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Leo V

Artista holandês acusa Fiesp

Artista holandês acusa Fiesp de plagiar pato amarelo

http://www.bbc.com/portuguese/noticias/2016/03/160329_pato_fiesp_fs

Ricardo Senra Enviado especial da BBC Brasil a Brasília

O artista plástico holandês Florentijn Hofman acusa a Fiesp (Federação das Indústrias do Estado de São Paulo) de plagiar, em sua campanha contra aumento de impostos chamada "Não vou pagar o pato", a obra Rubber Duck (ou pato de borracha), exposta em São Paulo, em 2008, e em cidades como Amsterdã e Hong Kong.

A BBC Brasil entrou em contato com a fábrica de Guarulhos (SP) que produziu a obra para o artista holandês em 2008 e descobriu que se trata da mesma que tem produzido os patos em contrato com a Fiesp.

Denilson Sousa, dono da Big Format Infláveis, reconheceu que empresa produziu os dois patos e disse que a Fiesp enviou uma foto da obra do artista como "referência", mas que "nem sabe mais se tem o projeto de Hofman".

À BBC Brasil, a equipe de Hofman afirmou que a Fiesp transformou o projeto artístico original em uma "paródia política" e que o uso do desenho é "ilegal" e "infringe direitos autorais".

Procurada pela reportagem, a Fiesp negou as acusações de plágio e afirmou que a inspiração para os patos foram "patinhos de banheira", sem confirmar se enviou ou não o projeto holandês como referência.

"O que foi dito (pela fábrica) para a gente é que este é um projeto novo", diz a área de comunicação da Federação. "Nós não nos inspiramos no artista. Nos inspiramos nos patinhos de banheira, que estão em todo lugar. Este projeto é da campanha 'Não vou pagar o pato'."

A Fiesp alega ainda que o pato da campanha difere da obra do artista "nos olhos, no pescoço e na base" e que a "patinhos amarelos como o da campanha estão em qualquer lugar".

Desenho e especificações

Segundo o dono da fábrica, o novo projeto foi "inteiramente desenvolvido" pela Big Format. "Eu não colocaria nossa reputação em jogo", diz Sousa. "Temos experiência e este é um projeto muito simples. Por que não perderíamos quatro horas para fazê-lo?", pergunta.

O artista contra-argumenta: "A resposta da Fiesp é com certeza uma cortina de fumaça. É exatamente o nosso desenho e nossas especificações técnicas. Alterar os olhos não muda a nossa concepção técnica de formato do corpo e bico", procede a equipe do artista.

 

Em reportagem publicada no site da federação, Paulo Skaf (PMDB-SP), presidente da Fiesp, diz que “este pato representa a indignação das pessoas”.

"O povo brasileiro é um povo do bem. O pato, com este olhar de paz, é a forma brasileira de protestar”, prossegue.

Na última terça-feira, coincidindo com a saída do PMDB do governo, a Fiesp instalou 5 mil "minipatos infláveis" na Esplanada dos Ministérios, em Brasília, em frente ao Congresso Nacional.

O protesto critica a carga tributária do país, acusa o governo de má gestão e corrupção e pede o impeachment da presidente Dilma Rousseff.

Vetor

O artista holandês criticou o uso político do pato. "Se você estudar e entender esta obra, verá que é feita para ser um projeto não político. É isso que enfatizamos e esperamos que você perceba que eles mataram o espírito da obra."

A BBC Brasil apurou que o projeto da obra foi enviado pelo artista para a fábrica na Grande São Paulo em setembro de 2008.

 

Também na última terça, a campanha do pato foi reproduzida em anúncios de 14 páginas no primeiro caderno de jornais de grande circulação no país.

“Somos milhões de empregos e bilhões de reais em impostos”, dizia o título. “Chega de pagar o pato. O Brasil tem jeito”, concluía a mensagem.

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Cláudio José

SE FOSSE DE OUTRO PAÍS SERIA TRATADO COMO GÊNIO

USP denuncia pesquisador que criou a 'pílula do câncer' por curandeirismoGilberto Chierice foi ouvido nesta quarta pela Polícia Civil de São Carlos.
Fosfoetanolamina foi distribuída, mas ainda não tem eficácia comprovada. 

Do G1 São Carlos e Araraquara

FACEBOOK Wilson Aiello/ EPTV)Gilberto Chierice desenvolveu a fosfoetanolamina sintética na USP São Carlos (Foto: Wilson Aiello/ EPTV)

A Procuradoria da Universidade de São Paulo (USP), em São Carlos, denunciou à Polícia Civil o químico Gilberto Chierice, pesquisador que desenvolveu a fosfoetanolamina sintética, a chamada 'pílula do câncer', nos laboratórios do Instituto de Química. A universidade alega que ele cometeu crime de curandeirismo, que é a prática de prescrever, ministrar ou aplicar substância para cura de doenças.

 FOSFOETANOLAMINASuposto produto anticâncer não foi testado

O pesquisador foi chamado para prestar depoimento na delegacia na tarde desta quarta-feira (30). A USP foi procurada, mas não se manifestou sobre o assunto até a publicação da reportagem. Chierice preferiu não comentar a denúncia.

Desenvolvida para o tratamento de tumor maligno, a substância é apontada como possível cura para diferentes tipos de câncer, mas não passou por esses testes em humanos e não tem eficácia comprovada, por isso não é considerada um remédio. Ela não tem registro na Anvisa e seus efeitos nos pacientes ainda são desconhecido.

Inquérito apura dois crimes
Segundo documentos obtidos pela EPTV, a USP denunciou o pesquisador por curandeirismo e por expor à vida ou a saúde de outrem a perigo direto iminente, previstos como crimes nos artigos 284 e 132 do Código Penal, respectivamente. A pena para o primeiro é de prisão de 6 meses a 3 anos e, para o segundo, de 3 meses a 1 ano.

 Reprodução/EPTV)Delegacia Seccional de São Carlos apura supostos
crimes de pesquisador (Foto: Reprodução/EPTV)

A denúncia foi feita inicialmente para a Polícia Federal, que encaminhou o caso para a Polícia Civil de São Carlos. O delegado seccional Geraldo Souza Filho informou que um inquérito foi aberto no dia 15 de fevereiro para apuração.

Além de Chierice, foram ouvidos também o pesquisador Salvador Claro Neto e o diretor do Instituto de Química, Germano Tremiliosi Filho. Também devem ser ouvidos pacientes com câncer que usaram a substância.

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Prisão em Pomerode (SC)
Em junho do ano passado, o catarinense Carlos Kennedy Witthoeft foi preso em flagrante por fabricar ilegalmente a fosfoetanolamina sintética nos fundos de casa, em Pomerode, no Vale do Itajaí. Ele conheceu a substância com o pesquisador e conseguiu o remédio para sua mãe, que tinha câncer no útero.

Após a melhora dela, ele procurou novamente o pesquisador e ficou cerca de quatro meses aprendendo a ser um químico prático e a sintetizar a substância. Kennedy passou 17 dias preso e foi indiciado por falsificação de medicamento, que é considerado crime contra a saúde pública. Ele responde ao processo em liberdade.

Em agosto do ano passado, em visita a São Carlos, ele disse o G1 que estava com a 'consciência em paz'. "Não tem como mensurar o que a gente sentia a cada pessoa que vinha falar que estava curada", afirmou na ocasião.

A substância
A fosfoetanolamina sintética começou a ser estudada pelo pesquisador Gilberto Chierice, hoje aposentado. Apesar de não ter sido testada cientificamente em seres humanos, as cápsulas foram entregues de graça a pacientes com câncer por mais de 20 anos.

Em junho do ano passado, a USP interrompeu a distribuição e os pacientes começaram a recorrer da decisão na Justiça. Em outubro deste ano, a briga foi parar no Supremo Tribunal Federal (STF), que autorizou a produção e distribuição do produto. Mas, desde novembro, por causa de uma nova decisão judicial, a distribuição da substância está proibida.

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 Paulo Chiari/ EPTV)Fosfoetanolamina foi desenvolvida no Instituto de Química de USP de São Carlos (Foto: Paulo Chiari/ EPTV)

Pesquisa e primeiros resultados
Em novembro do ano passado, o Ministério da Ciência, Tecnologia e Inovação (MCTI) anunciou R$ 10 milhões para as atividades ligadas à pesquisa da fosfoetanolamina em um período de 2 anos. Deste total, R$ 2 milhões serão alocados do orçamento de 2015. Em 2016 e 2017, serão aplicados mais R$ 8 milhões.

No dia 21 de março, o MCTI divulgou os primeiros relatórios sobre as pesquisas e as conclusões apontam que as cápsulas têm uma concentração de fosfoetanolamina menor do que era esperado e que somente um dos componentes da cápsula -- a monoetanolamina --- apresentou atividade citotóxica e antiproliferativa, ou seja, capacidade de destruir células tumorais e inibir seu crescimento.

Chierice avaliou os testes como equivocados. “Eu não sabia como seria testado, mas após ver o modelo posso garantir que são testes equivocados. Nunca funcionaria em um teste in vitro, nem é comparativo”, disse, explicando que a fosfoetanolamina funciona como um marcador de células doentes. "Tubo de ensaio não tem fígado, então foge totalmente do mecanismo da fosfoetanolamina. Ela tem que entrar no trato digestivo, sanguíneo, veia porta do fígado, são colocados dois ácidos graxos e ela caminha para a célula". Ele acredita que outros testes podem comprovar a eficácia.

