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Os governos Lula e Dilma são diametralmente opostos aos anos 70

Comentário ao post: O governo Dilma tem toda a cara de anos 1970

Este é um dos posts mais ridículos que já vi em toda a minha vida. Os governos de Lula e Dilma, pelo que será exposto logo abaixo, representam justamente o contrário do que houve nos anos 70!

Nos anos 70 vivíamos uma brutal ditadura militar, onde a brutalidade da ditadura em si era agravada pelo famigerado AI-5. Vivíamos nos idos dos anos 70 a época dura da repressão, da censura, das mortes, dos estupros, das torturas, das ocultações de cadáveres e de toda a sorte de arbitrariedades contra quem ousasse se opor aos fardados de plantão, que jamais receberam a chancela do povo brasileiro para estarem onde estavam e, menos ainda, para praticarem atos bárbaros de terrorismo de estado.

Nos anos 70 o Brasil ia muito bem com o "milagre econômico" enquanto o povo brasileiro ia mal das pernas. Tínhamos naquela época inflação descontrolada, arrocho salarial, manipulação de índices oficiais, brutal concentração de renda, desmonte criminoso da educação e da saúde públicas, pérfido e acelerado êxodo rural (cujas consequências são sentidas até hoje), compressão vergonhosa do salário mínimo e uma série de índices sociais comparáveis aos países da África Subsaariana (e que pioraram ainda mais a partir do golpe). Acabou (com Lula e Dilma) o conto do vigário de esperar o bolo crescer para distribuir renda!

Nos anos 70 era impossível que um coxinha fantasiado viesse a público criticar a quem quer que fosse, mesmo que a crítica fosse completamente imbecil ou sem nexo. Se o fizesse, iria direto para as masmorras dos ditadores para ser 'gentilmente' torturado (dentes arrancados, pau de arara, arrancamento de unhas e outras "amenidades"...). E uma pessoa em especial sentiu na pele e na alma o que era se posicionar contra a ditadura naquele tempo. Esta pessoa hoje preside o Brasil por obra e graça do sufrágio universal, livre e desimpedido do povo brasileiro.

O bom da democracia é que até mesmo os néscios podem se manifestar e escrever toneladas de bobagens sem nenhuma conexão com a realidade concreta e objetiva dos fatos. Melhor assim, hoje o máximo que acontece é que caiam em completo ridículo ao escrever tantas e tão variadas pérolas do senso comum e da mistificação grosseira... 

Por fim, percebam que é preciso uma alta dosagem de maluquice para comparar o sistema eleitoral norte-americano (onde apenas dois partidos dominam o parlamento), com o caótico sistema eleitoral brasileiro onde quase 30 partidos tem representação popular no Congresso Nacional. Isto é tão absurdo e fantasioso que nem merece maiores comentários. Quem sabe o coxinha fantasiado não resolve fazer um post elogiando o ditador Ernesto Geisel? Foi no governo ditatorial dele que se aprovou a Lei do Divórcio no Brasil...

 

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73 comentários

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 Saia Justa

Ao provar que índios são menos vulneráveis que outros grupos étnicos, Gão fez com o Almeida o mesmo que a Dona Luiza fez com o Mainardi, mas pelo menos o pseudo jornalista, ex colunista de Veja, teve o bom senso de se retirar para evitar maiores constrangimentos.  

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Tem o certo. Tem o errado. E tem todo o resto. (Cazuza)

É mesmo?

Gão virou cacique porta-voz dos índios? Eu trouxe para cá manifestos dos próprios índios denunciando o governo petista. Abaixo, vou colocar mais um:

Carta do Encontro Preparatório dos Povos Indígenas ao 13º Intereclesial de CEBs
 

Um grito profético dos povos indígenas.

Ao realizarmos o encontro nesta região tão mística e com tantos significados, relembramos a resistência dos povos indígenas através da Confederação Cariri que ocorreu no século XVII quando vários povos se juntaram para resistir contra a escravização indígena

08/01/2014

Das Lideranças Indígenas e Aliados

Os povos indígenas do Brasil representados pelas etnias Pataxó e Pataxó Hã-Hã-Hãe (Bahia), Xukuru-Kariri e Jeripancó (Alagoas), Potiguara (Paraíba), Xavante (Mato Grosso), Pankararú (Pernambuco), Kassupá e Wajoro (Rondônia), Xerente (Tocantins), Nukini e Nawa (Acre), Munduruku e Tembé (Pará), Tremembé e Pitaguari (Ceará) e seus aliados reunidos na comunidade da Palmerinha na Paróquia do Sagrado Coração de Jesus, na cidade do Juazeiro do Norte – Ceará, se preparando para participarem do 13º Intereclesial das CEBs no período de 05 a 07 de janeiro de 2013. Refletimos a partir do tema: “Justiça e Profecia a Serviço da Vida e dos Povos Indígenas”, sobre a realidade que cerca a caminhada dos povos indígenas, seus sonhos, desafios e suas expectativas sobre o 13º intereclesial das CEBs.

   

Ao realizarmos o encontro nesta região tão mística e com tantos significados, relembramos a resistência dos povos indígenas através da Confederação Cariri que ocorreu no século XVII quando vários povos se juntaram para resistir contra a escravização indígena. Foi feita uma ponte histórica entre as lutas do passado e as lutas dos povos indígenas nos dias de hoje, destacando a estratégia do governo brasileiro em retirar direitos dos povos indígenas, fazendo leis que aparentemente defendem os indígenas e ao mesmo tempo criando outros mecanismos que retiram e violam estes direitos.

Refletindo o tema: “Justiça e Profecia a Serviço da Vida e dos Povos Indígenas”, não poderíamos deixar de dar nosso grito profético repudiando a postura de submissão do governo brasileiro ao agronegócio, confirmando a decisão do governo da presidenta Dilma Rousseff de um viés antiindígena: sendo aquele que menos demarcou terras indígenas e o que mais avançou na restrição ou supressão dos direitos indígenas, por meio de decretos e portarias inconstitucionais: Portaria 419/2011, Portaria 303/2012, Decreto 7957/2013; PECs 215/2000, PEC 237/2013 e PEC 038/1999; PL 1610/1996 e PLP 227/2012. Todos esses instrumentos buscam inviabilizar e impedir o reconhecimento e a demarcação das terras indígenas, reabrir e rever procedimentos de demarcação de terras indígenas já finalizados; e facilitar a invasão, exploração e mercantilização dos territórios indígenas e suas riquezas.

A insistência deste governo neoliberal em implementar e apoiar projetos grandiosos que agridem  as comunidades indígenas, a exemplo da hidrelétricas de Belo Monte e do Rio Madeira,  Transposição do Rio São Francisco, Ferrovia Trasnordestina, Usina de Teles Pires, usinas nucleares em terras indígenas, monocultivos de eucaliptos, sojas, canas, entre outros, demonstram a real posição adotada por este governo assassino e destruidor das populações tradicionais.

Denunciamos as perseguições e as violentas manifestações de agressão, racismo e preconceitos contra as comunidades indígenas, como as recentes ações contra o povo Tenharim no município de Humaitá no Amazonas e que se repetem e se multiplicam junto a outros povos, diante da impunidade e da conivência do governo brasileiro. Estas ações de violência e preconceito acontecem por conta das comunidades indígenas lutarem na defesa da sua integridade, e pela devolução do seu território, que são os poucos espaços que lhes restam, depois de 514 anos de roubo, expulsões e etnocídio. 

Aproveitamos este momento histórico da realização deste 13º Intereclesial das Comunidades Eclesiais de Base do Brasil, neste chão sagrado do povo Cearense para pedir o apoio e solidariedade de todas e todos aqueles que acreditam em uma nova sociedade possível baseada na justiça e para que os nossos povos tenham vida plena. Solicitamos que as CEBs denunciem o governo brasileiro por omissão e não cumprimento das obrigações constitucionais. Exigindo a demarcação e regularização de todas as terras indígenas como reza a Constituição Federal de 1988 e que o governo respeite os nossos direitos, pare de invadir nossos territórios com seus projetos “desenvolvimentistas” que mata e destroem a nossa mãe terra e seus filhos, os povos indígenas.

Solicitamos encarecidamente que as CEBs possam nos ajudar cumprindo sua função profética a partir da leitura do Evangelho e da prática de Jesus: proteger os fracos, combater as injustiças, ajudar o próximo, e que assim como São Bento, Pe. Ibiapina, Pe. Cícero e muitos outros beatos e beatas que seguiram esta prática possamos contar hoje com o apoio solidário as nossas lutas e sofrimento. Que os nossos Encantados e Seres de Luzes protejam a todos os membros das CEBs e os presentes neste grandioso encontro de Fé e luta.

Juazeiro do Norte (CE), 07 de janeiro de 2014.

 

 

 

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Alerta Geral!

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Martin Afonso

muito boa essa !!

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Heresia

Mesmo não concordando com o argumento do Gunter, a questão que embasa o texto do Diogo Costa é só uma: grave pecado cometeu o Gunter ao ousar criticar o governo Dilma. 

Para o Diogo, um ortodoxo absoluto (lembremos George Orwell: “Ortodoxia é não pensar... não precisar pensar...), se o Lula e a Dilma disserem que dois mais dois é igual a cinco, fatalmente eles estarão certos e todo o resto do mundo errados. 

Diogo padece da doença infantil do governismo, e é sobre esta égide que seus textos devem ser analisados.

 

Quanto à arbitrariedade dos militares (governo que eu deploro), eles fizeram tantas atrocidades porque infelizmente tinham poder para tanto. Se caso um governo do PT tivesse todo este poder, podemos inferir pela “elegância” do texto do Diogo que o destino da oposição não seria muito diferente...

