Revista GGN

Assine

Astrônomos encontram, na Antártida, neutrinos de fora do sistema solar



Jornal GGN
– Astrônomos ligados a um projeto de pesquisa chamado IceCube estão dando início a uma nova forma de estudar o Universo. Em vez de estudar a luz como fonte de informações sobre pontos distantes do cosmos, os cientistas estão buscando informações de outras galáxias a partir dos neutrinos, pequenas partículas que vagam pelo Universo que atravessam qualquer tipo de matéria, ao mesmo tempo que interagem com elas. A pesquisa se concentra na Antártida, onde os astrônomos descobriram a presença de neutrinos em imensos blocos de gelo.

Ao interagir com a matéria, atravessando-a, os neutrinos acabam carregando informações sobre sua composição, o que seria uma forma de compreender a formação de grandes corpos celestes, como buracos negros e supernovas. No entanto, é muito difícil de detectar a presença de neutrinos. Eles só foram oficialmente confirmados em experimento realizado em 1987, apesar de sua existência teórica já ter sido afirmada bem antes.

Os pesquisadores conseguiram detectar, recentemente, 28 neutrinos na Antártida. Isso acontece porque as partículas acabam tendo que interagir mais com os grossos e imensos blocos de gelo. A quantidade de matéria, nesse caso, era muito grande, “atrasando” a movimentação das partículas subatômicas. A descoberta aconteceu por meio de detectores instalados no subsolo antártico. Ao atravessar o gelo, os neutrinos acabam deixando um rastro de luz – a chave para a sua detecção. Segundo os pesquisadores, são os neutrinos mais energéticos já observados.

O passo seguinte será o estudo da origem dessas partículas. “A era da astronomia de neutrinos já começou”, afirma Gregory Sullivan, pesquisador da Universidade de Maryland e menbgro do projeto IceCube. “As fontes dos neutrinos, e a questão do que poderia acelerar estas partículas, têm sido um mistério por mais de cem anos. Agora temos um instrumento que pode detectar neutrinos astrofísicos. Está funcionando muito bem, e esperamos que ele seja executado por mais 20 anos”.

Com informações do The Verge.

Sem votos

Comentar

O conteúdo deste campo é privado e não será exibido ao público.
CAPTCHA
Esta questão é para testar se você é um visitante humano e impedir submissões automatizadas por spam.