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Ali Kamel

Ex-editor perde ação contra Ali Kamel e abre campanha para arrecadar fundos

Jornalista que trabalhou 12 anos como editor da Globo terá que pagar R$ 40 mil por textos de ficção 
 
Jornal GGN - O jornalista e blogueiro Marco Aurélio Cordeiro Mello perdeu uma ação movida pelo diretor de Jornalismo e Esportes da Rede Globo, Ali Kamel, por um texto de ficção onde Cordeiro Mello comenta o clima de terror estabelecido em uma redação de telejornal. O recurso especial foi julgado pelo Superior Tribunal de Justiça do Rio de Janeiro na última terça-feira (27) obrigando o jornalista a pagar R$ 40 mil, além das custas processuais, a Kamel (clique aqui e participe).
 
Essa foi a segunda ação que o diretor da Globo entrou contra Cordeiro Mello. No primeiro pedido, julgado em 2015, o desembargador Celso Luiz de Matos Peres, do TJ-RJ, considerou improcedente a ação movida por Kamel. 
 
Para conseguir reunir recursos e pagar o valor da indenização, Cordeiro Mello que trabalhou 12 anos como editor da Globo abriu uma campanha de arrecadação pelo Catarse. "Sou assalariado e advogados custam muito. Estou aqui apelando para parentes, amigos e todos aqueles que consideram minha causa justa".
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Ao vivo, folião recusa entrevista: “Ali Kamel é nazista"

Da Revista Forum

Um folião que estava no bloco Cordão do Boitatá, um dos mais tradicionais do Rio de Janeiro, constrangeu a equipe de jornalismo da GloboNews ao se recusar, ao vivo, a falar com a repórter da emissora: “Ali Kamel é nazista. Eu não falo com a Rede Globo”. No sábado (6), outro folião recusou entrevista: “Ei, Rede Globo, vai tomar no cu”

A reação de um folião no carnaval de rua do Rio de Janeiro chamou a atenção de telespectadores da GloboNews e de internautas na manhã deste domingo (7). Fazendo a cobertura do bloco Cordão do Boitatá, um dos mais tradicionais da cidade, a equipe de jornalismo da emissora ficou constrangida com a resposta de um homem a uma tentativa de entrevista, ao vivo, da repórter Cecília Flesch.

“Ali Kamel é um nazista. Eu não falo com a Rede Globo”, disse o folião ao ser questionado sobre o motivo pelo qual estava usando um véu de noiva.

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Justiça condena Paulo Henrique Amorim por ofensas a Ali Kamel

Enviado por jns

Do Correio Braziliense

Apresentador da Record é condenado a prisão por ofender diretor da Globo

O processo leva em conta textos escritos pelo comunicador da Record no blog jornalístico Conversa Afiada

A Justiça condenou o apresentador do Domingo Espetacular, o jornalista Paulo Henrique Amorim, a cinco meses e dez dias de prisão, além de multa por ofender o diretor de jornalismo da TV Globo, Ali Kamel. O processo leva em conta textos escritos pelo comunicador da Record no blog jornalístico Conversa Afiada, mantido por ele de forma independente na internet. A 4ª Câmara Criminal do Tribunal de Justiça de São Paulo enxergou calúnias, injúrias e difamações praticadas por Amorim nas publicações feitas no endereço eletrônico.

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TJ-RJ considera improcedente ação de Ali Kamel contra blogueiro

Do Portal Imprensa

Justiça considera improcedente ação de Ali Kamel contra blogueiro

O desembargador Celso Luiz de Matos Peres, do Tribunal de Justiça do Rio de Janeiro (TJ-RJ), considerou improcedente a ação de indenização por dano moral movida pelo Diretor de Jornalismo e Esportes da Rede Globo, Ali Kamel, contra o blogueiro Marco Aurélio Cordeiro de Mello.

No processo, Kamel exigia indenização pelo texto "Um desabafo" publicado em julho de 2013 no blog "DOLADODELÁ". Segundo o diretor de jornalismo, o blogueiro o teria retratado como "uma figura soturna, responsável pela suposta devastação do departamento de jornalismo da TV Globo, ao qual teria imposto um clima de terror por meio de práticas como assédio moral, intimidação e perseguição".
 
