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Luis Nassif Online

Nos últimos anos, o Brasil teve duas oportunidades de ouro para corrigir o câmbio, ambas desperdiçadas; por Luis Nassif
A crise de mobilidade urbana exige uma nova abordagem, que vá além do investimento em tecnologia veicular
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O programa de governo de um candidato à reeleição é o que fez no mandato, mais as correções de rumo; por Luis Nassif
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Instituto de Economia da UNICAMP rebate críticas do guru de Marina

 

O Instituto de Economia da Unicamp vem a público reiterar seu compromisso com o Desenvolvimento Econômico e Social do Brasil.

Defendemos e exercitamos a qualidade e pluralidade do debate acadêmico e político e refutamos todas as agressões infundadas e levianas à nossa instituição por motivações ideológicas, partidáriase eleitorais.

A construção da Escola de Pensamento da UNICAMP deve-se à determinação e coragem de um pequeno grupo de intelectuais e pesquisadores que ousaram, há mais de 40 anos, desafiar as visões econômicas convencionais, conservadoras e tecnocráticas existentes e de forma criativa e crítica repensar e reinterpretar o desenvolvimento econômico e social brasileiro, com base inicialmente nas contribuições de pensadores cepalinos como Celso Furtado, Raul Prebisch, Ignácio Rangel, Aníbal Pinto, entre outros. Esse esforço intelectual promoveu uma profunda revolução na história do pensamento econômico e no ensino de economia no Brasil.

Desde então, novas e importantes contribuições teóricas, críticas e interpretativas incorporaram e integraram diversas matrizes teóricas (marxista, keynesiana, schumpeteriana), com elevado nível de qualidade e merecido reconhecimento por parte da comunidade científica e acadêmica nacional e internacional. A Escola de Campinas nunca se limitou ou se subordinou a um único paradigma teórico e se notabilizou por construir uma interpretação teórica própria e inovadora dos problemas econômicos e sociais brasileiros.

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Apesar dos avanços, 805 milhões de pessoas passam fome

Jornal GGN – Cerca de 805 milhões de pessoas no mundo passam fome, o equivalente a uma em cada nove, segundo informe de vários organismos das Nações Unidas divulgados hoje.

No entanto, o estudo apontou para mudanças positivas, com um declínio de mais de 100 milhões de pessoas que passam fome na última década e mais de 200 milhões desde 1990.

Mesmo assim, este número é absolutamente inaceitável, disse em entrevista, Juan Carlos García Cebbola, diretor da equipe de direito à alimentação da FAO, organismo da ONU.

 “Isto que nos diz da tendência global temos logo que qualificá-lo a nível de regiões. Nem todas as regiões estão avançando na mesma velocidade ou tem o mesmo desafio. Por exemplo, na África Subsahariana ainda estamos em uma situação em que um a cada quatro pessoas padecem ainda de subnutrição crônica”, explicou Cebolla.

O acesso aos alimentos tem melhorado substancialmente na Europa Oriental, partes da Ásia e da América Latina, especialmente nos países que implementaram programas de proteção social.

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Neca Setubal e a despolitização das eleições, por Fábio de Oliveira Ribeiro

 

Um dos fenomenos que marcaram a eleição presidencial passada foi o estranho papel que a filha de José Serra desempenhou. Ela não disputava nenhum cargo eletivo e mesmo assim acabou sendo colocada no centro da disputa e sua vida pessoal foi intensamente discutida pelos jornalistas. Ela também foi muito usada pelo candidato tucano em sua propaganda eleitoral.

O mesmo fenômeno se repete este ano, mas a pessoa colocada no centro da disputa foi a herdeira do Banco Itaú. Neca Setubal não esconde seu apoio a Marina Silva e faz questão de ser filmada e fotografada ao lado de sua candidata. Ela é atacada pelos adversários da candidata do PSB e defendida na grande imprensa por vários jornalistas influentes.

É assim que a eleição perde o foco. Ao invés de discutir as propostas dos candidatos os eleitores são levados a debater a vida privada de pessoas ligadas aos mesmos que são irrelevantes do ponto de vista eleitoral. Rapidamente o Pré-Sal, reserva de petróleo que poderá financiar a educação das gerações futuras de brasileiros, se torna um assunto menos importante do que a roupa que Neca Setubal usou, o que ela disse ou por que foi injustamente atacada.

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Reversibilidade e término das concessões de serviços públicos, por André Castro Carvalho

Dar pouca preocupação para o futuro distante parece ser um dilema eterno do ser humano. John Maynard Keynes já afirmava que “a longo prazo, todos estaremos mortos”. E não há nada tão distante no mundo empresarial que o fim de um contrato de concessão ou permissão de serviço público, instrumento jurídico contratual que ultrapassa décadas.

