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Luis Nassif Online

Procuradores vazaram trechos de delação de Ricardo Pessoa sem conferir a consistência das delações; por Luis Nassif
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Governo tenta reformar o imposto, reduzindo as diferenças nas alíquotas interestaduais e criando um fundo de compensação
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Como o mercado e a academia enxergam as possibilidades que o Brasil tem hoje para se restabelecer

Os remédios para doenças negligenciadas

Enviada por Antonio Francisco

do jornal O Tempo

 

Expectativa é chegar a 13 tratamentos mais evoluídos para males antigos. Esforço conjunto: organizações sem fins lucrativos custeiam parte mais cara de pesquisa

LUCAS ALVARENGA
ESPECIAL PARA O TEMPO

Consideradas endêmicas nas populações de baixa renda, doenças como malária, dengue, leishmaniose visceral, esquistossomose, tuberculose, hanseníase e Chagas compõem um grupo de enfermidades chamado de doenças negligenciadas, responsáveis pela morte de 500 mil pessoas por ano, de acordo com informações da Organização Mundial da Saúde (OMS). Como atingem, principalmente, países em desenvolvimento, essas doenças não têm investimentos suficientes em pesquisa e desenvolvimento de novos fármacos que as combatam.

A boa notícia é que a situação começa a se transformar com a formação de consórcios liderados por organizações internacionais sem fins lucrativos, como a Medicines for Malaria Ventures (MMV) e Drugs for Neglected Diseases Initiative (DNDI). Sediadas na Suíça, essas empresas financiam a descoberta de moléculas e os testes pré-clínicos e de toxicidade de medicamentos para essas enfermidades.

“Essas etapas são as mais caras do processo”, ressalta Glaucius Oliva, coordenador do Centro de Pesquisa e Inovação em Biodiversidade e Fármacos (Cibfar) da Fundação de Amparo à Pesquisa de São Paulo (Fapesp). Às indústrias farmacêuticas cabem os ensaios clínicos e a produção dos fármacos em larga escala.

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Para os papagaios de mídia, por Michel

Para os papagaios de mídia, por Michel

Ref. ao post: Ataque ao Instituto Lula provoca atentados ao jornalismo

Para os papagaios de mídia que minimizam (porque a mídia minimizou) o ataque ao Instituto Lula, vale lembrar que, no ano pasado, o Jornal Nacional usou quase 6 minutos para noticiar o lixo que a UJS (União da Juventude Socialista) jogou na porta do Grupo Abril (clique AQUI para recordar o JN). A Globo obviamente omitiu a autoria da UJS e preferiu falar em "grupo de 200 pessoas em retaliação à matéria da Veja contra Dilma e Lula" para que a matéria servisse de gancho para um novo ataque contra a campanha de Dilma, ou seja, fixar no telespectador a ideia da "truculência antidemocrática da militância petista". Para quem não lembra, a matéria da Veja foi um golpe eleitoral vergonhoso tão descarado que o TSE acabou concedendo direito de resposta ao PT no site da Abril. E se a bomba (atômica, granada, coquetel molotov, bombinha junina etc  - potencial de estrago é critério para medir a gravidade do ato?) fosse contra a sede de um grupo de mídia ou do Instituto FHC? Desnecessário dizer o estardalhaço que teríamos em toda a manjada velha mídia. 

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A grande história do falso estupro, por Vera Guimarães Martins

Empatia e compaixão podem borrar as regras jornalísticas e provocar erros de grande monta

Na quinta (30), a revista norte-americana "Rolling Stone" comunicou a saída de seu editor-executivo, Will Dana, após 19 anos na empresa. O que poderia ser só uma troca de guarda, natural de tempos em tempos em qualquer publicação, marca o desfecho de um caso que deve entrar para a história do jornalismo por duas situações exemplares: a estrepitosa divulgação de um falso estupro que pôs uma comunidade universitária sob suspeita, seguida por um processo transparente, corajoso e inédito de (re)apuração e expurgação do relatado.

O inferno da "Rolling Stone" começou em novembro, com a reportagem "Um Estupro no Campus - Um ataque brutal e uma luta por justiça na Universidade de Virgínia". A história é daquele tipo que céticos profissionais considerariam ideal demais para ser verdade. Tinha drama e "timing" nas medidas certas.

Pelo menos cinco universidades americanas registravam casos de alunas que diziam ter sido estupradas por colegas dentro dos campi, e as instituições eram acusadas de tratar as denunciantes com descrédito e de tentar abafar o escândalo.

Nesse cenário, a "Rolling Stone" tirou a sorte grande: achou uma vítima que, em busca de justiça, estava disposta a contar como havia sido estuprada por sete integrantes de uma fraternidade da escola.

