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A mídia internacional de olho no mercado brasileiro

Nas últimas décadas Mario Vargas Llosa transformou-se em um dos ícones da modernização liberal na América Latina. Como colunista do diário espanhol El País, tornou-se uma espécie de paradigma para outros colunistas da imprensa latino-americana – e, particularmente, a brasileira.

Cada qual tentou emular o personagem Llosa em seu colunismo.

Para quem não o conhece como colunista, Llosa é uma espécie de Arnaldo Jabor mais sofisticado, com críticas severas a hábitos populistas latino-americanos, mas sem o histrionismo e a paranoia do nosso Jabor – que considera que o fim do comunismo disseminou células cancerígenas por todo o Ocidente cristão.

***

Em sua última contribuição ao El Pais, Llosa mira como um dos pontos centrais do atraso latino-americano os oligopólios de mídia, sustentados por pactos com sucessivos governos que se consumaram em legislações anacrônicas.

E aí, cria um paradoxo curioso com o padrão de cobertura da velha mídia do eixo Rio-São Paulo.

***

O setor de mídia é o último reduto da reserva de mercado no país. Só se aceita participação de até 30% de grupos estrangeiros no capital de empresas nacionais. Na parte televisiva e radiofônica, os grupos são defendidos pelo sistema de concessão do espaço público, com tal liberdade de uso que lhes é permitido até alugar horário para terceiros.

***

Esse sistema criou diversos anacronismos e distorções.

O mais grave deles foi o da sub-representação política e regional. A enorme concentração de poder político e econômico no eixo Rio-São Paulo – no período pós-redemocratização – deveu-se  fundamentalmente à influência dos seus grupos de mídia.

Não apenas outras regiões viram-se sub-representadas, mas também vastos setores da economia e da sociedade. O enorme atraso do país, no combate à miséria, deveu-se em grande parte à postura dos grupos de mídia, avessos a qualquer política social pública.

Gastos ínfimos do Bolsa Família, em relação ao dispendido com pagamento de juros, foram tratados como ameaça à estabilidade fiscal.

Aliás, a retórica do fim do mundo sempre foi utilizada abundantemente para bloquear qualquer forma de gasto público que não contemplasse setores ideologicamente afinados com os grupos de mídia – como o mercado financeiro.

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No último mês, El País lançou sua edição brasileira – apenas na Internet. Alguns anos atrás o grupo português Ongoing entrou no mercado de mídia – mas graças ao fato de uma das herdeiras ter nacionalidade brasileira.

Nos últimos anos, coube a grupos estrangeiros a cobertura jornalística mais isenta sobre o Brasil. Empresas como a britânica BBC, a agência Reuters, diários internacionais, como El Pais e Financial Times, independentemente de sua orientação ideológica, foram os que respeitaram mais os fatos.

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Nos próximos meses, além de acossadas pelas redes sociais e pelo novo jornalismo online, os grandes grupos de mídia terão que gastar energia para defender seu mercado da mídia regional e dos grupos internacionais.

E terão que se conformar, quando forem colocados ao lado de outros símbolos do atraso latino-americano – que, nas últimas décadas, transformaram-se em seu prato predileto, para colocarem-se como defensores da modernização ocidental contra o atraso do continente.

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Será que ainda vou viver o suficiente para ver o fim dessa reserva de mercado nesta área tão importante, talvez a mais importante, do ponto de vista da democracia e da política, para qualquer país

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Grato, Spin F

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The Beast

Oligopólio das comunicações é

Oligopólio das comunicações é fichinha perto das montadoras

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autonomo

Absolutamente preocupante a

Absolutamente preocupante a posição deste blog a favor do controle de nossos canais de informação por grupos estrangeiros.

Triste constatar tambem que este espaço virtual  que ja foi frequentado por comentaristas de alto nivel, apresente poucos comentarios alertando sobre os riscos decorrentes do controle direto de nossos meios de informação por grupos internacionais.

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Comparar Llosa com Jabor ,

Comparar Llosa com Jabor , sob qualquer aspecto, é uma insanidade total.

O peruano é um dos maiores escritores vivos do mundo. Independente de sua ideologia. Gostemos ou não.

Jabor é quem?

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Comparação Llosa

Não acho a comparação de tudo despropositada. Seria se o comparado fosse Gabriel Garcia Marquez.

