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Desenvolvimento

Por que a falta de água em São Paulo é alarmante — e a culpa não é só do calor recorde e da seca

Seca na represa Jaguari, que faz parte do Sistema Cantareira

Seca na represa Jaguari, que faz parte do Sistema Cantareira

 

A redução dos níveis de água do reservatório da Cantareira aos irrisórios 22% de sua capacidade é motivo de atenção e preocupação. É a primeira vez que se registram níveis tão baixos no reservatório responsável por 45% de atendimento da Região Metropolitana de São Paulo, RMSP.  A responsabilidade dos preocupantes índices, segundo o governo, é a falta de chuvas que faz deste o verão o mais seco desde 1984. Altas temperaturas batem recordes sobre recordes. Campanhas para racionamento já começam a circular nos meios de comunicação, com o inevitável apelo para o controle do uso de água.

Mas nem tudo pode ser jogado nas costas das donas de casa ou nas condições do clima. Há fatores muito mais preocupantes, que podem nos colocar diante de risco iminente de escassez de água por um bom tempo.

Para compreender o fornecimento de água casa a casa na megametrópole é preciso compreender como funciona o abastecimento. Vamos tratar do Sistema Cantareira, responsável por 45% do fornecimento de água na região metropolitana, que atende  aproximadamente 9 milhões de habitantes.

O Sistema Cantareira é formado pelos rios Piracicaba, Capivari e Jundiaí. Há ainda os rios que complementam o sistema, o Atibainha e alguns afluentes do sul de Minas Gerais, região de Extrema. Estes rios formam o Sistema Cantareira, estruturados num complexo de emaranhados tuneis, canais e reservatórios chegando até a represa Paiva Castro. Nesta área de captação das águas para o abastecimento residem 5,2 milhões de habitantes que também utilizam estas águas para consumo, somando o total de 59 municípios.

Sua gestão é conduzida pela Agência Nacional de Águas, ANA, em parceria com os Comitês de Bacia, órgãos colegiados com representação da sociedade civil.

Em 2004, a ANA outorgou o Sistema Cantareira partilhando o uso da água entre a região de Campinas, Jundiaí, Atibaia e Extrema e a Região Metropolitana de São Paulo. Desta outorga, ficou pactuado que a RMSP receberia 33 metros por segundo de água potável, regime este válido por 10 anos.

Além da disposição do recurso hídrico para abastecimento, a região produtora de água (Campinas, Piracicaba, Jundiaí, Atibaia e Extrema) ficou responsabilizada por melhorias das condições ambientais da bacia hidrográfica, como por exemplo, a redução de perdas físicas, o desassoreamento dos cursos d’água, coleta e tratamento de esgotos, reuso de água, reflorestamento de cabeceiras, e cobrança pelo uso da água.

É nesta região de Campinas, Piracicaba, Jundiaí, Sumaré que as principais montadoras de veículos e fornecedoras de autopeças se instalaram a partir de 1997. Honda, Mercedes Benz, Hyundai e Toyota formam hoje o chamado “ABC Caipira”, que requer no seu processo produtivo alta demanda de consumo de água.

Na outorga do Sistema Cantareira, em 2004, a previsão de aumento de consumo de água era da ordem de 2% para o “ABC Caipira”. Porém, com o boom de desenvolvimento e atração de novos empregos, o crescimento já em 2014 é da ordem de 4%. A administração municipal das cidades de Campinas, Sumaré, Piracicaba e região fizeram a lição de casa estabelecida na outorga. Coleta, tratamento de esgoto, cobrança pelo uso da água foram políticas adotadas por diferentes governos destes municípios, colocando-os em condições privilegiadas na prestação de serviços ambientais.

 

Represa em Vinhedo

Vinhedo

 

Já a RMSP ficou para trás no processo de cumprimento das prerrogativas estabelecidas em 2004. De responsabilidade da SABESP, as tarefas de cobrança pelo uso, reuso da água, coleta e tratamento de esgotos ficaram a desejar. Com capital misto, a Sabesp e seus acionistas preferem a jogatina nos cassinos de apostas da Bolsa de Nova York à canalização e tratamento de esgotos, proliferando o fétido odor característico dos corpos d’água na capital.

Hoje a RMSP perde 7 m³ por segundo de água potável no sistema de distribuição. A acusação que pesa sobre a SABESP é que a velha rede de distribuição e a falta de manutenção levam a perdas diárias irreparáveis.

Nas circunstâncias atuais, a tendência, diante dos grupos de pressão da região do “ABC Caipira” e a inércia da SABESP, é que a crise que passa hoje o Sistema Cantareira tende-se a agravar, seja pela falta de chuva, seja pela desatenção com a gestão do recurso escasso na RMSP. Enquanto a disputa pela água se acirra, a SABESP faz propagandas infantiloides com conteúdo ambiental ínfimo. Acordou tarde para o problema. A SABESP patina na gestão hídrica ambiental, desinforma e não aponta saída para o rodízio de abastecimento inevitável.  Já era tempo de prever ondas de calor e estiagens. A resposta que a SABESP apresenta é jogar nas costas da sociedade a responsabilidade pela escassez.

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Onde nasce um rio

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Técnicas de uso sustentável da água

Captação e reuso da água da chuva 

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Figura 1: Cisterna rural, Fonte: site UFCG

 

  

                  Uma das tecnologias de uso sustentável da água mais difundidas na atualidade é a de captação da água da chuva. No Brasil a legislação referente ao uso das águas da chuva  ainda está sendo formulada. Podemos citar a lei municipal de Curitiba (BRASIL, 2003), lei 10.785, de setembro de 2003;  São Paulo, um decreto publicado no Diário Oficial no dia 5 de janeiro de 2002 (BRASIL, 2002).   

 Segundo Cavalcanti (2001),"na região semi-árida do nordeste brasileiro, a quantidade de chuva é de aproximadamente 700 bilhões de metros cúbicos por ano, o que torna o semi-árido nordestino diferente das demais regiões semi-áridas do mundo. A maior parte dessa chuva não é aproveitada em todo o seu potencial pois, mesmo existindo grande quantidade de barreiros e açudes, 36 bilhões de metros cúbicos se perdem pelo escoamento superficial".E importante salientar que a constante pesquisa agrícola e disseminação de informações aos agricultores é extremamente urgente e necessária para aumentar fonte de renda dos pequenos produtores, unindo com o uso racional de recursos, conservação e recuperação de habitats. O mesmo autor relata que são poucos os pequenos agricultores que têm conhecimento de tecnicas de baixo custo de uso da água, como as cisternas rurais e barreiros. Em sua pesquisa sobre implantação de barreiros em comunidades nordestinas, de 17 famílias, 8 possuem barreiros. Caso a comunidade aprenda as técnicas de construção do barreiro, seus custos não ficam elevados.

