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Falta um 11º mandamento na lista bíblica de Dallagnol

Há duas maneiras de ler a Lava Jato: pelas manchetes e pelas entrelinhas.

Já que as manchetes são óbvias, vamos a uma releitura através das entrelinhas do que saiu publicado nos últimos dias.

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O repórter policial da Folha, Frederico Vasconcellos, divulgou trechos de um trabalho de Ségio Moro de 2004, sobre a Operação Mãos Limpas, da Itália. Já havia sido divulgado e analisado no Blog há tempos. Como é repórter policial, restringiu-se aos abusos para-legais analisados por Moro na Mãos Limpas, e vistas por ele como imprescindíveis para a Lava Jato. Tipo, em linguagem policial: tem que manter o suspeito na prisão o máximo de tempo possível afim de que ele abra o bico.

***

Mais sofisticado, o colunista Mário Sérgio Conti aborda outros ângulos do trabalho, exaustivamente discutidos no Blog. Um deles, o uso desabusado da imprensa, através do vazamento de notícias visando comandar a pauta.

Aborda também os aspectos geopolíticos da cooperação internacional - a rede internacional de autoridades de vários países, montada inicialmente para o combate à narcotráfico e ao terrorismo e, depois, estendida para outras atividades ilícitas, sob controle estrito das autoridades norte-americanas.

***

Aqui, mostramos claramente que a cooperação internacional tornou-se uma peça da geopolítica norte-americana, visando impedir concorrência desleal de empresas de outros países contra as americanas.

Conti faz uma baita ginástica para a conclusão óbvia: na cooperação internacional, os Estados Unidos entram com motivação econômica. O óbulo: "Para os toscos,  é um garrote vil do imperialismo norte-americano". Para ele, que é sofisticado, "a corrupção beneficia as burguesias locais, mormente (sic) de países periféricos, em detrimento da classe dominante do Império". E justifica como um gesto de auto-defesa dos EUA – aquele país cujas ferramentas de espionagem não pouparam sequer presidentes de nações amigas.

***

Pelo conteúdo, o artigo foi montado em cima de entrevistas com membros da Lava Jato, que admitem o jogo. Segundo eles, "admite-se que a motivação americana (e não apenas ela) tem boa dose de mercantilismo". Mas, no frigir dos ovos, acreditam que seja benigna, pois "ajuda o Brasil a resolver seus problemas".

A maneira como as corporações norte-americanas instrumentalizam suas instituições torna o Brasil um peixe fácil. É para ajudar o Brasil a resolver seus problemas que a Lava Jato tratou de criminalizar financiamentos à exportação de serviços, que o MPF tenta a todo custo envolver o BNDES e espalhar suspeitas sobre ações diplomáticas na África.

Nem se culpe apenas juiz, procuradores e delegados. Eles apenas se valem de forma oportunista da fragilidade institucional brasileira, da visão rala de interesse nacional, de uma presidente politicamente inerte e de um Ministro da Justiça abúlico para ocupar espaços. Houvesse Ministro da Justiça e PGR, há tempos teriam sido coibidos os vazamentos ilegais, que quase custaram a eleição da presidente.

***

A manipulação da mídia ficou clara em um episódio ocorrido ontem. Nos depoimentos, qualquer menção a Lula é vazado no mesmo dia.

Ontem, o repórter Rubens Valente, da Folha - que não pertence ao circuito mídia-Lava Jato - levantou o depoimento de um delator apontando propinas a Aécio Neves. É de junho passado. Passou seis meses inédito.

No período da tarde, a Lava Jato tratava de vazar correndo outro depoimento, indicando pagamento de propinas ao presidente do Senado Renan Calheiros, a um senador da Rede, Randolfo Rodrigues.

***

Todo dia o procurador Deltan Dallagnol aparece em sua campanha pelos 10 pontos a serem alterados na lei para combate à corrupção.

Se fosse uma campanha efetivamente isenta, o 11º ponto seria a obrigação do Procurador Geral da República e do Supremo Tribunal Federal (STF) de abrir os dados em relação a todo pedido de vista ou todo inquérito engavetado. E de se criar formas que impeçam o uso político do vazamento seletivo de inquéritos.

No STF, o ex-Ministro Ayres Britto engravetou por dez anos, sem nenhuma explicação, o inquérito sobre o mensalão mineiro. Tinha que apresentar em uma sessão, foi tomar um café no intervalo, e na volta simplesmente deixou de falar sobre o inquérito.

Do mesmo modo, desde 2010 dorme na gaveta do PGR um inquérito contra Aécio Neves, acusado de ter conta no paraíso fiscal de Liechtenstein em nome de uma offshore. Como o próprio Procurador Geral observou, na denúncia contra Eduardo Cunha, o uso de offshores visa esconder a verdadeira identidade dos titulares da conta. E se visa esconder, é porque o dinheiro é de procedência duvidosa.

***

De fato, o país precisa ser passado a limpo. E a Lava Jato tem feito um trabalho completo de desvendar as maracutaias de um lado. Mas esconde e blinda os malfeitos do outro lado.

Se ataca só um lado - a ponto de deixar por um fio o mandato de uma presidente inerte - e poupa o outro, é evidente que instrumentaliza o combate à corrupção em favor de interesses corporativos e políticos.

Essa hipocrisia não pode perdurar muito, ainda mais em um ambiente de redes sociais.

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159 comentários

Comentários

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Maria Silva

Esses moleques...

... do  MPF não vão muito longe no seu delirante "combate"a corrupção. Tão logo o PT/Lula/Dilma sejam destruidos, as coisas voltarão a ser como eram antes, e a midia vai se encarregar de enterrar  bem fundo  essa merda toda, e vender a ideia de que  tudo foi resolvido. 

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SILVIO MIGUEL GOMES

PROVAS E ARQUIVAMENTOS

             Quando li sobre a apreensão de recibos que teriam sido assinados  por Fernando Collor eu considerei muito estranho porque o Senador tem muita experiência e sofreu processos e até o impeachment, como então iria assinar recibos. Atacou  o Procurador Janot até lhe dirigindo ofensas.

             O Mensalãodo PT foi baseado nas "denúncias" de Roberto Jeferson e também "assianturas em recibos".

             Li outro dia (sou muito mal informado) que o Dr. Gurgel (ex-PGR)  arquivou processo contra o elemento Randolfe Rodrigues, que agora é Senador (era acusado de um Mensalão) e usou como fundamento:  ".. não ser crível que um parlamentar pudesse assinar recibos e por isso avaliou que os documentos são falsos": o site pergunta: será que o rigor do procurador-geral é seletivo?.  Caso do ano de 2013.

              Muitas Autoridades não se preocupam em arquivar processos de 'amigos e/ou daqueles importantes para o momento", também, como no casos de muitos criminosos, na certeza da impunidade.

