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Atualizado: O mimimi patético do Banco Central

Correção: o BC não atribuiu a alta da inflação à decisão da equipe econômica de enviar ao Congresso o orçamento com déficit. Aponta uma influência pequena no resultado final. Acabei me enredando em uma matéria falaciosa de O Globo (http://glo.bo/1Oc5dxy). Alertado pelo Diogo Costa, corrijo pontos do post e mantenho os demais. 

A carta de explicações do Banco Central - para justificar o não cumprimento das metas de inflação - é um documento patético. Provavelmente a demonstração mais explícita, nesses anos todos, da mediocridade de sua atuação.

Na carta, o BC se jacta de ser o último bastião da seriedade no país. Reclama que a inflação não cedeu porque o governo enviou ao Congresso um orçamento com déficit, o que provocou o rebaixamento do rating brasileiro comprometendo a estratégia antiinflacionária do banco. Simples assim! Escreve como se o maior pecado do governo tenha sido macular as projeções do Banco Central.

(Correção: menciona o fato mas lhe confere um peso mínimo, ao contrário do que disse O Globo, no qual me baseei).

É inacreditável que um órgão relevante, composto por um batalhão de PhDs formandos aqui e no exterior, seja representado por um presidente que ousa uma nota oficial desse nível.

(Correção: inacreditável fui eu indo na conversa de O Globo. É uma nota técnica. Mantenho o restante do post.)

Basta analisar as razões que levaram à frustração do orçamento: uma brutal recessão, ampliada por uma política monetária extraordinariamente restritiva. A economia continua sendo desmontada e o BC não consegue avançar além das metas inflacionárias.

É um trabalho de burocrata da manual. Toda semana mede os humores do mercado. Se aumenta a expectativa de inflação, aumenta-se a Selic. É como se todo o instrumental do banco se limitasse a definir a Selic e controlar seus efeitos sobre o câmbio. E pouco importa os efeitos sobre o corpo econômico. Substitua-se Alexandre Tombini por um robô, já que, na prática, não passa de um robô acompanhado de notas de rodapé.  

A economia está desmontada, com níveis recordes de queda do PIB e aumento sensível do desemprego. A Selic atua sobre a demanda e sobre o câmbio. Se a economia está despencando quase 4%, é evidente que não há nenhum espaço adicional (e nenhuma. necessidade) de derrubar ainda mais a atividade.

Se a inflação persiste, com quase 4% de queda do PIB, obviamente a demanda não é causa da inflação.

A inflação foi alimentada por duas rodadas de alta de preços - a inicial, com reajuste dos insumos (câmbio e tarifas) e a segundo, com os repasses para os preços finais, agravada pela seca que influenciou os agrícolas. Com a recessão atual haverá pouco espaço para repasses de preços. Agora é sentar e aguardar que as altas de 2015 saiam gradativamente do ano calendário.

O desafio central é (Acorde, Tombini!) estancar a queda da atividade econômica. Não se trata de problema trivial nem de opção ideológica entre mercadistas e desenvolvimentistas. Trata-se de um problema real, que está jogando as três instâncias administrativas (União, estados e municípios) em uma crise fiscal similar às de 1991 e 1999,  e ameaçando o sistema bancário com problemas de monta, se as empresas não recuperarem a capacidade de pagamento. Ou seja, o estancamento da queda do nível de atividade é vital não apenas para a recuperação fiscal, mas para se impedir o caos.

O que faz o Banco Central?

A queda do grau de investimento se deve a dois pontos: a queda recorde da receita fiscal e a elevação recorde da dívida bruta. Ambos os pontos têm a mão, os pés e todas as digitais do BC.Ao jogar a Selic em 14,25% (projetando uma taxa real de quase 7% para os próximos 12 meses!) e, sobre ela, ainda se joga o custo fiscal dos swaps cambiais, o BC ampliou exponencialmente a vulnerabilidade fiscal do país, dando um salto na relação dívida/PIB (principal indicador analisado pelas agências de risco). Não foi o 0,5 ponto de déficit primário que provocou o rebaixamento, foram os 8 pontos de PIB de crescimento da dívida bruta.

O país precisa urgentemente de uma agenda positiva. Na impossibilidade de recorrer a qualquer medida fiscal, um dos fatores de mudança de expectativas são as chamadas reformas estruturais.

Há um caminhão de propostas que poderiam estar na agenda do BC, desde alternativas às operações compromissadas - uma herança nefasta do período inflacionário - até a formas criativas de destravar o crédito.

Nas mãos de Tombini, toda a inteligência acumulada no BC, a tropa de economistas PhDs aqui e no exterior, serve para quê?  Apenas para elaborar cenários futuros fantasiosos sobre a inflação e desculpas previsíveis para justificar o passado

O governo Dilma tem que recuperar urgentemente sua autoridade. Esse episódio, de um BC pretendendo enquadrar o Ministro da Fazenda (e, por consequência, a própria Presidente) é inédito. Ainda mais com base em argumentos tão medíocres.

Ou assuma a presidência ou a entregue para um colegiado composto por Tombini, pelo procurador aloprado do TCU, pelos delegados da PF incumbindo seus Ministros de escrever a ata.

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"Maxidesvalorização "

Lembrando, antes de mais nada,  que alta do dólar significa um fortalecimento da moeda americana e não o contrário, para que o dólar perca sua capacidade de padrão monetário internacional, na verdade, seria necessário uma queda do valor da moeda americana no mercado internacional, a ponto de ninguém querer manter suas reservas em dólar.

Os DES (direitos especiais de saque)do FMI é baseado numa cesta de 5 moedas(dólar 41,%, euro 30%, libra esterlina 8%, iene 8 e yuan 10%) aproximadamente, com a ponderação sendo revisada a cada cinco anos. é apenas para efeito de contabilidade, já que os desembolsos são feitos em suas maioria em dólar americano.

Desde de setembro de 2014 o dólar passou de R$ 2,23 para R$ 4,03 uma "maxidesvalorização" de 80%(oitenta por cento) do real diante do dólar e que já provocou  uma valorização em reais das Reservas Cambiais, de R$ 845,8 bilhões(26% da dívida pública bruta)  para R$ 1,48 trilhões(40% da dívida pública bruta) no período,daqui para frente basta manter um relativa estabilidade cambial, com correções de 6% a 10% nominais ao ano  para manter a atual paridade.

Mas para poder resgatar os títulos públicos em poder do mercado é necessário vender antes os dólares das Reservas Cambiais, mas se for vendido tudo de uma vez o dólar volta a cair no Brasil, e em uma velocidade bem maior do que levou para atingir os atuais R$ 4,03(cerca de 15 meses)

A venda tem que ser feita de forma gradual aproveitando os períodos de queda da liquidez no mercado internacional, como no final de 2008, no início de 2014 quando o FED anunciou a mudança na política monetária, e como   agora que o FED está iniciando o processo de aumento dos juros americanos.

É um  movimento de idas e vindas, comprando na baixa para impedir uma queda acentuada do dólar, e vendendo na alta para evitar altas exageradas da taxa de câmbio.

Hoje o Brasil importa a maioria dos componentes eletrônicos, o que elevaria o preço deste produtos em reais, além disso uma série de produtos utiliza o dólar como referência, soja, milho(base da ração animal-gado e frango), trigo café, nafta, cobre, ferro, ouro, prata, petróleo e derivados, nafta, energia elétrica produzida em Itaipu(20% energia elétrica do Brasil), apesar do aumento da produção nacional, haveria uma preferência das principais indústrias em exportar a produção em caso de alta exagerada do dólar, além disso haveria uma significativa redução do poder de compra dos trabalhadores brasileiros em função da alto dos preços que tem o dólar como referência.

Uma dívida de pública buta de R$ 3,8 trilhões não dá para liquidar da noite para o dia, é necessário fazer de forma gradual, ano após ano, caso contrário haveria um aumento exponencial da liquidez  que seria impossível controlar.

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2014---distribuição de renda

"O IPCA e os diversos gêneros

"O IPCA e os diversos gêneros teatrais

Imagem do Globe Theater - Londres
"O desenvolvimento sustentável está cada vez mais longe. A descoberta de que a meta de inflação é insustentável, cada vez mais perto." (João Sayad, professor da FEA/USP)

Uma das razões para que a inflação nos EUA seja historicamente mais baixa que a brasileira, de acordo com o economista João Sayad, é que o Fed, o banco central americano, exclui do indicador oficial de inflação os preços de energia, hortaliças e de vários outros produtos, cuja volatilidade de preços é alta. Em outras palavras, o indicador de inflação do Fed expurga do índice tudo aquilo que faz com que a inflação brasileira, calculada pelo IPCA, esteja fora da meta em 2015. Se utilizássemos critérios norte-americanos, nossa inflação estaria controlada e nossos jornalistas econômicos não teriam nada para escrever sobre esse assunto. O que fariam as redações e as consultorias econômicas? Drama.

Enfim, mais um exemplo de que economia não é um fenômeno da natureza. É construção social. Os critérios utilizados podem fazer com que realidades semelhantes sejam apresentadas de maneiras diferentes. Em economia, tudo é narrativa. Discurso. Mas aqui no Brasil, economia é tratada como ciência exata. Ou religião, dependendo de como se defende o dogma. Com gráficos ou com liturgias. Mexer no índice de inflação e, consequentemente, mudar a política de juros altos, que tem sido justificada como instrumento de combate à inflação, seria quase um sacrilégio. Uma realidade que economistas e jornalistas especializados jamais suportariam admitir em nosso país. Afinal, como ficariam os altos rendimentos dos fundos de renda fixa caso as taxas de juros no Brasil fossem compatíveis com as taxas praticadas no resto do mundo? Tragédia.

Não fossem pelas altas taxas de juros, como os grandes bancos de investimentos poderiam cobrar altas taxas de administrações de seus fundos, elaborados de forma personalizada para cada cliente, com o suporte de cálculos matemáticos complexos, cálculos estatísticos, probabilísticos e atuariais elaborados por engenheiros com pós-graduação no MIT e em Harvard, se esses fundos de “primeira linha” perdessem em rentabilidade da boa e velha caderneta de poupança? Tragicomédia.

Isso aconteceu em 2013, quando a Selic caiu para 7,25% ao ano. Imagine a humilhação, para um gestor de fundo diferenciado, com seu escritório localizado na área mais nobre da Zona Sul do Rio de Janeiro, com diplomas de pós-doutorado das universidades mais prestigiadas do mundo espalhados pela parede, ter que explicar para seu cliente, recém-desembarcado de seu helicóptero, que a melhor opção de investimento é a simplória caderneta de poupança. Como bater as metas de venda? Comédia.

Não é por acaso que os defensores do modelo neoliberal afirmam que os bancos centrais devem ser independentes. O mercado não pode aceitar interferências. Bancos centrais devem ser livres para voar. E garantir que as aplicações financeiras dos bem nascidos decolem junto com seus helicópteros. Farsa."

http://ulyssesferraz.blogspot.com.br/2015/07/o-ipca-e-os-diversos-genero...

