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A luta de Pizzolato para tentar demonstrar a inocência

Enviado por Gão

do Portal Terra

Grupo ligado a Pizzolato prepara dossiê que promete inocentá-lo

Condenado a 12 anos e sete meses de prisão, ex-diretor do Banco do Brasil fugiu para a Itália


'Descobrimos verdadeiras aberrações no processo, erros no julgamento. O dossiê tem capacidade de quebrar o supremo', disse Teixeira Foto: Mauro Pimentel / Terra'Descobrimos verdadeiras aberrações no processo, erros no julgamento. O dossiê tem capacidade de quebrar o supremo', disse Teixeira

Foto: Mauro Pimentel / Terra

Direto do Rio de Janeiro


 

Desde que recebeu a notícia de que estava entre os réus do processo do mensalão, o ex-diretor do marketing do Banco do Brasil Henrique Pizzolato trocou a rotina de compromissos do banco em que trabalhava desde a década de 1980 pela análise do processo que o levou a ser condenado a 12 anos e sete meses de prisão por desvio de recursos públicos para o pagamento de propinas.

 

No último ano, conta Alexandre Teixeira, parte do grupo de amigos que se empenha em criar um dossiê resumindo o que veem como erros do processo e do posterior julgamento, tudo o que Pizzolato fazia era ir à missa e compartilhar o material que o grupo postava no site www.megacidadania.com.br, criado em setembro de 2012 especialmente para divulgar o material.

Teixeira diz que se empenha com outros amigos de Pizzolato para sistematizar e deixar em um tamanho razoável as cerca de 2 mil páginas que selecionaram do processo original, capazes, segundo ele, de provar a inocência do ex-diretor e mesmo desmontar o processo do mensalão. “Descobrimos verdadeiras aberrações no processo, erros no julgamento. O dossiê tem capacidade de quebrar o supremo”, afirma Teixeira. 

Ex-funcionário do BB e ex-dirigente sindical , ele trabalha no dossiê ao lado do jornalista e blogueiro Miguel do Rosário e de outros amigos de Pizzolato, que se reuniam com frequência em sua casa, em Copacabana. Foi de lá que organizaram o Ato pela Anulação do Mensalão, que levou cerca de 1 mil pessoas a sede da Associação Brasileira de Imprensa em janeiro. A partida para a Itália, diz Teixeira, foi uma decisão pessoal de Pizzolato, confirmada apenas a amigos próximos e tomada quando viu que não haveria mais como provar sua inocência no Brasil. “Ninguém falava em fuga. Quando caíram os embargos que caiu a ficha dele”, conta. 

Mais do que o próprio Pizzolato, quem mais lutou para que a sentença fosse revertida foi a sua mulher, a arquiteta Andréa Eunice Haas. Teixeira diz que ela era a que mais tinha esperança de que a Justiça funcionasse. “Se tem uma pessoa que conhece vírgula por vírgula do processo é a Andrea. Sabe o que cada ministro falou do julgamento de cada réu. Ela dizia, “no recurso vão rever, é impossível que não revejam."

Ele confirma que Pizzolato foi de carro até o Paraguai, percorrendo a pé os cerca de 10 quilômetros que o separavam da fronteira para evitar prejudicar os amigos que o ajudaram, e, acrescenta, não foi usada documentação falsa. “Ele é cidadão italiano, como cidadão italiano tem direito a uma identidade italiana. O tribunal pediu apenas o passaporte, ele entrou com a identidade.”

 

A estratégia de Pizzolato, que já está na lista de foragidos da Interpol e viajou com uma versão macro do dossiê para a Itália, é esperar a movimentação da Justiça Brasileira para pedir que o processo seja julgado novamente na Europa. “Todo o mensalão está alicerçado na figura do Pizzolato. Na medida que se afirma que ele não desviou R$ 70 milhões de próprio punho, que não foi ele que assinou, que não houve desvio, como fica a lógica do mensalão?”, indigna-se Teixeira.

Segundo ele, que espera que a versão completa do dossiê esteja pronta para divulgação em duas semanas, o amigo guarda um ressentimento do Brasil e das instituições, entre elas o PT, que espera que o defendessem. “Ninguém se posicionou para dar uma opinião definitiva sobre os documentos, os documentos provam que ele não desviou nada. Nós só queremos que a Justiça seja feita.”

 

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aliancaliberal

Em 2010 na campanha o PT

Em 2010 na campanha o PT acusava Paulo Preto de ter roubado 4 milhões do PSDB, agora quem foge condenado é  um petista, como já disse nada como o tempo para revelar a verdade sobre um partido.

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José Bueno

       Por acaso o tempo já

       Por acaso o tempo já acabou? O tempo realmente mostrará tudo. Esse petista fugiu para SER DEVIDAMENTE JULGADO. Não foi fuga para sumir. Foi fuga para procurar julgamento . . . .JUSTO. 

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Marcoré

Pizzolato

Acho que o Barbosa não contava com essa fuga. Esse dossiê do Pizzolato vai derrubar a casa mal construída do STF.

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Calvin

Justificar foragidos da

Justificar foragidos da justiça é o nível mais baixo que já vi um petista chegar... 

Antes Diogo Mainardi teria fugido para a Itália porque reconhecera que tinha cometido um crime (ele só mora lá, já voltou ao Brasil várias vêzes)...

Já Pizzolato foge para corrigir injustiças.... Santo Deus!!!!

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André Sousa

Pizzolato é inocente

Pizzolato é inocente

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Pizzolato é inocente

Pizzolato é inocente

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Pizzolato é inocente

Pizzolato é inocente

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"Lo que los hombres realmente quieren no es el conocimiento sino la certidumbre ". - Bertrand Russell (1872-1970); filósofo y matemático inglés. (citação num boletim do av. Panda )

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Solange Alves Pinto

Sobre anjos...

Os anjos existem?

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Moura

Pezzolato, você tem obrigação

Pezzolato, você tem obrigação moral para desmacarar esse canalha do Barbosa.

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Pizzolato é inocente

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...spin

 

 

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Gão

Todo petista deveria ter esse vídeo

Mensalão, a maior farsa da história do Brasil.

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Ao Globo ( já sei, já sei ),

Ao Globo ( já sei, já sei ), o Alexandre Teixeira teria dito que Pizzolato guardava mágoa do PT ( coisa de um pagamento banal do partido, que ele adiantara e  que nunca foi devolvido ), e do ministro Lewandowski, cujo voto o havia surpreendido e chocado.

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Orlando

É piada? Se ele fosse

É piada? Se ele fosse inocente não fugiria para a  Itália.

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Fabio (o outro)

É mesmo ! Uma justica

É mesmo ! Uma justica maravilhosa como esta . 

Não só a justica , representada pelo judiciário , mas todo o complexo investigativo (delegados) -  processual (promotores) - judiciário (juizes). 

É notório que o Ministério Público engaveta ou investiga de acordo com sua vontade política. O mensalão tucano , ao menos oito anos anterior ao petista , permanece intocável.

O juiz que mandou prender Daniel Dantas foi ameacado por Gilmar Mendes. 