             

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Eliseu Leão

Irmão Deltan

Como ensina Chomsky «A menos que você entenda nossas lutas contra nossos rivais industriais e o Terceiro Mundo, a política externa estadunidense parece ser uma série de erros ocasionais, inconsistentes e confusos. Na verdade, nossos líderes têm sido mais que bem-sucedidos nas tarefas a eles atribuídas».

 
A direita vive em regime de plantão permamente para exercer sua luta cultural, ideólogica e politica. A grande sacada foi infiltrar cretinos/imbecis obedientes em posições chaves: na politica, nos sindicatos, nas universidades, nos ministérios, nos tribunais, nas FFAA, nos meios de comunicação e - sobretudo - na produção cultural. Mesmo calado o Dellagnol causa constrangimento com sua fisionomia de cretino (do francês: crétin, cristão, usado no sentido de compaixão); mas o que me aborrece nesse imbecil é vê-lo como Procurador de justiça (imbecil, do latim: imbellis, combatente vil, inepto): quanta desonra na ação desse ''Pool''quinta coluna: jurou servir ao Brasil mas trabalha no interesse exclusivo dos investidores internacionais associados à cleptocracia nativa. E' de trincar o capacete saber que o Dr.Deltan em pleno século XXI ja tinha sido superado do século XII! Naqueles tempos o homem passara a compreender que a natureza não mais revelava a vontade que Deus transmitia através de signos (conjunção astral, meteóro, eclipse, tempestade, pestilência, colheita, guerra, etc.). Foi revolucionario. Liberado o Aristoteles, passaram a discutir livremente, estudando leis que não mais estavam sob o controle do capricho divino. Foi em Harvard, que esse cara recebeu investidura. Foi lá que bateram pra ele que Deus tava de olho na Lava Jato: «Dentro da minha cosmovisão cristã, eu acredito na janela de oportunidade que Deus está dando para mudanças».

A ''janela'' desse Procurador hipocrita foi teorizada por Joseph P. Overton, vice-presidente do Centro Mackinac para políticas públicas nos anos 90. Ele criou a janela que leva o seu nome (janela de Overton), um modelo que mostra como as opiniões públicas podem ser manipuladas de forma gradual por um pequeno grupo de pensadores ("Think tank").  Todo mundo sabe que a guerra do Iraque foi baseada na mentira (as "armas de destruição em massa"). Tudo seguiu o script do John Rendon, um relações públicas contratado pelo governo para controlar as informações que apareceriam na mídia (e controlar, assim, a percepção das pessoas). Com ele a mentira é o ''gancho''.

A piração do ''irmão'' Deltan faz parte de um programa bem articulado, dirigido e orientado pelo manicômio Casa Branca. Nos EUA, um messianismo nacional desvairado sempre serviu para justificar expansão econômica e política. A. J. Bacevich no seu artigo - American Empire Project -, lembra que a piração que os EUA conheceram como ''mccarthyismo'', reapareceu como ''boykinismo'': dado que os EUA estão do lado de Deus, passa a ser verdade axiomática que Deus sempre retribuirá a deferência. O movimento leva o nome do general da reserva W.G. “Jerry” Boykin, vice-presidente executivo do influente Family Research Council, dedicado a promover “a fé, a família e a liberdade”. O fanatismo religioso desse terrorista teológico é conhecido nos states como ''boykinism''. Veja em: http://aep.typepad.com/american_empire_project/2012/09/boykinism.html e aqui: http://www.urbandictionary.com/products.php?term=Boykinism&defid=321427"

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Severino Januário

Disse tudo, Irmão Eliseu.

Disse tudo, Irmão Eliseu. Este rapaz deve ser membro da igreja do Santo Ministério da Nova Ordem Missiânica do Apocalipse dos Últimos Dias.

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Severino Januário

Neste momento especial que

Neste momento especial que atravessamos, com a cabeça de milhões de brasileiros tendo sido muito bem feita por campanhas e rotinas midiáticas e informáticas de ódio a determinados símbolos políticos, apresenta-se boa oportunidade para alguém recolher um milhão de assinatura para muitas coisas fascistas ou retrógradas, ou puramente oportunistas: A pena de morte, a maioridade em 16 anos, a extinção dos Direitos Humanos, a extinção do Partido dos Trabalhadores, e até a volta da ditadura.

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A Dilma tira o tesão de qualquer petista...

Esse comentário eu li lá no DCM, é plágio...

Vai ter algum texto do Nassif sobre a bobagem do ano, logo nas primeiras horas, texto da Dilma na Folha de São Paulo... ?

Alguém entende... ???

 

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sabra arad

11 mandamento

Pelos 147 comentários vê-se que Dallagnol e o MP estão longe da unanimidade. Isto é um bom sinal, pois tudo que eu ouvi deste rapaz é de uma superficialidade absurda, pois me parece que ele de fato é um crente. Ele acredita de fato em suas propostas e ao mesmo tempo participa de forma infame deste linchamento publico. Ele se vê como Messias perseguindo  o PT que ele deve visualizar como sendo o demo. Mas  eu diria  que já entregou sua alma a Mefistofeles, em busca das luzes da ribalta. A cada entrevista  vende mais um pouco de sua alma e   participa organicamente da  inquisição. Torquemada vendeu sua alma a cada tortura a cada injustiça que justificava como sendo a busca da purificação. Dallagnol tão cioso da verdade se nega a analisar o mundo que o cerca.   Faz parte da verdade encarar o mundo como ele é de fato e não como seus delírios pretendem definir. Defender propostas como a validação de uma prisão mesmo sem provas e antes do julgamento final, ou julgar necessária a prisão ate que o prisioneiro confesse é sem dúvida inquisitorial.Como disse um jurista, o Ministério Publico , Juizes e advogados são auxiliares da justiça e não Justiceiros.

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Neideg

Se essa Justiça e

Se essa Justiça e Procuradoria, com seu comportamento perseguidor e corrupto me enoja, o que penso sobre o comportamento de Dilma mantendo esse pavão inútil no MJ é impublicável.

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Mesmo com a Lava Jato

Mesmo com a Lava Jato começando a atualizar a ficha do Aécio, isto quase não teve repercussão nas redes sociais.

Tem que respeitar o dinheiro que o mercado investiu nele; afinal, a propaganda em massa para o pedido de impeachment não pode ser desmerecida de uma hora para outra.

A Dilma ser ineficiente é mais grave do que um simples vazamento de corrupção.

 

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Uma ideia ou intuição dita de modo próprio pode servir de via de acesso em direção a percepção metafísica do ser e o quanto no universo ele é capaz de constituir por si mesmo para tal transcendência existencial.

