Revista GGN

Assine

Luis Nassif Online

A discussão sobre Temer não é mais em relação ao seu mandato, mas às penas que terá que cumprir; por Luis Nassif
93
Se Lava Jato não tinha provas de que dinheiro usado por Cláudia era ilícito, por que Moro confiscou a conta?
44
Preocupados com a fúria e o “vandalismo” dos protestos, pessoas se valem de discurso conservador; por Fernando Horta
1

Beatriz, por Edu Lobo

Enviado por Romério Rômulo

Leia mais »

Sem votos

Greg News: Brasil é campeão mundial de homicídios

Enviado por Marcelo Soares Souza

Leia mais »

Média: 5 (1 voto)

Telexfree é denunciada por lavagem de dinheiro

 
Quando o GGN denunciou o golpe da Telexfree, tentamos de todas as maneiras que o então Ministro da Justiça, José Eduardo Cardozo, agisse. Afinal, era mais de um milhão de vítimas do golpe. Cardozo refugou de todas as maneiras. Alegava que era 171, estelionato e, portanto, crimes de alçada estadual.
 
Argumentamos por posts e emails que era lavagem de dinheiro, crime contra o sistema financeiro e outros crimes da alçada federal. E não tinha lógica um golpe aplicado em todo o país depender da atuação de cada estado.
 
Pouco tempo depois, a Justiça norte-americana agiu rapidamente - para proteger os brasileiros de lá. Em poucos meses, liquidou com a quadrilha, acusando-a de lavagem de dinheiro e crime contra o sistema financeiro. Agora, o Ministério Público do Espírito Santo denuncia a Telexfree e seus parceiros brasileiros por crime de lavagem de dinheiro. 
Média: 5 (3 votos)

O momento político, caminhos a percorrer, por Walter Sorrentino

Foto El Pais

O momento político, caminhos a percorrer

por Walter Sorrentino

O presidente Temer foi posto em xeque e, em poucos movimentos mais, sabe que virá o xeque mate. Temer ainda se segura, tem ciência de sua fragilidade, procura ainda chantagear com as reformas (e a "caneta" para garantir apoios) para que o consórcio do impeachment o mantenha no cargo, mas teme por sua liberdade, que vai tentar negociar.

A Globo, com a Lava Jato minando o terreno da política, precipita essa solução. Age de modo exclusivista visando impor seu caminho - que é principalmente o de assegurar as reformas, mas também promover alternativas a 2018, que parecem ser decididamente o de nomes no campo da anti-política.

O país segue conflagrado na crise política e institucional. Ela foi aprofundada com o impeachment, que desmoralizou a nação e desnorteou a sociedade. Há um sistema de conflitos múltiplos, difíceis de alinhar entre as forças políticas e o protagonismo político indevido do Judiciário, no interior do próprio Judiciário, tendo o Congresso enfraquecido pela Lava Jato bem como sua inapetência para pensar a garantia democrática da institucionalidade.

Leia mais »

Média: 5 (1 voto)

Meirelles e a profecia do caos, por Tatiana Carlotti

Tatiana Carlotti
Foto: Reprodução

Por Tatiana Carlotti
 
 

É cada vez mais explícito, dentro do governo Temer, o abismo que separa os interesses do capital e os da população brasileira. A diferença de tratamento também: aos investidores, especuladores, CEOs, injeções de tranquilidade e a promessa “as reformas irão passar”; à população nas ruas, bombas, porretes, detenções.

Na última semana, enquanto Michel Temer frustrava o país ao bradar “eu não renunciarei”; Henrique Meirelles, o todo poderoso ministro da Fazenda, garantia que, “independentemente de qualquer coisa”, “as reformas sairão” e a “agenda econômica será idêntica”.

Meirelles tenta “tranquilizar o mercado”, “minimizar os ricos”, em suma: fazer com que a crise política e a pressão popular não prejudiquem a agenda de austeridade econômica. Com a catilinária neoliberal na ponta da língua, o ministro não menciona os 10% de aprovação do governo Temer, tampouco sua responsabilidade no irrisório índice.

