newsletter

Assinar

Clipping do dia

As matérias para serem lidas e comentadas.

Média: 4 (4 votos)

Recomendamos para você

27 comentários

Comentários

Espaço Colaborativo de Comentários

Opções de exibição de comentários

Escolha o modo de exibição que você preferir e clique em "Salvar configurações".

Diz a sabedoria popular que

Diz a sabedoria popular que quando alguém muito se justifica, algo de errado ou escondido há.

 

Quem muito se justifica, razão não deve ter.

 

Seguindo e em tabelinha com o justiceiro de Curitiba, o MPF de Curitiba também solta nota, mas muito mais agressiva e prejulgando o ex Presidente Lula.

 

Nesta nota diz o MPF de Curitiba atribui à defesa de Lula a condução coercitiva, diz que apenas agora ocorreram protestos e contestações sobre a legalidade das ações da PF por ser Lula Ex -Presidente, rebate a opinião majoritária de juristas de todo o país sobre a ilegalidade do procedimento que atingiu Lula, justifica a condução coercitiva com base nas ações do MP/SP (outro processo), criminaliza o Habeas Corpus impetrado pela defesa do ex - Presidente e emite pré-julgamento sobre os ganhos de Lula como palestrante, acusando-o de receber dinheiro da Petrobrás. Além disso erra no uso de acento circunflexo (...a força-tarefa da Procuradoria da República em Curitiba vêm (SIC) esclarecer...)

Leia a nota do MPF:

“Nota de esclarecimento da força-tarefa Lava Jato do MPF em Curitiba

Após a deflagração da 24ª fase da Operação Lava Jato na última quinta-feira, dia 3 de março de 2016, instalou-se falsa controvérsia sobre a natureza e circunstâncias da condução coercitiva do senhor Luiz Inácio Lula da Silva, motivo pelo qual a força-tarefa da Procuradoria da República em Curitiba vêm esclarecer:

(obs.: não há falsa controvérsia quando a maioria dos grandes juristas do país e experts no Direito Processual se manifestaram contra a ação tresloucada do justiceiro de Curitiba. Há controvérsia real pois o Direito não é ciência exata).

1. Houve, no âmbito das 24 fases da operação Lava Jato (desde, portanto, março de 2014), cerca de 117 mandados de condução coercitiva determinados pelo Juízo da 13ª Vara Federal de Curitiba.

2. Apenas nesta última fase e em relação a apenas uma das conduções coercitivas determinadas, a do senhor Luiz Inácio Lula da Silva, houve a manifestação de algumas opiniões contrárias à legalidade e constitucionalidade dessa medida, bem como de sua conveniência e oportunidade.

( Obs.:Mente o MPF, pois em todas as prisões anteriores ocorreram manifestações contrárias aos abusos cometidos, contrárias a prisões arbitrárias e contrárias à espetacularização dessas prisões.)


3. Considerando que em outros 116 mandados de condução coercitiva não houve tal clamor, conclui-se que esses críticos insurgem-se não contra o instituto da condução coercitiva em si, mas sim pela condução coercitiva de um ex-presidente da República.

(Obs.:Mente o MPF novamente, pois sempre ocorreram críticas enormes às agressões à CF/88 perpetradas pelo justiceiro de Curitiba. Se na Rede Globo, na Folha ou no Estadão, parceiros midiáticos do MPF elas não surgiram, isso não significa que não existiram).

4. Assim, apesar de todo respeito que o senhor Luiz Inácio Lula da Silva merece, esse respeito é-lhe devido na exata medida do respeito que se deve a qualquer outro cidadão brasileiro, pois hoje não é ele titular de nenhuma prerrogativa que o torne imune a ser investigado na operação Lava Jato.

(Obs.: Nem Lula tem prerrogativas e nem Aécio as tem, apesar do senador do PSDB de MG ser citado várias vezes em delações da Lava-Jato e jamais ter sido incomodado pelo MPF.)

5. No que tange à suposta crítica doutrinária, o instituto da condução coercitiva baseia-se na lei processual penal (cf. Código de Processo Penal, arts. 218, 201, 260 e 278 respectivamente e especialmente o poder geral de cautela do magistrado) e sua prática tem sido endossada pelos tribunais pátrios.

(Obs.: O próprio Ministro do STF Marco Aurélio de Mello declarou e criticou enfaticamente a operação de condução coercitiva promovida ontém, em consonância com a maior parte dos grandes juristas do país. O MP vai ignorar a crítica recebida por um membro do STF?)

6. Nesse sentido, a própria Suprema Corte brasileira já reconheceu a regularidade da condução coercitiva em investigações policiais (HC 107644) e tem entendido que é obrigatório o comparecimento de testemunhas e investigados perante Comissões Parlamentares de Inquérito, uma vez garantido o seu direito ao silêncio (HC 96.981).

(Obs.: Desde que se neguem a comparecer espontaneamente, diga-se de passagem.)

7. Trata-se de medida cautelar muito menos gravosa que a prisão temporária e visa atender diversas finalidades úteis para a investigação, como garantir a segurança do investigado e da sociedade, evitar a dissipação de provas ou o tumulto na sua colheita, além de propiciar uma oportunidade segura para um possível depoimento, dentre outras.

(Obs.: O Ex Presidente Lula já compareceu a várias convocações da Justiça e inclusive do próprio MPF em BRasília)

8. Superada essas questões, há que se afirmar a necessidade e conveniência da medida.

9. É notório que, desde o início deste ano, houve incremento na polarização política que vive o país, com indicativos de que grupos organizados, com tendências políticas diversas, articulavam manifestações em favor de seu viés ideológico, especialmente se alguma medida jurídica fosse tomada contra o senhor Luiz Inácio Lula da Silva.

(Obs.: Evidentemente o MPF não pode desconhecer a sensação generalidada de imparcialidade e politização, gerada e instalada pelo modus operandi de juízes e promotores na Lava-Jato e na Zelotes, que circunscrevem sua atuação sobre períodos demarcados, como se a corrupção tivesse começado em 2003, apesar de todas as evidências em contrário. Também não pode o MPF ignorar que grande parte da opinião pública esta farta dos vazamentos seletivos ilegais à Globo, Folha, Veja, Isto É e Estadão, a menos que o MPF ache, erroneamente, que todos os brasileiros somos lobotomizados pela Rede Globo e seus parceiros midiáticos.)

10. Esse fato tornou-se evidente durante o episódio da intimação do senhor Luiz Inácio Lula da Silva para ser ouvido pelo Ministério Público de São Paulo em investigação sobre desvios ocorridos na Bancoop.

(Obs,: Investigação sobre desvios na Bancoop sobre apartamento que o ex-Presidente não tem e investigação do MP/SP gerada a partir de publicações em revistas e jornais que claramente são de oposição ao seu partido, como a Veja, que parece ser a bíblia do MP/SP e agora, do MPF de Curitiba também.)

11. Após ser intimado e ter tentado diversas medidas para protelar esse depoimento, incluindo inclusive um habeas corpus perante o TJSP, o senhor Luiz Inácio Lula da Silva manifestou sua recusa em comparecer.

(Obs,: E desde quando não é direito de um cidadão o uso do Habeas Corpus para se proteger de agentes do Estado como o promotor do MP/SP que se antecipou midiaticamente ao depoimento do Ex-Presidente Lula, usando ilegalmente uma revista que é considerada um lixo absoluto e da oposição política para constrangê-lo?)

12. Nesse mesmo HC, o senhor Luiz Inácio Lula da Silva informa que o agendamento da oitiva do ex-presidente poderia gerar um “grande risco de manifestações e confrontos”.

(Obs,:Sim, o ex-Presidente é uma figura pública responsável, conciliatória até demais e muito diferente de funcionários públicos que pagos pelo contribuinte, querem atear fogo no país.)

13. Assim, para a segurança pública, para a segurança das próprias equipes de agentes públicos e, especialmente, para a segurança do próprio senhor Luiz Inácio Lula da Silva, além da necessidade de serem realizadas as oitivas simultaneamente, a fim de evitar a coordenação de versões, é que foi determinada sua condução coercitiva.

(Obs.: O MPF de Curitiba está atribuindo a condução coercitiva do ex Presidente Lula e de toda a sua família, inclusive a sua mulher e filhos, ao HC impetrado em outra ação, a do MP/SP que nada tem a ver com a Lava-Jato.)

14. Nesse sentir, apesar de lamentarmos os incidentes ocorridos, poucos, felizmente, mas que, por si só, confirmam a necessidade da cautela, há que se consignar o sucesso da 24ª fase, não só pela quantidade de documentos apreendidos, mas também por, em menos de cinco horas, realizar com a segurança possível todos os seus objetivos.

(Obs,: Nesse sentir, como assim? Ao MPF não cabe sentir nada. Deve cumprir a lei e não extrapolar os seus limites constitucionais. O que queremos nós cidadãos brasileiros indignados é que o MPF, a Justiça e a PF demonstrem cabalmente a sua imparcialidade, pois do contrário o MPF, a Justiça e a PF estarão convulsionando o país e tudo o que decorrer disso será atribuído a esses mesmos agentes do poder público, regiamente pagos pelo contribuinte e que atualmente estão sob grave suspeição. Negar isso é negar o óbvio. Convulsionar um país e divulgar notas não deveria ser algo normal nem ao MPF, nem à Justiça do Paraná, se apenas cumprissem a lei. Se os procedimentos da justiça fossem reconhecidos pelos cidadãos como normais e justos, as notas tanto do justiceiro de Curitiba quanto do MPF de Curitiba seriam desnecessárias. "À mulher de Cesar não basta ser séria, ela deve parecer séria."

15. Por fim, tal discussão nada mais é que uma cortina de fumaça sobre os fatos investigados.

(Obs.: Não há nenhuma cortina de fumaça quando juristas consagrados do país inteiro, quando um Ministro do STF se manifesta contra esas arbitrariedades, quando políticos de várias matizes ideológicas se manifestam contra também, quando intelectuais, historiadores, jornalistas, sindicalistas e lideranças populares se insurgem contra ações tresloucadas, midiáticas e espetaculosas de quem como agente público deveria agir com cautela, dentro da lei, respeitando a Constituição Federal, o Código de Processo Penal, as prerrogativas dos advogados mas vaza para a imprensa opositora do ex-Presidente tudo e mais um pouco, achando que todo o cidadão brasileiro é um leitor da era pré redes sociais e internet e é refém do monopólio midiático que está sendo rompido.)

16. É preciso, isto sim, que sejam investigados os fatos indicativos de enriquecimento do senhor Luiz Inácio Lula da Silva, por despesas pessoais e vantagens patrimoniais de grande vulto pagas pelas mesmas empreiteiras que foram beneficiadas com o esquema de formação de cartel e corrupção na Petrobras, durante os governos presididos por ele e por seu partido, conforme provas exaustivamente indicadas na representação do Ministério Público Federal.

(Obs.: O MPF de Curitiba não precisa investigar nada, pois por essas declarações já pode propor a ação que bem quiser contra o ex-Presidente uma vez que claramente se antecipa, como podemos ler acima, em gravíssima violação ao direito ao contraditório em nota pública. Ou seja o MPF já tem a sua convicção formada pelo que se depreende das afirmações acima. O MPF se expõe ainda mais e reafirma neste item que o mundo da corrupção começou com o PT e com os governos presididos por Lula. A cidadania exigirá provas do que afirma o MPF. Provas contundentes, pois caso contrário a reputação desta instituição cairá em descrédito total.)

17. O Ministério Público Federal reafirma seu compromisso com a democracia e com a República, princípios orientadores de sua atuação institucional.”

(Obs.:Quem defende a democracia e a República precisa agir como a mulher de César.)

Seu voto: Nenhum

 

Combatendo a hipocrisia nacional que alimenta o fascismo.

*

Haddad: " Nós estamos disponíveis para garantir a integridade física do Lula"

 

 

http://www.revistaforum.com.br/2016/03/05/haddad-sobre-investida-da-pf-contra-lula-foi-um-golpe-no-estado-democratico-de-direito/

 

 

Seu voto: Nenhum
imagem de Monier.,.,.,.,
Monier.,.,.,.,

Sobre as declarações do filho

Sobre as declarações do filho de Ives Gandra, ao tomar posse na presidência do TST.

 

-----------

http://justificando.com/2016/03/01/em-nota-associacao-juizes-para-a-demo...

A Associação Juízes para a Democracia (AJD) divulgou, nesta terça-feira (1), uma nota de repúdio às declarações feitas pelo novo presidente do Tribunal Superior do Trabalho (TSE), Ives Gandra Filho, em entrevista ao jornal O Globo. Gandra falou, entre outros assuntos, sobre a atuação dos juízes do Trabalho e sobre a reforma trabalhista no país.

Gandra, que tomou posse na última quinta-feira (25), defendeu que a justiça do trabalho precisa ser menos paternalista e parar de dar de "mão beijada" indenizações altas aos trabalhores. Para a AJD, o ministro parece desconsiderar a trajetória de luta da população brasileira pela conquista dos direitos trabalhistas, bem como o direito dos trabalhadores a manifestarem sua insatisfação por meio da Justiça.

Leia abaixo a nota na íntegra.

Nota de Repúdio à Defesa da Desregulamentação e Precarização das Relações de Trabalho por parte do Presidente do Tribunal Superior do Trabalho

A Associação Juízes para a Democracia, entidade sem fins corporativos, que tem dentre suas finalidades o respeito aos valores jurídicos próprios do Estado Democrático de Direito, lutando há anos em prol da manutenção e progressão dos direitos sociais e trabalhistas, vem a público manifestar-se sobre as recentes declarações prestadas pelo recém-eleito Presidente do Tribunal Superior do Trabalho, Ministro Ives Gandra da Silva Martins Filho, por ocasião de seu discurso de posse como tal em 25 de fevereiro de 2016 e da entrevista concedida ao jornal O Globo, no dia 28 de fevereiro de 2016, que não se revelam respeitosas à classe trabalhadora, à magistratura do trabalho nacional e à independência funcional dos magistrados, senão vejamos:

1. Um dos objetivos dos direitos trabalhistas conquistados ao longo dos anos e consolidados na CLT de 1943 é buscar a promoção de justiça social, considerando a desigualdade material entre trabalhador e empregador. A Justiça do Trabalho foi criada com a primordial finalidade de solucionar os conflitos decorrentes da relação capital X trabalho, que em regra surgem do descumprimento da legislação pátria. Os direitos trabalhistas têm sua importância reforçada no texto da Constituição Federal, pois são alçados ao patamar de direitos fundamentais, servindo como mínimo de contrapartida à validade da exploração do trabalho humano. Constituem o patamar mínimo civilizatório autorizador da exploração do trabalho humano por outrem. 

