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Nassif: Já se sabia de contas de Serra no Banestado, mas o caso acabou soterrado pela blindagem que sempre o protegeu
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O golpe apostou tudo tudo em um cavalo manco, o grupo de bacharéis de Curitiba, comandados pelo bravo Deltan
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É ativista política, conforme demonstrou participando ativamente das convocações do MBL a favor do impeachment
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"Pública Central do Servidor é resposta à reorganização da sociedade moderna", diz dirigente

 
Jornal GGN - A Pública Central dos Servidores enviou ao GGN uma nota do presidente Nilton Paixão defendendo a institutição de reportagem do Poder 360, republicada aqui. A matéria dizia que, na visão das seis maiores centrais sindicais (entre elas, CUT e Força Sindical), o governo Temer está manobrando para mudar as regras voltadas para o setor e permitir a criação de uma nova central específica para servidores públicos, com o intuito de esvaziar protestos e greves e enfraquecer as demais entidades. Segundo as centrais tradicionais, é preciso juntar sindicatos de pelo menos 5 setores da economia para se tornar uma central sindical.
 
Na visão de Paixão, nenhuma dessas centrais estabelecidas representam os interesses dos servidores públicos. Além disso, ele explicou que a Pública Central dos Servidores tampouco é uma criação do governo Temer, tendo sido criada há ais de dois anos.
 
Leia, abaixo, a nota na íntegra.
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Breves e livres associações sobre o que chamamos elite, por Eduardo Leal Cunha

do Psicanalistas pela Democracia

[Copacabana] Breves e livres associações sobre o que chamamos elite

por Eduardo Leal Cunha

Num momento da nossa história nacional em que a dita elite politica deve estar –  como me diz um amigo – preocupada em não haver uma grife elegante para tornozeleiras eletrônicas, talvez seja interessante poder ao menos associar livremente sobre o que entendemos como elite.

Dito isso, meu primeiro pensamento é que a nossa compreensão do que seja elite parece, ao menos para a maioria das pessoas, estar atrelada à imagem de área vip, tome ela a forma do camarote de um show ou casa noturna ou simplesmente a de um bloco do carnaval da Bahia, no qual uma corda e um cordão humano mal remunerado separam algumas pessoas de determinadas outras. Todas estas, figuras imaginárias de um outro sintagma que procura dar conta do que entendemos como elite:gente diferenciada.

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Nassif: A ignorância econômica da Lava Jato

Volto ao último Roda Viva, que discutiu a condenação de Lula, e o desempenho da procuradora Thaméa Danellon, uma espécie de Deltan Dallagnol paulistano.

Trata-se de uma procuradora bem-sucedida, bem avaliada por seus pares. Portanto, seu nível de informação está em linha com o melhor do pensamento médio do Ministério Público Federal. Isso é que assusta!

A primeira surpresa é com o desconhecimento completo de Thaméa sobre as características de uma economia de mercado e relações de causalidade. Montou uma equação simples: as nações desenvolvidas são menos corruptas do que as nações não desenvolvidas. Logo, se acabar com a corrupção, a nação se desenvolverá.

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Jorge Folena: Atualidade da obra “Quem faz as leis no Brasil?“, de Osny Duarte Pereira

Atualidade da obra “Quem faz as leis no Brasil?“, de Osny Duarte Pereira

por Jorge Rubem Folena de Oliveira

No início de julho de 2017 escrevi um ensaio com o título “Sequestro das nações pelo capital”, cujo tema central é a concentração crescente do poder econômico e o controle da política exercido pelos agentes do mercado financeiro. Nesse trabalho ressaltei que:

“O quadro tornou-se mais grave em razão da crescente concentração de capitais, que, na prática, faz com que a maioria dos governos e suas respectivas burocracias trabalhem não mais para seus povos, mas para os bancos e financistas, que não têm pátria nem alma.

A partir de Davos ou de qualquer outro recanto do mundo, este contingente de  menos de 1% controla todas as pessoas e riquezas do planeta, tendo forças militares (como as da Organização do Tratado do Atlântico Norte, pagas pela arrecadação de tributos dos 99% da população) a seu serviço para reprimirem outros povos; enfim, mandam e desmandam com os recursos suportados pelo trabalho da sociedade.

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Numa democracia e em tempos normais, quem apoiaria Sérgio Moro?, por Armando Coelho Neto

Numa democracia e em tempos normais, quem apoiaria Sérgio Moro?

por Armando Rodrigues Coelho Neto

“As ordens sem objetivo prático são fontes naturais de insubordinação e indisciplina”. Com essas palavras, um instrutor da Academia Nacional de Polícia (centro de formação dos Policiais Federais do Brasil), preparava o espírito dos incautos alunos para o que vinha depois, Leia-se o que viria na sequencia “tinham objetivo prático” e, portanto, suas máximas eram fontes naturais de subordinação e disciplina. Instaurada a fonte das verdades sacramentadas, os pressupostos que regeriam as coisas estavam “sergiomoriamente” explicados. O que daquele mestre advinha tinha o selo doutoral, a “chancela do bem” de que fala a mestra Marilena Chaui.

