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O Xadrez da batalha do impeachment

Nos próximos meses, recrudescerá a tentativa de impeachment da presidente da República. As cartas já estão na mesa. Aliás, estão desde o julgamento da AP 470.

Em regimes democráticos, golpes não são meramente uma quartelada planejada por meia dúzia de conspiradores. Há a necessidade de, inicialmente, criar-se a mobilização da opinião pública e, depois, se cumprir rituais, formalismos, dando aparência de legalidade ao golpe, que seja convalidado por um dos dois poderes da República – o STF (Supremo Tribunal Federal) ou o Congresso.

O modelo é conhecido, do suicídio de Getúlio, à queda de Jango e de Collor.

Na América Latina pós-ditaduras, todos os golpes – de André Peres e Fernando Collor a presidentes de esquerda – começaram  com uma campanha midiática, que, exacerbando a opinião pública, convalidou o impeachment via Congresso ou Supremo.

A reação dos presidentes ajuda a reforçar a tese do contragolpe.

No caso de Getúlio Vargas, a pá de cá foi quando seus parentes, junto com Gregório Fortunato, planejaram o atentado da Rua Toneleros.

No episódio Jango, criou-se o clima de perda de controle da economia e de ameaça da tal república sindical. A pressão do cunhado Leonel Brizola o levou a um esboço de enfrentamento em condições de desigualdade. O mesmo ocorreu com Collor. Apenas reforçaram o golpe.

Depois, há a necessidade de um Congresso e um Supremo que endossem o golpe.

Contra Vargas, a conspiração contou com Café Filho; contra Jango, Auro de Mora Andrade e Ranieri Mazilli. A intervenção militar foi um acidente não previsto pelos conspiradores. Daí se entende a condenação de próceres do PSDB  a esse chamamento à caserna. O golpe precisa ser civil.

Contra Collor, Ulisses, o PT e a OAB (Ordem dos Advogados do Brasil) nacional dando uma suposta legitimação legal.

O quadro atual

Já estão em marchas os seguintes passos:

Ponto 1 – O clima de exacerbação.

A campanha sistemática da mídia contra a corrupção e o tal bolivarismo surtiu efeito na exacerbação da opinião pública. Seus ecos no centro expandido de São Paulo, nas associações empresariais, nos clubes sociais lembram em tudo o ambiente descrito por René Dreiffus em seu livro sobre o golpe de 64.

Ponto 2 – A manipulação da Lava Jato.

A capa de Veja - com informação falsa sobre declarações de Alberto Yousseff - é comprovante de que haverá farto uso político da operação Lava-Jato, com vazamento seletivo de informações e a disseminação de boatos. 

Ponto 3 – A intimidação do STF.

A entrevista de Gilmar Mendes à Folha, falando em “bolivarização” do STF é o primeiro ensaio de uma nova rodada de intimidação do Judiciário, especialmente do STF (Supremo Tribunal Federal) e do Procurador Geral da República. Outras publicações já ousam pressões sobre Teori Savazki. A mitificação do juiz Sérgio Moro será utilizada, mais adiante, para um eventual enfrentamento com o legalismo do Supremo.

Juntando os pontos – A estratégia do impeachment.

É praticamente impossível que Dilma tenha participado ou compactuado com qualquer irregularidade. A Lava Jato provavelmente atingirá todo o mundo político. O doleiro Alberto Yousseff operava para todos os partidos. Mas, com o clima exacerbado, acreditar-se-á que em se plantando, qualquer factoide dá – como comprova a tentativa de Veja. Mas para isso há de se contar com um Supremo e um PGR intimidados pelo alarido da mídia.

Definindo a estratégia

Uma estratégia legalista de combate ao golpe terá que partir de uma análise detalhada das principais peças do jogo.

1. Mercado da opinião pública

Grosso modo, pode ser dividido em dois sub-mercados: o mercado do establishment e o mercado dos novos incluídos.

Simplificadamente, compõem o mercado do establishment o Poder Judiciário, estamento militar, Ministério Público, classe empresarial e classe média em geral. É um mercado amplamente influenciado pelos grupos de mídia, com valores e sentimentos em comum. No momento, o sentimento mais intenso a perpassar todos os grupos é o antipetismo.

Já o mercado dos novos incluídos é composto por movimentos populares tradicionais, como sindicatos e velhos partidos de esquerda, movimentos sociais mais antigos, até movimentos mais recentes de inclusão. Em outros tempos, era um mercado em que as informações chegavam apenas pelos sindicatos, Igrejas e assembleias. Hoje em dia, é majoritariamente digital. Mas obviamente não é hegemônico nem no digital.

Em todos grandes movimentos de inclusão da história – dos Estados Unidos do século 19 ao Brasil atual – esse paradoxo deflagra as crises políticas: o mercado dos incluídos têm o voto; o mercado do establishment, o poder.

Há um meio campo relevante no mercado do establishment, formado por personalidades públicas defensoras do legalismo, das responsabilidades sociais do Estado e contrárias à radicalização e aos golpes de Estado. É a chamada elite esclarecida, espécie meio rara em países politicamente anacrônicos.

O embate contra tentativas de impeachment têm que ocorrer no mercado de opinião do establishment, buscando-se aliança com vozes legalistas..

Qualquer reação de militâncias apenas ampliará os efeitos da retórica da bolivarização.

2. Os personagens da nova aventura

O jogo fica mais nítido quando se coloca a lupa sobre os principais personagens do mercado do establishment.

Há dois grupos de personagens.

No primeiro grupo, os inimigos irreconciliáveis do governo: PSDB e grupos de mídia, conforme se mostrará a seguir.

No segundo grupo, os personagens que serão disputados e decidirão o jogo do impeachment: sistema judiciário (STF e PGR), o Congresso, setores influentes do establishment, como juristas, lderanças empresariais, vozes influentes da sociedade civil.

O PSDB

O PSDB não conseguiu definir um projeto alternativo de poder. Seu discurso é exclusivamente antilulista.

O Instituto Teotônio Vilella não tem peso, os intelectuais tucanos ou desistiram do partido ou desistiram de pensar o novo e aderiram ao jogo de intolerância dos grupos de mídia. Até agora não há uma força visível no partido capaz de promover o aggiornamento necessário para torná-lo um partido efetivo, com propostas claras que não sejam meramente o exercício do anti.

A estreia triunfal de Aécio no Senado, na primeira sessão pós-eleições, comprova que a única maneira de ele preservar a visibilidade e o cacife acumulado nas eleições será através de eventos triunfalistas sucessivos. E só consegue na guerra e na aliança com os grupos de mídia. A submersão de José Serra é sintomático de que, no PSDB, já houve uma divisão racional dos trabalhos.

Essas circunstâncias colocam o PSDB inevitavelmente na aposta do impeachment – sem Forças Armadas, é claro.

Grupos de mídia

No período Vargas – anos 40 e primeiro governo até a queda de Jango-, o que mais acirrou os grupos tradicionais foram as tentativas de Getúlio de mobilizar empresários aliados a entrarem no setor.

No governo Jango, a imprensa radicalizou os ataques depois que novos grupos tentaram entrar no mercado de mídia, os Wallace Simonsen, na TV Excelsior, Santos Vahlis (um empresário venezuelano, que atuava no ramo imobiliário, ligado a Leonel Brizola) que tentou adquirir um jornal no Rio 

Na redemocratização, teve início a era das TVs a cabo e do UHF. Através de Antônio Carlos Magalhães, Sarney negociou com vários grupos de mídia, que receberam concessões ou listas telefônicas. Já Fernando Collor não cedeu a nenhum dos pedidos e ameaçou montar sua própria rede, através da CNT dos irmãos Martinez.

Um chegou ao final do mandato, o outro, não.