 Ely Venâncio/EPTV)Fosfoetanolamina sintética foi desenvolvida na
USP de São Carlos (Foto: Ely Venâncio/EPTV)

Pesquisa estadual e teste em humanos
Em dezembro do ano passado, foi anunciado pelo Estado que o Instituto do Câncer de São Paulo (Icesp) também coordenaria a pesquisa para testar a substância fosfoetanolamina sintética no tratamento de pacientes com câncer.

O laboratório PDT Pharma, de Cravinhos (SP), recebeu as máquinas necessárias para a produção da fosfoetanolamina sintética e pretende iniciar a sintetização do composto para os testes anunciados pelo governo estadual.

Do laboratório, o composto será encaminhado para a Fundação para o Remédio Popular (Furp) de Américo Brasiliense, responsável por encapsular a substância, e em seguida para o Instituto do Câncer do Estado de São Paulo (Icesp), que vai coordenar os testes em humanos.

saiba mais

Segundo a Secretaria de Estado da Saúde, na primeira fase, serão avaliados 10 pacientes para determinar a segurança da dose que vem sendo utilizada na comunidade. Após essa primeira etapa, caso o composto não apresente efeitos colaterais graves, a pesquisa prosseguirá com até mil pacientes.

Uso compassivo
No dia 22 de março, o Senado aprovou o projeto de lei que que permite a fabricação, distribuição e o uso da fosfoetanolamina sintética. O projeto aguarda a sanção ou veto da presidente Dilma Rousseff.

Pelo projeto aprovado, pacientes com tumor maligno poderão usar a “pílula do câncer”, desde que exista laudo médico que comprove a doença. O paciente ou seu representante legal terá ainda que assinar um termo de consentimento ou responsabilidade. A proposta vai além e também permite a fabricação da fosfoetanolamina sintética mesmo sem registro sanitário.

 Reprodução/ EPTV)O presidente da Anvisa, Jarbas Barbosa, diz
que vai recomendar veto (Foto: Reprodução/ EPTV)

Anvisa recomenda veto à liberação
A Agência Nacional de Vigilância Sanitária (Anvisa) vai recomendar à presidente o veto. “Vai ser um medicamento que não tem lote, data de fabricação, quem fiscaliza para saber se é mesmo a substância ou alguma pessoa inescrupulosa está falsificando. Vai criar uma área de sombra onde seguramente a saúde de quem consome o produto não vai estar garantida”, afirmou o presidente da Anvisa, Jarbas Barbosa, em entrevista à EPTV.

Para a Anvisa, é perigoso distribuir para a população uma substância que não passou pelos testes que comprovem sua segurança. “Quando estiver sendo produzida, não de maneira improvisada, mas em uma fábrica que garanta a qualidade do produto, ela poderá ser candidata a uma análise para um uso compassivo. Não temos nada contra a fosfoetanolamina, queremos que seja tratada com seriedade como uma substância candidata a medicamento”, ressaltou.

Entidades médicas também se manifestaram contra o projeto de lei, como a Sociedade Brasileira de Oncologia Clínica (SBOC), a Sociedade Brasileria de Cancerologia (SBC), o Conselho Federal de Medicina (CFM) e a Associação Médica Brasileira (AMB).

Liberação como suplemento
O ministro da Ciência, Tecnologia e Inovação, Celso Pansera, recomendou nesta quarta-feira (30), que a fosfoetanolamina seja legalizada como suplemento alimentar junto à Agência Nacional de Vigilância Sanitária (Anvisa), segundo nota de sua pasta.

"Achamos que uma saída seria a produção da fosfoetanolamina como suplemento alimentar, mediante orientações, obviamente. É preciso ficar bem claro que isso não substituiria nenhum acompanhamento médico, nem tratamentos com eficácia comprovada."

 Reprodução/ EPTV)Senado aprovou o projeto que libera a 'pílula do câncer' (Foto: Reprodução/ EPTV)http://s.glbimg.com/jo/g1/static/live/common/img/estrutura/borderbottom.gif); background-attachment: scroll; background-size: initial; background-origin: initial; background-clip: initial; background-position: 50% 0%; background-repeat: repeat-x;">http://s.glbimg.com/jo/g1/static/live/portal/img/desktop/componentes/box...) no-repeat;">tópicos:http://s.glbimg.com/jo/g1/static/live/common/img/estrutura/borderbottom.gif) 50% 100% repeat-x scroll;">

 

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Valdez

Solução

Em tempos difíceis deve-se ter calma para ver amplo e achar a resposta. A solução para a crise politica é obvia e me impressiono de ninguém ai da ter enchergado.

Como única persomagem claramente honrada do meio politico, a Dilma precisa liderar uma verdadeira reforma politica no pais, tendo como base as lições da Lava Jato, o MPF, o STF e as vontades e as ânsias do povo.

Sem as chantagens do PMDB agora é possível. 

Contra o argumento de "estratégia desesperada para ficar no poder" a deve anunciar que, ao fim da reforma, marcara novas eleições sob  ar puro da nova constituiçâo.

 

Pois, mesmo que o Golpe não se concretise, ficarei muito triste com o PT se continuar "normalmente",  ignorando os sintomas da enfermidade do país.

Um debate > uma transição de modelo eleitoral > eleições no novo modelo > passagem da faixa presidencial.

 

Nassif, você poderia começar aqui um debate a respeito.

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A GLOBELS levou um balde de água fria...

Quarta-feira, 30 de Março de 2016

Fator Kátia Abreu muda o humor de jornalistas e apresentadores da Globo

Da Redação

O tom de euforia com que o jornalismo da Globo conduziu na terça-feira (29) seu noticiário, com a decisão de parte do PMDB de desembarcar do governo, mudou radicalmente nesta quarta-feira (30). Sem a certeza de que o maior partido da base aliada garanta, em bloco, seus mais de 60 votos para aprovar o impeachment de Dilma Rousseff, a expressão facial de repórteres e apresentadores, se não chegava a ser de velório, lembrava a de visitantes na ante sala de uma UTI - pura apreensão.

A razão maior do desânimo é justificável: chegou via Katia Abreu. A ministra da Agricultura foi apanhada por um fotógrafo da Folha de São Paulo quando mandava mensagem via celular. Nela, a amiga pessoal da presidenta Dilma avisava a um interlocutor que ela e outros cinco ministros haviam decidido não deixar o governo. Assim, o grupo isolaria e desmoralizaria Michel Temer.

O flagrante aconteceu em momento contraditoriamente festivo envolvendo Dilma Rousseff: foi durante a cerimônia de lançamento da terceira fase do programa Minha Casa Minha Vida, no Palácio do Planalto.


No texto, Kátia Abreu afirma que a decisão foi tomada "ontem à noite" e cita o local: "casa de Renan", numa referência à residência oficial do presidente do Senado, Renan Calheiros (PMDB-AL). E mais: avisa que os ministros iriam se licenciar do PMDB para evitar uma eventual punição da direção partidária.

Fazendo uma conta aproximada, que a Globo também fez, é possível chegar a um número realista. Representante maior da Frente Parlamentar Agropecuária, Kátia tem ascendência sobre aproximadamente cem deputados (entre 85 e 129) e dezoito senadores. Deste universo, cerca 30% seguiriam fielmente sua posição e permaneceriam apoiando o governo - Boa parte dos parlamentares agrupada ao PMDB.

Mas não é apenas a inconfidência de Katia Abreu que alterou o humor na Globo. Seu maior inimigo no Rio, Anthony Garotinho, tem agora a faca e o queijo na mão para exercer sua liderança e tentar reunir o maior número de votos do PR em favor do governo. E motivos não faltam: isolaria os desafetos e inimigos naturais do PMDB: Cunha, Cabral, Paes, Pedro Paulo, Temer, Pezão e outros mais. Além disso, a derrota da Globo na aventura do impeachment daria um cacife maior ao político campista nas futuras eleições.
 

Katia AbreuKatia Abreu  




E, para finalizar o dia amargo da Globo, no seu projeto de golpe, Marco Aurélio Mello colocou os pingos nos is no esclarecimento da ação da oposição, mídia e judiciário contra o governo. Leia aqui:

"Acertada a premissa, ela tem toda razão. Se não houver fato jurídico que respalde o processo de impedimento, esse processo não se enquadra em figurino legal e transparece como golpe", afirmou.

Para ele, afastar Dilma do cargo não vai resolver a crise política e econômica do País; ao "contrário", haverá possibilidade de conflitos sociais, acrescentou. Para o magistrado, governo e oposição deveriam juntar-se para "combater a crise que afeta o trabalhador, a mesa do trabalhador, que é a crise econômico-financeira"

Marco Aurélio quis saber "por que insistem em inviabilizar a governança pátria. Nós não sabemos"

 

 

 

 

 

 

 

http://www.conexaojornalismo.com.br/colunas/politica/brasil/fator-katia-...

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Vivi

http://oglobo.globo.com/brasi

http://oglobo.globo.com/brasil/sem-justificativa-impeachment-transparece...

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Leo V

Mulheres curdas lutam por

Mulheres curdas lutam por democracia confederada e nova economia

http://www.sul21.com.br/jornal/mulheres-curdas-lutam-por-democracia-conf...

