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Genoino e o tetraplégico preso em Papuda

O preso não tem nome. O advogado pediu que não fosse divulgado e o jornal acatou. Não por respeito - e desde quando um jornal acata pedidos dessa ordem. Mas pela única razão de que é um anônimo, talvez um José de sobrenome da Silva. Não é celebridade para aguçar a curiosidade, nem classe média com o qual o leitor se identificar, nem ativista político, para despertar paixão e ódio, nem intelectual que possa ser romanceado.

É apenas um tetraplégico preso no presídio de Papuda.

Em sua casa, na periferia de Brasília, a polícia encontrou nove pedras de crack, mais de 60 gramas de maconha e R$ 900 em dinheiro. Pelas cotações de mercado, no máximo R$ 90 reais em crack, R$ 120 em maconha. O suspeito alegou que não estava sozinho em casa, que a droga não era dele, apenas parte dela, para consumo próprio.

A reportagem não detalha como um tetraplégico morava sozinho em casa e ainda tinha disponibilidade para traficar drogas. Mas informa que, mesmo antes da condenação definitiva, foi trancafiado em regime fechado na Papuda, sem direito à prisão domiciliar. Reincidente, foi condenado a 7 anos de prisão fechada.

Devido ao seu estado, o advogado pediu prisão domiciliar. O Ministério Público opinou pela aceitação. Aí a direção da Papuda garantiu que tinha condições de trata-lo e o MP voltou atrás, assim como a juíza Rejane Teixeira, da Terceira Vara de Entorpecentes, que anotou na sentença que "relatório enviado pelo presídio informou que o requerente está obtendo tratamento médico, realizando curativos nas úlceras, com bom estado geral".

Segundo a reportagem, o tetraplégico depende de colegas para comer e se limpar. Usa fraldas e a urina fica armazenada em uma sonda que ele carrega consigo.

Mas ganhou uma relevância insuspeita. Nem se imagine o jornal, procuradores, juízes, ativistas de direita ou esquerda preocupados com as condições de um tetraplégico preso. Nem se imagine os bravos procuradores do DF envergonhando um poder que se gaba – com razão – da defesa dos direitos dos anônimos. Ou ONGs de direitos humanos levando seu caso para as cortes internacionais.

O tetraplégico anônimo ganhou a condição de álibi. Para o jornal, tornou-se álibi para destacar os “privilégios” de José Genoíno. Se um tetraplégico que precisa ser carregado pelos próprios colegas de cela permanece preso, porque um cardíaco em estado grave tem direito a prisão domiciliar?

Quando os holofotes da mídia acenderam, tornou-se álibi também para os procuradores exigirem imediatamente a isonomia, de presos políticos e presos comuns irmanados no desrespeito aos direitos individuais.

Para a direita, é álibi para desancar os “privilégios” de Genoíno; para a esquerda, o tetraplégico deve ser esquecido por não ter ficha de filiação partidária e nem uma história pregressa nobre para ser incensada.

Quando os médicos de Joaquim Barbosa admitiram que o quadro de Genoíno era sério, mas aceitaram as explicações da Papuda, de que poderia dar o atendimento necessário, os jornais celebraram. Circularam informações esparsas, de que o presídio não dispunha sequer de ambulância, ou de atendimento médico 24 horas.

Mas ninguém se habilitou a dissecar o que é o presídio. Os jornais, para não darem razão a Genoíno; os procuradores, para não expor sua falta de cuidados para com os direitos dos presos; o PT, porque o foco de interesse é apenas a cela que abriga Genoíno, Dirceu e Delúbio.

Nesses tempos de bestificação, de exacerbação do ódio e de falta de generosidade, a lembrança do tetraplégico anônimo, preso em Papuda, ainda se constituirá na prova maior de uma opinião pública que perdeu o sentimento de humanidade.

