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Pedro Penido dos Anjos

Já encomendaram o

Já encomendaram o caixão?

Já encomendaram o caixão? Aécio vai declarar apoio ao Eduardo?

 

Conselheiros tucanos querem rever desonerações e reajuste do mínimo

Do Valor Econômico, 11/11/13

Por Marcos de Moura e Souza | De Belo Horizonte

 Leonardo Rodrigues/Valor - 03/05/2013 / Leonardo Rodrigues/Valor - 03/05/2013Mansueto: "Agenda é do desmonte da experiência nacional desenvolvimentista"

Melhorar o ambiente de negócios, simplificar tributos, reverter políticas consideradas intervencionistas na economia e abrir mais o país à competição internacional.

Esses são alguns dos pontos que vêm sendo defendidos por um grupo de economistas e acadêmicos com quem o senador Aécio Neves (PSDB-MG) tem conversado e que o têm ajudado a formular seu futuro programa de governo.

Seus interlocutores econômicos defendem ainda um novo plano de privatizações e uma revisão da política de desonerações.

E alertam para o fato de que não se pode esperar, pelo menos não no curto prazo, uma queda na carga tributária nem o crescimento do PIB num ritmo mais acelerado num eventual governo tucano.

O primeiro ano do próximo governo tende a ser marcado por dificuldades econômicas, dizem especialistas com quem Aécio vem se reunindo.

O senador, que prepara sua candidatura para presidente da República, promete apresentar em dezembro um primeiro pacote de ideias gerais sobre temas que disse considerar mais relevantes e urgentes para o país.

No mês passado, num evento em Nova York, ele fez uma prévia dessas ideias - que ganharam corpo com ajuda desse time de economistas.

Do grupo que o auxilia no campo econômico, segundo pessoas próximas ao senador, fazem parte Armínio Fraga, Edmar Bacha e Gustavo Franco, assim como Elena Landau, todos ex-integrantes do governo Fernando Henrique Cardoso. Também participam contribuindo com análises e propostas, nomes de uma geração mais jovem, como Samuel Pessôa e Mansueto Almeida.

Os dois últimos falaram ao Valor sobre seus pontos de vistas, alguns já postos em discussão com o senador. A reportagem também ouviu Landau, que tem coordenado grupos de trabalho sobre macro e microeconomia, setor elétrico, saneamento, entre outros, para o pré-candidato.

Sobre o crescimento da economia, Almeida - que atua na Diretoria de Estudos Setoriais e Inovação, no Instituto de Pesquisa Econômica Aplicada (IPEA) -- diz que não estão no horizonte medidas que promovam uma aceleração do PIB logo no início de um eventual governo tucano. Depois de crescer 0,9% no ano passado, o Produto Interno Bruto (PIB) deve fechar o ano perto dos 2,5% e mais perto dos 2% no ano que vem.

"A preocupação não é tanto garantir um crescimento do PIB mais acelerado em 2015 e em 2016 e sim em adotar medidas que garantam um melhor desempenho da economia depois disso", disse Almeida.

Ele fala em melhoria do ambiente de negócios, simplificação tributária, redução no número de impostos e de uma negociação de um plano fiscal de longo prazo com o Congresso.

Uma posição que Almeida diz ser unânime entre os interlocutores de Aécio é uma reversão da política adotada, sobretudo, no governo Lula de ajuda a empresas privadas a se tornarem líderes em seus setores, as chamadas campeãs nacionais. "Ficar transferindo recursos para o BNDES e do BNDES para as campeãs nacionais, isso acabou", disse Almeida.

As desonerações também desagradam os "conselheiros" do tucano, segundo Almeida. "O grupo mais ligado ao Aécio pensa que é preciso que o governo olhe para a economia como um todo. A ideia que deve valer é a de não descriminar setores".

Montadoras e fabricantes de eletrodomésticos foram alguns dos setores beneficiados nos últimos anos por desonerações de IPI como forma de aquecer a economia.

 Régis Filho/Valor - 28/02/2013 / Régis Filho/Valor - 28/02/2013Pessôa: "Tem que reduzir alíquotas de importação de forma generalizada"

Segundo Almeida, uma ideia que tem sido mencionada nas conversas com Aécio é a de embutir na rotina de um governo tucano uma avaliação acurada de políticas e programas em curso para avaliar seus custos e os reais ganhos e se devem ou não ser mantidas.

A avaliação que ele tem feito nas conversas com o senador é a de que a economia brasileira não terá nos próximos anos o impulso da economia da mundial, como se viu em boa parte do governo Lula. "Vamos ter que resolver como uma agenda de reformas."

Samuel Pessôa, professor de Economia da Fundação Getúlio Vargas (FGV) no Rio, outro especialista com quem Aécio tem conversado, prevê que o primeiro ano do próximo governo, seja ele qual for, terá dificuldades semelhantes às de 1999 [início do segundo mandato de FHC] e de 2003 [início do primeiro mandato de Lula].

Primeiro, por causa da inflação "muito alta e persistente"; segundo, pelo superávit primário apertado, talvez de pouco mais 1% do PIB que, prevê ele, a presidente Dilma Rousseff deixará para 2015.

"Um pacote de ajuste em 2015 deve vir com qualquer que seja o governo. Aécio faria isso de uma maneira mais profunda", diz.

Pessôa argumenta que a prioridade deveria ser uma reforma tributária porque esta teria um efeito mais imediato no aquecimento da economia. Como Mansueto Almeida, ele fala em simplificação tributária. O que não significa redução da carga.

"Desde a Constituição de 1988, a ideia da construção de um Estado de bem estar social vem sendo reforçada e cada eleição. E isso impõe algumas restrições para a gente porque grande parte da elevação tributária dos últimos 15 anos serviu para construir e fortalecer essa rede de bem estar", diz o professor. Saúde, aposentadoria, seguro desemprego, auxílio doença, rede de escolas públicas fazem parte dessa estrutura custeada pela pesada carga tributária brasileira. "Não vejo espaço para reduzir essa carga no curto prazo."

Onde ele vê espaço para Aécio atuar é no desmonte do que chama de "experiência nacional desenvolvimentista" capitaneada, segundo diz, pelo ministro da Fazenda, Guido Mantega, e pelo presidente do BNDES, Luciano Coutinho.

Sob esse rótulo, Samuel Pessôa inclui iniciativas do governo Lula e Dilma como a de criar empresas campeãs nacionais, de ampliar a um ritmo muito acelerado as carteiras de crédito da Caixa Econômica Federal e do Banco do Brasil para pessoas físicas, de injetar mais de R$ 350 bilhões no balanço do BNDES, de apostar em uma série de desonerações tributárias, de tentar combater a inflação por meio de controle de preços da gasolina e de produtos com baixo IPI e de agir com mão pesada, como diz, no setor de energia elétrica.

"O governo adotou essa agenda de aumentar muito o papel do Estado, de intervenção direta no espaço econômico", diz, acrescentando que o resultado foi queda na taxa de investimento e na taxa de crescimento da economia. "Acho que o Aécio vai reverter esse quadro."

Associada a uma reforma tributária, Pessôa defende uma maior abertura da economia brasileira. "Tem que reduzir alíquotas de importação de forma generalizada", diz. O setor industrial fará críticas, sofrerá revezes? Sim, diz. "Mas o país não é só indústria", afirma. "Isso reduziria alguns setores da indústria, mas também permitiria um avanço naqueles setores industriais do país que são mais competitivos."

Um tema sobre o qual ainda não diz ter discutido com Aécio Neves é a fórmula que tem determinado o reajuste salário mínimo. "A minha opinião é que a manutenção da atual regra vai obrigar o governo a criar novos impostos ou a aumentar aqueles existentes."

 Silvia Costanti/Valor - 20/01/2009Elena: “A privatização fez bem ao Brasil com FHC e agora está sendo mal feita”

Além de ouvir Mansueto Almeida e Samuel Pessôa, o Valor procurou Armínio Fraga e Edmar Bacha para comentar algumas das posições que têm defendido nas conversas com o senador Aécio Neves sobre economia. Ambos optaram por não falar.

Elena Landau, que vem coordenando os grupos de trabalho e coletando orientações para o PSDB, é uma das defensoras da adoção de um programa mais bem estruturado de privatizações - bandeira do PSDB, mas que perdeu espaço no discurso do partido nas últimas eleições que disputou e perdeu para o PT de Lula e Dilma Rousseff.

Diretora do BNDES entre 1994 e 1996, Landau é sócia do escritório de advocacia Sérgio Bermudes e preside o Instituto Teotônio Vilela do Rio.

"A privatização fez bem ao Brasil no governo Fernando Henrique e agora está sendo mal feita", diz. Não se trata de uma visão ideológica, de que só a iniciativa privada faz bem feito, diz. "Acho que o setor privado administra sem muitas das amarras do setor público. As privatizações precisam voltar a ser feitas de uma forma adequada, com um plano mais bem estruturado e de forma mais transparente." Infraestrutura e logística - que hoje já são alvo de concessões no governo Dilma - são as áreas onde a Landau acredita que mais e melhor poderia ser feito.

O senador mineiro tem evitado detalhar suas propostas com relação à condução da economia. Mas no início de outubro, em um longo discurso num evento em Nova York para empresários e investidores com negócios na América Latina, Aécio apresentou uma prévia das ideias que farão parte de suas propostas de governo.

Falou da "uma agenda de privatizações, concessões e parcerias público-privadas sem vedações ideológicas" capazes de atrair investimentos privados e disse que "é possível implementar um programa de privatizações e concessões muito mais arrojado do que este que está em curso".

Aécio também defendeu reformas para "melhorar a estrutura de tributos, oxigenar o mercado de trabalho, destravar o investimento privado". Segundo ele, "o país pode crescer muito mais do que cresce atualmente".

O pré-candidato não se aprofundou nas mudanças que propôs. Citou entre elas "a redução da intervenção do Estado na economia" e adoção de medidas "para deixar nossos custos de produção menos onerosos".

Aécio listou o "resgate os pilares da nossa economia, com estabilidade da moeda, responsabilidade fiscal e livre flutuação do câmbio" e defendeu simplificação da legislação e redução da carga de impostos.

