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Os mais de 600 assassinatos não foram apurados pelo Ministério Público Federal ou pela Justiça paulista; por Luis Nassif
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Alvo da Lava Jato, deputado acredita que investigado detido preventivamente é coagido a assinar acordo de cooperação
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Mesmo aqueles que querem defender o governo Dilma, encontram enormes dificuldades em fazê-lo; por Aldo Fornazieri
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A árdua rota da CPI do HSBC

Por Rodrigo Martins

Da CartaCapital

Hervé Falciani, o denunciante do Swissleaks, está pronto para colaborar com as autoridades do País e repassar informações sobre os 8,6 mil brasileiros com contas secretas na filial do HSBC em Genebra, cujos depósitos entre 2006 e 2007 totalizavam 7 bilhões de dólares, cerca de 19 bilhões de reais. A CartaCapital, afirmou estar disposto a vir para o Brasil, mesmo correndo risco de ser preso, em virtude da inclusão de seu nome na lista de procurados da Interpol. Ofereceu, inclusive, a correspondente Leneide Duarte-Plon, que o entrevistou, para mediar o contato com ele. A contribuição de Falciani seria inestimável para a CPI do HSBC, que patina há quatro meses sem nem mesmo saber quem são os correntistas nativos que remeteram dinheiro ilegalmente para a Suíça.

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Regularização de dinheiro no exterior: críticas e justificativas

Jornal GGN - No mês de agosto, o Senado Federal deve analisar o projeto substitutivo à Lei nº 7.492, de crimes contra o sistema financeiro. A intenção é oferecer uma oportunidade de regularização para contribuintes brasileiros que têm dinheiro no exterior não declarado à Receita.

Oportunidade que não vem facilmente. No direito tributário é comum que o pagamento do imposto atrasado (e da respectiva multa) acabe com a punibilidade do crime. No entanto, essa regra não é válida para o crime de evasão de divisas. Dessa forma, mesmo que haja interesse em regularizar a situação, dificilmente o contribuinte se sente encorajado, sabendo que vai enfrentar duras sanções penais.

O texto desse novo projeto fala em um prazo de 120 dias (após a aprovação) para que as pessoas declarem espontaneamente seus bens no exterior e gozem de anistia plena. A condição é que os recursos tenham origem lícita e comprovável.

Não é necessário, nesse caso, repatriar o dinheiro, apenas declará-lo e pagar o valor devido. As alíquotas devem ser fixadas em 17,5% de Imposto de Renda e 17,5 % de multa.

Jornal GGN ouviu o colaborador do Senado Federal na elaboração do projeto, o advogado e professor da Universidade de São Paulo (USP), Heleno Torres, para compreender suas justificativas diante de algumas questões que causam preocupação no mercado.

O material está dividido nos seguintes pontos:

Lavanderia oficial de dinheiro – sobre a preocupação de juristas de que o governo se preste a lavar dinheiro ilícito inadvertidamente;

Impunidade e injustiça – sobre a crítica de que o projeto vai garantir a impunidade dos inadimplentes;

Medida arrecadatória: pecunia non olet – sobre o argumento de que se trata apenas de uma medida arrecadatória, emergencial e improvisada diante do momento atual das contas públicas do país;

Prazo curto, preço alto – sobre a preocupação de que o prazo da anistia seja insuficiente para levantar todas as informações comprobatórias de origem dos recursos;

Insegurança jurídica – sobre as garantias de privacidade dos contribuintes;

Valores irreais, baixa adesão – sobre impressão do mercado de que os números de recursos no exterior não correspondem à realidade e de que a adesão será baixa, haja visto que o mais difícil, mandar o dinheiro para fora sem que a Receita tomasse conhecimento, já foi feito.

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Brasilianas discute os futuros setores produtores de inovação

Quais são os setores do futuro, que podem dirigir o Brasil para uma condição de desenvolvimento sustentável?

Especialistas e representantes do setor produtivo concordam que hoje o país dispõe de todos os instrumentos possíveis de apoio à inovação. Mas, para que o círculo virtuoso da ciência contribua com o desenvolvimento da sociedade, é preciso criar um ambiente de estabilidade para dar horizonte às empresas. Como superar esse desafio? Para tentar responder essa e outras perguntas voltadas ao tema, o apresentador Luis Nassif recebe hoje (27), a partir das 20h00, na TV Brasil, o diretor de Planejamento e Gestão da Empresa Brasileira de Pesquisa e Inovação Industrial (EMBRAPII), José Luís Gordon, o presidente da Financiadora de Estudos e Projetos (Finep) Luis Manuel Fernandes, e o coordenador-adjunto de pesquisa para Inovação FAPESP, Fábio Kon.

