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Xadrez do fim da Lava Jato e do avanço da ultra-direita, por Luis Nassif

Vamos colocar alguns balizamentos nesse mar revolto da política nacional.

Peça 1 – a admissibilidade do julgamento de Temer

Artigo 52 da Constituição:

Compete privativamente ao Senado Federal:

I - processar e julgar o Presidente e o Vice-Presidente da República nos crimes de responsabilidade, bem como os Ministros de Estado e os Comandantes da Marinha, do Exército e da Aeronáutica nos crimes da mesma natureza conexos com aqueles; 

Como é definido o crime de responsabilidade:

Segundo o Senado Federal,

“a rigor, não é crime, e sim a conduta ou comportamento de inteiro conteúdo político, apenas tipificado e nomeado como crime, sem que tenha essa natureza. A sanção nesse caso é substancialmente política: perda do cargo ou, eventualmente, inabilitação para exercício de cargo público e inelegibilidade para cargo político”.

Temer recebeu no Palácio do Jaburu um interlocutor da JBS que entrou disfarçado, de acordo com recomendação sua. Indicou um interlocutor para falar em seu nome com a JBS. O interlocutor negociou um favor à JBS e recebeu, em troca, uma mala com R$ 500 mil. Foi filmado. Depois de preso, o dinheiro foi devolvido.

Não há a menor dúvida de que Temer cometeu um crime de responsabilidade. Para saber se foi crime comum, necessita ser investigado. E a investigação depende da autorização do Congresso.

Espertamente, o advogado der Temer, Antônio Mariz de Oliveira, fez uma defesa baseada em princípios penais: se cometeu ou não o crime comum. O julgamento era de crime de responsabilidade. Indagou: cadê o dinheiro?, sabendo que o dinheiro foi devolvido apenas após o intermediário ter sido preso. Só se saberá se cometeu, também, crime comum, após a autorização para ser processado.

Em suma, torna-se difícil segurar a peteca do governo Temer. Mas há mais coisa em jogo do que a moral do Congresso: centenas de cargos e verbas distribuídas. Portanto, o resultado ainda é incerto.

Peça 2 – o fator Rodrigo Maia

Montou-se num golpe parlamentar tendo como objetivo enfiar goela abaixo do eleitor um conjunto de reformas que não seriam aceitas em processo eleitoral aberto, mantendo alguns ritos para dar a aparência de legalidade.

Essa estratégia foi desmoralizada quando a opinião pública internacional passou conhecer Temer e sua gang. Aí ruiu a tentativa de dar uma aparência legalista ao golpe.

Culminou com a Globo endossando a delação da JBS.

A hipótese aventada pelo Xadrez foi a de que o estardalhaço mal planejado em torno da JBS visava encobrir o indiciamento da Globo pela Ministério Público espanhol e pelo FBI, em função da compra da Copa Brasil da CBF de Ricardo Teixeira.

Esta semana, fonte com contato direto com os Marinho confirmou a suspeita. Apenas três membros do grupo – João Roberto Marinho, Ali Kamel e um executivo – souberam do indiciamento da Globo nas investigações poucos dias antes do vazamento das delações da JBS. E a intenção de bater bumbo visou justamente ocultar as repercussões do escândalo CBF.

A exposição dos feitos do grupo de Temer torna impossível manter a pantomima.  Tenta-se a gambiarra Rodrigo Maia.

A mídia, especialmente a Globo, enche a bola de Maia e passa a sensação de que a queda de Temer é irreversível.

Joga com uma esperteza típica dos acordos de delação. Dá a impressão de que o governo Temer afunda e quem pular por último no governo Maia, ficará sem lugar no barco.

O jogo das deslealdades políticas funciona assim.

Os jornais levantam o nome do possível presidenciável, Rodrigo Maia.

O presidenciável é aliado do presidente, e não quer passar por desleal. Mas é mordido pela mosca azul, como são todos aqueles que vêm passar à sua frente um cavalo selado muito acima dos seus sonhos mais rocambolescos.

Aí ele fica quieto. Não desmente nem confirma os boatos.

Ao ficar quieto, provoca desconforto nas hostes do presidente. E os jornais começam a difundir as fofocas palacianas.

Aí o presidenciável começa a romper com o presidente com o argumento “como é que eles podem desconfiar da minha lealdade”. E a desconfiança em relação à lealdade se transforma no grande álibi para a deslealdade.

Simples assim.

Há três possibilidades em jogo.

Possibilidade 1 – Temer se arrastando até 2018. Com o flagrante da mala de R$ 500 mil, dificilmente se manterá no cargo. Mas não se deve duvidar da capacidade de auto desmoralização do Congresso.

Possibilidade 2 – Rodrigo Maia assumindo dentro de um pacto de fortalecimento do centro.

Possibilidade 3 – Maia assumindo para completar o trabalho incompleto de Temer.

Em qualquer hipótese, há que se invocar a prova do pudim.

Se Maia suspender a tramitação das reformas e negociar a constituição de um conselho para discuti-las, contemplando todos os setores, abrirá caminho para a pacificação e a legitimação de Maia. Caso contrário, não. O tal fortalecimento do centro resolverá apenas a vida de Aldo Rabelo, que saiu do PCdoB esperançoso de ser o vice-presidente de Maia. O centro sou eu, deve pensar Aldo.

O mais provável será a tentativa de continuidade das reformas com Maia.

Peça 3 – fim da Lava Jato

Seja qual for o resultado da permissão de Temer ser investigado, a Lava Jato já entrou em contagem regressiva.

Dois pontos centrais indicam seu fim.

O primeiro, o enquadramento do Ministério Público Federal (MPF) nos limites da lei. A provável nova Procuradora Geral da República, Raquel Dodge, tem histórico de severidade em relação à corrupção política, convicção em defesa dos direitos sociais e respeito aos limites constitucionais. Sua indicação será um caso típico de se escrever direito por linhas tortas.

O segundo, o fato óbvio de que a Lava Jato passou a avançar sobre alvos não-petistas. As mudanças de posição do Estadão e da Globo são desmoralizantes, ao dividir as propinas entre caixa 2 do bem e do mal.

Não duvide de que, daqui a algum tempo, Deltan Dallagnol e outras figuras da Lava Jato deixarão o MPF e se lançarão na política. Ninguém usa a própria corporação como escada, como eles, se não for para pular para patamares superiores.

Serão novos Pedro Taques, o ex-procurador que se notabilizou pela luta contra a corrupção, foi eleito governador do Mato Grosso, e está envolvido em vários escândalos de financiamento de campanha, porque não há como fugir do modelo político em voga.

A volta à legalidade deverá passar impreterivelmente pelos seguintes fatos.

Fim dos vazamentos

Dodge já anunciou um conjunto de medidas visando coibir vazamentos. E, sem vazamentos, a Lava Jato perde expressão. À medida em que as denúncias vão sendo divulgadas, o que se vê é um episódio canhestro de delações sendo referendadas por novas delações que, por sua vez, só tem como provas novas delações.

Sem o bate-bumbo da mídia, grande parte das denúncias da Lava Jato não para de pé. Ficam exclusivamente com as contas no exterior, levantadas pela cooperação internacional e com parte do conteúdo de algumas delações. São os chamados investigadores de araque e de computador.

Revisão do instituto da delação

Um dos grandes abusos da Lava Jato foi a desmoralização precoce do instituto da delação premiada.

É um absurdo extraordinário o fato dos procuradores buscarem a condenação a todo preço, em lugar de se comportarem como promotores de justiça; terem o poder absoluto de definir a pena a ser negociada com o delator, assim como definir o que pretendem do delator.

Criou-se essa desmoralização do inquérito. O delator aceitava as condições propostas, dizia o que os procuradores desejavam ouvir, as declarações íam alimentar manchetes políticas da mídia. Depois, na hora de apresentar as provas, pernas para o ar que ninguém é de ferro.

O instituto terá que ser recriado em bases sérias e recuperado do mau uso que foi feito pela Lava Jato. O modelo do procurador que investiga ser o juiz da oportunidade da delação mostrou-se fracassado.

Punição das infrações cometidas

Ponto central na volta da legalidade será a punição dos crimes e abusos cometidos no período. Como vazamento de conversas privadas, não associadas à investigação, abuso na condução coercitiva, vazamentos que comprometeram suspeitos, depois inocentados, manifestações de procuradores e delegados fora dos autos, como a partidarização nas redes sociais, grampos ilegais nas celas, perseguições a companheiros, por delegados da PF.

Provavelmente não se irá revolver o passado. Mas não se tenha dúvida de que a nova PGR estará com a bala na agulha esperando a primeira manifestação de descumprimento dos códigos do MPF.

Peça 4 – a crise do partido do mercado

E aí se entra em um nó montado pela conspirata.

O PSDB deixou um vácuo na representação do mercado. Perdeu suas principais lideranças, deixou há tempos de ser um partido programático e João Dória Jr não infunde confiança em nenhum dos grandes grupos paulistas que investem em um liberalismo mais moderno. Disparou como um foguete para um público sequioso do novo. Mas não tem pique de gestor público, nem vontade. A cada dia aparecem as vulnerabilidades de sua gestão em São Paulo e um estilo arrogante que não atrai aliados.

Hoje em dia, sua base de apoio na mídia se reduz ao portal iG, cooptado por seu cabo eleitoral Ivan Zurita, ex-presidente da Nestlé, e possivelmente a IstoÉ – depois que Aécio Neves naufragou. É possível que consiga a adesão do Estadão, se os CEOs da Lide conseguirem driblar as regras de distribuição das campanhas pelas agências. Mas CEO não é dono.

Dória tenta investir tudo no anti-lulismo, mas não é de raça pura. Sua agressividade será tão contraproducente quanto a de José Serra, quando, em 2010, se transmudou em profeta louco, e Aécio Neves quando deixou de lado a imagem de conciliador para enveredar pela agressividade.

É fato que a estrada dos candidatos outsiders será pavimentada pelos discursos anticorrupção, anti-Lula e, ironicamente, anti-mídia.

Esses conspiradores primários conseguiram cavar uma trincheira de desconfiança tão grande em relação à institucionalidade, que nela cabem o PSDB, a mídia, a Justiça, PT e Lula. E, à sua frente, o avanço das verdadeiras tropas bárbaras, comandadas por Bolsonaro.

O que se tem, agora, é um moto contínuo:

1.     Tiraram a besta da jaula para devorar Lula.

2.     A besta ganhou vida própria e passou a avançar sobre os seus aliados.

3.     Se não seguram a besta, em breve até seus criadores, os grupos de mídia, serão devorados.

4.     Toca, então, a trazer a besta de volta para a jaula.

5.     Trazendo, enfraquecem a ofensiva política contra Lula. A cada dia que passa, mais improvável será sua condenação.

6.     Liberando Lula e os tucanos, alimentarão fortemente outra besta, a candidatura que melhor representa não apenas o anti-Lula, mas o anti-mídia: Bolsonaro.

E os hunos de Bolsonaro não dependem um segundo da mídia. Montaram uma horda bárbara nas redes sociais que, a cada dia, é engrossada com seguidores verdadeiramente apaixonados.

São as grandes alavancas da Lava Jato e por ela são alimentados.

Ainda não há condições de saber o preço final que o país pagará pelo golpe do impeachment.

