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Jânio de Freitas: um nome guardado

Sugerido por vinicius

Da Folha
 
 
Jânio de Freitas
 
No dia em que for contada a história verdadeira dos fatos cuja versão predominante prestou-se ao chamado julgamento do mensalão, entre outros possíveis personagens novos estará ao menos um que, por si só, muda a configuração e a essência da história conhecida.
 
Duas observações urgentes aqui. A primeira é de que não me refiro a Lula, como o personagem de relevância especial.
 
A outra é a de que não conheço os fatos completos. A partir de duas inserções breves e bastante sutis, que me foram dirigidas em conversas diferentes há poucos meses, passei a rever muitas anotações feitas desde o começo do caso mensalão, interrogatórios, depoimentos e conversas memorizadas ou com pontos focais por mim registrados. Nada de excepcional no trabalho de jornalismo.
 
Como também consigo ser sutil às vezes, foi desse modo que testei minha constatação com um dos que poderiam derrubá-la. Sobreviveu. E, se não posso expô-la por motivo legal, basicamente falta de prova objetiva e firme, posso dizer com convicção: a cada vez que cruzarem a porta de sua reclusão, José Dirceu, José Genoino e Delúbio Soares estarão levando o segredo de um nome e de fatos que não quiseram mencionar. Ou, na linguagem vulgarizada pela ditadura, não quiseram entregar ou dedurar.
 
Os ministros do Supremo, como todos os juízes, julgaram o que foi submetido ao seu conhecimento jurídico e, mais ainda, às suas consciências. O mesmo não pode ser dito sobre a Procuradoria-Geral da República, que teve a responsabilidade de reunir e passar ao STF as informações e comprovações apuradas, as conclusões e suas acusações no caso. Ficou muito por apurar e muito por provar. A quem tiver curiosidade e paciência, sugiro começar pela leitura dos interrogatórios da CPI dos Correios, onde se encontra, ligeira e não explorada, uma pista (a primeira, creio) do que veio a ser um segredo por amizade, ou por companheirismo, ou por ética pessoal, com os mesmos ônus nas três hipóteses.
Civilização
 
Por falar no Supremo, sua sessão da semana passada sobre o mensalão não foi apenas uma das mais tensas nesse processo de divergências tensionantes. Voltou a ter ocasiões de hostilidade que desmoralizam o Judiciário e sobretudo o próprio Supremo. Além de não menos desmoralizantes posições como a recusa, com o argumento de que "é preciso acabar com este julgamento", a reexaminar um erro grave: o réu Jacinto Lamas foi condenado a pena maior do que o chefe dos seus atos, este também autor de maior número das condenadas lavagens de dinheiro. Isso pode ser justiça emanada do Supremo? E aquele é à altura de ministros do Supremo?
 
Tão grande foi a balbúrdia da sessão do outrora dito "vetusto tribunal" que ao fim o ministro Joaquim Barbosa não conseguiu dizer o que fora decidido, e precisou adiar a proclamação. Impossibilidade e causa, provavelmente, sem ocorrência, jamais, no velho Supremo.
 
Nada disso sequer motivado por questões relativas a petistas, como em tantas vezes. Foi só desinteligência mesmo, em qualquer sentido da palavra. Com os níveis de civilidade, entre a melhor educação e o seu oposto absoluto.
 
OLÍMPICA
 
Uma exibição de eficiência real no Supremo. Na quarta-feira, a ministra Cármen Lúcia movimentou o processo penal movido contra Fernando Collor, passando-o ao revisor Dias Toffoli. Era um recorde. Na manhã daquele dia, o "Globo" publicara a manchete "Collor está próximo de se livrar da última ação no STF". Isto porque "o processo está parado no gabinete da ministra Cármen Lúcia desde outubro de 2009 sem qualquer movimentação". De quatro anos a algumas horas.
 
Tofolli não precisou de manchete, liberando prontamente o processo para votação. Mas a verdade é que a sem-cerimônia com que alguns ministros guardam determinados projetos, bem determinados, só é proporcional à rapidez com que as manchetes os apressam.
 
(A manchete do "Globo" por certo contrariou um terceiro ministro).
 
IMPUNES
 
Os comentaristas que veem, no caso mensalão, "o fim da impunidade" e outras maravilhas nacionais poderiam explicar o que se passa, então, com o mensalão do PSDB, que se espreguiça desde 1998, já com prescrições havidas e outras iminentes para seus réus. Também serve uma explicação sobre o jornalismo e aquele processo.
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Na Planície

O terceiro ministro

Gente, o terceiro ministro a quem Janio de Freitas se refere, não está no governo federal, no poder executivo, mas sim no poder judiciário, mais especificamente no Supremo Tribunal Federal. Será que tá tão difícil interpretar o texto acima ?

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André Sousa

Os protegidos de Babosa

Os nomes escondidos por Joaquim Barbosa


Alguns poucos frequentadores do GGN talvez tenham acompanhado a pesquisa que fiz a respeito das centenas de processos penais que aguardam julgamento no Supremo Tribunal Federal, numa postagem intitulada "Os processos penais parados no STF", que está temporariamente fora do ar devido à minha falta de disponibilidade de tempo para mantê-la adequadamente atualizada (estou fazendo um esforço para trazê-la de volta assim que possível). Ao desenvolver essa pesquisa, descobri que muitos desses processos tramitam sob segredo de justiça e nesses casos o site do STF não informa a identidade dos réus ou investigados. Entretanto, cruzando os dados disponibilizados pelo tribunal com outras fontes, consegui chegar à identidade dos políticos que respondem a quase todos os processos que faziam parte da minha amostra (que incluía todas as ações penais autuadas até 2010 e todos os inquéritos autuados até 2008), conforme explicado naquele artigo.

O único mistério que permaneceu sem solução foi o inquérito nº 2474, um processo que, segundo os dados do STF, possui 78 volumes, 100 apensos e quase 14 mil páginas. Recentemente, informações a respeito desse inquérito passaram a circular pela "blogosfera", onde se tornou famoso - ou infame - pelo apelido de "Inquérito do Gavetão" (verhttp://jornalggn.com.br/blog/luisnassif/as-questoes-sobre-o-inquerito-2474), devido ao fato de ter sido mantido sob segredo de justiça durante anos pelo relator, ministro Joaquim Barbosa, além do fato de que pouquíssimas informações acerca do processo têm chegado à população brasileira. Após ficar sob a relatoria de Barbosa durante anos, entre 06/03/2007 e 01/08/2013, o processo foi redistribuído ao ministro Roberto Barroso. Pouco tempo depois, em 03/09/2013, há pouco menos de três meses, foi redistribuído ao ministro Ricardo Lewandowski. Desde então, o site do STF não registra mais nenhuma movimentação do processo.

Fiquei muito tempo fuçando atrás de informações a respeito do caso para incluí-las entre os dados que apresentei na minha lista de processos. Após muito esforço, finalmente consegui encontrar o que procurava: os nomes dos políticos investigados no caso. Deparei-me com o documento que apresento abaixo, na íntegra, que é um relatório da polícia federal a respeito do caso, endereçado a Joaquim Barbosa.

 

http://www.cartacapital.com.br/wp-content/uploads/2011/04/Doc_Parte_1_60WEB.pdf

http://www.cartacapital.com.br/wp-content/uploads/2011/04/Doc_Parte_2_61_100.pdf

http://www.cartacapital.com.br/wp-content/uploads/2011/04/Doc_Parte_3_101_140.pdf

http://www.cartacapital.com.br/wp-content/uploads/2011/04/Doc_Parte_4_141_180.pdf

http://www.cartacapital.com.br/wp-content/uploads/2011/04/Doc_Parte_5_181_220.pdf

http://www.cartacapital.com.br/wp-content/uploads/2011/04/Doc_Parte_6_221_260.pdf

http://www.cartacapital.com.br/wp-content/uploads/2011/04/Doc_Parte_7_261_300.pdf

http://www.cartacapital.com.br/wp-content/uploads/2011/04/Doc_Parte_8_301_Fim.pdf

 

O documento encontra-se no site da revista Carta Capital. Segundo os dados do site, está disponível para download desde abril de 2011, ou seja, há mais de dois anos e meio. Recomendo a quem tiver interesse em obter informações mais profundas a respeito do Mensalão que leia o documento na íntegra, ele traz uma grande quantidade de informações adicionais a respeito do caso. Em resumo, o inquérito investiga pagamentos suspeitos feitos pelas empresas de Marcos Valério a dezenas de políticos e empresas, na mesma época dos repasses que resultaram em condenações por corrupção passiva e lavagem de dinheiro na AP-470. Por alguma razão, os repasses investigados no INQ-2474 ficaram de fora da AP-470, o Mensalão nº 1, e também não estão incluídos na AP-536, o Mensalão nº 2. Trata-se, portanto, de uma terceira investigação acerca das granas que rolavam pelas empresas de Marcos Valério, de forma que considero adequado chamar o caso de Mensalão nº 3. Embora não tenha feito a soma dos valores apresentados em várias tabelas ao longo de todo o extenso relatório, é bastante óbvio que o volume total de dinheiro investigado nesse terceiro caso é bem superior ao dos outros dois processos. O leitor poderá conferir por conta própria.