2. Em que pese o relevante papel da Justiça do Trabalho no Estado Social e Democrático de Direito, o Sr. Ministro, na entrevista em referência, aduz que a instituição de que é integrante é muito "paternalista" e que entrega, de "mão beijada", indenizações de milhões de reais aos trabalhadores. Pois bem, as leis sociais, no que se incluem as trabalhistas, foram conquistadas após décadas de luta da população brasileira, de maneira que a aplicação das garantias contidas na Constituição Federal de 1988 e na Consolidação das Leis do Trabalho por parte dos juízes do trabalho não pode ser considerada "paternalismo". Trata-se, em verdade, de aplicação de direitos e garantias duramente conquistados em mais de um século de luta dos trabalhadores.

3. O Estado Social e Democrático de Direito, por meio da Constituição Federal de 1988, comprometeu-se a, para a manutenção do sistema de produção, garantir os direitos sociais ali constantes, a evidenciar um pacto social que não pode ser rompido em nenhum dos seus extremos, pois, caso contrário, tornar-se-ia inviável a manutenção desse mesmo sistema de produção.

4. Com relação às indenizações e reparações que são pagas aos trabalhadores, é imperioso frisar que elas decorrem de processos judiciais com pleno respeito ao contraditório e à ampla defesa, sujeitos ao duplo grau de jurisdição e analisados por juízes investidos por Lei. Todavia, o Sr. Ministro faz em nenhuma menção ao fato de o Brasil ser um dos campeões mundiais em acidentes do trabalho, notadamente em mortes decorrentes desses acidentes[1], tema gerador de indenizações em maiores valores em razão dos graves danos ali discutidos. Além disso, o Sr. Ministro nada menciona acerca dos grandes grupos empresariais que, apesar dos altíssimos lucros, que crescem ano após ano, possuem inúmeras e crescentes ações e condenações judiciais, extraindo, assim, seu lucro de maneira ilícita. 

5. Ao defender a flexibilização, o Sr. Ministro afirma que as pessoas contrárias à terceirização ficam "com briga ideológica" ao defenderem esta posição. Pois bem, o Sr. Ministro parte do pressuposto de que tudo que é contrário ao defendido pelo "Deus mercado" e seus arautos é ideologia, como se estes possuíssem a suprema e indubitável verdade, e as demais posições fossem questão de ideologia; como se as posições dos defensores do "Deus mercado" fossem científicas e as demais, contrárias a estas, fossem questão de crença. Engana-se o Sr. Ministro, pois todos somos dotados de uma ideologia que nos forma e conforma nosso mundo. Ao defender a posição exarada na entrevista em referência, o Sr. Ministro demonstrou, de maneira clara, sua ideologia, aquela que defende um Estado ausente da regulação do conflito capital x trabalho, uma ideologia liberal-conservadora, distinta, pois, daqueles contrários a esta posição, defensores da intervenção estatal. Enfim, posição ideológica todos temos, apesar de alguns acreditarem que suas posições são eminentemente científicas e que apenas os outros defendem posições com base em suas premissas ideológicas.

6. Frise-se que o Sr. Ministro defende a desregulamentação de garantias sociais-trabalhistas, ao passo que nada fala acerca da grande concentração de renda nacional, dos altos lucros obtidos há anos pelas grandes empresas que no país atuam ou sobre o regime de propriedade privada na forma historicamente construída no Brasil. Em nenhum momento defende que, para compensar a desregulamentação das garantias trabalhistas, desregulamente-se, também, a lei de greve, a fim de que os trabalhadores possam defender-se coletivamente com efetividade, sem as perniciosas interferências do Estado nos movimentos grevistas. Enfim, a ideologia defensora da ausência estatal apenas serve no sentido da redução das garantias sociais e trabalhistas, pois no aspecto repressor, admite-se a total presença do Estado.

7. Nada obstante, o Sr. Ministro, sem nenhuma prova científica ou empírica, afirma que a reforma trabalhista "praticamente resolveria" a superação da crise. Primeiro deve-se deixar claro que a expressão "reforma" equivale à desregulamentação e extinção de direitos, todavia, como forma de escamotear a própria ideologia, utiliza-se a locução "reforma". Segundo, ao defender essa idéia, o Sr. Ministro evidencia que, em sua opinião, a crise decorre da existência de muitos direitos trabalhistas. Pois bem, não há nenhuma prova científica de que a crise decorra dos direitos trabalhistas da população nacional, tampouco que a redução desses direitos retiraria o país da crise.

8. Por qual motivo sempre a classe trabalhadora deve suportar os efeitos da crise a que não deu causa? Ora, o trabalhador é a primeira e maior vítima das crises econômicas, pois quem sofre o primeiro revés. Entretanto, não são os trabalhadores os responsáveis pela crise econômica pela qual passa o país. Com suas declarações, o Sr. Ministro atende aos interesses do capital no sentido de culpar o Direito do Trabalho pela incompetência das forças liberais-conservadoras em gerir suas próprias crises que vêm se repetindo e assim continuarão, pois estruturais e inerentes ao modelo de produção adotado. Além do que, a retirada de direitos sociais ou sua flexibilização tende somente a agravar a crise econômica considerando a diminuição do poder aquisitivo dos trabalhadores, os quais são, também, potenciais consumidores.

9. Não é demais ressaltar que, quando se defende a redução de direitos para a solução de crises, costuma-se apregoar a redução do direito alheio, nunca o próprio, e, em geral, o alvo é a população marginalizada, sem efetiva proteção estatal. Constata-se, dessa forma, patente infração ao pacto social em relação à população que vive à margem do Estado.

10. A terceirização trabalhista, como regra, equivale à locação de pessoas (sobretudo de mulheres pobres) para que o locador obtenha lucro e para que o beneficiário (conhecido por tomador dos serviços, geralmente uma empresa de maior porte) economize, pois os terceirizados recebem, também como regra, salários bem inferiores aos pagos aos empregados contratados diretamente.

11. É lamentável que, cento e vinte e sete anos após a sanção da Lei Imperial n. 3.353/1888 (conhecida como Lei Áurea), remanesça a locação de pessoas (ainda que com um nome menos ofensivo - terceirização) como forma de extração de lucro por outrem, tendo-se o "tomador dos serviços" como grande beneficiário.

12. Finalmente, as opiniões externadas pelo Sr. Ministro não refletem a majoritária posição dos Juízes do Trabalho brasileiros, tampouco a posição majoritária dos Ministros do Tribunal Superior do Trabalho. Veja-se, pois, o ofício encaminhado por 19 (dezenove) dos 27 (vinte e sete) Ministros que compõem aquela corte ao Sr. Deputado Décio Lima, em 27 de agosto de 2013[2], externando firme posição contrária ao Projeto de Lei n. 4.330-A/2004, que trata da terceirização trabalhista.

13. Quanto à promoção dos juízes em razão da maior quantidade de acordos, o Sr. Ministro externa posição consentânea com o Documento Técnico n. 319 do Banco Mundial[3], que defende reformas sociais por meio do Poder Judiciário e não mais por intermédio de alterações legislativas, pois estas teriam impacto maior sobre a população. Isto porque, quando as reformas em detrimento dos direitos sociais ocorrem por meio do Poder Judiciário, a população tem a impressão de que se trata de posição neutra, sem ideologia, como se a decisão estivesse correta porque emanada de um Tribunal. Pois bem, essa reforma defendida pelo Banco Mundial, na tentativa de curvar os países "subdesenvolvidos" aos desejos do grande capital, tem por finalidade a redução de direitos sociais e, por isso, é contrária aos interesses nacionais e à população brasileira. Em razão disso, a quantidade de acordos celebrados não pode ser critério de promoção dos juízes[4]. 

A Associação Juízes para a Democracia, de forma veemente, (i) repudia a desregulamentação dos direitos trabalhistas, ainda que travestida da alcunha de flexibilização ou reforma trabalhista; e (ii) repudia a terceirização trabalhista, com a finalidade de que seja mantido e constantemente elevado o atual patamar mínimo civilizatório de exploração da mão de obra, garantindo-se os direitos sociais e trabalhistas com o objetivo de construir uma sociedade livre, justa e solidária, objetivo fundamental da República.

São Paulo, 01 de março de 2016.

A Associação dos Juízes para a Democracia

[1] Brasil é o quarto país em número de acidentes fatais, de acordo com a OIT. Disponível em: https://www.ilo.org/ilostat/faces/help_home/data_by_subject/subject-details/indicator-details-by-subject?subject=INJ&indicator=INJ_FATL_SEX_OCU_NB&datasetCode=YI&collectionCode=YI&_afrLoop=308851072172931#%40%3Findicator%3DINJ_FATL_SEX_OCU_NB%26subject%3DINJ%26_afrLoop%3D308851072172931%26datasetCode%3DYI%26collectionCode%3DYI%26_adf.ctrl-state%3D58u6vc1ai_593. Acesso em: 29.02.2016.[2] http://s.conjur.com.br/dl/oficio-tst-terceirizacao.pdf[3] Disponível em: http://www.anamatra.org.br/uploads/document/00003439.pdf. Acesso em: 29.02.2016.[4] A proposta da AJD para promoção por merecimento encontra-se disponível em: http://ajd.org.br/documentos_ver.php?idConteudo=160

Seu voto: Nenhum
imagem de Henrique O
Henrique O

ANÁLISE DE WANDERLEY GUILHERME DOS SANTOS

PREPARAR PARA A HORA DO “BASTA”! 4 de março de 2016Segunda Opinião  WANDERLEY GUILHERME DOS SANTOS http://insightnet.com.br/segundaopiniao/?p=264http://insightnet.com.br/segundaopiniao/?p=264//insightnet.com.br/segundaopiniao/?p=264 guilherme dos santos

A investigação Lava está à beira de implodir em razão do delírio ideológico dos promotores e do Juiz por ela responsáveis. A retórica desabrida, satanizando tolices, a desinformação e, pior, a antecipação de lances futuros, alguns fora da competência do Juizado curitibano, dificultam a distinção do que é prestação de contas, propaganda, dissimulação e wishfulthinking. A palavra “indício”, por exemplo, deixou de “indicar” algo e passou a gigantesca evidência, como o enxofre, da inconfundível presença do demônio. O óbvio planejamento de intervenções espetaculares de acordo com a temperatura política, e o crescente atrevimento com a descabida e prepotente condução coercitiva do ex-presidente Lula da Silva, resultam da complacência das autoridades superiores, no Executivo, Legislativo e Judiciário Trata-se de comportamento inquisitorial pré-concebido, insultando frontalmente as crenças cívicas da maioria dos pobres brasileiros e contaminando negativamente as expectativas da população, em geral.

À falta de, até agora, comprovados crimes de acumulação econômica ilegal, por  parte do ex-presidente Lula, policiais e procuradores transformam um inquérito da mais absoluta pertinência e tempestividade em malabarismos de sessão matinal circense em torno de pedalinhos, um sítio e um tríplex. Ainda que fossem doados mediante recursos de uma “vaquinha” entre todas as grandes empreiteiras nacionais, e durante o mandato do ex-presidente, a questão é: e daí? – Sem comprovação de que alguma delas foi direta e ilegalmente beneficiada por intervenção do presidente (e não a mera suspeita, pois alguma sempre ganhará concorrências) aceitar os pedalinhos seria criticável, mas de limitado atentado à moral e ao patrimônio público. Ora, não só não apareceram provas, nem mesmo, ao que saiba oficialmente, delação de ninguém a respeito de nada, como os procuradores estão desviando o olhar da população do que é fundamental: a acumulação econômica ilegítima via predação de patrimônio e recursos públicos. Com o aplauso dos que consideram que delação justifica coação e até prisão estão dando cobertura ao diversionismo midiático, cúmplices dos ladravazes enriquecidos por acumulação econômica ilegítima.

Comparar o absurdo acúmulo pessoal de riqueza por parte de empresários, políticos e altos burocratas a um sítio supostamente presenteado a Lula, é sandice, péssima utilização do mandato investigativo que a sociedade lhes paga: onde estão as contas no exterior, coleções de obras de arte, veículos, propriedades rurais e urbanas para exploração econômica, viagens regulares por conta própria e passadio de primeira em Paris, Londres, Nova Iorque? Onde se esconde o acervo de joias de d.Mariza? E seu guarda-roupa de grife? Sítio em Atibaia e tríplex em Guarujá que nem do casal são? Ora, trata-se de outra manifestação de preconceito, presumindo que Lula, de origem pobre, tisnaria sua dignidade e a da função que ocupou interferindo nas ações públicas por preço tão vil. Claro, corrupção mesmo, a sério, só para eles, bem nascidos e mal acostumados.

Os responsáveis pela investigação devem um balanço claro da Lava-Jato e da expectativa de prazos de conclusão. Claro que a descoberta de evidências (não “indícios”) provoca alteração em cronogramas, mas a existência de um quadro de referência é indispensável para que o jornalismo possa acompanhar e a opinião pública possa avaliar se estão sendo eficientes e produtivos ou meramente difamadores e garotos propaganda de televisão.