E prometeu que levará essa nova agenda "à consideração dos brasileiros no ano que vem."

Aécio aparece em segundo lugar nas pesquisas de intenções de voto, considerando o cenário mais provável, em que disputará o Planalto com Dilma e Eduardo Campos (PSB). Apesar de ter amplo apoio no PSDB para ser o candidato, o ex-governador de São Paulo José Serra continua tentando ser o indicado. Aécio formou-se em Economia na Universidade Federal de Minas Gerais; Serra fez doutorado em Economia na Universidade de Cornell, nos EUA.

 

 

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r1v9

O rei do camarote é uma farsa?

 

http://www.naoentendodireito.com/2013/11/fim-da-farsa-o-rei-do-camarote-nao.html

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Ivan de Union

Eh golpe se for ou se nao for

Eh golpe se for ou se nao for verdade.  Nao viu porque eh golpe?  Aqui esta a explicacao:

"O estudante de direito conta que tudo não passou de uma brincadeira elaborada por ele e alguns de seus colegas de trabalho" (...) "Edu disse que sabia que a Veja estava procurando pessoas para uma matéria com os novos ricos da cidade e perguntou se eu aceitaria me passar por milionário”, conta o estudante que disse que o carro foi alugado e as roupas eram do próprio Eduardo Sterblitch e de outros integrantes do programa.  Fernando conta ainda que foi fácil enganar o repórter da revista":

A "brincadeira" foi "elaborada por ele e colegas de trabalho" DEPOIS que "Edu disse" que Veja estava procurando novos ricos", e que foi "facil enganar" o reporter da revista".

Entendeu agora?

Isso coloca Veja como "vitima", "Edu" como instigador, e ELE ao centro de uma "brincadeira".  So que Veja nunca foi vitima, ele NAO tem QI pra estar ao centro disso -dado o portugues simplorio que usa no video-, e de "Edu" nunca se ouviu falar em qualquer lugar, porque eh que "Edu sabia" que Veja estava preparando essa materia?

Gostaria, adoraria dizer que foi uma boa tentativa de livrar a cara de Veja com sua plateia de pegadinhas.  Nao foi, nao chegou perto.  Se foi "pegadinha", Veja estava atolada ate a alma nela tambem.

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Obsessão pela macroeconomia é um dos pilares da crise

Obsessão pela macroeconomia é um dos pilares da crise

Pode o atual modelo de economia global, comandado pelo setor financeiro, sobreviver à crise? Se essa sobrevivência não ocorrer, quais são as alternativas?

A atual crise do capitalismo só será resolvida quando se reformularem as alianças políticas entre os diversos setores sociais envolvidos. É o que dizem no livro Contemporary­ ­Capitalism and Its Crises – Social Structure­ of Accumulation Theory for the 21st Century vários estudiosos, coordenados pelos professores de Economia Terrence McDonough, da Universidade Nacional da Irlanda, Michael Reich, da Universidade da Califórnia em Berkeley, e David W. Kotz, da Universidade de Massachusetts em Amherst. O título em português seria “O capitalismo contemporâneo e suas crises – A teoria da estrutura social da acumulação para o século 21”. A obra foi publicada em inglês pela editora da Universidade de Cambridge.

Esses autores põem em xeque a chamada “macroeconomia”, cultuada pela esmagadora maioria de seus colegas, que, com a ascensão do neoliberalismo, julgavam que nunca mais o capitalismo entraria em grandes crises. Na verdade, a equipe que compôs o livro fez parte de um pequeno grupo que há décadas sustentava que o capitalismo estava longe de ter superado os seus desequilíbrios funcionais.

Agora, eles discutem dois problemas principais: pode o atual modelo de economia global integrada segundo os ditames do neoliberalismo, comandada pelo setor financeiro, sobreviver à atual crise? Se essa sobrevivência não ocorrer, quais são as alternativas para esse modelo? Os críticos do atual modelo de gestão das principais economias do mundo tentam mostrar a inutilidade da macroeconomia neoliberal, baseada apenas no estudo isolado, e quase que plenamente matemático, segundo a ótica de uma suposta racionalidade econômica. Pois os autores levam em conta também fatores políticos e sociais que influenciam e modificam a economia.

Pouco conhecida do grande público, a teoria da estrutura social da acumulação começou a ser desenvolvida em meados dos anos 1970, quando os governos começaram a abandonar as teses de John Maynard Keynes de regulamentações dos mercados e passaram a aceitar as desregulamentações neoliberais, aquelas em que vale o que o “mercado” pensa que vale. Segundo um dos organizadores do livro, Michael Reich, essa teoria postula que uma estrutura social de acumulação é o quadro institucional em que o capitalismo se desenvolve em épocas e lugares específicos.

Cada estrutura social de acumulação passaria por um longo período, de 20 a 25 anos, de estabilidade e alto crescimento, seguido de outro igualmente longo de instabilidade e baixo crescimento. Desse modo, o capitalismo passa por crises periódicas, chamadas crises sistêmicas, que exigem reestruturações intensivas e extensivas das instituições que moldam o sistema. Uma nova estrutura social de acumulação – e um novo período de estabilidade e de alto crescimento – só emerge quando ocorre um realinhamento das coalizões políticas.

Diz Reich: “É necessário realizar numerosos experimentos com novas instituições e com contestações políticas, antes que surja uma coalizão que ao mesmo tempo seja politicamente dominante e tenha desenvolvido novas instituições que possam ser economicamente bem-sucedidas”.

O pesquisador considera que, para ter êxito econômico, a “nova coalizão dominante” precisa criar um conjunto de instituições que sejam coerentes, que possam recriar a estabilidade e possam garantir melhoras econômicas para pelo menos­ alguns dos grupos incluídos na coalizão.­ “Uma vez instalado, um conjunto parti­cular de instituições se torna bem--sucedido por um longo período. Mas os comprometimentos a longo prazo e os inter­esses criados impedem as mudanças graduais para um novo modelo. A estru­tura social de acumulação fica ­assim estres­sada por problemas econômicos e políticos que se acumulam, levando a uma nova crise sistêmica.”

Bifurcação

Exemplos de crises sistêmicas nos Estados Unidos seriam: a crise dos anos 1890, resolvida politicamente pela eleição de 1896, pela onda de fusões entre 1893-1897, pela fundação da Reserva Federal em 1913 e pela derrota das greves operárias por volta da Primeira Guerra Mundial; a Grande Depressão de 1929-1941, resolvida politicamente em 1932 e economicamente pelo New Deal, pelas medidas keynesianas durante a Segunda Guerra Mundial e, depois, por um acordo limitado entre o capital e o trabalho e pelo Estado do Bem-Estar Social; e a estagflação (termo que define um cenário em que há elevados índices de inflação e de desemprego e baixo ou nenhum crescimento) dos anos 1970, resolvida politicamente em 1980 e economicamente pela ofensiva contra as classes trabalhadoras, pelo corte dos impostos e pelas desregulamentações, especialmente no setor financeiro.

Desde 2007 estamos numa nova crise sistêmica. Notemos que a cada crise sistêmica no passado se sucederam longos períodos de complicados reajustamentos até que uma nova estrutura social de acumulação se consolidasse. O mesmo deverá ocorrer. Os principais componentes de uma estrutura social de acumulação são: as relações entre o capital e o trabalho, as relações entre os diferentes capitais, as instituições financeiras, o papel do governo, as relações e instituições internacionais, a coalizão política dominante.

Na atual estrutura social de acumu­lação temos, por exemplo, nas relações entre o capital e o trabalho: o declínio dos sindicatos de trabalhadores do setor privado, crescimento da produtividade sem aumento dos salários, introdução da infor­mática e flexibilização do trabalho, ­expansão do segmento de baixos salários no setor de serviços, baixos salários mínimos, empregos temporários e imigração.

Quanto ao futuro, parecem concorrer dois modelos: um corporativo de ­livre-mercado, em que as classes trabalhadoras continuam fracas e os grandes negócios, particularmente os setores financeiros, controlam as reformas; um novo modelo social-democrata, em que os ganhos dos salários (e também dos benefícios sociais) acompanham os ganhos da produtividade.

Enquanto o modelo corporativo não parece capaz de impedir o surgimento de novas bolhas e de novos estouros de bolhas, o social-democrata impõe restrições aos ganhos dos altos executivos, o renascimento das classes trabalhadoras como fator político de peso e um salário mínimo indexado e uma estrita regu­lação financeira – inclusive em termos inter­nacionais.

Teria de envolver uma forte tendência para a aplicação de grandes verbas sociais em saúde, educação, meio ambiente e infraestrutura. Esse modelo, para se instituir, teria de envolver muito mais tempo e muito mais confrontos do que o modelo corporativo. Em compensação, parece mais coerente.

Vemos assim que o livro proporciona não só um claro entendimento da crise atual – e torçamos para que seja logo traduzido para ser consumido aqui. Proporciona armas para as classes trabalhadoras, sobretudo nos países desenvolvidos mais atingidos, intervirem no cenário político e econômico. Especialmente são necessárias duas condições: a eleição de governos progressistas e a movimentação organizada das grandes massas.

Essas condições, no entanto, não se estão­ combinando no tempo e no espaço.­ Nos Estados Unidos, foi eleito um ­governo progressista, mas falta a movimentação organizada das grandes massas, pois o Occupy Wall Street só envolveu setores intelectualizados empobrecidos. Na Europa se sucedem greves gerais sem maiores efeitos, pois não foram eleitos governos progressistas, a não ser na França, onde, porém, não têm ocorrido maiores movimentações das classes menos privilegiadas, parte das quais inclusive se tem deixado iludir pelo xenofobismo da ­extrema direita.

http://www.redebrasilatual.com.br/revistas/89/o-capitalismo-e-suas-crise...

 

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O Dólar quinado

Com a assimetria de poder concedida aos que controlam o Dólar sem lastro o debate macro econômico sério restringe-se ao campo teórico, pois na prática o Dólar favorecendo só um lado provê uma rede de segurança imbatível para os lucros dos que o controlam.