Os nomes dos políticos mencionados no texto como prováveis destinatários de dinheiro das empresas de Valério encontram-se entre o finalzinho da parte 6 e o início da parte 7 do documento. Compilei abaixo uma lista com esses nomes. Antes de apresentá-los, gostaria de fazer algumas observações. Em primeiro lugar, quero explicar que optei por listar apenas os políticos mencionados no texto, deixando de lado nomes de cidadãos comuns e de empresas que também estão mencionados no relatório. Creio que o motivo é óbvio: ao procurar por essas informações, eu estava exatamente atrás dos nomes dos políticos, para incluí-los na minha lista relacionada à outra pesquisa acerca dos processos penais no STF. De qualquer forma, estou apresentando o documento na íntegra e qualquer um pode perfeitamente esquadrinhá-lo à busca de outras informações. Em segundo lugar, embora isso seja óbvio, faço questão de lembrar aqui que a simples citação do nome de um cidadão num inquérito não significa que essa pessoa seja culpada de nada. Por outro lado, é de evidente interesse público divulgar que o nome de um político foi mencionado num inquérito que investiga crimes contra o sistema financeiro nacional e crimes contra a administração pública, a sociedade tem todo o direito de obter informações a respeito de seus representantes.

 

Os nomes escondidos durante anos no Gavetão de Joaquim Barbosa são os seguintes:

 

- José Mentor (PT-SP) - deputado federal

- Aracely de Paula (PR-MG) - deputado federal

- Milton Monti (PR-SP) - deputado federal

- Luiz Piauhylino (PSDB-PE) - deputado federal

- Rodrigo Maia (DEM-RJ) - deputado federal

- Pedro Pinheiro Chaves (PMDB-GO) - deputado federal

- Nair Lobo (PMDB-GO) - deputada federal

- José Militão (PTB-MG) - ex-deputado federal

- Inocêncio Oliveira (PR-PE) - deputado federal

- Átila Lins (PSD-AM) - deputado federal

- Paulo Delgado (PT-MG) - ex-deputado federal

- Moacir Micheletto (PMDB-PR) - ex-deputado federal, falecido em 2012

- Olavo Calheiros (PMDB-AL) - ex-deputado federal

- Gilmar Machado (PT-MG) - ex-deputado federal

- Gerson Gabrielli (DEM-BA) - ex-deputado federal

- João Magalhães (PMDB-MG) - deputado federal

- José Thomaz Nonô (DEM-AL) - ex-deputado federal

- Carlos César Bandeira (DEM-MA) - ex-deputado federal

- Vou abrir uma única exceção na lista para anotar que um dos sacadores identificados foi um secretário parlamentar da liderança do Partido Verde (PV), embora não tenha sido possível vinculá-lo a algum político individualmente.

- Gonzaga Patriota (PSB-PE) - deputado federal

- Cláudio Cajado (DEM-BA) - deputado federal

- Benedito Lira (PP-AL) - senador

- Eduardo Cunha (PMDB-RJ) - deputado federal

- João Paulo Cunha (PT-SP) - deputado federal

- Lincoln Portela (PR-MG) - deputado federal

- Eduardo Azeredo (PSDB-MG) - deputado federal

- José Carlos Martinez (PTB-PR) - ex-deputado federal, falecido em 2003

- Gérson Salviano Campos (PSDB-PA) - ex-prefeito de Porto de Moz

- Luiz Gushiken (PT-SP) - ex-ministro do governo Lula, falecido em 2013

- Antônio Andrade (PMDB-MG) - ministro do governo Dilma

- Romeu Queiroz (PTB-MG) - ex-deputado federal

- Emídio de Souza (PT-SP) - ex-prefeito de Osasco

- Vicentinho (PT-SP) - deputado federal

- Pimenta da Veiga (PSDB-MG) - ex-ministro do governo FHC

 

Por fim, a título de curiosidade, gostaria de incluir aqui um interessante trecho que se encontra no início da segunda parte do documento:

 

"3.1.2.1.3 - DOS PAGAMENTOS ÀS EMPRESAS INDICADAS NA TABELA DE CONTROLE GERENCIAL ELABORADA PELA DNA PROPAGANDA LTDA EM 2003.

 

Com o objetivo de analisar se as empresas relacionadas na planilha de controle de fato forneceram bens e serviços vinculados a ações de marketing para incentivar a aquisição e uso dos cartões com a bandeira VISA, objeto necessário de qualquer repasse realizado pelo FUNDO DE INCENTIVO VISANET, foram realizadas diligências para a obtenção dos documentos de suporte dos respectivos pagamentos, tais como contratos, notas fiscais, registros contábeis, dentre outros, cujos resultados serão a seguir apresentados:

 

1) TV GLOBO: para o pagamento recebido pela empresa foi emitida a nota fiscal-fatura nº 2003067681.0, datada de 16/08/2003, com valor faturado de R$ 3.600.000,00 desconto de agência de R$ 720.000,00 e valor final de R$ 2.880.000,00. A nota emitida pela empresa de comunicação destaca-se por sua natureza fiscal de adiantamento, "PUBLICIDADE FUTURA", isto é, a nota por si só não traz qualquer prestação de serviços, como também não há elementos que vinculem os valores adiantados ao FUNDO DE INCENTIVO VISANET.

 

Foram solicitadas à GLOBO COMUNICAÇÕES E PARTICIPAÇÕES S/A, através do ofício nº 533/2010 - DFIN/DCOR/DPF, informações a respeito do pagamento realizado pela DNA PROPAGANDA LTDA no valor de R$ 2.880.000,00 tais como contratos, notas fiscais, registros contábeis e dentre considerados necessários. Analisando-se a documentação enviada pela empresa de comunicação, comprovou-se apenas que o valor foi recebido e contabilizado pala empresa e que o pagamento se refere a "veiculação de publicidade do BANCO DO BRASIL". Entretanto, os documentos de suporte da operação não fazem qualquer menção a ações de divulgação do CARTÃO VISA, sendo que também não foi apresentado qualquer documento que comprove a efetiva veiculação de publicidade."

 

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Um prêmio

 

Um doce para quem acertar qual é o nome do ministro contrariado com o andamento do processo contra Collor de Mello. 

 


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Carlo Zardinni

What's in a name Mr. Watson?

Jânio de Freitas: um nome guardado.

Guardar, verbo regular. Custodiar....

Quem guarda um nome dele tem o seu custódio, sentido figurado, não é mesmo Jornalista JF?

Quem se habilita em  aprofundar este "lead" ? Quem não chegaremos no novo Senhor X?

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Mares Guia?

Do PTB mineiro com bom trânsito em todos os partidos, hábil articulador, despontou como secretário de Helío Garcia (primeiro herdeiro político de Tancredo), ex-vice de Eduardo Azeredo de 1995 a 1999, foi acusado pelo mensalão tucano em 1998 (deixou de ser réu por prescrição ao completar 70 anos). Esteve na campanha  presidencial de Ciro Gomes em 2002, então pelo PPS com apoio do PTB. No segundo turno apoiou Lula junto com o PTB e Ciro. Ali já houve um trânsito de dinheiro do mensalão passando pelas mãos do atual prefeito de BH, hoje no PSB, para um dos tesoureiros que atuaram na campanha de Ciro (está na CPI dos Correios). Foi aí que começou a relação ruinosa de Marcos Valério com os petistas. Mares Guia foi indicado pelo PTB para o Ministério do Turismo no primeiro governo Lula, ou seja participou dos acordos entre o PTB e o PT, das reuniões com o Martinez. Se é ele ou não, não sei. Mas ele esteve muito próximo de todos os acontecimentos.

Não que eu ache que ele seja "o vilão". Como os demais, o  maior problema era o caixa-2. Só que me parece que ele se dava bem com todo mundo, tinha segredos com muita gente de todos os lados, e não interessava a nenhum grupo específio colocá-lo na fogueira.

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  Patrus?

 

Patrus?

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André Sousa

Não revelou

E o Jânio de Freitas terminou não revelando o "nome guardado" que, se revelado, teria livrado a cara dos réus do mentirão. O jornalista abordou outro tema:

