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"A empregada tem carro e anda de avião. E eu estudei pra quê?", por Matheus Pichonelli

Por Matheus Pichonelli

Do Pensador Anônimo

O condômino é, antes de tudo, um especialista no tempo. Quando se encontra com seus pares, desanda a falar do calor, da seca, da chuva, do ano que passou voando e da semana que parece não ter fim. À primeira vista, é um sujeito civilizado e cordato em sua batalha contra os segundos insuportáveis de uma viagem sem assunto no elevador. Mas tente levantar qualquer questão que não seja a temperatura e você entende o que moveu todas as guerras de todas as sociedades em todos os períodos históricos. Experimente. Reúna dois ou mais condôminos diante de uma mesma questão e faça o teste. Pode ser sobre um vazamento. Uma goteira. Uma reforma inesperada. Uma festa. E sua reunião de condomínio será a prova de que a humanidade não deu certo.

Dia desses, um amigo voltou desolado de uma reunião do gênero e resolveu desabafar no Facebook: “Ontem, na assembleia de condomínio, tinha gente ‘revoltada’ porque a lavadeira comprou um carro. ‘Ganha muito’ e ‘pra quê eu fiz faculdade’ foram alguns dos comentários. Um dos condôminos queria proibir que ela estacionasse o carro dentro do prédio, mesmo informado que a funcionária paga aluguel da vaga a um dos proprietários”.

A cena parecia saída do filme O Som ao Redor, de Kleber Mendonça Filho, no qual a demissão de um veterano porteiro é discutida em uma espécie de “paredão” organizado pelos condôminos. No caso do prédio do meu amigo, a moça havia se transformado na peça central de um esforço fiscal. Seu carro-ostentação era a prova de que havia margem para cortar custos pela folha de pagamento, a começar por seu emprego. A ideia era baratear a taxa de condomínio em 20 reais por apartamento.

Sem que se perceba, reuniões como esta dizem mais sobre nossa tragédia humana do que se imagina. A do Brasil é enraizada, incolor e ofuscada por um senso comum segundo o qual tudo o que acontece de ruim no mundo está em Brasília, em seus políticos, em seus acordos e seus arranjos. Sentados neste discurso, de que a fonte do mal é sempre a figura distante, quase desmaterializada, reproduzimos uma indigência humana e moral da qual fazemos parte e nem nos damos conta.

Dias atrás, outro amigo, nascido na Colômbia, me contava um fato que lhe chamava a atenção ao chegar ao Brasil. Aqui, dizia ele, as pessoas fazem festa pelo fato de entrarem em uma faculdade. O que seria o começo da caminhada, em condições normais de pressão e temperatura, é tratado muitas vezes como fim da linha pela cultura local da distinção. O ritual de passagem, da festa dos bixos aos carros presenteados como prêmios aos filhos campeões, há uma mensagem quase cifrada: “você conseguiu: venceu a corrida principal, o funil social chamado vestibular, e não tem mais nada a provar para ninguém. Pode morrer em paz”.

Não importa se, muitas e tantas vezes, o curso é ruim. Se o professor é picareta. Se não há critério pedagógico. Se não é preciso ler duas linhas de texto para passar na prova. Ou se a prova é mera formalidade.

O sujeito tem motivos para comemorar quando entra em uma faculdade no Brasil porque, com um diploma debaixo do braço, passará automaticamente a pertencer a uma casta superior. Uma casta com privilégios inclusive se for preso. Por isso comemora, mesmo que saia do curso com a mesma bagagem que entrou e com a mesma condição que nasceu, a de indigente intelectual, insensível socialmente, sem uma visão minimamente crítica ou sofisticada sobre a sua realidade e seus conflitos. É por isso que existe tanto babeta com ensino superior e especialização. Tanto médico que não sabe operar. Tanto advogado que não sabe escrever. Tanto psicólogo que não conhece Freud. Tanto jornalista que não lê jornal.

Função social? Vocação? Autoconhecimento? Extensão? Responsabilidade sobre o meio? Conta outra. Com raras e honrosas exceções, o ensino superior no Brasil cumpre uma função social invisível: garantir um selo de distinção.

Por isso comemora-se também ao sair da faculdade. Já vi, por exemplo, coordenador de curso gritar, em dia de formatura, como líder de torcida em dia de jogo: “vocês, formandos, são privilegiados. Venceram na vida. Fazem parte de uma parcela minoritária e privilegiada da população”; em tempo: a formatura era de um curso de odontologia, e ninguém ali sequer levantou a possibilidade de que a batalha só seria vencida quando deixássemos de ser um país em que ter dente era (e é), por si, um privilégio.

Por trás desse discurso está uma lógica perversa de dominação. Uma lógica que permite colocar os trabalhadores braçais em seu devido lugar. Por aqui, não nos satisfazemos em contratar serviços que não queremos fazer, como lavar, passar, enxugar o chão, lavar a privada, pintar as unhas ou trocar a fralda e dar banho em nossos filhos: aproveitamos até a última ponta o gosto de dizer “estou te pagando e enquanto estou pagando eu mando e você obedece”. Para que chamar a atenção do garçom com discrição se eu posso fazer um escarcéu se pedi batata-fria e ele me entregou mandioca? Ao lembrá-lo de que é ele quem serve, me lembro, e lembro a todos, que estudei e trabalhei para sentar em uma mesa de restaurante e, portanto, MEREÇO ser servido. Não é só uma prestação de serviço: é um teatro sobre posições de domínio. Pobre o país cujo diploma serve, na maioria dos casos, para corroborar estas posições.