 

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Não exagera, Doney. O Diogo é

Não exagera, Doney. O Diogo é enfático, até demais, em sua defesa do governo. Mas é tudo bem fundamentado em argumentos, dados e fatos. Que podem ser questionados claro, mas não desqualificados a priori

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Juliano Santos

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Fabio Nogueira

Prá Frente, Brasil!

"200 milhões em ação,

Prá Frente, Brasil

Salve a Seleção!"

 

"O manual considera movimentos sociais como “forças oponentes” das Forças Armadas, e os inclui no mesmo grupo de quadrilhas, contrabandistas e facções criminosas. De acordo com o novo regulamento, todos eles, sem distinção, devem ser “objeto de atenção e acompanhamento e, possivelmente, enfrentamento durante a condução das operações” das tropas federais."



http://ultimainstancia.uol.com.br/conteudo/noticias/68718/%91altos+circulos+da+republica%92+consideram+protestos+uma+ameaca+ao+pais+diz+general.shtml

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Percebo há algum tempo certa

Percebo há algum tempo certa inflexibilidade política da parte de alguns ótimos colegas do blogue (e fora dele), gente inteligente, que sabe argumentar e fundamentar seus argumentos, e que escreve bem. O caso em questão, que levou a uma acirrada discussão (que hoje extrapolou as mais comezinhas regras de respeito) sobre a situação aflitiva de parte dos índios brasileiros, é algo bastante revelador do calcanhar de Aquiles do governo Dilma, mais do que os de Lula, que apoio criticamente. Quem me conhece do blogue sabe que há anos tenho chamado a atenção para o modo inábil com que nosso (necessário) desenvolvimentismo tem sido implementado. Um governo capitaneado pelo PT não deve passar por cima dos setores mais desvalidos da sociedade, para favorecer grandes interesses econômicos. Por outro lado, não dá para chamar de "genocida" um governo que concede bolsas de estudo para seus supostos genocidados: estudantes indígenas e quilombolas. Nomes aos bois: genocidas são fazendeiros, madeireiros, seus jagunços, policiais, etc. E deputados ruralistas, dos quais infelizmente o governo se aproximou, em uma estratégia das mais duvidosas, para dizer o mínimo. Nem dá para considerar "homofóbico" um governo e um partido como o PT, com sua pioneira história de luta pelos direitos dos homossexuais, por ter tido na sua base aliada gente como o In-Feliciano. Por outro lado, não dá pra justificar a proximação a pastores midiáticos de direita, como aparente e oportunisticamente faz um Lindberg no Rio, né? Há evangélicos e católicos (viva o CIMI), e os minoritários umbandistas, gente do candomblé, xamanistas, judeus, muçulmanos. E ateus, agnósticos, o escambau. Não se deve priorizar nenhum setor desses, na política. Respeito, e pronto. Democracia.

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Qualquer semelhança com a Copa do Mundo...

... não é mera coincidência:

 

"A expectativa e finalmente a vitória do tricampeonato foram a base para o desvio político e critico da sociedade, o progresso do futebol se fundia ao do regime (auge do milagre econômico). Reconhecendo e aproveitando os efeitos do futebol que mascaravam a realidade drástica do período, o regime continuou investindo na sua aplicação. A ditadura organizou em 1972 a taça da independência para comemorar o sesquicentenário da emancipação política (JÚNIOR, 2007), patrocinou uma minicopa mundial de futebol (GASPARI, 2003), criou através da CBD o campeonato brasileiro a partir de 1971 com vinte clubes e organizou cinco amistosos em 1971, dez em 1973 e nove em 1974 somente com jogos contra selecionados nacionais (JÚNIOR, 2007). Foram construídos trinta estádios entre 1972 e 1975, fora os demais construídos durante o período, fato que auxiliava na popularidade do governo, servia para promoção a cargos políticos e expressava o ideal de desenvolvimento e progresso do discurso político entre os militares. O governo patrocinou o desfile em carro aberto pelas ruas das grandes capitais e a exibição publica do troféu. A loteria esportiva criada em 1970 além de contribuir para a manifestação ideológica do futebol foi uma fonte arrecadadora de recursos para o governo".

Fonte: http://www.efdeportes.com/efd164/o-uso-do-futebol-durante-o-regime-milit...

Os estádios de futebol como veículo de propaganda do Estado Novo:

"O desenvolvimento e crescente popularidade do desporto, e em especial do futebol,ao longo do século XX obrigaram, um pouco por toda a parte, à construção de estruturas que permitissem quer a existência de melhores condições para os atletas quer a afluência de umgrande número de espectadores. Os estádios surgiram assim como símbolo da força social dosclubes, ou, no caso dos recintos estatais, do interesse dos poderes públicos pelos espectáculosdesportivos de massas. O apoio do Estado à construção de grandes estádios não foi isento de interesses propagandísticos (procurando-se agradar às populações que acorriam aos jogos) e do aproveitamento do carácter monumental das estruturas desportivas para assinalar de forma duradoura a acção dos governantes. As ditaduras europeias da primeira metade do século passado foram exemplos desta instrumentalização dos estádios, que eram frequentemente palco de cerimónias visando fomentar o culto do chefe e a obediência ao seu regime".

Fonte:

http://www.academia.edu/1125949/Os_estadios_de_futebol_como_veiculo_de_p...

 

 

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Gão

E o gerador de besteirol não para

      Agora é esporte que é sinônimo de ditadura, mas era só o que faltava, em 50 construímos o maior estadio do mundo, antes do golpe ganhamos os dois primeiros campeonatos, só um título veio sob ditadura, em 98 perdemos a copa e o governo foi reeleito, em 2002 ganhamos e o governo não foi eleito em 2006 e 2010 perdemos e o PT se manteve no poder, eita discursozinho que não vale uma nota de 3.

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Até as bases do PT acham trágica a política indígena da Dilma.

Os piores cegos, os que não querem enxergar, são certos militansos urbanóides do petismo cegados pelo sectarismo, a estreiteza e a idiotia do seu fanatismo:

Núcleo Agrário do PT se posiciona contra minuta do Ministério da Justiça

Inserido por: Administrador em 05/12/2013.
Fonte da notícia: Núcleo Agrário do PT

Núcleo Agrário do Partido dos Trabalhadores na Câmara dos Deputados Frente Parlamentar em Defesa dos Povos Indígenas

Apontamentos preliminares sobre a Minuta de Portaria do Ministério da Justiça, que estabelece instruções para demarcação de terras indígenas

O tema das demarcações de terras indígenas tem dominado as mobilizações de grupos organizados do agronegócio, da agricultura familiar e de povos indígenas em diversos locais do território nacional. O Governo Federal vem sendo pressionado para demarcar as terras indígenas e também para apresentar soluções aos conflitos fundiários decorrentes das demarcações.

Entendemos que a demora nos processos de demarcação das terras indígenas e a falta de tratamento adequado dos ocupantes não índios são os principais fatores a alimentar os conflitos e a violência. 

Com certa expectativa, todos os segmentos aguardavam uma posição do Governo Federal, que fosse suficiente para dar conta dos conflitos atuais e que representasse, para o futuro, perspectivas de um rito menos conflituoso e judicializado da demarcação dos territórios indígenas.

Preliminarmente, identificamos no texto da Portaria, dispositivos que não serão suficientes para sanar ou mitigar os conflitos, tampouco, que se apresente como um rito ideal para a demarcação das terras indígenas. O texto é pouco favorável à uma política indigenista alinhada com os pressupostos constitucionais, além de configurar procedimentos protelatórios e que desqualificam a ação da FUNAI. 

Não há possibilidades de apoiar esta proposta, por razões que expomos a seguir.

1. A Portaria indica a “não decisão” sobre o rito de demarcação de um território indígena, por diminuir a competência da FUNAI e submete-la a decisão de uma câmara de mediação de conflitos, cuja composição é política;

2. A instituição do Grupo Técnico, de que trata o art. 8º, ficará ameaçado na sua composição, por permitir que na ausência de servidores da FUNAI (o que é plenamente possível, considerando as limitações de pessoal da Fundação), seja possível a participação de servidores federais de outros órgãos federais (Embrapa, Mapa etc) e ainda, se necessário, por profissionais especializados.

3. A Portaria cita em vários momentos, “os termos do §1º do art. 231 da Constituição Federal”. Diferentemente do que citar o artigo como um todo, este parágrafo é justamente aonde se apegam os ruralistas, por compreenderem que as “terras tradicionalmente ocupadas” são apenas aquelas que contém os índios. Considerando que diversos grupos populacionais foram expulsos de suas áreas originais, a referência a este parágrafo faz coro com os ruralistas e dificulta a compreensão sobre os territórios indígenas.

4. Dentre os membros do grupo técnico, havendo divergências, será admitido a possibilidade de um “laudo divergente”, conforme art. 14, que legitima a opinião anti-indígena. Um verdadeiro absurdo. Cria-se a figura do “laudo substitutivo”, reconhecido e que seguirá apensado à tramitação do processo de demarcação de determinada área.

5. Outra situação desnecessária instituída pela Portaria, a Câmara de Conciliação e Mediação de Conflitos, com um conjunto absurdo de órgãos da administração, é um artifício para promover a postergação das decisões processuais. A Câmara de Mediação irá preconizar o vai e vem do processo de demarcação, pois sua atribuição política é a “não demarcação”.

6. Com base nesta situação, a Presidência da FUNAI poderá nomear um novo grupo técnico, começando tudo novamente. Um verdadeiro retrocesso nas atribuições da FUNAI, questionando sua legitimidade institucional.

7. Se vencido todo este itinerário, ainda caberá ao Ministro da Justiça, nos termos dos art. 25 e 26, providenciar audiências públicas, diligências, indicar um novo grupo técnico ou a rejeitar à proposta. Ora, fica comprovado que o papel da Câmara de Mediação é protelar e desacelerar as ações da FUNAI. E que a intenção da Portaria é a “não demarcação”.

