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Luis Nassif Online

Durante meses mercado especulou em torno das eleições. Qual a fundamentação desses movimentos? Nenhuma; por Luis Nassif
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Informação de O Globo mostra que Veja mentiu sobre ter iniciado a apuração da reportagem contra Dilma e Lula na terça
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Há dois fantasmas assombrando o mercado: contas fiscais eimpulsividade da presidente. Medidas heroicas não resolvem
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Clipping do dia

As matérias para serem lidas e comentadas.

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A campanha e sua pauta: lendo o visível e o invisível

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As eleições são como uma crise social "simulada" em lugar da verdadeira, que eclodiria não fossem as instituiçôes democráticas cuja importância é a de amarrar esse todo social inteiramente conflituoso, destinado ao caos, não fosse o pacto constitucional.

Não podemos, no entanto, desconhecer o fato de que a intensidade dessa campanha que acabamos de vivenciar revela que, no mundo real, nos intestinos da sociedade,  ocorrem movimentos de grande amplitude, alusivos, ainda que simbolicamente, a uma espécie de luta "de vida e morte".

A intensidade não foi, portanto, apenas o produto do discurso raivoso ou desonesto desse ou daquele candidato, não. Ela é o registro sismológico de uma atividade política profunda, cuja intensidade fica velada pela civilidade institucional do ritual democrático. Há portanto um acúmulo de energia tectônica real que em parte foi expelido pela catarse eleitoral, mas que, fruto de antagonismos insolúveis, voltará a acumular-se. São placas tectônicas em contínuo atrito e numa inércai inamovível. Leia mais »

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Mapas eleitorais e previsibilidade do resultado eleitoral

O cientista político Alberto Carlos Almeida, do Instituto Análise, concedeu uma entrevista recente a um programa de TV na qual ele busca explicar o voto em nosso país. Fiquei fascinado ao tomar conhecimento de que essa leitura pode ser estendida para outros países.

Em seu perfil do Facebook, Almeida apresenta alguns mapas eleitorais de outros países. A síntese é simples: os pobres votam no partido de centro-esquerda e os “não pobres” (aqueles relativamente mais prósperos) votam na centro-direita. Os mapas geográficos disponibilizados pelo cientista político englobam os casos dos EUA, de Portugal, Grã-Bretanha, Alemanha, Itália, Espanha, França, além do Brasil. Ainda que se consiga localizar exceções, o quadro macro se sustentaria, sugere Almeida. Leia mais »

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A falácia do Brasil dividido em dois após as eleições presidenciais

Tomar o número de votos válidos do segundo turno das eleições presidenciais para sentenciar a divisão do país em dois, os a favor e os contra, é um dos mais grosseiros erros de análise que se pode incorrer.

Em primeiro lugar há que se considerar que o segundo turno das eleições reduz todo o espectro político e as inúmeras aspirações e convicções da população a apenas duas opções: candidato A ou candidato B.

A ou B, branco ou negro, alto ou baixo, católico ou evangélico, Esporte Clube Ypiranga ou ABC Futebol Clube? Escolha dentre opções binárias como essas estão longe de representar ou caracterizar o que de fato seja ou deseja intimamente cada brasileiro.

Outro exemplo. Todo desrespeito às leis deve ser punido e em cada julgamento o júri somente decidirá se o réu deve viver ou morrer. Esse seria um sistema justo? Nele, parar em cima da faixa de pedestre seria forca na certa. Pisar na grama também.

Assim como esse sistema não se adequaria ao ideal de justiça, também não corresponderia ao que cada brasileiro pensa sobre a pena adequada a cada delito.

 

Verdade ocultada Leia mais »

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Reféns da mídia

Por FLÁVIO JOSÉ BETTANIN Leia mais »

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Meu momento pré-eleitoral: impossível estar completamente desligado

Deus, Alah, o Universo, e todas as coisas ao redor das quais gravitam as crenças da humanidade sabem a minha opção política. Mas na semana que antecedeu a reeleição de Dilma Vanna Roussef decidi parar, simplesmente me desligar das discussões estéreis e apenas torcer pela minha candidata. A pergunta: consegui? Claro que não.

Percebi no meu “tour” europeu que o estrangeiro está dominado por linguagem oposicionista da mais rasa possível. Cubanização do Brasil, Marcha Comunista, entre outros, eram termos floreados pelos lábios dos radicados fora da Terra de Santa Cruz, no dito “mundo desenvolvido”.

A solução para não criar desavenças e deixar o clima mais amistoso foi simplesmente ignorar solenemente palavras Arnaldo-Jaborianas por meio daquilo que estávamos dispostos  a fazer no nosso “Holiday”: samba e nada mais. Ao menor sinal de termos como “Petralha” eu subia o tom do meu cavaco e puxava um samba alegre para amenizar o ambiente. Contudo alguns teimavam em trazer a baila o sectarismo político. Leia mais »

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Um Brasil como nunca, mas com feridas a ser lambidas e espaços de convivência a ser construídos.