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172 comentário(s)

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Histórias que assustam a ONU

Histórias que assustam a ONUNo Brasil, 40% da população carcerária é de presos provisórios, e relatório inédito das Nações Unidas alerta o País para o excesso de detenções ilegais. Muitos desses detentos, inocentes, ficam com sequelas irreversíveisNathalia Ziemkiewicz

 

Em 2003, o ajudante de pedreiro Heberson Oliveira foi acusado de entrar na casa de vizinhos na periferia de Manaus, arrastar uma criança para o quintal e estuprá-la enquanto os pais dormiam. Heberson dizia que, na noite do crime, estava em outro bairro da cidade. Ninguém acreditou. A vítima, uma menina de 9 anos, se viu pressionada a reconhecê-lo como algoz e dar um desfecho ao escândalo. Embora a descrição do suspeito divergisse das características físicas de Heberson, ele foi para a cadeia. Lá aguardou julgamento por quase três anos jurando inocência. A mãe chegou a ser hospitalizada ao receber a notícia. “Com a vida que a gente levava, não podia garantir que ele nunca roubaria”, diz Socorro Lima. “Mas não seria capaz de uma coisa dessas.” Dona de casa e pensionista, ela pegou empréstimos para bancar advogados. Atrás das grades, o rapaz sem antecedentes criminais assistiu a rebe­liões, entrou em depressão, foi abusado sexualmente e contraiu o vírus HIV.

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DOR
Daniele foi para a cadeia acusada de colocar cocaína na mamadeira da filha.
Apanhou na prisão e perdeu parte da audição e da visão.
Inocentada, tenta receber uma pensão do Estado

E nada de audiência ou sentença. Até que a defensora pública Ilmair Siqueira assumiu o caso: ela alertou o promotor de que não havia provas ou testemunhas para acusar seu cliente. O juiz pediu desculpas pela injustiça e concedeu a liberdade. Mas Heberson nunca mais seria um homem livre. Tentou um emprego numa loja de materiais de construção e foi vítima do preconceito entre os próprios colegas, que temiam até beber água da mesma torneira. Sete anos após sua absolvição, o rapaz permanece desempregado. Hoje, perambula pelas ruas catando latinhas e consumindo pedras de oxi. “Eu morri quando me fizeram pagar pelo que não fiz”, diz Heberson aos 32 anos, explicando por que não toma o coquetel contra a Aids. “Todos os dias tento esquecer o que vivi”, diz ele, vítima de um sistema judiciário que também está doente e, segundo as Nações Unidas, desperta graves preocupações.

No final de março, peritos do Conselho de Direitos Humanos da ONU visitaram penitenciárias de cinco capitais brasileiras. O País chama a atenção pelo acelerado crescimento de sua população carcerária, que alcançou a quarta posição no ranking mundial. Há 550 mil detentos no Brasil, número cinco vezes maior que em 1990. O grupo investigou detenções arbitrárias – ilegais ou desnecessárias. No documento preliminar entregue às autoridades, os peritos destacaram o uso excessivo de privação de liberdade e a falta de assistência jurídica gratuita. Ao contrário do que se preconiza mundo afora, a regra tem sido punir antes para averiguar depois. Cerca de 40% do total são presos provisórios, que ainda não receberam sentença.

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DRAMA
Heberson foi preso por engano, acusado de violentar uma criança.
Passou dois anos detido e contraiu HIV na cadeia.
Hoje, desempregado e viciado em drogas, só conta com o apoio da mãe

A prisão temporária não poderia ultrapassar 120 dias, prazo máximo para que o processo seja julgado. Mas a morosidade da Justiça é o grande entrave. O acusado de um furto, por exemplo, leva em média seis meses para ser ouvido pela primeira vez por um juiz. Nesse período, ele convive com assassinos e traficantes em ambientes degradantes. “É uma tortura institucionalizada: falta água para banho e descarga, acesso a medicamentos e itens de higiene, os presos fazem rodízio porque nem no chão há espaço para dormir”, afirma Bruno Shimizu, defensor público do Estado de São Paulo. Não à toa, a taxa de reincidência gira em torno de 80%. “Depois da barbárie na cadeia, o preso sai e desconta sua raiva na sociedade”, diz Marcos Fuchs, diretor da ONG Conectas. Apesar das taxas recordes de aprisionamento, os indicadores de criminalidade crescem. Entre 1990 e 2010, houve um aumento de 63% nos homicídios, segundo o Ministério da Saúde.