Quem me conhece sabe: isto é

Quem me conhece sabe: isto é uma constatação do que penso sobre os coxinhas.

 

 

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Uma ideia ou intuição dita de modo próprio pode servir de via de acesso em direção a percepção metafísica do ser e o quanto no universo ele é capaz de constituir por si mesmo para tal transcendência existencial.

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sabra arad

10 mandamentos

Avisem ao Dallagnol que segundo a bíblia,o único que recebeu os mandamentos direto dos céus, escreveu-os numa pedra. Mas avisem também ao Dallagnol que não adiantou nada pois ninguem os seguiu até hoje.

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Alexander

Mais uma vez créditos ao

Mais uma vez créditos ao Nassif e ao GGN pela oportunidade e acerto do artigo, mas, como quase sempre, um pequeno senão. O autor (Nassif) afirma que "De fato, o país precisa ser passado a limpo. E a Lava Jato tem feito um trabalho completo de desvendar as maracutaias de um lado". O meu questionamento é sobre esse trabalho completo, ao qual parece que o Nassif abre elogios. Sendo que a mim, parece que esse "trabalho completo" é eivados de vícios, erros jurídicos graves e arbitrariedades; praticam, de montão, uma sequência de crimes funcionais; em qualquer país sério, Sérgio Moro, Dallagnol, Leia Mais:http://politica.estadao.com.br/noticias/geral,delegados-da-lava-jato-exaltam-aecio-e-atacam-pt-na-rede,1591953Leia Mais:http://politica.estadao.com.br/noticias/geral,delegados-da-lava-jato-exaltam-aecio-e-atacam-pt-na-rede,1591953Igor Romário de Paula e outros estariam, no mínimo sofrendo processos administrativos e/ou afastados das funções e/ou exonerados do serviço público. Por aqui a massa, e até o Nassif enche a bola dos caras por esse trabalho enviesado, partidário, antinacionalista e ilegal.

Há que se ter sempore muito cuidado com essa hiatória de "passar o país à limpo". Em especial por essas questões:

Quem vai passar o Brasil a limpo?

Com que autoridade?

Os meios a serem utilizados são legítimos e valem a pena? Compensam?

Os que vão "passar o Brasil a limpo" são íntegors e confiáveis? Têm competência e legitimidade para o feito?

Aí é que está, não me parece que esses paladinos da tal lava-jato tenham alguma autoridade, competência ou legitimidade para tanto.

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Dulce Maria

A saga de um empreendedor em terras tupiniquins....

Era uma vez uma respública onde havia um EMPREENDEDOR que produzia e empregava milhares de TRABALHADORES. 

A riqueza produzida fez crescer a cobiça do POLITICO, este que nada produz, criou alguns embaraços para, em seguida, cobrar uma propina para desembaraçar a atividade produtiva.

O FUNCIONÁRIO PÚBLICO vendo isso pediu aumento de salário ou qualquer gratificação equivalente, porque, afinal, estabilidade não paga as contas.

Os TRABALHADORES também desejam maiores salários, se isso não acontece eles arrumam alguma denúncia para ir à justiça trabalhista, e que logo será amplificada por um ADVOGADO conhecedor das "brechas" do direito.

Por sua vez o PROCURADOR, que não está recebendo nada nessa farra toda, além dos seus super salários, dois meses de férias e demais auxílios oferece denúncia ao JUIZ que então manda a POLICIA FEDERAL prender o EMPREENDEDOR, que por não produzir demite os TRABALHADORES, que por não terem emprego, não compram, não pagam impostos, gerando recessão, aumentando a dívida pública, risco Brasil .....e o "CUSTO BRASIL" sustenta tudo isso, produtos caríssimos, imposto sobre imposto...

Leia-se Custo Brasi l= custo de produção + % legislativo + % judiciário + % executivo 

E quem paga é o povo!

Qual a saída? A triste sina de um empreendedor em terras tupiniquins....

POLITICO =  Vamos trazer de volta a CPMF!

PROCURADOR = Vamos criar 10 medidas de combate à corrupção (http://www.combateacorrupcao.mpf.mp.br/10-medidas)

JUIZ = Precisamos de novas leis, mais litígios, mais advogados...

POLICIA FEDERAL = Precisamos de mais agentes

TRABALHADORES = Precisamos de emprego

EMPREENDEDOR = Preciso produzir pra poder sustentar essa farra toda....

 

E este ciclo vicioso é um banquete midiático, que elege heróis e vilões, ao prazer de suas conveniências e verbas publicitárias e assim caminha a Respública!

Desculpem, não descerei às esferas estaduais e municipais, seria muito deprimente para um início de ano.......

 

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sabra arad

Prezada Dulce O seu

Prezada Dulce

O seu empreendedor é um santo , emprega piedosamente os trabalhadores, que no entanto são um  estorvo pois pedem   aumento de salários. O  estado é um estorvo quando cobra tributos, e não faz nada mais do que sua obrigação quando oferta subsídios fiscais.  POsso concordar que  a nossa infra estrutura está  a dever, mas eu suponho que este santo empresário tenha colocado sua fábrica no sul -sudeste, onde oviamente toda a infra estrutura surgiu do nada. Ou talvez em algum lugar mais aprazivel com todos os subsídios possíveis e mão de obra mais barata. O santo empreendedor também parece incomodado com o estorvo que foi a criação de leis de licitação. Isto o obriga a subornar funcionários publicos ou de estatais. Mas isto ele faz a contragosto pois afinal de contas , antes disto era só conversar com certos amigos influentes.. Tem ainda que incluir em sua lista de funcionários, políticos e ou parentes de políticos para que leis sejam mais favoráveis . Mas isto não é tão ruim assim, pois "business is business", afinal isto não tem nada a ver com moral e estas pessoas fazem parte da empresa. Talvez também tenha que colocar advogados para convencer os juizes da " interpretação correta da lei" e policiais para garantir a segurança contra o resto do mundo, ( que so tem bandidos é claro).

Mas o essencial de nosso empreendedor é que ele nunca dá ponto sem nó. Isto é sempre há a possibilidade de passar uma lei que diga que quando ele falir o estado deve salvá-lo. O nosso empreendedor jamais investirá em pesquisa e ou inovação, pois pode sempre ser um consumidor importando maquinários , processos etc, afinal um bom empreendedor não pode correr riscos.

Isto chama-se custo Brasil!!!

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zuleica jorgensen

Pela primeira vez vejo Nassif

Pela primeira vez vejo Nassif se perguntar: a quem interessa, realmente, tudo isso? 

A resposta é inédita, quando o articulista reconhece interesse dos EUA na investigação.

É um bom começo.

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Você tem vindo pouco por

Você tem vindo pouco por aqui. Há uma extensa discussão sobre os interesses geopolíticos envolvidos na cooperação internacional e no vies político da Lava Jato. 

