Bandeira tarifária da eletricidade pode baixar no final da semana

Patricia Faermann
Jornalista, pós-graduada em Estudos Internacionais pela Universidade do Chile, repórter de Política, Justiça e América Latina do GGN há 10 anos.
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Sugerido por Irene Rir

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Do Tijolaço

Agência Brasil divulgou ontem que a Aneel “não sabe” se haverá redução da bandeira tarifária – atualmente vermelha – no preço da energia elétrica.

Não poderia ser outra a resposta, porque é só no dia 29 (sexta-feira) a reunião que definirá se é possível retirar, ao menos parcialmente, o custo extra da energia elétrica ao menos nas regiões Sudeste e Sul do Brasil, que já saíram de algo que se possa chamar de “situação crítica”.

Os adicionais representados pela geração das termoelétricas – que são acionadas pelo custo que cada uma tem, na chamada “ordem de mérito” – caíram à metade ou mais, dependendo da região – em relação ao que tinham 15 dias atrás, exceto na Região Nordeste, onde a situação ainda é precária, embora o volume dos reservatórios tenha dobrado em relação à quinzena anterior.

casca

Mas quem quiser ver o quão rápido está melhorando,olhe as  imagens da Cachoeira Casca D’Anta, em São Roque, nas cabeceiras do São Francisco, veiculadas pelo G1, cuja imagem reproduzo ao lado. É a maior vazão da história naquele ponto, na Serra da Canastra, em Minas, há oito anos.

O enchimento de Sobradinho, que estava praticamente seca há 15 dias, só não está sendo mais rápido porque Tês Marias, no Alto São Francisco, só está liberando um metro cúbico por segundo em cada 18 que recebe, porque estava vazia também e chove forte no terço médio do rio e é preciso regular a vazão..

No seu último sumário de orientação, o Operador Nacional do Sistema (ONS) admite que no Sudeste as térmicas  de maior custo estão recebendo ordens de despacho de energia por “segurança energética”, isto é, para permitirem um armazenamento mais prudente da energia hidrelétrica. E, ainda assim, a energia das termelétricas – algumas sempre terão de funcionar – foi reduzida em mais de 20%.

Tudo está indicando que se vá atingir ou superar  ligeiramente os 44%  de energia armazenável nos reservatórios no último dia do mês. E não há previsão pessimista para o próximo mês, embora o tempo no Sudeste seja de difícil previsibilidade.  Normalidade, em fevereiro – mês chuvoso –  quer dizer reservatórios em alta. Tanto que no ano passado, com chuvas abaixo da média, o nível do armazenamento do Sudeste  subiu 3,8%.

O mais provável – que só não ocorrerá se o ONS e a Aneel tiverem um postura muito conservadora, é que  a bandeira tarifária passe de vermelha (mais R$ 0,045 por cada kW/hora consumido) para amarela ( mais R$ 0,025 pela mesma unidade de consumo) nas regiões Sul e Sudeste, permanecendo vermelha para o Nordeste e Norte, a serem reavaliadas ao final de fevereiro, quando se definirão as bandeiras para março.

Se não o fizer, estará sendo político, não técnico. Mas da pequena política, do conservadorismo setorial, não do exercício de sua função que é produzir o equilíbrio entre segurança no fornecimento energético mas também a economicidade máxima das tarifas, pelo seu efeito na economia.

Será um começo, cauteloso, de correção dos efeitos inflacionários da elevação das contas de energia, em ritmo cavalar, aplicados desde o final de 2014.

Claro que com nenhuma esperança de que ele seja inteiramente diluído com a melhoria da situação de seca  que o país atravessou (tomara que já se possa usar o verbo no passado),

Porque o que essa gente tomou com lágrimas não devolve nem com rosnado.

Patricia Faermann

Jornalista, pós-graduada em Estudos Internacionais pela Universidade do Chile, repórter de Política, Justiça e América Latina do GGN há 10 anos.

5 Comentários

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  1. Tarifaço

    Sem pretensão nenhuma, mas, no senso comum, o ajuste das tarifas de energia daqui pra frente, deveria ser não só gradual, mas, especialmente progressivo.

    O repasse do tarifaço na inflação já está precificado. Prudente seria, encher ao máxino que São Pedro mandar de chuva, os reservatórios das UHEs -de presente – até fins de março. Lembrando a quem não é do campo, que a enchente de São José não falha e deverá vir por volta de 19 de março, para finalizar o ciclo das chuvas.

    Até lá, dá para os especialistas do ramo da energia, apresentarem um sistema moderno de cobrança, estimulando a economia de energia, premiando quem gasta menos e punindo no bolso que desperdiça. Barateando a energia para quem produz, para o de baixa renda e, cobrando um pouco mais de quem tem mais conforto e pode pagar.

    Então, sou contra a simples retirada de operação das térmicas, sem qualquer inovação no sistema.

    Outra questão a ser tratada é a susbtituição progressiva e numa velocidade crescente maior do que o esperado, das termicas por eólicas, cogeradores de biomassa e solares, com investimentos maciços muito acima dos planejados. 

    Pelo investimento pesado em inovação no setor energético poderemos ter um dos pilares de crescimento sustentado, que poderá ser um reforço na saída da crise economica e na geração de emprego e renda.

    Não tenho nenhuma dúvida de que o Brasil, além de “celeiro do mundo”, poderá ser um grande gerador de energia limpa, cuja pegada ecológica nos colocará entre os países mais desenvolvidos e sustentáveis do planeta.

  2. safra recorde, c huvass

    safra recorde, c huvass encendo reservat[óprios….

    sinais de tempos melhores…

    espero que se onfirme isto e continue melhiorando….

  3. AGAIN, com esse papo furado

    AGAIN, com esse papo furado que a luz cairá de preço ?

      Eu já sou diplomado como idiota.

       Querem me doutorar ?

  4. Eu gostaria muitissimo

    Eu gostaria muitissimo se daqui pra frente esses artigos sobre precos de energia eletrica mencionassem nominalmente o que o preco eh no Brasil.

    Nao sei o que esta sendo comentado sem esse preco, eh impossivel.  Quer dizer que o fim dos pesados subsidios voluntaristas de Dilma acabaram em 2014 e a energia aumentou consideravelmente?  Eh isso?

    Nao da pra mim saber, o item nao tem informacao suficiente.

  5. kkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkk

    Parece até piada este post.

    O Governo aumenta as tarifas de energia, que aumenta a inflação aí tem que repor as perdas da inflação todo ano.

    Criaram o moto perpétuo… 

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