Nos delitos menores, a legislação recomenda medidas alternativas como o monitoramento eletrônico, prisão domiciliar, prestação de serviços à comunidade, etc. Elas desafogariam um sistema com déficit de 240 mil vagas. Os visitantes da ONU também perceberam que o princípio de proporcionalidade muitas vezes é ignorado. Em outras palavras, o ladrão de uma caixa de leite não pode ter sua liberdade condicionada a uma fiança de três salários mínimos. Ou continuará preso, sem condições de pagá-la. Além disso, não há defensores públicos para a demanda. Os Estados de Santa Catarina e Paraná, por exemplo, não têm nenhum. Há cidades com um defensor para 800 casos, o que torna impossível uma boa defesa. “Em um país onde a maioria dos presos é pobre, é extremamente preocupante que não haja assistência jurídica suficiente disponível para aqueles que precisam”, disse o perito Roberto Garretón. Procurado, o Ministério da Justiça não quis se pronunciar sobre o documento da ONU, que será apresentado oficialmente com recomendações ao governo brasileiro em 2014.

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As vítimas dos erros da Justiça fazem fila por indenizações. Quem vence a disputa contra o Estado ainda corre o risco de morrer sem o dinheiro, na longa fila de pagamentos da dívida pública. Desde 2008, Daniele de Toledo Prado tenta receber uma pensão de três salários mínimos. Ela ficou 37 dias presa, acusada de matar a filha colocando cocaína na mamadeira. Daniele foi agredida por 12 colegas de cela que a reconheceram em uma reportagem na tevê. Entre murros e chutes, sob os gritos de “monstro”, ela desmaiou e só recebeu atendimento no dia seguinte. Perdeu visão e audição do lado direito. Aos 28 anos, Daniele conta que não consegue emprego por causa das defi­ciências, fruto do episódio.

O pó branco era, na verdade, remédio para controlar as crises convulsivas do bebê. Hoje ela está desempregada e vive com o filho de 10 anos na casa de parentes. “Para me prender sem provas foi rápido. Agora enfrento a lentidão para receber algo que sequer vai reparar a minha dor”, diz. Ao contrário dela, Heberson não pediu indenização porque perdeu a esperança na Justiça. Preso ao passado, ele acredita que tudo “foi uma provação de Deus” para testar sua fé. Deitado nas calçadas de Manaus, ele teme que as memórias o enlouqueçam de fato. “Toda vez que me tratam feito bicho, penso que não sabem o que já passei...”.

 

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Porque la lucha es colectiva, pero la decisión de luchar es individual, personal, íntima.

Isso precisa ser divulgado pela imprensa internacional

Esse lado vergonhoso da Justiça brasileira precisa ser conhecido pelo resto do mundo.  Quem sabe a pressão de organismos internacionais consiga mudar essa triste e vergonhosa realidade de nosso país, já que os brasileiros que tem poder para isso não fazem nada.

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Demarchi

E onde  anda Daniel Dantas,

E onde  anda Daniel Dantas, Abdelmassi, Cachoeira, Demóstenes Torres, Naji Nahas. Porque a "justiça", o judiciário,  o stf , a pgr, Quinca Barbosa não atuam para prendê-los.