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C.Paoliello

Nem devia existir

Como é público e notório, os bancos centrais foram instrumentos criados por banqueiros e para os banqueiros, defendendo portanto única e exclusivamente seus interesses e para exercer a política monetária ao invés dos governantes eleitos. A rigor nem deveriam existir num mundo ideal, mas já que existem não podem ser independentes de jeito nenhum e deveriam ser apenas um salinha (dos fundos) do Ministério da Fazenda e seu chefe (nem precisaria ter presidente) teria que ser subordinado ao Ministro para que o governo eleito exercesse de fato a política monetária. Mas na prática, com a invenção dos bancos centrais, essa política é exercida de fato pelos banqueiros.

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Patético é este governo.

Que se submete a isto tudo e ainda rema a favor do precipicio....

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black

Além de B friday, agora temos tb o B Sunday! ????

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lenita

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titus

Queremos acabar com as crises

Queremos acabar com as crises financeiras?

Queremos acabar com as "bolhas" disto, daquilo e daqueloutro?

Queremos acabar com a falta de investimento?

Queremos acabar com o défice e com a dívida pública?

Queremos acabar com o desemprego?

Queremos uma economia saudável?

Queremos?

Então, acabemos com a banca privada. Nacionalizemos a banca. [NR]

Ponhamos a economia ao serviço do país e das pessoas, em vez de pormos

as pessoas e o país ao serviço da economia de mercado – dos mercados,

querem eles dizer – que é o outro nome do Capital Financeiro (que não

é o Sistema Financeiro) ou dos Investidores.

Porquê?

Porque acabaremos, assim, com os mecanismos que permitem a

transferência da riqueza produzida no(s) país(es) para os bolsos dos

chamados Investidores, o que depaupera as finanças nacionais e obriga

o(s) país(es) a endividar(em)-se e a pagar(em) juros que o(s)

subjugará(ão) ad eternum per secula seculorum.

Por outro lado, se a banca for estatal, o dinheiro não desaparece em

offshores, nem em rioforte nenhum, nem em créditos para os amigos (que

não é para pagar), nem em quadros Miró.

http://resistir.info/portugal/ditadura_banqueiros_05jan16.html

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Marcio Valentim

Esses jaguaras do BC são os

Esses jaguaras do BC são os principais responsáveis pelo problema fiscal no País. A política de juros é um nojo e a complacência do governo com a mesma é suicida.

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Mello

Desde que este Tombini

Desde que este Tombini assumiu venho dizendo que ele é muito fraco,ruím mesmo,não precisava sair o Meirelles ,e nem o Mantega,ora pasmem.Mais não deveria ter entrado esse Tombini,desde sua chegada,a economia tombou,e continua tombada,tirem este cara daí,URGENTE !!

 

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O problema fiscal criado pelos cartões de crédito

How Credit Cards Tax America  

How much money did you send your bank this year when you used your credit card? 

Did you notice that you paid a $400 fee—one of the highest in the world?

Paying with a credit card seems simple. You swipe your card, wait a moment, and then grab your groceries and go. Yet behind the scenes, your trip to the grocery store initiates a complicated transaction—a vestige of a time when banks had to communicate by phone. 

Over the next several days, two banks, Visa or Mastercard, and multiple intermediaries will communicate back and forth until money is moved from your bank to your grocer’s bank. And each bank and middleman charges a fee for their role.

You won’t notice this fee. It’s charged to the merchant, and your credit card is seemingly free to use. An issuer probably sent it for free, and promised you free stuff like cash back or airline miles if you use it. 

But there’s a reason companies reward you for using credit cards. In America, credit cards are banks’ most profitable lending business. This is the aspect of credit cards that consumer advocates usually criticize: banks charge interest rates of 15% to 20% on $700 billion in outstanding credit card loans.

Yet even if you pay your bill on time, Visa, Mastercard, and the banks still make lots of money off you. Every year, they earn more than $40 billion from transaction fees. At 2%, the average credit card fee can seem small. Sixty-three percent of American adults have a credit card, though, even more have debit cards that work similarly, and Americans use both to spend trillions of dollars each year. It adds up. 

Those fees infuriate store owners and merchants. Some industries only make a few cents in profit from every dollar you spend. The profit margin of the average convenience store, gas station, or supermarket, for example, is under 2%. Credit card fees are 2% or more of nearly pure profit. The results can be absurd: banks and credit card issuers making more from a restaurant’s burgers, a bookstores books, or a corner store’s groceries than the store owners and employees.

For an individual, it can be smart to use credit cards and take advantage of credit card rewards—if you can avoid going into debt and paying high interest rates. (And that’s a gamble banks happily take.)

But collectively, the existence of credit cards—from the transaction fees alone—costs Americans serious money. Every store—Walmarts and corner stores, online retailers and brick-and-mortar stores—raises its prices to account for credit card fees. On average, we pay an extra $400 per year.

There’s no reason Americans should be paying such high fees, which are among the highest in the world. Credit cards were an amazing invention—in the 1950s. But today they are an outdated technology that cost us serious money. 

So why won’t they die?

The Invention of the Credit Card

The key to understanding credit cards is to appreciate what an achievement they were when banks first introduced them.

In the 1950s, Visa and Mastercard did not exist. In order to pay on credit or without cash, consumers had “a dozen or more” cards specific to one company—a Sears card to use at Sears, a card with a specific airline, a gas card with an oil company. Americans also kept running tabs at local stores like groceries and pharmacies, and had several small loans, each negotiated in person at a bank.

As journalist Joseph Nocera recounts in his book A Piece of the Action, many banks saw the potential to replace all these transactions with a universal credit card. But they faced the ultimate chicken-and-egg problem: Merchants would only bother with the card if customers used them, and customers would only bother with the card if stores accepted them.

Bank of America, which only operated in California at the time due to regulations that prohibited banks from operating in multiple states, introduced the first true credit card in Fresno, California, in 1958. The bank staff called their solution “the drop.” In mid-September, they planned to mail 60,000 working credit cards, which they called BankAmericards, to the residents of Fresno—a city they chose because 45% of its residents used Bank of America. Executives also appreciated Fresno’s relative isolation—they were worried this whole credit card idea would bomb. 

With their plans for the drop, Nocera explains, bank staff pitched stores by promising that 60,000 Fresno residents would soon have working credit cards. 

Large businesses like Sears said no. They saw Bank of America’s card as a competitor to their own and saw no reason to pay the 6% transaction fee the bank demanded. 

Corner stores, though, loved the idea. “When I explained the concept of our credit card” to a drug store owner, one alum of the drop told Nocera, “the man almost knelt down and kissed my feet.” The man employed 3 bookkeepers who sent out letters requesting payments of as little as a few dollars. The owner saw a 6% fee in exchange for avoiding this hassle—and the bank paying him within several days—as a bargain.

The drop did not go smoothly. Almost as soon as credit cards were invented, so too was credit card fraud.Delinquency rates were 18% higher than expected, and Bank of America, whose chief pusher of credit cards naively expected everyone to pay on time, struggled to collect payments from customers. 

When Bank of America later did a drop in Los Angeles, its staff put together a list of customers who should not receive a credit card, and then accidentally sent everyone on that list a card. Similar chaos marred most every drop.

This is Wilmington, Delaware. It's a lovely little city, and—due to a friendly regulatory environment—a leading center for the banking and credit card industries. Photo by Tim Kiser.

Credit card drops also unleashed the kind of moral outrage usually reserved for companies that fleece military veterans. What Bank of America saw as a convenient tool, Nocera writes, Congressmen and journalists viewed as a means to tempt people into debt. One Bank of America executive heard his minister denounce credit cards in a church sermon. Congress held hearings to speculate about credit card addiction.

But Bank of America’s BankAmericard was fixable, which eventually made credit cards, despite Americans’ distrust of banks and easy money, too powerful an idea to stop. Banks raced to introduce them, and by 1970, when Congress banned drops, they had sent out 100 million credit cards. 

Other changes helped make credit cards more universal. To get large chains like J.C. Penney to accept credit cards, banks dropped credit card fees to as low as 3%. Bank of America also began franchising its BankAmericard to banks around the country, which issued Bank of America cards to their customers. In response, other banks created competing credit card networks. 

By 1970, the networks had consolidated into two dominant cards. They were later renamed Visa and MasterCard.

***

Before Visa became Visa and MasterCard became MasterCard, credit cards were increasingly accepted and used. But their future looked in doubt. Banks had spent or lost hundreds of millions of dollars on credit card drops, advertisements, and fraudulent purchases. Many bankers doubted they could ever recoup their investment. 

Bank of America’s credit card network suffered from two related problems.

The first was that its interchange system—the way banks settled their accounts, since customers and stores often had different banks—was a mess. As Nocera writes in A Piece of the Action, each bank had to mail letters to thousands of other banks each day to ask for payment. It was a slow, burdensome process made worse by the fact that banks cheated each other. Banks argued over who should pay for fraudulent purchases, paid other banks late to inflate their balance sheets, or lied about the rates they charged merchants to underpay other banks.

The second was that the credit card’s main selling point—convenience—rang hollow. When customers pulled out a credit card in stores, it could be a long wait. Nocera explains:

The merchant had to call his bank, and while he was put on hold, his bank would make a long distance call to the bank that had issued the credit card, and while it was put on hold, the clerk on the other end of the line would pull out a fat printout of names and numbers and look up the customer’s balance… And that was when the system was operatingsmoothly.

The solution was Visa, an organization originally named National BankAmericard Inc., which the banks in the BankAmericard network created to run the interchange system. Visa would be an honest broker that ensured each bank dealt with the others fairly. It would also make both the interchange system and the process of using a credit card more efficient. 

The banks chose a man named Dee Hock to head Visa. Nocera describes Hock as a man who screamed and bullied to get his way, yet who inspired employees to feel that they were changing the world. To contemporary ears, Hock sounds like a Bitcoin advocate. While the banks just wanted Hock to get their system running smoothly, Hock saw himself as creating the future of money. When challenged on this, he’d define money as a “medium of exchange” and explain how money had evolved from shells to paper currency—and now to credit cards. 

Under Hock, Visa computerized the credit card system. This made managing credit card transactions much easier and profitable for banks, and it sped up the process of paying by credit card. A credit card transaction still involved multiple banks and intermediaries communicating back and forth, but once computers started doing the work, in 1973, it took less than a minute. There were no more phone calls to ask a clerk to look up a credit limit. It felt like magic.

Visa, along with its main competitor MasterCard, also introduced debit cards in the mid-1970s, as ATMs became common. By the 1980s, credit cards were wildly profitable, and Visa and MasterCard expanded overseas. They signed up banks and stores and advertised globally. Eventually customers all over the world knew the names Visa and MasterCard, and they could pay with Visa or MasterCard.

Credit cards had become a universal wallet.

The Transaction Fees are too Damn High

Today, store owners no longer want to kiss the feet of people who work on credit cards.

Sixty years ago, Bank of America’s 6% fee seemed like a great deal to the owner of a small store in Fresno, California. More than 35 years ago, national retailers like J. C. Penneystarted accepting credit cards for transaction fees of 3%.

Today, the average credit card transaction fee in the United States is roughly 2%—and significantly more for online stores.

