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2014

O embate entre Haddad e Dilma que levou ao fracasso do plano petista em SP

Neste artigo à Piauí, professor da USP explica em detalhes como sua intenção de ficar oito anos à frente da prefeitura de São Paulo foi naufragada pela colega de partido
 
Fabio Rodrigues Pozzebom/ Agência Brasil
Fabio Rodrigues Pozzebom/ Agência Brasil
 

Eu já havia trabalhado com Dilma Rousseff por um ano, ao longo da transição do Ministério da Educação para Aloizio Mercadante. Conhecia seu estilo tanto como ministra-chefe da Casa Civil quanto como presidenta da República. E, ao contrário do que se diz dela, que é “democrática” no tratamento duro que dedica aos subordinados, eu diria até que sempre me tratou com consideração. Em dezembro de 2012, ainda antes de minha posse no Edifício Matarazzo, fui a Brasília para aquela que seria a nossa primeira audiência de trabalho após minha eleição como prefeito de São Paulo.

Em um contato rápido que havíamos tido na manhã seguinte ao segundo turno, eu já havia insinuado à presidenta que entendia que o governo federal deveria tratar São Paulo de maneira singular, em função de sua importância. Ela então me olhou com um sorriso irônico, como quem diz “Não me venha querer levar vantagem”. Pensando em retrospecto, creio que a relação de Dilma com São Paulo nunca se resolveu completamente.
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Conta de Temer foi usada para pagar propina a preso da Lava Jato, diz MPF

Foto: Agência Brasil
 
 
Jornal GGN - O Ministério Público Federal acredita que o ex-ministro Henrique Alves, preso esta semana em uma operação desdobramento da Lava Jato, recebeu meio milhão de reais em propina da OAS por meio da conta de campanha de Michel Temer, em 2014. 
 
Segundo o MPF, pelo menos R$ 500 mil foram depositados no caixa de Temer e posteriormente transferidos para a conta do PMDB do Rio Grande do Norte, onde Alves concorria ao governo do Estado.
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Cassação Temer: Benjamin confronta Gilmar com sua própria decisão de 2015

Relator leu diversos trechos de decisão de Gilmar, quando Dilma era presidente, que hoje servem como jurisprudência contra o próprio movimento que está prestes a tomar em favor de Temer
 

Foto: José Cruz/Agência Brasil
 
Jornal GGN - Durante a retomada do julgamento contra a chapa Dilma e Temer pelo Tribunal Superior Eleitoral (TSE), em tom quase pacífico e sabendo que a posição do ministro Gilmar Mendes seria pela absolvição do presidente com o argumento de que novos indícios e provas não podem ser acrescentados após o início da ação, o relator Herman Benjamin usou declarações do próprio Gilmar. Os dois ministros trocaram farpas e ironias.
 
O contexto da situação de agora é que em 2015 foi Gilmar Mendes relator do processo de impugnação das contas da campanha da então presidente Dilma Rousseff, com o seu vice Michel Temer. Foi ele, Gilmar, que impediu o arquivamento da ação apresentada pelo PSDB, e que hoje ameaça o próprio mandatário peemedebista.
 
Nessa linha, Herman Benjamin fez uma leitura oral diante de todos os ministros do TSE de um agravo de Gilmar apresentado há dois anos, no mesmo processo. Enquanto relator da prestação de contas da chapa, o ministro votou favorável ao prosseguimento da investigação quando a então ministra Maria Thereza de Assis Moura, antiga relatora, havia arquivado o caso.
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JBS também revelou que Aécio recebeu propina de R$ 60 milhões em 2014

Foto: George Gianni/PSDB
 
 
Jornal GGN - A história de que Aécio Neves recebeu R$ 2 milhões da JBS e repassou o recurso para a família Perrella não foi a única bomba lançada pelo empresário Joesley Batista. O pretenso delator também disse à Lava Jato que o tucano recebeu, em 2014, R$ 60 milhões em propina.
 