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Quando os holofotes se dirigem aos eternos injustiçados

A comparação deve ser por ai, comparar lascado com lascado sei não, as mazelas são muitas, a imprensa goiana, por causa da prisão dos "mensaleiros" descobriu que em GO existem 237 Genoínos(doentes terminais) presos.  Intressante essa constatação ter vindo no rasto do "mensalão", prá que mesmo, prá fazer justiça a estes presos ou para apontar privilégios de Genonino. Entendi muito bem que a intenção do Nassif foi apontar a injustiça para com o tetraplégico, mas no geral a mídia aponta certas injustiças no sistema carcerário tão somente para denegrir ainda mais os "mensaleiros', inclusive denúncias sobre tais injustiças por esse viés logo logo desaparecem da mídia e do noticiário, senão vejamos: Quando prenderam o doente mental de Luziânia que havia matado vários jovens, descobriram 57 presos doentes mentais sem tratamento, ainda bem que certas prisões tem este condão de  fazer com que os holofotes se dirijam a estes eternos injustiçado e, pelo andar da carruagem, aparecerão mais e mais casos piores do que o de Genoino, uma pena que logo logo caim no esquecimento, como ocorreu com os doentes mentais de GO, ainda bem que o "mensalão" está servindo até prá isso:

20/04/2010 08h43

Cidades - Goiás tem 57 presos doentes mentais sem tratamento (MP)

Fonte: O Popular - 20/04/2010

Faltam remédios para detentos com transtornos abrigados no maior presídio do estado

Deire Assis
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O horror provocado pela história protagonizada pelo serial killer de Luziânia, o pedreiro Adimar Jesus da Silva, de 40 anos, escancara mais uma das inúmeras mazelas do sistema penitenciário brasileiro: presos com doenças e transtornos mentais são jogados diariamente na vala comum de presídios à beira do colapso. Essa é a realidade de pelo menos 57 detentos em Goiás, 33 deles com necessidades claras de tratamento. Sem assistência adequada, esses indivíduos têm seus quadros psiquiátricos agravados, representando um risco para si mesmos, para o sistema e para a sociedade, quando postos em liberdade.

Sujeitos às regras do cárcere, eles convivem com a falta de remédios e de médicos. Reunidos numa ala da Penitenciária Odenir Guimarães (o antigo Cepaigo), em Aparecida de Goiânia, num lugar chamado de pátio da enfermaria, homicidas, assaltantes, estupradores e traficantes são abandonados à própria sorte. Para dar apenas um exemplo do caos, o sistema conta com um único psiquiatra para cuidar de uma população carcerária formada por mais de 11 mil presos.

O assassino confesso dos seis jovens de Luziânia é a prova cabal desse cenário. No Presídio da Papuda, em Brasília, Adimar Jesus da Silva cumpriu menos de cinco anos da pena de 14 que lhe fora imposta pela Justiça por cometer crime sexual contra duas crianças em 2005. Posto em liberdade, não precisou de uma semana para iniciar a série de assassinatos que terminaria com seis meninos brutalmente mortos. Mesmo com sucessivos laudos atestando ser ele portador de transtorno mental, não recebeu tratamento e tampouco foi contido. Mais uma semana preso e ele apareceu morto na cadeia.

Masmorras
“Esses sujeitos estão em lugares que se comparam às masmorras medievais ou a campos de concentração”, denuncia o promotor de Justiça Haroldo Caetano, da Execução Penal – o promotor é o idealizador do Programa de Atenção Integral ao Louco Infrator, que se responsabiliza por sentenciados considerados inimputáveis pela Justiça fora do sistema prisional (veja reportagem ao lado). “A situação na POG é extremamente grave. Há presos no pátio da enfermaria que não poderiam estar ali. Deveriam estar recebendo tratamento”, atesta o psicólogo Júlio de Oliveira Nascimento, especialista em psicologia forense.

O psicólogo é voluntário do Conselho da Comunidade na Execução Penal. Há uma semana, em vistoria realizada no pátio da enfermaria, um grupo de voluntários do conselho constatou situação alarmante no presídio. “Sem remédio, os indivíduos passam a surtar com frequência e o agente penitenciário não tem compreensão desse quadro”, afirma Pietra Silvia Pfaller, religiosa que preside o conselho. “No presídio falta até dipirona. Psicotrópico, então, nem se fala”, diz irmã Pietra. Na semana passada, com recursos do conselho, o dinheiro foi usado para a compra de remédios, entregues à administração.
 


