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Não basta que seja pura e justa a nossa causa É necessário que

Do Povos Buscamos a Força
                             Poemas de Angola

Não basta que seja pura e justa
a nossa causa
É necessário que a pureza e a justiça
existam dentro de nós.

Dos que vieram
e conosco se aliaram
muitos traziam sobras no olhar
intenções estranhas.

Para alguns deles a razão da luta
era só ódio: um ódio antigo
centrado e surdo
como uma lança.

Para alguns outros era uma bolsa
bolsa vazia (queriam enchê-la)
queriam enchê-la com coisas sujas
inconfessáveis.

Outros viemos.
Lutar pra nós é ver aquilo
que o Povo quer
realizado.
É ter a terra onde nascemos.
É sermos livres pra trabalhar.
É ter pra nós o que criamos
Lutar pra nós é um destino -
é uma ponte entre a descrença
e a certeza do mundo novo.

Na mesma barca nos encontramos.
Todos concordam - vamos lutar.

Lutar pra quê?
Pra dar vazão ao ódio antigo?
ou pra ganharmos a liberdade
e ter pra nós o que criamos?

Na mesma barca nos encontramos
Quem há-de ser o timoneiro?
Ah as tramas que eles teceram!
Ah as lutas que aí travamos!

Mantivemo-nos firmes: no povo
buscáramos a força
e a razão

Inexoravelmente
como uma onda que ninguém trava
vencemos.
O Povo tomou a direção da barca.

Mas a lição lá está, foi aprendida:
Não basta que seja pura e justa
a nossa causa
É necessário que a pureza e a justiça
existam dentro de nós

AGOSTINHO NETO

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"A fidelidade muitas vezes não passa de falta de imaginação " - Oscar Wilde

"Clarão vermelho",

"Clarão vermelho", instrumental do violonista e guitarrista pernambucano Ivinho, no Festival de Montreaux de 79, e numa canção sua com a banda Ave Sangria, "Sob o Sol de Satã", inspirada em Bernanos.

 

Seu voto: Nenhum

Retrato do Velho

“Bota o retrato do velho outra vez
Bota no mesmo lugar.
Bota o retrato do velho outra vez,
Bota no mesmo lugar.
O sorriso do velhinho faz a gente trabalhar (Bis)

Seu voto: Nenhum (1 voto)

É fácil livrar-se das responsabilidades. Difícil é escapar das consequências por ter-se livrados delas. (Graciliano Ramos)

À Nossa Cigana

Seu voto: Nenhum (1 voto)

Vale a pena assistir...

(Não sei se já fora aqui postado)

Seu voto: Nenhum (8 votos)

"A neve e as tempestades matam as flores, mas nada podem contra as sementes" (Khalil Gibran – 1883-1931).

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