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Cassiano Simoes

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Walter o primeiro

Assino embaixo Comparação

Assino embaixo

Comparação infeliz grande Nassif

Se bem que o Jabor pelo menos batia nos americanos de Bush

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Obelix

O buraco é bem mais embaixo.

Prezados e prezadas,

Este mesmo blog já diagnosticou o processo em andamento há tempos.

Não se trata do olhar de grupo de mídia sobre a útlima fronteira a ser conquistada pelos oligopólios internacionais de mídia.

O que está em jogo é algo bem mais amplo. Trata-se da fusão das empresas de conteúdo e de busca na internet, junto com as plataformas de redes sociais, associadas com as gigantes da telefonia mundial.

Não há orçamento de empresa nacional que seja capaz de impedir esta avalanche que vem por aí.

Vai ser divertido ver a Globo e outras implorando pela ação do governo, utilizando o discurso nacionalista como plataforma.

De todo modo, uma discordância com parte do texto:

"Nos últimos anos, coube a grupos estrangeiros a cobertura jornalística mais isenta sobre o Brasil. Empresas como a britânica BBC, a agência Reuters, diários internacionais, como El Pais e Financial Times, independentemente de sua orientação ideológica, foram os que respeitaram mais os fatos."

Chamar a cobertura do FT ("a bíblia da banca") e do El Pais como equilibradas em relação aos fatos e a este país é um olhar que ultrapassa o otimismo e roça a ingenuidade.

Uma pesquisa mais rápida nos últimos anos vai confirmar o que digo, mas no caso do FT eu detaco a descarada e criminosa campanha para deposição do Ministro da Fazenda, fato ecoado até por gente boa aqui da nossa terra.

Mas enfim, devemos respeitar sempre todas as opiniões, principalmente quando se trata do dono do blog.

Cordial saudação a todos.

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Disposições contrárias revogadas

Constituição Federal


Art. É vedada a propriedade de emprêsas jornalísticas, sejam políticas ou simplesmente noticiosas, a estrangeiros e a sociedade por ações ao portador. - Lei Revogada pela ADPF - Arguição de Descumprimento de Preceito Fundamental - 130-7 - Plenário STF em 05/04/2008 - DJU 06/11/2009


obs.dji: Art. 6º


§ Nem estrangeiros nem pessoas jurídicas, excetuados os partidos políticos nacionais, poderão ser sócios ou particular de sociedades proprietárias de emprêsas jornalísticas, nem exercer sôbre elas qualquer tipo de contrôle direto ou indireto. - Lei Revogada pela ADPF - Arguição de Descumprimento de Preceito Fundamental - 130-7 - Plenário STF em 05/04/2008 - DJU 06/11/2009


§ A responsabilidade e a orientação intelectual e administrativa das emprêsas jornalísticas caberão, exclusivamente, a brasileiros natos, sendo rigorosamente vedada qualquer modalidade de contrato de assistência técnica com emprêsas ou organizações estrangeiras, que lhes faculte, sob qualquer pretexto ou maneira, ter participação direta, indireta ou sub-reptícia, por intermédio de prepostos ou empregados, na administração e na orientação da empresa jornalística. - Lei Revogada pela ADPF - Arguição de Descumprimento de Preceito Fundamental - 130-7 - Plenário STF em 05/04/2008 - DJU 06/11/2009


 


Desde que venham para criar verdadeira concorrência e não simplesmente se associar ao pig, que sejam bem vindas!  

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Tenente Aldo Raine

Alo.Alo Aliancaliberal me

Alo.Alo Aliancaliberal me socorra.Comentarista não cadastrado aqui sofre.Um simples comentário politico que fiz sobre Vargas llosa foi deletado."Ou se instala a moralidade ou nos locupletemos todos".O pau tá cantando nos ombros do Tenente.Toma sacana,quem mandou não puxar o saco e bater palmas.

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Heitor1

Nassif, tem ainda o monopólio

Nassif, tem ainda o monopólio das empresas aéreas no mercado doméstico, que eu acho ainda mais injustificável que o das comunicações.

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autonomo

"A mídia internacional de

"A mídia internacional de olho no mercado brasileiro".

 

O titulo do texto esta errado.

Muito errado.

Deveria ser, a midia internacional de olho no controle do Brasil. Ou melhor, estrangeiros de olho na dominação do Brasil.

