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Consagre os seus sonhos e projetos ao Senhor, e eles serão bem sucedidos, creia.

gAS

Numerologia.

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Consagre os seus sonhos e projetos ao Senhor, e eles serão bem sucedidos, creia.

gAS

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anarquista sério

Dilma se compara a Getulio

Dilma se compara a Getulio Vargas.

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 Apenas um comentário :

  Ter uma pessoa odiada por 90 por cento dos brasileiros e se comparar com G V  não está NADA bem da cabeça.

        E ESCREVO SÉRIO.

    Ela não o direito de afundar o país  com esses pensamentos que tem sobre si mesma.

       Ela, além de incompetente, é surreal.

         Detalhe : o CHEFE de segurança, o irmão e punhado de gente ROUBAVA no governo G V .E este sabia,mas precisava deles.

         Um punhado de gente ROUBA no governo Dilma e ela diz que não sabe. Até aí tudo bem--pode ser que ela tbm precise deles como G V.

            Mas convidar ladrões com carteira assinada e firma reconhecida  pra ser ministro, vai muito além da compreensão da boa vontade em isentá-la.--não necessariamente que participe dos roubos,mas quer usa-los como escudo pra protege-la do  

impeachment.

            E isso é vil,desonesto e acima de tudo pouco se lixa pro país.

            Que importa eu se é Fernando Beira Mar ou O papa que será o novo presidente.

                   O que importa é que essa figura, completamente desconexa com a realidade, não pode, não deve, continuar no poder,

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Ex-travesti, pastor que hoje é casado diz já ter recebido ameaça

Ex-travesti, pastor que hoje é casado diz já ter recebido ameaças de morte

http://g1.globo.com/mato-grosso/noticia/2016/01/ex-travesti-pastor-alega-preconceito-por-defender-restauracao-sexual.html

 Arquivo pessoal/ Joide Miranda)

 André Souza/ G1) Arquivo pessoal)As ameaças via internet, segundo ele, partiram de supostos ativistas gays.
Joide Miranda afirma ter vivido ‘estado de homossexualidade’.

O pastor evangélico Joide Miranda, de 47 anos, que até os 26 era travesti, alega que ainda sofre preconceito por defender uma “restauração sexual”. Casado, ele e a mulher ajudam pessoas que decidem deixar o que chamam de ‘estado de homossexualidade’. Entre as ofensas recebidas, uma ameaça de morte já foi direcionada aos missionários na internet.

Entre os relatos da hostilidade que sofreu, o pastor contou que dois homens chegaram a persegui-lo nas igrejas durante as pregações. Pela internet, ativistas da causa gay chegaram a ameaçá-lo de morte, segundo o pastor, que hoje dá palestras pelo país.

“A mensagem dizia que meus dias estavam contados e que eu seria destruído”, lembrou. As ofensas nunca partiram para algo mais sério. Porém, as mensagens ficaram arquivadas, caso eles precisassem registrar um boletim de ocorrências.

“Os homossexuais são pessoas maravilhosas, profissionais excelentes e não gostam de parada gay e exposição. Os ativistas gays e que agridem e nos chamam de homofóbicos e fundamentalistas”, declarou.

Para Joide, as ofensas não têm fundamento, já que ele prega a igualdade. “Não maltrato ninguém. O meu discurso é para mostrar que os homossexuais são pessoas iguais a todas as outras”, afirmou o pastor.

Ainda assim, ele disse saber do preconceito dentro e fora das igrejas. Para ele, a maioria das pessoas ficam desconfortáveis perto de homossexuais. “Sei que se um travesti  sentar ao lado de uma pessoa na igreja ela vai se incomodar. E não só ali. Se você ver um gay bem ‘pintoso’ no shopping, as pessoas não acham normal”, pontuou.

 

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gAS

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anarquista sério

Diz a lenda que ex travesti,

Diz a lenda que ex travesti, ex gay não existe.

Quando li essa matéria nem dei importância,

  E fui seguir em frente com minha vida.

 Num dos meus intervalos dos meus afazeres, entrei noFace.

  Lá estava um cara denunciando o grande amor da vida dele, o própio do post, e que mantinham um caso secreto.

  Quem fala a verdade ? Lá sei eu.

   Mas tbm não me importei com isso.Porque isso não tem importância mesmo.

    E como Nassa transforma isso como post ?

        Mais uma vez :

           Sei lá eu.

ps: Ameaça de morte , no Brasil de hoje, não é mais notícia.Uma montanha de jornalistas foram assassinados em 2015 ,sem , a maioria deles, ser ameaçado.

              Isso sim é notícia.

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anarquista sério

Quando vc lê uma coluna, foca

Quando vc lê uma coluna, foca na opinião, nè ?

  É claro que é assim. Pouco importa se é bem escrita ou não.

Peço a vcs que foquem a escrita e não da opinião do cara. Esqueçam o que ele pensa.

       Primor de escrita. Será que vcs não conseguem aplaudir a qualidade de seus adversários ?

            Reinaldo Azevedo 

Lead meu : a única coisa sensata a fazer é aderir ao impeachment. A menos que um valor mais alto do que o país se alevante.('' alevante'' ,não é fácil de ler por aí )

 

Sapos, bagres, pererecas e outros bichos

Não em razão do tamanho do seu partido, mas do número de votos que obteve nas duas últimas eleições e do espaço que ocupa na imprensa, Marina Silva, a líder da Rede, se tornou a principal força auxiliar da presidente Dilma Rousseff. Nem boniteza nem precisão, mas esperteza. Aquele jeitinho de quem só toma vitamina de chuchu com rúcula esconde um modo bem cruento de fazer política.

Dilma e o PT fizeram de Michel Temer o seu principal adversário. A máquina federal entrou na disputa pela liderança no PMDB na Câmara e busca dificultar ao máximo a recondução de Temer à presidência do partido. A mão armada da turma é Renan Calheiros (PMDB-AL), presidente do Senado, investigado em seis inquéritos, mas nunca denunciado por Rodrigo Janot.