Com a coação física e moral do ex-presidente Lula os responsáveis pela Lava-Jato talvez venham a se revelar indignos dos privilégios que desfrutam. O ex-presidente é um dos mais importantes recursos políticos dos miseráveis deste País, líder de governos capazes de provocar justamente esse ódio amparado em toga. Destrui-lo, seria uma derrota imensurável para os pobres e humilhados; destruí-lo injustamente, aproveitando os privilégios de classe e corporação, é inaceitável. Se for comprovada a precipitação e o infundado da coação ao ex-presidente, o insulto não poderá passar em branco. Juízes e procuradores deverão pagar pela ameaça em que se constituíram aos pobres do Brasil. Pedidos de desculpa serão insuficientes. Hora de preparação para o que estão pedindo. No grito, não mais.

 

Seu voto: Nenhum
imagem de Pedro  Carlos Penido Veloso dos Anjos
Pedro Carlos Penido Veloso dos Anjos

Isto É, 3 de setembro de 2003

Raposa no galinheiroProcurador Santos Lima, casado com ex-funcionária do Banestado, tentou barrar quebra de sigilo de contas suspeitas

 

Isto É, 3/9/2003

Amaury Ribeiro Jr. e Osmar de Freitas Jr

Nova York

 

A proverbial raposa volta a tentar tomar conta do galinheiro. Desta vez aconteceu nos EUA. No sábado 23 de agosto, uma comissão de autoridades brasileiras embarcou para um périplo por cidades americanas. A missão era verificar in loco investigações feitas pelos procuradores daquele país, que poderiam ser ampliadas nos casos de remessas monetárias ilegais e lavagem de dinheiro feitas por brasileiros. Estavam na turma os senadores Antero Paes de Barros (PSDB-MT) e Magno Malta (PL-ES) e os deputados Dr. Hélio (PDT-SP) e José Mentor (PT-SP), todos da CPI do Banestado, dois procuradores da República, uma delegada, um perito da Polícia Federal e consultores da Câmara dos Deputados. A viagem seria um sucesso, mas o trem quase descarrilou por causa de uma disputa insólita, cujos motivos até então ocultos se revelaram, no mínimo, de má-fé. É que entre os procuradores estava Carlos Fernando dos Santos Lima. Santos Lima, quando servia em Curitiba, foi quem recebeu e manteve engavetado, desde 1998, o dossiê detalhadíssimo sobre o caso Banestado e uma lista de 107 pessoas que figuram na queixa-crime sobre remessa de dólares via agência em Nova York. No episódio houve aquilo que em termos jurídicos se chama de “instituto da suspeição”, já que o procurador é parte interessada no caso. Sua esposa, Vera Lúcia dos Santos Lima, trabalhava no Departamento de Abertura de Contas da filial do Banestado, em Foz do Iguaçu. Agora, na Big Apple, Santos Lima fez um tour de force para que a documentação da quebra de sigilo de várias contas, realizada pelo escritório da Procuradoria Distrital de Manhattan, também não viesse à luz, enveredando por um labirinto burocrático que, como sempre, tem seu final em pizza.

ISTOÉ recebeu informações de autoridades americanas de que
os procuradores Santos Lima e Vladimir Aras, do Paraná, tentaram amarrar a entrega dos preciosos documentos. Alegaram que os quatro membros da CPI não tinham autoridade para processar o caso e só
ao Ministério Público caberia a tomada de medidas legais. Insistiram também que só aceitariam os resultados da quebra de sigilo bancário
se a Promotoria Distrital nova-iorquina remetesse a papelada para
o Departamento de Justiça americano e este colocasse o crivo do
MLAT – o acordo de cooperação entre os ministérios da Justiça dos
dois países. O impasse causou constrangimento não apenas a quem forneceria a papelada como também aos parlamentares presentes.
“Foi insólito”, disse um dos americanos.

O impasse só seria resolvido através de uma manobra que frustrou Santos Lima. Os promotores distritais nova-iorquinos enviariam os documentos da quebra de sigilo para a filial do Banco Itaú em Nova York – instituição que comprou o Banestado na privatização, herdando o imbróglio – e o banco daria tudo aos senadores e procuradores. Com essa posse, os papéis seriam “consularizados”, ou seja: o Consulado do Brasil na cidade atestaria a autenticidade da documentação. De funcionários do Itaú ISTOÉ recebeu informações que houve nova investida de Santos Lima para que os membros da CPI não recebessem o que esperavam. A jogada, porém, não deu certo, e as provas obtidas pelo escritório do promotor Robert Morgenthal já estão nas mãos de quem promete dar continuidade ao caso. O senador Antero Paes de Barros (PSDB-MT), que encabeçava a missão parlamentar, disse: “No final da reunião com o District Attorney, a história do Brasil começou a mudar. Dou minha palavra de que esta CPI não vai acabar em pizza.” Mas, se depender do procurador Santos Lima, pode-se esperar uma mezzo-a-mezzo.

Vera Lúcia, esposa de Santos Lima, trabalhava no Banestado quando, em 1998, o procurador recebeu em Curitiba o dossiê sobre as atividades ilegais do banco. No dia 17 de setembro daquele ano, ele tomou o depoimento de Heraldo Ferreira – ex-gerente de câmbio da agência do banco em Foz do Iguaçu –, em que fazia denúncias sobre as atividades da instituição financeira. O caso Banestado saiu da gaveta do procurador somente depois que ISTOÉ investiu nas apurações do escândalo. Apenas em 21 de março de 2003 é que o procurador Santos Lima enviou esse depoimento à PF, sendo que na Assembléia do Paraná havia sido instaurada uma CPI sobre o assunto quatro dias antes.

A invasão ao galinheiro não seria feita apenas por uma única raposa. Junto a Santos Lima estava nos EUA Neide de Alvarenga – ex-chefe-geral da Divisão de Repressão ao Crime Organizado da PF (DCOIE). Era ela quem insistia para que a primeira equipe de agentes da PF – mergulhada nas investigações em Nova York, em fevereiro deste ano – voltasse ao Brasil. Isso a despeito de o chefe do grupo, o delegado José Castilho, insistir que as investigações avançavam e que o grupo tinha ganhado importante aliado no escritório do promotor distrital de Manhattan. Os faxes que Neide mandava para o Consulado do Brasil em Nova York, onde os agentes se reuniam, eram de conhecimento público, já que não vinham protegidos pela confidencialidade. Batia-se sempre na mesma tecla: a da interrupção dos trabalhos e a volta da equipe, o que acabou acontecendo em abril. Não foi por falta de convites que a delegada deixou de verificar no local os progressos – que hoje são provados pelas 270 caixas de documentos que o District Attorney pôs à disposição das autoridades brasileiras. Mas ela só decidiu viajar em companhia do procurador Santos Lima.

Nem tudo, porém, foi refrega na viagem desta comissão de parlamentares e procuradores. A primeira escala do grupo foi Washington. Na capital americana, a visita rendeu frutos inesperados: o adido da Receita Federal na Embaixada do Brasil entregou à comissão uma lista com 170 nomes
de pessoas que possuem imóveis em território americano, não declarados ao Fisco brasileiro. Da lista, fazem parte artistas, empresários e políticos. No total, existem 660 nomes de pessoas com imóveis, mas apenas 170
o fazem de modo criminoso. Destes, o preço mínimo de imóvel é de
US$ 800 mil – o que vale um apartamento de um dormitório em Manhattan, mas é soma suficiente para se adquirir um condomínio de
luxo em partes da Flórida e de outros Estados americanos. Entre os nomes –que estão sendo mantidos em sigilo pela CPI e pela Receita –
está o de Fábio de Oliveira Catão.

 

 Rastros de Catão

Em setembro de 1994, o megalaranja pernambucano Fábio de Oliveira Catão, 39 anos, saiu do anonimato ao denunciar ao MP e à PF dois caciques de peso da política nordestina: o então vice-presidente da República, Marco Maciel, e o ex-governador de Pernambuco, Joaquim Francisco. Catão trabalhara no setor de transportes do comitê de campanha que, em 1990, elegeu Maciel para o Senado e João Francisco para o governo do Estado. Em depoimento à PF, ele disse que parte dos recursos do comitê de campanha foi doada por “fantasmas” ligados ao esquema de PC Farias. Segundo Catão, ele mesmo ia buscar o dinheiro na agência do Itaú de Boa Viagem. As denúncias nunca chegaram a ser provadas. Catão, que namorou a filha de Maciel, Maria Cristina, havia se apossado do cartão 24 horas da namorada para fazer saques sem autorização. Depois, sumiu de Pernambuco. De acordo com sua irmã, Alexandra, viajou para os EUA e para a Europa. Há sete anos, ele não dá notícias. Seu sumiço está com os dias contados.

Documentos da Promotoria do distrito de Nova York acusam Catão de lavar dinheiro de corrupção nos EUA. De acordo com as investigações, ele seria o administrador de uma conta de US$ 1,5 bilhão no Merrill Lynch, de Dallas, movimentada por políticos e empresários brasileiros. Ele deixou recentemente rastros na cidade de Calgary, no Canadá, onde morou por seis meses com a namorada Viviane Sperb. O casal saiu do país no dia 8 de agosto rumo a São Paulo num vôo de classe executiva. Catão comprou por US$ 5.855 as passagens na agência Atlas. Foi atendido pela brasileira Patrícia Lefebre, a quem pagou a fatura com um cheque de uma conta encerrada do Nationsbank de Dallas. “Como éramos brasileiros, tínhamos uma boa convivência, e ele me disse que administrava uma conta de políticos em Dallas”, contou ela a ISTOÉ. Após se hospedar em agosto no hotel Best Western Regent, em São Paulo, mudou-se para Santa Catarina, onde estaria trabalhando para políticos locais. Viviane retornou para a casa da família em Gramado (RS).“Ele me disse que trabalhava para os bancos e que o nome do chefe dele era Gabriel Halaban”, contou ela, que garante ter rompido o namoro com Catão.

Amaury Ribeiro Jr. e Osmar de Freitas Jr

Seu voto: Nenhum
imagem de Pedro  Carlos Penido Veloso dos Anjos
Pedro Carlos Penido Veloso dos Anjos

O passado obscuro do procurador Carlos Fernando

O passado obscuro do procurador Carlos Fernando dos Santos Lima. Por Carlos Fernandes DCM - 5 de March de 2016
  

Raposa no galinheiro’: Carlos Fernando dos Santos Lima

 Carlos Fernando dos Santos Lima

 

 

O espetáculo midiático em que se transformou a condução coercitiva do ex-presidente Lula apenas um dia após o “furo” da revista IstoÉ, finalmente deixou escancarado o que todos já sabiam: o alvo principal da Lava Jato é, e sempre foi, o maior líder popular do Brasil.

Se antes os procuradores que coordenam os trabalhos da Lava Jato tergiversavam utilizando argumentos republicanos como o de que a operação não investiga pessoas mas fatos, a impressão que ficou na entrevista dada pelo MPF é que já nem mais investigam Lula, a sua culpa já foi decretada. Provas para os procuradores são detalhes insignificantes.

Aliás, chegou a ser emblemática a decepção do procurador ao afirmar que os mandatos de busca e apreensão efetuados na casa de Lula e no seu Instituto teriam sido prejudicados justamente em função do vazamento da operação pela imprensa.

O que ele chama de “prejudicado” é o fato de basicamente não terem encontrado nada de relevante que amparasse o linchamento da mídia e a condenação prévia de seu seqüestrado.

Se a operação foi “prejudicada” por vazamentos ilegais de mandatos sigilosos divulgados na grande mídia, não seria o caso desses mesmos procuradores e do juiz Sérgio Moro abrirem inquérito para apurar os vazamentos? Imagina. Tolice.

Em se tratando de política e poder, quem acredita em coincidências acredita em fadas e duendes. Até o mais ingênuo dos “inocentes úteis” já sabe do escandaloso consórcio formado pela PF, MPF, Sérgio Moro e a grande imprensa brasileira.

Toda a operação seguiu um rigoroso esquema previamente combinado com os grandes veículos de informação dominados por meia dúzia de famílias. Incrível como quando o assunto é fama, dinheiro e um projeto de poder, as antigas “diferenças” entre a mídia familiar e suas vítimas, e vice-versa, são oportunamente esquecidas.

Ironia das ironias, a mesma revista IstoÉ que preparou o terreno para a grande atuação de Santos Lima e a força tarefa da Lava Jato, no passado não compartilhava da mesma admiração que hoje imputa a um dos atuais mosqueteiros no combate à corrupção.

Em setembro de 2003 a IstoÉ publicou uma matéria sobre Santos Lima cujo título é no mínimo inspirador: “Raposa no galinheiro”. O subtítulo emenda: “Procurador Santos Lima, casado com ex-funcionária do Banestado, tentou barrar quebra de sigilo de contas suspeitas”.

A matéria assinada pelos jornalistas Amaury Ribeiro Jr. e Osmar de Freitas Jr. deixaria o mais ávido “paneleiro” decepcionado, isso se a sua causa realmente fosse o combate à corrupção.

A denúncia ocorreu quando uma comissão de autoridades brasileiras encarregadas de apurar o escândalo do Banestado foi até os EUA em busca de provas e documentos sobre lavagem de dinheiro e remessas ilegais de recursos para o exterior.

Segundo os jornalistas, o procurador Santos Lima tentou de todas as maneiras impedir que os “preciosos documentos” fossem entregues aos membros da CPI. A matéria conta que a atuação do procurador causou constrangimento tanto na delegação brasileira quanto nas autoridades dos Estados Unidos. Nas palavras de um dos americanos: “Foi insólito”.

Como sabemos, o caso Banestado nunca foi devidamente esclarecido. A grande imprensa na era FHC não se dedicava exatamente à investigação de suspeitas de corrupção no governo.

O que realmente sabemos agora é sobre as rédeas de quem a operação Lava Jato está sendo conduzida.

   

  •  
  •  
  •  
  •  



 

Seu voto: Nenhum (1 voto)
imagem de Babi
Babi

Operação Aletheia e a nova

Operação Aletheia e a nova aula global de manipulação midiáticaAssociação Judiciário-PF-mídia foi essencial para constranger ilegalmente Lula, enfraquecer o PT e o governo e fortalecer os protestos pró-impeachmentpor Intervozes — publicado 05/03/2016 09h40      Jornal Nacional

Jornal Nacional da sexta-feira, 4: defesa de Lula teve 13 minutos numa edição de 1h20.

