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O Xadrez da teoria que produziu 12 milhões de desempregados

Peça 1 –  do plano Joaquim Levy à PEC 241

Em 2015, mal assumiu o segundo governo, a presidente Dilma Rousseff anunciou o plano Joaquim Levy, um enorme aperto fiscal que, segundo ela, ajudaria a tirar o país rapidamente da crise. Em março daquele ano, baseada nos estudos de Levy, Dilma sustentava que o pior da crise já havia passado. Nem havia começado.

Em 2016, Michel Temer e o seu Ministro da Fazenda - e o editorialista da Folha -prometem que, depois da PEC 241 virá o paraíso do crescimento porque, graças aos cortes fiscais, haverá a redução dos juros e a retomada do crescimento.

Sem consumo de governo (por conta da PEC 55), sem consumo das famílias (por conta do desemprego) e sem o impulso das exportações (por conta da apreciação cambial), de onde viria o crescimento? Da fé cega e da faca amolada dos cortes. Será um desastre continuado, fazendo a economia regredir uma década.

No primeiro semestre de 2017 dirão que o pacote não deu certo porque não foi duro o suficiente. Os crentes aceitarão que a culpa foi da sua falta de fé. E toca sacrificar mais empregos, produção e riqueza para seus experimentos.

Peça 2 – a teoria que legitimou os desastres

Em ambos os casos, de Dilma-Levy e Temer-Meirelles, houve a obediência cega a teorias que surgiram nos anos 80 e 90 visando demonstrar a pouca eficácia das políticas fiscais.

Nos anos 90, duas duplas de autores – Giovani-Pagano e Alesina-Perotti – sistematizaram os estudos, querendo provar que aumento dos gastos públicos não tinha nenhum efeito sobre a demanda agregada.  Portanto, a melhor alternativa seria efetuar grandes cortes – com baixo impacto no produto – e, com isso, recuperar a confiança empresarial, despertando o espírito animal do empresário. Tornou-se o cabo de guerra do neoliberalismo.

A teoria estimava os multiplicadores (o cálculo do efeito de cada unidade gasta) para subsídios, gastos sociais, compra de ativos etc., com impacto aparecendo de 3 a 10 meses depois:

·      Benefícios Sociais: 0,8416

·      Ativos Fixos: 0,414

·      Subsídios: 1,5013

·      Gasto de pessoal: 0,6055

Eram esses estudos que lhe davam confiança para afirmar, em março de 2015, que o pior da crise já havia passado. Ou, então, nos anos anteriores, para investir tão pesadamente nos subsídios. Afinal, para cada 1 de subsídios haveria um efeito de 1,5013 no produto, em um prazo de 3 a 10 meses. E com cortes fiscais, haveria impacto mínimo sobre o produto.

Seria como jogar na Loto sabendo os resultados antecipadamente.

E de nada adiantavam os alertas dos que dispõem de conhecimento empírico da realidade econômica, que conseguem prever a rota de desastre de teorias que ignoram a realidade econômica. Serão considerados meros palpiteiros até que, com o desastre consumado, algum economista consolide os erros cometidos em um paper.

Peça 3 – a identificação dos erros na teoria

A Secretaria do Tesouro Nacional (STN) acaba de premiar o trabalho “Política Fiscal e Ciclo Econômico: uma análise baseada em multiplicadores de gastos públicos” – de autoria de Rodrigo Octávio Orais, Fernando de Faria Siqueira e Sergio Wulf Gobetti –, de onde foram tirados os dados acima, apontando um erro crucial nos trabalhos originais de Giovani-Pagano e Alesina-Perotti .

Os autores dos trabalhos iniciais montaram uma metodologia analisando a média histórica dos indicadores. E não se deram conta de que havia variações fundamentais dependendo dos ciclos econômicos: quando a economia está em expansão, o impacto dos cortes fiscais é mínimo; mas com a economia em recessão, o impacto é significativo.

Os brasileiros refizeram, então, as séries, mas separando os resultados da média (levantada de acordo com a metodologia em vigor), e dos multiplicadores com a economia em expansão e em recessão. Abaixo, se tem o raio-x dos desastres econômicos produzidos pelo uso acrítico da teoria.

Multiplicadores

Linear

Expansão

Recessão

Benefícios Sociais

0,8416

0,1536

1,5065

Ativos Fixos

1,0414

0,1623

1,6803

Subsídios

1,5013

4,7338

0,5972

Gasto de Pessoal

0,6055

0

1,3265

 

Dilma havia lido apenas o trabalho anterior. O multiplicador para subsídio era de 1,5013 na média, porque de 4,7338 em períodos de expansão. Na recessão, no entanto, caía para 0,5972. Foi esse o resultado que explicou a falta de impacto dos subsídios no produto em 2013 e 2014.

Com a economia em expansão, há a garantia de demanda que leva o empresário a investir. O subsídio barateia o investimento ou o custo de produção e ele consegue ampliar sua produção. Na recessão, sem garantia de mercado, o empresário aproveitará os subsídios para melhorar sua margem e fazer caixa, não para ampliar os investimentos.

O segundo macro-erro foi no pacote Levy.

Do mesmo modo, na recessão o multiplicador para benefícios sociais é de 1,5065 – expressivo. Para compra de ativos, é mais ainda: 1,6803. Dilma imaginava que para cada unidade de gasto em benefícios sociais, o retorno seria de 0,8417, inferior, portanto ,ao que foi gasto. O mesmo para investimento em ativos fixos. Baseou-se em dados errados.

Repare que, depois de afastada no cargo, nas sessões históricas do Senado, Dilma invocou várias vezes o FMI para sustentar a importância dos gastos públicos. Ou seja, só depois de apeada do poder, tomou conhecimento dos estudos confirmando o que os críticos diziam sobre o desastre do plano Levy. E Henrique Meirelles nem chegou lá ainda.