Entendemos que a decisão do STF, baseada no processo relativo à demarcação da Raposa Serra do Sol, e na recente decisão do Ministro Barroso sobre o Mandado de Segurança impetrado por Deputados do PT, dão argumentos suficientes para que o Governo Federal faça o que realmente deve ser feito pra viabilizar o reconhecimento dos territórios indígenas, minimizando os conflitos fundiários.

Preliminarmente, com base no exposto acima, o Núcleo Agrário da bancada dos Deputados do PT na Câmara dos Deputados, conjuntamente com a Frente Parlamentar em Defesa dos Povos Indígenas, não vislumbram avanços na postura do Governo Federal para resolver efetivamente o problema dos conflitos fundiários. A proposta de Portaria retrocede nos procedimentos da FUNAI e promove um verdadeiro vai e vem dos processos de demarcações de áreas indígenas.

Brasília, 04 de dezembro de 2013.

Coordenador do Núcleo Agrário do PT

Dep. Padre João – PT/MG

Coordenador da Frente de Defesa dos Povos Indígenas

Dep. Padre Ton - PT/RO

 

Opinião

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Ao invés de colaborar, o governo esforça-se, a todo custo, para reduzir ainda mais os territórios dos povos originários

Manifestação da aPROA relativa à minuta de Portaria do Ministério da Justiça

A nova portaria, ao invés de contribuir com o aperfeiçoamento do caráter técnico-científico dos estudos de identificação e delimitação de terras indígenas, tenta transformá-los em instância deslocada...

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corrigindo

55 só em Alagoas, estado mais violento, 21 no Brasil, um pouco mais de 6 mortes por cem mil habitante entre os índios, quase 3 vezes menos que entre os brancos e 6 vezes menos que entre os negros(36 por 100.000) , é o grupo étnico menos vulnerável,

dados do senso:

 

Principais dados da população indígena brasileira atual (dados do Censo de 2010 - IBGE)

- População indígena: 896.917 (0,47% da população brasileira)

- Terras Indígenas: 505 terras indígenas correspondendo a 12,5% do território brasileiro. Nestas terras vivem 517.383 índios (57,7% de todos os indígenas).

- Quantidade de etnias: 305

- Maiores etnias: Tikúna (46 mil), Guarani Kaiowá (43,4 mil), Kaingang (37,4 mil), Makuxí (28,9 mil), Terena (28,8 mil) e Tenetehara (24,4 mil).

- Línguas: 274

- Onde vivem: Zonas rurais (63,8%); Zonas urbanas (36,2%).

- Distribuição por região: Região Norte (38,2%), Nordeste (25,9%); Centro-Oeste (16%); Sudeste (11,1%); Sul (8,8%).

- Estados com maiores concentrações de índios: Amazonas (20,5%); Mato Grosso do Sul (8,6%); Pernambuco (6,8%) e Bahia (6,7%).

- Terras indígenas mais populosas: Yanomami (Amazonas e Roraima): 25.719 / Raposa Serra do Sol (Roraima) - 17.102 / Évare I (Amazonas) - 16.686.

- Taxa de alfabetização indígena (15 anos de idade ou mais): 76,7%

- Principais troncos linguísticos (falantes com mais de 5 anos de idade): Tikúna (34,1 mil falantes); Guarani Kaiowá (25,5 mil falantes); Kaingáng (22 mil falantes); Xavante (12,3 mil falantes).

Fonte: Censo IBGE 2010

http://www.suapesquisa.com/geografia/populacao_indigena.htm

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Oposição não tem pra onde correr

   Coloca o PT como contra depois coloca o PT como a favor, xingando do mesmo jeito rsrs, fazer o quê tem que ouvir de tudo, O ministério em uma tentativa de destravar demarcações empacadas na justiça foi quem chamou parlamentares para debater e influenciar um portaria que não entrou em vigor portanto não tem como ser responsável por nenhuma pendenga na demarcação de terras mas pode ser a razão de destravamentos pois sempre há relatórios da funai contestados na justiças que tem gente que finge não ver. Ainda por cima traz documentos assinados por padres, hierarquicamente submetidos a igreja católica do mesmo CIMI.

     A maioria dos índios já vivem em terras regularizadas, não existe extermínio indígena, pelo contrário contrário, a população deles cresceu mais de 10% na última década, o charlatanismo chega ao ponto de "denunciarem" um "genocídio" de 50 índios mortos ao ano, hora, a taxa de homicídios no Brasil é de 50 por 100 mil habitantes, como são mais de 800 mil índios, a taxa entre eles é simplesmente 8 vezes menor, se alguém embarcar nessas contabilidades malucas é melhor falar em extermínio de não índios, só pra ver a que ponto chega o discurso de pseudoativistas amalucados que quando desmascarados só prejudicam causas que são sérias, deveriam se esconder no mesmo buraco que o deputado BBB encontrou depois de culpar o governo pela morte de um suicida.

   O discurso deles é que é o mesmo da turma de 70, encabeçados pela globo(cria dos milicos) que assim como o PIG inteiro bate na mesma tecla mas adoram um "esquerdista franciscano", cuidado com o perigo do crescimento, todo mundo comprando, o país crescendo, a maldição do petróleo, fujam para as montanhas.

     mas essa turma continua "matando índios" gastando eletricidade de "usinas mortíferas" pra postar essas baboseiras, será que eles se importam mesmo ?

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Ô militanso, imbecil de marca maior,

Você mesmo, que se enquadrou como sectário, estreito e idiotizado pelo fanatismo, ao responder meu comentário. Eu procurei mostrar, acho que nem desenhando você entende, que o governo petista é tão favorável ao latifúndio, que até as bases do partido, nos meios agrários, estão apavoradas com as injustiças do ministro da "justiça" do PT.

Até nisto o governo petista faz me lembrar a ditadura. Havia uma anedota, de que um dos "nossos" generais ditadores ficou espantado, ao ser apresentado ao ministro da marinha da Bolívia; notando o espanto, o general de lá responde: - E vocês não têm um ministro da justiça! A anedota se aplica inteiramente no cardozinho de vocês.

Eu não coloquei o PT contra e depois a favor, mostrei que este governo toma medidas contrárias às suas bases sociais e históricas, apenas isto; se você acha pouco, só reforça a sua marca de imbecil.

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Há nuances, não é mesmo?

É por isso que não se dá pra generalizar. Claro que há gente do PT que discorda de algumas (más) políticas de governo.

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Sim. Há nuances, Jair.

Mas o que eu posso dizer, de um partido que conduz políticas que confrontam suas bases? Que nome você aplicaria a seus dirigentes? Eu espero que as nuances apareçam logo, para dizerem que não compactuam com conchavos canalhas.

Cabe uma consideração, sobre essas bases que, neste episódio, os dirigentes do partido resolveram passar a patrola. Postei aqui várias matérias retiradas da página do Cimi, pois elas me fazem recordar - em tudo, porque acompanhei o assunto interessadamente na época - o conflito da Igreja Católica, sobretudo as alas progressistas, com a ditadura, em torno dos direitos humanos; que não se limitavam apenas à violência política do estado, mas envolviam a situação das populações pobres, miseráveis e desamparadas; envolviam a questão indígena, até porque, a igreja sempre mediou as relações dos índios com o estado, desde quando o país era um esboço.

Já na ditadura, a igreja questionava os projetos coloniais dos militares; sou também testemunha das críticas que ela tecia para empreendimentos como (entre parênteses os do PT): Usina de Tucuruí para fornecer energia à indústria de alumínio (Belo Monte, idem); devastação do Projeto Jari para plantio da indústria de celulose (devastação para o plantio do agronegócio); abertura da Transamazônica para se locupletarem as grandes empreiteiras (abertura da Amazônia para as grandes mineradoras).

Então, acabo de juntar a semelhança política, com as semelhanças entre os projetos econômicos do PT para a Amazônia e o projetos dos militares para a mesma região: o desenvolvimentismo que o Cimi taxa de colonial. São grandes empreendimentos de economia de escala, ou seja, intensivos em capital e tênues em trabalho, que além do impacto ambiental, causam terríveis problemas sociais para a implantação, que nada, além de misérias, acrescentam para as populações nativas.

A igreja não mudou suas críticas a esses empreendimentos; os que mudaram foram os dirigentes do PT, pois essas críticas eram endossadas amplamente pelas bases do partido na sua fundação; até porque a grande comunidade que estruturou o partido nacionalmente vinha, das CEBs influenciadas pela teologia da libertação; o PT aparecia com militantes, onde a esquerda brasileira, partidária ou sindical, nunca tinha antes pisado; os próprios sindicatos e movimentos urbanos eram infestados de igrejeiros, naqueles 1970, como são até hoje. Os burocratas do PT patrolam sua base histórica, uma base ampla e com ideologia coesa; veja bem, as críticas que ela expõe são de incompatibilidade ideológica, com o que chama de projeto colonial, abraçado pelos que querem se perpetuar no poder... pelo poder.

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Como faço para parar de roncar?

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O macho adulto branco sempre no comando
E o resto ao resto, o sexo é o corte, o sexo
Reconhecer o valor necessário do ato hipócrita
Riscar os índios, nada esperar dos pretos ♪♫

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Fabio Nogueira

O diâmetro e o círculo

Título perfeito, pois falar em diâmetro é falar em círculo e assumir que em algum momento os pontos se encontram, é falar sobre um mesmo conjunto de pontos.

