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O ctrl+c, ctrl+v de Sérgio Moro, por Kalleo Coura

Juiz federal Sérgio MoroLula Marques/ AGPT

do Jota

O ctrl+c, ctrl+v de Sérgio Moro

Levantamento do Supremo em Números analisou 1.768 despachos e decisões do juiz da Lava Jato

por Kalleo Coura

“Não há um direito absoluto à produção de prova, facultando o art. 400, § 1.º, do Código de Processo Penal ao juiz o indeferimento de provas impertinentes, irrelevantes e protelatórias. Cabíveis, na fase de diligências complementares, requerimentos de prova cuja necessidade tenha surgido apenas no decorrer da instrução. Em casos complexos, há que confiar no prudente arbítrio do magistrado, mais próximo dos fatos, quanto à avaliação da pertinência e relevância das provas requeridas pelas partes, sem prejuízo da avaliação crítica pela Corte de Apelação no julgamento de eventual recurso contra a sentença”.

A ementa do acórdão do HC 100.988/RJ, redigida pela ministra Rosa Weber, que inclui o trecho transcrito acima, é a mais citada integralmente pelo juiz federal Sérgio Moro, da 13ª Vara da Justiça Federal do Paraná, nos processos da Lava Jato.

A descoberta consta de um levantamento feito pelos pesquisadores do Supremo em Números Fernando Correia Junior, Guilherme Passos e Ivar A. Hartmann em conjunto com o jornalista Pieter Zalis, da revista VEJA, que destrinchou 1.768 manifestações do juiz no âmbito da Operação Lava Jato.

A ementa do acórdão do HC 100.988/RJ, que data de 15 de maio de 2012, foi transcrita por Moro 52 vezes. No período em que ocorreu este julgamento, ele próprio era juiz-auxiliar de Rosa Weber, redatora do acórdão.

Na primeira vez em que citou a jurisprudência, Moro usou-a como argumento para negar uma “perícia para atestar a existência de unidade fabril e a capacidade da Labogen na consecução dos trabalhos objeto do seu contrato social” sob o argumento de que seria uma “prova custosa e demorada, de problemática produção quando há acusados presos, e por ser igualmente irrelevante em vista da imputação específica ventilada nestes autos”.

Já a última, foi no processo em que condenou o ex-presidente Luiz Inácio Lula da Silva a nove anos e seis meses de prisão pelos crimes de lavagem de dinheiro e corrupção passiva. Na fase de instrução, Moro negou a produção de diversas provas citando o acordão em questão e argumentando que “a ampla defesa, direito fundamental, não significa um direito amplo e irrestrito à produção de qualquer prova, mesmo as impossíveis, as custosas e as protelatórias”.

“O levantamento demonstra que existe um alto nível de relação entre o conteúdo das decisões que o juiz Sérgio Moro tem dado nesses anos de Lava Jato. Como os pedidos são muitas vezes repetidos e os fundamentos similares, a análise mostra uma certa regularidade e coerência das decisões”, afirma o pesquisador Ivar A. Hartmann, da FGV Direito Rio.

Segundo Hartmann, o fato de muitos trechos aparecerem integralmente em outras decisões ou de forma praticamente idêntica não é algo negativo. “Só seria um demérito se tivessem trechos idênticos em decisões completamente distintas. Existe uma similaridade e uma identidade temática nos crimes, nos diferentes pedidos de prisão e nos habeas corpus de diferentes investigados”, avalia.

Repetições

A segunda ementa integralmente mais citada também é de relatoria da ministra Rosa Weber – também no período em que Sérgio Moro atuava como juiz auxiliar da ministra. Trata-se do texto do acórdão sobre o HC 101.979/SP, também julgado em 15 de maio de 2012, pela 1a Turma do STF.

A ementa, citada 39 vezes nas decisões do juiz, diz respeito a um HC de um acusado de extorsão mediante sequestro. Ela diz que a presunção de inocência “não constitui um véu inibidor da apreensão da realidade pelo juiz, ou mais especificamente do conhecimento dos fatos do processo e da valoração das provas, ainda que em cognição sumária e provisória”.