That’s not necessarily how much Safeway gives up when you buy your groceries. Each credit card network has dozens of potential rates that range from under 1% to more than 5%. 

And yet, decades later, credit card fees remain almost as high as they were when banks wooed large department stores in the 1970s.

The result is that—in an age when dozens of free services allow you to instantly send money to friends—retailers pay dearly to accept credit cards. 

Banks, Visa, MasterCard, American Express, and other companies that profit from credit card transactions say that the fees reflect the cost of a valuable service. 

Store owners and merchants, however, say they simply can’t risk not accepting a major brand of credit card, which keeps fees outrageously high. “Just two companies, Visa and Mastercard, so dominate the business of processing debit- and credit-card payments,” Lyle Beckwith of the National Association of Convenience Stores has written, “that – without competition – they have price-fixed these swipe fees at staggeringly high levels.”

It's entirely possible, thanks to credit card fees, that banks make more from the Whoppers sold at this Burger King than the employees and franchise owner. Photo by Anthony92931

It’s not just mom and pop stores that oppose big fees. Walmart, Target, and other major corporations joined representatives of small stores in a lawsuit against Visa and MasterCard. The merchants claimed the credit card companies set artificially high prices, and they ultimately won a $3 billion settlement in 2012. 

High fees affect everyone, because retailers, especially restaurants, gas stations, and other merchants whose profit margins barely cover the cost of credit card fees, have higher prices due to transaction fees. It doesn’t matter if you don’t use a credit card. You still pay higher prices; you just don’t get the rewards—a fact that hurts the poor and unbanked most of all.

The Merchants Payments Coalition, an interest group, has claimed that this costs every American, on average, $400 per year.

The truth is often hard to find among this kind of he said she said argument. Are the fees set at a reasonable price for the service provided? Or do credit card companies use their market power to demand unreasonably high fees?

Yet we have some clarity about transaction fees thanks to the Durbin Amendment, a part of the Dodd-Frank Act that regulated transaction fees. 

Although the amendment only regulates debit card fees, the credit card system is similar. Debit cards don’t offer credit. But Visa, MasterCard, and others credit card companies power many debit cards—look for the Visa or MasterCard name on your debit card—which means they use the same payments network and also suffer from high fees. For this reason, the research and debate surrounding the Durbin Amendment shine a light on the workings of credit card fees.

When Dodd-Frank passed, the amendment charged the Fed with setting a cap for debit card transaction fees. The Fed’s studies put together a clear picture of monopoly power: the cost of processing debit transactions had decreased, yet fees kept increasing. 

The cost of debit transactions had decreased even while accounting for the costs of rising fraud, which is the justification given by banks and Visa for fee increases. (This justification feels doubly dishonest given that banks pass along the cost of fraudulent purchases to retailers.)

Using Federal Reserve data, for example, economist Robert Shapiro found that while the cost of handling debit transactions decreased 26% between 2009 and 2011, debit card issuers had increased fees 5 cents (or 0.11% per transaction). Shapiro’s estimates of banks’ profits from credit card transactions, meanwhile, line up with the $400 per year figure. It's not an exact figure, but it approximates the average cost per person if you divide the banks' profits from transaction fees by the number of American adults. 

But extending the Durbin Amendment’s reach to credit cards won’t necessarily decrease the cost of transactions.

For starters, there’s the banks’ and credit card industry’s lobbying prowess. The Fed staff initially decided to cap debit transaction fees at roughly 12 cents, leaving a healthy 7 cent margin. Banks lobbyists succeeded, however, in raising that cap to more like 24 cents. 

The change was still a significant decrease in costs, and it would have saved merchants and consumers an estimated $8.5 billion.  

But it’s not easy to take monopolists’ profits away. Since banks earned less from people using debit cards, they sought the money elsewhere. After the Durbin Amendment, banks increasedfees on bank accounts 3% to 5%, raised minimum balances, and decreased debit card rewards. This wiped out the savings for many consumers. Since merchants also only passed along a minority of the savings, both analysts and (perversely) banks have argued that the reform actually hurt consumers. 

And then there’s the little matter of fraud. Because the problem with credit cards is not just the cost.

The Struggle to Kill the Credit Card

“The more transactions take place on your phone,” says Kaz Nejatian, “the less credit card transactions make sense.”

Nejatian is the CEO of the payments startup Kash. He has a novel way to describe the promises of improved security made by stores like Target and Home Depot after theyacknowledge, every several months, that hackers have gained access to, say, 56 million credit cards.

“They keep trying to make better doors,” Nejatian said in an interview, “but they don't have walls.”

The reason why is that credit cards are insecure. Once someone has your credit card number, they own your card. It’s like if someone could steal your house by knowing the address, or, aspointed out by Alexis Ohanian in an interview with Nejatian, use your money by memorizing the serial numbers on the cash in your wallet. This is why banks so readily freeze your credit card when you make an atypical purchase (out of fear that it is stolen) and employ armies of reps who respond to claims of fraudulent purchases. 

Those signatures you’re asked for when paying with credit? Once banks compared them to the original; now they disappear into a black hole. The introduction of credit cards with chips, which produce unique codes for each purchase, will reduce fraud, but only in stores. Online purchases are just as vulnerable, which is why online retailers often pay 4% or 5% transaction fees. 

The Starbucks app exists because coffee shops can lose money when you pay for a small coffee with a credit card.

Nejatian’s company, Kash, is an interesting example of a company that processes transactions by using a technology that was not available when the credit card network was set up in the 1970s: smartphones.

Kash partners with stores and websites looking to avoid credit card fees. The retailers begin accepting payment through the Kash app for a fee of 0.5%, and they incite customers to pay with the Kash app by offering customers loyalty rewards or 5% to 10% cash back. 

Nejatian says they’ve had no cases of fraud, and unlike paying with a check or credit card, the money does not take days to transfer. The key is Kash’s algorithm, which uses information like your phone’s IP address, to make sure you are who you say you are. In comparison, credit cards require a chain of communication between merchants, intermediaries, and multiple banks. “Google doesn’t go around asking what’s the best website,” Nejatian tells us. “It has an algorithm.” 

“It’s like: Would you like to string up two tin cans with a piece of string? Or would you like to use a fiber optic cable?”

That’s how Jordan Lampe, the Director of Communications and Policy Affairs at payments startup Dwolla, describes the current state of credit cards. He describes making payments as a simple matter of sending messages. All that needs to happen during a purchase is for the retailer’s bank to tell the customer’s bank about the purchase.

Lampe says Dwolla’s founder got into payments because he hated paying credit card fees on his online speaker manufacturing company, and Dwolla’s solution is an API for banks. Lampe compares it to how anyone can use Facebook to log into another app—or give a dating app permission to access information from Facebook like your pictures and friends list. 

If your bank uses Dwolla’s API, you can similarly tell your bank, “Hey, I want to use Dwolla to move money in real time.” Dwolla can then quickly send those messages (about purchases) between banks, and if both your bank and a store’s bank use Dwolla, there’s no need for credit cards.

In comparison, why would you ever use a system with multiple middlemen who identify you by an easily stolen, 16-digit number? And take days to move the money? And communicate over a phone line?

But Dwolla struggled to overcome an area where credit cards reign supreme: ubiquity. People around the world recognize the names Visa and MasterCard. “They’ve done an excellent job over the past 50 or 60 years. They have banks onboard and the trust of customers,” says Jordan Lampe. He points out that Visa and MasterCard spend hundreds of millions of dollars advertising each year.

Another problem? Lampe says that Dwolla could save retailers money, but having an extra payment option for Dwolla was a distraction. Merchants want payment to be as simple and frictionless as possible, so Dwolla moved on to a different use-case: allowing businesses to send money to each other via Dwolla rather than paper checks. “The payment system is so effed in the U.S. that there’s a lot of opportunity,” Lampe says.

This point—that the entire American payment system, not just the credit card networks—have not developed significantly for decades is key to understanding credit card’s continued existence. 

Think of Apple Pay, which allows you to pay at a store by waving your phone around. Or Stripe, whose API powers payments for many websites and apps. (If you’ve paid for a Lyft, you’ve used Stripe’s API.) Both of these new payment methods run on the decades-old networks of Visa and MasterCard.

One major reason why Apple Pay, Stripe, and others don’t bypass credit cards and simply move money directly between bank accounts is that the system for moving money between bank accounts, the Automated Clearing House, is just as outdated. “It takes 3 days to clear,” says Lampe. “It was designed in the 1970s for paper checks.” 

Like credit card networks, the Automated Clearing House was designed before banks could communicate in real time or use APIs. With credit cards, Visa and MasterCard at least give the illusion that the transaction takes place instantly—by taking on the risk of the transaction not clearing.

For companies like Apple and Stripe, it’s not yet worth trying to cut out credit cards. The alternative is slower and unworkable. 

***

The tyranny of the credit card system is not inevitable.

Companies like Kash could mount a challenge. Like Dwolla though, Kash and its peers both have to build a good system and overcome the huge advantages held by the incumbents: the ubiquity of Visa and Mastercard and the huge profits banks can spend on advertisements and lobbying. 

There’s also another alternative to credit cards that has received a lot of press: Bitcoin, the digital currency that cuts out banks entirely. Instead of trusting a central institution like a bank to keep track of everyone’s money, Bitcoin users trust an algorithm, which keeps track of how much bitcoin everyone has and every transaction that takes place. 

People have understandably focused on an extreme use-case for Bitcoin—the Silk Road, a counterculture version of eBay where people bought and sold weed, shrooms, and other illicit drugs. But in the future, people may love Bitcoin’s ability to avoid credit card fees more than its utility in anonymously buying drugs. The founder of Coinbase actually left his job at Airbnb to start a Bitcoin company once he realized that credit card fees ate up nearly half of Airbnb’s profit margins. 

But if you look beyond the United States, you’ll notice something. Getting gouged by transaction fees is another area where America is #1: we have some of the highest credit and debit card transaction fees in the world. And a big reason why is a lack of government action.

This is partly due to the fact that other countries have much stronger versions of the Durbin Amendment. In Europe, for example, the government has capped transaction fees at 0.2% for debit cards and 0.3% for credit cards.

Photo by Frankieleon

More importantly, other governments have led efforts to create modern payment systems, while the United States has not made the same effort to upgrade its Automated Clearing House. 

On NPR’s Marketplace, finance reporter Kevin Wack makes this point:

In the United Kingdom, you log into your online banking account, hit send, and the money arrives in your friend’s account within 10 seconds. In Sweden, you pick up your mobile phone, and the transaction takes only about six seconds to process. Even less wealthy countries like Mexico and South Africa have moved to near-real-time payments.

In contrast, the U.S. still relies on infrastructure that dates back to the 1970s. If you pay your cable TV bill online on a Thursday, the payment may not be completed until the following Monday.

The U.S. government does recognize the problem. Jordan Lampe of Dwolla sits on a task force that represents tech companies in talks with the Federal Reserve, which has made it a goal for the United States to create a similar, real-time financial system. 

