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Doadores da Fundação Clinton ameaçam candidatura de Hillary

Carteira inclui grandes corporações e governos com histórico de reprovação nos direitos humanos
 
 
Jornal GGN - Criada em 2001 para combater doenças e preservar o legado de Bill Clinton, a Fundação que leva seu sobrenome é envolta em uma série de escândalos que apontam laços entre grandes corporações e governos que ferem direitos humanos. 
 
E, agora, na disputa eleitoral de Hillary essas acusações ressurgem com força, sobretudo o fato de grande parte dos recursos que encheram os cofres da fundação - cerca de US$ 2 bilhões - terem sido doados quando Hillary era secretária de Estado (2009-13) de Obama. O fato sugere, portanto, que a presidenciável pode ter utilizado seu cargo para promover as finanças da organização.
 
Dentre os que contribuíram com a Fundação Clinton estão celebridades como Leonardo DiCapri e Steven Spielberg, até bancos responsáveis pela crise de 2008, dentre eles Lehman Brothers e Goldman Sachs e governos democraticamente falhos, como Arábia Saudita e Kuait.
 
 
 
ANNA VIRGINIA BALLOUSSIER
DE NOVA YORK
 
Se o ditado diz que o maior inimigo do homem é ele mesmo, um dos maiores obstáculos entre Hillary Clinton e a Casa Branca leva seu nome.
 
A Fundação Clinton foi criada em 2001 para combater do HIV à obesidade, e, de quebra, preservar o legado de Bill Clinton, recém-saído da Presidência. Esse é seu lado bom.
 
Para rivais, a instituição é um manancial de escândalos -ONG que revela laços do clã com grandes corporações e governos de histórico questionável em direitos humanos.
 
A proximidade com a elite global seria por si só indigesta para o eleitorado, mas a questão é mais complicada: parte dos US$ 2 bilhões arrecadados pela fundação em 15 anos chegou aos cofres quando Hillary era secretária de Estado (2009-13) de Obama.
 
O elenco de financiadores contempla governos (Arábia Saudita, Kuait), celebridades (Leonardo DiCaprio, Steven Spielberg), bancos que ajudaram a empurrar os EUA para a crise (Lehman Brothers, Goldman Sachs), grandes empresas (Coca-Cola, ExxonMobil), brasileiros (Itaú Unibanco, Andrade Gutierrez, Lily e Joseph Safra) e até o rival republicano, Donald Trump, ex-amigo dos Clinton.
 
"A fundação borra os limites entre caridade, negócios, política e serviço público", diz à Folha John Wonderlich, da Fundação Sunlight, que monitora a transparência governamental.
 
Um dos exemplos é a relação com os países do golfo Pérsico. Após o ataque a uma boate LGBT em Orlando, em junho, Hillary declarou: "Já passou da hora de Arábia Saudita, Qatar e Kuait impedirem seus cidadãos de financiar organizações extremistas".
 
Trump foi à forra: "Peço que ela devolva imediatamente os US$ 25 milhões, no mínimo, que recebeu [desses países] para sua fundação!".
 
Só os sauditas enviaram à fundação de US$ 10 milhões a US$ 25 milhões, segundo a ONG (que divulga as ofertas por faixas, sem valores exatos).
 
O adversário também explora a divergência entre a política dessas nações e os valores defendidos por Hillary. A Arábia Saudita, por exemplo, prevê pena de morte para gays e proíbe mulheres de dirigir.
 
Em outro exemplo, ao menos 60 companhias que fizeram lobby (atividade legal nos EUA) com o Departamento de Estado sob a batuta de Hillary doaram mais de US$ 26 milhões para a organização.
 
Alguns doadores da Fundação Clinton
 
Governos
Arábia Saudita
Kuait
Omã
Argélia
Noruega
Qatar
Austrália
 
Empresas
ExxonMobil
General Electric
Microsoft
Coca-Cola
 
Bancos
J.P. Morgan
Lehman Brothers
Goldman Sachs
 
Celebridades
Leonardo DiCaprio
Steven Spielberg
Oscar de La Renta (1932-2014)
Donald Trump
 
Brasileiros
Lily e Joseph Safra
Itaú Unibanco
Santander Brasil
Andrade Gutierrez
Oi Móvel
Confederação Nacional
da Indústria
 
Só a ExxonMobil, petroleira que teve aval para novas perfurações na época, deu US$ 2 milhões -fora US$ 16 milhões para outra organização de caridade da democrata.
 
