
As conclusões do jurista Luiz Flávio Gomes são da maior relevância. Ao defender a tese de que o Estado brasileiro é genocida, Gomes abre uma discussão que poderá ser a saída para uma escalada sem paralelo da violência institucional e popular.
É hora do Judiciário se firmar como um poder civilizatório e montar uma frente contra os desmandos..
Não dá mais para procrastinar. Em todos os estados há uma escalada de violência inédita contra pobres, negros, índios, um estímulo às execuções por parte da polícia e ao linchamento por parte da população..
E ninguém é responsabilizado. Quando ocorre alguma punição é na ponta da cadeia do genocídio: o soldado que deu o tiro final. Os maiores responsáveis – autoridades que estimulam a violência ou se eximem de combate-la – permanecem em posição cômoda, graças à cumplicidade institucional brasileira.
Esta semana pela primeira vez houve uma condenação em São Paulo pelos crimes de maio - o massacre de mais de 600 jovens de periferia, em represália pelos ataques do PCC.
Foi o mais vergonhoso episódio da história da cidade, um massacre coordenado que só foi interrompido quando um grupo de procuradores federais e médicos do Conselho Regional de Medicina correram ao Instituto Médico Legal (IML) para garantir o laudo – prova inicial para os futuros inquéritos. Só assim cessou a matança.
Foram mais de 600 assassinados, na maioria jovens de periferia, maioria negros, óbvio, grande parte sequer com antecedentes criminais.
Condenou-se UM soldado à prisão. E os chefes? E a Secretaria se Segurança, que permitiu que se desligasse a comunicação dos rádios da polícia para não deixar rastros? E o Ministério Público Estadual que não deu seguimento a um inquérito sequer? No caso dos índios, como explicar a ausência criminosa de mediação por parte do Ministério da Justiça? Como tolerar as mortes frequentes nas UPPs cariocas? Não se trata de fenômenos isolados, mas de uma escalada de violência à altura dos piores períodos ditatoriais.
É hora da Justiça se manifestar e do Ministério Público começar a agir:
1. Quando o Ministro da Justiça abandona a mediação de conflitos indígenas, em áreas conflagradas, tem que ser responsabilizado por omissão dolosa pelos crimes que ocorrerem devido à sua ausência. E se nada for feito, a responsabilização tem que chegar ao chefe do Ministro: a presidente.
2. Quando o Secretário de Segurança de São Paulo endossa violência policial, tem que ser responsabilizado por incitação à violência. Assim como o governador do Estado, quando diz que só morreram os que resistiram. Quando o Secretário muda a cúpula da PM tem que se saber a razão: se a substituição implicar em mais violência, que seja responsabilizado.
3. Quando um comentarista em veículo de larga difusão estimula o linchamento, tem que ser responsabilizado.
4. Quando aumenta o número de mortes pela PM, os comandantes da força, respectivo Secretário de Segurança e governador têm que ser responsabilizados.
E todas essas denúncias precisam ser levadas às cortes internacionais para uma chacoalhada que permita a este país recuperar um mínimo do respeito aos direitos individuais e coletivos.
O Estado brasileiro é genocida?
02/07/2014 por Luiz Flávio Gomes
“Fingi de morto, conta jovem que sobreviveu a ataque de PMs no Rio; M., 15 anos, levou tiros de fuzil e pistola e foi socorrido numa igreja; outro garoto, de 14 anos, não resistiu e morreu; dois cabos da PM foram presos; fatos ocorreram em 11/6/14, num matagal do morro do Sumaré (RJ), para onde os menores foram levados; os meninos foram baleados 4 vezes; os comerciantes da região disseram que o local é ponto de desova (ocultação de cadáveres produzidos pela PM); Aline dos Santos, tia do garoto morto, já perdera o marido e um tio assassinados; o pai reconheceu o garoto abandonado no matagal e disse: “se tivesse feito algo errado, deveria ser levado para a delegacia, não assassinado”; M. disse que estava tranquilo nas mãos dos policiais, até chegar ao morro do Sumaré; “ali vimos que iam fazer maldade” (Folha 21/6/14: C4). No Brasil a polícia executa sumariamente os jovens negros, pardos ou brancos pobres (sobretudo da periferia) e isso é feito cotidianamente. Também diariamente um ou mais de um policial é assassinado. Faz parte do pacote genocida a morte de policiais. Como não são fatos isolados, sim, corriqueiros, frequentes, parece não haver nenhuma dúvida de que as execuções sumárias dos agentes do Estado fazem parte de uma política pública genocida.
A tese que estamos desenvolvendo é esta: o Estado brasileiro é genocida e faz isso por ação e omissão. Um dia tem que ser responsabilizado por esse genocídio massivo nos tribunais internacionais. Espera-se pela mobilização das entidades de defesa dos direitos humanos de todos (das vítimas dos policiais bem como dos policiais-vítimas). Basta que se compreenda o verdadeiro conceito de genocídio (que é um crime contra a humanidade e imprescritível).
Morrison, com seu livro Criminología, civilización y nuevo orden mundial (Barcelona: Anthropos, 2012), não apenas reivindica uma nova criminologia, de natureza global, como sustenta a necessidade de um novo conceito de genocídio (tendo estudado no livro incontáveis massacres humanos, desde 1885). De minha parte acredito que o melhor caminho epistemológico seria reconhecer como genocídio todos os massacres massivos contra qualquer agrupamento humano por razões de raça (assassinatos massivos dos afrodescendentes, por exemplo), cor (massacre dos jovens negros e pardos pobres), etnia (massacre dos índios), religião, sexo (massacre dos homossexuais), origem, socioeconômicas(massacre dos pobres), machistas (massacre das mulheres em razão do gênero) etc. Zaffaroni (na apresentação do livro citado, p. XV e ss.) sublinha que deveríamos (pelo menos) prestar mais atenção e tentar estancar os massacres (genocidas) provocados pelo Estado.
