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Luis Nassif Online

Serra montou um quadro de ativistas digitais atuando na Secom, no Sebrae-SP e na Fundap, por Luis Nassif
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Como a guerra interna da revista permitiu vazar informações utilizadas na série em que Luis Nassif enfrentou a Veja
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Quais os prós e contras de uma possível redução da idade de jovens submetidos aos termos da lei penal?
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CGU acusa repórter da Folha de ter omitido informações sobre caso SBM

Jornal GGN - A Controladoria-Geral da União (CGU) enviou uma nota à Folha de S. Paulo exigindo retratação na sessão "Erramos" sobre reportagem que indicava que o órgão esperou a presidente Dilma Rousseff (PT) ser reeleita para apurar uma denúncia de pagamento de propina a dirigentes da Petrobras pela empresa holandesa SBM.

Na reportagem "CGU esperou a eleição de Dilma para abrir processo, diz delator", publicada na terça-feira, 14 de abril, a Folha escondeu a informação repassada previamente pela CGU sobre a instauração de uma sindicância para apurar os fatos relatados pelo ex-diretor Jonathan David Taylor em abril de 2014 - seis meses antes da disputa eleitoral, portanto. 

"O texto leva o leitor a entender que nenhum procedimento foi adotado antes do período eleitoral para analisar os fatos. O repórter chega a escrever sobre a existência da sindicância, mas omite que foi aberta em abril, informação que prejudicaria a tese de sua reportagem de que nada fora feito antes", sustentou a CGU.

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Os passos do ajuste fiscal e o adiamento do sonho

O Ministério do Planejamento divulgou o PLDO (Projeto de Lei de Diretrizes Orçamentárias 2016) que deverá nortear o desenho do PPA (Plano Plurianual).

Para o superávit primário definiu uma meta de 2% do PIB até 2018. “Consideramos que num contexto macro mais favorável será suficiente para manter a estabilidade fiscal”, explica o Ministro Nelson Barbosa. Por tal entenda-se estabilizar a dívida líquida do setor público em 35% e reduzir gradualmente a dívida bruta de 62% para 60%.

***

Para que essa hipótese se realize, o Planejamento trabalha com os cenários de mercado:

  1. PIB com queda de 0,9% este ano e crescimento de 1,3%, 1,9% e 2,4% nos próximos três anos.

  2. IPCA batendo em 8,2% este ano e caindo para 5,6%, 4,5% e 4,5%.

  3. Selic no final de período de 13,25% este ano e, depois, em 11,5%, 10,5% e 10%.

  4. Câmbio se estabilizando entre R$ 3,20 e R$ 3,30.

Com essas hipóteses, o resultado nominal (despesa menos receita incluindo juros) seria de -5,16% este ano, caindo para -2,93%, -2,33% e -2,26%. A dívida bruta recuaria de 62,5% para 60,4% do PIB por conta do aumento do numerador (o PIB) e do fim de algumas operações financeiras onerosas.

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Na ânsia de associar Haddad à corrupção, CBN troca secretários

 

Jornal GGN - A CBN associou, erroneamente, a gestão do prefeito Fernando Haddad (PT) a um caso de corrupção conhecido como Máfia do ISS. Nesta quinta-feira (16), a emissora de rádio publicou uma nota sobre o envolvimento do empresário Marco Aurélio Garcia no esquema de fraude fiscal descoberto por Haddad após a criação da Controladoria-Geral do Município. Marco Aurélio é irmão do secretário estadual Rodrigo Garcia, indicado pelo governador Geraldo Alckmin (PSDB) para conduzir a Habitação. A CBN, no entanto, escreveu que Rodrigo Garcia é secretário de Haddad.

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Marcelo Coelho e a lógica da prisão preventiva

Marcelo Coelho é  um belo e digno jornalista. Em tempos sombrios e bicudos manteve o estilo elegante e os princípios, algumas vezes insurgindo-se até contra o jornalismo de esgoto agressivo que tornou-se hegemônico nessa fase agônica do jornalismo e da era das garantias individuais.

