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Instituições reduzem estimativa para inflação em 2016

Após oito semanas, índice de inflação cai para 7,57%; PIB atinge -3,45%

Jornal GGN - Após um período de oito semanas em alta, a projeção das instituições financeiras para a inflação em 2016 perdeu força: o cálculo para o IPCA (Índice Nacional de Preços ao Consumidor Amplo) passou de 7,62% para 7,57%, segundo dados do relatório Focus, elaborado semanalmente pelo Banco Central. Para 2017, a estimativa segue em 6% pela terceira semana consecutiva. Os cálculos sobre a inflação estão distantes do centro da meta de 4,5%, e neste ano superam o teto de 6,5%. O limite superior da meta em 2017 é 6%.

A pesquisa do BC também traz a projeção para a inflação medida pelo Índice Geral de Preços – Disponibilidade Interna (IGP-DI), que caiu pela segunda semana consecutiva e passou de 7,84% para 7,83% este ano. O cálculo para 2017 segue em 5,50% pela quinta semana consecutiva. Para o Índice Geral de Preços - Mercado (IGP-M), a estimativa avançou pela nona semana consecutiva e passou de 7,75% para 7,99% este ano, e permanece em 5,50% em 2017 pela terceira semana.

A estimativa para o Índice de Preços ao Consumidor, da Fundação Instituto de Pesquisas Econômicas (IPC-Fipe), foi mantida de 7,04% para 7,04%, e no próximo ano, em 5,40%. A projeção para os preços administrados permanece em 7,50% este ano e em 5,50% em 2017.

Apesar da expectativa de alta para a inflação, as instituições não acreditam que o Banco Central vá ajustar a taxa básica de juros (Selic). A projeção para o final de 2016 permanece em 14,25% ao ano e, para 2017, a expectativa é de redução da Selic para 12,50% ao ano.

A projeção de instituições financeiras para a queda da economia este ano piorou mais uma vez e passou de 3,40% para 3,45%. Para 2017, a estimativa de crescimento do Produto Interno Bruto (PIB) foi mantida em 0,50%. Quanto a produção industrial, o percentual de queda projetado para 2016 foi ajustado pela sétima semana seguida, de -4,40% para -4,50%, ao passo que o crescimento estimado para 2017 caiu pela segunda semana, de 1% para 0,80%.

Para o câmbio, a projeção dos analistas para o dólar ao fim do ano foi reduzida pela segunda semana consecutiva e passou de R$ 4,36 para R$ 4,35 (média do período passou de R$ 4,20 para R$ 4,19), e o fechamento para 2017 foi mantido em R$ 4,40 pela quinta semana consecutiva (média passou de R$ 4,29 para R$ 4,30). Quanto à balança comercial, os números para o fim deste ano subiram pela segunda semana, com o superávit passando de US$ 37,05 bilhões para US$ 40 bilhões.

A dívida líquida do setor público (DLSP) projetada para o fim deste ano subiu de 40,70% para 40,75% do PIB, ao passo que os números para 2017 ficaram estáveis em 44% pela segunda semana consecutiva. Os dados para o déficit em conta corrente em 2016 foram ajustados pela quarta semana consecutiva, de -US$ 31,15 bilhões para -US$ 29,95 bilhões, enquanto o total para 2017 sofreu seu terceiro ajuste conscutivo, de US$ 25,88 bilhões para US$ 25 bilhões.

O volume de investimento direto no país em 2016 foi mantido em US$ 55 bilhões pela décima primeira semana consecutiva, enquanto os números para 2017 seguiram em US$ 55,55 bilhões.

 

 

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