Mas a regra é que as discussões sobre o fim dos contratos só se cristalizam quando o advento do termo está próximo. E essa pouca preocupação legal não é uma exclusividade brasileira: se verificarmos a lei ucraniana de concessões (nos artigos 15 e 24), também é possível extrair essa mesma vagueza normativa.

Além de alguns contratos de concessão no setor de energia, está chegando ao fim os contratos de concessão no setor de transportes – e, graças a Deus, a profecia de Keynes não se realizou e estamos aqui vivos debatendo o tema!

Um desses contratos que deve trazer discussões interessantes para os próximos meses é o da concessão da Ponte Presidente Costa e Silva, a Ponte Rio-Niterói, visto que o contrato de concessão da atual concessionária, a Concessionária Ponte Rio-Niterói S. A. (controlada por uma holding, o Grupo CCR) expirará no final de maio de 2015. O Ministério dos Transportes, atento a essa questão, publicou, no começo deste ano, um chamamento público com a finalidade de obter estudos de viabilidade para uma nova concessão da Ponte por meio de um Procedimento de Manifestação de Interesse – PMI. Algumas empresas, dentre elas o próprio grupo controlador atual, apresentaram as propostas de estudos, e o Ministério dos Transportes deverá, em breve, levar a audiência pública a minuta de edital e contrato para a licitação da Ponte.

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Economia: a fadiga de material na análise econômica

 
Agora de manhã assisto a uma das sessões da Semana de Economia da Escola de Economia da Fundação Getúlio Vargas.
 
O tema foi a questão salarial.
 
Clemente Ganz Lúcio, do DIEESE, Nelson Marconi, da FGV, José Pastore, da USP, mostram a defasagem entre custo do salário e produtividade. São gráficos com metodologias convergentes
 
E aí vem a questão: o que faço com isso?
 
Clemente discute a equalização da taxa de lucros versus salário. Pastore aponta o custo adicional do salário, com as contribuições e os custos de gestão de recursos humanos. Em cima de sugestões de Luiz Carlos Bresser-Pereira, Marconi desenvolve análises mostrando que a taxa de câmbio de equilíbrio industrial deveria estar em R$ 3,00.
 
São discussões recorrentes, em cima de um mesmo modelo analítico dos anos 80.
 
Coube ao cientista social Cláudio Couto apontar o novo quadro
 
A Constituição de 1988 trouxe uma nova realidade sócio-econômica ao país. Nos últimos anos houve avanços econômicos, redução de desigualdades, colocando o país em uma nova realidade política. Trata-se de um processo irreversível.

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Banco Central, democracia e independência, por Kerche e Feres

Por Fábio Kerche e João Feres Júnior

Um dos pontos mais controversos do programa de governo da candidata Marina é a proposta de independência do Banco Central. A ideia, embora não detalhada, é que a autonomia assegurada pelos governos petistas não seria suficiente para proteger os diretores da instituição contra ingerências políticas dos governantes. A solução seria uma independência institucionalizada, garantindo mandatos aos diretores e ao presidente do BC.

A campanha da presidente Dilma faz duras críticas à ideia. O argumento é que um Banco Central independente retiraria questões importantes como a taxa de juros da influência dos atores eleitos, transferindo esse poder para “técnicos” pouco accountable e que isso interessaria aos banqueiros e aos especuladores.

Para completar esse debate, alguns articulistas escreveram que a candidatura do PT não poderia criticar a proposta de Marina porque o presidente Lula teve como presidente do Banco Central um ex-banqueiro, Henrique Meirelles e que, de alguma forma, PT e Marina não seriam tão diferentes assim.

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Por que está difícil retomar o crescimento do PIB?

grafico crescimento exportacoes 12 anos1

Nota do Brasil Debate

A economia brasileira apresenta certa dificuldade para retomar o crescimento do PIB. O cenário atual é fértil para interpretações que atribuem o baixo crescimento recente às políticas macroeconômicas internas.

Entretanto, a recuperação da atividade econômica global após a crise tem sido bastante lenta e instável, o que impõe diversas dificuldades à qualquer economia particular. O caso brasileiro não é diferente.

Como pode ser visto no gráfico 1, no acumulado de 12 meses, as exportações de todos os países, somadas, decresceram 0,4% até junho de 2014. Ao longo do período de bonança, de 2004-2008, o crescimento das exportações mundiais girava em torno de 15% ao ano.