Mas como ninguém é de ferro, coube a ele perpetrar a defesa da prisão preventiva do tesoureiro do PT João Vaccari. E construiu seus argumentos dentro dos princípios do guru da mídia brasileira, Rupert Murdoch, segundo o qual pouco importa se escrever bobagens ou inconsistências desde que atenda à torcida do seu leitor.
 
Do artigo de Coelho (com direito a chamada de primeira página), um leitor minimamente informado extrairá as seguintes informações:
 
"Há três circunstâncias, segundo o Código de Processo Penal (CPP), em que uma prisão preventiva pode ocorrer. Uma delas é a possibilidade de fuga do investigado. (...) A lei prevê outras duas condições (...)  Uma é evitar que o acusado destrua provas, ameace testemunhas, perturbe as investigações. Outra é a garantia da ordem pública. Ou seja, impedir que o réu continue cometendo crimes".
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A versão de Paulo Roberto Costa sobre a entrada de Dilma no governo Lula

A história conta que Pinguelli Rosa seria escolhido para a pasta de Minas e Energia em 2003, mas foi Ildo Bauer o preterido, segundo Paulo Roberto Costa. “Ele nunca aceitou", afirmou

Jornal GGN - Paulo Roberto Costa, um dos principais delatores da Operação Lava Jato, é um poço de conhecimento técnico e político diante das autoridades policiais. Nos depoimentos sobre esquemas de corrupção na Petrobras, Costa faz relatos ricos em detalhes, quase didáticos, que vão desde as particularidades de sua atuação como diretor de Abastecimento da estatal, entre 2004 e 2012, até as diferentes correntes que existem dentro do PMDB, para que os investigadores não se confundam. “Na Câmara e no Senado, são dois partidos diferentes”, explica.

Consta na delação premiada de Paulo Roberto Costa uma segunda versão acerca da chegada de Dilma Rousseff (PT) ao Ministério de Minas e Energias do governo Lula, em 2003. A histórica conta que o engenheiro e físico Luiz Pinguelli Rosa, um dos acadêmicos que conduziu o plano de governo de Lula na área de energia, já tinha até comprado o terno para o dia da posse. Mas teria sido atropelado pela então secretária de Energia do Rio Grande do Sul, Dilma Vana Rousseff.

Na versão do delator da Lava Jato, o preterido, na verdade, teria sido o professor da USP Ildo Sauer [foto]. Como compensação, foi agraciado por Lula com a Diretoria de Gás e Energia da Petrobras, de onde saiu anos depois porque tinha insuperáveis discussões técnicas com a presidente do Conselho de Administração da estatal: Dilma Vana Rousseff.

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Na prisão do tesoureiro do PT, onde está a Justiça?*

Platão Karataev, no romance Guerra e Paz, é um personagem anarquista e genial, que a certa altura fala:  “Onde há lei, não há justiça”.

Mas é no romance Ressurreição, que Tolstói bate mais duro e verdadeiro contra o aparato judicial. Cito alguns trechos rápido:

“Qual é o sentido da justiça? – indaga a Nekhliúdov, o seu cunhado, um alto funcionário da Justiça. 'Manutenção dos interesses de uma classe', responde Nekhliúdov. 'O tribunal é apenas um instrumento administrativo para a manutenção do estado de coisas vigentes, vantajoso para a nossa classe'.

O mesmo personagem em outro trecho:

- Mas se tudo depende do arbítrio do promotor e das pessoas que têm o poder de aplicar ou não a lei, para que existe o tribunal?

O advogado soltou uma divertida gargalhada”.

Mas por que essas citações? É que elas nos vêm novas, frescas e atuais, quando leio as notícias da prisão de João Vaccari Neto, tesoureiro do PT.

