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O xadrez da Lava Jato e a incógnita Janot

Atualizado às 12:30

Vamos por partes, para fechar o raciocínio. Começando por questões já de conhecimento geral.

Peça 1 - a campanha contra Lula tem caráter eminentemente político.

No início os vazamentos da Lava jato se valiam do álibi de que era necessário criar a comoção popular para superar os obstáculos nas instâncias superiores. Hoje em dia, com a operação sendo amplamente avalizada nos tribunais superiores, a continuidade do vazamento há muito deixou de ser uma estratégia jurídica para se tornar uma arma política. Especialmente analisando-se o nível dos vazamentos, buscando muito mais expor a vida privada de Lula do que levantar aspectos jurídicos.

Peça 2 - a política de vazamentos é avalizada por toda a força tarefa da Lava Jato.

Desde o início, a Lava Jato tem pautado sua atuação por total disciplina e concordância de todas as partes em torno das estratégias traçadas. Portanto, as decisões - inclusive quanto aos vazamentos - são coletivas, tendo o endosso das partes.

Peça 3 - os vazamentos estão claramente articulados com a estratégia pro-impeachment da oposição.

O xadrez é nítido:

1.    A campanha do impeachment esfria no final do ano e com o desgaste dos opositores, devido ao fato, entre outros, da enxurrada de denúncia do ano passado ter virado notícia velha. Sem carne fresca não haverá como estimular a besta.

2.    Dilma tenta retomar o protagonismo, com o reinício do Conselhão, a mudança no Ministro da Fazenda, a articulação política com novo fôlego, com Jacques Wagner e Ricardo Berzoini.

3.    No dia 13 de março haverá o próximo desafio das manifestações de rua pró-impeachment. Se esvaziadas enterram de vez a tese do impeachment.

Nesse intervalo, procuradores e delegados articulados com a mídia garantem munição para um bombardeio incessante e diuturno.

E aqui se faz uma pequena pausa para relembrar alguns princípios de estratégia militar que foram largamente assimilados no século 20 na disputa política pelo mercado de opinião.

Inicia-se a guerra com as chamadas batalhas de exaustão, aquelas em que se recorre maciçamente a bombardeios aéreos ou em terra, visando exaurir as energias e a vontade de batalhar dos adversários. No caso do mercado de opinião, a artilharia de exaustão é a mídia com a chamada publicidade opressiva.

Depois, entram em cena a cavalaria (os tanques), abrindo espaço para a infantaria. No caso, a formalização dos inquéritos através de processos na Justiça e CPIs no Congresso.

A vitória final se dá apenas quando a infantaria consegue controlar o espaço adversário. Isto é, quando os aliados do grupo conseguem levar a cabo o impeachment.

Mídia, procuradores e delegados estão nitidamente na fase inicial, das chamadas guerras de exaustão.

Peça 4 – o principal beneficiário de um eventual impeachment seria o senador Aécio Neves.

Impeachments não se fazem no vazio. A não ser a besta – a massa de manobra – ninguém entra em um processo de impeachment sem ter noção clara sobre os vencedores. O PSDB tem três candidatos a candidatos em eleições presidenciais. O único deles que ganharia com a antecipação das eleições – na hipótese de impeachment – seria Aécio Neves.

Até aí, nenhuma novidade. São tão nítidos esses movimentos que não há prazer intelectual nenhum em desvendá-los. Os mistérios que rodeiam a Lava Jato estão alguns degraus acima, no Executivo e nas cúpulas do Ministério Público Federal, Polícia Federal e Poder Judiciário.

Os personagens dessa trama

Grosso modo, há cinco tipos de personagens nessa trama. Contra o impeachment os militantes do PT e os defensores da legalidade. A favor, os conspiradores ostensivos, os conspiradores que desempenham papel ativo na conspiração, mas sem se revelarem, e os intimidados pelo rugido da besta (a opinião pública nas ruas).

Não é tarefa difícil identificar em qual dos escaninhos da história colocar personagens como Luís Roberto Barroso, Marco Aurélio de Mello, Celso de Mello, Gilmar Mendes, Dias Toffoli, Carmen Lúcia, Fernando Henrique Cardoso, José Serra, Ayres Britto, Globo, Folha, Estadão, Abril.

Enfrentar a besta – a voz das ruas -  exige mais coragem do que enfrentar as baionetas, especialmente para aqueles que prezam sua reputação.  Enfrentar as baionetas sujeita a pessoa até a torturas físicas, mas engrandece a reputação. Enfrentar as ruas, e os ataques à reputação, exige uma coragem e desprendimento apenas disponíveis nos grande homens, como o Ministro Luís Roberto Barroso.

Torna-se muito mais complicado analisar o papel de três personagens: a presidente Dilma Rousseff, o Ministro da Justiça José Eduardo Cardozo e o Procurador Geral da República Rodrigo Janot. Os três são responsáveis diretos pelo nível do abuso em que incorre diariamente o Ministério Público Federal e a Polícia Federal, como partícipes do linchamento midiático de Lula.

Dilma e Cardozo são um pouco menos difíceis de entender.

Dilma é uma mulher de uma coragem à toda prova, mas desde que saiba o que fazer. As sutilezas do jogo político decididamente não são a sua praia. Ela está imobilizada não pela falta de coragem, mas por não saber como agir. Mais: é capaz de enfrentar as piores torturas físicas sem ceder. Mas não tem a menor estrutura psicológica para enfrentar ataques à reputação. Foi por aí que a frente pro-impeachment conseguiu imobiliza-la.

Quanto a Cardozo, não tem a menor vocação para tomar decisões. Perdeu o controle da Polícia Federal muito antes da Lava Jato. Por ocasião do episódio da Telexfree altos funcionários da PF já reclamavam quase abertamente do abandono a que foi relegado o órgão na sua gestão.

Aí ele escolheu a pior maneira de contemporizar. Em troca da PF não exigir nada dele, ele não exigiria nada da PF, nem controle administrativo. Não faz nada contra para não ter que fazer nada a favor. A liberdade dada não amainou as mágoas; e a autonomia conferida potencializou os atos de represália. E, assim, a PF tornou-se uma polícia política.

Jogou todo esse desastre na conta de um duvidoso republicanismo. Aparentemente, Dilma foi na sua conversa.

Janot, a grande interrogação

E aí se entra na grande interrogação: o Procurador Geral da República Rodrigo Janot.

Janot é fundamentalmente um procurador político. E não se imagine essa qualificação como depreciativa. Promoveu uma revolução no MPF ao acabar com a postura autárquica do PGR, implementar a modernização nos processos e procedimentos internos. Como se recorda, todos os inquéritos que versavam sobre políticos com prerrogativas de foro eram analisados exclusivamente por Roberto Gurgel, seu antecessor, e por sua esposa.

Instituiu uma série de decisões colegiadas e trouxe para sua assessoria pessoal um grupo conceituado de procuradores de todas as partes do país.

Também endossou uma série de temas relevantes, como a revisão da Lei da Anistia e outros temas que ajudaram na legitimação do MPF como defensor de bandeiras civilizatórias.

Peça 5 - Janot tem pleno domínio do MPF, não apenas hierárquico como de liderança.

Ao contrário de José Eduardo Cardozo e de Leandro Daiello, delegado-geral da PF, Janot é uma liderança incontestável.

Peça 6 – Janot é PGR por voto da maioria dos procuradores.

O fato de Lula e Dilma terem tornado automática a indicação do PGR mais votado pela categoria acabou subordinando o MPF ao chamado democratismo. Em vez de responder ao Presidente da República, tornando-se corresponsável pelo equilíbrio político-institucional do país – como ocorre nas democracias maduras - o Procurador passa a responder preponderantemente para sua própria categoria.

Peça 7 - Janot tem adotado medidas legais em defesa do mandato de Dilma

Nas arremetidas da oposição, assumiu posições fortes em defesa da legalidade, seja mantendo no TSE o procurador Eugênio Aragão – capaz de enfrentar as maiores baixarias de Gilmar Mendes sem mover um músculo da face e sem ceder – seja nos pareceres no STF, não embarcando nas teses golpistas.

Por outro lado, sua atuação em relação à Lava Jato é para lá de dúbia. E aí mais três peças no nosso xadrez para completar o jogo:

Começando o jogo

Temos, agora, 7 peças para jogar nosso jogo de interpretar Janot.

A Peça 1 indica que o vazamento reiterado de notícias obedece a uma estratégia eminentemente política.

A Peça 2 mostra que essa política de vazamentos é endossada pelos procuradores que participam da Lava Jato.

A Peça 5 sustenta que Janot tem pleno domínio sobre as práticas dos procuradores da Lava Jato. Sendo assim, ele não pode interferir nas investigações, mas poderia disciplinar os vazamentos, especialmente quando ficou nítido seu caráter político.

Em outras palavras, se Janot quisesse, um mero gesto de sua parte interromperia esses abusos. Como nada faz, é evidente que é cúmplice dessa política.

Mas falta saber a razão.

A Peça 6 – que versa sobre o democratismo no MPF – poderia ser uma explicação.  Como a Lava Jato conferiu um prestígio inédito ao MPF, Janot teria receio de se insurgir contra seus eleitores. A corporação dos procuradores é maciçamente anti-PT e anti-Lula. É só conferir as manifestações nas redes sociais e as diversas representações de procuradores em torno de factoides plantados pela mídia.

Entregando Lula às feras, Janot satisfaria a sede de sangue da oposição – e do seu eleitorado -, mas se preservaria para defender os direitos constitucionais de Dilma, na presidência da República.

É uma hipótese, mas que fica prejudicada pelas lances seguintes.

De acordo com a Peça 4,  Aécio Neves é o principal beneficiário do jogo do impeachment, agora ou em 2018.

Aí o quadro fica mais comlplicado para o lado de Janot.

Há pelo menos três medidas de Janot que blindaram Aécio:

1.    Não ter transformado em denúncia ao STF a delação de Alberto Yousseff, de que Aécio era um dos beneficiários do esquema de Furnas.

Em lugar de Aécio, alvo de denúncias meticulosas, denunciou o ex-governador Antônio Anastasia, em cima de uma denúncia imprecisa. Quem conhece a política mineira sabe que Anastasia é uma figura política impoluta e insuspeita. Seu envolvimento pareceu muito mais uma maneira de Janot dar satisfações à opinião pública por ter livrado Aécio, sem submeter o PSDB ao risco de se descobrir algo contra Anastasia.