Assim, não há de se falar em crise no plano real da econômica, quando um só lado ganha e o outro perde, o jogo deve ser reequilibrado, harmonizado e estabelecidos parâmetros para os que participam poderem lucrar de forma mais justa, isonômica e produtiva.

Esta crítica fica sem resposta, como sempre, pois é irrefutável na sua essência, o desequilíbrio proporcionado pela emissão de um dinheiro sem lastro que beneficia só um dos participantes da equação monetária sempre irá favorecer o mais forte.

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Follow the money, follow the power.

Proposta barrada pela Justiça reduz IPTU para mais da metade da

Proposta barrada pela Justiça reduz IPTU para mais da metade da população de São Paulo

Projeto de Fernando Haddad concentra reajuste acima de 15% em 1,8 milhão que vivem em regiões centrais e pela primeira vez diferencia construções de mesmo tamanho em bairros mais e menos valorizados

Barrado pela Justiça, o reajuste do Imposto Predial Territorial Urbano (IPTU) beneficiaria com redução do tributo 3,4 milhões de pessoas na capital paulista. Com o projeto, aprovado na Câmara Municipal no último dia 29 e sancionado pelo prefeito Fernando Haddad (PT), 25 dos 96 distritos teriam redução entre 0,6% e 12,1% em 2014, a maior parte deles nas zonas leste e sul da cidade, onde a infraestrutura urbana é precária e os bairros apresentam os menores Índices de Desenvolvimento Humano (IDH).

Outros 3,6 milhões de moradores da capital teriam reajuste de no máximo 5,7%, abaixo da estimativa de inflação oficial, em torno de 6%. Como o projeto aprovado na Câmara previa que não haveria atualização monetária pela inflação, esta parcela não teria novos reajustes até a próxima revisão da Planta Genérica de Valores, que serve de parâmetro para o cálculo do IPTU.

Nos demais casos, 1,4 milhão de habitantes, em 14 distritos, teriam reajuste entre 5% e 10%. Outros 740 mil teriam IPTU entre 10% e 15% mais caro. E 1,8 milhões, que vivem na região central da cidade, teriam aumento acima de 15%.

Os distritos de Parque do Carmo (-12,10%), Cidade Líder (-11,50%), Anhanguera (-10,00%), Vila Jacuí (-9,70%) e São Miguel (-9,10%) apresentam os maiores valores de redução no imposto. Na outra ponta estão Alto de Pinheiros (19,80%), Vila Mariana (19,80%), Sé (19,80%), República (19,70%), Jardim Paulista (19,50%) e Moema (19,50%), distritos mais ricos e centrais da cidade, que terão os reajustes maiores.

O projeto também prevê a ampliação da isenção do imposto para imóveis com valores venais até R$ 160 mil. Atualmente este valor é de até R$ 90 mil. Além disso, imóveis entre R$ 120 mil e R$ 320 mil de valor venal teriam uma escala de descontos decrescentes. Esse valores são individuais sobre os imóveis, pois consideram o tipo de construção em que a pessoa vive — casa ou prédio, número de cômodos, área edificada. Logo, um imóvel pequeno em uma região valorizada pode ter um reajuste inferior à média local.

Outra inovação do projeto é a aplicação de valores diferenciados para construções semelhantes em cada uma das três zonas fiscais. Uma casa de quatro cômodos no bairro do Campo Belo, área nobre da cidade onde o metro quadrado custa R$ 8,5 mil, em média, não vai mais ter o mesmo valor para o cálculo do IPTU que uma casa de igual tamanho na Vila São José, a 20 quilômetro do centro da capital. Antes elas eram taxadas da mesma forma.

Os aposentados também receberam uma escala maior de isenções, com três faixas de descontos. Aposentados que recebem até três salários mínimos continuam isentos. Os que recebem entre três e quatro teriam descontos de 50%. E os que recebem de quatro a cinco mínimos teriam abatimentos de 30% no tributo devido.

Na quinta-feira (7), Haddad sancionou uma lei que isenta de IPTU os terrenos destinados ao Minha Casa, Minha Vida e ao Programa de Arrendamento Residencial, adquiridos pelo Fundo de Arrendamento Residencial (FAR) e pelo Fundo de Desenvolvimento Social (FDS). Atualmente, há 1.502 unidades habitacionais concluídas na cidade e outras 11 mil em obras. Segundo o prefeito, a medida pretende incentivar a construção de habitações de interesse social para a população de baixa renda.

A Revisão da Planta Genérica atualiza os valores venais dos imóveis (VVI), bastante inferiores aos valores de mercado, com base na valorização imobiliária e em outros critérios de desenvolvimento ou degradação de uma região, em um determinado período. No caso atual, os valores estão reajustados com ano-base em 2009, quando a planta vigente foi sancionada pelo então prefeito Gilberto Kassab (PSD, 2006-2012). Na época, o reajuste do IPTU chegou a 80% em alguns casos, com tetos anuais de 30% para residenciais e 45% para comerciais.

De janeiro de 2009 a outubro deste ano, houve valorização de 169,5% no mercado imobiliário na cidade de São Paulo, segundo o índice da Fundação Instituto de Pesquisas Econômicas (Fipe) em parceria com a ZAP Imóveis. O reajuste médio na cidade chega a 10,7% para imóveis residenciais — com teto de até 20% de reajuste para 2014 e 10% nos anos seguintes — e 31% para comerciais — com teto de até 35% de reajuste para 2014 e 20% nos anos seguintes.

Em 2017 haverá nova revisão, que deve considerar os mesmo critérios, podendo haver redução para quem hoje teve aumento e vice-versa.

O IPTU não tem destinação específica — a arrecadação vai para o Tesouro Municipal, que pode ser utilizado no financiamento de obras, pagamento de dívidas ou remuneração de servidores —, portanto, a redução dele nos bairros periféricos não causaria, necessariamente, uma queda do investimento na região.

Batalha Judicial

A prefeitura entrou ontem (8) com recurso contra a liminar que suspendeu o reajuste do IPTU, concedida na última terça-feira (5). Na véspera a prefeitura teve negado um pedido de agravo, quando se solicita a reconsideração da decisão ao próprio juiz que a proferiu. A ação que pediu a suspensão foi impetrada pelo promotor de Habitação e Urbanismo do Ministério Público do Estado de São Paulo, Maurício Ribeiro Lopes, que entendeu que houve desrespeito à participação popular e ao regimento interno da Câmara, na votação do dia 29.

O promotor questionou a realização da votação na noite da terça-feira (29), quando havia o anúncio dela para o dia 30, inclusive com a realização de uma audiência pública na Comissão de Política Urbana da Câmara na manhã do mesmo dia. O projeto não estava na ordem do dia da sessão extraordinária em que foi votado. O Diário Oficial do Município do dia 30 foi publicado com o Projeto de Lei 711, de 2013 — o reajuste do IPTU, na pauta de votações de uma das sessões extraordinárias daquela tarde.

O texto chegou a ser sancionado pelo prefeito no mesmo dia (5) em que a liminar foi concedida, mas a Justiça entendeu que a ilegalidade ocorrida na votação afeta todo o processo, e suspendeu também a sanção.

Haddad afirmou que há uma campanha de desinformação e terrorismo sobre o IPTU. “O povo vai compreender na hora que chegar o carnê (do IPTU) o senso de justiça do projeto que foi aprovado pela Câmara, apesar da desinformação, do terrorismo que foi feito esse tempo todo. Mas a consistência do projeto se impõe, porque nós temos um rumo para a cidade”, disse.

Entidades do setor empresarial também ameaçam ir à Justiça contra o reajuste do IPTU, mas aguardam resultado da briga entre executivo e Ministério Público. A Federação das Indústrias do Estado de São Paulo (Fiesp), a Federação do Comércio (Fecomercio) e o Sebrae afirmam que o reajuste é abusivo e vai causar a saída de empresas da cidade. Associações de moradores de bairros nobres, como a AME Jardins, também ameaçam recorrer aos tribunais.

http://www.redebrasilatual.com.br/politica/2013/11/proposta-barrada-pela-justica-reduz-iptu-para-mais-da-metade-da-populacao-de-sao-paulo-1159.html

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Mujica critica feministas e

Mujica critica feministas e 'esquerda acomodada' do Uruguai

'De uruguaias submersas, cheias de crianças, ninguém se lembra', afirmou presidente, que atacou também 'pequenos-burgueses' acomodados e intelectuais

O presidente do Uruguai, José "Pepe" Mujica, fez fortes críticas ontem (8) a ativistas feministas de seu país que pedem por mais mulheres em postos de trabalho e não atuam a favor de mulheres pobres com filhos. Ele também condenou a “esquerda acomodada”.

“Neste país existem pessoas que lutam por direitos, entre as quais correntes feministas pedindo que nessa sociedade de machistas se abram oportunidades para as mulheres ocuparem todas as posições por suas condições, mas dessas uruguaias submersas, cheias de criança, ninguém se lembra”, afirmou, segundo o jornal El País.

José Mujica criticou nesta sexta-feira feministas e "esquerda acomodada" do Uruguai
Mujica continuou, dizendo que não viu ninguém “fazer um ensopado para mulheres que estão levantando paredes, parece que não são mulheres e suportam a dupla discriminação de ser mulheres, estar abandonadas e ser pobres”.

De acordo com o presidente, quanto mais rica a sociedade e quanto mais cresce a economia, mais se tende a esquecer aqueles que “ficam no caminho”. Em seu programa de rádio, Mujica falou também de intelectuais e “pequeno-burqueses” acomodados que falam em solidariedade mas “trabalham” com a economia capitalista.

“Começam tirando férias em Punta del Diablo, depois vão para Florianópolis e no final da trajetória, fazem uma viagem a Miami”, criticou. “Nem lhes passa pela cabeça comprar meio quilo de linguiça para dividir com os necessitados, não ligam para dar esmolas, no fundo, não ligam para nada.” Ele também alfinetou os militantes de esquerda, afirmando que dizem uma coisa, mas agem de outra forma.