Leia também Dilma critica vazamentos e rebate suposta delação de Delcídio A coerção e os direitos fundamentais Legalidade de condução coercitiva gera debate "Eu tenho pouca esperança de que a Constituição e a lei sejam observados" "Eu não vou baixar a cabeça", diz Lula após ação da PF O fantasma de 2018 Para Dilma, Lava Jato tem o objetivo de tirá-la do cargo “Condução coercitiva de Lula é ação deslavadamente política” Oposição se fortalece e impeachment ganha fôlego, diz analista A reação da oposição à condução coercitiva de Lula

Por Bia Barbosa*

Não é à toa que democracias consolidadas possuem mecanismos de regulação do setor de comunicações para garantir o que os padrões internacionais definem como “discurso pluralista e democrático”. Quem preza pelo Estado de Direito sabe que uma esfera pública midiática dominada por uma única empresa e que um jornalismo que não respeita o mínimo equilíbrio de vozes podem ser destrutivos para qualquer nação.

Nesta sexta-feira 4, em que o País parou para acompanhar o desfecho da operação da Polícia Federal que levou o ex-presidente Lula coercivamente para depor, o Brasil, uma vez mais, presenciou uma aula de manipulação da opinião pública pela Rede Globo.

Não precisamos recuperar aqui a história das Organizações Globo neste campo. Ela é bastante conhecida. Mas, em momentos de crise política como o que vivemos, em que princípios constitucionais são ameaçados diariamente, mostra-se fundamental jogar luz em como tem se dado o processo de “informação” e formação da opinião dos brasileiros.

Não se trata aqui de defender o ex-presidente Lula e o PT, tampouco de negar a importância que um fato como este deve ter para os meios de comunicação. Mas o que se espera de uma concessionária do serviço público de radiodifusão, num momento como este, é objetividade – até porque a “isenção e imparcialidade” que Bonner afirma a Globo ter, não existem.

O que se viu, entretanto, ao longo de uma hora e vinte minutos no principal telejornal do país, está muito distante disso.

Não precisamos entrar na análise do discurso das matérias veiculadas nesta sexta pelo Jornal Nacional, aquele que se arvora o papel de fazer a síntese do dia, “para que o cidadão esteja sempre bem informado”. Vamos aos fatos, como a Globo gosta, e deixar cada um tirar suas conclusões.

1 - Primeiro bloco do JN: 21 minutos de matérias, e nada mais que cinquenta segundos (25 vezes menos) com a posição da defesa. Na matéria de seis minutos e dez segundos sobre os pagamentos que o Instituto Lula e a LILS receberam por palestras feitas pelo ex-presidente, somente a PF falou.

2 - Segundo bloco: mais 15 minutos de matérias. Vinte segundos com a posição do ex-presidente e 20 com uma fala de Paulo Okamotto, presidente do Instituto Lula.

A defesa dos empresários acusados de envolvimento nas obras do sítio de Atibaia foi lida pelos apresentadores na bancada, totalizando pouco mais de um minuto e meio.

Na matéria sobre o tríplex do Guarujá, sete segundos para citar a nota do Instituto Lula em 2 minutos e cinquenta segundos de reportagem.

3 - Quase quarenta minutos desde o início do JN tinham se passado quando foi ao ar a primeira fala de Lula, na matéria sobre a declaração que ele fez à imprensa e à militância na sede do Diretório Nacional do PT. Lula teve voz por sete minutos e meio. Um minuto e quinze de Dilma criticando a operação vieram na sequência.

Rui Falcão, presidente do partido, teve direito a dezesseis segundos. Na matéria sobre as repercussões no Congresso, um minuto para a oposição e 30 segundos para o PT – e mais dois do repórter divulgando informações de como a direita pretende paralisar o Parlamento até o impeachment sair.

4 - Na matéria sobre os atos que aconteceram pelo País, o mesmo número de citações para os atos pró e contra Lula, independentemente da gritante diferença entre o número de pessoas que eles mobilizaram. Depois, mais um minuto só para mostrar as pessoas que, atendendo ao chamado da oposição, bateram panelas ou aplaudiram o início da transmissão do Jornal Nacional.

Do outro lado, mais de dois minutos mostrando militantes do PT hostilizando repórteres da Globo.

Durante a tarde, na GloboNews, a empresa já tinha batido várias vezes na tecla de que “o PT está inflando a militância para o confronto”, desconsiderando totalmente a legitimidade de quem está sendo atacado se defender também nas ruas.

Gerson Camarotti entrou pela internet do aeroporto de Congonhas para dizer: “O que estamos vendo em Congonhas é uma amostra do que o PT está deflagrando hoje”, numa absurda inversão dos fatos.

5 - O JN trouxe ainda uma matéria sobre “os destaques negativos” na imprensa internacional, por mais dois minutos. E informou que o mercado reagiu positivamente aos fatos, com alta na Bolsa de São Paulo e queda no valor dólar. Totalizando, foram 64 minutos de matérias acusando Lula e publicizado os argumentos e informações da PF, dos quais menos de 13 com o outro lado.

6 - Um dos principais assuntos em discussão ao longo do dia, a legalidade da condução coercitiva de Lula e de mais dez investigados, não mereceu a atenção do Jornal Nacional. Nem mesmo a opinião dos quatro especialistas em direito penal que foram chamados pela GloboNews ao longo do dia e que, de forma unânime, falaram que tal condução não tinha fundamento legal convenceram o JN.

Alguma menção à declaração contundente de dois ministros do STF que consideraram a ação da PF arbitrária? Nada. À Folha de S.Paulo, Marco Aurelio Melo disse que “o atropelamento não conduz a coisa alguma. Só gera incerteza jurídica para todos os cidadãos. Amanhã constroem um paredão na praça dos Três Poderes". E criticou o argumento utilizado pelo juiz Sergio Moro para embasar a condução coercitiva de Lula: "Será que ele queria essa proteção? Eu acredito que na verdade esse argumento foi dado para justificar um ato de força (…) Isso implica em retrocesso, e não em avanço."

Mas a Globo não achou importante ouvir o STF neste caso. Pelo contrário, colocou declarações da OAB e de associações de magistrados e procuradores que defenderam a ação da PF.

Para além da edição desta sexta do Jornal Nacional, a cobertura deste “dia histórico”, como afirmaram os comentaristas da Globo, contou com vários aspectos condenáveis. Um deles foi o discurso claro de que a economia só vai melhorar quando o governo mudar.

Outro, a acusação de que Lula está, “uma vez mais”, dividindo o país, fazendo um discurso de “perseguição e orquestração”. A comentarista política da Globo News, Cristiana Lobo, chegou a falar em “síndrome de perseguição”. Às 20h, o canal por assinatura da empresa fez um “resumo das declarações do dia”. Nenhuma foi crítica à operação.

Não é muito difícil, portanto, concordar com a definição de orquestração. Sobretudo quando se sabe que jornalistas de diferentes veículos tomaram conhecimento da operação Aletheia antes mesmo dos advogados dos acusados.

A associação Judiciário-Polícia Federal-meios de comunicação se mostrou essencial para os objetivos do dia serem alcançados: constranger ilegalmente o ex-presidente Lula, desmoralizar o PT, enfraquecer o governo e fortalecer os protestos pró-impeachment agendados para o dia 13 de março.

Não há coincidência nos acontecimentos do período recente. Da divulgação da delação de Delcídio aos vazamentos seletivos, passando pelo silenciamento da imprensa diante das denúncias de desvio dos recursos públicos pelo também ex-presidente Fernando Henrique Cardoso e pela tentativa de censura contra os blogueiros que denunciaram o esquema da mansão dos Marinho em Paraty.

Reconhecer isso é forçoso, independentemente dos indícios apresentados pela PF contra Lula ou do que ficará efetivamente provado ao final das investigações.

Da mesma forma, é forçoso reconhecer que parte significativa desta crise é resultado direto da ausência de enfrentamento à vergonhosa concentração dos meios de comunicação no País, nos 13 anos de governo petista. Aqui, se está colhendo o que se deixou de plantar.

Mas quando as regras do jogo são rasgadas com tamanha facilidade; quando parcela das instituições que devem zelar pelo respeito às leis são guiadas por fatores políticos; quando a mídia nega o direito da população a uma informação plural, acusa e condena previamente; e quando se vê a maioria da população comprando esta narrativa e aplaudindo a espetacularização do justiçamento a todo custo, não é a biografia do Lula, os feitos de seu governo ou o projeto do PT que estão em risco. É a nossa democracia.

* Bia Barbosa é jornalista, especialista em direitos humanos e integrante da coordenação do Intervozes.

http://www.cartacapital.com.br/blogs/intervozes/operacao-aletheia-e-a-nova-aula-global-de-manipulacao-midiatica

 

Seu voto: Nenhum
imagem de Babi
Babi

Judiciário fora da lei

Judiciário fora da lei torna-se poder marginal e nefasto, diz UBEUnião Brasileira de Escritores (UBE) denuncia subversão do Estado de direito, juízo de exceção e condena “ações isoladas” do Judiciário levadas aos “ilegítimos foros da comunicação de massa e das sarjetas”por Redação RBA publicado 04/03/2016 18:10, última modificação 04/03/2016 19:24 Divulgação Durval de Noronha Goyos Júnior

Goyos Júnior: falta de sobriedade e compostura ao Judiciário é devastadora quando usada para fins políticos

São Paulo – O presidente da União Brasileira de Escritores, Durval de Noronha Goyos Júnior, afirmou que a “falta de sobriedade, de compostura e de recato inerentes ao Judiciário torna-se potencialmente devastadora para a Nação quando utilizada para fins políticos próprios”. Em nota divulgada hoje (4) pela entidade, Goyos Jr. diz repudiar as “ações isoladas” do Judiciário que, segundo a entidade, violam a Constituição e agravam a crise política nacional.

“Tais medidas configuram, para além de uma flagrante ilegalidade, uma tanto irresponsável quanto temerária ameaça à democracia, uma incitação ao caos público, à desordem social e à desestabilização nacional. Juntamente com a ordem jurídica nacional, sai perdedor nesta conjuntura o povo brasileiro”, registra o comunicado.

Leia a íntegra

“A União Brasileira de Escritores (UBE) vem a público denunciar a subversão do Estado de Direito e o atentado às liberdades democráticas consubstanciadas na implementação de juízos de exceção no Brasil. Segundo as práticas em curso, matérias sujeitas ao formalismo legal têm sido levadas aos ilegítimos foros da comunicação de massa e das sarjetas, onde não prevalece o devido processo legal e o direito de defesa, cânones centrais da Constituição.

“Ações isoladas do Poder Judiciário têm buscado não a prestação jurisdicional do Estado, mas sim a indevida interferência na ordem política nacional, de maneira a promover o exercício arbitrário das razões de uns poucos, em detrimento da vontade democrática nacional.

“Tais medidas configuram, para além de uma flagrante ilegalidade, uma tanto irresponsável quanto temerária ameaça à democracia, uma incitação ao caos público, à desordem social e à desestabilização nacional. Juntamente com a ordem jurídica nacional, sai perdedor nesta conjuntura o povo brasileiro.

“A falta de sobriedade, de compostura e de recato inerentes ao Judiciário torna-se potencialmente devastadora para a Nação quando utilizada para fins políticos próprios.

“Em nome da preservação dos melhores interesses nacionais e dos pilares que sustentam a República, a UBE repudia as ações isoladas do Poder Judiciário que violam a Constituição e trazem o germe de gravíssima crise política e social ao mesmo tempo em que conclama o referido Poder a se pautar nos estritos termos da Lei.

“O Judiciário, fora da Lei, torna-se um poder marginal e nefasto a promover a injustiça.

São Paulo, 4 de março de 2016
Durval de Noronha Goyos Jr.
Presidente

http://www.redebrasilatual.com.br/politica/2016/03/judiciario-fora-da-lei-torna-se-poder-marginal-e-nefasto-diz-ube-2234.html

 

Seu voto: Nenhum
imagem de Cris Kelvin
Cris Kelvin

Dilma se encontra com Lula em São Paulo

Do Jornal do Brasil

A presidenta Dilma Rousseff chegou a São Paulo no início da tarde deste sábado (5) para se encontra com o ex-presidente Luiz Inácio Lula da Silva. Ela está no apartamento de Lula em São Bernardo do Campo, onde centenas de militantes fazem vigília de apoio ao ex-presidente. Dilma foi aplaudida pela multidão ao chegar à casa de Lula.

Ontem (4), a presidenta telefonou para Lula e disse estar solidária com o ex-presidente, que foi conduzido coercitivamente para prestar depoimento na Polícia Federal no âmbito da 24ª fase da Operação Lava Jato. Em nota divulgada, Dilma disse estar inconformada com a condução coercitiva do ex-presidente.

“Manifesto meu integral inconformismo com o fato de um ex-presidente da República que, por várias vezes, compareceu voluntariamente para prestar esclarecimentos perante as autoridades competentes, seja agora submetido a uma desnecessária condução coercitiva para prestar um depoimento”, diz a nota. Mais tarde, a presidenta fez um pronunciamento em que reafirmou o teor da nota.

Segundo a assessoria, após o encontro, Dilma embarca para Porto Alegre onde deve descansar no final de semana.

Dilma critica condução coercitiva de Lula para prestar depoimento à PF 

Em pronunciamento à imprensa na tarde desta sexta-feira (4), em Brasília, Dilma fez críticas à forma como o ex-presidente Lula foi conduzido para prestar depoimento à Polícia Federal, em São Paulo. 

"Quero manifestar o meu mais absoluto inconformismo pelo fato de o ex-presidente Lula, que de várias vezes compareceu de forma voluntária diante das autoridades competentes, tenha sido conduzido de maneira coercitiva", declarou a presidenta da República. 

Na comunicação aos jornalistas, Dilma abordou, majoritariamente, a delação premiada realizada pelo senador Delcídio Amaral (PT-MS) aos investigadores da Operação Lava Jato. No depoimento, o parlamentar fez acusações sobre suposto conhecimento da presidenta e do ex-presidente sobre os esquemas de corrupção na Petrobras. O caso de Pasadena voltou à tona.