Nao foi Sergio Moro e a Lava Jato que blindaram Aecio: foi Janot. A aceitação da denúncia teria permitido à Lava Jato entrar mais cedo no setor elétrico.  

Depois disso, a PF insistiu em continuar no pé de Anastasia e Janot empenhou-se – como a nenhum outro suspeito – em derrubar o processo.

2.    Ter mantido na gaveta do PGR denúncia do Ministério Público Federal do Rio de Janeiro, sobre uma conta em Liechtenstein, de titularidade de uma offshore das Bahamas, tendo como proprietários familiares de Aécio, a famosa Operação Norbert, que resultou na condenação do ex-corregedor do Tribunal de Justiça do Rio de Janeiro, Carpena do Amorim.

Dois dos três procuradores autores da denúncia hoje em dia fazem parte do estado maior de Janot. No jantar de posse da Dilma, troquei algumas palavras com Janot e cobrei-lhe o prosseguimento dessa ação. No início, dizia não se lembrar. Depois, se lembrou e disse que daria um parecer até abril – de 2015, ou 9 meses atrás.

Em todo caso, o GGN recorreu a Lei de Acesso à Informação para saber o destino da denúncia.

3.    Ter endossado a posição dos procuradores de restringir as delações aos malfeitos do PT e da base aliada.

Faltam peças no jogo para entender essa sua posição de blindar Aécio.

A maneira quase íntima com que se dirigiu a Aécio em sua ida ao Senado – “como dizem lá no nosso estado, senador” – causou estranheza. Pode ser um tique mineiro.

Outra possibilidade seria uma estratégia política, de não pretender abrir duas frentes de desgaste, com o PT e contra o PSDB. Especialmente para não atrapalhar as relações com o maior aliado do MPF, a velha mídia. E sem a mídia, a Lava Jato morre na primeira instância.

Explica, mas não justifica, como se diz lá em Minas, conterrâneo.

Não se afasta a possibilidade do que se poderia denominar de “a lei da menor porrada”. Mostre o máximo de atrevimento possível contra quem não impõe nenhum risco de retaliação, para se poupar de ousar contra quem oferece risco.

Investir contra o governo de Dilma e Cardozo não exige nenhuma prova de coragem. Caso mirasse sua espingarda em Aécio, levaria tiros do PSDB, da mídia e da própria presidente e de seu Ministro da Justiça, que não perderiam a oportunidade de proclamar seu republicanismo.

E, por óbvio, não se pode afastar a hipótese de que esteja, de fato, articulado com o grupo de Aécio.

Permanece a incógnita da Peça 7, que alimentaria a visão conspiratória de que Janot poderia estar aliado a Dilma e Cardozo visando ajudar a enterrar a herança Lula, para dar lugar à era Dilma, tendo como bandeira a defesa intransigente da ética. Nessa versão, o crescimento da campanha do impeachment teria sido fruto da perda momentânea de controle. Nâo endosso a versão, mas tem a utilidade de trazer uma explicação para a manutenção de Cardozo no Ministério.

Lá atrás, a maneira como o MPF e a PF invadiram o escritório da presidência em São Paulo, teve como único objetivo escancarar as relações pessoais de Lula com a secretária Rosemary.

A prova do pudim de Janot

A prova do pudim será a segunda delação envolvendo Aécio com Furnas – agora, da parte de Fernando Baiano. E não se trata de vendetta ou coisa do gênero. Investigando Aécio se dará à Lava Jato sua verdadeira dimensão republicana: a de investir contra os vícios do modelo político como um todo, sem intocáveis, e não de se valer da luta contra a corrupção escolhendo lado.

E aqui vai uma historinha mineira para Janot, o conterrâneo de Aécio. 

Em 2004, houve a inauguração do PCH (Pequena Central Hidrelétrica) Padre Carlos, em Poços de Caldas. Compareceram o presidente Lula, a Ministra das Minas e Energia Dilma Rousseff e o governador de Minas Aécio Neves.

Aécio era uma alegria só. No palanque, até brincou de coçar a barriga do Lula, segundo me contaram testemunhas. Achei um certo exagero, mas pesquisando nos arquivos da Folha, conferi  que o repórter mencionou os “afagos” de Aécio a Lula (http://bit.ly/20U31Au). Chamou Dilma de “conterrânea” e saudou os inúmeros mineiros que participavam do Ministério de Lula.

Por sua vez, Lula lembrou os passeios de charrete, quando foi a Poços pela primeira vez em lua-de-mel. E elogiou as PCHs, lembrando que o país tem mais de 1.500 pequenas hidrelétricas desativadas, que poderiam ser reativadas.

Vendo o entusiasmo de Lula, o PT da cidade tentou emplacar um diretor em Furnas. Escolheu um conterrâneo, técnico, apolítico, dono de vasta reputação no setor, e apresentou o nome a Lula, como sugestão para a Diretoria de Operações.

A informação que receberam é que não daria. A Diretoria de Operações já estava prometida a Aécio Neves, e seria entregue a Dimas Toledo.

A delação dos executivos da Andrade Gutierrez é o caminho. Segundo a Lava Jato, a delação visará identificar a corrupção no setor elétrico. 

Dependendo de como Dimas, Furnas, a troca de ações entre Cemig e Andrade Gutierrez serão tratados, será possível colocar no nosso jogo a peça final sobre o conterrâneo Rodrigo Janot. E será possível, finalmente, saber qual escaninho a história reservará para Janot: se a casa dos conspiradores discretos, se dos que se assustaram com a besta ou se dos que resistiram à barbárie.

A herança da Lava Jato ao país

A vida política nacional não termina este ano, nem com as eleições de 2018. Virão outras eleições e outras lideranças. E as novas lideranças já estão nascendo nos movimentos na rua, na ação dos secundaristas, nos passes livres da rede. E sob o signo do ódio que o Ministério Público Federal, a Polícia Federal e os grupos de mídia estão plantando na opinião pública, nessa busca desatinada de destruição de Lula.

A campanha não visa apenas apurar suspeitas contra Lula: trabalha diuturna e sistematicamente para enterrar o mito Lula.

Não será surpresa se um dos indicadores de sucesso acompanhado por procuradores e delegados não forem as pesquisas de opinião, analisando em que nível se encontra a destruição da imagem de Lula.

E, no entanto, em que pese todos os pecados do PT e de Lula, o lulismo - como ideologia - foi abraçado por defensores de direitos humanos, de políticas sociais universais, das políticas de cotas, os militantes do SUS e da educação e um amplo espectro de eleitores reunidos em torno de princípios da socialdemocracia e dos direitos sociais, temas que jamais frequentaram a pauta dos principais líderes da oposição. Em caso de destruição de Lula, a herança de ódio se voltará contra o MPF e contra a biografia de Janot.

É só conferir quais os aliados que a Lava Jato procura para atiçar novamente a bandeira do impeachment: é a besta, a multidão disposta a voltar às ruas tangidas pelo ódio e o preconceito, os filhotes de Bolsonaro, os playboys do Leblon, os grupos de mídia que se colocaram contra as políticas sociais, a FIESP de Paulo Skaf, a LIDE de João Dória. Esses são  os aliados preferenciais da Lava Jato e de Aécio. Janot tem a mais leve ilusão que manterá o espaço do MPF em uma quadra política dominado por essa coalizão ?

Hoje em dia, internacionalmente, o mito Lula é colocado no mesmo nível de outros grandes pacificadores que ajudaram a construir a civilização no século 20, como Ghandi, Mandela, Roosevelt.

Quando Obama chamou Lula de “o cara”, foi por ter conseguido o que ele, Obama, não conseguiu na política norte-americana: incluir pessoas, superando o profundo grau de intolerância criado nesses tempos de globalização, redes sociais e grupos de mídia desvairados. Com Lula, os pobres, os movimentos sociais, os sindicatos, entenderam que seria possível crescer econômica e politicamente seguindo as regras do jogo democrático e não apelando para a radicalização. Tornou-se um símbolo mundial da paz.

É essa noção de pax que está sendo varrida do mapa político brasileiro, sob os olhares acomodatícios de pessoas como Janot. É esse símbolo que está sendo pisoteado diariamente por procuradores e delegados incapazes de entender sequer a dimensão do personagem na história do século 20.

A história há de cobrar seu preço. E cobrança não será do procurador malicioso que fantasia-se de roupa a caráter para receber seu prêmio das Organizações Globo, e vocifera que existe um pacto das elites do outro lado do balcão. É um pequeno, cuja história se perderá nas dobras do tempo.

A cobrança virá sobre aqueles personagens que, podendo deter a barbárie, fugiram de seus compromissos.

No momento, Janot é a esperança do Brasil, mas não no sentido dado pelos manifestantes que foram aplaudi-lo em sua casa. Mas agindo de acordo com os valores que norteiam o que se pensava ser o pensamento majoritário do MPF, contra a barbárie.

 

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171 comentários

Comentários

Espaço Colaborativo de Comentários

imagem de Marcello MES
Marcello MES

Raciocínio lógico e a Lava Jato.

Belíssimo artigo, Nassif.

Para corroborar com sua análise, gostaria de propor a construção empírica da atuação da Lava Jato.

__________

Vamos partir do pressuposto (lembre-se, é um cenário hipotético) que o Dr. Sergio Moro e a divisão do MP e PF estejam de fato preocupados em limpar o Brasil de um modus operandi secular intrínseco a praticamente todas as democracias ocidentais, o financiamento privado de campanhas.

 

Mas antes, precisamos concordar que a maioria das democracias ocidentais possuem os mesmos problemas:

 

1-     Grande influência do dinheiro privado em campanhas eleitorais cada vez mais caras. Que por sua vez, da peso diferente para cidadãos teoricamente iguais. Ou seja, os interesses de quem da mais dinheiro, tem prioridade. Como o mercado bem sabe, não existe almoço grátis.

 

2- Isso leva a distorções graves em qualquer democracia. De fato, vivemos (não só nós)  em uma Plutocracia, ou a ditadura do dinheiro. Não existe contra argumentação para essa fato. Não ha casos em que grupos de interesses bilionários doam dinheiro em troca de nada. Em nenhum lugar do mundo isso acontece. Como podemos ver através da candidatura de Bernie Sanders, é um problema global.

