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As motivações não tão secretas da aposentadoria de Barbosa

Do Conjur

 
Em uma noite calorenta de Brasília em maio de 2005, um jornalista pôs-se a dar conselhos a Joaquim Barbosa, então ministro do Supremo Tribunal Federal. Nos seus dois primeiros anos na corte, Joca, como o chamam os mais próximos, mostrava-se perdido nas funções. Ele ouviu que precisava encontrar seu espaço no tribunal. Mostrar a que veio.
 
Por essa época, cada voto era um suplício. Até a leitura da decisão, preparada pela assessoria, a coisa ia bem. Mas quando chegava a hora dos costumeiros questionamentos dos demais ministros ao relator, complicava. Atônito, sem respostas, ele se punha a reler o voto — que não contemplava a informação solicitada. Uma nova pergunta se seguia de nova leitura do voto.

Até que um ou outro colega mais paciente, ou menos cruel, passou a vir em seu socorro. “Vossa Excelência, então, quanto à preliminar suscitada, acolhe os embargos, certo?” Ao que Joaquim murmurava algo em sentido positivo. Outro completava: “Quanto ao mérito, o relator considera prejudicado o pedido, é isso?”. Com uma variação ou outra, os votos iam sendo acochambrados até se dar formato a uma decisão inteligível ou minimamente satisfatória.

Naquela noite de maio, quando se sugeriu a Barbosa divulgar melhor sua produção técnica, outro ministro ouviu parte da conversa. Em outra roda, da qual participavam cinco colegas dele, o assunto virou piada. “Olha o que ouvi agora: sugeriram ao Joaquim mostrar sua contribuição técnica no Supremo”. E todos caíram na risada.

A pelo menos um amigo, Joaquim Barbosa confessou sua vontade de abandonar o tribunal. Mas foi aconselhado a desafiar e “peitar” a estrutura. No campo do Direito ele não tinha como se destacar, estava claro. Mas poderia puxar os colegas para outro ringue em que eles não tivessem como superá-lo.

No livro Como a picaretagem conquistou o mundo, o jornalista britânico Francis Wheen analisa a receita da construção de personagens que, com largas doses de demagogia e populismo chegaram a altos cargos, como a presidência dos Estados Unidos ou ao cargo de primeiro-ministro do Reino Unido. Em uma das resenhas dessa obra, o crítico Rafael Rodrigues cita o teatrólogo Nelson Rodrigues, que disse que esses personagens tomaram o lugar dos melhores a tal ponto que se criou “uma situação realmente trágica: ou o sujeito se submete ao idiota ou o idiota o extermina”.

É claro que Joaquim Barbosa não se enquadra no perfil. Mas o livro é pedagógico no sentido de evidenciar como a construção de um personagem, no mundo da política, do jornalismo, das artes ou das finanças, possibilita o sucesso sem que a celebridade artificial tenha realmente o estofo para pontificar no píncaro a que foi alçado.

Assim como nos primeiros anos em que ralhava com seus assessores por não preverem as perguntas que lhe seriam feitas em Plenário, o ministro manteve-se até o fim em estado de guerra com quase todos os colegas. Aperfeiçoou-se no uso da comunicação instantânea pelo laptop de tal forma que outros ministros resolveram não levar mais o equipamento para a bancada. Mas isso aliviou bastante o que considerava uma prática maldosa dos colegas: as tais perguntas embaraçosas.

Em sua passagem pelo STF, Joaquim Barbosa raramente recebeu advogados que lhe solicitavam a oportunidade de oferecer subsídios para suas decisões. Essa tarefa era penosa para ele da mesma forma que a interlocução com os ministros em Plenário. A sua explicação era que considerava esse tipo de “conluio” indecoroso. Em entrevista à revista eletrônica Consultor Jurídico, o também ministro aposentado Cezar Peluzo, aponta outro motivo, mais prosaico, que cabia numa só palavra: insegurança.