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Você tem vindo pouco por

Você tem vindo pouco por aqui. Há uma extensa discussão sobre os interesses geopolíticos envolvidos na cooperação internacional e no vies político da Lava Jato. 

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AlvaroTadeu

O masoquismo político na esquerda brasileira.

Há coisas na política que me são absolutamente impenetráveis. Getúlio, quando terminou sua ditadura, deixou de herança o Marechal Eurico Gaspar Dutra, um dos maiores energúmenos que já se sentou na cadeira presidencial do Brasil. Recebeu o país cheio de dinheiro e cinco anos depois, entregou-o falido, para o mesmo Getúlio. Dutra, à FHC, não construiu nada e fez com que bilhões de dólares de hoje sumissem feito fumaça.

Anos depois, seu herdeiro político( de Getúlio), na Presidência da República, Jango, tinha por Ministro da Fazenda um conservador, Carlos Alberto Alves de Carvalho Pinto, ex-governador de São Paulo e herdeiro do janismo. Carvalho Pinto, depois do golpe, elegeu-se senador pela Ditadura Militar.

Dilma chama para seu Ministro daJustiça e o conserva para o segundo mandato, apesar das críticas veementes de seus eleitores, José Eduardo Cardozo, ex-vereador em São Paulo. Soube depois que Cardozo havia sido advogado de Daniel Dantas. Isso não o transforma em bandido, mas é preciso tomar extremo cuidado.

Por Gilmar, tucano assumido, Lula demitiu Paulo Lacerda da PF e a recheou de gente reacionária, fascista e despudorada nos cargos chave. Enquanto o delegado Protógenes Queiroz foi demitido da corporação por detalhes burocráticos, verdadeiros bandidos agora dão as cartas na instituição. Quando prenderam os aloprados, qual era a alegação? Qual o crime eles haviam cometido? Comprar dossiês mentirosos não é crime, crime é divulgá-los. Antes da divulgação, não poderiam ser presos. Mas até os cães das madames do PSDB sabem que o dossiê contra José Serra e Geraldo Alckmin era verdadeiro. Vídeos com esses personagens com a mão na massa.

Se Dilma acha republicano reconduzir Janot, depois de tudo que ele deixou de fazer (contra Aécio, Cunha e outros), só porque os procuradores, que são seus inimigos de morte, votaram, e a lei não a obriga, e ela nomeia, está procurando sofrimento, que não é só para ela, é para todos os seus eleitores. Quando ela mantém Cardozo no segundo mandato, é porque quer ser impedida. A gente corre, grita, faz passeata, agita bandeiras, denuncia a farsa do condomíio imprensa/PSDB, mas se ela não quer ser ajudada, de nada adiantará. Ela é da corrente política de Jango, e Jango ficou inerte diante do golpe, disse que não queria "derramar sangue de brasileiros". Mas, Presidente João Goulart, quanto sangue foi derramado pela Ditadura, quantos foram torturados, quantos tiveram de fugir do país, qual o preço que pagamos porque o senhor não quis "derramar sangue de brasileiros"? Que brasileiros foram os entreguistas Castello Branco e seus cúmplices? Se Castello tivesse sido enforcado nas tripas do Golbery, muito sofrimento teria sido evitado.

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Severino Januário

Se Jango tivesse resistido,

Se Jango tivesse resistido, não há duvidas de que a vitória teria sido dos reacionários junto com os americanos. E os militares não poderiam ter tomado medidas de governo tão nacionalistas como tomaram, e nem adotado política desenvolvimentista fortemente insuflada pelo Estado. Os americanos teriam tido ingerência direta no governo brasileiro e teriam direcionado a política econômica no sentido do liberalismo e de sua subordinação total aos interesses dos Estados Unidos, como consequência natural de sua participação na guerra. Tudo teria sido mil vezes pior.

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Edu

Recessão

Será que estamos em recessão??

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Mutema

Vazamentos seletivos

Quando os procuradores vazam seletivamente delações ligadas ao PT e mantêm em sigilo delações ligadas ao PSDB, temos um quadro de partidarismo evidente do judiciário paranaense.

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"Falta um 11º mandamento na

"Falta um 11º mandamento na lista bíblica de Dallagnol"

... falta mais bem mais que somente o 11º mandamento...

falta, em verdade vós dizei, na Bíblia de Dallagnol,

O Novíssimo Evangelho Segundo Seu Nassif.

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"Não há segredo que o tempo não revele, Jean Racine - Britânico (1669)" - citação na abertura do livro Legado de Cinzas: Uma História da Cia, de Tim Weiner. 

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Ugo

parece, mas é troll

Testa da cavolo.

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Frederico Gosling

comentário

O grande problema é que os interesses que estão sendo defendidos neste tabuleiro de xadrez, chamado Lava Jato, são os interesses Americanos, os Brasileiro estão em segundo ou terceirop plano, é triste mas esta é a realidade. Os dados são manipulados e liberados pela CIA de acordo com interesses , maiores, deles.  Tudo isto assistido e acessorado pela nossa mídia nojenta.  Me diga que é mentira?

 

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sergei boronov

LAVA JATO

PITACO DO BORÔ: SE OS PROCURADORES E O JUÍZ SÉRGIO MORO ESTÃO COMETENDO TODOS ESSES DESVIOS DEVERIAM SER DENUNCIADOS AO CONSELHO NACIONAL DE JUSTIÇA. E O MESMO COM RELAÇÃO AO STF QUE PRENDEU SUMARIAMENTE O SENADOR DELCIDIO COM A ACUSAÇÃO DE ATRAPALHAR AS INVESTIGAÇÕES, E O TESOUREIRO DO PT, PELO MESMO MOTIVO. MAS NADA FAZ CONTRA O EDUARDO CUNHA E SEUS CUMPLICES.

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Ninguém nunca se pergunta do

Ninguém nunca se pergunta do porquê, ou porquês, terem sido exatamente nos governos petistas que certas instâncias buscaram se firmar tanto institucionalmente como politicamente.  Foi fruto do acaso? Das circunstâncias? Ou de uma pensada estratégia?

O discurso que está na ponta da língua de qualquer petista  é que foram nos governos regidos pelo atual esquema de Poder que o aparato repressivo formado pela Polícia Federal e Ministério alcançou plena autonomia, ou seja, agiu de forma realmente republicana em função de políticas deliberadas. 

Efetivamente, isso é fato. Nunca essas instituições foram tão respeitadas e prestigiadas como nos últimos doze anos. Entretanto, a par disso, também elas mesmos traçaram estratégias paralelas de afirmação nas quais esse mesmo esquema deveria e poderia ser arrostado. Mas, como explicar esse paradoxo?