Em 2014, eu prestei informações detalhadas para a Procuradoria Geral da República a respeito dos fatos sobre a aquisição de Pasadena pela Petrobras. O dr. Rodrigo Janot determinou o arquivamento. O senador não apresentou nenhum elemento concreto, novo, de forma a alterar essa compressão do procurador geral", disse a presidenta.

Seu voto: Nenhum

Carta à deputada federal Luisa Erundina

 Carta à deputada federal Luiza Erundina

a respeito de matéria publicada na uol  - Erundina vê riscos na polarização política: "é tudo poder pelo poder"

http://noticias.uol.com.br/politica/ultimas-noticias/2016/03/04/erundina...

 

Prezada deputada,

De cara já lhe digo que fui sua eleitora para prefeita e sempre a admirei. Decidi escrever-lhe porque a senhora representa um número grande de pessoas, na forma de pensar e agir. Li reportagem sua e resolvi argumentar sobre alguns pontos.

Inicialmente o texto afirma que há risco porque não há rumo nem perspectiva de parte a parte, governo e oposição. Discordo parcialmente, porque acho que a tal luta pelo poder é essencialmente a perspectiva de parte a parte. Se ainda vivêssemos em abundância de recursos, todos os nossos problemas estariam resolvidos. Mas, tal qual no mundo como um todo, há muito se foi o período de bonança. Portanto, as metas de cada um estão claras – trata-se de defender interesses de seus representados, profundamente discordantes.

Assim, penso que não se trata de taxar governo como “sem legitimidade”. Mesmo porque, pergunto, qual a legitimidade deste Congresso? A mesma do governo – ambos legitimamente eleitos, porém com enorme dificuldade para negociar.

Tivemos dois governos (FHC e Lula) fortes, com líderes carismáticos. Entretanto, pelos vícios da dinâmica partidária clássica, foram ambos dando “jeitinhos” para conseguir governar. Sabemos as consequências nefastas para a saúde política, ética e econômica do país. Nossa presidente, é verdade... sem o mesmo carisma dos antecessores, no fundo, tenta romper este ciclo e superar estes vícios.

Então pergunto, qual a solução para este imbróglio? A senhora já vivenciou mudança de partido algumas vezes. Encontrou suas respostas com estas mudanças? Ou será que a disputa pelo poder voltou à tona nas diversas esferas político-partidárias? Tenho conversado com pessoas próximas, que se enquadram na categoria “intelectuais” e também tenho observado que há pessoas com estas características, que abandonam o barco ao sinal da primeira adversidade, a pretexto de seguir seus próprios direcionamentos éticos. E então buscam outras soluções como se fosse a tão esperada e definitiva. Deputada, penso que não há esta solução idealizada. Ou enfrentamos os obstáculos onde estamos e nos preparamos para mudanças próprias (uma vez que o outro só muda por pressão), ou fugimos novamente e novamente e novamente.

Entendo que pessoas não são iguais, nem todos estão nos extremos (radicais), mas todos, todos mesmo, têm que se decidir e opinar em algum momento. E destas decisões dependem vidas, destinos, condenações, enfim, consequências práticas. No fundo, não escapamos dos “meios e fins” e o custo-benefício de tudo que nos cerca. A título de defesa da ética, alguns esquecem que por consequência, pessoas sofrem, passam fome, privam-se de ver seus filhos numa escola, perdem-nos para o crime. E a ética, onde está? Isentar-se de culpa neste processo é válido? A quem serve uma pessoa que se omite em função da “ética pessoal”? À sua vaidade? Quem se isenta de opinar tem legitimidade?

Entendo que coloquei questões duras e controversas, porém refletem o que penso. Reconheço a dificuldade da questão. Eu mesma sempre evitei participar diretamente de posições de comando em meu círculo de trabalho, porque até o momento não reconheci em mim habilidade suficiente para esta condução (de poder). Meu poder está em participar, acompanhar todos os processos em diversos níveis e opinar, escrever, decidir em cada momento um caminho, mesmo que não seja o ideal. Para um deputado, sim é preciso representar seus eleitores, mas também acho necessário protagonismo, pró-atividade, como se diz hoje.

O que peço neste momento é que a senhora reflita sobre minhas palavras e não adie o que tem que ser decidido, o lado a ser tomado, e escrevo porque confio no seu discernimento. Nosso país e nossa gente mais necessitada precisa de pessoas como a senhora ao seu lado.

Atenciosamente,

 

Seu voto: Nenhum
imagem de Cris Kelvin
Cris Kelvin

O dia em que Lula provou ser mais forte que a Globo

Salva da bancarrota pelo ex-presidente Lula, a Globo imaginava que esta sexta-feira 4 seria seu dia de glória; empenhada em destruir o ex-presidente mais popular da história do País, numa luta que já quebrou o setor de engenharia e vem arruinando o País, a Globo esperava celebrar a prisão de Lula; beneficiária de mais um vazamento ilegal, a Globo anunciou um "dia especial", por meio do Twitter de Diego Escosteguy; depois, alguns de seus colunistas, como Eliane Cantanhêde, decretaram a morte do PT; o que se seguiu, ao longo do dia, foi uma reversão total das expectativas da família Marinho; abusos da Operação Lava Jato foram denunciados por governadores, ministros do STF e pela presidente Dilma Rousseff; além disso, o ataque vil a Lula e todos os seus familiares acendeu a faísca da reação popular, que mobilizou sindicatos, movimentos sociais e simpatizantes; nas ruas, repórteres da Globo tiveram de trabalhar sem identificação para não serem agredidos pela população; para completar o quadro, Lula anunciou que agora, irá lutar para voltar ao poder; "Se quiseram matar a jararaca, não bateram na cabeça. Bateram no rabo e a jararaca está viva"

247 – Dois projetos de País entraram em choque nesta sexta-feira histórica. De um lado, o projeto representado pelo grupo Globo, sem o qual não haveria Operação Lava Jato, nem seus abusos que agora começam a ser percebidos pela opinião pública. De outro, o projeto representado pelo ex-presidente Luiz Inácio Lula da Silva, que deixou a presidência da República com 80% de aprovação, projetando uma imagem positiva no Brasil e no mundo.

O projeto da Globo é o mesmo de 1964, quando os Marinho se uniram aos militares para golpear a democracia. Trata-se de uma visão subserviente de Brasil, alinhada com os Estados Unidos, e sem nenhum protagonismo regional. No mundo dos Marinho, riquezas nacionais, como o pré-sal, devem ser abertas à exploração de multinacionais, como Shell, Exxon e Chevron. O projeto de Lula, por sua vez, é o de um Brasil forte e respeitado internacionalmente. Daí, a importância da diplomacia do Sul-Sul e da construção de novos eixos de poder como os BRICs.

Nesta sexta-feira, a Globo, atendendo a seus próprios interesses ou de terceiros, esperava celebrar seu dia de glória. Lula, afinal, seria preso pelo juiz Sergio Moro, que recebeu, dos Marinho, o prêmio "Faz Diferença". Seria o fim de um processo que já arruinou a economia brasileira, quebrou o setor de engenharia e desmoralizou empresas brasileiras que vinham suplantando concorrentes internacionais em mercados globais, como a Odebrecht. Hoje, seria o dia de estourar o champanhe – talvez, na famosa mansão em Paraty (RJ), registrada em nome de empresas offshore.

Antes mesmo que o sol raiasse, a Globo já havia sido beneficiária de mais um vazamento ilegal. Em seu Twitter, o jornalista Diego Escosteguy, editor de Época, anunciava um "dia especial, cheio de paz e amor" (leia aqui). Ao longo do dia, uma colunista da Globonews, Eliane Cantanhêde, começou a celebrar "a morte do PT" (leia aqui).

Reversão de expectativas

Quando os Marinho estavam prontos para celebrar a vitória do seu projeto de País, se é que assim pode ser qualificado, começou a virada. Nas redes sociais, a hashtag #ForaRedeGlobo se tornou um dos assuntos mais comentados do mundo. Assim como em 1964, os Marinho foram novamente associados a um projeto golpista e entreguista. A única diferença é que os tanques e baionetas foram substituídos por juízes, policiais e procuradores. Repórteres da emissora tiveram de trabalhar sem identificação para não serem agredidos nas ruas. E quando Eliane Cantanhêde dizia que a ação contra Lula turbinaria os protestos do dia 13 de março, a Globo foi surpreendida com a gigantesca rede de apoio ao ex-presidente Lula. Sindicatos, simpatizantes de movimentos sociais de todo o País anunciaram apoio incondicional a Lula e atos em defesa da democracia.

Ao longo do dia, a festa da Globo começou a azedar com manifestações de parlamentares, juízes, governadores e até de personagens ligados ao PSDB que condenaram o abuso da condução coercitiva de Lula e de todos os seus familiares. Manifestaram-se contra isso os governadores Ricardo Coutinho, da Paraíba, Flávio Dino, do Maranhão, e Jackson Barreto, de Sergipe, assim como José Gregori e Bresser Pereira, dois ex-ministros do governo FHC. No Supremo Tribunal Federal, o ministro Marco Aurélio Mello reagiu com indignação. "Condução coercitiva? O que é isso? Eu não compreendi. Só se conduz coercitivamente, ou, como se dizia antigamente, debaixo de vara, o cidadão de resiste e não comparece para depor. E o Lula não foi intimado", afirmou.

O mais importante, no entanto, foi a força e a contundência do pronunciamento de Lula. Primeiro, ele condenou a associação antidemocrática entre grupos de comunicação e setores do Poder Judiciário. Em seguida, voltou a denunciar a mansão dos Marinho em Paraty, registrada em nome de uma empresa offshore sediada no Panamá. Por último, ele mostrou estar pronto para viajar o País e voltar a lutar por seu projeto de País. "O que aconteceu hoje era o que faltava para que o PT voltasse a erguer a cabeça", disse Lula. "Se quiseram matar a jararaca, não bateram na cabeça. Bateram no rabo e a jararaca está viva".

Nesta sexta-feira, Lula mostrou que é muito, mas muito mais forte do que a Globo, o maior monopólio de mídia do mundo, salva da bancarrota justamente pelo ex-presidente.

Seu voto: Nenhum
imagem de Babi
Babi

   Stanley Burburinho

  

Stanley Burburinho retweetou O Globo Brasil

Estão tentando criar aqui as confusões criadas no Egito, Ucrânia, Venezuela, Líbia, Síria, etc. É a geopolítica.

Stanley Burburinho adicionou,

O Globo Brasil @OGloboPolitica Instituto Lula é pichado em protesto contra ex-presidente.

 

Seu voto: Nenhum
imagem de Cris Kelvin
Cris Kelvin

O impeachment de Lula, por Roberto Amaral

Carta Capital

Quando se me impõe a solução de um caso jurídico ou moral, não me detenho em sondar a direção das correntes que me cercam: volto-me para dentro de mim mesmo e dou livremente a minha opinião, agrade ou desagrade a minorias ou maiorias”.  

Estas palavras são de Rui Barbosa, em carta dirigida a Evaristo de Morais, o grande advogado, incitando-o a assumir a defesa de José Mendes Tavares, réu previamente condenado pelo que então se chamava de ‘opinião pública’. Trata-se, como se vê, de lição extremamente atual, quando o STF de nossos dias assume a responsabilidade de violar a Constituição brasileira sob a alegativa de estar atendendo ao ‘clamor das ruas’.

Refiro-me à decisão de liberar a execução da pena de prisão após condenação confirmada em segundo grau, ao arrepio do ditado claro da Constituição (Art. 5º, LVII): “ninguém será considerado culpado até o trânsito em julgado de sentença penal condenatória”.

Legalizando a prisão antes de definitivamente estabelecida a culpabilidade do acusado, o STF torna-se agente de um direito criminal promotorial, penalista, punitivista, reacionário, atrasado.

Caminhando na contramão da moderna criminologia, torna-se caudatário do conservadorismo e se faz instrumento do processo em curso de regressão política que visa à construção de um Estado autoritário, promovido ideologicamente pela grande imprensa.

Só o direito do arbítrio, o direito da força que anula a força do direito, pode autorizar, como acaba de fazer o STF, a execução da pena cerceadora de liberdade enquanto ainda se duvida se o acusado é culpado ou inocente.

A prisão, nessas circunstâncias, deixa de ser o ato final de um processo condenatório para transformar-se no momento inaugural das investigações, que se abrem não para apurar fatos e responsabilidades, mas para provar a culpabilidade do acusado escolhido para ser condenado.

Nesse contexto, a ‘delação premiada’ é instrumento de barganha que a autoridade investigadora manipula a fim de obter do acusado preso não necessariamente a apuração de possível crime, mas a revelação selecionada de acusações contra quem a investigação quer condenar.

Alegar, como justificativa dessa agressão jurídica, a audiência das ruas, é, no mínimo, um escárnio.

Nas ruas de Berlim sob o nazismo multidões ensandecidas julgavam e puniam seus adversários. Turbas envenenadas pela propaganda estimulavam a perseguição aos dissidentes, condenados aos campos de concentração, independentemente de culpa, mas simplesmente por serem judeus, comunistas ou homossexuais.

No vestibular da Guerra Fria o macarthismo, sem precisar refazer a Constituição ou as leis, instalou nos EUA a perseguição política e o terror, em nome de um nacionalismo xenófobo e de um anticomunismo de indústria.

Aqui, a implantação da última ditadura, em 1964, foi precedida de maciça mobilização da opinião pública, levada a cabo pela imprensa, animadora das marchas ‘com Deus pela liberdade’.

Esse especioso ‘clamor das ruas’ é o outro lado do discurso único de uma imprensa monopolizada, unificada pelo ódio, pela vindita e pelo projeto comum de poder, aquele poder reiteradamente negado às forças conservadoras pelo processo eleitoral.

