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Nova lei abre economia cubana e Brasil é o principal parceiro

Jornal GGN - A Assembleia Nacional de Cuba aprovou recentemente, por unanimidade, uma nova lei que abre o país a investimentos estrangeiros. A lei ainda não permite mudanças profundas, como a autorização para que empresas de outros países possam contratar mão de obra local sem intermédio do governo, mas tornam mais atrativos os investimentos externos ao diminuir de 30% a 15% a tributação de lucro, além de aumentar para oito anos a isenção tributária de novas iniciativas.

O governo cubano afirma que necessita de mais de US$ 2 bilhões por ano em investimentos estrangeiros diretos para atingir a meta de crescer 7%.  Mas, graças ao embargo, Cuba não conta a parceria do principal investidor do mundo, os EUA. E foi nesse sentido que o Brasil viu a oportunidade de investir e conquistar o mercado consumidor do país. Dessa forma, o governo brasileiro, através da Agência Brasileira de Promoção de Exportações e Investimentos (Apex-Brasil), uniu dezenas de empresas nacionais dispostas a conhecer e mergulhar na economia cubana.

O diretor de Negócios da Apex-Brasil, Ricardo Santana, defende a iniciativa do governo brasileiro de investir na construção do Porto de Mariel, com dinheiro do BNDES e que isso representará vantagens para o empresariado brasileiro. “Isso reduzirá o custo de operações logísticas para o Brasil, até pelo aspecto de poder atender a outros países da região”.

Para Ricardo Santana, a localização geograficamente estratégica fará de Cuba um polo concentrador na região. “Pode ser um hub para países do Caribe, principalmente ao considerarmos o crescimento das economias na América Central, como Panamá, Honduras, El Salvador, Costa Rica e Guatemala. Em 2013 o PIB cubano foi o maior de toda a América Central e o Caribe, exceto pelo território estadunidense de Porto Rico. E o país é também o segundo maior destino das exportações brasileiras nessa região, atrás apenas do Panamá”.

Só no ano passado, a corrente de comércio Brasil-Cuba totalizou US$ 624,8 milhões, com incrementos de 9,2% com relação a 2008. Desse montante, US$ 528,2 milhões corresponderam à exportações brasileiras. Vendemos para o país: óleo de soja refinado, arroz, milho, carne de frango, café, papel, calçados, máquinas agrícola, móveis e há oportunidades para muito mais, como produtos de higiene e beleza, autopeças e outros.

Por mais que haja uma preocupação dos investidores ao redor do mundo acerca do modelo político-econômico cubano, o país apresenta hoje uma economia em expansão, uma população de 11 milhões de habitantes e um turismo pujante.  Segundo o diretor da Apex-Brasil, não há obstáculos para o sucesso das relações comerciais entre os dois países. “Cuba oferece um porto com capacidade de movimentação de 1 milhão de contêineres, uma Zona Especial de Desenvolvimento, uma boa localização, proximidade cultural, necessidades por produtos que o Brasil fabrica, ou seja, condições promissoras e que oferecem oportunidades oportunas para empresas brasileiras”, disse Ricardo.

Só em 2013, 324 empresas brasileiras exportaram para Cuba: carne de franco, café, arroz, farelo e óleo de soja, massas alimentícias, papel, fumo, máquinas agrícolas, fios sintéticos, produtos de borracha, reboques, veículos de carga, resina. Ricardo Santana avalia que há também espaço para produtos de higiene, limpeza e cosméticos, autopeças, aparelhos mecânicos e elétricos, calçados, chassis, confecções, ferramentas e talheres, aparelhos de ótica, plástico, cerâmica, confeitaria, produtos químicos e farmacêuticos, vidro e muitos outros.