There’s just one problem. The Federal Reserve, both Lampe and Wack say, doesn’t want to pick winners or be heavy-handed. Its officials want to leave it to the market to create a new system—a market that is dominated by banks profitably making billions of dollars from the current system. 

“That’s never been done,” says Lampe, who notes that in every other country, the government had a strong mandate to push a new system. “We are in uncharted waters.”

Wack quotes a U.K. payments consultant who says, “The banks were being bullied into doing it here."

If the Fed does help upgrade to America’s payment systems, credit cards won’t disappear. Many Americans use credit cards as a kind of small loan, and credit cards are still around in countries with real-time payment systems. 

But millions of Americans commonly use credit cards simply as a way to pay, and the problem is equally applicable to debit cards, which are the most popular form of non-cash payment. 

Individuals and companies have linked their bank accounts to innumerable methods of sending and receiving money: PayPal, Stripe, iTunes and Apple Pay, Square Cash, Venmo, Snapcash. But their potential to blow up credit card and debit card fees is muted without an upgrade to the underlying system. 

The credit card networks are slow, expensive, and outdated. It’s time for something new.

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Follow the money, follow the power.

Churchil

Muitos enganam poucos muito tempo.

Poucos enganam muitos pouco tempo.

Ninguem engana todos o tempo todo.

"Que saudade dos militares que previram isto que esta ai a 20 anos atrás"

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André élebê

  SE eles eram tão bons de

  SE eles eram tão bons de previsão, porque (entre outras heranças) nos legaram uma dívida externa MONSTRUOSA, que deu origem à "década perdida"?

  A essa altura do campeonato ainda tem sujeito defendendo a ditadura...

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Jos

Pesquisa Focus

Responda o motivo correto pelo qual o BC faz uma pesquisa denominada Focus semanalmente junto ao "mercado" financeiro:

a) Dar manchetes e assunto ao cartel de imprensa corporativa de oposição para retroalimentar a crise e sangrar o governo.

b) Perscrutar o desejo da especulação financeira de modo a proporcionar maior segurança em suas "aplicações".

c) Verificar quais medidas de política monetária devem ser tomadas de maneira a maximizar o lucro da especulação e dos agentes "mercado" financeiro.

d) Dar segurança ao "mercado" (financeiro lógico, o outro é só um detalhe) de que suas necessidades são a prioridade máxima e única do Banco Central.

e) Deixar bem claro para todos que o BC é independente do governo e altaneiro em sua missão de atender os interesses do "mercado" financeiro.

f) Todas as respostas estão corretas.

 


 

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trecho da ata do COPOM de 25.11.2015

28. Diante do exposto, avaliando a conjuntura macroeconômica e as perspectivas para a inflação, o Copom considera que remanescem incertezas associadas ao balanço de riscos, principalmente, quanto à velocidade do processo de recuperação dos resultados fiscais e à sua composição, e que o processo de realinhamento de preços relativos mostra-se mais demorado e mais intenso que o previsto. Parte de seus membros argumentou que seria oportuno ajustar, de imediato, as condições monetárias, de modo a reduzir os riscos de não cumprimento dos objetivos do regime de metas para a inflação. No entanto, a maioria dos membros do Copom considerou monitorar a evolução do cenário macroeconômico até sua próxima reunião para, então, definir os próximos passos na sua estratégia de política monetária.

29. O Copom, então, decidiu manter a taxa Selic em 14,25% a.a., sem viés, por seis votos a favor e dois votos pela elevação da taxa Selic em 0,50 p.p.

30. Votaram pela manutenção da taxa Selic em 14,25% a.a. os seguintes membros do Comitê: Alexandre Antonio Tombini (Presidente), Aldo Luiz Mendes, Altamir Lopes, Anthero de Moraes Meirelles, Luiz Edson Feltrim e Otávio Ribeiro Damaso. Votaram pela elevação da taxa Selic para 14,75% a.a. os seguintes membros do Comitê: Sidnei Corrêa Marques e Tony Volpon.

(...)

32. O Comitê ressalta que há incertezas associadas ao balanço de riscos, principalmente, quanto à velocidade do processo de recuperação dos resultados fiscais e à sua composição, e que o processo de realinhamento de preços relativos mostra-se mais demorado e mais intenso que o previsto. Nesse contexto, independentemente do contorno das demais políticas, o Comitê adotará as medidas necessárias de forma a assegurar o cumprimento dos objetivos do regime de metas, ou seja, trazer a inflação o mais próximo possível de 4,5% em 2016, circunscrevendo-a aos limites estabelecidos pelo CMN, e fazer convergir a inflação para a meta de 4,5% em 2017.

***

Resumo da ópera trágica: é cada vez mais certo de que a Selic vai subir no próximo dia 20

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servidor publico

um filme de woody allen...

Caramba,

Eu queria parar de postar, mas não dá. É um absurdo atrás do outro, cara:

"Votaram pela elevação da taxa Selic para 14,75% a.a. os seguintes membros do Comitê: Sidnei Corrêa Marques e Tony Volpon."

 

 O Sidnei Corrêa Marques é diretor do DEORF ! DO DEORF, CAZZO !! Que função esse camarada tem no COPOM, meu Deus do céu ? Eu tô no meio de um filme do Woody Allen, não é possível...

Olhem só:

  • Formação acadêmica:

    • Pós-graduação lato sensu em Gestão - Universidade de Brasília - Brasília, DF, 1993.
    • Pós-graduação lato sensu em Auditoria - FIPECAFI/USP - São Paulo, SP, 1979.
    • Pós-graduação lato sensu em Contabilidade e Auditoria - Universidade de Brasília - Brasília, DF, 1977.
    • Bacharel em Ciências Contábeis - Centro Universitário do Distrito Federal - Brasília, DF, 1977.
  • Função atual:

    • Diretor de Organização do Sistema Financeiro e Controle de Operações do Crédito Rural do Banco Central do Brasil, desde março de 2011.
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Abaixo está o centro da meta

Abaixo está um dos motivos do centro da meta do Banco Central: Privatizar a empresa abaixo para os americanos a preço de banana.

 Petrobras supera Exxon e vira a número 1 do mundoÉ isso mesmo: em meio ao mais intenso bombardeio midiático a que uma empresa já foi submetida, a Petrobras acaba de anunciar um recorde histórico; no terceiro trimestre do ano passado, a empresa se tornou a maior produtora de petróleo do…BRASIL247.COM|POR BRASIL 24/7  

 

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Uma ideia ou intuição dita de modo próprio pode servir de via de acesso em direção a percepção metafísica do ser e o quanto no universo ele é capaz de constituir por si mesmo para tal transcendência existencial.

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laura salles

Inaceitavel

É inaceitavel quer o país não possa fazer politica economica e que o BC, ditado pelos nteresses financistas, continue a mandar n Brasil. Ospreços não baixam porque a muitos atores  INTERESSA   mante-los altos. Qualquer supermercado GANHA com os juros. E GANHAM COM OS PREÇOS. GANHAM NAS DUAS PONTAS E AINDA derrubam a Dilma que é o que querem fazer. É simplesmente uma querstão politica. Não aguento mais essa papagaiada de "Não podemos mexer nos juros". Que país é esse?Esses caras do BC só querem preparar a sua cama para suas futuras carreiras nas finanças. Uma vergonha. Levy depois de estraçalhar com o país vai para o Banco Mundial. Faça-me o favor!

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j.marcelo

ME DESCULPEM,MAS ELE SABE O Q

ME DESCULPEM,MAS ELE SABE O Q ESTÁ FAZENDO!
TOMBINI REPRESENTA INTERESSES,LUTA POR ISSO
RESPONSÁVEL É QUEM O MANTÊM LÁ E ACREDITA
NESSE MIMIMI DELE,ACOOORDA PRESIDENTA!!!!!

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jose adailton v ribeiro

Na prática a teoria é outra?

Problema e suas consequências" mostrados" a Tombini:

"O desafio central é (Acorde, Tombini!) estancar a queda da atividade econômica. Não se trata de problema trivial nem de opção ideológica entre mercadistas e desenvolvimentistas. Trata-se de um problema real, que está jogando as três instâncias administrativas (União, estados e municípios) em uma crise fiscal similar às de 1991 e 1999,  e ameaçando o sistema bancário com problemas de monta, se as empresas não recuperarem a capacidade de pagamento. Ou seja, o estancamento da queda do nível de atividade é vital não apenas para a recuperação fiscal, mas para se impedir o caos."

Soluções (misteriosas?) que surpreendentemente ninguém adotou .Estranho, muito estranho:

Há um caminhão de propostas que poderiam estar na agenda do BC, desde alternativas às operações compromissadas - uma herança nefasta do período inflacionário - até a formas criativas de destravar o crédito.

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Em 2008 as Reservas Cambiais estavam em US$ 200 bilhões

Mesmo vendendo cerca de US$ 100 bilhões das Reservas Cambiais, ainda restariam  quase US$ 270 bilhões.

Para o mercado comprar US$ 100 Bilhões das Reservas Cambiais a US$ 4,10 seriam necessário R$ 410 bilhões, o que provocaria uma nova roda de queda em real dos preços dos ativos, já que para comprar dólares os agentes econômicos precisariam vender os ativos que estão reais, ações, títulos públicos, títulos privados e imóveis

Já ocorreu uma depreciação significativa dos ativos, imóveis, ações. títulos públicos e  títulos privados. Esta depreciação dos ativos reduz a quantidade de dólares que pode ser comprada com a venda de ativos, o  que torna a ação de venda de parte de dólares das Reservas Cambiais mais do suficiente para impedir novas altas na taxa de Câmbio, único fator que pressiona a inflação em reais no momento.

Quando ocorre uma  significativa mudança no cenário econômico pela alteração dos juros americanos, alteração da nota de crédito pelas agências internacionais ou quebra no sistema financeiro internacional, há uma intensa movimentação no mercado de câmbio.

Se alteração provoca aumento da demanda por dólares, os agentes econômicos tomam posições compradoras no mercado de câmbio, com exportadores retendo ao máximo os dólares das exportações, os importadores comprando o mais rápido possível os dólares para quitar as importações, as instituições financeira e empresas cancelando a contratações de novos empréstimos e quitando antecipadamente os empréstimos já realizados, alterando significativamente a fluxo normal de  dólares no mercado de câmbio, o que torna necessário a ação do BC vendendo dólares para restabelecer a normalidade e sinalizar o patamar da taxa de câmbio.

A venda de parte dos dólares das Reservas Cambiais no mercado vista, faria com  que exportadores e importadores retomassem o fluxo normal de venda e compra de dólares.

No momento seguinte as instituições financeiras e as grandes empresas iniciam a retomada dos empréstimos no mercado internacional, aumentando a oferta de dólares, criando condições para o BC recomprar parte do dólares que foram vendidos para estabilizar a taxa de câmbio, recompondo as Reservas Cambiais

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2014---distribuição de renda

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O Extraterrestre de Vila Maria

Haja para aguentar tudo isso

Então, mas é exatamente por isso que a independência do Banco Central é uma má ideia.

Não apenas pelos discursos desastrosos de seus representantes quanto pela interpretação errada que se faz daquilo que seus altos funcionários declaram.