 

3- A justificativa para doações privadas de campanha é que empresas e grupos privados podem avaliar que tal candidatura será mais favorável a seus interesses, através de politica econômica ou plano de governo, e por isso seria válido investirem em quem lhes dará melhor retorno. De qualquer forma, a justificativa não procede, pois os interesses de conglomerados e bilionários não são os mesmos do cidadão. De fato são muitas vezes conflitantes. Democracia é 1 pessoa = 1 voto. Se esse conceito for convertido em dinheiro, não é mais democracia.

 

4- A verdade é que os mesmo grupos investem em várias candidaturas. O único motivo para isso acontecer é a obtenção de facilidades e terem seus interesses contemplados.

 

5- No entanto, essa é a pratica corrente e aceita no mundo, e assim sendo é encarada como normal em democracias consolidadas e seculares, como nos EUA. Lá, os candidatos competem doações de maneira aberta, o lobby é regulamentado, foram criados os Super PACs (Grupos de interesses que recebem doações de diversos setores e repassam para os candidatos, para não passarem diretamente). Cada candidato busca os grupos de interesses que darão suporte a seus planos de governo, e os próprios candidatos propõem medidas e elaboram planos que beneficiarão certo setores, tentando unir o necessário com quem pode contribuir para sua campanha. Goste ou não é o que temos de melhor no mundo hoje.

 

6- Na lógica do financiamento privado do sistema politico, tal pratica é normal e lógica. Se uma campanha vencedora custa 500 milhões de reais, quem quer ganhar terá que ir atrás de quem pode bancar. Tentando contemplar o maior número de interesses possíveis (ou não, vide o mercado financeiro).

 

7- Apesar de não ser regulamentado, no Brasil a lógica é a MESMA. O problema é que possuímos uma população totalmente alheia ao processo, e quem deveria esclarecer, não o faz, tratando o assunto de maneira hipócrita. Todo candidato competitivo tem que agregar diversos interesses para se viabilizar. O velho PT tentou ganhar na base de doações individuais. Quando viu que não ia acontecer, surgiu a Carta aos Brasileiros. Esse foi o ticket do PT para entrar  na realpolitik. Se por um lado rompeu com o idealismo utópico, de base e contra o sistema, por outro se habilitou a participar efetivamente do processo politico e abriu portas para realizar algumas  transformações de impacto na sociedade. Certo ou errado, cabe a seus integrantes e ao eleitorado decidir.

 

8-  No Brasil temos dois grupos de interesses que não são conflitantes entre si, e até interagem, pois o dinheiro graúdo não possui bandeira e nem ideologia. No entanto, formaram-se dois grupos que capitaneiam o país: 1- O Mercado Financeiro + Petroleira estrangeiras (PSDB) e 2- Construtoras e seus negócios (Óleo e gás, Construção, Defesa, Naval, etc…). Obviamente o mercado financeiro também contribui para o PT e as construtoras para o PSDB.  Mas podemos dividir assim por afinidades e proximidade.

 

Tendo tudo isso em mente, e partindo do pressuposto das boas intenções da força tarefa da Lava Jato, o que acontece quando os investigadores se deparam com provas e conexões que comprovam tal funcionamento do sistema politico? Eles e todos os envolvidos obviamente possuem provas, muitas delas já públicas, que esse é o modus operandi de TODOS e que SEMPRE foi assim. Como sustentar que esse esquema (que não é esquema, é o normal, queira ou não) foi uma confabulação do Lula e do Dirceu para “saquear o país e se perpetuar no poder” se é assim que funciona para a oposição, e para o mundo todo? O que acontece quando delatores e as provas demonstram que o PT chegou a herdar os esquemas do governo anterior, como o Marcos Valério, e somente deu continuidade?

 

A força tarefa e as idéias de Moro, através de suas dissertações acadêmicas, respondem essa questão. Sua estratégia é mirar em apenas um dos atores para reduzir o atrito de suas ações e usar a mídia, que é inimiga politica do governo. Alguns podem falar, “melhor pegar um do que ninguém”. Mas imagine as distorções decorrentes de tal pensamento: “Quero começar a combater a corrupção, mas como os interesses são muito fortes, vou começar pelo mais fraco, ou o que gera menos atrito”. O que acontece então com os interesses que geram mais atrito, ou seja, os mais fortes? A lógica é simples: Vai abrir terreno para sua atuação solitária.

 

Conhecendo por dentro como funciona o sistema, o que explica a simpatia de muitos membros da força tarefa pelo candidato da oposição? Cegos não são. E porque atacar unicamente o grupo econômico de sustentação do governo? Novamente, a lógica é simples: Essa operação foi desencadeada como um ataque direto à fonte de recursos de seu oponente politico.

É necessário separar bem o que é superfaturado e desvio (corrupção), e o que é relação com grupos econômicos que sustentam projetos políticos (questionável, mas legal e prática comum na democracia ocidental). Se o propósito da Lava Jato for realmente combater a corrupção, a única solução possível é pegar todo mundo ou construir um pacto com a oposição para construir novas regras a partir de agora, mesmo que para isso Lula desista de sua candidatura em 2018. Se a segunda opção não for viável politicamente (para isso precisamos de homens e politica de estatura, o que não temos hoje), acredito que a única estratégia do governo, da base aliada, e seus grupos é EXIGIR e TRABALHAR PARA incluir todos os podres da oposição, diuturnamente, através dos meios legais corretos, mobilizando todas as influencias possíveis no judiciário (o que foi feito pela oposição na Lava Jato), e adotar retórica pró-ativa no combate a corrupção, elucidando como funciona, e sua proposta do que deveria ser, levando a cabo o "doa a quem doer" da Dilma. A única maneira de virar esse jogo é jogar luz sobre a hipocrisia e desmascarar o confabulador da desordem, duas vezes citado por delatores, e com farta prova de sua atuação. Quando entrar no baile, o que eles vão fazer? A lógica é simples.

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Moro e PF recohecem que Lula não é o proprietário do sítio.

Foi um erro primário, mas no afã de condenação a qualquer custo, o Juiz Moro e a PF passam recibo de que Lula não é o proprietário do sítio de Atibaia.

No despacho que autorizou abertura de inquérito em relação ao sitio de Atibaia, o Juiz Moro fundou seu embasamento legal pela suposta prática de CRIME DE PECULATO - art. 312 do CP.

Ora, ainda que se possa discutir que na época Lula, como ex-presidente era agente político e não funcionário público, função essa nuclear do tipo penal (funcionário público) para ser agente principal do crime de peculato, deixemos essa discussão de lado, pois existem jurisprudências que equiparam as duas situações. Mas é inafastável a questão da POSSE DE BENS PARTICULARES.

Bem, se para o Lula como "funcionário público" ter cometido o crime de peculato em relação ao sítio de Atibaia, ele NÃO PODE SER PROPRIETÁRIO, mas teria que ser POSSEIRO DO SÍTÍCIO, ocorre que, sendo conhecidos os proprietários do referido sítio, a primeira hipótese, para o caso, é perguntar aos proprietários (que são notóriamente conhecidos) se eles noticiaram ESBULHO ou TURBAÇÃO da posse de sua propriedade, ou, no mínimo, se querem noticiar. Sem essa ação dos proprietários não há como imputar a Lula sequer o indício de ser POSSEIRO do sítio para se abrir um inquérito nesse sentido.

No máximo o que aconteceu foi o Juiz Moro e a PF reconhecer que não conseguiram sequer indícios de que Lula seja o proprietário real do imóvel, por isso tentar lhe imputar a possível condição de POSSEIRO do imóvel para tentar encaixar à FÓRCEPS o crime de peculato sobre ele. Por mim o tiro saiu pela culatra e eles deram certificado de que Lula não é o proprietário do imóvel e, ainda, pelo que já expus, não caberia inquérito por suposto crime de peculato, no caso, sem notícia de esbulho ou turbação por parte dos proprietários.

OBSERVAÇÃO: quando os jornais começaram a falar de "benfeitorias" feitas pela Dona Marisa (benfeitorias em direito, são um dos sinais de posse), como plantar uma hortinha, eu pensei "será que vão querer dizer que Lula é posseiro do sítio e, se sim, com qual intenção". Não é que eu estava certo em minhas indagações....

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Seu voto: Nenhum (10 votos)

"E ainda que tivesse o dom de profecia, e conhecesse todos os mistérios e toda a ciência, e ainda que tivesse toda a fé, de maneira tal que transportasse os montes, e não tivesse amor, nada seria" 1 Coríntios 13:2

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Mary Rose

Democratismo é pseudodemocracia

Em princípio, cargos políticos estratégicos e/ou de confiança têm que ser designados por quem representa o poder popular, ou seja, por quem ocupa cargos eletivos.  Ao ABRIR MÃO dessa faculdade, os eleitos do Partido dos Trabalhadores sucumbiram ao "democratismo", uma falsa noção de democracia que inverte os papéis e dá às corporações de funcionários do Estado (PF, Receita, juízes, MPF, etc.) uma autonomia e um poder ilegítimo para interferir diretamente nos rumos políticos do País.

Foi assim que os governantes do Partido dos Trabalhadores jogaram pela janela o poder que o povo lhes conferiu pelo voto. Entregou às corporações e o resultado não poderia ser diferente do caos que vemos hoje.

Seu voto: Nenhum (8 votos)
imagem de Luiza
Luiza

É que o povo todo caiu prá dentro, Nassif. Covardia.

Agora vai...rs  É isso mesmo, Nassif. O raciocínio por trás da lava jato é estratégia militar na veia. Desde 2013 nada do que foi é o que aparenta ser. O troço foi bem planejado e o pessoal da Inteligencia, como sempre, fez o dever de casa..rs, mas nada muito requintado, nao,  porque brasileiro é um povo simples, despolitizado e o país sempre foi muito permissivo, uma casa-da-mãe-Joana prá dizer o mínimo.... A execuçao da "coisa" começou muito antes da lava jato e antes mesmo do MPL de 2013, porque esse tipo de operaçao que envolve as ruas, teoricamente o povo, requer um trabalho de campo que demanda um certo um tempo e talento para selecionar os "soldadinhos"[o idota-útil que aceita ser "soldado" e o idiota-útil que vai enganado para as ruas influenciado pelo "soldado" recrutado]. Nessa fase tem de tudo: infiltraçao, cooptaçao e, claro, o emprego sistematico da "arte  da desinformaçao" e que está aí até hoje em pleno vaporrr fazendo as suas vítimas. Sobre o assunto "desinformaçao", para quem se interessar, o Nassif até publicou um artigo neste último fim de semana[do DefesaNet  - Desinformçao- Me engana que eu gosto - http://jornalggn.com.br/noticia/desinformacao-a-arma-de-guerra-mais-poderosa-por-walter-felix], que inclusive eu já conhecia desde ano 2000, mas que o autor deu uma repaginada e atualizou incluindo algumas poucas informaçoes a mais. Chamo atençao dos comentaristas que se interessarem em ler esse artigo para que deem uma atençao muito especial ao coneúdo do vigésimo parágrafo e um nome citado nele[procurem no google por esse nome e "reflexoes sobre o Terror"- acho que o link que virá é o da página de acesso livre do linkedin] leiam porque vai ajudá-los a compreender e decifrar o quanto a desinformaçao aplicada à engenharia social pode corromper mentes e coraçoes através de distorçoes e mentiras. É muito válida esta recomendaçao do WF "...distinguir a informação da desinformação exige testar os dados, submetê-los à tortura, para chegar à verdade possível, valendo-se de observação direta, entrevistas e... sorte." Nesse sentido, peço que analisem com atençao o texto inteiro[reflexões sobre o Terror] e desejo boa sorte a todos! 