Particular interesse científico apresenta, nesse novo contexto epistemológico, o genocídio no Estado brasileiro. Não somente por razões históricas (ele se formou dessa maneira, massacrando massivamente os índios e os negros). Entendido de forma ampla, o novo conceito de genocídio permite o seu reconhecimento no seio da política pública de segurança instituída no nosso país (desde 1822). Trucida-se diariamente não apenas os jovens negros, pardos e brancos pobres (das periferias), como também os próprios policiais (em 2012, somente no Estado de São Paulo, mais de 100 deles foram mortos em razão das suas atividades). Anualmente, milhares são as vítimas dos policiais e centenas são os policiais-vítimas.
São incontáveis as implicações jurídicas desse novo enfoque, visto que o crime de genocídio, repita-se, é crime contra a humanidade e imprescritível. Mais ainda: se se trata de crime contra a humanidade, o Brasil poderá ser demandado nas Cortes Internacionais por esses crimes jushumanitários. Ademais: se o crime é imprescritível, também o seria a reparação desses danos (consoante a doutrina de Zaffaroni, na apresentação do livro acima citado, p. XV).
Uma das maiores novidades criminológicas deste novo século consiste na solidificação da tentativa de se ampliar (criminologicamente) o conceito de genocídio, classicamente tido como um ataque a um grupo nacional, étnico, racial ou religioso, com o escopo primordial de dizimá-lo. Dessa tarefa se encarregou o neozelandês (Wayne Morrison), professor da Escola de Direito Queen Mary (Universidade de Londres), que já desponta como um dos criminólogos mais importantes do século XXI, em razão da sua criteriosa e histórica pesquisa sobre os incontáveis genocídios (milhões de cadáveres) praticados desde o final do século XIX. Um detalhe sumamente relevante: de todos esses horrendos genocídios não cuidou a criminologia desenvolvida nos países centrais (Europa, EUA etc.). Que faziam a criminologia e o direito penal durante todos esses massacres? Nenhuma linha sobre eles. É hora de a criminologia (burocrática) deixar de cuidar exclusivamente dos homicídios comuns e roubos (Zaffaroni). O mundo dos genocídios massivos deve gozar de absoluta prioridade científica e política frente ao ladrão de galinha!
Do já famoso livro de Morrison não constam detalhes do genocídio brasileiro, mas ele existe. Mais de um milhão de pessoas foram assassinadas no Brasil, de 1980 a 2012.
Uma muito relevante parcela dessas mortes tem como responsável direto o Estado brasileiro, que protagoniza (por meio dos seus agentes) uma das políticas racistas e genocidas mais cruéis do planeta. Por exemplo: em julho de 1993 alguns PMs mataram oito crianças que dormiam em marquises próximas da Igreja da Candelária, no RJ. Fatos como esse se tornaram diários, o que comprova que é uma política de Estado, que atua para matar e, normalmente, se omite no apurar e punir os executores sumários.
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Comentários
Infelizmente a esquerda
ter, 15/07/2014 - 00:03
Infelizmente a esquerda brasileira é frouxa e complacente.
Em Cuba e na China ninguém passa a mão na cabeça de criminoso, muito antes pelo contrário...!
Mas aqui, querer que homicida, estuprador, latrocida e tantos outros apodreçam na cadeia é coisa de reacionário... Bandido bom é bandido solto, é o lema das ONGs e dos pseudo-intelectuais...
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As generalizações, quase
ter, 15/07/2014 - 13:46
As generalizações, quase sempre, escancaram o caminho fácil
da crítica afoita e deixam à mostra o estado próximo a idiotia.
Moça de 26 anos, assassinada
seg, 14/07/2014 - 23:58
Moça de 26 anos, assassinada brutal e covardemente com dois tiros no rosto. Investigações em seu início apontam para provável latrocínio.
Aguardo o pronunciamento das ONGs de pseudo direitos humanos, dos "intectuais" de meia pataca e dos militontos de sempre, que amam defender criminosos e sempre encontram justificativas para seus atos, por mais brutais que sejam.
http://tnh1.ne10.uol.com.br/noticia/policia/2014/07/14/304517/nutricioni...
Nutricionista é encontrada morta em matagal na periferia de Maceió
14/07/2014 19h37
Da Redação com Alagoasweb
Moradores do loteamento Costa Rego, no bairro de Santa Amélia, em Maceió, encontraram na tarde desta segunda-feira, dia 14, em um matagal, o corpo da jovem nutricionista Renata Almeida de Sá, de 26 anos.
Segundo informações da polícia, a jovem pode ter sido vítima de latrocínio (roubo seguido de morte), já que nenhum de seus objetos pessoais, entre aparelho celular, documentos, dinheiro e seu veículo de trabalho, foram encontrados no local do crime.
Renata foi atingida por dois disparos de arma de fogo no rosto, possivelmente a queima roupa, segundo informações dos militares que registraram a ocorrência.
Agentes da Delegacia de Homicídios (DH), já iniciaram as investigações e trabalham na intenção de rastrear o aparelho celular da vítima e o veículo em que ela estava, um Renault Sandero, de cor cinza e placa AXF-0571, da empresa Danone, onde a vítima exercia a função de nutricionista.
Após ser periciado pelo Instituto de Criminalística de Alagoas, o corpo da jovem foi recolhido para o IML de Maceió, onde aguarda pericia e liberação para sepultamento.
Renata Almeida é filha do diretor do Serviço Autônomo de Água e Esgoto (SAAE), de São Miguel dos Campos, Alfredo Ferro, e noiva do sobrinho do prefeito George Clemente, Bráulio Vieira, diretor da Disbec.