Pelos questionários que as empresas brasileiras responderam na Missão Empresarial, enviada a Cuba, há uma perspectiva de negócios para os próximos 12 meses de US$ 37,5 milhões. Creio que vale apontar que para nós, a expansão da economia cubana representa mais negócios para o Brasil e para a região da América Latina. O nosso crescimento econômico está relacionado ao fortalecimento da região”, concluiu o diretor de Negócios da Apex-Brasil.

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28 comentários

Comentários

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Melhor ser cego que ler essa notícia.

"Mas, graças ao embargo, Cuba não conta a parceria do principal investidor do mundo, os EUA."

Desde 2001 EUA e Cuba são parceiros comerciais, e grandes, inclusive.
http://www1.folha.uol.com.br/folha/reuters/ult112u23651.shtml

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GERMAN JUAN ROMERO LARA

Enviar informaciones - PERÚ

Es muy interesante las informaciones que Uds. tienen de BRASIL y de CUBA, continuar con las informaciones que son muy importantes. Quisiéramos mas informes de ECONOMIA, para tener conocimiento y aplicarlos en el PERÚ.

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Ivan da Costa

A burrice de alguns

A burrice de alguns comentários é tão grande, que chega a doer! Dai não da para ler e nada fazer! "No Socialismo não há comércio"! Em que Socialismo isso não existe? Só se for aquele da turma da TFP, que a globo e demais mídia, muito bem dissiminam! Como pode alguém fazer uma afirmação dessas, quanta estupidez e falta de conhecimento das coisas! É nisso que da ir a Escola para comer merenda ou só azar as gatinhas ou os gatinhos! Socialismo sem meio de troca só se for no País do eu sozinho!

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Luiza Rotbart

Perfeito comentário Ivan da

Perfeito comentário Ivan da Costa!

 

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janes salete

Sr. ou sra. bell: sacanagem a

Sr. ou sra. bell: sacanagem a sua, querendo se passar por culta, acabou mostrando não só seu medo dos "comedores de criancinhas", mas grande ignorância da língua portuguesa. Ivan,  foste perfeito no teu comentário.

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Junin

ABERTURA DE CUBA

Independente de Cuba crescer, o Brasil precisa crescer. Lá tem 11 milhões de habitantes, e a região metropolitana de São Paulo tem praticamente o mesmo número. Se vc pegar só a região central de São Paulo tem a metade de toda a população de Cuba. Simples, aumenta-se os impostos aqui, quer seja por elevação de aliquota ou por arrocho digital, para se investir lá em Cuba e outros paises circumvizinhos. Enquanto aqui não temos capacidade de gerar energia elétrica nem para manter o pibinho registrado atualmente. Concordo com a abertura de mercado de Cuba sim, mas tem que abr.ir para o mundo todo, não só para o Brasil, porque se não, vai parecer aquele trecho bíblico que diz que "é fácil amaar os amigos, pois assim que méritos tem, está apenas fazendo permuta" e é mais ou menos assim, o Brasil dá dindin e eles nos aman..

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Wanderson Brum

Coca-cola, Rum e limão!

As unicas preocupações de um investidor é se o empreendimento é ou não lucrativo, se há riscos ou não, de resto é resto...

Se não fosse assim o que seria da China, India, das fontes de semi-metais, essenciais à insdustria de tecnologia, em zonas de conflito na Africa, ou ainda das crianças da industria textil em algum lugar esquecido da Asia, ou de SP se forem bolivianos...

Enfim, os únicos preocupados com o "regime" são os gusanos de Miami, com seus lobistas, quanto ao governo dos EUA eles sabem a importância estrátegica de Cuba, tanto para instalar misseis quanto para exportação, por isso essa chiadeira toda.

Para nós é positivo, é uma posição estrategica no no Golfo, dá para fazer muitos negócios a partir dali e bem, é otimo para Cuba também.   

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Motta Araujo

Meu Santo Anastacio, Cuba

Meu Santo Anastacio, Cuba tinha importancia estrategica durante a Guerra Fria, hoje quem instalaria misseis em Cuba?