Por isso o discurso ouvido por meu amigo em seu condomínio é ainda uma praga: a praga da ignorância instruída. Por isso as pessoas se incomodam quando a lavadeira, ou o porteiro, ou o garçom, “invade” espaços antes cativos. Como uma vaga na garagem de prédio. Ou a universidade. Ou os aeroportos.

Neste caldo cultural, nada pode ser mais sintomático da nossa falência do que o episódio da professora que postou fotos de um “popular” no saguão do aeroporto e lançou no Facebook: “Viramos uma rodoviária? Cadê o glamour?”. (Sim, porque voar, no Brasil, também é, ou era, mais do que o ato de se deslocar ao ar de um local a outro: é lembrar os que rastejam por rodovias quem pode e quem não pode pagar para andar de avião).

Esses exemplos mostram que, por aqui, pobre pode até ocupar espaços cativos da elite (não sem nossos protestos), mas nosso diploma e nosso senso de distinção nos autorizam a galhofa: “lembre-se, você não é um de nós”. Triste que este discurso tenha sido absorvido por quem deveria ter como missão a detonação, pela base e pela educação, dos resquícios de uma tragédia histórica construída com o caldo da ignorância, do privilégio e da exclusão.

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56 comentários

Comentários

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Não vejo nenhum problema em

Não vejo nenhum problema em uma empregada doméstica poder comprar um carro, mas trabalhos mais qualificados tem que valer mais, senão por que alguem passaria anos estudando pra ganhar o mesmo em uma profissão que não exige qualificação.

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Centelha, o retorno

Num mundo menos injusto...

... os trabalhos menos atraentes deveriam ser mais remunerados. Estudar mais para ter acesso a empregos estimulantes e criativos faz todo o sentido, independentemente da remuneração em dinheiro.

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Carla Antonia

Gente diferenciada é outra coisa

Vindo da Europa, sempre achei o Brasil um país com as classe sociais que lembram os romances do século IX... se não antes. "Não tem pão? Que comam brioches!".

As vezes nos restaurantes ou nos bares penso que certas atitudes do brasileiro-classe-média na Europa seriam muito mal recebidas e a má-educação para com o garçom poderia gerar a cassada do cidadão do estabelecimento.

Quanto a empregada com carro e casa própria, isso é comum por lá e nos EUA, e ninguém se queixa.

"Eu pago, eu mando?" Experimente dizer isso por lá, ou até no Estados Unidos (onde faxineira ganha 25 Dólares por hora)!

Enfim: acho que no fundo o erro é dos pais mas sobretudo da escola que deveria ensinar que perante a Sociedade todo cidadão é igualmente digno de respeito.

E para concluir: quando os condôminos classe média se queixam dos avanços dos mais humildes, deveriam lembrar que se a crise (ainda) não foi tão pesada quanto na Europa, isso se deve ao maior poder de consumo das classes menos abastadas. Que eles gostem ou não.

 

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valeria pinto

Este comentário foi magnífico

Este comentário foi magnífico e concordo plenamente com tudo o que foi dito.  Todas as pessoas de bem têm o direito de com o fruto do seu trabalho,  o direito de ir e vir seja a pé,  de cavalo, carroça,  carro,  bicicleta,  ônibus,  metrô,  avião ou navio. É falta de tudo uma pessoa se indignar com o que o outro faz com o seu dinheiro ganho de forma honesta.  Ninguém se escandaliza se encontrar o Eduardo Cunha no mesmo hotel ou jo mesmo avião ou jo mesmo navio. 

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Paulo P Ribeiro

O autor do texto foi direto

O autor do texto foi direto ao cerne da questão. Há dois anos, uma amiga de minha esposa ficou indignada quando descobriu que a sua empregada doméstica estava no mesmo hotel que ela em Paris. Indignada, exigiu explicações ao gerente e foi destratada pelo funcionário, que alegou ser este um procedimento comum do estabelecimento. Ela ficou inconformada e mudou de hotel. Na volta, teve o desparazer de pegar o mesmo vôo de sua empregada, que estava acompanhada do marido e da filha adolescente. 

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Luiz Augusto Fonseca

Nem todo médico é cirurgião

Nem todo médico precisa saber operar, aliás a maioria não opera por não ser cirurgião, e nem por isso são maus médicos, muito ao contrário. Afinal clínicos, pediatras, psiquiatras, neurologistas, médicos de família, entre muitos outros especialistas, não sabem, ou conhecem apenas rudimentos, de cirurgia, justamente por não ser sua prática do dia a dia. Entre estes, há bons e maus profissionais, como em qualquer outra profissão.

Outro reparo ao texto se refere aos dentes: a nova geração, digamos de menos de 30 anos, praticamente de qualquer classe social, tem dentes muito melhores que seus pais e avós, entre outros motivos, pela fluoração da água que contribui em muito para evitar cáries. Todas as pessoas que vivem em cidades recebem água fluoretada, mesmo que não saibam. E hoje a proporção de habitantes urbanos é de mais de 75 a 80% da população do Brasil.Assim, ter dentes não é mais privilégio dos ricos, basicamente devido a uma única medida de Saúde Pública.

Quanto ao resto do texto, concordo plenamente. 

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Flaviano

Quanta argúcia, nobre Augusto!