De fato, segundo os autores do estudo do STN, o FMI estimulou um debate público entre 2011 e 2012 – três a quatro anos antes do desastre do pacote Levy - sobre os rumos da política fiscal nas economias avançadas e em desenvolvimento, em cima dos motes "O que nós pensávamos que sabíamos" e "O que nós aprendemos com a crise".

O estudo do FMI, de autoria de Blanchard, Dell'Ariccia e Mauro (2010) sustenta que "a política fiscal anticíclica é um importante instrumento na conjuntura atual, dada a durabilidade esperada da recessão e o escasso espaço de ação para a política monetária".

As conclusões são diametralmente opostas aos enunciados do período Levy-Dilma e Meirelles-Temer. Concluem que se vive um período extraordinário no qual o gasto público tem efeitos multiplicadores significativos e no qual ajustes fiscais convencionais podem ter efeitos contraproducentes para o próprio objetivo de consolidação fiscal e redução do endividamento (Romer, 2012; De Long e Summers, 2012), segundo dados que constam do trabalho premiado. 

Concluem os autores:

“A  luz  desses  parâmetros,  por  exemplo,  é totalmente inapropriado o corte de investimentos  públicos  realizado  em  2015  e mantido em 2016.  Diante  disso,  constituiu se  um  consenso  no mainstream, principalmente  acadêmico,  de que o foco da política fiscal deveria se concentrar na sustentabilidade do endividamento público e em regras fiscais voltadas a limitar a discricionariedade dos governos, deixando preferencialmente para a política monetária o papel estabilizador da demanda agregada.

O pesado manto ideológico de que se revestiu a teoria econômica impediu qualquer questionamento a essas supostas verdades estabelecidas. A fé cega nesses estudos derrubou a economia sob Dilma, contribuiu para derrubar seu próprio governo, e continuará derrubando a economia sob Temer. Milhões de empregos perdidos, riqueza transformada em pó, dívida pública explodindo, receitas fiscais caindo, tudo com base na fé cega nesses estudos.

Agora, os grandes gurus da ortodoxia – como os economistas Afonso Celso Pastore e Armínio Fraga – já começam a preparar terreno, buscando explicações antecipadas para o fato da economia não se recuperar no próximo ano.

Peça 4 – os abusos do experimentalismo econômico

A economia não é nem ciência exata nem universal. Mais ainda que na medicina, exige o conhecimento teórico, mas associado à sensibilidade para analisar as condições do paciente.

No entanto, há uma ignorância ampla e generalizada do mainstream econômico em relação ao mundo real. Como se o conhecimento da economia real fosse uma extravagância, acientífica, uma forma menor de conhecimento.

Nesse mesmo período, o pacote Levy promoveu um superchoque tarifário e cambial, simultaneamente a problemas internos de seca impactando os alimentos.  Imediatamente explodiu a inflação. Ao choque inicial sucedem-se ondas inflacionárias em diversos setores. A lógica dizia que bastaria os meses do choque saírem da contagem da inflação anual, para os preços irem se acomodando e a inflação refluir.

No entanto, a visão do cabeça de planilha é incapaz de ir além da planilha. Não entende a economia real, os impactos dos choques nas diversas cadeias produtivas, as maneiras como ada setor reage, para poder chegar a uma conclusão sobre a melhor posologia.

Substituem esse amplo desconhecimento pela análise exclusiva dos grandes agregados.

É o caso da economista Mônica de Bolle, analisando a demora da inflação em refluir. Segundo ela, o país estaria entrando na fase da dominância fiscal, na qual os instrumentos monetários e fiscais não produzem mais efeito deflacionário. A única saída seria vender reservas cambiais para montar uma âncora cambial. Não dispensou um parágrafo sequer analisando os impactos da queda de reservas na volatilidade cambial ou ao menos estimando o que aconteceria com a inflação quando o impacto dos choques tarifário e cambial saíssem da contagem anual.

No fim, a inflação está refluindo sem nenhuma atitude heroica.

Pior é a questão das metas inflacionárias, um sistema que drenou para os rentistas a maior parte do orçamento público. Provavelmente, o excedente dos juros pagos no período daria para prover toda a malha ferroviária brasileira e grande parte do sistema de saneamento.

Peça 5 – os limites Constitucionais.

Por todos esses fatores, o ideal seria que a sede de participação do Judiciário o levasse a pensar em limites constitucionais para a política econômica.

Tome-se o caso do Banco Central. Nos Estados Unidos, o FED é obrigado a seguir dois objetivos: controle da inflação e preservação do emprego. No Brasil, apenas o controle da inflação.

Como não tem em suas mãos os instrumentos fiscais, o BC joga todo o peso em juros estratosféricos, que arrebentam com a atividade econômica, sem nenhuma preocupação com os impactos sobre o produto e o emprego.

Para fazer demagogia de baixo risco, a presidente do STF (Supremo Tribunal Federal) Carmen Lúcia afirmou que não é Ministra da Fazenda, para avaliar o impacto de medidas judiciais na economia.

Seria mais consistente se, junto com seus colegas, definissem limites constitucionais ao experimentalismo da política econômica e aos abusos das politicas fiscal e monetária.

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86 comentários

Comentários

Espaço Colaborativo de Comentários

E quando o crédito seca até nos bancos públicos? E as empresas?

"Sem consumo de governo (por conta da PEC 55), sem consumo das famílias (por conta do desemprego) e sem o impulso das exportações (por conta da apreciação cambial), de onde viria o crescimento? Da fé cega e da faca amolada dos cortes. Será um desastre continuado, fazendo a economia regredir uma década."