Na mesma entrevista, Peluzo contrariou outra crença disseminada largamente por Barbosa: o de que suas ausências no plenário e sua impaciência com as sessões deviam-se a problemas de saúde.

O sucesso de Barbosa, como relator da Ação Penal 470, o chamado mensalão, lustrou a imagem externa do ministro. Mas junto à elite da comunidade jurídica foi motivo apenas de desconsolo. As poucas vozes que ousaram "chutar a santa" canonizada pela opinião pública, sedenta de vingança contra a comunidade política em geral e contra o PT em particular, enfrentaram o risco aventado por Nelson Rodrigues e as vaias da plateia.

Como presidente do Conselho Nacional da Justiça, originalmente apelidado de órgão de controle externo do Judiciário, Joaquim Barbosa viveu um paradoxo lógico entre o substantivo e o adjetivo. Durante toda sua gestão, foi o mais feroz crítico do sistema judicial e seus protagonistas. Mas não apresentou ou aprovou uma única proposta que corrigisse as distorções e deformações elencadas por ele mesmo. Na análise de pessoas que acompanham a carreira de Barbosa, o seu portfólio como procurador da República (em que passou dez de vinte anos em licença), como ministro e como presidente do STF e do CNJ têm igual relevância. A sua contribuição técnica, jurídica e institucional deixam a mesma marca nos três órgãos.

Por fim, depois de onze anos de embates e desinteligências, ao menos se sabe que Joaquim Barbosa e os ministros do Supremo, no plano institucional, concordaram em alguma coisa. Essa ideia se resume na sintética expressão que o ministro divulgou em seu perfil no Twitter, ao se retirar do ringue:

 

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80 comentários

Comentários

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Márcio quem?

Jornalista jurídico é? Sei rsrs. Esse sabe muito direito rsrs.

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"É relativamente fácil suportar a injustiça. O mais difícil é suportar a justiça." Henry Louis Mencken.

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Clever Mendes de Oliveira

A data correta no título do meu comentário mais à frente é 2012

 

IV AVATAR (terça-feira, 12/08/2014 às 03:02),

A data correta a ser colocada no título que dei no meu comentário que segue a este é 2012.

E aproveito e deixo o endereço do vídeo com a declaração do voto do ministro Enrique Ricardo Lewandowski proferido na sessão de 20/09/2012, a partir do qual passa-se a saber que todos que praticaram o caixa dois seriam condenados por crime de corrupção. O endereço no Youtube onde se vê a declaração de voto de Enrique Ricardo Lewandowski é:

http://www.youtube.com/watch?v=m6uyOzTG2T8

E há um post antigo aqui no blog de Luis Nassif que fala sobre este vídeo. Trata-se do post “Lewandowski expõe hipocrisia dos "garantistas" do STF” de sexta-feira, 21/09/2012 às 19:44, originado de comentário de Jotavê (O professor de filosofia João Vergílio Gallerani Cuter). O endereço do “Lewandowski expõe hipocrisia dos "garantistas" do STF” é:

http://jornalggn.com.br/blog/luisnassif/lewandowski-expoe-hipocrisia-dos-garantistas-do-stf?page=1

Na época eu não fiquei convencido por João Vergílio Gallerani Cuter. Até aquela data eu só acompanhava o julgamento pelo que saia escrito nos jornais e nas redes sociais. E mesmo com o texto de Jotavê, eu acreditei que ela estava entendendo de modo equivocado a declaração de voto de Enrique Ricardo Lewandowski. Só após um fim de semana posterior em que eu pude assistir ao vídeo no Youtube, eu vim a compreender o que a declaração dele significava.

No vídeo indicado no endereço acima, Enrique Ricardo Lewandowski se baldeou para o lado do então ministro relator na Ação Penal 470, Joaquim Benedito Barbosa Gomes. O grande erro político do PT foi não ter acompanhado o que Enrique Ricardo Lewandowski fez.