NA HISTÓRIA
Hospitais começaram a ser erguidos

Deire Assis

Em 2001, mesmo ano em que entrou em vigor a lei da reforma psiquiátrica, foi concluída a construção do Hospital de Custódia de Goiás para abrigar os presos com problemas psiquiátricos. Sua utilização, porém, foi embargada administrativamente pelo Ministério Público do Estado de Goiás, provocado pelo Conselho Regional de Psicologia. As razões do embargo, dentre outras coisas, era a inadequação da arquitetura. No entanto, a luta antimanicomial, que ganhara força naquele ano, era o pano de fundo da intervenção. Hoje, o prédio funciona como presídio de segurança máxima, tendo sido rebatizado de Núcleo de Custódia.

Outra tentativa de construção do hospital ocorreu em área do município de Trindade. Por estar localizada nas proximidades de um lixão, a área foi considerada imprópria e, mais uma vez, a obra não teve continuidade. (D.A)
 

Programa já atendeu 132 infratores

Deire Assis

Desde 2006, sentenciados em Goiás considerados pela Justiça inimputáveis – pessoas que não podem ser penalmente responsabilizadas pelos seus atos – podem ser incluídas no Programa de Atenção ao Louco Infrator (Paili). O programa assiste pessoas julgadas e absolvidas pela Justiça criminal – em função da inimputabilidade – que em razão de sua saúde mental serão submetidas a tratamento. A internação e o atendimento ambulatorial são em clínicas e hospitais conveniados ao Sistema Único de Saúde após determinação judicial.

O Paili acompanhou, desde 2006, 132 pesos. A coordenadora do programa, psicóloga Maria Aparecida Diniz, da Secretaria Estadual de Saúde, diz que 33 presos que deveriam estar no Paili permanecem ainda no sistema. Vários problemas, porém, dificultam a inclusão desses presos no programa, como a falta de vagas na rede, a demora na realização de exames pela junta médica do Tribunal de Justiça; pendências judiciais dos detentos em mais de um processo e falta de responsável legal para acompanhar o tratamento. Os resultados alcançados com quem consegue ser inserido no programa são comemorados. “A reincidência é baixa”, revela.

O promotor Haroldo Caetano ressalta que não há consenso sobre o destino que se deve dar a presos considerados doentes mentais, contesta que a ideia do manicômio judiciário seja o projeto ideal.

O Tribunal de Justiça de Goiás informou que oito médicos atuam na Junta Médica do órgão. Eles são responsáveis pela realização de 22 perícias médicas, em média, por semana. A Gerência de Assistência à Saúde e Recuperação de Dependentes Químicos do Sistema Penitenciário em Goiás considera que o programa destinado a atender presos com doença mental não tem como suprir a demanda por atendimento. A psicóloga Sheila Melo, gerente de Saúde, confirma que há presos esperando há dois anos pelo encaminhamento ao Paili, sem sucesso. (D.A)

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imagem de Falcão
Falcão

Nossa justiça - se é que

Nossa justiça - se é que podemos denominar como justiça - é super seletiva. PPP e agora PT - “Aos amigos, tudo! Aos inimigos, os rigores da Lei” - Getúlio Vargas ??. Mas a batata está assando, a lei de ação e reação  já começa a despertar nossa sociedade. Uma casta "encastelada em tribunais" que recebe do contribuinte...não pode tudo. Existem duas portas: entrada e saída. O Congresso Nacional tem que deixar de ser omisso...

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PPPP

Esse nivelamento por baixo para justificar que a lei é "igual para todos", mas não levem os ricos para a Papuda, cadeia só prá PPPP preto, pobre, puta e petista. Figuras como DD tiveram privelégios tipo 2 HC em 24 horas, com o presidente do STF de plantão para socorrer o bilionário, privilégio é nem chegar às barrras da Justiça quanto mais a Papuda, privilégio é ter um inquérito como a Sartiagraha anulado, e o rol de casos jogados para debaixo do tapete é bem grande.

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É isso

É dessa bestificação que você exemplificou agira que o Nassif está se referindo.

Pra'você, como para muitos, tudo bem o tetraplégico estar na Papuda, desde que o DD esteja lá com ele.