Muito simples: uma das novidades boas  da Constituição de 1988 foi eliminar de forma peremptória qualquer possibilidade do Poder Público, do Estado, se submeter como sói ocorrer ao longo da nossa história, aos interesses e injunções de caráter privados. O apanágio de tal inflexão na seara administrativa  foi a irrestrita e universal condicionante do concurso público para ingresso em seus quadros, bem como a profissionalização e remuneração condigna para os mesmos. 

No concernente ao institucional emerge uma Ministério Público como uma quarto Poder ad hoc, ou seja, autônomo de fato e de Direito. A Polícia Federal seguiu no rastro apesar de subordinada ao Executivo. O que lhes faltavam então? Resposta: afirmação perante a sociedade através da assunção de um protagonismo que só poderia se exercer na área a elas afetos e que tivesse o potencial de sensibilizar opinião pública que no caso já era e viria a ser mais ainda, a corrupção. Uma praga centenária, mas que o aparato midiático passou a dar como criação dos governos petistas e não uma continuação, mesmo que em menor escala, de uma práxis. 

Numa comparação esdrúxula, mas nem por isso impertinente, os governos do PT, já assediados por uma imprensa engajada, foram os escolhidos para "índios" no confronto com os "mocinhos" jovens de cabelos engomados, ternos bem cortados  e discurso moralista que faria inveja ao John Wayne. Por fora, os polpudos salários que os fizeram subir de patamar na chamada pirâmide social. 

Claro que essa ênfase se lastreou no repúdio político-ideológico ao dito lulopetismo pelos estamentos mais conservadores e reacionários da sociedade incrustados nas ditas classes médias e alta e sob a batuta da imprensa. 

Não explica de todo, mas pelo menos em parte essa abulia do Ministério Público e da Polícia Federal com relação aos desacertos e crimes eventualmente cometidos pela oposição política. 

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altamiro souza

nem sei quem mexe nessas

nem sei quem mexe nessas estrelas aí mas esse seu

comenmtário.ma mnha opímião, merece não cinoc, mas dez estrelas....

simplesmemnte porque ajuda a ampliar a disucssão,

que me parece ser o fundamento de estarmos todos aqui....

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Pegando carona nesse

Pegando carona nesse comentário mal avaliado(ruim), mas que apenas representa o que penso, E NÃO O QUE OUTROS QUEREM QUE EU PENSE, para desejar a todos os frequentadores do GGN, a começar pelo Luiz Nassif, proprietário, um FELIZ ANO NOVO!

Um abraço a todos e até não sei mais quando. 

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lacunas

 

Em momento raro, concordo inteiramente com a análise de Nassif, dando realce ao aspecto importantíssimo que é o elo entre os interesses hegemônicos ianques e a atuação estatal-jurídica brasileira contra a chamada corrupção.

 

Entretanto, há uma lacuna na exposição de Nassif, que gostaria de tentar preencher, embora duvide eu mesmo de minha capacidade para tanto. Vou ousar fazê-lo, usando um perigoso processo de simplificação. As observações  que seguem estão coladas na minha experiência pessoal, de uns 23 anos de Ministério Público (estadual e federal). Igualmente, em reflexões e estudos. Compus e ajuizei dezenas de ações civis públicas que visavam a restituição de recursos roubados do contribuinte, ao longo de todas as etapas abaixo descritas. Como combatente marxista, não escrevi um artigo, um ensaio, sequer. Escrevi centenas de páginas no contencioso, como era de meu mister. São páginas anônimas, assim é a luta popular.

 

 

A história do desvio da mais-valia apropriada pelo Estado brasileiro pode ser esquematizada assim:

 

1             Período de completa ‘aceitação’ da confusão entre o público e o privado, período da livre rapinagem pela elite político-econômica, sobretudo, do produto do trabalho.

 

Neste período não havia instrumentos adequados para o Ministério Público enfrentar os grandes alcances (furtos, na antiga linguagem), restando-lhe apenas processar criminalmente pequenos furtos de bens públicos de pequeno valor, ilícitos administrativo-penais de pouca monta.

 

O ilícitos dos prefeitos municipais, por exemplo, eram subsumidos no Decreto-lei 201, baixado pela Ditadura (1967). A jurisprudência a respeito era extremamente leniente, entendendo, por exemplo, que o uso pelo prefeito de veículos, de empregados da Prefeitura, não passava de mera irregularidade, sem tipicidade penal. Embora os prefeitos estivessem sob a jurisdição penal dos juízes de primeiro grau, era quase impossível obter uma condenação por apropriação ou desvio de recursos públicos.

 

Não somente inexistiam instrumentos processuais adequados, como escapava da visão e atuação do Ministério Público, enquanto tal, o espetáculo que o cidadão comum enxergava diuturnamente, de roubo e desmandos dos recursos públicos.

Até a Constituição de 1988, o Ministério Público era o órgão de repressão dos delitos de sangue, a realização do Promotor de Justiça mediano era obter penas altas para os indivíduos da classe de baixo. Este viés ainda está presente, pois o Direito Penal continua sendo uma reação estatal contra determinada classe social. Então, como hoje, os homicidas das classes de cima conseguiam protelar sem fim os julgamentos.

 

2- Transição.

Mesmo após a vigência da Constituição atual, a falta de uma lei sobre a improbidade administrativa (noção então introduzida no ordenamento jurídico) tornava muito difícil a atuação dos membros do Ministério Público que ensaiavam os primeiros passos para levar ao Judiciário os grandes desmandos administrativos.

 

Nesta fase, ajuizei uma ação civil de ressarcimento contra a OAS e o Prefeito Municipal de Maceió, em litisconsórcio com outros servidores públicos. Era um superfaturamento brutal. Foi difícil conseguir o apoio do CREA. Afinal, um engenheiro topou assinar um laudo. Seguiu-se uma condenação, e, depois de bom tempo, um estranho encerramento do processo. Assim, um trabalho de uns 4 meses, incluindo inspeções nos locais das alegadas obras, tudo foi perdido.

 

Severa limitação à atuação do Ministério Público já se sentia quanto à estrutura para enfrentar os ataques aos cofres públicos. Ainda hoje, o Ministério Público, de regra, não conta com assessoramento contábil. Já recentemente, interpelei um Procurador Geral da República sobre a falta de um assessor contábil, uma vez que havia assessorias de comunicação e de segurança.

Fico a cavaleiro para assinalar esta lacuna, pois tenho alguma formação contábil, como autodidata. Atuei como auditor fiscal, alguns anos.

 

3-         Fase atual, com a lei de improbidade, mais normas sobre a lavagem de dinheiro, e sobre a dita delação premiada. Há, afinal, instrumentos bastantes (talvez ainda insuficientes) para um membro do Ministério Público se desincumbir de seus deveres constitucionais.