Voltando....Acho que já ficou bem claro para todos que o alvo, o objetivo sempre foi o Lula, a figura forte do maior líder político dos últimos tempos, figura forte no inconsciente coletivo e nos coraçoes da maioria do povo brasileiro além de inconteste projeçao de destaque internacional o que, aliás, é exatamente esta condiçao pessoal/especial dele[Lula] o único ingrediente que justifica um certo grau de complexidade na operaçao toda. O resto é de menor valor e segue uma trivial receita de bolo. 

Mas o conceito de "alvo" obedece uma lógica subordinada ao objetivo do momento. Durante o 1° tempo do jogo[lisso em meados de 2013] o alvo era Dilma á custa da desestabilizaçao social para atingir o seu governo. Aí virira a eleiçao e o 2° tempo do jogo ia prosseguir normalmente contra o alvo principal: Lula. PAUSA AGORA - EIS A ZEBRA[para quem quiser saber em detalhes, aconselho a leitura - http://www.cic.unb.br/~rezende/trabs/desculpas.html]. Como em toda operaçao reveses podem acontecer e de fato aconteceu: a reeleiçao da Dilma - e sse fato fez a "thurma" ter que repensar estratégia porque o cenário mudou. Nao dava mais para trabalhar com 1 alvo de cada vez[como o previsto], agora teria de ser com 2 alvos juntos e ao mesmo tempo e com finalinades diferentes dirigidas a cada um deles : contra Dilma para cerca-lá e derruba-la;  contra Lula para destruir a sua reputaçao visando aniquilar a sua liderança junto ao povo. Os alvos secundários eram as figuras menores do partido e os empresários estratégicos envolvidos com a infraestrutura do país e fora dele. Eles sempre estiveram no "pacote" e nao escapariam porque uma das estratégias era a a substituiçao deles no mercado interno e externo por seus pares estrangeiros. Isso ia acontecer.

Os personagens da operaçao, refiro-me a operaçao em sentido amplo e nao a parte dela que é conhecida como lava jato, sao todos osque já desfilaram e os que estao estao aí desempenhndo as funçoes: em 2013 foi a vez dos blackblocs[incluo aí a lider Sininhoo], as manifestaçoes com seus líderes prá lá de estranhos[o kataguri, o grandalhao do MBL, os revoltadinhos online e outros tantos], a oposiçao, a imprensa, os procuradores, os delegados, presid da oab, juízes, alguns ministros, juristas,fhc, ex-ministros, ex-políticos,,, etcs e etcs. Como tudo segue hierarquia, aqui também nao fica dífícil hierarquizar a importancia que cada um teve e tem no troço. É um exército por demais eclético,nao acham?

Mas por que Lula? Para mim, nao tem nada a ver com o ano de 2018. É aqui e agora !! A minha tese é de que o desmonte do Estado[perda de soberania, total dominaçao economica, social, BC independente, invasao de mutinacionais no setor de infraestrutura, privatizaçao do restante do patrimonio público, em especial do pre-sal etcs mais ] que era desfecho certo com a eleiçao do aécioporto "melou" e deixou o povo com a cueca na mão! e, agora, aquilo que estava/ e ainda está na "agenda global" para acontecer no Brasil nao admite, sob nenhuma hipótese, a interferencia da oposiçao de um líder da altura e importancia que um cara como o Lula tem no país, por isso a destruiçao da sua liderança é tao crucial..

Recordar é viver: Por que fhc, que nao tem nehum cargo de gestao no governo, esteve reunido com os investidores globais fundamentais, via o maior Banco do mundo - o JPMorgan, antes do resultado do 2° turno da eleiçao de 2014? Encontrei essa informaçao num artigo do jornalista Pepe Escobar que dava a notícia da reeleiçao da Dilma - TRECHO DO ARTIGO [o artigo original é em ingles, mas eu acessei o artigo no google, via "traduzir esta página". Este é o link[ https://translate.google.com.br/translate?hl=pt-BR&sl=en&u=https://www.rt.com/op-edge/199592-rousseff-neves-brazil-democracy-elections/&prev=search].  "Com Neves, futuro ministro da Fazenda do Brasil teria sido Arminio Fraga, um operador liso, que, entre outras coisas, correu fundos de alto risco em mercados emergentes para George Soros e também é um ex-presidente do Banco Central do Brasil. Algumas de suas travessuras são detalhados em mais dinheiro do que Deus: Hedge Funds ea fabricação de uma nova elite, por Sebastian Mallaby. Fraga teria sido o homem ponto[chave?] de um governo de inspiração Soros.

Fraga é o proverbial Wall Street predador. Com ele no Ministério das Finanças, pense JP Morgan controlar a política macroeconômica do Brasil. A estrada, de facto, já foi [melhor traduçao- já tinha sido] pavimentado pela eminência do PSDB, o ex-presidente Fernando Henrique Cardoso, que se reuniu com investidores globais fundamentais - via JP Morgan - em Nova York no mês passado." OU SEJA, se a publicaçao é do dia 27/10/2014, entao significa que FHC esteve com esses "investidores globais funadamentais" em setembro, portanto antes do resultado da eleiçao, certo? Por que voces acham que ele, justo ele que nem ligado ao governo é, estaria se reunindo com investidores globais via JP Morgan? Nao sejam inocentes, por favor!! Pausa para pensar.....

Lula é um obstáulo para tudo o que se pretende fazer[desmosnte do Estado e entrega de patrimonio público], simples assim..

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[aí entra a mída, as "autoridades"  e os "soldadinhos" rasos teve de tudo: infiltraçao, cooptaçao etc..vindo a concretizar-se no que ficou conhecido como MPL. Trabalho em campo foi intensivo. exemplo típico de ato preparatório para os que sucederiam depois. 

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Augusto Contreiras

        Belíssimo artigo.

        Belíssimo artigo. Profundo e revelador, priincipalmente pelas hipóteses levantadas. Realmente, o procurador-geral é uma incógnita.

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Nassif, imagine que se queira jogar este jogo

de xadrez com as peças descritas por você. Imagine também que o objetivo do jogo seja tirar o governo das cordas e dar uma virada na situação, permitindo que o governo Dilma recupere sua capacidade de governar.  Dilma não pode cair porque é a rainha-rei do jogo.  Sua queda é cheque-mate.   Janot não pode cair porque a rainha não tem o poder para isto, não depende dela. Ela precisaria mobilizar outras peças que a ajudariam a enquadrar ou  trocar o PGR.  A única peça que sobra para se movimentar é Cardozo.  Isto ela pode fazer facimente, e dependendo de quem ela colocar no lugar ela poderá construir muitas e variadas jogadas, capazes de dar outro rumo no jogo. Cardozo não somente é a única peça que pode ser trocada como é o único que o PT, e os petistas,  tem grandes chances de conseguir mudar caso façam pressão sobre Dilma. Assim como se conseguiu mudar o ministro da fazenda, pode-se mudar o ministro da justiça. 

Para mim este é o único lance que falta dar, para sair das cordas.  A pergunta que vem é: Quem colocar no lugar? Ninguém do circuito do PT parece provável.  Eles respeitam demais as fantasias de republicanismo. Há de ser alguém capaz de jogar um jogo pesado.  Um amador não teria chance.  Perfis que penso são adequandos neste momento são; Requião, Jobin, Ciro Gomes....

Trocar Cardoso significa enquadrar a Polícia Federal, e neste momento é muito provável que teremos uma resistência feroz de seus membros, talvez até mesmo se sublevando na forma de uma greve geral.  O novo ministro teria que estar disposto a solicitar a ajuda da Força Nacional para conter esta possível rebelião. Ficar esperando que as coisas mudem, que os golpistas sejam derrotados,  para seguir com o barco é ilusão.  Caso nada se faça, os golpistas continuarão fustigando até 2018 e não haverá força capaz de evitar que eles voltem ao poder.

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O xadrez da Lava Jato e a incógnita Janot

A Lava Jato a mim só trouxe uma única certeza, o poder judiciário é o mais corrupto do país.  Jamais esse país será passado a limpo com agentes da lei corrompidos e desviados de suas atribuições republicanas e constitucionais. A falta de respeito com que os procuradores, policiais federais e juízes tratam o povo desse país, mantendo essa relação promíscua com a mídia, não tem precedentes... Sinto uma vergonha imensa da inJustiça do meu país. O Poder Judiciário  precisa de uma profunda reforma. 

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CONCORDO.

Classifiquei o seu comentário  como excelente.

Estou em campanha pelo  voto consciente ao parlamento.

Todas essas distorções decorre de seguidas reeleições de congressistas absolutamente alheios aos problemas da nação.

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Luiz OP

MUITO BOM ARTIGO. QUEM PRESSIONARÁ JANOT?

Caro Nassif, muito bom artigo. Aproveito para perguntar: quem pressionará o procurador Janot por JUSTIÇA?

Não seria o caso - aliás, não está passando da hora - de movimentos sociais, CUT, blogueiros progressistas, intelectuais etc criarem um movimento forte para cobrarem do mesmo COERÊNCIA e JUSTIÇA, investigando todos os lados?

Se a resposta de Janot depende desse tipo de pressão, segundo seu artigo, então ela precisa que ser feita. Está ficando desagradável essa história de perseguição e punição apenas a petistas.  A INJUSTIÇA é um sinal péssimo para o povo brasileiro. Incentiva corruptos a irem para partidos que não sejam o PT, para se safarem.