O promotor paulista Rodrigo De Grandis " ESQUECEU " numa gaveta , ou numa pasta ERRADA como ele disse , o processo contra o propinoduto tucano das licitacões do metrô paulista . 

Já Maluf , tendo ocupado a prefeitura paulista há mais de 15 anos , não tem nenhum processo concluído contra si. Mesmo já tendo ficado claro que as contas na Suica que receberam o dinheiro das propinas nas obras superfaturadas da prefeitura durante sua gestão , pertencem a ele mesmo . Ao contrário de Pizzolato , esse Maluf prefere as terras brasilis , pois se pisar fora daqui aí sim é que pode ser preso . 

Que beleza esta Justica , não acha sr. ORLANDO ? ? ? ?

 

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Onde você vive?

Não dve ser no Brasil, nem acompanhou o julgamento ou leu os comentários de diversos juristas, inclusive da oposição, para falar uma bobagem desta!

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Claro!

Deveria se submeter à  fúria condenatória desse tribunal e desse julgamento de exceção e ficar sentadinho em casa esperando a polícia prendê-lo e levá-lo de avião à Papuda para cumprir pena de 12 (!) anos, sem direito a recurso.

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"Com o tempo, uma imprensa cínica, mercenária, demagógica e corrupta formará um público tão vil como ela mesma".  Joseph Pulitzer

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MThereza

Pizzolato não fugiu. Foi

Pizzolato não fugiu. Foi tentar buscar justiça em outro lugar, ou alguém acha que ele seria ouvido aqui? Se esconderam provas, perícias, documentos; se fizeram ilações ao bel prazer; se distorceram teorias; se a coisa vem errada desde a denúncia e, principalmente, se quase todo mundo sabe o que motivou esse espetáculo, não sei o que ele poderia esperar de nossa justiça. E, além do mais,  deve ter amor à própria pele. Mesmo que não tenha sucesso absoluto, está ajudando a divulgar a farsa  que foi esse julgamento. As inovações mais óbvias já estão divulgadas, mas deve vir muita coisa pela frente. 

Agora  todos os demais ministros/as foram coadjuvantes importantes da farsa, quando não se rebeleram contra os desmandos e ofensas do presidente do stf. 

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Marcos Chiapas

"Gushiken mandou

"Gushiken mandou assinar"Henrique Pizzolato, ex-diretor do BB, diz que pagamentos do banco à DNA foram ordenados por ex-ministro

Por Por Leonardo Attuch

Depois de seis meses de crise política, a CPMI dos Correios propôs, na quinta-feira 10, que Delúbio Soares, o ex-tesoureiro do PT, e Marcos Valério de Souza, o dono das agências DNA e SMP&B, sejam indiciados por vários crimes, incluindo corrupção ativa, evasão de divisas, sonegação fiscal e formação de quadrilha. O próximo alvo dos parlamentares é o ex-diretor de marketing do Banco do Brasil, Henrique Pizzolato. Seu nome voltou ao centro das investigações após a descoberta, uma semana atrás, de que R$ 10 milhões do Banco do Brasil foram desviados para o caixa dois do PT. O esquema funcionaria através da Visanet, uma empresa de cartões de crédito, que possui um fundo milionário para investimentos em propaganda. Segundo parlamentares, Pizzolato teria autorizado o repasse antecipado de R$ 58,3 milhões à DNA e parte desses recursos teria retornado ao caixa dois do PT. Na semana passada, Pizzolato decidiu desabafar e concedeu à DINHEIRO sua primeira entrevista após a denúncia. Atribuiu a responsabilidade pela escolha da DNA ao ex-presidente do BB, Cássio Casseb, ao ex-ministro da Comunicação, Luiz Gushiken, e ainda a outros diretores do banco. “Se existia algo montado para favorecer o PT, era em escalões superiores, muito acima da diretoria de marketing”, disse ele. Pizzolato relatou ainda que a ordem de assinar os repasses à DNA partiu de Gushiken. “Ele disse: vai lá e assina”. Em meio a um drama familiar, tendo de cuidar da saúde do pai, Pizzolato será ouvido novamente pela CPMI. “Contra ele, há indícios de vários crimes”, disse o deputado Gustavo Fruet (PSDB-PR). “O fato de terem mandato fazer não o livra de culpa”. A seguir, os principais trechos da sua entrevista.

DINHEIRO – A CPMI dos Correios concluiu que o Banco do Brasil desviou R$ 10 milhões para o caixa dois do PT, usando verbas da Visanet, e o senhor foi apontado como o responsável. Procede?
HENRIQUE PIZZOLATO – 
De forma alguma. Quando eu assumi a diretoria de marketing do Banco do Brasil, no começo de 2003, essa decisão fugia totalmente à minha alçada. Agora, quando eu vi essa notícia nos jornais, meu mundo desabou mais uma vez.

DINHEIRO – Quem decidiu?
PIZZOLATO – 
O Banco do Brasil tinha três conselheiros na Visanet. Na época, eram o ex-presidente Cássio Casseb, o vice-presidente Edson Monteiro e o diretor Fernando Barbosa. Eles decidiram contratar a DNA.

DINHEIRO – Os membros da CPI dizem que o senhor decidiu antecipar os pagamentos, ou seja, antes da realização dos serviços. 
PIZZOLATO – 
Isso não procede. Eu até estranhei aquilo. Chegaram para mim com o documento pronto para assinar. Já tinha até parecer de auditoria. Faltava o meu “de acordo”. E eles disseram que os outros bancos sócios da Visanet também faziam assim.

DINHEIRO – O que o incomodava naquela operação?
PIZZOLATO – 
Assumi o cargo sabendo que eu tinha um orçamento de marketing do Banco do Brasil. Mas não sabia que havia um outro orçamento, indireto, com os recursos da Visanet. Eu então sugeri a eles que colocassem aquilo no orçamento interno do banco.

DINHEIRO – Qual foi a resposta?
PIZZOLATO – 
Que isso iria criar problemas tributários. Haveria incidência de CPMF e de muitos outros impostos. Por isso, seria melhor transferir o dinheiro direto da Visanet para a agência de publicidade.

DINHEIRO – Depois disso, o senhor então assinou o primeiro repasse de R$ 35 milhões, feito em março de 2003?
PIZZOLATO – 
Não. Como no dia seguinte eu tinha uma reunião na Secom [Secretaria de Comunicação] com o então ministro Luiz Gushiken, decidi levar os papéis para estudar no hotel em que morava e esperei para tomar a decisão no dia seguinte.

DINHEIRO – E o que o ministro Gushiken lhe disse?
PIZZOLATO – 
Ele mandou assinar.

DINHEIRO – A ordem foi dele?
PIZZOLATO – 
Todo o marketing das estatais passava pela Secom. E eu não queria que o Gushiken pensasse que eu estivesse decidindo sobre como aplicar uma verba que não estava no orçamento oficial do Banco do Brasil. Existem outras coligadas, como a Brasilprev, a Brasil Veículos e a Brasilcap, que também têm verbas de publicidade. E tudo isso era decidido pela diretoria de varejo e distribuição. Mas existia o entendimento, dentro da Secom, de que tudo tinha de seguir uma mesma diretriz, definida por eles.