Qualquer pessoa minimamente informada ja entendeu que a dominação dos povos não se da mais atraves de golpes politicos, juridicos ou militares.

Acontece atraves do controle e manipulação da informação.

Com isso,os poderes dominantes levam as massas para onde lhes interessa.

Assim politicos desconhecidos tornam-se de um momento a outro lideres nacionais.

Não correspondendo são destituidos com duas ou tres reportagens.

Agora então, com ferramentas de manipulação mais sofisticadas, provocam uma "primavera" por mes em qualquer canto do mundo ate entregar os governos a dirigentes confiaveis.

Não pretendo gastar o tempo de ninguem  escrevendo um tratado sobre o poder estrategico do controle da informação.

Em qualquer golpe politico ou militar o primeiro alvo é sempre o controle das emissoras de televisão e  demais veiculos de informação..

So não ve quem não quer.

A Globo, o Estadão a Folha são o que são. Ja os conhecemos.

Mas muito, muito pior sera a ação das globos e folhas estrangeiras atuando e dominando a informação em nosso proprio territorio.

Entenderei a posição de "esquerdistas" amadores apoiando tal perigosa fragilização de um setor basico da segurança nacional.

Trata-se de compreensivel ingenuidade.

Mas se ela partir de jornalistas ou cidadãos mais informados sobre os riscos decorrentes, serio oportuno desconfiar.

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Edemar Motta

Interêsses das grandes empresas de comunicação.

Isso que o cumpanhêru fala sofremos no lombo há décadas, nosso PIG age exatamente como descrito acima, talvez até com maior intensidade. Precisamos de uma Ley de Medios, mas onde os cojones?

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Gostaria muito de estar viva

Gostaria muito de estar viva ainda no dia em que acabar o poderio dos barões da midia, principalmente do grupo Globo, que não tem moral nenhum para falar de moralidade publica, de valores. O unico valor que conhecem é o do capital. O mal que causaram ao Brasil em um século, com apenas meio século de televisão, é sem precedentes.

Para  recuperarmos a estima, a cultura, um povo mais educado e uma intelligentsia mais ampla, vamos precisar ainda de muitos royalties de petroleo e de muito menos BBBs, tele-novelas e o blablabla incessante de que somos ruins em tudo, de que precisamos consumir sem parar e de que para ser feliz é preciso entrar nos padrões alucinantes criado pelo status quo. 

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Tambem não gosto do Llosa

Tambem não gosto do Llosa como colunista, mas não a ponto de insultá-lo com o "espécie de Arnaldo Jabor".

O peruano não merece.

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A Rede globo vive dizendo que

A Rede globo vive dizendo que o Brasil é uma droga. Que tudo que vem daqui é ruim.

 

Bom, agora com achegada da FOX, chegou a hora da Globo ser a droga da vez. Esta colhendo o que plantou.

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Só em 2022

Artigo de 2007 do Altamiro Borges.

O fim da concessão da TV Globo

2007-11-07 14:57:09

Altamiro Borges

O dia 5 de outubro terá enorme significado para todos os que lutam contra a ditadura da mídia no país e pela democratização dos meios de comunicação. Nesta data vence o prazo das concessões públicas de várias emissoras privadas da televisão brasileira, entre elas de cinco transmissoras da Rede Globo – São Paulo, Rio de Janeiro, Brasília, Recife e Belo Horizonte. A Coordenação dos Movimentos Sociais (CMS), que reúne as principais entidades populares e sindicais do país, já decidiu aproveitar o simbolismo desta data para realizar manifestações em todo o país contra as ilegalidades existentes no processo de concessão e renovação das outorgas de televisão no Brasil.


De acordo com a Constituição de 1988, a concessão pública de TV tem validade de 15 anos. Para que ela seja renovada, o governo precisa encaminhar pedido ao Senado, que pode aprová-lo com o voto de 3/5 dos senadores. No caso de rejeição, a votação é mais difícil. A proposta do governo deve ser submetida ao Congresso Nacional, que pode acatar a não renovação da concessão da emissora com os votos de 2/5 dos deputados e senadores. Antes da Constituição de 1988, esta decisão cabia exclusivamente ao governo federal. A medida democratizante, porém, não superou a verdadeira “caixa-preta” vigente neste processo, sempre feito na surdina e sem transparência.