Além disso, diz que “se as circunstâncias concretas da prática do crime revelam risco de reiteração delitiva e a periculosidade do agente, justificada está a decretação ou a manutenção da prisão cautelar para resguardar a ordem pública, desde que igualmente presentes boas provas da materialidade e da autoria”.

Sérgio Moro transcreveu-a, por exemplo, quando decretou a prisão preventiva do ex-governador do Rio de Janeiro Sérgio Cabral. Ao introduzir o julgado em sua decisão, escreveu o seguinte “a dimensão em concreta dos fatos delitivos – jamais a gravidade em abstrato – pode ser invocada como fundamento para a decretação da prisão preventiva. Não se trata de antecipação de pena, nem medida da espécie é incompatível com um processo penal orientado pela presunção de inocência”.

Recorde

Ao receber a denúncia contra o ex-gerente da Petrobras Pedro Augusto Cortes Xavier Bastos pelos crimes de corrupção passiva e lavagem de dinheiro, no dia 13 de junho, o juiz transcreveu o seguinte parágrafo introdutório pela 70ª vez — um recorde compartilhado com outro trecho — em suas decisões:

A investigação, com origem nos inquéritos 2009.7000003250-0 e 2006.7000018662-8, iniciou-se com a apuração de crime de lavagem consumado em Londrina/PR, sujeito, portanto, à jurisdição desta Vara, tendo o fato originado a ação penal 5047229-77.2014.404.7000”.

Ao identificar as passagens mais repetidas e mais semelhantes, os pesquisadores conseguiram mensurar quais são as decisões mais influentes da Lava Jato. Para isso, criaram uma fórmula que pontuava com peso cinco o total de parágrafos que apareciam na decisão pela primeira vez somados ao número total de repetições em outras decisões destes parágrafos originários.

Nuvem de palavras de todas as decisões de Moro

Análise

Advogados que atuam nos processos da Lava Jato em Curitiba concordam com a análise de Hartmann. “Não é algo negativo a repetição de frases desde que elas sejam pertinentes. Advogados fazem isso, membros do Ministério Público fazem isso. É uma comodidade que o computador oferece aos profissionais do Direito”, avalia o advogado Alberto Toron.

Pierpaolo Bottini vai na mesma linha. “Não é algo ruim a repetição desde que o trecho em questão seja para contextualizar, não para fundamentar. O fundamento precisa ser relacionado ao caso concreto. A motivação não pode nunca ser genérica ou repetida”, avalia, antes de dizer que até onde conhece “a parte repetida das decisões é praticamente a introdução e algumas jurisprudências”.

Questionado se a repetição de certos trechos teria algo a ver com a rapidez com que Moro sentencia, Bottini respondeu que isto seria apenas parte da explicação. “O cartório tem uma informatização muito grande, a pauta de audiências é mais racionalizada, ou seja, vários elementos influem na celeridade”.

Já Toron foi mais crítico. “Acho que o juiz Sérgio Moro é um juiz muito célere porque, no mais das vezes, já tem a decisão pronta na cabeça”, critica. “Você faz uma alegação final de 100 páginas e no dia seguinte ele dá a sentença. Não sei se ele tem a preocupação de ler as alegações”.

A decisão mais influente

Os pesquisadores chegaram à conclusão de que a manifestação de Sérgio Moro que mais influenciou os processos da Lava Jato foi a sentença condenatória do processo relacionado aos executivos do Camargo Correa.

De 908 parágrafos com mais de 150 caracteres analisados, 748 apareceram pela primeira vez nesta decisão. Estes parágrafos, por sua vez, apareceram integralmente, ou com pelo menos 75% de semelhança, 2224 vezes em outras decisões, o que faz com que esta seja de longe a mais influente manifestação do juiz.