Quanto a introdução das cisternas rurais nas comunidades, o programa "um milhão de cisternas rurais", iniciativa do governo e sociedade civil do nordeste e norte de Minas Gerais, destaca-se por ter proposto a construção de cisternas de placa para a coleta de água da chuva em comunidades rurais do semi-árido brasileiro (GALIZONI, 2004). O autor ressalta que este programa teve como meta a construção de 1 milhão de cisternas de placa em 5 anos a partir de 2001 nos estados de Sergipe, Bahia, Alagoas, Pernambuco, Paraíba, Rio Grande do Norte, Piauí, Ceará, Maranhão, Minas Gerais e Espírito Santo. As cisternas de placa construídas snão suficientes para fornecer 60 litro de água diários, suficiente para consumo de água familiar durante o período de 8 meses, período aproximado de estiagem no semi-árido brasileiro. Deve ser lembrado que, como os demais problemas ambientais,  o problema da água atinge  desigualmente os segmentos da população,  a renda influencia fortemente  a percepção  dos problemas relacionados a água. Segundo Galizoni (2004), o fenômeno da "indústria da seca" favorece as elites regionais pois transforma a seca em possibilidade de concentração de água, recursos e poder. O problema da seca no Brasil, portanto, não é apenas um problema climático mas social e político.  

 

 Além da cisterna rural, existem outras técnicas de captação como barreiro para irrigação suplementar, barragem subterrânea e cisternas de captação “in situ”. Brito (1999) ressalta a importância da barragem subterrânea como aquífero artificial para a reutilização de água no meio rural. Brito (1999, p. 112) cita que estas barragens subterrâneas são definidas como “barreiras formadas por paredes que partem da camada impermeável ou rocha até uma altura acima da superfície do aluvião, de forma que na época das chuvas forma-se um pequeno lago”. O autor ressalta que esta técnica é interessante por ser de baixo custo (estas barragens podem ser feitas com argila, pedra, alvenaria ou lona plástica). Porém, na construção da barragem, alguns fatores devem ser observados como precipitação média de região, vazões dos rios/riachos, granulometria dos solos, dentre outros, sendo necessário auxilio técnico. De acordo com Laschefski (2005), a barragem subterrânea, assim como poços rasos, são importantes principalmente para o reuso da água na agricultura. A mesma autora ressalta que, além da implementação da barragem subterrânea em comunidades rurais de baixa renda, seria interessante implementar juntamente um sistema de irrigaçao de baixo custo, baseado no conceito Mandala, e métodos de agroecologia para combater à erosão do solo.

 

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Figura 2: Exemplo de barragem subterrâneaFonte: BRITO (1999) e site UNIAGUA

 

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Figura 2.2: Exemplo de  de captaçao "in situ"fonte: PORTO(1995)

 

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Figura 2.3:Etapas da construção dos reservatórios "Jalkunds" na India, Fonte: Saha et al (2007)

 

 

 

 

 

Porto et al (1995) relata sua experiência com tecnologias de captação e reuso de água da chuva no semi-árido, dando enfoque principalmente às tecnologias tais como barreiro para "irrigação de salvação", cisternas rurais, captação "in situ" e exploração de vazante. Os mesmos autores citam que a tecnologia de captação "in situ" consiste na "modificação da superfície do solo, de maneira que o terreno entre as fileiras de cultivo sirva de área de captação da água da chuva". Este sistema é de fácil construção e baixo custo. Saha et al (2007) discorre sobre sua experiência na India com reuso de água da chuva,  particularmente com a criação de pequenos reservatórios de água chamados "Jalkund".  A construção  dos "Jalkunds" além de ser de baixo custo,  pode também ser considerada de fácil implementação. Este reservatório pode ser aproveitado não somente para o cultivo, como também  para a produção de peixes e consumo nos períodos de estresse hídrico.

 

 De acordo com Bortoli (2004), o reuso não potável das águas pode servir para diversas atividades, tais como: agrícolas (recarga do lençol subterrâneo e irrigação de plantas alimentíceas), industriais (refrigeração, águas de processos, utilização em caldeiras), recreacionais (irrigação de plantas ornamentais, campos de esportes, parques, enchimento de lagoas ornamentais), domésticos (rega de jardins residenciais e descargas sanitárias) e aqüicultura (produção de peixes e plantas aquáticas) e recarga de aqüíferos subterrâneos. De acordo com Philippi et al (2005), a substituição da água potável por águas de chuva pode ser feita sem prejuízo a saúde caso sejam tomadas as devidas precauções (ex: utilização de filtro de areia seguido de desinfecção).

 

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Figura 3: Exemplos de sistemas de coleta de água da chuva residencial e comercialFonte: site aquastock

 

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Tecnicas de uso sustentavel da agua

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REUSO da ÁGUA

   Atualmente, fala-se muito no REUSO DE ÁGUA SERVIDA ou  ÁGUA RESULTANTE DO PROCESSO DE TRATAMENTO ESGOTOS, ocorre que para a reutilização dessas águas deve-se tomar uma série de providências e cuidados, bem como, atender as instruções contidas na Norma ABNT 13.969 / 97. 

NBR-13.969/97 ABNT – ASSOCIAÇÃO BRASILEIRA DE NORMAS TÉCNICAS

REUSO LOCAL (item 5.6 NBR 13.969 / 97)

O esgoto de origem essencialmente doméstica ou com características similares, o esgoto tratado deve ser reutilizado para fins que exigem qualidade de água não potável, mas sanitariamente segura, tais como, irrigação dos jardins, lavagem de pisos e dos veículos automotivos, na descarga dos vasos sanitários, na manutenção paisagísticas dos lagos e canais com água, na irrigação dos campos agrícolas, pastagens, etc.

O tipo de reuso pode abranger desde a simples recirculação de água de enxágüe da maquina de lavagem, com ou sem tratamento aos vasos sanitários, até uma remoção em alto nível de poluentes para lavagens de carros. Freqüentemente, o reuso é apenas uma extensão do tratamento de esgotos, sem investimentos adicionais elevados, assim como nem todo o volume de esgoto gerado deve ser tratado para ser reutilizado.

Admite-se também que o esgoto tratado em condições de reuso possa ser exportado para alem do limite do sistema local para atender à demanda industrial ou outra demanda da área próxima. No caso de utilização como fonte de água para canais e lagos para fins paisagísticos, dependendo das condições locais, pode ocorrer um crescimento intenso das plantas aquáticas devido a abundancia de nutrientes no esgoto tratado. Neste caso, deve-se dar preferência a alternativa de tratamentos que removam eficientemente o fósforo do esgoto. 

PLANEJAMENTO DO SISTEMA DE REUSO  (item 5.6.1 NBR 13.969 / 97)

O reuso local de esgoto deve ser planejado de modo a permitir seu uso seguro e racional para minimizar o custo de implantação e de operação.