Nos momentos de crise, recessão econômica, compreende-se que a banca privada se retire do mercado de crédito, seja extremamente seletiva e restritiva. Porém, torna-se trágico e desastroso quando o maior banco público faz o mesmo. O BNDES devolve ao tesouro R$ 100 milhões, e sinaliza que vai priorizar os financiamentos da desestatização. E o BB, que supostamente atenderia a média e pequna empresa, como fica? Desde 01.11, o Banco do Brasil, que já vinha operando de forma análoga aos bancos privados quanto a restrição creditícia, passou a exigir garantia real nas operações com empresas classificadas como risco C, garantia pessoal não mais, operações já concedidas permanecem até a liquidação, novas, somente garntia real. Ora, a esmagadora maioria do segmento MPE está situado no risco C, na prática significa que acabou o crédito. 

Acrescente-se a isso que, em cenários de crise, a Diretoria de Crédito dá uma volta no parafuso dos parâmetros de análises de clientes, fazendo com que aquela pequena empresa que nos últimos anos sempre foi risco B, caia para C no atual cenário, ampliando ainda mais a restrição de crédito sobre o segmento empresarial. 

PROGER - Programa de Geração de Emprego e Renda - A jóia da coroa do BB, linha de crédito exclusiva do BB, com recursos do FAT, destinada a financiar investimentos, prazos de até 6 anos, carência de até 6 meses, juros baixos. O BB era "incentivado, motivado" a oferecer a linha de crédito por causa do baixo risco, visto que 80% do risco banco era coberto pelo FGC - fundo Garantidor de Crédito. Na prática, se uma operação de 100 mil desse chabu, o banco contbilizaria em prejuízo apenas 20 mil, os 80 mil eram empurrados para o FGC. Era. O FGC acabou (não sei quando, mas acabou), e como o Banco do Brasil tornou-se, há muito tempo, adepto da intermediação financeira sem riscos, colocou a linha de crédito no limbo. Acabou-se o "incentivo", acabou a linha. Conheço gerentes de banco que não assinaram uma única operação de Proger nos últimos 24 meses. 

O Proger é uma linha de crédito guarda-chuva, debaixo dela cabe praticamente tudo, atende todos os segmentos empresariais situados na MPE, todos os itens são passíveis de financiamento de longo prazo. Em cenários de crise, fecha-se o crédito, encurtam-se os prazos, elevam-se brutalmente as taxas de juros (risco alto=juros altos) nos bancos privados. Inadmissível que bancos públicos pratiquem o mesmo. 

Com o BNDES fora e o BB também fora, será sim um desastre (ferroviário) continuado. 

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O centro do caos de hoje são Rede Globo, Lava-Jato e Mercado.

Opinião minha.

O que levou a este quadro econômico atual é muito mais amplo do que uma simples escolha de Teoria Econômica/ Estudo intelectual.

Desde 2012 com o Mensalão, passando pelas Jornadas de Junho em 2013 e com a Lava-Jato em 2014 já se preparava o terreno para a derrubada do Governo Dilma de centro-esquerda, para a retomada à-fórceps do neoliberalismo radical no Brasil com ou sem votos.

Bem sabemos que a velha mídia oligopólica capitaneada pela Rede Globo, a oposição de direita apoiada pela velha mídia e o Judiciário capitaneado pelo “tupiquinismo Lavajatense” estão em consonância com as forças do Mercado.

O Brasil caminhava para ser a 5ª economia do mundo em 2013. E, forças externas ao Brasil desenvolvido financiaram a sabotagem (termo usado pelo Mano Brown) interna do País.

O Congresso eleito na esteira da Lava-Jato e a própria Lava-Jato são agentes com o Poder da caneta que nos propiciaram este buraco. Congresso com as pautas-bombas, com o boicote a todas as medidas propostas pelo Governo Dilma em seu segundo mandato, com a preparação do Golpe, já no dia seguinte à Eleição de 2014.

Levy era para ser um “splash and go” e não o pôde ser, sequer uma medida pontual para 1 semestre, nos moldes do que apregoa o Mercado foi aceita, porque na verdade, o Congresso golpista já estava de olho no Impeachment a qualquer custo, mesmo sem crime de responsabilidade.

Dilma tinha um Congresso neoliberal radical, e acreditou que era possível um ajuste fiscal rápido nos moldes neoliberais, para seguirmos a caminhada do desenvolvimento. Vivíamos a menor taxa de desemprego da História. Não foi possível nada. Só enxergaram o Golpe de Estado na frente dos olhos.

Nem a mudança da economia com o Nelson Barbosa surtiria efeitos, nenhuma medida outra, por exemplo, a reintrodução da CPMF, os contratos de leniência podiam ser firmados.

O Congresso Golpista só tinha olhos para o Impeachment.  

Quem não se lembra do ódio estampado nos rostos e deflagrado em cada fala dos deputados e senadores golpistas escudados na Lava-Jato e nos meios de comunicação hegemônicos. Com a força de uma Rede Globo é impossível fugir do cadafalso. E, tudo sem o mínimo diálogo e civilidade. O Brasil pré-Golpe não tinha, continua não tendo, limites éticos e sequer se enxergou um País, um povo e seus problemas estruturais, econômicos e sociais desde o surgimento da Lava-Jato.

Dilma errou em não ser capaz de perceber que a Lava-Jato era a timoneira do Golpe, que Moro era o Capitão do navio que tinha por meta naufragar o Brasil. E, bem sabemos o controle remoto não serve de nada em um País, onde, qualquer TV com mínima audiência pregava e prega a mesma coisa: uma exaltação irrestrita a Lava-Jato e dizia que tudo era um caos em um País que estava se tornando a 5ª economia do mundo, os salários dos trabalhadores cresciam mais que o dobro da média mundial, segundo, a OIT e tínhamos índices de emprego recordes.