Nossa! Lembro que alguns anos atrás os militantes de esquerda se emocionavam e se indignavam ao assistir Morte e Vida Severina. Para a "esquerda" hoje no poder, o nordestino morria de fome por causa da seca e de políticas públicas equivocadas, mas não por causa do capitalismo e da concentração da propriedade de terras. É como se censurassem o trecho da música onde cantavam "é a parte que te cabe neste latifúndio".

Estamos, sim, na nova era do "Pra Frente Brasil!", do "Vamos passar o trator na Amazônia", do "Índio, pra quê?", e do "Sem Terra? Tem que preencher ficha de emprego lá no centro da cidade, aí sim vai trabalhar".

É o revival da era do "Vamos fazer mega-obras, mega-construções, mega-estádios, mega-usinas hidrelétricas".

Estamos na era do "vamos fazer o bolo crescer para poder dividir!", na era do "empresário feliz, povo feliz".

E, acima de tudo, estamos na era em que se você critica, a resposta da militância governista* é: "Brasil, ame-o ou deixe-o".

Não são os '70?

Concordo plenamente que são diametralmente opostos (diminuição da fome, aumento da renda, da escolaridade etc.). Mas onde os pontos se encontram nesse círculo é o que preocupa.

Ficamos todos indignados com os que insistem viver no complexo de vira-latas, achando que o Brasil é um péssimo país, que os brasileiros são isso ou aquilo. Aí você vai ver que tipo de desenvolvimento é a meta do governo e encontra o "modo de vida americano" como resposta. Continuam se sentindo plenamente vira-latas! "O que é bom para os americanos é bom para os brasileiros". Olha lá, os '70 de novo!

Que o Mercadante seja o início de uma virada... afinal, por que não ter, ainda, esperanças?

[*Governista é aquele ser que não é de esquerda nem direita. Aliás, nem sabe mais muito bem o que é isso. Só sabe, e muito, do que deve ser feito para manter a "governabilidade" - tudo.]

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Gão

Obrigado pelo esclarescimento!

    Vocês  querem um Brasil sem obras, ok , não votem na Dilma e por favor deixem isso claro, já que a Dilma é desenvolvimentista e não uma sumurf, obras tivemos muitas em 50, porque não comparam com esse período quando tivemos outra copa ? já sei POR QUE NÃO SERIA TÃO COVARDE, é preciso uma mente muito torta pra associar grandes obras e desenvolvimento com ditadura ou "AMERICAN WAY" e uma propaganda torpe desse slogan quando se sabe que o PT tem como meta uma modelo próximo dos países nórdicos embora sem nenhuma importação completa de nenhum modo de vida estrangeiro, se estivéssemos imitando os EUA não teríamos um BNDES, aumentando o SUS, + médicos, não estaríamos criando estatais, estaríamos acabando de vez com o estado. Além disso não teríamos 800.000 índios, não teríamos a maior  floresta do mundo e com redução record tanto de desmatamento como de emissão total de carbono, se esse desenvolvimento fosse sinônimo de extermínio de índios eles já estariam extintos dado o tamanho das obras em curso no país, só ficamos atrás da china nesse quesito, mas se pensam mesmo assim façam um favor à sua causa e se desconecte da rede elétrica pois dessa forma irão reduzir a demanda por usinas, não saiam de carro, se usarem um computador pra voltarem a falar essas abobrinhas gastando eletricidade e matando índios, vou saber que não é sério.

haja saco pra tanta desinformação aff

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Fabio Nogueira

Vem cá, Gão, deixa eu te

Vem cá, Gão, deixa eu te falar uma coisa: cada linha do que você escreveu confirma de forma irretocável o que eu disse. Obrigado.

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"Por que uma vaca vale mais que um índio”

Entrevista com Cleber César Buzatto, secretário executivo do Conselho Indigenista Missionário (CIMI). Trechos:

 

O motivo real do ataque aos direitos constitucionais é o modelo de desenvolvimento adotado pelo governo brasileiro, que prioriza a produção e a exportação de commodities, o que potencializa a disputa pelo território, pela terra, pelo espaço para a sua produção...

... Esse modelo de produção avança por ter ganhado força e por estar focalizado na produção de commodities, na monocultura, destruindo a pequena agricultura camponesa e a produção de alimentos.

Neste cenário de grandes interesses econômicos, os povos indígenas também sofrem o abuso de um modelo produtivo que se impõe combinando políticas públicas e ações extremadamente violentas”.

O atual governo foi o criador deste projeto que tem um perfil de ultradireita. Seus representantes chegaram inclusive a dizer que quem se opusesse às mudanças no Código Florestal estaria defendendo os interesses internacionais. E esta estratégia se repete agora com os povos indígenas, acusando-os de serem manipulados por ONGs internacionais”.

“A Dilma só recebeu os indígenas em uma ocasião, no momento das enormes mobilizações urbanas, ocorridas em junho e julho do ano passado, quando ela abriu sua agenda para os movimentos sociais, sindicatos, movimentos sem-terra e líderes dos povos indígenas.

Entretanto, devemos admitir que a nossa frustração é enorme. Sentimos uma insatisfação profunda, devido a uma clara percepção de que o governo optou por favorecer os setores econômicos historicamente inimigos dos povos indígenas”.

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Gão

Agricultores familiares terão crédito de R$ 21 bilhões para a sa

Agricultores familiares terão crédito de R$ 21 bilhões para a safra 2013/2014

Thais Leitão e Danilo Macedo
Repórter da Agência Brasil

Brasília - Os produtores da agricultura familiar terão R$ 21 bilhões para financiar a próxima safra. O valor, anunciado hoje (6) pelo governo com o Plano Safra da Agricultura Familiar 2013/2014, é 16,6% maior que o destinado ao setor no ano passado, de R$ 18 bilhões. Segundo o governo, ao todo serão aplicados R$ 39 bilhões no conjunto de medidas para o setor.

O Plano Safra da Agricultura Familiar 2013/2014 foi lançado há pouco, no Palácio do Planalto, em cerimônia com a presidenta Dilma Rousseff e o ministro do Desenvolvimento Agrário, Pepe Vargas. O plano também comemora os dez anos de nascimento do Programa Nacional de Fortalecimento da Agricultura Familiar (Pronaf), que começou com recursos de R$ 5,4 bilhões de financiamento de safra.

O ministro Pepe Vargas ressaltou a prioridade que o governo federal vem dando ao setor. "Não temos a menor dúvida da importância da agricultura familiar para o desenvolvimento econômico e social do nosso país. Nesse plano safra queremos que os agricultores tenham mais capacidade de investimento, inovação e tecnologia"

Entre as novidades anunciadas para a próxima safra, está a ampliação do limite para enquadramento no Pronaf, permitindo que mais agricultores busquem o financiamento. A partir de agora, famílias que tiveram renda até R$ 360 mil no último ano poderão contratar o crédito. Para 2013/2014, o plano aumenta o limite de financiamento de custeio de R$ 80 mil para R$ 100 mil. A taxa de juros paga pelos agricultores, cujo teto era 4%, agora será até 3,5%.

Também está prevista elevação do limite da linha de investimento. A partir de julho deste ano, quando se inicia o preparo da safra 2013/2014, os produtores poderão contratar até R$ 150 mil por operação. Para a suinocultura, a avicultura e a fruticultura, consideradas atividades que necessitam de maior mobilização de recursos, o valor para o investimento será R$ 300 mil, e no caso de investimentos feitos em grupo, o valor será R$ 750 mil.

O plano destina, ainda, R$ 400 milhões ao Seguro da Agricultura Familiar (Seaf), mecanismo de prevenção disponibilizado aos produtores rurais que contratam financiamento de custeio e investimento do Pronaf e permite a cobertura da parcela do financiamento.

Também estão previstas inovações no Programa de Aquisição de Alimentos (PAA), com a ampliação do limite de aquisição anual por família, que passou de R$ 4,5 mil para R$ 5,5 mil. No caso das famílias ligadas às cooperativas, o limite subiu de R$ 4,8 mil, na última safra, para 6,5 mil. Quando os projetos de venda forem formados por, pelo menos, 50% dos cooperados com baixa renda e quando os produtos forem exclusivamente orgânicos, agroecológicos ou da sociobiodiversidade, o limite por família passa a ser R$ 8 mil.

A cerimônia desta quinta-feira marcou os dez anos do plano voltado à agricultura familiar. Nesse período, de acordo com o Ministério do Desenvolvimento Agrário, a renda do setor cresceu 52%, o que permitiu que mais de 3,7 milhões de pessoas ascendessem para a classe média. O segmento é responsável por 84% dos estabelecimentos rurais do País, por 33% do Produto Interno Bruto (PIB) Agropecuário e por empregar 74% da mão de obra no campo.
 

Edição: Davi Oliveira

Todo o conteúdo deste site está publicado sob a Licença Creative Commons Atribuição 3.0 Brasil. Para reproduzir a matéria é necessário apenas dar crédito à Agência Brasil

 

http://memoria.ebc.com.br/agenciabrasil/noticia/2013-06-06/agricultores-...

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Compare esses valores, com o que recebe o agronegócio.

São R$ 136 bi, dos quais 13,2, menos de dez por cento, ficam com os médios produtores, o grosso vai para o topo da pirâmide.

 

Fonte: http://www.bb.com.br/portalbb/page100,8623,10806,0,0,1,1.bb?codigoNotici...

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Economicamente é melhor ser

Economicamente é melhor ser parecido com os anos 70 do que os anos 90.

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Isso pode ser sim

Afinal o neoliberalismo dos anos 90 foi um engodo.

Mas o foco não é as conclusões que seja chega em um tema (economia) mas essa resistência a falar de outros temas, a reconhecer que há outras necessidades na sociedade além de discutir economia política.

E mesmo a discussão sobre economia política está engessada no Brasil, porque tributação, tamanho e atribuições do Estado não são discutidos.