Cuba tem uma economia absolutumente disfuncional, inviavel, precisa ser sustentada por algum outro Pais, não há sistema de preços, tudo e controlado pelo Estado por meio de cadernetas de consumo, cada pessoa pode comprar um rolo de papel higienico por mês, apresentando a caderneta, como vai operar uma empresa privada nesse sistema ?

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Wanderson Brum

São Benedito te proteja meu filho, e não me desampare...

Veja, quanto aos misseis é só uma referência a crise dos misseis e de como a posição de Cuba no golfo é central para a segurança da região, e por isso os EUA, mantenham sempre um olho mais que vigilante ali. Bem, acho que isso seja meio óbvio, quanto à economia, apartir de um porto em Cuba tem-se acesso facíl ao mercado caribenho, sem falar da importância de marcar influência na região. 

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Orlando Soares Varêda

  Os devotos seguidores do

 

Os devotos seguidores do mercado não podem ouvir falar de Cuba. Nem os gusanos viventes em Miami, são tão conservadores mais.

Enquanto os pastores e seus rebanhos da terra santa do capital, cuidam de se desvencilhar dessa mentalidade arcaica e reacionária. Suas ovelhas locais, ainda pastam nos idos tempos da guerra fria. Eita pessoal devagar.

Orlando

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Sandra Lucia Barsotti

BLZ, vou copiar na cara dura

BLZ, vou copiar na cara dura seu coment'ario, pra servir de cabe'calho do post da mat'eria em minha p'agina, valeu?

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Antônio Sérgio

FIESP e o Capitalismo em Cuba

Encaminho a vocês, através do link abaixo, retirado do blog "jornalismo Wando" ,  sediado no Yahoo, texto que contém uma entrevista extraída da Record News com o diretor de comércio exterior da FIESP.


o link é: https://br.noticias.yahoo.com/blogs/jornalismo-wando/fiesp-e-o-capitalismo-em-cuba-115732946.html


 


 

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Roque

Se Cuba fosse tão

Se Cuba fosse tão insignificante, como alguns comentaristas acima sugerem, o EUA teriam feito tanto esforço em querer anexá-la? Uma Cuba insignificante mereceria mais de 50 anos de bloqueio? Os que acusa o governo de ideologizante tem suas idéias totalmente contaminadas pela ideologia anti.

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Motta Araujo

Desde quando os EUA quer

Desde quando os EUA quer anexar Cuba? Não fizeram em 1898, quando ocuparam o Pais na Guerra Hispano-Americana, porque iriam faze-lo agora? E não há e nunca houve bloqueio a Cuba, há um embargo dentro dos EUA, o que é completamente diferene de bloqueio.

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André.

Parceiros no que?

Lendo em diversos meios sobre essa insistência do Brasil em qualificar Cuba como um parceiro estratégico me faz sempre pensar: "Parceiros no que?"


Como o próprio texto diz, o EUA não se relaciona com Cuba, o que inviabiliza o potencial do tal porto. Se um dia isso se reverter, nada nos garantirá acesso privilegiado no porto e nem que ele será mais barato do que portos americanos (no caso de acessar o mercado deles).


E ai podemos pensar na parceria comercial.. O que Cuba produz? Charutos e rum? É relevante? O que podemos vender pra eles? Além de soja, trigo, e essas coisas sem valor agregado que temos na nossa pauta de exportações?


Podem falar de serviços... tudo bem.. concordo que por um período curto, o Brasil pode dar uma oportunidade das empreiteras irem pra lá com uma ajudinha do BNDES fazer uns servicinhos com mais qualidade do que fazem aqui.. Mas existe demanda consistente?


É... ainda não entendi onde está a parceria.. além da ideologia..

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Ainda não entendeu...