O magistrado decidiu pela improcedência do processo levando em consideração a atuação do jornalista como "manifestação do livre exercício do direito de expressão e manifestação do pensamento".

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FHC e grande mídia: relações perigosas

 
Jornal GGN - Registrados em um gravador relatos cotidianos das experiências que vivia entre 1995 e 2002, na cadeira do Palácio do Planalto, o então presidente Fernando Henrique Cardoso narrou bastidores da sua agenda. Em um dos episódios, publicados em "Diários da Presidência" (Companhia das Letras), FHC conta a sua estrita relação com as Organizações Globo, por meio de Ali Kamel e de Roberto Marinho, e também de Otávio Frias Filho, que controla o grupo Folha.
 
Em 1995, durante o processo de escolha de um alto funcionário que ocuparia o Ministério das Comunicações, o FHC presidente solicitou a opinião de Marinho para acertar o nome. O dono da rede de televisão foi chamado a indicar três pessoas para o cargo de secretário-executivo da pasta. Roberto Marinho encaminhou a FHC a lista de possibilidades, antes que o presidente deixasse a decisão final, dentre as opções do dirigente da Globo, a Sérgio Motta, um dos fundadores do PSDB e então ministro das Comunicações.
 
O trecho é uma das quase 4 mil páginas transcritas pela antropóloga Danielle Ardaillon, curadora do acervo do Instituto Fernando Henrique Cardoso, responsável por passar ao papel os áudios diários gravados por FHC. O livro "Diários da Presidência" é o resultado da primeira parte desse material, que compreende os anos de 1995 a 1996, lançado pela Companhia das Letras. Somente para esse primeiro livro, foram 44 fitas cassete decupadas, em um total de cerca de 90 horas. A editora pretende publicar outros três volumes até 2017, com os registros dos quatro anos.
 
A redação que trata especificamente desse envolvimento de FHC com Marinho foi assim publicada: "Eu próprio [FHC], depois de ter pedido uma informação ao Roberto Irineu Marinho a respeito de três pessoas competentes da área, pedi ao [ministro] Eduardo Jorge que as entrevistasse. Passei os nomes ao Sérgio Motta [1940-98]. O secretário-executivo escolhido pelo Sérgio [Renato Guerreiro] é um desses três".
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"Tá olhando por que? Eu não tenho nada a ver com isso!"

Enviado por El Cid

"Tá olhando por que? Eu não tenho nada a ver com isso!"

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O apoio de Paulo Nogueira e a pluralidade da informação

Do Diário do Centro do Mundo

Por que estou com Nassif

Por Paulo Nogueira

Estou com Nassif nas batalhas judiciais que ele trava com Ali Kamel, Eduardo Cunha e Gilmar Mendes.

Por três razões.

Primeiro, o mundo pelo qual se bate Nassif é muito melhor – mais justo, mais igualitário – do que o representado por Kamel, Cunha e Mendes.

Os três simbolizam o 1%, a plutocracia predadora.

Nassif claramente está com os 99%. Combate o bom combate.

A segunda razão é que jornalistas como Nassif enfrentam situações pedregosas na Justiça brasileira.

Todos sabemos quanto os juízes – a maior parte deles – são enviesados. O conservadorismo petrificado deles faz a diferença na hora de examinar causas.

Entre Nassif e Kamel, quem tende a receber um olhar mais generoso no tribunal? Para onde vai a simpatia de quem julga?

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A ameaça à liberdade de imprensa

Doutrinariamente, a imprensa é vista como o instrumento de defesa da sociedade contra os esbirros do poder, seja ele o Executivo, outro poder institucional ou econômico.

Não se exija dos grupos de mídia a isenção. Desde os primórdios da democracia são grupos empresariais com interesses próprios, com posições políticas nítidas, explícitas ou sub-reptícias.

***

Tome-se o caso brasileiro. É óbvio que os grupos de mídia têm lado. Denunciam o lado contrário e poupam os aliados.

Doutrinariamente, procuradores entendem que qualquer denúncia da imprensa deve virar uma representação. Mas só consideram imprensa o que sai na velha mídia. Doutrinariamente, o CNJ (Conselho Nacional de Justiça) criou um grupo para impedir o uso de ações judiciais para calar a mídia. Mas só consideram jornalismo a velha mídia.