Renata também era funcionaria da Prefeitura de São Miguel, onde exercia a função de nutricionista, na Secretaria de Saúde do município.
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Para não perder a
seg, 14/07/2014 - 17:58
Para não perder a oportunidade vou dizer o que penso a respeito.
- O Governo Federal precisa juntar cada centavo de seu orçamento para seduzir as forças de segurança através do aumento de seus vencimentos.
Não é possível que seja feito em cinco anos, mas talvez em vinte se poderia pensar na fusão das polícias militares com a civil e por isso digo sobre seduzir com salários maiores.
- O país deveria discutir seriamente o tamanho de suas forças armadas porque sua modernização para enfrentamento de exércitos poderosíssimos pode ser simplesmente um imenso desperdício de recursos.
Além do mais ganharíamos pontos extras no quesito "Estado Pacifista"
Desmobilizar uma parte dessas forças significa juntar mais homens e recursos onde se mais precisa hoje em dia: proteção das pessoas nas cidades.
- Deve-se investir pesadamente em buracos quentes através da construção de escolas, postos de saúde e áreas verdes. É no mínimo razoável imaginar a criação de uma pasta ministerial exclusivamente dedicada a "favelas".
- Tornar a discutir veementemente a posse de armas pela população e restringir ainda mais a possiblidade de compra ou uso em "clubes de tiro"
- Descriminar a maconha ONTEM e mais ousado ainda pensar em medidas de longo alcance em relação ao crack e cocaína.
Eis que surge um termo mágico
seg, 14/07/2014 - 17:38
Eis que surge um termo mágico para solução de problema gigantesco envolvendo um zilhão de fatores que vão dos históricos aos administrativos passando pela legislação e cultura da violência.
Melhor do que nada é, no entanto a profundidade do buraco exige esforços em várias frentes começando pela mais importante: a ação decisiva dos agentes políticos.
Sem políticos de grande qualidade você e os juristas copiadores de intelectuais gringos podem esquecer que continuará exatamente como hoje a não punição de nenhum grande responsável.
A propósito, é justamente disso que se trata aqui: importação de um conceito alienígena aparentemente rebuscado tal como acontece desde sempre. Mania vergonhosa danada.
Primeiro o cidadão diz que defente a "tese" do genocídio de estado e dá a entender que criou algo novo, logo em seguida revela que o conceito foi criado por criminólogo neozelandês.
Depois conclama ongs de direitos humanos e não sei mais quem para pressionarem a punição do país nas cortes internacionais. Mas o pior mesmo foi usar o Aurélio para descrição do termo.
Enfim, cheira mais a um oportunista que uma pessoa com conhecimento profundo a respeito do problema.
Infelizmente não consegui
seg, 14/07/2014 - 17:39
Infelizmente não consegui estrelar seu comentário. Tb já tô de saco cheio de ver a sub-intelectualidade brasileira papagaiando teses alienígenas e apresentando-as como " tendência".
Sinto vergonha aguda,
seg, 14/07/2014 - 17:52
Sinto vergonha de verdade, Cristiana.
É pra dar vergonha, mesmo.
seg, 14/07/2014 - 20:03
É pra dar vergonha, mesmo. Saem por aí berrando educação Padrão-Fifa mas molocam os próprios podres. Veja qto custa cada papagaio desses ao contribuinte. Bastaria comprar a tese gringa e mandar traduzir. O pior é tentar emplacar teses que interessam aos outros países como se fosse um negócio da China para o Brasil. Como se não nos bastasse a mídia.
Eliminar 600 jovens da
seg, 14/07/2014 - 14:03
Eliminar 600 jovens da periferia de São Paulo é um escandalo em todos os sentidos. É um massacre. Um genocidio. A faixa de Gaza é aqui. Os palhaços que acham que isso é chilique de" intectual de esquerda", que vão cagar em seus territorios protofascitas da internet ... Não se pode naturalizar essa violencia institucional. Mas não é o "estado brasileiro" que deve ser cobrado. As policias são estaduais, e o judiciário também. O maximo que o governo federa lpode fazer é destinar recursos, e isso tem sido feito. Porém a gestão da segurança é um desastre estadual. Até mesmo em São Paulo e no Rio. O Judiciario e o MP é conivente com a barbarie.
Meta....ideologizar tudo, até
seg, 14/07/2014 - 08:39
Meta....ideologizar tudo, até futebol de botão! Só o que eu penso é certo e deve ser implementado, mesmo que quebrem tudo, afinal de contas 'manifestações sociais são manifestações sociais', não podemos controlar!
Cada 'mi mi mi' desses e correlatos tiram diariamente votos de Dilma.
Este é o 'nojo' que a 'elite' de forma desrespeitosa está esbravejando Brasil afora o que, sinceramente, acho injusto com a Presidenta! A 'elite' brasileira, neste momento, segundo os grandes pensadores da esquerda, agrega agora, mais do que nunca, a classe média (aquela que faz a economia de um pais, o bolo, lembram?) pelo singelo fato de reclamarem do torniquete em volta do pescoço (e não importa se é A, B, C, D ou E)!
Dilma, grande tocadora de projetos, volte as tuas origens trabalhistas e te afasta deste cálice tinto de 'fel'! Como diz o grande Ciro Gomes: é um bando de loucos!