O PSDB faz um conjunto de coisas e diz: sou social-liberal

O PT faz o MESMO conjunto de coisas e diz: sou social-democrata.

Isso é apenas propaganda, não é discussão.

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"Se você pode sonhar, você pode fazer" - Walt Disney

PSDB hoje é 100% liberal, com

PSDB hoje é 100% liberal, com um crescente conservadorismo.

O PT ainda não chegou 100% as experiências clássicas da Social-democracia (Willy Brandt, Mitterrand, etc), do socialismo do séc. XXI (Chávez, Morales, Correia) e nem do populismo progressista (Kirchner, Brizola, Jango).

A dificuldade do PT é repetir no legislativo (e até no judiciário) o mesmo sucesso do executivo.

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Com a palavra, os índios:

Carta Pública da Articulação dos Povos Indígenas do Brasil-APIB

dom, 27/10/2013 - 07:32

Ao Excelentíssimo,

Senhor José Eduardo Martins Cardozo

Ministro de Estado da Justiça

...

“É lamentável, senhor Martins Cardozo, que o governo do qual vossa excelência faz parte tenha optado por se submeter aos interesses do capital, do agronegócio, representado principalmente pela bancada ruralista no Congresso Nacional, rifando, contrariamente ao seu discurso demagógico, o Estado de Direito. É vergonhoso para um país, com uma das constituições mais avançadas na América Latina, ter um ministro que desconhece totalmente na questão indígena o sentido profundo do texto constitucional, que garante direitos aos nossos povos, mesmo o senhor sendo um jurista. Daí a sua atitude subserviente aos interesses dos ruralistas. Um governo que alega ter origem democrática e popular, não poderia se preocupar com supostos direitos adquiridos por invasores de terras tradicionais em detrimento do direito originário dos povos indígenas. Deveria, ao contrário, agir contra os atropelos cometidos sucessivamente por esses invasores contra os nossos povos e territórios, há mais de 500 anos. Não estamos mais no século 19, mas é para lá que desejam recuar a questão do direito a terra.”...

 

... “Ministro José Eduardo Martins Cardozo, o seu propósito de editar novas regras para a demarcação das terras indígenas implica na sua ignorância a respeito das questões indígenas, bem como na sua submissão aos interesses dos ruralistas e comparsas, além de seu absurdo desrespeito à Constituição Federal e instrumentos internacionais que garantem os direitos dos povos indígenas às terras que tradicionalmente ocupam”...

 

... “As concessões da sua parte aos inimigos históricos dos povos indígenas demonstram a falta de compromisso do governo federal com a defesa da Constituição Cidadã e o seu total atrelamento aos poderes econômicos que lhe dão sustentação, inclusive por interesses eleitoreiros. Por favor, não sacrifique os direitos dos nossos povos pela simples vontade de se perpetuar no poder. Nisso consiste o radicalismo efetivo, posto que em troca de votos o senhor suspendeu demarcações para instalar mesas de diálogo. Direito não se negocia, ministro”...

 

... “Jamais admitiremos esse ultraje protagonizado por um governo que traiu as nossas esperanças. Ou o governo Dilma se declara aliado nosso, demarcando todas as terras indígenas, cujo passivo ultrapassa os 6O%, e não 3% como o senhor divulga enganosamente; ou talvez reflexo do posicionado declarado do senhor para o lado de nossos inimigos”.

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Tudo é tão simples na internet...

Governo oferece 78,5 milhões por Buriti. Fazendeiros acham pouco e respondem: “vamos pro pau”

Inserido por: Administrador em 08/01/2014.
Fonte da notícia: Assessoria de Comunicação do Cimi

 

Ruy Sposati,

de Campo Grande (MS)

 

O Ministério da Justiça (MJ) finalmente apresentou os valores das indenizações das 30 propriedades que incidem sobre 15 mil hectares da Terra Indígena Buriti, no município de Sidrolândia, no Pantanal do Mato Grosso do Sul. Totalizando 78,5 milhões de reais, a avaliação de benfeitorias e terra nua foi exposta a proprietários de terra e indígenas na primeira reunião da mesa de negociação sobre terras indígenas do MS, em Brasília, na última terça-feira, 7.

 

"Isso não serve. Acabou a mesa de negociação. Vamos pro pau!”, respondeu ao grupo de trabalho o fazendeiro e ex-deputado estadual Ricardo Bacha, proprietário da fazenda Buriti, onde foi assassinado Oziel Terena em maio de 2013. A Bacha e sua família - donos de quatro propriedades incidindo sobre a terra indígena - foram oferecidos mais de 10 milhões de reais como indenização pela demarcação da área.

 

O advogado Luiz Henrique Eloy, do Conselho Indigenista Missionário (Cimi), é indígena Terena e compõe o grupo de trabalho jurídico da mesa de negociação do MJ, instituída após a morte de Oziel. Ele explica que os valores avaliados estão acima do valor comum praticado nos processos de demarcação de terras indígenas. "Se os fazendeiros fossem tentar vender essas terras, jamais conseguiriam alcançar o valor oferecido pelo governo”.

 

"Quando o Incra faz avaliação da terra nua de uma propriedade, há dois critérios aplicados no processo”, explica o advogado, "chamados de depreciação por ocupação e depreciação por conflito. Esses dois critérios costumeiramente acabam por reduzir o valor de uma propriedade. Só que esses dois critérios não foram aplicados no caso de Buriti. Para estas indenizações, estão sendo aplicados os valor de mercado, justamente para tentar agilizar o processo”.

 

Durante a reunião, os fazendeiros questionaram a metodologia utilizada pelos órgãos oficiais do governo responsáveis pela avaliação, a Fundação Nacional do Índio (Funai) e o Instituto Nacional de Colonização e Reforma Agrária (Incra). Ambos expuseram que seguem um procedimento legal e pré-estabelecido, cujas metodologias são públicas e podem ser acessadas pelos sítios eletrônicos dos organismos.

 

Para a avaliação da terra nua, foi utilizada a metodologia comparativa e pesquisa de preço baseada em índices do IBGE fornecidos pela Caixa Econômica Federal. O Incra então elegeu 18 propriedades da mesma região (entre Sidrolândia, Aquidauana, Nioaque e Dois Irmãos do Buriti). Das propriedades escolhidas, 12 estavam em oferta, e 6 já haviam sido vendidas. O grupo técnico, então, comparou o preço de todas essas propriedades e chegaram ao valor de mercado real dessas propriedades.

 

“A reação dos fazendeiros foi exagerada, tendenciosa”, conclui Eloy. "Eles chegaram a exigir que fossem indenizados pelo dinheiro que gastaram desmatando as terras indígenas Terena”.

 

No próximo dia 17, o governo irá disponibilizar o detalhamento de cada item das áreas avaliadas. Os fazendeiros terão prazo de 10 dias para apresentar eventuais questionamentos sobre a demarcação.

 

 

Confira a tabela apresentada pelo Ministério da Justiça, com os valores da avaliação de benfeitorias e terra nua da Terra Indígena Buriti. Nas três fazendas onde se lê "vistoria não realizada", os proprietários não permitiram a entrada dos grupos técnicos de avaliação:

 

 

 

 

 

MS

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http://www.cimi.org.br/site/pt-br/?system=news&action=read&id=7335

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Diogo Costa

Já que tudo é tão simples...

... Convença os índios de que este governo não está a serviço dos seus inimigos históricos: o latifúndio com sua perspectiva latifundiária que "tem sido o ‘chicote’ que mantém a escravidão, grilagem de terras, assassinatos encomendados, promove a devastação de recursos naturais e a concentração fundiária".

 

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O Gunter foi infeliz ao fazer

O Gunter foi infeliz ao fazer a comparação. Com isso, sua crítica ao "econocentrismo" do governo diluiu-se. Mesmo tirando a questão da repressão, mesmo assim a comparação é precária. A frase do Diogo, ofensas a parte, é certeira. O "econocentrismo" dos militares era baseada no "deixar o bolo crescer para depois distribuir". A do PT é "distribuir para crescer".

Mas pode sim haver pontos de contato. E o debate sobre o "econcentrismo" do governo petista deveria continuar. Com mais ênfase nos argumentos e menos "adjetivos carinhosos" 

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Juliano Santos

Nada disso

Não fiz essa comparação, volte ao post. Você está sendo injusto em acreditar em ilações só por serem feitas de "um lado".

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"Se você pode sonhar, você pode fazer" - Walt Disney

O problema foi a frase "com

O problema foi a frase "com cara de anos 70". Acho válido o debate sobre o "econocentrismo" do governo Dilma. Mas é de um tipo totalmente diferente, mesmo porque incorpora sérias preocupações sociais, totalmente ausentes até então.

Esqueça as comparações e recoleque a discussão, Gunter. Talvez eu tenha até perdido o teor de seu texto por causa da polêmica. Acho que vale a pena esse enfoque no "econocentrismo" pois tem a ver com o atual deficit governista em sua agenda progressista, progessista no sentido mais amplo  

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Juliano Santos

Acho sim que está tudo muito econocentrista

Mas já teve outros posts no passado, sobre 'pasmaceira',  e ninguém ficou tão "ouriçado":

http://jornalggn.com.br/blog/luisnassif/no-que-o-brasil-muda-com-o-tempo

http://jornalggn.com.br/blog/luisnassif/falando-tambem-do-que-nao-esta-sendo-pensado

http://jornalggn.com.br/blog/luisnassif/a-economia-vai-bem-a-sociedade-nem-tanto

http://jornalggn.com.br/noticia/os-discursos-modernos-pela-metade

Também não faz muito sentido insistir no assunto se a oposição, Nova ou Velha, não abordá-lo. Sem oposição ou mídia puxando algum assunto o governo não responde mesmo.