Muito bom ao escrever, mas zero no ENEM por fugir ao tema. O médico que infelizmente escolhemos para o parto de meu filho com hoje oito anos pediu por fora do plano de saúde 800 contos para laqueadura. O argumento convincente foi de que um amigo dele não foi a uma partida de golfe por ter três filhos, porque com três ninguém fica.

A nós, ingênuos, ele soube bem operar.

Fica a dica: o tema era ética.

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João de Paiva

Ótimo artigo. Li recentemente

Ótimo artigo. Li recentemente três livros do cientista social Jessé Souza; e por influência desse cientista estou lendo dois livros de do sociólogo francês Pierre Bourdieu. Li alguns artigos escritos por Renato Santos Souza, acerca das manifestações golpistas de 2015. No dia-a-dia da empresa em que trabalho, ouço diàriamente opinões conservadoras e pré-conceituosas, como as citadas neste artigo, sobretudo em relação aos pobres, aos nordestinos e outros há séculos excluídos e marginalizados. É claro que aproveito as brechas e aponto as muitas contradições desse discurso elitista, derivado da escravatura e da opressão, que marcam mais de três séculos da história brasileira.

Sobre a 'distinção', há um livro exatamente com este título, escrito por Pierre Bourdieu. Aliás este tema é abordado em mais de um livro e em diversos artigos por ele escritos. O que ouvimos em reuniões de condomínio ou em discussões de boteco é uma amostra do que é o pensamento de direita em nossa sociedade, que perdeu o falso pudor e agora exibe de forma 'orgulhosa' todo o seu carácter nazi-fascista. Temos de ler e estudar muito e nos preparamos para o debate. No debate civilizado, que exige conhecimento sócio-histórico-político e boa argumentação, a direita reacionária e nazi-fascista perde sempre.

Mein Kampf, o livro escrito por Adolf Hitler quando estava na prisão, caiu em domínio público e teve lançada uma edição comentada, que procura alertar leitores e estudiosos sobre as mentiras e sobre o perigo que representa a interpretação literal do texto escrito pelo líder nazista, nascido na Áustria, que conseguiu cegar e disseminar o ódio, montando uma máquina de guerra e de extermínio,  numa sociedade marcada pelo conhecimento e pela erudição: a alemã. O fascismo e o nazismo estão vivos,e infelizmente estão crescendo no mindo inteiro, inclusive no Brasil. Fico preocupado com o que podem fazer os nazifascitóides tupiniquins, haja vista as ofensas e agressões sofridas por Guido Mantega, Alexandre Padilha, João Pedro  Stédile, Chico Buarque, a presidente Dilma... Imaginem aquela horda que vestia a camisa da CBF, babava e vociferava palavrões contra adversários (que para eles são inimigos e que devem morrer), depois de doutrinada pela leitura de Mein Kampf!

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Matheus

Excelente post, que reflete mt  bem a realidade do nosso país. Alguns não concordam. Será pq vivem em redomas ou pq mostra muitas das idéias dos "Petralhas" e isto é imperdoável? pois o PT passou a ser o partido dos pobres,  usuários do Bolsa Família, do Minha Casa, minha vida, e da nova forma de entrada nas faculdades públicas, etc. etc. Muitas pessoas não gostam do PT, não pelas idéias do partido (desconhecidas por eles) , mas pq em suas " pobres " cabeças, é o partido dos POBRES, dos dependentes da ajuda governamental.

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lenita

Trágico e...

Fiz uma viagem de poucos dias e, retornando hoje, resolvi dar uma olhada nos títulos produzidos aqui na última semana, e confesso sem nenhuma paródia que o clima geral que constato me faz tomar por empréstimo o "Estou com medo" da atriz Regina Duarte, isso para expressar o real sentimento que estou tendo em relação ao que vem acometendo o brasileiro gente fina nestes últimos tempos.

É terrivelmente trágico e preocupante que a sociedade brasileira esteja sendo assim, isto é, esteja vindo num crescendo visceral contra os postulados virtuosos e/ou civilizatórios que deveriam fundamentar a nossa mentalidade de nação. 

 

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Só agora entendi o porque...

...do Nassif deixar ainda pessoas como o Aliança LIberal postarem as σκατάo que posta. Ele por si só faz um bem incomensurável ao simpatizantes do Progressismo e do real Trabalhismo como ideologia política. Ao lerem tais absurdos instataneamente o leitor cria uma irreparável repulsa ao Liberalismo e minimamente ficar crítico e enviesado a tais pensamentos, imaginando algo assim: "Eu vou ficar como esse cara?!? Deus me livre" ou "Vou ficar com esse ódio todo?"; ou ainda "Vou perder o senso comum?". Depois dessa epifania, chego a achar que ele é uma pessoa sensata expondo os argumentos (naturalmente insustentáveis e arredia aos mais simples pensamentos lógicos) dessa filosofia de vida.

Sobre o post em si, foi um dos melhores que já pude ler. Ele expos a frustração de determinada classe de pessoas que quando confrontado com sua própria letargia (pessoas privilegiadas que claramente veem que não fizeram muita coisa com todas as facilidades que comparativamente sempre tiveram) ao invés de uma resposta positiva, preferem diminuir outros. É como disse um amigo meu adepto de dietas: O jeito mais fácil de emagrecer é engordar as pessoas ao redor!