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Porque la lucha es colectiva, pero la decisión de luchar es individual, personal, íntima.

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Não diga coisas que eu disse que não disse, isso me lembra o massacre de Eldorado dos Carajás: PMs miseráveis e pobres massacrando irmãos mais pobres ainda, tempos atrás conversei com um agente prisional que me contou barbaridades que ocorrem nas prisões, tipo  o preso levar tiro e morrer  aos poucos, sem assistência médica, com a infecção e dores fazendo-o pedir a morte, assim à míngua até apodrecer, há casos e mais casos, não podemos ter estas atrocidades como forma de apontar o "privilegio" de Genoíno ao mesmo tempo que se sabe que privilégio mesmo é nem ser denunciado á justiça e, quando os são, terminam tendo direito a 2 HC em 24 horas,,,isso é que me indigna, da mesma forma que me indigna saber que existem 237 Genoinos(leia-se doentes) nas prisões de Goiás, de repente fico sabendo, foram descobertos por causa do "mensalão" pau prá toda obra, ainda bem

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Melhor parar

Se enrolou mais um pouco e escancarou de novo que sua única preocupação é com o Genoíno. Na verdade, nem isso, mas com o que sua prisão representa.

 

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Porque la lucha es colectiva, pero la decisión de luchar es individual, personal, íntima.

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Entendi muito bem que o texto de Nassif teve o condão principal de apontar uma situação de injustiça contra um preso tetraplégico e, repito o que disse e vou lhe dizer de novo já que vc tem uma certa dificuldade de intepretar texto: São centenas os Genoínos(doentes terminais) em Goiás, a situação é muito grave, que bom que o 'mensalão" esteja servindo até prá isso, será que por este motivo que o Barbosa não permite que a imprensa entreviste Genoino, prá evitar que eles denunciem isso que, de uma certa estão denunciando:

Presos vivem em meio a moscas e pilhas de lixo

 

30/09/2011 - 00h00  


Na mesma Penitenciária Coronel Odenir Guimarães (POG), os magistrados encontraram um setor em que não há celas, apenas barracas improvisadas com paus, cobertores, panos, lonas e arames. Nessas construções os presos vivem ao abrigo do sol e do sereno, em meio a pilhas de lixo e moscas. O abandono das instalações também foi denunciado pelos próprios detentos, que consideraram precários o atendimento médico, a higiene e a alimentação no estabelecimento.

“Em algumas alas, havia celas escuras, com pouca ventilação e malcheirosas, onde até 14 pessoas dividiam três vagas. Nessas alas ouvimos tosse por onde passamos; o que sugere que alguns presos podem ter contraído tuberculose”, conta o juiz Alberto Fraga.

A perspectiva fica ainda mais sombria porque não há médicos na casa. Aqueles que passam no concurso optam por trabalhar em outros locais, segundo a direção da unidade. Os dois únicos psiquiatras que atendem semanalmente o fazem porque o concurso que os aprovou indicava especificamente a unidade onde trabalhariam. No dia da inspeção, a única enfermeira que dá expediente diariamente na POG estava de férias, sobrando apenas um auxiliar de enfermagem. 

Comando - Embora exista superlotação na casa – 1.435 presos dividem 720 vagas –, a taxa de lotação do presídio não é das piores do país. O problema é localizado em algumas celas por determinação daqueles que comandam a casa prisional: um grupo de presos decide para onde vão os presos recém-chegados. Em uma das celas, reservada para presos ameaçados de morte por colegas, tinha capacidade para duas pessoas e abrigava 35 presos no dia da inspeção. “Naquele momento ficou claro que a Penitenciária Odenir Guimarães era dos presos, e não do Estado”, conclui Fraga.