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Comentários

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Mogisenio

Quem sou eu?

Olá debatedores, bom dia.

Bom dia Nassif e equipe.

 

Gostei do xadrez. Espero que renda um bom debate.

Então, para contribuir, segue o meu comentário:

 

Preliminarmente, com a  devida venia, gostaria de sugerir a mudança de alguns nomes. Sugestão esta apenas para mudar os conceitos.  Ou melhor ainda, para deixar inda mais claro o OBJETO em debate. Vejamos.

Substituir: ( ou pelo menos pensar em)

Sérgio Moro por: ESTADO-JUIZ.

Temer por:  ESTADO-EXECUTIVO, e  representante do ESTADO entre ESTADOS NACIONAIS.

Rodrigo Maia por:  ESTADO-LEGISLATIVO,  ( e , Eunício, acho que não foi citado ESSE NOME, mas, mesmo assim, substituí-lo por ESTADO-LEGISLATIVO , atualmente, hoje para ser mais preciso, estado homologador legislativo).

Mercado por:  monstro sagrado  cujo domicílio/residência só é conhecido pelos "economistas de escol" racionais alienígenas ( aceita-se sugestão. Ex: monstro do lago ness, esfinge, Jesus Cristo, Bíblia, Ufo, inteligência alienígena, demanda versus procura , PIB, controle de contas de padaria, baixa da selic, deflaçao, bancos, reformas, enfim)

Portanto, não estamos aqui a falar em nome de pessoas naturais tais como: Temer, Sérgio, Eunício, Rodrigo, Mercado etc. Nada disso.

Isso porque pessoas naturais  têm direitos de personalidades. Afinal,  a dignidade da pessoa humana é pilar  fundamental do ESTADO democrático de direito!

Dito isso, vamos resumir nosso comentário:

Prenome: ESTADO.

Sobrenome: DEMOCRÁTICO DE DIREITO

Família: Caudilhista

Atividade econômica: pecuária extensiva latinfundiária de gado da raça povo. 

****

Arrisco-me dizendo que tudo que estamos a debater  "é" parte do "nosso" ESTADO DEMOCRÁTICO DE DIREITO.

Aí, pois,  está uma parte  do  "nosso"   contrato!

Pelo menos  aqui no Brasil, a gente tá conseguindo  VER o nosso CONTRATO SOCIAL.  Ele não é mais  Abstrato ouviu Rousseau?...

É real. 

Logo, a gente tá vendo o nosso ESTADO! ( e , de quebra, a gente, que somos inuteus,  estamo vendo o monstro sagrado do lago ness, que no fundo, é o empregador do ESTADO).

E você, que eventualmente é  administrado, consumidor sem garantia,  sobretudo celetista,  esse último , o imbecil  de sempre, isto é,  gerador de lucros e tributos para fomentar o ESTADO que leva dinheiro para o MERCADO, não passa de um gerador das riquezas das nações!.

A propósito, nosso ESTADO é  também empregado  do Monstro sagrado.

Concluo dizendo que "nosso" ESTADO, diferentemente de você, que  "é" celetista ( explorador meritocrático de sua próprio e única propriedade privada, isto é , o seu próprio corpo) portanto, vendedor de força bruta de trabalho irracional ( taylor) é "Seletista" , cujo empregador é , ao fundo e ao cabo, lá no fundo, o monstro sagrado que vive nas profundezas das águas sagradas. Eventualmente, transita pelas profundezas do pacífico e do atlântico a procura de pretóleo.

 

Saudaçoes Celetistas e meritocráticas a todos!

 

Versão musical com ajustes em homenagem ao ESTADO, empregado Seletista do MERCADO:

 

"Quem sou eu pra ter direitos exclusivos sobre ELE     Se eu não posso sustentar os sonhos DELE      Se nada tenho e cada um vale o que tem?"

 

 

 

 

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A tendência da Eleição é a volta do moralismo serrista radical.

Penso eu que a tendência da próxima eleição presidencial será a da ampliação do modelo Serra/Aécio de campanha eleitoral, saindo da temática central (economia e social) para descambar para temas acessórios (aborto, descriminalização da maconha, kit Gay, PT terrorista, etc.) - associados ao PT e/ou candidato progressista.

Estamos em um estágio de derrota da máxima: é só tirar o PT do Poder que a economia volta a crescer e os empregos surgem como água. Falhou o discurso. Temer & Meirelles não trouxeram estes dois motes para o mundo real.

E o pior, tirando do PT,  na produção de uma Teoria do "partido mais corrupto do mundo" via Lava-Jato em sua dobradinha com a velha mídia.

A parcela que apoiou o Golpe se viu desnudada, afinal, o PT era no final de tudo, o menos corrupto dos grandes partidos e o único que está sendo acusado sem provas materiais e mantendo, até crescendo, em número de apoiadores. 

O tema corrupção atinge, em cheio, toda candidatura de dentro do campo política tradicional. E abre caminho para aventureiros moralistas.

Como o essencial da crise econômica e social precisa ser negligenciado ao máximo na campanha eleitoral, para evitar a memória coletiva dos tempos de Lula e Dilma e PT no Poder o caminho a seguir é o de Serra em 2010 e o Guru indiano, ou seja, sair do campo principal (economia e social) e atrapalhar todo e qualquer raciocínio do eleitor. Lá em 2010 Lula terminava seu mandato com 87% de aprovação popular e sucesso econômico e social, como discutir estes temas centrais, não poderia dar voto pro time da oposição, a situação estava ganhando de goleada, apela-se então para o penálti mal marcado e para anulação de gols do mais forte. Então, o diversionismo, tende a voltar com tudo, agora, para esconder o presente trágico, em 2010 para esconder o presente exitoso. 

E não se votará no Lula porque ele é abortista, porque defende terroristas do Estado Islâmico, porque quer aprovar Lei que defende drogados, porque é a favor da Ideologia de gêneros, defensor de bandidos ao defender os direitos humanos, a favor do Kit Gay, da doutrinação comunista nas escolas, etc.

Bolsonaro pode misturar um moralismo cristão, com um viés do antigo malufismo do Rota na rua é a segurança do cidadão de bem e uma imagem do Político que não é corrupto. 

Certamente, a velha mídia pode se enveredar por uma campanha e candidatura desse naipe por uma necessidade de manutenção do modelo neoliberal radical que Temer & Meirelles se prontificaram a entregar ao Mercado, aos financiadores empresariais do Golpe, à Globo e ao Império. 

Às esquerdas e aos progressistas/desenvolvimentistas e defensores dos interesses nacionais cabe uma reflexão profunda de não se deixar levar por uma disputa de Poder entre suas candidaturas (para ser a principal porta-voz de uma mudança progressista), o que nesta quadra atual, não é nada saudável, pode enfraquecer candidaturas sérias e comprometidas com o Brasil e o retorno à normalidade institucional, econômica e social. 

Haverá espaço para uma campanha, se for conduzida de modo inteligente, para a discussão de temas, antes truncados no debate e campanha eleitoral: taxação das grandes fortunas, imposto progressivo, regulação da mídia, importância do papel do Estado para a regulação econômica e social e indutor do desenvolvimento com a superação das desigualdades regionais, etc. 

Por que haverá espaço? Porque os financiadores de campanha se dissociaram da candidatura de centro-esquerda, rompeu-se por completa a conciliação de classes. Os patrocinadores privados de campanha (megaempresários e banqueiros) estão do outro lado do rubicão e na produção e defesa de um Estado Mínimo e neoliberal radical. Sem os patrocinadores habituais o caminho da Educação Política se abre, porque não precisamos selecionar temas que possam ser discutidos em campanha porque não vão de encontro aos interesses do patrocinador.

Precisamos neutralizar divergências dentro do campo progressista e unir forças para que o Serra de 2018 não domine o debate e, sim, a discussão do principal, que é a economia estagnada, a volta do fantasma da fome, o desemprego recorde, as reformas trabalhista e da previdência, a terceirização irrestrita e o desmonte do Estado com o congelamento do orçamento por 20 anos, a desendustrialização e privatizações com pilhagem dos recursos naturais e patrimônio tecnológico do Estado por empresas estrangeiras, etc. 

Será que podemos adentrar em uma campanha civilizada? Se ela for bem organizada pelas candidaturas progressistas podemos minimizar os prejuízos de uma nova campanha serrista (2010/2012) de ódio e divisionismo, hoje, com muito mais adeptos a enveredarem por este caminho pela produção social de pessoas com perfil de extrema-direita no pós-Lava-Jato e a sua campanha insana e diária de Moro, Globo & Cia. de delenda PT. E, pessoas que não têm medo de mostrar sua cara e de radicalizar. 

Lembrando que em 2010 o Facebook estava em formatação da sua consolidação e o e-mail ainda era um instrumento de circulação efetiva de ideias e mensagens, hoje, temos o Facebook e outras redes sociais consolidados e o radicalismo dos grupos de ZAP ZAP & Cia., que sequer colocam frente a frente ideias divergentes entre amigos. No ZAP o grupo é fechado, a timeline não apresenta divergentes, quanto mais próximo do período eleitoral mais crescem grupos de pensamentos/ eleitores iguais e crentes nas postagens apócrifas do submundo da Internet. As manifestações pró-impeachment e as eleições de 2014 que o digam. 

Será o moralismo uma forma de impedir de que na eventual vitória de Lula se produza um parlamento mais associado a sua candidatura, se não puderem impedir a vitória dele vão radicalizar para um "cristianismo de fachada" para elegerem um parlamento conservador no campo dos direitos civis e individuais. Desse conservadorismo sabemos que se abre um diálogo menor para com as transformações reais necessárias ao Brasil, a maioria dos conservadores e seu moralismo não tendem a ser mais abertos/sensíveis, ao menos, as questões de caráter social e econômico, é só ver a bancada evangélica eleita e suas votações nas reformas e no congelamento do orçamento por 20 anos. 

Conseguiremos aliar o voto no Executivo e Legislativo na próxima eleição? Esta é a meta central. Não deixar desgarrar do voto para Presidente um aliado de fato dele no Congresso. 

Hoje, não creio que devemos mais se pautar pelo cálculo eleitoral, e receber apoio Ideológico para a construção de um Congresso mais antenado com os interesses das classes trabalhadoras, dos aposentados, estudantes e crianças brasileiras. Que tenhamos em primeiro turno 4 minutos no horário eleitoral, porém, com a segurança de apoios de partidos comprometidos com o Brasil progressista. Temos que chegar ao eleitorado de forma variada via sindicatos, movimentos sociais, internet, pastorais de igrejas progressistas, etc., para além do horário eleitoral. Lembrando que há, ainda, o segundo turno que equilibra as forças e debates eleitorais. 

Os progressistas e as esquerdas precisam aumentar suas representatividades no Legislativo para ultrapassar a barreira do toma lá da cá.  

Será possível? 

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Felipe Lopes

Ao contrário do que o PT dizia, o PSDB não era a besta...

A besta era o PMDB, alimentado pelo próprio PT, e a direita conservadora de fato (não, coleguinhas, o PSDB não era de direita, mas de centro-esquerda, apesar da pós-verdade petista sempre pregar o contrário). O narcisismo petista em querer sempre ser o único protagonista e demonizar qualquer possível adversário, seja na esquerda, seja na centro-esquerda, acabou fortalecendo a direita de fato, Bolsonarista e ignorante. Da mesma maneira, o populismo anti-mídia foi apropriado por essa direita conservadora, mas não nos esqueçamos que esse tipo de populismo foi criado e alimentado pelo próprio partido. O colossal e atávico sectarismo petista não poderia ter um resultado pior.