O programa ira discutir porque o Brasil perdeu a condição de alçar voo após um período recente de bom desempenho econômico, a partir de quais políticas o governo poderá reverter esse processo, bem como quais são os setores do futuro que podem dirigir o Brasil para uma condição de desenvolvimento sustentável. Não perca e participe mandando perguntas que poderão ser respondidas ao vivo. Clique aqui

Quando: Hoje, segunda-feira (27 de julho), ao vivo.
Horário: 20h00 às 21h00
Saiba como sintonizar a TV Brasil: Clique aqui.

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“Vamos para embate político dentro do Congresso", anuncia ministro de Dilma

Depois da reunião de coordenação política, Eliseu Padilha disse que o governo buscará diálogo, mas defenderá seus interesses
 
 
Jornal GGN - Em resposta às tratativas de Eduardo Cunha (PMDB-RJ), presidente da Câmara, desde que anunciou seu rompimento com o governo, o Palácio do Planalto deu sinal verde para o "embate político", ainda que buscando o diálogo. No campo da articulação, o ministro da Secretaria de Aviação Civil Eliseu Padilha afirmou que o segundo semestre será de "diálogo mais profundo e mais próximo" com o Congresso Nacional, mas que o governo defenderá seus interesses na chama "pauta-bomba".
 
“Vamos para o embate político do voto dentro do Congresso Nacional, por isso, temos o trabalho de articulação política; por isso, estamos com o processo de convencimento”, disse o ministro, depois da reunião de coordenação política convocada pela presidente Dilma Rousseff, hoje (27).
 
Na Câmara, o presidente da Casa havia anunciado que o governo deve esperar um segundo semestre de mais obstáculos. Dentro dos temas da "pauta-bomba" estão a criação das CPIs do BNDES, dos Fundos de Pensão, em que Cunha articula não apenas deixar o PT fora do comando das comissões, mas também garantir a presidência ou a relatoria à oposição. 
 
Cunha também despachou 12 pedidos de impeachment contra a presidente, prontos para serem analisados pela Casa, assim que o recesso parlamentar acabar. Somado a isso, o peemedebista marcou na pauta a votação de todas as prestações de contas pendentes de presidentes de mandatos anteriores, para livrar o caminho assim que o Tribunal de Contas da União (TCU) julgar o balanço de Dilma.
 
A votação de vetos com impacto nas contas públicas, como a do fator previdenciário, já deverá entrar na próxima semana. 
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PEC dá margem para igreja atacar leis que contrariam seus dogmas

Jornal GGN - A PEC (Proposta de Emenda à Constituição) 99/11, que inclui entidades religiosas no rol de institutições que podem questionar o Supremo Tribunal Federal por meio de ADI (Ação Direta de Inconstitucionalidade), por exemplo, é uma ideia "inconveniente" e dá margem para que as igrejas extrapolem os temas de seu interesse e usem os recursos para tentar frear discussões que contrariam seus dogmas - como a descriminalização do aborto ou da maconha.

A opinião é do pesquisador da Fundação Escola de Sociologia e Política de São Paulo (Fespsp) e doutorando em Direito Constitucional, Luiz Felipe Panelli. Em entrevista à Agência PT, Panelli disse que a proposta do deputado João Campos (PSDB), da bancada evangélica, é danosa e deve ser rejeitada pela Câmara. Antes de entrar em recesso, a Casa instituiu uma comissão especial para debater a PEC, com patrocínio do presidente Eduardo Cunha (PMDB).

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Duas únicas composições de Laurindo Almeida gravadas por Carmen Miranda

Laurindo Almeida e Carmen Miranda

O compositor/violonista Laurindo Almeida (1917-1995) teve uma enorme importância ao introduzir o violão brasileiro no mundo do jazz norte-americano, tornando-se um dos violonistas brasileiros mais conhecidos (sem o "de", como era chamado no Brasil) e apreciado nos Estados Unidos, aonde chegou, em 1947, com trinta anos de idade e por lá viveu por 48 anos até sua morte, ocorrida em 26 de julho de 1995. (Saiba mais AQUI).

Carmen Miranda (1909-1955) nasceu na Freguesia de Várzea da Ovelha, pertencente ao Conselho de Marco de Canavezes, antiga São Martinho da Aliviada, no Distrito do Porto, em Portugal. Um ano e meio depois estava morando no Rio de Janeiro, tornando-se uma das maiores estrelas do país adotivo. O maestro Pixinguinha não conseguia dominar os músicos se a gravação era de Carmen Miranda. Quando começava a cantar, marcava o compasso requebrando as cadeiras como só ela sabia. Era um Deus nos acuda. Os músicos esqueciam as mãos do maestro e quem regia a orquestra era o gingado de Carmen. (Saiba mais, AQUI).