Direitos indígenas, por exemplo, começarão a ser respeitados quando a Globo fizer Globo Repórter ou Repórter Especial a respeito, é assim que o Brasil funciona.

Não foi assim com o caso Kaique? Saiu matéria no JN, saiu nota da SDH.

Mas o que eu gostaria que as pessoas exercitassem agora é:

a) o governo fez um erro em ser anti-LGBTs?

b) existem defesas satisfatórias de sua atitude?

c) isso pode ser explorado pela oposição?

http://www.jornalggn.com.br/blog/gunter-zibell-sp/errar-e-humano-persist...

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"Se você pode sonhar, você pode fazer" - Walt Disney

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Luiz FS

Dívida externa

Outro detalhe. Só no governo Figueiredo, o último da ditadura (civil-militar), pelo que recordo, a dívida externa saltou de algo em torno de U$ 50 bilhões para mais de U$ 100 bilhões. E os governos civis herdaram um país em frangalhos, ajoelhado para o FMI e credores internacionais, comprometendo o nosso desenvolvimento e a nossa soberania (logo quem nos deixou nessa situação!). E ainda tem incautos com saudades daquela época. Haja ignorância (ou má-fé)!

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1970 -  Crescer para DEPOIS

1970 -  Crescer para DEPOIS DIVIDIR O BOLO... Resultado num país ELITISTA AGUDIZOU as diferenças e trouxe a EXPLOSÃO da violência pela queda da qualidade de vida dos mais pobres...

LULA & DILMA - Bolsa FAMILIA...

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"O que fazemos na vida, ecoa na ETERNIDADE!" (Máximus - Gladiador)

"Os dois mais importantes dias em sua vida são o dia em que você nasceu e o dia em que você descobrir o porquê... - M

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sergior

‘Altos círculos da República’ consideram protestos uma ameaça ao

Mais uma semelhança entre o dilmismo e os anos 70:

‘Altos círculos da República’ consideram protestos uma ameaça ao país, diz general
 

Após conversa com encarregado de manual de intervenção civil das Forças Armadas, Defesa se nega a dar detalhes sobre documento que vê movimentos como 'forças oponentes' e rejeita relação com a Copa.

A reportagem é entrevista é da Rede Brasil AtualRBA, 22-01-2014.

Ao comentar o conteúdo do manual que estabelece situações em que as Forças Armadas podem ser acionadas para operações de segurança pública, o general Manoel Lopes de Lima Neto, chefe da Assessoria de Doutrina e Legislação do Ministério da Defesa, afirmou que foram os “mais altos círculos decisórios da República” que incluíram modalidades tradicionais de protesto social entre as “principais ameaças” a serem enfrentadas por Exército, Marinha e Aeronáutica quando forem convocadas a garantir a lei e a ordem no país. Ao ser instado a precisar a origem da orientação, porém, o oficial preferiu silenciar.

“Vocês estão tentando polemizar, dizendo que o documento foi elaborado para que as Forças Armadas possam reprimir a população durante a Copa – e isso não é verdade”, disse por telefone um dos assessores de imprensa do Ministério da Defesa, recusando-se terminantemente a oferecer detalhes sobre a elaboração do manual Garantia da Lei e da Ordem. O funcionário também se negou a elucidar outros aspectos do documento, lançado no último 19 de dezembro. Após uma primeira entrevista com o general Lima Neto, por e-mail, respondida ontem (20), a pasta bloqueou qualquer tentativa adicional de elucidar diretrizes do texto.

A cartilha passou a vigorar no final do ano passado graças à Portaria 3.461/MD, assinada pelo ministro Celso Amorim. Ela regulamenta a atuação conjunta de Exército, Marinha e Aeronáutica em operações de segurança pública, sempre e quando as polícias não derem conta do recado e após autorização expressa do presidente da República. O manual considera movimentos sociais como “forças oponentes” das Forças Armadas, e os inclui no mesmo grupo de quadrilhas, contrabandistas e facções criminosas. De acordo com o novo regulamento, todos eles, sem distinção, devem ser “objeto de atenção e acompanhamento e, possivelmente, enfrentamento durante a condução das operações” das tropas federais.

O documento também enumera as “principais ameaças” à manutenção da lei e da ordem no país. Entre elas, figuram estratégias comuns de protesto popular, como “bloqueio de vias públicas de circulação”, “invasão de propriedades e instalações rurais ou urbanas, públicas ou privadas” e “paralisação de atividades produtivas”. Também cita no rol das ameaças episódios observados nas manifestações do ano passado em algumas capitais, sobretudo em São Paulo e no Rio de Janeiro, tais como “depredação do patrimônio público e privado” e “saques de estabelecimentos comerciais”. O termo “distúrbios urbanos”, utilizado como sinônimo de manifestações públicas em manuais das polícias militares, é outro item na lista de perigos à ordem.

“Ao longo da história recente do país, as Forças Armadas têm sido acionadas pelo presidente da República para atuar na garantia da lei e da ordem”, explica Manoel Lopes de Lima Neto, ao abordar as origens do manual. “Sempre houve, no âmbito das Forças Armadas, alguma documentação doutrinária. A situação recomendava, então, a consolidação de tudo que foi acumulado e publicado de maneira dispersa, mediante a emissão de um documento-guia que orientasse o planejamento e o emprego num tipo de operação que tem origem na destinação constitucional daquelas Forças.”

Lima Neto refuta a interpretação de que o manual de Garantia da Lei e da Ordem tenha sido elaborado em resposta às manifestações de junho ou como uma precaução para possíveis distúrbios civis durante a Copa do Mundo de 2014 e os Jogos Olímpicos de 2016. “Os primeiros passos para elaboração do manual foram dados em 2006, um ano antes de o Brasil ter sido escolhido para sediar a Copa e três anos antes de ser selecionado para receber as Olimpíadas”, contesta. “O processo somente foi concluído em 2013 porque nesse período houve necessidade de atualizar a Doutrina Militar Brasileira de Operações Conjuntas, mediante revisão e confecção de muitos manuais.”

O Ministério da Defesa se negou a responder, porém, se alguns termos foram incluídos no documento com o objetivo de legitimar as ações das Forças Armadas durante os “grandes eventos” ou para combater “ameaças” à lei e à ordem que ganharam notoriedade no país após as manifestações de junho, como os “infiltrados”, que se aproveitariam dos protestos “provocando ou instigando ações radicais e violentas”. “É um documento de caráter estrutural e não um elenco de providências que respondem a uma conjuntura específica”, atesta o general. “Não há correlação com a Copa do Mundo ou qualquer outro evento no Brasil, bem como com qualquer outro fenômeno de massa que tenha tido lugar em nosso país.”

De acordo com o Ministério da Defesa, Exército, Marinha e Aeronáutica realizaram onze operações de garantia da lei e da ordem nos últimos dois anos. Oito delas em 2012. As Forças Armadas foram acionadas pela presidenta Dilma Rousseff para fazer segurança pública em Bahia, Maranhão, Rondônia e Ceará durante greves das polícias estaduais. E atuaram na Conferência Rio+20 das Nações Unidas sobre Desenvolvimento Sustentável, na Cúpula do Mercosul, em Brasília, nas eleições municipais e no Complexo do Alemão, no Rio de Janeiro. Em 2013, os militares entraram em cena três vezes: durante a missa celebrada pelo papa Francisco em Copacabana e no leilão do campo petrolífero de Libra, no Rio, e no sorteio dos grupos da Copa do Mundo, na Costa do Sauípe, na Bahia.

O general Manoel Lopes de Lima Neto explica que, em operações do tipo, o objetivo das Forças Armadas é demonstrar seu poderio de forma a que sua “simples presença” possa preservar a ordem pública e a integridade das pessoas e do patrimônio. Se for necessário, porém, o uso da força será pautado por princípios de progressividade, razoabilidade, proporcionabilidade e legalidade – e, garante o militar, antecedido de negociações de toda ordem. “Nunca é demais realçar que o manual não infringe nenhum ditame constitucional, legal ou regulamentar”, sublinha o Lima Neto. “As operações deverão nortear-se pelo respeito à população, cujos direitos e garantias individuais são inalienáveis.”

Eis a entrevista:

As Forças Armadas realizam algumas operações relatadas no MD 33-M-10 há alguns anos, por exemplo, as ações nos morros cariocas. Por que o documento foi publicado apenas em dezembro de 2013?

De fato, ao longo da história recente do país, as Forças Armadas têm sido acionadas pelo presidente da República — autoridade a quem compete decidir exclusivamente sobre o emprego das Forças — para atuar na garantia da lei e da ordem. Fruto das experiências acumuladas no decorrer daquelas operações, sempre houve, no âmbito das Forças Armadas, alguma documentação doutrinária orientando o emprego naquelas ações.  A situação recomendava, então, a consolidação de tudo que foi acumulado e publicado de maneira dispersa, mediante a emissão de um documento-guia, emanado do Ministério da Defesa (MD), que orientasse o planejamento e o emprego num tipo de operação que tem origem na destinação constitucional daquelas Forças. Assim, os primeiros passos para a elaboração do Manual em pauta foram dados em 2006. O processo somente foi concluído em 2013 porque, nesse período, também houve a necessidade de atualizar-se a Doutrina Militar Brasileira de Operações Conjuntas, mediante a confecção e a revisão de muitos manuais sobre os mais diversos temas. Por fim, cabe salientar que a confecção de manual é um processo longo; exige estudos preliminares e sua maturação; discussões com as Forças Armadas, incluindo as escolas de altos estudos militares; e submissão das minutas a ampla análise da área jurídica do MD.

A publicação do documento e da portaria guarda relação com a realização de megaeventos esportivos no país, como Copa do Mundo e Olímpiada?