A sentença que ocupa a segunda posição entre as decisões mais influentes é a que Moro condenou o ex-presidente da Câmara dos Deputados Eduardo Cunha (PMDB-RJ) a 15 e quatro meses de prisão pelos crimes de corrupção, lavagem de dinheiro e evasão de divisas. De 719 parágrafos analisados, 547 são originários desta ação, sendo que 230 destes foram repetidos em outras decisões, integralmente ou com pelo menos 75% de semelhança, 479 vezes.

Os dez parágrafos mais usados por Sérgio Moro

1-) “A investigação, com origem nos inquéritos 2009.7000003250-0 e 2006.7000018662-8, iniciou-se com a apuração de crime de lavagem consumado em Londrina/PR, sujeito, portanto, à jurisdição desta Vara, tendo o fato originado a ação penal 5047229-77.2014.404.7000”. Repetido 70 vezes.

2-) “Desde logo, autorizo a autoridade policial a promover a devolução de documentos e de equipamentos de informática se, após seu exame, constatar que não interessam à investigação ou que não haja mais necessidade de manutenção da apreensão, em decorrência do término dos exames. Igualmente, fica autorizado a promover, havendo requerimento, cópias dos documentos ou dos arquivos eletrônicos e a entregá-las aos investigados, as custas deles”. Repetido 70 vezes. 

3-) “As diligências deverão ser efetuadas simultaneamente e se necessário com o auxílio de autoridades policiais de outros Estados, peritos ou ainda de outros agentes públicos, incluindo agentes da Receita Federal”. Repetido 55 vezes.

4-) “Considerando a dimensão das diligências, deve a autoridade policial responsável adotar postura parcimoniosa na sua execução, evitando a colheita de material desnecessário ou que as autoridades públicas não tenham condições, posteriormente, de analisar em tempo razoável”. Repetido 53 vezes.

5-) “– HDs, laptops, pen drives, smartphones, arquivos eletrônicos, de qualquer espécie, agendas manuscritas ou eletrônicas, dos investigados ou de suas empresas, quando houver suspeita que contenham material probatório relevante, como o acima especificado”. Repetido 53 vezes

6-) “Receberiam propinas dirigentes da Diretoria de Abastecimento, da Diretoria de Engenharia ou Serviços e da Diretoria Internacional, especialmente Paulo Roberto Costa, Renato de Souza Duque, Pedro José Barusco Filho, Nestor Cuñat Cerveró e Jorge Luiz Zelada”. Repetido 50 vezes.

7-) “De todo modo, eventuais questionamentos da competência deste Juízo poderão ser, querendo, veiculados pelas partes através do veículo próprio no processo penal, a exceção de incompetência, quando, então, serão, após oitiva do MPF, decididos segundo o devido processo”. Repetido 49 vezes.

8) “A competência se estabelece sobre crimes e não sobre pessoas ou estabelecimentos. Assim, em princípio, reputo desnecessária a obtenção de autorização para a busca e apreensão do Juízo do local da diligência. Esta só se faz necessária quando igualmente necessário o concurso de ação judicial (como quando se ouve uma testemunha ou se requer intimação por oficial de justiça). A solicitação de autorização no Juízo de cada localidade colocaria em risco a simultaneidade das diligências e o seu sigilo, considerando a multiplicidade de endereços e localidades que sofrerão buscas e apreensões”. Repetido 49 vezes.

9-) “Entre as empreiteiras, os Diretores da Petrobrás e os agentes políticos, atuavam terceiros encarregados do repasse das vantagens indevidas e da lavagem de dinheiro, os chamados operadores”. Repetido 48 vezes.

10-) “Apesar da existência de um contexto geral de fatos, a formulação de uma única denúncia, com dezenas de fatos delitivos e acusados, dificultaria a tramitação e julgamento, violando o direito da sociedade e dos acusados à razoável duração do processo”. Repetido 46 vezes.

Kalleo Coura - São Paulo

 

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Gentil

Quem ataca juiz e a justiça é

Quem ataca juiz e a justiça é bandido!