Estas informações estão nos comentários que eu fiz junto ao post "A questão da escolha de Barbosa, por J. Roberto Militão" de quinta-feira, 19/06/2014 às 11:10, aqui no blog de Luis Nassif ao qual eu me refiro e deixo a indicação no comentário que se segue.

Clever Mendes de Oliveira

15/08/20014

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Clever Mendes de Oliveira

Que não houve mensalão se sabe desde setembro de 2013

 


IV AVATARO (terça-feira, 12/08/2014 às 03:02),


Li, provavelmente na segunda-feira, 11/08/2014, este post “As motivações não tão secretas da aposentadoria de Barbosa” de terça-feira, 05/08/2014 às 14:41, aqui no blog de Luis Nassif com a transcrição do artigo “As motivações não tão secretas da aposentadoria de Joaquim Barbosa” publicado no Conjur segunda-feira, 04/08/2014 às 15:26h.


Achei estranho que do post não constasse de quem partiu a sugestão para a transcrição do artigo e nem de quem era a autoria do artigo. Deixo então pelo menos a informação sobre a autoria para os que não forem ler o artigo no link. O autor é o Márcio Chaer que não foi bem avaliado aqui no blog há uma meia dúzia de anos.


Não gostei do texto por o considerar muito contrário ao ex-ministro Joaquim Benedito Barbosa Gomes. No texto o Márcio Chaer insiste muito na insegurança de ex-ministro Joaquim Benedito Barbosa Gomes, mas não foi capaz de deixar um só link mostrando esta insegurança tal qual ela é afirmada no texto transcrevendo falas dos ministros insistindo para que o ex-ministro Joaquim Benedito Barbosa Gomes esclarecesse o seu voto. E retratava a situação com uma frase boba que em nada indicava se tratar de insegurança. Serve como exemplo a seguinte frase que seria dito por um, nas palavras do Márcio Chaer, "ministro mais paciente, ou menos cruel, que vinha em socorro do ex-ministro Joaquim Benedito Barbosa Gomes em um momento que arguído ele simplesmente voltava a ler o voto":


Vossa Excelência, então, quanto à preliminar suscitada, acolhe os embargos, certo?


Ora, a frase deixa transparecer que o ex-ministro Joaquim Benedito Barbosa Gomes não sabia qual seria a decisão que o voto dele declarava. Trata-se obviamente de um exemplo ridículo.


O que o Márcio Chaer conseguiu mostrar de insegurança foi a entrevista de Cezar Peluzo em que ele fala da insegurança do ex-ministro Joaquim Benedito Barbosa Gomes, mas mais relacionada com a questão da cor como critério para a indicação dele no STF que o fazia não sentir à altura dos pares.


Não voltei ao post “As motivações não tão secretas da aposentadoria de Barbosa” para fazer a defesa do ex-ministro Joaquim Benedito Barbosa Gomes, porque não considerei que texto de Marcio Chaer fosse tão relevante assim. Hoje, entretanto, eu dei uma passada de olhos aqui no blog de Luis Nassif na relação “Mais lidas da Semana” e vi que havia aumentado no número de comentários tanto para o post “Quem ressuscitou a Veja, que a embale” de quarta-feira, 06/08/2014 às 10:51 e de autoria de Luis Nassif como havia também aumentado em relação a este post “As motivações não tão secretas da aposentadoria de Barbosa”.