Leia mais »

Média: 5 (1 voto)

A subordinação do trabalho produtivo e de serviços ao capital financeiro, por Rui Daher

A subordinação do trabalho produtivo e de serviços ao capital financeiro

por Rui Daher

Este samba vai para Betty Friedan, Gloria Steinem e Germaine Greer. Aquele abraço!

Este um assunto que não precisaria ser discutido no Brasil. Vivemos séculos de predomínio selvagem do capital sobre o trabalho. No início, pelo extrativismo e depois, em sequência, pela agricultura e pastoreio por escravos, industrialização e mercantilismo exportador sem leis de proteção ao trabalho que, depois de regulamentado por Getúlio Vargas e reforçado pela Constituição de 1988, se tornou inimigo na formação de um capitalismo avançado quando, pelo contrário, deveria ser seu maior aliado.

Há pelo menos três décadas, entre os vários benefícios, inclusive para países produtores e exportadores de bens primários, aqui chegaram os “produtos” oferecidos pela especulação financeira.

Daí em diante, em cadeia (hoje literal) acobertada por arranjos que unem a aristocracia política e os coronéis da economia em busca de interesses próprios contrários aos do País, o pacto se fortaleceu, e do extrativismo exportador às FEBRABAN e FIESP, se sobrepôs aos direitos do trabalho, aí incluídos não apenas a paga pelo aluguel da mão-de-obra, mas a cidadania.

Leia mais »

Imagens

Média: 5 (3 votos)

Sobre ódios, por Gustavo Gollo

Sobre ódios, por Gustavo Gollo

Atentemos para os comentários odiosos que irrompem nas páginas do facebook após cada grande manifestação política, coisas do tipo: baixa o sarrafo, borracha neles, mete o pau, e demais exortações à pancadaria, algumas muito mais bizarras que essas. Talvez já tenhamos nos acostumado com elas, talvez já sejam normais.

Mas, façamos a seguinte experiência: primeiramente, observemos uma dessas imagens de selvageria, em seguida, descubramos em nós mesmos esse sentimento que nos exorta ao ódio. Para alguns isso será extremamente fácil, direto, mas todos podemos conseguir, essa sensação, ou instinto, está em todos nós. Depois, olhando as cenas, repitamos as exortações de ódio: enfia a borracha mesmo! Desce o cacete! Arrebenta! Tasca esses caras!

Leia mais »

Média: 5 (2 votos)

Mística do poder legítimo, “Diretas Já” é Excalibur!, por Ion de Andrade

Foto - Poder 360

Mística do poder legítimo, “Diretas Já” é Excalibur!

por Ion de Andrade

Ou de por que não podemos abrir mão das diretas

Em um ano a base de apoio do golpe foi reduzida a escombros. Nem mesmo a ditadura às vésperas de sua derrocada conseguiu tamanho isolamento. A desmoralização do governo é tal que os custos do apoio que a sua base política ainda insiste em lhe emprestar serão politicamente incalculáveis. Quantos dos que apoiam Temer serão reeleitos?

E as ruas inverteram a tomada de iniciativas para o campo da oposição. A tomada de Brasília por dezenas de milhares de brasileiros vindos dos quatro cantos do Brasil é prenúncio de que outras virão. A possibilidade de que a nossa distante capital seja palco de manifestações volumosas de gente de todas as lonjuras é nova e alvissareira. Significa que finalmente consolidou-se como capital política 57 anos depois de fundada. Doravante nem a capital será refúgio seguro para políticos habituados ao marasmo daqueles espaços imensos e vazios onde talvez creiam poder tudo.

Porém no nosso campo ainda não se desenhou uma estratégia comum para construir o Fora Temer, nem o pós Temer. Diretas já? Anulação do Impeachment? Negociação de uma plataforma e de um nome de compromisso para a retomada da democracia com suspensão das reformas?