  Divulgação)

A guerra contra o Estado Islâmico tornou mais visível para o mundo o protagonismo das mulheres curdas que não se limita, porém, à luta armada. As curdas estão na linha de frente da luta de seu povo por democracia e por um modelo de economia anticapitalista. (Foto: Divulgação)

Marco Weissheimer

As mulheres curdas ganharam destaque internacional no último ano em função de seu protagonismo no enfrentamento armado contra o Estado Islâmico, principalmente no Iraque e na Síria. A guerra tornou visível para o mundo o protagonismo dessas mulheres que não se limita à luta armada. As curdas estão na linha de frente da luta de seu povo por democracia, liberdade para as mulheres e construção de um modelo de economia alternativa, comunal e cooperativada. Essa luta tem cerca de 40 anos, quando mulheres curdas foram viver nas montanhas, pegaram em armas e começaram a questionar frontalmente o modelo patriarcal e repressivo sob o qual viviam até então. Enfrentar a mentalidade dos próprios companheiros foi uma luta mais difícil do que a enfrentada contra o Estado turco, conta Melike Yasar, militante do Movimento de Mulheres Livres do Curdistão, que veio ao Brasil participar de debates e atividades com mulheres de movimentos sociais brasileiros.

Em entrevista ao Sul21, Melike Yasar fala sobre a luta e as ideias do Movimento de Mulheres Livres do Curdistão que elaborou uma crítica radical do modelo de Estado e de poder político baseado no patriarcado. Os curdos, hoje, explica, não lutam mais por um Estado independente, mas pelo direito de viver em um território da maneira que desejam. Esse território, hoje, está dividido entre regiões da Turquia, da Síria, Irã e Iraque. Além disso, analisa o atual momento da guerra na Síria e detalha a proposta curda para a superação do conflito: a criação de uma Confederação Democrática em toda a Síria, respeitando a autonomia das variadas etnias e culturas que vivem na região. E denuncia a repressão por parte do Estado turco que não admite a ideia de um Curdistão autônomo.

Sul21: O que é o Curdistão hoje?

Melike Yasar: Sou originária do norte do Curdistão, que corresponde à região sudoeste da Turquia, e representante do movimento de mulheres do Curdistão. O Curdistão é um território muito antigo que remonta à Mesopotâmia. É o coração da antiga Mesopotâmia, entre os rios Tigre e Eufrates, onde começou a civilização. Os curdos vivem no centro desse território. É um povo que tem uma cultura muito antiga com raízes na civilização suméria. Em 1923, um encontro promovido na cidade suíça de Lausanne por iniciativa de França, Inglaterra, Turquia e outros países, acabou resultando na divisão do Curdistão em quatro partes, distribuindo-se entre Turquia, Irã, Iraque e Síria.

Território curdo, hoje, está dividido entre regiões da Turquia, da Síria, Irã e Iraque.

Território curdo, hoje, está dividido entre regiões da Turquia, da Síria, Irã e Iraque.

Sul21: Qual é o principal objetivo dos curdos na atualidade?

Melike Yasar: Quando dividiram o Curdistão, ocorreram 28 levantes de resistência do povo curdo contra essa medida. Esses levantes duraram um ou dois anos. Países imperialistas, como a Inglaterra, deram suporte a Turquia para acabar com a resistência. Em 1978, foi criado o Partido dos Trabalhadores do Curdistão (PKK) com o objetivo de criar um Estado independente e socialista, com uma perspectiva marxista-leninista. Uma das novidades desta iniciativa é que o PKK poderia criar uma organização nas quatro partes do Curdistão e não somente na Turquia. Até hoje, esse movimento luta em quatro países com uma perspectiva de liberação dos povos. Mas o movimento curdo evoluiu para uma posição crítica à criação de um Estado nacional centralizado. Hoje, não acreditamos que essa perspectiva de um Estado nacional possa dar conta dos problemas enfrentados pelo povo curdo. Também foi feita uma crítica à perspectiva marxista-leninista. De um modo mais amplo, essas duas críticas representam uma crítica mais forte à própria noção de poder.

A proposta alternativa surgida dessas críticas se chama Confederalismo Democrático, um sistema sem um Estado centralizado, onde as mulheres desempenham um protagonismo central para a construção de uma sociedade livre. Neste sistema, a libertação das mulheres é a primeira condição para uma sociedade livre. Na perspectiva marxista-leninista, antes da libertação das mulheres vinha a construção do Estado e da nação. Nós avaliamos que isso é um erro e que uma sociedade só pode ser livre com a libertação das mulheres. Nos anos 90, quando o movimento curdo mudou sua ideologia, mulheres começaram a lutar com armas nas montanhas. Mais importante do que isso, a partir daí começou o debate sobre a necessidade de mudar o modelo patriarcal de sociedade. Esse debate de fundo mais ideológico começou a ser feito nas montanhas.

Hoje, em Rojava, no norte da Síria, região oeste do Curdistão, os curdos têm seu próprio sistema, o Confederalismo Democrático. Esse sistema iniciou em 2011, depois da Primavera Árabe, quando também começou a crise na Síria. Os curdos decidiram não viver as mesmas experiências de outros povos na Primavera Árabe que se levantaram contra ditaduras, que acabaram derrubadas, mas, depois, foram substituídas por novas ditaduras. Os curdos decidiram aproveitar o momento de crise na Síria para criar uma nova alternativa, que é o Confederalismo Democrático, que não está aliada nem com o regime de Assad nem com a coalizão contra o regime que quer manter o mesmo modelo presidencial. Esse sistema alternativo funciona, não é uma utopia. Em Rojava, não vivem só curdos, mas também árabes, sírios, armênios, turcomenos, chechenos.

 Kurdish Female Fighters Y.P.J.)

Nos anos 90, quando o movimento curdo mudou sua ideologia, mulheres começaram a lutar com armas nas montanhas. (Fotos: Kurdish Female Fighters Y.P.J.)

Sul21: Quantas pessoas vivem neste território, aproximadamente?

Melike Yasar: Cerca de três milhões de pessoas que vivem sob um sistema de autodeterminação, com uma força de autodefesa. Esse modelo é muito perigoso para a Síria e para os países imperialistas, pois é um sistema sem Estado, onde as mulheres são protagonistas. As mulheres estão na linha de frente e lutam armadas, não só contra o regime de Assad e contra o Estado Islâmico, mas também contra a mentalidade patriarcal.

Sul21: O Confederalismo Democrático é um sistema anarquista? No que ele se diferencia do anarquismo, se é que se diferencia, nesta crítica que faz ao Estado?

Melike Yasar: Muitas vezes me fazem essa pergunta. Eu respondo que é um sistema anarquista, marxista, socialista, feminista. Todas as correntes de pensamento anti-capitalistas podem conviver neste sistema. Há uma perspectiva socialista, mas, para nós, o socialismo é uma nova forma de vida contrária à forma da modernidade capitalista. E há uma perspectiva anarquista também, pois acreditamos que os povos que vivem sob esse sistema devem viver como quiserem, mas com uma organização. Essa é uma diferença importante em relação ao anarquismo que existe hoje. Há um anarquismo na Europa que rejeita a ideia de organização. Nós acreditamos que um povo e uma vida sem organização não é um povo e uma vida com liberdade.

No Confederalismo Democrático seguimos um critério ligado à ideia de uma sociedade ética e política. Política, aqui, significa “organizada”, e Ética é a “ética de vida” da sociedade antes do patriarcado, com uma mentalidade democrática e uma característica socialista. Hoje, na América Latina, há vários grupos anarquistas, feministas e partidos socialistas que apoiam esse sistema.

Sul21: Neste modelo de auto-organização e autogestão implantado no território curdo na Síria, como funciona a gestão dos serviços públicos? Esse sistema prevê a existência de empresas públicas para administrar, por exemplo, o serviço de abastecimento de energia ou de água?

Melike Yasar: É preciso ter em mente que, agora, neste território, há uma guerra. E esse território, oficialmente, também não é dos curdos. O Confederalismo Democrático se organiza por meio de um sistema de comitês, assembleias e, mais acima, um conselho dos povos com representantes eleitos. E há três cantões que articulam esse sistema de assembleias. Há alguns princípios básicos como a paridade de gênero. Em qualquer instância há uma paridade entre homens e mulheres. E há uma paridade também do ponto de vista dos diferentes povos que habitam esse território. Cerca de 70% são curdos, mas aí também vivem árabes, sírios, turcomenos e outras etnias que também tem representação nas estruturas políticas.

Os comitês são criados de acordo com as necessidades de cada comunidade. Há comitês para a saúde, para as mulheres, para a economia (há uma economia alternativa baseada em cooperativas), para a educação e assim por diante. A energia elétrica vem da própria Síria, mas tem se desenvolvido formas alternativas de produção de energia.

Os três cantões que existem não são reconhecidos oficialmente. As fronteiras são fechadas para o comércio, para ajuda humanitária e para as necessidades do povo. As fronteiras com a Turquia e com o Iraque só estão abertas para o Estado Islâmico. Mas temos muito projetos para o futuro baseados em uma teoria econômica feminista. É uma economia alternativa com um pensamento criado fundamentalmente por mulheres.

A proposta dos curdos é implantar o Confederalismo Democrático por toda a Síria.

A proposta dos curdos é implantar o Confederalismo Democrático por toda a Síria.

Sul21: Essa experiência do Confederalismo Democrático está ocorrendo só no território curdo na Síria?

Melike Yasar: Sim. Agora estamos trabalhando para levar esse sistema para outras partes também. Já temos territórios curdos, na Turquia, onde comunidades estão adotando esse sistema em administrações autônomas, começando uma guerra. Desde dezembro do ano passado, há uma guerra do exército turco contra o povo curdo não militante. Nos últimos quatro meses, o Estado turco já matou cerca de 500 civis, utilizando inclusive armas químicas. Em várias regiões, foi declarado toque de recolher, mas o povo curdo está resistindo e há unidades armadas para defender as cidades.

Sul21: Você mencionou que as fronteiras com a Turquia e com o Iraque estão abertas para o Estado Islâmico. Existe, de fato, uma cumplicidade entre o governo da Turquia e o Estado Islâmico?