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Vale repetir: MORO: TRÊS (3)

Vale repetir:

MORO: TRÊS (3) TOQUES NO COMPUTADOR, DESPACHOS E SENTENÇAS. PRONTOS. OS DESPACHOS DE PRISÃO DE PALOCCI E DE DIRCEU NÃO SÃO DIFERENTE, COMO NÃO OS SÃO DAS SENTENÇAS PROFERIDAS NO LAVAJATO. A TÉCNICA.

(VERSÃO ATUALIZADA EM 27SET16, 10:28)

Um programa - software - de processamento de dados onde não mais de que três (3) toques no teclado de (seu) computador bastariam para Moro proferir, como profere, despachos e sentenças iguais - "noiosi", chatos e tediosos - devidamente ajustados aos casos em que decide, de efeitos deletérios importantíssimos às liberdades e ao direito brasileiro, e tudo, revestido de um "glamour" e magnetismo inaudito, também previamente preparado, construido. 

No (1) primeiro toque, surge sua tese (já) pré-concebida de existência na Petrobrás de um esquema de corrupção política favorecendo políticos e partidos políticos...

Num (2) segundo toque, ajusta a essa idéia (já) pré-concebida delações (as quais não se pode sustentar, com firmesa, obtidas de maneira escorreita) e depoimentos colhidos que possam dar sustentação a tese (idéia pré-concebida).

Num (3) terceiro toque, ajusta - de maneira aproximada - os documentos colhidos em diligências ou trazidos aos autos.

Faz-se as aparas, a emolduração, os ajustes finais referentes a cada casos em exame. Despachos e sentenças finalizadas.

En passant, ponha-se que nos EUA, policiais, promotores e juízes se valem de programas (software) de tabelas atuariais (de recomendação oficial e vendidas online) de prognósticos de riscos mediante a seleção, identificação e classificação de indivíduos ou grupos de riscos e prováveis criminosos para vigiar, prender, perseguir, condenar  e executar uma pena num apertar botões.

Fosse vivo, GALEANO talves atualizaria "PERNAS PRO AR. A ESCOLA DO MUNDO AO AVESSO", mas de certo o faria em "MEMÓRIA DE FOGO".

***

NÃO OBSTANTE,

            1. Há de se ter muita atenção e cuidado em se ler Moro que em questões relativas à Lavajato parte sempre de uma idéia que ele próprio construiu antecipadamente: na Petrobrás existia um esquema de corrupção política favorecendo políticos e partidos políticos que - recebendo remuneração periódica - davam sustentação à nomeação e à permanência de Diretores em cargos diretivos na empresa.

           Desse pressuposto (para ele então) verdadeiro, busca, coleciona, ajusta e transcreve todas às circunstâncias, elementos e peças que possam justificar o que já tem como verdadeiro.

          A título de ilustração segue a idéia pré-concebida de Moro - por ele mesmo - tirada de uma de suas Sentença (AÇÃO PENAL - 5012331­04.2015.4.04.7000/PR) e que é repetida (com as particularidades próprias) nas demais Sentenças do Lavajato:

"165. Tramitam por este Juízo diversos inquéritos, ações penais e processos incidentes relacionados à assim denominada Operação Lavajato.

166. A investigação, com origem nos inquéritos 2009.7000003250­0 e 2006.7000018662­8, iniciou­-se com a apuração de crime de lavagem consumado em Londrina/PR, sujeito, portanto, à jurisdição desta Vara, tendo o fato originado a ação penal 5047229­77.2014.404.7000 recentemente julgada.

167. Em grande síntese, na evolução das apurações, foram colhidas provas de um grande esquema criminoso de cartel, fraude, corrupção e lavagem de dinheiro no âmbito da empresa Petróleo Brasileiro S/A ­ Petrobras cujo acionista majoritário e controlador é a União Federal.

168. Grandes empreiteiras do Brasil (...) formaram um cartel, através do qual teriam sistematicamente frustrado as licitações da Petrobras para a contratação de grandes obras.

