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Caetano diz que não é censor, e que biografia não autorizada vale para Sarney

Jornal GGN - O imbróglio das biografias com autorização prévia ainda está dando pano para manga. Um dos artistas que aderiram ao grupo Procure Saber, Caetano Veloso refutou o adjetivo de "censor" e disse que biografia não autorizada vale para o político maranhense José Sarney.
 
"Sou sim a favor de podermos ter biografias não autorizadas de Sarney ou Roberto Marinho. Mas as delicadezas do sofrimento de Gloria Perez e o perigo de proliferação de escândalos são tópicos sobre os quais o leitor deve refletir. (…) Ex-roqueiros bolsonaros e matérias do GLOBO tipo olha-os-baderneiros para esconder a força que a luta dos professores ganhou na cidade me tiram a vontade de crer em opções fora da esquerda entalada. Me empobrecem".
 
Ele ainda criticou a postura do jornal "Folha de S.Paulo" ao noticiar o posicionamento da associação, que ainda conta com nomes como Chico Buarque, Milton Nascimento, Djavan e seu colega tropicalista Gilberto Gil. Em sua coluna no jornal O Globo, Caetano diz que o grupo não pretende cercear o trabalho dos biógrafos. 
 
"Aprendi, em conversas com amigos compositores, que, no cabo de guerra entre a liberdade de expressão e o direito à privacidade, muito cuidado é pouco. E que, se queremos que o Brasil avance nessa área, o simplismo não nos ajudará. O modo como a imprensa tem tratado o tema é despropositado. De repente, Chico, Milton, Djavan, Gil, Erasmo e eu somos chamados de censores porque nos aproximamos da posição de Roberto Carlos, querendo responder ao movimento liderado pela Anel (Associação Nacional dos Editores de Livros), que criou uma Adin (ação direta de inconstitucionalidade) contra os artigos 20 e 21 do Código Civil, que protegem a intimidade de figuras públicas. Repórter da “Folha” cita trechos de algo dito por Paula Lavigne em outro contexto para responder a sua carta de leitor. Logo a “Folha”, que processou, por parodiá-la, o blog Falha de S.Paulo", disse.
 
No relato, o cantor e compositor também ressaltou que os direitos dos autores de biografias não podem ser desrespeitados. "[Os autores] Pesquisam, trabalham e ganham bem menos do que nós (mas não nos esqueçamos das possibilidades do audiovisual). Não me sinto atraído pelo excesso de zelo com a vida privada e muito menos pela ideia de meus descendentes ficarem com a tarefa de manter meu nome “limpo”. Isso lhes oferece uma motivação de segunda classe para suas vidas. Também neguinho pode vir a ter um neto que seja muito careta e queira fazer dele o burguês respeitável que ele não foi nem quis ser. Mas diante dos editoriais candentes, das palavras pesadas e, sobretudo, das grosserias dirigidas a Paula Lavigne, minha empresária, ex-mulher e mãe de dois dos meus três filhos maravilhosos, tendo a ressaltar o que meu mestre Jorge Mautner sintetizou tão bem nos versos “Liberdade é bonita mas não é infinita /Me acredite: liberdade é a consciência do limite”. Mautner é pelo extremo zelo com a intimidade".
 
Com informações de O Globo
 
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15 comentário(s)

Comentários

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Proibir previamente é um

Proibir previamente é um absurdo.

Os livros devem ser permitidos e ai o autor que depois responda, até judicialmente se for o caso, sobre os seus escritos.

Proibir a edição é censura prévia e ai eu sou contra.

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@DanielQuireza

Seu comentário é curto e

Seu comentário é curto e sinceramente acho que não precisa falar mais nada sobre o assunto.

Não são necessárias grandes reflexões sobre o tema.

É simples como o sue comentário. O resto é advogado tentando ganhar $$ e fama.

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Essa teoria "tropicalista"

Essa teoria "tropicalista" das tais "biografias autorizadas", no frigir do ovos, nos leva ao seguinte:

O cara ou a dama fazem merdas durante a vida, e merdas que todo territorio nacional tomam conhecimento, como, no caso de Caetano, dar um giro de 720º em tudo que ele afirmava e poetisava até os anos 80, se aliando ao que de mais atrasado existe no Brasil, e depois se acham no direito de terem essas "façanhas" espurgadas da História do país.

O engraçado é que não vimos essa chiadeira quando saiu uma tal biografia de José Dirceu distorcendo até a sua paternidade e natureza política.

Caetano como outros tantos bons cantores-poetas de outrora está se saindo, a cada nova declaração pública, um tremendo cara-de-pau.

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(Sem título)

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Macalé: "Sem autorização é melhor!"

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taturanous

certo.

Boa Fulvia e Leonel ,matou a pau...

Dizem que cachorro e o melhor amigo do homem porque

 nao conhecem DINHEIRO seu tempo de tropicalia

escafedeu -se. zelitizado....

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Carlos Alberto Alves Marques

O Caetano está negando

O Caetano está negando vigência a um dos princípios mais caros ao Direito, que é o de que todos são iguais perante a lei. Um princípio que vale para ele não deverá valer para outros na mesma situação.