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Nise

Elite intelectual

Já vi, por exemplo, coordenador de curso gritar, em dia de formatura, como líder de torcida em dia de jogo: “vocês, formandos, são privilegiados. Venceram na vida. Fazem parte de uma parcela minoritária e privilegiada da população”

 

Isso me lembrou meu primeiro semestre no curso de artes plásticas da USP, um professor disse para a sala que nós éramos a elite intelectual desse país. Grande parte dos alunos havia estudado em escolas públicas antes de chegar alí, o que gerou um mal-estar quase geral, fazendo com que um dos alunos levantasse a mão e dissesse: eu não sou elite. O professor indignado respondeu: sim, vocês são a elite sim! Pelo amor de deus gente, não neguem isso, nada de modéstia aqui, por favor! 

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Caetano.

O texto é de uma pobreza e

O texto é de uma pobreza e reducionismo atrozes, ao querer impingir aos leitores a ideia de que o brasileiro de classe média não quer que os de baixo ascendam. Tudo isso baseado em alguns exemplos, suponhamos, verdadeiros. Certamente há gente assim, mas nem de longe achar que seja um comportamento comum ou majoritário.

Esse texto é daqueles para insuflar e despertar seus colegas esquerdistas, causando revolta e a certeza de que lutam para um mundo melhor. Mera empulhação...

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Não, não é

Infelizmente não é, e lamento por isso. Pois vivo em condomínios (meu, de meus parentes e amigos) e os exemplos são verdadeiros. A boçalidade dos condôminos é realmente uma coisa assustadora e o trato com os "de baixo" é lamentável.

Minha empregada doméstica, que almoça na mesa comigo e com minha esposa, sempre nos diz para não se incomodar com ela porque "nas outras casas não lhe deixam nem pão".

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Não importa que eu ganhe mal. . .

Não importa que eu ganhe mal, desde que a grande maioria ganhe menos do que eu. Infelizmente muita gente pensa dessa maneira no país e se revoltam em ver pobres com autos nas ruas, empregadas domésticas bem vestidas e até mesmo pobres enchendo os carrinhos com compras nos supermercados. "O PT foi péssimo para a classe média" é o que eles dizem e eu lhes respondo: "Ui, ui, ui, os pobres estão chegando, vou virar pobre também".

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"A história da humanidade é a história das lutas de classes". Karl Marx

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akio

Diploma universitario

Outro dia escrevi uma rima que tem bastante relacao com esse post.

 

Diploma universitario

Mudar de vidaMelhorar o salárioSe sentindo importanteSe achando nativo habitanteDa casa-grandeAdotando o discursoDa nova moradiaOdiando onde estava ate outro diaEstá no aconchegoFaz parte agoraDa elite instruidaDa nata malditaDe um leite azedoAgora é chiqueE pode atirar na pobrezaPois se acha integrante da nobrezaAdquiriu a capacidade de dissimularE consegue a todos melhor enganarRecebeu o canudoQue invariavelmente o torna mais burroO pais não mereceMas é o que aconteceCom a maioriaQue se arruma na vidaE não retorna com aquiloQue a sociedade precisaPassa de dominadoPara o jogo do dominantePra tudo ficar como antes
Dificil encontrarQuem muda de andarMas ainda se identificaE defende o interesse dos seusDa classe que um dia já pertenceuInfelizmente, para um mestre ou doutor,O que nao se ensina na academiaNem de primeira, muito menos de quinta categoriaÉ sabedoriaSe repete a historiaNao só no estudoÉ afeto a tudoÀ ascensão socialEsquece a origemPerde a memoriaE se torna um boçalQuando alguém Que vem lá de baixoGraças a DeusMuda essa lógicaAtinge a gloriaEm defesa dos seusA casa-grande ordinária Tenta expulsarQuem a ameaçaO intruso inquilinoDa classe operáriaQue quer alterarO rumo da história   

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Trindade

Diploma Universitário

Parabéns akio !

 

" Dificil encontrar

 Quem muda de andar,

 Mas ainda se identifica

 E defende o interesse dos seus,

 Da classe que um dia já pertenceu "

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aliancaliberal

Para o esquerdista tudo é uma

Para o esquerdista tudo é uma questão de luta de classes, aquela coisa para quem é martelo tudo se resume a pregos.

Em nossa cultura, talvez por herança da corte portuguesa, ricos e pobres odeiam trabalhar.

Como nunca trabalhou de verdade ricos não dão valor ao trabalho alheio, já os pobres trabalham apenas porque necessitam.

Já os que levam o país nas costas são os que não odeiam trabalhar e produzir. 

 

 

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Gael

audiência

Legal que vc gasta tempo lendo e comentando. Dá audiência, dá cliques, dá $$$ ao blog.

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Essas atitudes só comprovam,

Essas atitudes só comprovam, na minha opinião, as mudanças sociais que o país vem sofrendo nos últimos 14 anos.

Não lembro da Danuza Leão reclamando que seu porteiro viajava à Paris ou NY na era FHC.

Por isso as elites, com o apoio luxuoso de parte do judiciário, querem parar a qualquer custos esses "incômodos" que seus membros vem enfrentando.

Caso contrário,  onde nós vamos parar, devem pensar eles.

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Consagre os seus sonhos e projetos ao Senhor, e eles serão bem sucedidos, creia.

gAS

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aliancaliberal

Não se preocupe os ganhos de

Não se preocupe os ganhos de produtividade serão perdidos. em 2016 já vamos ter uma redução de 9% da renda percapita.