Baixarias e lixo importado

Como explica o professor e jornalista Hamilton Octávio de Souza, “os processos de concessão e de renovação têm conseguido, ao longo das últimas décadas, uma tramitação silenciosa e aparentemente tranqüila, com acertos apenas nos bastidores – especialmente porque muitos dos deputados e senadores também são concessionários públicos da radiodifusão, sócios e afiliados das grandes redes e defendem o controle do sistema de comunicação nas mãos de empresários conservadores e das oligarquias e caciques políticos regionais – os novos ‘coronéis’ eletrônicos”. Na prática, Executivo e Legislativo não levam em conta nem as próprias normas constitucionais.

Entre outros itens, a Constituição de 1988 proíbe a monopolização neste setor, mas as principais redes atuam como poderosos oligopólios privados. Além disso, exige que a comunicação social promova a produção da cultura nacional e regional e a difusão da produção independente, mas as redes – em especial a Globo – impõem uma programação centralizada e importada da indústria cultural estrangeira. Ela também exige que a TV tenha finalidades educativas, artísticas, culturais e informativas, mas as emissoras produzem e veiculam programas que não atendem esse preceito constitucional. “Elas despejam em cima da população programas de baixaria e o lixo importado, que nada têm a ver com a identidade, os valores e a cultura nacional”, observa Hamilton.

Manipulação e deformação da sociedade

Além de deformar comportamentos, com efeitos danosos na psicologia social, a mídia é hoje um instrumento político a serviço dos interesses das corporações capitalistas. Como decorrência do intenso processo de monopolização do setor, ela se tornou um verdadeiro “partido do capital”, conforme a clássica síntese do intelectual italiano Antonio Gramsci. Ela manipula informações, utilizando requintadas técnicas de edição, com o intento de satanizar seus inimigos de classe e endeusar os aliados. A defesa do “caçador de marajás” Fernando Collor, a cumplicidade diante dos crimes de FHC e a oposição ferrenha ao governo Lula confirmam esta brutal manipulação.

Estas e outras aberrações da mídia – monopolizada, desnacionalizada e manipuladora – ficaram patentes no ano passado. Vários institutos independentes de pesquisa provaram que a cobertura da sucessão presidencial foi distorcida, “partidarizada”. O livro “A mídia nas eleições de 2006”, organizado pelo professor Venício de Lima, apresenta tabelas demonstrando que ela beneficiou o candidato da direita liberal, Geraldo Alckmin, ao editar três vezes mais notícias negativas contra o candidato Lula. “A grave crise política de 2005 e a eleição presidencial de 2006 marcam uma ruptura na relação histórica entre a grande mídia e a política eleitoral no Brasil”, afirma Venício.

Tentativa de golpe na eleição

Neste violento processo de manipulação caiu a máscara da TV Globo – que até então ainda iludia alguns ingênuos, inclusive no interior do governo Lula. A sua cobertura na reta final das eleições foi decisiva para levar o pleito ao segundo turno. Conforme demonstrou histórica reportagem da revista Carta Capital, uma operação foi montada entre o delegado da Polícia Federal Edmilson Bruno e a equipe da Rede Globo para criar um factóide político na véspera do primeiro turno. Após vazar ilegalmente fotos do dinheiro apreendido na tentativa desastrada de compra do dossiê da “máfia das sanguessugas”, que incriminava o partido de Geraldo Alckmin, o policial corrupto ordenou que a difusão das imagens fosse feita no Jornal Nacional da noite anterior ao pleito.

A criminosa negociação foi gravada, mas a TV Globo preferiu ocultá-la. Além disso, escondeu o trágico acidente com o avião da Gol para não ofuscar sua operação contra o candidato Lula. Para Marcos Coimbra, diretor do instituto de pesquisas Vox Populi, a solerte manipulação desnorteou todas as sondagens eleitorais, que davam a folgada vitória de Lula, o que evitou sua reeleição já no primeiro turno. “Os eleitores brasileiros foram votar no dia 1º de outubro sob um bombardeio que nunca tinha visto, nem mesmo em 1989... Em nossa experiência eleitoral, não tínhamos visto nada parecido em matéria de interferência da mídia”, garante o veterano Coimbra.