As duas composições de Laurindo Almeida gravadas por Carmen Miranda

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E "Deus Digitalis" quer reinventar o campo, por Rui Daher

na CartaCapital

Junto ao meu nome e à qualificação de colunista desta CartaCapital, anunciam-me como consultor de agronegócios, atividade que faz uns construírem altares e se incensarem e outros, como eu, não se levarem muito a sério.

Depois de intermináveis e torturantes 30 anos empregado da indústria agroquímica e algumas infrutíferas iniciativas como pequeno produtor agrícola, nos últimos dez anos, achei justo me desvencilhar do jeito patronal brasileiro e virei consultor de poucos consultantes.

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Ainda assim, dou palpites aqui e ali com relativo sucesso. Consigo, por exemplo, ser convidado a fazer Andanças Capitais pelo país para alertar sertanejos, caboclos e campesinos de como serem menos enganados. Ou informar empresários rurais sobre novidades que os fariam gastar menos se ousassem mais.

Depois da farra financeira, grandes consultorias puseram olhos na agricultura, pecuária e no que acontece antes e depois dos plantios e pastoreios. Conglomerados industriais, tradings, organizações solo, e mesmo governos, passaram a perguntar o que diziam os búzios. A partir daí, empavonados placebos puderam ser administrados aos doentes agrários.

A empresa The Boston Consulting Group (BCG), fundada em 1963, desde 1997 com escritório no Brasil, é grande, respeitada e, claro, se leva a sério. Sua missão: “Trabalhar com os clientes para construir capacidades que permitam às organizações vantagens sustentáveis, e darmos forma ao futuro”.

Não resisto notar no final da frase um sinal de deificação.

Pois não é que veio à minha lupa um estudo recente da BCG (abril 2015), “Agricultura em 2030 – A reinvenção do setor”.

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Eu Passarinho!

POEMINHA DO CONTRA

Todos estes que aí estão
Atravancando o meu caminho,
Eles passarão.
Eu passarinho!

Mário Quintana

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Mauro Santayana: Não se fazem grandes nações sem grandes bancos públicos

Por Mauro Santayana

A Odebrecht e o BNDES

No La Onda

Nos últimos dias, diários e portais jornalísticos vêm dando ênfase à informação de que os empréstimos do BNDES para a Odebrecht haviam disparado de 2007 até agora, e que os diplomatas brasileiros que prestam serviço na Venezuela e em outros países teriam apoiado a empresa e celebrado, em comunicados e correspondências internas, o fato de seus negócios no exterior terem aumentado nos últimos anos. 

Chamam a atenção sobre isso como se houvesse algo irregular nesses dois fatos.

Primeiro lugar, no fato de que o nosso maior banco de fomento, que leva em suas siglas os adjetivos “econômico” e “social”, financie clientes internacionais da maior empresa de engenharia e construção da América Latina, a aquisição de produtos e serviços brasileiros.

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Scott Walker canta Jacques Brel

Enviado por Jair Fonseca

Scott Walker é um cantor e compositor anglo-americano, pouco lembrado, mas importante influência para outros, como David Bowie. Fã de Jacques Brel, verteu suas canções para o inglês, como "My Death", e "Amsterdam".

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O Financial Times e o Cinema Brasil

Por Fábio de Oliveira Ribeiro

Há alguns dias o Financial Times comparou a realidade brasileira a um filme de terror http://www.ft.com/intl/cms/s/0/89046e30-2ed2-11e5-91ac-a5e17d9b4cff.html .

Neste fim de semana vi dois filmes: “O homem formiga” e Pixels. Os dois tem estruturas narrativas semelhantes. Dois fracassados (um ex-detento e o outro um instalador de equipamentos eletrônicos) são elevados à condição de heróis. A tarefa de ambos é a mesma: salvar o mundo. Um adquire poderes excepcionais em razão de uma tecnologia super-desenvolvida, o outro realiza proezas maravilhosas em virtude de ser especialista em videogames antigos. Ambos encontram o amor e, após ridicularizar os heróis tradicionais (Vingadores e militares), os ex-fracassados conseguem ter êxito e ganham um status que não tinham.  