Cria-se, então, um amplo território de impunidade para aqueles personagens que se aliam aos interesses da velha mídia. E aí entra o papel da nova mídia, blogs e sites, fazendo o contraponto e estendendo a fiscalização àqueles que são blindados pela velha mídia.

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Agradecimento à solidariedade "Eu sou Luis Nassif"

Jornal GGN - A ação vencida por Ali Kamel, das Organizações Globo, contra Luis Nassif, que estabeleceu uma indenização de R$ 50 mil por "extrapolar o direito à informação", no mesmo período de alta mobilização em apoio à revista Charlie Hebdo, que sofreu atentado em Paris, motivou leitores e blogs a apoiar o jornalista. Em todo o mundo, a publicação parisiense recebeu o slogan "Je suis Charlie". Aqui, um grupo vem compartilhando pelas redes sociais "Eu sou Luis Nassif".
 
O jornalista agradece as manifestações, lembrando que a decisão ocorreu em primeira instância e ainda cabe recurso. 
 
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O atentado à liberdade de opinião nas ações contra blogs

Não vou discutir sentença judicial através do Blog. Digo isso a propósito da condenação que me foi imposta pela justiça do Rio de Janeiro em ação movida pelo jornalista Ali Kamel, das Organizações Globo.

Mas é evidente que a série de ações de grupos de mídia contra jornalistas blogueiros são não apenas um atentado à liberdade de expressão, como um profundo fator de desequilíbrio em um dos pilares da democracia brasileira: o mercado de opinião.

***

Em uma democracia, um dos pressupostos básicos são os freios e contrapesos – o sistema de equilíbrio que impede o exercício do poder absoluto.

Quando, a partir de 2005, os grupos de mídia resolveram atuar em forma de cartel no mercado de opinião, acabaram criando um poder quase absoluto de construir ou destruir reputações.

Não se trata de um poder trivial. No mercado de opinião movem-se todos os agentes sociais, políticos e econômicos. É nele que se constroem ou destroem-se reputações. E é também o palco para embates corporativos, para grandes disputas empresariais. Todos são afetados positiva ou negativamente por ele, juízes, ministros, políticos, celebridades, médicos, líderes populares.
E os grupos de mídia reinam de forma absoluta nele.

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Ali Kamel e a guerra dos livros didáticos

A cartelização dos grupos de mídia foi o passo inicial do pacto de 2005, que teve como grande mentor o finado Roberto Civita, da Editora Abril, baseado no modelo Rupert Murdoch – o australiano que se mudou para os Estados Unidos e definiu uma estratégia pesada de sobrevivência, que acabou servindo de modelo para grupos de mídia inescrupulosos.

A lógica do pacto era simples e tosca como o jornalismo de Murdoch. Com a Internet, vinham pela frente mudanças radicais trazendo o maior desafio da história para os grupos de mídia, mais do que o advento do rádio e da televisão, porque muito mais difícil de enquadrá-la em regulamentação – como foi o caso da Lei das Concessões, que restringiu a competição e entregou o filé mignon aos grupos já estabelecidos.

***

A estratégia murdochiana consistia em criar um clima de guerra, instaurar um macarthismo feroz debaixo do qual caberiam todas as jogadas comerciais necessárias para assegurar a sobrevivência dos grupos de mídia em novos mercados.

Dentro dessa estratégia, em 2007 explodiu uma guerra hoje em dia pouco lembrada, em torno dos livros didáticos e dos cursos apostilados. Considerou-se que o mercado de livros didáticos poderia ser uma das novas frentes dos grupos de mídia, seguindo a picada aberta pelo grupo espanhol Santillana, controlador do jornal El Pais.

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Segundo Kamel, jornalismo da Globo é isento e emissora não tem medo de nada

Jornal GGN - Ali Kamel não suporta críticas. Ainda mais vinda de amigos. Em carta na coluna Painel do Leitor ele critica a crítica de Nelson de Sá, que analisou a matéria da Globo sobre a bombástica denúncia da Veja. O articulista da Folha entendeu que a Globo só deu o tema no sábado "talvez por medo". Ali ficou possesso, chamou em sua defesa outros articulistas da própria Folha e trouxe à tona o costume da emissora de só fazer a denúncia, ou repercutir, se for confirmada. Isso é o que reza o 'fazer jornalismo' da emissora e que está em destaque 'no capítulo da isenção, letra Z'. E diz também que a Globo não tem medo de nada. A carta de Kamel vem a seguir.