Leia mais »

Média: 3 (2 votos)

A História, a Violência e como se fabricam narrativas conservadoras, por Fernando Horta

Foto Marcelo Casal Jr/Ag Brasil

A História, a Violência e como se fabricam narrativas conservadoras

por Fernando Horta

Quer gostemos ou não a violência é parte integrante da nossa sociedade e está na formação de cada um de nós. Não é possível “viver num mundo sem violência”. Na prática, ao tentar proibir alguém de vivenciar a violência já se está sendo violento. Restrição é violência. Qualquer uma. Se havia um ponto que os liberais dos séculos XVII sabiam perfeitamente bem é exatamente a impossibilidade de se afastar a violência de qualquer arranjo social. Thomas Hobbes ainda ia mais longe, afirmava que dada a máxima liberdade, dela resultaria a máxima violência. O famoso “Estado de Natureza” o “todos contra todos” era exatamente isto. Seres entregues à sua máxima liberdade que seriam incapazes de conviver em função da máxima violência.

Muitas pessoas estão preocupadas com a fúria e o “vandalismo” dos protestos. A violência é condição de existência humana. Não há existência sem experiência, como sujeito e objeto, de alguma forma de violência. Qualquer verbo de ação humana que você possa pensar envolve violência em alguma dimensão. Educar é violento. Libertar é violento. Integrar é violento. Sentir é violento. O que ocorre de fato, é que muitas pessoas têm uma visão errada do que é violência, pensam que violência é algo que produz dor ou pelo menos algum desconforto. Ledo engano.

Leia mais »

Média: 5 (4 votos)

Dona Marisa, Cláudia Cruz e a justiça de classe de Moro, por Jeferson Miola

Por Jeferson Miola 

Sérgio Moro foi um caçador implacável da Dona Marisa. O juiz-acusador perseguiu a ex-primeira dama com uma tal e eficiente obsessão que conseguiu, finalmente, condená-la à morte com um AVC.
À continuação, um odioso Moro, ser possuído por sentimentos que são estranhos a pessoas justas e de bem, quis decretar a condenação eterna da Dona Marisa.

Ele descumpriu o Código de Processo Penal e relutou, por mais de 30 dias depois do óbito, a declarar a inocência da Dona Marisa.

O grande crime cometido por Marisa Letícia, na convicção do Moro e dos seus colegas justiceiros de Curitiba, foi ter sido a companheira de vida e de sonhos do ex-presidente Lula; a parceira do sonho de um Brasil digno, justo e democrático.

Neste 25 de maio de 2017, Moro trocou a toga daquele juiz-acusador que persegue obsessivamente Lula, pelo traje de advogado de defesa dos integrantes da sua classe – no caso, a família Cunha/Temer/Aécio.
Moro inocentou Cláudia Cruz, a “senhora” do presidiário Eduardo Cunha [como a burguesia patriarcal se referes às esposas dos “chefes de família”], o integrante da camarilha e sócio de Michel Temer na conspiração que golpeou a Presidente Dilma.

Leia mais »

Média: 4 (8 votos)

A Moro, testemunhas não indicam que Lula seria beneficiado em imóvel


Foto: Fabio Rodrigues Pozzebom/ Agência Brasil
 
Jornal GGN - No processo contra Luiz Inácio Lula da Silva, o ex-diretor da Petrobras, Nestor Cerveró, disse não ter nenhuma informação sobre os dois imóveis, o que supostamente seria do Instituto Lula e o apartamento alugado pelo ex-presidente.
 
Delator, Cerveró prestou depoimento nesta sexta-feira (26) na 13ª Vara Federal Criminal de Curitiba, ao juiz Sérgio Moro, onde não conseguiu trazer nenhum indício no processo em tramitação.
 
Da mesma forma, foram ouvidos o lobista Alberto Youssef, e os operadores Fernando Soares e Milton Pascowitch. Todos as testemunhas foram arruladas pelo Ministério Público Federal, na figura de acusação e tampouco fizeram menção a Lula sobre os imóveis em investigação.
Média: 5 (3 votos)

Marcha das Vadias ocupa as ruas do Recife contra o feminicídio

Do Marco Zero Conteúdo

Por Laércio Portela

Palco principal de resistência dos movimentos sociais no Recife, a praça do Derby vai ser ocupada neste sábado (27) pelas mulheres do Coletivo Marcha das Vadias. “Feminismo é Revolução” é o mote desta sétima marcha contra o feminicídio, o racismo e a retirada de direitos das trabalhadoras e dos trabalhadores com as propostas de reformas Trabalhista e da Previdência.