Mujica também se referiu aos militantes de direita, dizendo que “geralmente são advogados e notários, sempre vão ser lenientes com os ricos e dizer, com respeito às políticas sociais, que não se deve acostumar os pobres a pedir. Ou então que não se deve dar o peixe, mas ensinar a pescar”.

Por último, Mujica se referiu aos programas do governo. “De que servem os programas de governo se não têm nenhum sentimento ou compromisso? De que servem os programas quando não se sustenta o coração? A política que tem a ver com a vida social é apenas um negócio se você esquecer o compromisso com a solidariedade e a igualdade. E este é um problema anterior aos programas”, concluiu.

http://www.redebrasilatual.com.br/mundo/2013/11/mujica-critica-feminista...

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Carta ameaça migrantes

Carta ameaça migrantes baianos em cidade de Santa Catarina

Uma carta intitulada "aviso para os baianos" circula nas redes sociais na última semana em tom de ameaça aos baianos que moram em Brusque, em Santa Catarina. No documento, que não é assinado, os moradores ameaçam matar os migrantes que, de acordo com eles, "perturbam o sossego" da população local.

A carta diz que Brusque foi invadida nos últimos cinco anos "por migrantes de outros estados, principalmente da Bahia, das cidades de Itabuna, Ilhéus e Buerarema". De acordo com o documento, a maioria desses migrantes está "incomodando a vida dos moradores locais fazendo um inferno como: ouvir música em alto volume".

O aviso diz que foi formado um grupo com 28 pessoas para "dar um basta nessa situação". Eles alegam que fizeram um levantamento e identificaram 34 carros e 22 motos de baianos, que, de acordo com eles, são desordeiros. O grupo afirma também que guarda fotos dessas pessoas.

No alerta, os moradores dizem que pretendem "eliminar" essas pessoas, matando os migrantes. A assessoria da Polícia Civil de Santa Catarina disse que não foi registrado Boletim de Ocorrência (B.O) sobre o caso, o que impede que a suposta ameaça seja investigada.


Confira a íntegra da carta:

http://atarde.uol.com.br/materias/1546974-carta-ameaca-migrantes-baianos...

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imagem de Gão
Gão

O que é a proposta contra abusos de policiais e manifestanes

Entre as propostas, está a criação de um posto de pronto atendimento da Justiça, para receber denúncias contra policiais ou manifestantes

da Tv Brasil:

-  "Uma das ideias é a abertura de um fórum de diálogos sociais para que as denúncias de violências se tornem públicas"

- "Outra proposta é a criação de um pronto-atendimento judicial intinerante durante as manifestações para situações consideradas abusivas, quem tiver seus direitos atingidos durante os protestos vai ter um local próprio para registrar a reclamação"

 

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Universíade 2019 será em Brasília

Universíade 2019 será em BrasíliaPortal EBC - 09.11.2013 - 20h43 | Atualizado em 09.11.2013 - 21h19
Governador Agnelo Queiroz foi a Bruxelas acompanhado pelo Ministro do Esporte, Aldo Rebelo (Dênio Simões/Divulgação)

A sede da edição de 2019 da Universíade será Brasília. O anúncio foi feito neste sábado em Bruxelas, na Bélgica. As cidades concorrentes eram Baku, do Cazaquistão, e Budapeste, da Hungria. Segundo informe do governo do Distrito Federal, ambas retiraram suas candidaturas da disputa após a apresentação da representação brasileira.

Até lá, haverá duas edições das competições. Em 2015, Gwangju (Coreia do Sul), e em 2017, Taipei (Taiwan) serão sedes.

A candidatura foi apresentada formalmente em outubro deste ano. Por receber a Copa do Mundo de 2014 e outros eventos de grande porte, Brasília possui, segundo o dossiê apresentado em sua postulação, instalações e estrutura pronta para abrigar 70% das competições da Universíade. Em um raio de 5 km, há o Estádio Nacional de Brasília Mané Garrincha, o Ginásio Nilson Nelson, o Centro de Convenções, o Complexo do Corpo de Bombeiros, além do Lago Paranoá.

Realizadas desde 1923, a Universíade é o maior evento esportivo universitário do mundo, reunindo diversas modalidades a cada dois anos, com até 12 mil atletas de 17 a 28 anos. Nas edições mais recentes, 166 países tiveram representação em várias das 17 modalidades obrigatórias.

Em 1963, Porto Alegre (RS) chegou a sediar o evento. Foi a única vez em que uma cidade no hemisfério sul recebeu os atletas universitários.


Centro Olímpico da UnB é uma das instalações que passará por reformas até 2019, para abrigar Universíade. Imagem do projeto (Divulgação)

Na edição de 2019, além dos esportes obrigatórios, haverá disputas de futebol de areia, futsal, triatlo, vela e vôlei de praia.

O governador do Distrito Federal, Agnelo Queiroz, esteve em Bruxelas. A expectativa é de que o evento deixe, como legado, melhorias nas instalações esportivas universitárias, como, por exemplo, o Centro Olímpico da Universidade de Brasília (UnB).

http://www.ebc.com.br/esportes/2013/11/universiade-2019-sera-em-brasilia

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Governo encaminhará MP de anistia para dívidas de assentados

Governo encaminhará MP de anistia para dívidas de assentados Newton Lima com ministros Pepe Vargas (Desenvolvimento Agrário) e Gleisi Hoffmann (Casa Civil)Para o deputado Newton Lima, MP aliviará situação dramática dos assentados e viabilizará produção agrícola nos assentamentos O deputado Newton Lima (PT/SP) participou, nesta quarta-feira (6), de uma reunião na Casa Civil, da Presidência da República, para definir a renegociação das dívidas das famílias assentadas pelo programa de reforma agrária. A presidenta Dilma Rousseff deverá encaminhar ao Congresso, no início da próxima semana, uma Medida Provisória (MP) que contempla, além da solução para o endividamento das famílias, as regras de subvenção dos novos assentamentos e para titulação dos assentamentos. Para Newton Lima, a MP terá o efeito de aliviar a situação dramática das famílias assentadas em relação ao pagamento das dívidas, assim como cria as condições para viabilizar a produção agrícola nos assentamentos. “É uma medida louvável do Governo Federal que certamente ajudará nossos pequenos produtores rurais assentados e, acredito eu, os agricultores familiares do Pronaf”, afirmou o deputado. A inclusão dos agricultores familiares na MP ainda está sendo analisada pelo Governo. Em linhas gerais, a MP que o Governo encaminhará ao Congresso na semana que vem conterá a anistia das dívidas originadas pelos créditos de instalação e a renegociação das dívidas com habitação. Estas passarão a ser regidas de acordo com as regras do programa Minha Casa, Minha Vida Rural, com abate de 96% do montante e pagamento dos 4% restantes em parcelas anuais de até R$ 250. Para os novos assentamentos, o Governo promete uma subvenção por meio da transferência direta de R$ 14,2 mil, por família, para apoiar a instalação, viabilizar projetos produtivos e promover a segurança alimentar das famílias. http://www.newtonlima.com.br/noticia.asp?id=946 

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Se Aécio vencer, Armínio Fraga vai para Fazenda

Se Aécio vencer, Armínio Fraga vai para FazendaAcordo com Serra para anúncio de candidato em março amarra campanha do PSDB 

 

Se o senador Aécio Neves (PSDB-MG) vencer a eleição presidencial do ano que vem, ele vai indicar o economista Armínio Fraga para comandar o Ministério da Fazenda.

Aécio e Armínio já conversaram a respeito. Ex-presidente do Banco Central e um dos sócios da Gávea Investimentos, Armínio aceitou. Na avaliação de Aécio, uma indicação antecipada de um ministro da Fazenda com esse perfil ajudaria a campanha tucana a atrair simpatia de investidores internacionais e de boa parte do empresariado brasileiro, sobretudo do grande capital financeiro.

No entanto, Aécio está preso a um acordo com o ex-governador José Serra que lhe impede de fazer anúncios desse tipo. Para ficar no PSDB, Serra pediu a Aécio que o candidato do partido só fosse anunciado formalmente em março do ano que vem. O mineiro concordou.

Até março, tanto Aécio quanto Serra podem se movimentar como opções do partido, mesmo com a tranquila maioria que o mineiro tem na legenda para ser o postulante ao Palácio do Planalto.

O senador mineiro não quer dar eventual motivo ao ex-governador para que faça corpo mole ou crie um racha em sua campanha. Há temor entre os aecistas de que, se for atropelado, Serra possa atuar nos bastidores a favor da provável candidatura presidencial do governador de Pernambuco, Eduardo Campos (PSB).

Outro exemplo de articulação que anda atrasada é a do vice de Aécio. Hoje, há uma avaliação no PSDB de que o senador Aloysio Nunes, de São Paulo, seria o parceiro ideal. Mas Aloysio é muito ligado a Serra. Enquanto março não chega, esse assunto não pode ser decidido.

Em entrevista ao “10 Perguntas”, o ex-presidente Fernando Henrique Cardoso disse que não seria necessário oficializar Aécio como candidato, porque isso só será possível nas convenções de junho, mas considera bom “ficar esclarecido” desde já que o mineiro é o nome do partido.

“Quanto mais cedo for possível atuar como candidato, melhor. Difundir o nome é melhor”, afirmou FHC.

 Estadão conteúdo

Fonte: Estadão conteúdo

http://blogdokennedy.com.br/se-aecio-vencer-arminio-fraga-vai-para-fazenda/

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Câmara faz acordo para liberar biografias não autorizadas

Câmara faz acordo para liberar biografias não autorizadasJuizado especial poderá retirar trechos de segunda edição 

 

A Câmara fez um acordo com o “Procure Saber” para criar um mecanismo que permita, numa segunda edição de uma biografia não autorizada, a retirada de trechos da obra se um juizado especial entender que o biografado tem razão.

O “Procure Saber”, grupo de artistas que deseja colocar limites a biografias não autorizadas, aceitou o fim da censura prévia. Pelo acerto, a obra poderá ser publicada livremente na primeira edição, mas poderá sofrer modificações na segunda por ordem do juizado especial.

Eventuais danos civis e penais provocados pela primeira edição não seriam resolvidos pelo juizado especial, mas nos juizados regulares por meio da legislação já existente.