Não havia nenhuma novidade lá no post "Quem ressuscitou a Veja, que a embale". Eu havia enviado na quinta-feira, 07/08/2014 às 01:12, junto ao post “Quem ressuscitou a Veja, que a embale” um comentário em que eu defendia a tese de que foi um erro político do PT não ter sacrificado as lideranças do partido envolvidas no julgamento da Ação Penal 470 e assumido a defesa do ex-ministro Joaquim Benedito Barbosa Gomes. Expus meu ponto de vista de modo ligeiro e veio dois ou três comentários me criticando por fazer uma proposta que para eles pareceria obscena. Então eu voltei lá no post e procurei explicar minha opinião, como se pode ver em comentário que enviei na segunda-feira, 11/08/2014 às 21:14. Deixo aqui o link para o post “Quem ressuscitou a Veja, que a embale” que pode ser visto no seguinte endereço:


http://jornalggn.com.br/noticia/quem-ressuscitou-a-veja-que-a-embale


Falo em defender o ex-ministro Joaquim Benedito Barbosa Gomes, mas não nutro nenhuma simpatia para a ideologia dele de concepção da política que eu considero tacanha e atrasada. E não entrei no mérito dos momentos terríveis do ex-ministro Joaquim Benedito Barbosa Gomes que para mim começaram com a discussão dele com o ministro Gilmar Ferreira Mendes e chegaram ao máximo com a decisão dele de, ao não incorporar as decisões modernas de Superior Tribunal de Justiça, considerar que a Lei de Execução Penal estabelece o cumprimento de um sexto da punição antes da autorização de saída dos detentos do regime semiaberto do presídio durante o dia para exercer atividade remunerada.


Bem, mas então ao vir hoje, quarta-feira, aqui neste post “As motivações não tão secretas da aposentadoria de Barbosa” e encontrar com dois comentários seus eu não resisti em voltar ao assunto. E já disse quase tudo que pretendia, mas acrescento três outros pontos. Primeiro eu indico o post “A questão da escolha de Barbosa, por J. Roberto Militão” de quinta-feira, 19/06/2014 às 11:10, aqui no blog de Luis Nassif e originado de um comentário de J. Roberto Militão feito junto ao post “Joaquim Barbosa, o que poderia ter sido grande, mas foi apenas mau”. O endereço do post “A questão da escolha de Barbosa, por J. Roberto Militão” é:


http://jornalggn.com.br/noticia/a-questao-da-escolha-de-barbosa-por-j-roberto-militao


Lá no post eu discuto com J. Roberto Militão fazendo dois ou três comentários que valem à pena serem lidos. Sei que já tentei convencer muitos inclusive você deste entendimento e até agora não lembro de um sequer que tenha sido convencido, mas continuarei tentando. De todo modo, nos meus comentários para J. Roberto Militão eu não só utilizo de argumentos que eu havia lido em comentário seu em post mais antigo para criticar a censura que J. Roberto Militão faz ao sistema de cotas como mostro que a atuação do ex-ministro Joaquim Benedito Barbosa Gomes no julgamento da Ação Penal 470 guarda mais relação com a atividade de uma espécie de promotor de justiça na esfera federal mais envolvido com os crimes contra a Administração Pública Federal.


Além dos argumentos nos meus comentários vale também destacar que eu deixo também links importantes para mais bem entender esse assunto inclusive com o link no youtube para a intervenção do ministro Ricardo Enrique Lewandowski em setembro de 2012, em que ele muda de opinião e passa a votar com o mesmo teor do voto do ex-ministro Joaquim Benedito Barbosa Gomes.


O segundo acréscimo que eu queria dizer aqui junto ao seu comentário diz respeito a deixar claro que a decisão do julgamento da Ação Penal 470 foi no exato sentido de que não houve mensalão. Ninguém foi condenado por ter votado assim ou assado ou ter omitido de votar assim ou assado. As pessoas foram condenadas na corrupção passiva por recebimento de vantagem indevida em se tratando de funcionário público que tinham na área em que atuavam uma gama de poderes que poderia ensejar a prática ou a omissão de ato de interesse do réu da corrupção ativa.


O que o STF decidiu é que em se tratando de funcionário público com a gama de poderes de um deputado o recebimento do caixa dois é crime de corrupção passiva. O dolo está na própria conduta.