Sou a favor de punir indistintamente, mas o que estamos vendo é MUITO INJUSTO. Está realmente nos cansando. E dando péssimo exemplo ao Brasil.

Exemplifiquemos com o caso de Aécio: por muito menos do que se revelou sobre ele na Operação Lavajato, pessoas do PT, principalmente, têm sido presas e humilhadas. E aí, como é que fica? Essa história da Lista de Furnas é nebulosa, tem que ser investigada direito sim. 

 

 

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Fernanda Freitas

Parabéns Nassif, mais um

Parabéns Nassif, mais um excelente artigo. Infelizmente além da crise econômica não dar desconto ainda temos essa crise política.

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Sebastião Souza

O jogo de Xadrez da Lava Jato

Meus parabéns Nassif, admirável sua narrativa, sua honestidade intelectual, a defesa da legalidade sem puxasaquismo, sem partidarismo. Ela me levou a 1917, me trouxe de volta a 1954 e foi parar em 1964. Em 1917 fica a pergunta, como seria a história se os proletários da época tivessem ficado calados e, hoje como seria contada a história da Russia. Em 1954, o que teria sido da história do Brasil se nossa elite, burra arcaica, gananciosa não tivesse levado Getúlio ao suicídio e, mais uma vez em 1964, ano do Golpe, como seria nossa história se Jango tivesse resistido, o que teria acontecido se alguém tivesse calado Lacerda, já com o poder da imprensa, canalha, covarde, golpista, traidora e marginal. Chego aos dias atuais, pensando, o que será do Brasil, como será contada nossa história daqui 20, 30, 40, 50 anos.. Dizem que todos os acontecimentos tem 3 versões, uma é a do lado A a outra do lado B e, no fim a verdade, mas não, são 4 versões, ainda tem a da história, e essa poderá ser contadas do jeito que cada um quizer, cada um estabelece a sua verdade, no Brasil as verdades absolutas são construídas, difundidas e guardadas pelas Organizações Globo, Estadão, Folha e Abril. Ou alguém faz o que Lenin, Trotsck fizeram, ou alguém faz os que os traidores de Getúlio e Jango não fizeram, ou daqui anos e anos, nossos filhos, netos e bisnetos idolatrarão herois mortos, nada muito diferente de Getúlio, Jango e Juscelino, todos condenados, desmoralizados, linchados moralmente, pelos mesmos, Globo, Veja, Estadão e Folha, agora com a ajuda de uma Justiça, juizes e, policia, todos partidarios.

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jose adailton v ribeiro

Decifra-me

A grande esfinge da operação Lava Jato é Marcelo Odebrecht. Fora isto nada do que acontecer terá especificidade extraordinária.

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Até parece que JUSTIÇA PODE

Até parece que JUSTIÇA PODE TUDO!

A Justiça tem que ser ANTES DE TUDO E SOBRETUDO - JUSTIÇA!

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"As notícias do PIG são cheias de: vírus, malwares, worms e spywares - você tem que ter muito cuidado para NÃO SER CONTAMINADO!"

"Os dois mais importantes dias em sua vida são o dia em que você nasceu e o dia em que você descobrir o porquê... - M

Revisor-chefe do GGN-NASSIF ainda no livre-arbítrio do carnaval

"O xadrez da Lava Jato e a incógnita Janot"

ERRAMOS, por favor, queiram ler:

O xadrez da Lava Jato e a rainha Janot

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"Não há segredo que o tempo não revele, Jean Racine - Britânico (1669)" - citação na abertura do livro Legado de Cinzas: Uma História da Cia, de Tim Weiner. 

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Antonino Bargas

Nao foi Sergio Moro e a Lava

Nao foi Sergio Moro e a Lava Jato que blindaram Aecio: foi Janot. A aceitação da denúncia teria permitido à Lava Jato entrar mais cedo no setor elétrico.

Quem diria, finalmente caiu a ficha. Nem que quisesse de fato o juiz paranaense teria poder algum para blindar Aécio ou qualquer congressista do PSDB, justamente porque não tem poder algum para denunciá-los. Tardou, mas pelo menos agora reconhece-se o fato óbvio. Esperar desculpas ao juiz a essa altura do campeonato talvez seja um pouco demais, mas antes tarde do que nunca para admitir o erro e repará-lo com a verdade.

E aproveitando o lapso de bom senso, também está na hora de parar de culpar a Polícia Federal também por ter "deixado escapar" os donos do helicóptero de cocaína, quando ela fez justamente o contrário: fez o flagrante e prendeu todos que estavam no local. Quem mandou soltá-los depois foi a Justiça estadual e quem se recusou a processar os donos do helicóptero foram os procuradores estaduais e o próprio PGR na ocasião, pois um dos Perrela tinha foro privilegiado.

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A diferença do Gurgel para o

A diferença do Gurgel para o Janot, é que o JANOT TEM PUDOR!

Politicamente são oposição, o que explica NENHUMA MENÇÃO AO AÉCIO E OPOSIÇÃO!

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"As notícias do PIG são cheias de: vírus, malwares, worms e spywares - você tem que ter muito cuidado para NÃO SER CONTAMINADO!"

"Os dois mais importantes dias em sua vida são o dia em que você nasceu e o dia em que você descobrir o porquê... - M

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Guilherme S calzilli

Por que tanto esforço para incriminar Lula?

Po r que tanto esforço para incriminar Lula? A resposta simplificada: porque é, desde já, o candidato mais forte na eleição de 2018. Seus governos são imbatíveis comparativamente. Não há estatística do período 2003-2010 que perca para outra similar no recorte histórico disponível. Isso ocorre tanto para os índices abrangentes da macroeconomia quanto para minúcias setorizadas e regionais, passando pelo acesso a bens de consumo, à cultura, à educação, à cidadania. E, acima de tudo, pela redução da desigualdade. O lulismo é, de longe, a maior força isolada no cenário político nacional, exatamente porque não exige simpatia programática pelo PT. O voto antipetista se divide, à esquerda e à direita, em afinidades partidárias e pessoais amiúde incompatíveis no jogo de alianças. O lulismo agrega filiações diversas. Nenhuma liderança chegará à próxima disputa com a vantagem inicial de Lula. É bobagem omitir esse fato nas análises conjunturais, pois ele se manifesta em dados precisos e aferíveis. Ignorá-los não revela prudência ou isenção do observador, mas uma tendência infantil para o auto-engano. É atitude típica dos comentaristas de direita, que sempre subestimaram as chances do PT nas eleições presidenciais e sempre erraram. Mas existem grupos no campo oposicionista que não se satisfazem com narrativas confortáveis. Eles aprenderam a respeitar a dimensão político-eleitoral de Lula e vêm lutando arduamente para tirá-lo do páreo. Não se trata mais de abalar sua imagem pública. O fracasso eleitoreiro do julgamento do “mensalão” mostrou que o prestígio de Lula sobrevive mesmo sob implacável campanha negativa. A própria estratégia golpista refluiu, entre outros motivos, por causa da incerteza quanto aos efeitos negativos sobre o ex-presidente. A questão, portanto, é impedir a candidatura de Lula, suspendendo seus direitos políticos no TSE ou no STF, sob os convenientes auspícios da Ficha Limpa. Matar o projeto no estado embrionário, com o torniquete inapelável da legalidade.                                                                                                            Eis o motivo da afoiteza com que procuradores e juízes tratam as “suspeitas” contra Lula e sua família. A rapidez garante que um eventual processo transcorra, ou pelo menos seja iniciado, antes que a Lava Jato se desmoralize de vez. E assim chegamos a uma resposta mais abrangente para a questão do título: a ofensiva contra Lula ocorre porque o Judiciário brasileiro se transformou num mecanismo capaz de atropelar a democracia para satisfazer interesses político-partidários. http://www.guilhermescalzilli.blogspot.com.br/

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PGR

Nassif,

Apenas mais um comentário à sua brilhante análise do contexto político atual, que aprisiona o país, na teia da corporação judicialesca midiáticogolpista. Esta corporação está se transformando num grande cartel, com tentáculos municipais, estaduais e federal, com fim em si mesmo, para si e além de si.

Ao rasgarem o protocolo de princípios republicanos no exercício das funções de investigar e julgar, dilaceram a Constituição, sobretudo nas violações aos direitos do cidadão.

Mesmo sem qualquer pretensão, ou contribuição relevante ao debate não posso me omitir em manifestar minha preocupação com os caminhos que vem sendo traçados e seguidos, por este grande cartel. O monopólio da "verdade", as prisões inquisitoriais, independentes de provas materiais, a tendenciosa seletividade de fatos tendo como objetivo "sanar" os males da corrupção, apenas, de um partido político, deixando os de sua preferência praticarem como sempre, o que bem quizerem.

É como o sinhozinho que aplaude as travessuras de seu herdeiro, mesmo quando este estupra e abusa de suas mucamas. É um comportamento herdado de nosso autoritarismo visceral, contido em nosso DNA, mas que aflora nos coxinhas, nos mauricinhos, naqueles criados para subir a qualquer preço, no alpinismo social e econômico mais escandaloso e superficial.

O cartel judicialesco midiopigal, já conseguiu tirar o PT das colunas sociais e, colocá-lo junto com sua maior expressão, nas colunas policiais. É certo que nas colunas do PIG, mas pra todos os efeitos e, para a população mais desavisada, é coluna policial.

O cartel judicialesco, abre amplo espaço ao oportunismo golpista dos demotucanos deixando as instituicões num estado de letargia contemplativa, a assistir de camarote o cerco raivoso, ao maior líder popular que este país já conheceu.

Faço este desabafo, também, por questões pessoais, por ser a mais der 13 anos, vítima de uma demanda forjada por uma multinacional - Louis Dreyfus Commodities Brasil S.A. Demanda esta que denuncio nesses longos 13 anos, sem qualquer apuração.

Recentemente, denunciei  à PGR que desde fev/2015, à um ano recebeu minha denúncia, sem nada investigar. Ao contrário, fui vítima de um parcer do Subprocurador-Geral Antonio Bigonha, que de posse de minhas denúncias - de simulação de dívida, defraudação de penhor, desvio de dinheiro do Tesouro nacional, lavagem de dinheiro, etc... - preferiu ignonorá-las e avalizar a fraude denunciada, protegendo assim a Louis Dreyfus Commodities Brasil S.A, de ser investigada e proibida de tomar recursos públicos.