E Marina? Voltou à cena. Concedeu uma entrevista a esta Folha em que abusou do incompreensível a serviço do etéreo. Sua glossolalia política é capaz de produzir coisas como esta: "Impeachment não se fabrica; ele se explicita em função dos fatos que o justificam". É mais ou menos como dizer que uma peça de mortadela se explicita em função das coisas que a justificam como peça de mortadela. Marina sempre se esforça pra me matar de tédio. Ainda bem que existe a vodca.

A líder da Rede não quer o impeachment porque prefere Dilma se esvaindo no cargo. Pouco se lhe dá se o Brasil terá dois anos consecutivos de recessão perto de 4%, depois de ter crescido 0,1% em 2014 e às vésperas de ter crescimento zero em 2017. Pouco importa a Marina que o país vá para o brejo, junto com os sapos, os bagres e as pererecas. Um PT em frangalhos e uma Dilma que mal consiga pôr o nariz fora da porta são essenciais para seu projeto pessoal em 2018. Só por isso ela não quer o impeachment e também decidiu que Temer é o inimigo.

No domingo, do nada, Marina e seu partido afirmaram que, caso o atual vice venha a ser presidente, há o risco de a Lava Jato ser paralisada. Por quê? Não há explicação. É puro terrorismo. Ela raramente se explica. Emite fatwas, com os seus xales descolados de tecido cru, seu coque severo e sua magreza que parece aspirar à santidade.

Não leu "Júlio César", de Shakespeare. Deveria fazê-lo. O Número Um de Roma diz a Marco Antônio que mantenha Cássio, o magro, longe dele: é "seco por demais", "pensa muito". À sua volta, diz, só quer gordos de cabelos luzidios. Não faço juízo de valor a partir de aparências. Só estou, como se passou a dizer nestes tempos, "problematizando a narrativa" do falso ascetismo, bastante sedutora nesta era pós-leitura.

O que dizer a Marina Silva? Esperteza demais, especialmente quando vazada naquela Niágara de substantivos abstratos e sintaxe rocambolesca, acaba engolindo a dona. Como já engoliu.

Dados os crimes de responsabilidade cometidos por Dilma, e esses são óbvios (isso se chama "base jurídica"), e a incapacidade da presidente de tirar o país do buraco –ao contrário: ela o afunda ainda mais (e isso se chama "questão política")–, a única coisa sensata a fazer é aderir ao impeachment. A menos que um valor mais alto do que o país se alevante.

Marina acha que a única coisa sensata que pode acontecer é ser ela a presidente do Brasil. Apela, como de hábito, a substantivos celestes, mas de olho em coisas bem mais terrenas. A turma que toma vitamina de clorofila se extasia e tem visões do paraíso.

Mesmo com o país no brejo dos sapos, dos bagres e das pererecas.

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Leo V

TARIFA ZERO, O PREFEITO HADDAD E A FARSA DOS $ 8 BI

TARIFA ZERO, O PREFEITO HADDAD E A FARSA DOS $ 8 BI

por Mauro Lopes

http://caminhopracasa.com/textos-e-imagens/2016/1/22/tarifa-zero-o-prefe...

Uma das estratégias mais usadas pela direita para vetar direitos sociais é alardear números tão enormes que as pessoas ficam paralisadas. Milhões! Bilhões! Trilhões! Com este grito, como o pobre cidadão poderá se contrapor. É tanto dinheiro que nem conseguimos mensurar, ter ideia de sua grandeza real e relativa. Foi assim, por exemplo, quando os trabalhadores arrancaram o 13º salário em 1962. O presidente era João Goulart e a direita enlouqueceu dizendo que as empresas iam quebrar uma atrás da outra. A manchete de O Globo na época foi: “Considerado desastroso para o país um 13º mês de salário”. Hoje a gente ri disso, mas na época foi uma pedreira. Com o Bolsa Família não foi diferente, lembram-se?

Pois agora o prefeito de São Paulo, Fernando Haddad resolveu tomar emprestada a tática da direita para vetar a discussão sobre a Tarifa Zero. Hadadd fez mais que isso: resolveu aliar-se ao governador neofascista Geraldo Alckmin na questão dos aumentos dos transportes, tem sido conivente com a repressão criminosa ao Movimento Passe Livre e às manifestações de rua e, se não bastasse, partiu para ridicularizar um movimento social. Para desqualificar o direito social reivindicado, ele afirmou recentemente numa agressão sem precedentes aos movimentos sociais partida de alguém de esquerda: “Tem tanta coisa que podia vir na frente, podia ser almoço grátis, jantar grátis, ida pra Disney grátis.” – veja aqui a entrevista.

Qual o fantasma que Haddad agita, ao estilo da direita, para tentar bloquear o diálogo sobre o direito à mobilidade urbana? R$ 8 bilhões –veja aqui. O prefeito diz que esse seria o custo para implantar a tarifa zero.  Para bloquear o debate de vez ele lança quase que uma ameaça à cidade: seria necessário colocar todo o dinheiro do IPTU para bancar a “farra” (é mais ou menos isso que ele considera o passe livre, uma farra, uma viagem pra Disney). Quem, em sã consciência, considera que dá pra pegar todo o dinheiro do IPTU e “torrar” na tarifa zero? Essa é a farsa da racionalidade que a direita sempre usou para agitar seus fantasmas.

Mas é isso mesmo. Os tais $ 8 bi são uma farsa.

Vejamos.

Em primeiro lugar, este número de $ 8 bilhões de subsídio, que segundo o prefeito é o custo anual do transporte. Creio que não dá pra começar a conversa assim. Vamos usar números consolidados da Prefeitura, pois senão ficamos sujeitos a números-coelho que saem da cartola a qualquer tempo. O custo total do transporte coletivo municipal de São Paulo, segundo as planilhas da Prefeitura que serviram de base para a tarifa de R$ 3,50 foi de R$ 7,17 bilhões (clique em Tarifa R$ 3,50 no link aqui).

Creio que esta planilha, que consolida os dados do sistema é o que há de mais confiável para abrir um diálogo efetivo, que objetive encontrar soluções e não impasses.

Desse total, as empresas enviam à SPTrans anualmente. R$ 873 milhões –este montante, portanto, sai do custo a ser subsidiado pois já está pago.