Agora, com a Internet, a cada dia que passa a TV aberta perde relevância. A mídia impressa caminha para o fim antes que alguns dos grupos consigam fincar estaca no novo mercado.

Mantidas as condições atuais de temperatura, com o mercado publicitário rompendo a cartelização e caminhando para a Internet, a resultante é a seguinte:

Estadão (com exceção da Agência Estado) e Editora Abril perderam o bonde – o que explica a aposta do “tudo ou nada” de Fábio Barbosa à frente da Veja.

A Globo continuará um grupo poderoso, mas não voltará mais a ter o poder absoluto da era pré-Internet.

A Folha foi salva pela UOL. Mas não prescinde da influência política do jornal para competir com grupos internacionais muito mais poderosos no setor de serviços de Internet.

As demais TVs abertas não conseguiram expressão. Morrerão lentamente, junto com a TV aberta.

Em crise, os grupos de mídia terão que conviver com o avanço avassalador da Internet, com grupos de fora invadindo a área e com as propostas de regulação de mídia que se tornaram inevitáveis em todos os países desenvolvidos. O Google já é o segundo faturamento publicitário do país sem produzir uma só notícia.

Esta é a razão principal para não poderem aceitar qualquer armistício político. Ou conquistam o poder e tentam colocar o país remando para trás, ou serão varridos do mapa pelos ventos da modernidade.

Poder Judiciário

Há um evidente mal-estar do sistema judiciário – incluindo a corporação do Ministério Público Federal - com o PT e com Dilma. E o fator Paulo Roberto Costa ampliou essa resistência e ampliará ainda mais à medida que os depoimentos forem vazados para a mídia e tenha início o julgamento.

Se, de um lado, a Operação Lava-Jato tem um potencial explosivo muito maior que a AP 470, por outro lado tem-se um STF e uma PGR mais legalistas e capacitados para enfrentar as investidas da mídia. E uma OAB (Ordem dos Advogados do Brasil) que livrou-se da politização rasteira do antigo presidente.

O Ministro Gilmar Mendes sempre exerceu a liderança de fato no STF devido ao seu conhecimento jurídico, malícia política e a uma agressividade sem limites.

A entrada de Teori Savaski e Luís Roberto Barroso inverteu esse jogo. Agora há uma nova correlação que fortalece o papel legalista de Ricardo Lewandowski e devolve o equilíbrio a Celso de Mello.

Os próprios abusos da mídia contra Ricardo Levandowski e, depois, contra Celso de Mello, os exageros persecutórios de Joaquim Barbosa provocaram críticas intensas no meio jurídico e geraram anticorpos, com as manifestações de juristas de todas as linhas que, no pós-mensalão, saíram em defesa das garantias individuais – de Celso Antônio Bandeira de Mello a Yves Gandra da Silva Martins e Cláudio Lembo.

Além disso, saiu um PGR totalmente submisso ao clamor da mídia e entrou outro que tem mostrado (até agora) maior capacidade profissional, sem embarcar no oficialismo mas sem ceder às pressões da mídia.

Finalmente, pela repetição reiterada, há um desgaste do padrão Gilmar-mídia de influir no jogo:

1.    Gilmar Mendes criava um factoide – tipo “grampo no STF”, “grampo sem áudio”, conversa com Lula.

2.    Os grupos de mídia reverberavam e geravam o clamor das turbas.

3.    O clamor era utilizado como instrumento para Gilmar impressionar os colegas crédulos (como Celso de Mello) e pressionar os recalcitrantes.

Dificilmente os grupos de mídia terão a desenvoltura de atacar Ministros, como fizeram no mensalão. Mas as sementes plantadas contra o PT floresceram. E as bombas do Lava Jato são de um potencial imprevisível.

Meio empresarial

A ideia de que o meio empresarial conspira não é totalmente verdadeira.

Grandes grupos que negociam com o Estado compõem com o governo de plantão. Entram na conspiração apenas quando pressentem a queda iminente do governante. Os demais querem apenas um ambiente de negócios favorável e previsível.

Congresso e partidos políticos

Não é difícil compor maioria no Congresso. Mas o trabalho atual será dificultado pelas restrições orçamentárias, pela pulverização partidária e também pelo fator Eduardo Cunha, o deputado alvo de cinco inquéritos por corrupção que conseguiu fincar suas bases na parte mais podre da Câmara. Cunha é o retrato acabado da hipocrisia moralista dos grupos de mídia.

O xadrez político

A estratégia em 2013

Em fins de 2012, com o STF dominado circunstancialmente pelo grupos dos cinco, e a PGR sob o comando dúbio, montei o seguinte xadrez para o jogo político futuro.

A estratégia do golpe consistiria na escandalização, insuflando o clamor da mídia com cobertura intensiva do julgamento e pressionando Congresso e Judiciário. Àquela altura o STF estava dominado pelo pacto circunstancial dos cinco Ministros – Joaquim Barbosa, Gilmar Mendes, Luiz Fux, Marco Aurélio de Mello e Celso de Mello.

Sugeriam-se as seguintes estratégias para esvaziar a tentativa:

  • Indicação de Ministros técnicos e legalistas para o STF e de um procurador de peso para a PGR.
  • Mudanças na Secretaria de Relações Institucionais, aprimorando as relações com o Congresso Nacional.
  • Precaução com os escândalos, especialmente com os super-financiamentos concedidos pelo BNDES (Banco Nacional do Desenvolvimento Econômico e Social), grande fator de desgaste junto ao empresariado paulista.
  • Melhoria da gestão da economia e mudança da centralização de Dilma. Aprimoramento da gestão do PAC, do pré-sal e da qualificação do Ministério como um todo.
  • Preocupação com crescimento do PIB e inflação.

Na época, havia diferenças em relação ao momento atual:

o   O quadro econômico não era tão ruim.

o   O STF estava muito mais infenso a pressões dos grupos de mídia.

o   O RDC (Regime Direto de Contratação) parecia ser fonte de problemas. Não foi. Assim como a Lei dos Portos.

A estratégia em 2015

Condicionantes atuais

Juntando-se as peças já analisadas, o quadro fica assim:

1.A Operação Lava-Jato tem potencial explosivo maior que a AP 470. Seus desdobramentos são imprevisíveis.

2.A radicalização dos últimos anos ampliou a capacidade dos grupos de mídia de insuflar o clamor da opinião pública.

3.O país enfrenta problemas na área econômica, com reflexos próximos sobre o emprego e as despesas sociais.

4.Haverá um Congresso mais hostil pela pulverização partidária, um orçamento mais apertado para atender às demandas políticas e os escândalos dos últimos anos tornam extremamente desgastantes os acordos políticos fundados em loteamento de cargos.

5.A disputa se dará entre o governo Dilma de um lado, PSDB e grupos de mídia de outro, os dois lados disputando os demais atores – empresários, políticos, classe média, intelectuais, movimentos sociais.

Juntando as peças

Em cima desses dados, o desafio é montar o jogo de xadrez analisando características de cada personagem, a dinâmica da ofensiva pró-impeachment e as estratégias defensivas.

Reversão de expectativas

Há uma estratégia de fundo, que consiste em reverter o atual quadro de expectativas do establishment.  Sem expectativas favoráveis, a política econômica não decola. Sem crescimento, não haverá como reduzir a pressão dos empresários, fortalecer a aliança com os movimentos sociais, negociar com o Congresso e consolidar o segundo tempo.

Uma política econômica bem conduzida não trará frutos em menos de dois anos. Essa transição exigirá um Ministério de alto nível fazendo a mediação com a sociedade, e monitorando didaticamente a travessia.

A opinião pública terá que entender adequadamente o processo de recuperação da economia, os passos que estão dados e a maneira como irão se refletir no médio prazo.