As leis frouxas e as aranhas.
dom, 13/07/2014 - 22:58
Se os crimes contra a humanidade são imprescritíveis, então vamos por partes "meu caro jack". Portugal, Espanha, Reino Unido, França, Holanda, Alemanha, Itália, Rússia, China, Tailândia, e tantos e tantos outros países do Oriente Médio, da Indochina foram protagonistas de piores massacres humanos registrados na história de seus países. Índios, aborígenes entre outros foram dizimados quase por completo por seus algozes. Só o comunismo soviético foi responsável por 100 milhões de mortes, um número maior do que todos os genocídios somados em toda história humana. Então meu caro, todo este alarde, esta celeuma descabida é por causa da união das PMs do Brasil em acabar com as facilidades das leis frouxas do Brasil que só beneficiam os criminosos. Esse papo é de aranha meu caro. Em 2010 um levantamento feito por uma comissão do Senado chefiada por nada menos do que Chico Alencar identificou em 17 cidades brasileiras eram como peneiras por onde entram armas, drogas e saem escravos humanos. Pergunta: E daí? Nada foi feito, absolutamente nada. Por quê? Não interessa aos governantes deste atual governo. A população esta desarmada, mas a bandidagem tem armas do exército. Como? Pelo contrabando que nunca foi combatido pelo governo federal. Isto interessa a quem? A grande pergunta que não quer calar: "A quem interessa este estado de coisas?". O Brasil se tornou um país aonde se fala muito, se reúne muito e não se faz nada. Sem citar muitos exemplos, pense no estudante da USP que foi assassinado e o bandido sai rindo pela porta da frente da delegacia. Como você acha que a sociedade se sente vendo um ato bárbaro como este ser legalmente aceito? Impossível. Ninguém que tenha sangue nas veias pode aceitar ver seu filho assassinado e o bandido sair livre. Não dá. Então o problema está nas PMs ou no governo frouxo que nunca se importou com isso? É óbvio que o grande mal do Brasil está em Brasília, pois seria de lá que deveriam sair as leis que puniriam exemplarmente a tudo e a todos. Mas qual o quê. É justamente de lá que saem os piores exemplos para sociedade e por isso estamos nesta situação caótica. Palavras não vão mudar este estado de coisas. É preciso leis duríssimas para começarmos a melhorar nossa situação, mas como exigir isso daqueles que mais transgridem as leis e são responsáveis por elas? Diz o ditado: Cuida de ti e não caias nas próprias teias, pois a tua vida é de ti, o espelho".
Tonho, vosmecê omitiu o
ter, 15/07/2014 - 14:21
Tonho, vosmecê omitiu o nome do estado terrorista principal e lider na escala que mede o nível de letalidade de nações mais genocidas da história mundial. Neste quesito, os estados unidos da américa são mais que hexa campeão, até a Alemanha perdeu feio pros gajos.
O povo alemão, é reconhecidamente organizado, culto e obstinado. Tanto que, se esforçou na II Guerra pra limpar o mundo da gentalha comunista, de ciganos, negros, eslavos e judéus. Fez um estrago dantesco. No entanto, os norte americanos, com apenas duas bombas, completou matança muito mais eficaz, rápida e cirúrgica.
Não se deram por satisfeitos, e, ja desenvolveram tecnologia muitíssimas vezes mais eficiente, barata e limpa. Me refiro a tecnológica matança tele-comandada dos "drones." Parece brincadeira. Qualquer criança pode comandar o morticínio de inúmeros " terroristas" desde o jardim de infancia.
Basta um computador, e um garoto branco esperto, elimina desde um neonatal bebê, até um monte de mulheres, cachorros, gatos, velhos, ancião aleijados e o diabo. Basta um simples comando por Joystique. Pronto, o terreno fica limpo e pronto para instalação de uma democracia novinha, como fizemos recentemente no Iraque e na Líbia. No momento, estamos completando o serviço de limpeza no Afeganistão.
Abraços.
Orlando
Mas é justamente disso que
seg, 14/07/2014 - 11:11
Mas é justamente disso que trata o texto: A barbárie por omissão do Estado! O texto não culpa os PMs, mas sim o Estado que criou esse clima institucional.
Quantas e quantas histórias vêm a mídia e alguns deputados indignados mostram na TV e nada muda? Não se engane! A TV só quer audiência e o deputado só quer seu voto! Ambos não estão nem aí para a vítima! Eles só vêem audiência e votos!
Com o poder que a Globo tem, bastariam 3 meses de campanha diária contra isso e as leis mudariam. Só que não dá pra mudar só as leis para punir os pobres, não é? Nesse caso, teriam que serem revistas as leis para punir aqueles que usam colarinho, mas isso não vai acontecer.
Mas não se pode defender que crianças sejam mortas pelo Estado e nada aconteça! Também não se pode dizer, como aconteceu no caso de São Paulo, que a culpa é exclusiva do soldado que atirou!
Relações confusas
dom, 13/07/2014 - 21:26
A segurança pública no Brasil de fato precisa ser repensada. Dentre as questões que devem ser discutidas encontram-se as relações confusas entre força de segurança pública (polícia) e privada (empresa de segurança).
Em BH, empresas de segurança privada específicas lucram (1), a força pública coibe a atuação de vigilantes autônomos (2) e autoridade pública recomenda a adoção de vigilância privada (3):
(1)
Série de arrombamentos faz Savassi apelar para segurança privada [22/05/2012]
Segurança privada aproveita para lucrar com crimes na Savassi [24/05/2012]
(2)
PM detém vigia particular no Mangabeiras e revolta moradores [27/07/2012]
Aumenta procura por segurança clandestina em Minas [24/07/2012]
Moradores defendem vigilância privada para garantir mais segurança na Zona Sul [09/10/2012]
(3)
Polícia Militar admite insegurança no Bairro Belvedere [04/06/2013]
Quem se beneficia dessas relações confusas?
Falar em "estado brasileiro" é golpismo
dom, 13/07/2014 - 21:13
Uma coisa é defender o fim da violência, outra é esse papo maroto e de direita de jogar a culpa no "estado brasileiro". Essas conversas só surgem quando temos governos populares. As situações em cada estado são profundamente diferentes e assim devem ser tratadas. Além disto é preciso atribuir aos governos estaduais a responsabilidade por suas polícias.