Num domingo qualquer, qualquer hora, ventania em qualquer direção, sei que nada será como antes, amanhã.

São versos da belíssima “Nada será como antes” de Milton Nascimento. Vieram-me à mente ao relembrar o domingo, 26/10/2014.

Talvez ainda não nos tenhamos dado conta que existe um novo Brasil após a reeleição de Dilma Rousseff. Um Brasil como não existiu antes. No passado, em situações limites como a que vivemos no biênio 2013-2014, a “solução” para o enfrentamento entre duas correntes políticas distintas veio através da ruptura democrática.

Pela primeira vez em nossa história, a solução de uma situação política extrema se dá com o respeito à ordem constitucional. E esse é um Brasil como nunca.

Malgrado os radicais insanos que chegam a pregar a divisão territorial do Brasil, o país segue em frente, ainda aparentemente despercebido do enorme salto democrático dado. Como em um aforismo de Ibrahim Sued: “os cães ladram e a caravana passa”. Leia mais »

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Ademar e Roberto Nunes, cordas de ouro

Ele pegava toda a manhã a barca em Niterói e desembarcava no cais da cidade do Rio de Janeiro. Carregava o seu instrumento de trabalho – o violão – e se dirigia à Rádio Tupi/Rio e depois, no início da noite, ia para o Cassino da Urca, onde tocava até a madrugada no Conjunto de Rogério Guimarães.

Em 1944, apresentou-se na Rádio PRE-6 de Niterói, que funcionava no Teatro Municipal de Niterói, com o seu próprio conjunto: Jorge Tiba (violão), o irmão de Dino Sete Cordas (cavaquinho) e Altamiro Carrilho (flauta). Estou falando do solista de violão, o fluminense Ademar Nunes, que muitos conheciam naquela época como “Paciência”.

Foi uma época de ouro, pois ele conviveu com os grandes músicos da MPB como Dilermando Reis e Pixinguinha. Uma desavença com produtor da Rádio Tupi/Rio o fez largar tudo. Ademar pegou seu violão, atravessou a ponte e não voltou mais ao Rio. Foi dar aulas de violão em Niterói. Leia mais »

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"Não interessa que não seja a nossa opção, é a regra", disse Clube Militar

 
Jornal GGN - Depois dos pedidos de imediata intervenção militar de internautas descontentes com a reeleição de Dilma Rousseff na página do Exército Brasileiro, pelo Facebook, o Clube Militar se manifestou: "Não interessa que não seja a nossa opção. É a regra", afirmou em nota.
 
As publicações dos eleitores de Aécio Neves no site pediam "socorro", exigindo que a instituição se manifestasse. "Nos livre do PT antes que instaurem o comunismo", pedia uma delas.
 
"Cadê vocês? Estão a favor do povo ou contra? Até quando vamos ter que conviver com a corrupção? Por que não fazem nada? Vocês são cúmplices? Não vão manifestar contra a corrupção? Por quê? Por quê?", questionou um internauta. 
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A fama de durona desaparece em dez minutos de prosa

Sugerido por Mara L. Baraúna

A Dilma Rousseff que eu conheci pessoalmente

Do El País, por Carla Jiménez

A primeira coisa que fiz ao ser apresentada a Dilma Rousseff, em junho deste ano, foi reparar nos seus sapatos. Baixinhos, um tipo de sapatilha de couro, arredondada na ponta, me deixaram claro que ela precisa de calçados muito confortáveis para lidar com a rotina maçante de uma presidência da República. O encontro com ela aconteceu de forma inesperada. A presidenta queria reunir os correspondentes internacionais para falar sobre os preparativos para a Copa do Mundo. Ao confirmar a participação no jantar no Palácio da Alvorada, tremi. Por mais anos de estrada que se tenha na profissão, ver um chefe de Estado ao vivo sempre dá um certo nervosismo. Pois assim cheguei no dia 03 de junho a Brasília, para seguir ao Palácio da Esplanada, véspera da Copa do Mundo.

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Máfia dos Alvarás: novo capítulo no combate à corrupção pelo governo Haddad

Jornal GGN - Quando tomou posse em 2013, Fernando Haddad, prefeito de São Paulo pelo PT, criou no município a Controladoria-Geral para apurar crimes que possam ter acontecido ou ainda aconteçam na esfera pública. O grupo de inteligência da CGM mantém, desde então, uma lista de servidores sob observação, com o objetivo de identificar casos de enriquecimento ilícito.