Se Dilma continuar ate 2018 as perdas serão maiores ainda.

Só em 2022 o país vai começar a se desenvolver.

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Quem ainda aguenta isso...

Quanta besteira junta. É de admirar que ainda haja espaço no GGN para este tipo de post "MURO DAS LAMENTAÇÕES". Talvez seja falta do que postar ou preguiça de procurar melhor material.

Triste...

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Cesar L

Sugestão

Sr. Renato, qual é então sua sugestão?

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Sergio L

Típico comentário coxinha...

Típico comentário coxinha...

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Edi Passos

Doeu, foi?

A verdade é mesmo assim, às vezes machuca!

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Quanta baboseira e

Quanta baboseira e mediocridade, pobreza de visão da vida. A babá de minha esposa, já falecida, analfabeta, negra,  formou uma filha contadora e um filho engenheiro quimico,  a atual babá de minha neta, uma otima senhora do Rio Grande do Norte, analfabeta, tem um filho engenheiro civil e outro filho policial,  isso já vem ocorrendo há cinquenta anos, não é algo tão incomum, minha atual cozinheira passa a semana em csa e vai embora aos sabados, quem vem busc-la é o filho com carro novo, não veja qual é o espanto ou o problema. As faxineiras nos EUA que trabalham por dia vão ao serviço de carro e levam suas vassouras e apetrechos, inclusive matrial de impeza e almoço, cada Pais e cada circunstancia tem seu modo e sua época. Não se se o autor vive em regiões longinquas mas em SP e Rio filho de  domestica que estudo em universidade não é nada incomum e merece todos os elogios. Nos ajudamos , vamos à formatura, faz parte do convivio de quem nos ajuda em

casa e muitos patrões pensam exatamente assim, não são todos brucutus como os descritos pelo autor.

Aliás esses descritos pelo autor deve ser gente de origem bem chinfrim que só agora teve domestica em casa, quem sempre teve trata bem para manter os mesmo empregados por muitos anos, eles ja nos conhecem e nos conhecemos eles, é o melhor tipo de relação. A babá de minha mulher ficou em casa 41 anos, a de minha filha 28 anos até falecer, a cozinheira está há 22 anos e o motorista há 26 anos, incluindo dois anos de cadeia por crime passional, saiu e voltou para o emprego.

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PAULO SANTOS

eu moro em um condômínio bem

eu moro em um condômínio bem humilde e até aqui tem gente metida a besta qeu nem cumprimenta o porteiro. o comentário é sobre esse tipo de gente, que certamente não é a minoria da classe média.

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jasantos

Ainda assim são exceções

AA, o que voce relata são exceções.

Não há exagero no que foi relatado no post. Eu ja vivenciei isso nos condominios e no local de trabalho.

Ouço cada coisa que fico me perguntando se essa gente não vive no seculo XIX.

Precisa-se de um longo avanço rumo á cilivização.

 

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Emilia Silva

Tá difícil acreditar. Eu, na

Tá difícil acreditar. Eu, na terceira idade, analisando a sociedade ao meu redor durante décadas, não consigo lembrar de empregados domésticos antigos cujos filhos tiveram tantas oportunidades.

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AA, os exemplos que você

AA, os exemplos que você citou sobre negros bem sucedidos no Brasil, que vc conhece, são exceção.

Negros engenheiros, médicos, quimicos, empresários, CEOs... deveria ser regra.

E mais, deveria ser muito difícil no Brasil, encontrar e manter uma empregada doméstica, como ocorre em outros países desenvolvidos que você bem conhece.

Outra, num universo de mais de 100 milhões de pessoas, quando alguém cita apenas meia duzia de bons exemplos, há algo de errado nesse grupo.

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Consagre os seus sonhos e projetos ao Senhor, e eles serão bem sucedidos, creia.

gAS

Gilson AS, você tem razão. . .

Gilson AS, você tem razão, empregadas domésticas deveriam ser exceção e não regra, quando isso acontecer significará que os trabalhadores brasileiros estarão recebendo salários dignos. Um filho de um amigo meu foi fazer um intercâmbio numa cidade no sul do Canadá, ele ficou na casa do dono de uma das maiores imobiliárias da cidade, era uma grande casa, só os móveis valiam meio milhão de dólares, a casa recebia uma faxineira uma vez por semana, o dono da casa dizia que sua renda não lhe permitia pagar uma empregada doméstica permanente. Temos um longo caminho a percorrer para chegar a esse nível, mas chegaremos lá um dia, a caminhada já foi iniciada.

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"A história da humanidade é a história das lutas de classes". Karl Marx

Baseado em fatos reais

Espero que ninguém da familia tenha comido o bolo...

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Ódio

Isso explica em grande parte o ódio de classe a certa pessoa "inculta, maior responsável pela políticas públicas que criaram o novo cenário.

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Cesario

Ódio propagado

Ao falar sobre o ódio do outro você apresenta o seu.

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Engano

Engano seu, Cesario. Apenas considero que a matéria do post confirma o ódio mal disfarçado por argumentos toscos de várias pessoas de classe média (a minha) com que, por óbvio, convivo. O ódio é claro, cristalino, fruto de preconceito, inveja, incômodo inconfessados, pelo cenário criado pelo "inculto". No começo, até disfarçavam. Agora, de vez em quando, se traem.

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A.R. Carvalho

Excelente. Ogrigado ao autor

Excelente. Ogrigado ao autor do texto e ao GGN.