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Gui sp

Caetano jamais me enganou,

Caetano jamais me enganou, nunca, em tempo algum, a única liberdade que defende é a de falar qualquer boçalidade e a claque aplaudir mesmerizada!!! Lembro-me bem alguns anos atrás de um aniversário de sua mãe, Dona Canõ, no qual um abraço cordial do filho pródigo, e olhar profundo para ele, sim o proprio, o Toninho Malvadeza, também conhecido pela alcunha de ACM, esta foto, vi estampada em vários jornais, demonstra bem o que ele pensa e defende. Mais nãio digo para não dar mídia a este "intelectual".

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Liberdade de expressão com responsabilidade

Penso que a questão orbita em torno de dois princípios constitucionais: os direitos contidos no inciso X do art. 5º ("são invioláveis a intimidade, a vida privada, a honra e a imagem das pessoas”) e os contidos no inciso IX, também do art. 5º ("é livre a expressão da atividade intelectual, artística, científica e de comunicação, independentemente de censura ou licença").

Os dois princípios podem coexistir de modo a que os direitos de uns não firam diretos dos outros.

A publicação de biografias deve ser compreendida como um trabalho jornalístico como qualquer outro, um documento histórico não contendo previamente qualquer ilegalidade, notadamente se a vida do biografado é do interesse púbico.  Portanto, não há que se cogitar em autorização prévia do biografado. Tampouco pagamento ao biografado por esse trabalho.

Entretanto, não se pode perder de vista sobre possíveis violações a direitos inscritos no inciso “X “acima citados que, eventualmente, possam vir a ser constatados, mas apenas após a efetiva publicação trabalho biográfico, e sempre sob o árbitro do judiciário. Portanto, nunca de forma prévia.

Em suma, penso que o direito a liberdade de expressão deve ser exercido com responsabilidade de moda a não ferir direitos de terceiros, do mesmo modo que terceiros não devam atropelar a liberdade de expressão.

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Walter o primeiro

As pessoas, mesmo que

As pessoas, mesmo que publicas, tem direito a sua privacidade.

Direito basica e democratico

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Motta Araujo

Direito tão basico e tão

Direito tão basico e tão democratico que NÃO EXISTE EM NENHUM PAIS DO PLANETA, pessoa publica fez uma opção

de vida e essa opção vem junto com exposição publica e sua critica como consequencia dessa exposição.

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Caetano e Folha tentam

Caetano e Folha tentam esconder suas “Falhas”Liberdade de expressãoNa polêmica das biografias, Caetano usa o caso da censura da FAlha (criação do autor deste blog) pela Folha para atacar o jornal. No fundo, ambos estão do mesmo lado. por Lino Bocchini    caetano-otavinho-vader.jpg

O "encontro" de Caetano Veloso e "Otavinho Vader", personagem da antiga Falha, que tem corpo de Darth Vader e rosto de Otavio Frias Filho

Neste domingo, em artigo no jornal O Globo, Caetano Veloso manifestou-se sobre a polêmica das biografias, debate que tomou o noticiário cultural nos últimos dias. O artista integra o recém formado grupo Procure Saber, que congrega também nomes como Chico Buarque, Roberto Carlos, Erasmo, Gilberto Gil e Djavan e é presidido pela empresária e ex-mulher de Caetano, Paula Lavigne. Em resumo, o grupo quer não apenas manter os impedimentos legais que existem sobre a publicação de biografias não-autorizadas como também aumentar os obstáculos, criando, por exemplo, a obrigatoriedade de se pagar um percentual das vendas ao biografado, argumentando que sem ele a biografia não existiria.

A iniciativa nasceu porque a Anel, a Associação Nacional dos Editores de Livros, entrou com uma Adin (Ação Direta de Inconstitucionalidade) contra uma interpretação dos artigos 20 e 21 do Código Civil que vem sendo usada por artistas e justiça para censurar biografias não autorizadas como a de Roberto Carlos, Lampião ou Paulo Leminski.

Em seu artigo no jornal carioca, intitulado "Cordial", Caetano diz ser contra a censura --"Censor, eu? Nem morta!"—em um texto cheio de referências e recados, como aos "ex-roqueiros bolsonaros". De forma quase poética, caetanesca, não diz nada diretamente, mas fala muito. Deixa claro que é a favor, sim, de algum tipo de limite ou controle ao trabalho dos biógrafos. E solta essa: "repórter da Folha cita trechos de algo dito por Paula Lavigne em outro contexto para responder a sua carta ao leitor. Logo a Folha, que processou, por parodiá-la, o blog Falha de S. Paulo".

Sim, a Folha censurou

A repórter em questão é a colunista social do jornal Mônica Bergamo, que bateu boca com Paula Lavigne no Twitter. Para quem não sabe, a Folha processa a mim, Lino Bocchini, e a meu irmão, Mário, por conta de um blog de paródia que abrimos em 2010 em meio às eleições presidenciais, o Falha de S. Paulo. O blog, de nome claramente irônico, buscava desmontar o discurso de imparcialidade e apartidarismo do jornal. Fazíamos e publicávamos fotomontagens e críticas bem-humoradas com os medalhões da empresa da família Frias, tendo como alvo principal Otavio Frias Filho, diretor de redação da Folha e dono do Grupo Folha ao lado do irmão, Luís.