O Brasil foi sabotado.

Nenhum Político progressista no lugar de Dilma teria as chances de fazer muito diferente. A sociedade estava, boa parte, ainda está, hipnotizada com a Lava-Jato e o mote do combate “fabricado” da corrupção.

Quem é o centro de toda a crise econômica atual é a Lava-Jato e todos os que a incensaram no Brasil. Toda a Indústria pesada nacional (grandes empreiteiras) + Petrobrás + Indústria Naval + Indústria de Defesa foi sendo destruída aos poucos nesta Operação patrocinada pelo Capital Internacional, pelo Imperialismo e as petroleiras estrangeiras.

O Brasil dos sonhos e desenvolvido foi destruído pela Lava-Jato e Dilma retirada do Poder na marra, porque a meta principal em 2014 da Lava-Jato, que era dar a vitória a Aécio, não se concretizou. E, precisaram sujar as mãos em um Golpe de Estado.

Hoje, a Lava-Jato se sustenta na perseguição a Lula, para que ele não vença em 2018, é o que restou à Operação, já que o intento de destruir o Brasil vai de vento em popa e os intentos de derrubar Dilma e enfraquecer o PT ao máximo já se concretizaram.

Enfim, o que seria um ajuste das contas públicas, uma contenção de despesas pontual do Governo Federal, porque o caixa tinha esvaziado com as desonerações do setor produtivo virou este caos absoluto, caos que não foi fabricado exclusivamente por Dilma e Levy, estes são apenas uma parte da engrenagem, os outros, os escudados na Lava-Jato e na Rede Globo de Televisão é que foram e continuam sendo personagens centrais da destruição do Brasil.  

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Na Real !

Primeiro consigno um elogio ao Nassif pelo brilhante ensaio, bem embasado (melhor que os do Clever hehehe), com documentos de peso que lhe dão credibilidade, coerência e lógica. Nassif, sempre aprendo com você.

Segundo que o controle da potência da economia brasileira depende de muitas coisas, é de uma complexidade exasperante para os simples mortais, que uma vêz atingidos na sua auto-estima e sob o domínio do complexo de inferioridade tornam-se presas fáceis dos profissionais que a manipulam.

Não sem razão que cai-se sempre na vala dos Juros Pornográficos pagos pelo Brasil como o maior vilão.

Vou falar besteiras, pois são o que sinto e aprendi na lide diária de um comércio hiper-competitivo que é o de modinhas femininas que empreendo há 28 anos, comprando na região atacadista do Brás/Pari em São Paulo - SP.

Estes planos de gabinetes de Washington/Brasília são  de uma ingenuidade de dar dó, todos, pois como disse antes a complexidade da economia os pega sempre de calças curtas, toda campanha política no Brasil fala de cinco pontos - Habitação - Educação - Segurança - Saúde e Emprego, não sai disto. O desempenho da potência da economia brasileira, demanda agregada, capacidade de investimento, segurança juridica, etc... influência estes cinco pontos na veia. Como o efeito ocorre nas Ruas e são impossíveis de serem tabulados em escritórios distantes, ficam sempre a reboque dos acontecimentos.

Hoje por exemplo, para simplificar e aclarar o que digo, vou enumerar uma das distorções, a Segurança Pública,  o sentimento de insegurança aumentou exponencialmente nas cidades, no Brás de madrugada onde faço as compras  a coisa ficou sinistra, todo egresso, ex-presidiário que acabou de sair das celas, vai tentar a sorte por ali no começo, pois o comércio é informal e não pedem referências, assim, a sensação de insegurança que existe aumentou muito, num lugar onde só se negocia em dinheiro vivo, a tendência é um refluxo na atividade comercial, forte, que pegou os investidores dos Shoppings (mais de cinco que estão inaugurando por agora) no contra-pé, a situação tende a piorar, pois com o desemprego aumenta a informalidade. O que se constata a olhos nus, com a explosão de barracas nas ruas até as 9 horas da manhã que é quando a PM as obrigam a sair, não acreditem em mim, perguntem ao Secretário de Segurança Pública de São Paulo, mais de 10 quarteirões foram invadidos nestes últimos três mêses.

Um movimento deste, que pega a parte dinâmica do investimento, os grandes empreendimentos da iniciativa privada no setor mais dinâmico da produção privada, no maior polo da América Latina de vendas no atacado é no mínimo para se avaliar a capacidade dos que estão a elaborar as políticas públicas pertinentes. Nota zero para eles é injusto com o zero.

Assim, por mais que os analistas se valham de modelos sofisticados financistas, fiscalistas e monetaristas, fica lhes faltando a arte para produzir a simplificação necessária e suficiente de algo que realmente tenha valor para o desenvolvimento do Brasil, o que vale para um, vale para todos, logo as cinco áreas enumeradas estão sendo impactadas por ações de incompetentes.

Vivemos em um mundo interessante e o Temer é uma anta.

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Follow the money, follow the power.

Sempre a Dilma.

Nem vou falar dos ótimos primeiros quatro anos de governo e lembrar que no segundo mandato ela foi torpedeada pela mídia, stf, cunha, psdb e até pelo nassif.

Mas justificar o caos absoluto econômico/legal/político atual a partir desta lenga lenga do "erros da Dilma" é de nenhum sentido. 

Voltem a ler o artigo aqui mesmo no ggn:

O “erro do PT” e a economia, por João Feres Júnior de 11/10/2016.

Parem com essa de que "eu sou um filho da puta, mas a culpa é da mamãe!"