Para tanto, devem ser definidos:

a)       os usos previstos para esgoto tratado;

b)       volume de esgoto a ser reutilizado;

c)       grau de tratamento necessário;

d)       sistema de reservação e de distribuição;

e)       manual de operação e treinamento dos responsáveis. 

OS USOS PREVISTOS PARA O ESGOTO TRATADO (item 5.6.2 NBR 13.969 / 97)

Devem ser considerados todos os usos que o usuário precisar, tais como lavagens de pisos, calçadas, irrigação de jardins e pomares, manutenção das água nos canais e lagos dos jardins, nas descargas dos banheiros, etc. Não deve ser permitido o uso, mesmo desinfetado, para irrigação das hortaliças e frutas de ramas rastejantes(por exemplo, melão e melancia). Admite-se seu reuso para plantações de milho, arroz, trigo, café e outras arvores frutíferas, via escoamento no solo, tomando-se o cuidado de interromper a irrigação pelo menos 10 dias antes da colheita. 

VOLUME DE ESGOTO A SER REUTILIZADO (item 5.6.3 NBR 13.969 / 97)

Os usos definidos para todas as áreas devem ser quantificados para obtenção do volume total final a ser reusado. Para tanto, devem ser estimados os volumes para cada tipo de reuso, considerando as condições locais (clima, freqüência de lavagem e de irrigação, volume de água para descarga dos vasos sanitários, sazonalidade de reuso, etc.).

 GRAU DE TRATAMENTO NECESSÁRIOS  (item 5.6.4 NBR 13.969 / 97)

O grau de tratamento para uso múltiplo de esgoto tratado é definido, regra geral, pelo uso mais restringente quanto à qualidade de esgoto tratado. No entanto, conforme o volume estimando para cada um dos usos, podem-se prever graus progressivos de tratamento (por exemplo, se o volume destinado para uso com menor exigência for expressivo, não haveria necessidade de se submeter todo volume de esgoto a ser reutilizado ao máximo grau de tratamento, mas apenas uma parte, reduzindo-se o custo de implantação e operação), desde que houvesse sistemas distintos de reservação e de distribuição. Nos casos simples de reuso menos exigentes(por exemplo, descarga de vasos sanitários) pode-se prever o uso da água de enxágüe das maquinas de lavar, apenas desinfetando, reservando aquelas águas e recirculando ao vaso, em vez de enviá-las para o sistema de esgoto para posterior tratamento.

Em termos gerais, podem ser definidos as seguintes classificações e respectivos valores de parâmetros para esgotos, conforme o reuso:

 

Classe 1 – Lavagem de carros e outros usos que requerem o contato direto do usuário com a água, com possível aspiração de aerossóis pelo operador incluindo chafarizes:

·          turbidez  - inferior a 5;

·          coliforme fecal – inferior a 200 NMP/100ml;

·          sólidos dissolvidos totais inferior a 200 mg/l

·          pH entre 6.0 e 8.0;

·          cloro residual entre 0,5 mg/l e 1,5 mg/l

Nesse nível, serão geralmente necessários tratamentos aeróbios (filtro aeróbio submerso ou LAB) seguidos por filtração convencional (areia e carvão ativado) e, finalmente, cloração.

Pode-se substituir a filtração convencional por membrana filtrante.

 

Classe 2 – Lavagens de pisos, calçadas e irrigação dos jardins, manutenção dos lagos e canais para fins paisagísticos, exceto chafarizes:

·          turbidez  - inferior a 5;

·          coliforme fecal – inferior a 500 NMP/100ml;

·          cloro residual superior a 0,5 mg/l

Nesse nível é satisfatório um tratamento biológico aeróbio (filtro aeróbio submerso ou LAB) seguido de filtração de areia e desinfecção.

Pode-se também substituir a filtração por membranas filtrantes; 

 

Classe 3 – Reuso nas descargas dos vasos sanitários:

·          turbidez  - inferior a 10;

·          coliforme fecal – inferior a 500 NMP/100ml;

Normalmente, as águas de enxágüe das maquinas de lavar roupas satisfazem a este padrão, sendo necessário apenas uma cloração. Para casos gerais, um tratamento aeróbio seguido de filtração e desinfecção satisfaz a este padrão.

 

Classe 4 – Reuso nos pomares, cereais, forragens, pastagens para gados e outros cultivos através de escoamento superficial ou por sistema de irrigação pontual.

·          coliforme fecal – inferior a 5.000 NMP/100ml;

·          oxigênio dissolvido acima de 2,0 mg/l

As aplicações devem ser interrompidas pelo menos 10 dias antes da colheita.

 SISTEMA DE RESERVAÇÃO E DE DISTRIBUIÇÃO  (item 5.6.5 NBR 13.969 / 97)

O reuso local de esgoto seguro e racional tem com base um sistema de reservação e de distribuição. Ao mesmo tempo, todo o sistema de reservação e de distribuição para reuso deve ser identificado de modo claro e inconfundível para não ocorrer uso errôneo ou mistura com o sistema de água potável ou outros fins.

Devem ser observados os seguintes aspectos referentes ao sistema:

A)      Todo o sistema de reservação deve ser dimensionado para atender pelo menos 2:00 horas de uso de água no pico da demanda diária, exceto para uso na irrigação da área agrícola ou pastoril;

B)       Todo o sistema de reservação e de distribuição do esgoto a ser reutilizado deve ser claramente identificado, através de placas de advertência nos locais estratégicos e nas torneiras, alem do emprego de cores nas tubulações e nos tanques de reservação distintas das de água potável;

C)      Quando houver usos múltiplos de reuso com qualidades distintas, deve-se optar pela reservação distinta das águas, com clara identificação das classes de qualidades nos reservatórios e nos sistemas de distribuição;

D)       No caso de reuso direto das águas da maquina de lavar roupas para uso na descarga dos vasos sanitários, deve-se prever a reservação do volume total da água de enxágüe;

E)       O sistema de reservação para aplicação nas culturas cujas demandas pela água não são constantes durante o seu ciclo deve prever uma preservação ou área alternada destinada ao uso da água sobressalente na fase de menor demanda.

MANUAL DE OPERAÇÃO E TREINAMENTO DOS RESPONSÁVEIS (item 5.6.6 NBR 13969/97)

Todos os gerenciadores dos sistemas de reuso, principalmente aqueles que envolvem condomínios residenciais ou comerciais com grande número de pessoas voltadas par a manutenção de infra-estruturas básicas, devem indicar o responsável pela manutenção e operação do sistema de reuso de esgoto. Para tanto, o responsável pelo planejamento e projeto deve fornecer manuais do sistema de reuso, contendo figuras e especificações técnicas quanto ao sistema de tratamento, reservação e distribuição, procedimentos para operação correta, alem de treinamento adequado aos responsáveis pela operação.

