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Sons medievais na caatinga nordestina

 

Enviado por JNS

Certo dia a princesinha/ que vivia a chorar/ saiu andando sozinha/ ao luar

Contam que essa princesinha/ não parou de caminhar/ e o rei endoideceu

 

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10 comentários

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altamiro souza

esse post sobre o elomar nos

esse post sobre o elomar nos leva a caminhos maravilhoasos do medieval, essas cantigas de

escánioe de maldizer, cantigas de amigo, maravilhas, assim como essa

história parece inerente aos nordestinos e sua cultura, as histórias   de

carlos magno, rolando,

histórias da cavalaria, amadis de gaula, que resultaram no humor brilahnte de cervantes em dom quiixote,

maravilhka.tb dom dinis....

obrigado pelo post....

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jns

O Rei Poeta

Dom Denis foi rei de Portugal durante quase meio século: desde o falecimento de seu pai o rei Afonso III em 1279 até a sua morte em 1325. Como protetor e impulsor do movimento trovadoresco Dom Denis foi figura determinante no meio século aproximado que durou o seu reinado.

Nascera em 1261, de modo que começou a reinar com apenas 18 anos. Era filho de Afonso III o Bolonhês e de Beatriz de Guillén (esta, filha ilegítima do rei Afonso X o Sábio).

O reinado de Dom Denis foi importante em vários campos da cultura (fundação da Universidade) e da literatura (promoção da prosa documental e histórica e das traduções); com respeito à poesia trovadoresca o seu papel foi decisivo, não só como autor mas também, e sobretudo, como impulsor.



Como autor é o mais fecundo de todos os nossos trovadores, com um total de 137 composições, segundo a recolha de cantigas que nos foi conservada. Esse primeiro posto corresponde-lhe com certeza se nos referirmos apenas à poesia profana, mas talvez devamos mantê-lo mesmo se fizermos entrar no cômputo as cantigas religiosas, visto que, apesar de que se atribuem de modo genérico à iniciativa do seu avô o rei Afonso X o Sábio, é difícil determinar em que medida foi efetiva a autoria pessoal deste rei na maioria das composições.

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jns

O REI TROVADOR

Canções Medievais Composta Pelo Sexto Rei de Portugal

Dom Dinis I, um grande poeta e um dos maiores trovadores do seu tempo, tornou-se conhecido como o "Rei-Poeta".

"De la rica tradición medieval en la lírica profana galaico-portuguesa han llegado hasta hoy día alrededor de 1650 obras.

O 'Livro das Trovas de Dom Dinis', cancionero monográfico que contenía composiciones de Denis I, rey de Portugal. Fue compuesto en el scriptorium real hacia finales del s.XIII o principios del s.XIV.

Don Denis, rey de Portugal, gobernó entre 1279 y 1325. De modo similar a su abuelo, Alfonso X el Sabio, inspirador de la colección de las Cantigas de Santa María, también Denis I fue un mecenas de la cultura (entre otras cosas fundador de la Universidad de Lisboa, que luego sería llevada a Coimbra) y un amante del arte trovadoresco, que hizo de su corte un importante lugar de cultivo de la poesía galaico-portuguesa. 

Él mismo fue un trovador de la mejor clase, bien familiarizado con la corriente literaria en occitano y francés. Nos ha legado 138 composiciones."

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Clovis de Oliveira

música genial

a de Elomar. Quando será que a música dele será arranjada para grande orquestra?

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Elomar tem formação em música

Elomar tem formação em música clássica. É autor de concertos, obras sinfônicas e obras de câmara, algumas delas registradas em disco. Veja aqui:
http://www.encontrodeculturas.com.br/encontroteca/grupo/elomar#.VrZeWUnJ3qA

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GalileoGalilei

(Sem título)

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Odonir

Tenho 2 CDs deles, Galileo

Boas pedidas pra esses dias de carnaval, né.

Se bem que aqui em Barbacena, a pracinha está uma graça e tem bandinha no coreto. Fotografei pra relembrar de quando vinha para cá em menina e pulava carnavais e carnavais de rua, com crianças e jovens vestidos de gatinhos, clows, bate-bolas etc. etc- os famosos blocos aleatórios. Delícias.

Mas música medieval transporta a gente. Pelo menos a mim.

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GalileoGalilei

Não os conhecia

Confesso que só os conheci agora ao pesquisar.

Onde podem ser adquiridos os CDs deste grupo?

 

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Odonir

Comprei da mão deles em SP em uma apresentação no

SESC Vila Mariana ( ao vivo).

Creio que tenham site, pois são Universidade Federal Fluminense, né. Parece que vendiam pela internet. Não me recordo.

O que me seduz nas cantigas medievais é que hoje as lemos, mas eram cantadas mesmo. A melodia importa, por conseguinte.

Nas de amigo sempre com eu-lírico feminino, mulheres reclamavam que seus amantes as deixaram por um motivo ou outro. E o faziam ao mar, aos lagos, às serras, rochedos, à mãe, amigas. Eram escritas sempre por homens, obviamente. Tinham maior "sensualidade", demonstrando que houvera amor carnal.

as de amor consideravam a mulher como uma santa, vestal, à imagem e semelhança de santas ou de Maria. Inatingíveis, sempre reclamadas por seus amados, por essa inacessibilidade por serem mais pobres que elas, ou por serem comprometidas. Enfim, amor platônico, irrealizado e, portanto, muito mais vassalo. A coita amorosa- o sofrimento- o paskho grego- de paixão- faz com que os menestréis as tratem por mya senhor, minha senhora, espelhando o feudalismo (senhor/suserano- vassalo) etc.

E ainda havia as de escárnio- deboches mais leves- e as de mal dizer- mais apimentadas e até com palavrões, palavras consideradas de baixo calão.

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Odonir

Que lindos versos, sons medievais imbricados de nós, desses

brasis.

CANTIGA DE AMOR

Senhor, por que eu tant’afã levei,

gran sazon á, por Deus, que vos non vi;

e, pero mui longe de vós vivi,

nunca aqueste verv’ antig’ achei:

quan longe d’olhos tan longe de coraçon.

 

A minha coita, por Deus, non á par,

que por vós levo sempr’e levarei;

e, pero mui longe de vós morei,

nunca pud’este verv’ antig’ achar:

quan longe d’olhos tan longo de coraçon.

 

E tan gran coita d’amor ei migo,

que o non sabe Deus, mal pecado;

pero que vivo muit’alongado

de vós, non ach’ est verv’ antigo:

quan longe d’olhos tan longe de coraçon.

 

[Fernand’ Esquio, CBN 1296]

 

Cantigas d’amor (Nunes), n.º 261

 

 

CANTIGA DE AMIGO

 

Quem visse andar fremosinha,

com’eu vi, d’amor coitada

e tan muito namorada

que, chorando, assi dizia:

— Ai, amor, leixedes-m’oje de sô-lo ramo folgar

e depois treide-vos migo meu amigo demandar.

 

[142] Quen visse andar a fremosa,

com’eu vi, d’amor chorando

e dizendo e rogando,

por amores mui queixosa:

— Ai, amor, leixedes-m’oje de sô-lo ramo folgar

e depois treide-vos migo meu amigo demandar.

 

Quen lhi visse andar fazendo

queixumes d’amor d’amigo

e chorando, assi dizendo:

— Ai, amor, leixedes-m’oje de sô-lo ramo folgar

e depois treide-vos migo meu amigo demandar.

 

[Zorro, CBN 1148 a e CV 751]

 

Cantigas d’amigo (Nunes), n.º 380

 

  

 

 

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GalileoGalilei

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GalileoGalilei

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