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Natanael Mücke

As elites como zelotes da educação

As elites como zelotes da educação

 

Natanael Mücke - economista

 

Meu pai um luterano convertido ao meio batista conta que o “evangelismo” destes últimos foi – e eu digo que os do primeiro também -, nas mesmas regiões, quase sempre diferente entre “ovelhas” ricas e pobres. No “aperfeiçoar a conversão” com os estudos, nada e tão marcante pela disparidade quanto à própria necessidade da educação. Ou seja, para os pobres o crer e aceitar sempre deveria ser suficiente. O reflexo disso na pouca educação formal era não só inevitável como de desejável.

A historiadora Patricia Fara num fascinante livro chamado “Uma breve história da ciência”, relata que na China, por mais de 700 anos, as hierarquias existentes prevaleceram, e as barreiras sociais continuaram impermeáveis à transmissão de conhecimento. “O governo impôs rigorosas avaliações nacionais, pois queria garantir que, além de pertencerem a famílias ricas, os candidatos a funcionários públicos fossem inteligentes e eficientes (...) sufocando a inovação”.

Quando as elites brasileiras falam no “problema educacional” como causa da – por elas atribuída – baixa produtividade nacional, o que se quer é apenas aumentar o grau de adestramento da massa trabalhadora. Ninguém se iluda que os “enlambuzados” na Zelotes – aqui entendido como a operação que “visava”, verbo no passado mesmo, apurar a sonegação dos grandes, e seus seguidores, em algum momento querem a universalização do ensino universitário.

Esse zelo demasiado das elites com sua perpetuação sem a expansão das oportunidades, especialmente as do ensino, começa a ser “consumido” pelo fogo da expansão do ensino gratuito nas universidades e até mesmo nos hoje institutos federais – antigas escolas técnicas, que por sua formação humanística, ajudam a tornar os antes “simples” adestrados – a generalização embora não absoluta, neste momento se faz necessária -, em homens e mulheres mais universais em todos os sentidos.

E se parece que a China tem se livrado rapidamente de amarras de mais de 700 anos, creio mesmo não passar mesmo de preconceito das elites, a condenação da frase do metalúrgico-presidente que estabeleceu em 2003 o marco final dos nossos 500 anos de colonização. E a opinião de um colunista. Querem ficar com os “colonistas”...? 

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Carlo Zardinni

Um brasileiro no exterior

Voltando de uma viagem à serviço, lá pelos EUA, depois de quase um mês, numa das minhas escalas, em Philadelphia, PA, ouço, no banco ao lado, uma voz falando em português.

Começamos um papo de aeroporto, sobre tempo, escalas, e assim por diante, eu o sujeito não demorou e começou sua cantilena racista e preconceituosa sobre Brasileiros e seu foco eram as pessoas mais humildes, fora de seu extrato social, que segundo ele, absurdamente, viajavam absurdamente no Brasil e até para os EUA. E tome babação de ovo com os EUA, sua democracia e seus(deles) valores.

Atalhei o papo e pedi licença para consultar uns apontamentos em minha pasta, pois não dava para prosseguir dando trela para um papo de idiota. Depois fui tomar um café e perdi o sujeito, lá do Sul do Brasil, e só fui encontrá-lo na fila de embarque do vôo.

Embarque feito, para minha satisfação, lá nas poltronas finais, no assento do meio, ladeado por  duas "sisters afroamericans", tipo 1.8m, 130kg, cercado de calor humano. Não resisti e dei uma risada e sacaneei: - lá pelo menos eles são menores e mais magros, não é mesmo?

 

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rafael RIt

Nunca comento aqui. Mas agora

Nunca comento aqui. Mas agora me senti na obrigação, não por ser um texto ruim ou bom, mas por que entendo o sentimento do escritor, mas posso ver que ele, como muitas pessoas idealistas de esquerda (não no sentido pejorativo), entende uma coisa de maneira errada.

Eu fiz faculdade, passei no vestibular e tenho orgulho disso. Não por que me fez ser parte de uma elite, acho isso besteira. Sinto orgulho pois foi algo dificil, eu tive que me esforçar muito e comemorei sim quando entrei, passei por todo o ritual de iniciação, de raspar a cabeça e ir nas festas, pq é um rito que acredito de deve ser seguido, se for moderado. Agora, não entendo o que o autor pressupõe que façamos... Comemoremos então somente quando o mal do mundo for expurgado e vivermos na mais perfeita harmonia como seres feitos de luz e não houver nada mais do que ser reclamado. Afinal de contas, por que parar quando ter dentes saudaveis no Brasil for uma realidade? Vale a pena ir a euforia por isso, enquanto o mundo viver em miseria e fome? Não sera um dever de uma pessoa do mundo, resguardar pelo mundo? Como eu disse, eu entendo o posicionamento, eu vejo a boa intenção, mas metade dos argumentos estão errados.

Aproveitando, vou comentar sobre o ponto principal, o caso da empregada em si. Entendo sua raiva para com a humanidade e acho que coisas assim realmente são absurdas. Mas inevitaveis, eu acredito. Não é somente sobre inclusão social no sentido financeiro, mas sobre inclusão social de maneira geral. Existe uma comunidade e uma pessoa de "fora" que tente entrar nessa comunidade como um igual vai sofrer, faz parte do comportamento animal do ser humano, uma maneira de preservar o status quo. Uma prova de que isso num tem nada a ver com dinheiro é que poucas pessoas se aventuram a certos lugares da favela, mesmo moradores da propria favela. Antes que tome por preconceito, eu já morei em favela, já conversei com os "caras" que mandam em determinadas partes e há regras. Vá lá e tente não segui-las. Tente andar com um carro bonito, ou dar bobeira. Quero dizer, não espere inclusão ou compreenção. Se der sorte, eles vão mandar você voltar por onde veio.