Ao se tornar chanceler, Hillary prometeu evitar conflitos de interesse. E-mails vazados, contudo, mostram que assessoras da hoje candidata prometeram ajudar um doador nigeriano, ex-consultor de um ditador local já morto.
 
Para desativar essa bomba-relógio eleitoral, a democrata se comprometeu, na semana passada, a vetar contribuições de estrangeiros caso eleita.
 
A lei eleitoral americana proíbe doações internacionais –um brasileiro, por exemplo, não pode comprar o boné "Make America Great Again" no site de Trump, já que a renda da mercadoria vai para a campanha do republicano.
 
Para os críticos, mesmo sem troca explícita de favores, muitos doadores deviam esperar algum retorno ao despejar milhões justamente na Fundação Clinton. Doar para a fundação, portanto, seria um cortejo à possível futura presidente dentro de limites legais, mas nublados.
 
Aliados rebatem, como o governador da Virgínia, Terry McAuliffe: "Se o maior ataque contra Hillary for ela ter levantado muito dinheiro para caridade, posso aceitar". 
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11 comentários

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Orlando Soares Varêda

    Não! Não pode! Há algum

 

 

Não! Não pode! Há algum engano nisso ai. Nos estados unidos não existe corrupção. É absolutamente impossível desde que, toda grande bandalheira está regulamentada, devidamente legalizada e inteiramente liberada . Aquilo é uma democracia de araque, na verdade, trata-se de uma puta plutocracia. Muitos não gostam, mas, o que fazer com a verdade? esconder quando desagrada?  Então tá. Ali reina a mais absoluta liberdade. Claro! Isso não pode se extensível para todo mundo, assim viraria um mangue. O mesmo que estava o Lula tentando fazer aqui, misturando pobre nos lugares restritos tradicionalmente aos da casa grande. Claro que não ia dá certo isso. Sempre há os selecionados. dizem eles. Tá na bíblia, e lá diz que até Jeová que é o pai de todo mundo, lá deles, selecionou alguns dos seus filhos, escolhendo-os para serem os melhores.

Restrições nos esteites? Há sim, todavia, são limitadas aos pequenos ladrões e traficantes de pequeno porte.. Não fosse assim, os xilindrós não estariam transbordando de negros jovens e pobres. Aquilo não é local apropriado para guardar ricos. O lugar dos vencedores é no pódio.

Cadeia nos USA é abrigo para derrotados pobres, via de regra, negros. Como é do conhecimento geral, estes, são os potencialmente mais perigosos numa sociedade livre. Dai a importância dessas limpezas preventivas, tipo: "tolerância zero," ações inventadas e promovidas por sábios governantes americanos. Os Clintos, assim como salafrários do tipo FHC,  zé serra et caterva, são inimputáveis. Não por anomalia psiquica, ou por algum retardo mental. Não! Não! Muito pelo contrário, são safados sim, mas acima de tudo, são da elite branca de vencedores espertalhões. Aqui na Bananolândia eles atribuem a uma tal de meritocracia e muito estudo, coisas que só chovem nas roças deles.

Orlando 

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Junior Sertanejo

Relembrado Joel."Nunca fui

Relembrado Joel."Nunca fui com a cara desta Hillary Clinton.È uma especie de Fernando Henrique Cardoso de saias.A confiança que merece,está estampada em uma nota de $ 3,00 reais." 

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Estou achando

Que o Lula tava muito barato...
Merreca de 300 por palestra.

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Justo da Silva

nesse ponto , Lula por ser

nesse ponto , Lula por ser tranquilamente candidato, pois ninguém que tenha doado ou irá para fundação dele, não assinou nenhum documento de que fez isso para depois roubar quando esse estiver no governo

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Victor Suarez

Hillary ou Killary nada mais

Hillary ou Killary nada mais é que porta-voz da Casagrande e não da Casa Branca.  Lá o caixa-dois é graúdo.  Mas a mídia nacional e Moro tem os EUA como exemplo para tudo seja lá qual for o contexto.