O custo cai para R$ 6,3 bilhões

Se observarmos na linha “outras fontes” do sistema, que inclui multas de trânsito, publicidade e outras, veremos que o montante é de R$ 147 milhões. Ora, só em 2014 a Prefeitura arrecadou R$ 899 milhões em multas de trânsito! Não parece razoável que esta arrecadação fique no sistema de transporte? Vamos dizer que 80% dela seja destinada ao sistema. Estas “outras fontes” poderiam subir para algo como R$ 1 bilhão.

O custo cai para R$ 5,3 bilhões

O lucro das empresas de ônibus é da ordem de R$ 645 milhões anuais, segundo a mesma planilha. Não é razoável pensar numa redução desta margem? Em 1/3? Seriam R$ 215 milhões anuais a menos para o bolso dos empresários.

O custo cai para R$ 5,08 bilhões.

Mas há mais. Segundo o professor Paulo Sandroni, presidente da CMTC na gestão de Luiza Erundina e um dos articuladores da proposta de Tarifa Zero à época, "o custo das estruturas necessárias para cobrar as tarifas de ônibus – cobrador, sistema de recarregamento de bilhetes e etc. – corresponde a algo entre 20% e 22% do total, por exemplo, então se você acaba com a cobrança já tem uma redução de custo que não está sendo considerada (pelo prefeito)" –veja reportagem sobre o tema aqui.

Ora, o custo das empresas com funcionários, combustível, renovação da frota, manutenção, despesas administrativas e outras alcança R$ 4,7 bilhões. Com 22% de economia alcançaríamos R$ 1 bilhão.

O custo do sistema cai para R$ 4,05 bilhões.

Vamos considerar as gratuidades da época da planilha (R$ 1,18 bilhão) posto que o recurso já está incorporado ao orçamento municipal.

O custo cai para R$ 2,87bilhões.

 Pronto. Um exercício simples, feito por um leigo. O que eram fantasmagóricos R$ 8 bilhões reduziram-se a R$ 2,87 bilhões. Não é pouco. Mas é evidentemente possível. Aqui não estão consideradas alternativas como implantação de pedágio urbano para carros, aumento do IPTU para os muito ricos da cidade, repasses, outras economias, aumento de contribuição das empresas no sistema do vale transporte...

Há um rico universo de possibilidades. O tema da mobilidade urbana é central em São Paulo e em todas as metrópoles do planeta. Haddad tomou algumas iniciativas, como a implantação das ciclovias e expansão das gratuidades.

A abertura da Paulista às pessoas aos domingos é outra iniciativa bonita de Haddad–mas que fica restrita à classe média se não houver tarifa zero: uma conta simples demonstra que se três amigxs resolverem deslocar-se da Zona Leste para a Paulista num domingo tomando dois ônibus na ida e na volta gastariam, pela tarifa atual, R$ 45,60. Quem pode pagar?

Tarifa zero é uma cidade aberta às pessoas. O oposto da tarifa zero é a cidade fechada às pessoas e aberta às máquinas e aos que têm dinheiro –não é à toa que José Serra e a direita são opositores viscerais da abertura da Paulista e das ciclovias.  

Qual a razão de Hadadd não haver convocado um comitê que deveria estar trabalhando desde 2013 a encontrar soluções para a tarifa zero? Tanta gente boa e conhecedora do assunto: Paulo Sandroni, Lúcio Gregori, Raquel Rolnik, funcionários da Prefeitura, o pessoal do MPL e de outros movimentos sociais. Colocar essa gente toda em volta da mesa teria feito São Paulo encontrar boa luz. É isso que a rua pede. Mas o prefeito não escuta.

Hadadd perde, com sua estratégia midiática de agitar o fantasma dos R$ 8 bi gracejos de direita; assim como a cidade perde. Perdem sobretudo os pobres, que arcam com a conta do transporte.

 

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Crônica campeã.  Vladimir

Crônica campeã. 

Vladimir Safatle

O homem que vendeu o mundo

Nunca a morte de um popstar foi tão celebrada de forma tão oficial. Por si só, este é um fenômeno que mereceria nossa reflexão. Que ele seja o autor de belas canções que criaram uma parte da memória afetiva de todos nós, isto é indubitável e, de fato, não deveria ser esquecido. No entanto, há algo a mais no "caso" David Bowie. Lembremos dos fenômenos bizarros que aconteceram nas últimas semanas. Igrejas tocaram sua música em órgão, o primeiro-ministro conservador do Reino Unido deu um tempo em sua temporada de caça aos imigrantes para aparecer na televisão a fim expressar sua tristeza, o "Jornal Nacional" e a revista "Veja", certamente pontas de lança da cultura underground desde sempre, dedicaram espaços infinitos para falar de sua grandeza, alguns astrônomos belgas batizaram uma constelação com seu nome. Por fim (OK, isto ninguém merece), Elton John prometeu fazer um show em sua homenagem.

Houve época em que cantores de rock encarnavam o mal-estar juvenil em relação à entrada alienante no mundo da produção e das convenções. Por isto, alguns se perdiam em viagens místicas, outros se autodestruiam, outros procuravam formas alternativas de vida, afundavam no ócio das piscinas do excesso ou se engajavam politicamente em múltiplas causas ou, ainda, como Morrissey, torciam para o IRA acertar uma bomba em Margaret Thatcher. Mas Bowie era, desde muito, de outra época.

Na verdade, David Bowie entrou para a história da indústria cultural como sua mais perfeita expressão, e talvez seja por isto que ele foi tão celebrado. Bowie não era exatamente o mais famoso, nem o responsável pelas maiores vendagens, nem mesmo o responsável pelas letras mais poéticas, mas certamente foi o popstar mais paradigmático, aquele que compreendeu antes de todos o tipo de subjetividade que a indústria cultural iria produzir e rentabilizar.

Muito se falou a respeito de seus múltiplos personagens, suas mudanças impressionantes de estilo, como se fosse questão de estar em contínua flexibilização de identidades. Esta flexibilização de quem compreendeu a identidade como uma sucessão contínua de personas hiperteatralizadas mostrou-se muito mais adaptada aos tempos atuais de reengenharia feliz de si do que a figura do cantor de rock obcecado pelas mesmas histórias e sintomas ou, ainda, do popstar que é uma jukebox de si mesmo.