É essa imprensa, poderosíssima, que escolhe as vítimas e seus protegidos, que elege os inimigos públicos escolhendo-os entre seus adversários de classe, elege os réus e os julgadores e aos julgadores dita as penas a serem aplicadas, independentemente do aparato normativo, porque na  sua aplicação é sempre possível torcer e distorcer a lei, ou criar doutrina nova, como a teoria do domínio do fato, ou refazer-se a jurisprudência, segundo o víeis de maiorias ocasionais.

Essa coalizão de direita dirige a política, dita a pauta do governo em minoria legislativa e popular para o que tem sido decisiva a oposição midiática. Essa coalizão dita o discurso oposicionista que impõe ao governo o receituário do neoliberalismo. 

Essa coalizão comanda a privatização e a desnacionalização, põe de joelhos um Congresso que tem em Renan Calheiros e Eduardo Cunha, seus líderes, o melhor indicador de sua decadência e de seu descompromisso com a sociedade, a ética e o País.

De costas para os interesses das grandes massas, cuja emergência política tira-lhe o sono, a classe dominante, despida da legitimidade da soberania popular, impõe seus interesses sobre os interesses da nação e do País.

A cantilena reacionária dos meios de comunicação é um de seus instrumentos de dominação, o mais eficaz quando se trata da luta ideológica. Foi assim no enfrentamento ao governo Vargas, foi assim na campanha contra Jango e o pleito das reformas de base, foi assim contra Lula e é assim contra Dilma. Foi assim e pelos mesmos motivos a destruição de Leonel Brizola, empreendida pelo sistema Globo.

O projeto de hoje é a institucionalização da exceção jurídico-política dentro da ordem formalmente democrática. Estamos nas primícias de uma inflexão autoritária declarada contra os interesses populares e a soberania nacional.

Daí a necessidade de destruir as organizações populares de esquerda e seus ícones, se possível desmoralizando-os moralmente diante da sociedade que sempre os respaldou.

Daí o concerto de ações. Para levar a classe-média a defender os interesses das elites, a estratégia política é a de sempre: jogar as lideranças de esquerda na vala comum da corrupção onde o capitalismo se banqueteou e se banqueteia.

Eis por que, a serviço desse poder sem peias, sem limites éticos ou legais, as estruturas estatais – os órgãos de investigação, a polícia, os ministérios públicos, as instâncias judiciais, os juízes de primeira instância e os tribunais superiores, a receita federal etc. – têm, hoje, uma só missão: provar que Luiz Inácio Lula da Silva é um político corrupto.

A desconstrução do líder popular integra o projeto que compreende a deposição da presidente, a destruição do PT e, a partir dela, a destruição e desmoralização das esquerdas brasileiras.

Assim estará aberto o caminho para a tomada do poder pela direita, pelo conservadorismo, pelo atraso, pelo fundamentalismo político, revogando ou reduzindo as conquistas sociais e derruindo a soberania nacional com a retomada do entreguismo e da onda das privatizações a serviço da desnacionalização: já agora, ante a passividade de um governo fragilizado, os mais lucrativos ativos da Petrobras (entre eles poços em atividade) são vendidos na bacia das almas e o Senado intenta doar o pré-sal – promessa de nosso desenvolvimento autônomo – às grandes petroleiras multinacionais.

A mudança política desta feita é operada sem golpe de Estado clássico, sem apelo às armas, sem nova ordem constitucional, sem novos atos institucionais. Ao contrário, efetiva-se sob o império da mesma Constituição (mas reinterpretando-a), com o mesmo direito (mas reinventando-o) mediante ‘interpretações criadoras’ como o ‘domínio do fato’.

O Brasil é, presentemente, um experimento de tomada do poder por dentro do poder, uma tomada do governo por dentro do governo, sem apelo à violência, sem ruptura constitucional, respeitada a legalidade (reinterpretada) e dentro de seus limites formais.

Esta operação depende diretamente da fragilização da presidente Dilma, e conta com seu recuo politico. As seguidas tentativas de impeachment e a resistência do Congresso à sua política servem a esse propósito. Mas não é tudo. A direita pensa longe. Ela vislumbra 2018 e alimenta esperanças de sucesso eleitoral. Trata-se, agora, já, de inviabilizar o eventual retorno do ‘sapo barbudo’.

Fragilizado o governo, fragilizadas as estruturas partidárias de esquerda, o ex-presidente Lula se afigura como o último obstáculo a esse projeto. Precisa, pois, ser removido do caminho. Por isso mesmo foi condenado pelo tribunal de exceção da grande imprensa.

Por isso, sua vida está sendo violentamente invadida, exposta, num processo de humilhação a que nenhum outro homem público foi submetido até hoje. Se afinal nada for comprovado, nenhum problema, pois a pena previamente ditada já terá sido aplicada, mediante a execração pública a que está sendo submetido o ex-presidente.

Esta operação, em curso, conta com o recuo, via intimidação, do ex-presidente. Está, pois, em suas mãos o que fazer, e só lhe resta a mobilização das massas. O Lula acuado é presa dócil. Nas ruas é promessa de luta, resistência e avanço. Foi assim que em 2005 transformou uma cassação iminente na consagração eleitoral de 2006.

A escolha agora é dele: sucumbir sem glória, ou encarnar a resistência à destruição da proposta de fazer do Brasil uma nação soberana, desenvolvida e socialmente inclusiva.

 

Seu voto: Nenhum
imagem de Babi
Babi

Internauta enquadra Miriam

Internauta enquadra Miriam Leitão: 'há intocáveis no país':

Um internauta rebateu a jornalista Miriam Leitão no Twitter; ao publicar o texto: "PF na casa de Lula mostra que no país não há pessoa intocável", a colunista de O Globo recebeu uma resposta do perfil @zeutonylopes que desmontou em poucos caracteres sua avaliação; "Há sim, Alckmin, os deputados ladrões de merenda, os Marinhos, Aécio e os Perrela. Você é jornalista, mas parece ser cega", respondeu

5 de Março de 2016 às 08:53

 

 

247 - Um internauta rebateu a jornalista Miriam Leitão no Twitter. Ao publicar o texto: "PF na casa de Lula mostra que no país não há pessoa intocável", a colunista de O Globo recebeu uma resposta do perfil @zeutonylopes que desmontou em poucos caracteres sua avaliação.

A resposta do internauta:

"Há sim, Alckmin, os deputados ladrões de merenda, os Marinhos, Aécio e os Perrela. Você é jornalista, mas parece ser cega".

Seu voto: Nenhum
imagem de Babi
Babi

O plano era levar Lula para

O plano era levar Lula para Curitiba05 mar. 2016 - 08:41 Comente Agora   1- a existência de um maluco no aeroporto chamado Professor Luizinho, ex-deputado petista, que estava em viagem e iniciou uma confusão sem precedentes quando soube que seu companheiro está detido ali; 2- Lula é um dos maiores líderes mundiais do trabalhismo, o que gerou comoção e solidariedade internacional; portanto, momentaneamente, tentativa de golpe-midiático associado à Globo bateu na trave.

Sequestro do ex-presidente Luiz Inácio Lula da Silva realizado ontem (4), em São Paulo, tinha como objetivo embarcá-lo para Curitiba, quase que clandestinamente, haja vista que o “prisioneiro” foi levado para o aeroporto de Congonhas, mesmo a Polícia Federal possuindo suntuosa sede na Marginal Tietê; juiz Sérgio Moro não reuniu todas as condições objetivas e subjetivas para transferir o sequestrado para a capital paranaense porque aconteceram duas “cagadas” na 24ª Operação Lava Jato: 1- a existência de um maluco no aeroporto chamado Professor Luizinho, ex-deputado petista, que estava em viagem e iniciou uma confusão sem precedentes quando soube que seu companheiro está detido ali; 2- Lula é um dos maiores líderes mundiais do trabalhismo, o que gerou comoção e solidariedade internacional; portanto, momentaneamente, tentativa de golpe-midiático associado à Globo bateu na trave.

O sequestro do ex-presidente Luiz Inácio Lula da Silva realizado ontem (4), em São Paulo, teve lances cinematográficos e também cenas de comédia pastelão.

Com o objetivo de perpetrar um golpe midiático em conluio com a Globo contra o PT e a presidente Dilma Rousseff, o plano era embarcar Lula “clandestinamente” para Curitiba – a Nova Guantánamo, segundo os juristas.

Não é à toa que o ex-presidente foi levado para o aeroporto de Congonhas, embora a Polícia Federal tenha uma suntuosa sede na Marginal Tietê, que seria de mais difícil acesso a manifestações.

O diabo é que força-tarefa da Lava Jato não contava com dois eventos: 1- a existência de um maluco no aeroporto chamado Professor Luizinho, ex-deputado petista, que estava em viagem e iniciou uma confusão sem precedentes quando soube que seu companheiro está detido ali; 2- Lula é um dos maiores líderes mundiais do trabalhismo, o que gerou comoção e solidariedade internacional.

O juiz Sérgio Moro não reuniu todas as condições objetivas e subjetivas para transferir o sequestrado para a capital paranaense, ou seja, “amarelou” diante do quadro que prometia “venezuelizar” o país.
É bom anotar que o advogado do ex-presidente denunciou que não tivera acesso a seu cliente durante boa parte da clausura em Congonhas.

O distinto leitor deve perguntar a seus botões: “mas não havia mandado de prisão contra Lula, portanto como iriam transferi-lo para Guantánamo?”. Ora, mas por que precisaria de um mandado se a operação golpista-midiática fora completamente revestida de ilegalidades?

Até um calouro do curso de Direito sabe que a “condução coercitiva” só é possível diante da recusa do réu ou testemunha após intimação pelo juiz. Não ocorreu. Logo, para quem “faltou” a essa aula, levar Lula para Curitiba seria só um detalhe – se não fosse a sucessão de “cagadas” a frustrar a operação.

O ministro Marco Aurélio Mello arremata a trapalhada de Sérgio Moro: “Só se conduz coercitivamente, ou, como se dizia antigamente, debaixo de vara, o cidadão de resiste e não comparece para depor. E o Lula não foi intimado”.

http://www.esmaelmorais.com.br/2016/03/o-plano-era-levar-lula-para-curit...

Seu voto: Nenhum

Procuradores não têm provas

Procuradores não têm provas contra Lula, apenas espetáculo midiático

Em coletiva de imprensa, apesar de questionados, os representantes da força-tarefa da 24ª fase da Operação Lava Jato não conseguiram apontar as provas que teriam contra o ex-presidente Luiz Inácio Lula da Silva que foi conduzido coercitivamente para prestar depoimento nesta sexta-feira (3), evidenciando que se trata de mais um espetáculo midiático.

Por Dayane Santos

Carlos Fernando Lima, promotor da Lava Jato, disse que valor das palestras de Lula superior aos cobrados por FHC é suspeito

A principal argumentação da investigação se baseia no fato de que os ex-presidente Lula recebeu pagamentos por palestras por parte de empreiteiras via Instituto Lula. O procurador Carlos Fernando dos Santos Lima fez questão de dizer durante entrevista, mesmo não sendo questionado, que “o valor das palestras era superior ao cobrado pelo ex-presidente Fernando Henrique Cardoso”.

O comentário do procurador evidencia o pensamento elitista. Como um nordestino, metalúrgico, sindicalista e ex-presidente da República pode ganhar mais em palestras do que o ex-presidente FHC, sociólogo da Sorbonne? Mas elitismo à parte, é notório que FHC, desde que deixou o Palácio do Planalto, fatura com palestras. Somente no primeiro ano após deixar o governo, o tucano faturou cerca de R$ 3 milhões dando palestras para empresas no Brasil e no exterior, inclusive de empreiteiras investigadas.

No ano passado, o próprio FHC afirmou que seu instituto, o iFHC, também recebeu recursos de empreiteiras investigadas pela Operação Lava Jato, como a Odebrecht e a Andrade Gutierrez. Em apenas um ano, a Odebrecht, por exemplo, pagou quase R$ 1 milhão ao instituto do tucano, com doações mensais. Mas isso não levantou suspeitas por parte dos investigadores.

Ainda de acordo com os procuradores, 60% dos pagamentos por palestras, entre 2011 e 2014, foram provenientes de empreiteiras. Apesar de dizer que há “provas irredutíveis”, os investigadores dizem que querem saber se os recursos vieram de desvios da Petrobras. “Os favores são muitos e são difíceis de quantificar”, disse o procurador.

Politizando o discurso, o procurador afirmou: “O governo dele foi um dos beneficiados pela compra do apoio político e partidário. Estamos investigando o papel dele”. Mas de acordo com ele, a operação não tem “nenhuma motivação política”. “Somos republicanos”, completou.

Outro ponto destacado como suspeito pela Lava Jato foram os pedalinhos do sítio. O procurador admitiu que a investigação da suposta compra de pedalinhos para o sítio em Atibaia (SP) e das ditas obras que teriam sido feitas pela Odebrecht começaram a ser feitas a partir da divulgação da imprensa.

Segundo eles, apesar da vasta apresentação de documentos feita por Lula, demonstrando que o apartamento no Guarujá não é dele, “várias provas dizem o contrário”. As provas, segundo o MPF de Curitiba, são depoimentos colhidos pelos investigadores, ou seja, não há sequer um documento que consiga contestar as provas apresentadas por Lula.

O comando da Lava Jato também revelou na coletiva que sabe que tal violência cometida contra o presidente mais bem avaliado da história do país provocaria uma reação popular. O procurador Carlos Fernando dos Santos Lima disse que não quis marcar um depoimento com antecedência para evitar manifestações.

“Não havia como não fazer a oitiva. Se tivéssemos marcado com antecedência, teríamos um risco maior de segurança”, disse Santos Lima.

Em nota, o Instituto Lula classificou como “arbitrária, ilegal e injustificável” a ação da PF. “A violência praticada hoje contra o ex-presidente Lula e sua família, contra o Instituto Lula, a ex-deputada Clara Ant e outros cidadãos ligados ao ex-presidente, é uma agressão ao Estado de Direito que atinge toda sociedade brasileira. A ação da chamada força-tarefa da Lava Jato é arbitrária, ilegal, e injustificável, além de constituir grave afronta ao Supremo Tribunal Federal”, diz o texto divulgado pelo instituto que representa o ex-presidente.