Killary é mais assassina que Trump.  Trump sofre de sincericídio, talvez ela já saiba que não ganhará mesmo.

Esses vazamentos são um aviso a Killary, para lembrar a ela quem realmente manda.

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Não tem caixa dois porque não

Não tem caixa dois porque não precisa, o caixa um é livre e ilimitado.

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André, não é tão simples assim.

Tanto as doações por fundos de diversos tipos como a legalização dos lobbies é uma forma de repassar dinheiro ou favores de diversos tipos para políticos que exercem influência nas políticas governamentais. Por enquanto que o capitalismo de lobbies dava bom frutos para estes e sobrava para a classe média norte-americana toda esta estrutura de poder parecia ser o cerne da riqueza daquele país, entretanto quando a disparidade de renda sobe, quando o ganho das famílias diminuem enquanto os chamados 1% mais ricos ficam cada vez mais ricos sem a perspectiva de mudança, o norte-americano médio começa a desconfiar de todo este esquema.

O sucesso da candidatura Bernie, que apesar de não ter ganho no sistema também torto e obscuro norte-americano de primárias eleitorais, mostra que algo está mudando, principalmente porque o objetivo principal do capitalismo não é mais criar riquezas reais (que na sua maior parte ficavam com os grandes capitais), mas sim de obter maior lucro financeiro nem que para isto tenham que destruir a riqueza REAL de seu próprio país.

A situação norte-americana está mudando, principalmente nos mais jovens que partiram com mala e cuia para o programa reformista de Bernie Sanders (não vou utilizar a palavra socialista, pois era mais social democrata que qualquer coisa).

O povo norte-americano está se dando conta que o problema não está em fatores secundários, mas sim na forma de ascensão ao poder, pois começam a se dar conta que uma norma eleitoral que valia para 1960 não vale mais para 2016.

Madame Clinton irá se eleger, mas simplesmente apelos do tipo - eleja um negro ou uma mulher para a casa branca, que tudo ficará melhor - está fazendo água, pois depois de Obama e Clinton não resta mais nenhuma novidade.

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Realmente isto que é corrupção, 2 bilhões de dólares.

Não sei como um país como os Estados Unidos pode falar que o Brasil é um país corrupto, ex-presidentes fazem fundações e utilizam recursos privados de interessados nas escolhas políticas para campanha eleitoral de uma candidata a presidente da república.

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Mas lá tudo é ABSOLUTAMENTE

Mas lá tudo é ABSOLUTAMENTE LEGAl porque eles não são hipocritas e fariseus como os que aqui fingem dar aulas de honestidade e criam leis absurdas para não serem cumpridas, como as que impedem doações eleitorais por empresas.

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Junior Sertanejo

A Policia Secreta passou-me

A Policia Secreta passou-me uma ordem que o senhor não deve ser incomodado,sob nenhuma hipotese.Mas a cada comentario do senhor,meus botões se inquietam.Não tenho o devido conhecimento para discutir politica externa com o senhor.Tomo a iniciativa de enriquecer seus conhecimentos,e do editor do blog também,contando-lhes um fato historico e pitoresco.Otavio Mangabeira,intelectual refinado,foi Governador da Bahia,em tempos de priscas eras.Comunicado das diabrites da Boa Terra,saia-se com essa:Meu filho,pense no absurdo,na Bahia tem precedentes.Eu tomaria a liberdade de alargar os horizontes Mangabeirianos.Pense em safadezas,o Brasil ganha medalha de ouro em toda Olimpiada,sem prescisar competir.É que nessa modalidade,só quem compete é ele.

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Aline Barros

Obama de 2008 x Obama de 2016 sobre Hillary Clinton

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Ivan de Union

O comentario sobre a lei de

O comentario sobre a lei de falencias e Hillary eh particularmente hipocrita vindo de Obama:  nenhum presidente americano jamais deportou tantas pessoas, sabe a razao?

Todo mundo tinha comprado casa e depois que a crise comecou, quando da deportacao de todo mundo. as casas voltavam pros bancos e as pessoas perdiam TODO o seu dinheiro e casas.

Nenhuma "recomendacao" eleitoral de Obama vale sequer um centavo.

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No Brasil da Lava Jato

No Brasil da Lava Jato Hillary estaria ferrada. Não cabe uma Hillary nos jardins da pureza.

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