Obviamente, não estou dizendo que os tais condominos estão certos e em seu direito, acho que obviamente há de se ser racional antes de ceder aos nossos impulsos primitivos de violencia e segregação... Porém, se seu amigo estava lá, ele falou algo? Ele exclusivamente defendeu a empregada? Ou usou dos argumentos logicos? Como comparar o salario dela  com outros salarios da região para a mesma função? Há algum parametro de produtividade ou avaliação do trabalho? Pode ser, por sinal, que ela ganhe realmente mais do a função demanda, da mesma maneira que pode ser que ela faça um trabalho excepcionalmente bom e meraça esse salário, ou ainda pode ser que ela ganhe pouco.

Eu sou desenvolvedor de software. Eu gosto do que faço. Moro numa cidade que é muito boa para a minha profissão. Porém, conheço empregadas domesticas que ganham mais por hora do que eu. A questão "pra que eu fiz faculdade então?" não é somente elitização, há um por que lógico por trás disso. Afinal, pode-se um bom empregado de um emprego bem especializado e ganhar menos que um funcionário que não demanda especialização nenhuma. Eu não ligo tanto pra isso... De verdade, eu gosto tanto do meu trabalho que eu faço em casa, por prazer, sem contar horas extras. Já chegou ao ponto do meu chefe me dar bronca por eu fazer coisas fora do expediente que não deveriam ter sido feitas (e isso sim, achei absurdo, mas é outro caso).
O ponto é que eu sou a exceção, mas um bom parametro. Eu sou o exemplo que você cita, que ama aquilo que faz, que não se importa tanto com o que recebe e se preocupa mais com as conquistas do futuro do que achar que já venceu na vida por que me formei ou entrei pra faculdade (embora, como eu disse, num ache errado comemorar isso, nem de longe)
E mesmo assim, acho estranho alguém com menos especialização ser mais valorizado do que eu. Valorização essa que pode ser financeira, ou não, mas mostra que o tempo que gastei me especializando talvez não deem os frutos que eu esperava que dessem, embora eu provavelmente tomasse o mesmo caminho desde o começo sabendo disso (e talvez eu até sabia?).

Bom, só posso concluir dizendo novamente que entendo sua posição e sua raiva da humanidade, mas entendo também que esse tipo de coisa não leva a lugar nenhum. Cada vez mais vejo críticas vazias aqui nesse, ao invés de discussões construtivas. Eis o problema de se colocar como um blog "inclusivo" ao invés de "exclusivo". É abraçar todas as idéias e discuti-las e não simplesmente apresentar opiniões forçadas. Se continuar assim, vocês não vão ser melhores do que a folha e suas colunas opnitivas sem graça, em sua maioria.

Porém, isso é algo dificil de fazer. Mas deixe eu elogiar, ao menos, a intenção. Parabéns.

E abraços.

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Não é raiva da humanidade

Acho que o autor do artigo refere-se mais precisamente à velha classe média brasileira, boa parte dela hereditaria dos velhos privilégios e que "lutam" para preserva-los.

Passei pelos bancos de uma federal em meados dos anos 90, e naquela época contava-se nos dedos o numero de alunos das classes operarias. Alias, na minha classe, éramos trinta alunos e tinha uma nitida divisão entre os jovens das classes média e alta e esses de origem populares; geralmente pessoas um pouco mais velhas, que vinham de outros cursos e tal. Os dois não se misturavam, ainda que convivessem naquele ambiente harmoniosamente.

Sempre havera separação "entre um mundo e outro", mas a ideia é exatamente a de chamar atenção para a falta de sentido que ha nessas separações classistas ou de gêneros ou ainda étnicas.

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Fábio Moraes

Por mais que algumas pessoas

Por mais que algumas pessoas tenham questionado a fundamenação do texto, é inegável que isso ocorra realmente. Sou médico, neto de agricultores, formado numa Universidade Federal nos anos 2000, num período que era praticamente impossível para alguém do meu nível econômico conseguir cursar medicina; moro numa cidade de porte médio do interior de São Paulo, num condomínio de classe média / média alta; ou seja, convivo diuturnamente com o perfil sócioeconômico dos personagens do texto.

Aquilo que foi falado sobre a faculdade é fato, inclusive o exemplo dado "médicos que não sabem operar" foi bem ao encontro de algo que digo com certeza: as pessoas confundem inteligência, talento, com educação formal, coisas totalmente distintas, tamanha a quantidade de colegas que tem um pensamento como o relatado no texto e por outro lado são de uma tacanhez intelectual que chega a assustar (logicamente, sem ter a menor percepção disto).

Toda semana ouço no trabalho ou nas reuniões do condomínio algo semelhante ao relatado. Já ouvi colegas indignados pois o filho teria que estudar mais para passar no vestibular (de medicina, obviamente), porque "não era filho de pobre e não teria direito à porcaria das cotas", como se o fato da pessoa ser de classe inferior fosse uma proibição de ascenção (aquela história do "você não faz parte do nosso grupo").