DINHEIRO – Exigência da Secom?
PIZZOLATO – 
O Gushiken uma vez me chamou e disse: “Poxa, o diretor de varejo tem um orçamento de marketing tão grande quanto o do banco ou maior”. E não eram recursos do Banco do Brasil, mas das empresas coligadas. Só que toda campanha tinha que ser aprovada pela Secom.

DINHEIRO – Na Visanet, como foi exatamente o procedimento?
PIZZOLATO – 
O diretor Fernando Barbosa e o gerente Cláudio Vasconcelos chegaram com a nota pronta e pediram o “de acordo”. Eles disseram que tinha que liberar aquele dinheiro o quanto antes, como os outros bancos privados. Com isso, eles poderiam transferir os recursos da Visanet para a DNA. Mas eu mesmo nunca fiz nenhum contato com a Visa. Nem sei onde era a empresa. Depois disso, fui à Secom e na reunião estavam o Gushiken e o adjunto Marcus Flora. O Gushiken, então, disse: “É mais dinheiro para você usar; você tem que assinar”. Eu falei que não estava no orçamento. E ele respondeu: “Tudo bem”.

DINHEIRO – Qual a data exata?
PIZZOLATO – 
Não me lembro. Mas foi no dia do documento [3 de março de 2003], porque assim que eu saí da Secom dei o “de acordo”.

DINHEIRO – Depois, em 12 de maio de 2003, houve um repasse de R$ 23,3 milhões para a DNA.
PIZZOLATO – 
Nos dois documentos, eu só dou o “de acordo”. As notas técnicas e os pareceres vinham de fora. Depois a diretoria de varejo voltava e dizia: “Olha Pizzolato, tem mais dinheiro lá na Visanet”. Então decidi implantar um acompanhamento dos gastos para saber o que era feito em televisão, rádio, revista e assim por diante.

DINHEIRO – O senhor deu o “de acordo” apenas para os repasses que somam R$ 58,3 milhões?
PIZZOLATO – 
Não. Tem também umas notas menores. E eu perguntei de novo porque o dinheiro tinha que ir direto para a agência. Numa reunião com o Casseb eu quase apanhei. Disseram que se o dinheiro entrasse no banco, na forma de dividendos da Visanet, ele seria tributado. E eu então perguntei: por que a DNA?

DINHEIRO – O que responderam?
PIZZOLATO – 
Disseram que tinha um rodízio, era a vez da DNA.

DINHEIRO – O sr. sustenta então que nem tomou a decisão interna, no banco, nem a decisão externa, no governo, de repassar o dinheiro para a DNA?
PIZZOLATO – 
Sim. O Gushiken disse: “Assine que é bom!”. E todo mês a DNA me entregava uma planilha sobre as despesas, que era muito imperfeita. No fim de 2003, a diretoria de varejo do banco até me disse que era preciso gastar todo o dinheiro porque, se isso não fosse feito, a verba seria perdida. Em 2004, quando a questão da liberação antecipada voltou a ser discutida, eu passei a fazer uma planilha minha, paralela. Cheguei até a notificar a DNA, exigindo comprovação do gasto.

DINHEIRO – Eles comprovavam?
PIZZOLATO – 
Todo mês uma funcionária deles, chamada Regina, me repassava os dados.

DINHEIRO – O sr. conheceu o publicitário Marcos Valério?
PIZZOLATO – 
Estive com ele uma vez, no fim de 2003, muito depois desses repasses de R$ 58,3 milhões. Até então, eu não o conhecia.

DINHEIRO – Houve uma auditoria do banco que constatou que R$ 9 milhões não foram comprovados. 
PIZZOLATO – 
O que me disseram foi diferente. Os auditores me contaram que a DNA fez os trabalhos, mas falta o “de acordo” para R$ 4 milhões. E tem uns R$ 2 milhões com divergências.

DINHEIRO – Não é estranho pagar antecipadamente?
PIZZOLATO – 
Eu nunca tinha visto isso. Eu dizia até que, ao colocar o dinheiro na frente, a gente perdia o poder de barganha com a agência. Mas me disseram que tinha de ser feito assim. Só em 2004, começaram a pensar em mudar o sistema. E tem mais um erro da CPI. O dinheiro que ia para a DNA não era gasto só por eles.

DINHEIRO – Como assim?
PIZZOLATO – 
Em 2004, a gente gastou muito dinheiro com outras agências. Os dirigentes delas diziam: “Pô, o cara tá demorando muito para me repassar o dinheiro”.

DINHEIRO – Quem, o Valério?
PIZZOLATO – 
Não, eu chamei o presidente da DNA [Francisco Castilho] e falei para ele repassar o dinheiro para as outras agências.

DINHEIRO – O dinheiro de outras agências passava pela DNA?
PIZZOLATO – 
É, diziam que se fosse para outro lugar, a gente pagaria pelo menos a CPMF.

DINHEIRO – O banco estimulava a sonegação?
PIZZOLATO – 
Não, o que eles diziam é que aquele dinheiro da Visanet não era uma receita, era uma despesa.

DINHEIRO – O senhor acha que foi induzido ao erro por outros diretores do Banco do Brasil?
PIZZOLATO – 
Isso foi montado antes. E não era meu papel controlar. O banco tem contabilidade, tem auditoria. Se o adiantamento fosse uma coisa ruim, caberia aos nossos conselheiros na Visanet dizer isso. Ou seja: o Cássio Casseb, o Édson Monteiro e o Fernando Barbosa.

DINHEIRO – A CPMI também deverá indiciá-lo por corrupção. Como o senhor reagirá?
PIZZOLATO – 
Olha, caiu o mundo na minha cabeça. Eu já tive milhões de oportunidades fazer as coisas na linha da corrupção na época em que fui da Previ. Mas eu sempre ralei a vida inteira. Eles estão fazendo uma grande confusão e estão sendo precipitados. Eu não fui o responsável e também não tinha como checar o dinheiro na conta da DNA. Não sabia que o dinheiro passava por uma empresa daquele Rogério Lanza Tolentino [sócio de Marcos Valério].

DINHEIRO – E nem sabia que o dinheiro voltava para o PT?
PIZZOLATO – 
Olha, se havia alguma coisa combinada, ninguém me informou. Nunca ninguém me disse nada sobre isso. Se existia algo montado, era em escalões superiores, muito acima da diretoria de marketing.

DINHEIRO – O senhor foi usado?
PIZZOLATO – 
A primeira coisa que a Justiça tem que ver é quem decidiu que seriam R$ 35 milhões. Eu não.

DINHEIRO – Quem foi?
PIZZOLATO – 
Os nossos conselheiros na Visanet. Se eles sabiam de outras coisas, eu não sabia.

DINHEIRO – Gushiken saberia de que havia algo combinado em torno de doações de campanha?
PIZZOLATO – 
Pode ser que sim. Mas pode ser que ele tenha pensado que era mais dinheiro para o marketing.