Há que de colocar pessoas de nível na Fazenda, Tesouro e Banco Central e trabalhar rapidamente – ouvindo todos os setores – os pontos de estrangulamento dos investimentos públicos.

Mas é condição necessária uma forte atuação política de Dilma que crie expectativas favoráveis para a implantação do plano econômico. A revitalização do CDES (Conselho de Desenvolvimento Econômico e Social) e a renovação dos madatos dos conselheiros poderá ser um bom momento para essa reaproximação com a sociedade civil.

Novo Ministério

No final da eleição, Dilma declarou que momentos de crise são aqueles mais propensos a grandes mudanças. Têm toda razão.

Por isso mesmo, na hora de definir seu Ministério terá que considerar que o Ministro escolhido será seu representante junto ao segmento econômico-social trabalhado pelo Ministério. E a adesão desses segmentos a um projeto de governo dependerá fundamentalmente da capacidade de criar canais de participação.

Jogo da informação

Até hoje, o governo Dilma foi inerte no mercado de mídia.

Não desenvolveu uma estratégia coordenada de contrainformação. Abandonou projetos de montar rede social interna do governo que permitisse articular o sistema de informações dos diversos Ministérios.

Permitiu a proliferação de práticas odiosas da Fazenda e Banco Central, de sonegar informação a veículos que não sejam da velha mídia. Quando perderam o apoio dos grupos de mídia, ficaram pendurados na broxa.

Depois de conhecido o resultado das urnas, seu primeiro gesto foi conceder entrevista às três redes de televisão.

Criou o terreno ideal para alimentar os inimigos: os grupos de mídia não têm nada a ganhar com Dilma (que não faz negócios) mas também não têm nada a perder.

Poder Judiciário

Mais do que nunca, há a necessidade de interlocutores do Palácio com o sistema judiciário.

Tem que ser um jurista de alta estirpe, legalista até a medula, acatado pelo Supremo e pelo Ministério Público Federal, com influência sobre as cabeças liberais da opinião pública e liderança sobre a Polícia Federal, com capacidade para dialogar com o mundo político e jurídico e experiência suficiente para entender e monitorar o jogo de contrainformações que já brota da Operação Lava Jato.

Opinião pública

O combate radical à corrupção terá que ser peça central do segundo governo Dilma. Tem que tomar medidas expressas que convençam a opinião pública da blindagem definitiva das estatais e dos Ministérios e a definição de novas regras de aliança partidária.

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198 comentários

Comentários

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Tereza Oliveira

Golpe

O autor do texto, jornalista sério e competente, apresenta fatos históricos que comprovam os sintomas corriqueiros para os golpes políticos da direita. Fico estarrecida com os comentários de pessoas completamente entorpecidas pela mídia que tirar a Dilma da presidência não é golpe e sim justiça porque o seu partido roubou. Que espécie de justiceiros são vocês que a Lei vale para um partido, mas não vale para todos os  outros envolvidos nos escandalos da Petrobrás, inclusive o do candidato derrotado à presidência Aécio Neves?

Nós que elegemos a Dilma, ainda somos a maioria, e vamos incendiar este país caso nossos votos sejam desrespeitados. Não pensem que será fácil repetir as tragédias da história porque já aprendemos com ela. Aquele povo acomodado e teleguiado por uma mídia sem ética e sem nenhum comprometimento com a verdade não existe mais.

Quem acredita em golpe deve acreditar também em rebeliões, revoltas e grandes manifestações.

Quem zombar da democracia vai comprar brigar com milhões de brasileiros cansados da exploração, da miséria e de uma rotina estressante que nos leva à loucura. Fiquem atentos: Não temos mais nada a perder. Se precisar iremos para as ruas lutar para defender o BRasil de mais um golpe da direita. O golpe vai virar revolução popular!!

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Roberto Scur

Por quê fazer isso, distorcer criminosamente a verdade?

O que é isso gente? Que raciocínio biruta, repleto de ditorções da realidade? Porque vocês fazem isso? Porquê?

A roubalheira é tão impressionante, tão gigantesca, que não conseguiram esconder, não têm como, o crime não compensa, convençam-se disso. Era óbvio que mais cedo ou mais tarde os ladrões se desentenderiam entre si, quereriam nacos maiores do bolo roubado, e alguns abririam a boca com medo de pagarem o pato, isso é uma lei natural, plantar e colher, pode demorar um pouco, mas vai colher, ah se vai.

Chegou a hora da colheita, simples assim, não adianta criar toda esta novela conspiratória, este papo de "golpe", ah, faça-me um favor, não dá para acreditar que pessoas lúcidas caiam nesta lorota bem articulado neste texto.

É o seguinte: cadeia para os corruptos, CA-DEI-A, pelo bem da sociedade, prisão para todos e qualquer ladrão, só chegarem as provas, as benditas provas e esta camarilha tem que ir para o xadrez devolvendo o que roubaram, ou o que sobrou do roubo, e fim de papo, fim de lenga-lenga, não têm outra, não vêm com esse nhén-nhém-nhém aí de ser perseguido, de entes ocultos, de conspirações, etc.

Lula e Dilma, sabendo, se beneficiaram = CADEIA, e fim de conversa, parte para outra, isso é o certo, isso é o justo, aliás, que apareçam nomes de TODOS os partidos e que TODOS sejam punidos, TODOS,  sem blindagens, sem mentiras, sem enganações, sem proteções - que a justiça seja feita e salve o país da ruína em que se encontra, ruína moral, o fim da picada.

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Danilo da Silva

Que golpe é este?

Que golpe é este onde 48% das pessoas votaram contra o PT? Basta que as investigações da Petrobrás mostrem os primeiros resultados para que até uma criança de 12 anos deixe de acreditar que Dilma não foi conivente com o que aconteceu lá dentro. Desde quando um país pode ser governado por um presidente que passa a ser suspeito de roubo até pelos que votaram nele? Tirar um crápula destes não é golpe, é devolver o país à normalidade.

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Bobbyrock

Perdeu Playboy! Volta pro

Perdeu Playboy! Volta pro Leblon!

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veranis

Se for por falta de adeus até

Se for por falta de adeus até logo! O choro é livre podem chorar.

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tarcisio sales

politica

dos 48% muitos votaram porque são mal agradecidos, tem filhos na faculdade que consegui graças ao governo do pt, os tucanos nunca se preocuparam com os nordestinos nem com a educação de nosso povo, que moral tem os tucanos para cobrar algo do PT? eles venderam o brasil faliram o pais compraram votos carissimo para a reeleição de FHC, esses sim são os crapulas que talvez vc seja um deles.

que prova tem contra nossa presidenta? tu deve ser um daqueles que não se conforma que nordestino tem o privilegio de dicidir quem governa esse BRASIL, tem problema não, mas a inveja deus condena.

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Carlos Dias

Onde?

48% das pessoas votaram contra o PT... Em que lugar? Só se for nos Jardins!

 

 

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tarcisio sales

politica

tu já somou quantos milhões de votos representa essa pequena minoria que tu fala? o povo não aceita mais a volta da tucanada que roubaram o brasil e vivem desesperado querendo voltar tem vaga não procure outro .

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José Filho

48% dos votos válidos

se considerar as abstenções o PT foi eleito pela minoria na prática, sendo boa parte dos votos para evitar a volta do PSDB ao poder e não por acreditar de fato nas propostas da Dilma...

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Análise interessante, mas faltaram elementos importantes

Análise interessante, mas faltaram elementos importantes. O principal deles, ao meu ver, é a capacidade de reação da sociedade a um golpe. Como bem disse o Sr. AlvaroTadeu em seu comentário: "O PT não é o PRN".