O manual é uma publicação que estabelece — por meio de conceitos, considerações, apresentação de procedimentos e de modelos de documentos, entre outros pontos — orientações para o preparo e o emprego das Forças Armadas em Operações de Garantia da Lei e da Ordem (GLO, sigla pela qual essas operações são chamadas no meio militar). Portanto, é um documento de caráter estrutural e não um elenco de providências que respondem a uma conjuntura específica (Copa do Mundo, Olimpíada etc.). Ademais, conforme mencionado na resposta à pergunta anterior, os primórdios do processo que levou à sua elaboração remontam a 2006 (um ano antes de o Brasil ser escolhido para sediar a Copa e três antes de ser selecionado para receber as Olimpíadas), mediante a realização de estudos preliminares sobre o tema (GLO). A etapa final da sua produção teve início em 2012, quando foi constituído um grupo de trabalho específico para, com base naqueles estudos, apresentar uma proposta de manual. Assim, a aprovação do manual em pauta pelo ministro da Defesa não tem nenhuma correlação com a realização da Copa do Mundo ou de qualquer outro evento no Brasil, bem como com qualquer outro fenômeno de massa que tenha tido lugar em nosso país.

A publicação do documento guarda relação com os protestos ocorridos simultaneamente em mais de 120 cidades do país em junho de 2013?

Ver resposta à pergunta anterior.

Por que as Forças Armadas consideram movimentos e organizações sociais como "Forças Oponentes"?

O manual apenas traz a conceituação do que são forças oponentes, mediante a descrição de ações que as definem e sem vincular esses atos a qualquer entidade ou grupo existente.  Portanto, elenca ações. Não define nem identifica quem são os titulares daqueles atos. Em nenhuma passagem do manual está dito que movimentos e organizações sociais são considerados forças oponentes.

Por que ações como “bloqueios de vias públicas”, “paralisação de atividades produtivas” e “invasão de propriedades rurais urbanas, públicas ou privadas”, típicas dos movimentos sociais reivindicatórios, são classificadas como “ameaças” pelo documento?

Primeiro, solicito que se leia novamente a resposta à pergunta anterior. Ademais, cumpre assinalar que o emprego das Forças Armadas em Operações de GLO é decisão exclusiva e indelegável do Presidente da República, que a tomará por iniciativa própria ou por solicitação de governadores de estado ou de chefes de poderes da República. Aquela decisão leva em conta a ocorrência, real ou potencial, de atos contrários à ordem pública e à incolumidade das pessoas ou do patrimônio e que extrapolem a capacidade dos órgãos listados no Art. 144 da Constituição Federal. O manual em questão, portanto, trata do que vem depois da decisão presidencial (emprego das Forças Armadas na GLO). As ações citadas na pergunta são algumas com que as Forças Armadas podem se deparar quando empregadas na GLO. As considerações de que se constituem ameaças foram, em realidade, feitas nos mais altos círculos decisórios da República. O documento apenas traz orientações acerca das melhores medidas para cumprir a missão que o presidente da República atribuiu às Forças Armadas.

O que as Forças Armadas entendem como armas não letais?

De forma simplificada, podemos dizer que são aquelas que fazem uso de munição de baixo poder ofensivo. Esse tipo de munição, por sua composição, carga de projeção, velocidade inicial etc., não provoca a morte nem a incapacitação física, temporária ou definitiva, de alguém eventualmente atingido.

Por que as Forças Armadas se preocupam tanto com a imagem das operações de garantia da lei e da ordem perante a opinião pública?

Por ser um tipo de operação em que é fundamental que a população tenha confiança na tropa. Além disso, as Forças Armadas são as instituições que desfrutam dos maiores índices de confiabilidade perante a sociedade brasileira. Essa condição decorre da competência e do devotamento dos homens e das mulheres — norteados por princípios inarredáveis, como legalidade, urbanidade no trato com as pessoas e solidariedade, entre outros — que servem em suas fileiras às missões que a nação lhes tem confiado, incluídas as Operações de Garantia da Lei e da Ordem. O manual em referência, portanto, é mais uma contribuição para preservar esse valioso patrimônio cívico de que as nossas Forças Armadas são detentoras.

A seguir, gostaria de enfatizar alguns pontos importantes acerca de Operações de Garantia da Lei e da Ordem e que estão refletidos nas páginas do manual em tela, que será objeto de ensino nas escolas de altos estudos militares, bem como de consulta e guia por parte dos escalões de emprego das Forças.

1. A Garantia da Lei e da Ordem integra o rol de missões das Forças Armadas de acordo com o artigo 142 da Constituição Federal.

2. As operações de GLO são, por lei, conduzidas pelas Forças Armadas, de forma episódica, em área previamente estabelecida e por tempo limitado. A decisão acerca da sua necessidade e do subsequente emprego das Forças Armadas são prerrogativas exclusivas do Presidente da República, conforme determinam as leis que dispõem sobre o preparo e o emprego das Forças Armadas (LC 97/99 e LC 136/2010) e o decreto que fixa as diretrizes para a atuação daquelas Forças nas operações em referência (Decr nº 3.897/2001). A decisão presidencial é formalizada em ato do chefe do Executivo Federal dirigido ao ministro da Defesa que contém, entre outros pontos, orientações acerca do emprego das Forças Armadas.

3. Recebida a comunicação acima, o Ministério da Defesa emite uma diretriz ministerial, ativando a estrutura operacional para conduzir as operações e com mais orientações para a atuação das Forças Armadas. Com base naquela diretriz, o Estado-Maior Conjunto das Forças Armadas (EMCFA), emitirá as Instruções para o Emprego das Forças Armadas, contendo, entre outros pontos, as Normas de Conduta com determinações voltadas para a observância, por parte da tropa, de uma relação respeitosa com populações e autoridades envolvidas pela operação, bem como dos direitos e garantias individuais elencados na Constituição. Aquelas normas trazem, ainda, orientações para que os Comandos Operacionais elaborem, além dos planos necessários à execução das operações, protocolos rígidos, claros e precisos do uso, quando e se necessário for, da força, que será norteado, ainda, por princípios como progressividade, razoabilidade, proporcionalidade, legalidade e antecedido de negociações de toda ordem. Tudo isso para que a preservação da ordem pública e da integridade das pessoas e do patrimônio ocorra com a simples presença da tropa no terreno.

Por fim, nunca é demais realçar que o manual em foco:

1. Foi aprovado por quem tem a competência legal para fazê-lo;

2. Traz orientações para o planejamento e o emprego das Forças Armadas numa das tarefas que lhes reserva a Constituição Federal;

3. As orientações acima, conforme asseverado pela Consultoria Jurídica do Ministério da Defesa, não infringem nenhum ditame constitucional, legal ou regulamentar; e

4. Além da condição anterior, as orientações referidas também se esmeram em enfatizar que as operações deverão nortear-se pelo respeito à população, cujos direitos e garantias individuais são inalienáveis, e pela incolumidade do patrimônio público e privado.

 

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Alhos e Bugalhos A questão é expandir a persepção da agenda

http://www.youtube.com/watch?v=xPAat-T1uhE

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alexandre A. moreira

O massacre de Pinheirinhos e o Militante unidimensional

O massacre de Pinheirinhos e o Militante unidimensional

Cabe lembrar.

Hoje, 22 de janeiro, completam-se dois anos do violento atentado aos direitos humanos executado pela PM paulista, sob o comando de Geraldo Alckmin, na comunidade de Pinheirinhos, em São  José dos Campos.

Milhares de pessoas pobres foram expulsas de suas casas, crianças ficaram traumatizadas pela violência contra seus pais e contra elas próprias, jovens foram estuprados pelos agentes militares, e velhos sofreram agressões brutais que levaram à morte, em pelo menos um caso comprovado.

Milhares de pessas humildes tiveram suas residências e seus parcos pertences, animais domésticos, documentos, retratos e lembranças de vida, destruídos pela ação desumana e besta-fera da PM de Geraldo Alckmin.

Entre outras visões deste crime inominável, ficam indelevelmente, entre outras, as imagens de uma mãe fugindo do inferno, sob as labaredas dos barracos, abraçada com sua filha no colo, e a de  garotinho de um ou dois anos de idade, paralisado, catatônico, pensativo, mirando algo virtual, talvez seu brinquedo agora inexistente, e sentado num banquinho, que era o que havia restado do humilde lar da sua familia.

A operação de massacre de milhares de cidadãos pobres e trabalhadores pela PM de Geraldo Alckmin foi denunciada como um crime contra os direitos humanos à CIDH, a Corte Interamericana de Direitos Humanos. Lá, em algum momento, os criminosos serão julgados. Aqui, na justiça brasileira, isto parece difícil, pois até um presidente da Suprema Corte "à" Brasileira, Cesar Peluso, e um outro, do STJ, referendaram o crime, omitindo-se das suas responsabilidades para interromper o massacre.

Aqui no blog, um Militante unidimensional (e em causa própria) não pára um só instante de elogiar o sr. Geraldo Alckmin e o seu partido, o PSDB, desde antes do massacre de Pinheirinhos e até o presente. E de declarar voto neste senhor, para que ele consiga completar, não 20 anos, que já está garantido, mas 24 anos de dominação do PSDB sobre o Estado de São Paulo.

O Militante unidimensional, na sua vaidade extremada, se acha o top de 'progressismo' na humanidade inteira. Apenas porque é um defensor (em causa própria, diga-se) dos direitos dos LGBTs. 'Esquecendo' que esta causa é transversal, abrangendo todo o arco de ideologias, da esquerda à direita, da riqueza à pobreza, de gênero e assim por diante.