 AMOSTRAGEM PARA ANÁLISE DO DESEMPENHO E DO MONITORAMENTO (item .6 NBR 13.969 / 97)

Todos os processos de tratamento e disposição final de esgotos devem ser submetidos avaliação periódica do desempenho, tanto para determinar o grau de poluição causado pelo sistema de tratamento implantado como para avaliação do sistema implantado em si, para efeitos de garantia do processo oferecido pelo fornecedor. Esta avaliação deve ser mais freqüente e minuciosa nas áreas consideradas sensíveis do ponto de vista de proteção de mananciais.

A amostragem do afluente e do efluente do sistema local de tratamento deve ser feita, exceto na fase inicial de operação, quando deve haver acompanhamento pelo menos quinzenal até entrar em regime, com freqüência pelo menos trimestral.

O tipo de amostragem a ser considerada deve ser composto proporcional à vazão. Com campanha horária cobrindo pelo menos 12:00 horas consecutivas. Quando não houver condições para a determinação correta da vazão, esta deve ser estimada conforme as observações baseadas nos usos de água. Para o monitoramento dos sistemas de infiltração no solo (vala de infiltração, sumidouro, canteiro de infiltração e de evapotranspiração) devem ser feitas amostragens a partir dos poços ou cavas escavadas em volta das unidades, em profundidades distintas,por meio de amostras compostas não proporcionais. Os parâmetros a serem analisados são relativos a:

a)        nos lançamentos aos corpos receptores superficiais e nas galerias de águas pluviais, aqueles definidos na legislação municipal, estadual e federal;

b)        na disposição no subsolo, nitrato, pH, coliformes fecais e vírus.

Todas as amostras coletadas devem ser imediatamente preservadas e analisadas de acordo com os procedimentos descritos no “Standard Methods for Examination of Water Wastewater” na sua ultima edição.

Reuso de Água

A reutilização ou reuso de água ou, ainda em outra forma de expressão, o uso de águas residuárias, não é um conceito novo e tem sido praticado em todo o mundo há muitos anos. Existem relatos de sua prática na Grécia Antiga, com a disposição de esgotos e sua utilização na irrigação. No entanto, a demanda crescente por água tem feito do reuso planejado da água um tema atual e de grande importância. Neste sentido, deve-se considerar o reuso de água como parte de uma atividade mais abrangente que é o uso racional ou eficiente da água, o qual compreende também o controle de perdas e desperdícios, e a minimização da produção de efluentes e do consumo de água.

Dentro dessa ótica, os esgotos tratados têm um papel fundamental no planejamento e na gestão sustentável dos recursos hídricos como um substituto para o uso de águas destinadas a fins agrícolas e de irrigação, entre outros. Ao liberar as fontes de água de boa qualidade para abastecimento público e outros usos prioritários, o uso de esgotos contribui para a conservação dos recursos e acrescenta uma dimensão econômica ao planejamento dos recursos hídricos.

O ”reuso” reduz a demanda sobre os mananciais de água devido à substituição da água potável por uma água de qualidade inferior. Essa prática, atualmente muito discutida, posta em evidência e já utilizada em alguns países é baseada no conceito de substituição de mananciais. Tal substituição é possível em função da qualidade requerida para um uso específico. Dessa forma, grandes volumes de água potável podem ser poupados pelo reuso quando se utiliza água de qualidade inferior (geralmente efluentes pós-tratados) para atendimento das finalidades que podem prescindir desse recurso dentro dos padrões de potabilidade.

Águas Residuárias

Águas residuais ou residuárias são todas as águas descartadas que resultam da utilização para diversos processos. Exemplos destas águas são:

Águas residuais domésticas:

- provenientes de banhos;
- provenientes de cozinhas;
- provenientes de lavagens de pavimentos domésticos.


Águas residuais industriais:

- resultantes de processos de fabricação.


Águas de infiltração:

- resultam da infiltração nos coletores de água existente nos terrenos.


Águas urbanas:

- resultam de chuvas, lavagem de pavimentos, regas, etc.

As águas residuais transportam uma quantidade apreciável de materiais poluentes que se não forem retirados podem prejudicar a qualidade das águas dos rios, comprometendo não só toda a fauna e flora destes meios, mas também, todas as utilizações que são dadas a estes meios, como sejam, a pesca, a balneabilidade, a navegação, a geração de energia, etc.

É recomendado recolher todas as águas residuais produzidas e transportá-las até a Estação de Tratamento de Águas Residuais (ETAR). Depois de recolhidas noscoletores, as águas residuais são conduzidas até a estação, onde se processa o seu tratamento.

O tratamento efetuado é, na maioria das vezes, biológico, recorrendo-se ainda a um processo físico para a remoção de sólidos grosseiros. Neste sentido a água residual ao entrar na ETAR passa por um canal onde estão montadas grades em paralelo, que servem para reter os sólidos de maiores dimensões, tais como, paus, pedras, etc., que prejudicam o processo de tratamento. Os resíduos recolhidos são acondicionados em contentores, sendo posteriormente encaminhados para o aterro sanitário.

Muitos destes resíduos têm origem nas residências onde, por falta de instrução e conhecimento das conseqüências de tais ações, deixa-se para o sanitário objetos como: cotonetes, preservativos, absorventes, papel higiênico, etc. Estes resíduos devido às suas características são extremamente  difíceis de capturar nas grades e, conseqüentemente, passam para as lagoas prejudicando o processo de tratamento.

A seguir a água residual, já desprovida de sólidos grosseiros, continua o seu caminho pelo mesmo canal onde é feita a medição da quantidade de água que entrará na ETAR. A operação que se segue é a desarenação, que consiste na remoção de sólidos de pequena dimensão, como sejam as areias. Este processo ocorre em dois tanques circulares que se designam por desarenadores. A partir deste ponto a água residual passa a sofrer um tratamento estritamente biológico por recurso a lagoas de estabilização (processo de lagunagem).

O tratamento deverá atender à legislação (Resolução do CONAMA nº 020/86) que define a qualidade de águas em função do uso a que está sujeita, designadamente, águas para consumo humano, águas para suporte de vida aquática, águas balneárias e águas de rega.

Tipos de Reuso

A reutilização de água pode ser direta ou indireta, decorrentes de ações planejadas ou não:

- Reuso indireto não planejado da água: ocorre quando a água, utilizada em alguma atividade humana, é descarregada no meio ambiente e novamente utilizada a jusante, em sua forma diluída, de maneira não intencional e não controlada. Caminhando até o ponto de captação para o novo usuário, a mesma está sujeita às ações naturais do ciclo hidrológico (diluição, autodepuração).

- Reuso indireto planejado da água: ocorre quando os efluentes, depois de tratados, são descarregados de forma planejada nos corpos de águas superficiais ou subterrâneas, para serem utilizadas a jusante, de maneira controlada, no atendimento de algum uso benéfico.

O reuso indireto planejado da água pressupõe que exista também um controle sobre as eventuais novas descargas de efluentes no caminho, garantindo assim que o efluente tratado estará sujeito apenas a misturas com outros efluentes que também atendam ao requisito de qualidade do reuso objetivado.