Entretanto, há uma distância quase infinita entre as condições de trabalho dos Procuradores da “Lava Jato” e os demais no resto do País. Um desses pontos de desigualdade reside...no juiz federal. A grande maioria de juízes federais deste País não teria acatado nenhuma medida cautelar, nem mesmo denúncias contra aquele pessoal das empreiteiras e doleiros. Prova disso é a chamada operação “Zelotes”, esquecida e desviada.

 

Outro aspecto está na concentração dos grandes golpes na Região Centro-Sul. Em Alagoas, por exemplo, onde atuei durante uns 15 anos, não existe (nem existirá ?) um elo forte com o grande tráfico de influências, distribuição de propinas, etc. Aqui, há riscos pessoais, mas o trabalho é anônimo, quase. Lembre-se do caso das vacas de papel do Senador alagoano. Foi ajuizado em Brasília, devido a seu privilégio de jurisdição, sim, mas não somente. Por que a Receita Federal em Alagoas não levantou a fraude, encaminhando-a à Procuradoria da República local?

 

Parênteses de cunho pessoal: padeci uns 3 meses, recebendo diariamente ameaças de morte, devido a uma intervenção em um processo de expropriação, por haver apontado um sobrepreço de uns 2 milhões de reais, enquanto o Procurador do INCRA silenciava. Sempre desconfiei do Perito judicial, sem provas. Neste caso, tive êxito, processual e físico - sobrevivi. Um exemplo de caráter tão pessoal, servirá, talvez, para os que estão acusando Procuradores da República, chegando quase a injuriá-los, sem distinguir.

 

Penso que não há bastante clareza no pensamento de Nassif, quanto a esta possibilidade de conduzir uma investigação/acusação contra um Presidente da Odebrecht, por exemplo. É lembrar das chamadas operações Satiagraha e Castelo de Areia. Do destino de Protógenes.

 

 

Nassif não hesita em aceitar um tremendo progresso na capacidade de agir do Estado contra essa sangria infinita de recursos. Não. Mas, às vezes, aumenta a importância dos desvios neste agir:

 

- 1- A parcialidade político-partidária, deixando em segundo plano um partido e certos políticos. O uso de informações (vazamentos) para encobrir os crimes de certos políticos, e para desestabilizar um partido e movimentos de esquerda. Em suma, uma tomada de posição clara pro direita.

 

- 2- A aparente indiferença diante dos riscos de colapso de empresas nacionais dotadas de alta capacidade tecnológica, responsáveis por milhares de empregos.

 

Sobre esse aspecto, há uma lacuna nas reflexões do próprio Nassif e deste blog. Cuida-se da realidade das sociedades anônimas: há as anônimas de fato, e aquelas, não tanto. As empreiteiras brasileiras têm estrutura familiar, basta atentar para os nomes: Odebrecht, Camargo Correa, Andrade Gutierrez...

A que serve a estrutura de sociedade anônima? Para encobrir responsabilidades? Para reduzir os riscos dos capitalistas investidores? Riscos quando trilham caminhos do crime?

Quando esta cobertura (garantia) de S.A. chegou a atingir outros capitalistas, a jurisprudência inglesa (caso Salomon v. Salomon & Co. Ltd.) criou a figura do ‘disregard of legal entity, da desconsideração da personalidade jurídica.

 

A estratégia da S.A. seria um longo capítulo, nestas reflexões, por isso é deixada de lado. Fica a questão de como separar uma família e seus crimes, da estrutura, nada anônima, de sua empresa, de um acúmulo tremendo de capital, fruto de eficiência gerencial e de parasitismo criminoso no Estado.

 

Nassif e seu blog, e seguidores, não perceberam este paradoxo. Como punir pessoas (a família proprietária da empreiteira), e poupar a empresa. Como separar os patrimônios, de fato? Eis o problema da “disregard doctrine”, da doutrina da desconsideração da personalidade jurídica.

 

Lembro de como Marcelo Odebrecht respondeu ao Ministério Público que não tinha ‘competência’ para inibir atuações de advogados da empresa na Suíça, tendentes a impedir a remessa de dados sobre contas bancárias para o Brasil

 

Não estou desconhecendo as funções econômicas da S.A. Apenas as deixo de lado aqui.

Reconheço que não sei como resolver esta questão. Apenas estou repelindo respostas simplistas, como são as do próprio Nassif, algumas vezes. Nada esclarece o problema o fato de acordos de leniência serem adotados por aí, mundo afora.

 

É possível que Procuradores da República e Juiz estejam conscientes do serviço que prestam aos interesses ianques, desmontando nossas empreiteiras e a Petrobrás. Não acredito que sejam capazes do raciocínio que Nassif expôs aqui. Podem estar agindo com uma nebulosa consciência fascista de direita. Isso parece provável. Entretanto, a solução não seria oferecer prêmios a Marcelo Odebrecht, et caterva.

 

 

 

 

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Fabian Bosch

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Domingos Sávio Tiburcio Bueno

a falta do 11º mandamento na bíblia do Dellagnol

Concordo em genero, número e grau com todo o teor da coluna.

E que 2016, mesmo que tarde, o outro lado também passe a ser investigado com o mesmo rigor: Prenda-se o suspeito (como vários que estão encarcerados por delações não menos

suspeitas), até que ele abra o bico.

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jose adailton v ribeiro

Tangente

A abordagem jornalística do tema deste post merece alguma reflexão. No entanto há um fato óbvio que continua sangrando a nação que deveria ser motivo de indignação constante da sociedade.Os corruptos e corruptores não tem ideologia.Os empreiteiros supostamente envolvidos em crimes de corrupção não são petistas ou esquerdistas, pelo contrário, são capitalistas  de primeira linha.Mas, voltando ao tema do post. Se  a imprensa sensacionalista e o poder judiciário "seletivo" se impusesse silêncio total sobre o andamento das investigações, haveria alguém na cadeia, haveria alguma delação premiada, haveria alguma punição? Duvido.Quanto a maquinação de golpes , pela lógica popular diz-se que , quem pode mais chora menos.A esquerda até que gostaria de possuir tal cacife.Exemplos bem sucedidos aqui próximo temos com nossos  vizinhos Morales e Correa.

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Ah, esses gringos

Querendo acabar com as empresas nacionais. 

Não ! Espera...

Reports: Prosecutors probe Walmart payments in Brazil

 

http://www.usatoday.com/story/money/business/2015/11/24/walmart-brazil-j...