Melike Yasar: Sim. O governo turco diz que é contra o Estado Islâmico, mas ajuda a financiar esse grupo e abre as portas para ele na fronteira. A Turquia tem medo, pois esse sistema do Confederalismo Democrático instalado no norte da Síria há apenas três anos pode ser reconhecido pelos Estados Unidos e pelas Nações Unidas. Se a ONU e outras forças internacionais influentes reconhecerem esse sistema que construímos em Rojava terão que aceitar também a sua existência na Turquia. E isso o Estado não quer. Na fronteira da Turquia com a Síria, há uma cidade chamada Kobani, onde houve uma resistência muito importante em 2014, quando os curdos derrotaram o Estado Islâmico. Depois disso, Estados Unidos e Rússia disseram que as forças curdas não eram terroristas, mas sim lutadoras importantes contra o Estado Islâmico. Essa região é muito importante para o transporte de petróleo em todo o Oriente Médio, pois ela tem uma passagem para o mar, por onde os russos também podem comercializar seu gás para todo mundo. A Turquia não quer que os curdos tenham o controle desta zona.

Se o mundo reconhecer os curdos oficialmente, outras comunidades que vivem na Turquia podem querer fazer o mesmo, como em Esmirna, que tem ligação com a Grécia, e Capadócia, com a Romênia. O sistema ideal para a Turquia e, talvez, para todo o Oriente Médio é o da confederação. Na Turquia vivem hoje muitos grupos étnicos de diferentes cores, idiomas e religiões. Poderia virar um exemplo para o mundo. Mas a mentalidade do poder e do Estado nacional é um obstáculo para isso. Os curdos não querem mais um Estado independente, pois são contra o Estado. Podemos criar uma federação de povos turcos. A bandeira e a identidade turca podem continuar a existir, sem problema, mas nós queremos viver podendo falar o nosso idioma, por exemplo. E isso a Turquia não quer.

Se os cursos ganharem em seus territórios na Síria, no Iraque, no Irã e criarem esse sistema autônomo, a Turquia vai ficar isolada. Os curdos estão prontos para levar adiante o processo de paz na Turquia. Mas o que está acontecendo agora é o Estado turco matando civis. Se isso continuar acontecendo, os curdos estão preparados para resistir e não ceder aos ataques do exército. Hoje, há uma separação entre curdos e turcos, mas há algo mais grave acontecendo, o início de racismo contra os curdos. Acadêmicos, advogados e intelectuais, incluindo Noam Chomski, que apoiaram uma declaração pedindo o fim das hostilidades contra os curdos, foram declarados terroristas, sofrendo perseguições e prisões. Lançamos essa declaração também aqui no Brasil e em outros países da América Latina e conseguimos o apoio de muitos professores.

Outra coisa importante a assinalar é que o governo não está agindo somente em territórios de curdos. O exército, unidades especiais e paramilitares estão agindo também em outras áreas atingindo civis e chegando inclusive a matar crianças e bebês com poucos meses de idade. O povo curdo está pronto para desencadear uma luta mais forte nos próximos dias em todas as áreas onde vivem curdos, podendo chegar também a grandes cidades da Turquia.

Sul21: Há quem diga que há uma pequena guerra mundial em curso hoje na Síria, pois as principais potências mundiais estão envolvidas no conflito. Quem são os aliados políticos dos curdos hoje na Síria e qual a proposta curda para a superação da guerra e da crise que vive este país?

Melike Yasar: A proposta dos curdos é implantar o Confederalismo Democrático por toda a Síria. Achamos que esse é o caminho para democratizar o país, com a construção de um sistema confederado onde todos os povos estariam representados, o que hoje não ocorre. Os curdos, antes do início dessa guerra, não podiam ter uma identidade própria, assim como ocorria também com outros grupos étnicos e minorias. Os Estados Unidos e outros países imperialismos não acreditavam que esse sistema confederado poderia funcionar. Agora, já começam a mudar de ideia e o Confederalismo Democrático começa a ganhar a simpatia de muitos países. Muitos militantes da América Latina, Ásia, Europa e África estão indo para Rojava para aprender mais sobre o confederalismo democrático e prestar solidariedade internacional.

Sul21: Como é dentro do movimento curdo esse debate de crítica ao modelo patricarcal e de concepção de poder político protagonizado pelas mulheres? Como os homens curdos reagiram a essas ideias? Houve machismo e resistência a elas?

Melike Yasar: Há cerca de quarenta anos, as mulheres curdas não podiam sair e a sua palavra não era escutada. Suas tarefas eram cuidar das crianças e cozinhar. Mulheres eram mortas em nome da honra. Um homem podia se casar com três ou quatro mulheres ao mesmo tempo. As mulheres não sabiam o que era a rua e tinham que cobrir os rostos com véus e lenços. Hoje, os homens têm medo das mulheres curdas. Mas não só medo. Eles aceitam que sua libertação depende também da libertação das mulheres. Houve um processo muito forte, quando as mulheres curdas foram lutar nas montanhas. Elas dizem que a luta contra os próprios companheiros foi mais forte que a luta contra o Estado turco ou contra o Estado iraniano.

Esses militantes são um exemplo para o povo. Se eles não mudam sua mentalidade não podem também mudar a sociedade. Hoje, as mulheres têm uma posição que os homens aceitam. Nas estruturas políticas e institucionais há critérios de paridade de gênero e normas que impedem o homem de casar com duas mulheres. Se um homem quiser casar com duas mulheres, a assembleia da comunidade dirá que ele não pode fazer isso. Se ele insistir em fazer isso, não conseguirá viver nesta comunidade. Não será expulso, mas nenhum habitante desta comunidade irá cumprimentá-lo ou falará com ele. Há estruturas educacionais onde as mulheres são responsáveis pela formação dos homens com a ideologia da libertação das mulheres. Nas escolas em Rojava, onde existe esse sistema desde o primeiro ano até as universidades, essa ideologia está presente em todas as classes.

Há outro trabalho muito importante das mulheres curdas que estamos discutindo agora na América Latina a Jinealogi, expressão que em curdo significa “mulher” e “vida”. É uma ciência da vida, que não se resume a um trabalho acadêmico, sendo mais uma filosofia de vida. A ideia é criar uma economia feminina alternativa. Para nós, uma economia feminina significa uma economia comunal cooperativada cujo objetivo não é ganhar dinheiro em troca do trabalho. Estamos realizando um debate sobre esse tema aqui no Brasil com companheiras dos movimentos sociais.

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Nadraas

O Perigo de parceria com os americanos - a palavra final é deles

 AfghanistanEditor's choice 30.03.2016 - 427 views    5 (1 votes)AFGHANISTAN RECEIVES THE FIRST EMBRAER A-29 SUPER TUCANO

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An A-29 Super Tucano taxis across the airfield at Hamid Karzai International Airport, Afghanistan, Jan. 15, 2016. The aircraft will be added to the Afghans' inventory in the spring of 2016. The A-29 Super Tucano is a 'light air support' aircraft capable of conducting close air support, aerial escort, armed overwatch and aerial interdiction. Designed to operate in high temperature and in extremely rugged terrain, the A-29 Super Tucano is highly maneuverable 4th generation weapons system capable of delivering precision guided munitions. It can fly at low speeds and low altitudes, is easy to fly, and provides exceptionally accurate weapons delivery. It is currently in service with 10 different air forces around the world. (U.S. Air Force photo by Tech. Sgt. Nathan Lipscomb)

An A-29 Super Tucano taxis across the airfield at Hamid Karzai International Airport, Afghanistan, Jan. 15, 2016 (U.S. Air Force photo by Tech. Sgt. Nathan Lipscomb)

Written by Celso P. Santos exclusively for SouthFront; Edited by Rachel Lane

The Afghan Air Force (AAF) begins to use the A-29 Super Tucano in positions of destruction. The missions target extremist groups of the Taliban and al-Qaeda, who are ensconced in the mountain range that occupies most of the country. The first four A-29 arrived in the capital, Kabul, on the 15th of January. They were welcomed by Defense Minister Mohamed Masoon, and incorporated into the Afghan Air Force. The air force plans to have a total of 150 aircraft, which are being formed with American resources.

The presence of these light attack aircrafts (LAA) in the continuing war of 13 years is the result of a complex diplomatic maneuver. Three years ago, the US government purchased a batch of 20 units from Brazilian Embraer Defense and Security and its American partner, the Sierra Nevada. The Pentagon, as the contractor, is paying $ 428 million for the package that includes spare parts, technical training and components.

Between now and November, the AAF will have another squad, adding eight A-29 Super Tucano. In the first half of 2017, four will go into action. The fleet is expected to be completed during 2018. But the plan does not end there. The Pentagon wants to negotiate a second order of 20 to 30 aircraft, bringing the purchase to the level of US $ 850 million – the price today with no configuration changes.

“This is a fighting aircraft which will destroy the centers of enemies in the country,” said Col. Bahadur, the AAF public affairs officer, through an interpreter. “This aircraft has the ability of transferring weapons like rockets and machine guns. This fighting aircraft will provide security and combat support from the ground units in ground operation.”

The aircraft, to be delivered in January, enter combat with the advanced weapon system class of JDAMSenabling precision bombing missions, according to Colonel Mike Lawhorn, spokesman for NATOs Decisive support operations program, a cooperation between the NATO and Afghanistan. Each kit includes a laser steering device and more sensors to launch the new Small Diameter Bombs (SDB), smart bombs, guided, lighter without loss of power of destruction, with a range approximately of 50km and above all more accuracy to a defined target.