- Reuso direto planejado das águas: ocorre quando os efluentes, depois de tratados, são encaminhados diretamente de seu ponto de descarga até o local do reuso, não sendo descarregados no meio ambiente. É o caso com maior ocorrência, destinando-se a uso em indústria ou irrigação.

Aplicações da Água Reciclada

- Irrigação paisagística: parques, cemitérios, campos de golfe, faixas de domínio de auto-estradas, campus universitários, cinturões verdes, gramados residenciais.

- Irrigação de campos para cultivos - plantio de forrageiras, plantas fibrosas e de grãos, plantas alimentícias, viveiros de plantas ornamentais, proteção contra geadas.

- Usos industriais: refrigeração, alimentação de caldeiras, água de processamento.

- Recarga de aqüíferos: recarga de aqüíferos potáveis, controle de intrusão marinha, controle de recalques de subsolo.

- Usos urbanos não-potáveis: irrigação paisagística, combate ao fogo, descarga de vasos sanitários, sistemas de ar condicionado, lavagem de veículos, lavagem de ruas e pontos de ônibus, etc.

- Finalidades ambientais: aumento de vazão em cursos de água, aplicação em pântanos, terras alagadas, indústrias de pesca.

- Usos diversos: aqüicultura, construções, controle de poeira, dessedentação de animais.

Problemática no Brasil

No Brasil, a prática do uso de esgotos - principalmente para a irrigação de hortaliças e de algumas culturas forrageiras - é de certa forma difundida. Entretanto, constitui-se em um procedimento não institucionalizado e tem se desenvolvido até agora sem nenhuma forma de planejamento ou controle. Na maioria das vezes é totalmente inconsciente por parte do usuário, que utiliza águas altamente poluídas de córregos e rios adjacentes para irrigação de hortaliças e outros vegetais, ignorando que esteja exercendo uma prática danosa à saúde pública dos consumidores e provocando impactos ambientais negativos. Em termos de reuso industrial, a prática começa a se implementar, mas ainda associada a iniciativas isoladas, a maioria das quais, dentro do setor privado.

A lei nº 9.433 de 8 de janeiro de 1997, em seu Capitulo II, Artigo 20, Inciso 1, estabelece, entre os objetivos da Política Nacional de Recursos Hídricos, a necessidade de “assegurar à atual e às futuras gerações a necessária disponibilidade de água, em padrões de qualidade adequados aos respectivos usos”. Verificou-se, por intermédio dos Planos Diretores de Recursos Hídricos de bacias hidrográficas - em levantamento realizado a fim de se conhecer mais profundamente a realidade nas diversas bacias hidrográficas brasileiras - que há a identificação de problemas relativamente à questão de saneamento básico, coleta e tratamento de esgotos e propostas para a implementação de planos de saneamento básico. Entretanto, não se consegue identificar atividades de reuso de água utilizando efluentes pós-tratados per sei. Isso deve-se ao fato, talvez, do ainda relativo desconhecimento dessa tecnologia e por motivos de ordem sócio-cultural. 

Mesmo assim, considerando que já existe atividade de reuso de água com fins agrícolas em certas regiões do Brasil, a qual é exercida de maneira informal e sem as salvaguardas ambientais e de saúde pública adequadas, torna-se necessário institucionalizar, regulamentar e promover o setor através da criação de estruturas de gestão, preparação de legislação, disseminação de informação, e do desenvolvimento de tecnologias compatíveis com as nossas condições técnicas, culturais e socioeconômicas.

É nesse sentido que a Superintendência de Cobrança e Conservação - SCC - da Agência Nacional de Águas, inova ao pretender iniciar processos de gestão a fim de fomentar e difundir essa tecnologia e ao investigar formas de se estabelecer bases políticas, legais e institucionais para o reuso de água neste país.

Fonte: www.reusodeagua.hpg.com.br  e www.ana.gov.br  e Ambiente Bras

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Reuso de águas residuais em Israel

 

Reuso de águas residuais em Israel 

Aconteceu em Curitiba, entre os dias 17 e 19 de outubro, o 1º Simpósio Internacional de Reuso de Água, que contou com a presença de palestrantes do mundo inteiro.

Um dos palestrantes, Menahem Libbhaber, dos Estados Unidos, falou sobre a experiência do reuso de águas residuais em Israel. Segundo o palestrante, em Israel, a reutilização da água tornou-se uma política nacional em 1955. Com o crescimento da população, não havia água suficiente para a agricultura, por isso uma comunidade agrícola do sul de Israel começou a utilizar águas residuais recicladas para irrigar os seus campos.

Na época, a solução para a escassez de água não foi discutida abertamente. A tecnologia de tratamento de água não era bem conhecida e as autoridades temiam que o público rejeitasse a ideia de utilizar água “suja” para cultivar alimentos.

No virar do século, Israel ainda era o único país a reciclar água residual. E hoje, quase metade da irrigação do país é proveniente de águas residuais recicladas. Aliás, Israel fez da reciclagem de água parte integrante da vida diária.

“Em Israel, as águas residuárias são consideradas como parte integrante dos recursos hídricos do país há mais de quatro décadas. A reutilização da água doméstica tem sido maciça e hoje Israel reutiliza 75% dos efluentes gerados contra 14% na Espanha, 9% na Austrália, 8% na Itália, 5% na Grécia e menos de 1% na Europa”, afirma Libbhaber.

Ele ainda ressanta que, enquanto em Israel essa prática de reutilização da água já é difundida há décadas e com tecnologias de tratamento e aplicação avançadas, no Brasil observa-se que aatividade é exercida de maneira informal e sem normativas específicas.

Segundo Libbhaber, por aqui já existe atividade de reuso de água com fins agrícolas em certas regiões do Brasil, a qual é exercida de maneira informal, sem muito cuidado com o meio ambiente e a saúde pública. Torna-se necessário institucionalizar, regulamentar e promover o setor através da criação de estruturas de gestão, definição de legislação, disseminação de informação e desenvolvimento de tecnologias compatíveis com as nossas condições técnicas, culturais e socioeconômicas.

Além disso, os critérios para reuso devem considerar não somente aqueles relacionados com a proteção à saúde, mas deve considerar a modalidade de reuso, tais como impactos no solo (salinidade e sodicidade) e danos ao sistema de aplicação.

Menahem Libbhaber finalizou  falando sobre a importância do reuso de água. “Por se tratar de um bem natural que está cada  vez mais raro e caro, reutilizar a água é de fundamental importância para o meio ambiente e também para a economia das empresas, cidadãos e governos”.

 

Tayná Soares

 

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Reaproveitamento da água da chuva x Enchentes!

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Nao pode!

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O futuro das criancas!

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3 Obra de usina no Rio Tietê

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Obra de usina no Rio Tietê não tem data para sair

Prometida no ano passado, reativação de estrutura era aposta para reduzir mau cheiro e formação de espuma.