O leitor, ou cronista, ou o midiático bloguista, que lê o que se declara aproxima o que foi dito àquilo em que acredita, por convicção ou por experiência. Então acontecem essas "miragens" que confundem imaginação com realidade.

E onde se busca explicar a força da gravidade através de complexas equações elaboradas por físicos renomados, deixa-se de lado o fato simples e inegável de que pisando em casca de banana o tombo é quase certo.

Os integrantes do BC são técnicos, e assim devem permanecer. O BC não deve fixar rumos para a economia, deve atender à uma política centralizada e sistematizada. Não é possivel ter, emanando simultâneamente do ministério do planejamento, da fazenda e do BC, uma política econômica que faça sentido.

Note-se que nem Levy, com sua calculadora financeira de primeiro mundo, com o suposto apoio do "mercado", mais as tradicionais teorias testadas no fogo das adversidades estrangeiras, conseguiu reunir corpos e almas para conduzir uma política de recuperação.

Deixemos de lado a sofisticação, sejamos minimalistas. Somos pobres, mal formados e mal informados, burros, insubordinados, arrogantes, preconceituosos, preguiçosos, mal educados e adoramos levar vantagem, não importando o mal que isso venha a causar ao país ou aos compatriotas. Numa palavra: provincianos (recém evoluídos do feudalismo).

O brasileiro clama pelas ações do governo. Ajudem-nos!  Façam alguma coisa!  Governem!  Mas quando o papai aparece e começa a fixar regras, exige disciplina, ordem e organização, o brasileiro se irrita. "Façam por mim, mas não me dêem ordens, por que aqui é uma democracia e eu quero ser assistido, mas quero continuar fazendo o que me der na telha". Isto vale menos para o povão (mas vale). Vale muito mais para estes "seres especiais" que se denominam funcionários públicos.

E como papai é bravo, vem a mamãe, manda o papai ir ler um jornal e dá um brinquedinho para cada um, e os manda brincar lá fora. Pronto... reina a paz, a alegria se fez. Viva o Carnaval.

A economia não está funcionando porque o modelo de administração das finanças públicas dos petistas é populista e assistecialista. E é assistencialista para garantir a sua base votante, essa é que é a verdade. Bonzinhos é que não são, há interesses na manutenção do poder.

Isto posto, exagerou-se nos mecanismos de transferência de renda. O consumo caiu, por falta de disponibilidade financeira (dinheiro, para os mais sonolentos), como consequência caiu a arrecadação, que é (para os menos avisados) a receita (entrada de caixa) governamental.

Que fez o governo? Reduziu seus gastos para obter equilíbrio? Não. Apoiou-se em ridículas leis que determinam "gastos obrigatórios" (mesmo que não haja dinheiro) e "pedalou", ou melhor, entrou no cheque especial. A dívida aumentou, perdeu-se o controle das finanças e agora, pasmem, querem justificar uma coisa assim tão simples com relatórios técnicos. Ora bolas, que levem seus relatórios para usá-los no banheiro.

Verdade é que não há, por parte do governo, nenhuma medida dita ou prevista, para corrigir isso. Querem continuar fazendo como fizeram e, pasmem em dobro, para cobrir o erro, cobrar mais impostos. Há inclusive um lazarento que chegou a propor que se cobre cmpf apenas de uma parcela da população que, segundo ele, é a mais privilegiada.

Mas não é o fim da picada? O que será que esse desgraçado deve ter dentro do crânio?

Estamos nos aproximando da confusão absoluta, da completa falta de senso em tudo que se ouve e se lê. Falta de tudo, de inteligência, bom senso, honestidade, transparência, patriotismo, consciência de dever, profissionalismo, esperança, otimismo, e principalmente, dinheiro.

Enquanto o país se torna uma piada, há quem tente planilhar imbecilidades. Isto é surreal, bizzaro, além da imaginação, a genuína The Twilight Zone (zona do crepúsculo, para quem tiver preguiça de pesquisar o têrmo).

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As ações do BC em 2008-2009

23/11/2009 - Palestra do presidente do BC no Seminário Internacional sobre Metas de Inflação e Câmbio Flutuante do INSPER  (PDF - 1 MB)--Henrique Meirelles-São Paulo--Publicado na Internet em 23/11/2009--Banco Central do Brasil

URL:

http://www.bcb.gov.br/?id=MAISTEXTOS&ano=2009

http://www.bcb.gov.br/pec/appron/apres/Construbusiness_30-11-2009_v07.pdf

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2014---distribuição de renda

 Alguém do mercado pagou ao

 Alguém do mercado pagou ao BC para fazer a desordem organizada.

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Uma ideia ou intuição dita de modo próprio pode servir de via de acesso em direção a percepção metafísica do ser e o quanto no universo ele é capaz de constituir por si mesmo para tal transcendência existencial.

Kkkkkkkkkkkkkkkkkkk Até em

Kkkkkkkkkkkkkkkkkkk

Até em Nassif ainda resta um pouco de crença de que panfletos podem fazer coisa séria, do ponto de vista da isenção! Pior é que realmente é dificil a gente se manter alerta o tempo inteiro pra não servir de mula aos espertalhões.

Devo então perdoar a turma do governo do PT que acredita piamente na isenção e seriedade do PIG? Kkkkkkkkkkkkkkkk

Em tempo: Deui até pra ouvir o espocar das champanhes e os jubilosos gritos no aquário d'O Globo: "Ele caiu! Ele caiu!!

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C.Paoliello

kkkkkkkkkkkk

É muito fácil identificar o post de um coxinha: tem pouco fundamento e muito "kkkkkkk..." (seja lá o que for).

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Lei do mercado.

Enquanto não se derem conta que o "merrrcado" combina o preço dos juros, já era. E o principal mecanismo é o tal "boletim focus", que de fato funciona como um indexador das taxas. O BC simplesmente "pergunta" quanto os bonitões do mercado precisam de juros para que os balanços deles fiquem bem bonitos; a "auoridade monetária" ainda tira média e tasca lá o que  "mrcado" pediu; um punhado de dealers vende o títulos e, pronto, fica o estamento inteiro feliz....

... E assim se mantém a maior despesa do orçamentos da União durante décadas; quase metade de tudo que é gasto pelo governo.

Essa que é a lei do mercado. O resto e ideologia e justificativa besta.

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PJ não VOTA!

O Jornalismo acabou e a eleição não tem fim!

artigo primeiro e único da lei...

só é possível resolver os problemas de um país dito, por nós, e visto, por vocês, como mal administrado, com duas coisas:

dolar ou guerra

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Relatório de inflação - Dezembro/2015

Publicado na Internet em 23/12/2015----Banco Central do Brasil--(105pgs)
(pg.71)----O Copom entende que uma fonte de risco para a inflação reside no comportamento das expectativas de inflação, impactadas negativamente nos últimos meses pelo nível elevado da inflação corrente,

pela dispersão de aumentos de preços, pelos processos ora em curso de ajuste de preços relativos,

e, principalmente, pelas incertezas quanto à velocidade do processo de recuperação dos resultados fiscaise à sua composição.----

http://www.bcb.gov.br/?RELINF201512

 

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2014---distribuição de renda

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Manoel Luiz Neto

É sempre mais fácil achar que a culpa é do outro

Já dizia Rauzito em " por quem os sinos dobram" : é sempre mais fácil achar que a culpa é do outro. Analisem os fatos, de forma clara e cristalina, o nome desta crise econômica tem nome é sobrenome chama-se Dilma Rousseff em suas mais variadas nuances:

Gerente ou gestora - desastrosa
Economista - medíocre
Política - brizolista e mentirosa ( precisa dizer algo mais)
Pessoal - arrogante e desagregador

A culpa não é do Tombini, assim como o sucesso da gestão econômica no governo Lula não foi do Meirelles.

Volta Lula!

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Pronunciamentos da Direção do Banco Central do Brasil


-------Banco Central do Brasil - 10/12/2015---Discurso do presidente Alexandre Tombini no Almoço Anual da Febraban  (PDF - 104 KB)

Discurso do Ministro Alexandre Tombini, Presidente do Banco Central do Brasil, na Federação Brasileira de Bancos (Febraban) e Confederação Nacional dasInstituições Financeiras (CNF)-------
----------Aproveito o momento para tratar de assunto que tem sido objeto de discussão entre analistas. Alguns acreditam que o Brasil estaria vivenciando uma situação de  “dominância  fiscal”que  tornaria  a  política  monetária  ineficaz,  afetando, assim,  as  decisões  da  autoridade  monetária.  De  acordo  com  essa  visão, estaríamos  numa  situação  extrema  de insustentabilidade  temporal  da  posiçãofiscal  que  anularia  qualquer  tentativa  do  Banco  Central  em  usar  a  política  de juros  no  controle  da  inflação.  Em  determinada  versão  dessa  visão,  aumentos na  taxa  de  juros  levariam  a  depreciação  da  taxa  de  câmbio,  que  acabaria aumentando  a  inflação  em  vez  de  reduzi-la.  Ainda,  numa  outra  vertente,  as decisões  de  política  monetária  do  Banco  Central  estariam  sendo  afetadas  por preocupações com os resultados fiscais.
Nesse  sentido,  é  importante  ter  claro  que  o  Brasil  não  está  numa  situação  de dominância fiscal. De um lado, os desequilíbrios fiscais estão sendo corrigidos por   um   importante   processo   de   consolidação   fiscal.   De   outro   lado,   os mecanismos    de    transmissão    da    política    monetária    estão    em    pleno funcionamento, e o Banco Central continuará a guiar suas decisões de políticamonetária de acordo com os objetivos do sistema de metas para a inflação.

Os desequilíbrios  atuais na  área fiscal não  são  permanentes e  não  são  vistos como tal. As próprias previsões dos analistas econômicos são de elevação do  superávit  primário  e  redução  do  déficit  nominal  ao  longo  dos  próximos  anos, com relativa estabilidade da dívida líquida do setor público a partir de 2017. Os resultados correntes não podem ser extrapolados mecanicamente como sendo a queles a vigorar no médio e longo prazos, mesmo porque a receita tributária  tem sido bastante afetada pelas condições da atividade econômica. O processo de  consolidação  fiscal  não  é  algo  que  se  completa  de  forma  rápida,  mas  um processo relativamente longo e complexo.

Por  outro  lado,  como  já  mencionei  aqui,  os  atrasos  e  incertezas  envolvidos nesse  processo  têm  sido  um  elemento  desafiador  para  a  conduta  da  política monetária no  Brasil.  Em  particular,  os  efeitos  da  revisão  das  metas  fiscais sobre os preços de ativos no terceiro trimestre do ano levaram à revisão para cima  das  expectativas  de  inflação.  Esse  processo,  acompanhado  de  novos aumentos  de  preços  administrados,  impactou  a  velocidade  de  convergência esperada para a inflação, mas não diminuiu a determinação e a capacidade de o Banco Central fazer convergir a inflação para a meta. Na verdade, os atrasos no  ajuste  fiscal  contribuíram  para  postergar  o  horizonte  de  convergência  da inflação para 4,5%, o que acabará adiando também a retomada do crescimento econômico.

