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Berzoini: “Impeachment se combate com bom governo”

Do Congresso em Foco

O ministro da Secretaria de Relações Institucionais, Ricardo Berzoini, é o responsável pela relação política com deputados e senadores. Uma das suas funções é monitorar todas as discussões de projetos de interesse do governo e como se manifesta cada parlamentar nas votações. Também está entre suas atribuições receber os congressistas no Planalto ou visitá-los no Congresso para tratar do conteúdo do que está sendo decidido no Legislativo. Um dos temas que não saem da agenda diária do ministro é a possibilidade de impeachment da presidente Dilma Rousseff.

Ex-presidente do PT, deputado federal por quatro mandatos e ministro do Trabalho e Previdência na gestão do ex-presidente Lula, e das Comunicações, no primeiro mandato de Dilma, Berzoini prefere executar os programas de investimento do governo e previstos no Orçamento a ficar cabalando votos contra o impeachment no Congresso. “O impeachment é um tema a ser tratado incidentalmente”, argumenta o ministro. “O melhor combate ao impeachment é governar bem”, disse Berzoini ao Congresso em Foco.

Governar bem para o ministro é conseguir executar a terceira etapa do programa Minha Casa, Minha Vida, garantir os investimentos em logística sem atrasos e melhorar a qualidade do crédito nos bancos públicos, entre outras ações. Ele reconhece que o pedido de impedimento de Dilma termina se misturando a outros temas mais burocráticos e menos políticos. Mas alerta que o governo não pode parar suas ações apesar do barulho feito pela oposição na defesa do impeachment.

Para tentar garantir a sobrevivência do governo, Berzoini prefere traçar uma estratégia de médio prazo, e não apenas convencer o Legislativo que Dilma não cometeu crime de responsabilidade ao adotar as pedaladas fiscais no ano passado. Sua meta é superar a crise política com a ampliação da base de apoio parlamentar à presidente no Congresso e garantir os votos de deputados para barrar o processo contra Dilma.

“Para barrar o impeachment, o governo precisa de um terço dos votos dos deputados. Mas, além disso, necessitamos manter e até ampliar a base de apoio no Congresso até o final do mandato, em 2018”, argumenta Berzoini.

Além do pedido de impeachment, o governo tem uma agenda dura no Congresso para depois do Carnaval. Existem 16 medidas provisórias em tramitação e, pelas regras do Legislativo, algumas já estão no limite do prazo para a apreciação por isso trancam as votações de outros assuntos. Fora as MPs, a presidente Dilma terá de mandar ao Congresso o seu pacote de medidas anunciado no discurso de abertura dos trabalhos legislativos: recriar a CPMF par vigorar até 2019, estender aos estados e municípios os efeitos da Desvinculação das Receitas da União (DRU), a lei que permite o remanejamento de verbas do orçamento entre setores dos governos, e a polêmica reforma da Previdência que nem mesmo entre parlamentares do PT está pacificada.

“A CPMF vai assegurar recursos para a travessia da crise e evitar cortes nos investimentos, mas precisamos garantir um equilíbrio fiscal com a reforma da Previdência que só terá efeitos depois do mandato da presidente Dilma”, argumenta Berzoini.

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7 comentários

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LC

Então já era...

Pelo visto Berzioni está a favor do impeachment: propondo o impossível !!!

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Preço internacional do Petróleo

Governar bem é fundamental em qualquer situação, mas o determinante para o atual pressa da oposição PSDB de tentar controlar o estado é o preço do petróleo.

Com o preço do petróleo acima dos US$ 70 o barril a urgência em controlar o estado e as áreas do pré-sal, que tudo indica contém mais de 50 bilhões de barris de petróleo recuperáveis, que com o preço do barril do petróleo acima de US$ 70 são altamente lucrativas, afinal eleição para presidente ocorre de quatro em quatro anos, e os políticos experientes tem expectativa de apenas mais 20 anos de vida saudável, depois desse período pouco importa o poder, basta ter um pouco de dinheiro para viver os restos dos dias com uma certa tranquilidade.

Pelas via eleitoral são remotas as chances da oposição PSDB retomar o controle do estado, tanto é que o PSDB tenta alterar as regras de exploração de petróleo via parlamento.

Este cenário ficou mais claro depois da derrota eleitoral em 2010, e como diz a oposição PSDB, perderam para um "poste" com muito pouca iluminação, o que causou o desespero.

 

 

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2014---distribuição de renda

Nada a ver!

As motivações e alegações dos que propõem o impeachment não tem nada a ver com Dilma fazer um bom, ou um mau governo. Ele que trate de conseguir o apoio parlamentar necessário para livrar Dilma (e Temer) dessa. Mais uma declaração ruim até para subsidiar manchete de jornal... Fala sério!

Um abraço.

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"[...]Devia era, logo de manhã, passar um sonho pelo rosto. É isso que impede o tempo e atrasa a ruga.[...]" - Mia Couto

Prezado Sergio Como diz Ciro,

Prezado Sergio

Como diz Ciro, a equipe da Dilma consegue ser pior que ela!!!

Se existisse oposição, ela nem seria reeleita.

Abração, Kamarada.

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Mário Mendonça

Nassif Outro perdido! A

Nassif

Outro perdido!

A historia da bancoop promete tirar o sono dele. Se é, que já não esta tirando!!!

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Mário Mendonça

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altamiro souza

é preciso admitti que essa é 

é preciso admitti que essa é  mesmo a melhor das muitas estrategias possíveis

não só pata enfrentar a crise economica como a  tal crise política...

uso a palavra  tal porque é evidente que a tal crise é mais criação dos

pessimistas de pantão da grande mídia goplista com sucessivas matérias

negativas e raras positivas do que uma verdade factual  baseada na realidade,

que é melhor do que a oposição propaga através de seu alto-falante

cooptado da  grandre midia mui  amiga....

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Edna Baker

Ministro Ricardo Berzoini

Ministro Ricardo Berzoini  não pertenço ao seu partido mas sempre votei nos seus candidatos, continuo firme confiando no seu partido e sei ser o único capaz de enfrentar essa frente de direita que assola o nosso país, não fossem os blogs e jornais eletrônicos progressistas e eu seria uma mulher sem mídia no meu próprio país. Resistência, essa é a palavra que envio ao seu  partido nesse momento tão difícil.

 

 

 

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José Abrantes Gonçalves

Os três patetas:

Berzoini, Cardozo e Mercadante.

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