“The delivery of the first four A-29 Super Tucano demonstrates our ability to meet the terms of the contract,” said Jackson Schneider, president of Embraer Defense. For the executive, “…[W]e have the best product in the market for light tactical support, a condition demonstrated by the fact that it was selected by 13 client countries.”

Air Force Scrapped

A year after NATO ended its combat mission in Afghanistan, the Air Force tries to rise alone and fight. Fighting the Taliban and the scarcity of resources and personnel with a handful of aircraft. When international troops arrived in Afghanistan 14 years ago, the air force was already scrapped after losing almost all of the 580 aircraft it had in its arsenal in the early 80s and during their civil war, 1992-1996, which preceded the Taliban government.

“In those days not even the countries of the region, including Iran and Pakistan had such advanced aircraft,”stated Atiqullah Anarchic, in a statement to an international news agency, the EFE.  Anarchic, is a former commander of the air forces and political analyst.

Months after the end of the combat mission, and with NATO restricted to training and advisory tasks, and about 10,000 American soldiers having departed. Afghan security forces survive with a fleet of only a hundred aircraft and helicopters. Of them, only 33 are combat ready. Not nearly enough to even provide required air support for their 350,000 men.

“We set up units for weapons transport helicopters and use them at the same time to attack the militiamen and transport due to lack of combat aircraft,” the Ministry spokesman of Afghan Defense Dewlap Azeri explained to EFE. “Despite its current combat fleet being much higher than the five aircraft that had in 2014, Afghanistan still needs fighters and bombers to compensate for the absence of the more than 150,000 NATO soldiers who came to be in Afghanistan”, warned Azeri.

Anti-guerrilla Mission

Brigadier General Christopher Craige, the commanding general at Train, Advise, Assist Command-Air said “It can fly at low speeds and low altitudes, is easy to fly, and provides exceptionally accurate weapons delivery. It is currently in service with 10 different air forces around the world. The A-29 program was designed to help Afghan pilots gain an advantage by providing close air support to friendly forces engaged in combat on the ground. Training pilots on the A-29 in the U.S. will provide them an opportunity to learn how to employ this weapons system and defend Afghanistan from insurgents.”

The first eight Afghan pilots were qualified in Moody and took the turboprops flying to Kabul in tandem with some of the American instructors from 81 Squadron of Hunting and will soon enter combat, according to Defense Minister Mohammed Masoom Stanekzai. By 2018, at least 30 pilots and 150 mechanics will have passed the courses in the USA. The minister said the first group will be involved in strike actions in the provinces of Nangarhar in the east and Helmand in the south.

It is a complicated task. The rebels build underground shelters under thick layers of rock up to 10 meters on the slopes of rugged mountains with very high peaks, at an altitude of 5000 meters. Access is difficult. The task of the A-29 Super Tucano will be launching explosive charges at the point of access to these armored caves, often located in difficult terrain.

In the opinion of an air group of former leader of aviation in Colombia, whose force largely employs the A-29 Super Tucano in similar actions against the guerrillas of the Revolution Armed Forces of Colombia (FARC), “the aircraft increases the efficiency of smart bombs, reducing the error rate to landing a few meters.”

Grounded on the sources: www.af.ml – www.efe.com

 

 

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WALDIR

TEMER

Como fica a situação do senhor MICHEL TEMER na república?

Ele presidente de seu partido, decidiram democraticamente, deixar o governo. De livre escolha, pois muito bem, o Brasil inteiro viu e lembrará desse ato por algum tempo.

Mas o que preocupa, é que como vice-presidente, ele não pode ser destituido ( talvez criiem uma nova regra tipo ministro não ter foro), como a PRESIDENTA DILMA irá viajar para o exterior?

O vidro da confiança foi quebrado, como ela pode viajar e deixar o país nas mãos de quem deixou o governo?

E se considerarem o cargo vago , como fizeram com Jango?

Mais alguns  papéis para o senhor JOSE CARDOSO, da AGU , ler e tomar providências, acho que a AGU nunca trabalhou tanto.

 

 

 

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PF vai investigar morte de policial que acusava Aécio de ligação

PF vai investigar morte de policial que acusava Aécio de ligação com tráfico 

Por Estadão Conteúdo | 

30/03/2016 10:58

 

Encontrado enforcado com gravata, Lucas Gomes Arcanjo fazia diversas acusações contra presidente do PSDB, como lavagem de dinheiro, compra de habeas corpus e até homicídio

 

Estadão Conteúdo

Arcanjo ficou conhecido pelas críticas e acusações ao ex-governador e senador Aécio Neves Reprodução/FacebookArcanjo ficou conhecido pelas críticas e acusações ao ex-governador e senador Aécio Neves

 

A pedido do ministro da Justiça, Eugênio Aragão, a Polícia Federal vai acompanhar as investigações sobre a morte do investigador da Polícia Civil de Minas Gerais Lucas Gomes Arcanjo, encontrado enforcado com uma gravata em sua casa em Belo Horizonte no sábado (26).

Arcanjo ficou conhecido por fazer críticas e acusações ao ex-governador de Minas e atualmente presidente nacional do PSDB, senador Aécio Neves, divulgadas em seus perfis nas redes sociais.

  

O Ministério da Justiça informou que vai apoiar a investigação "tendo em vista as circunstâncias de óbito repentino do policial". Seguido no Facebook por quase 23 mil usuários, em diversos vídeos o policial acusava o tucano de ligação com narcotráfico, compra de habeas corpus, lavagem de dinheiro, corrupção e até homicídio.

Araújo criticava ainda a corrupção na própria Polícia Civil. Em uma das gravações, o policial diz que um corpo foi achado na propriedade de um primo do tucano, em Cláudio, onde o governo Aécio construiu um aeroporto. "Mas nada é investigado", afirmava Araújo, que estava de licença para fazer tratamento psicológico.

A Polícia Civil informou que não vai comentar o caso. A assessoria de Aécio divulgou nota dizendo que o caso "não guarda relação com política". "Trata-se de assunto da competência das polícias. É lamentável a irresponsável exploração que vem sendo feita pelo PT e seus aliados", diz o texto.

 

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"Não tenho prova cabal contra Dirceu - mas vou condená-

Golpistas querem transformar Dilma num novo Tiradentes

Educardo Cunha pretende colocar em votação o impeachment da presidente Dilma Rousseff na Câmara dos Deputados no próximo feriado de 21 de abril.

Ou seja: o Golpe de Estado será dado no dia em que o país rememora o enforcamento, a decapitação e o esquartejamento de Tiradentes.

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Henrique O

SINDICATO DOS MÉDICOS É ÉTICO NÀO ATENDER FILHO DE PETISTA

Entrevista29/03/2016 | 21h25Atualizada em 30/03/2016 | 10h09

"Ela tem que se orgulhar disso", diz presidente do Simers sobre pediatra que negou atendimento a filho de vereadoraA médica Maria Dolores Bressan deixou de atender o filho da vereadora suplente do PT na Capital, Ariane Leitão por questões partidáriashttp://diariogaucho.clicrbs.com.br/rs/dia-a-dia/noticia/2016/03/ela-tem-que-se-orgulhar-disso-diz-presidente-do-simers-sobre-pediatra-que-negou-atendimento-a-filho-de-vereadora-5612654.htmlCompartilhar"Ela tem que se orgulhar disso", diz presidente do Simers sobre pediatra que negou atendimento a filho de vereadora divulgação/SIMERShttp://diariogaucho.rbsdirect.com.br/it/icon/transparencia-leg.png); color: rgb(255, 255, 255); width: 625px; line-height: 14px; background-position: 0% 0%; background-repeat: repeat repeat;">Em entrevista ao Diário Gaúcho, o presidente da entidade, Paulo de Argollo Mendes, defendeu a profissionalFoto: divulgação / SIMERSJeniffer Gularte

jeniffer.gularte@diariogaucho.com.br

A pediatra que se negou atender uma criança de um ano e um mês, na Capital, porque o menino é filho de uma militante do Partido dos Trabalhadores (PT) teve o comportamento aprovado pelo Sindicato Médico do Rio Grande do Sul (Simers). Em entrevista ao Diário Gaúcho, o presidente da entidade, Paulo de Argollo Mendes, defendeu a profissional: 

— Ela tem a nossa admiração — disse Paulo de Argollo, em entrevista ao Diário Gaúcho. 

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"O direito do meu filho foi lesado", afirma vereadora que teve consulta de pediatra negada

O caso ganhou repercussão na semana passada quando Ariane Leitão, vereadora suplente na Capital e secretária de Políticas para as Mulheres do Rio Grande do Sul durante a gestão Tarso Genro, publicou uma mensagem que teria sido enviada pela pediatra Maria Dolores Bressan. 

No texto, a médica explica: "...Tu e teu esposo fazem parte do Partido dos Trabalhadores (ele do Psol) e depois de todos os acontecimentos da semana e culminando com o de ontem, onde houve escárnio e deboche do Lula ao vivo e a cores, para todos verem (representante maior do teu partido), eu estou sem a mínima condição de ser Pediatra do teu filho". 

Procurada pelo Diário Gaúcho, Maria Dolores preferiu não se manifestar. 

– Declarações sobre o caso serão dadas pelo Sindicato Médico — limitou-se a dizer a médica. 

Ariane denunciou Maria Dolores ao Conselho Regional de Medicina (Cremers). A médica tem 15 dias para apresentar defesa após notificação. 