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Procuradores orientaram depoimento de políticos na PGR, escanteando a PF

Esta semana, o STF suspendeu depoimentos da Lava Jato programados pela Polícia Federal. Jornal sustenta que delegados descobriram que procuradores ligaram para políticos e disseram que eles podem se dirigir à sede da PGR para prestar depoimentos, escanteando a PF

Jornal GGN - O despacho do ministro do Supremo Tribunal Federal, Teori Zavascki, suspendendo depoimentos da Lava Jato programados pela Polícia Federal para esta semana tornou pública a queda de braço entre os membros do Ministério Público Federal e da Polícia Federal que compõem a Força-Tarefa da operação que investiga esquemas de corrupção na Petrobras.

Zavascki atendeu a um pedido do procurador-geral da República, Rodrigo Janot, que, por sua vez, reagiu a uma resposta "atravessada" do delegado-geral da Polícia Federal, Leandro Daiello. Segundo publicação do Estadão desta sexta-feira (17), Janot procurou o delegado-geral para avisar que alguns políticos investigados na Lava Jato avisaram que preferem prestar esclarecimentos na sede da PGR. Daiello teria avisado a Janot que a PF apenas cumpre o que lhe foi orientado, e sustentou que mudanças no plano de trabalho devem ser feitas via STF.

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"Indivíduos prósperos" são os manifestantes do impeachment, diz The Economist

Jornal GGN - Reportagem do The Economist, traduzida e publicada no Estado de S. Paulo, intitula o cenário de manifestações a favor do impeachment da presidente Dilma Rousseff como "Tea Party Tropical", fazendo referência aos americanos republicanos que lutam por um governo mínimo. O jornal descreve que "os manifestantes brasileiros simpatizam com os partidos de oposição e esperam poder influenciá-los", além de não serem de esquerda. 

Outro destaque do texto do Economist é que traça o perfil do público que esteve nos atos: "três quartos dos manifestantes têm renda mensal de pelo menos cinco salários mínimos, coisa que, para os padrões brasileiros, faz deles indivíduos prósperos". 
 

Do Estado de S. Paulo, por The Economist

Tea Party tropical quer derrubar Dilma

Qualquer que seja o parâmetro, a conclusão é inevitável: os atos anti-Dilma e contra a corrupção realizados em 12 de abril foram enormes. Aproximadamente 660 mil pessoas saíram às ruas em 152 cidades. Um mês atrás, porém, foram cerca de 2 milhões. A redução no número de manifestantes deve esfriar um pouco o entusiasmo de um movimento que sonha em derrubar a presidente com gigantescas demonstrações de insatisfação popular. Os organizadores terão de mudar de estratégia e afinar sua mensagem confusa.

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Chile: esquerda coloca 180 mil nas ruas contra a corrupção

Frederico Füllgraf,

Santiago do Chile, Especial para Jornal GGN

Ao contrário do Brasil, onde as manifestações contra a corrupção - sempre com alvo seletivo, manipulado pela grande imprensa – foram encabeçadas pela direita empedernida e retrógrada, ontem, 16 de abril, 180 mil estudantes, trabalhadores, pescadores, professores e partidos do arco da esquerda não governista marcharam em Santiago contra a corrupção no Chile.

Corrupção inicialmente circunscrita ao Caso Penta, de financiamento clandestino pelo Grupo Penta do partido da ultra-direita, UDI-União Democrática Independente, agora ampliada aos casos Caval (tráfico de influência de Sebastián Dávalos, filho de Michelle Bachelet) e SQM-Soquimich (maior mineradora de lítio do Chile, de propriedade de Julio Ponce Lerou, ex-genro de Augusto Pinochet), que revela financiamento do caixa-dois de diversos partidos da coalização governista Nueva Mayoría, de centro-esquerda.

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Imagens

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Que exagero...

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Obrigado, Rachel!

do Aldeia Gaulesa

Obrigado, Rachel!

Morreu Rachel Clemens, a garotinha da foto acima que virou símbolo da luta contra a ditadura militar.

Na época da foto, ela tinha apenas cinco anos de idade: Rachel se recusou a cumprimentar o presidente-ditador general João Baptista Figueiredo, em sua visita a Belo Horizonte, em 1979.