Nas três últimas décadas dezenas de milhões de norte-americanos foram rebaixados da classe média à classe baixa. Desde a crise de 2008 muitos são constrangidos a viver de Food Stamps e a morar em acampamentos de barracas, em túneis e minas abandonadas.  O congelamento sócio-econômico imposto aos pobres norte-americanos pelo neoliberalismo é uma realidade. No cinema o mito da mobilidade social continua ligando o povo ao “american dream” que se transformou em pesadelo.

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Longa de Tata Amaral inspirado em memórias da Ditadura estreia dia 31

Jornal GGN - Está agendada para a próxima sexta-feira, 31, às 21h, a pré-estreia do filme "Trago Comigo”, de Tata Amaral, no 10º Festival de Cinema Latino-Americano de São Paulo, no Memorial da América Latina. O longa-metragem é uma produção da Tangerina Entretenimento em parceria com a Primo Filmes, baseado na série homônima de quatro episódios exibida pela TV Cultura.

A história é sobre Telmo, um diretor de teatro aposentado que percebe não se lembrar totalmente do passado durante sua prisão na época da ditadura militar, nos anos 70 no Brasil. Ele decide montar uma peça e, com fiapos de memória, vai improvisando o texto com seu jovem elenco. Os ensaios e o choque de gerações são divertidos. E Telmo mergulha na sua própria trajetória e acaba por revelar para si aquilo que, de tão doloroso, preferiu esquecer.

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Quando se desrespeita Estado de Direito, a fatura é de todos

Por JB Costa

Ref. ao post: Procuradores transformam gravuras em obras de arte de grande valor

Alguém aposta em que ou aonde vai dar  isso tudo? Será que vale a pena esse carnaval todo em detrimento da respeitabilidade e credibilidade das instituições? 

A nossa grande tragédia é que duas das instâncias ou poderes que poderiam arrostar esses excessos se encontram elas mesmos maniatadas dados os óbices que enfrentam e a baixa avaliação junto ao povo, no caso o Congresso e o Executivo(presidência da República). A terceira, dita Poder Moderador, o Judiciário, por sua vez, treme nas suas togas só em pensar em enfrentar a mídia partidarizada. 

O que vivenciamos tem nome: anarquia institucional. Jovens barbichas, saídos dos "cueiros" da vida, fazendo e desfazendo, mandando e desmandando, escolhendo a dedo aquele ou aqueles que avaliam serem os bandidos, cangaceiros, mafiosos a quem devem combater tal qual aqueles heróis do cinema alienante de Hollywood. 

Sempre em ternos bem cortados, unhas aparadas à gosto. cabelos engomados e no  estilo quase militar, dentes impecáveis, tablets de última geração, dia sim, dia sim de novo, estão eles em coletivas da imprensa dando lições de moral a deus e o mundo numa pose que deixaria como humildes e contritos os herdeiros da coroa do United Kingdom.

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Debatendo a função dos bancos públicos para o sistema bancário brasileiro

Artigo de Felipe Rezende, do Hobart and William Smith Colleges Leia mais »

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Mercado projeta aumento de 0,5% para taxa básica de juros

Jornal GGN - As instituições financeiras consultadas pelo Banco Central (BC) indicam que a taxa básica de juros deve subir 0,5% na reunião que está marcada para amanhã (28) e quarta-feira (29). Atualmente, a taxa Selic está em 13,75% ao ano, após passar por seis altas seguidas. Os analistas não esperam novos aumentos da taxa Selic após a reunião desta semana, o que deve levar o indicador a encerrar o ano em 14,25% - a estimativa efetuada na semana passada era de 14,5% ao ano.

Como a autoridade monetária está tentando conter a inflação, a expectativa é continuidade do processo de aumento da taxa básica. Para este ano, a estimativa do mercado financeiro para o Índice Nacional de Preços ao Consumidor Amplo (IPCA) subiu pela 15ª vez seguida, passando de 9,15% para 9,23%. Neste ano, a inflação deve ficar acima do limite superior da meta estabelecido pelo governo, que é 6,5%. Para 2016, a projeção permanece em 5,4%.

A promessa do Banco Central é entregar a inflação no centro da meta (4,5%), em 2016. Como as expectativas para o próximo ano ainda estão acima disso, o BC considera que precisa continuar elevando os juros. Segundo informações da Agência Brasil, o diretor de Política Econômica do BC, Luiz Awazu Pereira da Silva, disse na última sexta-feira (24) que, mesmo com alguns resultados positivos inegáveis, acontecimentos recentes mostram que existem novos riscos que podem influenciar o resultado da inflação em 2016. Para o diretor, isso pode afetar as expectativas de inflação no longo prazo.

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