Um debate estratégico

Diante deste e de tantos outros fatos tenebrosos, que aviltam a democracia e mancham a história do próprio jornalismo, ficam as perguntas: é justa a renovação da concessão pública da poderosa TV Globo? Ela ajuda a formar ou a deformar a sociedade brasileira? Ela informa ou manipula as informações? Ela atende os preceitos constitucionais que proíbe o monopólio da mídia e exige que a comunicação social promova a produção da cultura nacional e regional e a difusão da produção independente e que tenha finalidades educativas, artísticas, culturais e informativas? Estas e outras questões estarão em debate nas semanas que antecedem o simbólico 5 de outubro.

À CMS caberá levar esta discussão estratégica às suas bases. Já o governo e o parlamento, que devem zelar pela Constituição, não poderão ficar omissos diante deste tema. “Antes de propor a renovação automática da concessão, os órgãos de governo deveriam proceder à análise cuidadosa dos serviços prestados, com a devida divulgação para a sociedade. Antes de votar novos períodos de concessão, o Senado Federal deveria, em primeiro lugar, estabelecer o impedimento ético aos parlamentares envolvidos com a radiodifusão e, em segundo lugar, só aprovar a renovação que esteja de acordo com a Constituição, a começar pelo fim do oligopólio – já que o objetivo maior deve ser o da democratização da comunicação social”, pondera o professor Hamilton de Souza.

Altamiro Borges é jornalista, membro do Comitê Central do PCdoB, editor da revista Debate Sindical e autor do livro “As encruzilhadas do sindicalismo” (Editora Anita Garibaldi).

 

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basílio

  As concesões originais

 

As concesões originais foram feitas sem licitação e sem exigências, cortesia privada de governos e políticos canalhas, de serviços públicos, visando contrapartidas de apoio ou coisa pior, ou ainda mais provável, ambos.

A esquerda meia boca não teve e não tem, como dizia Chavez, cojones, para não conceder a prorrogação, feita por sinal sem qualquer exigência de contrapartidas em favor da sociedade; a covardia é a marca da meiaboquisse.

Qualquer concessão pública deve ser licitada com critérios que favoreçam o benefício público, no caso, entre outros, a rejeição da propriedade cruzada, o aprimoramento da educação, da cultura, da cidadania, a correta informação factual, a discussão, a análise, a diversidade de opiniões sobre os assuntos, bem como a moralidade, a seriedade, a impessoalidade, a ética.

Mas seria pedir demais a esse governo de esquerda meia boca.

Eles preferem prorrogar incondicionalmente essas concessões, financiá-las com recursos públicos a juros subsidiados, e ainda proporcionar fonte de renda milionária extra através de publicidade massiva de governo e estatais.

Vão continuar recebendo o troco que toda covardia merece, esse ano então nem se fale.

Seria bem feito não fosse o resultado trágico para o país.

 

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geninho

Jabor...

Outro Arnaldo Jabor, não! Parece q anda até retraído pelo que circula na WEB citando própria mulher ligada a partidos, secretarias e favores envolvendo Governo do Estado. Favores políticos na ordem do dia. Como sempre...os mesmos.

O Brasil vai bem, ainda cresce economicamente, contrariando pessimistas e aventureiros, e regionalmente  e no meio dos atropelos da 6a. globalização, basta visitar outros Estados, lógico q não se conserta nada da noite para o dia, e o Brasil tem outra face...um gigante que parece acordar. Black Bloc...infiltração e baderneiros e desocupados, enquanto a maioria só quer trabalhar e viver em paz, isso para impressionar quem??? Taí, Brasil mostra a sua verdadeira cara! Sim, o dinheiro está migrando de mãos...

Fica o exemplo do pai q abandona emprego, irá desocupar o apto por não ter mais  como pagar ,  insinua-se  anarquista, e pede emprestado  o taco de beisebol do filho  e intenta virar um Black Bloc nos moldes propostos e virar mais um nas portas de alguma grande empresa capitalista...e o filho a dizer, volta pai, como fica o meu computador, e onde vamos morar??? 