A cena, registrada pelo fotógrafo Guinaldo Nicolaevsky  foi publicada por vários jornais e revistas no Brasil e no exterior, convertendo-se em uma imagem símbolo da resistência a ditadura.

Rachel teve morte súbita no último sábado (12/04), depois de uma parada cardíaca. Estava com 41 anos.

Seu ato silencioso, espontâneo e sincero embalou a imaginação de muitos, cansados de um regime autoritário que teimava em não acabar. Rachel sem intenção, fez História e produziu um dos momentos mais belos e marcantes da luta contra a ditadura.

Em razão disso, fica nosso registro e agradecimento: Obrigado, Rachel!

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Olha a Lua

Todas as crianças um dia sonham em ir até a Lua. Se pudessem, pegariam um foguete e iriam para o espaço descobrir seus mistérios. Hoje vejo meu filho também fascinado pela lua e pelos planetas. Quando noite de lua cheia, a gente não cansa de contempla-la.

Jacques Prévert, grande poeta e roteirista francês (o Vinicius deles), escreveu um livro para crianças, lindamente poético, chamado "Opera da Lua". Uma grande viagem ao mais recôndito de nossos proprios mistérios de crianças e adultos.

A bela Olivia Byington canta a bela canção "Olha a Lua". Para nos retirar do presente, do concreto, do dia comprido..... Para sonhar um pouco.

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México: Boas previsões para animar a malta

por Informação Incorrecta
 
 
 
O México emitiu um Título de Estado em Euros a 100 anos (cem, com três zeros) para 4,6% que foi vendido como pão quente.

Portugal viu os seus Títulos de três meses ir abaixo de zero, isso é, agora tu pagas para comprar o Título dum País que tem uma Dívida Externa inferior só à da Grécia.

Em Espanha o banco Bankinter paga-te para negociar uma hipoteca com eles: reduzem o valor da hipoteca. Também na Dinamarca começaram a fazer o mesmo.

Todos os Títulos alemães até 2024 estão a pagar rendimentos negativos.

Só podemos estar a brincar. Nenhuma Finança pode funcionar desta forma. Em nenhuma economia sã atiram-te o dinheiro.

Entretanto, as trocas comerciais abrandam: a Organização Mundial do Comércio baixa pela segunda vez as previsões para 2014. Nos último três anos a média do crescimento tem sido de 2.4%, como no final da década dos '70. O Baltic Dry Index, após ter atingido um ponto mais baixo até da recessão de 2008, agora assumiu a forma dum electroencefalograma com morte cerebral. Leia mais »
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O ponto do não-retorno, por Luciano Martins Costa

do Observatório da Imprensa

O ponto de não-retorno

Por Luciano Martins Costa

A semana dos chamados dias úteis antes do feriado prolongado se encerra em clima de conspiração: a mídia tradicional prepara suas edições de domingo, nas quais há farta encomenda de artigos sobre a intenção de partidos oposicionistas de propor o impeachment da presidente da República.

Na sexta-feira (17/4), percebe-se que os autores da proposta deixam em segundo plano o elemento “apoio popular” – que se torna questionável com a revelação de que as manifestações contra o governo são feitas quase exclusivamente por eleitores do senador Aécio Neves (PSDB-MG), derrotado na eleição presidencial de 2014 (ver “Breviário do perfeito midiota”).

A nova tática consiste em buscar argumentos “jurídicos” com base na teoria do “domínio do fato”, que implicaria a presidente Dilma Rousseff em qualquer ato ilícito praticado por auxiliares de segundo ou terceiro escalões. Mas esse caminho leva a um labirinto no qual poderão se perder o próprio senador Neves e governadores eleitos pelo PSDB – caso, em algum ponto do calendário, a Polícia Federal e o Ministério Público decidam arbitrar suas ações na especificidade dos crimes que investigam, e não na sigla partidária a que conduzem os indícios e as provas.

As declarações selecionadas pela imprensa para criar um substrato jurídico não dissimulam o caráter golpista desse movimento, nem escondem o plano de, não sendo aconselhável partir para a ruptura institucional, seguir ateando fogo à governabilidade.

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