169. Em síntese, as empresas, em reuniões prévias às licitações, definiram, por ajuste, a empresa vencedora dos certames relativos aos maiores contratos. Às demais cabia dar cobertura à vencedora previamente definida, deixando de apresentar proposta na licitação ou apresentando deliberadamente proposta com valor superior aquela da empresa definida como vencedora.

170. O ajuste propiciava que a empresa definida como vencedora apresentasse proposta de preço sem concorrência real

(...)

176. Surgiram, porém, elementos probatórios de que o caso transcende à corrupção ­ e lavagem decorrente ­ de agentes da Petrobrás, servindo o esquema criminoso para também corromper agentes políticos e financiar, com recursos provenientes do crime, partidos políticos.

177. Aos agentes políticos cabia dar sustentação à nomeação e à permanência nos cargos da Petrobrás dos referidos Diretores. Para tanto, recebiam remuneração periódica.

178. Entre as empreiteiras, os Diretores da Petrobrás e os agentes políticos, atuavam terceiros encarregados do repasse das vantagens indevidas e da lavagem de dinheiro, os chamados operadores"

 

            2. Ao depois, usando de técnica narrativa de construção de persuasão e convencimento - através de longa e cansativa exposição descritiva de peças que se encaixam ao que pensa como verdadeiro - conduz, induz o leitor (ou futuro reexaminador) a acompanhá-lo em sua conclusão. Produz convicções sem provas, diria o Prof. Márcio Tavares d'Amaral (UFRJ-História da Filosofia).

            Para exposição de seu ponto de vista - por qual razão chegou àquela conclusão -   abandonando a imparcialidade que lhe é imposta (principalmente na sentença o Juiz é imparcial) - faz uma defesa marcada do que já pensava. Fecha, amarra e limita a possibilidade de uma outra conclusão, de um outro raciocínio, de uma outra construção na origem, livre e solta, de um terceira visão "per se".

 

          Um curto exemplo prático, dessa técnica de persuasão, se dá quando ao invés de fazer referência aos documentos que embasam seu entendimento (: "...conforme fazem provas os documentos de folhas tais e tais..."; enumera e descreve um a um esses documentos pontuando-os (: "...documento tal, firmado com a cia. tal, no dia tal, no valor tal, referente ao caso tal, etc, etc....) e que, de rotineiro, corre-se o risco tê-la (transcrição) como padrão, elencando-os automaticamente ou permitindo que outros (subordinados) o façam (existem afirmações que profere decisões num átimo).

 

            Não é de menos (por integrar a técnica) que as Sentenças concernentes ao Lavajato se compõem de mais de 3 ou 4 centenas de páginas.

 

            Essa técnica é apoiada e completada por todo um sistema estratégico de maquiagem ("trucco"):

            - A corrupção é um mal que necessita ser estirpado.

            - Todos nós concordamos que ela precisa ser combatida, pondo um ponto final na impunidade geral.

            - O sentenciante (no caso Moro) é apresentado como "Juiz especializado" (uma autoridade) no combate à corrupção.

            - Apego recorrente à mídia e aos vazamentos seletivos

            - Argumento de autoridade, combate à corrupção e aprovação social, destacadas.

            - Construção de todo um conjunto simpático para aceitação do que for sentenciado

           

            3. Destarte, espera-se, ao menos, que de tantas viagens e cursos aos EUA, não tenha Moro de lá - conscientemente - importado essas técnicas que perseguidas como vem ocorrendo tem-se constituidas em verdadeira "lesa-pátria" ao destruir empresas de base do país, paralizando o desenvolvimento estratégico e de infra-estrutura do Brasil.

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autojurisprudência

O cara enxerta suas ideias em acórdãos do STF quando era juiz auxiliar e depois cita-as como jurisprudência, como se não tivessem vindo de sua própria cabeça? É isso ou entendi errado?