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O Golpe, ontem e hoje

Ontem - O Golpe (com maiúscula) teve dois momentos distintos, e os pontos de observação foram os laboratórios de sociologia, como assim chamo os botecos brasileiros. O primeiro momento foi a longa agonia que precedeu o golpe, após o golpe e até um pouco antes do dia 17 de maio de 2017. Foram derrotas em cima de derrotas, os panelaços, as manifestações, os parlamentares e ex-ministros do PT sendo escrachados em público, a esquerda foi acuada pela violência, selvageria e ódio da direita. Passamos a nos reunir às escondidas, tal como os cristãos nas catacumbas, feliz ( e trágica) expressão dita pela Hildegard Angel, no Barão de Itararé (SP), dia 03.07.2015 (estava na primeira fila, tive a honra de beijar a Hilde). O reflexo disso nos botecos foi avassalador. Nos botecos em que éramos conhecidos, deixamos de frequentar. Nos demais, conversávamos em tom muito baixo, a fim de não sermos identificados e evitar encrencas (briguei feio no bar do Raí, no Bar do Ceará (fiquei 9 meses sem entrar lá) , no bar do Zé e no ato da PUC, em 16.03.2015).

A grande praga dos botecos foram os aparelhos de TV, que deslocaram o futebol do sofá da sala para a algazarra dos botecos. Porém, entronizaram no sossego do boteco o Datena e a GloboNews. Cada notícia/imagens de petistas presos ou delações do fim do mundo envolvendo petistas ou o Lula, era recebida por urros de prazer, verdadeira algazarra, catarse pura. A mera aparição da imagem da Dilma despertava a fúria e uma enxurrada de palavrões capazes de ruborizar a Dercy Gonçalves. Manifestar-se como nesse ambiente? A menos que alguém quisesse sair no braço com 15 ao mesmo tempo e quebrar o bar inteiro, além de não adiantar nada. Passamos a evitar esses ambientes, encontrarmo-nos em locais neutros e, sobretudo, conversar sobre política em voz muito baixa quando em locais públicos, nunca se sabe quem é seu vizinho de mesa. 

Hoje - Um pouco antes do 17 de maio, quando o governo ilegítimo já fazia água por todos os lados, os ânimos nos botecos foram arrefecendo, o assunto foi morrendo, o tema das conversas no balcão se deslocaram para o futebol. Após o 17 de maio, com a colaboração premiada da JBS, o governo ilegítimo foi implodido. A mudança operada no ambiente dos botecos foi acachapante. O noticiário da Lava Jato passou a ser uma tortura quando os nomes que se ouvem são do Aécio, Serra, Andrea Neves, etc. O semblante das pessoas mudou do escárnio para o constrangimento explícito. Acrescente-se a isso que, devido à crise financeira, os clientes sumiram, e os donos de boteco que torceram pelo golpe, hoje estão em dificuldades. No lendário bar do Zé, na Maria Antonia, idem, os clientes viram as costas sintomaticamente quando entra o noticiário. Tornou-se um tormento constrangedor para eles. Acabou a algazarra. 

Bar do Ceará, ontem - O Ceará está no mesmo endereço há exatos 40 anos, é do tempo em que as meninas do La Licorne iam tomar café antes do trabalho. A expressão no rosto do Ceará e do sobrinho diz tudo, não há clientes, o assunto Lava Jato/PT sumiu da pauta. Ontem, a prova. A GloboNews começou a falar da crise Temer, o Ceará pegou o controle remoto e mudou para o canal de música (sertaneja), não sem antes despejar uma torrente de palavrões (antes era atração). Perto das 22 horas, procedimentos de encerramento do expediente, recolhimento das cadeiras, desinfetante no chão. Antes, era normal fechar após a meia-noite. 

Ao sair, perguntei ao Rogério, o sobrinho reaça-hidrófobo: E aí, tá bom assim ou tem que piorar mais? Era assim que vocês queriam que ficasse quando foram para a Paulista? Cadê a cartola verde e amarela? Ele riu e desconversou. Antes, recebia dele mais de uma mensagem pelo zap enaltecendo o golpe e esculhambando os petistas. Após o fatídico 17 de maio, ficou mudo. Até para os pouco dotados intelectualmente caiu a ficha do tamanho da besteira que fizeram. Pena que seja tarde. Não há regozijo, todos nós vamos pagar. 

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JFO

Pode compartilhar?

O texto é muito bom. Muito realista, pois realmente hoje eu mesmo já não recebo mais mensagens contra o PT. Voltaram as zoações somente sobre futebol.
Deveria "subir" para postagem, facilitando o compartilhamento.

 

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GLOBO DESESPERADA PARA ELEGER RODRIGO MAIA: BNDE$$$?

GLOBO DESESPERADA PARA ELEGER RODRIGO MAIA: PRECISA DE GRANA DO BNDES? SERÁ ISSO?

Por Romulus

- Conversão da Globo ao “Fora, Temer”: tudo menos civismo.

- O projeto de longo prazo: a tutela da classe política pela dobradinha mídia/ juristocratas – juízes/ procuradores/ policiais federais.

- No médio prazo, o medo: o FBI investiga o esquema FIFA. Sem ter feito o próximo PGR, a Globo passa a contar apenas com mecanismos extremos: “perdão presidencial”, “anistia do Congresso” e dissuasão, com a ameaça de ataques midiáticos ou de impeachment da nova PGR pelo Senado.

- No curto prazo, a corda no pescoço: o endividamento das Organizações Globo junto ao BNDES. Segundo fonte do Blog, os Marinho não estariam conseguindo rolar a dívida desta vez. O problema seria não terem bens para dar em garantia. Nem mesmo as ações na Globo!

- Uai... qual o problema, irmãos Marinho? As ações da Globo não são mais de vocês?!

 

Lembram da bailarina do Chico?

Procurando bem, todo mundo tem pereba, marca de bexiga ou vacina”

Pois é...

Procurando bem, todo mundo tem pereba...

Santo mesmo, imaculado, só no altar de Igreja.

A Globo, certamente, está longe dessa condição.

Fora a bilionária sonegação fiscal descoberta anos atrás, parece que há outros fantasmas do passado rondando as mansões dos irmãos Marinho...

 

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Lima Gb

Esqueçam o Estado Brasileiro!!!

Um cartel de cartas marcadas desenhado para sugar recursos do trabalho do povo brasileiro. O jeito é o boicote. Não se paga mais nem um centavo de imposto. Pagar imposto para quê? Para sustentar o judiciário mais caro do mundo? Um legislativo que legisla apenas em causa própria ou de quem financia a sua campanha? Um estado que usa sua polícia politicamente, agredindo trabalhadores e aposentados? Mais de 40% da arrecadação para pagar juros da dívida detida principalmente por grandes banqueiros?

 

Não querem reforma? Então, que tal começarmos por essa? As grandes empresas já deram o calote mesmo, então, pra quê pagar imposto e sustentar essa máquina corrupta de destruição que se tornou o Estado?

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Bobo

Rodrigo Maia é mais enrolação

Rodrigo Maia é mais enrolação para evitar as eleições diretas para presidência que deveria estar tramitando nem que por iniciativa popular.

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Aldo Rabelo é sopa no mel (ou a cereja do bolo)

Maia não é burro, tem por trás SÓ o pai e o tio. Não pode montar uma chapa na eleição indireta que virá com um vice oriundo do PMDB/PSDB/DEM, seria turbulência na certa, precisa de um VERNIZ de esquerda (?) para se segurar minimamente até 2018, e tentar uma navegação de cruzeiro (dificílimo). Não pode incorrer na situação do Temer, sitiado no Planalto, isolado internacionalmente. Para isso, nada melhor do que um "ex-comunista" (oi?), e ex-ministro do Lula e Dilma, com interlocução com as oposições, portanto, leia-se LULA. A mudança da sigla, de PCdoB para o PSB, que é aliado do Alckmin e Dória, é pré-condição para entrar no jogo. 

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João de Paiva

Humildade? Modéstia?

Neste Xadrez Luís Nassif faz um correto apanhado das razões que levaram ao vexatório, vergonhoso e humilhante fim da Fraude a Jato. Há duas semanas eu comentei que essa Fraude Política implementada pela burocracia do Estado, associada em ORCRIM institucional, estava nos estertores; quando escrevi isso, o GT do núcleo curitibano ainda não havia sido formalmente dissolvido.

Ontem comentei que, do ponto de vista do alto comando internacional, o golpe transcorreu e transcorre em vôo de cruzeiro, sem surpresas ou atropelos. A briga se dá entre as quadrilhas e oligarquias locais, sempre plutocratas, escravocratas, cleptocratas, privatistas e entreguistas. O PSDB é o PMDB que tomou banho de loja; o tucanato carrega consigo a burocracia do Estado, que o representa e o defende, já que são a mesma casta.

Michel Temer e sua camarilha são mais mais parecidos com os tucanos do que nos faz crer a vã filosofia; o que diferencia essas quadrilhas é que os tucanos - nascidos de uma costela do PMDB - se gabam de ter certa 'etiqueta' e 'finesse', lastreadas no falso verniz acadêmico e intelectual de figuras como FHC; mas não se esqueçam de que no PSDB há brucutus como Aloysio Nunes Ferreira e gângsteres como José Serra, este comparável a Eduardo Cunha, aquele a tipos como Carlos Marun e Newton Cardoso.

Nesta excelente análise Luís Nassif demonstra humildade, até mesmo excessiva modéstia. Por que digo isso? Embora Nassif mostre, na Peça 2, que em análise anterior feita por ele - com a sugestão e colaboração de leitores - a trama da Globo, ao consorciar-se com a PGR, coma JBS e, por extensão, ao DoJ, visava blindar o grupo dos Marinho das investigações que o MP espanhol e o FBI estavam a fazer, desmantelando os escândalos de corrupção em que estão metidos Ricardo Teixeira, José Maria Marin, J. Hawilla e outros, além do grupo Globo, é claro, Nassif não dá o devido destaque aos blogs e portais independentes, para que essas jogadas e trapaças da Globo fossem desmascaradas. Glenn Greenwald, premiado jornalista estadunidense radicado no Brasil, mais de uma vez afirmou: O Brasil tem o melhor jornalismo alternativo do mundo; ele cita o GGN, o 247, o DCM, o Tijolaço, o Marcelo Auler, dentre outros.

Portanto, o combativo jornalismo entrincheirado em pequenos blogs e portais tem papel central o desmascaramento da estratégia do PIG/PPV ao se associar com a PGR, para se blindarem, já que tanto os veículos de mídia como as instituições que compõe o 'sistema de justiça' cometeram - e continuam a cometer - diversas ilegalidades criminosas.

 

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A ultradireita cresce,

A ultradireita cresce, aparece, mas quero ver se tem competência para gerir alguma coisa sem dinheiro em caixa depois que a Lava Jato quebrou o país. Foi-se o tempo em que prefeitos do DEM e cia. pegavam uma carona confortável no PAC da Dona Dilma e ficavam bem na fita com a população. Agora periga o populacho eleitor de Bolsonaro pegá-lo na unha se ele não melhorar a vida dos miseráveis num estalar de dedos.