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Viva a Legião Urbana!

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China e as dores do capitalismo

Enviado por Almeida

do Diário Liberdade

China e a sua primeira crise capitalista

China - La Jornada - [Alejandro Nadal, tradução do Diário Liberdade]

As taxas de crescimento da economia na China foram objeto de admiração em todo mundo. Parecia que o capitalismo tinha chegado a China para mostrar todas suas virtudes e quando se assinalavam os defeitos, a maioria da gente preferia os ignorar.

Hoje a economia chinesa caminha pelo caminho da crise, sua primeira crise capitalista de índole macroeconômica.

Dados oficiais na China revelam que a taxa de crescimento média para o período 1991-2014 foi de 10 por cento. Embora se saiba que as estatísticas do governo chinês são objeto de manipulações significativas, ainda as cifras corrigidas registram o que parece um desempenho espetacular. Mas, desde 2010, a economia chinesa sofreu uma desaceleração de 35 por cento e em 2014 registrou-se a taxa de crescimento mais baixa desde 1991.

Quando uma economia cresce a taxas de dois dígitos, não é estranho observar o surgimento de fortes distorções. Não me refiro aqui às distorções que os economistas neoclássicos querem ver no sistema de preços devido à intervenção do governo na vida econômica. Esses economistas querem ver uma maior liberalização do mercado porque argumentam que a economia socialista na China acarreta uma séria deformação de preços e incentivos. Desta maneira, os problemas da economia chinesa carregam-se à conta da intervenção do governo, não à instabilidade intrínseca das economias capitalistas. Esquecem que o Partido Comunista Chinês é hoje o administrador de uma das economias capitalistas mais selvagens da história.

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Vez ou outra é difícil ser mãe solteira, por Matê da Luz

Poucas vezes tenho essa sensação, a de desejar alguém pra dividir uma dúvida, uma escolha ou simplesmente compartilhar notícias e novidades sobre a vida da minha filha. Em grande parte porque ela não me dá trabalho, embora adolescente de personalidade tão forte quanto a minha, o que gera atritos, é claro, mas na maior parte do tempo porque tenho consciência de que a escolha feita há 16 anos haveria de ser honrada - teria esta filha sozinha.

Obviamente o amparo incondicional e amoroso da minha família estruturou - e ainda estrutura, vale dizer - bases sólidas e seguras para que nossas vidas fluam e se desenvolvam confortavelmente, mas vez ou oura bate aquela vontade de ser tradicional e ter alguém com quem dialogar de igual pra igual, na mesma linha, entende? Meu pai é meu pai e minha mãe é minha mãe, e por mais apoiadores que sejam da minha maternidade, estão uma linha acima, têm outra compreensão e visão da vida, dos planos, de mim mesma e por aí vai...

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Os Fox-Trots de Noel Rosa

Por Laura Macedo

Pesquisando a obra do grande Poeta da Vila - Noel Rosa - encontramos no universo, predominantemente sambístico, quatro “fox-trots” pouco divulgados, mas bastante interessantes, os quais compartilho com vocês.

 

Noel Rosa e seu irmão Hélio Rosa

Você só... mente” (Noel Rosa/Helio Rosa) # Francisco Alves e Aurora Miranda. Disco Odeon (11043-A) / Matriz (4691). Gravação (5/7/1933) / Lançamento (agosto/1933).

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Joe Cocker - Just Like A Woman

Sugestão de MarcoPOA

...But she breaks just like a little girl

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Kátia Abreu e Patrus se complementam no agronegócio, de Rui Daher

Coluna publicada na Carta Capital

Em 24/11/2014, nesta CartaCapital, a coluna teve como título “Kátia Abreu pode ser uma escolha acertada”. Referia-me à sua nomeação como ministra da Agricultura, Pecuária e Abastecimento (MAPA). Recebeu mais de 11 mil indicações no Facebook. Desconfio que a maioria recomendava o apedrejamento do colunista, o que foi confirmado por 128 comentários inconformados, para não dizer o pior.

No mesmo texto alertei da importância do ministério do Desenvolvimento Agrário e a correta indicação de Patrus Ananias. Ao reconhecer a combatividade e o potencial reformador de Kátia Abreu, necessários em períodos menos prósperos para a agricultura e a precária estrutura organizacional do ministério e, por outro lado, o viés social do pensamento de Ananias em relação à agricultura familiar, apontei ser essencial tal complementaridade para o desenvolvimento da agropecuária brasileira.