O Impeachment de Collor foi possível porque ele foi eleito exclusivamente por influência da mídia, sem qualquer base política real e sem ligação com quaisquer movimentos sociais.

A direita que apoiou Collor o fez por influência da Mídia e por essa mesma influência voltou-se contra ele e a favor do Impeachment.

Dilma tem ao seu lado os movimentos sociais, os sindicatos e um partido nacional com a maior militância disparado. Uma militância que cresceu e apareceu no momento mais crucial da campanha eleitoral e que tem potencial para crescer muito mais em caso de ruptura institucional.

Eu fiz minha colaboração nesta campanha eleitoral sentado na minha cadeira e através do computador. E assim muita pessoas que eu conheço também o fizeram, certos de que demos nossa contribuição em nosso tempo nas ruas e que hoje a militância virtual é mais adequada ao nosso perfil. Outros nem se mexeram, por variados motivos. Mas em caso de uma ruptura através de um golpe via impeachment eu, assim como as pessoas de que falei, estaria disposto a sair e defender a democracia que conquistamos a duras penas até mesmo através da luta armada.

Não seria pequena a reação da sociedade. Conheço muitas pessoas que não querem saber de política hoje, mas querem muito menos aceitar um ataque à democracia.

Será que as forças golpistas descritas pelo missivista teriam capacidade de enfrentar essa reação democrática que ao meu ver, posso estar errado mas tenho bons argumentos que corroboram minha opinião, é muito maior do que se imagina?

E no final se o tiro (dos golpistas) sair pela culatra?

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ABAIXO A DITADURA

 

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Tereza Oliveira

Resposta e endosso

 

Olá Rui,

Que alívio ler seu texto. Estou com você para irmos as ruas lutar pela democracia. Para irmos para Internet esclarecer o golpe. Para charmarmos a sociedade civil para desengatilhar mais uma trapaça dos "donos do poder" O efeito colateral vai dar um novo capítulo a História do Brasil: " O gigante acordou e derrubou o golpe com apenas um dedo. O mesmo dedo que imprimiu seu voto nas urnas.

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José Floriano Santos

respostas à esses comentários

Eu compactuo com a opnião do ruyaquaviva, o PT não é o PRN, nós temos muito potencial para ir as ruas defender nosso governo. Eu já acho que a militância deve se mobilizar para essa guerra. Não podemos aceitar essa avalanche de boatos midiáticos. Essa mídia desvairada e sem vergonha, não pode continuar fazendo essa desgraça com um governo instituído de forma democratica. Hoje eu vejo, aquí, na minha cidade de Manaus, pessoas sem moral ética, metendo o pau na nossa Presidente. É vergonhoso o que a mídia vem fazendo nesse país. Gostaria que alguem me informasse sobre uma denúncia de um funcionário de um banco internacional de que as empresas de comunicação do Brasil, receberam 10.000.000.000,00 de reais para tirarem o PT do poder. Não se fala nisso, só denúnciam o PT. Portan, vamos as ruas defender nossa Presidente.  

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Hamilton D'Amato

acquaviva

Muito pertinente o comentário do Ruy. Além do que não vejo como implicar Dilma nas maracutais do LavaJato. Minha preocupação é muito mais real do que supostas artiulações para execução de um golpe. Minha preocupação passa por articulações que o governo deve empreender para agrupar forças capazes de imprimir reformas (política, democratização da mídia) que levem o país de fato, e sem voltas, a uma grande democracia social, com desenvolvimento e distribuição de renda. Reforma política é o primeiro passo para conscientização política dos brasileiros e para o impedimento de formação de um Congresso tão comprometido com o atraso como este que foi eleito (fundamentalistas, homofóbicos, prepostos do sitema financeiro e "bancada da bala") em 2014.    

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CarlosAP

Todo mundo sabe que a

Todo mundo sabe que a liderança do PT é social democrata, desde o início a intenção foi praticar o que manda a constituição, o que os governos anteriores não foram capazes de implantar e está ai o sussesso deste governo. Talvez esteja aí o segredo para desarmar esta arapuca golpista, esclarecer a sociedade que o PT é um partido social democrata e não vestir a carapuça que estão tentando colocar neste governo para justificar o impeachment.

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Com Frequencia

O "Sussesso" desse governo

Realmente , baseado no "sussesso" desse governo teremos grandes possibilidades arapucas bem variadas!

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re

xadrez político

Nassif, você detectou no jogo de forças os pontos que poderiam neutralizar o impeachment - gostaria de saber como você vê as relações internacionais nisso. Era um aspecto forte do Lula que talvez tenha ajudado a blindar intenções golpistas porque lhe dava muita popularidade aqui e lá fora e o Lula sabia lidar com a imprensa para que esta comunicasse seus feitos. Tenho a impressão que é uma área fraca do governo Dilma (apesar do BRICS), mas que poderia ser uma peça a mais para ajudá-lo nesse momento.

Um aspecto que a gente tem que considerar é que as pessoas com 30 anos - que estarão nos próximos anos no auge da vida produtiva, formando uma base econômica e política importante - votaram a primeira vez em 2002. Para esse contingente expressivo da população os governos petistas são o "status quo", a "posição" (daí a permeabilidade à "nova política" e ao "precisa mudar" que quase levou a eleição para o brejo). Contingente que em geral desconhece a ditadura, o significado histórico do PT e do Lula, que não tem a ligação orgânica da militância e que não recebeu uma Educação com força de contraponto com a Mídia (muita coisa deslanchou no Brasil mas a reflexão e a capacidade crítica amorteceram). Isso muda substancialmente as coisas. Trata-se de um novo eleitorado.

O governo deve democratizar os meios de comunicação para arejar as ideias da população e forçar estados e municípios a promover uma Educação emancipadora, e fazer isso logo, mesmo que todos os efeitos não cheguem a tempo das eleições de 2018 (para a qual, a meu ver, o PT deveria preparar novas lideranças para um novo eleitorado).

Se a Dilma chegar ao fim do mandato (se depender de nós, chegará), uma coisa me parece certa: nas próximas eleições a combatividade da militância mais orgânica já não poderá fazer muito, mesmo agora foi por um triz. Contarão mais a capacidade do governo de dialogar com o novo eleitorado, aumentar as oportunidades, manter a atenção às pequenas empresas e microempreendedores para democratizar mais o mercado e garantir a abertura de novos postos de trabalho, inaugurar as obras, capitalizar sobre as olimpíadas, os resultados dos processos de corrupção e, principalmente, o papel político que a Dilma deveria assumir, botando o pé na jaca; banho-maria creio que não funcionará. 

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SamGamgi

Formação de Base Popular

Penso que o governo precisa, urgentemente, recompor uma base social sólida no Centro-Sul do País.

Para tal é preciso reconquistar a Classe C destas regiões. Recomendo a leitura a seguir.

http://reino-de-clio.com.br/Pensando%20BR.html

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Porque devemos defender p nosso trabalhismo...

9/11/2014 20:21

Miami é apontada por revista como a cidade mais miserável dos EUARanking da Forbes se baseia em fatores como desemprego e criminalidade. Desigualdade de renda disparou nos últimos anos, disse editor da revista

Apesar do sol, das praias e das mansões, Miami conquistou o nada confortável título de cidade mais miserável dos Estados Unidos, segundo uma nova pesquisa.

Playground dos ricos e famosos, a cidade da Flórida passa por uma paralisante crise habitacional, tem uma das mais elevadas taxas de criminalidade do país, e seus habitantes passam horas demais no transporte todos os dias - fatores que contribuíram para a liderança de Miami no ranking da "Forbes.com".