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Eu não sei como essas pessoas

Eu não sei como essas pessoas se consideram inteligentes.

Um mau caráter se cerca de bandidos iguais a ele, trai a companheira de chapa, que era honesta, e depois acha que os que estão em seu entorno não estão salivando para ocuparem o seu lugar, assim como ele estava salivando para chegar onde chegou? Um bandido traidor que não tem nenhum escrúpulo em trair realmente acha que não será traído pelos seus semelhantes?

É realmente algo que não consigo entender.

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Vagalume do Brejo

Ja deu no saco esta

Ja deu no saco esta brincadeira.

Esquerdistas são covardes ebrios.

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WELINTON NAVEIRA E SILVA

Fim de uma Nação e de uma era

 

Possível fim da Lava Jato era coisa esperada. Afinal, a Lava Jato começou levantar os podres dos próprios golpistas, fugindo aos objetivos do projeto inicial de apossarem de siderais riquezas da noite para o dia. Além do que, já atendeu seu objetivo primordial:

1)      Viabilizar as necessárias reformas e ações visando entrega do Pré Sal, das bilionárias empresas municipais e estatais a preços de bananas. Inclusive, entrega da Petrobras, tal como sinalizado pelos golpistas na entrega a preços de bananas do riquíssimo campo de petróleo e gás, Carcará, para uma sortuda empresa estatal da Noruega;

2)      Fazer as necessárias reformas para abaixar os custos com a mão de obra dos operários braçais e intelectuais, atendendo a voracidade de grandes lucros das elites, daqui e de fora. A fantástica e cobiçada Dona Tecnologia já vem fazendo isso com a maior competência, mas não na velocidade que os golpistas precisam;

3)      No bojo da traição e do entreguismo, sem limites algum, possivelmente, entregaram grande parte de nossas riquezas naturais, quem sabe, partes de nosso território para as mãos dos gringos, como aquíferos, Amazônia e outros mais;

4)       Nessa provável diabólica configuração final planejada pelos golpistas, por certo que precisaram do apoio de nossas forças armadas operando com as forças armadas dos EUA, objetivando manter a ordem a ferro e a fogo, sempre que necessário. Semelhante ao que ocorre no Iraque, Líbia e Síria;

Mas, para tanto, os golpistas e traidores da Pátria precisavam:

1)      Depor a presidente Dilma/PT, mulher honrada, nacionalista e humana;

2)      Inviabilizar o ex Presidente Lula/PT, também, homem honrado, nacionalista e humano, de possível retorno à presidência da República em 2018.

 

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Carlos Alberto Freitas Lima

A CONVERSA PARA BOI DORMIR E O FALSO VALOR DO VOTO EM TRÊS TEMAS

O discurso do LULA na base era anticorrupção, o discurso da mídia é anti-LULA como fonte da corrupção e o discurso de LULA hoje é Anti-Mídia. Vamos cair no real não há discurso para o problema nacional e nem de como vencer a crise, a mídia prega um discurso de corte de gastos desde que não corte o seu, o governo paga a mídia para esconder o que roubam em negociatas, o LULA é um sonho impossível, pois a mídia mantém o discurso pró mercado que tem vultuosas verbas publicitárias, e a vai a embromação e empurrando o povo para caos novamente. A saída pode até ser dura, mas o certo era o povo partir para cima em desobediência civil, não existe mais na democracia do judiciário, da PF e do ministério público a palavra povo, o voto é um faz de contas e não vale nada, não é possível que o judiciário aceite um GOLPE e o GOLPEADOR contestar o sufrágio popular e punir a população com reformas instantâneas e não aceitas na eleição e a venda do patrimônio público numa velocidade dessas, e o pior, com todos os atores devendo na justiça sem serem incomodados no que tange governar sem e serem governos ou respeitados ou apoiados pelo povo, o judiciário usa truques estatísticos para deixar que bandidos delatados como o presidente e outros políticos avancem conta os direitos da população com a falsa falácia da necessidade de reformas, más no bolso do judiciário não valeram reformas, dos políticos também não, das polícias muito menos também e o povo paga com suor, sangue e humilhação a inoperância de instituições que são pagas mais que merecem para defender o povo e pelo contrário se elitizaram e encastelaram e palácio dignos dos faraós egípcios e deram e dão uma banana para o povo. Os três tópicos meu irmão Nassif só prenuncia que será uma eleição anestesiada pela embromação e o emburrecer por assim dizer do pensar político do povo, pois os marqueteiros sabem fazer isso muito bem e fazendo parte do tópico da corrupção. Onde se encontra os outros dois também Mídia e políticos e um quarto não citado o judiciário o famoso aceita tudo da camuflada ultra direita, será ela a ultra direita é o judiciário?

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Mogisenio

Quem sou eu?

Olá debatedores, bom dia.

Bom dia Nassif e equipe.

 

Gostei do xadrez. Espero que renda um bom debate.

Então, para contribuir, segue o meu comentário:

 

Preliminarmente, com a  devida venia, gostaria de sugerir a mudança de alguns nomes. Sugestão esta apenas para mudar os conceitos.  Ou melhor ainda, para deixar inda mais claro o OBJETO em debate. Vejamos.

Substituir: ( ou pelo menos pensar em)

Sérgio Moro por: ESTADO-JUIZ.

Temer por:  ESTADO-EXECUTIVO, e  representante do ESTADO entre ESTADOS NACIONAIS.

Rodrigo Maia por:  ESTADO-LEGISLATIVO,  ( e , Eunício, acho que não foi citado ESSE NOME, mas, mesmo assim, substituí-lo por ESTADO-LEGISLATIVO , atualmente, hoje para ser mais preciso, estado homologador legislativo).

Mercado por:  monstro sagrado  cujo domicílio/residência só é conhecido pelos "economistas de escol" racionais alienígenas ( aceita-se sugestão. Ex: monstro do lago ness, esfinge, Jesus Cristo, Bíblia, Ufo, inteligência alienígena, demanda versus procura , PIB, controle de contas de padaria, baixa da selic, deflaçao, bancos, reformas, enfim)

Portanto, não estamos aqui a falar em nome de pessoas naturais tais como: Temer, Sérgio, Eunício, Rodrigo, Mercado etc. Nada disso.

Isso porque pessoas naturais  têm direitos de personalidades. Afinal,  a dignidade da pessoa humana é pilar  fundamental do ESTADO democrático de direito!

Dito isso, vamos resumir nosso comentário:

Prenome: ESTADO.

Sobrenome: DEMOCRÁTICO DE DIREITO

Família: Caudilhista

Atividade econômica: pecuária extensiva latinfundiária de gado da raça povo. 

****

Arrisco-me dizendo que tudo que estamos a debater  "é" parte do "nosso" ESTADO DEMOCRÁTICO DE DIREITO.

Aí, pois,  está uma parte  do  "nosso"   contrato!

Pelo menos  aqui no Brasil, a gente tá conseguindo  VER o nosso CONTRATO SOCIAL.  Ele não é mais  Abstrato ouviu Rousseau?...

É real. 

Logo, a gente tá vendo o nosso ESTADO! ( e , de quebra, a gente, que somos inuteus,  estamo vendo o monstro sagrado do lago ness, que no fundo, é o empregador do ESTADO).

E você, que eventualmente é  administrado, consumidor sem garantia,  sobretudo celetista,  esse último , o imbecil  de sempre, isto é,  gerador de lucros e tributos para fomentar o ESTADO que leva dinheiro para o MERCADO, não passa de um gerador das riquezas das nações!.

A propósito, nosso ESTADO é  também empregado  do Monstro sagrado.

Concluo dizendo que "nosso" ESTADO, diferentemente de você, que  "é" celetista ( explorador meritocrático de sua próprio e única propriedade privada, isto é , o seu próprio corpo) portanto, vendedor de força bruta de trabalho irracional ( taylor) é "Seletista" , cujo empregador é , ao fundo e ao cabo, lá no fundo, o monstro sagrado que vive nas profundezas das águas sagradas. Eventualmente, transita pelas profundezas do pacífico e do atlântico a procura de pretóleo.

 

Saudaçoes Celetistas e meritocráticas a todos!

 

Versão musical com ajustes em homenagem ao ESTADO, empregado Seletista do MERCADO:

 

"Quem sou eu pra ter direitos exclusivos sobre ELE     Se eu não posso sustentar os sonhos DELE      Se nada tenho e cada um vale o que tem?"

 

 

 

 

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André élebê

  PQP, isso não é um

  PQP, isso não é um comentário, é um TRATADO.

  Parabéns de pé!

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Lima Gb

Faltou um importante:

O Meireles.

 

Agora, essa "desperosinificação" apresentada no seu texto mostra o fundamental: é um sistema. Se tirarmos um personagem, por exemplo, Temer, entra outro no lugar para dar continuidade ao projeto, funcionamento do sistema. Então, de que adianta um Fora Temer, se no lugar dele entra outro para continuar o projeto de destruição do país?

 

Há de se desnudar o projeto. Mas o povão só quer saber de sangue e delação.

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Maria Silva

Prato do dia é pato frito ao alho e oleo.

Os patos amarelos, que antes tinham opinião sobre tudo, especialmente sobre politica e sobre o governo Dilma, agora dizem que não sabem nada de politica, que não vão votar nem em A, nem em B, nem em ninguém nunca mais. Otários. A maioria se cala, consente, se acovarda e alguns, ainda que por inercia, continuam compartilhando os mesmos memes e as mesmas mentiras de 2013, 2014 e 2015. A bestialidade dessa gente não tem limites. O golpe foi pego com as calças na mão, com a bunda exposta, com mala de dinheiro, mensalão, mesada pra Eduardo Cunha, tudo nas barbas da Lava Jato. Todos essses patos golpistas, as marinas e lucianas genros da vida, pilantras e covardes,  não adianta se esconder. Que venha o  Bolsonaro  ou outro barbaro qualquer, que venha essa merda toda ... 

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gaúcho

Penso que na atual conjuntura

Penso que na atual conjuntura política do país Lula é muito favorito para vencer as eleições de 2018... se tiver.

bolsonaro será o anti-Lula e esquerda mas com seu atual discurso e composição política não terá chances, acho que a direita representada pelo consórcio golpista que aplicou o impeachment fajuto (globo, judiciário, OAB, maçonaria, MPs, FIESP...) tentará enquadrá-lo numa modelito mais moderado com busca pelo centro político e também com um discurso mais atrativo para o mercado.

Dependerá muito das alianças feitas pela esquerda seu sucesso na eleição, diferente de outros pleitos penso que um discurso forte classista será estratégico para Lula numa conjuntura de perda de direitos trabalhistas e sociais, será um típico embate esquerda x direita. 

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Marcos K

Difícil mesmo saber o preço a

Difícil mesmo saber o preço a ser pago pela sanha desses animais. Mas uma coisa é clara: o quanto nossos homens públicos, nossos endinheirados e nosso povo é medíocre.

Dia desses o prof Aldo Fronazieri escreveu um artigo duríssimo contra os brasileiros. Muitos acharam ruim. Eu penso diferente. Finalmente surgem pensadores com a coragem de dizer o que somos. Ou admitimos e reconhecemos o que somos,  ou nunca iremos a lugar nenhum.

