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Isenção (midiática) é utópica, mas a busca pela honestidade é inegociável

Enviadop por Chris

Ref. ao texto A importância da competição no mercado de mídia

"No século 20, no entanto, o modelo de grupo de mídia  acabou dispondo de tal influência sobre a opinião pública  - e, através dela, sobre governos, políticos e empresas - que eximiu-se de prestar contas sobre suas obrigações constitucionais."

É Nassif.... neste parágrafo você sintetiza o poder de chantagem que a mídia dispõe sobre qualquer um, indivíduo ou instituição. É curiosa essa serpente de sete cabeças, um poder tão grande mas ao mesmo tempo tão frágil, pois se baseia na dissimulação, numa imagem de isenção que, se for arranhada, o castelo de cartas desaba.

Informação manipulada se combate com esclarecimento, não com um bombardeio de informação tendenciosa para o "outro grupo". Que ganho haveria em apenas mudar o grupo favorecido utilizando os mesmos métodos? Por mais que saibamos que a isenção total é utópica, a busca pela honestidade dos argumentos é inegociável. Por isso diversificar, aumentar a concorrência, por si só é pouco. Isso não é uma briga entre torcidas, um vale tudo irracional. Como sociedade, temos que avançar e sempre questionar se estamos indo mesmo para onde queremos ou se sao os meios estão nos levando.

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No Paraná o governo federal não tem do que se queixar

Quem pesquisar minhas postagens nesse blog verá que desde 2007, mais ou menos, passei a entender o que significava a sigla PiG. Grandes grupos de mídias diversas - jornais, rádios, tvs, sites, revistas - unidas no sentimento anti-governo petista/trabalhista (como se refere PHA).

No Paraná, no entanto, o governo estadual é tucano. Beto Richa, quem diria, sofre intenso bombardeio do grupo líder pigal, a RPC (Rede Paranaense de Comunicação, acho), dona da Globo, jornal Gazeta do Povo (o maior do Estado), rádios e sites do grupo midiático.

A RPC já foi ferrenha adversária do senador (então governador) Roberto Requião (PMDB). Eu sempre imaginei que, assumindo um tucano, a Rede passaria a apoia-lo, ou ao menos ser um pouco mais condescendente com o governo. Que nada.

Por trás desses "olhos do amor" da RPC está o marido da candidata petista ao Governo (Gleisi), o ministro das comunicações Paulo Bernardo. Não sei a razão do aparente fascínio da Rede em relação a esse ministro, desafeto de Requião. Alguém poderia nos ajudar a compreender? Seria porque Bernardo não mexeu uma palha pela regulamentação do setor?

Isto posto, lembro que muitos adeptos da direita dizem que a Globo é pró-governo, apesar das intensas críticas ao mesmo governo do qual seria "aliada". Pensando bem, porém, ainda falta muito pra Globo se igualar à Veja, por exemplo. E por quê não se iguala, ao menos por enquanto? Seria porque ainda é a maior beneficiária na distribuição dos recursos federais em publicidade?

Já li e ouvi muito sobre ataques de falsa bandeira, teorias da conspiração, estudos sobre programas de manipulação de mentes e opiniões (este acredito que tem no Facebook o maior sustentáculo). Não creio em bruxas, mas elas existem - ou não?

Sei também que os governos no Brasil, dadas as condições políticas e as tais coalizões pela governabilidade, não são corpos com cabeças e pensamentos uniformes. As brigas internas, por vezes, são até maiores do que as expostas pelos veículos de comunicação. Não consigo entender, porém, que um ministro das comunicações do PT seja aliado da Rede Globo, a não ser que a suposta guerra entre a Globo e o PT seja de mentirinha para não irritar a miitância.

Uma só estrelinha, por favor...rs

 

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A mídia é criminalizadora da política, especialmente anti PT

Seus objetivos:

Junto com as matérias depreciativas diárias são encomendadas pesquisas sobre a credibilidade das instituições públicas principalmente quando determinadas notícias ganham musculatura e maior ressonância e o resultado de descrédito já é esperado. 

Essa ação diária, realizada de forma coordenada, atende a alguns interesses, entre eles: 

1) Legitimar-se como detentora da verdade;

2) Tornar-se agente principal do jogo político;

3) Direcionar as decisões dos governos;

4) Influenciar para o desmonte da máquina pública;

5) Submeter governos, parlamentos e o judiciário.

Leia mais em:

Sobre o papel político da imprensa

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