DIEGO ZANCHETTA, RODRIGO BURGARELLI - O Estado de S.Paulo

Prometida para o ano passado, a reativação da Usina Edgard de Souza, em pleno Rio Tietê, era uma das apostas do governo estadual para reduzir o mau cheiro do rio e a formação de espuma no curso d'água após a Grande São Paulo. Inaugurada em 1901, a usina é a mais antiga hidrelétrica a operar no Brasil. O reinício dos trabalhos estava prometido para 2011, mas, segundo a Empresa Metropolitana de Águas e Energia S.A. (Emae), não há mais previsão para a obra sair.

1. Qual é a história da Barragem Edgar de Souza?

Construída em 1901 no município de Santana do Parnaíba, na Grande São Paulo, a barragem foi a primeira usina hidrelétrica do Brasil a entrar em funcionamento. Sua construção estava ligada à necessidade de abastecer a capital paulista, que vivia um grande boom de crescimento por causa do comércio de café. Ela foi desativada em 1982, em uma época em que a Região Sudeste estava bem abastecida de energia elétrica graças à construção da Usina de Itaipu.

2. No que a sua reativação ajudaria o Tietê?

Segundo a Empresa Metropolitana de Águas e Energia S. A. (Emae), a religação das turbinas da barragem ajudaria a diminuir o mau cheiro à jusante do Rio Tietê, no sentindo do interior do Estado. Além disso, a espuma formada por dejetos químicos do Tietê, que costuma chegar a municípios como Salto, também diminuiria. A explicação é que o trânsito da água dentro das turbinas aumentaria a oxigenação.

3. Quanto custaria?

Em 2009, ano em que a Emae prometeu a reinauguração da usina, o custo estava estimado entre R$ 15 milhões e R$ 20 milhões. Mas o investimento também seria compensado pelo lucro da venda da energia gerada. A usina teria capacidade para abastecer uma cidade com até 100 mil habitantes.

4. Porque a obra não saiu até agora?

Questionada pela reportagem, a Emae afirmou que priorizou a construção da Pequena Central Hidrelétrica (PCH) Pirapora. Ela também fica no Rio Tietê, mas mais no interior do Estado, na cidade de Pirapora do Bom Jesus. Segundo a empresa, a construção já está em andamento e tem previsão para ser inaugurada em 2014.

5. E quando deverá ser reativada a Usina Edgard de Souza?

A Emae informou que está desenvolvendo estudos para obter a Licença de Regularização de Operação, a partir da qual será possível atualizar os estudos de viabilidade técnico-econômica do empreendimento. Só depois disso o novo prazo para funcionamento será definido.  

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2 Tratar esgotos e reciclar

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Tratar esgotos e reciclar água: a grande solução!

Não existem soluções mágicas para a poluição dos rios: existe tecnologia! Desde as mais simples e pouco dispendiosas, como os tanques sépticos, os biodigestores, as lagoas de estabilização e mesmo os valos de oxidação, até os mais sofisticados e compactos

28 de Maio de 2003.

Publicado por Equipe EcoViagem

Não existem soluções mágicas para a poluição dos rios: existe tecnologia! Desde as mais simples e pouco dispendiosas, como os tanques sépticos, os biodigestores, as lagoas de estabilização e mesmo os valos de oxidação, até os mais sofisticados e "compactos", como os sistemas de lodos ativados. E há também o mais antigo de todos, ainda hoje usado em muitos países, que é a fértiirrigação, ou disposição dos esgotos em solos agrícolas e pastagens.

Cada um desses sistemas tem a sua aplicação, dependendo do tamanho da população, área disponível, topografia, clima etc. Todos eles são, porém, igualmente eficazes. Naturalmente, os mais baratos, exigem áreas maiores e consomem apenas energia solar; os mais "compactos" são mais mecanizados e consomem mais energia elétrica.

Os efluentes dessas instalações, isto é, os "esgotos tratados", algumas vezes são lançados de volta aos rios. Mas há muitas outras aplicações para eles. Podem, por exemplo, ser utilizados em irrigação. Ou podem servir para o abastecimento industrial, ou para produzir vapor, nas usinas termo-elétricas.

Assim, a reciclagem das águas usadas pode constituir um recurso fabuloso para a economia de água. Imagine se isso fosse feito - como já se pensou - com os esgotos da Grande São Paulo: 50 metros cúbicos por segundo, na irrigação de florestas, para produção de madeira e celulose!

Mas há reciclagens em menor escala, que podem ser praticadas no ambiente de uma fábrica, ou até doméstico! Atualmente, o volume total do rio Tamanduateí, na Grande São Paulo, é usado e reutilizado mais de dez vezes pelas indústrias localizadas na sua bacia!

Mas você já pensou na possibilidade de usar a água empregada no banho para a descarga hidráulica do vaso sanitário, em vez de usar água potável, que foi tratada com cloro, flúor e tudo mais? Ou a água despejada pela máquina de lavar roupas, para a limpeza do quintal, ou do automóvel?

É bom pensarmos nisso... ou morreremos de sede às margens dos maiores mananciais do mundo.

http://ecoviagem.uol.com.br/fique-por-dentro/colunistas/meio-ambiente/samuel-branco/tratar-esgotos-e-reciclar-agua-a-grande-solucao--684.asp

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1 O sistema fornece água para

1 O sistema fornece água para Zona Norte de São Paulo e a população deverá economizar

28/01/2014 14:38:00Por: Rafaela Vendramini

O acumulado de chuva está abaixo do normal em todo o Estado de São Paulo neste Verão. Esse tempo mais seco prejudicou os reservatórios de abastecimento de água na capital paulista, a pior situação é no Sistema Cantareira, que está com o menor nível dos últimos 10 anos. As represas desse sistema ficam entre a cidade de São Paulo-SP e o sul de Minas Gerais, na região da rodovia Fernão Dias, e elas estão com um armazenamento de apenas 22% da capacidade. Segundo a Sabesp 2014 tem o menor volume de chuva dos últimos 84 anos.

O Governo do Estado de São Paulo tomou algumas medidas para evitar a falta de água nas casas da população. O trabalho é preventivo e pede que as pessoas não lavem carros e calçadas com mangueira, ensaboem as louças com a torneira fechada e tomem banhos rápidos, o que não é fácil diante desse calor todo dos últimos dias.

As outras represas que abastecem São Paulo-SP e a região metropolitana são: Alto Tietê, com 45% de água armazenada da capacidade, Alto Cotia, com 65%, Guarapiranga, com 68%, Rio Grande, com 93% e Rio Claro, com 100%. A maioria está numa situação confortável, o problema é que elas não são interligadas, por isso não poderão abastecer as residências atendidas pelo Sistema Cantareira, caso o nível dessa baixe ainda mais.