O pagamento ocorreu por meio da "emissão de notas fiscais frias a diversas empresas. O dono da JBS também revela que comprou o apoio de partidos políticos para apoiar Aécio a presidente", informou o colunista Lauro Jardim, em O Globo desta quinta (18).
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Marqueteiro quita tentativa de separar Temer das acusações contra Dilma

João Santana falou ainda que era óbvio que as campanhas focam no presidenciável. E que no caso de Temer "além de não somar, estava tirando votos"
 

Foto: Reprodução
 
Jornal GGN - O publicitário das campanhas do ex-presidente Luiz Inácio Lula da Silva e da chapa Dilma Rousseff e Michel Temer à Presidência da República e vice, João Santana, afirmou que Temer se beneficiou de caixa dois em 2014. O marqueteiro disse, ainda, que o peemedebista "gerou prova" contra si por ter insistido em participar de propagandas políticas.
 
O depoimento de Santana foi prestado na última semana ao Tribunal Superior Eleitoral (TSE), onde tramita o processo de cassação que poderia encurtar o mandato de Michel Temer no Planalto. As informações sigilosas foram acessadas pelo jornal Folha de S. Paulo, que divulgou trechos em aspas em reportagem nesta quarta-feira (03).
 
Se uma das tentativas do peemedebista era dissociar seu nome do da ex-presidente Dilma nos processos, com o objetivo de responsabilizar somente a petista pelas irregularidades em campanhas, o marqueteiro João Santana quitou as possibilidades.
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Propina em obra da Sabesp também abasteceu campanha de Alckmin, diz BJ

Foto: José Cruz/Agência Brasil
 
Jornal GGN - O delator Benedicto Junior, o BJ, entregou à Lava Jato uma planilha com pagamento de propina à campanha de reeleição de Geraldo Alckmin (PSDB) e ao deputado João Paulo Papa pela Odebrecht, que tem como contrapartida obras da Sabesp no estado de São Paulo.
 
Segundo reportagem do Estadão, em 5 de agosto de 2014, Alckmin recebeu R$ 1,5 milhão por meio do tesoureiro da campanha, Marcos Monteiro, atual secretário de Planejamento. Esse valor está vinculado a um contrato de R$ 225 milhões, da obra "Emissário Praia Grande", tocada por um consórcio formado entre Odebrecht e Sabesp desde 2007.
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Dilma entrega ao TSE prova de que Temer não pode dividir chapa

A conta eleitoral de Michel Temer não bancou nem 1% da campanha de 2014. Foi usada majoritariamente para transferir recursos a candidatos do PMDB. Para a campanha presidencial mesmo, Temer usou apenas R$ 3 milhões, sendo que R$ 2 milhões pagaram uma gráfica cujo proprietário é amigo de Eliseu Padilha

Foto: EBC

Jornal GGN - A defesa da ex-presidente Dilma Rousseff entregou ao Tribunal Superior Eleitoral, nesta terça (4), a prova de que Michel Temer não pode alegar que nada teve a ver com o caixa de campanha do PT em 2014, na tentativa de dividir a chapa e se livrar da cassação. 

Segundo os documentos apresentados, a conta eleitoral de Temer foi usada majoritariamente para distribuir recursos para outros candidatos do PMDB. Os recursos arrecadados por ele e empregados diretamente em sua campanha são ínfimos, ou seja, a maior parte das despesas tiveram de ser bancadas pelo PT, inclusive os gastos de hospedagem, transporte, alimentação, assessores, peças de TV, entre outros que beneficiaram diretamente o peemedebista. 

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TSE já negou estender prazo e julgamento de Temer começa dia 4


Foto: Marcelo Camargo/Agência Brasil
 
Jornal GGN - O Tribunal Superior Eleitoral (TSE) dará início ao julgamento que pode encurtar o mandato de Michel Temer na próxima terça-feira (04). De acordo com despacho obtido pelo GGN, o pedido dos advogados de Dilma Rousseff e de Temer, para estender o prazo para as alegações finais, já foi negado pela Corte.
 
O ministro relator do processo de cassação da chapa Dilma e Temer, Herman Benjamin, havia concedido, a partir da última terça (21), dois dias para o envio das alegações finais, a última etapa que antecede o julgamento. 
 
Os advogados de Dilma argumentaram que a juntada de novos documentos, no dia 17 de março, ao processo, exigiria um novo prazo para as manifestações da defesa. Da mesma forma, Michel Temer alegou que soube de "notícias sobre andamentos do processo pela imprensa", não sendo avisado da etapa de finalização da investigação.
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Julgamento de cassação de Temer pode ser adiado e mudar placar

Foto-montagem: Brasil247
 
Jornal GGN - O julgamento da ação que pode encurtar o mandato de Michel Temer está marcado para a próxima terça-feira (04) no Tribunal Superior Eleitoral (TSE). Sob o comando de Herman Benjamin, o ministro corregedor concluiu apenas o relatório que traz um resumo das acusações, indícios levantados e depoimentos. O voto será liberado apenas no dia do julgamento.
 