"Miami tem sol e tempo bonito, mas outras coisas tornam a cidade intratável. Você tem essa sociedade de dois escalões: a reluzente South Beach atrai celebridades, mas a desigualdade de renda disparou nos últimos anos", explicou Kurt Badenhausen, editor-sênior da Forbes.

Os rankings se baseiam em fatores como desemprego, criminalidade, despejos, renda e impostos sobre os imóveis, e também leva em consideração o clima, o tempo gasto nos transportes e a corrupção política.

Há décadas ressentindo-se do declínio da indústria automobilística dos EUA, a turbulenta dupla Detroit e Flint, em Michigan, ficou em segundo e terceiro lugares, respectivamente.

West Palm Beach (Flórida) e Sacramento (Califórnia) completam a lista das cinco piores cidades dos EUA 

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Chega de falsos democratas!!!

Chega de viver em suspenso, como se a cada esquina houvesse um complô para derrubar o governo. Tem-se que enfrentar de frente (mesmo havendo um complô em cada esquina), seja quem for, pois é preferível perder o Poder do que estar nele, sendo um mero fantoche! Deste jeito o povo saberá quem é quem, mesmo que já seja tarde demais. 

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Prisma

Minha visão é de Informática.

Primeiro o Relatório e depois o restante... - (engenharia reversa)

Impeachment acontecido... Michel Temer do PMDB é Presidente...

Os Presidentes da Câmara e do Senado são do PMDB e o Henrique Eduardo Alves (sente-se) apunhalado pelo Lula (acredita que o vídeo de apoio ao seu oponente encerrou sua carreira política).

Não Interessa ao PSDB o Impeachment... - Pode interessar sim ao PMDB... (E se não for o caso o assunto está morto)


O Desenho do Quadro Político passa pelas Lideranças dos Partidos Políticos que se reunem na Presidência da Câmara dos Deputados todas as Segundas...

Fora do Congresso estão sim os demais atores.


 

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Sinistro

Concordo plenamente. É o

Concordo plenamente.

É o Congresso quem decide. Se o sucessor de Color não fosse o Itamar, com certeza a oposição não teria conseguido se aglutinar e forçar a renúncia. Já Temer inspira um efeito oposto. 

Se Dilma peitar o PMDB, o impechement emplaca e a derruba. Se ela ceder, vamos repetir o primeiro mandato, e a coisa vai ficar mais escura e 2018 poderá ficar no sonho.

Lula já sentiu a situação e arregaçou as mangas para não deixar o caldo engrossar. Vai pegar os ministérios importantes para comandar e manter a casa em ordem, e deixar o resto na mão da Dilma e do PMDB pra se satisfazerem.

Só acho que análise do Nassif está muito romântica. Encara o PT como um partido só de boas intensões sociais. Ele nem acredita em bolivarianismo. Acredita até que avião novinho cai sozinho.

O fiel da balança é o PMDB, maior beneficiário da saída da Dilma ou da sua carnificação. Eles já estão até pensando em candidato próprio para a próxima eleição.

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  "Ele nem acredita em

  "Ele nem acredita em bolivarianismo".

  Colega, essa é a palavra chave para verificar quem é lelé da cuca. Infelizmente é o seu caso.

  Quanto a avião novinho, a quem interessaria a morte de EC? Se for por aí, chegamos a Marina/Itaú e, em última análise, a Aécio.

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Quem cuida de Impeachment é o Congresso e não o STF

Art. 80. Nos crimes de responsabilidade do Presidente da República e dos Ministros de Estado, a Câmara dos Deputados é tribunal de pronuncia e o Senado Federal, tribunal de julgamento; nos crimes de responsabilidade dos Ministros do Supremo Tribunal Federal e do Procurador Geral da República, o Senado Federal é, simultaneamente, tribunal de pronuncia e julgamento.

 

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antonio j alcausa

o xadrez do jogo do impeachment

grato pela minuciosa e criteriosa análise

 

faltou apenas especificar mais a nefasta atuação do PMDB, não só do famigerado Cunha, 

 

pfv, continue nos deleitando com seus  comentários

 

abcs

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enock g. de sousa

Prezado Luís Nassif, Gostaria

Prezado Luís Nassif,

Gostaria de conhecer sua opinião sobre alguns assuntos que, salvo engano, não vi abordados no texto inicial:

1. Financiamento do BNDES ao governo cubano em condições diferenciadas do padrão do banco;

2. Convênio do Governo Venezuelano como o MST;

3. Dívida pública x programas sociais x PIB reduzido;

4. Discurso do presidente Maduro, da Venezuela, sobre a eleição de Dilma e os projetos que ele diz que o Brasil deverá adotar, doravante;

5. Participação de Lula no processo eleitoral e reflexos na relação entre as regiões brasileiras; e

6. O discurso ideológico de alguns filósofos alinhados com o governo, declarando ódio à classe média e cunhando a expressão preconceituosa "elite branca".

Creio que esses temas também fazem parte do contexto de 2015.

Cordialmente,

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Não sou o Nassif, mas acho que posso responder algo...

Sr Enock,

1 - não existe empréstimo do BNDEs ao "governo" de Cuba, existe empréstimo a empresas brasileiras financiarem a venda de seus serviços e produtos a Cuba. É uma prática usual a todos os países mais desenvolvidos, como forma de fomentar a internacionalização de suas empresas e venda de produtos e serviços. FHC vendeu onibus assim, a Espanha vende assim, os EUA vendiam ao Brasil assim, pelo EXIMBANK, o Japão vende assim e a China entre outros. Em Cuba está sendo desenvolvida uma Zona Especial de Econômica de Exportação com a presença de Espanha, da Holanda, do Canadá, da China, entre outros e o Brasil vê aí (acertadamente - veja matérias da FIESP de SP), uma foram de ficar um pé forte em uma região estratégica, comcomunicação fácil com a Ásia, via Canal do Panamá, e dos EUA e Europa. Lembre-se que a pressão nos EUA para o fim do embrago já é grande até nas tradicionais mídias conservadoras, como o New York Times, e até no Financial Times inglês (apenas os EUA e alguns pequenos países Centro Americanos, ainda praticam o embargo).

2 - Este convênio é muito mais na mão inversa, pois o poder de influência do governo venezuelano no Brasil é insignificante e o Governo Brasileiro já deu seu recado que não aceita qualquer tipo de ingerência, pedindo explicações formais (porque não se manifestar contra também ao pedido de alguns apoiadores do PSDB ao governo americano, pedindo a derrubada da Dilma, não merece também preocupação?).

3 - Recomendo ler outros economistas que não os da VEJA, do Instituto Millenium ou dos adoradores do Mercado a todo custo, existe VIDA ALÉM DOS ESPECULADORES do mercado, leia um pouco de Pickerty, e outros... Sem uma política de distribuição de renda com os programas sociais, o EMRCADO não resolve a questão de redução da desigualdade. Veja o que ocorre nos EUA, aparentemente o país está saindo da crise, em termos macro, mas a MISÉRIA lá aumentou mais de 30%, a ponto de o próprio FMI estar questionando as receitas monetaristas e mercadistas, como as apregoada pelo Armínio e companhia, pois favorece a maior concentração (daí a defesa do modelo pelos mais abastados).

4 - Retórica mais para o público interno, sem peso NENHUM para o Brasil. Aliás o que pode ocorrer é ao contrário, o Brasil ser boa influência à Venezuela, na medida que demonstra solidez de suas instituições democráticas (se contidas as aventuras golpistas que grassam algumas hostes da oposição),

5 - Não vejo qualquer reparo à particpação de Lula, afinal é um quadro e uma liderança de peso no país e o que pelo visto preocupou a oposição foi que ele demonstrou ser uma liderança mais sólida de forte que o FHC. Se sua pergunta foi no sentido de achar que ele radicalizou que dizer então da atuação da Mídia, que vem radicalizando a 4 anos e até tentou um GOLPE ELEITORAL nas vésperas da eleição, fomentando uma corrente de ódio ao PT e ao governo em certos segmentos sociais. Meu amigo, seja um pouco crítico e verá que o grosso do comprotamento odioso e xenófobo, vem justamente das hostes anti-petistas.