DINHEIRO – O senhor começou a cair no episódio do patrocínio do BB para um show de Zezé di Camargo e Luciano que levantaria fundos para o PT. Foi fogo amigo?
PIZZOLATO – 
Eu nunca pensei nisso. Quando eu estava no banco, eu só pensava em trabalhar. E, depois da vitória do Lula, eu nem queria cargo nenhum. Pensava em criar um projeto de um banco ecológico e o Casseb me chamou para o marketing.

DINHEIRO – Seu convite partiu do Casseb e não do PT?
PIZZOLATO – 
Ele me ligou. Se alguém falou com ele antes, eu não sei.

DINHEIRO – Quando o escândalo da DNA surgiu, seu nome apareceu como sacador de R$ 326 mil. Isso não o complica?
PIZZOLATO – 
Eu já expliquei isso. Me pediram para apanhar uns documentos e eu não imaginava o que havia ali dentro. E passei adiante.

DINHEIRO – Mas logo depois o senhor comprou um apartamento e pagou parte em dinheiro vivo?
PIZZOLATO – 
Eu tenho recibo de tudo. Eu tinha quase R$ 500 mil numa aplicação no banco. No dia do contrato, era véspera de Carnaval e a vendedora disse que queria receber o dinheiro à vista. Para não baixar toda a aplicação, eu usei US$ 36 mil que eu tinha comprado para fazer uma viagem ao exterior, após a aposentadoria. Todos os comprovantes foram entregues à CPI. Essa foi a parte paga em dinheiro. Não tem nada a ver com o tal pacote da DNA, que não ficou comigo.

DINHEIRO – Foi então uma simples coincidência?
PIZZOLATO – 
Uma infeliz coincidência. Naquele ano, tive rendimentos declarados de R$ 700 mil e tenho como comprovar a origem de tudo. Sempre poupei investindo em imóveis. Está tudo no meu imposto.

 

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A pessoa do Pizzolato com

A pessoa do Pizzolato com relação à defesa geral dos réus, representa na realidade a anulação desse processo exdruxulo, somando ai, as arbitrariedades que constatamos no dia a dia. O Ministro JB fez um grande favor a população que está "ligada", difundiu o STF e da pior maneira possivel. Que venham outros Pizzolatos. Em tempo, já se fala que a ex-esposa do "condenado" Waldemar Costa Neto ainda não detido, tem muitos segredos a revelar. Como é conhecida de muitos. eu não duvido, que essas revelações venham a vender mais jornais e a desmoralizar mais ainda esse julgamento. Não consideramos as manifestações generalizadas dos grandes e renomados nomes do mundo juridico. 

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Ricardo CG

O GLobo de hoje traz a

O GLobo de hoje traz a informação de que o BB vai processar Pizzolato para recuperar os tais setenta e tantos milhões. Tá aí uma ótima chance para a história ser escarafunchada, a inocência ser provada e para surgirem os outros envolvidos na gestão do VISANET... 

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Roberto Monteiro

Eu já passei da idade de

Eu já passei da idade de acreditar em papai noel.

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spencer

Teixeira e Andreia, por favor me esclarecam.........

Qual foi a intencao do Pizzolato quando denunciou o Gushiken?  Derruba-lo e assumir o lugar dele indicado pelo DANTAS ? Por que ele, depois de nao alcancado o objetivo retirou a acusacao sobre o Gushiken? Gostaria de ter estas respostas para poder entender e fazer uma avaliacao do carater do Pizzolato. A PF acha que ele viajou para o exterior talvez em um jatinho particular, entao, verifiquem as planilhas de voo dos avioes do Dantas.

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Carlos Dias

Dá uma olhada no site O cafezinho

lá o Miguel do Rosário explica bem melhor essa acusação (possivelmente falsa).

Segundo consta essas acusação contra gushiken não são confirmadas por pizzolato. 

 

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Fulvia

Pizzolato e o mal entendido

Pizzolato e o mal entendido sobre Dantas e GushikenEnviado por  on 22/11/2013 – 11:48 pm49 comentários

Com todo o respeito ao amigo Paulo Henrique Amorim, sempre a meu lado em tantas batalhas, e ao competente Sérgio Lirio, da Carta Capital, mas a matéria sobre Henrique Pizzolato é totalmente sem pé nem cabeça. Além de irresponsável, por lançar uma acusação contra uma pessoa sem base em nenhuma prova ou mesmo indício.

O artigo está neste post do Conversa Afiada, com alguns comentários do Paulo.

O subtítulo é, data venia, uma calúnia digna de Joaquim Barbosa:

O ex-diretor do Banco do Brasil recebeu do valerioduto para incriminar Luiz Gushiken.

É lamentável que toda a luta que estamos fazendo para que acusações sejam baseadas em provas, e não em ilações, seja de repente esquecida.

Segundo Pizzolato, o dinheiro que ele recebeu, exatamente R$ 327 mil reais e alguns centavos, era para a campanha do PT do Rio de Janeiro. Ele sempre sustentou essa versão.

Mais tarde, quando a investigação sobre o Banco Rural e Marcos Valério foi concluída, chegou-se a uma tabela com todos os valores enviados pelo Banco Rural aos diretórios do PT e de outras legendas, conforme o acordo entre Delúbio e Marcos Valério.

O próprio Marcos Valério, já com seus sigilos todos quebrados, apresentou uma tabela com os empréstimos que fez junto aos bancos Rural e BMG, para o PT, e a relação das pessoas que receberam os recursos destinados a pagar dívidas da campanha de 2002 e preparativos para a campanha de 2004. No total, foram R$ 55 milhões.

A DNA estava fazendo a campanha do PT em Petrópolis de 2004, para o grupo de Delúbio, e queria pegar a conta da campanha de Bittar no município do Rio – que acabou ficando com Nizan Guanaes.  Pizzolato alega que era muito comum receber sacolas com fitas de vídeo, amostras de santinhos, para entregar a alguém do partido. Naquele dia, recebeu mensagem para entregar urgente duas sacolas para o PT.

Este é o mensalão real, este é o caixa 2 que aconteceu entre 2002 e 2004, e que foi sempre admitido por Delúbio Soares e mais uma centena de depoentes.

 

Na tabela, consta o valor exato que foi enviado ao Rio de Janeiro.

Pode-se ver que está discriminado o valor exato que foi direcionado ao PT do Rio, via Henrique Pizzolato, o qual afirma que sequer abriu as sacolas.

Não vou afirmar peremptoriamente que Pizzolato está falando a verdade. Apenas estou apresentando o que existe nos autos, e apontando as circunstâncias; todos ajudam a consolidar a versão dele. Será que, neste mundo podre, é tão impossível acreditar no que uma pessoa vem afirmando há oito anos, sem que tenha havido nenhuma contradição, e com apoio de tantos documentos?

*

Confiram a data da entrega das sacolas para Pizzolato: 15 de janeiro de 2004. Pizzolato seria convocado para depor na CPI dos Correios mais de um ano depois, em agosto de 2005. Qual o sentido em dizer que Pizzolato recebeu propina do valerioduto em janeiro de 2004 para incriminar Gushiken em agosto de 2005? O mensalão sequer havia estourado em janeiro de 2004! Não tem sentido.