Durante  esse  período,  o  Banco  Central  tem  conduzido  sua  política  monetária de  forma  autônoma  e  continuará  a  fazê-lo  para  trazer  a  inflação  de  volta  à meta.  O  Banco  Central  não  limitará  as  suas  ações  pelos  possíveis  impactos fiscais   de   suas   decisões.   O   modelo   institucional   brasileiro   prevê   plena separação entre as funções vinculadas às políticas monetária e fiscal, além de garantir  os  instrumentos  para  que  a  Autoridade  Monetária  possa  cumprir  com independência  sua  missão.  Nesse  sentido, desequilíbrios  fiscais  devem  ser,  e estão sendo, corrigidos por medidas fiscais.--------------

------Banco Central do Brasil - 15/12/2015 - Brasília DF---Discurso do Presidente Alexandre Tombini na Comissão de Assuntos Econômicos do Senado  (PDF - 112 KB))---
-----------Em  particular,  os  efeitos  da  revisão  das metas  fiscais  sobre  os  preços  dosativos  no  terceiro  trimestre  deste ano  levaram  a  revisão  para  cima  dasexpectativas de inflação.

Esse   fato,   acompanhado   de   novos   aumentos   de   preços   administrados, impactou  a  velocidade  de  convergência  esperada  para  a  inflação,  mas  não diminuiu a determinação e a capacidade de o Banco Central fazer convergir a inflação para a meta.
Na   realidade,   os   atrasos   no   ajuste  fiscal   contribuíram   para  postergar o horizonte de convergência da inflação para 4,5%, adiando também a retomada do crescimento econômico.
Durante  esse  período,  o  Banco  Central  tem  conduzido  sua  política  monetária de  forma  autônoma  e  continuará  a  fazê-lo  para  trazer  a  inflação  de  volta  à meta.
Reafirmo  que  o  Banco  Central  não  limitará  as  suas  ações  pelos  possíveis impactos fiscais de suas decisões.
O  modelo  institucional  brasileiro  prevê  plena  separação  entre  as  funções vinculadas  às  políticas  monetária  e  fiscal, além  de  garantir  os  instrumentos para  que  a  Autoridade  Monetária  possa  cumprir  com  independência  sua missão. ---


------Setembro/2015 - Relatório de inflação----Banco Central do Brasil ----Publicado na Internet em24/09/2015(121 páginas)-----

(pgs 78-79)---No que se refere à política fiscal, o Copom reitera que o cenário central para a inflação leva em conta a materialização e consolidação das trajetórias com as quais trabalha para as variáveis fiscais. Nesse sentido, relativamente ao resultado fiscal estrutural e a depender do ciclo econômico, o Comitê pondera que, no horizonte relevante para a política monetária, o balanço do setor público tende a se deslocar para a zona de neutralidade e não descarta a hipótese de migração para a zona de contenção, mesmo que mais lentamente e com menor intensidade. Entretanto, a perspectiva de nova
mudança de trajetória para as variáveis fiscais, implícita na proposta orçamentária para 2016, afetou as expectativas e, de forma significativa, os preços de ativos.
Nesse sentido, o Comitê nota que alterações significativas na trajetória de geração de superavit primários impactam não apenas as hipóteses de trabalho contempladas nas projeções de inflação, mas também a precificação de ativos e a percepção de risco da economia, contribuindo, se não ocorrer mudança de direção, para uma avaliação negativa sobre o ambiente macroeconômico no médio e no longo prazo----
 

----------Dezembro/2015 - Relatório de inflação---Publicado na Internet em 23/12/2015----Banco Central do Brasil--(105pgs)
(pg.71)----O Copom entende que uma fonte de risco para a inflação reside no comportamento das expectativas de inflação, impactadas negativamente nos últimos meses pelo nível elevado da inflação corrente, pela dispersão de aumentos de preços, pelos processos ora em curso de ajuste de preços relativos, e, principalmente, pelas incertezas quanto à velocidade do processo de recuperação dos resultados fiscaise à sua composição.----

URL:
http://www.bcb.gov.br/pec/appron/apres/Discurso_Presidente_Alexandre_Tom...
http://www.bcb.gov.br/pec/appron/apres/Discurso_Presidente_Alexandre_Tom...
http://www.bcb.gov.br/?RELINF201512
http://www.bcb.gov.br/?RELINF201509
http://www.bcb.gov.br/?RELINF201509
 

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2014---distribuição de renda

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servidor publico

Jarbas...

"O  Banco  Central  não  limitará  as  suas  ações  pelos  possíveis  impactos fiscais   de   suas   decisões."

 "Às favas, senhor presidente, neste momento, todos os escrúpulos de consciência..."

É muito dinheiro. 

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O BC defende o Real? Será que eu perdi algo pelas leituras?

Post antigo, repito por ser no assunto:

O BC não precisa defender a moeda se a banda é de 40%

A discussão sobre a dominância fiscal X dominância monetária não pegou o gist da coisa.

O problema é o tamanho da banda e a desvalorização inicial, que têm de ser suficiente para garantir o pagamento de toda a dívida, ai e só ai, funciona.

Um artigo sobre o tema, com links para os interessados.

http://rgellery.blogspot.com.br/2015/10/sobre-dominancia-fiscal-politica...

 Sobre dominância fiscal, política monetária e a proposta de âncora cambial (Roberto Ellery)

 Dominância fiscal passou a ser o tema central no debate sobre macroeconomia no Brasil. A discussão foi colocada por Monica de Bolle em uma série de entrevistas e textos curtos (exemplos aqui e aqui), alguns economistas, dentre os quais este que vos escreve, não se mostraram convencidos com o diagnóstico que a economia brasileira vive um período de dominância fiscal e, mais importante, com a proposta que o Banco Central deveria controlar a inflação por meio do câmbio e não por meio da elevação da taxa de juros. A questão da dominância fiscal é uma questão acadêmica que deverá gerar algumas pesquisas nos próximos anos da mesma forma que gerou no passado, porém a proposta de política econômica derivada do diagnóstico de dominância fiscal é assunto urgente que não pode esperar pelos debates acadêmicos. Neste post vou tentar explicar o que é dominância fiscal e comentar a proposta de retomar um regime de câmbio fixo ou de bandas cambiais para controlar a inflação. Para explicar dominância fiscal vou ter de fazer uma incursão no estranho mundo dos macroeconomistas, se o leitor não quer se arriscar a perder a fé nos debates sobre política econômica talvez seja prudente pular os próximos parágrafos e ir direto para a parte que falo da política econômica (sexto parágrafo).

 Comecemos nossa descida ao mundo da macroeconomia imaginando uma economia que consiste em um sujeito isolado que tem acesso a um único bem que serve para consumir e investir, se você não se sentiu bem com esta possibilidade ainda é tempo de considerar o conselho no final a parágrafo anterior e pular para a parte de política econômica. Para ajudar a imaginar o exemplo o leitor pode pensar em Robson Crusoé ou Chuck Noland preso na ilha deserta e vivendo à base de milho, parte do milho ele come (consumo) e parte ele planta para a próxima colheita (investimento), como ele faz para plantar sem possuir sequer uma pá é assunto para outras conversas. Tudo que o pobre naufrago tem a decidir é o quanto da sua riqueza ele vai usar para atender sua satisfação (o milho que vai comer) e o quanto ele vai transferir para o futuro (o milho que vai plantar), quanto mais ele comer menos milho terá no futuro, todas as transações dele com ele mesmo (eu avisei!) são feitas e contabilizadas em grãos de milhos.

 Suponha agora que nessa ilha chegou uma entidade chamada governo. Esta entidade cria um pedaço de papel pintado que é chamado de moeda, a tal moeda não serve nem para comer e nem para plantar, porém por alguma razão o naufrago aceita fazer transações (!!)com a tal moeda e expressar o valor do milho na tal moeda. No lugar de destinar tantos quilos de milho para consumo e outros tantos para investimento o naufrago agora diz que vai destinar tantas unidades de moeda para consumo e outras tantas para investimento. Para fazer tudo mais concreto suponha que a todo momento existem quatro vezes mais moedas do que quilos de milho, ou seja, se existirem dez quilos de milho então existem quarenta moedas, sendo assim é natural que um quilo de milhos valha quatro unidades de moeda (falar de natural em um mundo assim beira a loucura, mas eu alertei). Se em determinado ano o naufrago colhe cem quilos de milho, come sessenta quilos e planta quarenta quilos podemos dizer que o produto da economia foi de 400 unidades de moeda, o consumo foi de 240 unidades de moeda e o investimento foi de 160 unidades de moeda.

 Agora que temos uma economia monetária passemos ao próximo passo. O governo pega dinheiro emprestado com o náufrago. Para manter o exemplo suponha que o náufrago produziu o equivalente a 400 unidades de moeda, consumiu 240 unidades moeda, investiu 100 unidades de moeda e emprestou 60 unidades de moeda ao governo. De forma alternativa poderíamos dizer que o náufrago colheu 100 quilos de milhos, comeu 60 quilos, plantou 25 quilos e emprestou 15 quilos ao governo. Notem que a diferença é na forma como os valores são expressos, ocorre que para chegar até a dominância fiscal forma importa, e muito. Na segunda forma, a dos quilos, também conhecida como forma real não há espaço para dominância fiscal, se as transações são todas realizadas e contabilizadas em quilos de milho o governo vai ter de arranjar um jeito de devolver os 15 quilos de milho, muito provavelmente taxando o coitado do náufrago. Na primeira forma, a das unidades monetárias, também conhecida como nominal existe uma alternativa a taxar o náufrago. Como o governo está devendo em unidade de moeda e o governo tem o poder de criar moeda então o governo pode criar 60 unidades de moeda e pagar pelo milho que tomou emprestado. Entretanto, ao fazer isso, o governo muda a relação entre unidades de moeda e quilos de milho, se antes tínhamos 100 quilos de milho e 400 unidades de moeda agora vamos ter os mesmos 100 quilos de milho, porém existirão 460 unidades de moeda. Como consequência o quilo de milho que custava 4 unidades de moeda passará a custar 4,60 unidades de moeda. Chegamos assim em uma das mais tradicionais teorias de inflação conhecida como Teoria Quantitativa da Moeda (TQM), segundo tal teoria o nível de preços é proporcional à quantidade de moeda existente e a inflação será dada pela variação na quantidade de moeda.