Os erros nas prisões dos condenados, por Janio de Freitas

Da Folha

O show de erros

Janio de Freitas

No primeiro plano, o espetáculo criado para a TV (alertada e preparada com a conveniente antecedência) mostrou montagem meticulosa, os presos passando pelos pátios dos aeroportos, entrando e saindo de vans e do avião-cárcere, até a entrada em seu destino. Por trás do primeiro plano, um pastelão. Feito de mais do que erros graves: também com o comprometimento funcional e moral de instituições cujos erros ferem o Estado de Direito. Ou seja, o próprio regime de democracia constitucional. Os presos na sexta-feira, 15 de novembro, foram levados a exame de condições físicas pela Polícia Federal, antes de postos em reclusão. Exceto José Genoino, que foi dispensado, a pedido, de um exame obrigatório. Experiente, e diante de tantas menções à saúde inconfiável de José Genoino, o juiz Ademar Silva de Vasconcelos, a quem cabem as Execuções Penais no Distrito Federal, determinou exame médico do preso. Era já a tarde de terça-feira, com a conclusão de que Genoino é portador de "doença grave, crônica e agudizada, que necessita de cuidados específicos, medicamentosos e gerais". José Genoino não adoeceu nos primeiros quatro dias de sua prisão. Logo, deixá-lo esses dias sem os "cuidados específicos", enquanto aqui fora se discutia se é o caso de cumprir pena em regime semiaberto ou em casa, representou irresponsável ameaça a uma vida -e quem responderá por isso? A rigor, a primeira etapa de tal erro saiu do Supremo Tribunal Federal. A precariedade do estado de José Genoino já estava muito conhecida quando o ministro Joaquim Barbosa determinou que o sujeitassem a uma viagem demorada e de forte desgaste emocional. E, nas palavras de um ministro do mesmo Supremo, Marco Aurélio Mello, contrária à "lei que determina o cumprimento da pena próximo ao domicílio", nada a ver com Brasília. O que é contrário à lei, ilegal é. O Conselho Nacional de Justiça, que, presidido por Joaquim Barbosa, investe contra juízes que erram, fará o mesmo nesse caso? Afinal, dizem que o Brasil mudou e acabou a impunidade. Ou, no caso, não seria impunidade? Do mesmo ministro Marco Aurélio, além de outros juristas e também do juiz das Execuções Penais, veio a observação que localiza, no bojo de mais um erro gritante, parte do erro de imprevidência temerária quanto a José Genoino. Foi a já muito citada omissão da "carta de sentença", que, se expedida pelo ministro Joaquim Barbosa, deveria anteceder o ato de reclusão. E só chegou ao juiz competente, para instruí-lo, 48 horas depois de guarda dos presos. Com a "carta de sentença", outra comunicação obrigatória deixou de ser feita. Só ocorreu às 22h de anteontem, porque o destinatário dissera às TVs não ter o que providenciar sobre o deputado José Genoino, se nem fora comunicado pelo Supremo da decisão de prendê-lo. Presidente da Câmara, Henrique Eduardo Alves vai submeter a cassação do deputado ao voto do plenário, e não à Mesa Diretora como uma vez decidido pelo Supremo. Faz muito bem. Mas o Ministério da Justiça tem mais a dizer. E sobretudo a fazer. O uso de algemas durante o voo dos nove presos transgrediu a norma baixada pelo próprio ministério, que só admite tal imobilização em caso de risco de resistência ou fuga. Que resistência Kátia Rabello, Simone Vasconcelos, José Genoino poderiam fazer no avião? E os demais, por que se entregariam, como fizeram também, para depois tentar atos de resistência dentro do avião? Além de cada um ter um agente no assento ao lado. O uso indevido de algemas, que esteve em moda para humilhar empresários, é uma arbitrariedade própria de regime policialesco, se não for aplicado só quando de fato necessário. Quem responderá pela transgressão à norma do próprio Ministério da Justiça? Com a prisão se vem a saber de uma violência medieval: famílias de presos na Papuda, em Brasília, precisam dormir diante da penitenciária para assegurar-se, no dia seguinte, a senha que permita a visita ao filho, ao pai, marido, mulher. Que crime cometeram esses familiares para receberem o castigo desse sofrimento adicional, como se não lhes bastasse o de um filho ou pai na prisão? Medieval, é isso mesmo a extensão do castigo à família. Na Brasília que diziam ser a capital do futuro. Assim até fazem sentido a viagem ilegal dos nove para Brasília, as algemas e outros castigos adicionais aplicados a José Genoino e outros. E que vão continuar.  

 

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há zé e zé no julgamento do mensalão

há zé e zé no julgamento do mensalão, mas o zé guardado a sete chaves o zé sujeito oculto na sentença ap 470 levantado pelo articulista da folha no papel de jornalista investigativo jânio de freitas é [josé alencar].

se o blog ggn luis nassif fosse um blog de jornalismo investigativo seguiria a deixa "nos classificados folha" indicada pelo puro sangue jornalista jânio de freitas e investigaria na chave jornalismo histórico, sociológico, político-econômico, antropológico o perfil, a vida, a cabeça política pensante operante do bom burguês mineiro que representou o "burguês detentor dos meios de produção" de fora do sistema econômico-financeiro hegemônico brasileiro em que o lulopetismo confiou e se aliou como seu praxis Homem Econômico, com seu estilo de vida próprio e uma ideologia peculiar que correspondia a certas conotações marxistas a serem instrumentalizadas na causa e missão socialista no poder. não era à-toa que lula e o núcleo duro tinha um carinho, gratidão, confiança, respeito e lealdade pelo "seu empresário burguês industrial" que falava a língua franca, dura, simples, coloquial, objetiva do sindicalismo operário, o berço de lula e do pt.

[josé alencar] é o elo perdido ou gene mutante da dna do modus operandi comum entre o pioneiro mensalão tucano mineiro e o copiado melhorado mensalão lulopetista. ele trouxe para o governo de aliança petista  "a engenharia político-partidária-financeira caixa 1,2,3,4..." para servir à estrutura político-ideológica do lulopetismo na transformação social do país. [josé alencar] foi um entusiasmado romântico político pragmático operante que agiu nas sombrias interfaces da política e do poder para peitar o establishment  que sufocava o neófito pt nos operantes negócios da política e do estado, no velho costume viciado corrupto impune, de como se faz na política e na elite de mando brasileira. [josé alencar] usou seu poder industrial-financeiro caipira de fora do mainstream tradicional e seu entusiasmo político progressista para avalizar e ajudar o pt no governo e, por isso, ganhou do partido como prova de "aliado leal da causa socialista" a vice-presidência do brasil e o silêncio de lealdade e gratidão dos envolvidos no julgamento do mensalão.

ILÍCITO, de Moisés Naím, 2006.

"Nos roteiros convencionais de filmes de suspense, detetives aplicavam uma fórmula que os ajudava a elucidar os crimes: "Cherchez la femme". Procure a mulher. Um comportamento atípico da parte de um homem sempre tinha como principal motivação a paixão despertada por uma mulher. Encontre a mulher, e o quebra-cabeça se resolve sozinho. Um instinto semelhante costuma guiar os pensadores e os homens de decisão nas relações internacionais. Para eles, quando algo acontece no mundo, é caso de "cherchez l'État". Procure pelo Estado por trás do problema, e você estará no caminho certo para entender a situação.

A rápida expansão global das redes de comércio ilícito sugere algo bem diferente. Todas as evidências do comércio de armas, drogas, seres humanos, falsificações, lavagem de dinheiro, órgãos, animais, lixo tóxico e tudo o mais - para não mencionar o terrorismo internacional - apontam sempre para a força que as redes internacionais exercem na erosão da autoridade dos Estados, corrupção de empresas e governos legítimos, e usurpação de suas instituições e, até mesmo, seus propósitos.

 Sim, os Estados estão envolvidos."

Cherchez la femme, cherchez l'État e agora, cherchez le bourgeois - siga os passos políticos empresariais do bom burguês oriundo da burguesia industrial mineira no imaginário da historiografia marxista (os historiadores sociais realmente encontraram a classe industrializante dinâmica e autoconsciente imaginada pelo marxismo)siga o mineiro josé alencar gomes da silva - e se chegará a história total, baseada num modelo de causalidade com três níveis: o econômico, o social e o cultural. Quanto mais profundo o nível, mais poderosa a força. Assim, as transformações econômicas produzem transformações na estrutura social e, em última instância, nos valores e ideias. Entre os marxistas, uma tendência gramsciana atribuiu alguma autonomia às forças ideológicas na formação de "blocos" sociopolíticos hegemônicos. 

 

 

 

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"Não há segredo que o tempo não revele, Jean Racine - Britânico (1669)" - citação na abertura do livro Legado de Cinzas: Uma História da Cia, de Tim Weiner. 

Não creio.

Não tem muita lógica. Se o Zé Alencar tivesse papel importante nisso, o Marcos Valério teria atuado já em 2002 no primeiro turno quando ele já era um atuante candidato a vice. Até outubro de 2002 o chamado núcleo publicitario atuou para os tucanos. Ramon Hollerback disse que fez parte da coordenação de campanha de Aécio em 2002. A CPI dos correios rastreou dezenas de telefonemas do Cristiano Paz para o comitê de campanha de José Serra em 2002. Pimenta da Veiga recebeu pagamentos das agências Marcos Valério, e foi quando ele foi ministro das Comunicações que a agencia de publicidade entrou nos Correios. Os contratos com o BB e Ministério do Trabalho também foram no governo FHC.

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Alex Dalpino

Amigo(a) do peito de Delúbio,

Amigo(a) do peito de Delúbio, Dirceu e Genoíno? Só pode ser alguém "histórico" do núcleo paulista para merecer tal sacrifício.

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Jose Saguy Tenorio

Gilmar Mendes

Para mim, o nome o nome a ser jogado no ventilador é o do ministro do STF, o Sr. Gilmar Mendes e aquela briga pública entre ele o Presidente do STF, Sr. Joaquim Barbosa tem tudo a ver.
O Henrique Pizzolatoque está na Itália, enviou documentos para seus advogados que comprometem o andamento do processo aqui no Brasil:

http://www.viomundo.com.br/denuncias/pizzolato-carta-mentirosa-de-tucano...

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Achei!!!!!!!!!!

Eureka!!!! Fim da pegadinha de Jânio de Freitas. Achei o sujeito, sim, ele não é amigo dos petistas mas o é de Barbosa et caterva.

Paulo Moreira Leite: FHC, sujeito oculto

FHC_Assustado01

Paulo Moreira Leite em seu blog

A entrada de Fernando Henrique Cardoso no debate sobre a Ação Penal 470 apenas confirma com pompa e circunstância aquilo que sempre se soube.

O julgamento de réus que integravam o governo Lula, agora em sua etapa final, é um processo politizado, que mobiliza interesses que nada têm a ver com o distanciamento e frieza que se espera numa decisão com base nos fundamentos do Direito.

No artigo “A Responsabilidade do STF”, FHC entrou no debate. O ex-presidente resolveu jogar para a multidão.