*

A informação de que Pizzolato “incriminou” Gushiken também é falsa. Na CPI dos Correios, sob o bombardeio torturante de deputados e senadores da oposição, arrancou-se de Pizzolato um comentário óbvio: ele prestava contas a Luiz Gushiken, então presidente da Secom. Era uma verdade. A Secom tinha comando sobre toda e qualquer publicidade dos órgãos federais.  Acontece que assim que Pizzolato afirmou isso, os parlamentares nem o deixaram complementar, passaram a bombardear ilações sobre a participação de Gushiken no suposto desvio dos recursos da Visanet, porque interessava a oposição pegar um peixe mais graúdo do que Pizzolato. Queriam chegar na Secom, e daí em Lula. Pizzolato foi encurralado num interrogatório de inquisição de CPI.

A entrevista de Pizzolato para Istoé não existiu: Pizzolato não a concedeu. A revista usou depoimentos de Pizzolato na CPI, descontextualizados, e jamais apresentou os áudios. Não podemos esquecer que era um momento de total loucura midiática, repleto de entrevistas que não eram dadas, acusações infundadas, traições e suspeitas de traições.

No dia seguinte, jornais e revistas (e o blog de Noblat) vinham com manchetes escandalosas, e mais ilações, sobre Gushiken. Mas Pizzolato não tinha, efetivamente, falado nada de desabonador sobre Gushiken. Gushiken, naquele momento de tensão máxima, em que o PT se fragmentava, perplexo, apavorado e confuso, entrou com um processo contra Pizzolato, para se blindar, e baseado numa entrevista que Pizzolato nunca deu.  Pizzolato consegue provar ao juiz que não deu a entrevista. A íntegra do processo pode ser vista aqui.

Outra frase sem sentido da reportagem de Sérgio Lírio:

“PS: Quando o governo costurou a patranha da BrOi, a fusão da BrT com a OI, operação que rendeu mais de 1 bilhão de reais a Dantas, Pizzolato mudou seu depoimento e retirou as acusações contra Gushiken.”

Relacionar as duas coisas é uma ilação absurda. O processo judicial entre Gushiken e Pizzolato termina com um acordo entre as partes em outubro de 2010. Pizzolato já era então um homem destruído pela mídia. Não havia nenhuma “acusação” ou “acusações” de Pizzolato contra Gushiken a serem “retiradas”, e sim um processo movido por Gushiken contra Pizzolato, que foi vencido por Pizzolato, e terminou em acordo.

*

Pizzolato e Gushiken sempre foram irmãos. Tinham uma relação fraternal, tanto que Gushiken morou dois anos no apartamento de Pizzolato em Brasília. Pizzolato jamais “incriminaria” Gushiken.

*

Sobre a relação entre Daniel Dantas e Pizzolato, a melhor pessoa para contar a história é Alexandre Teixeira, melhor amigo de Pizzolato. Assim que eu conversei com Paulo Henrique Amorim, e ele me falou sobre sua desconfiança de que Pizzolato tinha alguma relação com Dantas, eu decidi tirar isso a limpo com Teixeira. Vamos ouvir a sua versão.

Cafezinho: “Qual a relação entre Pizzolato e Daniel Dantas?”

Teixeira: “Completamente de conflito, total conflito. Nunca estiveram no mesmo campo de interesses. Muito pelo contrário. Pizzolato era diretor da Previ, eleito pelos funcionários, e era normal diretores da Previ assumirem cargos de representação de interesse do fundo, onde a Previ tinha participação… Pizzolato, num determinado momento, foi do Conselho da Brasil Telecom. No Conselho da Brasil Telecom, na primeira ou segunda reunião, ele recebeu previamente o material para analisar sobre o que seria decidido na reunião, e era referente aos fundos de pensão dos funcionários. E ele preparou um voto contrário ao que estava sendo encaminhado na votação, que era de interesse de Daniel Dantas. Portanto Pizzolato votou contra Daniel Dantas.

O pessoal que comandava o conselho eram todos ligados ao Daniel Dantas, e protestaram: ‘Não pode! A Previ não pode votar contra!’. E ele [Pizzolato] disse, ‘vou votar contra’. A reunião foi suspensa. No dia seguinte, Pizzolato foi destituído como representante da Previ na Brasil Telecom. E ele foi procurar saber porque e descobriu que havia um contrato de gaveta, sigiloso, da diretoria da Previ de então, que era toda do Fernando Henrique [isso aconteceu ainda no governo FHC], pelo qual Daniel Dantas, mesmo minoritário, tinha controle. Os fundos de pensão se submetiam a isso.

Não contente em destituir Pizzolato da Brasil Telecom, o Daniel Dantas processou Pizzolato. Abriu um processo judicial contra Pizzolato, processo este que durou por um bom tempo e ganhou há coisa de um ano.”

*

Por fim, respondo também a esta afirmação, meio bizarra, do meu amigo Paulo Henrique Amorim:

Sergio Lírio não se amedronta diante deles: Daniel, Dantas e os jornalistas do Pizzolato.

Acho louvável que Lírio seja tão corajoso a ponto de não se amedrontar por Daniel, Dantas, embora eu não saiba quem seja o Daniel antes da vírgula. Quanto aos “jornalistas do Pizzolato”, bem, acho que este epíteto poderia ser referir a mim, já que sou eu quem mais escrevo sobre o ex-diretor de marketing do BB. Pode-se dizer que eu sou também o “jornalista do Genoíno”, o “jornalista do Dirceu”. Pode-se até dizer que sou também o “jornalista de Merval Pereira”, já que o colunista da Globo tem sido um dos meus temas preferidos ao longo dos últimos anos.

Mas a verdade é que eu não sou jornalista, porque não trabalho em jornal. Sou blogueiro e responsável pelo blog O Cafezinho. Defendo ou combato quem me der na telha, segundo a minha consciência. Hoje defendo o governo do PT porque entendo que é o melhor que poderíamos ter. Se eu entender que o governo do PT é nocivo ao país, passarei a combatê-lo, democraticamente. Tenho orgulho da minha independência, que me deixa livre para bater no papa, no bispo, no governo e na globo.

Conheço Pizzolato há menos de um ano e, francamente, passei a escrever sobre ele por compaixão. Nunca havia conhecido um cara tão ferrado na vida. Linchado pela mídia, rechaçado pelo próprio partido, inclusive por causa de uma série de intrigas, dentro do sindicato, dentro do partido, algumas das quais eu prefiro nem falar, e por fofocas nonsense como essas propagadas pelo Sérgio Lírio. Pizzolato vendeu tudo que tinha para pagar os advogados nos primeiros anos do processo. Quando eu o conheci, não tinha mais dinheiro, mais carreira, mais esperança, mais nada. A única coisa que ele tinha era a sua esposa e os documentos que provam a sua inocência.