 Para chegar na dominância fiscal temos de ir além, alguns diriam ficar aquém, da TQM. Suponha que o náufrago perceba que o governo não tem como pagar a dívida, talvez porque o governo fique envergonhado de cobrar impostos do náufrago ou talvez porque o náufrago tenha um arco melhor que o do governo, não importa. Sabendo que o governo não tem como conseguir milho para pagar a dívida o náufrago passa a considerar duas hipóteses: o governo vai dar um calote ou o governo vai fazer moeda para pagar a dívida. No nosso exemplo as duas hipóteses têm o mesmo final e o náufrago perde os 15 quilos de milho que emprestou para o governo. No mundo real não pagar a dívida costuma ter efeitos bem mais danosos do que imprimir moeda, sendo assim vamos supor que o náufrago acredita que o governo vai pagar a dívida imprimindo moeda. Como nosso herói é náufrago mais não é bobo ele faz a conta que fizemos acima e define o preço do quilo de milho como 4,60 unidades de moeda. Sendo assim mesmo que o governo não tivesse pretensão de emitir moeda, talvez por considerar o calote ou talvez por ter conseguido um arco melhor ou um rifle, ocorrerá o aumento de preços. Ao contrário do previsto na TQM onde o aumento de preços ocorre por conta da política monetária temos agora um caso onde o aumento de preços foi causado pela dívida pública, ou seja, pelo lado fiscal. Quando isso ocorre dizemos que a economia está em dominância fiscal. Como de costume quando o assunto é macroeconomia existem debates intenso a respeito da possibilidade prática e teórica de ocorrer casos onde o lado fiscal determine os preços, não vou entrar o debate, para o leitor interessado deixo dois textos avaliando a possibilidade de dominância fiscal no Brasil (link aqui e aqui) e dois textos criticando teoricamente a possibilidade da dívida pública determinar preços (link aqui e aqui).

 Passemos agora à questão da política econômica. Em condições normais o combate à inflação é feito por meio da política monetária. Quando o governo entende que é o momento de reduzir a inflação o BC reduz o ritmo de crescimento da moeda, na prática isso equivale a vender títulos no mercado de forma que o BC entrega títulos e recolhe as moedas que recebeu em troca dos títulos. Para que as pessoas queiram títulos o BC deve tornar os títulos mais atrativos o que, via de regra, significa aumentar juros. Sendo assim a política monetária é feita por meio de juros, no lugar de aumentar e diminuir a taxa de crescimento da moeda os governos pelo mundo, Brasil inclusive, reduzem e aumentam alguma taxa de juros de referência. Isso tudo funciona muito bem na TQM e outras condições onde não exista dominância fiscal, na presença de dominância fiscal a coisa fica mais complicada. Quando o BC aumenta os juros a dívida também aumenta, se é a dívida que determina os preços então o aumento da dívida levará a um aumento dos preços. Em um certo sentido a dominância fiscal é uma sinuca de bico cujo a única saída é cortar gastos deforma a reduzir a dívida. O que acontece quando o governo não dá sinais que vai cortar gastos?

 É nesse ponto que entra a proposta da Mônica de Bolle de usar o câmbio para controlar a inflação. Ao atrelar o real ao dólar o governo impediria o aumento excessivo dos preços em reais, como fixar o câmbio costuma ser perigoso a proposta é fixar bandas móveis para o câmbio, se funcionar a desvalorização aceita para o valor máximo do câmbio funcionaria como teto para inflação. Se o BC avisa que permitirá uma desvalorização de no máximo 5% em um ano então as pessoas podem aceitar reajustar seus preços em 5% ou até menos a depender das condições de mercado. Para controlar o valor do câmbio o BC faria uso das reservas que possui. Dois pontos devem ficar claros: a proposta coloca um teto e um piso no câmbio e, mais importante, a proposta não é igual a infame banda diagonal endógena, de fato existem bandas diagonais, mas, se bem entendi a proposta, as bandas são exógenas e isso faz toda a diferença.

 Qual o problema com a proposta? No lado mais acadêmico não sou exatamente um fã da teoria fiscal dos preços, a ideia que a dívida pública determina preços, e sem tal teoria o argumento não se sustenta. Não é que eu afirme que não existe dominância fiscal ou que eu seja um monetarista radical, menos do que defender uma teoria nessa nova versão do debate entre monetaristas e fiscalistas (sei que estou provocando!) fico na posição de quem não confia em nenhuma das duas teorias. A verdade é que os modelos macroeconômicos não estão desenvolvidos o suficiente para explicar fenômenos monetários de forma confiável. O “modelo” que usei para explicar dominância fiscal não é tão diferente dos modelos usados por macroeconomistas na academia e em bancos centrais. Como confiar nas previsões sobre inflação feitas por um modelo onde moeda não faz sentido? Para os que se interessaram pelo o assunto recomendo um blog (link aqui) e um artigo introdutório (link aqui). Não vou negar que em termos práticos eu acabe ficando do lado dos que querem usar política monetária, porém meus motivos estão mais associados a uma certa prudência conservadora do que a adesão a determinada teoria.

 Para além do lado acadêmico tenho preocupações práticas com a proposta. No post anterior argumentei que o uso de reservas na Rússia não conseguiu segurar desvalorização do rublo (link aqui). Por que acreditar que no Brasil seria diferente? Caso as reservas não segurem o câmbio podemos entrar no pior dos mundos, forçado a defender o câmbio o Banco Central terá de aumentar juros para atrair capitais e impedir que o câmbio passe do teto estipulado para a banda. A experiência dos anos 90 mostra que quando o BC está obrigado a defender o câmbio as elevações de juros podem ser mais abruptas e maiores do que as elevações de juros necessárias para controlar a inflação. A verdade é que qualquer política que não venha acompanhada de um ajuste fiscal de médio e longo prazo estará fadada ao fracasso, não que tal ajuste vá resolver todos os nossos problemas, quem acompanha o blog sabe que na minha avaliação os grandes problemas do Brasil não foram causados por questões fiscais, mas sem tal ajuste será impossível mesmo pensar na solução dos grandes problemas. Talvez a economia brasileira atual mude o sentido da frase de Keynes que no longo prazo estaremos todos mortos....

      

 

 

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Follow the money, follow the power.

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carlos alberto rodrigues de carvalho filho

orgaos independentes

Acredito que orgaos independentes trabalhando juntos não tem rumo certo ,não tem uma politica economica unificada, porque há interesses as vezes divergentes e antagonicos, por exemplo, esse do BC e governo, posso citar a Camara federal e governo, Camara , Senado e Judiciario, então a democracia tem esse vies prejudicial, as tomadas de decisao são problematicas,é ridiculo o BC tentar controlar  a inflação com juros altos neste momento( demanda),  as vezes penso que economistas são pessoas que não tem logica, são advinhos,cito o governo FHC que manteve 01 real a 01 dolar por tanto tempo que quase acabou com o pais, cito 2008 nos EUA nenhum economista ousou dizer que havia uma grave crise.Pra mim economistas e psiquiatras estao no mesmo nivel.

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O Diogo Costa alerta, com

O Diogo Costa alerta, com razão, acerca de poucos se debruçarem sobre essa Carta do BACEN que, a propósito, esbanja tecnicismo num nível para lá de exagerado. Por se tratar de um documento de interesse e também em último caso direcionado ao  público, poderia e deveria ser redigido em linguagem menos hermética. Termos e expressões como "hiato do produto", "choques de oferta", "horizonte relevante par a Politica Monetária", "demanda agregada", "mecanismos endógenos" e outros correlatos. Mas isso para o caso é secundário. Por esse aspecto, economistas e operadores do Direito se rivalizam. 

Bem, ou ainda bem,  que o Luiz Nassif teve a humildade de emitir uma "errata" com base no alerta do comentarista inicialmente citado. Efetivamente, o grande, o hiper vilão arrolado pelo BACEN na Carta foram esses malsinados "preços administrados", ou seja, concernente às tarifa públicas e que, não esqueçamos, são "administrados" pelos Entes estatais. Realinhamento, também é honesto lembrar, que ficaram  desalinhados por erros em politicas setoriais(setor elétrico, combustíveis) e represamentos por conta do calendário eleitoral. 

Mas o Banco Central explicou demais e justificou de menos. Na parte que lhe coube, e cabe, o que fez, efetivamente, além de se apegar ao receituário de sempre, qual seja, uma política monetária restritiva? Lá pelo meio dessa Carta, escondidinho, se tem isso:

Adicionalmente, é importante considerar que as ações de política monetária devem levar em conta a existência de mecanismos endógenos e compensatórios que contribuem com o ajuste da demanda agregada. Alguns desses mecanismos manifestaram-se ao longo de 2015. Primeiro, a desvalorização da taxa de câmbio alterou a composição da demanda agregada, o que foi evidenciado pela significativa redução do deficit em transações correntes observada ao longo do ano. Um segundo mecanismo foi caracterizado pela forte alta nas taxas de juros de mercado ocorrida após o anúncio da redução das metas fiscais em julho. Esse movimento de taxas de juros representou um aperto nas condições financeiras que não teve origem em elevações da taxa Selic. Muito embora reconheça a existência desses mecanismos e os considere em suas decisões de política monetária, o Banco Central ressalta que cabe especificamente à política monetária manter-se vigilante, para garantir que pressões detectadas em horizontes mais curtos não se propaguem para horizontes mais longos. 

Certo: as ações de PM devem levar em conta ps mecanismos endógenos e compensatórios. Entretanto, por que o BACEN só se aferra à demanda via SELIC e fica cego para a Oferta, em especial no que se refere a liquidez da Economia e os custos financeiros? Quer dizer que se as taxas de juros de mercado "explodem" por conta de expectativas seja lá do que for isso não lhe diz respeito? "Aperto na condições financeiras" é um eufemismo para empoçamento de liquidez e elevação nos custos financeiros. Traduzindo: bancos asseverando  suas margens mesmo emprestando menos. A taxas de juros para Capital de Giro, em média, rondam os 25% ao ano para até 365 dias. Isso para empresas, porque para o consumidor final o céu é o limite.

Pois é: o Banco Central parece aqueles médicos de interior que à falta de condições ou preguiça diagnostica qualquer febre como "virose" e sempre receita o mesmo medicamento. 

 

 

 

 

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A recíproca deveria ser verdadeira

É comum ler e ouvir que a Presidenta Dilma e o Ministério da Fazenda não podem falar sobre o rumo dos  juros da Selic, se a recíproca fosse verdadeira o Banco Central não poderia falar sobre os rumos da política fiscal.

 

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2014---distribuição de renda

existe uma quadrilha...

 

que está a décadas incrustrada no BC, .... são os mesmos que já foram acusados de manipular o câmbio em conluio com George Soros e outros especuladores menos votados, .... o PT, desde a época do primeiro governo Lula, já deveria ter feito uma "limpa" nessa cambada...   Sobrou então  essa pendênga ridícula e desnecessária de um jogo de empurra com a barriga entre o BC e a equipe económica que estiver de plantão...

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pacoandrade

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Manoel Luiz Neto

MEU DEUS!!! A Culpa é do Tombini?!?

O comentário é sério? A culpa da depauperaçao da muda é do Tombini?!! Nenhuma palavra sobre Mantega? Sobre a voluntáriosa redução de juro por decreto com a inflação lentamente subindo e dando avisos que precisava de um leve freio? Nenhuma palavra sobre o controle de preços sobre commodities que rapidamente depreciavam seu valor? Nenhuma palavrinha sobre as declarações repetidas a exaustão por Mantega, Wagner e outros que a política econômica é da presidente da República? Nenhuma palavra sobre como um esquema de corrupção criminoso dilapidou a credibilidade além.do cofre das empresas públicas?! Afastando por consequência os pequenos investidores de apostar na cadeia produtiva e jogando-os nos braços da renda fixa e do tesouro direto. Desculpem, a superficialidade da análise do texto é assustadora, parece com o texto de Alice no País das Maravilhas, quando a rainha se via contrariada ao invés de refletir ou melhorar o jogo, mandava cortar as cabeças. De forma similar, culpar Tombini por seguir a lei de controle inflacionario e querer que ele realize políticas públicas para destravar a economia é desonesto. Desculpe a franqueza mas é o mesmo que no 7x1 do Brasil contra a Alemanha colocar a culpa no juiz.