Em outro trecho da nota, o Instituto Lula diz que o resultado da “violência” desencadeada nesta sexta pela Operação Lava Jato é “submeter o ex-presidente a um constrangimento público”. “Não é a credibilidade de Lula, mas da Operação Lava Jato que fica comprometida, quando seus dirigentes voltam-se para um alvo político sob os mais frágeis pretextos”, diz a nota.

http://www.m.vermelho.org.br/noticia/277147-1

Seu voto: Nenhum

http://www.m.vermelho.org.br/noticia/tereza_cruvinelo_fosforo_fo

Tereza Cruvinel: O fósforo foi riscado

Nesta manhã a Lava Jato cruzou o rubicão, invadiu o Instituto Lula e levou o ex-presidente, que nunca foi por ela intimado, a prestar depoimento coercitivamente, humilhando também alguns colaboradores.

Por Tereza Cruvinel*, no Brasil 247

Chegando ao ponto que muita gente duvidava que chegasse, afrontando pilares do Estado de Direito, como a presunção da notícia, garantida não a ex-presidente e expoentes mas a todo cidadão brasileiro, a Lava Jato riscou o fósforo sobre o ambiente já encharcado do combustível de ódio ao PT, seus dirigentes e governantes, de revolta dos petistas e aliados com a condução discricionária das investigações. As chamas vão subir, é possível que haja confrontos físicos, podendo até correr sangue. Já nesta sexta-feira os dois lados em que o Brasil foi dividido vão se defrontar em manifestações. O balanço deve ser enviado ao juiz Sergio Moro, dono da caixa de fósforos.

Quantos milhões, quiçá bilhões de reais não poderia ter roubado, se quisesse, um presidente como Lula, com a popularidade interna e a projeção externa que ele teve? Mas por conta de obras de empreiteiras em um apartamento e um sítio que não possui foi submetido à execração, está sendo acusado de ter sido favorecido por recursos do petróleo. A desproporção das coisas encontrará eco em uma parte do Brasil. Se maior, menor, expressiva ou inexpressiva, as manifestações dirão.

O olhar comum pode não alcançar o encadeamento entre os fatos dos últimos dias mas enxergará a desproporção. Recordemos.

1. No sábado passado Lula anunciou que iria resistir ao cerco.

2. Em seguida enfrentou o procurador paulista Conserino, que conduz investigação que não é a Lava Jato. Prestou depoimento por escrito e apresentou habeas corpus preventivo para não sofrer o que sofreu hoje da Lava Jato.

3. Recorreu ao STF pedindo que decidisse quem tinha competência para investigá-lo, a Lava Jato ou os procuradores estaduais paulistas. A Lava Jato saiu da toca e assumiu que o investigava e queria continuar investigando.

4. Numa clara retaliação à troca do ministro da Justiça, Eduardo Cardoso, ontem começou algo como a “solução final” dos nazistas. Se não é possível acabar com eles de modo, acabemos pela eliminação. A suposta delação premiada de Delcidio do Amaral atingiu frontalmente Lula e Dilma mas até agora não sabemos se ela existe e quanto do que foi publicado existe.

5. Hoje Lula foi coagido a depor à Lava Jato, que nunca o intimou sequer a prestar informações. E na esteira de tudo, o cerco se fecha contra Dilma.

6. Não só petistas mas todos que têm consciência democrática denunciam a ruptura dos limites da legalidade e a marcha de um golpe de natureza ainda inédita mas eficaz, porque não tem cara de golpe e ainda consegue apresentar-se como decorrência da defesa dos princípios republicanos.

A “solução final” está em curso mas não será uma solução, assim como as câmaras de gás não acabaram com os judeus nem garantiram o poder eterno ao nazismo. É possível que estejamos mesmo diante de uma nova era, mas não porque será o fim do PT ou de Lula ou de Dilma. Será uma nova era porque estaremos, como já escreveu Janio de Freitas, de volta aos anos 50 ou anteriores, em que os golpes comandavam a história pela força das baionetas. Hoje, pela força judicial de uma Lava Jato, dos procuradores e de uma PF que tem bandeira politica, não tarefa de Estado.

http://www.m.vermelho.org.br/noticia/tereza_cruvinelo_fosforo_foi_riscad...
*Tereza Cruvinel é jornalista e colunista do Brasil 247

Seu voto: Nenhum

http://altamiroborges.blogspot.com.br/2016/03/o-golpe-comecou-e-

O golpe começou e é contra você

Por Marcelo Zero

O golpe não é contra Dilma. Não é contra Lula. Não é contra o PT.

O golpe é contra os 54,3 milhões de votos que elegeram a presidenta em eleições livres e limpas. O mandato presidencial a eles pertence. Caso a agressão à soberania popular promovida pelo golpe se concretize, eles é que serão cassados.

O golpe é contra os 42 milhões de brasileiros que ascenderam à classe média, nos últimos 13 anos. É contra os 22 milhões de cidadãos que deixaram a pobreza extrema para trás. É contra as políticas sociais que praticamente eliminaram a miséria no Brasil. Miséria histórica, atávica, contra a qual os representantes do golpismo pouco ou nada fizeram, quando governavam.

O golpe é contra um processo de desenvolvimento que conseguiu tirar o Brasil do Mapa da Fome. Fome secular, vergonhosa, que os golpistas nunca conseguiram saciar. O golpe é para colocar o Brasil no Mapa da Vergonha.

O golpe é contra a igualdade e pela desigualdade. Os que apostam no golpe também apostam na desigualdade como elemento essencial para o suposto bom funcionamento da economia e da sociedade. Eles apostam na meritocracia dos privilégios.

O golpe é contra a valorização do salário mínimo, que aumentou 76,5%, nos últimos 11 anos. O golpe é pelos salários baixos para os trabalhadores, pois, para os golpistas, salários reduzidos são essenciais para o combate à inflação e a competitividade da economia.

O golpe é contra a geração de 21 milhões de empregos formais, ocorrida nos últimos 12 anos. Quem aposta no golpe aposta num nível de desemprego mais alto, para reduzir os custos do trabalho. Aposta também na redução dos direitos trabalhistas, na terceirização e na volta da precarização do mercado de trabalho.

O golpe é contra a Petrobras e pela Petrobax. O golpe é contra a política de conteúdo nacional, que reergueu nossa indústria naval e reestruturou a cadeia econômica do petróleo. O golpe é contra a nossa maior empresa e tudo o que ela simboliza. O golpe é pela privatização e pela desnacionalização.

O golpe é contra os programas que abriram as portas das universidades brasileiras para pobres e afrodescendentes. O golpe é contra o ENEM e pelo vestibular. O golpe é pela manutenção da educação de qualidade como apanágio para poucos. O golpe é pela privatização do conhecimento. O golpe é contra as novas oportunidades e pelos antigos privilégios.

O golpe é contra o SUS e o Mais Médicos, programa que leva assistência básica à saúde a mais de 60 milhões de brasileiros que antes estavam desassistidos. O golpe é contra a saúde pública e pela mercantilização da medicina. O golpe é contra médicos cubanos e pacientes brasileiros. O golpe é pela doença que rende lucros. O golpe é uma patologia.

O golpe é contra a política externa ativa e altiva. O golpe é contra a soberania e por uma nova dependência. O golpe é contra o Mercosul e a integração regional. O golpe é para desintegrar a projeção dos interesses brasileiros. O golpe é para nos alinhar aos interesses das potências tradicionais. O golpe é contra o grande protagonismo que o país assumiu recentemente. O golpe é para nos apequenar.

O golpe é contra uma presidente honesta e pelos corruptos. O golpe é contra o governo que mais combate a corrupção. Que multiplicou as operações da Polícia Federal de 7 por ano para quase 300 por ano. Que fortaleceu e deu autonomia real a todas as instituições de controle. Que engavetou o engavetador–geral. O golpe é contra as apurações e pela impunidade. O golpe é contra a transparência e a verdade. O golpe é um engodo ético e moral. O golpe é cínico e hipócrita. O golpe é uma grande mentira.

O golpe é contra o futuro e pela restauração do passado. A única proposta do golpe é o golpe.

O golpe é contra a esperança e pelo ódio, para o ódio. O golpe é intolerante. O golpe é mesquinho.

O golpe é contra a grande nação e pela republiqueta de bananas.

O golpe é contra a democracia. Contra o Brasil.

O golpe é, sobretudo, contra você.

Seu voto: Nenhum
imagem de Irene Rir
Irene Rir

Moro, deixa de encher o saco do Lula

Instituto Lula dá as respostas aos obreiros da Lava Jata  sab, 05/03/2016 - 06:55, no Blog do Nassif

Jornal GGN - Depois da condução coercitiva do ex-presidente Lula para explicações na Lava Jato do juiz de primeira instância de Curitiba, Sérgio Moro, os obreiros da operação deram uma entrevista coletiva. A entrevista colocou vários pontos em evidência na tentativa de explicar a condução coercitiva sem motivos de Lula. O Instituto Lula, então, preparou respostas à coletiva, respondendo  um a um todos os pontos 'duvidosos' levantados pela força-tarefa responsável pela condução coercitiva ilegal de Lula. E já que todos os grandes veículos interessantes ao show da operação receberam a informação tão antes, se os obreiros da Lava Jato tivessem enviado as perguntas ao ex-presidente Lula teriam tido respostas prontas, sem precisar se valer deste show que envergonha o país e a justiça. Eis as respostas do Instituto Lula.

do Instituto Lula

Respostas à coletiva de imprensa da Lava Jato

Respostas às suposições levantadas na coletiva de imprensa da Operação Lava Jato, na manhã de hoje (4). 

1)  O financiamento do Instituto Lula é semelhante ao de instituições ligadas a outros ex-presidentes no Brasil e em outros países, exceto por jamais recebido doações de empresas públicas, diferentemente do que ocorre, por exemplo, com a Fundação FHC.

2)  Pessoas físicas e empresas fizeram doações legais e declaradas às autoridades desde que o Instituto Lula foi criado, em agosto de 2011, e não antes, como ocorreu, por exemplo, com a instituição vinculada ao ex-presidente Fernando Henrique Cardoso, que recolheu fundos em plena vigência de seu mandato, conforme reportagem da revista Época: 

http://revistaepoca.globo.com/Revista/Epoca/0,,EDR53647-6009,00.htm

3)  Os fundos do Instituto Lula são aplicados em suas finalidades – como projetos e ações de incentivo à integração latino-americana, à cooperação com países africanos e o combate à fome no mundo, além da promoção de debates, conferências, seminários, pesquisas e documentação sobre a democracia e as conquistas sociais no Brasil, e da preservação do acervo do ex-presidente Lula, conforme determina a Lei. 

4)  Lula é o presidente de honra e nada recebe por sua participação nas atividades do Instituto (mais informações no relatório de atividades: http://www.institutolula.org/historia)

5)  Pessoas físicas e empresas as mais diversas prestaram ou prestam serviços ao Instituto Lula, regularmente contratadas. A empresa G4, citada pelos procuradores da Operação Lava Jato, é responsável pela manutenção do site do Instituto Lula e trabalhou nos projetos Brasil da Mudança e Memorial da Democracia, presta serviços ao instituto desde 2011, ou seja ao longo de 5 anos,  e o faz rigorosamente dentro de sua capacitação técnica. Não há transferência indevida de recursos. Há, sim, ilações irresponsavelmente divulgadas pelo Ministério Público antes de qualquer procedimento investigatório sério.

6)  A empresa LILS Palestras e Eventos LTDA. foi criada em 2011, tendo como sócios o ex-presidente Lula e Paulo Okamotto, para gerenciar, dentro da lei, as atividades do ex-presidente Lula como palestrante. Mais uma vez, trata-se de algo em tudo semelhante ao que fazem outros ex-presidentes no Brasil e em outros países, bem como personalidades de reconhecimento público: artistas, cientistas, desportistas, escritores, jornalistas etc.

7)  Desde que deixou o governo, Lula fez 72 palestras para 40 empresas do Brasil e do exterior, dos mais diversos setores, como a Microsoft, Bank of America, Nestlé, Iberdrola, INFOGLOBO (que edita os jornais da Família Marinho) e grandes empresas brasileiras, algumas delas investigadas no âmbito da Operação Lava Jato. Leia a lista completa: http://www.institutolula.org/as-palestras-de-lula-a-violacao-de-sigilo-b...

8)  Algumas das empresas investigadas contratam palestras de outros ex-presidentes da República no Brasil. Todas elas são grandes anunciantes dos meios de comunicação e financiam cursos de formação de jornalistas. Mais uma vez, houve a divulgação irresponsável de ilações em referência ao ex-presidente Lula, antes de qualquer investigação séria. Da mesma forma não seria correto supor, apenas a partir disso, que outros ex-presidentes ou os grandes meios de comunicação brasileiros tenham recebido, por esta via, dinheiro roubado da Petrobrás.

9)  A informação de que palestras contratadas por estas empresas e doações feitas ao Instituto Lula têm os valores apresentados pela Lava Jato, é sensacionalista, porém, velha. Os números exibidos hoje correspondem rigorosamente aos divulgados no ano passado pela revista Veja, no que constituiu quebra e vazamento ilegal de sigilo bancário. Exceto pelo vazamento ilegal, não há crime algum nesses valores. Todos os valores foram recebidos com o devido registro e impostos pagos.