Não posso afirmar que Pizzolato é inocente, por exemplo, na questão do dinheiro que recebeu do Banco Rural. Ele afirma que o dinheiro era para o PT do Rio. E os documentos de Marcos Valério comprovam o fato. Eu conversei com ele várias vezes, e acredito em sua versão. Se não acreditasse, não o defenderia. Mas posso estar errado. Entretanto, para condená-lo, era preciso que houvesse um motivo para motivar o pagamento da suposta propina. Um ato de ofício. O caso Visanet é furada. Os recursos do Visanet foram devidamente usados em campanhas de publicidade. Todo mundo já sabe disso, há documentos. Só mesmo o STF não sabe, porque se curvou à mídia linchatória. E o caso aventado por Sérgio Lírio não tem pé nem cabeça, porque implicaria em pagar uma propina a Pizzolato por uma coisa que ele faria quase dois anos depois. E uma coisa que não se sabia que iria acontecer. A Receita Federal pesquisou 20 anos da vida fiscal e bancária de Pizzolato. Nunca achou nada. Então, os fatos todos convergem para a versão do próprio: que os recursos que recebeu do Banco Rural eram mesmo para o PT, e que ele é totalmente inocente das acusações de desvio dos recursos do Visanet, até porque os recursos não foram desviados.

Espero que os malentendidos tenham sido esclarecidos. Sérgio Lírio não tinha obrigação de conhecer as datas, mas acho que ele tem o dever de, ciente dos fatos, corrigi-los e dar-lhes a mesma publicidade que deu às falsas ilações, sob o risco de apresentar não um texto do competente Sérgio Lírio, mas apenas um lamentável de-Lírio.

luiz-gushiken

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Preciso de sua ajuda

Oi gente, me chamo Joubert e eu também sou um... Barbosa. 

(Aplausos entusiasmados e todos falam: oi Barbosaaaaaaaaa! )
Comecei, como todo mundo, tomando pequenas doses diárias de Barbosa. A primeira vez aconteceu quando li a respeito da discussão dele com Ministro aposentado do STF, Eros Grau que o acusou de ter agredido fisicamente a ex-mulher. Confesso que achei o sabor meio amargo. Havia decidido nunca mais bebê-lo. Mas aí, um amigo sugeriu que eu provasse novamente. Fraco como sou, resolvi prová-lo novamente. Desse vez tomei um porre de Barbosinha versos Gilmar Mendes. Por incrível que pareça, não acordei com ressaca. Nem lembro se tinha tomado um Engov antes, mas com certeza não tomei um depois. 

Embora tenha aumentado as doses de Barbosa em alguns momentos, os porres não eram diários. Na maioria das vezes acontecia semana sim e semana não. Uma briga com Marco Aurélio aqui, uma deselegância com um repórter ali. Nada fora do normal. 

Aí a coisa foi ficando mais constante. Lembro que comecei a beber Barbosa todos os dias após a tal AP 470, mais conhecida como Mensalão. Lembro que quanto mais bebia, mais achava que precisava. Acho que estava buscando aquela primei... ou melhor, segunda sensação. Barbosa não parecia ser mais Barbosa. Estava mais forte, amargo e difícil de tragar.

A coisa piorou quando apareceu uma tal de “teoria do domínio do fato”. Meus deus, aquilo era coisa de outro mundo. Perdi completamente os sentidos. Quando acordei, fui apresentado a outros Barbosas do STF. Bebi, bebi e bebi cada vez mais. Mesmo bebendo mais, percebi que só sofria de ressaca após os embates entre Barbosa e Ricardo Lewandowski.

Após um tempo, não me sentia bem em beber Barbosa. Lembro de uma vez que bebi tanto Barbosa que no dia seguinte vomitei bile. Sensação horrível. Nem gosto de lembrar. 

Pois é, meu vício em Barbosa me fez procurar vocês. Preciso de ajuda. Se continuar assim, Barbosa vai acabar com minha vida. Uma vez fiquei intrigado com aquela bebida e achei importante ler sua composição. Alguns ingredientes são até bons. Por exemplo, perseverança, força de vontade, inconformismo, paixão. Mas outros são terríveis. Hipocrisia, arrogância, intolerância, falta de amor e maldade. Por favor, quero me livrar de Barbosa. Preciso saber se posso contar com a ajuda vocês. E aí, posso?

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Joubert Barbosa 

Barbosólatras.

Oi gente, meu nome é Francisco Carlos leal Passos e eu sou Barbosólatra...

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Barbosólatra

Barbosa em seu incrível jogo de dissimulações mas,  como dizem, de tanto usar o cachimbo a boca entorta, ministro vê se tem cabimento um servidor público tirar licença médica para rodar por ai de bar em bar

http://www.estadao.com.br/noticias/nacional,de-licenca-medica-joaquim-barbosa-vai-a-festa-de-amigos-e-a-bar-em-brasilia,591930,0.htm

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...spin

 

 

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ArthurTaguti

E esta matéria da Carta

E esta matéria da Carta Capital, que diz que Pizzolato era um dos favoritos de Daniel Dantas para os fundos de pensão, e entrou no imbróglio porque queria jogar Gushiken aos leões?

Não estou fazendo juízo de valor, mas não existe publicação brasileira que investigou e escreveu mais sobre os bastidores envolvendo Daniel Dantas do que a CC.

http://www.cartacapital.com.br/politica/pizzolato-uma-historia-esquecida-2632.html

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Arthur, já tinha aparecido

Arthur, já tinha aparecido bastante tempo atrás essa acusação contra Pizzolato na Carta Capital.

Mas Miguel do Rosário, que está colaborando com o dossiê para defesa, escreveu, contestando:

http://www.ocafezinho.com/2013/11/22/pizzolato-e-o-mal-entendido-sobre-dantas-e-gushiken/

Me parece uma resposta bastante consistente.

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lidiaz

Ainda que fosse tudo verdadeiro...

... nessa matéria da CC, não teria sido esse o motivo da condenação do Pizzolato.

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Há controvérsias

Artur, como qualquer questão, há necesidade de analisarmos vários ângulos para chegar mais perto do que realmente aconteceu.

Essa matéria do Sérgio Lírio foi rebatida com argumentos importantes pelo Miguel do Rosário, d'O Cafezinho.

Acho que tudo isso ainda precisa ser melhor apurado.

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Errata

Arthur. Desculpe-me, escrevi seu nome de forma errada.

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MiriamL

Pizzolato e o mal entendido

Pizzolato e o mal entendido sobre Dantas e Gushiken

 

Enviado por  on 22/11/2013 – 11:48 pm 

Com todo o respeito ao amigo Paulo Henrique Amorim, sempre a meu lado em tantas batalhas, e ao competente Sérgio Lirio, da Carta Capital, mas a matéria sobre Henrique Pizzolato é totalmente sem pé nem cabeça. Além de irresponsável, por lançar uma acusação contra uma pessoa sem base em nenhuma prova ou mesmo indício.

O artigo está neste post do Conversa Afiada, com alguns comentários do Paulo.

O subtítulo é, data venia, uma calúnia digna de Joaquim Barbosa:

O ex-diretor do Banco do Brasil recebeu do valerioduto para incriminar Luiz Gushiken.

É lamentável que toda a luta que estamos fazendo para que acusações sejam baseadas em provas, e não em ilações, seja de repente esquecida.

Segundo Pizzolato, o dinheiro que ele recebeu, exatamente R$ 327 mil reais e alguns centavos, era para a campanha do PT do Rio de Janeiro. Ele sempre sustentou essa versão.