Vejam a matéria no GGN de Luiz de Queiroz: 

 

http://jornalggn.com.br/noticia/como-as-grandes-bancas-deturparam-o-credito-rural

 

 

 

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Wall

CADE MEU COMENTÁRIO

Pensei que fosse um espaço democrático.
Cade meu comentário?
Como não concordei com o texto não foi divulgado.

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Eduardo Gonçalves

brilhante análise política

Parabéns Nassif, conseguiu se superar!

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Alguém aí não teria um drone...

Só pra tirar umas fotos dos sítios de Aecio e FHC e cia.
apenas para efeito de comparação. ..

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A desgraça daqueles que não gostam da "arte maldita" da política, é ser governado por aqueles que gostam......

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Dilma Coelho

O xadrez da Lava Jato e a incógnita Janot

O porque da cara de paisagem do janot:  - O senador Fernando Collor (PTB-AL) sobe à tribuna e faz um discurso demolidor contra o procurador-geral da República Rodrigo Janot, acusando-o de acobertar os crimes cometidos pelo irmão dele, Rogério Janot Monteiro de Barros, estelionatário internacional, procurado em todo o mundo pela Interpol.
Depois, desceu a detalhes, dizendo que o procurador-geral usou uma casa em Angra dos Reis, no Condomínio Praia do Engenho, Km 110, da Rodovia Rio-Santos, para esconder outro estelionatário, sócio do irmão dele, acrescentando que Janot alugava o imóvel a ele sem contrato, para sonegar Imposto de Renda.
- Foi um festival de denúncias. Collor disse que o irmão Rogério Janot fez fortuna por um período no Brasil vendendo equipamentos de informática com “notas frias” para uma grande empreiteira mineira (Mendes Júnior) que está envolvida na Operação Lava-Jato, com dirigentes já presos.
Depois de acusar o procurador-geral até de dar uma “carteirada” para reduzir o valor de uma conta hospitalar do irmão Rogério, Collor disse também que Janot há anos presta serviços ilegais para o escritório do ex-procurador-geral Aristides Junqueira.
- “É verdade que, mesmo impedido de advogar, o senhor – claro, sem nada assinar – obtém lucros auxiliando a banca do Dr. Aristides Junqueira? Sr. Janot, isto é moralmente aceitável? - É legítimo? É ético, Sr. Janot? Não constitui crime um procurador-geral da República advogar paralelamente?”, perguntou Collor, indagando também se Janot teria coragem de ser acareado publicamente com algumas testemunhas desses fatos.
UM SILÊNCIO MORTAL...

Tudo indica que essas afirmações sejam verdadeiras, o sr. janot nunca as desmentiu e fica com essa cara de paisagem. Como funcionário público, que recebe uma nota nababesca, poderia ao menos cumprir seu papel. Será que existe outras histórias que desconhecemos? Horrivel é lembrar dele cumprimentando a Dilma, como se fosse o cara mais confiável...
Está dificil para a Dilma e o Lula, cada porta que eles abrem tem um traíra. Alguém (???) precisa dar um chega pra lá nesse moro também, mandar os dois para a conchinchina. Não é justo usarem nossos impostos nessas criaturas... só estão merecendo o cartão vermelho...

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Fulvia

Collor fez o papel que cabia

Collor fez o papel que cabia a ABIN fazer e não faz.   Pergunta de um milhão de dolares:  Que é o governo D. Russev?  E o que ele representa?  Segundo Ciro Gomes ela é uma ingênua, bem intencionada.  Pergunta que não quer calar:  Existe lugar para ingênuos ou ingenuidade na política?

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Manoel Teixeira

Janot não é nenhuma incógnita

 

 Janot está cumprindo seu papel para a destruição do PT.

A única incógnita é a Presidente Dilma. Ela não interfere, está sem poder. Ela foi deixando de usá-lo até não ter mais nenhuma sombra dele

Se ela não assumir o governo, o PT acaba ainda este ano.

 

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Um texto muito bom

Um texto muito bom, mas no que tange as pataquadas de Dilma e seu ministro acéfalo bate um desânimo sem fim....Barbosa, Dilma.....as péssimas escolhas de Lula.

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Thal Caló

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angela neves

O que eu sinto Nassif, e um

O que eu sinto Nassif, e um cansaço enorme de tudo isso, briguei tanto, para deixar um país melhor para os filhos.

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Jotage

Cardozo e a PF

"Quanto a Cardozo, não tem a menor vocação para tomar decisões".

É brilhante a concatenação de idéias e fatos através da visão do Nassif.

Discordo quanto à análise feita sobre o papel de Cardozo. Ele tem cara de parvo, toma atitudes de um néscio, mas acredito que seja teatro. Ele freia a Dilma neste jogo.

Com suas atitudes ele está inviabilizando o PT.

Mas, quem está atrás de Cardozo, pois o mesmo com certeza não tem nenhuma pretensão eleitoral. Eu pelo menos não conheço nenhum petista que votaria nele.

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marcio gaúcho

QUEM ESTÁ POR TRÁS DE CARDOSO?

É a Maçonaria, meu caro Jotage! A Maçonaria...

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Carlos Hums

Lula é contra tudo que a

Lula é contra tudo que a mídia e o capital vadio é a favor, portanto, é óbvio que ele seria perseguido. Lembremos que o judiciário, os membros do MP e da PF, são, em sua maioria, leitores e assinantes da Veja e afins, e, pior, acreditam nela. Aliás, se orgulham em aparecer na capa. O fato é que a esquerda e os progressistas desde sempre perdem no campo da comunicação. 

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Discordo, respeitosamente, de

Discordo, respeitosamente, de Nassif. A simples investigação do enrolado e enfurnado senador tucano não legitima (republicaniza) as ilegalidades e excessos das fases anteriores desse atentado ao Estado de direito que se tornou a lava à jato.

Dado os benefícios e legalização do dinheiro sujo dos delatores o nome não foi por acaso. Em verdade, é escandaloso o quanto de abusos dessa operação são perpetrados propositamente. Mas, quando os malfeitores transgridem, não podemos versar essencialmente contra sua moral, isso não os atinge, é de sua natureza. A responsabilidade por coibi-los e punir é daqueles que prezam a lei e a ordem e, nesse sentido vemos um STF acuado, um STJ macomunado, uma imprensa parceira e um governo inepto.

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Passivos Ruminantes na Procissão da Santa Hipocrisia

Impressiona como isso tudo é pacificamente aceito, poucos contestam com rigor e persistência (deputados do PT entregam documentos denunciando Aécio ao PGR e passivamente nada fazem para incomodar ao menos a cara de paisagem do procurador, que sequer emite mísera palavra sobre a denúncia feita), poucos se rebelam, ninguém protesta para valer contra esse escancarado e cínico estado de coisas, atentatório ao direito e a democracia, como se nada de mais estivesse acontecendo ou nem de longe afetassem as nossas vidas.

Inadmissível, para um país que se quer civilizado, uma sociedade bovina como essa, que torna-o meio "Chapadão do Bugre", meio "O Alienista", enquanto nós, ruminantemente, dizemos amém, arrastando-se em círculos e transversais, à espera do abate ou fadiga do material.  

Nossa democracia emerge da procissão da Santa Hipocrisia do atraso herdeiro, posta em pleno altar armado em barquinho de metal, enfeitado por hortaliças, a navegar em águas imundas e, quem diria, acabar no Guarujá. 

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Noctivago

Minha colher

Nassif, põe brilhante nesta explicação toda. Porque ela, elaborada, é mesmo brilhante. Fico no prosaico, após ( e sempre ) ler o Mestre do Cosme Velho. Somos uma nação de incultos, antes de qualquer deliberação. O brilhantismo das ideias e construção do artigo a isto reforça... Duas prosaicas razões: a fidelidade de Janot àquele 'minerim' dá-se, inacreditável, apenas porque os dois são maçons. Meio à crendice das mais inculta e impudica possíveis: a dos 'notáveis morais' . Respeito quem assim nem consiga pensar diferente - nisto piamente acreditaria. Apenas lembro o valor de ter que obedecer, inconteste, mesmo a despeito da razão, tratando-se de 'irmão' e suas dificuldades. A liberdade ficou de fato na soleira da loja. De fora. Outro senão é não a falta de talento de Dilma para ser uma expressão política. Mínima. Não se trata disto. Trata-se de golpear e fazer agonizar as esquerdas, seu discurso e o talento da transformação pelo pensamento, em saída civilizatória; lesionar por décadas, por gerações. Como respeitabilidade, de opção político-eleitoral. Isto acima, o efeito desta 'ausência politica' nem pode ser alegado - muito menos ouvido - como razoável. Mesmo pela menor das inapetências políticas...mesmo pelo capricho de quem aconteceu ter sido conduzida sem a disputa de um único voto anterior.

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Edna Baker

Janot e Aécio são maçõns?Tá

Janot e Aécio são maçõns?Tá explicado.

 

 

 

 

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O Brasil é um país bárbaro e

O Brasil é um país bárbaro e antropofágico. A cada vez que um governo ameaça elevar o país a outro patamar civilizatório surgem monstros pantagruélicos e o comem. Foi assim com Getúlio em 54 e com Jango em 64. Agora estamos destruindo uma figura referencial do país.

Os presidentes petistas e o Partido dos Trabalhadores ingenuamente acreditaram que havíamos evoluido e que monstros com tal força já haviam se auto devorado e se propuseram a trabalhar de forma republicana. Foram devorados pelos  monstros por eles alimentados. Foi assim com a imprensa tratada a tripa forra com verbas públicas, com juizes indicados de forma republicana para o Supremo e agora com a liberdade que gerou a ditadura da PGR. 

É culpa dos governos petistas o que ocorre no país? Não, é destino histórico, é característica do país. Nada explica  o abuso desses pequenos ditadores (as) que brotam de todos os cantos. Ou melhor, se explica pela falta de cultura, de ética, de responsabilidade social, de patriotismo. E de muito preconceito social.

Como pôde um juiz negro (não por ser negro mas por ter sofrido o preconceito e a perseguição que em algum momento da vida todos os negros sofrem) agir com tanto barbarismo e autoritarismo com um grupo político, enquanto inocentava um banqueiro, em troca da fama momentanea? O Janot, quando foi a Washington entregar documentos da empresa estatal  Petrobrás para os americanos e receber informes da Cia para  mandar prender o almirante que conduzia o nosso programa nuclear, será que pensou em visitar o memorial de Thomas Jefferson? E o memorial de George Washington será que foi conhecer? Como pode um juiz independente da Suprema Corte como Facchin produzir um calhamaço de 200 páginas  para justificar um rito de impeachment produzido por um calhorda apenas para agradar a imprensa e se esquecendo do  país? Será que esses janotas membros do Judiciáiro que exibem roupas compradas em Miami(ou apartamentos) tem noção que são apenas office boys de políticas traçadas por think thanks como o Instituto Millenium? E por sua vez os membros do Instituto Millenum são aqueles que tiram o sapato para serem revistados lá fora. Lesam a pátria enquanto a sugam.

