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ONG lamenta morte de jovem que teria sido assassinado pela PM

 
Da Ação Educativa
 
 
A Ação Educativa repudia e lamenta o assassinato de Josias de Souza, jovem de 16 anos que integrava o projeto “Segura essa Ideia: Jovens Articuladores pelo Direito à Segurança”, formação realizada na região de Sapopemba, sobre violência contra juventude, desigualdades raciais e de gênero, na perspectiva dos Direitos Humanos.
 
Josias, que era carinhosamente chamado de Chaveirinho pelo grupo, segundo relatos iniciais, teria sido morto pela Polícia Militar na noite do último sábado (20 de fevereiro). Bem sabemos que o fato de ser negro, pobre e periférico, do sexo masculino e estar na faixa etária de 15 a 29 anos, o insere no grupo social que mais tem sido vitimado pela violência de Estado no Brasil.
 
O que torna a morte de Josias ainda mais dramática é justamente o fato dele ser participante ativo e interessado de um projeto que se propõe a pensar soluções para a questão da segurança pública, de modo a garantir o direito a uma vida digna a outros jovens como ele.
 
Fatos como este, que integram um processo de matança sistemática de jovens com esse perfil, chamado pelos movimentos sociais de Genocídio da Juventude Negra, reforçam a necessidade de ampliar os investimentos e consolidar a implementação de políticas públicas que visem desconstruir uma cultura de violência comum a territórios marginalizados das grandes metrópoles.
 
Não podemos silenciar nossa tristeza e indignação. Exigimos do Ministério Público de São Paulo agilidade na apuração das circunstâncias em que ocorreu este assassinato que privou familiares e amigos do convívio de Josias.
 
Em nome de toda a equipe da Ação Educativa,
 
Vera Masagão Ribeiro
 
Coordenadora-geral
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