Uma coisa é certa o prof. Aldo assustou muita gente porque teve a coragem de mostrar o quanto somos medíocres. Coisa em que eu, a cada dia que passa, acredito mais.

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João de Paiva

Humildade? Modéstia?

Neste Xadrez Luís Nassif faz um correto apanhado das razões que levaram ao vexatório, vergonhoso e humilhante fim da Fraude a Jato. Há duas semanas eu comentei que essa Fraude Política implementada pela burocracia do Estado, associada em ORCRIM institucional, estava nos estertores; quando escrevi isso, o GT do núcleo curitibano ainda não havia sido formalmente dissolvido.

Ontem comentei que, do ponto de vista do alto comando internacional, o golpe transcorreu e transcorre em vôo de cruzeiro, sem surpresas ou atropelos. A briga se dá entre as quadrilhas e oligarquias locais, sempre plutocratas, escravocratas, cleptocratas, privatistas e entreguistas. O PSDB é o PMDB que tomou banho de loja; o tucanato carrega consigo a burocracia do Estado, que o representa e o defende, já que são a mesma casta.

Michel Temer e sua camarilha são mais mais parecidos com os tucanos do que nos faz crer a vã filosofia; o que diferencia essas quadrilhas é que os tucanos - nascidos de uma costela do PMDB - se gabam de ter certa 'etiqueta' e 'finesse', lastreadas no falso verniz acadêmico e intelectual de figuras como FHC; mas não se esqueçam de que no PSDB há brucutus como Aloysio Nunes Ferreira e gângsteres como José Serra, este comparável a Eduardo Cunha, aquele a tipos como Carlos Marun e Newton Cardoso.

Nesta excelente análise Luís Nassif demonstra humildade, até mesmo excessiva modéstia. Por que digo isso? Embora Nassif mostre, na Peça 2, que em análise anterior feita por ele - com a sugestão e colaboração de leitores - a trama da Globo, ao consorciar-se com a PGR, coma JBS e, por extensão, ao DoJ, visava blindar o grupo dos Marinho das investigações que o MP espanhol e o FBI estavam a fazer, desmantelando os escândalos de corrupção em que estão metidos Ricardo Teixeira, José Maria Marin, J. Hawilla e outros, além do grupo Globo, é claro, Nassif não dá o devido destaque aos blogs e portais independentes, para que essas jogadas e trapaças da Globo fossem desmascaradas. Glenn Greenwald, premiado jornalista estadunidense radicado no Brasil, mais de uma vez afirmou: O Brasil tem o melhor jornalismo alternativo do mundo; ele cita o GGN, o 247, o DCM, o Tijolaço, o Marcelo Auler, dentre outros.

Portanto, o combativo jornalismo entrincheirado em pequenos blogs e portais tem papel central o desmascaramento da estratégia do PIG/PPV ao se associar com a PGR, para se blindarem, já que tanto os veículos de mídia como as instituições que compõe o 'sistema de justiça' cometeram - e continuam a cometer - diversas ilegalidades criminosas.

 

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A tendência da Eleição é a volta do moralismo serrista radical.

Penso eu que a tendência da próxima eleição presidencial será a da ampliação do modelo Serra/Aécio de campanha eleitoral, saindo da temática central (economia e social) para descambar para temas acessórios (aborto, descriminalização da maconha, kit Gay, PT terrorista, etc.) - associados ao PT e/ou candidato progressista.

Estamos em um estágio de derrota da máxima: é só tirar o PT do Poder que a economia volta a crescer e os empregos surgem como água. Falhou o discurso. Temer & Meirelles não trouxeram estes dois motes para o mundo real.

E o pior, tirando do PT,  na produção de uma Teoria do "partido mais corrupto do mundo" via Lava-Jato em sua dobradinha com a velha mídia.

A parcela que apoiou o Golpe se viu desnudada, afinal, o PT era no final de tudo, o menos corrupto dos grandes partidos e o único que está sendo acusado sem provas materiais e mantendo, até crescendo, em número de apoiadores. 

O tema corrupção atinge, em cheio, toda candidatura de dentro do campo política tradicional. E abre caminho para aventureiros moralistas.

Como o essencial da crise econômica e social precisa ser negligenciado ao máximo na campanha eleitoral, para evitar a memória coletiva dos tempos de Lula e Dilma e PT no Poder o caminho a seguir é o de Serra em 2010 e o Guru indiano, ou seja, sair do campo principal (economia e social) e atrapalhar todo e qualquer raciocínio do eleitor. Lá em 2010 Lula terminava seu mandato com 87% de aprovação popular e sucesso econômico e social, como discutir estes temas centrais, não poderia dar voto pro time da oposição, a situação estava ganhando de goleada, apela-se então para o penálti mal marcado e para anulação de gols do mais forte. Então, o diversionismo, tende a voltar com tudo, agora, para esconder o presente trágico, em 2010 para esconder o presente exitoso. 

E não se votará no Lula porque ele é abortista, porque defende terroristas do Estado Islâmico, porque quer aprovar Lei que defende drogados, porque é a favor da Ideologia de gêneros, defensor de bandidos ao defender os direitos humanos, a favor do Kit Gay, da doutrinação comunista nas escolas, etc.

Bolsonaro pode misturar um moralismo cristão, com um viés do antigo malufismo do Rota na rua é a segurança do cidadão de bem e uma imagem do Político que não é corrupto. 

Certamente, a velha mídia pode se enveredar por uma campanha e candidatura desse naipe por uma necessidade de manutenção do modelo neoliberal radical que Temer & Meirelles se prontificaram a entregar ao Mercado, aos financiadores empresariais do Golpe, à Globo e ao Império. 

Às esquerdas e aos progressistas/desenvolvimentistas e defensores dos interesses nacionais cabe uma reflexão profunda de não se deixar levar por uma disputa de Poder entre suas candidaturas (para ser a principal porta-voz de uma mudança progressista), o que nesta quadra atual, não é nada saudável, pode enfraquecer candidaturas sérias e comprometidas com o Brasil e o retorno à normalidade institucional, econômica e social. 

Haverá espaço para uma campanha, se for conduzida de modo inteligente, para a discussão de temas, antes truncados no debate e campanha eleitoral: taxação das grandes fortunas, imposto progressivo, regulação da mídia, importância do papel do Estado para a regulação econômica e social e indutor do desenvolvimento com a superação das desigualdades regionais, etc. 

Por que haverá espaço? Porque os financiadores de campanha se dissociaram da candidatura de centro-esquerda, rompeu-se por completa a conciliação de classes. Os patrocinadores privados de campanha (megaempresários e banqueiros) estão do outro lado do rubicão e na produção e defesa de um Estado Mínimo e neoliberal radical. Sem os patrocinadores habituais o caminho da Educação Política se abre, porque não precisamos selecionar temas que possam ser discutidos em campanha porque não vão de encontro aos interesses do patrocinador.

Precisamos neutralizar divergências dentro do campo progressista e unir forças para que o Serra de 2018 não domine o debate e, sim, a discussão do principal, que é a economia estagnada, a volta do fantasma da fome, o desemprego recorde, as reformas trabalhista e da previdência, a terceirização irrestrita e o desmonte do Estado com o congelamento do orçamento por 20 anos, a desendustrialização e privatizações com pilhagem dos recursos naturais e patrimônio tecnológico do Estado por empresas estrangeiras, etc. 

Será que podemos adentrar em uma campanha civilizada? Se ela for bem organizada pelas candidaturas progressistas podemos minimizar os prejuízos de uma nova campanha serrista (2010/2012) de ódio e divisionismo, hoje, com muito mais adeptos a enveredarem por este caminho pela produção social de pessoas com perfil de extrema-direita no pós-Lava-Jato e a sua campanha insana e diária de Moro, Globo & Cia. de delenda PT. E, pessoas que não têm medo de mostrar sua cara e de radicalizar. 

Lembrando que em 2010 o Facebook estava em formatação da sua consolidação e o e-mail ainda era um instrumento de circulação efetiva de ideias e mensagens, hoje, temos o Facebook e outras redes sociais consolidados e o radicalismo dos grupos de ZAP ZAP & Cia., que sequer colocam frente a frente ideias divergentes entre amigos. No ZAP o grupo é fechado, a timeline não apresenta divergentes, quanto mais próximo do período eleitoral mais crescem grupos de pensamentos/ eleitores iguais e crentes nas postagens apócrifas do submundo da Internet. As manifestações pró-impeachment e as eleições de 2014 que o digam. 

Será o moralismo uma forma de impedir de que na eventual vitória de Lula se produza um parlamento mais associado a sua candidatura, se não puderem impedir a vitória dele vão radicalizar para um "cristianismo de fachada" para elegerem um parlamento conservador no campo dos direitos civis e individuais. Desse conservadorismo sabemos que se abre um diálogo menor para com as transformações reais necessárias ao Brasil, a maioria dos conservadores e seu moralismo não tendem a ser mais abertos/sensíveis, ao menos, as questões de caráter social e econômico, é só ver a bancada evangélica eleita e suas votações nas reformas e no congelamento do orçamento por 20 anos. 

Conseguiremos aliar o voto no Executivo e Legislativo na próxima eleição? Esta é a meta central. Não deixar desgarrar do voto para Presidente um aliado de fato dele no Congresso. 

Hoje, não creio que devemos mais se pautar pelo cálculo eleitoral, e receber apoio Ideológico para a construção de um Congresso mais antenado com os interesses das classes trabalhadoras, dos aposentados, estudantes e crianças brasileiras. Que tenhamos em primeiro turno 4 minutos no horário eleitoral, porém, com a segurança de apoios de partidos comprometidos com o Brasil progressista. Temos que chegar ao eleitorado de forma variada via sindicatos, movimentos sociais, internet, pastorais de igrejas progressistas, etc., para além do horário eleitoral. Lembrando que há, ainda, o segundo turno que equilibra as forças e debates eleitorais. 

Os progressistas e as esquerdas precisam aumentar suas representatividades no Legislativo para ultrapassar a barreira do toma lá da cá.  

Será possível? 

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ze sergio

a....

Nossas elites ideológicas seriam patéticas, seriam ridículas senão fossem trágicas. Quer dizer que Temer da OAB; Maia, filho de perseguido político do Regime Militar; Dória, de psdb, da República da USP, de membros da guerrilha socialista e UNE dos anos 60 é a extrema direita? Alguma palavra sobre eleições livree facultativas, de plebiscitos e referndos obrigatórios e da opnião soberana do povo brasileiro como a palavra final das questões nacionais? Continuaremos nesta farsa de Ditadura fantasiada de Democracia? Lobo em pele de cordeiro? Brasil 2017. Como será que chegamos aqui, não é mesmo?    

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André élebê

"Temer da OAB; Maia, filho de

"Temer da OAB; Maia, filho de perseguido político do Regime Militar; Dória, de psdb, da República da USP, de membros da guerrilha socialista e UNE dos anos 60 é a extrema direita?"

 

 KKKKKKKKKKKKK!!! Obrigado por vir nos fazer rir com sua doideira! Tem razão: Dória, Maia e Temer estão prestes a implantar o Anarco-Sindicalismo no Brasil, kkkkkkkk!!!