Mas esta flexibilização não teria sido tão bem sucedida se Bowie não houvesse compreendido que a indústria cultural desconheceria margens. Ela sobreviveria da comercialização e da colonização da revolta contra ela própria, da integração contínua do que se coloca como sua contraposição. Neste sentido, o popstar perfeito só poderia ser aquele que parece estar, ao mesmo tempo, dentro e fora das regras industriais do entretenimento, gerenciando uma zona de ambivalência na qual seria possível entrar por filmes terrivelmente açucarados, como "Labirinto", e sair pelo corredor de trabalhos autorais como o célebre disco "Low" e suas belas faixas instrumentais melancólicas. Bowie sabia onde corria o sangue criativo da cultura jovem. Nos últimos tempos procurou se associar a músicos singulares, mas ele sabia também (e fazia questão de lembrar) onde acendiam as luzes da sociedade do espetáculo com seu circo midiático e suas entrevistas assépticas. Não por acaso, ele foi o primeiro cantor a transformar seu nome em ativo na Bolsa de Valores, como quem se realiza na condição de marca. O popstar perfeito queria estar nos dois lugares ao mesmo tempo, dissolvendo contradições em uma conciliação incrivelmente rentável.

Neste sentido, o fim não poderia ter sido de outra forma. Em "Cosmópolis", livro de Don DeLillo sobre um yuppie que trafega em Nova York com sua limusine enquanto reflete sobre o estágio atual das sociedades capitalistas, há uma frase paradigmática: "As pessoas não vão morrer. Não é esse o credo da nova cultura? As pessoas vão ser absorvidas em fluxos de informação".

De fato, é verdade que o último personagem de Bowie foi sua própria morte, sua última obra foi a espetacularização angustiada de sua própria morte. Como se fosse o caso de desaparecer sendo absorvido em fluxos de informação. Ou, antes, como se entrássemos em uma época na qual a morte poderia, sem maiores dificuldades, transformar-se em um videoclipe profissionalmente bem feito a que assistiremos várias vezes no computador entre uma tarefa e outra ou que descobriremos quando estivermos zappeando no controle remoto. Em todos os sentidos possíveis, há algo de terminal em um gesto que nos abre a uma época como esta. Um gesto que, por mais paradoxal que possa ser, só os mais consequentes são capazes de fazer.

 

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Emanuel Cancella

Petrobrás

Sindicato dos Petroleiros do Rio e FNP sabiam da corrupção

O Sindicato dos Petroleiros do Estado do Rio de Janeiro (Sindipetro-RJ) e A Federação Nacional dos Petroleiros (FNP) sabiam da corrupção na Petrobrás, muito antes de ter sido denunciada pela Operação Lava Jato.

Não sabiam com a minúcia de detalhes a que pode chegar só uma investigação criteriosa feita por profissionais da Polícia Federal. Mas tinham fortes suspeitas. Chegaram a reunir evidências, inclusive muito antes dos governos de Lula e de Dilma. Desde o período FHC. Reuniram e divulgaram evidências, dentre outras fotos, depoimentos, relatórios.

Como não têm poder de polícia e muito menos os supra poderes do Judiciário, o que fizeram então com essas graves suspeitas os sindicalistas? Diga-se de passagem boa parte deles oriunda do PT, embora nem todos.

 

Usaram as armas próprias dos trabalhadores. Atos públicos, enterremos simbólicos e “escrachos” de diretores e gerentes suspeitos de corrupção. Fizeram denúncias junto à Polícia Federal e o Ministério Público do Trabalho, insistente e reiteradas vezes. Desde a época de FHC, passando por Lula e Dilma. Fizeram, ainda, inúmeros releases à imprensa.

 

No entanto, as denúncias foram engavetadas, os releases ignorados e rasgados. Muitas dessas ações resultaram não na apuração dos fatos, mas na punição e condenação de seus autores, via de regra por “danos morais”.

 

Ou seja, transformaram-se os corruptos em vítimas e os denunciantes e suas entidades em réus, obrigados a pagar multas e, em alguns casos, até a prestar serviços comunitários – como aconteceu, na época de FHC, com um ex-presidente do Sindipetro-Caxias – por ter chamado de “corrupto” um ex-diretor da Petrobrás hoje, finalmente, condenado por corrupção.

No governo FHC, a empresa Marítima ganhava uma licitação atrás da outra para a construção de plataformas, apesar das persistentes denúncias contra ela, encaminhadas pelos sindicatos de petroleiros. Ainda hoje há fortes suspeitas de que o afundamento da P-33, na Bacia de Campos, foi um ato criminoso. Junto à plataforma, afundaram-se também todas as evidências de fraudes e desvios que poderiam incriminar a Marítima e muita gente graúda, inclusive daquele governo.

 O então genro de FHC, David Zylbersztajn, nomeador pelo ex-presidente primeiro diretor Geral da Agência Nacional de Petroleiro, nada fez para apurar as suspeitíssimas causas do afundamento da plataforma que causou a morte de 11 trabalhadores petroleiros. A plataforma estava avaliada na época em 350 milhões de dólares, fora a carga que também se perdeu.

Já em seus discurso de posse o genro de FHC já deixava claro a que interesses servia, quando anunciou diante da imprensa nacional, internacional e de representantes das multionacionais: “Senhores, o petróleo é vosso!”

Num rasgo de sinceridade o ex-presidente da República, em seu livro autobiográfico “Diários da Presidência”  admite que havia corrupção na Petrobrás, desde quando governou.

O mais intrigante é que os sindicalistas petroleiros que sempre denunciaram a corrupção foram ignorados, perseguidos e/ou punidos. Ninguém virou celebridade. O juiz Sérgio Moro, no entanto, chefe da Operação Lava à Jato, foi premiado pelas Organizações Globo e pelo governo dos Estados Unidos.

Em contrapartida, recentemente, o Sindipetro-RJ foi proibido pela Justiça de citar publicamente ou no jornal que é distribuído aos trabalhadores os nomes de alguns dos gestores da Petrobrás. Em caso de desobediência, fomos alertados de que estaríamos sujeitos a pagar multas vultosas e até a prisão.