Num momento em que se acumulam vários sinais de que a falta de consistência de determinadas acusações pode levar a uma diminuição das penas de 12 réus, o ex-presidente faz um chamado à velha ordem.

Numa postura incompreensível do ponto de vista da democracia e dos direitos individuais, FHC critica o STF pela aceitação de um benefício legal, os embargos infringentes, que seu governo tentou sem sucesso extinguir em 1998. É uma atitude arbitrária.

Implica em sustentar que um direito confirmado pelo Congresso brasileiro em 1998, tão líquido e certo como qualquer outro, inclusive uma simples carta de motorista após exames de praxe, deve ser sonegado a determinadas pessoas, mesmo que não exista nenhuma justificativa legal para isso.

O receio de Fernando Henrique é que alguns condenados sejam capazes, agora, de convencer uma maioria de juízes de que receberam penas injustas e, dessa forma, modificar seu regime prisional. Como aquele cidadão zeloso que não foi capaz de impedir o filho de fumar, FHC agora quer impedi-lo de tragar.

Ex-presidente da República, personagem presente nas lutas contra o regime militar, Fernando Henrique sabe qual é o debate quando os direitos de cada indivíduo se encontram em discussão. O ex-presidente admite, lucidamente, que há temas que é complicado resolver em estádios de futebol.

Imagine se o aumento de salário mínimo fosse resolvido em estádios de futebol. Ou se o casamento entre homossexuais fosse submetido a plebiscito. Ou se a pena de morte fosse definida pela internet. Falando sobre a concessão dos embargos, o ex-presidente admite: a concessão dos embargos pode “parecer razoável às pessoas mais afeitas às garantias e direitos individuais e menos movidas por sentimentos de vingança”.

Diante da Ação Penal 470, contudo, sua prioridade é outra, Trata-se de “evitar a percepção popular de que tudo não passou de um artifício para livrar os poderosos da cadeia.” Essa argumentação pode ser reproduzida de várias formas, para sustentar vários raciocínios – FHC não desperdiça nenhuma delas.

Num trecho, explica que não quer que a população alimente “sentimento de dúvida, quando não de revolta, com os resultados ainda incertos do julgamento. Afinal, para a maioria dos brasileiros, trata-se de uma das poucas vezes em que habitantes do ‘andar de cima ‘como se os qualifica no falar atual, estão no pelourinho.” Em outro, FHC fala da “sensação de impunidade”.

Falando sobre a hipótese – legítima – de que determinados réus obtenham uma redução das penas, Fernando Henrique evita debater se a possibilidade tem algum respaldo jurídico. Ressalta seu efeito sobre a visão da população:

“Se essa hipótese vier a se confirmar, estará consagrada a percepção de que “os de cima “são imunes e só os ‘de baixo’ vão para a cadeia.”

Sujeito oculto num guarda-chuva

Como se não estivesse exprimindo uma opinião pessoal, que traduz uma vontade política de uma parte interessada, de garantir que adversários políticos sejam colocados na cadeia, mesmo que seus direitos legais permitam outra solução, Fernando Henrique recorre a um guarda-chuva. A utilização de expressões “para o povo”, “para a maioria da população,” “percepção popular”, torna possível esconder o sujeito da ação. Diante de expressões como “a maioria dos brasileiros,” fica-se com a impressão de que o ex-presidente não fala pela própria voz, mas faz sociologia pura. É apenas o portador da opinião do homem das ruas, aquele autor que traduz o pensamento da multidão.

Lembra que o julgamento dos embargos irá levar meses e diz “para o povo nada disso é compreensível ou justificável. Por que demorar tanto?”

É difícil deixar de enxergar, nesta argumentação, uma postura que Octavio Ianni, antigo colega de Fernando Henrique na Universidade de S. Paulo, definiria como populista. Não gosto do conceito, mas ele ajuda a entender o que quero dizer.

Decalques sociológicos

Nós sabemos que, em geral, as pessoas de posses tem maiores facilidades para escapar da Justiça. É assim em sociedades divididas em classes, em especial naquelas onde a desigualdade é um traço profundo e perpétuo. Por exemplo: os diretores do antigo Banco Nacional, do qual uma antiga nora de FHC era sócia, e mesmo assim sofreu intervenção do Banco Central durante seu governo, até agora não começaram a cumprir penas entre 17 e 12 anos de prisão a que foram condenados por formação de quadrilha, gestão fraudulenta e outras práticas, num processo que teve início em 1995, ou seja, 18 anos atrás.

Mas, quando se trata de processos políticos, a situação costuma ser muito diferente. O decalque sociológico pode ficar subordinado a outras prioridades. Aliado de João Goulart, um dos homens mais ricos do Brasil de 1960, Mário Wallace Simonsen, foi perseguido de todas as formas pelo regime militar. Perdeu inclusive a TV Excelsior, a campeã de audiência, na época. José Ermírio de Moraes, pai de Antônio Ermírio, empresário que seria um dos principais patrocinadores do PSDB, foi cassado e perseguido, também. O deputado e empresário Rubens Paiva, aluno da Universidade Mackenzie, com estatura para disputar obras públicas, foi torturado e executado como tantos estudantes e trabalhadores que participaram da resistência à ditadura. Apesar do prestígio que possuía – era amigo pessoal de Fernando Henrique, que duas décadas depois se tornou presidente da República – a família de Rubens Paiva não conseguiu, até agora, nenhuma notícia confiável sobre seu paradeiro. O país se democratizou, o regime civil é uma realidade, os amigos chegaram ao Palácio, e nada. Os restos daquele pai de família amoroso, membro da “elite”, do “andar de cima”, continua desaparecido há 43 anos. A condição social dos herdeiros de Rubens Paiva torna seu pleito menos legítimo ou urgente do que o dos filhos do operário Virgílio Gomes da Silva ou dos familiares do estudante Honestino Guimarães?

Numa observação incrivelmente comprometedora, FHC ignora o debate jurídico sobre a qualidade das provas para apontar a atividade política de determinados réus como agravante que deveria impedir a redução de suas penas:

“Tal abrandamento implicará mudança de regime prisional apenas para membros do “núcleo político”.

Quando um ex-presidente da República convoca o elemento “povo” como elemento retórico tão importante, parece difícil esconder uma verdade cada vez mais evidente – o enfraquecimento dos argumentos jurídicos da acusação, fato já apontado de forma clara por um número cada vez maior de advogados e juristas importantes.

A dura realidade: as provas são fracas

Oito anos depois da denúncia de Roberto Jefferson, que iria desvendar o “maior escândalo de corrupção da história”, surge uma dura realidade. Se é possível apontar falhas nas denúncias contra os publicitários Ramon Hollerbach e Cristiano Paz e erros clamorosos no caso do diretor do Banco do Brasil Henrique Pizzolato, para citar dois exemplos particulares, as provas contra o “núcleo político” já não servem tão bem assim para animar o espetáculo. Era ali que se encontravam os troféus políticos da Ação Penal 470 e é ali que, juridicamente, se situa o grande debate que envolve os embargos infringentes.

Com honestidade, ninguém seria capaz de alegar que os réus do “mensalão” foram beneficiados por uma investigação indulgente nem por uma denúncia generosa. Todos tiveram sua vida pessoal, profissional e financeira devassada. Enfrentaram investigações paralelas, acumuladas mais tarde, por parte do Ministério Público e da Polícia Federal. Nem todos tiveram acesso a provas que poderiam beneficiá-los no momento adequado e sequer foram informados de dados incluídos em inquéritos mantidos em segredo durante o julgamento. Auditorias oficiais de valor inestimável foram desprezadas. Várias conclusões da Polícia Federal, testemunhos idôneos, inclusive de executivos de grandes empresas privadas, como a TV Globo, foram ignorados. E apesar de tudo isso, de toda essa imensa vontade de punir e castigar, verifica-se uma dura realidade: as provas contra o “núcleo político” são fracas, tem pouca consistência. Geram dúvidas. Justamente a acusação de formação de quadrilha foi rejeitada por quatro ministros. Pode, teoricamente, ser rejeitada por mais dois na fase dos embargos, o que pode ter duas consequências. A primeira, para os réus. Eles continuarão condenados em outros crimes, mas poderão cumprir pena fora do regime fechado. A outra é que a noção de que havia “uma quadrilha” em atividade no governo será abandonada. É isso, do ponto de vista político, que está em jogo.

Num debate civilizado, entre “pessoas mais afeitas às garantias e direitos individuais e menos movidas por sentimentos de vingança”, como escreveu FHC, a situação seria vista sem aflições nem sobressaltos. Quem achou muito natural que, com outros ministros, o STF chegasse a determinado resultado em dezembro de 2012, não deveria ver motivos para contestar uma possível mudança nos próximos meses, em função dos embargos. Deveria até reconhecer que, de seu ponto de vista, poderia ser muito pior se os réus tivessem tido direito ao desmembramento do processo, como aconteceu com os integrantes do mensalão PSDB/MG e também do mensalão do DEM/DF. Neste caso, a chance de uma revisão completa estaria assegurada por lei. Na Ação Penal 470, os embargos que tanto incômodo causaram é um troco, quase uma esmola, uma moedinha, comparado direito à dupla jurisdição, o que torna ainda mais constrangedora, nefasta, e até vergonhosa, a campanha contra sua aceitação.

No entanto, num comportamento que politiza decisões que deveriam ser jurídicas, Fernando Henrique argumenta:

“Numa sociedade já tão descrente de seus líderes, com um sistema político composto por mais de 30 partidos, num ambiente corroído pela corrupção, com um governo com 40 ministérios, uma burocracia cada vez mais lenta e penetrada por interesses partidários, não teria sido melhor evitar mais uma postergação, reforçando a descrença na Justiça?”