Ainda mais quando já estava claro um longo período de ajuste fiscal de perfil ortodoxo, assim como os anteriores, de igual receituário e final inócuo. Hoje em dia, percebo que se não errei com os aspectos macroeconômicos, também não o fiz em seus desdobramentos no agronegócio, que sofre o que era esperado sofrer, mas com inquirições do mercado ainda amenas e respostas suficientemente positivas.

Mesmo que isso agrida o voluntarismo das folhas e telas cotidianas, que por motivos exclusivamente políticos exacerbam a crise, e ampliam as dificuldades das classes menos favorecidas. Também no campo fala-se muito da crise. Plantadores mostram-se preocupados, acusam uns e outros, mas investem e, segundo se prevê, devem repetir uma boa safra.

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"Samba em Prelúdio", Baden/Vinícius - Vandré e Ana Lúcia, Esperanza Spalding
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O sol nascerá

Enviado por Spin GGNauta

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Lista de Livros: Caim, de José Saramago

Seleção feita por Doney

Lista de Livros: Caim - José Saramago

Editora: Companhia das Letras

ISBN: 9788535915396

Opinião: muito bom

Páginas: 174

     “Quanto ao senhor e às suas esporádicas visitas, a primeira foi para ver se adão e eva tinham tido problemas com a instalação doméstica, a segunda para saber se tinham beneficiado alguma coisa da experiência da vida campestre e a terceira para avisar que tão cedo não esperava voltar, pois tinha de fazer a ronda pelos outros paraísos existentes no espaço celeste. De facto, só viria a aparecer muito mais tarde, em data de que não ficou registo, para expulsar o infeliz casal do jardim do éden pelo crime nefando de terem comido do fruto da árvore do conhecimento do bem e do mal. Este episódio, que deu origem à primeira definição de um até aí ignorado pecado original, nunca ficou bem explicado. Em primeiro lugar, mesmo a inteligência mais rudimentar não teria qualquer dificuldade em compreender que estar informado sempre será preferível a desconhecer, mormente em matérias tão delicadas como são estas do bem e do mal, nas quais qualquer um se arrisca, sem dar por isso, a uma condenação eterna num inferno que então ainda estava por inventar.

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Estações Ferroviárias em Maquetes, por Alfeu

Tinha uma época que me interessava nos prédios no estilo art-decó, principalmente as fachadas e as entradas, talvez por causa dos filmes dos 20 e 30 que assistia. Pensava em fotografar esses prédios e fazer um arquivo; tudo isso ficou só no pensamento.

As férias de verão eram para visitar parentes, a avó materna em São Paulo,  os avós paternos em Belo Horizonte e se sobrava um tempo íamos para Guaratiba mas antes parada em Campo Grande. A saída para todos esses lugares era a Central do Brasil.

Conforme fui crescendo, as ferrovias foram diminuindo, e só restou as viagens de ônibus. Só mais tarde morando no exterior, voltei a viajar de trem.

Antes disso, fui morar em São Paulo onde comecei a aprender e a trabalhar com maquetes. Certa vez, indo passar a semana santa em Águas de Sta.Bárbara, como não conseguí ônibus direto, tive que fazer o trajeto picado. Fui para Avaré, depois Cerqueira César e aí sim Sta.Bárbara. Não me lembro se em alguma parte desse trajeto foi feito de trem, mas sei que estava na Estação de Cerqueira Cesar para pegar um meio de transporte para chegar em Sta.Bárbara; mas enquanto isso rodei toda a estação e aí veio um lampejo de uma maquete, nada ainda definido.

Muitos anos depois, vi uma matéria na revista Domingo de JB, sobre estações ferroviárias e então caiu a ficha. Foram muitas viagens, fotografias, consultas a livros e acervos de tudo quanto era lugar e que resultou em uma exposição.

 

Selecionei quatro por algum tipo de importância. Começa pela Estação da Côrte, onde atualmente está a Central do Brasil. Não foi a primeira a ser inaugurada, mas de importancia economica sim, para o tranporte mais rápido do café do Vale do Paraíba. A seguir, Guia de Pacobaíba, realmente a primeira, mas só conseguiu chegar em Petrópolis décadas depois.  Frequentemente as imagens desta estação mostram apenas um andar, mas existe algumas evidencias de um segundo andar, preferí ir nessa viagem. A terceira é a linda estação de Japeri, antigamente chamada de Belém, veio da Inglaterra para ser montada aqui. O empreiteiro do primeiro trecho da E.F. D.Pedro II, Charles E. Austin deu nome a quarta estação.

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A feliz troca de nomes que homenageiam a ditadura nas ruas de SP

Por Matê da Luz

Li esta semana no UOL que a Prefeitura está estudando alterar os nomes de diversas vias da cidade que carregam homenagens e ligação direta com a ditadura. 