São essas contradições e disparidades no tratamento dispensado àqueles que denunciam a corrupção levam a várias perguntas. Uma delas é por que não se investiga com igual rigor o caso Zelotes e as empresas da área de Comunicação envolvidas com lavagem de dinheiro, no escândalo das contas do HSBC, na Suíça.

Os sindicalistas sabiam e denunciaram o que sabiam sobre a corrupção na Petrobrás. O circo montado em torno da Lava à Jato leva a crer que a principal motivação do espetáculo armado é facilitar a venda de ativos da Petrobrás, fatiá-la para facilitar a venda aos gringos e entregar as petrolíferas estrangeiras o nosso pré-sal.. De nossa parte, vamos resistir.

 

Rio de Janeiro, 22 de janeiro de 2015 

OAB/RJ 75 300              

               

Emanuel Cancella é coordenador do Sindicato dos Petroleiros do Estado do Rio de Janeiro (Sindipetro-RJ) e da Federação Nacional dos Petroleiros (FNP). 

OBS.: Artigo enviado para possível publicação para o Globo, JB, o Dia, Folha, Estadão, Veja, Época entre outros órgãos de comunicação.

http://emanuelcancella.blogspot.com.

https://www.facebook.com/emanuelcancella.cancella

    

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Estudante brasileiro pede ajuda pra receber prêmio nos EUA

http://www.kickante.com.br/campanhas/chegando-la

Chegando Lá!Educação - São Paulo, SP10kicksR$930,0011%Arrecadados da meta de R$8.000,0027dias restantesTudo ou nada  

Esta campanha só será financiada se arrecadar pelo menos R$8.000,00 até 18/02/2016.

  

Recentemente, fui nomeado para fazer parte da Academia Nacional de Futuros Médicos e Médicos Cientistas (National Academy of Future Physicians and Medical Scientists). Tal nomeação é feita apeans para estudantes dedicados, com boas notas e desempenho escolar, nos Estados Unidos, e cerca de apenas dois mil alunos são escolhidos no país inteiro. Tenho dedicado minha vida aos estudos desde sempre e, quando tive a oportunidade de ir aos Estados Unidos fazer um intercâmbio, tal dedicação foi reconhecida. Agora que tenho a oportunidade de voltar ao país para receber um prêmio por meu desempenho escolar e entrar para a National Academy of Future Physicians and Medical Scientists e fazer conexões com importantes pessoas da área científica, encontro uma barreira que muitos de nós, brasileiros, encontramos no dia a dia: falta de dinheiro.

Preciso levantar cerca de US$2338 (dólares) para cobrir os custos da viagem (passagens + hotel + entrada no evento)

Agora, por que deveria você, alguém que provavelmente não me conhece, me ajudar a financiar tal projeto? Lembre-se de que, infelizmente, o Brasil não dá apoio aos seus estudantes da forma que deveria. Muitos alunos ganham medalhas em olimpíadas de Física, Astronomia, Matemática, mas não ficamos nem sabendo. Lamentavelmente, muitos lá fora, no estrangeiro, vêem o nosso país como insignificante educacionalmente falando. Neste momento, peço a ajuda de vocês para tentar mudar um pouco este quadro. Ajude-me a levar o nome de nosso país para fora e mostrar do que somos capazes! 

Não posso prometer nenhum brinde àqueles que me ajudarem com a campanha, apenas a promessa de levar o meu nome, o nosso nome, o nome de nosso país para um respeitado congresso científico internacional.

*O nome de todos os doadores será citado no meu discurso no evento que acontecerá em Boston, no mês de junho. 

A hora é agora! Contribua comChegando Lá!


Conheça quem está a frente desta campanha

Nicolas Silva  Nicolas Silva
  

 

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No Brasil a única proposta política da oposição é o golpe.

Quando a Justiça só pune de um lado, os bandidos já sabem qual lado escolher.

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Macuné

Vou comprar esse livro

    Imprimirpublicado 22/01/2016 chato capa

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Leo V

É proibido protestar em

É proibido protestar em SP?

http://www.vice.com/pt_br/read/quinto-ato-mpl-sp-terminal-pq-dom-pedro-r...

Débora  Lopes

Por Débora Lopes

Repórter

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janeiro 22, 2016 

De terno preto, um homem leva a mão esquerda para o céu enquanto a direita segura a Bíblia. "Abençoa essa manifestação, Deus. Cuida dos manifestantes." Esse era o desejo do bispo Henry Oliveira, que caminhava em frente ao quinto ato do MPL (Movimento Passe Livre), realizado na última quinta-feira (21) em São Paulo. O medo do religioso era que a Polícia Militar repreendesse o protesto, cujo objetivo era chegar até a Alesp (Assembleia Legislativa do Estado de São Paulo).

 

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Foto: Felipe Larozza/VICE

A falta de clareza no diálogo estabelecido entre PM e MPL foi a maior prova da seletividade do Estado na hora de lidar com as diferentes manifestações de rua. Depois de 2013, soa inconcebível uma quinta-feira de protesto pacífico se tornar um dia sangrento, com pelo menos 17 pessoas feridas – número fornecido pelo GAPP (Grupo de Apoio ao Protesto Popular).

 

A VICE presenciou o cinegrafista Juliano Vieira, da TVDrone, com parte da pele da perna esquerda exposta e a calça jeans rasgada por estilhaços de bomba de gás lacrimogêneo ( assista ao vídeo). No mesmo local, um homem passou mal e teve um princípio de parada cardiorrespiratória. Atingido por uma bala de borracha no rosto, um manifestante teve de ser encaminhado ao hospital.

 

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Foto: Felipe Larozza/VICE

A Secretaria de Segurança Pública de São Paulo (SSP-SP) informou que oito pessoas que "tentavam depredar a estação Liberdade do Metrô" foram encaminhadas ao 1º DP e, posteriormente, liberadas. O número de presentes não foi divulgado pelo movimento, nem pela SSP.

 

 

O TRAJETO: MPL ACUSA SSP DE CHANTAGEM

Durante o dia, motoristas de vans escolares que participam do programa TEG (Transporte Escolar Gratuito) protestavam contra as novas regras exigidas pela prefeitura e a forma de pagamento que entrará em vigor a partir de fevereiro, podendo reduzir os salários dos condutores de R$ 7 para R$ 4 mil.