E terceiro ponto que eu quero acrescentar aqui é dizer o motivo que me fez vir a este post “As motivações não tão secretas da aposentadoria de Barbosa”. Não foi só o fato de verificar que havia mais comentários o motivo que me trouxe a este post. Ontem, terça-feira, 12/08/2014, eu deparei com a seguinte notícia no jornal Valor Econômico: “Decisão do STF sobre planos fica para depois das eleições”. O endereço dessa reportagem é o seguinte:


http://www.valor.com.br/financas/3648776/decisao-do-stf-sobre-planos-fica-para-depois-das-eleicoes


Pois bem, pela reportagem se verifica que há a possibilidade de, se for indicado alguém impedido, a decisão ser adiada para as calendas gregas.


O ex-ministro Joaquim Benedito Barbosa Gomes não gosta das grandes bancas de advocacia no país. O artigo de Márcio Chaer também revela a animosidade que os advogados nutrem pelos promotores de justiça. Não é de se estranhar que não haja promotores de justiça na cadeira de ministros do STF. Como nunca se indica como ministro da Justiça, que é quem faz a procura de quem vai assumir um assento no STF, um promotor (As secretarias de justiça ou as secretarias de seguranças nos estados membros vêm sendo assumidas por promotores de justiça) nunca houve a indicação de um promotor para o STF. O ex-ministro Joaquim Benedito Barbosa Gomes foi o primeiro promotor a ocupar a cadeira de ministro do STF. Deve ter sido indicado a contra gosto de Marcio Thomaz Bastos.


Então eu pergunto não teria sido esta animosidade a motivação para a aposentadoria do ex-ministro Joaquim Benedito Barbosa Gomes. E a vingança, que é um prato que se come frio, que o ex-ministro Joaquim Benedito Barbosa Gomes intentou foi adiar o mais possível o recebimento de uma grande bolada que as maiores bancas de advocacia do país vão desfrutar através dos honorários quando houver a decisão sobre a inconstitucionalidade dos planos.


Clever Mendes de Oliveira


BH, 13/08/2014

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Mariana B

Mudança de perspectiva

Ponderações relevantes.

Agradeço a contribuição Sr. Clever, tive a oportunidade de ler o inteiro teor do acórdão da AP 470 e confesso que cega pelas paixões ideológicas não dei a devida importância ao que foi exposto por Jotavê no post:

Lewandowski expõe hipocrisia dos "garantistas" do STF

"Se Fulano recebeu dinheiro indevido e existe a perspectiva (por abstrata que seja) de um favorecimento em função do cargo que ocupa, então Fulano corrompeu-se, e ponto final."

 

 

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maria rodrigues

Somente por esses dez anos de

Somente por esses dez anos de licença, levando no bolso o dinheiro do povo, Lula poderia ter pensado melhor antes de indicar esse camarada, que, aos olhos de todos, demonstrou não ter grandes compromissos com o cargo de ministro da mais alta corte. Fosse um homem das letras, mestre em Direito, por certo teria sabido agir com grandeza, quando seus pares - nem todos - o suplantavam nas questões mais polêmicas. Joaquim Barbosa embrulhou tudo no mesmo saco: a gana em aparecer, servindo-se do ódio da oposição ao Governo Federal, e aos petistas, tentanto se impor apenas com esses dois ganchos. As vezes em que precisava ter sido alto, se rebaixou, e quase mostrou o fundo das calças. 

JB sai do STF aliviado porque, a bem da verdade, não é chegado ao Trabalho. Vimos que muito daquele senta-levanta dele, parecendo a muitos estar sofrendo da coluna, não passava de um elemento bom para se safar das seções mais agudas, que dele carecia mais presença. Vimos isso na Copa das Confeerações, quando ele apareceu com os globais lépido e fagueiro, ou em outras fotos dele num bar. Enfim, se tivemos no STF muitos ministros desimportantes, nada foi mais feio que a presença desse camarada. Por isso, embora sentindo muito que ele se vá percebendo um baita salário pago por mim e por todos, antes tarde do que nunca. 