O juizado especial é um órgão do Judiciário para tentar promover a conciliação entre as partes sem uma demanda processual complexa. Esse é o pulo do gato do acordo. O juizado especial agilizará a resposta na hipótese de o magistrado considerar que o biografado tem razão e que o biógrafo precisa suprimir trechos do livro.

Esse acordo deverá ser implementado com uma emenda do deputado federal Ronaldo Caiado (DEM-GO) ao texto do colega Newton Lima (PT-SP), autor do projeto sobre o assunto.

A líder do PC do B na Câmara, Manuela D’Ávila (RS), e o advogado do cantor Roberto Carlos, Antonio Carlos de Almeida Castro, conversaram com os deputados e com o “Procure Saber” para articular o entendimento. Hoje, há maioria na Câmara a fim de dar suporte a essa saída para a chamada polêmica das biografias.

O objetivo dos parlamentares e dos artistas é tentar aprovar esse projeto antes de o STF (Supremo Tribunal Federal) julgar ação direta de inconstitucionalidade de editores e biógrafos contra o artigo 20 do Código Civil. Esse artigo dá poder de veto aos biografados.

 

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EUA: jovem negra assassinada por pedir ajuda

EUA: jovem negra assassinada por pedir ajuda 

Em http://jezebel.com/black-woman-shot-to-death-for-asking-for-help-in-a-wh..., em inglês, se conta que, no sábado de madrugada, a jovem negra Renisha McBride, de 19 anos, se envolveu num acidente de carro num bairro predominantemente branco de Detroit. Como seu celular não funcionou, ela bateu à porta de uma casa para pedir ajuda. O morador abriu a porta e deu um tiro na cabeça da jovem, matando-a. A Polícia disse inicialmente à família da jovem que seu corpo havia sido encontrado noutra área da cidade e, provada a inconsistência dessa versão, declarou oficialmente que ela fora morta "em legítima defesa". O problema desta nova versão é que o morador não chamou a Polícia depois de ferir mortalmente a jovem.

http://www.renatopompeu.blogspot.com.br/

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Presidenta anuncia projeto de lei de cotas para negros no serviç

Presidenta anuncia projeto de lei de cotas para negros no serviço públicoIgualdade racial   por Portal Brasil — última modificação 06/11/2013 09:02 Projeto de lei das cotas no serviço público institui mínimo de 20% de vagas para negros é exemplo para setor privado e outros PoderesItens relacionados Retrato da Juventude Negra do Brasil é lançado na III Conapir Secretaria finaliza regulamentação do Estatuto da Igualdade Racial Dia da Consciência Negra é celebrado em 20 de novembro

A presidenta Dilma Rousseff assinou na noite desta terça-feira (5) mensagem ao Congresso Nacional encaminhando, em regime de urgência constitucional, projeto de lei que reserva 20% das vagas do serviço público federal para negros. O despacho presidencial ao Congresso Nacional foi publicado no Diário Oficial da União desta quarta-feira (6).

Segundo a presidenta, a medida ajudará a reduzir a desigualdade racial no País. “Nós não devemos ignorar que a cor da pele foi e infelizmente ainda é motivo de exclusão, de discriminação, de preconceito contra milhões de brasileiros. Para ser mais exata, preconceito contra mais da metade da população brasileira, que hoje se reconhece como afrodescendente”, reforçou Dilma.

O ato aconteceu durante a abertura da 3ª Conferência Nacional de Promoção da Igualdade Racial (III Conapir) na noite desta terça-feira (5). “Nós queremos, com essa medida, iniciar a mudança na composição racial dos servidores da administração pública federal, tornando-a representativa da composição da população brasileira”, afirmou Dilma, em seu discurso.

Na avaliação da presidenta, a iniciativa do governo federal poderá servir de modelo para outros setores. “Esperamos também incentivar medidas similares a essas. Tenho certeza de que além dos demais Poderes e dos demais entes da federação, nós também poderemos influenciar empresas e organizações privadas”, disse Dilma.

O regime de urgência constitucional garante maior celeridade na tramitação do projeto porque estabelece prazo de votação de 45 dias para a Câmara e mais 45 para o Senado para o texto ser votado. Se a votação não for concluída nesse período, o projeto passará a trancar a pauta da Casa em que estiver tramitando e nenhuma outra proposta legislativa poderá ser votada em plenário. “Nós queremos que o debate dessa proposta seja amplo, seja intenso, mas seja rápido, célere”, justificou a presidenta.

Políticas de governo

Dilma ainda afirmou que a existência de um ministério, a Secretaria de Políticas de Promoção da Igualdade Racial (Seppir), que coloca como objetivo a questão do racismo e o combate às desigualdades raciais, é essencial.

A presidenta, durante a cerimônia, também assinou decreto que institucionaliza a política do Estatuto da Igualdade Racial, com o compartilhamento de responsabilidades, e que, segundo ela, vai estar baseado na participação da sociedade civil e na gestão democrática.

Dilma também anunciou a criação, no Ministério da Saúde, de uma instância específica para dar atenção à população negra. E afirmou que as comunidades quilombolas e os distritos indígenas terão prioridade na distribuição de profissionais da próxima etapa do Programa Mais Médicos. A presidenta ainda afirmou que o governo federal dará todo respaldo para o Plano Juventude Viva, combatendo o que vem sendo classificado de genocídio da juventude negra.

Conferência

Governo federal e a sociedade civil vão fazer um balanço das ações voltadas para a igualdade racial no País. A partir desta terça-feira (05), em Brasília (DF), acontece a III Conferência Nacional de Promoção da Igualdade Racial – III Comapir, cujo tema será “Democracia e Desenvolvimento sem racismos: por um Brasil afirmativo”.

Em conversa com o Blog do Planalto, a ministra-chefe da Secretaria de Políticas de Promoção da Igualdade Racial (Seppir), Luiza Bairros, disse que este é um importante momento de diálogo entre a sociedade e o Estado para que se avalie o que já foi feito e o que ainda precisa ser realizado para ampliar e consolidar a agenda de igualdade racial no Brasil.

A ministra lembrou, ainda, que esta terceira edição da Conferência acontece após a sanção do Estatuto da Igualdade Racial e que, por isso, durante o evento, será lançado um guia para orientar os gestores e gestoras públicos na implementação desta lei.

“Essa terceira Conapir acontece sob a vigência do Estatuto da IgualdadeRacial, o que significa que nós teremos muitas preocupações vinculadas àquilo que o Estatuto coloca como obrigação para o setor público, tanto governo federal, como governos estaduais e municipais. A esse propósito, inclusive, estaremos lançando um guia de implementação do Estatuto, de maneira que, daqui pra frente, todos os gestores e gestoras nos estados e municípios terão caminhos e dicas colocadas para orientar a sua atuação."

Lei de cotas em universidades

Em agosto de 2012, a presidenta Dilma sancionou a Lei de Cotas Sociais, que destina 50% das vagas em universidades federais para estudantes de escolas públicas.

Pelas regras, pelo menos 50% das vagas devem ser reservadas para quem tenha feito o ensino médio integralmente em escola pública. Além disso, para tornar obrigatórios e uniformizar modelos de políticas de cotas que já eram aplicados na maioria das universidades federais, o projeto também estabelece critérios complementares de renda familiar e étnico-raciais. Dentro da cota mínima de 50%, ocorre a distribuição entre negros, pardos e indígenas, proporcional à composição da população em cada estado, tendo como base as estatísticas mais recentes do Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE).

Fonte:

Portal Brasil 

com o Blog do Planalto

http://www.brasil.gov.br/cidadania-e-justica/2013/11/presidenta-anuncia-...

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O PT precisa ser renovado

O PT precisa ser renovado para voltar a fazer um discurso mais para a juventude, diz Lula

  • Ao votar na eleição dos novos dirigentes da sigla, o ex-presidente diz que o mais importante para o partido, além da reeleição de Dilma, é vencer em SP
  • Dilma vota no Processo de Eleições Diretas, mas evita dar declarações



Leia mais sobre esse assunto em http://oglobo.globo.com/pais/o-pt-precisa-ser-renovado-para-voltar-fazer-um-discurso-mais-para-juventude-diz-lula-10737607#ixzz2kIt9rMXu 
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Supertufão Haiyan pode ter

Supertufão Haiyan pode ter sido o mais forte a atingir terra

  • Ciclone que contabiliza 10 mil mortos nas Filipinas tem maior velocidade de vento registrada na história



Leia mais sobre esse assunto em http://oglobo.globo.com/mundo/supertufao-haiyan-pode-ter-sido-mais-forte-atingir-terra-10741480#ixzz2kIt0j2wD 
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Apoiado por Lula, Rui Falcão

Apoiado por Lula, Rui Falcão é favorito nas eleições do PT

Leia mais sobre esse assunto em http://oglobo.globo.com/pais/apoiado-por-lula-rui-falcao-favorito-nas-eleicoes-do-pt-1-10738984#ixzz2kIqP3y6K 
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Modelos tiram a roupa pela Consciência Negra

Modelos tiram a roupa pela Consciência NegraCerca de 40 modelos tiraram a roupa no Rio de Janeiro em ato que celebra o mês da Consciência Negra

Um grupo de cerca de 40 artistas e modelos fez um ato na Zona Portuária, em frente ao Píer Mauá, onde ocorre a primeira noite de desfiles da temporada outono/inverno do Fashion Rio, na noite desta quarta-feira (7).

Segundo o diretor do grupo Palco dos Mil Sonhos, Leonidas Lopes, a apresentação é uma celebração pelo mês da Consciência Negra.

A apresentação ocorre um dia após a assinatura de um termo de compromisso por parte da empresa que realiza o evento, a Luminosidade, e a Defensoria Pública do Rio de Janeiro, recomendando uma cota de 10% de modelos negros nos desfiles.

“O termo de compromisso é uma celebração de um passo conjunto que pode trazer um espaço que ainda não há no Rio.