Entretanto, Benjamin havia disponibilizado dois dias para as alegações finais das defesas da ex-presidente Dilma Rousseff e do ex-vice e atual mandatário Michel Temer. As datas contabilizaram a partir da última terça-feira (21), mas os advogados de Dilma pediram cinco dias de manifestação.
 
Na abertura do julgamento, os ministros deverão analisar o pedido da defesa. Caso concedam os cinco dias, a sessão será suspensa e a votação será adiada. Em meio a este recurso, novos cenários poderão surgir no plenário do TSE.
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Marcelo diz que Dilma e Temer sabiam de caixa dois, mas não os acusa diretamente

 
Jornal GGN - Alguns depoimentos de executivos e ex-funcionários da Odebrecht concedidos ao ministro Herman Benjamin, relator do processo de cassação da chapa Dilma e Temer no Tribunal Superior Eleitoral (TSE), foram vazados à Folha de S. Paulo. Desses conteúdos, o jornal produziu três reportagens com conteúdos selecionados: "Dilma sabia de caixa dois na campanha, diz Marcelo Odebrecht", "Marcelo Odebrecht diz que pagou resgate em Angola, Iraque e Colômbia" e "Caixa dois da chapa Dilma-Temer foi entregue em hotéis e flats, diz delator".
 
A primeira reportagem foi a única antecipada na internet antes da impressão desta sexta-feira (24). Já na quinta, o jornal dedicava espaço no portal online para dizer que a ex-presidente Dilma Rousseff teria conhecimento dos repasses de caixa dois à campanha eleitoral de 2014. Entretanto, apesar de apontar Dilma, a declaração do ex-presidente da companhia foi com base no "achismo".
 
"Veja bem, Dilma sabia da dimensão da nossa doação, e sabia que nós éramos quem fazia grande parte dos pagamentos via caixa dois para o João Santana. Isso ela sabia", afirmou Marcelo, a questionamento de Benjamin na audiência.
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Entenda: Michel Temer tentará, mas não pode separar julgamento de Dilma

 
Jornal GGN - Em estratégia de desvincular os esquemas de corrupção e de caixa dois para o financiamento de campanha de Dilma Rousseff e Michel Temer em 2014, o atual presidente e peemedebista retoma a tática de isolar a responsabilidade sobre Dilma. O GGN apurou que Temer contará com o auxilio das brechas de uma legislação não clara quanto à prestação de contas pelos comitês financeiros.
 
A Lei que trata do tema é a 9.504, de 30 de setembro de 1997, chamada Lei das Eleições. O artigo que regulamentava o funcionamento dos comitês financeiros era o 19, que estabelecia a exigência do grupo responsável pela arrecadação, aplicação, contabilização e prestação de contas da campanha eleitoral.
 
Art. 19. Até dez dias úteis após a escolha de seus candidatos em convenção, o
partido constituirá comitês financeiros, com a finalidade de arrecadar recursos e 
aplicá-los nas campanhas eleitorais.
 
§ 1º Os comitês devem ser constituídos para cada uma das eleições para as quais
o partido apresente candidato próprio, podendo haver reunião, num único comitê, 
das atribuições relativas às eleições de uma dada circunscrição
 
§ 2º Na eleição presidencial é obrigatória a criação de comitê nacional e facultativa
a de comitês nos Estados e no Distrito Federal.
 
§ 3º Os comitês financeiros serão registrados, até cinco dias após sua constituição,
nos órgãos da Justiça Eleitoral aos quais compete fazer o registro dos candidatos

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Quando quem comanda a Justiça Eleitoral passa a mão na cabeça de quem fez caixa 2

Para Gilmar Mendes, caixa 2, quando feito pelo PT, é "cleptocracia". Pelo PSDB, Temer e aliados, "irregularidade ingênua"

 

Jornal GGN - A entrevista de Gilmar Mendes à BBC Brasil, publicada nesta sexta (10), provavelmente fez o leitor se perguntar se o presidente do Tribunal Superior Eleitoral não está se esforçando demais para ajudar a oposição ao PT a se livrar de qualquer responsabilização pessoal por uso de caixa 2 eleitoral.