O que é preciso no Brasil é esquecer a política, e pensar mais no interesse do país e do seu povo. Infelizmente não é isso que se vê, de todos os lados as declarações são sempre repletas de conotações e intenções puramente políticas.
Tem a expressão "cabeças de
seg, 14/07/2014 - 17:02
Tem a expressão "cabeças de planilha". Deveria haver uma outra que fosse "cabeças de formalismo".
Em todo tópico que um problema complexo envolva a responsabilidade conjunta do Estado emerge rapidamente aquele para lembrar: mobilidade é coisa de municípios, violência é coisa dos estados...
Companheiro.., se o governo federal não agir no apoio e auxílio dos estados o que veremos é governadores de quatro como aconteceu nas greves dos policiais no nordeste e aqui em Minas.
Resposta a Antonio Passos
seg, 14/07/2014 - 02:31
Concordo com você Antonio, não entendo porque o "Estado brasileiro" deve ser responsabilizado se a atribuição pela segurança pública e pela polícia são dos estados e seus respectivos governadores.
Caro Antonio "O que é preciso
seg, 14/07/2014 - 02:07
Caro Antonio
"O que é preciso no Brasil é esquecer a política"
Acredito que isso seja impossível. Mas é assim que querem que eu pense.
Saudações
Caro
dom, 13/07/2014 - 20:50
Caro Nassif;
Vivemos um B-R-A-S-I-L surreal, onde nossas Instituições estão desmoralizadas, o cidadão não conta com a proteção do Estado, se mata mais no nosso B-R-A-S-I-L por ano, do que as guerras que estão em curso pelo Mundo. Nosso sistema Judiciário é lento, os presídios são verdadeiras masmorras etc. O desgoverno que aí está nada faz para melhorar tal realidade, só sabe jogar a culpa no passado. Ora, já estão no poder desde janeiro de 2003, tanto o criador(Lula) e a criatura(Rousseff) , pelo tempo já poderiam ter amenizado tal realidade. Sinceramente estou com vergonha do momento que vivemos, principalmente em relação a I-M-P-U-N-I-D-A-D-E que atualmente campeia em nosso B-R-A-S-I-L.
E o Estado de São Paulo?
dom, 13/07/2014 - 21:54
Nenhum comentário sobre o estado de São Paulo, onde uma política genocída esta sendo aplicada por um governador reacionário, com cara de padre bonzinho, pertencente a Opus Dei (seita religiosa de extrema direita). Em SAMPA é que houve o massacre do Carandiru (111 pessoas mortas dentro das celas). Mas não só São Paulo, mas ainda Rio, Espirito Santo e Minas Gerais (onde existe um das policias mais brutais do país)..
Lembre-se de que as policias militares pertencem aos Estados e não ao governo federal ou municípios.
Os tribunais que punem estes crimes quase sempre ficam apenas no ambito do estado, portanto estes estados e seus governadores, judiciário, secretários de justiça e comandantes das PM é que devem, pricipalmente, serem responsabilizados.
julião
Mas o texto fala do caso das
seg, 14/07/2014 - 11:33
Mas o texto fala do caso das represálias ao PCC e critica a condenação de um soldado. Inclusive, diz que a punição se deu "dentro do ciclo genocida".
O guizo no gato
dom, 13/07/2014 - 18:15
Se uma abordagem desse tipo for adotada, maravilha! O problema, bem sabemos, é que a maior parte (esmagadora) das afrontas aos direitos humanos é praticada pelos governos estaduais.
Os estados têm estrutura juridica própria para fiscalizar isso. Mas... fará? Qual a midia independente nos Estados para fazer públicas as denuncias. Qual o canal de TV independente em Alagoas, Maranhão ou, para não ir longe, Rio de Janeiro? Qual é a revista Carta Capital ou Veja do Piaui? Qual juiz vai criar caso com o governador do Estado, qual vai enfrentar a acusação de fazer "ataques eleitorais" e, principalmente, qual dos agentes públicos do judiário NÃO fará ataques eleitorais...?
O governo federal, se for petista, e fiscalizar os estados, estará "perseguindo", se for tucano, "Papuda"... O problema que temos nas mãos é o seguinte: quem fiscaliza uma democracia é o povo. O povo liga? Há como fazer com que ligue? Por qual midia? Escola, TV, radio, jornal, revista, passeatas, blogs?
Numa república, só prospera o que tem povo.
Sr. Nassif. Sou negro,
dom, 13/07/2014 - 17:49
Sr. Nassif.
Sou negro, operário na industria e portanto, pobre e aos 54 anos, ainda não tive problemas com a polícia. Talvez porque sempre estive trabalhando. Já fui assaltado nas ruas algumas vezes por brancos e negros. Minha casa já foi roubada também! Não sei se há solução mágica para proteger o povo trabalhador a curto prazo. Só defesa para corruptos, ladrões, assassinos, etc. Para estes, sempre se vê alguma entidade ou pessoas saindo em sua defesa.
As cadeias estão cheias. Será que temos pouca cadeia ou muito bandido??? Muitos morrem em confronto com a polícia. É culpa da polícia ou dos bandidos que a enfrentam?? Quando teremos bom senso para discutir estes temas???
É o velho esquerdismo juvenil
seg, 14/07/2014 - 01:29
É o velho esquerdismo juvenil (pueril) de sempre... Em um país onde criminosos assassinam 50.000 cidadãos TODOS OS ANOS, além de roubar e estuprar centenas de milhares de cidadãos, os "intelectuais", "especialistas" e "defensores de direitos humanos" de sempre se preocupam unicamente em tachar as polícias como a grande vilã da história... (Claro, o Ministério Público é o grande mocinho, exatamente como preconizam a Rede Globo e todos os jornalistas, de direita e de esquerda).