Desde que entrei na PF nunca fiz o gênero bonzinho, cordato e a fala daquele instrutor não surtiu em mim o efeito esperado. Assim, quando via as velhinhas que se arrastavam de Santa Rita do Passa Quatro/SP para deporem sobre fraudes previdenciárias e não ter o dinheiro da passagem para voltar para casa, desconfiava haver algo errado naquilo. Como assim? Então não vamos investigar e a previdência vai continuar sendo roubada? Essa era a pergunta mais comum nesses e em outros casos que redundavam em prejuízo público. Como explicar não estar defendendo a corrupção, que cada um deve responder pelos seus atos, que a lei precisa ser cumprida... Mas só daquela forma?

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Paradoxos da candidatura Lula (I), por Aldo Fornazieri

Paradoxos da candidatura Lula (I)

por Aldo Fornazieri

No dia seguinte à sua condenação, em pronunciamento à imprensa e a militantes, Lula fez um pedido formal ao PT, reivindicando o direito de ser candidato à presidente da República em 2018. Esta petição o colocou no centro de vários paradoxos, com destaque para dois. O primeiro é de ordem jurídico-política e o segundo é de ordem política. Examine-se aqui o primeiro. O paradoxo de ordem jurídico-política se constitui pelo fato de que Lula expressou de forma manifesta a vontade de ser candidato, o que o PT não lhe negará, lidera as pesquisas de intenção de voto e, ao mesmo tempo, corre o risco e sofre uma ameaça de interdição judicial de sua candidatura. Ou seja: pela manifestação de vontades e de intenções de Lula e do PT estamos diante de uma candidatura certa, mas, potencialmente, os desdobramentos judiciais a colocam no âmbito de uma incerteza.

Hoje poucos dividam que o ato final do golpe, ao menos para uma parcela dos golpistas, consistia em interditar a candidatura de Lula. Mas o bloco que apoiou a deposição de Dilma cindiu-se e muitos dos que estavam nele manifestam a convicção de que a condenação de Lula é um ato puramente político e que o juiz Moro eximiu-se de apresentar provas na condenação. Certamente, os historiadores do futuro, distanciados do calor dos acontecimentos, terão muito a pesquisar e a dizer sobre esta crise brasileira. Mas, dada a velocidade dos acontecimentos, e a elucidação, o deslindamento acelerado de que vêm carregados, permitiram que o tribunal da história pronunciasse já, agora, duas sentenças: 1) foi golpe; 2) os procuradores da Lava Jato e o juiz Moro se meteram numa empreitada persecutória e parcial contra Lula.

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Nassif: Xadrez de como Serra tentou fincar um pé na cooperação internacional

Vamos colocar mais uma peça nesse nosso xadrez. É um dado ainda não definitivo, mas que poderá se tornar relevante na análise futura da influência norte-americana no golpe do impeachment. Mas também indicativo de como o senador José Serra sempre teve um faro apurado para perceber de onde vinha o perigo.

Desde o começo era nítido o alinhamento do grupo do senador José Serra (incluindo Aloysio Nunes) com os interesses norte-americanos. Havia três pistas interessantes:

1.     A conversa de Serra com o representante da Chevron, prometendo acabar com a lei de partilha, se eleito. O diálogo foi divulgado pela Wikileaks.

2.    Mal consumado o golpe, a corrida entre Serra e Eduardo Cunha, para quem quem conseguia emplacar primeiro uma nova lei revogando a lei de partilha.

3.     A ida inopinada de Aloysio aos EUA, com o golpe em pleno andamento, para encontro com senadores norte-americanos e sabe-se lá mais quem.

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Nina Wirtti e Luiz Barcelos, apenas voz e bandolim

Algum tempo atrás, a imagem do piano ao cair da tarde era a que melhor descrevia as canções para descansar o espírito, não com sons mundanos, mas com aqueles que penetram suavemente na alma do cristão e o coloca em paz.

A combinação exclusiva de bandolim e voz é desafiadora. O bandolim permite contrapontos, mas não tem os recursos do violão e do piano. Exige do intérprete especial sensibilidade para se colocar no contraponto e acompanhamento da voz. Há uma grande possibilidade da audição não resistir a três faixas.

Mas este  “Chão do Caminho”, com a voz de Nina Wirtti e Luís Barcelos merece a contemplação de um CD no aparelho, uma bebida no copo, e lembranças amenas no coração.