Qdo vem à mente Constituição Federal, esta abre-se em leque...Constituição Estadual e Constituição Municipal...e o que fazem os políticos eleitos pelo "zé povinho" que tb angariam favores pessoais , eles próprios ou em prol de outrem a ele agregado???   Cargo político numa pirâmide invertida, enfim aqui ainda é o país de Gerson, onde a maioria ainda tira vantagem. Como não olhar e ver este país tupiniquim por outro ângulo??? Pais rico e de perspectivas, e futebol...ah...futebol começa nas várzeas, e termina em grandes estádios para inglês ver...contrariando até Margareth Tatcher.

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Já está se aproximando o dia

Já está se aproximando o dia que o pig irá correndo pedir ajuda ao governo do PT. Queremos um Ley de medios!

Um cavalo de pau no estilo Jabor falando sobre os protestos de Junho, antes e depois da conversa com os patrões

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Juliano Santos

Meio Off-topic... Nassif, O

Meio Off-topic...

Nassif,

O post com o texto que o Gustavo Cherubine (ou algo parecido) trouxe sobre os rolezinhos hoje fo tirado do ar? Sumiu da página do blog e tentando entrar via comentário que deixei lá da acesso negado...

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Os autores reclamaram da

Os autores reclamaram da publicação e solicitaram a retirada. 

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Ah, pena, pois o texto era

Ah, pena, pois o texto era bom, mas faz parte. Valeu pela explicação.

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Walker

Talvez os "autores" ainda não

Talvez os "autores" ainda não tinham tomado conhecimento da reunião de Dilma com assessores, cfe. publicado hoje na imprensa,  para tratar dos rolezinhos como um problema que pode afetar sua campanha.

 

 

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Mêdo

Meu mêdo é que se a mídia tornar-se "internacional" (americana) não será pior! E olhe que é dificil ficar  pior do que é, porem como diria o velho Eng. Ilija (russo de nascimento) -  " NADA ESTÁ TÃO RUIM QUE NÃO POSSA FICAR PIOR".

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julião

Não perco meu tempo lendo

Não perco meu tempo lendo Jabor (pois ele recebe jabás da Rede Globo), nem tampouco sou fã de Mario Vargas Llosa (imitador pouco convincente de Jorge Luis Borges) . Em termos estritamente literários prefiro o mestre do mestre do Jabor, que era declaradamente de direita e mesmo assim um escritor genial. As idéias políticas do argentino que se transformou em personagem de Umberto Eco (o venerável Jorge, o monge cego bibliotecário de O Nome da Rosa), porém, são dignas das mais imundas privadas públicas dos presídios latino-americanos onde alguns amigos tucanos do Jabor deveriam estar apodrecendo.  

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edna baker

A Folha de São Paulo de hoje

A Folha de São Paulo de hoje está convocando os "rolezinhos" e "black blocs" à ação. Socorro!

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matuto

O Google tá

O Google tá paquerando(cooptando) meio mundo aqui no Brasil. Logo teremos novidades.

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Álvaro Noites

E a livre iniciativa?

Quero ver o Merval bradar contra a reserva de mercado do PIG, uma vez que isto fere os sacro-santos pilares dourados da livre iniciativa, livre concorrência e a liberdade.

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Sílvio Torres

Como diria o saudoso Zózimo

Como diria o saudoso Zózimo Barroso do Amaral: é grave a crise. Olha a oferta que acabei de ler em minha caixa de emails:

"Estadão impresso e digital com 50% de desconto + Vale Ri Happy de 50,00 + par de ingressos no Cinemark! De 99,67 por mês por 49,90".

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Mídia

Pá de cal?

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"defensores da

"defensores da modernização"!?

Eles só enganam a militância antisocial. É mais que evidente que defendem privilégios; perseguem inimigos e protegem amigos; não têm nada de liberais, não.

O discurso anticomunista esclerosado serve é pra isso: justificar a boçalidade pretérita e manter a militância unida. Precisam acreditar que toda estupidez passada, presente e futura serve a um bem maior.

Eu não acredito que irão mudar. Já passaram do ponto de retorno há mujito tempo. Vão morrer atirando; é a "guerra" deles.Temo que os fatos só venham a se precipitar. Militancia motivada pras coisas mais escrotas eles têm.

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PJ não VOTA!

O Jornalismo acabou e a eleição não tem fim!

São dominadas por estrangeiros???

Mas a mídia brasileira não é de capital estrangeiro???

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Você está confundindo capataz

Você está confundindo capataz com capital...

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matuto

O que não é?

O que não é? Só o que.

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