Usávamos a paródia para “tirá-los do armário”, ou seja, para mostrar que eles, como qualquer veículo de imprensa, tem lado –no caso, o jornal trabalhava pela eleição de José Serra. Nossa iniciativa não foi, digamos, bem aceita. Após um mês de blog recebemos em casa, sem aviso prévio, uma liminar do jornal nos obrigando a tirar a Falha de S. Paulo do ar, sob ameaça de multa de mil reais por dia. Vou repetir: ameaça de multa de mil reais por dia. A alegação da Folha? "Uso indevido da marca". A mesma liminar nos avisava sobre um processo de 88 páginas do jornal contra nós, no qual éramos acusados, entre diversas irregularidades fantasiosas (negadas pela justiça, aliás), de querer enganar o leitor da Folha, nos passando pelo jornal.

Ao ler a ação completa descobrimos que o jornal dos Frias havia pedido originalmente uma multa bem maior, de R$ 10 mil por dia, caso não saíssemos do ar. Foi o juiz que assinou a liminar quem baixou o valor para um décimo do solicitado pelos Frias.

Vale reforçar: a Folha de S. Paulo, que se diz democrática, pediu à Justiça que multasse a mim e meu irmão em R$ 10 mil a cada dia que mantivéssemos o nosso site do ar dali pra frente. Esta informação é pública, está no processo.

Mais: não satisfeito, o jornal pedia ainda uma compensação financeira extra, por danos morais. Tudo argumentando que tratava-se apenas de seu direito de proteger a marca, que nada tinha a ver com o conteúdo crítico. E agora, neste domingo, obrigada por Caetano, a empresa repete sua vergonhosa versão, tanto em sua versão on-line como na impressa: “O compositor se refere à ação movida pela Folha contra o blog "Falha de S.Paulo", criado pelos irmãos Mario e Lino Bocchini, por violação da propriedade da sua marca --e não por parodiar o jornal”.

Ã-hã... De Marcelo Tas a Gilberto Gil (que bem lembrou que Caetano no passado muitas vezes usou a expressão Falha para referir-se à Folha), passando por toda blogosfera nacional, ninguém teve dúvidas do que se tratava: uma clara e violenta censura bancada pela Folha. E que obteve sucesso, nos tirando do ar.

As consequências são ainda piores: por seu caráter inédito na literatura jurídica brasileira, pode abrir uma jurisprudência, um precedente nocivo a todos nós. Por esta singularidade, o caso foi notícia internacional. Wired, Financial Times e outros destacaram o processo. A organização Repórteres Sem Fronteiras condenou a censura em um comunicado que circulou mundo afora em 3 línguas. Julian Assange condenou duramente a censura da Folha em entrevista ao Estadão. E por aí foi.

Mas voltemos a Caetano e as biografias. Por que ele citou o caso da Falha? Me parece claro que era um recado querendo dizer algo como: "Folha, você que censurou um blog não tem moral para me chamar de censor".

No fundo Caetano e Folha têm, em comum, um desejo muito grande de controlar sua imagem, e querem fazê-lo a qualquer custo --inclusive sacrificando a liberdade de expressão do país inteiro, por exemplo.

Como se fosse possível, no mundo atual, alguém ter controle total da imagem do que for. Nem o ditador norte-coreano King Jon-il consegue. Caetano e Folha estão irmanados nessa discussão, tentando cada qual esconder sua "Falha". O divertido é que agora não é mais uma briga de Davi contra Golias, como Susana Singer, a ombudsman do jornal, classificou a disputa minha e de meu irmão com a Folha. Agora é Golias contra Golias. Que sigam brigando por muito tempo e expondo as vísceras de parte a parte. Ganham o Brasil e a liberdade de expressão.

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Ps. A ação da Falha está no seguinte pé: Nos julgamentos de 1ª e 2ª instância o jornal teve sua vitória (segue vetado o endereço www.falhadespaulo.com.br ), mas tivemos as nossas (a justiça liberou a crítica e derrubou as ameaças financeiras). Mas não estamos satisfeitos. Eu e meu irmão estamos cuidando dos trâmites burocráticos para ir ao STJ e/ou STF, pedindo em Brasília o direito de voltar ao ar. Caetano e Folha que nos desculpem, mas liberdade de expressão não pode ser pela metade

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Fulvia

(Sem título)

Caetano Veloso ontem e hojeCaetano Veloso apoia proibição

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E o C. Veloso citar o Sarney é...

demagogia pura! Vestiu a carapuça de tudo que ele declara detestar...

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Bruno Leite

Me parece coisa pior, algo

Me parece coisa pior, algo como as chantagens midiáticas que nos habituamos (!) a ver pautando a cena política nacional. Confere, Nassif?

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