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Startup holandesa cria plataforma “sob demanda” de leitura de jornais e revistas

Jornal GGN – Uma startup holandesa criou uma plataforma que pode representar a saída para a crise dos jornais e revistas em tempos de Internet. Em um momento em que crescem e se popularizam sistemas de vídeos (filmes e séries) sob demanda – quando o usuário só paga que vê – ou assinaturas por valores muito baixos, o Blendle se torna uma ideia inovadora, algo como o “iTunes do jornalismo”.

Atualmente, o sistema reúne as principais publicações da Holanda em um só aplicativo, de modo que o usuário não precisa assinar vários jornais, mas adotar uma única forma de pagamento. E os usuários só pagam efetivamente aquilo que leem. Para os criadores da plataforma, trata-se de uma ideia que pode fazer com que os jovens voltem a pagar pelo jornalismo. A principal funcionalidade, além de reunir notícias e artigos num mesmo espaço, são as sugestões de matérias e reportagens maus populares entre todas as publicações.

O aplicativo também pode informar as histórias mais compartilhadas por seus amigos ou até mesmo por celebridades, políticos e jornalistas. O Blendle oferece € 2,50 (o equivalente a R$ 8,00) em conteúdo grátis a novos usuários, que podem comprar créditos quando esse valor for gasto. Outro recurso inovador: caso o leitor não ache a história lida interessante, ele pode reaver o dinheiro pago pela leitura. A empresa não informa os critérios para devolver o valor, mas diz que apenas não gostar da notícia não seria suficiente.

Em fase beta, o app deve ser lançado oficialmente na Holanda no próximo mês de abril. A expectativa é que a plataforma seja expandida rapidamente para outros países, algo que vai depender de como – ou se – a empresa vai convencer as publicações a se integrar ao sistema.

Com informações do Blue Bus

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O interesse holandês é nos leitores

A questão da imprensa holandesa é menos a plataforma tecnológica do que o interesse na maior proximidade com os leitores.

Sei que o idioma é complicado, mas a gente pode comparar um dos jornais da cidade de Holambra (SP) com a Folha de São Paulo.

Eis um exemplo, capa da edição de sábado, 15 de março de 2014:

JornalDeHolambra

Enquanto isso, na Folha ( fonte: http://tijolaco.com.br/blog/?p=15456 )

"A ombudsman da Folha, Suzana Singer, ao final de sua coluna de hoje, diz que,criticamente, que a  Folha dá mais importância ao que acontece lá fora do que ao que se passa no Brasil:

Nas edições de São Paulo, a Folha publicou, até anteontem, apenas cinco parágrafos sobre a terrível cheia que isola várias áreas na região amazônica. Para a crise na Ucrânia, nos mesmos 15 dias, o jornal dedicou 13 páginas. Quem decidiu que paulistano não se interessa pelo que acontece no Norte?

Desculpe, D. Suzana, a Folha faz pior, muito pior.

Esta tratando a crise de abastecimento de água da Região Metropolitana de São Paulo como mesmo viés oficialista que oculta dos paulistanos que a cidade está à beira de um colapso gravíssimo em seu abastecimento de água.
"

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Para dar certo essa

Para dar certo essa plataforma tem que oferecer mais do que é encontrado atualmente na Internet.

Duvido que o façam.

Hoje já se tem muito mais na Internet do que é possível ler. As revistas e jornais vem caindo constantemente de qualidade durante esse longo, doloroso e inexorável processo de atualização tecnológica da área de jornalismo.

Não é uma plataforma de leitura nem um método de cobrança que vai reverter esse processo.

a História da Humanidade as informações sempre foram trocadas por transmissão oral ou murais onde pessoas escreviam para outras lerem e estas respondiam, havendo inclusive sequências de comentários, réplicas, tréplicas, etc, de um forma bem parecida com o que se faz hoje nas redes sociais (murais assim foram encontrados em ruinas romanas). A única exceção eram os pronunciamentos públicos feitos pelos arautos, mas mesmos estes, que proclamavam em voz alta os decretos oficiais, contavam com a repercução boca-a-boca para transmitir seus proclamas.

Foi a imprensa que primeiro introduziu a mídia de massa, com caráter unidirecional, com o autor atingindo grande número de leitores e a separação entre a produção e o consumo de conteúdo. Esse fenômeno criou o jornalismo moderno, que depois foi adaptado ao rádio e à TV, ambos também mídias de massa com caráter unidirecional.

A Internet muda tudo. Embora ainda haja a possibilidade de um emissoratingir uma massa de recptores, qualquer um pode produzir e retransmitir conteúdo. Isso retira o caráter unidirecional da mídia e permite a troca de informações e a formação de grupos de interesse, com a novidade de que agora não há mais a necessidade de proximidde física para a formação desses grupos.

Essa plataforma da notícia não tem capacidade nem potencial para alterar esse processo.

Seu voto: Nenhum

ABAIXO A DITADURA

 

Mesmice

Os internautas tupiniquins não vão achar nenhuma graça quando verem que as matérias da Folha, Globo e Estadão são as mesmas, não mudam nem as manchetes, o mesmo vale para revistas Época e Veja, da mesma forma que também são moncórdios JN e demais telejornais. Quem sabe assim as pessoas despertam e pedem a abertura no setor de midias

Seu voto: Nenhum (2 votos)

 

...spin

 

 

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