O desenho estético vendido pela moda não atende a proposta de consumo da maioria da população brasileira”, disse Moisés Alcuña, coordenador de políticas públicas da Educafro.

modelo sem roupa consciência negraDurante ato, mulheres tiraram a roupa e ficaram só com calcinhas cor da pele (Foto: Giovana Sanchez / G1)

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modelos consciência negra

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modelos consciência negraAto foi realizado um dia após a assinatura de um termo de compromisso recomendando uma cota de 10% de modelos negros nos desfiles

 

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Em sua última coluna no

Em sua última coluna no jornal O Globo, Caetano falou de sua amizade com Lou Reed e pediu desculpas a Roberto Carlos, a quem havia dedicado algumas bambuzadas no artigo anterior.

Só entrei em contato com a música do Velvet Underground em Londres. Talvez já em 1970. Embora seja possível que Artur e Maria Helena Guimarães já me tivessem mostrado o disco com Nico, de 1967, que depois Ezequiel Neves vivia pondo pra tocar em nossas vitrolas. Eu gostei imediatamente do tom sombrio e violentamente urbano das canções e dos sons, a voz e a figura de Nico, que eu já conhecia de “La dolce vita”, somando-lhes mistério e encanto. A cara dessa loura de Fellini em meio aos filmes underground de Andy Warhol compunha um ambiente estético fascinante, o que tingia a música da banda de uma qualidade diferente de tudo o que a gente já gostava no mundo do rock de língua inglesa. Lou Reed apareceu para mim ali, no centro dessa aventura criativa tão estranha ao mundo meio rural, meio onírico do rock pós-Beatles.

Lou Reed morreu. Quando penso em quão longe eu estava de poder captar a beleza de sua arte em 1970 (capacidade que se desenvolveu lentamente e exigiu que eu entrasse em contato físico com a cidade de Nova York, o que só veio a acontecer nos anos 1980), fico assombrado com o fato de eu ter vindo a conhecê-lo pessoalmente e de ter havido uma troca de percepções artísticas entre nós. É perdoável que ele viesse a conhecer tão tardiamente um cantor latino-americano, mas é muito menos perdoável que esse mesmo cantor tenha tomado contato com a arte dele com atraso, ainda que muitíssimo menor. Que os dois tenham se encontrado tem algo de maravilhoso. Laurie Anderson veio ao Brasil com um filme, “Home of the brave”, e fui apresentado a ela. Laurie foi assistir ao primeiro show que fiz em Nova York depois disso. Era o “Totalmente demais”, eu só com o violão e falando muito entre as músicas, tão stand-up comedy quanto os antigos shows de Juca Chaves ou Ary Toledo. Muitas pessoas adoravam as canções suaves às cordas de náilon — e, tanto lá quanto aqui, não falta quem diga preferir aquilo a qualquer formação cello-e-percussão ou qualquer banda indie. (…)

No tempo em que eu nada sabia de Lou, Roberto Carlos tinha virado minha cabeça. Antes dos Beatles, aconselhado por Bethânia, dei atenção ao cara. Dali para a frente tudo foi diferente. Mesmo que ele nunca mais queira me ver, continuarei amando quem fez “Fera ferida” e “Esse cara sou eu”. Minhas trombadas nascem de querer quebrar algum esquema cristalizado que me impacienta. Não tenho o direito, acho. Não sou terapeuta dele nem palmatória do mundo. Zuenir estava certo quanto às diferenças de temperamento. Paulinha não gostou do que escrevi sobre o Rei. Mas acho que não tomo jeito, não vou mudar, esse caso não tem solução. Eu tinha feito muito esforço para defender a parte que acho defensável de uma causa que me estranha. Peço perdão.

 

http://www.diariodocentrodomundo.com.br/essencial/caetano-veloso-pede-perdao-a-roberto-carlos-em-sua-coluna/

 

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Os governos progressistas

Os governos progressistas ainda não entenderam o que é a área de comunicação

IG acaba de informar que na reunião que o ex-presidente Lula teve na sexta-feira com o prefeito Fernando Haddad a área de comunicação do governo municipal foi discutida e uma das decisões encaminhadas foi a de que a prefeitura de São Paulo faria uma campanha para explicar o aumento do IPTU. Pelo que entendi será uma campanha publicitária. Algo como tentar convencer aqueles que vão pagar mais de que isso é bom pra eles. Pode funcionar? Duvido. Mas o problema não é esse.

Os governos progressistas continuam operando suas comunicações como se vivêssemos, para ser caridoso, na década de 90. E a comunicação fosse ainda na base do one-to-many. Ou seja, num esquema broadcast e de um para muitos. Ou como se o cidadão atual estivesse sentado na frente de uma TV esperando para ser convencido de algo.

Fazer comunicação não é investir recursos em publicidade . Na primeira aula sobre a área para todo o gestor público essa deveria ser a frase de abertura. Ao contrário, o correto nos dias de hoje seria dividir essas áreas. Tanto a publicidade como a assessoria de imprensa deveriam ficar vinculadas diretamente ao gabinete do governante. E a comunicação deveria ser uma secretaria estratégica para ampliar a democracia num contexto de sociedade informacional.

Deveria caber à secretaria de Comunicação pensar, por exemplo, em como integrar todos os equipamentos públicos em redes de fibra ótica; como abrir ao máximo a conexão pela cidade; como transformar essa grande rede de rádios comunitárias num espaço para divulgação de artistas locais; como fazer com que os professores das escolas públicas venha a ter formação em educomunicação e possam ser multiplicadores de cidadania cultural; como implantar os Recursos Educacionais Abertos (REA) nas escolas; de que forma fazer uma web TV colaborativa municipal; como incentivar a produção de web docs que valorizem a história local; como adequar a legislação municipal ao novo momento tecnológico no setor; de que forma incentivar iniciativas que se realizam fora do mainstream.

Enfim, política de comunicação não é distribuir recursos em alguns veículos. E essa distribuição de recursos é absolutamente injusta, como sabemos. Hoje há veículos aos montes, principalmente na Internet, que deveriam receber uma quantidade muito maior de publicidade. Mas que continuam excluídos da lista dos beneficiados porque não são de grandes grupos. E também por absoluta decisão política. Mas não é a mudança de dinheiro dos grandes grupos para menores que vai resolver os problemas do ecossistema da comunicação no Brasil. Essa é apenas uma parte pequena da questão.

Os governos que se reivindicam progressistas precisam criar políticas para acabar com o balcão de negócios da área de comunicação. Precisam torná-la um setor antenado com as novas dinâmicas sociais e culturais e também sintonizado com uma nova esfera pública que já não lê jornais, assiste cada vez menos TV e desconfia cada vez mais das publicidades.

Essa visão equivocada na comunicação é o que tem levado o Brasil a andar mais devagar em uma série de outras áreas. E, infelizmente, pelo jeito isso ainda vai longe.

http://revistaforum.com.br/blogdorovai/2013/11/10/os-governos-progressistas-ainda-nao-entenderam-o-que-e-a-area-de-comunicacao/

 

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Paulo Metri: As falsas

Paulo Metri: As falsas denúncias de “estatismo” no leilão de Libra

Tradutor de neoliberalês para discursos sobre petróleo

do Correio da Cidadania, enviado pelo autor por e-mail

Paulo Metri – conselheiro do Clube de Engenharia

O neoliberalês é falado por disseminadores da teoria neoliberal, a serviço dos donos de capital, que usufruem a difusão de versões equivocadas da realidade. Os que possuem fluência neste idioma divulgam a ilusão neoliberal como teoria benéfica à população e não mostram como ela é produtora de massas excluídas.

A verdade é que a dominação através da força bruta, a ignorância das armas, o pelourinho e o pau-de-arara não são mais suportados pela sociedade. Era preciso inovar na maneira de dominar. O bem-vindo conceito de “Direitos Humanos” não incluiu, infelizmente, o ser humano estar protegido da usurpação capitalista, indutora de fome e miséria, como um atentado ao direito humano de viver uma vida digna.

Então, o neoliberalês foi criado exatamente para suportar a exploração de massas ingênuas. Além da linguagem e da teoria, era preciso possuir o veículo transmissor da deturpação dos fatos com capilaridade máxima, de forma a atingir toda a população com as teses prejudiciais a ela própria. Aproveitando uma tendência histórica, a mídia tradicional foi usada pelos concentradores de riqueza para impor os pensamentos danosos à população, usando atitudes humanas baixas, como mentir e omitir. Assim, esta mídia pratica o roubo de interpretações múltiplas e de maior fidelidade à realidade dos fatos.

Ocorreu o leilão de Libra e muitos neoliberais estão escrevendo artigos, dizendo que foi um fracasso, porque não houve competição e, assim, o ágio foi zero. Chegaria a ser engraçado, se não fosse doloroso, o fato de eu, acabrunhado por Dilma não ter determinado a entrega de Libra para a Petrobras sem leilão, seguindo o artigo 12 da lei 12.351, ter que me intrometer nessa discussão. Em respeito aos desavisados da sociedade: apesar de o leilão não ter sido a melhor alternativa, de forma alguma é isto que estão querendo transmitir.

Um deles chegou a dizer que está na Constituição, no capítulo da ordem econômica, o Brasil ser uma economia de mercado, onde há necessidade de existir competição e que o governo Dilma busca o estatismo e desestimula a competição. Para começar, recomendo a ele ler, no capítulo da ordem social, a quantidade de deveres do Estado brasileiro não cumpridos.

Este articulista se prendeu no fato de que não houve competição em torno da percentagem que iria para o Fundo Social, que era a regra deste leilão. Lembro que nunca se pode atestar que uma competição foi verdadeira, pois sempre pode estar havendo acordo entre os competidores, no qual compensações para os escalados perdedores podem ter sido previamente combinadas. Lembrar que o capital, podendo minimizar os riscos de insucesso, fará o que for necessário.

Mas, vamos supor que existiu real competição no leilão de Libra, entre dois consórcios, e o vencedor ganhou com o percentual de 45% para o Fundo Social (o leilão foi ganho com 41,65%). Acontece que um percentual mínimo decente estabelecido pelo CNPE, MME, ANP e Presidência da República teria sido algo em torno de 65%. Nem todo resultado obtido por competição é bom para a sociedade, haja vista o exemplo da Vale, que foi vendida por uma bagatela por competição.