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CB

Os donos do brasil e seus

Os donos do brasil e seus associados estrangeiros trocam o "presidente" com a mesma facilidade com que trocam de cuecas sujas. "Presidentes" assumem e são derrubados a qualquer momento, coisa típica de republiquetas de bananas e daqueles países africanos pobres que foram abandonados à própria sorte.

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A direita estará completamente pulverizada em 2018. Provavelment

A direita estará completamente pulverizada em 2018. Provavelmente terá como candidatos o Alckmin pelo PSB, o Dória pelo PSDB, o Serra pelo PMDB, o Bolsonaro pelo PSC, a Marina pela Rede, o Álvaro Dias pelo Phodemos, Levy Fidelix, Roberto Justus, Luciano Hulck e assim por diante. Eles vão acabar se enforcando nas próprias tripas.

Com isso, a esquerda e os setores progressistas não podem titubear. Se estiverem unidos em uma plataforma com um programa claro e coerente certamente a direita será derrotada logo no primeiro turno.

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Rui Ribeiro

Wilton, você se refere apenas ao executivo, né?

E quanto ao Legislativo?

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Sobre a crise do "partido do

Sobre a crise do "partido do mercado", talvez valha a pena lembrar que vivemos tempos de radicalização do neoliberalismo. O capital do dólar nunca esteve tão agressivo, concentrador e "corrompedor" de estados nacionais. Se houvesse na história do mundo pelo menos um único exemplo da iniciativa privada desregulada que tenha funcionado como indutora de prosperidade, ainda dava para pensar em adequar-se. Mas a iniciativa privada, mesmo a "boazinha", nem que quisesse poderia dar-se ao luxo de assumir responsabilidade social. No máximo concede alguma liberalidade mas não há nem como contar com isso e menos ainda como exigir de uma firma privada que cumpra esse papel. Empresas da iniciativa privada não devem satisfação exceto a seus donos e - no caso das que têm ações no mercado - investidores. Entre donos ou investidores e o clamor público a quem as empresas privadas devem seguir?

Mesmo tentando disfarçar, dourar a pílula, mudar o nome como se isso mudasse a pessoa chamando as privatizações de "desestatizações", o fato é que a história nos indica sem exceção que o capitalismo só funciona bem quando:

- É rigorosamente fiscalizado pelo estado (até pelo bem do próprio capitalismo, evitando cartelizações e monopólios, mas muito mais pelo bem do trabalhador e da prosperidade da nação) e

- Não se lhe é permitido infiltrar-se na administração pública, seja no financiamento de campanha ou em "lobbies" (dar dinheiro a quem tem responsabilidade pública para voltar o estado ao atendimento de demandas privadas).

O Estado, por sua vez, não pode furtar-se às suas responsabilidades inerentes de cuidar para que todos tenham acesso à educação e saúde (inclusive medicamentos) gratuitos, universais e de alta qualidade. Num país como o nosso - em que as desigualdades vêm sendo praticadas desde sempre - essas responsabilidades se extendem à moradia, transporte e todos os ítens que formam a base da dignidade.

Ou seja, como no xadrez, o movimentos de cada peça tem que ser feito com respeito às regras. Torre não anda em diagonal, bispo não anda "reto", cavalo "saltita" e assim por diante. Senão é crise, mesmo.

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Para ser um político

Para ser um político não basta apenas se escorar em questões políticas (aint-Lula, Anti-PT, Anti-bolivarianismo) para ser político é preciso propostas aceitas pela maioria da população nas áreas de educação, saúde, habitação, controle inflacionário, e divisão/transferência de riquezas

Nenhuma dessas pessoas, bolsonaro, moro ou deltan, se candidatos, representam a política em si, mas representam somente a anti-política e, a exemplo de Aécio que apostou todas as suas fichas no anti-petismo, não levou propostas concretas à população, a não ser de acabar com o pouco conquistado no governo Lula e perdeu, perdeu até no seu reduto que era Minas Gerais, nenhum dos proto-candidatos são políticos, são apenas arremedos da desconstruação continuada da política e da demonização dos políticos, como Dória

Serão políticos com imensas votações, mas não passarão do congresso federal, assim como Tiririca, jamais conseguirão unir um país gigante e contraditório como o nosso em um só objetivo, o único que conseguiu isso em toda a história do Brasil foi o Lula e sabemos o preço que ele pagou pela coalizão conseguida a base de dinheiro

A carência de bons políticos também leva a esse tipo de pensamento, política hoje virou negócio de família ou de um clube privado aonde não se abre mais espaço para um pensamento divergente, no esforço de unir o país para o crescimento e competitividade no cenário global, algo que não admite amadores como o governo Temer e de um possível Rodrigo Maia, ambos não são e nem serão chefes do executivo, mas executores do Brasil

Meu palpite é que ano que vem os votos nulos, brancos e abstenções irão bater recorde, o que é uma pena pro Brasil e uma benção para o mercado financeiro, por que quem não cuida da casa não pode reclamar quando despejado

 

E nassif por falar em política como será que ficará a lava jato nos Estados, vão enterrar a lista da odebrecht por causa das eleições do anos que vem? 

 

https://noticias.uol.com.br/politica/ultimas-noticias/2013/11/11/familia...

http://g1.globo.com/politica/operacao-lava-jato/noticia/delacao-da-odebr...

 

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O fim que pode gerar um novo monstro?

A possibilidade de Sergio Moro não condenar Lula é muito pequena, malgrado falta substancial de provas contra o ex-presidente Lula, num processo mascarado de rancor de uma classe que se pensa superior e bem informada, quando não, tem a pretensão de achar "intelectualizada". Risivel. Se for mesmo obrigado a não condenar Lula, provavelmente, Sergio Moro ira à publico "denunciar" em discurso de que por "obstrução da justiça" não pôde, então, condenar Lula, mas que ele e todos os procuradores têm certeza de que Lula é o pai da corrupção brasileira.

O fim da Lava Jato não se darah sem uma coisa ou outra: ou condenação sem provas ou a tentativa de desmoralizar Lula até o fim, mesmo se absolvido juridicamente. E ai, abre-se alas para tipos como Bolsonaro, que ao contrario do historiador Daniel, não vejo em que possa acrescentar de bom para um Pais de muitos desequilibrios e muita desinformação.

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Na boa mano... Todo soldado

Na boa mano...

Todo soldado aprende que sua especialidade é matar.

Mas na verdade a única especialidade do soldado é morrer na guerra que ele é levado a acreditar ganha.

Milhares de Bolsonaros cairão mortos do lado direito de Lula, milhões de Dellagnois serão incinerados do lado direito de Lula.

Porque Lula é o único senhor da guerra de classes escolhido pelos operários brasileiros.

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Represenyações gráficas de um

Represenyações gráficas de um eventual governo Rodrigo Maia:

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Acho que todas essas coisas

Acho que todas essas coisas levam jeito de funcionar bem melhor que um eventual desgoverno Maia... talvez se a roda do carro na segunda imagem fosse quadrada, teríamos uma melhor aproximação ao problema.

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Acho que todas essas coisas

Acho que todas essas coisas levam jeito de funcionar bem melhor que um eventual desgoverno Maia... talvez se a roda do carro na segunda imagem fosse quadrada, teríamos uma melhor aproximação ao problema.

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GLOBO E MORO VÃO ELEGER RODRIGO MAIA PRESIDENTE?

GLOBO E MORO VÃO ELEGER RODRIGO MAIA PRESIDENTE? E TEMER? RUIM SEMPRE PODE PIORAR! (PARTE 1)

Por Romulus

Parte (1)

- Brasil: sucessão de golpes e contragolpes. “Do mal”, mas também “do bem” (!)

- Segundo turno (literalmente? rs) dos infernos: “Fora, Temer” vs. “Fica, Temer”

- Notem: a alternativa (?!) é... Rodrigo Maia!

- Binarismo “do bem”: Globo a favor? Sou contra!

- Churchill e Simone Veil: aliança ~tática~ até com o diabo, se Hitler invadisse o inferno

- Parênteses – Siome Veil faz o feminismo avançar até na morte!

 

Parte (2)

Item (A): a “rodada” do “jogo” tomada no “atacado”

- Marco Aurélio Mello e Delfim Netto

- Núcleo duro debate: a marcha da História política no Brasil: golpes e contra-golpes

Item (B): a “rodada” tomada no “varejo”

- Os Juristocratas se autodefinem: Carlos Fernando, Dallagnol e Moro. Sem pudores

- O vai ou racha do acordão: o HC de Palocci no STF

- Armas de dissuasão para alvos distintos: “o fantasma de Lula Presidente” vs. “Parlamentarismo já” vs. “intervenção militar”

- Nas mãos hábeis de peemedebismo, a combinação desse arsenal nuclear incentiva o acordão.

- O drama dos blogueiros de esquerda: antes “perdidinhos” (?), agora alguns começam a “se encontrar”

- Mas os políticos ~profissionais~ da esquerda continuam com o... ~amadorismo~.

- Natural ou (bem) cultivado?

- Cassandras continuarão gritando e arrancando seus cabelos, mas...

- O contra-ataque juristocrático e o “lock-in” jurídico: deixar um fait accompli para os seus sucessores

- A temeridade política de agir como se “toda a direita e todos os neoliberais fossem iguais”

- Globo e Dallagnol confirmam, revoltados: Lula ~está~ contemplado no acordão!

- ~Está~: fotografia do momento...

- E no filme? Lula ainda restará, no final?

Item (C): golpes do futuro

- O “lock-in” via Tratado internacional

- A farsa ~e~ a tragédia da operação “Macron/ En Marche!” brasileiros

- A blindagem do STF contra um novo Presidente de esquerda

 

Valha-nos...

(ao gosto do freguês)

- ... Deus/ Espíritos de Luz/ “Design inteligente”/ “Energias ‘do bem’ ~não~ antropomórficas”/ “Universo”/ caos aleatório randômico...

- Tá valendo qualquer apelo!

 

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“DEMOCRACIA” À IRANIANA (!): O “BENEPLÁCITO” A RODRIGO MAIA

“DEMOCRACIA” À IRANIANA (!): O “BENEPLÁCITO” DOS PROCURADORES A RODRIGO MAIA

Por Romulus

Com uma mensagem aparentemente “contraditória” - (1) “Maia está livre de Cunha e da JBS”, mas (2) “está ~pendurado~ na Odebrecht” - os Procuradores dizem simplesmente que estão dispostos a sair do modo “guerra total”/ “tudo ou nada” em que se encontram.

“Muito nobres”, resolvem fazer o primeiro gesto e propõem o armistício!

A sequência lógica é que...

- Deixam desde já o “convite” – na verdade, ~intimação~... – para... hmmm... “novas conversas”...

- Já com o ~novo~ governo!

Tomem nota:

- Testemunhamos aqui o test drive da "democracia" (aspas!) à Iraniana no Brasil.

Em que...

- Cabe a Procuradores, em concurso com o Judiciário – e a Mídia!, dar o beneplácito a candidatos a candidatos à Presidência (!)

Bem...

Dar o beneplácito ou...

- ... vetar, né??