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"Nascem demasiados homens, para os supérfluos criou-se o Estado"  Zaratustra

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j.marcelo

FELIZ ANO NOVO A TODA EQUIPE

FELIZ ANO NOVO A TODA EQUIPE DO BLOG E LEITORES

NESTE ANO NOVO ESPERO UM BRASIL COM MAIS RESPEITO A DEMOCRACIA

E A MODERAÇÃO DO BLOG MAIS RESPEITO ÀS MINHAS OPINIÕES E Ñ ME BLOQUEIEM

MAIS SEM MOTIVO APARENTE,POIS SÓ APROVEITO ESSE ESPAÇO AQUI P ME EXPRESSAR!!!

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Fale mais baixo, não precisa

Fale mais baixo, não precisa gritar.

Todos no blog estão bem avaliados no teste de audiometria.

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Consagre os seus sonhos e projetos ao Senhor, e eles serão bem sucedidos, creia.

gAS

Se você começar a escrever

Se você começar a escrever com minúsculas, o moderador o tratará melhor.

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Estranho

Me ensinaram a sempre começar a escrever com maiúsculas.

Brincadeirinha. Hehhe

Perco o login ( de novo ), mas não perco a piada.

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"Nascem demasiados homens, para os supérfluos criou-se o Estado"  Zaratustra

Feliz Ano Novo!

CLIQUE NA IMAGEM PARA MAIS TIRINHAS!

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Arthemísia

Precisamos aprender a lidar

Precisamos aprender a lidar com a vida como ela é. Todos os atores envolvidos nessa encenação têm lado, opinião, posicionamento e interesses. Não há sequer uma virgem imaculada e, menos ainda, defesa de interesse público. Interesse público é algo em que a gente acredita para poder viver em sociedade, mas não é uma coisa palpável, visível ou mensurável. Todos têm um projeto, mas nem todos o explicitam e aí é que mora o perigo. Membros do Judiciário e MP também têm seus projetos, mas fazem de conta que não; adoram falar que defendem o interesse público. Na verdade, eles defendem o que eles entendem por interesse público, como o procurador crente que descaradamente informa que só investiga quem está no governo. 

Precisamos sempre e incessantemente, aprimorar mecanismos para garantir transparência às ações de qualquer agente público. E não é transparência de informações, mas a possibilidade de cobrança quanto às decisões. Enquanto um procurador se sentir à vontade para dizer que escolhe quem investiga e um ministro se sentir à vontade para dizer que condena sem provas, estaremos brincando de democracia. Todos estão no mesmo jogo, mas por enquanto, só alguns são os donos da bola. Tá na hora de virar isso.

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Paulo F. Souza

Na minha opinião, este blog é

Na minha opinião, este blog é o melhor ponto de encontro de ideias e pessoas que pensam o Brasil. Digo: daquelas que não têm voz na imprensa. Mas, por outro lado, a maioria daquelas que têm voz na imprensa são incapazes de pensar o país. É o caso dos integrantes da Lava Jata: os funcionários públicos com mente rasa e obtusa. Isso sem falar da qualidade intelectual dos nossos políticos. É uma tragédia nacional!!

Mas, falando da Lava Jato, concordo plenamente com Nassif. Existe um vácuo de poder que é ocupado pelos funcionários públicos vitalícios da Lava Jato. Gente que não entende de petróleo, de desenvolvimento, de projetos, economia e do arranjo que a presidente tentou para desenvolver e induzir a economia através da industria de Petróleo e Gás.

Continuando, o PT empoderou os caras e eles melaram tudo!! Não conseguem entender o jogo completo. Um grande tabuleiro em sua frente e os caras só enxergam uma ou duas jogadas em um jogo complexo que você tem que prever 20 ou 30 jogadas possíveis, tem que conhecer o histórico, as implicações de cada jogada, a geopolítica e etc. Enfim, não é um jogo para mentes obtusas e burocráticas que só enxergam o controle como um fim em si mesmo. Um parenteses: como alguém que NUNCA FEZ pode emitir juízo nos assuntos de QUEM FAZ?

Só há duas possibilidades: (1) Sem reação do poder político, como tem acontecido, o próprio mercado, o internacional lógico, se encarregará de resolver. Liquidação geral!!! Ou (2) Reação do poder político, não este que deu causa, mas um novo. Seja eleito ou não, um novo poder político desenvolvimentista, subordinado aos interesses nacionais e empresariais, precisa assumir o controle do país. Uma espécie de reedição da revolução gloriosa quando a burguesia produtiva enquadra a nobreza improdutiva e nababa.

É isso, a solução não passa e nunca passará pelos funcionários públicos, mas, sim, pelo setor produtivo que deve impor servidores públicos transitórios e com controle social. Poder vitalício e encastelado em uma republiqueta como a nossa? Não dá certo, lógico. "As pessoas devem novamente aprender a trabalhar, em vez de viver às custas do Estado" tentando vender um controle como um fim em si mesmo...

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Octavio

Discurso de um republicano americano ...

Pelo que entendi, vc tem as mesmas ideias de um eleitor do partido Republicano dos EUA. Quem seriam estes burgueses produtivos? A família Marinho? Ou seria um anarquista? Vamos acabar com o estado? Retiraríamos também os sinais de trânsito?

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Paulo F. Souza

Calma, amigo, não precisa

Calma, amigo, não precisa iniciar com rótulos... Fazendo um paralelo com as revoluções europeias: a burguesia de ontem é o setor produtivo de hoje. Tão óbvio. É só você observar ao seu redor as coisas que você usa e consome: o piso, as paredes, o ar-condicionado, suas roupas... De onde vem? Do serviço público?

A próxima: os Marinhos? Claro que não. A nossa imprensa é parte do problema e não da solução. Mas, a qualquer momento, ela muda o discurso e se alinha com quem vai vencer. Hoje, a todo momento, eles dão voz e espaço ao mp. Só oportunismo. Dos dois, lógico.

Anarquismo? A desordem nada produz. Por favor, vamos aumentar o nível. Acabar com o Estado: o anarco-capitalismo que é o sonho dos ultra-liberais, mas qualquer estudante sabe que a curto prazo é impossível. O mais exequível é a sociedade se conscientizar, ver com seus próprios olhos, que o Estado dos funcionários públicos não funciona, portanto achar o ponto mínimo de Estado e intervenção. Quanto todo cidadão tiver que passar/voltar pelo/para o setor produtivo, teremos uma sociedade muito mais avançada. Ou seja, uma sociedade que casta (corporativismo) nenhuma a vampirize. E mais: que não produza um estoque de pretendentes a encastelados, mas, sim, (que produza) pessoas sonhadoras, inovadoras e produtivas...

Você está de que lado? Se seu trabalho, um bom software pode fazer. Com todo respeito, você não passa de um sinal de trânsito excessivamente travado no sinal vermelho.