O “estatismo” citado pelo articulista é porque a Petrobras é a operadora única do Pré-sal, ela tem 30% de participação em todos os consórcios e foi criada a empresa Pré-sal Petróleo SA (PPSA). A Petrobras é a operadora única para as compras no país poderem ser maximizadas, uma vez que as empresas estrangeiras possuem blocos no Brasil desde 1999 e nenhuma delas comprou, até hoje, uma única plataforma aqui.

A Petrobras tem 30% de participação nos consórcios porque seria impossível ser a operadora única sem esta participação. Finalmente, a PPSA foi criada porque há a necessidade de se ter, em cada consórcio, custos muito bem apropriados. Não esquecer que, quanto maior for a declaração de custos, menor será o valor a ser remetido pelos consórcios para o Fundo Social.

Concordo com estes articulistas, quando dizem que os R$ 15 bilhões de bônus de assinatura podem ter espantado potenciais candidatos. Certamente, o governo contava com estes recursos para fechar suas contas e abriu mão de maiores remessas para o Fundo Social no futuro.

Como se não bastassem os especialistas sistematicamente veiculados pela mídia do capital, que também os remunera, o ministro Lobão disse, em fogo amigo, que não se podia entregar Libra para a Petrobras, sem leilão, porque “não era justo doar um bem público para entes privados, uma vez que 52% dos acionistas da Petrobras são privados”. Aliás, estre raciocínio do ministro é repetido por inúmeras pessoas de bem.

Realmente, 52% das ações da Petrobrás estão nas mãos de entidades e pessoas, que não são o Estado brasileiro. São particulares, fundos de pensão etc., ficando com o Estado só 48%. Assim, ela é uma empresa de economia mista. No entanto, não vejo nenhum inconveniente nisso, por duas razões. A primeira é que ela continua sendo controlada pelo Estado, pois a maioria das ações ordinárias, as únicas que têm direito a voto em assembleias, pertence à União. Aliás, desde a sua fundação, ela tinha permissão para lançar ações em bolsas.

A segunda razão é porque a venda de ações de uma empresa em bolsa pelos controladores da mesma tem o objetivo de arrecadar recursos, em condições mais atrativas do que tomar empréstimos em bancos. O dinheiro obtido com o lançamento de ações em bolsas tende a ser uma captação barata. A empresa só precisa entregar aos acionistas anualmente os dividendos – se tiver lucro. Além disso, estes dividendos não precisam consumir a totalidade do lucro do ano. Pela Lei das SA, os dividendos devem ser, no mínimo, igual a 25% do lucro do ano, que é o único valor que muitas empresas repassam aos acionistas. Provavelmente, o que a Petrobras paga de dividendos, hoje, é menor do que os juros que ela pagaria por um empréstimo de valor igual às captações já ocorridas.

Por outro lado, a riqueza que a Petrobras possui, na qual estão todos seus campos de petróleo, só será dividida na proporção das ações se ela for liquidada. Que eu saiba, ninguém está pensando em liquidar a Petrobras, então, estas riquezas serão produzidas e vendidas aos poucos, formando os lucros.

A venda de ações da Petrobras na Bolsa de Nova York já é outra história e foi, realmente, uma ação errada, por tolher graus de liberdade na administração da empresa.

 

 

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Coronel Adilson Paes: A

Coronel Adilson Paes: A desmilitarização da PM já passou da hora

por Lúcia Rodrigues, especial para a Comissão de Direitos Humanos da Assembleia Legislativa de São Paulo

O que leva uma pessoa que ingressa na Polícia Militar a se tornar um assassino?

A resposta para essa pergunta foi o que motivou o tenente-coronel Adilson Paes de Souza a se tornar um estudioso do tema da violência policial. A pesquisa desenvolvida rendeu frutos. Sua dissertação de mestrado na Faculdade de Direito da USP, aprovada com louvor no ano passado, se transformou no livro O Guardião da Cidade, da editora Escrituras, que ele lança nesta segunda-feira, 11, às 18h30, na Livraria Martins Fontes, à avenida Paulista, 509.

As inquietações do coronel sobre o assunto, no entanto, surgiram bem antes.

Há mais de uma década durante o curso que frequentou na Academia do Barro Branco, para ascender ao posto de major, ele teve aulas de Direitos Humanos com o desembargador Antonio Carlos Malheiros. O contato com o mestre foi decisivo.

Malheiros levava para o diálogo com os alunos em sala de aula, vídeos com denúncias de entidades de defesa dos direitos humanos sobre tortura e outros tipos de violência policial.

O que causava irritação nos demais colegas, produzia nele efeito contrário. O então capitão Adilson se sentia desconfortável, sim, mas por outro motivo. A falta de respostas da corporação para enfrentar essas violações é o que o incomodava.

“Via muitos oficiais negando as denúncias pura e simplesmente, outros diziam que era uma orquestração contra a instituição. Não via nenhuma resposta adequada aos relatórios nacionais e internacionais que denunciavam a violência policial”, enfatiza.

Constatar se a educação em Direitos Humanos que os oficiais recebem na Academia é adequada, e em caso negativo, se isso gera aumento no quadro de violência, além de contribuir para que o policial se torne assassino, foram as hipóteses levantadas para o desenvolvimento da dissertação. Essas hipóteses se confirmariam ao longo da pesquisa.

Segundo ele, existem vários temas de extrema importância que não são abordados nos cursos da corporação.

“A violência policial não é tratada no currículo de Direitos Humanos. É um tabu, não se comenta”, revela. “Por que eu não posso levar para a sala de aula a discussão dos casos de insucesso, para aprender com os erros? Por que não posso tocar na questão da violência policial nos bancos escolares?”, questiona. “É um equívoco muito grande não se discutir isso. As grandes empresas, no mundo todo, que buscam sucesso discutem seus erros, para que não ocorram mais.”

O coronel destaca que após ter concluído o livro houve uma reforma no currículo da PM. O curso que era de quatro anos, foi reduzido para três. “A carga horária que já era baixa foi reduzida ainda mais na disciplina de Direitos Humanos, mas agora consta no currículo Violência Policial. Contudo a abordagem é para desenvolvimento de sistemas e aprimoramento de supervisão e controle. Isso é pouco. Nós temos de estudar os casos que deram errado, que resultaram em execução extrajudicial e extermínio. Entender porque isso aconteceu, para que não se repita.”

O mesmo se aplica à questão da tortura. “Quando se fala sobre tortura, se fala da lei de tortura, não sobre os mecanismos que fazem com que a tortura exista. Não se fala sobre o que motiva uma pessoa a reduzir outra a um objeto. Estudar esses mecanismos é de suma importância, não é só estudar a lei.”

Educação falha

Para elaborar a dissertação que resultou no livro, além da pesquisa teórica, o coronel ouviu vários policiais militares que praticaram homicídios, cumpriram pena pelos crimes que cometeram e foram expulsos da corporação.

“Nas entrevistas, eu perguntei o que os levou a praticar os homicídios. E a resposta foi de que não conheciam a realidade social onde foram trabalhar. ‘Não tive isso nos bancos escolares’. Isso evidencia que houve falha no processo de formação. A minha hipótese de que a educação em Direitos Humanos não estava cumprindo o seu papel se confirmou logo na primeira pergunta.”

Os policiais criam por conta própria suas respostas. “Isso é perigoso, porque depende da capacidade de cada um em responder ao estímulo externo. Se não estou preparado, o choque pode produzir reações adversas a ponto de a pessoa achar que pode resolver o problema sozinho. Foi isso o que aconteceu com os policiais militares que entrevistei. Se sentiam dotados de superpoderes. Diziam que podiam fazer o que quisessem visando à proteção da sociedade.”

O slogan proferido por muitos policiais: ‘Bandido bom é bandido morto’ é rechaçado de forma veemente pelo coronel, que o classifica como um “populismo barato, com cunho político-eleitoral espúrio e perigosíssimo”.

Ele explica que esses policiais querem conquistar status pelo medo que impõem. Há estudos que comprovam que esse tipo de policial se vê como um super-homem.

Outra teoria revela que a frustração e a impotência diante de determinadas situações podem levar policiais a adotar atitudes extremadas.

“Isso encontra eco na fala dos ex-policiais que entrevistei. Eles disseram que não acreditavam mais no sistema de justiça. ‘Eu não estava preparado para enfrentar a extrema carência social, tive de desenvolver ferramentas para resolver o problema. Não acreditava no sistema, passei a ser o sistema sem intermediários. Eu protegia a sociedade segundo os meus critérios’. Essa era a fala deles.”

O descrédito nas instituições fica patente no argumento utilizado como justificativa para as execuções praticadas. “Eles disseram que cansaram de levar pessoas para a delegacia e ver os presos pagarem propina e serem soltos. ‘Por que eu vou arriscar a minha vida prendendo, para outra polícia soltar. Vou prender, sentenciar e matar. Assim protejo a sociedade.’ Isso é uma total incompreensão do que vem a ser a função policial. Nós representamos um Estado, não somos o Estado, e no caso um Estado ditatorial”, ressalta.

A Lei de Diretrizes e Bases da Educação (LDB) determina que professores em instituições de nível superior tenham curso de pós-graduação com mestrado e doutorado.

“Mas dos seis docentes da disciplina de Direitos Humanos (da Academia), na época em que fiz a pesquisa, quatro eram policiais militares e nenhum deles tinha pós-graduação. Dos dois civis, um tinha lato sensu e outro estava cursando doutorado. A LDB não é cumprida. Há um artigo na Lei, o 83, que diz que o ensino militar se regerá por leis próprias. A Polícia Militar adotou o artigo literalmente. Para um PM ser docente, o único requisito exigido é ele ter cursado a disciplina de Direitos Humanos.”

O coronel defende a tese de que as disciplinas lecionadas na Academia, semelhantes às desenvolvidas nas universidades públicas ou privadas devem seguir as mesmas regras e, portanto, exigir que os professores tenham pós-graduação. Ele também questiona a interpretação do termo militar pela corporação. “Policial militar é militar? A Constituição Federal diz que não é. O artigo 83 deveria ser interpretado, levando-se em conta a Constituição e não uma interpretação gramatical.” E completa: “Um doutor em ciência política, docente da FGV, usou um termo que eu acho bem adequado, que afirma que isso é um dos vários entulhos que ainda existem na legislação. Isso é um resquício da ditadura militar.”