A Agência Goiana do Sistema de Execução Penal (AGSEP) não permitiu a entrada da imprensa na POG no dia da inspeção do CNJ e em nenhuma das outras 26 unidades prisionais que o Mutirão Carcerário do CNJ inspecionaria em um mês de trabalho. Quando o jornal O Popular publicou as fotos feitas pela inspeção à POG, uma semana depois (24/8/2011), o governador do Estado, Marconi Perillo, anunciou que o Estado construiria um novo presídio. O anúncio foi feito na Inglaterra, durante viagem oficial do governador. 

Manuel Carlos Montenegro
Agência CNJ de Notícias

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Complicou mais

Já está até usando o Genoíno como simbolo ( de novo ) criando "os genoinos".  Já prega abertamente que a liberdade de Genoíno seria a redenção de todos outros em situação bem pior que a dele.

Transformá-lo em doente terminal, então, foi escracho puro com os outros.

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Porque la lucha es colectiva, pero la decisión de luchar es individual, personal, íntima.

imagem de Jorge Leite Pinto
Jorge Leite Pinto

Cara... Voce é muuuuito chato

Cara... Voce é muuuuito chato pra karaka ou só vem aqui pra "defender algum" a mando de alguém?

Já que não acrescenta NADA ao debate, vê se some!

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Ouso discordar. O

Ouso discordar. O comentarista Chiapas pode ser exasperante às vezes, por insistente. Principalmente para quem tem cláusulas"pétreas" no cérebro . Mas acredito que o que o torna mais incômodo é que ele às vezes traz informações (não opiniões ) bem fundamentadas  Aí seria o caso de rebater as informações, questionar a fonte, etc . Falar em pagamento por insistência em postagens , no limite, serviria para desqualificar um sem número de outros comentaristas.

Quanto a Genoíno, lembro bem que, durante o julgamento, todos só falavam em Dirceu, e pela simpatia que sempre dediquei a Genoíno, aqui mesmo no blog acusei o esquecimento que lhe devotavam.  Outros tempos...

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Defendo a libertação de Genoíno pq ele é inocente


Já está até usando o Genoíno como simbolo ( de novo ) criando "os genoinos".

Tens todo o direito de não nos compreender, de saber o que pensamos, o que a gente vem debatendo por aqui há anos. Este tipo de denúncia em defesa de injustiçados não é a primeira feita pelo Nassif e por nós aqui no blog através de nossos comentários e postagens. Quanto ao texto em pauta, apenas acrescentei outros casos graves nos sistema carcerário, é isso que vc não entende, ou por dificuldade de interpretar texto ou por má fé, vai saber.

Já prega abertamente que a liberdade de Genoíno seria a redenção de todos outros em situação bem pior que a dele.

Vc imaginou isso e escreveu como se fosse citação minha. Defendo a liberdade para Genoíno não por causa do sistema carcerário e sim pelo que ele representa para este pais além do fato de que sua condenação foi injusta pq se deu com base num golpe do judiciário. Não se faça de tolo. 

Transformá-lo em doente terminal, então, foi escracho puro com os outros.

Há centenas de doentes terminais e doentes mentais presos, sem assistência médica, Brasil afora, preciso desenhar. Dentre estes incluo José Genoino, mas não é por isso, repito, que defendo a libertação de Genoíno, o motivo é outro: O que ele foi para Brasil, álém da sua comprovada inocência. Genoíno foi condenado por seu acertos e por ser petista e não por supostos erros. Há erros e mais erros no sistema carcercário, graças em grande parte ao Judicário cujo CNJ é presidido por Barbosa, que só tem olhos para o "mensalão".

P.S.- A lógica da elite tupiniquim é "bandido tem que morrer" e para essa gente basta ter sido condenado para ser considerado bandido, mesmo que o crime tenha sido o furto de um par de óculos, por isso é de dar nojo estes que até ontem defendiam a pena de morte, agora preocupados com os 237 genoinos presos, como disse, ainda bem que o Mensalão Pau prá Toda Obra está servindo até prá isso, o que não deixa de ser bom, pois vai demonstrar o quanto Babosa está sendo relapso frente ao CNJ, vai que, como disse, repito, foi por isso que ele decretou censura aos petistas presos. Repito de novo para não provocar mal entendidos: O Nassif, pelo que ele sempre defendeu, tem moral para apontar as mazelas e injustiças pelas quais passam os 237 genoinos presos, não faz isso por oportunismo nem como forma de justificar abusos contra os petistas presos,  só não posso dizer o mesmo quanto aos G1, Vejas, Globos, Folhas e Estadões da vida.