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A Insustentável Leveza de Marina, por André Calixtre

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Artigo do Brasil Debate

Por André Calixtre*

No plano simbólico, a candidatura de Marina tem-se valido de sua história absolutamente fantástica de vida para seduzir o eleitor dos grandes centros urbanos brasileiros.

Busca trazer os povos da floresta amazônica para o centro do debate da política, cuja estrutura de poder “não coercitivo”, apontada nos estudos clássicos de Pierre Clastres nas décadas de 1960 e 1970, sobreviveu como modo de vida em constante conflito com a modernização conservadora promovida pelo “poder coercitivo” (tipicamente ocidental) do regime militar.

Assim como Lula soube projetar sua marcante experiência da origem sertaneja nordestina para o centro da industrialização paulistana e mover um dos maiores processos de desenvolvimento econômico de nossa história recente – como recentemente publicou Eliane Brum em um instigante artigo sobre as diferentes trajetórias simbólicas de Lula e Marina –, a trajetória simbólica de Marina está sendo oferecida ao eleitor como o substrato de uma “Nova Política”, em contraponto à continuidade do legado de Lula.

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A privatização do mar, por Percival Maricato

No litoral norte de São Paulo, começando por Barra do Una, indo em direção a Ubatuba, descobre-se que não fosse a Rodovia Rio Santos ter se aproximado do mar em alguns trechos, não haveria possibilidade do passante ver a cor da água. Onde a estrada ficou um pouco mais para dentro a “iniciativa privada” tomou e loteou todos os espaços que beiram as praias.

Em alguns trechos, como na Baleia, Barra do Uma e Juqueí, um cidadão comum, até mesmo os antigos moradores do local, precisam andar mais de meio quilômetro pelo menos para encontrar um estreito acesso até o mar. Os adquirentes dos lotes de beira mar zelam por sua “privacidade”.

Não há aspecto mais degradante do regime capitalista. O acesso ao mar, sua visão agradável, a passagem da brisa marítima, foram apropriadas sem a menor sem-cerimônia. Reverter uma situação como essa é difícil, mas evidentemente deve ser tentada. Não é crível que apenas uma revolução possa acabar com essa barbárie (como aconteceu em Cuba, onde a população de Havana não tinha como chegar ao mar na zona urbana, loteada para hotéis de turistas). Apesar de apenas em 2003 o Código Civil deixar claro que a propriedade tem que atender aos valores sociais, o conceito já vigora há muitos anos e é justo que se faça mudanças quando a situação estabelecida fere padrões de civilização.

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PGR quer proibir críticas de Dilma ao BC independente de Marina

 
Em geral regrado, o Procurador Geral da República Rodrigo Janot avançou além das chinelas ao deduzir que a crítica à proposta de Marina Silva, de Banco Central independente, configuraria alguma forma de terrorismo.
 
A independência do BC é uma discussão mundial, diretamente ligada à questão da apropriação da política econômica pelo mercado - que está na raiz da grande crise de 2008. A questão da apropriação das agências reguladoras pelo mercado é tema recorrente na literatura econômica mundial.
 
A campanha de Marina poderá alegar que, com Lula, o mercado tomou conta do BC. E, com Dilma, nenhum dos dogmas de mercado foi arranhado. Há amplo espaço para críticas recíprocas que ajudem a trazer mais luz sobre um dos temas centrais da discussão política e econômia mundiais.
 
Impedir a discussão sobre independência de BC mata uma oportunidade única de dar visibilidade ao tema.
 
Do Estado de S. Paulo
 
 
Por Ricardo Brito
 
Foco do procurador-geral Eleitoral são inserções com ataques à proposta de autonomia do Banco Central defendida pela candidata do PSB
 
O procurador-geral Eleitoral, Rodrigo Janot, defendeu a suspensão das propagandas veiculadas pela campanha da presidente Dilma Rousseff que criticam a proposta da adversária Marina Silva de conceder autonomia operacional ao Banco Central (BC). Em parecer encaminhado ao Tribunal Superior Eleitoral (TSE) nesta segunda-feira, Janot considerou as peças irregulares ao reconhecer que eles pretendem criar "artificialmente na opinião pública estados mentais, emocionais ou passionais". Tal conduta é proibida pelo Código Eleitoral. A manifestação de Janot pode ser acatada pelo TSE no julgamento do mérito das três ações da campanha de Marina que questionaram a propaganda. O caso deve ser analisado nos próximos dias.
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PSB soube da transação irregular de avião 2 dias após morte de Campos

Jornal GGN - Reportagem publicada pelo jornal O Globo nesta terça-feira (16) aponta que o PSB de Marina Silva soube da transação irregular do avião que levava Eduardo Campos e mais seis pessoas apenas dois dias após o acidente fatal no litoral paulista, em 13 de agosto. O partido havia informado à imprensa, em comunicado oficial, que ficou “alheio” à negociação de compra do equipamento, que atravessa um imbróglio que pode prejudicar a prestação de contas do PSB ao Tribunal Superior Eleitoral.