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Tadeu Silva

Oi Ana, preguiçoso,  feio e

Oi Ana, preguiçoso,  feio e preto , em suma, é isso?

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Tadeu Silva

Oi Ana, preguiçoso,  feio e

Oi Ana, preguiçoso,  feio e preto , em suma, é isso?

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Licenças de araque

As licenças de Barbosa, ao que tudo indicam, eram prã inglês ver, inclusive ele teve uma saúde. De ferro para julgar o mentirão

http://politica.estadao.com.br/noticias/geral,de-licenca-medica-joaquim-...

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...spin

 

 

Barbosa embolsou mais de 35 mil reais nas férias

Mais um link para os inocentes teleguiados que ainda idolatram Barbosa 

Sabe de nada inocente

http://jornalggn.com.br/noticia/barbosa-devolve-dinheiro-de-viagem-para-...

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...spin

 

 

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MacCain

Quem é mesmo esse Joaquim

Quem é mesmo esse Joaquim Barbosa?

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Como procurador da República

Como procurador da República de 20 anos passou 10 de licença, isso é doído e pago por nós. Quanto à sua atuação no STF, muito mais foi dito aqui pelos comentaristas do Blog do Nassif que pelo autor do artigo.

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Barbosa gostava mesmo era de viajar pela Europa

Ás custas do erário público

http://www.diariodocentrodomundo.com.br/65787/

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...spin

 

 

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mucio

Bom artigo pra quem acha que

Bom artigo pra quem acha que Joaquim Barbosa é inteligente ou capaz.

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helcio dias de sa

Bom artigo pra quem acha.

Não sou nada inteligente,lutava com unhas e dentes para permanecer na escola que detestava,decorava tudo que tinha direito para sair bem nas provas e dava show,gastava seis meses do anos para ser aprovado,matava as aulas restantes e fazia uma ginastica medonha pra burlar o regulamento da frequencia.Fui assim até frequentar 2 meses de acadepol e passar no UFMG pra fazer direito,larguei tudo,ainda tentei sociologia,marqueting,educaçao fisica. Comprei uma maleta james bond virei vendedor viajante,conhecendo a rua do comercio de 2451 cidades brasileiras.Antes fui uma especie de comissario de bordo duma empresa norte americana  ,sem falar nada de inglês.relato essa minha biografia, para atestar que nossas escolas diplomam todos os deficientes mentais que suportam o curriculo escolar,mas continuam impraticaveis para a convivencia humana.Esse joaquizao e quase todos os Deuses daquele show chamado mensalao sao do genero humano da pior qualidade.Jamais perderia meu tempo com aquele espetaculo deprimente.Mas a avalanche foi tão grande que nao deu para escapar.Impressionante saber que ainda sobrevivemos com esse tipo de gente no comando e um cartel midiatico como o nosso.

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Caracá...

Dos 20 anos como procurador passou a metade afastado !!!!!

ganhou 700 mil da ufrj sem trabalhar

batia na ex mulher

comprou um apartamento em Miami que vale 1 milhão de dolares por 10 dolares.

Não julgou a empresa onde o filho trabalhava

depois colocou o filho para trabalhar na globolinha

 

O cara é um tremendo PICARETA.

 

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Sobre a enrolação na UERJ

http://democraciapolitica.blogspot.com.br/2013/07/dinheiro-publico-joaqu...

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...spin

 

 

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Gilson S Raslan

Não podemos nos esquecer que

Não podemos nos esquecer que o Márcio Chaer é amigo do peito de Gilmar Mendes. Logo, podemos ter certeza de que seu post e as iinformações nele contidas são de inspiração do Gilmar Mendes, desafeto do JB desde aquele episódio dos CAPANGAS DO MATO GROSSO.

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Há uns dois anos digo aos meus colegas do Direito

A mesma mídia que incensava Barbosa o abandonaria quando ele perdesse a utilidade.