 

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Foto: Felipe Larozza/VICE

Através do Facebook, o MPL divulgou qual seria o trajeto do dia, que começaria no Terminal Parque Dom Pedro II, às 17h, passaria pelo Viaduto do Chá, entraria na Avenida 23 de Maio e terminaria na Alesp. Às 16h13, a SSP soltou um comunicado informando que o trajeto – informado com menos de duas horas de antecedência do início – não seria possível porque havia outro protesto sendo realizado nos locais especificados, como o Viaduto do Chá e a 23 de Maio. O que o MPL acabou chamando de "chantagem". "A PM insiste em chantagear a manifestação, condicionando a existência do ato a informação do trajeto com uma antecedência que não é exigida pela constituição", publicou o movimento na página do Facebook. "A Polícia está querendo criar um novo massacre."

Diante do clima de tensão que pairava ainda de dia na concentração do ato, os militantes resolveram realizar uma assembleia para receber propostas de trajetos, já que a PM não estava disposta a liberar a manifestação. Uma das propostas era seguir o itinerário inicial. E, através da votação dos presentes, ela foi escolhida. Os ativistas do movimento iam até a polícia o tempo todo tentar novas negociações.

 

 

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Foto: Felipe Larozza/VICE

Tudo ali deixava o ambiente ainda mais funesto: a indignação dos transeuntes que sofriam com o terminal de ônibus fechado, a ressonância das declarações do prefeito Fernando Haddad à imprensa durante a tarde, afirmando ironicamente que havia outras demandas em seu mandato antes de cogitar a tarifa zero no transporte coletivo. "Almoço grátis" e "ida para a Disney grátis" foram algumas das comparações infelizes do governante que ganhou pontos ao instalar ciclovias pelo município com os paulistanos que se sensibilizam com a causa da mobilidade, mas tem caído vertiginosamente no gosto popular daqueles que até então o apoiaram. "É melhor eleger um mágico em outubro porque um prefeito não vai dar conta", zombou, referindo-se à impossibilidade do passe livre para a população e às eleições para a prefeitura nos próximos meses.

Pouco antes das 20h, mesmo sob ameaça da PM de repreender o ato, a multidão começou a andar. Questionado sobre a decisão arbitrária, um dos policiais responsáveis, tenente coronel André Luiz, falou à VICE. "Nós não queremos definir o trajeto de ninguém. Eu acho que eles estão corretos", afirmou o policial. "Se eles tinham o trajeto definido, por que não nos avisaram com antecedência pra que nós pudéssemos preparar isso?".

 

O QUE DIZ A LEI SOBRE TRAJETOS DE MANIFESTAÇÃO

 

De acordo com inciso XVI do Artigo 5º da Constituição brasileira, "todos podem reunir-se pacificamente, sem armas, em locais abertos ao público, independentemente de autorização, desde que não frustrem outra reunião anteriormente convocada para o mesmo local, sendo apenas exigido prévio aviso à autoridade competente". Entretanto, o inciso não estipula que comunicar o itinerário é uma obrigação.

 

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Foto: Felipe Larozza/VICE

 

Não é assim que a SSP parece enxergar os atos do MPL. O próprio coronel André Luiz reforçou o recado da pasta: "Já que eles [MPL] não cumpriram a norma constitucional, a Secretaria definiu o trajeto". Todavia, no Facebook, o Passe Livre postou que "os manifestantes não vão aceitar a intimidação da polícia e da sua manobra ilegal".

 

Sobre um possível encontro com o ato convocado pelos motoristas de vans da prefeitura, o movimento contra o aumento da tarifa informou que chegou a estabelecer diálogo. "Em conversa com os motoristas de vans, acordamos que o trajeto pode ser mantido tranquilamente, sem que seja necessária uma alteração."

 

CLAUSTROFOBIA: O CALDEIRÃO DE HAMBURGO FEITO PELA PM

 

A PM continua com a tática similar ao kettling, também conhecido como Caldeirão de Hamburgo, utilizado em 1986 na Alemanha para repreender manifestantes que se colocavam contra a construção de usinas nucleares.

 

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Foto: Felipe Larozza/VICE

O forte envelopamento policial feito pela Tropa do Braço prejudica o ir e vir de manifestantes, jornalistas e transeuntes. Durante os atos, é comum ver pequenos bate-bocas entre cidadãos que saem do trabalho e querem passar pelo cordão policial para pegar o transporte e ir pra casa. Vez ou outra a polícia acaba liberando o acesso.

 

A PANCADARIA NA REPÚBLICA

 

Por volta das 21h o ato chega pacificamente até a Praça da República, no centro da cidade. Ali, a Tropa de Choque aguarda os manifestantes e os policias engrossam o cordão que fica cara a cara com a linha de frente. A multidão canta: "Sem violência" e "Deixa passar a revolta popular". Sem sucesso. Em alguns minutos, a PM ataca com spray de pimenta, balas de borracha e inúmeras bombas de gás lacrimogêneo e de efeito moral.

 

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Foto: Felipe Larozza/VICE

No Facebook, o Passe Livre postou sua indignação. "A quem interessa toda essa violência por parte do Estado? Até onde será permitido este comportamento abusivo?."

Vídeo: Felipe Larozza/VICE

Esse tipo de repreensão sangrenta e desproporcional não é vista em manifestações da direita. Nem mesmo o tal do kettling. E utilizar a velha desculpa de que o MPL concede espaço à vândalos e black blocs é só uma desculpa para contemporizar a sede do Estado em perseguir movimentos políticos de esquerda, cujas pautas aferem as mazelas de governantes e os percalços enfrentados pela população mais pobre. É a presunção de que manifestantes, por serem simplesmente manifestantes, podem ser violentos ou oferecer perigo à população e ao patrimônio público.

 

 

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Foto: Felipe Larozza/VICE

 

A grande imprensa, sempre presente nos protestos, presta muitos desserviços ao confundir o leitor com palavras apelativas e caça-cliques. "Confronto", "vandalismo", "tumulto" e "confusão" parecem ser as preferidas. Além do mais, grandes veículos ainda cedem espaço para facínoras que propalam informações inverossímeis e falaciosas, plantando fatos não apurados em seus textos sem posterior retratação – que transbordam compartilhamentos e comentários exaltados repletos de ódio, contribuindo para a desinformação característica da internet tão criticada pelos bastiões do jornalismo.