“As mulheres são especialmente perseguidas. Os números são alarmantes em relação à violência contra a mulher e nós precisamos atrair a atenção para essa temática para que ela seja debatida amplamente pela sociedade e os órgãos responsáveis . É preciso criar políticas públicas específicas para combater essa realidade”, explica Hanna Barbosa, integrante do Coletivo Marcha das Vadias.

Leia mais »

Média: 5 (1 voto)

Governo chama de "tendenciosa" a crítica da ONU sobre ações da polícia


Foto: Midia Ninja

Da Agência Brasil

Por Paulo Victor Chagas

O Ministério das Relações Exteriores reagiu à crítica de órgãos internacionais de direitos humanos sobre a atuação da polícia brasileira em recentes episódios no país. Por meio de nota à imprensa, o Itamaraty classificou de “tendencioso” e “desinformado” o conteúdo do comunicado emitido nesta tarde pelo Alto Comissariado das Nações Unidas para os Direitos Humanos (ACNUDH) e pela Comissão Interamericana de Direitos Humanos (CIDH).

As entidades condenaram o “uso recorrente da violência” para reprimir as manifestações contra o governo do presidente Michel Temer na última quarta-feira (24), para a retirada de dependentes químicos da área conhecida como Cracolândia, em São Paulo; e durante uma ação de reintegração de posse que terminou em chacina no interior do Pará, ambos no mesmo dia. De acordo com o Itamaraty, as críticas afastam-se de princípios como o “respeito à verdade dos fatos”.

“Em momento algum os autores da nota se preocuparam com a ameaça à segurança de funcionários públicos e de manifestantes pacíficos sujeitos à violência sistemática e claramente premeditada”, disse o governo brasileiro, sobre o protesto ocorrido em Brasília.

Leia mais »

Média: 1 (1 voto)

Saídas democráticas, por Franklin Jr

Por Franklin Jr

Saídas democráticas: Ao menos dá para casar?

O próximo domingo (28) promete mais uma série de mobilizações contra o golpismo. É hora de resgatar a política e as ruas são o melhor caminho para aquecer o caldeirão de possibilidades que nos apontarão as saídas deste pesadelo e o reencontro com a primavera democrática. O que fazer? Será possível construir uma teia de opções mutuamente potentes?

Antes de qualquer coisa, de ser dilmista, lulista ou esquerdista (ou até mesmo direitista), é preciso ter apreço pela Constituição e zelar pela institucionalidade democrática. Nesta perspectiva, a solução mais decente para a crise e mais coerente com o regramento constitucional vigente (a Constituição Federal de 1988), que não dependa de nenhum tipo de remendo ou de emenda constitucional, é, hoje, a anulação do processo de impeachment ilegal.

Considerando a assertiva do dramaturgo francês, Jean Cocteau, de que “o futuro não pertence a ninguém” especificamente, a anulação do impeachment ilegal e a restituição do legítimo mandato presidencial de Dilma até 2018, é uma linha de luta pela qual as forças populares deveriam insistir até esgotar as suas possibilidades. A apreciação e o julgamento do mandado de segurança impetrado junto à Suprema Corte é uma janela de possibilidade que continua aberta.

Leia mais »

Média: 5 (7 votos)

Tanto de meu estado me acho incerto, por Luís Vaz de Camões

Enviado por Gilberto Cruvinel

Tanto de meu estado me acho incerto, 
que em vivo ardor tremendo estou de frio; 
sem causa, juntamente choro e rio, 
o mundo todo abarco e nada aperto.

.

É tudo quanto sinto, um desconcerto;

da alma um fogo me sai, da vista um rio;
agora espero, agora desconfio, 
agora desvario, agora acerto.

Leia mais »

Média: 5 (2 votos)