newsletter

Assinar

Retomada do preço do petróleo ajuda bolsa a subir 2,34%

Jornal GGN - A recuperação dos preços do petróleo no mercado internacional ajudou o ritmo das operações no mercado brasileiro, embora as operações tenham perdido um pouco da força na parte da tarde devido à decisão da taxa de juros nos Estados Unidos.

O Ibovespa (índice da Bolsa de Valores, Mercadorias e Futuros de São Paulo) encerrou as operações em alta de 2,34%, aos 38.376 pontos e com um volume negociado de R$ 6,237 bilhões.

Nas bolsas mundiais, o dia foi mais uma vez marcado pela volatilidade dos preços do petróleo, que operaram em queda durante a primeira metade da sessão na Europa. “O Indicador de lucros industriais divulgados na China, considerado ruim, já que apresentou queda pela sétima vez consecutiva, também contribui para um início de sessão negativo. O índice Xangai perdeu 0,5% e as bolas na Europa também operaram a maior parte do dia em baixa. Mais tarde, porém, passaram a se recuperar com na expectativa da decisão de taxa de juros do Banco Central Americano (Federal Reserve – FED) na primeira reunião do ano e no embalo da reversão dos preços do petróleo, que retomou a recente alta”, diz o BB Investimentos, em relatório assinado pelo analista Fábio Cesar Cardoso. O contrato futuro com vencimento em fevereiro era negociado a USS 32,78 ao fim da tarde, em alta de 3,08%.

Na bolsa brasileira, o dia foi de recuperação das perdas recentes, puxada pelas suas blue chips Petrobras e Vale. Também apresentaram desempenho positivo as ações do setor elétrico e de consumo. No sentido oposto, as ações da JBS caíram mais de 14%, após denúncias envolvendo sua controladora.

As ações ordinárias da Petrobras (PETR3) dispararam 9,73%, a R$ 6,54, enquanto os papéis preferenciais da estatal (PETR4) avançaram 8,81%, a R$ 4,57. Os papéis da empresa foram influenciados pela alta dos preços do petróleo nesta sessão.

Já as ações preferenciais da Vale (VALE5) subiram 5,28%, a R$ 7,18, e as ordinárias (VALE3) ganharam 5,14%, a R$ 9,41, por conta da alta dos preços do minério de ferro à vista na China.

Segundo o BB Investimentos, “nos próximos dias os investidores aguardam por novos estímulos monetários no Japão e na Zona do Euro, o que poderá renovar o apetite ao risco e levar uma recuperação das recentes perdas”.

No câmbio, a cotação do dólar comercial chegou a cair 1% durante o dia, mas inverteu o movimento e fechou em alta de 0,39%, a R$ 4,086 na venda.

Em linhas gerais, o dia foi de poucos negócios devido à expectativa em torno do anúncio do Federal Reserve sobre a taxa de juros nos Estados Unidos. No horário de fechamento do mercado cambial, a autoridade norte-americana decidiu pela manutenção da taxa de juros entre 0,25% e 0,5%, uma decisão que já era esperada por boa parte dos investidores.

A decisão era esperada por grande parte dos investidores. No fim do ano passado, o banco central norte-americano promoveu a primeira alta das taxas em uma década.

Agora, a expectativa está no tom do comunicado no qual o Fed anuncia sua escolha, que deve trazer pistas sobre o quanto o tombo dos preços do petróleo e crescentes sinais de desaceleração da economia chinesa afetaram seus planos.

No Brasil, o mercado aguarda a divulgação da ata do Comitê de Política Monetária (Copom) do Banco Central, após a decisão de manter os juros básicos em 14,25% ao ano na semana passada.

Além da alta do Copom, os analistas aguardam os dados do IGP-M (Índice Geral de Preços - Mercado) e taxa de desemprego no Brasil; índice de preços ao consumidor e índice de preços de importação na Alemanha; PIB (Produto Interno Bruto) na Grã-Bretanha; confiança na economia, confiança do consumidor e o índice de clima para os negócios na zona do euro; novos pedidos de seguro-desemprego, vendas de casas pendentes e dados de bens duráveis nos Estados Unidos; produção industrial, taxa de desemprego, gastos de famílias e o índice de preços ao consumidor no Japão.

 

 

(Com Reuters)

Média: 5 (1 voto)

Recomendamos para você

Comentar

O conteúdo deste campo é privado e não será exibido ao público.