Com seus irmãos Guto e Grazie, Nina pertence à estirpe gaúcha dos Wirtti, que conquistou o Rio ao lado de Yamandu. Luiz Barcellos é um senhor bandolinista, que já acompanhou várias das melhores cantoras. Leia mais »

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Nassif: Os problemas de Danellon, a Dallagnol paulista

Não começou bem a história da Lava Jato paulista.

Resume-se à transferência, para São Paulo, do desmembramento de algumas denúncias analisadas pelo STF (Supremo Tribunal Federal), contra réus que não disponham de foro privilegiado. De imediato, ganhou a cara da procuradora Thaméa Danellon, lotada em São Paulo, apresentada como a chefe da Lava Jato paulista.

Pelos primeiros movimentos, Thaméa representa a face mais comprometedora da Lava Jato.

É ativista política, conforme demonstrou participando ativamente das convocações do MBL (Movimento Brasil Livre) a favor do impeachment. Aliás, é sintomático o fato de terem sido abertas representações contra procuradores que participaram de atos contra o impeachment, e nada ter sido feito contra os que participaram ostensivamente dos atos a favor. Mas, enfim, esta é a cara do MPF.

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A mudança de posição do TCU sobre os créditos adicionais suplementares, por Marcus Filgueiras

A mudança de posição do TCU sobre os créditos adicionais suplementares (após o Acórdão nº 2461/2015)

por Marcus Filgueiras

Os créditos adicionais suplementares são acréscimos ao orçamento originariamente aprovados pelo Poder Legislativo, de forma a reforçar uma dotação de despesa que se revelou insuficiente no curso da execução orçamentária. A abertura de tais créditos exige não só a indicação da correspondente fonte do custeio, bem como a compatibilidade com a meta fiscal.

O tema sofreu recente alteração de intepretação, especialmente com relação à análise que envolve a sua compatibilidade com a meta fiscal.

O novo entendimento foi consolidado no âmbito do TCU por meio do Acórdão nº 2461/2015, no processo TC 005.335/2015-9. A questão também foi debatida no recente julgamento do impeachment. Os seus principais atores expuseram argumentos inegavelmente jurídicos, ainda que por vezes viessem lançados no bojo da retórica política. Parte da tese do TCU foi utilizada pelo Senado de forma a consumar o impeachment da então Presidente Dilma Roussef.

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Cúpula do Mercosul: Movimentos desmascaram Temer e pedem Diretas

Central de Movimentos Populares realizou protesto nos arredores da reunião do Mercosul (Foto: CMP/ Cadu Bazilevski)Central de Movimentos Populares realizou protesto nos arredores da reunião do Mercosul

do Vermelho

Cúpula do Mercosul: Movimentos desmascaram Temer e pedem Diretas

Manifestantes e membros de diversos movimentos populares brasileiros marcaram presença durante a reunião de cúpula do Mercosul, realizada nesta semana em Mendoza, na Argentina, e pediram a convocação de eleições diretas, denunciando o golpe no Brasil. No encontro, a presidência do bloco passou das mãos do presidente argentino, Mauricio Macri, para as do brasileiro Michel Temer.

Na última sexta-feira (21/07), os manifestantes se reuniram nos arredores do Hotel Intercontinental. Coordenada pela CMP (Central dos Movimentos Populares), a caravana brasileira, que contou ainda com representantes de forças políticas como a Juventude do PT de São Paulo, Movimento de Luta por Moradia e Levante Popular da Juventude, saiu de São Paulo na terça-feira (18/07), percorrendo mais de 3.000 quilômetros. Leia mais »

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Moro vs. Lula: esse crime chamado Justiça, por Márcio Sotelo Felippe

Foto Evaristo Sá-AFP

do Justificando

Moro vs. Lula: esse crime chamado Justiça

por Márcio Sotelo Felippe

Concluído em primeira instância o “processo do tríplex”, de fato constata-se que crimes foram cometidos. Os da jurisdição. Sobre os imputados ao réu nada se pode dizer.

Trata-se de lawfare. A aniquilação de um personagem político pela via de mecanismos judiciais. A série de episódios grotescos que caracterizou a jurisdição nesse caso não deixa qualquer dúvida a respeito. Só o fato de o processo entrar para o imaginário social como um combate “Moro vs. Lula” evidencia o caráter teratológico da atuação do magistrado. Moro cometeu crimes, violou deveres funcionais triviais, atingiu direitos e garantias constitucionais do réu, feriu o sigilo de suas comunicações, quis expô-lo e humilhá-lo publicamente, manteve-o detido sem causa por horas, revelou conversas íntimas de seus familiares.

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