6 - Cita uma minoria que não representa de forma alguma o Governo nem o pensamento do governo. O mesmo se pode dizer do ódio encastelado em colunistas de representativos setores da mídia, ou acha que u Reinaldo, um Mainardi, um Constantino pregam o que? O ódio que vi nestas eleições eu vi de forma avassaladora vindo da base de apoio da oposição, com citações e chavões de baixíssimo nível. Nunca vi um apoiuador de Dilma, na rua xingando um apoiador do PSDB, mas presenciei vários episódios no sentido contrário, alguns deprimentes. com senhores e senhoras "ditas" cultas e educadas, até estimulando crianças nos xingamentos.

Obrigado

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  Matou a pau. Se o Enock

  Matou a pau. Se o Enock quiser sair da treva, seu comentário é o caminho. Parabéns.

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Paulo Gilberto Klein

Na chincha... e um pouco ao lado...

Acho que a tortuosidade da "política midiática' do Governo Dilma aparece agora quando tenta intimidar o PIG cortando verbas da (não-)Veja.

Folha de Sampa já demitiu colunistas importantes por motivos "econômicos" e me parece que a (pouca) atenção às "grandes manifestações pelo impeachment" (pasmem, teve colunista falando bem assim) reflete o medo de perder a grana da publicidade oficial. Ah, e a globo anda bem quietinha (me parece ao menos)...

 O que me preocupa é que a "política midiática" do Governo Dilma parece que continuará sendo essa. Dar (mais) dinheiro quando apoia e (menos) dinheiro quando não apoia o governo. Isto não é política de comunicação. Isto é um lixo a serviço de sabe-se-lá quem... Não educa politicamente e só serve para imaginarmos que por baixo deste tapete exista sim um escândalo a espera de ser descoberto.

Cadê o apoio às rádios comunitárias? Onde fica o incentivo à construção de alternativas populares de comunicação? E TVs populares? Sim, senhoras e senhores, o POVO ainda assiste TV e tv aberta e muito...

Aliás esta direita escrota anda vendo fantasmas por falta de ajustes nas antenas de TV, porque sinceramente do jeito que está não há a menor chance deste governo virar socialista. Tudo que tem feito em termos de mídia é manter o status quo sem apontar caminhos para uma superação do modelo atual. 

Sequer distribui as verbas dentro de um  "modelo de negócios" defensável, fazendo agora um arremedo de iniciativa cidadã (no caso da Veja) que não se estende aos outros canais midiáticos, do mesmo modo que sarneys e aécios fazem nos seus ducados;

Tudo bem que votei na candidata ( votei por ser a melhor proposta - aquém é verdade do que eu gostaria), mas está na hora de MUDAR- MUDANDO. Se governar é escolher um lado. É hora de posicionar-se melhor no jogo. 

Que o rebotalho cumpra o seu papel de guardanapo da elite branca e preconceituosa. Mas que este governo seja muito melhor (vle dizer, mais assumido) do que o primeiro.

 

 

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Ozzy

Complicando o simples

Quantos quadros e gráficos para explicar o que é simples:
 

1. Parece haver quase certeza de que havia uma maracutaia violenta na Petrobras.

2. Se for provado que a presidente sabia disso e não fez nada, ela TEM que cair.

3. Se não for provado que ela sabia, aí sim entraríamos numa discussão de força política: se a presidente estiver fraca politicamente, valerá o argumento de que ela não pode continuar no cargo pq não foi capaz de perceber uma mega roubalheira debaixo do seu nariz. Se estiver forte politicamente, fica no cargo com o velhíssimo discurso do "eu não sabia".

 

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  Ou seja, para você ela foi

  Ou seja, para você ela foi eleita, mas isso não importa. Só importa seu desejo golpista, nessa espécie de "domínio de fato".

  Só para ficar em poucos exemplos, houve uma roubalheira doida nas provatizações. O que deveria ter sido feito com FHC? E Perrela, dono do helicoca, é amicíssimo de Aécio Neves, que pôs em seu gabinete de senador uma indicada de Cachoeira. O que você sugere que façamos com ele?

  E pare com esse papo nojento de "se ela sabia disso". Você não é a Veja, não procure reproduzi-la aqui porque nem todo mundo tem estômago forte pra tanta nojeira.

 

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Cristiano Peluso

Golpe?

É impressionante. Nassif e seus seguidores são incapazes de enxergar qualquer responsabilidade do governo em suas próprias mazelas. Tudo é culpa da imprensa! Nunca há escândalo, mas sim "escandalização". O governo é sempre a vítima. As estatais são roubadas dia e noite, mas a culpa é da Veja. Realmente impressionante.

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Vivinha

Impressionante mesmo é que

Impressionante mesmo é que ainda exista gente que não é capaz de compreender o papel da mídia na diuturna missão de minar o governo do PT através de manchetes bombásticas, desonestas, distorcidas, de informações distorcidas e opiniões travestidas de fatos, onde proliferam a presunção imediata de culpa, o linchamento, a mais abjeta subversão ao Estado Democrático de Direito.

E isso está contaminando o pensamento de diversos leitores, para quem bastam meros indícios, informados por "fontes que pediram para não ser identificadas", ou certos "interlocutores" inominados, para julgar e condenar petistas sem a necessidade de apresentar provas.

Difícil viver assim.

 

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Vivinha

Impressionante mesmo é que

Impressionante mesmo é que ainda exista gente que não é capaz de compreender o papel da mídia na diuturna missão de minar o governo do PT através de manchetes bombásticas, desonestas, distorcidas, de informações distorcidas e opiniões travestidas de fatos, onde proliferam a presunção imediata de culpa, o linchamento, a mais abjeta subversão ao Estado Democrático de Direito.

E isso está contaminando o pensamento de diversos leitores, para quem bastam meros indícios, informados por "fontes que pediram para não ser identificadas", ou certos "interlocutores" inominados, para julgar e condenar petistas sem a necessidade de apresentar provas.

Difícil viver assim.

 

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Concordo, Cristiano. Acho que

Concordo, Cristiano. Acho que a imprensa não tem toda a culpa. Quem acredita nela também tem muita culpa.

O nazismo só cresceu por que inocentes úteis, e outros nem tanto, acreditaram que Hitler era um grande político que só queria o bem do seu povo. Inclusive fora da Alemanha.

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Comentário

Excelente Luis Nassif.  Me preocupa a capacidade do governo e do PT para reverterem esse processo. Não vejo outro caminho que não seja a radicalização na defesa do programa de governo, o que é uma armadilha. Te pergunto:  De uma certa forma, nessa altura do campeonato, o golpe é inevitável?  Pode não vingar, como aconteceu com o Chaves na Venezuela? Um abraço.

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Pluralidades.

Parabéns! Sua capacidade de observação e muito singificativa.Obrigada!

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Marinho

O Xadrez da batalha do impeachment

Empréstimo do BNDES a Cuba e discurso de Maduro sobre reeleição de Dilma. Temas hilariantes sugeridos pelo leitor Adilson...  Ora!