Nem quero comentar a frase “numa sociedade já tão descrente de seus líderes”. Por incrível que pareça, a afirmação se refere a “uma sociedade” onde o governo é aprovado por mais de 50% da população, a presidente conta com 38% de intenções de votos para disputar a reeleição e seu principal aliado político, Luiz Inácio Lula da Silva, é o mais popular presidente em 124 anos de história republicana. Vamos combinar que é muito sujeito oculto numa frase menor que os 140 caracteres do Twitter, certo?

Quem acompanhou o julgamento com atenção sabe que a Teoria do Domínio do Fato teve seu momento de deslumbramento e glória passageira antes de entrar num regime de esquecimento forçado. Parecia o instrumento perfeito para assegurar a denúncia contra vários acusados, a começar por José Dirceu, contra os quais sempre se soube que nunca havia prova material, bastando ler o relatório da Polícia Federal para se descobrir isso. A teoria seria útil mais tarde para condenar José Genoíno que, no início, era acusado de ter assinado empréstimos fraudulentos em nome do PT. Na medida em que se demonstrou que os empréstimos eram verdadeiros, só era possível condenar Genoíno por seu papel em encontros de governo e de partido que foram descritos como atividade do “núcleo político.”

Depois que um dos autores da teoria deixou claro que discordava de sua apropriação pelo ministério público brasileiro, lembrando que ela se aplicava para organizações militarizadas, com disciplina compulsória, ela foi deixada de lado na argumentação final, sem que ninguém se perguntasse por que. Fernando Henrique registra: “independentemente da teoria do domínio do fato, formou-se na opinião pública a convicção de que os mais notórios personagens, por menos rastros que tivessem deixado, foram, sim, responsáveis “.

Domínio do fato levaria ao PSDB

Ao longo do julgamento, ficou claro que, se a teoria do domínio do fato fosse aplicada a todos os envolvidos, poderia trazer complicações surpreendentes para figurões do governo Fernando Henrique que também se envolveram no esquema. Não estou falando do mensalão PSDB/MG. Não.

Ficou demonstrado por uma auditoria no Banco do Brasil que Henrique Pizzolato, condenado (absurdamente, a meu ver) a 12 anos de prisão como responsável pelo desvio de R$73 milhões, não agiu nem poderia ter agido sozinho. Suas decisões foram assinadas, rubricadas e partilhadas por cinco diretores e gerentes do Banco do Brasil, com grau até maior de responsabilidade. E ele estava subordinado a executivos que nada tinham a ver com o PT nem com Delúbio Soares, mas eram dirigentes indicados e empossados no governo de Fernando Henrique Cardoso. Foram eles, como homens de confiança do PSDB, que antes da posse de Lula assinaram o primeiro contrato do Banco do Brasil com a DNA, a agencia de Marcos Valério que servia tanto ao esquema financeiro do PT como ao similar original do mensalão PSDB/MG, e que foi apenas prorrogado no início do governo Lula. O responsável por todos pagamentos feitos a DNA – e que eram “fraudulentos”, “criminosos” “simples desvio” segundo a denúncia – chamava-se Leo Batista, foi escolhido no governo FHC e mantido no posto depois da posse de Lula. Como se sabe, nenhum desses executivos foi sequer indiciado na Ação Penal 470. Não digo que eram culpados. Eram inocentes como Pizzolato. Mas se houve um crime, deveriam ser considerados cúmplices, não é mesmo? Nem precisa falar em domínio do fato para saber disso.

O mundo impessoal, mais uma vez

De novo, voltamos ao mundo impessoal, das responsabilidades ausentes, da realidade automática. “Formou-se” na opinião pública a “convicção de que os mais notórios, por menos rastros que deixaram, foram responsáveis.”

Quem formou-se?

A “opinião pública” de um país não é um produto espontâneo de homens livres, que discutem os assuntos do dia em ambiente de pluralismo e liberdade no café da manhã. Nós sabemos o que acontece com o “percepção popular” quando uma sociedade é alimentada por uma cobertura tendenciosa e facciosa, como escreveu mestre Janio de Freitas. Há países que discutem uma situação desse tipo como uma forma de “publicidade opressiva,” que se define quando uma das partes é massacrada de modo unilateral pelos meios de comunicação, numa intervenção que tem influência direta sobre uma decisão da Justiça.

Quando assume um tom unificado dessa maneira, a opinião publicada, aquela que pertence aos editores e donos de jornal, é transformada em opinião pública, como se fosse a voz de todos – exercício que me foi explicado, há mais de 20 anos, quando o próprio Fernando Henrique me recebeu em seu apartamento, em São Paulo, para esclarecer sobre uma denúncia injusta que fora publicada numa revista onde eu trabalhava. Numa distinção inesquecível, o sociólogo explicou que não era correto invocar o interesse da opinião pública para justificar a publicação de uma notícia mas apenas a “opinião publicada.”

O acúmulo de incidentes, desculpas e retratações envolvendo o presidente do STF Joaquim Barbosa e diversos jornalistas, demonstra os riscos, perigos e recompensas da confusão entre “opinião pública” e “opinião publicada” na cobertura do julgamento.

Um pouco de teoria política

Esse culto “para o povo”, o discurso em nome da “percepção popular” me leva a pensar em Hanna Arendt, uma das mais aplicadas estudiosas das ditaduras do século 20.

Para Arendt, que produziu a maior parte de sua obra nos anos 1950 e 1960, o conceito de “ralé” que mais tarde assumiu uma conotação pejorativa, e mesmo preconceituosa, envolvia uma categoria social específica, de cidadãos deserdados e sem raiz, que perderam identidade de classe, muitas vezes foram afastados de sua realidade nacional, tornando-se disponíveis para diversos tipos de aventura política.

Hanna Arendt distinguia “ralé” de “povo” – para definir os cidadãos de várias camadas que, com um lugar reconhecido na vida social, tem compromissos com a defesa dos valores democráticos.

Avaliando a emergência das grandes ditaduras da primeira metade do século passado, em As Origens do Totalitarismo, Hanna Arendt escreveu:

“O que perturba os espíritos lógicos é a indiscutível atração que esses movimentos [totalitários] exercem sobre a elite da sociedade e não apenas sobre a ralé.”

Logo a seguir, ela acrescenta: “Essa atração da elite é um indício tão importante para a compreensão dos movimentos totalitários quanto sua ligação com a ralé. Denota a atmosfera específica, o clima geral que propicia o surgimento do totalitarismo.”

Hanna Arendt observa, no mesmo texto, que um dos elementos essenciais da construção de regimes totalitários foi a percepção de que “o mal, em nosso tempo, exerce uma atração mórbida”. Ela acrescenta: “Para a ralé, os atos de violência podiam ser perversos, mas eram sinal de esperteza.”

O mal, para ela, não tinha nenhum sentido religioso. Implicava no comportamento de cidadãos que abrem mão de seus princípios políticos e morais, de convicções, para acomodar-se burocraticamente dentro de uma nova ordem, mesmo que isso contrarie sua formação e suas crenças pessoais.

Já vivemos este processo em outras épocas. Este é o debate do Brasil atual.

 

 

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Léo.

ROBERTO JEFFERSON (PTB-RJ) –

ROBERTO JEFFERSON (PTB-RJ) – Foi. E lá no Rio se chamava mensalão. Quem inventou
esse negócio foi o Bispo Rodrigues lá no Rio, na Assembléia Legislativa, que fazia uma arrecadação tanto
do Detro, das empresas de transportes, como da folha de salários dos cargos de confiança e repartia entre
os Deputados. Essa denominação mensalão vem da Assembléia do Rio. A imprensa carioca...

HERÁCLITO FORTES (PFL-PI) – Do Waldomiro e do....?

ROBERTO JEFFERSON (PTB-RJ) – Não, não. Com o Bispo Rodrigues.

IDELI SALVATTI (PT-SC) – Desde quando, Deputado?

ROBERTO JEFFERSON (PTB-RJ) – Desde quando Chico Alencar denunciou. Tem uns 6 anos.
Quem denunciou isso pela primeira vez foi o Deputado Estadual Chico Alencar, hoje nosso colega Deputado
Federal. Isso foi um escândalo no Rio, e arquivaram a CPI, não levaram adiante essa CPI. Mas posso pegar
as memórias da CPI – do PL do Rio de Janeiro (pede-me para esclarecer o meu advogado) – não estou
generalizando, PL do Rio de Janeiro. E posso pegar a memória dessa documentação e trazer. A prática é
igualzinha: todo mês um aditivo salarial para os Deputados. E essa nomenclatura mensalão vem de lá, da
Assembléia Legislativa do Rio de Janeiro.
 

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SujeitoOculto

"...QUE conheceu Junia

"...QUE conheceu Junia Rabello, José Augusto Dumont, José Roberto Salgado, Sabino Correa Rabello e Guilherme Rocha Rabello, todos vinculados ao Banco Rural; QUE conheceu tais pessoas de relacionamentos comerciais que manteve com o Banco Rural;... QUE conheceu o presidente da Portugal Telecom, Sr. Miguel Horta e Costa, através de Ângelo Calmon de Sá (Banco Econômico); QUE foi apresentado a Ângelo Calmon de Sá por José Augusto Dumont, na época das discussões envolvendo o pedido de levantamento da liquidação do Banco Econômico; QUE como era de seu conhecimento que Ângelo Calmon de Sá possuía um relacionamento de longa data com o Banco do Espírito do Santo, do qual Miguel Horta e Costa é um dos principais acionistas, solicitou àquele que intermediasse um encontro com o empresário português; ...” " Vish, to achando que é banqueiro... 