Quem me lê por aqui está careca de saber o quanto admiro o prefeito ~mimimi petista, mimimi pega mais essa, coxinha!~ e de verdade, mesmo que eu ache que não precise afirmar coisa alguma pra ter respeito, que respeito deveria ser base pra toda e qualquer relação mas esta é a minha opinião desculpe incomodar, vale ressaltar que vivemos em tempos de gente de verdade ir às ruas e pedir a volta do controle militar em cima de carro de som - e não entendo como é que qualquer pessoa que se diga de bem pode considerar este período sangrento como solução pra qualquer problema que seja, por maior que seja. Ou seja: concordo que não dá mais pra ter este nível de corrupção no país, considero o direito da população ao usufruto de uma ordem e progresso coerente com a proposta da bandeira mais do que devido e acrdito que o País deva crescer e evoluir, sim, mas não às custas da vida alheia, porque é isso o que a ditadura faz: cala, mata e oprime amparada pela lei.

E isso, ao meu ver, é muito mais perigoso do que as infelizes e péssimas condições de segurança do contexto atual, mas que estão dentro de uma lei que não distingue seres humanos pelo seu poder opiniático - e espero ter me feito entendida, porque argumentar os motivos de ser contra a ditadura é algo que jamais pensei fazer. Seguimos. 

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Perdidamente apaixonado, Lamartine Babo vai ao encontro de seu grande amor

Por Sebastião Nunes

O trem estava parado na estação de Três Corações, depois de 18 horas desde a Pedro II, no Rio de Janeiro. Quanto tempo mais? Não sabia. Preguiça de perguntar ao fiscal. Pernas doendo. Cabeça latejando. Lalá se recostou na poltrona ensebada da primeira classe, acendeu um cigarro e desabafou alto:

            – O que não faz um homem por uma mulher!

            De fato. Fora por uma mulher que, na véspera, comprara a passagem e, pequena maleta de roupas não mão, se metera no noturno para o interior de Minas. Tudo por uma mulher, que nem ao menos conhecia. Esperançoso, resmungou:

            – Como será ela? Sei pelas cartas que é morena, alta e bonita. Mas Nair Oliveira Pimenta não é um nome bonito. Me dá um beijinho, Nair?

            Lalá torceu o nariz para o nome, tragou o cigarro, soltou a fumaça pelo nariz e começou a cantarolar o maior sucesso do momento, por sinal de sua autoria:

            O teu cabelo não nega, mulata

            Porque és mulata na cor

            Mas como a cor não pega, mulata

            Mulata, eu quero o teu amor...

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Imagens

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O Judiciário no Brasil, segundo Comparato (final)

Por Fabio Konder Comparato

Sede  do STF, em Brasília. Corte máxima do Judiciário aprovou união civil gay, mas reconheceu golpe militar de 1964, manteve anistia aos torturadores e conserva, no plenário de seus ministros, crucifixo cristão...

Sede do STF, Brasília. Corte máxima do Judiciário aprovou união civil gay, mas reconheceu golpe militar de 1964, mantém anistia aos torturadores e, em desafio ao Estado laico, conserva, no plenário de seus ministros, crucifixo cristão…

Do Outras Palavras

Há alternativas para evitar que poder permaneça submisso às elites. Mudança crucial: STF não pode manter condição de órgão impermeável à democracia e ao controle cidadão

As Reformas Necessárias

Por todo o exposto, é evidente que algumas reformas se impõem, a fim de eliminar velhos defeitos de funcionamento das instituições de Justiça no nosso país.

Eis as que, em minha opinião, parecem mais importantes.

a) Ampliar e aprofundar os instrumentos de controle do Poder Judiciário

Sem dúvida, a criação do Conselho Nacional de Justiça representou um avanço no aperfeiçoamento do sistema de controles da magistratura. A atual estruturação do órgão, no entanto, padece de sérios defeitos.

Em primeiro lugar, ele não é convenientemente estruturado para exercer suas atribuições em todo o território nacional. O Conselho deveria contar com unidades auxiliares em cada Estado da federação.

Ademais, o órgão é majoritariamente formado por integrantes da própria magistratura sujeita a controle. Por esta razão, ao que parece, o Conselho tem evitado sistematicamente, mesmo nos casos de graves delitos, aplicar aos magistrados, sobretudo os membros de tribunais superiores, a pena de demissão prevista no art. 42, inciso VI, da Lei Orgânica da Magistratura Nacional.

Assinale-se, ainda, que os integrantes do Supremo Tribunal Federal não se submetem ao controle do Conselho Nacional da Magistratura.

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