Longe de mim defender execuções de suspeitos; para mim, criminoso tem de ser preso, julgado e condenado, para pagar por seus crimes. Mas existe uma coisa chamada legítima defesa: criminoso armado, que atira e mata cidadãos trabalhadores (pais de família) e policiais (igualmente pais de família) assumem o risco de serem mortos em confronto.
Mas isso essas ONGs cretinas de "direitos humanos", bem como jornalistas de mesmo quilate não admitem. O policial tem menos direitos que os criminosos, tem que tomar o primeiro tiro antes de poder reagir, do contrário há "abuso", há "truculência".
E assim seguimos, com 50000 homicídios por ano. Os criminosos estão contentes, pois sempre contarão com pseudo intelectuais prontos para os defender. Até o dia em que um desses pseudo intelectuais idiotas se torne vítima... PErguntem a Heloisa Helena, que teve seu filho espancado a coronhadas e quase morto por marginais dentro de sua própria casa, se ela continua com a visão romantizada do "bandido coitadinho vítima da sociedade..."
-------------------------------------------------- CIRO 2018 --------------------------------------------------
O Genocídio é cultural
dom, 13/07/2014 - 17:36
"Bandido bom é bandido morto!" Esse é um ditado que faz parte da cultura das periferias. Nas favelas, não há ladrões, porque "os traficantes não deixam", matam... Em outros lugares, são os grupos de extermínio ou milícias que fazem a segurança, i.e., "a limpeza da vizinhança". Tudo isso é perfeitamente aceito, muitas vezes, até pelos pais dos jovens assassinados. O que fazer quando a cultura de morte está tão entranhada na população? Lembremos que a maioria dos policiais cresceu nestes ambientes. Assim, como esperar uma postura diferente? Datenas da vida, são apenas uma vocalização desta cultura... de morte. Quem vive no Rio deve se lembrar dos jornais O Povo ou A Notícia, sempre estampando cenas macabras e sangrentas.
A violência policial é apenas a ponta do iceberg. A falta de acesso a justiça e a impunidade são sintomas, não causas.
Daí, surgem algumas perguntas: Qual é a principal forma de entreterimento dos jovens da periferia? Por que o entreterimento tem que ser privado? Por que os salários ainda são tão baixos? Por que gastar tanto tempo em transportes tão lotados? A questão da violência é um problema muito mais complexo do que parece, suas raizes estão intimamente ligadas a pobreza e ao abandono do estado. Enquanto o estado não ocupar definitivamente a periferia, levando a valorização da vida, do indivíduo, através da melhora significativa da qualidade de vida, nada vai mudar.
"Bandido bom é bandido morto!"
seg, 14/07/2014 - 14:18
Sinto discordar de você mas esta frase que você citou eu escuto muito mais da boca de gente de classe média alta e ricos, na periferia raramente se fala isso!
Faltou dizer algo O grande
dom, 13/07/2014 - 17:09
Faltou dizer algo
O grande problema é que este post não mostra as causas desta violência. A violência arbitrária não é a resposta correta, mas é uma resposta ao aumento da violência criminal nos últimos anos na sociedade brasileira.
Se o Governo Lula foi um sucesso no combate à miséria, isto ninguém pode negar, o mesmo não podemos dizer com relação ao combate à criminalidade, que tem aumentado explosivamente.
E para piorar, a Constituição "cidadã" de 1988 não tem penas que efetivamente retirem o delinquente das ruas, pois o mesmo fica pouco tempo preso, em cadeias que são escolas do crime e sai pior ainda, depois até com a jura de vingança contra a sociedade, ou autoridades policiais que que o prenderam. E no fim acaba virando uma guerra de polícia contra criminoso, onde muitos inocentes acabam morrendo junto ou sofrendo preconceito apenas por morar em comunidades carentes que também abrigam a criminalidade as vezes.
As cadeias brasileiras deviam ser desativadas, substituidas por outros sistemas onde os presos ou trabalhassem ou ficassem em regime de solitária, sem contato com outros presos. Pior ainda é manter presos por pequenos crimes em contato com presos de alta periculosidade, onde os "iniciantes" acabam sendo influenciados pelos outros com ficha criminal mais extensa.
Apenas proibir ou coibir as ações de policiais seria como tampar a saída de uma panela de pressão sem desligar o fogo, não seria resolver conflitos sociais de forma efetiva.
Um único adendo: na tradição
seg, 14/07/2014 - 05:22
Um único adendo: na tradição brasileira, e nas leis, a segurança pública é prerrogativa e atribuição dos estados, e não da União. Claro que o Ministério da Justiça pode agir no sentido de tentar coordenar, liderar mudanças, mas a decisão de fato é de cada estado. As atribuições da Polícia Federal são reduzidas e específicas. Alguém necessita conclamar a união dos estados para promover mudanças gerais, mas este é um papel mais do Congresso que do executivo federal.
Governos estaduais não
seg, 14/07/2014 - 17:06
Governos estaduais não possuem força suficiente para enfrentar o problema.
Simples assim.
Brasileiro aguerrido, nao
dom, 13/07/2014 - 20:26
Brasileiro aguerrido, nao gosto de responder à quem não bota a cara , ou o nome, se preferir. Vc acha entao que o aumento da violencia nao esta ligado ao combate à miséria? Onde se mata mais'? Nos guetos ou nos bairros de classe media alta e rica?Pensa bem e não jogue conversa fora.
Respondendo Tentei me
seg, 14/07/2014 - 23:46
Respondendo
Tentei me registrar no site com o meu nome, mas já havia quem tivesse nome igual, é um nome muito comum, meu nome é Anderson. Só me restou o registro por apelido.