 

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Ops, pequena falha nossa,

Ops, pequena falha nossa, Nassif, na frase: Mas é mordido pela mosca azul, como são todos aqueles que vêm passar à sua frente um cavalo selado muito acima dos seus sonhos mais rocambolescos. Devemos escrever "veem" e não vêm (eles vêm é do verbo vir). Aqui no meu blog temos um texto sobre nossos quase inevitáveis erros mais comuns ao escrevermos:  http://jornalggn.com.br/fora-pauta/oito-regras-basicas-de-ortografia-para-internautas   Ver a 6ª regra. Não exijo receber nada pelos meus trabalhos de revisor, kkk.

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zegomes

Xadrez do fim da Lava Jato e do avanço da ultra-direita

o golpe começa com Dilma Roussef. Dilma assentou a pedra fundamental do golpe, ainda antes de iniciar seu segundo mandato, ao lançar o Plano Levy. em sua campanha suplantara Marina, abertamente defensora da autonomia do BC,  e Aécio, com suas "medidas impopulares". ainda assim, Dilma imediatamente trai seus eleitores e implementa mais uma versão mitigada do projeto derrotado por quatro vezes nas urnas. então o prazo de validade da estratégia de conciliação permanente do Lulismo já vencera seu prazo de validade. a cleptocracia exigiu uma rendição incondicional do Lulismo. apesar das insistências de Lula, Dilma não concordou, por isto foi deposta pelo golpe do impeachment;

o Lulismo teme mais o movimento de massas do que teme a Direita. a cada vez que as massas ocuparam as ruas e as redes, o Lulismo operou para esvaziar o movimento. foi assim com Junho de 2013 e o #Não VaiTerCopa, cuja supressão gerou 15-MAR e 12-ABR de 2015. foi assim com o #NãoVaiTerGolpe. e é assim agora, após o Ocupa Brasília e a Greve Geral de 28-ABR, mais uma vez o Lulismo demonstra que quer as massas nas ruas apenas para defender Lula, como em 10-MAI em Curitiba, e nunca para lutar por elas e para elas. nada provoca mais temor ao Lulismo do que a autonomia do movimento de massas;

a cada vez que a Esquerda se omite a Direita se levanta. não existe vácuo em política. a supressão da Satiagraha gerou a Lava Jato. Dilma gerou Temer. Haddad gerou Dória. a supressão dos movimentos de massa contra as reformas neoliberais vai gerar uma solução autoritária. o golpe não se estabilizará. a sucessão de golpes dentro do golpe destruiu completamente a frágil institucionalidade brasileira. a crise de representação se consumou. em meio a estagnação econômica, o caos social e a instablidade política, BolsoNazi é uma caricatura inofensiva do espectro que nos ronda. e não será nenhum Lulinha Paz e Amor em 2018 quem dele nos afastará.

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André élebê

  Vocês do PSOL precisam se

  Vocês do PSOL precisam se decidir: Lula e PT são esquerda ou não são esquerda?

  Se não são, então parem de choramingar e querer uma postura de esquerda deles, afinal seria contraditório de vocês.

  Se são de esquerda, parem de choramingar e digam a que vieram vocês, sem ficar reclamando da "figura paterna" (nesse sentido, Luciana Genro encarna bem certo psolismo).

 

Por sinal, alguns psolistas fazem oposição inteligente, não sistemática - mas para alguns parece mais confortável reclamar do PT quando as tais "zurradas de junho" foram é desvirtuadas pela direita midiática.

  Ah, se der tempo me conta que fim levou o beija mão do Chico Alencar no Aécio.

 

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Rui Ribeiro

Você acredita que o Presidente da República é algo além

Arkx, eu estava com saudades d'ocê. Mas a saudade já passou.

Você acha mesmo que um Presidente da República é algo além de um boneco de ventríloquo?

Ele determina ou ele é determinado pelos donos dos meios de produção?

Você acha que a Dilma tinha alternativa?

Na correlação de força que os Progressistas tinham, se a Dilma não tivesse se submetido aos interesses dos privilegiados, o golpeachment teria ocorrido bem antes de 2016.

Você não acha?

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Xadrez do fim da Lava Jato e do avanço da ultra-direita

-> Você acha que a Dilma tinha alternativa?

tinha. e ainda tem. basta que responda a pergunta que ficou no ar na entrevista à Al Jazeera, quando foi confrontada com a questão de todas as questões do impasse brasileiro:

“- Se você realmente acredita ter sido um golpe de Estado, por que você não está nas ruas, liderando uma resistência popular não-violenta contra o governo ilegítimo?”, questiona o entrevistador. (2’30’’)

Dilma e Lula raramente estiveram nas ruas. o Lulismo teme mais as ruas do que teme a Direita. a realidade dos fatos está comprovando isto definitivamente.

vc utiliza muitos conceitos Marxistas, mas se esquece do principal: Luta de Classes - algo que o Lulismo jamais quis fazer.

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Arkx "Luta de Classes - algo que o Lulismo jamais quis fazer."

Esta tua última afirmação indica a tua verdadeira indigência mental em saber interpretar a teoria.

Luta de classes não é uma luta da MMA em que um desafiante chama o outro para um combate e os dois se contrapõe um ao outro conforme regras pré-estabelecidas.

Luta de Classes foi um nome dado a um conflito inerente a permanente luta entre duas classes sociais onde uma é a dominante e outra é a quem é dominada, com a característica que a classe dominada é a que produz.

Daqui a pouco vais reclamar que “o partido dos escravos” na Roma antiga demorou muito tempo para proclamar a “Luta de classes” entre os patrícios e os escravos.

Ou seja, não existe algo semelhante na história a tua afirmação, nunca houve e nunca haverá um partido ou qualquer movimento político que vai querer “fazer a Luta de Classes”, pois independente da vontade de qualquer partido ela existe.

O que causa este teu engano é que determinados partidos negam teoricamente a Luta de Classes como um princípio básico do progresso da civilização, enquanto outros partidos aceitam a existência da mesma e procuram trabalhar com este conceito numa dinâmica na direção de eliminar a presença das classes sociais, como todos os partidos marxistas o fazem, ou tentam através da intermediação do Estado servir de anteparo para a revolta das classes dominadas. Esta última postura, constava do programa dos partidos fascistas apesar de nunca serem implementadas na realidade.

Podes até dizer que tudo isto já sabias e que estou procurando ensinar alguém que não precisa, porém frases como a tua parecem de alguém que está numa grande confusão mental, e se não for o caso espero que não a repitas, pois como disse no início demonstram uma grande indigência mental.

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Xadrez do fim da Lava Jato e do avanço da ultra-direita

-> Podes até dizer que tudo isto já sabias e que estou procurando ensinar alguém que não precisa, porém frases como a tua parecem de alguém que está numa grande confusão mental, e se não for o caso espero que não a repitas, pois como disse no início demonstram uma grande indigência mental.

por que vc não é honesto com vc mesmo e admite que seu problema com "fazer a Luta de Classes" não é conceitual, e sim por causa de minhas críticas ao Lulismo?

seja como for, agora que Lula foi condenado a prisão, como já era o previsto, vc terá uma boa oportunidade para defendê-lo nas ruas e ir "fazer Luta de Classes", ao invés ficar inerte na web como um velho rabugento e arrogante se dopando com beladona no chimarrão.

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Fantástico, comprovas a tua indigência mental.

Esta comprovação fica evidente na tua própria resposta, que ao destilar teu ódio contra o PT demonstras claramente que tens uma noção de “Luta de Classes” típica de militante do Bolsonaro, pois afirma claramente :

.... vc terá uma boa oportunidade para defendê-lo nas ruas e ir "fazer Luta de Classes",....

Colocas claramente que a luta de classes é um embate físico entre dominados e dominadores, como coloquei no primeiro comentário, uma séria confusão entre MMA e “Luta de Classes”.

Acho que antes de ficar criticando alguém por não levar um discurso claro sobre a necessidade do enfrentamento (que necessariamente não precisa ser físico), mas na contestação entre os papeis de mando da burguesia sobre o proletariado,  mostra que fazes uma imagem reducionista de um conceito bem mais amplo do que dar socos, facadas ou tiros,

O que não entendes é que mesmo sem discurso explicito sobre luta de classes, se toda uma prática é dierecionada em quebrar a hegemonia dos elementos das classes dominantes, está se fazendo uma luta de classes, é um pouco mais complexo, porém se refletires um pouco talvez entendas.

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Xadrez do fim da Lava Jato e do avanço da ultra-direita

se eu sou um "indigente mental" não adianta tentar me explicar o "fazer Luta de Classes". se não sou, abandone o tom professoral, deixe de ser arrogante e rabugento.

o foco não se trata da pertinência da expressão "fazer Luta de Classes". e sim que o Lulismo sempre foi um amortecedor da Luta de Classes, no velho modelo do peleguismo Getulista.

o que lhe incomoda, assim como a muitos aqui, são justamentes as críticas necessárias e pertinentes a Lula e ao Lulismo. foi justamente por este tipo de postura que chegamos ao ponto em que estamos: Lula condenado por Moro.  por se insistir numa conciliação de classes impossível no Brasil. portanto é mais do que hora de se "fazer Luta de Classes".

..

 

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Rui Ribeiro

Eu reconheço a luta de classes mas de forma aventureirista

O que você prpõe é que os Petistas tivessem agido como os 18 do Forte.

Pelamor. Precisa criar as condições objetivas e subjetivas.

Você esquece da correlação de forças;

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Xadrez do fim da Lava Jato e do avanço da ultra-direita

> O que você prpõe é que os Petistas tivessem agido como os 18 do Forte.

vínhamos de um movimento ascendente: ato em Curitiba, ocupação de Brasília, Greve Geral de 28-ABR. por que parou? por que arrefeceu? por que a cada vez que o movimento de massas se ergue, logo em seguida há uma retrocesso?

a crise brasileira é a crise de suas lideranças. e principalmente a crise de suas lideranças de Esquerda.

e a maior parte das lideranças de Esquerda teme mais o movimento popular autônomo do que teme a Direita.

esta será uma das grande lições de golpe. toda a reconstrução da Esquerda no Brasil se erguerá sobre esta constatação. não chegaremos a lugar algum com este tipo de lideranças, apenas seremos derrotado seguidamente.

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Não inventa: Golpe começou em 1o. de maio de 2012

quando Dilma pronunciou na TV para o povo procurar outro banco se a taxa de juros ao cliente não baixasse. Foi quando o BB e CEF derrubaram o spread. Um dirigente da FEBRABAN disse que era uma declaração de guerra. Depois disso houve intensa campanha anti-Dilma com digitais de grandes bancos já em 2013, nas eleições de 2014 e no impeachment.

Pare de ser um pistoleiro estrábico na hora de atirar críticas. Não acertou nenhuma.

1) Levy nunca foi mentor de política econômica para Dilma. Dilma apenas cedeu os aneis momentaneamente para não perder os dedos. A função de Levy era apenas de interlocutor-negociador com o mercado (um poder real de fato, que manda até no Supremo) por um lado, e de parte do mercado com o Congresso para aprovar a CPMF e resolver a crise fiscal (que havia de fato e há até hoje). O problema é que Dilma foi o pior governo em matéria de comunicação e nem soube explicar e dialogar com a base de esquera. A maior parte do mercado resolveu investir no golpe acreditando que seria mais lucrativo, justamente por saber que Levy sob Dilma apenas equilibraria as contas para retormar o crescimento e levaria o segundo mandato de Dilma a ser bem sucedido para a classe trabalhadora e para os mais pobres, mas não haveria nenhuma reforma anti-popular, nem privataria e haveria consolidação do modelo de distribuição de renda vindo desde o governo Lula, além do crescimento do BB e CEF no market share bancário.