 

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Paulo Nogueira: O declínio do Jornal Nacional é irreversível

Do Diário do Centro do Mundo

Por Paulo Nogueira

O declínio do Jornal Nacional é irreversível

 

Velhos tempos, com audiências de 70%

Velhos tempos, com audiências de 70%

Nos anos 1980, quando eu era um jovem repórter da Veja, a redação, no sétimo andar do prédio da Abril na marginal do Tietê, se alvoroçava quando eram 8 da noite.

Uma televisão, no fundo da redação, começava a passar o Jornal Nacional. A redação parava, mesmo em dias de fechamento, e só voltava a funcionar quando o JN terminava.

Não era só a Veja que parava. Era o Brasil. O JN tinha então 70% de audiência, em média. Às vezes mais. Ditava a agenda política e econômica do país. Roberto Marinho — que na busca de favores da ditadura dizia que a Globo era “o maior aliado” dos generais na mídia, conforme mostram documentos de Geisel reunidos em livro —  teria dito que notícia era o que o JN dava.

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Justiça mantém condenação de Azenha a favor de Ali Kamel

Jornal GGN - Luiz  Carlos Azenha, do Viomundo, foi condenado a pagar indenização de R$ 20 mil, por danos morais, a favor de Ali Kamel, diretor geral de Jornalismo e Esporte da TV Globo. A decisão, que foi unânime, é da 8ª Câmara Cível do Tribunal de Justiça do Rio de Janeiro. O TJ manteve a condenação de primeira instância, mas reduziu o valor da indenização, que passou de R$ 30 mil para R$ 20 mil.

No processo, Kamel disse ter sofrido uma campanha difamatória, destacando algumas expressões utilizadas por Azenha para descrevê-lo, como “aprendiz de feiticeiro” e praticante de “jornalismo pornográfico”. O jornalista publicou a informação, falsa, de que Ali Kamel teria sito ator pornô na juventude, divulgada no site Cloaca News, que também foi condenado em primeira instância pelo mesmo motivo.

No texto do Cloaca News dizia-se que Ali Kamel fora ator do filme “Solar das Taras Proibidas”. Kamel “provou” que, neste filme, o ator é Alex Kamel, não se tratando de um caso de homonímia.

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Ali Kamel processa blog O Cafezinho

Sugerido por Gão

Do O Cafezinho

Ali Kamel processa Cafezinho

por Miguel do Rosário

O Cafezinho perdeu a virgindade. Eu esperava que isso fosse acontecer mais cedo ou mais tarde. Mas confesso que fiquei decepcionado, porque foi muito previsível. O diretor de jornalismo da Rede Globo, Ali Kamel, está me processando por tê-lo chamado de “sacripanta reacionário e golpista”, num post de janeiro deste ano, intitulado As taras de Ali Kamel, no qual eu procuro defender o colega Rodrigo Vianna, que fora absurdamente condenado por um chiste.

A acusação, porém, é tosca e inepta. Tem um erro grosseiro logo no início, ao dizer que eu o acusei de cometer “todo o tipo de abuso contra a democracia” e “a dignidade humana”, “se empenhar dia e noite para denegrir a imagem do Brasil, aqui e no exterior” e de utilizar “métodos de jornalismo” que “fazem os crimes de Rupert Murdoch parecerem estrepolias de uma criança mimada”.

Kamel se identifica tanto com a empresa onde trabalha, que ele acha ser a própria empresa. O meu texto, que inclusive vai reproduzido no processo, diz textualmente:

“É inacreditável que o diretor de jornalismo da empresa que comete todo o tipo de abuso contra a democracia, contra a dignidade humana, a empresa que se empenha dia e noite para denegrir a imagem do Brasil, aqui e no exterior, cujos métodos de jornalismo fazem os crimes de Ruport Murdoch parecerem estrepolias de uma criança mimada, pretenda processar um blogueiro por causa de um chiste!”

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