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SujeitoOculto

2 nomes

Os nomes tem que ser do PT. Eu creio em Virgílio Guimarães, mas ele brigou com PT quando saiu candidato a Deputado avulso com Severino Cavalcanti. Mas não tem movimentação dele no valerioduto, apesar de ter sigo amigo de Marcos Valério. Mas lendo o relatório da CPI tem o nome de Sandra Cabral, assessora do José Dirceu.

Marcos Valério diz:

“Que em duas oportunidades utilizou o avião do Banco Rural, sempre na companhia do Dr. José Augusto Dumont, ex-vice-presidente do Banco Rural; Que as duas viagens foram para Brasília/DF, ambas para acompanhar José Augusto em encontro com o Diretor de Fiscalização do Banco Central; Que esses encontros foram intermediados pelo Deputado Federal Virgílio Guimarães; Que esses encontros foram realizados para discutir o relacionamento do Banco Rural com o Banco Central – BACEN...”

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Essa aí não

Eu conheço pessoalmente Sandra Cabral, uma mequetrefe, professora, foi dirigente do Sindicato dos Professores e também da CUT, pessoa honestíssima, não tem onde cair morta.

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thewall

Celso Daniel?

Seria este o nome? Ou José de Alencar? 

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Mauricio Salles

E se ele revelou o nome nos classificados?

Olha, eu respeito o grande Jânio de Freitas, mas isso de "não posso falar porque não tenho provas" beira à leviandade. Se você é jornalista e não tem provas, melhor ficar calado. Se tem uma fonte, que fale logo. Porém, devemos correr aos classificados da FSP da data da coluna do Jânio. Ele já fez isso uma vez...

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Tiradentes ao oposto: Pegadinha boba.

Tá me parecendo mais uma pegadinha, já tive que fechar até o nariz e ler a Veja à cata desse nome oculto e nenhum justifique ser poupado a ponto de justificar o martírio de dezenas de pessoas, como disse, uma Inconfidência Mineira ao contrário, isso não existe. Impossível haver combinação num grupo tão grande para poupar um "amigo" comum a todos eles. Ah, o nome "guardado" era amigos de três dos réus. Nada a ver, pois todos sabiam de todos, quem apresentava quem, dentre estas dezenas de pessoas,  pelo menos um deles teria abrido o bico se esse nome existisse, o  MV se indispôs com todo mundo, inclusive com seu sócio Clésio Andrade,  se tornou inimigos dos petistas ali por volta de 2005, não havia motivo para poupar o tal "Tiradentes ao Contrário", uma pessoa que recebeu a complacência de todos ou de 3 dos réus. Todas as pessoas que tinham qualquer sinal de participação foram arroladas no processo, não escapou ninguém, entrou gente até para alcançar o número de 40 réus e assim se criar a fábula do "Ali Babá e os 40 ladrões". Tá mais parecendo blefe ou pegadinha de JF. Ou então o tal nome guardado não é amigo dos réus e sim de alguém do STF, tá me parecendo mais isso, neste sentido só pode ser DD, inclusive o  Barbosa e o Fernando de Souza prevaricaram para poupar Daniel Dantas. É Daniel Dantas que põe medo nos jornalistas, em Gilmar Mendes, tanto que um juizes e policiais foram punidos por prendê-lo. Quem mais poderia ser esse Tirandentes ao contrário? Só pode ser Daniel Dantas, este sim, justificaria outro rumo para o processo, como vimos na Sarthiagaha.

  

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Farinhas do mesmo saco. A PROVA

Taí, eu não te denuncio se tu não me denuncias nesta conspiração contra o povo urdida nos porões das sociedades secretas que dilapidam sem dó o Brasil, explorando de forma pornográfica o povo e a Nação.

Acorda, Dilma!

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Follow the money, follow the power.

Lá como cá, tá tudo dominado

"There exists in this country a plot to enslave every man, woman, and child. Before I leave this high and noble office I intend to expose this plot."John F Kennedy, just before his Assassination

 

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Follow the money, follow the power.

Um nome...

Diante do exposto pelo jornalista, revelo uma preocupação que sempre me acompanha.

Desde o iníco dos ataques da "velha mídia" aos governos do Lula e da Dilma, me questiono: por qual razão os dois não respondiam as acusações que lhes eram feitas? É como se a "velha mídia" soubesse que ambos não responderiam por serem reféns de algo ou de alguém.

Não sei o que é ou quem é, e, portanto, não faço conjecturas.

Só sei que alguém detém um poder incomensurável (dinheiro e informações). Tem a mídia do seu lado, impede o poder legislativo de trabalhar; indica ministros supremos e ministros de estados (os quais não entendemos bem suas atitudes e/ou omissões). E, ainda, cala a boca do PT!

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"A neve e as tempestades matam as flores, mas nada podem contra as sementes" (Khalil Gibran – 1883-1931).

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almeid

Nestes dois links pode-se

Nestes dois links pode-se conhecer um pouco da história das agencias e seus idealizadores:

 

http://www.vitoriaci.com.br/vdevitoria/

 

Rui Rodrigues deixa a Loducca para se dedicar a marketing político e institucional na Vitória CI

 

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destruidor

Jânio de Freitas: um nome guardado

Só pode ser o DD.

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Vejam isso, como é bom ser

Vejam isso, como é bom ser tucano nesse pais, a blindagem é total

ano de 1998, sob a administração das empresas SMP&B COMUNICAÇÃO LTDA, e DNA PROPAGANDA LTDA. DEMONSTRAÇÃO DE RECURSOS ...

http://www.cartacapital.com.br/wp-content/uploads/2012/07/arquivo_01.pdf

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Marcos Chiapas

Não entendi

Parece um documento público, inclusive com registro em cartório, de uma prestação de contas de campanha, identificando inclusive os doadores.

Por que "blindagem" ?

 

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Dinheiro público

A sangria das estatais mineiras, ou seja, uso de recursos públicos, sendo que na AP 470 não ficou provado o uso deste tipo de grana, o Visanet é fundo privado, os serviços foram prestados, os empréstimos que o PT fez junto a rede privada foram quitados, o TCU aprovou tudo, o TSE aprovou. Crime mesmo foi praticado por tucanos mas estes são blindados pela imprensa e, consequentemente, pelas Instituições da República.

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Agente Semos Inútel

Inutilidade

Se vc não entende e faz este tipo de pergunta, é inútil explicar.

Ainda que vc entendesse...

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Realmente, ficamos sem saber, isso é fato

Se os autos tivessem sido julgados como deveriam, como Caixa 2, chegaríamos a saber, exatamente, a culpa dos réus, e o que fizeram. Ninguém nunca, ao defendê-los, proclamou sua inocência total. Sempre dissemos serem inocentes pelos crimes que lhes foram imputados, ou, que certos crimes nem sequer haviam ocorrido. Mas, se tivessem sido julgados simplesmente pelo que cometeram, e admitiram, Caixa 2, ficaria esvaziada a acusação de uso do dinheiro público, estratégica na manipulação política do evento. De fato, não houve uso do dinheiro público, e não ficamos sabendo de onde veio o dinheiro com o qual o PT saldou os débitos dos empréstimos, que, parecem ter sido normais. Fez-se uma tempestade num copo d'água. O julgamento correto nos atenderia a nós, petistas, que também queríamos saber o que eles fizeram.

Para mim, resultou que as fraudes nos autos e toda irregularidade flagrantes em todo seu encaminhamento, seriam ou são crimes bem mais graves do que o que os réus podem ter, cometido, mesmo incluindo essa personagem que ficou de fora. Porque, quanto à acusação de comprar partidos pequenos para s perpetuar no poder, só pode vingar em meios de pessoas absolutamente fora da realidade do contexto político e/ou interessadas nessa versão: é um absurdo, pois qual é o partido que não almeja o poder ? Se tem um projeto que demandaria 20 anos para instituição, normal é que quisessem esse tempo, e dai, qual o crime ? E a acusação de compra de votos corolário desta, também não se sustenta, não há prova alguma, eu não acho sequer plausível.

Depurando toda fantasia politiqueira, ficamos sem saber o motivo da aproximação do financiador e a(s) negociação(ões) com este, se é que houveram mesmo, porque muitos desses tipos financiam com vistas a aproximações futuras, sem compromissos prévios.

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Daniel Freitas?