Esse artigo do diretor do CONJUR é a certidão do que eu falava...

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Primeiramente: FORA TEMER! E pra encerrar: FORA TEMER!

Saindo do banheiro... Alívio, finalmente!

O JB postou essa enquanto passava um fax no banheiro do STF.

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"Viver significa lutar."

Sêneca

Não sou formado em direito e

Não sou formado em direito e nem quero me arvorar em conhecedor de embustes. Mas sei de algumas coisas simples, para não sujar a vida. Não chutar cachorro morto é uma delas. Cadáveres precisam de uma cova. Vai, jb, que a terra lhe seja leve. Sua ausencia não será sentida. 

Aliviados estamos todos nós.  Vamos puxar a descarga?

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Francisco J. Correa

Nada a ver

Nào é de agora que se sabe e se pública os rolos de Barbosa

http://advivo.com.br/blog/iv-avatar-do-rio-meia-ponte/quando-barbosa-nao...

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...spin

 

 

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Octavio

Concordo com vc, mas ...

Concordo com vc, mas o problema é que ele está saindo com uma GORDA aposentadoria que será paga com os nossos salários por ter prestado um desserviço a nossa população. Quem deveria pagar o salário dele é a globo.

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Octavio

Concordo com vc, mas ...

Concordo com vc, mas o problema é que ele está saindo com uma GORDA aposentadoria que será paga com os nossos salários por ter prestado um desserviço a nossa população. Quem deveria pagar o salário dele é a globo.

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Daytona

Barbosa é unanimidade,

Barbosa é unanimidade, desagrada gregos e troianos.

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Virou bagaço

O sujeito não tem a mínima noção do quanto foi usado pelo poder midiático.

Bastaram algumas capas no lixo midiático para o coitado se deixar prostituir.

Depois de sugarem todo o sumo virou bagaço.

Saiu pela porta dos fundos.

Pertence agora ao lixo da história do Judiciário.

 

 

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pior é que não foi por falta de aviso...

daqui mesmo foram emitidos vários avisos e que chegavam até ele...................

mas sabemos como é a calçada da fama da Globo.................mais atores caídos do que de valor, importantes

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Medíocre !

Assim como sua chegada ao STF, sua ascenção à Presidencia da Côrte, e seus juízos, sua saída de cena, depois das "descobertas"de ele efetivamente sempre foi comandado por seus ex-colegas(a maioria bem mais cultos e preparados) ele sai da história jurídica brasileira, do mesmo jeito que entrou:  de forma mediocre.

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O preço da liberdade, é a eterna vigilancia.

imagem de Weyll
Weyll

O mesmo pode se dizer de um

O mesmo pode se dizer de um certo candidato à Presidência da República

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armandolo

Interessante como os

Interessante como os comentarios aqui postados pelos militantes refletem o que o santo partido faz em política, associa-se ao que há de pior. Faltou somente chamar o autor de grande jurista.

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Não mesmo. Quem foi rifado

Não mesmo. Quem foi rifado como grande expoente do Direito, inclusive, ministrando aulas em uma das grandes faculdades de Direito do Rio de Janeiro foi JB; o post ou o autor do post, só constata o que muita gente aqui já vinha dizendo há muito tempo. O máximo que vc pode dizer é que o autor do post, " colou" do blog suas impressões. Até Reinaldo Azevedo qdo atacou JB, por razões políticas, o fez em função de seu comportamento e não de seu curriculum, aliás, sempre que a grande mídia ou mesmo alguns blogs eram obrigados a comentar as loucuras de JB, faziam questão de ressalvar sua formação "inconstetável". 

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Chutando cachorro morto.

Bastou 4 dias após a aposentadoria e o CONJUR rebaixa Joaquim Barbosa de anjo vingador a iletrado jurídico.