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Quem não desconfia de si próprio não merece a confiança dos outros (ditado árabe)

O centro do caos de hoje são Rede Globo, Lava-Jato e Mercado.

Opinião minha.

O que levou a este quadro econômico atual é muito mais amplo do que uma simples escolha de Teoria Econômica/ Estudo intelectual.

Desde 2012 com o Mensalão, passando pelas Jornadas de Junho em 2013 e com a Lava-Jato em 2014 já se preparava o terreno para a derrubada do Governo Dilma de centro-esquerda, para a retomada à-fórceps do neoliberalismo radical no Brasil com ou sem votos.

Bem sabemos que a velha mídia oligopólica capitaneada pela Rede Globo, a oposição de direita apoiada pela velha mídia e o Judiciário capitaneado pelo “tupiquinismo Lavajatense” estão em consonância com as forças do Mercado.

O Brasil caminhava para ser a 5ª economia do mundo em 2013. E, forças externas ao Brasil desenvolvido financiaram a sabotagem (termo usado pelo Mano Brown) interna do País.

O Congresso eleito na esteira da Lava-Jato e a própria Lava-Jato são agentes com o Poder da caneta que nos propiciaram este buraco. Congresso com as pautas-bombas, com o boicote a todas as medidas propostas pelo Governo Dilma em seu segundo mandato, com a preparação do Golpe, já no dia seguinte à Eleição de 2014.

Levy era para ser um “splash and go” e não o pôde ser, sequer uma medida pontual para 1 semestre, nos moldes do que apregoa o Mercado foi aceita, porque na verdade, o Congresso golpista já estava de olho no Impeachment a qualquer custo, mesmo sem crime de responsabilidade.

Dilma tinha um Congresso neoliberal radical, e acreditou que era possível um ajuste fiscal rápido nos moldes neoliberais, para seguirmos a caminhada do desenvolvimento. Vivíamos a menor taxa de desemprego da História. Não foi possível nada. Só enxergaram o Golpe de Estado na frente dos olhos.

Nem a mudança da economia com o Nelson Barbosa surtiria efeitos, nenhuma medida outra, por exemplo, a reintrodução da CPMF, os contratos de leniência podiam ser firmados.

O Congresso Golpista só tinha olhos para o Impeachment.  

Quem não se lembra do ódio estampado nos rostos e deflagrado em cada fala dos deputados e senadores golpistas escudados na Lava-Jato e nos meios de comunicação hegemônicos. Com a força de uma Rede Globo é impossível fugir do cadafalso. E, tudo sem o mínimo diálogo e civilidade. O Brasil pré-Golpe não tinha, continua não tendo, limites éticos e sequer se enxergou um País, um povo e seus problemas estruturais, econômicos e sociais desde o surgimento da Lava-Jato.

Dilma errou em não ser capaz de perceber que a Lava-Jato era a timoneira do Golpe, que Moro era o Capitão do navio que tinha por meta naufragar o Brasil. E, bem sabemos o controle remoto não serve de nada em um País, onde, qualquer TV com mínima audiência pregava e prega a mesma coisa: uma exaltação irrestrita a Lava-Jato e dizia que tudo era um caos em um País que estava se tornando a 5ª economia do mundo, os salários dos trabalhadores cresciam mais que o dobro da média mundial, segundo, a OIT e tínhamos índices de emprego recordes.

O Brasil foi sabotado.

Nenhum Político progressista no lugar de Dilma teria as chances de fazer muito diferente. A sociedade estava, boa parte, ainda está, hipnotizada com a Lava-Jato e o mote do combate “fabricado” da corrupção.

Quem é o centro de toda a crise econômica atual é a Lava-Jato e todos os que a incensaram no Brasil. Toda a Indústria pesada nacional (grandes empreiteiras) + Petrobrás + Indústria Naval + Indústria de Defesa foi sendo destruída aos poucos nesta Operação patrocinada pelo Capital Internacional, pelo Imperialismo e as petroleiras estrangeiras.

O Brasil dos sonhos e desenvolvido foi destruído pela Lava-Jato e Dilma retirada do Poder na marra, porque a meta principal em 2014 da Lava-Jato, que era dar a vitória a Aécio, não se concretizou. E, precisaram sujar as mãos em um Golpe de Estado.

Hoje, a Lava-Jato se sustenta na perseguição a Lula, para que ele não vença em 2018, é o que restou à Operação, já que o intento de destruir o Brasil vai de vento em popa e os intentos de derrubar Dilma e enfraquecer o PT ao máximo já se concretizaram.

Enfim, o que seria um ajuste das contas públicas, uma contenção de despesas pontual do Governo Federal, porque o caixa tinha esvaziado com as desonerações do setor produtivo virou este caos absoluto, caos que não foi fabricado exclusivamente por Dilma e Levy, estes são apenas uma parte da engrenagem, os outros, os escudados na Lava-Jato e na Rede Globo de Televisão é que foram e continuam sendo personagens centrais da destruição do Brasil.  

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Lellis

comentário de Alexandre Tambelli

Concordo em grande parte com a opinião do Alexandre Tambelli, mas pergunto se ela significa aceitação da corrupção que a Lava Jato evidenciou. Certo que a ofensiva anti-corrupção da Lava-Jato é duvidosa e eventualmente fere a lei, mas a corrupção existe, mesmo que não ocorra em todos os casos que a PF e o MP querem.

Nessas condições, qual seria a solução? Certamente não é abafar a corrupção e desautorizar a Lava-Jato.