Desmilitarização 

Para o coronel Adilson, passou da hora de se discutir a desmilitarização da corporação com seriedade. “A Ouvidoria das polícias com base em dados da Secretaria de Segurança Pública e do FBI constatou que a Polícia Militar de São Paulo matou em cinco anos mais do que todas as forças policiais norte-americanas. Então tem de ter mudança. Não é uma questão político-partidária, é uma questão de política de Estado, de sobrevivência do Estado democrático de direito. Do jeito que está não dá mais. Estamos assistindo a uma espiral de violência, que tem de parar.”

Ele cita a pesquisa apresentada recentemente pelo Fórum Nacional de Segurança Pública que aponta que 70,1% da população desconfiam das polícias, para exemplificar como a violência praticada por agentes de Estado impacta na opinião pública. De acordo com o coronel, nos Estados Unidos 88% da população confiam na polícia, no Reino Unido esse percentual fica na casa dos 82%.

“Lá, as polícias são de cunho civil, embora usem uniformes e tenham uma estética militar. Nos Estados Unidos, mesmo após os atos patrióticos que instalaram um Estado de exceção no país, a população confia nas polícias. Seria bom estudar isso e aprender com eles. O programa segurança cidadã da Colômbia é um bom exemplo. Deixou de lado a doutrina da segurança nacional, de combate ao inimigo. Perceberam que isso não era efetivo, que não estava resolvendo. Partiram para um novo conceito de segurança cidadã. As questões de segurança pública não podem ser tratadas somente sob a ótica da repressão.”

O coronel acredita que ações violentas por parte da Polícia Militar, como a desocupação do Pinheirinho, em São José dos Campos, interior de São Paulo, e a repressão às manifestações de rua em junho passado, contribuíram para o desgaste da corporação junto à população.

“Por um pedaço de terra, não valia a pena produzir tanta desgraça na vida daquelas pessoas. Podia se esperar mais um ou dois meses até se chegar a uma solução adequada. Podia ter sido de outra maneira. Nada justifica o que aconteceu. Não estou denegrindo a minha Polícia Militar. Eu sou leal, adoro a Polícia Militar, mas não tem justificativa. O Pinheirinho foi uma mancha na história da minha corporação. Eu acho que tem de ser um marco que represente uma mudança de atitude.”

Em relação à repressão contra manifestantes, o coronel também é contundente.

“Infelizmente determinados efetivos da Polícia Militar, em alguns episódios, não sabem lidar com o diferente, com o contraditório. Fazem como primeira e única opção o uso da violência. Não da força, mas da violência. Opção errada, que evidencia o despreparo. Após esse dia (13 de junho), um repórter me disse que a polícia conseguiu unir todo mundo contra (ela). Criminalizar os movimentos sociais e reprimi-los não vai solucionar o problema. Foi uma atuação equivocada da Polícia Militar, para dizer o mínimo.”

O coronel elogia, no entanto, a postura desempenhada pelo secretário de Segurança Pública, Fernando Grella, no episódio para debelar a crise instalada. “O secretário teve uma atitude correta, assumiu o controle das polícias. Se percebeu uma mudança na atuação das polícias.”

Incitação à violência

Mas se atitudes como as do secretário contribuíram para conter a violência policial naquele momento, outros componentes vitaminam diariamente essa violência.

Os programas de jornalismo policial exibidos em várias emissoras de TV nos finais de tarde são exemplo disso. Para o coronel, os apresentadores desses programas prestam um desserviço à democracia ao difundirem a ideia de que a solução do conflito deve ser por meio da violência e de que para se ter autoridade é preciso ser arbitrário e truculento. “Isso é perigosíssimo. Incitam a violência de uma maneira crua, absurda. Não é à toa que determinadas camadas da população defendem a pena de morte e falam que tem de matar (os bandidos).”

Esses programas sensacionalistas atingem milhares de pessoas. Grande parte de sua audiência vem dos próprios policiais que se alimentam dos estímulos emitidos por esses apresentadores. Os noticiários servem como um salvo conduto para que eles continuem a ser truculentos. “Eu gostaria que nós ficássemos invisíveis  e entrássemos nos quartéis para ver em que canais estão ligadas as TVs nesse horário”, brinca.

Com 30 anos de serviços prestados à PM, a clareza nas posições e a defesa intransigente de valores ligados à vida não amedrontam o coronel defensor dos direitos humanos.

Indagado se teme por sua própria segurança por abordar de maneira explicita as mazelas da corporação, ele afirma que não. “Eu teria medo se tivesse partido para o denuncismo, ofendido pessoas ou as desmerecido. Mas isso eu nunca fiz e nunca vou fazer. O meu livro visa tão somente expor a minha mais clara lealdade à Polícia Militar e aos meus companheiros de farda. Sou um oficial da reserva da Polícia Militar. Não quero que eles passem pelo que outros policiais passaram. Porque o drama é pesado, o trauma é grande e a dor é imensa. Eu sou amigo, sou parceiro deles. Estou aqui para ajudar. O livro é um material para permitir a reflexão, uma contribuição para a solução desse grave problema. Minha meta é fazer doutorado, quero continuar estudando a violência policial.”

http://www.viomundo.com.br/denuncias/coronel-adilson-paes-a-violencia-policial-nao-e-tratada-no-curso-da-pm-e-um-tabu.html

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Tufão pode ter matado 10 mil nas Filipinas

Tufão pode ter matado 10 mil nas Filipinas

Folhapress

Informações são da polícia local que, se confirmadas, caracterizam o tufão mais devastador que já atingiu o país

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Ao menos 10 mil pessoas podem ter morrido apenas na cidade de Tacloban, na ilha de Leyte, nas Filipinas, devido à passagem do tufãoHaiyan pelo país, segundo informações da polícia local. Se confirmado o número, terá sido o tufão mais devastador que já atingiu o país. Relatos vindos de outras ilhas atingidas indicam milhares de mortes. 

Foram registradas rajadas de vento de até 315 km por hora durante o tufão Foto: Reuters

Em Tacloban, corpos pendiam de galhos de árvores e se espalhavam pelas calçadas e sob escombros de prédios que ruíram. Enquanto isso, saqueadores invadiam lojas, supermercados e postos de gasolina em busca de água, comida e combustível. 

Integrantes do governo acreditam que a estimativa de mortes pode ser ainda maior quando asequipes de emergência conseguirem chegar aos locais mais atingidos pelo tufão. Muitos deles ainda estão isolados, sem contato por estradas, sem energia e sem telefone. 

O tufão, que chegou a ter ventos de 315 km por hora, atingiu a costa leste do arquipélago na sexta-feira e neste domingo (11) se dirigia para o Vietnã, aonde deveria chegar na manhã da próxima segunda-feira (12), no horário local. 

Corpos estão espalhados em estrada 

"No caminho do aeroporto, vimos vários corpos ao longo da estrada", disse Mila Ward, 53, uma australiana nascida nas Filipinas que esperava o voo para a capital, Manila, a 580 km dali. Ela disse ter passado por mais de cem corpos espalhados pelo percurso até o aeroporto. 

O Haiyan (chamado de Yolanda nas Filipinas) infligiu sérios prejuízos a ao menos seis ilhas do arquipélago, que tem mais de 7.000 ilhas. Leyte, Samar e a parte norte de Cebu foram as mais afetadas. 

Em Samar, Leo Dacaynos, do centro de emergências, disse que havia 300 mortos apenas em uma cidade, e 2.000 pessoas estavam desaparecidas. Algumas cidades da ilha ainda não podem ser acessadas pelos socorristas.

"Não tenho casa, não tenho roupas. Não sei como vou recomeçar a minha vida. Estamos pedindo socorro", disse chorando uma mulher em Guiuan, maior cidade da ilha. 

Saqueadores dificultam ajuda

A Cruz Vermelha afirmou que seus esforços de ajuda eram prejudicados por saqueadores, que chegaram a atacar caminhões com alimentos e suprimentos que iriam de barco para Tacloban. 

Os saques levaram o presidente filipino, Benigno Aquino III, a considerar declarar estado de emergência ou a lei marcial na cidade. 

Estados Unidos prometem auxílio 

O presidente dos EUA, Barack Obama, disse estar "profundamente entristecido" com a tragédia e prometeu ajudar nos esforços de reconstrução do país. O secretário da Defesa americano, Chuck Hagel, instruiu o comando militar do Pacífico a enviar navios e aviões à área. 

A ONU disse que aumentou as operações de socorro, mas o acesso a muitas áreas continua a ser um desafio. Tráfico de menores 

O Unicef, braço das Nações Unidas para a infância e a juventude, teme que a tragédia aumente o risco de que crianças filipinas caiam nas mãos de integrantes de redes de tráfico de menores. Segundo a organização, até 4 milhões de crianças no país poderão ser afetadas pela tragédia.

 

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Calendário SPIN

Satelite Goce

Atualização:

November 11, 2013:
[01:45 UTC]: ESA has confirmed that the GOCE Satellite has re-entered the atmosphere. Location and time are still unclear.
[00:50 UTC]: The re-entry window is now closed. With very high certainty, GOCE has re-entered by now. Pin-pointing the decay location and exact time is a process that requires some time.

 

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Post-Re-Entry

Post-Re-Entry Report (November 11, 2013 - 4 UTC)USSTRATCOM Re-Entry Estimation: November 11, 2013 - 00:16 UTC +/-1 Minute
Orbital Decay at the center of the Re-Entry Window places the point of Orbital Decay at the following location in the ascending node of the orbit:
60° West 56° South - 360 Kilometers from the south-eastern tip of South America - 410 Kilometers south of the Falkland Islandshttp://www.spaceflight101.com/goce-re-entry.html

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Atualização

We saw it burn up from the Falklands at about 9.20pm last night. Came from the South breaking up into bits.

1:38 PM - 11 Nov 2013

 

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