Mais tarde, quando a investigação sobre o Banco Rural e Marcos Valério foi concluída, chegou-se a uma tabela com todos os valores enviados pelo Banco Rural aos diretórios do PT e de outras legendas, conforme o acordo entre Delúbio e Marcos Valério.

O próprio Marcos Valério, já com seus sigilos todos quebrados, apresentou uma tabela com os empréstimos que fez junto aos bancos Rural e BMG, para o PT, e a relação das pessoas que receberam os recursos destinados a pagar dívidas da campanha de 2002 e preparativos para a campanha de 2004. No total, foram R$ 55 milhões.

A DNA estava fazendo a campanha do PT em Petrópolis de 2004, para o grupo de Delúbio, e queria pegar a conta da campanha de Bittar no município do Rio – que acabou ficando com Nizan Guanaes.  Pizzolato alega que era muito comum receber sacolas com fitas de vídeo, amostras de santinhos, para entregar a alguém do partido. Naquele dia, recebeu mensagem para entregar urgente duas sacolas para o PT.

Este é o mensalão real, este é o caixa 2 que aconteceu entre 2002 e 2004, e que foi sempre admitido por Delúbio Soares e mais uma centena de depoentes.

 

Na tabela, consta o valor exato que foi enviado ao Rio de Janeiro.

Pode-se ver que está discriminado o valor exato que foi direcionado ao PT do Rio, via Henrique Pizzolato, o qual afirma que sequer abriu as sacolas.

Não vou afirmar peremptoriamente que Pizzolato está falando a verdade. Apenas estou apresentando o que existe nos autos, e apontando as circunstâncias; todos ajudam a consolidar a versão dele. Será que, neste mundo podre, é tão impossível acreditar no que uma pessoa vem afirmando há oito anos, sem que tenha havido nenhuma contradição, e com apoio de tantos documentos?

*

Confiram a data da entrega das sacolas para Pizzolato: 15 de janeiro de 2004. Pizzolato seria convocado para depor na CPI dos Correios mais de um ano depois, em agosto de 2005. Qual o sentido em dizer que Pizzolato recebeu propina do valerioduto em janeiro de 2004 para incriminar Gushiken em agosto de 2005? O mensalão sequer havia estourado em janeiro de 2004! Não tem sentido.

*

A informação de que Pizzolato “incriminou” Gushiken também é falsa. Na CPI dos Correios, sob o bombardeio torturante de deputados e senadores da oposição, arrancou-se de Pizzolato um comentário óbvio: ele prestava contas a Luiz Gushiken, então presidente da Secom. Era uma verdade. A Secom tinha comando sobre toda e qualquer publicidade dos órgãos federais.  Acontece que assim que Pizzolato afirmou isso, os parlamentares nem o deixaram complementar, passaram a bombardear ilações sobre a participação de Gushiken no suposto desvio dos recursos da Visanet, porque interessava a oposição pegar um peixe mais graúdo do que Pizzolato. Queriam chegar na Secom, e daí em Lula. Pizzolato foi encurralado num interrogatório de inquisição de CPI.

A entrevista de Pizzolato para Istoé não existiu: Pizzolato não a concedeu. A revista usou depoimentos de Pizzolato na CPI, descontextualizados, e jamais apresentou os áudios. Não podemos esquecer que era um momento de total loucura midiática, repleto de entrevistas que não eram dadas, acusações infundadas, traições e suspeitas de traições.

No dia seguinte, jornais e revistas (e o blog de Noblat) vinham com manchetes escandalosas, e mais ilações, sobre Gushiken. Mas Pizzolato não tinha, efetivamente, falado nada de desabonador sobre Gushiken. Gushiken, naquele momento de tensão máxima, em que o PT se fragmentava, perplexo, apavorado e confuso, entrou com um processo contra Pizzolato, para se blindar, e baseado numa entrevista que Pizzolato nunca deu.  Pizzolato consegue provar ao juiz que não deu a entrevista. A íntegra do processo pode ser vista aqui.

Outra frase sem sentido da reportagem de Sérgio Lírio:

“PS: Quando o governo costurou a patranha da BrOi, a fusão da BrT com a OI, operação que rendeu mais de 1 bilhão de reais a Dantas, Pizzolato mudou seu depoimento e retirou as acusações contra Gushiken.”

Relacionar as duas coisas é uma ilação absurda. O processo judicial entre Gushiken e Pizzolato termina com um acordo entre as partes em outubro de 2010. Pizzolato já era então um homem destruído pela mídia. Não havia nenhuma “acusação” ou “acusações” de Pizzolato contra Gushiken a serem “retiradas”, e sim um processo movido por Gushiken contra Pizzolato, que foi vencido por Pizzolato, e terminou em acordo.

*

Pizzolato e Gushiken sempre foram irmãos. Tinham uma relação fraternal, tanto que Gushiken morou dois anos no apartamento de Pizzolato em Brasília. Pizzolato jamais “incriminaria” Gushiken.

*

Sobre a relação entre Daniel Dantas e Pizzolato, a melhor pessoa para contar a história é Alexandre Teixeira, melhor amigo de Pizzolato. Assim que eu conversei com Paulo Henrique Amorim, e ele me falou sobre sua desconfiança de que Pizzolato tinha alguma relação com Dantas, eu decidi tirar isso a limpo com Teixeira. Vamos ouvir a sua versão.

Cafezinho: “Qual a relação entre Pizzolato e Daniel Dantas?”

Teixeira: “Completamente de conflito, total conflito. Nunca estiveram no mesmo campo de interesses. Muito pelo contrário. Pizzolato era diretor da Previ, eleito pelos funcionários, e era normal diretores da Previ assumirem cargos de representação de interesse do fundo, onde a Previ tinha participação… Pizzolato, num determinado momento, foi do Conselho da Brasil Telecom. No Conselho da Brasil Telecom, na primeira ou segunda reunião, ele recebeu previamente o material para analisar sobre o que seria decidido na reunião, e era referente aos fundos de pensão dos funcionários. E ele preparou um voto contrário ao que estava sendo encaminhado na votação, que era de interesse de Daniel Dantas. Portanto Pizzolato votou contra Daniel Dantas.

O pessoal que comandava o conselho eram todos ligados ao Daniel Dantas, e protestaram: ‘Não pode! A Previ não pode votar contra!’. E ele [Pizzolato] disse, ‘vou votar contra’. A reunião foi suspensa. No dia seguinte, Pizzolato foi destituído como representante da Previ na Brasil Telecom. E ele foi procurar saber porque e descobriu que havia um contrato de gaveta, sigiloso, da diretoria da Previ de então, que era toda do Fernando Henrique [isso aconteceu ainda no governo FHC], pelo qual Daniel Dantas, mesmo minoritário, tinha controle. Os fundos de pensão se submetiam a isso.

Não contente em destituir Pizzolato da Brasil Telecom, o Daniel Dantas processou Pizzolato. Abriu um processo judicial contra Pizzolato, processo este que durou por um bom tempo e ganhou há coisa de um ano.”