Tivesse eu estômago, levantaria as opiniões desse mesmo CONJUR sobre Joaquim Barbosa quando do julgamento da AP 470.


 

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Ouso pensar porque ouso pensar que ouso pensar.

 

Concordo. E digo mais:

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L@!r [email protected]+35

A sorte dele já é excelente!

A sorte dele já é excelente!  Só melhora se Aécio ganhar...

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L@!r [email protected]+35

Ficaram com medo de serem

Ficaram com medo de serem "exterminados" quando ele era ministro e agora eles vêm, como você mesmo disse, "chutar cachorro morto".  Isso tem um nome: covardia.

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Quem " ficaram" com medo dele

Quem " ficaram" com medo dele qdo era Ministro? Até onde eu sei, o que assume a Presidência da Corte, enfrentou JB desde os primeiros minutos da primeira sessão da AP 470.

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J Vicente

Iletrado

As decisões do "iletrado jurídico" tem valor, e os que apoiaram são iletrados tbm?

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henrique neto

Exato. Barbosa foi apenas

Exato. Barbosa foi apenas relatro da AP 470. Apenas um: o Tribunal é composto por 11, que nas principais decisões do mensalão acompanharam JB.

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Oportunistas e golpistas,

Oportunistas e golpistas, assim como a comunidade jurídica inteira, OAB e academia, inclusive. Vamos aguardar as explicações para a cumplicidade. Não deve demorar muito; embora, acredite que devamos esperar desculpas esfarrapadas e não justificativas pq elas não existem. Simples assim.

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Motta Araujo

A comunidade juridica inteira

A comunidade juridica inteira tinha horror a JB, como assim colaborou? Quem? JB nunca foi unanimidade no meio juridico brasileiro, muita gente nesse meio achava precario seu conheimento de direito.

Seu voto: Nenhum

Omissão absoluta, A.A. Até o

Omissão absoluta, A.A. Até o limite, qdo milhares de presos seriam afetados pelo julgamento e um advogado foi retirado de plenário. De resto, apenas vozes isoladas.

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Guga - o não cadastrado

Comunidade Jurídica

Comunidade Jurídica *inteira*?

Seu voto: Nenhum

Vindo de quem vem o artigo, é

Vindo de quem vem o artigo, é preciso ler com o nariz tapado.

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Pensei o mesmo aqui,

Pensei o mesmo aqui, Moita.

 

O Conjur fazendo críticas abertas a JB?!?! Realmente, JB já prestou o serviço que dele se esperava. Nada mais resta agora do que mostrar o que realmente é abandoná-lo a própria sorte.

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ricardo gonçalves

Como é mesmo a máxima do

Como é mesmo a máxima do Paulo Preto, abandonar um companheiro ferido na estrada? Tóme tento, Chaer!!!!!!

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Motta Araujo

Paulo Preto referiu-se a quem

Paulo Preto referiu-se a quem estava ACIMA dele em poder, Secretario ou Governador.Chaer não é um poder mais alto para abandonar  e muito menos é companheiro de Barbosa, é um jornalista que pode ter a opinião que quiser e pode muda-la se quiser.

Seu voto: Nenhum

Caro Motta Araujo

Márcio Chaer não é só "um jornalista"; é diretor do ConJur e também da Original 123 Comunicações. Ele pode mudar de ideia? Sim, claro, como qualquer pessoa. Agora," chutar cachorro morto", como JB, é fácil. Difícil é deixar de ser reacionário, parar de bajular os poderosos, como Gilmar (Dantas) Mendes, e mudar a linha editorial do ConJur. Estou pagando para ver!

 

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A dilma já tinha que ter

A dilma já tinha que ter divulgado o nome para substituí-lo instantaneamente; deixar a imprensa e a oposição fazerem as "interpretações" delas; e partir pra cima novamente.

Mas vão ficar titubeando por meses.

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PJ não VOTA!

O Jornalismo acabou e a eleição não tem fim!

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