 

Não se trata de defender um movimento social específico, mas sim a liberdade constitucional de se manifestar, de ir e vir, de utilizar o espaço público para reivindicar pautas relevantes para a sociedade sem o aval prévio da polícia – que é braço direito do Estado.

 

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Foto: Felipe Larozza/VICE

Enquanto esses elementos persistirem, veremos mais repressão, mais feridos, mais indignação e mais revolta popular nas ruas. Provavelmente no sexto ato do Passe Livre, que irá acontecer na próxima terça-feira (26), às 17h, na Estação da Luz.

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Mais fotos do protesto do Passe Livre aqui:

 

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Foto: Felipe Larozza/VICE

 

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VAZAMENTO É CRIME. PUBLICAR TAMBÉM

Conversa Afiada

O Amigo navegante Sergio Govea, no post "Moro ignora omissão de Marcelo Odebrecht e segue em frente!" (sobre a matéria, ler também o Janio, o tirano está nu):

O Moro tem chefe sim, mas o chefe dele não sai do computador.

O chefe dele escreve ... escreve e só. Na hora de agir, o chefe dele não faz nada.

Eu fui ridicularizado no PT DF ( que não moveu palha ) , quando eu tive a ideia de recorrer ao CNJ , na questão do "pedido de vistas" da ADI 4650 (grana de empresas em campanhas eleitorais).

Pois bem. Consegui 35 bons brasileiros e atolamos a mesa do ministro Gilmar (PSDB-MT) com os tais relatórios semanais da presidência do STF, na forma do regimento.

Quatro meses depois não havia mais como segurar a infringência ao regulamento interno da casa e o ministro Ricardo pôde dar-lhe o xeque-mate.

Valeu a pena se mobilizar. Conseguimos que ele devolvesse e hoje a doação de empresas para campanhas está bloqueada. Já para 2016.

A população reclama da presidenta, reclama do ministro, mas não faz absolutamente qualquer esforço , dentro dos recursos disponíveis.

As relações de conveniência podem levar a pique todo um projeto de nação.

--------------

Agora, eu estou tentando juntar pessoas para entrar com uma ação popular na questão dos vazamentos.

Só saberemos se haverá sucesso, se tentarmos. Certo ?

Resta saber quem está disposto a se mover com seriedade em defesa do Brasil.

Sergio Govea.

 

 

-
É só mandar um email pra mim. ( sg@pcsa.com.br )

Fico grato. Em meu nome em em nome dos demais.

Todos os que estão enviando emails estão sendo cadastrados e , no momento oportuno, enviarei email a todos com todos os detalhes.

Mais uma vez, agradeço-lhe. Sempre pedindo para divulgar.

Não temos compromisso de vencer juridicamente. Não pediremos dinheiro.

Temos provas mais do que suficientes, segundo dois eminentes criminalistas aqui da capital federal. Há muitas chances em termos técnicos.

A nossa vitória será a nossa capacidade de mobilizar, juntamente com a nossa vontade de reagir.

Mas, temos compromisso com o nosso querido Brasil !

Participar dessa ação , que não será a única, é bem menos arriscado que ter conta no Fakebook .

Valeu.

Sergio Govea.

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Vazamento é crimePublicar

Vazamento é crimePublicar vazamento também    Imprimirpublicado 21/01/2016 chato

Ilustração publicada no Twitter do Muda Mais

O Amigo navegante Sergio Govea, no post "Moro ignora omissão de Marcelo Odebrecht e segue em frente!" (sobre a matéria, ler também o Janio, o tirano está nu):

O Moro tem chefe sim, mas o chefe dele não sai do computador.

O chefe dele escreve ... escreve e só. Na hora de agir, o chefe dele não faz nada.

Eu fui ridicularizado no PT DF ( que não moveu palha ) , quando eu tive a ideia de recorrer ao CNJ , na questão do "pedido de vistas" da ADI 4650 (grana de empresas em campanhas eleitorais).

Pois bem. Consegui 35 bons brasileiros e atolamos a mesa do ministro Gilmar (PSDB-MT) com os tais relatórios semanais da presidência do STF, na forma do regimento.

Quatro meses depois não havia mais como segurar a infringência ao regulamento interno da casa e o ministro Ricardo pôde dar-lhe o xeque-mate.

Valeu a pena se mobilizar. Conseguimos que ele devolvesse e hoje a doação de empresas para campanhas está bloqueada. Já para 2016.

A população reclama da presidenta, reclama do ministro, mas não faz absolutamente qualquer esforço , dentro dos recursos disponíveis.

As relações de conveniência podem levar a pique todo um projeto de nação.

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Agora, eu estou tentando juntar pessoas para entrar com uma ação popular na questão dos vazamentos.

Só saberemos se haverá sucesso, se tentarmos. Certo ?

Resta saber quem está disposto a se mover com seriedade em defesa do Brasil.

Sergio Govea.

 

 

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É só mandar um email pra mim. ( sg@pcsa.com.br )

Fico grato. Em meu nome em em nome dos demais.

Todos os que estão enviando emails estão sendo cadastrados e , no momento oportuno, enviarei email a todos com todos os detalhes.

Mais uma vez, agradeço-lhe. Sempre pedindo para divulgar.

Não temos compromisso de vencer juridicamente. Não pediremos dinheiro.

Temos provas mais do que suficientes, segundo dois eminentes criminalistas aqui da capital federal. Há muitas chances em termos técnicos.

A nossa vitória será a nossa capacidade de mobilizar, juntamente com a nossa vontade de reagir.

Mas, temos compromisso com o nosso querido Brasil !

Participar dessa ação , que não será a única, é bem menos arriscado que ter conta no Fakebook .

Valeu.

Sergio Govea.

 

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Fagundes

O Brasil da Rede Globo, juiz Moro e do PSDB definido numa canção

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evandro condé de lima

Pau que dá em Chico dá em Francisco?