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Victor Suarez

Falou tudo. É isso mesmo. O

Falou tudo. É isso mesmo. O povo levou um boa noite cinderela da Globo nos anos 70 do século passado e ainda não acordou. O Judiciário sempre foi isso mesmo, arroz com feijão, desde de sempre o garantidor das benesses alheias. A Lavajato é um circo, com palhaços amestrados. Só isso. E Lula pagou por querer ir além do que lhe foi prometido. Dilma foi a vítima maior dessa cachorrada.

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Prezado Alexandre Dilma é

Prezado Alexandre

Dilma é culpada sim senhor; se fosse estadista, teria usado a CF e ordenado a prisão de todos os golpistas, daria um golpe no golpe, mas preferiu se omitir a respeitar os 54 milhões de "confianças" que depositaram nela!

Tenho inveja de Putin e Xi, lá, jamais aconteceria o que acontece a cada geração por aqui !!!

O republicanismo juvenil do petismo, dá vergonha!

Abração

 

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Mário Mendonça

Levy era para ser um “splash

Levy era para ser um “splash and go”.....

Resumistes tudo. Levy era apenas pra ganhar tempo, jamais Dilma o colocaria na fazenda, se não por força da ocasião.

O que me aborrece é ver tanta gente petista aqui (e até mesmo o Nassif) crucificar a Dilma sem nem mesmo tentar explicar os motivos. E ai fica a pergunta, se Dilma fosse pra uma agenda francamente contra o mercado resistiria?

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Solle!

Numa entrevista ao DCM o Guilherme Boulos deu a resposta.

Dilma deveria ter ido na contra-mão da realidade posta, a realidade do Congresso Neoliberal extremado e que o Paulo Nogueira chama de "o pior Congresso que o dinheiro pôde comprar".

Ir na contra-mão significaria apresentar ao Congresso as medidas mais progressistas e benéficas para a classe trabalhadora e jogar nas mãos do Congresso a "bomba".

Certamente, diz o Boulos, a Dilma não emplacaria as medidas, mas haveria por parte da população uma reflexão bem interessante, e, se teria um debate aberto, reflexão e debate bem maiores do que o ajuste fiscal levando em conta o Congresso existente e os desejos do Mercado e dos meios de comunicação hegemônicos, que Dilma sonhou domar com o Levy. 

Ficaria para uma parcela significativa dos brasileiros a indagação: Por que estão votando contrário as medidas benéficas para todos os trabalhadores?

E levando em conta que a plataforma da campanha levou Dilma à vitória, com Lava-Jato e tudo, pela existência de um eleitorado que comprou o discurso mais progressista de Dilma, certo? 

É importante frisar que a única fascinação desse Congresso depois de eleito foi agilizar o Golpe de Estado.

Surgiu a chance, se formou uma conjuntura favorável com a classe média e média-alta tradicionais nas ruas numa cruzada em defesa do combate à corrupção e manutenção de certos privilégios, ou melhor, ampliado para mais pessoas, que a Era petista lhes tinha tirado, e o Golpe prosperou. 

Indo na contra-mão situações diversas poderiam se formar: a união das esquerdas, um maior apoio contra o Impeachment e uma opinião pública menos arredia à Dilma e com a possibilidade de um crescente desapreço pelos congressistas, o que poderia inibir a tentativa com sucesso do Impeachment.

Dilma teria mais forças perante a opinião pública. 

Abraço,

Alexandre!

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Jorge Leite Pinto

Para mim, este é o melhor

Para mim, este é o melhor resumo da atual situação.

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Node

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Sempre bom ler as análises

Sempre bom ler as análises econômicas do Nassif (já estava sentindo falta!). O economês dele é compreensível e realista.

Desta vez, entretanto, ouso discordar de sua solução final. Não consigo ver como o judiciário pode ajudar na questão econômica. Se na questão política só conseguem atrapalhar e colocar mais lenha na fogueira, o que fariam com a econômica!

Quando penso nas nossas cortes superiores visualizo os grandes ministros com o mesmo conhecimento que a redação da "grande" mídia. Pensam igual. Não divergem entre si, não se criticam. 

A crise política está aí instalada e temo dizer que somente uma nova constituinte, com nova definição de sistema judiciário (no mínimo uma ampliação de conhecimentos além do mundo jurídico deve ser exigido dos nossos doutos juízes) e a quebra definitiva do monopólio midiático pode dar novos rumos ao país. 

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alfredo sternheim

O Judiciário pode ajudar

Respeitosamente, discordo de Alexandresdc. O Judiciário pode ajudar se, de uma vez por todas, abandone a vaidade e o corporativismo  e crie amplos limites para os seus gastos com o pessoal e as mordomias. Na Justiça Federal e estadual encontramos vencimentos e aposentadorias bem acima da média do brasileiro e, em alguns casos, até do presidente da república. ALém disso, está na hora do meio jurídico (OAB e outras entidades) pleitearam JÁ mudanças para agilizar a nossa Justiça. Basta diminuir o número de recursos e estancias previstas. O Judiciário pode ajudar a economia do Brasil sendo mais dinâmica e tendo menos contrariedades entre as leis ou a aplicação delas. Exemplo: por que em dez anos não se chega a sentença final relativa ao ex-fgovernador azeredo? Por que, em cerca de 15 anos, não se julga Paulo Maluf no STF?. Boa parte dessas recomendações também se aplica ao Legislativo com tantos empregos e mordomias. 

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Antonio Uchoa Neto

A quem o Judiciário ajuda

http://www.diariodocentrodomundo.com.br/o-que-juizes-escandinavos-acham-...