A seguir, trechos da entrevista do presidente do Simers: 

Diário Gaúcho – Como que o sindicato vê a atitude da médica? 
Paulo de Argollo Mendes – É absolutamente ética. O código de ética médico tem um artigo que estabelece como deve se dar a relação entre médico e paciente. Tem coisas muito claras. Por exemplo, se é uma urgência ou se tu és o único médico da cidade, tu atendes e ponto. Não tem condicionais, é a tua obrigação. Tu não és o único médico da cidade e o paciente tem a possibilidade de escolher outros profissionais, daí tu tens que ser honesto, tem que ser leal com o teu paciente. Se tem alguma coisa que te incomoda e que tu achas que vai prejudicar a tua relação com o teu paciente, se tu não vais se sentir confortável, se não vai ser prazeroso para ti atender aquela pessoa, tu deves dizer para ela francamente: olha, prefiro que tu procures um colega. 

Diário – O médico deve atender apenas pessoas com quem ele se dá bem? 
Paulo – Não, eu acho que ele deve evitar atender as pessoas que percebe que, por algum motivo, não vai se dar bem. 

Diário – O senhor acha que isso pode influenciar no atendimento? 
Paulo – Inconscientemente até pode influenciar. O médico sempre procurar ser o máximo possível imparcial. 

Diário – O senhor já presenciou outros casos semelhantes? 
Paulo – Eu não me recordo de um caso tão rumoroso como esse. 

Diário – Isso não é comum? 
Paulo – Não. Eu acho que, às vezes, o médico evita de ser muito direto. Acho que essa médica foi extremamente honesta. 

Diário — Ela está abalada com a repercussão? 
Paulo – Não. Acho que ela está surpresa. 

Diário – Positiva ou negativamente?
Paulo – Nem positivo, nem negativamente. Só admirada. 

Diário – Ela demostra arrependimento? 
Paulo – Não. Não tem porque se arrepender. Ela tem que se orgulhar disso. Tem que se orgulhar de ter cumprido o código de ética, ter sido clara, honesta. 

Diário – A criança foi prejudicada? 
Paulo – Absolutamente não. Existem milhares de médicos em Porto Alegre que podem dar um atendimento tão bom quanto esta doutora.

Diário — E se acontecesse com o senhor? 
Paulo — Eu gostaria muito que o médico fosse franco, que ele não fosse um fingido, ficasse fingido que tem prazer e alegria em me atender quando, na verdade, ele está representando um papel. 

DG — O que acontece fora do consultório influencia na consulta?
Paulo — Não que interfira na consulta, mas interfere no relacionamento entre as pessoas. Porque não foi por causa de uma consulta, o procedimento da médica ocorreu fora do consultório, não inteferiu na consulta, mas no relacionamento entre dois adultos maduros e esclarecidos. Essa moça é até vereadora, ou suplente de vereadora, não é uma analfabeta ou uma pessoa com deficiência. São dois adultos inteligente e aptos que devem ter um relacionamento maduro, tranquilo, sereno e até bem claro.

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Paulo F.

É +

fácil receber uma reprimenda vinda do Papa por falta de compaixão do que do corporativo conselho. E o juramento , a versão usada depende da entidade,  mas no da  Associação Médica Mundial com base em Genebra diz o seguinte:

"Prometo solenemente consagrar a minha vida ao serviço da Humanidade.

Darei aos meus Mestres o respeito e o reconhecimento que lhes são devidos.

Exercerei a minha arte com consciência e dignidade.

A Saúde do meu Doente será a minha primeira preocupação.

Mesmo após a morte do doente respeitarei os segredos que me tiver confiado.

Manterei por todos os meios ao meu alcance, a honra e as nobres tradições da profissão médica.

Os meus Colegas serão meus irmãos.

Não permitirei que considerações de religião, nacionalidade, raça, partido político, ou posição social se interponham entre o meu dever e o meu Doente.

Guardarei respeito absoluto pela Vida Humana desde o seu início, mesmo sob ameaça e não farei uso dos meus conhecimentos Médicos contra as leis da Humanidade.

Faço estas promessas solenemente, livremente e sob a minha honra."

E note bem: a que a Saúde do Doente vem antes de meus Colegas serão meus irmão. e

que: " Não permitirei que considerações de religião, nacionalidade, raça, partido político, ou posição social se interponham entre o meu dever e o meu Doente."

Mas aqui o buraco é sempre mais embaixo!  Não duvido que surja um assim  "  Medicina é uma atividade econômica..." onde estaria vedado a prática pro bono....

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Paulo F.

Não passarão! (Gen. Robert Nivelle)

Usado depois por La Pasionaria durante a Guerra Civil Espanhola.

Porém....

"Nunca pensei que pudéssemos perder a guerra; nunca imaginei, até a última hora, quando tudo já era irremediável."

Ramón Puyol Román

Republicano espanhol, artista plástico,.

Que fique a lição da História.

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Edivaldo Dias Oliveira

Consócio Universitário

Consórcio Universitário

Acesso à faculdade ao alcance de tod@s com mensalidades pagas desde a infância

 

PorEdivaldo Dias de Oliveira

 

 

 

Pense em contragolpe!

 

 

Pense num pai ou mãe de família pobre, ou não, que tenha a possibilidade de adquirir uma cota de consórcio, administrado e garantido pelo Governo Federal, que ao ser contemplado por sorteio ou lance garanta a sua criança o aceso a uma universidade quando chegar o momento.

 

Pense na possibilidade desse consócio ser adquirido mesmo antes que a criança ponha os pés numa creche ou jardim de infância, tornando o custo da mensalidade totalmente suportável; dinheiro de pinga, de cigarro, de manicure,que se gasta num mês.

 

Pense que se possa fazer um lance pela aquisição desse bem e não sendo contemplado, o valor ofertado ou parte dele, possa ser depositado no Consórcio e ficar acumulado para o próximo lance,aumentando assim a possibilidade de aquisição por lance.

 

Pense no tamanho desse fundo a ser administrado pelo Governo Federal e Conselhos de Consociados, totalmente voltado para investimentos em educação. Não seria exagero afirma que ele pode rivalizar com o FGTS.

 

Pense na cabeça dessas crianças, adolescentes, jovens, crescendo no interior das cidades pequenas, nas periferias das grandes cidades, com a firme convicção de que há um lugar reservado para ela em uma universidade, paga por seus pais.

 

Pense agora na universidade, pública ou privada, que soube por algum meio, que aquela criança que reside próximo a ela foi contemplada pelo Consócio Universitário e terá todo o curso que escolher pago pelo fundo criado, sem qualquer risco de inadimplência, o que fariam para atrair esse cliente especial.

 

Depois desses seis pensamentos, você pensaria numa revolução? De que tipo?Uma revolução na educação, ou seria mais adequado se pensar numa revolução social, em que está presente não apenas os aspectos educacionais mas também cultural, moral, político e econômico? A mim, parece que a segunda alternativa é mais real, embora, para quem não conhece a fundo os processos revolucionários isso possa parecer assustador.

 

É um pouco isso o que foi feito nesses quase dezesseis anos de governo, garantindo o acesso às universidades da população mais carente. Um pouco apenas foi feito e vejam com que fúria reagem os habitantes da Casa Grande.

 

Sim, pois no fundo, após cavar mais fundo em minha análise sobre a quadra em que vivemos, cheguei a conclusão de que o que realmente está por trás de toda essa onda anti corrupção promovida pela Lava Jato e sua canalha, ou pelo menos um dos pilares que sustentam sua sanha persecutória contra nós petistas é nada menos do que o fato de Lula e Dilma ter aberto o acesso a educação universitária para grande parcela da população estudantil mais carente.

 

O que fizeram os dois? Meteram o pé na porta da Casa Grande, criando algumas rachaduras em suas estruturas, mas não a derrubaram. Essa iniciativa é que gerou a reação da direita, que agora chega a seu ápice, ao seu apogeu, com o golpitimam. Ora, quando o governo leva a formação universitária para milhares de pobres e pretos, os habitantes da Casa Grande sentem-se ameaçados de perderem postos antes ocupados quase que exclusivamente por seus filhos e parentes em tribunais, faculdades públicas e outras repartições, além de salas cirúrgicas, consultórios e grandes bancas de direito, pois neste espaços, o máximo que os mais humildes conseguem atingir, via de regra, são cargos de serventuário, auxiliar de escritório, de enfermagem. Agora eles correm o risco de se depararem de forma corriqueira com delegado, promotores e juízes de outras estirpes que na a sua.

 

O que antes era uma notória exceção, em breve deve se tornar corriqueiro.Encontrar negros e pobres encastelados na presidência de tribunais, fóruns e outros equipamentos públicos.  Antes era até aceitável que um ou outro “dessa ralé” acendesse ao topo, era um motivo a mais para sustentar o discurso torpe e enviesado da meritocracia, mas agora, que se apropriam do que “é deles”, seus postos de trabalho, que querem acabar com “sua reserva de mercado” como não reagir a isso? Melhor, que tática utilizar para reagir a isso e ao mesmo tempo conquistar a simpatia da massa ignara?

 

Quer tática melhor que o discurso de “combate a corrupção” e sua eficácia milenar? Além do mais, já imaginou esses promotores e juízes, vindos de num sei onde,julgando coisas que dizem respeito a gente de da sua estirpe, como fazemos quando julgamos os interesses deles contra os dos nossos? É um perigo terrível.

 

O que Lula e Dilma iniciaram foi uma Revolução, não no sentido socialista do termo, mas dentro dos marcos do desenvolvimento brasileiro. O dois subverteram o princípio imortalizado no livro “O Gattopardo” de Tomasi diLampedusa, em que “tudo muda para continuar no mesmo lugar”. Os diversos programas de incentivo ao ingresso de estudantes pobres em Universidades cavaramfundo e balançaram as estruturas da Casa Grande e seus habitantes sentiram o golpe e estão reagindo para ela não cair e eles caírem com ela.