Oswald de Andrade ironizou em sua obra a submissão das elites brasileiras aos interesses extrangeiros. Propôs  o movimento antropofágico para que engulíssemos o que vinha de fora, misturássemos com o que comíamos aqui e vomitássemos um novo Brasil. 

Não foi isso o que aconteceu: nossas elites pantagruélicas só comem, comem e comem. Não vomitam nada porque lhes falta estatura moral, respeito humano e espírito patriótico para permitir que aqueles que realmente fazem o país possam se alimentar dos restos de sua voracidade.

 

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Vera Lucia Venturini

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Roberto Ferreira da Costa

Boi de piranha!

Luis Nassif,

 

Gostei muito do seu artigo, mas sobre a relativa inércia de LULA e de DILMA ante o bombardeio midiático contra LULA, fico imaginando que outras estratégias dissimuladas podem estar por trás deste aparente masoquismo. Fico imaginando se seria possível que LULA jamais tenha pretendido concorrer à Presidência em 2018, mas sim apoiar para o cargo algum outro candidato de sua preferência, seja do PT, como Fernando Haddad ou Alexandre Pailha, seja de partidos aliados, como Roberto Requião ou Ciro Gomes.

LULA sabe que tem como que "cristalizados" cerca de 25% do eleitorado, que votaria nele ou em quem ele indicasse, independentemente da campanha difamatória midiático/jurídica, de modo que cabe a seu candidato a presidente amealhar tão somente 25% + 1 dos votos válidos.  

Lógico que LULA, neste caso, insinuando pretender se candidatar em 2018, atrairia para si toda a carga da mídia de direita, que se por um lado nenhum efeito tem sobre seu eleitorado fiel, por outro poupa de ataques seu real candidato, que estaria relativamente livre para expor seu programa, costurar alianças, etc., sem a perseguição midiática que se esperaria caso não houvesse o "risco LULA" pairando no ar.

Se LULA quisesse realmente se manter a salvo da matilha de procuradores midiáticos, juízes de primeira instância venais, etc., bastaria pleitear um ministério a DILMA (ou uma secretaria com status ministerial), quando então estaria salvaguardado de atos de abuso de poder, pela mais criteriosa proteção do STF. Mas ao invés disso, prefere abrir a camisa e estufar o peito ante a iminência do fuzilamento, como que deliberadamente buscando atrair atenção.

Como jabuti não sobe em árvores, caso lá exista um, alguém o colocou lá. Como o jogo político é violento e aético, todos que nele militam desenvolvem apurado instinto de preservação, e se mascarar de alvo para a artilharia inimiga é totalmente contrário ao instinto natural. Então, devemos desconfiar  do que evidente demais.

LULA poderia muito bem, caso efetivamente pretendesse se candidatar em 2018, negar veementemente até a undécima hora, até que a mídia tivesse certeza, mas preferiu se adiantar, o que não condiz com sua experiência política.

Por tudo isso, LULA está sendo apenas "boi-de-piranha", uma mera distração enquanto o principal do comboio é preservado, para alcançar melhores posições.

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veranis

Assisti ao vídeo de Lula

Assisti ao vídeo de Lula sobre o 36º aniversário do PT e ele estava profundamente triste. Acredito que ele está sendo envolvido, talvez até pela Dilma, que tem passado  mais tranquila ultimamente, enquanto massacram o Lula. No momento

ela é a maior beneficiária desse massacre. Não creio que a Dilma continue no PT após 2018 e muito menos amiga do seu criador. 

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Me lembrou o Brasil de hoje...

Sempre haverá o álibi de um dispositivo legal para justificar e ocultar a perseguição.

Ontem assisti o excelente filme Trumbo (2015), escritor e roteiristas perseguido, preso e incluido na lista negra na época macartista de Hollywod. Excelente filme!

http://www.imdb.com/title/tt3203606/?ref_=fn_al_tt_1

Foi condenado a prisão, junto a outros 9 colegas de profissão numa atitude totalmente arbitrária do Congresso e da Justiça americanos, no auge da campanha macartista, insuflata pela midia e por setores conservadoes da sociedade.

PS: John Wayne e Gegory Peck fascistas, quem diria...

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Assisti um documentário

Assisti um documentário fabuloso sobre Danton Trumbo. Estou doidinha para assistiresse filme.

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Vera Lucia Venturini

Eu gostei

Assista Vera, vale a pena.

E, como disse antes, tem a ver com o que estamos passando.

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Marcello MES

Raciocínio lógico e a Lava Jato.

Belíssimo artigo, Nassif.

Para corroborar com sua análise, gostaria de propor a construção empírica da atuação da Lava Jato.

__________

Vamos partir do pressuposto (lembre-se, é um cenário hipotético) que o Dr. Sergio Moro e a divisão do MP e PF estejam de fato preocupados em limpar o Brasil de um modus operandi secular intrínseco a praticamente todas as democracias ocidentais, o financiamento privado de campanhas.

 

Mas antes, precisamos concordar que a maioria das democracias ocidentais possuem os mesmos problemas:

 

1-     Grande influência do dinheiro privado em campanhas eleitorais cada vez mais caras. Que por sua vez, da peso diferente para cidadãos teoricamente iguais. Ou seja, os interesses de quem da mais dinheiro, tem prioridade. Como o mercado bem sabe, não existe almoço grátis.

 

2- Isso leva a distorções graves em qualquer democracia. De fato, vivemos (não só nós)  em uma Plutocracia, ou a ditadura do dinheiro. Não existe contra argumentação para essa fato. Não ha casos em que grupos de interesses bilionários doam dinheiro em troca de nada. Em nenhum lugar do mundo isso acontece. Como podemos ver através da candidatura de Bernie Sanders, é um problema global.

 

3- A justificativa para doações privadas de campanha é que empresas e grupos privados podem avaliar que tal candidatura será mais favorável a seus interesses, através de politica econômica ou plano de governo, e por isso seria válido investirem em quem lhes dará melhor retorno. De qualquer forma, a justificativa não procede, pois os interesses de conglomerados e bilionários não são os mesmos do cidadão. De fato são muitas vezes conflitantes. Democracia é 1 pessoa = 1 voto. Se esse conceito for convertido em dinheiro, não é mais democracia.

 

4- A verdade é que os mesmo grupos investem em várias candidaturas. O único motivo para isso acontecer é a obtenção de facilidades e terem seus interesses contemplados.

 

5- No entanto, essa é a pratica corrente e aceita no mundo, e assim sendo é encarada como normal em democracias consolidadas e seculares, como nos EUA. Lá, os candidatos competem doações de maneira aberta, o lobby é regulamentado, foram criados os Super PACs (Grupos de interesses que recebem doações de diversos setores e repassam para os candidatos, para não passarem diretamente). Cada candidato busca os grupos de interesses que darão suporte a seus planos de governo, e os próprios candidatos propõem medidas e elaboram planos que beneficiarão certo setores, tentando unir o necessário com quem pode contribuir para sua campanha. Goste ou não é o que temos de melhor no mundo hoje.

 

6- Na lógica do financiamento privado do sistema politico, tal pratica é normal e lógica. Se uma campanha vencedora custa 500 milhões de reais, quem quer ganhar terá que ir atrás de quem pode bancar. Tentando contemplar o maior número de interesses possíveis (ou não, vide o mercado financeiro).

 

7- Apesar de não ser regulamentado, no Brasil a lógica é a MESMA. O problema é que possuímos uma população totalmente alheia ao processo, e quem deveria esclarecer, não o faz, tratando o assunto de maneira hipócrita. Todo candidato competitivo tem que agregar diversos interesses para se viabilizar. O velho PT tentou ganhar na base de doações individuais. Quando viu que não ia acontecer, surgiu a Carta aos Brasileiros. Esse foi o ticket do PT para entrar  na realpolitik. Se por um lado rompeu com o idealismo utópico, de base e contra o sistema, por outro se habilitou a participar efetivamente do processo politico e abriu portas para realizar algumas  transformações de impacto na sociedade. Certo ou errado, cabe a seus integrantes e ao eleitorado decidir.

 

8-  No Brasil temos dois grupos de interesses que não são conflitantes entre si, e até interagem, pois o dinheiro graúdo não possui bandeira e nem ideologia. No entanto, formaram-se dois grupos que capitaneiam o país: 1- O Mercado Financeiro + Petroleira estrangeiras (PSDB) e 2- Construtoras e seus negócios (Óleo e gás, Construção, Defesa, Naval, etc…). Obviamente o mercado financeiro também contribui para o PT e as construtoras para o PSDB.  Mas podemos dividir assim por afinidades e proximidade.

 

Tendo tudo isso em mente, e partindo do pressuposto das boas intenções da força tarefa da Lava Jato, o que acontece quando os investigadores se deparam com provas e conexões que comprovam tal funcionamento do sistema politico? Eles e todos os envolvidos obviamente possuem provas, muitas delas já públicas, que esse é o modus operandi de TODOS e que SEMPRE foi assim. Como sustentar que esse esquema (que não é esquema, é o normal, queira ou não) foi uma confabulação do Lula e do Dirceu para “saquear o país e se perpetuar no poder” se é assim que funciona para a oposição, e para o mundo todo? O que acontece quando delatores e as provas demonstram que o PT chegou a herdar os esquemas do governo anterior, como o Marcos Valério, e somente deu continuidade?

 

A força tarefa e as idéias de Moro, através de suas dissertações acadêmicas, respondem essa questão. Sua estratégia é mirar em apenas um dos atores para reduzir o atrito de suas ações e usar a mídia, que é inimiga politica do governo. Alguns podem falar, “melhor pegar um do que ninguém”. Mas imagine as distorções decorrentes de tal pensamento: “Quero começar a combater a corrupção, mas como os interesses são muito fortes, vou começar pelo mais fraco, ou o que gera menos atrito”. O que acontece então com os interesses que geram mais atrito, ou seja, os mais fortes? A lógica é simples: Vai abrir terreno para sua atuação solitária.

