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Conheça os oito exoplanetas mais estranhos do Universo

Jornal GGN – Uma das atividades científicas mais realizadas por astrônomos é a busca por exoplanetas, corpos celestes com características planetárias que ficam fora de nosso sistema solar. A contagem mais recente feita pela comunidade científica internacional mostra que, até o momento, já foram catalogados 3.538 exoplanetas.

De todos os conhecidos e registrados, há pelo menos oito deles com características consideradas “bizarras” pelos cientistas – seja por suas posições em relação à estrela em que orbita, pela formação da atmosfera ou tipo de núcleo, segundo os cientistas.

Conheça algumas das informações deles a seguir:

Kepler-78b: o impossível



O fato mais surpreendente sobre Kepler-78b é que nem deveria existir, de acordo com nosso conhecimento atual da formação planetária. Ele está muito próximo de sua estrela, a apenas 900 mil quilômetros. Como comparação, Mercúrio está a 45,9 millhões de quilômetros do Sol, no ponto da órbita mais próximo. Com essa proximidade, não é clara a forma como o planeta pode ter se formado. Como há indícios de que a estrela em que orbita já foi muito maior no passado, a distância atual entre eles significaria que o planeta se formou no interior da estrela – o que é considerado impossível, até agora.

O planeta é apenas um pouco maior do que a Terra, embora as condições de sua superfície sejam muito diferentes. A temperatura de sua superfície é calculada em 2.400 °C – nove vezes mais quente do que a de Vênus. Infelizmente para o Kepler-78b, é provável que a força gravitacional da estrela irá gradualmente trazê-lo cada vez mais perto, e consumi-lo totalmente nos próximos 3 bilhões de anos.

WASP-12b: a caminho da morte



Enquanto o Kepler-78b ainda tem cerca de 3 bilhões mais anos antes de ser consumido por sua estrela, tal processo está bem adiantado para o WASP- 12b. O exoplaneta está sendo atraído para perto de sua estrela-mãe, para o deleite dos astrônomos, que poderão assistir ao processo se desenrolar. Muito material já foi puxado para fora do planeta, deixando-o no formato de uma bola de futebol americano. Os astrônomos estimam que WASP-12b tem cerca de 10 milhões de anos mais de vida, até que seja completamente consumido por sua estrela.

O planeta é descrito como um “Júpiter quente”, pois é um planeta gasoso 40% maior do que Júpiter. Hoje está tão perto de sua estrela que leva apenas 1,1 dia terrestre para que possa completar uma volta completa. A estrela, WASP -12, está localizada a cerca de 800 anos-luz de distância, na constelação Auriga.

TrES-2b: o mundo sombrio



Apelidado de “planeta escuro” porque não reflete luz. Se os astrônomos fossem capazes de vê-lo diretamente, provavelmente apareceria como uma bola de carvão preto e gasoso. A uma temperatura de 1.000 °C, o exoplaneta é quente demais para ter nuvens, o que ajudaria a refletir a luz de sua estrela. Outros planetas escuros refletem cerca de 10% da luz de sua estrela, mas o TrES -2b reflete  só aproximadamete 1%, tornando-se o mais escuro planeta já descoberto.

Os cientistas não têm certeza sobre os motivos de tanta escuridão. O melhor palpite até agora é que a maior parte da composição do planeta seja formada por algo como sódio ou potássio, que absorve a luz. Esse mundo tenebroso está localizado a cerca de 750 anos-luz de distância na constelação de Dragão.

HD 189773b: mundo azul com tormentas de vidro



O HD 189773b é considerado “emocionante” pelos astrônomos. Está relativamente perto, a “apenas” 63 anos-luz de distância. Foi o primeiro exoplaneta a ter sua cor determinada: um azul bonito como a Terra. Mas, ao contrário do nosso planeta, o HD 189773b é um gigante de gás com uma temperatura que alcança escaldantes 1.000 °C. O tempo fica mais extremo porque a pressão e a temperatura intensas transformam partículas de silicato presentes na atmosfera em vidro, que depois cai em forma de chuva. Como se isso já não soasse perigoso o suficiente, os ventos formam rajadas estimadas em 7.000 km/h), que “chicoteiam” as partículas de vidro ao redor.

55 Cancri-e: a joia do espaço



Duas vezes o tamanho da Terra, mas quase oito vezes mais massivo e duas vezes mais denso. Recentemente, os pesquisadores deduziram que a massa do planeta é formada, em grande parte, por carbono. Devido à pressão e à temperatura de superfície, que chega 2.700 °C, é possível que o planeta seja formado basicamente por diamante. Está tão perto de sua estrela-mãe que leva apenas 18 horas para que o planeta possa completar uma volta.

O 55 Cancri-e está a “apenas” 40 anos-luz de distância de nós, na constelação de Câncer. A estrela-mãe possui muito mais carbono do que o nosso Sol, por isso pode ser muito surpreendente que o planeta também seja rico em carbono. Devido às condições extremas, os astrônomos não acreditam que o planeta possua atmosfera, tornando-se improvável candidato a abrigar vida. No entanto, é perto o suficiente para que astrônomos possam usá-lo para testar hipóteses sobre formação planetária.

PSR B1620-26b: o ancião do Universo



Apelidado de “Matusalém”, personagem bíblico que teria tido a maior idade da história, o PSR B1620-26b é o mais antigo exoplaneta conhecido. O sistema planetário foi formado há aproximadamente 12,7 bilhões de anos, quando a Via Láctea estava em sua infância. Ele está localizado na constelação de Escorpião, a 12,4 mil anos-luz de distância.

Matusalém orbita duas estrelas binárias que já consumiram quase todo seu combustível, sendo consideradas mortas. Uma delas é um pulsar e a outra, uma anã-branca. Matusalém chegou a ser cogitado como sendo também outra estrela, uma anã-marrom. Medidas feitas com ajuda do telescópio Hubble confirmaram, no entanto, que é um planeta, e continua a ser o mais antigo já descoberto.

TrES-4: o grande



Localizado a 1.400 anos-luz de distância, na constelação de Hércules, TrES-4 é o maior exoplaneta já descoberto até agora. Embora seja 1,7 vezes o tamanho de Júpiter, tem uma densidade extremamente baixa, e é classificado como um planeta “inchado”. A densidade do planeta é atribuída ao calor extremo, que chega a 1.260 °C – temperatura alcançada pela proximidade com sua estrela. A apenas 7,2 milhões de quilômetros de distância de seu Sol, o TrES-4 dá uma volta em apenas três dias da Terra.

Gliese 436 b: gelo incandescente



Situado a 30 anos-luz de distância, na constelação de Leão, Gliese 436 b é um planeta quase tão grande quanto Netuno. Segundo os cientistas, o planeta é coberto por “gelo em chamas” – embora não seja o gelo que conhecemos. A pressão extrema do planeta força a água a ficar no estado sólido, ainda que a temperatura ultrapasse os 300°C. A camada exterior de água sólida é superaquecida e sai na forma de vapor. Desse modo, a água do planeta atinge mais de dez tipos de estados sólidos, sendo que nenhum deles se enquadra no gelo comum.

Com informações do iflscience.com

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1 comentário

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Elvis Ribeiro Dos Santos

Nooooossa!

Quando falou que o TrES-2b poderia ser formado por sódio ou potássio e por isso absorve luz eu desisti de viver. 

Espectroscopia, leiam sobre e corrijam isso por favor. 

Agradeço desde já.

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Erasmo

legal

Muito bom... pena que a primeira foto é de Mercúrio e não de Kepler 78b...

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