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O banditismo dos CONCUR$$$ADOS:

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Quando o juiz é o bandido: o sequestro dos cofres públicos pelo Sistema de Justiça

Por “Dom Cesar” & Romulus

"Jabuticaba": doce para uns (poucos) e amarga para outros (tantos). Os números evidenciam com clareza, numa análise comparativa com outros países ocidentais, que os custos do Judiciário e do Ministério Público brasileiros são anômalos.

Consumindo ambos, juntos, 1,62% do PIB (!) ...

(atenção: nessa conta ainda não entram nem a Polícia Federal, nem as defensorias públicas!)

- ... a “escolha” institucional-orçamentária em favor do Judiciário/ MP foi longe demais.

- Num contexto de desequilíbrio fiscal relevante, com queda de receitas e compressão dos investimentos públicos, tão necessários num quadro de depressão econômica, isso está perdido em algum lugar entre o escândalo e o...

- ... escárnio!

Inexiste incentivo para o Poder Judiciário/ MP controlarem as suas próprias despesas. Como resultado, há um claro descasamento entre as despesas com o Sistema de Justiça, hipertrofiado, e as demais variáveis do gasto público.

Diante desse quadro, cabe à sociedade realizar esse trade-off.

No Estado democrático de direito, ela o faz por meio de mandato (“procuração”) conferido aos Poderes políticos do Estado para tanto.

(como todos sabemos, é após a iniciativa do Executivo que o Legislativo elabora e, finalmente, aprova o orçamento geral do Estado)

Ocorre que, no presente, os Poderes políticos foram virtualmente sequestrados pelos atores do Sistema de Justiça. Seja no nível de atores individuais, seja em nível corporativo. Não só na cúpula (STF/ PGR) como também na base (e.g., Moro/ Dallagnol/ ANPR/ AJUFE).

Arrancam seus (crescentes!) privilégios por vezes com “doçura”, por vezes com...

- ... “chibata”!

Fãs (em demasia...) da cultura pop americana, não hesitam em adotar a tática do “good cop, bad cop” no “diálogo” (??) institucional.

A “cenoura e o porrete”:

- De um lado os velhos laços do compadrio oligárquico;

e, do outro...

- As chantagens (mais ou menos explícitas) contra a classe política...

- ... “corrupta” (!)

 

LEIA MAIS »

http://bit.ly/JuizBandido

 

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Ivan de Union

Sorry, gente, mas...  eu

Sorry, gente, mas...  eu NUNCA ouvi falar disso na minha vida!

Juiz Copy-Paste!

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gaúcho

Resumo da ópera: o juiz fora

Resumo da ópera: o juiz fora da lei não lê as alegações da defesa tamanha é a sanha de condenar e reproduz automaticamente como um robô argumentos que lhe convém.

É uma aberração como juiz" 

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Ivan de Union

Eh, e se desempolassem essas

Eh, e se desempolassem essas aberracoes judicioides hemorroides do judiciario brasileiro eu, entre tamtos, agradeceria muito.

Juiz NAO EH o que voces e eles estao pensando que eh, gente.

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Por óbvio...

"Já Toron foi mais crítico. "

“Acho que o juiz Sérgio Moro é um juiz muito célere porque, no mais das vezes, já tem a decisão pronta na cabeça”, critica. “Você faz uma alegação final de 100 páginas e no dia seguinte ele dá a sentença. Não sei se ele tem a preocupação de ler as alegações”."

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"Penso, logo existo"

Boa!

Mas tanto faz o gerador de lero-lero que Moro usa. O fato é que o PT têm sido condenado desde que chegou ao poder pelo poder econômico coronelista, colonialista e cartelizado do Brasil através de seu braço armado, a mídia, e desde que a mídia passou a exercer poder sobre a Justiça, por esta instância.

Mas será que o PT pode se vangloriar disso? Usar tal perseguição a seu favor? Acredito que não, qualquer outro partido realmente social-democrata - independente do nome que clame para si - que tivesse ganho o poder instituciona,l teria sido da mesma forma "agraciado" com essa perseguição.