*

Por fim, respondo também a esta afirmação, meio bizarra, do meu amigo Paulo Henrique Amorim:

Sergio Lírio não se amedronta diante deles: Daniel, Dantas e os jornalistas do Pizzolato.

Acho louvável que Lírio seja tão corajoso a ponto de não se amedrontar por Daniel, Dantas, embora eu não saiba quem seja o Daniel antes da vírgula. Quanto aos “jornalistas do Pizzolato”, bem, acho que este epíteto poderia ser referir a mim, já que sou eu quem mais escrevo sobre o ex-diretor de marketing do BB. Pode-se dizer que eu sou também o “jornalista do Genoíno”, o “jornalista do Dirceu”. Pode-se até dizer que sou também o “jornalista de Merval Pereira”, já que o colunista da Globo tem sido um dos meus temas preferidos ao longo dos últimos anos.

Mas a verdade é que eu não sou jornalista, porque não trabalho em jornal. Sou blogueiro e responsável pelo blog O Cafezinho. Defendo ou combato quem me der na telha, segundo a minha consciência. Hoje defendo o governo do PT porque entendo que é o melhor que poderíamos ter. Se eu entender que o governo do PT é nocivo ao país, passarei a combatê-lo, democraticamente. Tenho orgulho da minha independência, que me deixa livre para bater no papa, no bispo, no governo e na globo.

Conheço Pizzolato há menos de um ano e, francamente, passei a escrever sobre ele por compaixão. Nunca havia conhecido um cara tão ferrado na vida. Linchado pela mídia, rechaçado pelo próprio partido, inclusive por causa de uma série de intrigas, dentro do sindicato, dentro do partido, algumas das quais eu prefiro nem falar, e por fofocas nonsense como essas propagadas pelo Sérgio Lírio. Pizzolato vendeu tudo que tinha para pagar os advogados nos primeiros anos do processo. Quando eu o conheci, não tinha mais dinheiro, mais carreira, mais esperança, mais nada. A única coisa que ele tinha era a sua esposa e os documentos que provam a sua inocência.

Não posso afirmar que Pizzolato é inocente, por exemplo, na questão do dinheiro que recebeu do Banco Rural. Ele afirma que o dinheiro era para o PT do Rio. E os documentos de Marcos Valério comprovam o fato. Eu conversei com ele várias vezes, e acredito em sua versão. Se não acreditasse, não o defenderia. Mas posso estar errado. Entretanto, para condená-lo, era preciso que houvesse um motivo para motivar o pagamento da suposta propina. Um ato de ofício. O caso Visanet é furada. Os recursos do Visanet foram devidamente usados em campanhas de publicidade. Todo mundo já sabe disso, há documentos. Só mesmo o STF não sabe, porque se curvou à mídia linchatória. E o caso aventado por Sérgio Lírio não tem pé nem cabeça, porque implicaria em pagar uma propina a Pizzolato por uma coisa que ele faria quase dois anos depois. E uma coisa que não se sabia que iria acontecer. A Receita Federal pesquisou 20 anos da vida fiscal e bancária de Pizzolato. Nunca achou nada. Então, os fatos todos convergem para a versão do próprio: que os recursos que recebeu do Banco Rural eram mesmo para o PT, e que ele é totalmente inocente das acusações de desvio dos recursos do Visanet, até porque os recursos não foram desviados.

Espero que os malentendidos tenham sido esclarecidos. Sérgio Lírio não tinha obrigação de conhecer as datas, mas acho que ele tem o dever de, ciente dos fatos, corrigi-los e dar-lhes a mesma publicidade que deu às falsas ilações, sob o risco de apresentar não um texto do competente Sérgio Lírio, mas apenas um lamentável de-Lírio.

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Por que não lutar aqui mesmo?

Duas mil páginas probatórias capazes de provar a sua inocência, traduzidas (tradução juramentada) ao italiano irão custar milhares de dólares, além de todos os custos envolvidos em carimbos de consulados, logística e advogados italianos. Por que não pegar esse material; chamar a um foro nacional representado por bons constitucionalistas; constata-se a inocência e apresenta-se um pedido de retificação ao STF, com milhões de assinaturas e apoio de movimentos sociais? Volta com a batata quente ao STF e vejamos que acontece.

A luta na Itália será inglória, improdutiva e, pelo contrário, levantará algumas simpatias no Barbosa, apenas um “brasileiro”, afro descendente, sendo submetido a tribunais de fora, etc.

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edward

Com novas provas,

Com novas provas, principalmente o tal inquérito com segredo de justiça, que ficou escondido da defesa, todos os réus poderão ingressar com revisão do processo. Mas a grande dificuldade é que a tal revisão, se conseguirem, terá um longo e infinito e interminável procedimento processual. Nem quem sobreviver verá.

 

Lembro que o mensalão tucano já começou a prescrever  - penas em concreto - e sequer saiu da linha de partida. Todos sabemos que este processo - programado para 2015 ( hahahahahahahahaha, rs de um famoso julgador) nunca tramitará. Os carros enfileirados na linha de partida estão todos com o motor fundido e não interessa ao Poder Judiiário, a nossa mídia golpista e aos poderosos qualquer discussão sobre o mensalão mineiro.

Então, a única saída é ganharmos a eleição e depois, com tudo, começarmos a derrubar ministros infalíveis do STF, impedindo-os de continuar a julgar da forma com que querem.

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Preparando as brandas penas tucanas

Edward,

Estou achando que o PIG está agora atacando o Barbosa para evitar que ele esteja (pelo menos moralmente) obrigado a aplicar o mesmo rigor aos Tucanos, os quais não possuem nenhuma estrutura de caráter para suportar.

Vão amaciar, depois de muita luta, as penas do PT para, em seguida, usando “a mesma vara” (rs, rs, rs) irão dar penas leves, rápidas e sem linchamento de mídia para os tucanos.

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Alexis, sua reação é pautada pela racionalidade,

e acho que Pizzolato deve estar muito além da racionalidade, se não simplesmente apavorado.

Se coloque no lugar dele: vendo a "justiça" do pais dele, representado pela corte mais alta da hierarquia, "construir" uma acusação tirando dos autos (via "segredo de justiça) as provas que não o incriminam e criando outras sem nexo para incrimina-lo.

Acho que ele deve ter pirado. E ir para a Itália é melhor que atentar a propria vida.

Como acho que o Brasil (governo Lula) errou muito feio no caso Battisti, espero que a justiça italiana mostre a nossa "justiça" como se trabalha, que seja só por vingança.

Alias sugiro a barbozão (e demais acólitos)  ler ou re-ler o "Conde de Monte Cristo". Acho que este livro do grande Alexandre Dumas possa dar ideias interessantes para um José Dirceu nessa nova passagem pela prisão.

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OK Lionel, Deixemos ele por

OK Lionel,

Deixemos ele por lá (nem todos são "Dirceu" ou "Genoino")

Mas, enquanto ele "desaparece", poderia ser montada aqui no Brasil uma forte defesa e petição de retificação ao STF.

Sugiro separar a pessoa do Pizzolato com relação à defesa geral dos réus, cujas novas provas poderiam gerar alguma contra-ofensiva, mas dentro do Brasil.

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