 

Espero que minha proposta contribua para colocá-la abaixo de uma vez por todas.

 

 

Mas você, esquerdista como eu, deve estar se perguntando: Ora, o que defendemos, e isso desde sempre, em qualquer programa minimamente comprometido com a parte mais sofrida da sociedade, é a gratuidade do ensino em todos os níveis e para todos. Mais do que a gratuidade, defendemos que todo o ensino seja público e gratuito, essa é a nossa bandeira. Agora me aparece esse um, propondo que os pobres arquem com o pagamento, mesmo que simbólico, em longas e suaves prestações, de acesso a universidade? Que reviravolta é essa em nossos princípios programáticos mais caros, oxente?

 

Bem, esse um aqui vai te responder da seguinte forma; Ouviu falar em Deng Xiaoping? Foi quem substituiu Mao TséTung no comando da China com a morte deste último. Há uma frase de Deng, que ficou famosa, proferida no inicio de seu governo, que norteia até hoje todos os governos que lhe sucederam: “Não importa a cor do gato, desde que ele mate o rato”.

 

A frase foi dita para justificar a abertura da china para o ocidente, para o mercado. Naquela época o rato chinês era a estagnação, a recessão que ameaçava uma população faminta de, à época, quase um bilhão de pessoas e não é preciso dizer o que é capaz uma população dessas passando fome...

 

Pois muito bem, aqui o rato a ser caçado, acuado, e morto, é o rato do analfabetismo funcional, da falta de conhecimento formal, da falta de educação ou da má educação, do acesso a faculdade como elemento discricionário. Eu sei, o gato que apresento não é o gato ideal, o gato avermelhado que você, tanto quanto eu gostaria de colocar atrás do rato. Porem a questão principal que temos que responder com coragem, sem paixões ideológicas é: O gato ora apresentado tem ou não condições de matar o rato? Estou plenamente convencido que sim; quer me convencer do contrário?

 

É para mim inaceitável, embora compreensível, ver pessoas de minha classe social apoiando manifestações composta em sua esmagadora maioria por um mar de gente branca, que em nome de um falso e seletivo combate a corrupção, querem de verdade é o poder a qualquer custo, para tirar os pobres e pretos dos aeroportos e das faculdades e em nome desse desejo seqüestram a bandeira do Brasil e acusam a nós de serem antinacionais, logo nós, que fizemos esse país chegar em dezesseis anos onde nunca nenhum dirigente deles ousou chegar, pelo contrário, estão novamente ávidos para entregar nosso país e suas riquesas na bacia das almas ao capital norteamericano.

 

É chegada a hora de juntarmos todos, encher as ruas, encher o peito e gritar a plenos pulmões:GOLPISTA, TÚ NÃO ME ENGANA, A SUA BANDEIRA, É NORTEAMERICANA.

 

 

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Ockham

Há uma cegueira alimentada pelo ódio!

Dilma Roussef não é acusada formalmente de absolutamente nada. Não é ré e nem suspeita.

Não consta em absolutamente nenhuma lista de pagamentos ilícitos, foi eleita democraticamente com a maioria dos votos.

Perante a Justiça Brasileira ela não cometeu crime algum, daí o fato de ela não ser indiciada em absolutamente nenhum processo.

Querer destituir esta presidente para dar o cargo de Presidente da República ao vice-presidente Michel Temer, acusado na lava jato de receber 5 milhões da empreiteira OAS, bem como dar o cargo de vice-presidente ao Eduardo Cunha (dispensa comentários), é literalmente uma loucura!

Só estando em estado de transe para aceitar isso com naturalidade!

Esse motivo, por si só, seria suficiente até para direitistas serem contra o golpe! Direitistas de caráter, bem claro.

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Um juiz de juízo

PODER JUDICIÁRIO PARTIDARIZADO?

Tutmés Airan de Albuquerque Melo*

A guerra política instaurada no Brasil, que pode levar ao impeachment da presidenta Dilma, tem vários ingredientes. Nenhum deles, talvez, nem mesmo a atuação da mídia, tem despertado mais polêmica do que as decisões judiciais que brotam do conflito.

A ideia deste texto é, a partir da análise de algumas dessas decisões, tentar entender o porquê da polêmica e, entendendo o porquê, refletir sobre as suas consequências em relação à própria existência do Poder Judiciário e à sua capacidade de ser, numa crise desse tamanho, um mediador para o conflito.

Mãos à obra.

1ª DECISÃO

A Revista Veja, ano 48, edição nº 44, com circulação no mês de novembro de 2015, em sua capa, estampou uma foto do ex-presidente Lula com trajes de presidiário, atrás das grades.

Sentindo-se ofendido em sua honra e imagem, propôs ação de indenização por dano moral contra a Editora Abril S/A, processo distribuído para a juíza Luciana Bassi de Melo, titular da 5ª Vara Cível do Foro Regional XI de Pinheiros, Comarca de São Paulo.

Julgando o conflito, inclusive de forma antecipada, sua excelência decidiu que o ex-presidente Lula não tinha razão.

É certo, como sustenta Kelsen [1] , que decidir é um ato de escolha entre alternativas possíveis. Isso não quer dizer ou sugerir que o Estado dê um cheque em branco para o juiz decidir como quiser.

É que, não obstante tenha uma margem considerável de poder para construir a sua decisão, todo juiz sabe ou pelo menos intui que há interpretações-limite sobre o sentido e alcance dos textos normativos, a partir das quais tudo o mais não passa de uma tentativa autoritária de fazer prevalecer a vontade pessoal em detrimento dos limites impostos pela legalidade.

No caso em análise, embora tenha procurado ancorar a decisão em precedentes jurisprudenciais, para fazer prevalecer a sua vontade a juíza não hesitou, inclusive, em falsear a realidade, porque somente a falseando poderia decidir como decidiu.

Vejamos.

Chama a atenção uma passagem da sentença na qual, enfaticamente, sua excelência, em mal português, disse que a capa da revista não havia inventado nada, deturpado ou distorcido notícias a respeito do autor. Como não?!

Colocá-lo na capa de uma revista de circulação nacional vestido de presidiário, e atrás das grades, é absolutamente incompatível com o fato de que até hoje o ex-presidente Lula não tem contra si nenhum processo penal em tramitação e muito menos condenação, mesmo não transitada em julgado, capaz de sugerir ou indicar que ele poderia ser eventualmente colocado, em consequência de um processo ou de uma condenação, na condição de prisioneiro.

A toda evidência, pois, a capa da revista não se limitou a narrar ou criticar um fato real. Antes, criou um fato conveniente aos seus interesses na perspectiva clara de desconstruir a imagem de um homem que, até que se prove o contrário, é inocente e como tal deve ser, por imperativo constitucional, tratado.

Ao não reconhecer o óbvio – a ofensa à honra e à imagem do ex-presidente Lula –, sua excelência fez imperar uma espécie de justiça particular, ferindo de morte um dos pilares mais importantes do devido processo legal, segundo o qual as decisões judiciais devem obediência a regras prévias e democraticamente postas, limitadoras do poder de qualquer juiz.

A subversão da cláusula constitucional do devido processo legal não parou por aí. Nota-se que, por mais de uma vez, sua excelência justifica e legitima a capa da revista Veja, como se ela traduzisse as manifestações populares, no seio das quais, inclusive, teria havido a criação do boneco “Pixuleco”, “representando o autor como prisioneiro”.

São conhecidas as relações entre o Direito e as avaliações morais que os homens fazem sobre suas condutas. Uma delas, a que interessa neste instante, é a de que, através das normas jurídicas que produz e garante, o Estado deve proteger as pessoas contra os linchamentos e execrações produzidas apressadamente pela moralidade média.

Ao não enxergar na atitude da revista qualquer excesso, e ao ancorar a sua argumentação exatamente naquilo que ela tinha o dever de evitar ou combater, sua excelência descurou de um compromisso fundante do devido processo, segundo o qual as pessoas não podem ficar à mercê do juízo moral e de suas consequências devastadoras.

A propósito, bastaria um simples exercício mental para perceber isso. Um bom juiz deve se colocar no lugar do outro. Será que sua excelência gostaria de ter a sua imagem veiculada nas mesmas condições em que a revista retratou o ex-presidente Lula?

2ª E 3ª DECISÕES

Sexta-feira, dia 4 de março, o Brasil amanheceu em polvorosa: agentes da Polícia Federal levaram o ex-presidente Lula. De início se imaginou tratar de uma prisão anunciada. Logo depois, no entanto, constatou-se tratar-se de uma condução coercitiva que, enquanto tal, teria que ocorrer caso fosse verificada a hipótese prevista no artigo 260 do Código de Processo Penal, in verbis:

Art. 260. Se o acusado não atender à intimação para o interrogatório, reconhecimento ou qualquer outro ato que, sem ele, não possa ser realizado, a autoridade poderá mandar conduzi-lo à sua presença.
[…]

Como se vê, não se pode conduzir uma pessoa para depor coercitivamente sem que ela tenha sido previamente convidada para tal e, em consequência desse convite, se recusado a fazê-lo. Aqui, por mais que se queira dar asas à imaginação, não cabe outra interpretação: ir depor sob “vara” pressupõe resistência injustificada a um chamamento da justiça.

Eis que logo se descobriu que o ex-presidente Lula não tinha sido previamente convidado a depor, não se podendo obviamente dizê-lo resistente a um convite que não houve. O que então justificaria uma condução coercitiva?