Assim se uma pessoa pretende exercer poder político sobre as instituições estatais, que saiba que, além de privilegiar o poder privado, as antigas oligarquias, deve desprivilegiar o atendimento às demandas populares. E, fundamental, entregar tudo o que tem sob sua responsabilidade e poder, ao dólar.

E para falar a verdade nem Moro pode se vangloriar de seus feitos: qualquer juiz que gosta de holofotes na era das celebridades instantâneas serviria. Calhou de ser ele, só isso.

Ctrl-C e Ctrl-V do que está acontecendo deste lado do mundo, do lado dos que vivem sob o dólar: pobreza.

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Álvaro Noites

Ou seja: ele segue o mesmo

Ou seja: ele segue o mesmo expediente de aluno preguiçoso que escreve aqueles TCCs vagabundos.

A diferença é que em muitos casos ele se dá mal com a banca avaliadora, já o Moro é sucesso absoluto na mídia.

Se tem uma coisa boa de todo esse golpe que a Lava Jato ajudou a dar é a luz do sol que pode desinfetar o judiciário, mostrando à todos o quão minúsculo, hipócrita, corrupto e preguiçoso é.

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Orlando Soares Varêda

...“Segundo Hartmann, o fato

...“Segundo Hartmann, o fato de muitos trechos aparecerem integralmente em outras decisões ou de forma praticamente idêntica não é algo negativo. Só seria um demérito se tivessem trechos idênticos em decisões completamente distintas. Existe uma similaridade e uma identidade temática nos crimes, nos diferentes pedidos de prisão e nos habeas corpus de”... diferentes investigados”, avalia.”...

...”Advogados que atuam nos processos da Lava Jato em Curitiba concordam com a análise de Hartmann. “Não é algo negativo a repetição de frases desde que elas sejam pertinentes. Advogados fazem isso, membros do Ministério Público fazem isso. É uma comodidade que o computador oferece aos profissionais do Direito”, avalia o advogado Alberto Toron.”

Se é assim. Pra que diabos não dispensamos, aplicando um pé na bunda desse bando de marajás inúteis?

Claro pô! Se o computador oferece aos “profissionais do Direito.”  Pra que merda devemos gastar rios de dinheiro com estes trastes, para operar as teclas ctrlC ctrlV do computador? Quando sabemos, que nem isso os FdP fazem. Pois, dispõem de exércitos de serviçais. Ora!

Orlando

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PauloBR

Nada surpreendente

Nada surpreendente o imparcialão ter sido ghost writer da ministra Rosa Weber de depois citar-se a si próprio, subrepticiamente, como jurisprudência.

Nada surpreendente, também, a repetição de textos prontos. Para quem se acha o dono das verdades teológicas supremas, um missal ajuda a repetir sempre a mesma missa.

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João de Paiva

Sérgio moro é rematado criminoso.Já deveria estar preso.

Essa reportagem faz tudo aquilo que nem sérgio moro nem seus comparsas da ORCRIM da Fraude a Jato conseguem: ela demosntra e prova a canalhice desse juizeco da guantánamo paranaense, que fundamenta suas sentenças condenatórias em ementa por ele mesmo redigida, porém assinada por rosa weber, ministra do STF de quem ele foi auxiliar, inclusive naquele farsesco, midiático e criminoso julgamento da AP-470.

sérgio moro, assim como os demais lavajateiros, são rematados criminosos. Se houvesse realamente um PJ que aplicasse a Lei em nome da Justiça, todos esses integrantes a da ORCRIm da Fraude a Jato já estariam em cana preventivamente, rspondendo a processos; ao final seriam condenados a prisão perpétua. Nos EUA, país idolatrado por sérgio moro e demais lavajateiros e ao qual eles são siubordinados e prestam serviço, se um juiz, procurador ou delegado federal cometesse crimes como os integrantes dessa ORCRIM institucional já estaria preso, aguardando a execução na cadeitra elétrica.

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