 

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Fabiano Duarte

o golpe

Desde 1937, após vir ao mundo, mineiro e com pai metido na política sendo cab eleitoral  de Bias Forte, vim presenciando desavenças e agressões que nos afastavam de parentes, vizinhos e amigos quke pertenciam ao outro grupo, os Bonifácios. O centro era a cidade de Barbacena. Quanta encrenca, quanta briga, quantas acusações caluniosos ou não. Lembro-me de uma que ficou gravada: Minha tia Conceição, irmã de minha mãe, já tinha falecido e diziam que ela tinha votado, ou melhor tinham usado o título de eleitor dela e votado. O padre entrava na briga e ninguém ficava de fora. Os pobres e os trabalhadores da roça, sem direito nenhum brigavam  e os fazendeirões e quke se elegiam e possuiam as terras todas, enqukanto os pobres e os trabalhadores não possuiam casa,, nem terra própria para plantar e poder sobreviver com um pouco mais de dignidade. Imperavam a desigualdade, a miséria, o analfabetismo.  Ninguém era cidadão, a não ser os latifundiários. Foi aí que tomei partido: sou lutador dos de baixo, dos proletários, dos trabalhadores rurais e urbanos. Aqueles poucos da outra banda, eram meus inimigos e eles viviam longe do povo, em amplas casa tendo tudo o que se podia pensar. Nós não tinhamos geladeira, nem chuveiro eletríco. A água quente era só para aqueles que possuiam serpentina no fogão que esquentava a água para o banho de chuveiro. Nós outros, tomávamos banho de bacia e a águka era esquentada no fogão e colocada na bacia.Minha opção já estava tomada. Na atual sociedade de classe mutatis mutandis acontecem as mesmas desigualdades. Hoje vivemos na ditadura do capitalismo e a burguesia, com raras exceções, não suportam os trabalhadores, os pobres, os miseráveis, os negros, etc... Não existe democracia, ou melhor é a democracia criada pela burguesiperfumada. A "burguesia fede", dizia o roqeiro e como fede. É ela quke esta preparando ukm golpe contra quem foi eleita pelo povo. Foi assim com Getúlio, Goulart etc.Só existe uma saída: acabar com o capitalismo, destruir a bukrguesia, et.. .

 

 

 

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Calil Abumanssur

Impeachment

Nassif, sua an[alise tem sustentacao em parte. Todavia alguns dos cenarios por voce apontados, realmente podem estar ocorrendo. No momento em que a oposicao ao atual governo faz um acordo sobre o desenrolar da CPIM da Petrobras, deduz-se que deve estar acontecendo um acordo entre o Poder Judiciario e o Poder Legislativo, naquilo que o Poder Executivo antes das eleicoes vinha enfrentando: o auxilio moradia 'vergonhoso" (do ponto de vista do cidadao) para beneficiar os integrantes do judiciario.

Desse modo, essa associacao espuria deve se refletir mais a frente como por exemplo, um provavel veto da presidenta Dilma a esse rombo imoral no orcamento, colocando em mais uma saia justa o Executivo contra o Legislativo.

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Cicinho não desiste nunca!

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Dentre todos os comentários,

Dentre todos os comentários, a maior bobagem de longe. Dizer que quem alerta para tentativas de impeachment é a favor do impeachment só pode partir de pessoas com enorme dificuldade de interpretação de texto.

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Há métodos menos trabalhosos de desestabilização e domínio

Seu artigo me assustou, Nassif. Até agora, eu só tinha ouvido a palavra "impeachment" na boca dos apoiadores da direita, cujo argumento é a mentira da capa da Veja. Ora, não se pede nem se faz impeachment com base em ficção. Não há motivo para impeachment. Washington e seus representantes brasileiros vão ter de inventar outro método de desestabilização, e penso que ele está se desenhando neste período pós-eleitoral: não dar trégua ao governo, em nenhum aspecto. Mas suas sugestões, Nassif, são igualmente úteis no contexto do quadro que a "oposição" vem esboçando, e do qual o impeachment está fora. Caso algum desvairado o peça, não tenha dúvidas de que a militância irá às ruas para defender o jogo democrático e o resultado das urnas. Um pedido de impeachment resultará em conflitos nas ruas, para onde os marionetes da direita também irão. O risco, a meu ver é esse: batalhas campais e desestabilização intensa do país. Do jeitinho que Washington gosta. Basta ver no que deram as "primaveras árabes", iniciadas, estimuladas e patrocinadas pela CIA: no início do estabelecimento do plano Yinon, que há 30 anos aguarda ser posto em prática, com a divisão do Oriente Médio em pequenos territórios, para facilitar o domínio dos sionistas na região e o controle da produção e da distribuição de óleo e gás pelas mesmas gigantes petrolíferas que querem engolir a Petrobrás. A diferença é que no Brasil (e em toda a América Latina), além de óleo e gás, há a riqueza das florestas, da fauna, do subsolo, da água doce, dos minérios e do DNA dos nativos. Somos um alvo e tanto. E fomentar divisões na população é tão eficiente quanto um impeachment, mas bem menos trabalhoso. Um abraço.

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Baby Siqueira Abrão

jornalista

Brasil de Fato - Carta Maior

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Tenente Aldo Raine

Nenhum blog,eu disse

Nenhum blog,eu disse nenhum,deu vazão a um devaneio ridículo.O senhor,se entendi bem,não alertou coisa nenhuma.Deu como favas contadas,o impedimento da Presidenta.De onde tirou isso,é o que não consigo realmente entender.Porque não um artigo sobre os 12 anos do Governo de Aecio/Anastácia nas Minas Gerais.Ou Pimentel audita,ou não governa.Estado insolvente,quebrado.Nesse caso,não seria ilações sem pé nem outro pé,e tenho certeza,não teria nenhuma dificuldade de entender.O problema maior que enfrenta a blogosfera,como bem diz o senhor,e o tal "efeito manada".Sem dúvida nenhuma,estamos diante de um deles.

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Antonio Passos

Tudo bem como alerta, mas......

Não dá para comparar com Collor e nem mesmo coim os demais citados. Já imaginou Dilma e Lula em rede nacional, dizendo com todas as letras: "Não nos deixem sós, há um golpe em curso para acabar com todas as conquistas sociais, incluindo o   Bolsa Família". O buraco é mais embaixo.

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El Fuser.

O que está, verdadeiramente, em jogo?

Antes dele embarcar a Barcelona, estive com o um amigo para uma longa e animada conversa aqui em casa...

 

Tecemos considerações sobre o que vinha pela frente nas eleições que se avizinhavam...Chegamos a vários consensos e alguns poucos pontos de divergência...Das divergências, nenhuma delas irreconciliável, na verdade, nem podemos chamar de divergências, dada a natureza complementar delas.

 

Sobre as hostilidades pré e pós eleições (acho que não falamos sobre o pós, exatamente) tínhamos e temos pleno acordo: O jogo eleitoral brasileiro não se acirrou por questões apenas de caráter interno, ou pela luta renhida entre PT ou PSDB, partidarização da mídia, etc...

 

Esses são componentes que estão para a disputa mais como efeito dela, e não como causa, e o eixo central dessa disputa não é nacional, mas global...

 

Digo e repito: O que está em jogo no momento é o tipo de alinhamento de países com o tamanho e peso relativo do Brasil, aí somamos os chamados BRICs e outros tantos, com Turquia, Irã, Canadá, Austrália, México, e outros com peso menor, como Argentina, Venzuela, Chile, etc, vão ter com o centro hegemônico do capitalismo atual, EUA e Europa...

 

Períodos de longa e profunda crise são sucedidos de épocas de forte expansão dos fluxos de capital, represados e protegidos em suas pátrias-mãe durante a tormenta, ensinam os manuais de economia...

 

É mais ou menos assim, da forma simplória como eu entendo: 

 

Durante anos, o capital se esparrama pelo mundo, em busca de territórios e mercados, que alimentam sua acumulação pela produção e concentração de riqueza, e recentemente, mais pela acumulação composta proporcionada por juros e pela dívida pública e discrepâncias cambiais dos países mais pobres...