PM revista jornalistas em frente à Folha por 'atitude suspeita'
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ANNA VIRGINIA BALLOUSSIER
RODOLFO VIANA
DE SÃO PAULO

21/01/2016 23h47
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Noite de quinta-feira (21), pausa para um cigarro. Nós dois, repórteres da "Ilustrada", estávamos no parklet em frente à Folha quando vários jovens –10? 20?– passaram correndo.

Logo deduzimos se tratar de manifestantes fugindo de um cerco policial.

Era dia, afinal, de mais um protesto organizado pelo Movimento Passe Livre contra o aumento da tarifa, não muito longe da sede do jornal, no centro de São Paulo.

Primeiro instinto jornalístico: pegar o celular e gravar o que estava ocorrendo.

O iPhone 5S, contudo, foi visto como arma perigosa pelos policiais, que nos abordaram e pediram para que ajoelhássemos com as mãos entrelaçadas para trás, cara encostada na parede.

Avisamos que éramos funcionários do jornal e que tínhamos nossos crachás no bolso, o que foi ignorado pelos agentes. O nome deles? Perguntar, a gente perguntou. À toa: não quiserem dizer.

Também tentamos filmar a identificação no uniforme, mas eles não facilitaram.

Perguntamos por que estávamos sendo enquadrados. "Atitude suspeita", respondeu a policial feminina. De quê? "Vandalismo."

Se a repórter Anna Virginia não é uma "vândala", afinal, por que "está ofegante?", ela questionou ironicamente (talvez seja o cigarro, talvez porque correr para gravar ações policiais não seja proibido por lei).

Ajoelhada, a repórter foi revistada e teve seu celular tomado. Nós só fomos liberados quando outro funcionário do jornal, questionado pelos agentes, confirmou que éramos jornalistas da Folha.

O aparelho foi devolvido, e nós não voltamos a ser incomodados. Já os jovens que corriam da polícia não tiveram a mesma sorte.

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Fagundes

Não acredito porque não deu no Jornal Nacional

Assisto ao Jornal Nacional todos os dias e nunca ouvi falar nada de mal sobre os nobres políticos que ainda pensam em impeachment. Pelo menos nos mais destacados PSDBistas, como Aécio Neves, José Serra e FHC. O JN nunca falou mal deles. Portanto..

Por que Aécio Neves ficaria ansioso por uma propina de apenas  300 mil reais quando uma dose de Black Label no Baixo Leblon custa apenas 30 reais? Ninguém consegue tomar 10 mil doses de uísque numa única noite, compreendem?. Com essa quantidade de uísque, qualquer pessoa entraria em coma alcóolico. Foi o que aconteceu na Rússia de Putin, por exemplo, onde um jovem tomou apenas três garrafas de vodka absoluta numa farra e morreu, lascou-se. E olha que vodka absoluta é de primeira qualidade. Portanto, o Janot tem razão em não acreditar em nada do que diz (a Rede Globo não diz)  esse bando de mentirosos que circulam na internet.

Mas vamos supor que Aécio tenha gasto a metade de uísque e a metade em tira-gosto. Aí é que seria um desastre: Aécio morreria empazinado. E Aécio está aí, vivinho da silva, e liderando o impeachment (eita nome difícil da porra de escrever!; eu prefiro a palavra golpe) da Dilma, sobre a qual paira um caminhão de suspeitas. SÓ A VERDADE SALVARÁ O BRASIL!

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Airão

Estou começando a acreditar nesse cara. E você?

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Free Walker

Meu Guru!

"Se alguém tentar fazer isso [apostar na valorização do dólar] vai quebrar a cara. (...). Somos poderosos nessa área". (Guido Mantega, na FSP em outubro de 2014)

Detalhe: quando Mantega disse isso, a moeda americana era cotada em 2,43 reais. Com o dollar a R$ 4,16  quase dobramos a meta.

Quem se fiou nos urubólogos, na Empirucus e na gerente do Santander não foi trouxa...

 

 

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Palhaço Goiabada

Aécio Neves: um chato de galochas. Dá uma olhadinha, Janot

Segundo delator, Aécio era o "mais chato" na cobrança de propina

 

        qui, 21/01/2016 - 14:36

Do Jornal do Brasil

Delator diz que Aécio Neves era "o mais chato" para cobrar propina

O delator Carlos Alexandre de Souza Rocha, conhecido como Ceará, responsável pela entrega de valores, afirmou em depoimento gravado ter ouvido que o senador Aécio Neves (PSDB-MG) era "o mais chato" na cobrança de propina junto à empreiteira UTC. As informações são daFolha de S. Paulo.

De acordo com a reportagem, em dezembro, "Ceará" afirmara em sua delação ter levado R$ 300 mil a um diretor da UTC no Rio, de sobrenome Miranda, que seriam destinados a Aécio. Rocha era um dos transportadores de valores contratados pelo doleiro Alberto Youssef.

Ainda segundo a Folha, no vídeo ao qual a reportagem teve acesso, Rocha disse que o episódio lhe "marcou muito". Contou que Miranda estava ansioso pela "encomenda" e teria lhe falado: "Esse dinheiro tá me sendo muito cobrado". Questionado por "Ceará", o diretor da UTC teria respondido que se tratava de Aécio o destinatário do dinheiro. "[Miranda] ainda falou que era o mais chato que tinha para cobrar", contou Rocha.

De acordo com a gravação, quando perguntado se o dinheiro tinha sido encaminhado para Aécio, Rocha disse: "Sim, senhor. Ele [Miranda] falou bem claro pra mim em alto e bom som". Segundo o delator, o diretor teria feito um "desabafo": "Eu sei que ele fez esse comentário, que era quem cobrava, enchia o saco, ele tava de saco cheio de tanta cobrança desse dinheiro".

Folha destaca ainda que a assessoria de Aécio respondeu, em dezembro, que considerava "absurda e irresponsável" a citação ao senador sem comprovação. A UTC negou ter entregue valores ao senador tucano. 

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Palhaço Goiabada

A Folha e a formação de novos fascistas

Cada um dá o que tem de melhor:
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Miniatura

 

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Palhaço Goiabada

Há algo de podre no Reino das Gerais, conterrâneos

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