Instado a se explicar, o juiz Sérgio Moro, responsável pelo mandado de condução coercitiva disse que a determinou em nome da busca da verdade e “para evitar tumultos e confrontos entre manifestantes políticos favoráveis e desfavoráveis ao ex-presidente”. Acontece que sua excelência, a pretexto de lançar mão da prerrogativa contida no artigo 260 do CPP, o fez de forma absolutamente divorciada de sua hipótese legal legitimadora.

Sua excelência, portanto, legalmente falando, não teria essa prerrogativa, no caso, exorbitando, consciente e deliberadamente, de seu poder, desprezando, tal como na decisão anterior, os marcos normativos pública e democraticamente estabelecidos, para, autoritariamente, fazer prevalecer a sua vontade. Como disse o ministro do Supremo Tribunal Federal Marco Aurélio Mello, comentando a decisão de condução coercitiva, o juiz estabeleceu “o critério dele, de plantão”.

Por melhores que sejam os propósitos, um juiz não pode decidir contra o sentido unívoco da lei, sobretudo porque a mensagem não deixa margem a qualquer dúvida. Como disse o referido ministro, “não se avança atropelando regras básicas”. Afinal, mais dia menos dia, “o chicote muda de mão”, e também de alvo.

Sua excelência, portanto, negou submissão às regras do jogo [2] , agindo fora dos limites estabelecidos pelo ordenamento jurídico, afrontando, assim como na decisão anterior, regra basilar do devido processo legal.

Como se isso não bastasse, e em nova afronta ao devido processo legal, expôs de modo desnecessário e vexatório o ex-presidente, quando seria do seu dever protegê-lo contra a execração pública e midiática.

Com efeito, ao que tudo indica sua excelência queria exatamente isto: que o ex-presidente Lula fosse execrado pública e midiaticamente. E por quê? Porque, violando o que estabelecem os artigos 8º e 9º da Lei nº 9.296/1996, que regulamenta o procedimento de interceptação telefônica, permitiu que conversas ao telefone feitas pelo ex-presidente Lula viessem a público, inclusive algumas estritamente privadas que não interessavam à investigação, bem como uma conversa havida entre o Lula e a presidenta Dilma, cuja divulgação somente poderia ser excepcionalmente autorizada pelo Supremo Tribunal Federal, dada a prerrogativa de foro da presidenta.

É de se imaginar que sua excelência sabia dessas proibições/limitações a ele impostas pelo ordenamento jurídico, mesmo porque parece ser dotado de bom preparo técnico. Não obstante, apesar delas e contra elas, resolveu decidir como decidiu, nesse caso criminosamente. Veja-se o que diz o artigo 10 da lei acima citada:

Art. 10. Constitui crime realizar interceptação de comunicações telefônicas, de informática ou telemática, ou quebrar segredo da Justiça, sem autorização judicial ou com objetivos não autorizados em lei.

Pena: reclusão, de dois a quatro anos, e multa.

É que o diálogo entre a presidenta Dilma e o ex-presidente Lula já foi captado num momento em que a interceptação, por decisão do próprio Moro, já não poderia mais ser feita. Contrariando a sua própria decisão, sua excelência não somente trouxe para o inquérito o referido diálogo como permitiu a sua divulgação. Ao agir assim, parece ter cometido o crime previsto no artigo 10 acima referenciado, expondo-se a um risco que racionalmente só se explica se o juiz tiver objetivos que transcendem o simples ato de dizer e aplicar o Direito na vida das pessoas, objetivos de resto não autorizados em lei.

E quais seriam esses objetivos?

O primeiro parece ter sido o de indispor o ex-presidente Lula com instituições respeitáveis e altas autoridades da República, a exemplo do Supremo Tribunal Federal e da Ordem dos Advogados do Brasil. Veja-se, para ilustrar, o teor dos diálogos interceptados e revelados:

— Nós temos uma Suprema Corte totalmente acovardada, nós temos uma Superior Tribunal de Justiça totalmente acovardado, (Conversa entre Lula e a presidenta Dilma)

[…]

— Amanhã eles vão fazer alguma putaria com o Lula. Terça-feira o filha da puta da OAB vai botar aqui dizendo que o Conselho da OAB acha que nesse caso… É uma palhaçada. (Fala atribuída ao ministro Jacques Wagner em conversa com o Lula)

Porque as altas autoridades são humanas e as instituições são compostas por homens que se ressentem e se ofendem, sua excelência parece ter conseguido o seu intento, tanto assim que a OAB nacional, que até então se posicionava contra o impeachment da presidenta Dilma, mudou de posição.

A consciência da ilegalidade da decisão que tomou e os riscos daí decorrentes parecem ter valido a pena: o ex-presidente Lula e, por tabela, a presidenta Dilma, a toda evidência, saíram enfraquecidos desse episódio.

O segundo objetivo também parece ter sido plenamente alcançado: a produção de um massacre midiático no qual diálogos foram manipulados para dar a eles a serventia que era conveniente, no caso, tentar convencer parte da população de que o ex-presidente Lula havia aceitado o cargo de ministro chefe da Casa Civil para, ganhando foro privilegiado, livrar-se de uma prisão iminente e inevitável, à Sérgio Moro [4].

Novamente, arriscar-se ao ponto de agir criminosamente parece ter valido a pena: uma parcela da população se convenceu de que o Lula quis ser ministro para evitar a prisão.

4ª DECISÃO

Inteiramente contaminado por essa perspectiva, um outro juiz entra em cena e, instado a decidir liminarmente, em sede de ação popular, o Dr. Itagiba Catta Preta Neto, resolveu suspender a nomeação e posse do ex-presidente Lula na Casa Civil.

À parte a discussão sobre a verossimilhança dos argumentos utilizados, o fato é que graças à atuação fiscalizadora de alguns bons jornalistas foram descobertos dois escândalos.

Na noite anterior à decisão, sua excelência deixou-se flagrar em pleno facebook participando alegre e entusiasticamente de um ato político em Brasília contra a presidenta Dilma e a favor do seu impeachment. Na postagem que colocou, além de sua fotografia na companhia possivelmente da família, sua excelência ridiculariza a presidenta Dilma, associando-a à imagem de uma bruxa, e, lá para as tantas, diz que é preciso derrubar a presidenta para que o dólar baixe e possibilite que pessoas como ele voltem a viajar.

Descoberto, apagou o perfil de sua conta no facebook, num esforço envergonhado e tardio de diminuir o vexame.

Uma outra descoberta desnudou sua excelência de vez. Analisando o percurso da ação popular no sistema de automação da Justiça Federal do Distrito Federal, percebeu-se que, entre o peticionamento e a decisão, transcorreram 28s. Quer dizer, em 28s o juiz recebeu o processo, analisou o argumento da parte e decidiu!

Como isto não é humanamente possível, e até por sua declarada opção político-ideológica, o fato é que a decisão de proibir o ex-presidente Lula de assumir o Ministério parece ter sido produzida antes de sua excelência conhecer do processo, como se tivesse sido encomendada [5].

Essas circunstâncias denunciam que sua excelência não tinha, face à sua opção política, nenhuma condição para decidir a ação popular. Ao fazê-lo, violou regras elementares que tratam da atividade do juiz, sobretudo aquelas que impõem o dever de imparcialidade e que disciplinam as hipóteses de suspeição.

Uma pergunta permanece no ar: se sua excelência se sabia suspeito, por que não se reconheceu enquanto tal? A resposta, tão inquietante quanto óbvia, sugere tratar-se, uma vez mais, de um juiz que, para fazer prevalecer as suas escolhas e a sua justiça, opta conscientemente por desprezar regras elementares do seu mister, desbordando dos limites impostos ao exercício de seu poder.

Que o Supremo Tribunal Federal, numa intervenção pedagógica, possa dar juízo aos nossos juízes.

NOTAS

[1] Em: Teoria Pura do Direito. Tradução: João Baptista Machado. São Paulo: Martins Fontes, 1999.

[2] O respeito às regras do jogo, segundo Norberto Bobbio, é que caracteriza o democrata e a democracia (In O Futuro da Democracia: Uma defesa das regras do jogo. Tradução: Marco Aurélio Nogueira. 6ª edição. São Paulo: Paz e Terra).

[3] Art. 8° A interceptação de comunicação telefônica, de qualquer natureza, ocorrerá em autos apartados, apensados aos autos do inquérito policial ou do processo criminal, preservando-se o sigilo das diligências, gravações e transcrições respectivas.

Parágrafo único. […]

Art. 9° A gravação que não interessar à prova será inutilizada por decisão judicial, durante o inquérito, a instrução processual ou após esta, em virtude de requerimento do Ministério Público ou da parte interessada.

Parágrafo único. […]

[4] Prisões preventivas que, na grande maioria, servem para a obtenção, pelo sofrimento, de delações premiadas, ou, então, para materializar condenações penais antecipadas.

[5] Essa suspeita aumenta porque, em artigo publicado em alguns sites jornalísticos, mostramos que a decisão foi colocada no sistema 4min19s antes do processo chegar ao juiz.

*Professor da UFAL e Desembargador do Tribunal de Justiça de Alagoas

Viomundo

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Ockham

Temer: A Presidência já estava no papo! PQP!!!

O cara está prontinho pra deixar a Presidência da República cair no seu colo e, olha o que acontece:

RICARDO BOECHAT: MICHEL TEMER RECEBEU DA OAS PROPINA DE 5 MILHÕES DE REAIS

Que “belo” quadro teremos caso o impeachment passe: Michel Temer presidente e Eduardo Cunha vice-presidente.

 

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