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Alves

Temer é arrolado em acusação contra Cunha e Alves

 
Jornal GGN - O ex-presidente da Odebrecht prestou novo depoimento à 10ª Vara do Distrito Federal. Ainda que os autos tramitem na primeira instância e façam referência a fraudes no fundo de financiamento do FGTS, desta vez, Marcelo afirmou que Michel Temer integrava o grupo de aliados mais próximos dos ex-presidentes da Câmara, Eduardo Cunha (PMDB-RJ) e Henrique Eduardo Alves (PMDB-RN).
 
A pergunta era se o delator, ex-presidente da empreiteira, sabia quem integrava o grupo de Cunha e Alves na Câmara dos Deputados, durantes os ilícitos cometidos. "Cláudio [Melo Filho, ex-diretor de Relações Institucionais da Odebrecht] dizia pra mim que Michel Temer fazia parte desse grupo", disse.
 
As acusações são de que entre 2011 e 2015, os peemedebistas atuaram em um esquema de cobrança de propina a empresas beneficiadas pela Caixa Econômica Federal e ao Fundo de Investimentos do FGTS. Além dos políticos, o ex-vice-presidente de Loterias da Caixa, Fábio Cleto, teria sido um dos operadores.
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Entenda a prisão de Henrique Eduardo Alves e acusações que miram todos os Poderes

Grampos do celular de Léo Pinheiro indicam influência de Alves e de Cunha junto a representantes de todos os Poderes: além da Câmara, Senado e Presidência, também junto à PGR, STJ e TRF-5
 

Foto: Fabio Rodrigues Pozzebom/ Agência Brasil
 
Jornal GGN - O ex-presidente da Câmara dos Deputados, Henrique Eduardo Alves (PMDB-RN), foi preso na manhã desta terça-feira (06), em um desdobramento da Operação Lava Jato, com as delações da Odebrecht, no âmbito da Justiça Federal do Rio Grande do Norte.
 
Também foram alvos da Polícia Federal o secretário de Turismo de Natal, Fred Queiroz, preso preventivamente, e o cunhado do ex-deputado, o publicitário Arturo Arruda, levado a prestar depoimento coercitivamente. Fred Queiroz é um dos homens de confiança de Henrique Alves, atuante nas campanhas do ex-ministro, e seu cunhado Arruda é publicitário da Art & C, agência que supostamente operava em quase todos os governos do Rio Grande do Norte.
 
Batizada de Manus, a Operação com mira no ex-ministro de Michel Temer apura as práticas dos crimes de corrupção ativa, passiva e lavagem de dinheiro. Com base nos depoimentos da Odebrecht, a acusação é de que Henrique Eduardo Alves e o ex-deputado Eduardo Cunha (PMDB-RJ) receberam propinas de contratos das obras da Arena das Dunas, estádio em Natal construído para a Copa do Mundo.
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Não há consenso para regularizar jogos de azar, mesmo com apoio do governo interino

Jornal GGN - Mesmo com o apoio - e lobby - do governo interino de Michel Temer (PMDB), o projeto de lei que regulariza os jogos de azar no Brasil não tem consenso para sair do papel. Segundo informações de Helena Chagas, há uma disputa de egos entre deputados e senadores pela paternidade da proposta. Além disso, "os potenciais investidores foram abusados e começaram a desanimar."

O GGN mostrou na semana passada que em 2009, Temer, enquanto presidente da Câmara, foi citado numa conversa entre o bicheira Carlinhos Cachoeira e o senador Demóstenes Torres, alvos da Operaçãp Monte Carlo - que apurava um esquema de corrupção envolvendo jogos ilegais. Na gravação da Polícia Federal, Cachoeira pede que Demóstenes diga a Temer que a regularização dos jogos deveria ser colocada em votação na Câmara.

Hoje na condição de presidente interino, Temer não impede que homens fortes de seu governo se manifestem publicamente sobre a polêmica proposta. O argumento é que com a regularização, o governo arrecadaria R$ 15 bilhões por ano. Mas, para setores como o Ministério Público Federal, o projeto regulariza uma atividade que serve à lavagem de dinheiro pelo crime organizado.

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