tirando de mim para dar para os outros”. A contestação à corrupção é, antes de mais nada, a contestação da continuidade da distribuição de renda em uma conjuntura de estagnação. Isto é o que a classe média está percebendo como “corrupção”.

Pois há uma diferença radical entre o enfrentamento do “mensalão” e o enfrentamento político atual, representado pelo “petrolão”. O mensalão foi uma briga do “andar de cima. Seus denunciantes queriam colocar o PT no seu “devido lugar”, fazendo um acordo com o Lula: vamos manter o padrão tradicional de (co)gestão da “coisa” (nada) pública. Neste padrão, os partidos dividem os ministérios e estatais como feudos de “porteira fechada”. Cada um se locupleta ao seu jeito. E todos (a começar pela mídia) fazem de conta que não sabem o que está rolando dentro das fronteiras de cada feudo.

Ao colocar Dilma, a inflexível, no lugar de Dirceu, Lula deu uma resposta clara ao projeto de rebelião e intimidação: não há consenso possível. O Estado deixa de ser o agente da concentração de renda para ser o agente da distribuição.

A despeito de manter o Plano Real – leia-se: a autonomia do Banco Central para definir o juro (e, assim, os ganhos da banca) e o câmbio (e, assim, a exposição competitiva da indústria) – a redistribuição de renda impôs-se de forma acelerada.

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Globo esconde relações com J. Hawilla

Da Rede Brasil Atual

 
Conseguirá a 'vênus platinada' convencer o público – e a Justiça – de que 'não sabia' que seus sócios pagavam propinas a cartolas pela transmissão de jogos de futebol?
 
por Helena Sthephanowitz

Ao noticiar o escândalo de corrupção internacional de subornos no futebol que levou à prisão do ex-presidente da CBF, José Maria Marin, o Jornal Nacional da TV Globo omitiu informações relevantes ao telespectador.

A começar pelo fato de J. Hawilla ter sido diretor de esportes da própria Rede Globo em São Paulo – tendo sido antes repórter de campo – e já nessa época, começou paralelamente a comercializar placas de publicidade em estádios. Ali nascia o empresário com forte ligação com a emissora.

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Sem mudanças relevantes, reforma política é empurrada para junho

Jornal GGN - Depois de uma grande reviravolta na votação do financiamento privado de campanha, com mais uma manobra vitoriosa de Eduardo Cunha (PMDB), a Câmara decidiu empurrar para a segunda quinzena de junho a continuação da votação da reforma política.

Isso acontece porque, aprovado o fim da reeleição para cargos do Executivo (prefeito, governador e presidente), os deputados não chegaram a um consenso sobre o que vem depois: ampliação do mandato de quatro para cinco anos e alteração no calendário eleitoral.

Se o mandato de cargos do Executivo for esticado para cinco anos, o período de gestão dos deputados também teria de ser alterado para cinco anos, para que as eleições possam coincidir. Na mesma esteira, clama por alteração o mandato de senador, que teria de passar de 8 para 10 anos, ou cair para cinco.

No Senado, o fim da reeleição foi bem recebido, e a maioria da Casa deve aprovar a medida defendida por Aécio Neves (PSDB) durante a última disputa presidencial. No partido dirigido por ele, o fim da reeleição significa mais chances de se atingir um consenso sobre a “fila” de candidatos com pretensões a concorrer à Presidência. Hoje, Aécio briga principalmente com o governador Geraldo Alckmin pela chapa de 2018.

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O jogo de coerção do juiz Sergio Moro

Juiz federal aproveita a fragilidade do réu, que chora em desabafo sobre seu estado de saúde, pedindo a conversão da prisão preventiva em domiciliar, para coagi-lo a confessar
 
 
Jornal GGN - Apontado como um dos 11 lobistas ligados à Diretoria de Serviços da Petrobras, o empresário Mário Frederico Mendonça Góes desabafou durante uma audiência com o juiz federal Sérgio Moro, responsável pela condução da Operação Lava Jato. "Eu estou ficando fraco, cada vez mais", disse, chorando. A audiência foi marcada para pedir a conversão da sua prisão preventiva para domiciliar devido a problemas de saúde do acusado. O advogado de Góes deixa claro que o réu não falaria sobre as acusações naquele momento, e que aguardaria para a defesa no inquérito. Após a demonstração de fragilidade do empresário, Sergio Moro inicia um diálogo afirmando que, se Góes colaborasse, seria analisada a revogação da prisão preventiva.
 
No áudio afirma, categoricamente, que  prisão preventiva é "instrumento utilizado para o crime de colarinho branco", objetivando com ela a "boa vontade em esclarecer" as acusações. O juiz federal ainda defende a ideia de que o ônus da prova cabe ao acusado: "o juízo não tem nenhuma notícia do concreto em que pese a afirmação da defesa de boa vontade em esclarecer, resolver essa situação em mostrar que não existe risco de reiteração [da prática do crime]", disse.
 
Inicialmente, o empresário afirma que não se nega a responder o processo e desabafa sobre seu estado de saúde: "Infelizmente, eu to ficando fraco, cada vez mais. Eu tenho problema, eu operei a coluna lombar, eu tenho problema cervical. Para sentar é complicado, tenho que ficar quase sempre deitado, porque sentado é muito complicado. Então o que eu vinha fazendo, eu estava com a minha vida normal. Não estou reclamando, de jeito nenhum, das pessoas, do sistema carcerário. Dentro da legalidade, eu sou tratado com dignidade. Mas é diferente, minhas comidas eu não consigo. Tenho colite, diverticulite, tenho uma série de problemas digestivos. Tenho problema de posicionamento, de articulação, eu não posso ajudar a pegar nada, em cima, em baixo, levantar. Então isso vai me consumindo um pouco", disse.

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Como juízes e policiais enérgicos (ou truculentos?) ajudam o acusado a cometer ilícito

Por Percival Maricato

O Tribunal Regional Federal da 3ª Região anulou a sentença que condenou o ex-banqueiro Edemar Cid Ferreira a 21 anos de prisão por fraudes ocorridas no Banco Santos. A 11ª Turma entendeu que o então juiz federal Fausto De Sanctis, que assinou a decisão em 2006, cometeu irregularidades no processo ao impedir que advogados interrogassem os corréus durante os interrogatórios.

O entendimento da corte vale também para outras oito pessoas que haviam sido responsabilizadas por crimes de evasão de divisas, formação de quadrilha e lavagem de dinheiro, por exemplo.

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A secretária de Justiça que coordenou a operação contra os cartolas

Enviado por Gilberto Cruvinel

Da BBC Brasil

Quem é Loretta Lynch, a secretária de Justiça que escancarou a corrupção na Fifa

Ed Stourton

Lynch é a primeira mulher negra a ocupar o cargo de secretária de Justiça (Foto: Cliff Owen/AP)

"Ninguém é grande demais para a cadeia. Ninguém está acima da lei."

Pouco mais de um mês após pronunciar essas palavras ao ser nomeada secretária de Justiça dos Estados Unidos, Loretta Lynch - a primeira mulher negra no cargo - coordenou a operação que prendeu oito cartolas da Fifa e foi considerada o maior escândalo da história do futebol.

Filha de um pastor protestante, Lynch nasceu quando as leis de segregação racial ainda eram vigentes nos Estados Unidos, formou-se em Direito em Harvard e ocupa hoje o principal cargo do Departamento de Justiça americano.

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