Como se exemplifica em artigo do site Outras Palavras, publicado também no blog do Nassif, sobre a extrema-direita européia, onde se diz, por exemplo, que "...  o Partido da Liberdade (PVV) holandês é ardorosamente pró-Israel (além de defender o casamento gay)."

Como se vê, partidos de extrema-direita que defendem o outro massacre, do Estado de Israel sobre a comunidade palestina de Gaza e da Cisjordânia, podem tranquiliamente se dizerem 'progressistas' na causa gay.

Então, como se vê, nada impede ser 'progressista' na causa LGBT, e ao mesmo tempo, elogiar ou se omitir a respeito de massacres, como os de Sabra e Chatila, Gaza ou Pinheirinhos.

A propósito de um comentário deste senhor em que procurava, pela bilionésima vez, livrar a cara e elogiar o partido que defende, o PSDB, e atacar o governo federal, por não fazer imediata e incondicionalmente o que ele deseja, no que considera deva ser a primeira causa de qualquer governo (de qualquer país, aliás), como se o Brasil inteiro, 200 milhões de pessoas, fosse composto apenas de LGBTs, fiz-lhe, na ocasião e a propósito disto, um questionamento que transcrevo a seguir, e que até hoje não me foi respondido.

"O que falei no meu comentário anterior foi muito claro: disse da sua militancia no blog iluminando o tempo todo o PSDB como partido progressista para a causa LGBT. E você fica agora dando voltas para fugir do assunto. Prá cima de mim, não senhor. Responda, se quiser, o meu comentário NO QUE EU LHE QUESTIONEI. Não se faça de retardado.

E estou falando aqui de DIREITOS HUMANOS, não somente dos direitos humanos seletivos que lhe interessam.
 
E aproveite para me dar links, se é que existem, das SUAS DEFESAS MEMORÁVEIS dos pobres do Pinheirinhos, esmagados, estuprados e escorraçados pela Polícia Assassina do seu ídolo Geraldo Alckmin/PSDB. Ou de tantos outros episódios repugnantes de agressão que o seu ídolo promoveu, com as suas polícias e outras ferramentas, contra os pobres e indefesos. Tenho certeza que você me relacionará tais defesas memoráveis, para que eu possa mudar um pouco minha opinião sobre você.
 
Se não as tiver (tais defesas memoráveis) lhe pergunto: não havia nenhum ser humano LGBT em Pinheirinhos? Nem supostamente, por estatística? Nem que fosse um anônimo LGBT, por pobre?
 
Alguém que você pudesse defender  com toda ênfase, no escopo da sua causa unidimensional? Só ele, um, o LGBT do Pinheirinhos. Nem precisaria falar dos milhares de outros violentados e humilhados pelo seu PSDB, por apenas pobres mas não LGBTs, o que seria esperar demais de você, na sua visão estreita das coisas, unidimensional e em causa própria.
"

Após uma resposta evasiva ao meu questionamento, acrescentei o seguinte:

"Resposta que apenas confirma que você é um militante medíocre, tacanho, unidimensional e em causa própria. Aquele que defende apenas a si próprio e à sua tribo, naquilo que é o mais natural e primário instinto de sobrevivência do ser humano, e de qualquer animal.
 
Aquela defesa, por genética e primitiva, que NÃO inclui o conceito de SOLIDARIEDADE com o outro, com o diferente. Que é o que sobra nos militantes do blog que defendem os pobres, sem serem pobres, que defendem os negros, sem serem negros, que defendem os LGBTs, sem serem LGBTs
 
E bem sabemos que burro você não é. Por ESPERTO, por soltar aqui e acolá, um assunto extra para disfarçar e tentar enganar, com voz maviosa, uma ou outra Analu, de vez em quando...
"

A resposta do Militante unidimensional (e em causa própria) foi, por ele, convenientemente olvidada.

Mas Pinheirinhos, nós outros, não esqueceremos jamais.

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Francisco de Assis

Perfeito, Francisco de Assis

É preciso ter coragem pra se dizer na cara o que precisa ser dito.

Tem uns caras aqui no Nassif que são figurinhas carimbadas, eles tudo podem, ai de quem criticá-los, mas se o fizer não o nomeie sob pena de expulsão.

Gunter Zibell faz parte dessa categoria de intocáveis.  

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Tem o certo. Tem o errado. E tem todo o resto. (Cazuza)

Que idiotas!

Francamente, nem sou muito a favor de ofensas nos comentários, mas vcs dois se superaram no esforço de combater ao Gunter.

Tamanha distorção das lutas do nosso amigo ( patrimônio do Blog, assim como Analu, bem disse o Nassif ) e do que diz  é chamar-me de idiota. Então devolvo a ofensa:

COMO VOCÊS SÃO IDIOTAS!

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"Penso, logo existo"

Obrigado, Fraga

Mas não nos preocupemos.

Quando as pessoas não têm argumentos são assim mesmo, apelativas.

Um grande abraço.

 

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"Se você pode sonhar, você pode fazer" - Walt Disney

IGUAL QUIABO

IGUAL QUIABO

Não escorregue igual quiabo para debaixo das asinhas de comentário do seu filhote: "Ele é criança e não conhece a verdade."

Saia do seu reino encantado em cor de rosa, onde é reizinho, tire a máscara e encare as respostas que deve dar, você mesmo, a quem não pertence à sua tribo e se solidariza com ela.

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Francisco de Assis

DESCARTES NÃO MERECE ISTO

DESCARTES NÃO MERECE ISTO

Resposta infantilóide a uma crítca sobre posições políticas. 

Reação agressiva, primitiva e sem argumentos, em defesa do papai da tribo.

Descartes não merece isso: substitua seu avatar e sua legenda, meu amigo.

Sugiro Serginho Malandro, aparentemente com idade mental similar à sua..

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Francisco de Assis

Mais uma "coincidência" com a ditadura.

Da Carta Maior

Cimi: Novo genocídio ameaça povos indígenas do país

De acordo com o relatório do Conselho Indigenista Missionário (Cimi) sobre a violência que atinge os povos indígenas, somente entre 2003 e 2011 foram assassinados 503 índios, dos quais 273 são do povo Guarani Kaiowá.

 

 

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Pão ☭ Paz ✮ Terra ☀

É mesmo?

A polícia do estado de São Paulo assassina este número de civis em menos de seis meses, todos os anos. 

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Diogo Costa

Tá liberado, é?

É assim mesmo? Já que "polícia do estado de São Paulo assassina, blá-blá-blá..", o cretino justifica com esse fato, mais de 500 assassinatos de índios; sendo assim, o petismo fanático e idiota se "sente no direito" de ser genocida. Afinal, o PSDB justifica tudo, não é mesmo? É a régua preferida da idiotia petista, aqueles militansos que apontam para o PSDB assim: "Estão vendo aquele monte de merda ali? Nós somos uma merda menos fedida do que ela"; esse é o retrato do diogo bosta, um merda, fedido, mas ele jura que fede menos do que um tucano.

 

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Pão ☭ Paz ✮ Terra ☀

Passe a Mão na Boca, Almeida

Limpe a bem antes de proferir o nome de Diogo Costa um verdadeiro guerreiro na defesa dos mais altos ideais progressistas.

Se a morte de quinhentos índios em quase nove anos configura um extermínio o que dizer dos milhares de assassinatos perpetrados pela polícia facínora de Alckmin? 

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Tem o certo. Tem o errado. E tem todo o resto. (Cazuza)

Safado, porco, cretino, mentiroso e sem vergonha.

Cretino é a excelentíssima senhora sua mãe, palhaço. Bosta é tu, seu porco filho de uma porca. Idiota é quem tu colocou no mundo, seu sem vergonha safado. Agride gratuitamente e agora tem a devida resposta. Tu é um safado sem vergonha, imbecil, porco mentiroso que não vale a lavagem que come e tampouco o resultado desta lavagem. Escute bem seu porco safado, se tu pensa que ofensas me intimidam, se engana rotundamente. Volta pra caverna seu safado sem vergonha.

 

Não há nenhuma justificativa para coisa nenhuma no post que fiz. O safado mente da primeira até a última palavra. Genocídio indígena houve no Brasil durante séculos. De 1988 para cá, dizer que há 'genocídio indígena' só cabe na cabeça de safados e sem vergonhas, de porcos safados que não valem absutamente nada como este mentiroso safado para quem estou respondendo agora.

 

Tu é um coitado, merece um tratamento psiquiátrico e nada mais do que isto. Safado sem vergonha, se aproveita da distância da internet para dar uma de galo... Deixe de ser safado seu porco filho de uma porca. Me diga pessoalmente estas coisas que tu escreveu! Marque o dia e a hora seu porco inútil. Estarei aguardando ansiosamente.

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Diogo Costa

Você deve remeter, todos esses xingamentos ao Cimi.

Que lançou um documento onde, entre muitas denúncias, acusa textualmente este governo de dar continuidade a projetos da diatadura:  "... do atual governo que promove a reterritorialização do capital rumo, sobretudo, ao centro-oeste e norte do país, tal como previa o governo militar nos anos 1970".

Porco é quem justifica a violência contra os índios, com a violência policial em São Paulo, que aliás, não é diferente da violência policial na Bahia governada pelo PT:

Audiência Pública discute "Violência Policial e o Desafio dos Direitos Humanos na Bahia"

BA – Mais uma vítima da violência policial: Pescador morto por policiais em frente a neto é enterrado em Salvador

 

 

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Pão ☭ Paz ✮ Terra ☀

Divergências sim, xingamentos não.

Tchê, vamos manter o debate em alto nível. Tu me ofendeu e teve uma resposta. A bem da verdade acho que nós dois erramos quando partimos para o xingamento gratuito. Divergências a parte, tu não precisava baixar o nível anteriormente e eu também não precisava responder como respondi. Sigamos em frente.

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Diogo Costa

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