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E isso aqui?

A revista Época já considerou "fracassada" a idéia dos corredores de ônibus. (que começaram a ser priorizados e extendidos à cerca de 3 meses pela atual administração). Mesmo com apoio de quase 90% dos paulistanos e a melhora na velocidade dos coletivos, o julgamento foi de condenação (do Haddad, é claro!).

Nenhum lugar do mundo merece uma imprensa como essa. Nenhum.

 

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Azar o deles

Essa capa é um lixo em termos de conceito apresentado. Porque os caras não criticam os motoristas e os induzem a usar ônibus?

Além do mais a foto causa uma ótima impressão ao mostrar afaixa exclusiva de ônibus livre, livre , livre. Fico imaginando o cidadão dentro de um õnibus passando pela faixa e apreciando pela janela essa imensidade de carroas parados. Que sensação!

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"Penso, logo existo"

imagem de Zanchetta
Zanchetta

Vc tem que imaginar ônibus

Vc tem que imaginar ônibus "suficiente" antes...

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Pergunta para o cara que anda

Pergunta para o cara que anda de ônibus:

Se ele acha ruim o corredor de ônibus livre?

Se ele acha ruim chegar 30 a 60 minutos mais cedo em casa?

Se ele acha ruim acordar 30 minutos mais tarde e chegar no serviço mais cedo?

Depois, você pergunta pra ele se para o corredor ser eficiente, teria que ter também engarrafamento de ônibus.

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Tem ônibus suficiente sim. Em

Tem ônibus suficiente sim.

Em meu trajeto os novos corredores reduziram em mais de 20% o tempo de trajeto entre o Ipiranga e a Avenida Paulista por ônibus.

Eu até parei de fazer baldeação do ônibus para o metrô porque o ganho de tempo em fazer parte do trajeto de metrô foi reduzido e passou a não compensar o esforço da troca de condução.

Os carros continuam tão lentos quanto eram antes. Não houve alteração significativa. O que há é MESQUINHARIA de alguns motoristas que não se conformam em ver os ônibus andando mais rápido por uma faixa livre. Sem falar que essa faixa livre pode ser usada por ambulâncias e em emerg~encias, ordenando melhor o próprio trânsito de automóveis.

Tenho ouvido comentários de pessoas que começaram a usar o ônibus por causa da redução do tempo de trajeto. O aumento do fluxo dos ônibus também influi em uma menor lotação já que no horário de pico passam mais ônibus que antes, pois não ficam mais presos no trânsito em meio aos carros.

O que o Haddad fez foi o óbvio. Tentar atacar essa medida dele só demonstra má-fé porque não é uma coisa ideológica, é apenas lógica. Não adianta mentir um milhão de vezes sendo que quem vê percebe claramente que o sistema é muito melhor para o trânsito.

Até onde a direita pensa que vai defendendo ASNEIRAS como essa contra os corredores de ônibus, apesar do bom senso e da simples observação dos fatos mostrar o contrário? o que tudo indica vai para o buraco, mas eles em sua imensa arrogância e infinita mesquinharia parecem não perceber esse fato gritante.

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Em lavras largadas lagartas são larvas largas

 

Até agora um comentário.Não

Até agora, somente um comentário...

Não é a toa que este pobre coitado esteja largado na cadeia.

Já o post sobre Mandela...

Intelectualidade chinfrim e colonizada esta nossa...

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Triste constatação...

Parece que neste caso quem fez mais foi Gilmar Mendes. Que fez em determinada época visitas aos presídios brasileiros e conseguiu tirar milhares de pessoas de prisões ilegais.

 

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Flávio Furtado de Farias

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Tufaile

Você acredita ou acreditou

Você acredita ou acreditou nisso?

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