De acordo com o periódico, dois dias depois da queda do jato Cessna, dirigentes pessebistas foram chamados a uma reunião num hotel de São Paulo com Carlos Lyra Pessoa de Mello Filho, Apolo Santana Vieira e Luiz Piauhylino. Na ocasião, os empresários explicaram que a legenda teria problemas para declarar as despesas com a aeronave ao TSE. O motivo explicado era a “transação irregular”, segundo afirmou ao jornal um dos participantes da reunião.

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Professor da FGV propõe mudanças no concurso público

Jornal GGN – O professor de Direito da FGV Rio, Fernando Fontainha, acaba de lançar um livro criticando o modelo de concursos públicos no Brasil. Para ele, o processo seletivo para funcionários públicos não foi feito para escolher os melhores candidatos. Ao invés disso, eles criam uma indústria milionária de cursos preparatórios e um sistema de arrecadação que desvirtua os processos. Ele propõe abolir as provas de múltipla escolha e acabar com as taxas de inscrição.

Enviado por Giovane Borges

“Concurso público é uma máquina de injustiça social”

Por Taís Laporta

Do iG São Paulo

Autor de estudo que critica os métodos de seleção de funcionários públicos no País, professor da FGV propõe o fim das provas de múltipla escolha e das taxas de inscrição

Os concursos públicos no Brasil não foram feitos para escolher os melhores candidatos. Essa é a opinião do professor de Direito da FGV Rio, Fernando Fontainha, crítico voraz do sistema que filtra os ocupantes de cargos públicos no País.

Para o acadêmico, a ideologia concurseira que se firmou ajuda a alimentar uma "indústria milionária de cursos preparatórios e um sistema de arrecadação que desvirtuou os processos seletivos".

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Porta-voz de Marina volta a criticar política do pré-sal

O coordenador de campanha de Marina Silva afirmou que não se pode imaginar que "temos a capacidade de responder a tudo"
 
 
Jornal GGN - O coordenador de campanha de Marina Silva (PSB), Walter Feldman, criticou o modelo de exploração do pré-sal, baseado no regime de partilha, em que a exploração de todas as áreas é controlada pela Petrobras.
 
"Interessa muito o desenvolvimento brasileiro, mas não pode ser de caráter doutrinário, imaginando que nós temos a capacidade de responder a tudo", disse Feldman, em encontro com empresários em São Paulo.
 
Da Folha de S. Paulo
 
Situação financeira da Petrobras não permite controle da exploração do petróleo nessas áreas, afirma Feldman
 
Por Mariana Carneiro e Samantha Lima
 
Executivos do setor se queixaram do modelo a emissários de Marina; política 'doutrinária' é errada, diz coordenador
 
Uma das principais bandeiras do governo do PT, o modelo de exploração do petróleo do pré-sal foi alvo de críticas da campanha da candidata Marina Silva (PSB).
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A garota dos olhos castanhos, de Van Morrison

Enviado por Válber Almeida

Van morrison, Brown eyed girl 

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Dilma está 9 pontos à frente de Marina no 1º turno, aponta Vox Populi

Jornal GGN - A presidente Dilma Rousseff (PT) lidera a pesquisa Vox Populi divulgada nesta segunda-feira (15). O estudo mostra a candidata à reeleição 9 ponto à frente de Marina Silva (PSB) no primeiro turno. O placar registrado é de 36% contra 27%, respectivamente.

Aécio Neves (PSDB) está estagnado na casa dos 15% de intenções de voto. Pastor Everaldo (PSC) e Luciana Genro têm 1% cada. Outros candidatos somam menos de 1%. Brancos e nulos totalizam 8%. Outros 12% dizem que ainda não decidiram em quem votarão neste ano.

Na simulação de segundo turno, Dilma e Marina aparecem em empate técnico, já que a pesquisa tem margem de erro de dois pontos para mais ou para menos. No caso, Marina está numericamente à frente de Dilma, 42% contra 41%. Nesse cenário, brancos e indecidos somam 17%. 

Em um segundo turno com Aécio Neves, Dilma teria 47% das intenções de voto contra 36% do tucano. Nulo, brancos e indecisos também somam 17% neste quadro.

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