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Em Goiás, secundaristas desocupam escolas tomadas desde dezembro

Estado irá repassar gestão de escolas para Organizações Sociais

Jornal GGN - Estudantes de Goiás não resistem a pressão do Estado e desocupam escolas que foram tomadas, há mais de dois meses, em protesto contra a transferência da administração escolar para Organizações Sociais (Oss). Desde dezembro, quando as manifestações começaram, 28 unidades foram ocupadas por estudantes secundaristas, professores e apoiadores do movimento. Apenas uma escola continua ocupada, mas esta unidade está desativada desde 2014.

As Oss já são aplicadas em alguns estados, mas para o sistema de saúde. O que o governo de Goiás propõe, com os repasses públicos para entidades privadas, que ficarão responsáveis pela gestão de escolas, é inédito no país. O Estado defende que a qualidade do ensino será garantida por avaliações feitas pelo governo da administração feita pelas parceiras.

Integrantes das ocupações denunciaram pelo Facebook, na página Secundaristas em Luta - GO, agressões policiais feitas durante as desocupações.

Agência Brasil

Estudantes desocupam todas as escolas em funcionamento em Goiás


Mariana Tokarnia - Repórter da Agência Brasil

Mais de dois meses após o início das ocupações de escolas em Goiás, estudantes desocuparam todas as unidades em funcionamento no estado. Apenas uma escola, desativada desde 2014, continua ocupada. Desde dezembro, 28 escolas chegaram a ser tomadas por estudantes secundaristas, professores e apoiadores em protesto contra proposta do governo estadual de transferir a administração de escolas a Organizações Sociais (Oss).

Para o governo do estado, a desocupação dos colégios estaduais Instituto de Educação de Goiás, em Goiânia, e Américo Borges de Carvalho, em Anápolis, na última sexta-feira (19), “encerra o processo de ocupação de escolas e restabelece a normalidade total do ano letivo da educação”, segundo nota divulgada pela Secretaria de Educação, Cultura e Esporte (Seduce).

O governador em exercício de Goiás, José Eliton de Figuerêdo Júnior, determinou nesse sábado (20), que a Seduce e a Secretaria de Gestão e Planejamento façam um levantamento completo dos eventuais prejuízos provocados pelas ocupações para cobrar dos responsáveis.

De acordo com a Seduce, foram constatadas depredações no Instituto de Educação de Goiás. O órgão diz que a desocupação ocorreu de forma voluntária, sem necessidade de negociação ou interferência da secretaria.

Pelo Facebook, na página Secundaristas em Luta – GO, integrantes das ocupações denunciaram casos de agressões e de atos de violência policial durante as desocupações.

A partir deste ano, Goiás pretende transferir a administração de escolas estaduais a OSs, que são entidades filantrópicas. O modelo, que já é aplicado no sistema de saúde do estado, é inédito em escolas no Brasil, segundo o próprio governo. A implantação começará em 23 escolas e deve chegar a 200 até o final do ano.

O modelo goiano prevê a assinatura de uma parceria para que os repasses públicos sejam feitos às entidades, que ficarão responsáveis pela manutenção das escolas e por garantir melhores desempenhos dos estudantes nas avaliações feitas pelo estado. Elas também poderão contratar professores e funcionários. O quadro de professores efetivo será mantido.

Edição: Luana Lourenço

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Beijo no Cwk

ainda bem que esse nada tem

ainda bem que esse nada tem para perder, pois ao contrário, depois de mais de 100 dias de greve das universidades públicas, por vingança, o governo deu toda parte científica e tecnológica dessas para iniciativa privada

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Claudio Mesquita

Deve ser no estilo das Oss

Deve ser no estilo das Oss que administram hospitais no RJ, onde se tem notícia de desvios de 400 milhões.

Ninguém da prefeitura foi responsabilizado (já nem sei se é municipal ou estadual). O secretário siplesmente disse que fazia o controle apurado e que nunca foi detectada nenhuma irregularidade e o assunto morreu. Nunca mais vi menção ao caso.

Quando questionado o secretário, sobre a praticidade de Oss administrarem o sistema de saúde diante da situação, simplemente disse que uma outra Oss iria administrar os hospitais e não deu mais detalhes. Transparência zero.

Esses caras tem costas quentes, fazem o que querem e não dão satisfação. Quem comanda essas entidades pilantrópicas?

Assim como o Perillo vai colocar as Oss goela abaixo da sociedade, em S Paulo o Alkmin está fazendo sua "reorganização escolar" mesmo proibido pela justiça. Não demora as Oss da educação chegam por lá.

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Beijo no Cwk

assim como tudo que é obra de

assim como tudo que é obra de canalhar, a lei dessa OSS foi criada pela turma de FHC e essas já foram criadas para gastar recursos público sem tem mesmo que prestar conta para ninguém, pois é de dirieto de privada, portanto, visa maois ser fonte de corrupção e roubalheira.

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