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Com 263 votos, Temer consegue enterrar denúncia por corrupção passiva

Atualizada às 22h

Jornal GGN – Pouco antes das 22h desta quarta-feira (2), Michel Temer conseguiu os votos necessários para se livrar da denúncia por corrupção passiva apresentada pela Procuradoria Geral da República com base na delação da JBS. Com 263 votos a favor do presidente, o pedido de investigação foi arquivado. Foram 227 votos a favor do inquérito, 19 ausências e 2 abstenções, segundo dados da Agência Câmara. A votação foi transmitida ao vivo pela Rede Globo.

Ao todo, eram necessários 342 votos - ou seja, 2/3 da Câmara - contra o parecer do deputado tucano, Paulo Abi-Ackel, de Minas Gerais, para autorizar o Supremo Tribunal Federal (STF) a investigar Temer. A vitória foi obtida ainda durante a votação da bancada do Rio de Janeiro, por volta das 21h. Assim, no frigir dos ovos, a Casa rejeitou a admissibilidade para que o STF iniciasse o processo contra Temer.

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Dallagnol tenta pôr Lava Jato acima do bem e do mal, por Paulo Moreira Leite

Do Brasil 247

Nunca tive religião. Só frequentei igrejas, templos e sinagogas por razões sociais, como assistir a casamentos, batizados e cerimônias fúnebres.  

Essa situação me ajudou a ter um convívio enriquecedor com várias correntes religiosas, usufruindo da diversidade cultural de nossa época, a partir da compreensão de que a diferença não nos afasta, mas pode nos aproximar e fortalecer.

Estou convencido de que entender que somos iguais em nossas diferenças é um dos principais aprendizados do século XXI, numa  civilização onde a intolerância deixou marcas terríveis e profundas.

Um de meus grandes amigos foi Jaime Wright, pastor protestante, grande militante de direitos humanos. Convivi com pessoas de profunda fé católica, boa parte em minha família. Mantive longos diálogos com o rabino Henri Sobel, orador capaz de rezas emocionantes. Conversei menos do que gostaria com Leonardo Boff. Já maduro, após uma viagem a Paris -- olha só -- tive um longo contato com lideranças umbandistas. Graças aos romances de Nagib Mahfouz e aos ensaios de Edward Said, compreendi a riqueza da cultura árabe e da religião muçulmana.

Escrevi os parágrafos acima porque me confesso chocado com as revelações de Bernardo Mello Franco, na Folha de S. Paulo de hoje.

Ontem, Mello Franco esteve numa igreja batista na Tijuca, zona norte do Rio de Janeiro, onde o procurador Deltan Dallagnol, chefe da força-tarefa da Lava Jato, falou para cerca de 200 pessoas.

A reportagem descreve: "Antes de falar, o procurador, que tem mestrado em Harvard, foi apresentado como 'servo' e 'irmão.' De terno e gravata, discursou do púlpito, citou a Bíblia e disse acreditar que Deus colabora com a Lava Jato."

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