Além disso, a previsão do tempo é preocupante, pois o país passará por um período de pelo menos 15 dias de tempo completamente seco no Sudeste. “E quando as chuvas voltarem, a partir da segunda semana de fevereiro, elas viram mais uma vez na forma de pancadas de fim de tarde, o que traz transtornos nos grandes centros, mas não é capaz de encher reservatórios”, explica o meteorologista da Somar, Celso Oliveira.

A explicação para o tempo seco nos próximos dias é que as frentes frias estão bloqueadas sobre a Argentina e não alcançarão o Estado de São Paulo. Por consequência, também não há aproximação da umidade da Amazônia. Esperam-se portanto vários dias de muito calor e pouca chuva.

http://jornaldotempo.bol.uol.com.br/noticias.html/59508/falta-de-chuvas-deixou-o-sistema-cantareira-com-o-menor-nivel-de-agua-dos-ultimos-10-anos--o-que-pode-prejudicar-o-abastecimento-na-capital-paulista/

 

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ÁGUA É UM RECURSO FINITO Rio

ÁGUA É UM RECURSO FINITO

Rio Tietê: Ou São Paulo Muda ou a Natureza Se Revolta!

Onde esta os peixes do Rio Tietê.

De quem é a responsabilidade?

Podemos culpar acusar e defender, mas não podemos nos ausentar desta participação com a natureza.

Todos são responsáveis pela vida, pela terra, agua e ar.

A - Rio Tietê, mais vale apena ler, questionar,  pensar e entender!

O sistema de abastecimento deve ser tão importante como do reuso de agua consumida. O Sistema de abastecimento tem contar com tanques para aguas das chuvas. Tanques para só controlar enchente porque não para abastecimento.

http://pt.wikipedia.org/wiki/Rio_Tiet%C3%AA

B – Preocupar-se com parte da vida em um sistema sustentável, na natureza, na economia, para saúde, com amizades, na alimentação faz parte natural de cada um. Os desastres são naturais mais precisamos evitar. As grandes cidades precisam e necessitam atualizar e pensar consciente para uso, reciclagem e reaproveitamento individual e coletivo. O Rio Tietê é São Paulo e a grande São Paulo deve acorda para ele ou Tiete vai acabar com a cidade, enchentes e falta agua, não existe solução afrente que não incluía este rio na sua vida e enquanto não tiver peixe na perimetral não haverá paz entre o homem e a natureza.

Salvem o Rio Tiete e terão paz!

Poderão capitar a agua, mais adiante, do rio protegido, conservado e limpo.

C- As desmazelas humanas e engenharia em não ter um sistema fechado e para todos. Não há interligações dos diversos sistemas de abastecimento.

D – O homem e a natureza são partes comuns.

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Renovação da outorga do Sistema Cantareira

Duas audiências públicas acontecerão em Campinas e São Paulo sobre a renovação da outorga para a Companhia de Saneamento Básico do Estado de São Paulo (Sabesp) para uso da água e interferências nos recursos hídricos do Sistema Cantareira com a finalidade de abastecimento público da região metropolitana de São Paulo. O aviso da Agência Nacional de Águas (ANA) a respeito das audiências está publicado no Diário Oficial da União de 17 de janeiro. A outorga atual vence em agosto de 2014. Leia + aqui

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Rogerio0512

Certa vez em Osasco onde eu

Certa vez em Osasco onde eu trabalhava, vi um vazamento em rua importante com empresas, condomínios e faculdade, liguei pra Sabesp e demoraram 1 mês para resolver o problema.

 

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Gestão de recursos hídricos

A região Metropolitana de São Paulo já está discutindo outra transposição de água para minorar o desabastecimento. Porém, antes terá de negociar duramente com o RJ. Veja aqui e para isso terá de estruturar concessionárias, comitês de bacia, conselhos de recursos hídricos, etc. Será que darão conta?

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JOEL PALMA

A questão, Bispo, é que no

A questão, Bispo, é que no meio do caminho tem uma região denominada VALE DO PARAÍBA, com 2 milhões de habitantes...

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Captação no Rio São Lourenço

O tucanos firmaram em 2013 uma PPP para captação de 4,7m³ por segundo do Rio São Lourenço na divisa de Juquitiba com Ibiúna com previsão para começar em 2018.  Essa capatação equivale a 15% do sistema Cantareira é o suficiente para mais ou menos 1,5 milhão de pessoas, o que convenhamos é muito pouco.  O São Lourenço é afluente do rio Ribeira do Iguape.  Será que terão que ir buscar água no Iguape porque em 2020 essa captação já não será suficiente para atender a demanda.

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AlvaroTadeu

Água pelo pescoço.

A SABESP é um reduto de militantes do PSDB. Um colunista da Folha, Gesner Oliveira, espécie de intelectual do partido, (não sei se é filiado) foi presidente da SABESP. Um economista tem currículo para presidir um empresa de água e esgoto? Qual a experiência que ele trazia para isso? Nenhuma.

Umberto Cordani, um dos mais importantes geólogos do país, ex-diretor do Instituto de Geociências da USP, e coordenador de um livro patrocinado pelo MEC, publica a certas páginas sobre águas subterrâneas uma advertência sobre o lençol freático do município de São Paulo. Estimativas davam como 50% das águas desse lençol serem provenientes de vazamentos da SABESP. Esse dado é de suma importância para obras de Engenharia na cidade, pois esses vazamentos provocam enorme distorção nos dados coletados.  Mas basta conversar alguns minutos com os professores do Departamento de Hidrogeologia do IGUSP ou com geólogos do IPT para saber da gravidade do assunto. As perdas razoáveis da SABESP seriam em torno de 10%, mas é cinco vezes mais. Cadê os "jênios" que não resolveram essa parada dura? A substituição dos encanamentos, bombas e demais equipamentos da SABESP vai custar bilhões de reais, mas é urgente e inadiável.

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Zanchetta

Vamos torcer por essa seca

Vamos torcer por essa seca para ver se "gruda" no Alckmin... força pessoal!!!

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Pode ficar tranquilo, o PIG

Pode ficar tranquilo, o PIG vai dizer que a culpa é do Cartel de São Pedro.

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E não se esqueça, se começar

E não se esqueça, se começar a chover demais e inundar tudo, o Haddad não tem nada a ver com isso!!!

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A Minha Atencao!

O que me chama atencao nas fotos sao:

Proteção de nascentes e margens de rios

Por que reflorestar as margens de rios e nascentes é tão importante?

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Leiam os jornais

Mas que desabastecimento de água é esse de que vcs estão falando?

Li nos jornalões que o Alckmin vai dar desconto de até 30% para quem economizar água.

Não é uma maravilha?

O fato da Sabesp ser a maior anunciante do governo estadual e estarmos em ano eleitoral não tem nada a ver com isso.

E se faltar água, a culpa será do povo, que estimulado irresponsávelmente pela Dilma que deu 20% de desconto na conta de luz, toma banhos mais demorados e desperdiça água.