O cara ainda não entendeu foi o essencial: que o atual governo brasileiro não se mede pelo que os EUA gostam ou não. Ninguém considera o que os EUA acham de Cuba. Aliás, minto: o PSDB e o DEM acham muito importante. O PT está obrando e andando pra isso. Onde os EUA (e o PSDB/DEM) veem um inimigo, o PT vê um mercado...

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Primeiramente: FORA TEMER! E pra encerrar: FORA TEMER!

A questão não é importar, mas

A questão não é importar, mas sim exportar. Os produtos brasileiros estão nas prateleiras de Cuba e vendendo. Isso significa um aumento na produção aqui no Brasil, que impulsiona toda a nossa cadeia produtiva. Sem contar o acesso a custos mais baixos num porto extremamente estratégico. Não só Cuba, como os outros países da américa central.

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Que tal ler o texto antes de

Que tal ler o texto antes de comentar? Transcrevo só um trechinho...

Só no ano passado, a corrente de comércio Brasil-Cuba totalizou US$ 624,8 milhões, com incrementos de 9,2% com relação a 2008. Desse montante, US$ 528,2 milhões corresponderam à exportações brasileiras.

Claro, pros eua meio bi favorável na balança comercial é troco de pinga. Pro Brasil não.

 

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Motta Araujo

A exportação a Cuba não é

A exportação a Cuba não é paga, Cuba não paga nada, é financiada pelo BNDES que não recebe, os russos ja faziam isso, os venezuelanos tambem. Está bem claro? O industrial brasileiro recebe do BNDES, o BNDES espeta no corredor.

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wendel

Ocupar espaços......

Com a suposta queda do império, e sua atuação nefasta no concerto das nações, para não dizer intervenções, já está na hora do Brasil ocupar espaços econômicos na América Central e Caribe!

Os empresários sérios, deveriam olhar com mais otimismo este mercado latino americano e sua mão de obra, pois a expansão econômica possível, dada a similaridade com nosso modus vivendi mostra que exite um grande mercado disponível e que não deve ser desprezado!

No que pese a enorme quantidade de bases militares norte-americanas na região, o fato é que em matéria de mercado, temos muito a oferecer, e se, como disse, os empresários deixarem a vez passar, depois irão chorar sobre o leite derramado.

Aí, Inês é morta!!!!!!!!!!!!!!!!

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Motta Araujo

Como é possivel investir em

Como é possivel investir em uma economia socialista? Não há sistema de economia de mercado, precisa ser reconstruido e ainda nem começou.

Cuba quer o que o Brasil já faz desde 2003, DINHEIRO A FUNDO PERDIDO, é para DAR, não é para investir.

Está ai o Porto de Mariel, pago pelo Brasil, mais moderno que qualquer porto brasileiro, BRASILEIRO É TÃO BONZINHO.

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Ivan de Union

"Como é possivel investir em

"Como é possivel investir em uma economia socialista?":

Como resistir?  Eles pagam em acucar, charutos, e bebes assados!

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aliancaliberal

" e bebes assados!"Não,  e

" e bebes assados!"Não,  e com fetos e suas células tronco.

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Legal. Um dia a Coréia do

Legal. Um dia a Coréia do Norte chega lá também.

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PauloBR

Também

Desejo o mesmo, mas sem ironia.

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Pronto, o Dr Hariovaldo bem que avisou:

os comunistas estão chegando, escondem as crianças!

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Bell

Seria bom que pelo menos

Seria bom que pelo menos teríamos uma educação melhor com menos analfabetos e com certeza o Sr escreveria a o verbo na frase como "escondam".

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Ivan de Union

"com certeza o Sr escreveria

"com certeza o Sr escreveria a o verbo":

Oh, pois eu escrevo a o verbo o tempo todo... especialmente "na frase como "escondam""!  Tambem confundo "que" como "pois" o tempo todo, minino!  E nas merdas de virgulas entao?  Erro o tempo todo.  Igual voce.

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Ai Deus, estou sendo perseguido por

leitores do OESP até aqui. Cruz credo!

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