Infelizmente a grande questão, queiram ou não, mas que dificilmente alguém ouvirá desses grupos, é de divisão e ocupação de espaços. Se você estiver aí e aí aqui, dentro da minha bolha, tudo bem, sem problemas, até quero que você melhore de vida, pensamento que até aconteceu nas eleições de 2002, onde muita gente de classe média (a grande maioria dos meus amigos de faculdade, que hoje vociferam impropérios nas redes sociais, por ex.) votou por uma mudança de rumos no país. Mas a partir do momento que essa mudança começou a gerar estes conflitos que discutimos frequentemente aqui no blog, a postura mudou. E na minha opinião essa é a principal causa desse comportamento de ódio, repulsa e intolerância muitas vezes beirando o fascismo como temos vistos frequentemente demonstrados pela classe média tradicional e que aparentemente está muito longe de ser apagado na nossa sociedade.

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André STK

¨Sem que se perceba, reuniões

¨Sem que se perceba, reuniões como esta dizem mais sobre nossa tragédia humana do que se imagina.¨

Nossa não!

Não faço parte nem dos lucros,nem do prejuízos.

Quando toma alguma consciência,já que dividir o problema?Cada um que se resolva.

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Wendel

Então....................

São vários os exemplos a serem citdos quanto às reações dos chamados "classe merdia". Cito alguns:

- quando a patroa ofereceu a televisão usada a sua emprega, ela disse - " não obrigada a minha é mais moderna" !!!!

- ... Você sabe com quem está falando"!!!!!!!!!!!!!!!

- Quando da discussão sobre a instalação de uma estação do metrô no bairro jardins , disseram - " ficará melhor para os diferenciados, mas aumentará muito o barulho"!!!!!!!!!!

Bom, e por aí vai.............

Mas, o que eles não engolem é que esta ascensão, foi causada pelos governos Lula e Dilma,.

O  que eles jamais, perdoam!!!

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Eu concordo 100% com o texto,

Eu concordo 100% com o texto, me considero de esquerda, considero os programas sociais do PT dos mais importantes já feitos nesse país, considero o fhc pior que o outro fernando, o aécim quero-o sufocado numa montanha de farinha trazida por um helicóptero sem dono, mas, essa conversa de ficar metendo o pau nos coxinhas tá ficando meio chata....

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helcio dias de sa

eu concordo com o texto

Concordo em genero numero e grau. Gosto dos escritos do Pichonelli. aguentar pedreiro com corola zero estacionado na porta da obra com "ai fone" e odio ao PT. Haja saco.Novo rico sem educaçao,sem conhecimento,sem historia, é preferivel ao eterno rico sem cultura. O coxinha adestrado,cabresto no pescoço e cerebro terceirizado para o cartel midiatico, é mais suportavel porque nao tem caverna e nao tem clava.

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Brutus

bingo

Na veia!

E mais: "o que temos que fazer para impedir que tomem gosto pela coisa?"

"Vamos enquadrar esses abusados. Quem eles pensam que são?"

Alguns mandam a PM descer a borracha. Outros constrangem na rua. E uns outros tantos xingam, caluniam e atacam nas redes sociais.

Onde está a "pobreza"? E o que é exatamente?

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altamiro souza

esse texto émuito bom. e

esse texto émuito bom.

e comprova que a mudança de mentalidde demora

mais do que nossa vã filosofia....

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aquele popular, que estava no

aquele popular, que estava no aeroporto, era um advogado e se nao me engano procurador de justiça que tinha acabado de regressar de um cruzeiro no exterior...  esse debate pegou fogo na época nas redes sociais.

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Ze Guimarães

Sinais de medo e insegurança

Por trás do discurso arrogante da elite, se pode ler: "Raiva, medo e agressividade.".

Sinais de que a elite se rendeu ao lado trevoso da força, como diriam os cavaleiros Jedi. 

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Condômino anônimo

Meu condomínio tb é assim

Cansado de retornar de viagem e encontrar minha vaga de garagem ocupada por outro condômino, aproveitei que o porteiro havia conseguido comprar o seu carro e combinei que ele ocuparia a minha vaga durante as minhas frequentes ausências. Gratuitamente.

Foi o que bastou para provocar uma rebelião entre os condôminos. O porteiro que tem acesso à todas as áreas do condomínio para exercer o seu trabalho diário, não pode ocupar uma vaga de garagem, mesmo que esta lhe tenha sido cedida por outro condômino.

Desnecessário acrescentar, por óbvio, que o condõmino que mais procurou impedir o porteiro de usar minha vaga foi aquele que, sem o meu consentimento, mais a usava durante as minhas ausências para estacionar seu segundo carro. Como advogado, ele acreditava haver adquirido, juntamente com o diploma, o priivilégio de ocupar espaços privados de terceiros. E, confundindo privilégio com direito, procurava negar aos empregados do condomínio o direito de acesso, mesmo que devidamente autorizados pelo titular da vaga.

Tenho evitado a confrontação e procurado exercer um diálogo civilizado tanto com o advogado quanto com os demais condôminos. Mas não estranharia, no ambiente do condomínio, ouvir de alguém o já tristemente famoso: "vai pra Cuba!".

Em tempo, o filho do porteiro recentemente se formou em engenharia e hoje está cursando o mestrado. E em universidade de reconhecida qualidade.

Por enquanto o síndico não deu seguimento à "exigência" do condômino advogado. Mas o que irá ocorrer quando novo síndico vier a ser escolhido?

 

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