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Sua manifestação é séria?

Sua manifestação é séria? A culpa seria do Mantega?, hehehehe. Os Levy e Tombini serão inocentes até o final dos tempos.

O artigo sustenta as razões do descalabro econômico em que o país foi posto em medidas tomadas por Tombini. Se você quer contestar o artigo, diga por que os argumentos nele postos não sustentam a tese e mostre sua tese e seus argumentos. Ficar fazendo perguntinhas é inútil.

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Manoel Luiz Neto

A realidade já desmonta o artigo

Nada mais que uma boa dose de realidade pra desmontar todo o artigo. Vamos a algumas " perguntinhas"

1 O que aconteceu com os supercampeões eleitos pela gerente da nova matriz econômica e seu ministro Mantega? E mais, para onde foram os recursos do BNDES que foram para o grupo X e tantos outros mais?

2 - Quem indica o presidente do Bc? E o ministro da Economia? É só pra saber...

3 - Há quanto tempo está Tombini no Bc? Se ele é tão ruim, por que não mudam?

4 - O que aconteceu com a inflação quando da voluntariosa redução de.juro por decreto?

5- Baixar contas de energia com elétricas com a corda no pescoço e reservatórios em níveis, digamos, pouco religiosos, foi uma atitude inteligente?

6 - Dilma é ou não é a última palavra em matéria de política econômica como já esbravejou Jaques Wagner, Sabá Machado e outros tantos?

Eu sei que nesses tempos perguntar e refletir até ofendem, mas o homem é um ser pensante, agir sem pensar pode levar a problemas de ordens sérias, inclusive econômicas.

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servidor publico

mais um...

"O que aconteceu com a inflação quando da voluntariosa redução de.juro por decreto?"

Vocês da "hasbara" da agiotagem usam sempre o mesmo argumento. A inflação subiu como tinha que subir. Com o tempo a inflação cairia e se estabilizaria num patamar baixo.

É um esquema manjado. Mantém taxa nominal de juro alta (que mantém o nível de preços abaixo do seu nível natural) e usa da chantagem malandra para não reduzir e não deixar o nível de preços (nível de preços, não inflação inercial) ir para o patamar compatível com uma taxa nominal decente. Essa malandragem dá folego para o insider trading com a oscilação do câmbio, com a colocação de swaps e com a fixação da própria taxa de juros.

Pilantragem pura.

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E as Respostas ???????????...rsrsrsrsrs...

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Engasgou com as perguntas e NÃO RESPONDEU NADA...rsrsrsrsrsrs...

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servidor publico

respostas

Lá vai:

1 - As perdas com os supercampeões com certeza não justificam as perdas com os juros absurdos e com os swaps cambiais, que são muito maiores;

2 e 3 - A responsabilidade é da "presidenta" e também dos ladrões que ganham com os swaps e com essa política pilantra de juros e cambio supervalorizado (como consequencia dos juros);

4 - (Já respondi)

5 - Foi um erro absurdo. Represou inflação porque ficou com medo da costumeira histeria antiinflacionária, além de prejudicar muito o setor alcooleiro;

6 - Não, exceto pela tentativa de reduzir os juros em 2013 (que não prejudicou em nada o País, pelo contrário. Quem prejudicou foi o BACEN ao arrochar de novo em 2014)

Satisfeito, oh panacão ? 

 

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Djalma Camacam Bomfim

Quem não pode errar, pode não evitar.

Imaginemos alguém em estado de necessidade, - está esse cidadão, pendurado num galho de árvore flexível e frágil e pedindo socorro, porque embaixo da árvore está um leão pronto para transformá-lo em alimento. Aparece alguém com confortável segurança, capaz de tirar aquele infeliz do estado de perigo em que se encontra; o possível salvador, além de estar confortavelmente seguro e portando um FUZIL  AR  15, porém, com apenas um projétil mas, suficiente para abater o leão, resolve não matar ou lesionar o animal, por medo de errar o tiro.

Moral da história, parece que economistas,  os Phds do BACEN, estão incutidos de que não podem errar, por isso, seguem armados e munidos de altas taxas de juros, enquanto as micro e pequenas empresas estão demitindo empregados e encerrando suas atividades, isso implica em diminuição de oferta de produtos e serviços, aumento de preços e, inflação de demanda. Quer mais?? Desse jeito, haja cidadão para perder emprego e ser presa de leão.

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joel lima

Tombini se comportou com a

Tombini se comportou com a fidelidade de um cãozinho no dilma i e não alertou em nenhum momento à  nossa governanta que o descuido com as metas inflacionárias poderia custar caro no futuro. Agora quer bancar o independente, o único a não se dobrar à Dilma II. Bem, Tombini reflete a mediocridade de quem o colocou e ainda continua com ele lá apesar de uma carta ridícula (vai disputar com a do Temer).  Pior do que Tombini só Cardoso. Mas aí eu já desisti de querer achar uma razão do Cardoso ainda estar no ministério da justiça. 

Nesse ritmo Dilma conseguirá o que eu achava impossível = tornar o último presidente militar. o figueiredo,  um Churchill quando comparado a ela. 

Mas, apesar disso, que ela termine todo o mandato. Assim se  evita que aqui vire um paraguai tamanho família e também se evita ter que aturar Dilma e o Pt falarem pro resto das suas vidas que se eles tivessem ficado até o final do mandato  o pais não só teria voltado ao rumo, mas já  estaria a meio caminho andado de ser a  Dinamarca (rs).Que Dilma 2 resolva ou amenize as bobagens que fez no Dilma 1. É o mínimo que ela deve ao país que a elegeu duas vezes. 

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Gilberto Neves

Essa questão da autoridade do

Essa questão da autoridade do governo sobre o BC foi motivo de debate na eleição de 2014 e produziu uma propaganda patética do PT sobre a presença de Neca Setubal na campanha de Marina, falava que o BC seria entregue aos banqueiros, lembram? Onde está a autoridade da presidente agora?

O que está acontecendo no BC não é de responsabilidade apenas de seu presidente, é o resultado da bagunça administrativa iniciada no governo Dilma 1 em nome de interesses políticos. O Brasil segue como um navio sem rumo, essa tripulação já era...

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O discurso do BC é mentiroso

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Ele se autoproclama guardião da moeda, mas na verdade não entende de dinheiro e como ele foi posto em existência na civilização humana para propiciar o seu desenvolvimento.

As novas ferramentas matemáticas, postas em utilização pelos humanos com as novas tecnologias que possibilitaram o seu uso, como o blockchain (que é a base notarial eletrônica da cryptomoeda Bitcoin e outras) deixou a nu a falta de capacidade de orgãos financeiros centralizadores como o BIS e os BCs do mundo de controlarem moedas, tanto que todo o esforço para entender o funcionamento dos blockchain (tecnologia gratuita e colocada a disposição da humanidade para o seu bem) e se apoderar dela é feita pelos bancos partculares, em especial o Barcklays, o UBS e a Goldmam, o que os impede de se apoderarem da tecnologia é que ela é peer to peer, ou seja, pessoa a pessoa e não pode ser centralizada, assim não pode ser controlada por quem é dono do Dólar ou outra ferramenta de poder qualquer.

Com esta insegurança dos donos do poder sobre o controle de sua principal arma, a moeda Dólar, eles foram obrigados a recrudecer no liberalismo que controlavam e passaram a tentar a dominação pelo Mercantilismo e sua mão militar, assim as crises que provocam guerras estão em crescimento no planeta todo.

A lógica é cruel e desumana, com guerras se interrrompe todo e qualquer tipo de crescimento coordenado entre as nações e todas para negociarem terão de pagar um pedágio de guerra, que manterá o poder dos que nos dominam. 

O custo obviamente será medido em crianças mortas nas praias.

O esforço coordenado dos BRICS contra isto se mostrou até agora insuficiênte para virar o jogo, mas duvido que incendeiem o planeta, ai não sobra nada para ninguém.

O Brasil pode e deve fazer a diferença, basta tomar a decisão política de sair da órbita desta influência, pagando sua dívida com sua própria moeda, como o USA e a Europa estão fazendo e partir para novos acordos, mais equânimes, harmoniosos e equilibrados.

Dilma, acorda!

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Fernando Novo

Bitcoins??

Seria interessante saber o que os bonzinhos países fechados pensam dos bitcoins e de também não poderem controlar suas moedas. Continue por favor.

Afora este detalhe "tecnológico" já relativamente antigo seu pensamento ainda repousa em 1950.

A foto de mau gosto é do filho do traficante de pessoas que causau este naufrágio, pessoas fugindo de uma guerra civíl complexa em que o malvado ocidente capitalista tem apenas uma parte da culpa, aka Rússia expansionista e imperialista e seus asseclas.

E os BRICS são exatamente nada, como sempre. Apenas opinião.

 

Abraços cordiais

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Mocinho e bandido, você só queria ser bonzinho, né?

O mundo é muito mais nuançado do que nossa vã filosofia costuma supor. O Bitcoin é uma pedra no sapato, não de paises, mas da banca que vê a sua moeda, aliciada de forma fraudulenta diga-se de passagem, perder seu poder numa velocidade vertiginosa. Quem deu legitimidade à banca para controlar o Dólar pelo FED (empresa particular)? 

Que existem vários lados você têm razão, que voce provavelmente está no lado dos que estão se refestelando, muito provavelmente, que a foto é um colateral irritante que não lhe agrada eu já percebi também. 

Quanto ao pensamnto de 1950, se você se refere à Maxidesvalorização que venho propondo para passar o mico do prejuízo do Brasil para a Banca, é verdade, quem fica com o mico, paga a conta. Se você não gosta, provavelmente é porque a suposição que faço que a banca não têm como se defender deste prejuízo em benefício do povo e da Nação brasileira é correto.

E os Brics estão na posição que você queria estar, na espera, chora nenê....

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Follow the money, follow the power.

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Tamosai no GGN

Imaginem se o BC fosse totalmente independente

Os erros sucessivos e altamente danosos ao país causados pelo BC são o maior argumento contra a independência total do BC.  Isso para não falar da possibilidade de mancomunamento com bancos privados para criar um círculo vicioso de juros altos.

A argumentação do Nassif é clara e correta. Até uma criança de 10 anos de idade entende. O problema é achar uma criança de 10 anos de  idade no BC.

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Ze Guimarães

Traduzindo

O Tombini pretende manter a rota do Titanic na direção do iceberg, e ainda por cima dar força total nos motores.

O cara é um "jênio".

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A falta que faz um pé na bunda da diretoria do BACEN

Quando é que os governos do PT vão entender que a caneta e o Diário Oficial são prerrogativas de quem está no Poder? É patético isso. 

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