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C.Poivre

Economia de desastre (Naomi Klein)

A destruição de  nossa economia, numa ação (a lava jato) contra o país e contra a nação, no prazo recorde de pouco mais de dois anos, é um exemplo típico do que a escritora, jornalista e economista canadense Naomi Klein descreve em seu celebrado livro "A Doutrina do Choque - A ascenção do capitalismo de desastre". E, claramente, foi feita sob encomenda de quem quer lucrar sobre os escombros desse monstruoso crime de destruição de nossa indústria pesada, de mais de um milhão de empregos e da desgraça que vem causando a muitas famílias que viviam felizes até 2014 quando começou toda esta desgraceira chamada "lava jato". Reconstruir é muito mais demorado e difícil do que destruir, portanto precisaremos de décadas de presidentes como Lula e Dilma para o país reencontrar o caminho da felicidade que encontrou a partir de 2003.

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Heloísa Coellho

O Objetivo era esse mesmo

http://www.brasil247.com/pt/247/midiatech/265336/Folha-lan%C3%A7a-C%C3%A...

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Salvadores da Pátria! Hipócritas e Canalhas.

As possibilidades da recuperação Econômica de um Estado são muito maiores do que prevê nossa vâ Filosofia. Quem vem de longe sabe, de cor e salteado, que teorias de cortes, entrega de mãos beijadas do patrimônio nacional só levam a uma recessão ainda maior, principalmente para os menos aquinhoados, sem nenhuma possibilidade de crescimento do nosso País.

Se o Congresso dos Malfeitores tivesse dado ao governo deposto alguma coisa como a CPMF, que não pesaria nada para a maioria dos cidadãos, não estaríamos neste buraco.

Buraco ampliado pelas teorias neoliberais de Estado Mínimo, pelo terror implantado, pela mídia e judiciário inconformados com tantos anos de governo trabalhista, com as previsões de deficits futuros, perfeitamente suportável por um estado gigante e rico como o nosso... Mas temos os entreguistas, mentalmente colonizados, de sempre que acreditavam, será que acreditávam mesmo, que resolveriam todos os problemas, reduzindo um Estado de 200 milhões de habitantes, para apenas alguns 50 milhões de herdeiros da "família real" que usava e abusava do poder imperial em benefício próprio.

Tudo errado, sem a menor possibilidade de solução dentro deste governo golpista. Já se espera o golpe dentro do golpe, pois os usurpadores fedem demais para terem alguma credibilidade. Pena! Mais alguns anos de tempo perdido...

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Antonio Uchoa Neto

Não creio que Joaquim Levy

Não creio que Joaquim Levy tenha cometido erros.

Ele apenas adotou medidas que beneficiam o cassino financeiro de onde ele veio.

É simples: o Banco Central é uma autarquia do governo federal controlado belos banqueiros. É, tal e qual o FED, uma instituição privada.

E os funcionários executivos do ministério ou tem a mesma origem ou são paus-mandados da mesmíssima banca privada.

A economia brasileira, tal e qual a economia americana, é controlada pela banca privada.

Os "economistas" alçados a posições de comando no Planalto, não erram.

Agem de acordo com os interesses que os colocaram lá.

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É isso, Antônio.  Simples,

É isso, Antônio. 

Simples, direto, CERTEIRO.

 

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Geraldo Lino

Na mosca, certeiro e

Na mosca, certeiro e sintético. Independentemente da avaliação, impressiona a pretensão acadêmica de fazer prognósticos com quatro casas decimais.

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aliancaliberal

E a poupança ? Se você lê

E a poupança ?

Se você lê qualquer coisa sobre economia que não fale em poupança pode saber saber que é "cilada".

O problema ta resolvido é só ter carga tributária de 100% que o PIB cresce 150%, e o sonho molhado dos economustas br.

O estatista quer é garantir renda e os malandros na volta do orçamento também.

 

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Silvio Campello

Chega de ativismo judiciário

Tem que fazer o Judiciário se recolher ao seu papel constitucional e nunca incentivar que ele vire o Legislativo. O unico poder sem voto, mandando no Executivo, como fizeram com a nomeacao de Lula, e ainda legislando? Melhor voltar a monarquia.

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MP Paulista

E o cenário?

Qualquer análise econômica que não leve em conta o cenário político não serve para nada, absolutamnte nada.

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Acima de tudo, quando se é

Acima de tudo, quando se é governo... tem que governar! Não, ser governado.

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naldo

E essa é para o pha que diz

E essa é para o pha que diz ter "orgulho" de trabalhar na tv do bispo (puffffff)

 

acabaram de passar uma reporcagem sobre as ultimas denuncias contra Lula, não satisfeitos, além dos depoimentos dos "especilistas" de sempre (que falam sem saber se os fatos são verdades), ainda rememoram toda a massaroca de denuncias da vaza a jato numa extensa e vergonhosa reporcagem contra Lula e o PT, de dar "orgulho"mesmo, de uma emissora que tenta eleger há anos o "defensor do consumirdor" (puffff) em sp.

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Rui Ribeiro

Primeiramente, Temer vá à PEC que te pariu...

...e leve junto suas reformas de cúpula (em oposição às reformas de base do Jango).

E em segundo lugar, Power to the People!

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Rafael Ramos

A pressa em prender o Lula

A pressa em prender o Lula está na certeza que a canoa vai virar.

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Não custa repetir:  "Dilma,

Não custa repetir: 

"Dilma, de traidora à traída". 

Deixa na história a marca de um dos priores Presidentes da República que tivemos, da destruição de todo um sonho que, passo a posso avançava....

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Marcos K

Ou, trocando em míduos: tem

Ou, trocando em míduos: tem muito economista que se acha economista, mas na verdade tem m**** na cabeça. 

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joel lima

Universidade no Brasil é uma

Universidade no Brasil é uma desgraça. Dois presidentes que passaram por ela - Dilma e FHC - jogaram o país em crises terríveis (só que um, sendo malaco politicamente, terminou o mandato e Dilma, de uma ingenuidade política absurda, foi tirada do poder). O que nem passou perto de uma, o Lula, foi o que soube conduzir melhor a economia. 