Concordo que exista criminalidade em todas as classes sociais, mas nas superiores, predomina o crime de colarinho branco, é um outro tipo de violência, contra a sociedade, e não usa armamento como a violência dos guetos. Esta é uma outra modalidade de violência.
Na verdade o que eu disse que o aumento de violência não está nem um pouco ligado ao combate a miséria é um fato estatístico respaldado por números, não sou eu quem digo.
Acho fantástico o que o Lula fez, a diminuição da miséria, do desemprego, votei nele e votaria de novo, mas o melhor petista é aquele que não se inibe em fazer críticas construtivas ao partido.
No quesito educação o PT melhorou apenas a quantidade e diminuiu a qualidade. No quesito violência, o quadro também é terrivel, como ilustra o quadro das execuções no Maranhão, e nem vale dizer que porque a família Sarney governa lá, pois o ministro da Justiça age como se tivesse medo de fazer qualquer coisa, ou seja infelizmente o PT é refém de sua "base aliada", e acaba por ficar engessado no que realmente poderia fazer. Emquestões indígenas também, haja visto que a "base aliada" do PT são os ruralistas também.
Na violência urbana, também houve aumento. Na violência nas escola idem, e a ideologia do PT de tirar a autoridade do professor frente ao aluno contibuiu muito com isto, O que começa errado na juventude e nas escolas, segue vida afora na sociedade.
Igualdade na diferença!
dom, 13/07/2014 - 16:54
O Judiciário, mais do que o Executivo e o Legislativo, é a verdadeira maçã podre deste país. Um poder que, diferente do Legislativo, não foi fechado durante a ditadura. Pelo contrário, simplesmente condenava aqueles que os militares do Planalto e seus governadores e prefeitos indicados mandavam ao cadafalso. O mesmo Judiciário que aprovou a Lei da Anistia. Recentemente vimos militares aposentados assumirem publicamente que torturaram, mataram e desovaram corpos como se fossem lixo durante aquele período; e a Lei da Anistia deu a eles o direito de saírem pela porta da frente, de cabeça erguida, como se fossem cidadãos exemplares. Enquanto isso, a AP 470 condena SEM PROVAS personagens ligados a um partido político, apenas "porque podem"....
Outro ponto que acho importante destacar: o conceito de "raça", tão discutido desde o século XVIII e que, no século seguinte passou a distinguir em uma linha evolutiva o que era ou não raça humana "pura" e "sub-raças".... dando a cada uma delas uma identidade que apenas "determinava" o que elas seriam, independente de onde vivessem.
Enfim, a segunda metade do século XX apresentou ao mundo a prova definitiva de que não existem raças, mas uma raça. Portanto, discordo quando é apresentado como critério de diferenciação o termo "raça". Outra coisa é a identidade de "afro-descendente" como sinônimo de negro. Oras, tivemos várias seleções africanas durante a copa, e nem todas eram de "países negros". É a insistência em identificar um país ou todo um continente por uma única cor. Não se vê culturas, sociedades, mas cor. Nós americanos não somos identificados simplesmente como "vermelhos" ou indígenas (outro termo inventado e generalizante). O europeu não é identificado como um povo "branco" (ninguém diz "continente branco" para a Europa). No entanto, nós latino americanos não raro somos colocados no mesmo saco "racial" ou "cultural" e identificados como um único povo, até com o mesmo idioma. A capital? Buenos Aires.
Kwame Anthony Appiah, em seu livro "Na casa de meu pai" nos proporciona um interessante olhar sobre essa "identidade negra" (ou irmandade) do africano, construída, sobretudo, durante e após os movimentos de descolonização africana.
Afro-descendente, euro-descendente, etc..... enquanto formos vistos primeiro pela nossa "cor" e não por nossa humanidade (diferenças deixando de ser um fator hierarquizante), continuaremos a tratar o outro como "uma raça, etc". Ou seja, sem perceber, nosso inconsciente coletivo ainda insiste em reafirmar aquelas teorias raciais do século XIX. Lombroso e Gobieau ainda nos assombra (e nos instiga em nossos pensamentos e ações "racistas"). Somado a isso, diante da inação do Estado, ações violentas contra minorias (apontadas pelo Nassif, entre outras não citadas) continuarão a existir.
No entanto.... em tempos de copa do mundo, ou de festa junina, o colorido é o que faz o todo. Igualdade na diferença, esse é nosso mantra.
Paz!
em tempo..
dom, 13/07/2014 - 19:18
*Gobineau
putz! leitor contumaz de manchetes garrafais
dom, 13/07/2014 - 18:17
putz!
leitor contumaz conclusivo de manchetes garrafais achei que o "turco sarraceno" postara um violento libelo contra o estado de israel...
"Não há segredo que o tempo não revele, Jean Racine - Britânico (1669)" - citação na abertura do livro Legado de Cinzas: Uma História da Cia, de Tim Weiner.
Eu tb; tanto que nem ia
seg, 14/07/2014 - 19:21
Eu tb; tanto que nem ia entrar nesse post pq a gente já sabe que começa aquela confusão entre judaísmo e sionismo para acabar sendo todo mundo acusado de antissemitismo... Mas aí vi os outros posts e pensei... Naum pera, será que o Estado genocida é nóis???? E, não é que era mesmo...
Nassif Passou da hora de o
dom, 13/07/2014 - 16:48
Nassif
Passou da hora de o governo federal assumir a segurança pública; se quisermos evoluir nesta questão, temos que retirar dos estados e municipios este poder....
Tem que haver o projeto da união voltado para a segurança.....
URGENTEMENTE......
Mário Mendonça
Boa!
dom, 13/07/2014 - 21:49
Sim, a União, com sua reconhecida competência, deveria administrar tudo nesse país. E que se acabe com a Federação!
Cada uma...