Sem explorar a importância do movimento de Haddad e da própria Controladoria, o Fantástico, na noite de 26 de outubro, veiculou uma reportagem revelando um dos nomes dessa lista: Roberto Torres, engenheiro e funcionário da Secretaria Municipal de Licenciamento, suspeito de participar de um esquema de extorsão de comerciantes em situação irregular, paralelamente à CPI dos Alvarás da Câmara Municipal de São Paulo.

Proposta após o episódio da boate Kiss, a CPI instaurada em fereveiro de 2013 foi presidida por seu idealizador, o vereador Eduardo Tuma (PSDB) - sobrinho do famigerado Romeu Tuma. O vereador foi acusado pelo Fantástico de manter em seu gabinete um assessor parlamentar que integrava o esquema de extorsão. Seu nome é Antônio Albertino Pedace.

Nesta terça-feira (28), o vereador tucano [foto abaixo] informou, por meio da assessoria de imprensa, que exonerou Pedace no dia imediatamente posterior à reportagem da Rede Globo. Ele diz que o funcionário foi notificado e recebeu, ainda, uma intimação para prestar esclarecimentos formais de sua conduta na CPI. Ao Fantástico, Tuma negou conhecimento acerca da atuação do próprio funcionário.

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É a preparação para a passarela, sem dispersão!

Enviado por Gardenal

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A diferença entre denunciar ou multiplicar o absurdo na internet, por César Monatti

Há algum tempo, uma inexistente luz amarela acendeu na tela do computador de casa, ao perceber que vários internautas, alguns blogs e blogueiros e até mesmo autores conhecidos, sob o pretexto de denunciar barbaridades, preconceitos, acusações levianas, desvairios de comentaristas de TV e outras manifestações que compõem o horror na internet, utilizavam indiscriminada e intensamente as ferramentas de difusão das redes.

Neste momento pós-eleições, em especial, em que os posts bem-humorados recomendam o uso de equipamentos de proteção individual, tais como máscaras de oxigênio e roupas à prova de radiação nuclear, para abrir os chamados sites de relacionamento, bem como de jornais e de revistas eletrônicas, um alerta se impõe: é preciso diferenciar o que se pode denunciar, daquilo que são simplesmente opiniões lamentáveis que devem ficar restritas a seus autores e acólitos. Leia mais »

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Como se desperta o pior que há em nós

Outras Palavras

Por Paul Verhaeghe ; Tradução Eduardo Sukys

Sociedades meritocráticas de mercado corroem autoestima. Estimulam, como defesa, superficialidade,
oportunismo e mesquinhez. Tornam-nos “livres” porém impotentes. Saberemos reagir?

 

Temos a tendência de enxergar nossas identidades como estáveis e muito separadas das forças externas. Porém, décadas de pesquisa e prática terapêutica convenceram-me de que as mudanças econômicas estão afetando profundamente não apenas nossos valores, mas também nossas personalidades. Trinta anos de neoliberalismo, forças de livre mercado e privatizações cobraram seu preço, já que a pressão implacável por conquistas tornou-se o padrão. Se você estiver lendo isto de forma cética, gostaria de afirmar algo simples: o neoliberalismo meritocrático favorece certos traços de personalidade e reprime outros.

Há algumas características ideais para a construção de uma carreira hoje em dia. A primeira é expressividade, cujo objetivo é conquistar o máximo de pessoas possível. O contato pode ser superficial, mas como isso acontece com a maioria das interações sociais atuais, ninguém vai perceber. É importante exagerar suas próprias capacidades tanto quanto possível – você afirma conhecer muitas pessoas, ter bastante experiência e ter concluído há pouco um projeto importante. Mais tarde, as pessoas descobrirão que grande parte disso era papo furado, mas o fato de terem sido inicialmente enganadas nos remete a outro traço de personalidade: você consegue mentir de forma convincente e quase não sentir culpa. É por isso que você nunca assume a responsabilidade por seu próprio comportamento.

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Reeleição e novos desafios para o PT e Dilma Rousseff, por Tadeu César

Um novo Brasil sai das urnas. Dividido quase ao meio, com uma vantagem de apenas 3,28 pontos percentuais para o lado eleitoralmente vitorioso, o país conhece, pela primeira vez em sua história, o estabelecimento de dois grandes campos político-ideológicos clara e abertamente em disputa. A divisão social, que sempre existiu, assume, agora, uma dimensão política.

A oposição sai fortalecida, com condições de impor enormes dificuldades ao novo governo de Dilma Rousseff. Aécio Neves, o candidato derrotado nas urnas, mas que conquistou 48,36% dos votos no país, será o líder da oposição. O Congresso recém-eleito será o mais conservador do atual período democrático e tenderá a cobrar, financeira e politicamente, muito caro por qualquer apoio ao governo reeleito.

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