 

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Lula não governou sozinho,

Lula não governou sozinho, mas com ótimas equipes, com muita gente boa de formação universitária. Tudo depende.

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retrocesso

"Não fui com a cara"06/01/2015 - 13:21

Ao ouvir a primeira entrevista do ministro recém escolhido tive uma certeza:

-Não dura seis meses. Bola fora da Dilma.

Passado um mes, infelizmente, a minha opinião não mudou.

----------------

No rádio do carro ouvi Levy que começou o discurso de apresentação assim: -Vamus faxzeeeer isssu aquuilox i aquesxlis outroxxxs eticxeteiraxx. Quem ouviu teve a impressão de que o eleito presidente teria sido ele.

Nesse ponto eu intui que a vaca tinha ido para o brejo. Dilma havia caido no poço seco do neoliberalismo, do valter MERCADO e do plim pig. Danou-se!

A seguir, como comparação, falou Nelson Barbosa: - Em primeiro lular quero agradecer a confiança em mim depositada pela presidentA Dilma e prometo o melhor etc. 

 

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Desde os primeiros momentos

Desde os primeiros momentos do segundo governo Dilma houve um ataque brutal dos parlamentares de oposição destacando-se o senador Aécio Neves e o presidente da câmara Eduardo Cunha, promovendo crise política e contaminando a economia do país. Daí para o impeachment foi rápido com Michel Temer capitaneando o golpe.

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webster franklin

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luiz fazza antonio

ação deletéria do Senador Aécio Neves do Cunha

Concordo com a rápida análise deste comentário, apenas entendo que existem provas cabais de que a ação deletéria, destrutiva e antipatriótica do Senador Neves do CUNHA não esperou nem o início do segundo mandato de Dilma já que foi explicitada e iniciada com o simples anúncio da derrota no mesmo dia do segundo turno de 2014.

Entendo ainda que este criminoso posicionamento de Aécio do Cunha, que Tancredo - se vivo fosse - condenaria como condenou a ação de Auro de Moura Andrade em abril de 64, foi incentivado pela corja que agora ocupa o Planalto, tendo como "start" uma outra ação tão deletéria, criminosa e antipatriótica quanto a de Aecinho e me refiro ao ato do Sinistro Gilmar Mendes, à época integrante do TSE, então presidido pelo Ministro Dias Toffoli, aquele que, em face de sua subserviência canina aos desígnios de Gilmar, eu classifico como "cãozinho de estimação".

Explico onde vejo a ilegalidade na ação do Sinistro Gilmar: como regra a ser observada na divulgação de pesquisas e resultados da apuração do pleito, a Presidência do TSE, Toffoli no caso, considerando a incidência de fusos horários diferentes que faria com que a eleição só seria  encerrada em território nacional, em sua totalidade, às 20:00 hs pelo horário referencial de Brasília, ou seja, 17:00hs na capital do Acre correspondiam a 20:00hs no Sudeste "maravilha", cuja apuração já deveria ter sido encerrada.

Segundo a mídia televisiva hegemônica, Merval Pereira comandando o show na Globo News, o Sinistro Gilmar teria telefonado da sede do TSE, avisando ao Comitê Central de Aécio Neves do Cunha em BH, que seu "candidato in pectore" estava eleito, em flagrante e ilegal descumprimento das ordens emanadas por seu "cãozinho de estimação", o Presidente do TSE.......sendo visível o clima de velório na transmissão da Globo News que antecipava a explosão do ódio de Aécio, o grande amigo do Traficante Perrela, aquele dono do HeliPÓptero dos 450 kg de pasta base apreendido em terras capixabas......enfim, "tudo farinha do mesmo saco!" 

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Não tive tempo para uma

Não tive tempo para uma análise mais detalhada,  Luiz fazza antonio.Concordo plenamente com seu comentário! Se formos analisar as pautas bombas do Cunha e as rejeições aos projetos apresentados pelo governo Dilma, constataremos que apenas esses dois ítens contaminaram uma parte considerável da economia do país, além da conspiração diária de outros agentes públicos como Gilmar Mendes, Serra, Aécio, mídia e outros.  

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webster franklin

2014 terminou com emprego

2014 terminou com emprego recorde e inflação dentro do combinado (ainda que no teto da meta). Nenhuma argumentação pode desconsiderar isso.

O que ocorreu foi um deficit fiscal principalmente porque o governo abriu mão de receita; e uma boa parte do empresriado cruzou os braços por causa da pregação reacionária.

Com um ajuste simplees no primeiro trimestre a vida seguiria. Mas a chacrinha golpista tomou conta de tudo...

É um erro afirmar que "Dilma aplicou o programa da oposição". Será mesmo que acham que PEC 241, terceirização, entrega do presal, valorização do real, boçalidade na educação e na saude são a mesma coisa do governo Dilma? Só porque ela quis corrigir o seguro desemprego e outros benefícios da previdencia?

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PJ não VOTA!

O Jornalismo acabou e a eleição não tem fim!

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alcides carpinteiro

Câmbio, demanda, preços

Câmbio, demanda, preços controlados, inércia e Selic - para realinhar o valor de estoques pelo custo de oportunidade: será que nossos economistas não vêem que a inflação tem várias causas e para saber como combatê-la, há que se saber sua causa?
Sentimo-nos em uma mesa de cirurgia, operados por um açougueiro.
Um cozinheiro sabe que não precisa salgar bacalhau. Ele não vai levar a sério uma receita que vai contra sua experiência. Incrível como estamos à mercê de gente capaz de erros tão primários. Governo após governos, somos administrados por néscios.

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