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A trajetória de Arnaldo Jabor, na conquista do Troféu Pena Botto

É curioso o papel auto-conferido por Arnaldo Jabor.

Teve momentos brilhantes, antes de entrar na disputa do troféu Pena Botto. Foi o primeiro a ocupar o espaço do comentarista de direita, a se igualar a Paulo Francis, com mais brilho que os que vieram depois. Produzia críticas bem estruturadas contra o pensamento tradicional de esquerda, permitindo boas discussões e  questionamentos.

Aí o espaço passou a ser ocupado por novos pitbulls, com uma onda maciça de agressividade, de primarismo político, de dramaturgia, transformando a discussão política em parábolas do Lobo Mau e do Chapeuzinho Vermelho.

E o grande Jabor acomodou-se. Certamente por enfado, por ter-se amarrado a um papel que não estava à altura do seu talento, banalizou à crítica, tornou-a mecânica, caricata. Parece ter receio de elevar um pouco o nível e perder espaço para os primatas que vieram disputar o troféu Pena Botto.

O cronista que já mereceu elogios de Antônio Cândido, parece ter abandonado qualquer veleidade intelectual: seu alvo passou a ser definitivamente o Hommer Simpson.

PS - Desativei os comentários para evitar a sessão-catarse.

PS 2 - Pena Botto foi um almirante dos anos 60 que costumava enxergar comunistas debaixo da cama.

 

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