Um informe para quem citou o Daniel Freitas, sobrinho de Zé Alencar:

MORREU SEM SABERDaniel Freitas, sobrinho de José Alencar e criador da DNA, embora citado anteontem no relatório de Joaquim Barbosa, não teve nada a ver com o mensalão. Ele era doente terminal quando Marcos Valério e sócios da SMPB, aproveitando o vácuo de poder, passaram a dar as ordens na DNA, agência que já atendia o Banco do Brasil e então gozava da melhor reputação no mercado. Daniel morreu em outubro de 2002, sem saber que sua empresa estava prestes a virar base de uma engrenagem financeira para fins de corrupção. Foi poupado dessa dor.TESTEMUNHONão fosse a morte do seu líder, a DNA dificilmente teria sido usada no propinoduto do mensalão. Daniel Freitas não tinha confiança e apreço por Marcos Valério. Só o suportava porque a SMPB havia se tornado sócia da DNA após comprar as ações na agência do hoje senador Clésio Andrade. Meses antes de morrer, Daniel tentou minar a força de Valério em sua empresa. Mas, já estava fraco demais. Mal conseguia falar. Tudo isso foi visto e ouvido por Raquel Faria, que dá aqui seu testemunho em defesa da memória do grande publicitário mineiro.http://www.diariodeitabira.com.br/materia/3831/morreu-sem-saber 

Com  a morte de Daniel Freitas, Marcos Valério tem domínio total sobre a DNA. Como postei acima, MV não era de confiança de Daniel Freitas. Abri com o Mozilla:

São Paulo, domingo, 12 de junho de 2005 

O NOVO PERSONAGEM 

Marcos Valério domina mercado publicitário de MG

DA AGÊNCIA FOLHA
DA REPORTAGEM LOCAL
DA SUCURSAL DE BRASÍLIA

O publicitário Marcos Valério citado por Roberto Jefferson é o empresário Marcos Valério Fernandes de Souza, que integra um grupo publicitário formado pelas agências DNA Propaganda e SMP&B Comunicação. Com sede em Belo Horizonte, o grupo detém cinco contas do governo federal, entre elas a do Banco do Brasil.
Esse grupo já detinha, por meio da DNA, a conta do BB durante o governo de Fernando Henrique Cardoso (1995-2002). O grupo expande seus negócios e vê também crescer o número de processos na Justiça, nos quais é réu, e o de autuações fiscais por irregularidades.
Em 1996, a SMP&B Publicidade, dos sócios Cristiano de Mello Paz e Ramon Hollerbach, estava em situação financeira precária. Então, em julho daquele ano, foi criada a SMP&B Comunicação, com o ingresso de dois novos sócios: Clésio Andrade (PL), atual vice-governador de Minas e presidente da CNT (Confederação Nacional dos Transportes), e Marcos Valério, um ex-servidor do Banco Central com fama de ter muito conhecimento da área financeira.
A partir daí, a SMP&B Comunicação se associou à DNA Propaganda, criada em 1982 e que, hoje, é a maior agência de publicidade mineira. A DNA teve como presidente Daniel Freitas, sobrinho do vice-presidente da República, José Alencar (PL). Daniel morreu em outubro de 2002.
Hoje a DNA detém as contas de publicidade do Banco do Brasil, da Eletronorte e do Ministério do Trabalho. A SMP&B Comunicação trabalha para os Correios e para o Ministério do Esporte. E trabalha também para a Câmara dos Deputados desde 2003. Foram os publicitários do grupo que fizeram a campanha do petista João Paulo Cunha para a presidência da Casa naquele ano.
Das agências sócias, a DNA foi a que mais cresceu. E as duas SMP&B enfrentam agora processo na Justiça por um ato comercial realizado em 1996 -dois anos depois, em 1998, Clésio Andrade saía da sociedade para disputar o governo de Minas como vice na chapa de Eduardo Azeredo (PSDB).
Em abril passado, conforme noticiou a Folha, o Ministério Público Estadual propôs ação de reparação de danos ao patrimônio público por conta de uma fazenda superavaliada ter sido doada ao então banco estatal Credireal para cobrir empréstimo feito pela SMP&B Publicidade. O prejuízo causado, segundo o Ministério Público, teria sido de R$ 8 milhões.
Clésio Andrade nega participação nesse caso, porque alega que ele era sócio só da SMP&B Comunicação.
Clésio e Marcos Valério hoje não se se falam. Após perder a eleição, surgiram rumores de que Clésio tentou voltar para a agência, mas que os sócios não se interessaram pelo seu retorno, pois as empresas já não precisavam mais dele. Clésio negou à Folha essa versão e disse que não se interessava mais pela sociedade, embora tenha dito que enfrentou dificuldades para reaver o dinheiro de sua parte. Após desistir de uma ação na Justiça, houve acordo.
(PAULO PEIXOTO, MÁRIO CÉSAR CARVALHO E LEONARDO SOUZA)

Texto Anterior: Frases
Próximo Texto: "Se fizerem algo comigo, cai a República" 
Índice

http://www1.folha.uol.com.br/fsp/brasil/fc1206200507.htm

 

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Familia Freitas

...
Canal direto –
 Para autoridades envolvidas nas investigações, também há
indícios de que o publicitário tinha um canal direto com o PMDB, por intermédio
do ex-líder do partido na Câmara, José Borba (PR). Suas relações com o partido começaram, anos atrás, com a ajuda do atual vice-presidente da República, José Alencar (PL-MG), ex-PMDB. O sobrinho de Alencar, Daniel Freitas, que morreu em 2002, foi um dos fundadores da DNA. Com sua morte, a participação foi transferida para sua mulher, Margareth Maria Queiroz Freitas, sócia de Valério até hoje. Os vínculos com o vice-presidente não param por aí. Uma outra sobrinha de José Alencar, Simone Freitas, é casada com Márcio Hiram Guimarães Novais, sócio
de Marcos Valério na Estratégica Comunicação Ltda. Criada às vésperas das eleições de 2004, a empresa operou o financiamento de Marcos Valério às candidaturas do PT para as prefeituras de Osasco, Itabira, Petrópolis e São Bernardo do Campo. “O Márcio Hiram era o operador político de Marcos Valério”, disse a
ISTOÉ a ex-secretária Karina. Valério adora um vice. Tanto que foi sócio na agência SMP&B do vice-governador de Minas, Clésio Andrade, dirigente da Sindical Patronal dos Transportes (CNT), hoje seu dileto inimigo.
...

http://webcache.googleusercontent.com/search?q=cache:K7MSDjX3dvEJ:www.istoe.com.br/reportagens/7623_O%2BHOMEM%2BQUE%2BSABE%2BDEMAIS+&cd=17&hl=pt-BR&ct=clnk&gl=br

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'Entre a humilhação e a servidão, eu assumo o risco da luta'
José Genoino

JF blefou?

Nada de novo, a DNA entrou na roda do "mensalão", e foi escancarada até demais, a viúva tinha participação menor, não era manda-chuva, e não teria motivo para ser poupada se tivesse alguma culpa, isso tá me parecendo blefe de Jânio de Freitas. Nomes existem aos milhões e, dizer que um foi ocultado para ser poupado, me parece pegadinha, vai ver que era Bento 16.

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Daniel de Freitas não participou

Concordo, Avatar!

Conheci pessoalmente ao Daniel de Freitas e confirmo o dito acima. Daniel estava com câncer e faleceu sem ter participado naqueles assuntos. Valério é que tomou conta do negócio e levou essa agência para o lado político. Daniel passou os seus últimos anos no piano, na bossa-nova e com o seu charuto. Era uma pessoa excelente.

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Familia Freitas

a familia continou sócia da DNA

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'Entre a humilhação e a servidão, eu assumo o risco da luta'
José Genoino

Com a morte de Daniel, MV é que tomou de conta

Com  a morte de Daniel Freitas, Marcos Valério tem domínio total sobre a DNA.

São Paulo, domingo, 12 de junho de 2005 

O NOVO PERSONAGEM 

Marcos Valério domina mercado publicitário de MG

DA AGÊNCIA FOLHA
DA REPORTAGEM LOCAL
DA SUCURSAL DE BRASÍLIA

O publicitário Marcos Valério citado por Roberto Jefferson é o empresário Marcos Valério Fernandes de Souza, que integra um grupo publicitário formado pelas agências DNA Propaganda e SMP&B Comunicação. Com sede em Belo Horizonte, o grupo detém cinco contas do governo federal, entre elas a do Banco do Brasil.
Esse grupo já detinha, por meio da DNA, a conta do BB durante o governo de Fernando Henrique Cardoso (1995-2002). O grupo expande seus negócios e vê também crescer o número de processos na Justiça, nos quais é réu, e o de autuações fiscais por irregularidades.
Em 1996, a SMP&B Publicidade, dos sócios Cristiano de Mello Paz e Ramon Hollerbach, estava em situação financeira precária. Então, em julho daquele ano, foi criada a SMP&B Comunicação, com o ingresso de dois novos sócios: Clésio Andrade (PL), atual vice-governador de Minas e presidente da CNT (Confederação Nacional dos Transportes), e Marcos Valério, um ex-servidor do Banco Central com fama de ter muito conhecimento da área financeira.
A partir daí, a SMP&B Comunicação se associou à DNA Propaganda, criada em 1982 e que, hoje, é a maior agência de publicidade mineira. A DNA teve como presidente Daniel Freitas, sobrinho do vice-presidente da República, José Alencar (PL). Daniel morreu em outubro de 2002.
Hoje a DNA detém as contas de publicidade do Banco do Brasil, da Eletronorte e do Ministério do Trabalho. A SMP&B Comunicação trabalha para os Correios e para o Ministério do Esporte. E trabalha também para a Câmara dos Deputados desde 2003. Foram os publicitários do grupo que fizeram a campanha do petista João Paulo Cunha para a presidência da Casa naquele ano.
Das agências sócias, a DNA foi a que mais cresceu. E as duas SMP&B enfrentam agora processo na Justiça por um ato comercial realizado em 1996 -dois anos depois, em 1998, Clésio Andrade saía da sociedade para disputar o governo de Minas como vice na chapa de Eduardo Azeredo (PSDB).
Em abril passado, conforme noticiou a Folha, o Ministério Público Estadual propôs ação de reparação de danos ao patrimônio público por conta de uma fazenda superavaliada ter sido doada ao então banco estatal Credireal para cobrir empréstimo feito pela SMP&B Publicidade. O prejuízo causado, segundo o Ministério Público, teria sido de R$ 8 milhões.
Clésio Andrade nega participação nesse caso, porque alega que ele era sócio só da SMP&B Comunicação.
Clésio e Marcos Valério hoje não se se falam. Após perder a eleição, surgiram rumores de que Clésio tentou voltar para a agência, mas que os sócios não se interessaram pelo seu retorno, pois as empresas já não precisavam mais dele. Clésio negou à Folha essa versão e disse que não se interessava mais pela sociedade, embora tenha dito que enfrentou dificuldades para reaver o dinheiro de sua parte. Após desistir de uma ação na Justiça, houve acordo.
(PAULO PEIXOTO, MÁRIO CÉSAR CARVALHO E LEONARDO SOUZA)

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http://www1.folha.uol.com.br/fsp/brasil/fc1206200507.htm

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...spin

 

 

Nome

Dos que sobraram só Antônio Palocci precisa ser preservado para algum futuro.