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Lucio Vieira

A SABESP é aquela empresa que

A SABESP é aquela empresa que quando "pertencia" ao José Serra gastava com propaganda até em outros estados do Brasil. E para piorara a desculpa para justificar o gasto é que eles tinham um serviço que ensinava se "nó rau", sua "in de "gestão"? Ah, entendi...

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Parece que a história vai se repetir

Na primeira eleição de Lula, quando o PSDB e coligados foram apeados do poder federal, um dos fatores que contribuiu muito mesmo foi o apagão elétrico de 2001. Se não tivesse acontecido, eu duvido que o Lula seria eleito.

Será que o provável apagão aquático vai cumprir o mesmo papel na próxima eleição para o governo paulista?

 

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José G. Baccarin

Falta d'água sem cobertura da mídia

Como pode ser visto na reportagem abaixo, de 14 de janeiro, para a mídia a falta d'água paulistana é culpa de São Pedro e da população. Chamei isso, em meu facebook, de duas caixas (ou represas), duas litragens, comparando com a forma com que cobrem os reservatórios da hidroelétricas. 

Reservatórios da Cantareira têm pior nível em 10 anos

Estadão ConteúdoPor Ricardo Brandt | Estadão Conteúdo – sex, 10 de jan de 2014

 

Com o mais baixo volume de chuva da história para o mês de dezembro, os reservatórios do Sistema Cantareira - principal fonte de abastecimento de água das regiões metropolitanas de São Paulo e Campinas - atingiram seu pior nível de armazenamento dos últimos 10 anos. Em uma época que eles deveriam ser recarregados, as represas estão com 25% de sua capacidade e liberando água para garantir o abastecimento nesse atípico período de seca no verão.

O cenário colocou em alerta a Companhia de Abastecimento do Estado de São Paulo (Sabesp) - que opera o Cantareira -, companhias de água do interior e órgãos gestores das bacias hidrográficas, que emitiram alertas essa semana sobre o risco de desabastecimento nos próximos meses, caso não comece a chover em maior volume.

"É um cenário bastante preocupante. De dezembro a fevereiro são os meses que chove muito. É quando é feito o armazenamento de água nos sistemas para garantir o abastecimento durante o inverno, que chove muito pouco", explica José Cezar Saad, do Consórcio das Bacias do Piracicaba, Capivari e Jundiaí.

Formado por seis represas, o Cantareira retira água de rios que nascem em Minas Gerais e cortam o interior paulista para armazenar e garantir o abastecimento de 47% da Grande São Paulo e 60% da capital - um total de 8,8 milhões de pessoas. Na região de Campinas, ele abastece mais 5,5 milhões de pessoas.

Nas duas maiores represas do sistema (Jaguari e Jacareí), que respondem por mais de a metade da água produzida pelo Cantareira, o cenário é crítico. "Em janeiro essas represas deveriam estar com um nível acima de 50% e estão hoje com 22% e liberando água para manter os rios com água", conta Saad.

Chuva

Segundo a Sabesp, o volume de chuva no sistema no mês de dezembro ficou bem abaixo do menor volume da história. Em média, são esperados 226 milímetros de precipitações acumuladas no período, sendo que choveu apenas 60mm. No ano mais seco até agora, o volume de chuvas tinha sido de 104mm. "Em janeiro de 2012 os reservatórios estavam com 69% da capacidade. No ano passado, eles chegaram a 48%. Chegamos agora em 25% e nossa preocupação é que se não voltar a chover dentro da média, falte água no inverno", afirmou o diretor metropolitano da Sabesp, Paulo Massatto.

A tendência é que janeiro também seja um período seco. A média esperada para o mês é de 335mm de chuva, mas o volume registrado até agora foi de 14mm - se continuar assim, até o fim do mês terá chovido 45mm.

Economizar água

Além de não encher os reservatórios - essenciais para manter o abastecimento no período de estiagem, que vai de abril a setembro -, o tempo seco reduz a vazão de água nos rios e o calor faz aumentar o consumo. O Piracicaba, por exemplo, formado pelos dois principais mananciais do Cantareira (Jaguari e Atibaia), registrou em dezembro um volume de 33 mil litros de água por segundo, quando a média histórica para o período é de 214 mil l/s.

"Precisamos que as pessoas se conscientizem que é preciso economizar água, mesmo nesse período de calor extremo", afirma Massato. Desde o começo de dezembro o Consórcio do PCJ alerta sobre os riscos de desabastecimento em 2014. Segundo equipes técnicas do órgão, "caso as chuvas não se intensifiquem nos próximos meses é provável que o Cantareira enfrente estresse hídrico já no mês de março de 2014".

O alento vem de um estudo feito por pesquisadores da Universidade Estadual de Campinas (Unicamp), que identificou alterações nos períodos normais e chuvosos. Coordenado pelo professor Antônio Carlos Zuffo, da Faculdade de Engenharia Civil, o estudo aponta que a estiagem pode ter se prolongando, retardando também o período de mais chuvas.

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Ué! A Sabesp é administrada

Ué! A Sabesp é administrada por quem?  Não são eles os mestres em "jestão"?

Prenda-se, fuzile-se, enforque-se e esquarteje-se Lula, José Dirceu e mais quantos petistas encontrarem; são eles os culpados.

Se Dilma não tivesse feito a maldita parada técnica em Lisboa, isso não teria acontecido.

Convoque-se os black blocs...  Joaquim Barbosa, quantas sumidades (!)  estiverem a postos...

 

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Francisco J. Correa

Como especialista amador em

águas (tomo um banho por dia em Minas em região abastecida pela COPASA, a qual apoia incondicionalmente o menino do rio junto com o seu partido, chegando a impedir até a propagação de notícias ruins em sua região), proponho que essa tal de Sabespe seja privatizada imediatamente para algum banco. 

No mesmo dia esses reservatórios vão ser enchidos (não sei de quê), no mesmo nível dos preços. Aí sim, haverá fartura de água, pois o povão, não conseguindo pagar as contas, vai tratar de economizar a dita.

E mais, vai sobrar verba para publicidades nas grandes metrópoles financistas, como em novaiorque, londres, onguecongue, etc. onde esses novos mandões vão apresentar a sua gestão.

Claro, se São Pedro der uma ajudinha ...

 

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Culpa

SABESP culpada de alguma coisa ? O governo ou administração tucana culpada de alguma coisa ?  Querem ver isso na grande imprensa ? Podem esperar sentados, vamos ter uma série de análises, defendidas por "especialistas" da ´área, que vão acabar culpando outras instâncias por falta de planejamento, falta de visão, falta de administração. Não sei bem quem vão culpar, mas a leniência de nossa velha mídia já é conhecida, infelizmente, pois é um grande desserviço ao país, mas não irão se "tocar" sobre tal fato, por pura paixão ideológica, uma pena, pois a cr´ítica democrática serviria muito ao país e seus cidadãos.

 

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Luiz Machado

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