 

Conhecendo por dentro como funciona o sistema, o que explica a simpatia de muitos membros da força tarefa pelo candidato da oposição? Cegos não são. E porque atacar unicamente o grupo econômico de sustentação do governo? Novamente, a lógica é simples: Essa operação foi desencadeada como um ataque direto à fonte de recursos de seu oponente politico.

É necessário separar bem o que é superfaturado e desvio (corrupção), e o que é relação com grupos econômicos que sustentam projetos políticos (questionável, mas legal e prática comum na democracia ocidental). Se o propósito da Lava Jato for realmente combater a corrupção, a única solução possível é pegar todo mundo ou construir um pacto com a oposição para construir novas regras a partir de agora, mesmo que para isso Lula desista de sua candidatura em 2018. Se a segunda opção não for viável politicamente (para isso precisamos de homens e politica de estatura, o que não temos hoje), acredito que a única estratégia do governo, da base aliada, e seus grupos é EXIGIR e TRABALHAR PARA incluir todos os podres da oposição, diuturnamente, através dos meios legais corretos, mobilizando todas as influencias possíveis no judiciário (o que foi feito pela oposição na Lava Jato), e adotar retórica pró-ativa no combate a corrupção, elucidando como funciona, e sua proposta do que deveria ser, levando a cabo o "doa a quem doer" da Dilma. A única maneira de virar esse jogo é jogar luz sobre a hipocrisia e desmascarar o confabulador da desordem, duas vezes citado por delatores, e com farta prova de sua atuação. Quando entrar no baile, o que eles vão fazer? A lógica é simples.

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Peças de um puzzel

Por que sera que Gilmar Mendes - ele, sempre ele !- comentou em alta voz, na festa da Ministra Katia Abreu, segundo nos foi relatado em toda imprensa, que "Lula chegou em Congonhas, apos o acidente com o avião da Tam, bêbado."

Por que Gilmar Mendes, que atropelou e fez pressão para se colocar um fim à Operação Satiagraha, inventou a historia do grampo no STF, em compahia "honrosa" de Demostones Torres; mentiu sobre Lula e o julgamento do mensalão, no escritorio de Nelson Jobim e tem atuado, para além da ética e da condição de juiz do Supremo Federal, em favor do PSDB. Sempre que pode; critica, mente ou inventa algo sobre Lula?

Rodrigo Janot tem agido de acordo com aquilo que sempre vimos nos Procuradores. Mudou a Procuradoria apenas na forma, no conteudo, continua valendo a velha republica.

Aécio Neves não sera investigado por nada de errado que tenha feito. Por nenhuma denuncia de corrupção, lavagem de dinheiro e até trafico, que pesam sob ele. O fim que deram ao trafico de cocaina com o helicoptero da familia Perella é estarrecedora para uma democracia. Temos ai uma fabula de La Fontaine. Moral: não mexam comigo nem com os meus.

O Ministro da Justiça, senhor José Eduardo Cardozo, parece-me, dentre todos os atores politicos desse jogo, o mais sutil, o mais dubio. A operação da PF no escritorio da ex-secretaria de Lula é auto-reveladora. A época, José Eduardo se disse surpreso com a operação. Alguém, além da presidente Dilma, tera acreditado?

O Ministro da Justiça ou é participe de tudo que vem ocorrendo ou não tem condições intelectuais para o cargo que ocupa.

 

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Volto ao personagem Gilmar Mendes

Chama atenção a persistência com a qual Gilmar se aplica a desmoralizar Lula e o PT. Não lembro de ter visto Lula "bêbado" em Congonhas. Cansado, sim. Mas lembro de ver Aécio Neves em varias oportunidades, balançando sobre suas pernas e falando arrastado. E alguns colunistas de jornais, ja contaram as grosserias que o senador andou aprontando com socialites por ai. Mas parace que isso não incomoda nem um pouco a Gilmar Mendes. Mas se Lula ""parece"" que bebeu, ai, sim, é escandaloso, inadmissivel.

Para além do preconceito de classe e a ideologia, Gilmar Mendes tenta sob todas as formas ridicularizar e diminuir o ex-presidente Lula. E faz isso porque Lula é muito maior que Fernando Henrique Carodoso, seu mentor, e que si mesmo.

Mais uma coisa. Nunca entendi esse sentimento de pertencimento a uma elite que parece sobejar em Gilmar Mendes. Ele vem de uma familia simples e modesta, como muitos brasileiros, la do interior de MT. Uma cidade onde a violência e pobreza sempre grassaram, ainda que sua familia e correligionarios tenham administrado o lugar por muito tempo, sob suspeitas de corrupção eleitoral e assassinatos de oposantes.

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Daniel Alencar

Brilhante

Nassif, como sempre, brilhante! Como servidor do MPF assino embaixo das suas sábias palavras.

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altamiro souza

como foi dito no artigo, o

como foi dito no artigo, o bombardeio é diuturno....

no jornal hoje, da globo, aparece o procudador da lava-jato, o dallagonol,

elogiando a transparencia internaciona por classificar o tal escandalo

da petrobrás  como o segundo  maior de muitos ocorridos em cem países,

como é  carnaval  jogaram de combinação....

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ed zen cantador

chamaram de AI-5 a meddia do

chamaram de AI-5 a meddia do moro de ontem terça-feira gorda...

tem a ver.

1; quando o governo militar percebeu que o mundo todo vivia momentos

de abertura e de fantática repercussão de beatles e companhia, etc e tal,

acompanhada internamnete com o apogeu do tropicalismo

e dos festivais de música que arrebatavam o país,

resolveram editar o ai-5, cancelar tudo,,cassar a esquerda...

2) tem, a ver tb porque nessa época do AI5 o golpe foi tão duro,

que fechava qualquer perspectiva de saída....

aí alguns setores partiram para  a luta armada.... 

esse sempre foi o temor dos grupos que sempre acompanharam

lula porque sempre havia um extremista que queria partir pra porrada...

agora, se cassarem civilmente lula, quero saber quem

conseguirá estabilizar o país socialmente....

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JÁ NÃO RESTA NINGUÉM PARA PROTESTAR.

Esse é o "insuspeito" poder judiciário, que mais parece ser fruto do poder colonial, guardião dos valores, da moral, das leis e da democracia republicana (?), que, infelizmente, continua vigorando neste Brasil desde 1500.

Ai de quem se dispuser e atrever-se a, realmente, conquistar o poder! Ocupar o governo? Até pode; mas... conquistar o poder (midiático, econômico, político e social) é uma heresia abominável que a casa-grande não  admite e não aceita. Afinal, casa-grande e senzala são, não apenas uma lembrança na história do país; continuam sendo uma realidade na divisão de classes da sociedade brasileira.

Que a sociedade brasileira continue a protestar contra toda e qualquer forma de abuso de poder.

Vale lembrar, aqui, Martin Niemoller – pastor luterano alemão (1892-1984):

 Primeiro, os nazistas vieram buscar os comunistas, mas, como eu não era comunista, eu me calei.

  Depois, vieram buscar os judeus, mas, como eu não era judeu, eu não protestei.

  Então, vieram buscar os sindicalistas, mas, como eu não era sindicalista, eu me calei.

 Então, eles vieram buscar os católicos e, como eu era protestante, eu me calei.

 Então, quando vieram me buscar... Já não restava ninguém para protestar.

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JÁ NÃO RESTA NINGUÉM PARA PROTESTAR.

Esse é o "insuspeito" poder judiciário, que mais parece ser fruto do poder colonial, guardião dos valores, da moral, das leis e da democracia republicana (?), que, infelizmente, continua vigorando neste Brasil desde 1500.

Ai de quem se dispuser e atrever-se a, realmente, conquistar o poder! Ocupar o governo? Até pode; mas... conquistar o poder (midiático, econômico, político e social) é uma heresia abominável que a casa-grande não  admite e não aceita. Afinal, casa-grande e senzala são, não apenas uma lembrança na história do país; continuam sendo uma realidade na divisão de classes da sociedade brasileira.

Que a sociedade brasileira continue a protestar contra toda e qualquer forma de abuso de poder.

Vale lembrar, aqui, Martin Niemoller – pastor luterano alemão (1892-1984):

 Primeiro, os nazistas vieram buscar os comunistas, mas, como eu não era comunista, eu me calei.

  Depois, vieram buscar os judeus, mas, como eu não era judeu, eu não protestei.

  Então, vieram buscar os sindicalistas, mas, como eu não era sindicalista, eu me calei.

 Então, eles vieram buscar os católicos e, como eu era protestante, eu me calei.

 Então, quando vieram me buscar... Já não restava ninguém para protestar.

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Josete Soares Medeiros

Lula

Nassif, acho que teremos que ir pras ruas para ajudar o Presidente Lula.

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j.marcelo

CADÊ MEUS

CADÊ MEUS COMENTÁRIOS????

ELES TÊM EXCELENTES OPINIÕES!!!!

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Experimente escrever em

Experimente escrever em minúsculas, deixando as maiúsculas para o início das frases e dos nomes próprios. Garanto que as opiniões de seus comentários ficarão mais excelentes ainda.

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j.marcelo

Certo Nassif,mas sempre

Certo Nassif,mas sempre postei aqui assim, é meu estilo adotado!!

Entendo que vcs têm dificuldades técnicas com comentários assim,

Uma demanda que ñ é minha e sim de vcs,gosto daqui e vou procurar me adaptar

AFINAL VC É O CHEFE NÉ!(escreví esse final só para me despedir deste estilo)

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Boa Nassif!

Boa Nassif!

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Não tenho a mínima esperança

Não tenho a mínima esperança na figura de Rodrigo Janot.

Ao não oferecer denúncia contra Aécio Neves por conta das deleções contra ele na Lava Jato, mostrou sua parcialidade.

O contraditório, que seria importante para contrabalancear esse clima de macartismo tupiniquim, foi anulado por completo.

O Brasil está paralisado desde as famosas "jornadas" de junho de 2013, e ao que parece não tem data para voltar.

Da minha parte guardarei o nome de todos os irresponsáveis que jogaram o país nesse buraco institucional.

Aécio Neves, Marina, Paulo Skaf, Serra, Carlos Sampaio e todos esses babacas que ajudaram a criar esse clima, receberão a hostilidade eterna como "pagamento" pelo que fizeram ao Brasil. Birrentos Inconsequentes. 

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Edna Baker

Janot e Aécio são irmãos da

Janot e Aécio são irmãos da Maçonaria segundo dizem.

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