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Marcos Chiapas

Digo: “Miro, você que é meu

Digo: “Miro, você que é meu conterrâneo, diga ao Presidente Lula que está havendo esse “mensalão”. Que o Sr. Delúbio repassa através de um moço chamado Marco Valério, entregue a Líderes e a Presidentes de partido. Isso é um escândalo, vai pipocar, não tem como segurar, já tem bochicho na imprensa. Ele achou grave, registrou. Disse isso ao Ministro Palocci. Ele nega. “Mas, Palocci, Ministro, com todo o respeito, disse isso a V.Exa., olhando dentro dos seus olhos.”   =x=x=x=x=x=x=x=x  Infelizmente, o Plenário da Comissão não aprovou requerimento para afastamento de sigilo bancário, fiscal e telefônico, bem como a convocação do Sr. Ademar Palocci para prestar depoimento, prejudicando as investigações desta Subcomissão.  

 

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Sempre pensei no Zé Alencar,

Sempre pensei no Zé Alencar, mas pelo que saiu na época foi o Virgílio Guimarães que apresentou o MV para o Zé Dirceu. 

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À José Dirceu ?

O que ficou claro e inconteste na CPI dos Correios foi que Marcos Valério foi apresentado ao PT através de Delúbio Soares. Eduardo Azeredo/PSDB, arrecadador da campanha eleitoral FHC/1998, conhecera MV dali, e apresentou-o, que era tesoureiro do PT, e da campanha Lula/2002. Esse foi o 1º contato. Depois disso, MV circulou normalmente, tendo conhecido vários petistas, talvez, inclusive, Dirceu, que estava fora do partido, pois era Ministro Chefe da Casa Civil de Lula.

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Mas na época se falou que foi

Mas na época se falou que foi o Virgílio Guimarães, do PT de Minas que apresentou o Marcos Valério pro Zé Dirceu.

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Véio Zuza

Para refrescar a memória:

Para refrescar a memória: esse pessoal de Minas não é fácil, não... Lembram do Tancreco, o avô do play-boy? Como foi a "eleição" dele no famigerado Colégio Eleitoral da ditadura? Li nalgum lugar que ele também tinha um "operador", que visitava empresários, banqueiros e... deputados da ARENA/PDS dispostos a pular a cerca... sempre usando uma famosa maleta/mala de onde saía um "seguro de vida", ou "salvo-conduto", do tipo, se der m. e os milicos voltarem, vou pro exterior - a família vai antes prá se garantir... Si non è vero è bene trovatto...

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Jânio planta verde para colher maduro

Acredito que o Mensalão do PT não saiu bem como as "Zelites" inicialmente imaginaram. Parece que este ser misterioso não é mais tão importante com "Dantes". O verdadeiro script previa os Mensaleiros Petistas puxando para dentro do Mensalão PeTista o "Misterioso", para que este, provavelmente, puxasse para dentro o Lula. Então estariam na cadeia Dirceu, Genuíno, Lula com direito a algemas e transmitido ao vivo no Jornal Nacional. 

Ao preservar o 'Misterioso" o petismo acaba por deixar as "Zelites" com a pulga atras da orelha, isto é, em vez de puxar Lula para dentro do Mensalão poderia, na minha imaginação, claro, puxar FHC para o Mensalão Mineiro, como gratidão por tê-lo preservado, o "Misterioso". Já tá em cana o Valério e se ele, Valério é amigo do DD e se os dois se voltassem contra os emplumados, imaginaram? Melhor Valério e Dantas na cadeia fazendo parte da "Organização Criminosa" imaginada pelas "Zelites".

Mas as "Zelites" são preparadas, eles tem muita competência na coisa "pública", além de envolver o "Misterioso" ainda puxaram para o lado deles .... O novo Presidente ... primeiramente, ele é ingenuo, segundo, pensa que já faz parte da família e que já tem até quarto na Casa Grande, portanto não volta mais para a Senzala, é uma história inventada, tudo aqui é fictício, certo? Portanto o nosso Presidente ... uma pessoa negra, honesta, corajosa, determinada, e principalmente, odeia desonestidade, não teria nenhum escrúpulo de colocar na cadeia DD também com os "Zés" e Valério.

Ainda sairiam perdendo, pois o Lula ainda não estaria envolvido diretamente na Organização Criminosa imaginada por eles, "Zelites". 

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Vadlir

Gente, é só ler o artigo de

Gente, é só ler o artigo de Jânio de Freitas com a acuridade de um Sherlock Holmes, que vocês encontrarão cifrado o nome do dito cujo ou da instituição. uorevar o que "esse" seja

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Hélio Jorge Cordeiro

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Nivaldo Alves

Nome misterioso

Jânio percebeu como funciona o STF. Teria o direito de fazer qualquer acusação a governistas sem necessidade de mostrar provas. O mesmo não vale para acusação contra a algum protegido da grande mídia. Se esse personagem poupado é governista e não pode ser revelado, logo também é ligado à grande mídia.

Há algum governista ligado a algum grupo de televisão? Collor não vale.

É muito estranho. Há um governista, ligado aos grandes meios de comunicação, que sempre controlou o Judiciário. Ao ponto de, numa mesma semana, conseguir a condenação de um casal de adversários por soma irrisória de dinheiro julgado ilícito e a absolvição de um aliado e ex-ministro a quem se envolveu de corpo e alma apesar do processo envolver milhões.

Por que razão misteriosa esse senhor, todo poderoso, não retribuiu os aliados atuando junto a ministros pela libertação - ao invés da punição - política?

Jânio de Freitas, num classificado, acusou o governo desse homem de beneficiar empreiteiras na construção de uma ferrovia.

Esta é minha aposta quanto ao nome misterioso.

-x-x-

Jânio não perdoa também o Ministério Pùblico. Ele sabe muito e muito pode revelar, ainda, sobre a atuação dos Procuradores Gerais no caso.

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sarney?

o poder de sarney ainda não acabou, ao contrário do que muita gente acha... muitas vezes "vejo" o dedo do coronel maranhense em alguns fatos da política nacional que, aparentemente, não têm nada a ver com ele. e não estou me referindo à perda de mandato dos capiberibe, nem à proibição do estadão de citar o nome de seu filho fernando.

mas, se fosse sarney, jf não escreveria que dirceu não denunciou alguém por amizade. isto não existe. pode não ter denunciado por outros motivos. e só resta então alguém que entende de criptografia procurar os anúncios da folha...

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Rita Lelis

Sim, li com acuidade e não

Sim, li com acuidade e não descobri a quem o Janio se refere. Dizer que é o DD está óbvio demais.

Confio que voce vai vai compartilhar conosco sua descoberta.

 

 

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almeid

Pode ser

Pode ser este:

http://advivo.com.br/blog/iv-avatar-do-rio-ooooooooo/sobre-o-delator-lucio-bolonha-funaro

e mais outros que o governo Lula aceitou como herança, ??????

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Agora vamos abrir os dados do Banestado, e vamos descobrir quem são os que detêm e se perpetuam no poder !

 

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Jose Saguy Tenorio

Luizinho vai por a boca no trombone

http://www.cartacapital.com.br

 

"Mensalão"

"Tenho muita coisa a comentar", diz Lula

O ex-presidente disse, no entanto, que vai esperar o "julgamento total" dos recursos apresentados pelos réus do "mensalão" para se pronunciar sobre o caso

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Penso que quiseram combinar

Penso que quiseram combinar algo com o Dirceu ( o totem..) ele disse que ia..mas não foi e agora esta.. mas volta.

Acho que o  Dirceu ainda é  chave, esta sendo retaliado , o Jânio esta  no caminho certo. DD é uma peça da

engrenagem, bem azeitada mas não é a principal não...ufa! que filme chato ..é esse.,..o Brasil tem que ser

maior que tudo isso..e é.

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José de Alencar

O esquema foi criado em épocas tucanas, pelo Valério e sob orientação do Pimenta da Veiga (Valério trabalhou no escritório deste, em Brasília, durante 2 anos). Empresas estaduais privatizadas na época, como Telemig Celular, eram as principais doadoras das campanhas tucanas. É muito possível que tenha sido o José de Alencar, do PL, quem tenha transferido este esquema de doações por caixa 2 para o PT. O PT tem sido solidário com a sua memória, embora o “crime” tenha sido apenas o caixa 2. José de Alencar era tio de Daniel de Freitas (falecido), ex-presidente da DNA, antes de Valério entrar a controlar a empresa. O prédio onde a DNA funcionava era de propriedade de José de Alencar.

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