O que ele defende pode estar
seg, 14/07/2014 - 17:35
O que ele defende pode estar errado na forma, não no conteúdo.
Todo o aparato que os governadores possuem (administrativo, legal, financeiro) não é suficiente para encarar o problema mas nem de longe.
Então, não é mesmo o caso de realizar uma mudança na lei para que a segurança seja competência do Governo Federal, mas que este auxilie e apóie os estados na medida do possível.
GOSTEI, ELABORA UM TEXTO
dom, 13/07/2014 - 16:44
GOSTEI, ELABORA UM TEXTO AGORA VERSANDO SOBRE A QUESTÃO DE QUAL O MOTIVO DA POLICIA BRASILEIRA SER A QUE MAIS É VITIMA DE ASSASSINATO, HÁ NÃO? NÃO SÃO CIDADÃOS NÃO É? DEVE SER POR QUE NA POLICIA BRASILEIRA SO TEM ARIANO. KKKKKKKKK.
é isso aí... morte aos
dom, 13/07/2014 - 21:41
é isso aí... morte aos arianos...o coitado do Dickman, ariano como o sobrenome indica, foi morto por um periférico
que não deve ter gostado do ar instruido de sua vitima...nunca mais se falou dele...foi para a nuvem da internet...
mas do Amarildo se fala até hoje e se continuará falando...grotesco...cadê um avião para ir pra bem longe...
Motivo
dom, 13/07/2014 - 19:53
O motivo é a grande proximidade entre policiais e criminosos.
Eles se corrompem, estabelecem relação promíscua com os criminosos, fornecem proteção e armamento que, obviamente cedo ou tarde vai matá-los a eles próprios: os policiais.
Caro Nassif e demais Orra
dom, 13/07/2014 - 16:31
Caro Nassif e demais
Orra meu!! Já temos mais de 500 anos de Estado povocida, jamais plutocida.
Saudações
Concordo com o Fábio.
dom, 13/07/2014 - 16:23
Qualquer cidadão que já conviveu, por mínimo que seja, com qualquer das esferas do judiciário, sabe muito bem que é no Poder Judiciário que reside a causa primeira de toda a corrupção e desordem pública no Brasil. Não adianta vir com lero-lero, A corrupção da justiça é a pior e a mais nefasta de todas. Por isto também creio só não deixando pedra sobre pedra no judiciário é que o Estado brasileiro se tornará, de verdade, um Estado democrático. Só para se ter uma ideia do descalabro do judiciário, um juiz, com toda aparência de honesto, chega a dizer para todo o Brasil, ao vivo e em cores, que não é capanga de outro juiz. Pode?
Perfeito !! Leis no Brasil
seg, 14/07/2014 - 19:58
Perfeito !!
Leis no Brasil existem aos montes.
O único problema é que elas só valem para Preto, Pobre, Prostituta e Petista . Os tres últimos sendo de qualquer cor..
A partir daí não existe Estado de Direito, já que a Lei só vale para alguns.....
Estado Brasileiro uma OVA, ESTADO PAULISTA
dom, 13/07/2014 - 15:57
E a reação nacional é intervenção
Quem é que se preocupar com
dom, 13/07/2014 - 15:43
Quem é que se preocupar com os 3ps ?
Duvido que haja alguma transformação séria nesse sentido.
Até porque esse povo som tem valor em ano eleitoral.
Consagre os seus sonhos e projetos ao Senhor, e eles serão bem sucedidos, creia.
gAS
A hora da reação nacional contra um Estado genocida.
dom, 13/07/2014 - 15:29
O judiciário é realmente o poder mais podre no Brasil. Mas esse poder é alicerçado pelo quarto poder (a imprensa) que diariamente, em horário nobre, estimula a violência contra os menos afortunados. Imprensa + judiciário + políciais com pouca cultura, taí a fórmula para a desgraça dos desvalidos desse país.
tá na hora do PT como partido
dom, 13/07/2014 - 14:56
tá na hora do PT como partido deixar de lavar as mãos. Se o governo federal não é culpado por isso (e estranhamente os estaduais governados pelo PT também não... será que a PM na Bahia não mata pobre?); o mínimo que se poderia esperar é que o PT como força política ideológica movesse alguma palha para acabar com essa realidade brasileira brutal que é o autoritarismo desmedido e a forma como pobre é tratado como merda. Que se comece com campanhas, com qualquer coisa, só não pode seguir lavando as mãos, como se a responsabilidade de mudar essa realidade coubesse aos outros.
Histeria de sempre. Esse
dom, 13/07/2014 - 14:43
Histeria de sempre.
Esse historinha furada de " negros, indios " ja diz tudo.
Matou gente inocente?
Entao é só gente inocente.
Nao tem nada que ver se é preto ou indio ou qualquer coisa.
Na verdade é a mania de usar uma casua nobre para fins voltados a " moldura ideologica " do cidadão.
Se a policia mata ou matou " negros " ela tambem é formada de " negros "
Mas o problema ai é de outra natureza.
Precisa-se reformular completamente nao só a Policia , mas o Judcirio, o Legislativo, o sistema educacional e prisional que estao ligados em pontas distintas mas estao.
enfim é algo muito complexo.
que um espertinho tenta reduzir e baratear enviando esse quesito racial no meio.
Quando coloca raça no texto ja sabe que é mais choro ideologico do que qualquer outra coisa.
Não tem objetivo pratico nenhum, que nao seja explorar ideologicamente uma tragedia que se repete no dia a dia da periferia ja tem decadas...
leonidas
PQP!!!! Quem diria que eu ia concordar com você!!
dom, 13/07/2014 - 20:12
Esso Post é ridículo, fascismo puro, mas travestido de direitos humanos...
Valeu, Leo... Até que enfim você deu uma dentro.
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