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150 milhões

Começa a ruir a história da "conta de Lula e Dilma" criada por Joesley Batista

Joesley Batista era o único controlador da conta e usou o dinheiro que lá existia para comprar 2 barcos, apartamento em Nova York e pagar a cerimônia de seu casamento, em 2012. Depois, disse à Lava Jato que a conta era para Dilma e Lula
 
 
Jornal GGN - A delação da JBS contra Dilma e Lula acaba de ficar ainda mais frágil, após a colunista Mônica Bergamo publicar, nesta quinta (27), que o dinheiro depositado em uma conta no exterior foi usado para bancar luxos de Joesley Batista.
 
Joesley era o único controlador da conta atrelada a uma offshore em seu nome e, segundo a colunista, gastou o dinheiro comprando um apartamento em Nova York, 2 barcos e até pagando despesas de sua cerimônia de casamento, em 2012. 
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Fachin e Moro não devem analisar acusações da JBS contra Lula, diz defesa

Foto: Instituto Lula

Jornal GGN - A defesa de Lula protocolou na segunda (29) um recurso contra a decisão de Edson Fachin, relator da Lava Jato no Supremo Tribunal Federal, que enviou ao juiz Sergio Moro, de Curitiba (PR), as acusações feitas por delatores da JBS sobre corrupção em governos petistas. O advogado Cristiano Zanin apontou, em nota à imprensa, que a delação que cita Lula não tem relação com a Lava Jato.

À Procuradoria Geral da República, Joesley Batista afirmou que criou duas contas no exterior para abastecer os governos Lula e Dilma, com recursos da JBS, que teriam chegado a 150 milhões de dólares em 2014. Essas contas seriam controladas pelo ex-ministro da Fazenda Guido Mantega, que é acusado de ser interlocutor da JBS junto ao BNDES e outros setores do governo. 

Pelo regimento do Supremo, Fachin pode revisar sua decisão e redistribuir o processo ou colocar o recurso da defesa de Lula em votação na 2ª Turma.

Leia mais: Porque a delação da JBS contra Dilma e Lula não pesam como a de Temer

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Porque a delação da JBS contra Dilma e Lula não pesa como a de Temer

JBS provou relação direta com Temer e pagamento de propinas ao PMDB. Contra Dilma e Lula, há terceiros e o desgastado "ouvi dizer" 
 
Foto: Valter Campanato/Agência Brasil
 
Jornal GGN - A liberação da chamada lista de Fachin, com dezenas e mais dezenas de inquéritos contra políticos de todos os leques, a reboque da delação da Odebrecht, exigia um esforço que a imprensa não conseguiu fazer: separar o joio do trigo. Naquele momento, todos foram jogados numa vala comum. Peixe de aquário, com acusação de receber R$ 30 mil como doação eleitoral via caixa 2, sem contrapartidas, foi misturado com tubarão que faturou milhões em cima de obras públicas. A delação da JBS não é diferente nesse sentido.
 
Não sabemos se é por culpa do Ministério Público Federal (que só agora tirou da manga a ação controlada) ou da JBS (que só passou a registrar encontros com políticos após o impeachment), mas a disparidade nas provas apresentadas contra Michel Temer, de um lado, e Dilma Roussef e Lula, de outro, é gritante. 
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