 

De tanto "comer", o "monstro capitalista pantagruélico" engasga e para, como uma "porca obesa", e para sobreviver, essa "porca" vomita a tudo e a todos que julga desnecessários (os "seus" pobres e os pobres das economias dos outros países), acumulando apenas "a gordura" que lhe mantém para "hibernar" quando não houver alimento...

 

Na medida que os países perfiféricos se levantam, uns pelo amargo remédio imposto pela banca (FMI e outros organismo), ou por processos mais autônomos, como Brasil e outros países, nessa última crise de 2008, a "porca" acorda e sai à caça de "alimento" novamente, re-inaugurando o ciclo, que se repete apenas nos propósitos ("alimentar a porca"), mas que a cada vez se torna mais e mais voraz e destrutiva...

 

Ora bolas, sempre nos empurraram goela adentro que o papel global dos países, e suas posições relativas em relação as riquezas globais, eram quase uma dádiva divina ou uma questão de "caráter" do povo, ou ainda, vinculada a determinismo geográficos...Pura tolice...

 

A riqueza e opulência de uma sociedade está totalmente estruturada sobre a pobreza e penúria das demais...Assim como a pobreza e penúria de parte de uma nação está subordinada e sustenta a opulência de sua elite...

 

O capitalismo não é apenas um sistema que produz diferença...No capitalismo, essa diferença é sua própria razão e força de existir...

 

Normalmente, as elites nacionais tendem a se filiar às suas matrizes ideológicas (e econômicas) internacionais, e promovem a defesa dos interesses destas, em detrimento dos interesses da população de seus próprios países, e como relação de causa-e-efeito são mantidas com uma parte da expropriação promovida por essas elites internacionais dentro desses países, como uma comissão, um "agrado" aos seus "capitães-do-mato".

 

Durante todo o processo histórico de maturação do capitalismo, desde sua fase mercantil, passando pela fase monopolista-oligopolista (imperialismo), até chegar a esse capitalismo transnacional financista de extrema volatilidade, que supera as barreiras físicas da acumulação em um clique, sempre houve quem se dedicasse a manter os países (e as populações) que alimentam a riqueza dos países centrais domesticados e dedicados a aceitar sua miséria como uma questão de "má-sorte" ou de "falta de capacidade"...

 

É isso que está em jogo...

 

Por isso países como o nosso sofrem intervenções golpistas, de tempos e tempos, financiadas à larga pelos cofres das corporações mundiais...A África não é o que é à toa, assim como a América Central não permanece o que é por ira ou vingança divina...

 

 

Se houver menos petróleo (energia), menos insumos ou insumos mais caros (matéria-prima e mão-de-obra) e barreiras a acumulação capitalista global, o estadunidense médio ou o europeu médio vão ter que diminuir seu padrão de consumo...

 

Mais e melhores empregos no Brasil significam menos e piores empregos na França ou na Itália...

 

Mais lucros ou empresas brasileiras maiores, como a Petrobras, significam empresas estrangeiras menores...

 

Menos riqueza, menos dinheiro, é menos poder, exércitos menores...

 

Para manter as coisas como estão, há duas maneiras principais: Guerra ou golpe...Por isso países centrais mantêm grandes e modernos contingentes militares associados com uma máquina de propaganda (mídia) que adestra seus sócios-minoritários ao redor do planeta, que defendem o "patrão" com a própria vida, e sem pestanejar se tiver que torturar e golpear seus próprios compatriotas...

 

É dissuasão ou porrada (seja ela externa, ou "por dentro").

 

Os donos do mundo não hesitarão em usar nenhum dos dois métodos, aliás, como utilizaram em todos os momentos da História mundial...

 

Não se trata de alarmismo ou catastrofismo, mas de conhecer o inimigo (e seus associados), para dar a resposta mais eficiente e proporcional...

 

Claro que não se trata de deflagrar nenhuma "caça às bruxas", no entanto, todo cuidado é sempre pouco, e não poderemos hesitar em defender a Democracia com todos os meios que ela nos permite para afastarmos agressões dissimuladas em cruzadas morais e cívicas...

 

Dilma não pode hesitar como Jango, e não tem o rabo preso de Getúlio...É tiro, porrada e bomba na canalhada paulista...

 

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A própria luta de classes

El Fuser, gostei muito do seu comentário. E, como vc afirma, em resposta a um comentário, é fruto de suas inquietações. Tb sou muito inquieto por natureza, acho que herdei de meu querido pai, já falecido. Bem, vou dar 2 exemplos de como o Império americano (Império do Caos, como afirma o jornalista Pepe Escobar, em artigos publicados no blog do Cartor Filho, acerca das intervenções militares dos EUA no mundo) costuma impor sua vontade, quando não pela força, pela enganação, respaldada pelas grandes corporações de imprensa-empresa do Mundo Ocidental. Começo lhe fazendo uma simples pergunta: vc acredita que o Homem já esteve na Lua? Se acredita, posso lhe assegurar: vc está redondamente enganado, como tantos milhões de nós foi contaminado por esta farsa histórica. Eu mesmo acreditei nessa mentira durante 40 anos. Só "descobri" que esta estória é falsa exatamente no dia 20.07.2009, qdo o Google fazia uma homenagem aos 40 anos deste suposto feito e, por acaso acessei um site chamado "A Fraude do Século", publicado por André Basílio, salvo engano um publicitário brasileiro. Depois, acessei outros sites e um vídeo no Youtube, feito nos EUA, que pode ser acessado com os termos "Lua Fox Farsa", um documentário feito pela Fox Television em 2001. Se vc não o viu, veja. Qual a gravidade deste fato? Pra mim, está no fato de enganar sistematicamente, alienar milhões de pessoas em todo o Mundo. E qual a intenção por traz disso? Manter as mentes submissas a uma suposta e inquestionável supremacia científica. Criar no mundo ao redor do Império a sensação de que só eles têm o avanço tecnológico, criar, enfim, a idéia de sua superioridade perante as demais nações. Outra farsa que nos impõem nossos meios de comunicação a serviço deles: os atentados de 11.9 de 2001. Aqueles atentados foram visivelmente forjados, para justificar a intervenção militar que promoveram no Afeganistão. Atentado de falsa bandeira, como se diz, mas nossa imprensa submissa deixa de nos informar, por auferir, quem sabe, muito dinheiro com esse acobertamento criminoso. Sobre os atentados, veja tb no Youtube o documentário "A grande farsa dos atentados de 11 de setembro de 2001 - RTP-2", completo, que é uma tradução do original, feito pelos próprios americanos sob o título "Loose Change". Somos sistematicamente enganados, infantilizados politicamente, para que não possamos questionar a barbárie dos poderosos. Não quero me estender muito. Fico apenas nestes dois casos emblemáticos impostos pela supremacia americana, sustentada por grandes corporações de mídia. Como vc diz no seu texto, primeiro é preciso identificar o inimigo - Não se trata de alarmismo ou catastrofismo, mas de conhecer o inimigo (e seus associados), para dar a resposta mais eficiente e proporcional ... Um abraço a vc, ao Nassif e a todos que tomarem conhecimento deste comentário.

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JBzinho

Isso. E poderá contar com o

Isso. E poderá contar com o apoio incondicional da El Fuser, que não rem coragem sequer de se identificar em meros comentários de blog.

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Muito prazer...

JBzinho é sobrenome da parte de papai ou de mamãe...você tem mãe, não?

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JBzinho

Sou filho de mãe

Sou filho de mãe desconhecida. Como todos seus comentários, aliás.

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El Fuser.

Pai e mãe...

Meus comentários são filhos de meu (bom) senso com minha inquietação...

Não puxo saco de dono de blog e nem ando com manadas, fiote...

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