10)  É de pleno conhecimento, não só dos investigadores da Lava Jato, mas da imprensa e da sociedade brasileira, que nem o apartamento do Condomínio Solaris nem o Sítio Santa Bárbara em Atibaia pertencem ou pertenceram, direta ou veladamente, ao ex-presidente Lula. A persistência nessa tese, desmontada pelos documentos e pelos fatos, é um atestado da parcialidade que orienta a investigação, claramente voltada para “encaixar” o nome do ex-presidente nas teses dos procuradores, mesmo que seja na marra. http://www.institutolula.org/documentos-do-guaruja-desmontando-a-farsa

11)  É absolutamente falsa a notícia, atribuída pela GloboNews à Polícia Federal do Paraná, de que a mudança do ex-presidente Lula de Brasília para São Paulo teria sido paga por uma empresa, e que parte dos objetos teria sido levada para o apartamento do Guarujá que não pertence e nunca pertenceu ao ex-presidente Lula. A mudança, como ocorre com todos os ex-presidentes, foi providenciada pela Presidência da República. A maior parte foi levada para uma empresa de guarda-móveis, parte para o apartamento de Lula e São Bernardo e parte para o Sítio Santa Bárbara, com anuência dos proprietários.

A legislação brasileira (Lei 8.394/91 e Decreto 4.344/2002) determina que os ex-presidentes são responsáveis pela guarda e preservação do acervo que acumularam no exercício do cargo. O artigo 3o. do Decreto 4.344/02 define: “Os acervos documentais privados dos presidentes da República são os conjuntos de documentos, em qualquer suporte, de natureza arquivística, bibliográfica e museológica, produzidos sob as formas textual (manuscrita, datilografada ou impressa), eletromagnética, fotográfica, filmográfica, videográfica, cartográfica, sonora, iconográfica, de livros e periódicos, de obras de arte e de objetos tridimensionais.” Ao final de seu governo, a Presidência da República providenciou  triagem e entrega do acervo documental privado do ex-presidente Lula, da mesma forma como procedeu com seus antecessores, nos termos da lei 8.394/91 e do decreto 4.344/2002. Parte deste acervo está em processo de catalogação e tratamento para cumprir a legislação, em projetos coordenados pelo Instituto Lula, a exemplo do que é feito com o acervo privado de outros ex-presidentes brasileiros.

Tags

Seu voto: Nenhum (1 voto)

a resistência de Wadih Damous ao golpe de estado

http://www.ocafezinho.com/2016/03/04/golpe-de-estado-nao-se-assiste-de-b...

romério

Seu voto: Nenhum (4 votos)
imagem de Melro do Brasil
Melro do Brasil

A JUSTIÇA PARCIAL

Ontem o Brasil e o Mundo viram que a Justiça no Brasil se politizou e que não há mais imparcialidade.

O Juiz Moro (leia-se PSDB) e a Rede Globo fizeram com que a população brasileira se dividisse ainda mais em torno da condução coercitiva do ex-presidente Lula. Verificamos o abuso do poder e da imparcialidade da Justiça brasileira.

O Juiz em seu Despacho na Petição nº 5007401-06.2016.4.04.7000/PR, o qual pleiteado pelo Ministério Público menciona:
" O MP ... Argumenta que a medida é necessária pois, em depoimentos anteriormente designados para sua oitiva, teria havido tumulto provocado por militantes políticos, como o ocorrido no dia 17/02/2016, no Fórum Criminal da Barra Funda, em São Paulo. No confronto entre polícia e manifestantes  contrários ou favoráreis ao ex-Presidente, 'pessoas ficaram feridas'."


"Consigne-se no mandado que NÃO deve ser utilizada algema e NÃO deve, em hipótese alguma, ser filmado ou, tanto quanto possível, permitida a filmagem do deslocamento do ex-Presidente para a colheita do depoimento."

Se o objetivo fosse o de evitar confronto entre manifestantes, esse objetivo sucumbiu e se não deveria ser filmado o deslocamento; O que ocorreu? ... Outro vazamento de informação ou simplesmente um conluio do Juiz  com a Rede Globo, a qual subliminarmente dizia que o dia 04/03/2016 seria histórico para o País.

Se há que haver justiça, que se faça, porém que se faça a todos os corruptos sem distinção. 
 

Seu voto: Nenhum (3 votos)
imagem de João de Deus Souza Silva
João de Deus Souza Silva

Importante que o mundo saiba

Importante que o mundo saiba que nosso judiciário não é nada melhor que a classe política em termos de ética. 

Seu voto: Nenhum (3 votos)
imagem de Antero
Antero

O desabafo de Lula depois do sequestro ordenado pelo juiz Moro

Seu voto: Nenhum (6 votos)

Fernando Brito, do Tijolaço, dá o recado.

http://tijolaco.com.br/blog/o-tijolaco-na-tvt-um-dia-de-vergonha-para-o-...

romério

Seu voto: Nenhum (4 votos)
imagem de Gerson C T
Gerson C T

Operação contra Lula é confissão de medo da elite brasileira.

http://www.redebrasilatual.com.br/politica/2016/03/ato-contra-lula-equiv...

Seu voto: Nenhum (4 votos)
imagem de Pedro  Carlos Penido Veloso dos Anjos
Pedro Carlos Penido Veloso dos Anjos

Kolynos ou colgate?

 Autora da reportagem sobre alegada delação se pronuncia no Facebook  inShare por 4 de March de 2016


Juntas somos mais fortes.

 

 Débora Bergamasco

 

 

“Juntas somos fortes”: Débora Bergamasco

A jornalista Débora Bergamasco, autora da reportagem sobre a alegada delação de Delcídio, se pronunciou sobre o assunto no Facebook.

Ela apoiou a jornalista Nathalia Ziemkiewicz, numa discussão que esta teve no Facebook com Paulo Nogueira, diretor do DCM.

Nathalia criticou um artigo do DCM que levantava um possível conflito de interesses no trabalho de Débora, dada sua ligação com o ex-ministro da Justiça.

Nathalia escreveu num post que gostaria de revelar os bastidores da saída de Nogueira da Abril. Uma amiga de Nathalia comunicou a Nogueira o post, e ele perguntou a ela se sabia quais eram aqueles bastidores. Ela não tinha a menor ideia. (Depois, alegou que confundiu a Abril com a Globo.)

Em certo momento, Nathalia – que na refrega se juntou de diversos amigos – disse que gostaria que Débora reagisse à altura ao DCM.

Foi aí que a autora da reportagem interveio. O texto, que não toca no alegado conflito de interesses, está abaixo:

Nathalia, querida. Não a conheço, mas já sinto um imenso orgulho de sua posição firme, de uma mulher que não se intimida. A minha resposta a quem quer que seja está na reportagem feita com muito esforço pessoal, uma equipe incrível e, imagine se isso seria possível em 2016, por mérito próprio! Inimaginável, não?
Sabe, às vezes não há como se posicionar melhor do que fazendo o próprio trabalho. Agradeço sua solidariedade.

 

 

  •  
  •  
  •  
  •  
  •  



 

Seu voto: Nenhum
imagem de Pedro  Carlos Penido Veloso dos Anjos
Pedro Carlos Penido Veloso dos Anjos

CONVITE AO BOM SENSO

Porque este blog vai à polícia amanhã.

bandido

Este blog pratica, ao exagero, a tolerância com trolls, provocadores, coxinhas em geral.

Acha que fazem parte da vasta fauna humana.

Desde ontem, porém, passou a receber mensagens, através de seu formulário de e-mails, contendo ameaças a sua família.

“Estamos de olho em vc e na sua familia…” ” estamos investigando td sua familia.”

De cara, informo que isso não faz medo a quem, 40 anos atrás, recebia cartas do Comando de Caça aos Comunistas.

E que os IPs dos remetentes, devidamente rastreados, vão ser objeto de queixa-crime, amanhã, na Delegacia de Repressão a Crimes de Informática.

Sei que, provavelmente, trato com um ou dois covardes que não resistiriam ao merecido bofetão nas fuças, embora não tenham sequer a coragem de dar a cara a tapa.

Meu método, será, apesar disso, o de tratar nos limites da lei.

O que me entristece, essencialmente,e que este tipo de facínoras seja estimulado pela mídia e por uma atuação “justiceira” do poder Judiciário.

Terroristas, porém, só conseguem resultados quando amedrontam.

E, aqui, não põe medo a ninguém.

 

Seu voto: Nenhum (2 votos)

Fernando Morais a Moro: quer saber das palestras de Lula no exte

Tijolaço

Fernando Morais a Moro: quer saber das palestras de Lula no exterior? Pode me perguntar, eu estava lá

 

palestras

Fantástica correspondência do jornalista e escritor Fernando Morais ao juiz Sérgio Moro, prontificando-se a depor sobre as palestras de Lula no exterior, objeto das !investigações da S.., digo, da Força Tarefa da Lava Jato:

 

Meritíssimo Juiz
Sérgio Fernando Moro
MD Titular da 13ª Vara Criminal Federal
Bairro Ahú
Curitiba – Paraná

Senhor Juiz:

Na manhã de hoje tive a oportunidade de assistir à entrevista coletiva concedida pelos procuradores do Ministério Público de Curitiba. Deixaram-me a clara impressão de que suspeitam que as palestras realizadas pelo ex-presidente Lula tenham sido uma fachada para encobrir o recebimento de recursos de origem escusa.

Há alguns anos venho acompanhando o ex-presidente em suas viagens pelo Brasil e exterior para levantar informações para o livro que estou escrevendo sobre um período de sua vida pública. Logo descobri que os aviões eram um ótimo local para meu trabalho: sem interrupções de telefonemas, agendas e visitas, eu podia passar horas tomando seu depoimento – lembro-me de um voo de mais de vinte horas de duração.

Acredito tê-lo acompanhado em mais de dez viagens internacionais. De memória, lembro-me de ter estado com o ex-presidente no México, Portugal, África do Sul, Moçambique, Etiópia, Índia, Alemanha, França, Espanha e Cuba.

Em todos os casos ele realizou, sim, as palestras para as quais havia sido contratado. Em alguns dos referidos países, mais de uma. Eu o seguia da hora em que acordava até quando se recolhia para dormir. Assisti a todas as palestras e testemunhei todas as audiências que ele concedeu a artistas, autoridades, sindicalistas e empresários locais. Em nenhum momento ele pediu que eu me retirasse para que pudesse conversar privadamente com alguém – o que seria absolutamente natural.

Trago o assunto à baila por uma única razão: sou testemunha da lisura e do comportamento ético que norteou as viagens do ex-presidente Lula ao exterior – e de que ele de fato proferiu as palestras agora colocadas sob suspeição. Nesse sentido, coloco-me à disposição desse Juízo Federal para oferecer meu depoimento, o qual, estou certo, contribuirá para a elucidação dos fatos sob investigação.

http://tijolaco.com.br/blog/fernando-morais-a-moro-quer-saber-das-palestras-de-lula-pode-me-perguntar/

Seu voto: Nenhum (2 votos)

webster franklin

A necessária justiça imparcial.

Opinião: Justiça brasileira ainda deve prova de isenção política

http://dw.com/p/1I7aq

Autoria: Jan D. Walter.

Condução coercitiva de Lula sugere que, para a Justiça brasileira, é doa a quem doer. Mas ela ainda precisa provar que não tem preferências partidárias, afirma o jornalista Jan D. Walter, da redação alemã da DW.

Certamente não caíram do céu os agentes da Polícia Federal que, cedo da manhã desta sexta-feira (04/03), levaram o ex-presidente Luiz Inácio Lula da Silva para depor. Há semanas que se fala do suposto envolvimento dele no esquema investigado na Operação Lava Jato. Mesmo assim, a condução coercitiva do ex-presidente tem um grande impacto, pois sinaliza que também ele – apesar de toda a sua popularidade – não está acima da lei.

No Brasil, porém, isso não é exatamente algo óbvio para todos. Afinal, a lista dos que são culpados, nas nunca foram acusados; dos que foram acusados, mas nunca foram condenados; e dos que foram condenados, mas nunca foram punidos, é longa.

Os dois casos mais famosos estão por aí, livres, leves, soltos e no poder: o ex-presidente Fernando Collor de Mello representa desde 2007 o estado de Maceió no Senado. E o ex-governador e ex-prefeito Paulo Maluf – acusado de corrupção, formação de quadrilha, lavagem de dinheiro e desvio de recursos públicos, com vários mandados de prisão no exterior e origem do verbo "malufar" – é deputado em Brasília.

Por que essas pessoas são reeleitas é algo que se deve perguntar a quem vota nelas. Por que elas podem concorrer, porém, é uma questão que deve ser feita à Justiça brasileira.

Desde 2010 existe um instrumento legal: a Ficha Limpa, assinada por Lula, que torna inelegíveis por oito anos as pessoas que já foram condenadas ou tiveram um mandato cassado – ao menos na prática, pois a aplicação da lei exige promotores e juízes independentes e eficientes.

Só que desses há poucos, afirmam muitos brasileiros – sobretudo os partidários de Lula, da presidente Dilma Rousseff e do PT. Eles fazem acusações graves à Justiça brasileira: por que nomes do alto escalão do PT foram condenados à cadeia no escândalo do mensalão e, ao mesmo tempo, o escândalo de corrupção – bem menor, mas na essência muito semelhante – do mensalão mineiro, que envolve o PSDB, não foi investigado com o mesmo fervor?

Já os adversários do PT rebatem perguntando por que Lula não foi questionado na Justiça sobre como é possível que ele, na condição de presidente da República, não soubesse que deputados eram comprados para votar com o governo.

Quem sempre fez essa pergunta deve agora estar sentindo uma certa satisfação. Mas isso não quer dizer que essas pessoas acreditem na imparcialidade da Justiça.

Mais de 30 anos depois da redemocratização, está mais do que na hora de a Justiça começar a melhorar sua credibilidade. Os investigadores da Lava Jato colaboram para isso, sem dúvida – nem tanto, porém, porque têm a coragem de levar para depor uma das pessoas mais conhecidas e populares do Brasil. Muito mais importante é que, ao longo da Lava Jato, haja investigações amplas, não importa de que partido.

Decisivo para a reputação da Justiça brasileira é que ela se mantenha firme e também no futuro investigue suspeitas sem considerar implicações partidárias ou empresariais.

Jan D. Walter é especialista em América Latina e jornalista da redação alemã da DW.

Seu voto: Nenhum (2 votos)

"A neve e as tempestades matam as flores, mas nada podem contra as sementes" (Khalil Gibran – 1883-1931).

Comentar

O conteúdo deste campo é privado e não será exibido ao público.