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Octavio

Eu rotulei o seu discurso,

Eu rotulei o seu discurso, porque ele é igual ao dos republicanos. Tô errado? A sua ideologia é a mesma.
A grande imprensa é parceira do grande capital, que pensa igual a ela. Mesmo com a vitória do PT, ela não se tornou seu aliado. Portanto, ela, simplesmente, não apoia quem está no poder.
Qualquer estudante sabe ... Paulo, a questão não é saber muito, mas sim, saber o suficiente. Eu não sei tudo. Mas sei que vc é um neoliberal, semelhante a um republicano.
Acho engraçado no seu discurso o fato de demonizar os funcionários públicos. O ócio esta em todas as atividades (público ou privado). E a corrupção também. E em todos os casos quem paga é a base da pirâmide. Além disto, vimos em 2008, o estado americano, pátria dos neoliberais, segurarem a onda das empresas. O mesmo ocorreu no Brasil do neoliberal FHC (PROER). Para o neoliberal, o estado deve ser mínimo para a população, para o grande capital ele deve ser máximo.
Se o funcionalismo público não age AINDA como deveria, é em razão dos péssimos governos anteriores. Talvez vc não saiba que a partir dos governos do PT, foi colocado "cartão de ponto" nas repartições federais. Vai levar um tempo para as coisas mudarem, mas não será com um estado mínimo que elas melhorarão.

Não acredito que algum software possa me substituir. Mas a sua ideologia já está ultrapassada. Acho que tudo o que vc escreve pode ser substituído por uma manchete do estadão.

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Não entendi esta parte

Dá prá explicar melhor ?

Uma espécie de reedição da revolução gloriosa quando a burguesia produtiva enquadra a nobreza improdutiva e nababa.

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"Nascem demasiados homens, para os supérfluos criou-se o Estado"  Zaratustra

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Paulo F. Souza

Olá amigo. Acho que respondi

Olá amigo. Acho que respondi com mais clareza acima em resposta a outro comentarista. Feliz 2016!!

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[...] Como nação possuidora

[...] Como nação possuidora de escravos, está o Brazil em condições especiaes, que de todo o ponto o inhibem de levar a effeito a emancipação sem previa indemnisação, porque todo o paiz vive exclusivamente de lavoura e esta é feita exclusivamente pelos escravos. [...] Sendo sem contestação a lavoura a sua única fonte de riqueza, como é que poderá então o Brazil, d’um momento para o outro, abrir mão da escravidão sem indemnisação e nem tendo capitaes para attenuar os effeitos dolorosos do criminoso attentado contra o direito de propriedade? Em taes circumstancias, não será só a lavoura, convençamos-nos d’isto, que há de soffrer os terríveis effeitos da espantosa crise social: é o commercio, é o funcionalismo é o paiz inteiro, representado por todas as suas classes, que a súbita desorganisação do trabalho, a falta de capitaes e finalmente a anarchia reduzirão a maior extremidade. (O PAIZ 28 de dezembro de 1881)  

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"Nascem demasiados homens, para os supérfluos criou-se o Estado"  Zaratustra

Quem fala (ou escreve) também é ouvido

Dilmista, comunista, petista ladrão, pelego, monofásico, bolivariano, esquerda caviar, entre outros. Aff! Cansa? Sim, cansa, mas faz parte do jogo, Quem fala também é ouvido, como diz o velho ditado. Assim, deve estar disposto a aceitar que cada cabeça é uma peça independente de interpretação.

Se cada cabeça é um juiz podemos dizer que a cegueira não é apenas ideológica, pois também serve para construção de padrões imperceptíveis até mesmo para aqueles que, reconhecidamente, querem fazer o bem.

Mas que padrões imperceptíveis para o autor são esses? Escrevo sem medo de receber os impropérios listados no começo, mas percebi que nem todos seguem o mesmo raciocínio. A construção de padrão depende da atividade fim e, no jornalismo, o que deve pautar é a credibilidade. Até aí nenhuma novidade.

Tudo começa quando há o receio intrínseco de a credibilidade passar a ser questionada por meio de adjetivações ideológicas. Dizer que não é da oposição ou do governo da situação, que não é blogueiro sujo, nem progressista, não garante imunidade. Há cabeças demais, há juízes demais, em suma, sempre seremos considerados alguma coisa por alguns e, no caso de pessoas  públicas, por muitos.

Nessa cavalgada o que acaba restando são aqueles que nos conhecem. São eles que fazem nossa credibilidade independente de ser A ou B, assim ou assado. Contudo, para evitar tais adjetivações parece ser preciso que para falar de A o B tenha que necessariamente apanhar e vice-versa.

Nunca antes na história da opinião as conjunções adversativas, o morde e assopra estiveram tão em alta. Há um medo intrínseco em ser chamado de vermelho ou azul.  O uso de espantalhos é forma elegante de não ser colorido. Pegam-se personagens de A como pontas de lança, e cria-se a ideia generalizada que a queda de tal espantalho resolveria o contexto nebuloso nacional.

Desculpe-me, mas não acredito nisso. Os erros são cobrados como devem ser, mas é perigoso demais apostar em quedas como soluções para falta de caráter alheio. Isso eu não enulo, quem quiser que engula.

Agora vem a melhor parte. Quando a minha cabeça, meu juiz e, possivelmente, outros juízes, interpretam o conjunto a partir desse prisma, corremos o risco de sermos convidados a nos retirar e, novamente, ganhamos a pecha de “militante”. Sim, mas e daí? Essa adjetivação não causa urticária.

Já defendi posições aqui que vão contra o pensamento da esquerda, como o fim da estabilidade no concurso público e outras coisas que, no meu entendimento, causam atraso. Nem por isso vou ficar com mimimi de ser adjetivado. Esse tipo de expediente, mandar pastar quem não concorda com capitães da rede, pensava eu, só existia naqueles associados ao detrito de mare baixa dos Civita, os quais nem vale a pena mencionar.

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Ques as forças maiores me livrem de linchar o devido processo legal

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Paulo F. Souza

Que delonga para dizer:

Que delonga para dizer: NADA!!

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Edna Baker

Direto do meu coração

Direto do meu coração desejando a voçe Nassif e toda a sua família um feliz Ano Novo. Obrigada por voçe existir.

 

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Edna Baker

Desculpe Nassif o grave "erro

Desculpe Nassif o grave "erro ortográfico" mas o sentimento continua o mesmo.

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Para o mercado financeiro

Para o mercado financeiro patrocinar Aécio não é uma bondade infinita.

A situação revela que o impeachment se esgota naquilo que se fez.

O aumento dos juros e a privatização são as prioridades.

Segundo os patrocínios, o COPOM não pode ficar sem novas notícias.

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Uma ideia ou intuição dita de modo próprio pode servir de via de acesso em direção a percepção metafísica do ser e o quanto no universo ele é capaz de constituir por si mesmo para tal transcendência existencial.

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