Ao falar que o caixa 2 não teria outra finalidade a não ser a de mascarar uma doação "ingênua" que um empresário tenha feito à oposição de um governo ao qual está amarrado, desconsiderando eventuais casos de enriquecimento ilícito, Gilmar se comporta como uma mãe sem discernimento diante de uma violência grave praticada pelo filho contra um colega da escola. "Não foi por maldade", diria.

As declarações de Gilmar confundem a mente de quem quer acreditar que o papel da Justiça Eleitoral é punir exemplarmente as ilegalidades que tenham comprometido qualquer eleição.

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Novo delator deve desmentir versão de Yunes, amigo de Temer

 
Jornal GGN - O amigo e ex-assessor do presidente Michel Temer, José Yunes, voltou para a mira das investigações da Lava Jato na Odebrecht. Isso porque além de documentos darem conta que empresas de sua família pagaram, pelo menos, R$ 1,2 milhão para companhias de fachada, nova delação da Odebrecht recai sobre ele.
 
Trata-se do acordo do ex-diretor da empreiteira, José Carvalho Filho, que compromete, mais uma vez, o ministro licenciado da Casa Civil do governo Temer, Eliseu Padilha, e o amigo do presidente, José Yunes.
 
Com a mesma informação divulgada pelo ex-diretor de Relações Institucionais da Odebrecht, Claudio Melo Filho, o novo delator narra que um operador da empreiteira levou o dinheiro da campanha de 2014 do PMDB ao escritório de advocacia de Yunes, em São Paulo.
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Temer e Padilha seguem na mira das delações da Odebrecht

 
Jornal GGN - Apesar de trechos do que se divulgou como o conteúdo da delação de Marcelo Odebrecht isentarem o atual presidente Michel Temer de ter solicitado, direta e pessoalmente, os R$ 10 milhões da companhia ao PMDB, o executivo confirmou o jantar promovido pelo então vice-presidente no Palácio do Jaburu, em 2014, para os repasses. Além disso, incriminou Eliseu Padilha, ministro licenciado da Casa Civil no atual governo peemedebista.
 
Além dos próximos depoimentos ao Tribunal Superior Eleitoral (TSE), na ação que apura criminalidade nas contas de campanha da chapa Dilma e Temer, no cenário do que deve revelar a integral delação do ex-presidente da Odebrecht, Eliseu Padilha mantém-se afastado do governo, e o presidente tenta, ao máximo, protelar a conclusão do processo.
 
Até o momento, Eliseu Padilha foi o diretamente afetado pelas acusações de Marcelo, segundo o que os jornais divulgaram. Ao ser questionado se Michel Temer foi quem pediu o dinheiro no tal encontro, um jantar organizado pelo peemedebista, Odebrecht disse apenas que "não se lembra de Temer ter solicitado R$ 10 milhões" diretamente a ele.
 
Por outro lado, confirmou que o encontro no Palácio do Jaburu foi promovido pelo então vice-presidente e que Eliseu Padilha teria pedido os repasses para apoio da Odebrecht ao PMDB.
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Dilma diz que seleto trecho de delação ocorre "estranhamente" quando se revela o golpe

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Jornal GGN - Sobre as divulgações parciais da delação de Marcelo Odebrecht, sigilosa, ao ministro-corregedor do Tribunal Superior Eleitoral (TSE), Herman Benjamin, a ex-presidente Dilma Rousseff afirmou que "é mentirosa" a afirmação de que pediu recursos do empreiteiro ou "quaisquer empresários" por meio de caixa dois.
 
Destacou que "estranhamente, são divulgadas à imprensa, sempre de maneira seletiva, trechos de declarações ou informações truncadas. E ocorrem justamente quando vêm à tona novas suspeitas contra os artífices do Golpe de 2016, que resultou no impeachment da ex-presidenta da República".
 
Conforme divulgou o GGN, os trechos soltos das mais de três horas do depoimento de Marcelo ao TSE vazados tinham como mira as menções exclusivamente ao PT. Segundo reportagens do Estadão, o executivo narrou encontros com os ex-ministros de Dilma, Antônio Palocci e Guido Mantega, e eximiu Michel Temer do episódio em que teria solicitado recursos.
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