2) O Lulismo só existe enquanto movimento de massas da classe trabalhadora. O lado popular de Junho de 2013 foi insatisfação do povo com classe a política (daí a repulsa a partidos), não com o Lulismo. Tanto é que Dilma não era o principal alvo da maioria dos protestos, e sim Renan Calheiros, o Congresso e governos estaduais. E Dilma até reagiu bem no início propondo plebiscito para reforma política e o mais médicos. Acho que faltou insistir no plebiscito, cedendo à base governista no Congresso de direita. O lado impopular de Junho de 2013 foi a captura do movimento por grupos da direita rica, insuflados pela Globo e por conspiradores internacionais usando redes sociais, de onde surgiram o MBL, Vem pra rua e outros que depois organizaram as manifestações pelo impeachment. Realmente entre 2013 e 2016 a direita soube mobilizar mais do que a esquerda. Ainda que a direita contasse com o suporte da Globo, a esquerda ainda não aprendeu a usar as redes sociais como a direita na hora de mobilizar manifestações como, por exemplo, marcar com 3 meses de antecedência para haver 3 meses de divulgação.

3) A única coisa certa foi sua frase "a cada vez que a esquerda se omite, a direita se levanta", porém nem ela se encaixa muito bem à sua argumentação. Você deveria se perguntar o porque do PSOL só eleger 5 deputados em 2014 enquanto o PRB elegeu 21 e o PSC do Marco Feliciano 13, embora o PSOL tivesse mais votos na candidatura presidencial. Note que em 2006 (primeira eleição da existência do partido) o PSOL elegeu 3 deputados e o PRB apenas 1. Porque o PRB cresceu tanto enquanto o PSOL patinou? O PT e PCdoB também tem seus erros e nós não desatados que não sei se foram erros porque não sei se seria possível fazer diferente com a conjuntura de cada momento.

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Xadrez do fim da Lava Jato e do avanço da ultra-direita

sua argumentação tem vários pontos a considerar. é claro que temos divergências inconciliáveis. ainda assim, creio que alguma ponderação é cabível.

-> O lado popular de Junho de 2013 foi insatisfação do povo com classe a política (daí a repulsa a partidos), não com o Lulismo.

-> E Dilma até reagiu bem no início propondo plebiscito para reforma política e o mais médicos.

-> Dilma apenas cedeu os aneis momentaneamente para não perder os dedos.

deu certo? evidente que não. mas se não fizesse isto teria sido derrubada antes? frente a esta questão o fundamental a considerar é: antes?! do quê? antes do quê?

pois são 13 anos de governo. e desde 1989 se preparando para governar. não se iluda mais para não mais iludir as outras pessoas: não se muda uma sociedade pela via parlamentar e apenas ocupando a máquina administrativa.

só um amplo movimento de massas, profundamente capilarizado no tecido social, é capaz de alterar a correlação de forças. mas isto é tudo o que o Lulismo não quer. isto é tudo o que o Lulismo jamais propôs, jamais encaminhou. ao contrário, sempre rechaçou, sempre boicotou.

o ponto vital é este: nunca antes neste país o Lulismo adotou uma prática política de organização autônoma de amplas camadas da população pela base, em seus locais de moradia, de trabalho, de convivência social.

portanto: não cabe ao Lulismo argumentar a respeito de correlação de forças porque jamais trabalhou para que esta correlação de forças fosse de fato alterada.

e sim é verdade que talvez tenha sido Dilma a única a compreender na cúpula do Lulismo o que ocorreu em Junho de 2013, tanto que teve a ousadia de propor mudanças. de fato, Junho de 2013 nunca foi um movimento contra Dilma. ao contrário! houvesse Dilma e o Lulismo se abraçado com as ruas em Junho de 2013, tudo teria sido muito diferente.

mas é também verdade que o Brasil ficaria em chamas se Dilma tivesse se aliado com as ruas em 2013. mas e agora não está também em chamas o país! só que as chamas de agora são destruidoras. então, em 2013, seriam as chamas necessárias para queimar tudo o que já está morto no Brasil, mas se recusa a partir, apodrecendo com a vitalidade e o futuro de todos nós.

Dilma é a grande personagem trágica destes tempos que vivemos, e não Lula. muito em breve todos reconhecerão isto. na mais perigosa encruzilhada de nossa História, Dilma sucumbiu a grande questão colocada para todos neste país:

- tupi or not tupi? só a Antropofagia nos une.

p.s.: jamais escrevi uma vírgula sequer defendendo o PSOL enquanto partido, ao contrário até.

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PT vem de bases populares. Gov.Lula provocou partic.popular

Suas colocações também merecem reflexão através de uma linha do tempo. O PT surgiu e cresceu organizando um amplo movimento de massas, profundamente capilarizado no tecido social: sindicatos urbanos, camponeses, associações de moradores, lideranças comunitárias, movimento estudantil, intelectuais, minorias. Daí surgiu a CUT de dimensão nacional, os vínculos com outros movimentos sociais como o MST, e surgiu o próprio PT. O PT conquistou prefeituras e implantou governos com participação popular como o orçamento participativo e muitas políticas públicas empoderando a participação popular. Então está errado você dizer que o Lulismo jamais propôs isso. Lula só chegou à presidência porque tinha um terço do eleitorado já se sentindo representado por sua candidatura, os outros 20% necessários a ganhar veio da insatisfação com FHC e das alianças com empresários nacionais como José Alencar ser escolhido vice, o que trouxe apoio de setores da classe média mais conservadora. Durante o governo Lula houve as conferências nacionais (de saúde, educação, DH, mulheres, integração racial, populações indígenas, meio ambiente, segurança pública, comunicações, etc) onde os movimentos sociais mobilizavam dezenas a centenas de milhares de participantes desde as etapas municipais, estaduais e nacionais, que tinham acesso à maçaneta do Planalto para levar suas resoluções como os lobistas tradicionais tem. Então reconheça que Lula fez por onde para empoderar os movimentos sociais dentro da estrutura de poder. Muitas políticas públicas saíram dali. Outras que dependiam do legislativo aprovar e não eram do agrado do Parlamento de maioria conservadora ficavam engavetadas ou eram pioradas. A primeira crise do governo petista com o povo, ainda invisível na época, vem do conflito entre o que as conferências (movimentos sociais) aprovavam em resoluções e ficavam no papel porque não tinha maioria parlamentar para aprovar. A segunda foi a incapacidade de passar uma reforma política, sobretudo o financiamento exclusivamente público de campanha. Aí pode ter havido um erro de timing na estratégia do PT. Em 2002 Lula ganhou fazendo aliança com empresários nacionalistas (ou nem tanto) insatisfeitos com FHC. Com o mensalão, o PT ficou enfraquecido e passou a fazer alianças na base da troca de ficar com o poder nacional em troca de ceder poder regional (daí vem alianças indigestas como aquelas com Sarney no Maranhão). Foi correto em 2006, pois no Brasil a Presidência da República tem muito mais poder de transformar a vida do maranhense pobre do que se conquistasse só o governo do Estado. Com a crise das conferências nacionais já dando os primeiros sinais de que seria problema, hoje, olhando pelo retrovisor, acho que Lula em vez de repetir a estratégia de troca de poder nacional por regional deveria ter aproveitado sua popularidade recorde e construído uma candidatura mais fácil de vencer para a presidência e investir mais no aumento das bancadas genuinamente de esquerda. Leia-se: em vez de fazer aliança com o PMDB e colocar Dilma inexperiente em campanhas, seria mais transformador eleger algum quadro do PT  já bom de voto e com bom domínio de mídia (como Jacques Wagner ou outro) e centrar fogo na eleição de bancadas, explicando à população que o presidente precisa de apoio para implementar algumas políticas que faltam e os conservadores não deixam fazer. Mas nesse caso haveria o risco do PMDB e seu tempo de TV desequilibrar o jogo a favor de Serra. Por isso é muito difícil criticar estratégias sem estar dentro do problema. É fácil criticar depois do jogo jogado. O fato é que esse possível erro foi farejado por Eduardo Cunha e levou as oligarquias regionais a controlar o parlamento em 2014 e dar o golpe parlamentar em 2016. Governadores regionais elegem prefeitos que elegem deputados federais, e ex-governadores viram senadores. Outro erro, e esse não tenho dúvidas, foi em 13 anos de governo não fazer nenhum plebiscito. Deveria ter feito pelo menos um a cada dois anos, junto com as eleições. Mesmo que começasse com algum tema que não provocasse tanta polêmica na base governista conservadora, tal como o Plano Nacional de Educação, o formato do Bolsa Família, os recursos do pré-sal para a educação. Isso seria didático para a população acostumar a decidir seu destino diretamente, coisa que hoje inviabilizaria o Parlamento fazer reformas impopulares, pois a população exigiria plebiscito. Outro erro foi não ter universalizado o acesso à internet (mais importante do que a própria democratização da TV) e investido na comunicação por mensagem direta ao cidadão sobre serviços públicos existentes e propostos. Deveria até investir em consultas públicas diretas, até desenvolver tecnologia segura para plebiscitos online. A internet já decidiu as 3 últimas eleições nos EUA e aqui a Globo ainda tem força para dar golpes. E se eu fosse Dilma, no dia em que a Câmara votou a admissibilidade do impeachment eu teria chutado o pau da barraca. Iria em rede na TV dia sim dia não e anunciaria que estava enviando ao Congresso todas as medidas que faria até o fim do mandato, com um pacote de bondades sobre salário mínimo, mudança na tabela do imposto de renda ficando mais progressiva (beneficiando inclusive a classe média), criação do imposto negativo para quem ganha menos e das grandes fortunas para os verdadeiramente ricos, imposto sobre lucros extraordinários, lei do teto e piso salarial no serviço público cair para a diferença de 1 para 20 e ir decaindo ao longo dos anos até ficar 1 para 8, marco regulatório da democratização das comunicações, incentivos para uso da internet e por fim enviaria convocação de uma Assembléia Nacional Constituinte exclusiva para reconstruir o sistema político e construir alguns pactos nacionais. Provavelmente atrairia a iria dos parlamentares e cairia de qualquer maneira, mas teria apoio popular e deixaria um legado de demandas populares complicado de desmontar. Tanto você está errado em sua avaliação sobre Lula que a maioria dos movimentos sociais organizados apoiam sua candidatura em 2018.  A história é escrita por linhas tortas. A conquista do poder executivo, sem conquistar hegemonia no legislativo, sem apoio militar, não dava a Lula o que outros presidentes latino americanos tiveram, como Chavez e Correa de fazer uma Constituinte. Em uma coisa acho que vamos concordar: Hoje no Brasil e em boa parte do mundo ocidental a democracia com base em 3 poderes está falida. Só existem dois poderes de fato: um é o mercado financeiro que eleva a escala mundial a figura do coroné da velha república que era dono do município. Outro é o poder popular capaz de gerar revolução contra os coroneis do mercado financeiro. Mas este ainda está adormecido. Enquanto isso, a eleição de Lula em 2018 já seria uma grande conquista no curto prazo, no mínimo para reduzir danos.

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